domingo, janeiro 31, 2010
Grande jogo
Vencemos o V. Guimarães e pela 2ª vez nesta época temos uma sequência de quatro vitórias seguidas (a outra série só parou nas sete) para o campeonato. Pode parecer de somenos importância, mas infelizmente nos últimos anos isso tem sido mais a excepção do que a regra. O V. Guimarães tem sido um pouco a nossa besta negra quando o defrontamos em casa (eliminação da Taça de Portugal este ano e quatro jogos seguidos em que não sofreram golos na Luz) e confesso que estava apreensivo com este jogo. No entanto, voltámos a fazer uma exibição agradável numa partida que foi das melhores que assisti na Luz este ano.
Entrámos bem e o Cardozo poderia ter sido mais expedito a rematar logo nos minutos iniciais (aliás, o paraguaio esteve estranhamente perro neste jogo). O V. Guimarães fechava-se bem, mas nunca descurava o contra-ataque. No entanto, conseguimos chegar à vantagem aos 17’ pelo Aimar num lance em que ele tentou desmarcar o Cardozo, a bola foi interceptava, voltou para ele que se isolou e bateu o Nilson (lá se foi a bonita soma de quatro jogos seguidos dele sem sofrer golos na Luz...). Como é habitual, nos minutos que se seguiram tentámos ampliar a vantagem, mas alguma indecisão na hora do remate (nomeadamente do Cardozo) impediu que isso acontecesse. Contra o que era expectável, até porque só fez dois remates na 1ª parte, o V. Guimarães empatou aos 32’ num boa jogada de contra-ataque finalizada pelo Nuno Assis (se estivesse no Benfica, de certeza que a bola seria defendida pelo guarda-redes ou iria para fora...). Até final da 1ª parte, pressionámos, tivemos alguns cantos, mas a melhor oportunidade foi um quase autogolo de um defesa contrário.
Voltámos a entrar fortes no 2º tempo, como tem sucedido ultimamente, e fizemos o 2-1 aos 50’ pelo Carlos Martins (foi titular porque o Ramires não estava em condições), num remate rasteiro depois de uma assistência do Aimar. A velocidade da partida aumentou em relação à 1ª parte e voltámos a marcar aos 60’, outra vez pelo Carlos Martins, num fabuloso remate de fora da área. Quem pensou que o jogo estava acabado, enganou-se redondamente. O V. Guimarães, provando que sabe jogar à bola e que o Paulo Sérgio é um bom treinador, continuou a criar-nos problemas na defesa, mas nós também não tivemos por vezes o discernimento de acalmar o jogo. Queríamos fazer tudo depressa e bem, os jogadores entusiasmavam-se e perdíamos a bola em zonas perigosas. Para piorar a situação, o Carlos Martins, mostrando mais uma vez que é um jogador desequilibrado, fez-se expulsar aos 72’ ao meter o braço à bola quando já tinha um amarelo. O Jorge Jesus fez logo entrar o Rúben Amorim para o lugar do Aimar e finalmente acalmámos. Pouco depois, o Cardozo tem a perdida do ano ao correr isolado desde o meio-campo, mas permitindo a defesa do Nilson. Disse o Jesus no final que ele estava ansioso porque queria marcar um golo para dedicar ao Cabañas, companheiro da selecção que foi baleado no México. Espero bem que seja essa a razão, porque ele esteve estranhamente ansioso na altura do remate. Até final, ainda permitimos uns quantos remates ao adversário e o Éder Luís atirou a habitual bola ao poste.
Individualmente é incontornável o destaque ao Carlos Martins, com a ressalva que ele tem que se controlar mais emocionalmente. A sua escusadíssima expulsão poderia ter-nos provocado muitos problemas. O Aimar também esteve excelente a pautar o jogo ofensivo e o Di María está em boa forma. Curiosamente ganhámos 3-1 numa partida em que os piores jogadores do Benfica foram o Cardozo e o Saviola, provando que também são humanos e têm direito a um dia mau.
Vamos entrar numa série infernal com jogos de três em três dias. A onda vermelha (52.616 espectadores nesta partida!) deve já continuar na próxima 4ª feira com a recepção à U. Leiria. Como é um encontro antecipado, temos tudo para ficarmos já à frente no campeonato e colocarmos pressão nos adversários. E só não estamos já isolados em 1º, porque os lagartos, comprovando definitivamente (como se houvesse dúvidas...) que não servem mesmo para nada, foram perder a Braga...
Entrámos bem e o Cardozo poderia ter sido mais expedito a rematar logo nos minutos iniciais (aliás, o paraguaio esteve estranhamente perro neste jogo). O V. Guimarães fechava-se bem, mas nunca descurava o contra-ataque. No entanto, conseguimos chegar à vantagem aos 17’ pelo Aimar num lance em que ele tentou desmarcar o Cardozo, a bola foi interceptava, voltou para ele que se isolou e bateu o Nilson (lá se foi a bonita soma de quatro jogos seguidos dele sem sofrer golos na Luz...). Como é habitual, nos minutos que se seguiram tentámos ampliar a vantagem, mas alguma indecisão na hora do remate (nomeadamente do Cardozo) impediu que isso acontecesse. Contra o que era expectável, até porque só fez dois remates na 1ª parte, o V. Guimarães empatou aos 32’ num boa jogada de contra-ataque finalizada pelo Nuno Assis (se estivesse no Benfica, de certeza que a bola seria defendida pelo guarda-redes ou iria para fora...). Até final da 1ª parte, pressionámos, tivemos alguns cantos, mas a melhor oportunidade foi um quase autogolo de um defesa contrário.
Voltámos a entrar fortes no 2º tempo, como tem sucedido ultimamente, e fizemos o 2-1 aos 50’ pelo Carlos Martins (foi titular porque o Ramires não estava em condições), num remate rasteiro depois de uma assistência do Aimar. A velocidade da partida aumentou em relação à 1ª parte e voltámos a marcar aos 60’, outra vez pelo Carlos Martins, num fabuloso remate de fora da área. Quem pensou que o jogo estava acabado, enganou-se redondamente. O V. Guimarães, provando que sabe jogar à bola e que o Paulo Sérgio é um bom treinador, continuou a criar-nos problemas na defesa, mas nós também não tivemos por vezes o discernimento de acalmar o jogo. Queríamos fazer tudo depressa e bem, os jogadores entusiasmavam-se e perdíamos a bola em zonas perigosas. Para piorar a situação, o Carlos Martins, mostrando mais uma vez que é um jogador desequilibrado, fez-se expulsar aos 72’ ao meter o braço à bola quando já tinha um amarelo. O Jorge Jesus fez logo entrar o Rúben Amorim para o lugar do Aimar e finalmente acalmámos. Pouco depois, o Cardozo tem a perdida do ano ao correr isolado desde o meio-campo, mas permitindo a defesa do Nilson. Disse o Jesus no final que ele estava ansioso porque queria marcar um golo para dedicar ao Cabañas, companheiro da selecção que foi baleado no México. Espero bem que seja essa a razão, porque ele esteve estranhamente ansioso na altura do remate. Até final, ainda permitimos uns quantos remates ao adversário e o Éder Luís atirou a habitual bola ao poste.
Individualmente é incontornável o destaque ao Carlos Martins, com a ressalva que ele tem que se controlar mais emocionalmente. A sua escusadíssima expulsão poderia ter-nos provocado muitos problemas. O Aimar também esteve excelente a pautar o jogo ofensivo e o Di María está em boa forma. Curiosamente ganhámos 3-1 numa partida em que os piores jogadores do Benfica foram o Cardozo e o Saviola, provando que também são humanos e têm direito a um dia mau.
Vamos entrar numa série infernal com jogos de três em três dias. A onda vermelha (52.616 espectadores nesta partida!) deve já continuar na próxima 4ª feira com a recepção à U. Leiria. Como é um encontro antecipado, temos tudo para ficarmos já à frente no campeonato e colocarmos pressão nos adversários. E só não estamos já isolados em 1º, porque os lagartos, comprovando definitivamente (como se houvesse dúvidas...) que não servem mesmo para nada, foram perder a Braga...
segunda-feira, janeiro 25, 2010
Agri-doce
Vencemos em Vila do Conde (2-1) e qualificámo-nos para as meias-finais da Taça da Liga. Só que, por apenas um golo de diferença, fomos o pior dos primeiros classificados, pelo que iremos disputar o acesso à final em Alvalade ou no Dragão. E daí o título deste post, porque bastava que um dos dois(!) remates consecutivos do Alan Kardec ao poste aos 85’ tivesse entrado, para termos a vantagem de ter essa partida em casa.
Entrámos em campo praticamente com a equipa titular (excepção ao Moreira, Fábio Coentrão e Carlos Martins) pelo que o nosso objectivo era bem claro. Precisávamos da vitória para nos qualificarmos, mas o Rio Ave é uma equipa muito difícil em casa. Não entrámos bem no encontro, embora o adversário não tivesse criado grande perigo, um pouco à semelhança da Madeira na semana passada. A partir dos 10’ equilibrámos, mas não houve grandes oportunidades de golo no 1º tempo.
Na 2ª parte, e tal como aconteceu na partida do campeonato, marcámos cedo. Aos 48’, o Cardozo assistiu o Carlos Martins e este, com um remate forte e colocado, inaugurou o marcador. O mais difícil estava feito, mas o Sr. Cosme Machado resolveu equilibrar as coisas ao assinalar penalty num corte limpo do David Luiz aos 53’. Imerecidamente, o Rio Ave empatou a partida. A partir daqui, fomos para cima do adversário, que tentava o contra-ataque e só teve mais uma situação de perigo até final, que o Moreira defendeu bem. Quanto a nós, não fossem alguns últimos passes mal feitos teríamos marcado mais cedo. Acabámos por fazê-lo aos 75’, quando o Cardozo fez nova assistência, desta feita para o Di María que isolado não falhou. Entretanto, já tinha entrado o Alan Kardec que fez assim a sua estreia oficial com a nossa camisola. Até final continuámos a pressionar, mas não percebi a substituição aos 92’ do Cardozo pelo Éder Luís. Parecia que estávamos a perder tempo quando precisávamos de mais um golo para termos vantagem sobre o CRAC. Claro está que as tais duas bolas ao poste do Kardec poderiam ter-nos dado essa vantagem, mas a sorte virou-nos as costas.
Individualmente gostei do Di María, que até acabou por marcar o golo decisivo, e do Cardozo, que está um belo assistente agora que está numa fase de menor fulgor em relação aos golos. O Carlos Martins marcou um bom golo e, apesar de alguns disparates, esteve razoável. O Coentrão também voltou a fazer um bom jogo a defesa-esquerdo. Quanto ao Moreira, que terei muita pena se sair do Benfica no final da época, teve algumas falhas naturais em quem não tem ritmo de jogo, mas nada de comprometedor. O Kardec teve algumas boas intervenções e vamos ver como se irá adaptar.
Estando nas meias-finais, o objectivo é claro: chegar ao jogo decisivo. O problema é que teremos de ir ganhar a casa de um dos dois rivais. Mal por mal, prefiro obviamente uma ida a Alvalade. Aquele empate no campeonato ainda me está atravessado…
P.S. – Espero que se assista a duas enchentes no Estádio da Luz esta semana. Logo à noite no Jogo contra a Pobreza e no sábado na recepção ao V. Guimarães. A ajuda ao Haiti e a oportunidade de rever velhas glórias como o Humberto, Néné e Magnusson a vestir a camisola do Glorioso, já para não falar no Maestro e na possibilidade de voltarmos a gritar pelo Miccoli, são motivos mais que suficientes. E no próximo fim-de-semana há que dar continuidade à onda vermelha. Depois de aumentarmos a vantagem frente ao CRAC na semana passada, todos seremos poucos para ajudar a equipa a vencer a besta negra dos últimos tempos na Luz.
Entrámos em campo praticamente com a equipa titular (excepção ao Moreira, Fábio Coentrão e Carlos Martins) pelo que o nosso objectivo era bem claro. Precisávamos da vitória para nos qualificarmos, mas o Rio Ave é uma equipa muito difícil em casa. Não entrámos bem no encontro, embora o adversário não tivesse criado grande perigo, um pouco à semelhança da Madeira na semana passada. A partir dos 10’ equilibrámos, mas não houve grandes oportunidades de golo no 1º tempo.
Na 2ª parte, e tal como aconteceu na partida do campeonato, marcámos cedo. Aos 48’, o Cardozo assistiu o Carlos Martins e este, com um remate forte e colocado, inaugurou o marcador. O mais difícil estava feito, mas o Sr. Cosme Machado resolveu equilibrar as coisas ao assinalar penalty num corte limpo do David Luiz aos 53’. Imerecidamente, o Rio Ave empatou a partida. A partir daqui, fomos para cima do adversário, que tentava o contra-ataque e só teve mais uma situação de perigo até final, que o Moreira defendeu bem. Quanto a nós, não fossem alguns últimos passes mal feitos teríamos marcado mais cedo. Acabámos por fazê-lo aos 75’, quando o Cardozo fez nova assistência, desta feita para o Di María que isolado não falhou. Entretanto, já tinha entrado o Alan Kardec que fez assim a sua estreia oficial com a nossa camisola. Até final continuámos a pressionar, mas não percebi a substituição aos 92’ do Cardozo pelo Éder Luís. Parecia que estávamos a perder tempo quando precisávamos de mais um golo para termos vantagem sobre o CRAC. Claro está que as tais duas bolas ao poste do Kardec poderiam ter-nos dado essa vantagem, mas a sorte virou-nos as costas.
Individualmente gostei do Di María, que até acabou por marcar o golo decisivo, e do Cardozo, que está um belo assistente agora que está numa fase de menor fulgor em relação aos golos. O Carlos Martins marcou um bom golo e, apesar de alguns disparates, esteve razoável. O Coentrão também voltou a fazer um bom jogo a defesa-esquerdo. Quanto ao Moreira, que terei muita pena se sair do Benfica no final da época, teve algumas falhas naturais em quem não tem ritmo de jogo, mas nada de comprometedor. O Kardec teve algumas boas intervenções e vamos ver como se irá adaptar.
Estando nas meias-finais, o objectivo é claro: chegar ao jogo decisivo. O problema é que teremos de ir ganhar a casa de um dos dois rivais. Mal por mal, prefiro obviamente uma ida a Alvalade. Aquele empate no campeonato ainda me está atravessado…
P.S. – Espero que se assista a duas enchentes no Estádio da Luz esta semana. Logo à noite no Jogo contra a Pobreza e no sábado na recepção ao V. Guimarães. A ajuda ao Haiti e a oportunidade de rever velhas glórias como o Humberto, Néné e Magnusson a vestir a camisola do Glorioso, já para não falar no Maestro e na possibilidade de voltarmos a gritar pelo Miccoli, são motivos mais que suficientes. E no próximo fim-de-semana há que dar continuidade à onda vermelha. Depois de aumentarmos a vantagem frente ao CRAC na semana passada, todos seremos poucos para ajudar a equipa a vencer a besta negra dos últimos tempos na Luz.
segunda-feira, janeiro 18, 2010
Importante
Pelo segundo ano consecutivo goleámos o Marítimo na Madeira, desta feita por 5-0. Numa partida com algumas peripécias, ninguém de bom senso pode pôr em causa a nossa vitória, apesar da boa réplica do adversário até ao nosso primeiro golo. Com as duas expulsões e 3-0 ao intervalo, as dúvidas sobre o vencedor ficaram logo dissipadas.
Curiosamente entrámos mal na partida. Logo no início tivemos sorte num lance que seria de muito azar: um remate do Cláudio Pitbull bateu no David Luiz, traiu o Quim, mas a bola bateu no poste. Durante os primeiros 20’ tivemos muita dificuldade na circulação da bola, o adversário ganhava quase todos os ressaltos e chegava sempre primeiro aos lances, apesar de não ter criado mais nenhuma situação de golo. Houve um cabeceamento do Ramires por cima, mas a primeira ocasião de golo resultou na inauguração do marcador aos 28’: o Peçanha ainda defendeu três remates seguidos (Aimar e dois do Cardozo), mas o Saviola lá voltou a marcar depois de uma assistência do paraguaio, que assim se redimiu do falhanço incrível no primeiro remate. Dois minutos depois, houve um jogador adversário (Olberdam) expulso por palavras depois de o Sr. João Ferreira ter assinalado uma falta evidente sobre o Di María. Até porque não é normal os árbitros expulsarem directamente jogadores por palavras, gostava muito que neste caso se tornasse público quais foram essas palavras. Agora, acho que deve ter sido algo de muito grave, visível pelo modo como o árbitro correu até ao jogador para lhe mostrar o vermelho. Também muita gente não compreendeu a atitude do Zidane na final do Mundial até saber o que o Materazzi lhe disse e depois, se calhar, até o entendeu. Aos 34’ uma excelente jogada do Di María permitiu ao Maxi Pereira fazer o 2-0 e pouco antes do intervalo a partida acabou quando um jogador do Marítimo impediu com a mão o Cardozo de fazer o 3-0. Expulsão óbvia e o paraguaio não deu hipóteses no penalty, com uma bomba que ia rebentando a mão do Peçanha que ainda tocou na bola.
Na 2ª parte o jogo foi quase sempre o mesmo, com o Benfica atacar, mas sem a intensidade de encontros anteriores, até porque um autogolo deu-nos o 4-0 logo aos 50’. Mesmo assim algumas falhas de concentração permitiram ao Marítimo ter oportunidades, nomeadamente ao Manú que surgiu isolado, mas atirou para fora. Entretanto entraram o Carlos Martins e o Éder Luís para dar descanso ao Aimar e Ramires, e o nosso jogo ressentiu-se disso. Mas ainda conseguimos fazer o 5-0 pelo Luisão aos 69’ numa antecipação de cabeça ao guarda-redes na sequência de um livre. O jogo arrastou-se até final e nem o Nuno Gomes, que entretanto entrou, conseguiu que igualássemos o resultado do ano passado.
Individualmente é difícil destacar alguém, porque quase até ao primeiro golo não fizemos muito e depois o Marítimo fez hara-kiri, tornado a partida mais fácil. Acima da razoabilidade estiveram o Di María, o Luisão e o Maxi Pereira. Mais discretos o David Luiz (provavelmente a lesão condicionou o jogo que fez), o Ramires e o Aimar. O Quim fez uma boa defesa que impediu o empate a 1-1 e parece-me mais seguro. O Cardozo lá voltou aos golos, mas aquele falhanço (está bem que resultou em golo) está-me atravessado. A eficácia do Saviola continua a abrir-nos portas para as vitórias.
Com o empate do CRAC em casa frente ao Paços de Ferreira (acho piada discutirem o golo anulado ao Falcao e querem esquecer que o golo do empate foi com a mão!), temos agora seis pontos de vantagem sobre eles. Não estava à espera da vitória do Braga em Coimbra (com um penalty inexistente a dar-lhe o 1-0, acrescente-se), mas a bem da boa vizinhança espero que os lagartos ganhem na próxima jornada…
P.S. – Os antibenfiquistas vão ladrar muito sobre a arbitragem do Sr. João Ferreira neste jogo. Gostaria que ele explicasse a expulsão por palavras, mas a da mão é indiscutível. Na 2ª parte ainda o vi perdoar um penalty sobre o Aimar e a expulsão a um adversário que atingiu sem bola o Éder Luís. Parece-me que quem tem telhados de vidro (nesta mesma jornada!) deveria estar calado, até porque o único lance de dúvida é a causa da primeira expulsão, mas como não há vergonha na cara neste país preparemos os ouvidos…
Curiosamente entrámos mal na partida. Logo no início tivemos sorte num lance que seria de muito azar: um remate do Cláudio Pitbull bateu no David Luiz, traiu o Quim, mas a bola bateu no poste. Durante os primeiros 20’ tivemos muita dificuldade na circulação da bola, o adversário ganhava quase todos os ressaltos e chegava sempre primeiro aos lances, apesar de não ter criado mais nenhuma situação de golo. Houve um cabeceamento do Ramires por cima, mas a primeira ocasião de golo resultou na inauguração do marcador aos 28’: o Peçanha ainda defendeu três remates seguidos (Aimar e dois do Cardozo), mas o Saviola lá voltou a marcar depois de uma assistência do paraguaio, que assim se redimiu do falhanço incrível no primeiro remate. Dois minutos depois, houve um jogador adversário (Olberdam) expulso por palavras depois de o Sr. João Ferreira ter assinalado uma falta evidente sobre o Di María. Até porque não é normal os árbitros expulsarem directamente jogadores por palavras, gostava muito que neste caso se tornasse público quais foram essas palavras. Agora, acho que deve ter sido algo de muito grave, visível pelo modo como o árbitro correu até ao jogador para lhe mostrar o vermelho. Também muita gente não compreendeu a atitude do Zidane na final do Mundial até saber o que o Materazzi lhe disse e depois, se calhar, até o entendeu. Aos 34’ uma excelente jogada do Di María permitiu ao Maxi Pereira fazer o 2-0 e pouco antes do intervalo a partida acabou quando um jogador do Marítimo impediu com a mão o Cardozo de fazer o 3-0. Expulsão óbvia e o paraguaio não deu hipóteses no penalty, com uma bomba que ia rebentando a mão do Peçanha que ainda tocou na bola.
Na 2ª parte o jogo foi quase sempre o mesmo, com o Benfica atacar, mas sem a intensidade de encontros anteriores, até porque um autogolo deu-nos o 4-0 logo aos 50’. Mesmo assim algumas falhas de concentração permitiram ao Marítimo ter oportunidades, nomeadamente ao Manú que surgiu isolado, mas atirou para fora. Entretanto entraram o Carlos Martins e o Éder Luís para dar descanso ao Aimar e Ramires, e o nosso jogo ressentiu-se disso. Mas ainda conseguimos fazer o 5-0 pelo Luisão aos 69’ numa antecipação de cabeça ao guarda-redes na sequência de um livre. O jogo arrastou-se até final e nem o Nuno Gomes, que entretanto entrou, conseguiu que igualássemos o resultado do ano passado.
Individualmente é difícil destacar alguém, porque quase até ao primeiro golo não fizemos muito e depois o Marítimo fez hara-kiri, tornado a partida mais fácil. Acima da razoabilidade estiveram o Di María, o Luisão e o Maxi Pereira. Mais discretos o David Luiz (provavelmente a lesão condicionou o jogo que fez), o Ramires e o Aimar. O Quim fez uma boa defesa que impediu o empate a 1-1 e parece-me mais seguro. O Cardozo lá voltou aos golos, mas aquele falhanço (está bem que resultou em golo) está-me atravessado. A eficácia do Saviola continua a abrir-nos portas para as vitórias.
Com o empate do CRAC em casa frente ao Paços de Ferreira (acho piada discutirem o golo anulado ao Falcao e querem esquecer que o golo do empate foi com a mão!), temos agora seis pontos de vantagem sobre eles. Não estava à espera da vitória do Braga em Coimbra (com um penalty inexistente a dar-lhe o 1-0, acrescente-se), mas a bem da boa vizinhança espero que os lagartos ganhem na próxima jornada…
P.S. – Os antibenfiquistas vão ladrar muito sobre a arbitragem do Sr. João Ferreira neste jogo. Gostaria que ele explicasse a expulsão por palavras, mas a da mão é indiscutível. Na 2ª parte ainda o vi perdoar um penalty sobre o Aimar e a expulsão a um adversário que atingiu sem bola o Éder Luís. Parece-me que quem tem telhados de vidro (nesta mesma jornada!) deveria estar calado, até porque o único lance de dúvida é a causa da primeira expulsão, mas como não há vergonha na cara neste país preparemos os ouvidos…
quinta-feira, janeiro 14, 2010
Razoável
Empatámos em Guimarães (1-1) na 2ª jornada da Taça da Liga e mantemo-nos em 1º lugar com os mesmos pontos do Rio Ave. A deslocação a Vila do Conde na próxima semana irá decidir tudo, mas por causa da diferença de golos estamos obrigados a ganhar para ficar em 1º lugar.
Com o dilúvio que se abateu sobre o país e que pôs em causa a realização do jogo, era impossível esperar um bom espectáculo. O Jorge Jesus fez algumas alterações na equipa, mas mesmo assim manteve seis titulares (defesa, Ramires e Aimar). As notas de maior destaque foram a estreia absoluta do Éder Luís e a colocação do Roderick a trinco. Foi uma 1ª parte sem grandes oportunidades, em que deu a ideia de que as equipas se estavam a habituar às difíceis condições do relvado.
Na 2ª parte, entraram o Javi García e o Cardozo para os lugares do Aimar e Nuno Gomes, o que sinceramente não gostei muito, porque eram mais dois titulares em campo e tenho sempre medo de lesões nestas partidas que não interessam quase nada. O jogo melhorou, mas foi o V. Guimarães a marcar primeiro numa assistência do Maxi Pereira, que falhou um domínio com a coxa na grande-área, o que permitiu ao Douglas inaugurar o marcador aos 56’. Pouco depois sofremos uma bola na barra, num cruzamento-remate em que o golpe de vista ia traindo o Júlio César. A partir dos 65’ começámos a reagir e tivemos uma excelente oportunidade, quando o Coentrão isolado atirou à barra. Foi o prenúncio para o que se ia passar pouco depois (75’), em que o mesmo Coentrão marcou um bom golo num lance idêntico, assistido pelo Maxi Pereira. Até final, o uruguaio teve a melhor oportunidade para nos dar a vitória, com um remate já dentro da grande-área, mas o guarda-redes contrário defendeu bem.
Individualmente gostei do Coentrão, que foi quem imprimiu sempre mais velocidade ao nosso jogo. O resto da equipa esteve razoável e preciso de ver outra vez o Éder Luís para ter uma opinião mais concreta. No pólo aquático achei-o inadaptado, mas ele veio para cá para jogar futebol, portanto aguardemos um campo em condições.
Pareceu-me que esta partida foi encarada para continuar a dar ritmo a alguns jogadores, inclusive habituais titulares, e que o importante era não perder num campo difícil, o que foi conseguido. A arbitragem do Sr. Carlos Xistra conseguiu estar ao nível da partida, ou seja, razoável, o que continua a fazer desta Taça da Liga uma competição sui generis. Serve para tentar limpar históricos vergonhosos que alguns árbitros tinham contra nós, seja por nos beneficiarem num lance (Lucílio e Olegário), seja por fazerem finalmente arbitragens isentas (Xistra). Era bom é que estes senhores fizessem isso mesmo (arbitragens isentas) nos jogos que verdadeiramente interessam, mas obviamente isso já não lhes interessa.
Com o dilúvio que se abateu sobre o país e que pôs em causa a realização do jogo, era impossível esperar um bom espectáculo. O Jorge Jesus fez algumas alterações na equipa, mas mesmo assim manteve seis titulares (defesa, Ramires e Aimar). As notas de maior destaque foram a estreia absoluta do Éder Luís e a colocação do Roderick a trinco. Foi uma 1ª parte sem grandes oportunidades, em que deu a ideia de que as equipas se estavam a habituar às difíceis condições do relvado.
Na 2ª parte, entraram o Javi García e o Cardozo para os lugares do Aimar e Nuno Gomes, o que sinceramente não gostei muito, porque eram mais dois titulares em campo e tenho sempre medo de lesões nestas partidas que não interessam quase nada. O jogo melhorou, mas foi o V. Guimarães a marcar primeiro numa assistência do Maxi Pereira, que falhou um domínio com a coxa na grande-área, o que permitiu ao Douglas inaugurar o marcador aos 56’. Pouco depois sofremos uma bola na barra, num cruzamento-remate em que o golpe de vista ia traindo o Júlio César. A partir dos 65’ começámos a reagir e tivemos uma excelente oportunidade, quando o Coentrão isolado atirou à barra. Foi o prenúncio para o que se ia passar pouco depois (75’), em que o mesmo Coentrão marcou um bom golo num lance idêntico, assistido pelo Maxi Pereira. Até final, o uruguaio teve a melhor oportunidade para nos dar a vitória, com um remate já dentro da grande-área, mas o guarda-redes contrário defendeu bem.
Individualmente gostei do Coentrão, que foi quem imprimiu sempre mais velocidade ao nosso jogo. O resto da equipa esteve razoável e preciso de ver outra vez o Éder Luís para ter uma opinião mais concreta. No pólo aquático achei-o inadaptado, mas ele veio para cá para jogar futebol, portanto aguardemos um campo em condições.
Pareceu-me que esta partida foi encarada para continuar a dar ritmo a alguns jogadores, inclusive habituais titulares, e que o importante era não perder num campo difícil, o que foi conseguido. A arbitragem do Sr. Carlos Xistra conseguiu estar ao nível da partida, ou seja, razoável, o que continua a fazer desta Taça da Liga uma competição sui generis. Serve para tentar limpar históricos vergonhosos que alguns árbitros tinham contra nós, seja por nos beneficiarem num lance (Lucílio e Olegário), seja por fazerem finalmente arbitragens isentas (Xistra). Era bom é que estes senhores fizessem isso mesmo (arbitragens isentas) nos jogos que verdadeiramente interessam, mas obviamente isso já não lhes interessa.
domingo, janeiro 10, 2010
Sem espinhas
Vencemos justamente o Rio Ave em Vila do Conde (1-0) e mantivemo-nos colados ao Braga no 1º lugar. Foi um triunfo fundamental na casa de um adversário que ainda não tinha perdido lá esta época. Apesar do resultado tangencial, a nossa vitória nunca esteve em causa e o Rio Ave praticamente não criou perigo.
Foi uma 1ª parte demasiado morna da nossa parte, apesar do intenso frio que se fazia (o que não impediu um estádio quase cheio, maioritariamente com os nossos adeptos, claro está). O David Luiz castigado e o Aimar no banco eram os únicos ausentes da equipa-base, mas com o Carlos Martins as coisas não fluem tão bem no meio-campo, já que ele não tem a qualidade de passe do argentino. O Di María e o Saviola também estiveram meio escondidos na 1ª parte e o Ramires terá feito o jogo menos conseguido desde que chegou. Tudo isto somado fez que com não tivéssemos criado grande perigo neste período. Um erro inacreditável do Maxi Pereira isolou um adversário e o Rio Ave teve a única oportunidade de marcar em toda a partida, mas o remate saiu ao lado.
No 2º tempo aumentámos a velocidade e o jogo foi outro. Marcámos relativamente cedo (47’) o que também contribuiu para que nos soltássemos mais. Foi outro golo do Saviola, que marcou pelo sexto jogo consecutivo! Foi na sequência de um canto e de um desvio do Cardozo ao 1º poste que o argentino surgiu como habitualmente no 2º e, num remate bastante difícil, conseguiu fazer um grande golo. A partir daqui, o jogo foi completamente nosso. O Rio Ave não conseguiu criar nenhuma situação de golo, ao passo que nós tivemos algumas. A mais flagrante de todas foi uma cabeçada do Cardozo que passou ao lado, quando tinha a baliza completamente à mercê depois de um bom cruzamento do Maxi Pereira. Entretanto, já o Aimar tinha entrado e a bola passou a ter olhos. Melhorámos imenso, mas poderíamos realmente ter marcado pelo menos mais um golo para ficarmos completamente descansados.
Individualmente gostei muito do Miguel Vítor que substituiu sem mácula o David Luiz e do Cardozo, apesar do falhanço naquela bola. O Saviola também é um destaque óbvio, ou não fosse o terceiro 1-0 consecutivo a nosso favor com um golo dele. O resto da equipa esteve regular e parece que entrámos em velocidade de cruzeiro.
A próxima jornada é uma saída igualmente difícil ao Marítimo, mas acho que a equipa está a voltar ao que era antes do Natal. Já houve mais dinâmica do que na partida da Taça da Liga e a tendência é para melhorar. Mas antes desse jogo, teremos a Taça da Liga em Guimarães a meio desta semana, onde espero ver os jogadores menos utilizados provarem que também conseguem ganhar jogos.
P.S. – Como é que se pode falhar um penalty aos 92’ que daria o empate?! Tinha que ser um jogador emprestado pela lagartada! O CRAC, para além de ser assumidamente corrupto, tem uma vaca inacreditável!
Foi uma 1ª parte demasiado morna da nossa parte, apesar do intenso frio que se fazia (o que não impediu um estádio quase cheio, maioritariamente com os nossos adeptos, claro está). O David Luiz castigado e o Aimar no banco eram os únicos ausentes da equipa-base, mas com o Carlos Martins as coisas não fluem tão bem no meio-campo, já que ele não tem a qualidade de passe do argentino. O Di María e o Saviola também estiveram meio escondidos na 1ª parte e o Ramires terá feito o jogo menos conseguido desde que chegou. Tudo isto somado fez que com não tivéssemos criado grande perigo neste período. Um erro inacreditável do Maxi Pereira isolou um adversário e o Rio Ave teve a única oportunidade de marcar em toda a partida, mas o remate saiu ao lado.
No 2º tempo aumentámos a velocidade e o jogo foi outro. Marcámos relativamente cedo (47’) o que também contribuiu para que nos soltássemos mais. Foi outro golo do Saviola, que marcou pelo sexto jogo consecutivo! Foi na sequência de um canto e de um desvio do Cardozo ao 1º poste que o argentino surgiu como habitualmente no 2º e, num remate bastante difícil, conseguiu fazer um grande golo. A partir daqui, o jogo foi completamente nosso. O Rio Ave não conseguiu criar nenhuma situação de golo, ao passo que nós tivemos algumas. A mais flagrante de todas foi uma cabeçada do Cardozo que passou ao lado, quando tinha a baliza completamente à mercê depois de um bom cruzamento do Maxi Pereira. Entretanto, já o Aimar tinha entrado e a bola passou a ter olhos. Melhorámos imenso, mas poderíamos realmente ter marcado pelo menos mais um golo para ficarmos completamente descansados.
Individualmente gostei muito do Miguel Vítor que substituiu sem mácula o David Luiz e do Cardozo, apesar do falhanço naquela bola. O Saviola também é um destaque óbvio, ou não fosse o terceiro 1-0 consecutivo a nosso favor com um golo dele. O resto da equipa esteve regular e parece que entrámos em velocidade de cruzeiro.
A próxima jornada é uma saída igualmente difícil ao Marítimo, mas acho que a equipa está a voltar ao que era antes do Natal. Já houve mais dinâmica do que na partida da Taça da Liga e a tendência é para melhorar. Mas antes desse jogo, teremos a Taça da Liga em Guimarães a meio desta semana, onde espero ver os jogadores menos utilizados provarem que também conseguem ganhar jogos.
P.S. – Como é que se pode falhar um penalty aos 92’ que daria o empate?! Tinha que ser um jogador emprestado pela lagartada! O CRAC, para além de ser assumidamente corrupto, tem uma vaca inacreditável!
segunda-feira, janeiro 04, 2010
Complicado
Vencemos o Nacional (1-0) na 1ª jornada da fase de grupos da Taça da Liga. Foi um triunfo importante, até porque os dois próximos jogos vão ser fora de casa e só o 1º classificado tem a passagem garantida às meias-finais. A vitória foi justa, mas não fizemos uma exibição tão boa quanto estamos habituados.
Por causa da paragem do campeonato, o Jorge Jesus optou por colocar a melhor equipa em campo. Mas dos elementos do meio-campo, só o Javi García é um habitual titular e a nossa produção ressentiu-se desse facto. Entrámos bem na partida, com alguma dinâmica e velocidade, mas só durou 10’. Na 1ª parte, o Nacional teve dois camiões-tir em campo e foi muito difícil arranjar espaços para jogar. Não admira portanto que não tenha havido grandes oportunidades para marcar.
A 2ª parte foi muito mais movimentada, porque jogámos com maior velocidade e também o Nacional deixou de adoptar a sua postura de autocarro reforçado. A qualidade da partida melhorou e passámos a ter algumas oportunidades. No entanto, estava muito difícil marcar pelo que acabámos a partida com quatro(!) avançados em campo. E foi a entrada do último deles, o Nuno Gomes, que desbloqueou a situação, com uma assistência primorosa (na primeira vez que tocou na bola) para o Saviola fazer o único golo aos 78’. Até final ainda sofremos um calafrio, quando o Quim ficou a dormir num cruzamento para a área, mas o avançado contrário felizmente atirou ao lado.
Em termos individuais há que destacar mais uma vez o Saviola, não só pelo golo, mas porque foi o jogador que mais tentou dar velocidade ao nosso jogo. A entrada do Nuno Gomes foi mais uma vez decisiva e, se não fosse ele, provavelmente estaríamos aqui a lamentar um empate. Gostei da 2ª parte do Coentrão a defesa-esquerdo e também do Cardozo, apesar de ter estado um pouco trapalhão na altura do remate.
Quando o campeonato regressar para a semana, espero que regressem igualmente o Aimar e o Ramires, porque a deslocação a Vila do Conde vai ser dos jogos mais difíceis da época. É fundamental manter a diferença pontual para os nossos rivais e para isso precisamos de ter os melhores jogadores disponíveis.
P.S. – O Sr. Olegário Benquerença é um dos árbitros mais habilidosos da actualidade. Basta ver o critério disciplinar e a marcação de faltas sucessivas contra nós nos últimos minutos, mas de uma coisa tenho a certeza: se eventualmente nos favoreceu num ou noutro lance, foi de certeza por acaso. Agora, o Luisão não pode ter uma atitude daquelas. Poder-lhe-ia ter custado uma expulsão e ficaríamos sem centrais titulares em Vila do Conde. A rever.
Por causa da paragem do campeonato, o Jorge Jesus optou por colocar a melhor equipa em campo. Mas dos elementos do meio-campo, só o Javi García é um habitual titular e a nossa produção ressentiu-se desse facto. Entrámos bem na partida, com alguma dinâmica e velocidade, mas só durou 10’. Na 1ª parte, o Nacional teve dois camiões-tir em campo e foi muito difícil arranjar espaços para jogar. Não admira portanto que não tenha havido grandes oportunidades para marcar.
A 2ª parte foi muito mais movimentada, porque jogámos com maior velocidade e também o Nacional deixou de adoptar a sua postura de autocarro reforçado. A qualidade da partida melhorou e passámos a ter algumas oportunidades. No entanto, estava muito difícil marcar pelo que acabámos a partida com quatro(!) avançados em campo. E foi a entrada do último deles, o Nuno Gomes, que desbloqueou a situação, com uma assistência primorosa (na primeira vez que tocou na bola) para o Saviola fazer o único golo aos 78’. Até final ainda sofremos um calafrio, quando o Quim ficou a dormir num cruzamento para a área, mas o avançado contrário felizmente atirou ao lado.
Em termos individuais há que destacar mais uma vez o Saviola, não só pelo golo, mas porque foi o jogador que mais tentou dar velocidade ao nosso jogo. A entrada do Nuno Gomes foi mais uma vez decisiva e, se não fosse ele, provavelmente estaríamos aqui a lamentar um empate. Gostei da 2ª parte do Coentrão a defesa-esquerdo e também do Cardozo, apesar de ter estado um pouco trapalhão na altura do remate.
Quando o campeonato regressar para a semana, espero que regressem igualmente o Aimar e o Ramires, porque a deslocação a Vila do Conde vai ser dos jogos mais difíceis da época. É fundamental manter a diferença pontual para os nossos rivais e para isso precisamos de ter os melhores jogadores disponíveis.
P.S. – O Sr. Olegário Benquerença é um dos árbitros mais habilidosos da actualidade. Basta ver o critério disciplinar e a marcação de faltas sucessivas contra nós nos últimos minutos, mas de uma coisa tenho a certeza: se eventualmente nos favoreceu num ou noutro lance, foi de certeza por acaso. Agora, o Luisão não pode ter uma atitude daquelas. Poder-lhe-ia ter custado uma expulsão e ficaríamos sem centrais titulares em Vila do Conde. A rever.
sexta-feira, janeiro 01, 2010
Ano Novo
O meu amigo Corto Maltese enviou-me esta sms, que acho que resume bem os desejos de qualquer benfiquista para 2010.
"Que 2010 vos traga a segurança do Luisão, a atitude do David Luiz, a força do Javi García, a magia do Aimar, a irreverência do Saviola e a concretização do Cardozo. Tudo abençoado por Jesus!"
Um bom ano para todos os leitores desportistas deste blog.
"Que 2010 vos traga a segurança do Luisão, a atitude do David Luiz, a força do Javi García, a magia do Aimar, a irreverência do Saviola e a concretização do Cardozo. Tudo abençoado por Jesus!"
Um bom ano para todos os leitores desportistas deste blog.
quinta-feira, dezembro 24, 2009
Feliz Natal
segunda-feira, dezembro 21, 2009
Dilúvio de raça
Vencemos o Clube Regional Assumidamente Corrupto, vulgo CRAC, por 1-0 e alargámos a distância para eles para quatro pontos. Meus caros, o que vimos neste jogo foi o Glorioso Sport Lisboa e Benfica em todo o seu esplendor. Uma raça, uma ambição e um querer que permitiram superar todas as dificuldades, fazer das fraquezas forças, vencer os condicionalismos, nomeadamente a falta de vários jogadores importantes, e conquistar algo que nada nem ninguém nos oferece de borla. Foi a vitória da dignidade, da humildade, do carácter e da decência de quem joga de uma maneira honesta e sem géneros alimentares a ajudar os triunfos. Resumindo, foi o triunfo do bem contra o mal, de quem está no desporto para o honrar contra quem o desonra ignobilmente e não olha a meios para atingir os fins.
Com as suspensões do Di María e Coentrão, as lesões do Aimar e Rúben Amorim, valeu-nos a recuperação do Ramires, que ainda durou 70’. As nossas dificuldades são exemplificadas no facto de terem participado nesta partida dois jogadores que ainda não tinham nem um(!) minuto cumprido no campeonato: Urreta e Luís Filipe. E a dada altura, o nosso meio-campo atacante era constituído pelo Weldon, Filipe Menezes e o já referido Luís Filipe. Além disso, o Luisão e o David Luiz estiveram condicionados durante a semana com gripe, mas isso não se notou no encontro. A outra equipa estava na máxima força, mas quando os jogadores do Benfica encarnam o espírito do clube não há adversário que nos faça frente. O CRAC entrou melhor que nós e teve 10’ com alguma pressão sobre a nossa defesa, nomeadamente em bolas paradas que o Sr. Lucílio Baptista muito diligentemente inventava. Depois desse período, fomos de longe a melhor equipa. Mesmo com o dilúvio que se abateu durante toda a partida, conseguimos algumas boas combinações atacantes, com o Carlos Martins a fazer, e bem, de Aimar, o Urreta que não acusou minimamente o facto de estar a fazer a sua estreia pelo Benfica este ano, o Saviola sempre em movimento e o Cardozo a ganhar inúmeros lances de cabeça. Chegámos à vantagem aos 22’ pelo Saviola numa jogada de insistência, depois de um defesa do CRAC ter tirado a bola sobre a linha num remate do Cardozo. Um alívio do David Luiz transformou-se em assistência para o argentino. Até final da 1ª parte, continuámos a ser a única equipa em campo, já que o CRAC nem nas bolas paradas, continuada oferta do Sr. Lucílio Baptista, conseguia criar perigo.
Confesso que estava com medo da 2ª parte, nomeadamente de alguns jogadores que não têm ritmo de jogo poderem aguentar uma partida tão intensa e num campo tão pesado. É certo que a qualidade futebolística foi melhor no 1º tempo, mas no segundo o que sobressaiu foi a raça desta equipa. O Jesus também esteve bem no banco ao fazer uma dupla substituição aos 65’, tirando os extenuados Carlos Martins e Urreta e colocando o Luís Filipe e Weldon. O brasileiro foi muito importante, porque consegue ganhar bolas em velocidade e fartou-se de dar trabalho à defesa do CRAC. Cinco minutos depois esgotámos as substituições com o Ramires a ressentir-se do esforço e entrando o Felipe Menezes. O CRAC só criou perigo em dois lances, num remate do Álvaro Pereira bem defendido pelo Quim (61’) e num remate do Meireles cujo desvio na nossa defesa ia traindo o guarda-redes (64’). Até acabámos por ter mais oportunidades do que eles na 2ª parte, especialmente nos últimos 15’: quase autogolo do Falcão, desvio de cabeça do David Luiz a rasar o poste e grande petardo do Cardozo que o Helton defendeu muito bem. Nos últimos minutos tivemos manha suficiente para manter a bola longe da nossa área e a vitória não sofre contestação.
Individualmente quase é injusto fazer destaques, quando toda a equipa se exibiu a um nível altíssimo com uma entreajuda fabulosa, mas mesmo assim saliento os quatro pesos pesados: Cardozo, Luisão, David Luiz e Javi García. O primeiro a ganhar inúmeras bolas aos defesas do CRAC e a colocá-las jogáveis nos companheiros, e os restantes três por terem seco completamente Hulks & Cia. O Urreta foi uma enorme surpresa e acho que merece muitas mais oportunidades. Um jogador que faz a estreia da época numa partida desta importância e que faz quase tudo bem feito é de ser mais utilizado. Aliás, eu já tinha ficado com muito boa impressão dele no final da temporada passada. Tenho que referir igualmente o César Peixoto, que fez a melhor exibição com a nossa camisola. Mas, como disse anteriormente, o maior destaque tem que ser mesmo para toda a equipa.
Com esta saborosa vitória sobre uma equipa que simboliza tudo o que o futebol português tem de mal (mesquinhez, provincianismo, provocações infames, desrespeito pelo adversário), iremos passar um Natal muito melhor. Não deixámos o Braga isolar-se no comando e mantivemos a pressão sobre eles. A próxima partida para o campeonato é bastante difícil (Vila do Conde), mas, como ainda falta algum tempo até lá, espero que esta onda de lesões tenha acabado de vez. No entanto, já sabemos que não iremos ter o David Luiz por ter visto o 5º amarelo.
P.S. – O jogo teve inúmeras paragens, porque o Sr. Lucílio Baptista tem Parkinson no apito. Na 1ª parte, fartou-se de inventar faltas contra nós, os dois amarelos foram para jogadores de Benfica e a dualidade de critérios foi impressionante. Melhorou na 2ª e as coisas foram mais equilibradas. No entanto, é inacreditável como é que não quis ver uma mão descarada da prostituta uruguaia na sequência de um canto. Será que foi para compensar o penalty da Taça da Liga?
Com as suspensões do Di María e Coentrão, as lesões do Aimar e Rúben Amorim, valeu-nos a recuperação do Ramires, que ainda durou 70’. As nossas dificuldades são exemplificadas no facto de terem participado nesta partida dois jogadores que ainda não tinham nem um(!) minuto cumprido no campeonato: Urreta e Luís Filipe. E a dada altura, o nosso meio-campo atacante era constituído pelo Weldon, Filipe Menezes e o já referido Luís Filipe. Além disso, o Luisão e o David Luiz estiveram condicionados durante a semana com gripe, mas isso não se notou no encontro. A outra equipa estava na máxima força, mas quando os jogadores do Benfica encarnam o espírito do clube não há adversário que nos faça frente. O CRAC entrou melhor que nós e teve 10’ com alguma pressão sobre a nossa defesa, nomeadamente em bolas paradas que o Sr. Lucílio Baptista muito diligentemente inventava. Depois desse período, fomos de longe a melhor equipa. Mesmo com o dilúvio que se abateu durante toda a partida, conseguimos algumas boas combinações atacantes, com o Carlos Martins a fazer, e bem, de Aimar, o Urreta que não acusou minimamente o facto de estar a fazer a sua estreia pelo Benfica este ano, o Saviola sempre em movimento e o Cardozo a ganhar inúmeros lances de cabeça. Chegámos à vantagem aos 22’ pelo Saviola numa jogada de insistência, depois de um defesa do CRAC ter tirado a bola sobre a linha num remate do Cardozo. Um alívio do David Luiz transformou-se em assistência para o argentino. Até final da 1ª parte, continuámos a ser a única equipa em campo, já que o CRAC nem nas bolas paradas, continuada oferta do Sr. Lucílio Baptista, conseguia criar perigo.
Confesso que estava com medo da 2ª parte, nomeadamente de alguns jogadores que não têm ritmo de jogo poderem aguentar uma partida tão intensa e num campo tão pesado. É certo que a qualidade futebolística foi melhor no 1º tempo, mas no segundo o que sobressaiu foi a raça desta equipa. O Jesus também esteve bem no banco ao fazer uma dupla substituição aos 65’, tirando os extenuados Carlos Martins e Urreta e colocando o Luís Filipe e Weldon. O brasileiro foi muito importante, porque consegue ganhar bolas em velocidade e fartou-se de dar trabalho à defesa do CRAC. Cinco minutos depois esgotámos as substituições com o Ramires a ressentir-se do esforço e entrando o Felipe Menezes. O CRAC só criou perigo em dois lances, num remate do Álvaro Pereira bem defendido pelo Quim (61’) e num remate do Meireles cujo desvio na nossa defesa ia traindo o guarda-redes (64’). Até acabámos por ter mais oportunidades do que eles na 2ª parte, especialmente nos últimos 15’: quase autogolo do Falcão, desvio de cabeça do David Luiz a rasar o poste e grande petardo do Cardozo que o Helton defendeu muito bem. Nos últimos minutos tivemos manha suficiente para manter a bola longe da nossa área e a vitória não sofre contestação.
Individualmente quase é injusto fazer destaques, quando toda a equipa se exibiu a um nível altíssimo com uma entreajuda fabulosa, mas mesmo assim saliento os quatro pesos pesados: Cardozo, Luisão, David Luiz e Javi García. O primeiro a ganhar inúmeras bolas aos defesas do CRAC e a colocá-las jogáveis nos companheiros, e os restantes três por terem seco completamente Hulks & Cia. O Urreta foi uma enorme surpresa e acho que merece muitas mais oportunidades. Um jogador que faz a estreia da época numa partida desta importância e que faz quase tudo bem feito é de ser mais utilizado. Aliás, eu já tinha ficado com muito boa impressão dele no final da temporada passada. Tenho que referir igualmente o César Peixoto, que fez a melhor exibição com a nossa camisola. Mas, como disse anteriormente, o maior destaque tem que ser mesmo para toda a equipa.
Com esta saborosa vitória sobre uma equipa que simboliza tudo o que o futebol português tem de mal (mesquinhez, provincianismo, provocações infames, desrespeito pelo adversário), iremos passar um Natal muito melhor. Não deixámos o Braga isolar-se no comando e mantivemos a pressão sobre eles. A próxima partida para o campeonato é bastante difícil (Vila do Conde), mas, como ainda falta algum tempo até lá, espero que esta onda de lesões tenha acabado de vez. No entanto, já sabemos que não iremos ter o David Luiz por ter visto o 5º amarelo.
P.S. – O jogo teve inúmeras paragens, porque o Sr. Lucílio Baptista tem Parkinson no apito. Na 1ª parte, fartou-se de inventar faltas contra nós, os dois amarelos foram para jogadores de Benfica e a dualidade de critérios foi impressionante. Melhorou na 2ª e as coisas foram mais equilibradas. No entanto, é inacreditável como é que não quis ver uma mão descarada da prostituta uruguaia na sequência de um canto. Será que foi para compensar o penalty da Taça da Liga?
sexta-feira, dezembro 18, 2009
Sorteio Liga Europa
De entre os adversários possíveis, o Hertha Berlin é teoricamente um dos mais fracos (e a prova é que até a lagartada lhes ganhou...). Com seis pontos em 16 jogos e o último lugar destacadíssimo no campeonato alemão, era o que faltava não nos apurarmos para os oitavos-de-final. Apesar deste final feliz, foi um sorteio stressante, já que fomos a última(!) das 32 equipas a ser sorteada e, até surgir o Liverpool, eu estava com o coração nas mãos. Como curiosidade, a lagartada saiu antes de nós e jogará contra o Everton, ou seja, haverá adversários trocados para as equipas portuguesas.
Se eliminarmos o Hertha, como é nossa obrigação, defrontaremos o vencedor do Marselha – Copenhaga. Que é como quem diz, muito provavelmente os franceses. Com o Liverpool, Juventus, Valência, Roma, Werder Bremen e Wolfsburgo ou Villarreal presumivelmente em prova, acho que acabou por não ser um mau sorteio para nós. Teremos a desvantagem teórica de jogarmos a 2ª mão fora e a difícil viagem à Choupana será entre as duas partidas, mas espero bem que o Benfica não desaproveite esta oportunidade de chegar aos quartos-de-final. E aí, poderemos começar a sonhar com algo mais...
P.S. – Se a lagartada eliminar o Everton (o que duvido), jogará com o vencedor do Atlético Madrid – Galatasaray. Seria interessante ver o Simão e o Reyes a dar cabo deles... Por sua vez, o CRAC defrontará o Arsenal para a Liga dos Campeões. A última viagem aos Emirates traz-nos muito boas recordações. Espero que este senhor volte a poder fazer isto. Eu também o fiz, e de que maneira!
Se eliminarmos o Hertha, como é nossa obrigação, defrontaremos o vencedor do Marselha – Copenhaga. Que é como quem diz, muito provavelmente os franceses. Com o Liverpool, Juventus, Valência, Roma, Werder Bremen e Wolfsburgo ou Villarreal presumivelmente em prova, acho que acabou por não ser um mau sorteio para nós. Teremos a desvantagem teórica de jogarmos a 2ª mão fora e a difícil viagem à Choupana será entre as duas partidas, mas espero bem que o Benfica não desaproveite esta oportunidade de chegar aos quartos-de-final. E aí, poderemos começar a sonhar com algo mais...
P.S. – Se a lagartada eliminar o Everton (o que duvido), jogará com o vencedor do Atlético Madrid – Galatasaray. Seria interessante ver o Simão e o Reyes a dar cabo deles... Por sua vez, o CRAC defrontará o Arsenal para a Liga dos Campeões. A última viagem aos Emirates traz-nos muito boas recordações. Espero que este senhor volte a poder fazer isto. Eu também o fiz, e de que maneira!
Tranquilo
Vencemos o AEK Atenas (2-1) num jogo apenas para cumprir calendário, já que o apuramento e 1º lugar já estavam garantidos à partida. Com a proximidade da recepção ao CRAC, o Jorge Jesus apostou numa equipa em que o Di María era o único habitual titular. Foi uma partida calma, mas com períodos interessantes e que nos permitiu amealhar o prémio monetário correspondente à vitória e, mais importante que isso, pontos para o nosso ranking.
A minha principal preocupação era as possíveis lesões, mas felizmente parece que não houve nenhuma, apesar de na 2ª parte terem entrado o César Peixoto, Javi García e Cardozo (o Geraldo ainda tentou dar uma alegria ao irmão, mas ainda bem que não conseguiu). Podíamos ter entrado logo a ganhar, mas o Weldon falhou um domínio fácil logo aos 2’ e o Felipe Menezes acertou no poste um penalty aos 14’ (não percebi porque é que o Jesus não deixou que fosse o Nuno Gomes a marcar…). Os gregos pouco faziam e foi com naturalidade que chegámos à vantagem num remate fora da área do Di María mesmo em cima do intervalo.
Na 2ª parte estivemos um pouco mais dinâmicos. Estranhei a entrada do Peixoto para o lugar o Coentrão no reatamento, mas o Jesus explicou que este estava com febre e não podia mais. Até aos 75’ os gregos praticamente não fizeram nada em termos atacantes e o Di María inventou um chapéu magnífico aos 53’, mas a bola bateu na barra. Vinte minutos depois uma boa abertura do Carlos Martins isolou o argentino que marcou de letra. Foi um grande golo, mas no dia em que o Di María fizer algo simples estará para cair um santo do altar. A partir daqui e inexplicavelmente desconcentrámo-nos e os gregos até poderiam ter igualado a partida. Mas felizmente só fizeram um golo aos 83’ num falha incrível do Miguel Vítor.
Individualmente há que destacar o Di María pelos dois golos e o chapéu no poste. Quanto aos suplentes, só o Roderick acabou por sobressair, especialmente a colocar a bola na frente. Tenho pena que o Shaffer não tenha aproveitado esta oportunidade, mas a falta de ritmo e de confiança traiu-o na maior parte dos lances. O Carlos Martins mostrou mais uma vez ser um jogador esclarecido e o ritmo de jogo até o ajudou, já que vinha de uma paragem prolongada. Preocupa-me o facto de grande parte dos jogadores ter acabado com problemas físicos (Nuno Gomes, que acabou por ser substituído, e Weldon, por exemplo), já que a partida foi disputada a um ritmo relativamente lento. E julgo que está mesmo confirmada a saída do Keirrison em Janeiro, já que nem nesta partida saiu do banco.
Veremos o que o sorteio nos reservará mais logo, mas por enquanto a nossa cabeça está mesmo no próximo Domingo. Com tantas baixas (o Sidnei juntou-se à lista dos que estão em dúvida, nem chegando a alinhar hoje), antevê-se uma partida ainda mais complicada. Espero a vitória, mas realisticamente e perante tantos condicionalismos, o empate não seria mau resultado.
A minha principal preocupação era as possíveis lesões, mas felizmente parece que não houve nenhuma, apesar de na 2ª parte terem entrado o César Peixoto, Javi García e Cardozo (o Geraldo ainda tentou dar uma alegria ao irmão, mas ainda bem que não conseguiu). Podíamos ter entrado logo a ganhar, mas o Weldon falhou um domínio fácil logo aos 2’ e o Felipe Menezes acertou no poste um penalty aos 14’ (não percebi porque é que o Jesus não deixou que fosse o Nuno Gomes a marcar…). Os gregos pouco faziam e foi com naturalidade que chegámos à vantagem num remate fora da área do Di María mesmo em cima do intervalo.
Na 2ª parte estivemos um pouco mais dinâmicos. Estranhei a entrada do Peixoto para o lugar o Coentrão no reatamento, mas o Jesus explicou que este estava com febre e não podia mais. Até aos 75’ os gregos praticamente não fizeram nada em termos atacantes e o Di María inventou um chapéu magnífico aos 53’, mas a bola bateu na barra. Vinte minutos depois uma boa abertura do Carlos Martins isolou o argentino que marcou de letra. Foi um grande golo, mas no dia em que o Di María fizer algo simples estará para cair um santo do altar. A partir daqui e inexplicavelmente desconcentrámo-nos e os gregos até poderiam ter igualado a partida. Mas felizmente só fizeram um golo aos 83’ num falha incrível do Miguel Vítor.
Individualmente há que destacar o Di María pelos dois golos e o chapéu no poste. Quanto aos suplentes, só o Roderick acabou por sobressair, especialmente a colocar a bola na frente. Tenho pena que o Shaffer não tenha aproveitado esta oportunidade, mas a falta de ritmo e de confiança traiu-o na maior parte dos lances. O Carlos Martins mostrou mais uma vez ser um jogador esclarecido e o ritmo de jogo até o ajudou, já que vinha de uma paragem prolongada. Preocupa-me o facto de grande parte dos jogadores ter acabado com problemas físicos (Nuno Gomes, que acabou por ser substituído, e Weldon, por exemplo), já que a partida foi disputada a um ritmo relativamente lento. E julgo que está mesmo confirmada a saída do Keirrison em Janeiro, já que nem nesta partida saiu do banco.
Veremos o que o sorteio nos reservará mais logo, mas por enquanto a nossa cabeça está mesmo no próximo Domingo. Com tantas baixas (o Sidnei juntou-se à lista dos que estão em dúvida, nem chegando a alinhar hoje), antevê-se uma partida ainda mais complicada. Espero a vitória, mas realisticamente e perante tantos condicionalismos, o empate não seria mau resultado.
domingo, dezembro 13, 2009
Inadmissível
Empatámos em Olhão frente ao penúltimo classificado e perdemos uma excelente oportunidade de colocar pressão nos rivais mais directos que só jogam amanhã. Deveríamos estar mais que avisados para o que nos aguardava: defrontar o CRAC B num jogo arbitrado por um árbitro do Porto, o Sr. Artur Soares Dias. No entanto, parece que não aprendemos nada com o que se passou em Braga e deixámo-nos enredar na teia de quezílias do adversário, propícias a que o árbitro agisse disciplinarmente. O resultado é que teremos dois jogadores de fora por estes motivos da recepção ao CRAC para a semana: Di María e Fábio Coentrão.
Mas a partida começou mal ainda antes do seu início, com a ausência do Aimar dos 18 por causa de lesão de última hora. Veremos se é recuperável para o CRAC. Entrámos praticamente a perder com um golo de livre aos 8’. Livre que, diga-se de passagem, é inexistente: a carga de ombro do Ramires é legalíssima. A bola foi bombeada para a área e o Maxi tem um erro crasso ao desviá-la na direcção de um adversário, fazendo uma autêntica assistência. A partir daqui, os inúmeros emprestados do CRAC, seguindo as indicações da casa-mãe, começaram a confundir a bola com as pernas dos nossos jogadores na esperança de uma resposta. A estratégia era bem clara: provocar, provocar, provocar. Um puxão de cabelo ao Coentrão, que estava no relvado, valeu a expulsão do Djalmir e um amarelo ao Cardozo que se envolveu na confusão posterior. Acho que o paraguaio se deveria abster de se meter nestas situações, especialmente depois do que sucedeu em Braga. Igualámos a partida aos 28’ de canto, pelo Saviola e, com um jogador a mais, presumi que a vitória seria uma realidade. Puro engano: uma inacreditável desconcentração defensiva noutro livre valeu o 2-1 ao Olhanense logo depois, aos 32. Uma óptima jogada do César Peixoto possibilitou ao Saviola ficar isolado na cara do guarda-redes, mas infelizmente o desvio acertou nele.
Até que aos 41’ aconteceu o lance que dá origem ao título deste post. O Di María, que estava a repetir as paupérrimas exibições dos últimos tempos, resolve responder a uma entrada mais ríspida de um adversário e é expulso. Isto é intolerável no Benfica: não nos podemos dar ao luxo de ter jogadores que se esquecem do cérebro em casa antes de ir para o campo. Estavam todos mais que avisados, já em Braga foi o que foi e o Di María lembra-se de fazer isto. Ainda por cima, o resultado era negativo naquela altura e a nossa vantagem numérica acaba por uma idiotice destas. Mais: naturalmente não joga para a semana frente ao CRAC. Espero sinceramente que leve pelo menos um mês de ordenado de multa. Não percebo o que passa pela cabeça de um jogador para fazer isto. Provavelmente, não passa nada, já que inteligência é coisa que não abunda para aqueles lados… Para piorar ainda mais as coisas, o Ramires coloca mal o pé e tem que ser substituído ao intervalo. Infelizmente, antevê-se uma lesão grave.
A 2ª parte não trouxe grandes melhorias na nossa exibição, antes pelo contrário. O Olhanense estava pouco interessado em deixar-nos jogar e houve imensas paragens. Sem Aimar, sem Di María, sem Ramires, o nosso meio-campo tinha dificuldades em colocar a bola nos super-marcados Cardozo e Saviola. O Jesus foi arriscando cada vez mais ao colocar avançados (Weldon e Nuno Gomes) e tirando defesas (Peixoto) e centro-campistas (Coentrão), mas isso provocou o afunilamento do jogo. Tínhamos quatro pontas-de-lança em campo, mas ninguém para fazer cruzamentos e colocar a bola na área. Na fase do desespero lá empatámos aos 92’ pelo Nuno Gomes depois de uma assistência do Luisão. Salvámo-nos da derrota perto do fim, mas um contra-ataque adversário ainda colocou um jogador isolado perante o Quim. Uma escorregadela providencial impediu a derrota que, sinceramente, me parecia injusta. Não que tenhamos jogado bem, mas daí a merecer perder este jogo vai uma grande diferença.
Individualmente gostei do Luisão, David Luiz (conseguiu não levar nenhum amarelo) e da 1ª parte do Cardozo. O Nuno Gomes tem que entrar mais cedo em encontros destes, porque é preciso alguém com cabeça para colocar um pouco de calma no nosso jogo. O Weldon, ao invés, entrou pessimamente, mas o Felipe Menezes, que substituiu o Ramires, não esteve mal. O Saviola marcou um e falhou outro isolado. O Coentrão esteve esforçado, mas os cruzamentos não lhe saíram tão bem como habitualmente. E, por favor, alguém coloque o Maxi a fazer horas extraordinárias a praticar centros.
Na 5ª feira teremos um jogo da Liga Europa para os suplentes, mas estaremos muito desfalcados também no Domingo. Dos quatro do meio-campo, corremos o risco de só jogar com o Javi García. Há a dúvida do Aimar e a certeza das ausências do Di María, e o seu substituto Coentrão, e Ramires. Ainda por cima, o Amorim também não deve recuperar da lesão muscular, pelo que o Jesus terá imensas dores de cabeça para fazer a equipa. O jogo já era difícil, mas assim ainda será muito mais complicado. O carácter da equipa e do plantel estará à prova. Partiremos em nítida desvantagem, mas pode ser que tenhamos uma reedição deste jogo. Inspirem-se nele, por favor.
Mas a partida começou mal ainda antes do seu início, com a ausência do Aimar dos 18 por causa de lesão de última hora. Veremos se é recuperável para o CRAC. Entrámos praticamente a perder com um golo de livre aos 8’. Livre que, diga-se de passagem, é inexistente: a carga de ombro do Ramires é legalíssima. A bola foi bombeada para a área e o Maxi tem um erro crasso ao desviá-la na direcção de um adversário, fazendo uma autêntica assistência. A partir daqui, os inúmeros emprestados do CRAC, seguindo as indicações da casa-mãe, começaram a confundir a bola com as pernas dos nossos jogadores na esperança de uma resposta. A estratégia era bem clara: provocar, provocar, provocar. Um puxão de cabelo ao Coentrão, que estava no relvado, valeu a expulsão do Djalmir e um amarelo ao Cardozo que se envolveu na confusão posterior. Acho que o paraguaio se deveria abster de se meter nestas situações, especialmente depois do que sucedeu em Braga. Igualámos a partida aos 28’ de canto, pelo Saviola e, com um jogador a mais, presumi que a vitória seria uma realidade. Puro engano: uma inacreditável desconcentração defensiva noutro livre valeu o 2-1 ao Olhanense logo depois, aos 32. Uma óptima jogada do César Peixoto possibilitou ao Saviola ficar isolado na cara do guarda-redes, mas infelizmente o desvio acertou nele.
Até que aos 41’ aconteceu o lance que dá origem ao título deste post. O Di María, que estava a repetir as paupérrimas exibições dos últimos tempos, resolve responder a uma entrada mais ríspida de um adversário e é expulso. Isto é intolerável no Benfica: não nos podemos dar ao luxo de ter jogadores que se esquecem do cérebro em casa antes de ir para o campo. Estavam todos mais que avisados, já em Braga foi o que foi e o Di María lembra-se de fazer isto. Ainda por cima, o resultado era negativo naquela altura e a nossa vantagem numérica acaba por uma idiotice destas. Mais: naturalmente não joga para a semana frente ao CRAC. Espero sinceramente que leve pelo menos um mês de ordenado de multa. Não percebo o que passa pela cabeça de um jogador para fazer isto. Provavelmente, não passa nada, já que inteligência é coisa que não abunda para aqueles lados… Para piorar ainda mais as coisas, o Ramires coloca mal o pé e tem que ser substituído ao intervalo. Infelizmente, antevê-se uma lesão grave.
A 2ª parte não trouxe grandes melhorias na nossa exibição, antes pelo contrário. O Olhanense estava pouco interessado em deixar-nos jogar e houve imensas paragens. Sem Aimar, sem Di María, sem Ramires, o nosso meio-campo tinha dificuldades em colocar a bola nos super-marcados Cardozo e Saviola. O Jesus foi arriscando cada vez mais ao colocar avançados (Weldon e Nuno Gomes) e tirando defesas (Peixoto) e centro-campistas (Coentrão), mas isso provocou o afunilamento do jogo. Tínhamos quatro pontas-de-lança em campo, mas ninguém para fazer cruzamentos e colocar a bola na área. Na fase do desespero lá empatámos aos 92’ pelo Nuno Gomes depois de uma assistência do Luisão. Salvámo-nos da derrota perto do fim, mas um contra-ataque adversário ainda colocou um jogador isolado perante o Quim. Uma escorregadela providencial impediu a derrota que, sinceramente, me parecia injusta. Não que tenhamos jogado bem, mas daí a merecer perder este jogo vai uma grande diferença.
Individualmente gostei do Luisão, David Luiz (conseguiu não levar nenhum amarelo) e da 1ª parte do Cardozo. O Nuno Gomes tem que entrar mais cedo em encontros destes, porque é preciso alguém com cabeça para colocar um pouco de calma no nosso jogo. O Weldon, ao invés, entrou pessimamente, mas o Felipe Menezes, que substituiu o Ramires, não esteve mal. O Saviola marcou um e falhou outro isolado. O Coentrão esteve esforçado, mas os cruzamentos não lhe saíram tão bem como habitualmente. E, por favor, alguém coloque o Maxi a fazer horas extraordinárias a praticar centros.
Na 5ª feira teremos um jogo da Liga Europa para os suplentes, mas estaremos muito desfalcados também no Domingo. Dos quatro do meio-campo, corremos o risco de só jogar com o Javi García. Há a dúvida do Aimar e a certeza das ausências do Di María, e o seu substituto Coentrão, e Ramires. Ainda por cima, o Amorim também não deve recuperar da lesão muscular, pelo que o Jesus terá imensas dores de cabeça para fazer a equipa. O jogo já era difícil, mas assim ainda será muito mais complicado. O carácter da equipa e do plantel estará à prova. Partiremos em nítida desvantagem, mas pode ser que tenhamos uma reedição deste jogo. Inspirem-se nele, por favor.
segunda-feira, dezembro 07, 2009
De volta às goleadas
Vencemos a Académica por 4-0 e beneficiámos do empate do Braga em Matosinhos para nos voltarmos a colar a eles. Em dia de dilúvio e com 41.206(!) espectadores na Luz, demos a resposta devida a quem já começava a pôr em causa a nossa capacidade de marcar muitos golos.
Entrámos muito bem na partida e logo aos 6’ o Cardozo inaugurou o marcador, após uma excelente tabelinha com o Saviola. Mas durante os 25’ seguintes foi a Académica a tomar conta do jogo, embora sem criar grandes situações de perigo. Claro está que um golo cedo ajuda para nos acalmar e para o adversário ter que fazer alguma coisa, mas gostei de ver a Académica jogar desinibida e sem autocarros. Nós demonstrámos alguma maturidade na forma como íamos controlando a partida e também humildade, já que nunca nos mostrámos nervosos com a superioridade adversária neste período. Até que aos 31’ aconteceu o momento do encontro com o chapéu magnífico do Saviola. Comentei com os meus colegas de bancada que deveria haver K.O. no futebol: quem marca um golo daqueles merece sempre ganhar um jogo. A Académica sentiu bastante este golo e nunca mais se encontrou.
Na 2ª parte voltámos a marcar relativamente cedo (54’) pelo inevitável Cardozo e acabámos logo com qualquer veleidade que o adversário ainda pudesse ter. Com a chuva que continuava a cair, era importante que o jogo ficasse definitivamente resolvido o mais rápido possível e a questão era agora saber se iríamos parar por aqui. Mas já se sabe que este ano o Benfica nunca está satisfeito e o Cardozo marcou o seusegundo terceiro hat-trick desta época, com um óptimo cabeceamento aos 68’ na sequência de um livre. Só que o dilúvio não deu tréguas e tornou o relvado impraticável nos últimos 15’. Foi só por isso que parámos nos quatro.
Individualmente há que destacar o Cardozo e o Saviola. O paraguaio por motivos óbvios: mais três golos e são já 14 em 12 jornadas. O argentino foi quem mais se destacou na movimentação atacante, ofereceu um golo e assinou uma obra de arte. Com o Javi García castigado, foi o Rúben Amorim a ocupar a posição e esteve regular. O Aimar ainda deu mostras de classe apesar do terreno pesado e o Di María esteve melhor que nas últimas partidas. O Ramires é outro que não sabe jogar mal, faça chuva ou faça sol. Na defesa o Maxi não esteve nos seus dias, o Luisão regressou bem, o César Peixoto esteve igualmente melhor que anteriormente e o David Luiz tem que ter cuidado para a semana. Levou hoje o 4º amarelo e, se eu fosse o Jesus, colocava o Miguel Vítor frente ao Olhanense. Se ele jogar, é quase certo que ficará de fora frente ao CRAC. O Quim só fez uma única defesa perto do fim e mostrou segurança. O Weldon, Fábio Coentrão e Nuno Gomes entraram numa altura em que o relvado complicava cada vez mais.
Foi uma partida relativamente tranquila, que era o que precisávamos depois do desgaste na Bielorrússia e da intempérie que estava. Para a semana vamos a Olhão e é fundamental ganharmos para manter a distância pontual para o CRAC. O Olhanense está a fazer um mau campeonato, mas teremos sempre de desconfiar deles quanto mais não seja por serem treinados por quem são. Há-de querer certamente fazer um favorzinho ao seu clube de coração.
Entrámos muito bem na partida e logo aos 6’ o Cardozo inaugurou o marcador, após uma excelente tabelinha com o Saviola. Mas durante os 25’ seguintes foi a Académica a tomar conta do jogo, embora sem criar grandes situações de perigo. Claro está que um golo cedo ajuda para nos acalmar e para o adversário ter que fazer alguma coisa, mas gostei de ver a Académica jogar desinibida e sem autocarros. Nós demonstrámos alguma maturidade na forma como íamos controlando a partida e também humildade, já que nunca nos mostrámos nervosos com a superioridade adversária neste período. Até que aos 31’ aconteceu o momento do encontro com o chapéu magnífico do Saviola. Comentei com os meus colegas de bancada que deveria haver K.O. no futebol: quem marca um golo daqueles merece sempre ganhar um jogo. A Académica sentiu bastante este golo e nunca mais se encontrou.
Na 2ª parte voltámos a marcar relativamente cedo (54’) pelo inevitável Cardozo e acabámos logo com qualquer veleidade que o adversário ainda pudesse ter. Com a chuva que continuava a cair, era importante que o jogo ficasse definitivamente resolvido o mais rápido possível e a questão era agora saber se iríamos parar por aqui. Mas já se sabe que este ano o Benfica nunca está satisfeito e o Cardozo marcou o seu
Individualmente há que destacar o Cardozo e o Saviola. O paraguaio por motivos óbvios: mais três golos e são já 14 em 12 jornadas. O argentino foi quem mais se destacou na movimentação atacante, ofereceu um golo e assinou uma obra de arte. Com o Javi García castigado, foi o Rúben Amorim a ocupar a posição e esteve regular. O Aimar ainda deu mostras de classe apesar do terreno pesado e o Di María esteve melhor que nas últimas partidas. O Ramires é outro que não sabe jogar mal, faça chuva ou faça sol. Na defesa o Maxi não esteve nos seus dias, o Luisão regressou bem, o César Peixoto esteve igualmente melhor que anteriormente e o David Luiz tem que ter cuidado para a semana. Levou hoje o 4º amarelo e, se eu fosse o Jesus, colocava o Miguel Vítor frente ao Olhanense. Se ele jogar, é quase certo que ficará de fora frente ao CRAC. O Quim só fez uma única defesa perto do fim e mostrou segurança. O Weldon, Fábio Coentrão e Nuno Gomes entraram numa altura em que o relvado complicava cada vez mais.
Foi uma partida relativamente tranquila, que era o que precisávamos depois do desgaste na Bielorrússia e da intempérie que estava. Para a semana vamos a Olhão e é fundamental ganharmos para manter a distância pontual para o CRAC. O Olhanense está a fazer um mau campeonato, mas teremos sempre de desconfiar deles quanto mais não seja por serem treinados por quem são. Há-de querer certamente fazer um favorzinho ao seu clube de coração.
sábado, dezembro 05, 2009
Sorteio do Mundial 2010
Não tivemos muita sorte no sorteio de ontem. Calhou-nos um dos grupos mais difíceis com o Brasil, Costa do Marfim e Coreia do Norte. A jogar como jogámos na maior parte da fase de qualificação, o melhor é nem irmos. O 1º lugar do grupo está fora de questão (remember?) e o 2º vai decidir-se logo no primeiro jogo que é precisamente frente aos africanos. Se o perdemos, podemos logo fazer as malas. A única vantagem que obtivemos foi defrontar o Brasil na 3ª jornada. Ou seja, teoricamente poderemos (e deveremos, acrescento eu) encontrá-los já com seis pontos e, portanto, já qualificados.
No entanto, mesmo que nós e os brasileiros estejamos já qualificados, ninguém há-de querer colocar os suplentes nessa partida, já que o 2º do grupo defrontará, muito provavelmente, a Espanha na fase seguinte. Resumindo: o melhor que poderemos alcançar são os oitavos-de-final. O que, bem vistas as coisas e recuando apenas dois meses, é muito mais do que pensaríamos.
No entanto, mesmo que nós e os brasileiros estejamos já qualificados, ninguém há-de querer colocar os suplentes nessa partida, já que o 2º do grupo defrontará, muito provavelmente, a Espanha na fase seguinte. Resumindo: o melhor que poderemos alcançar são os oitavos-de-final. O que, bem vistas as coisas e recuando apenas dois meses, é muito mais do que pensaríamos.
quinta-feira, dezembro 03, 2009
Objectivo cumprido
Batemos o BATE (lindo trocadilho!) Borisov na Bielorrússia por 2-1 e não só nos qualificámos para os 1/16 avos-de-final da Liga Europa, como garantimos já o 1º lugar do grupo (em princípio não apanharemos o Liverpool na próxima eliminatória). Foi uma vitória importantíssima para que possamos alinhar com os suplentes no último encontro do grupo frente ao AEK Atenas, que vai acontecer apenas três dias antes de recebermos o CRAC. Além disso, conseguimos pontos para o nosso ranking da Uefa (é fundamental ficar no pote 2 se formos à Liga dos Campeões para o ano) e o prémio monetário correspondente. Ou seja, correu tudo bem.
Entrámos bem na partida, com alguma dinâmica e não acusando em nada o descanso do Aimar e Di María (ficaram no banco). O Felipe Menezes e, principalmente, o Fábio Coentrão substituíram-nos bem. No entanto, essa boa entrada durou 20’ e depois o BATE Borisov equilibrou e até teve a melhor oportunidade da 1ª parte, numa bola à barra num livre. Nós tivemos uma jogada em que o Cardozo se isolou, mas rematou fraco e à figura do guarda-redes.
A 2ª parte não poderia ter começado melhor. Abrimos o marcador logo aos 46’ pelo Saviola depois de uma óptima combinação entre o Felipe Menezes e o Fábio Coentrão. O adversário abanou com o nosso golo e sofreu o 2º aos 63’ numa excelente combinação atacante em que participaram o César Peixoto, Saviola e o Coentrão, tendo este finalizado e finalmente marcado um golo normal pelo Benfica (o contra o Monsanto foi de cabeça). Toda a gente pensou que a partida estava resolvida, mas alguma desconcentração da nossa parte permitiu ao BATE reduzir num autogolo do Miguel Vítor aos 69’. Um minuto antes tinha entrado o Aimar para dar descanso ao Saviola e o nosso meio-campo ficou mais reforçado. Sinceramente não gostei da maneira como defendemos nos últimos 20’, não porque o adversário tenha criado muitas situações para marcar, mas porque só criando eles perigo em bolas paradas, fizemos algumas falta muito escusadas perto da área. Num contra-ataque, o Aimar ainda poderia ter morto o jogo, mas o remate saiu à figura do guarda-redes.
Individualmente o destaque vai inteirinho para o Fábio Coentrão. De volta à sua posição natural de extremo-esquerdo, deu muita dinâmica ao nosso ataque e ainda marcou um golo. Se calhar é bom dar algum descanso ao Di María, porque os seus últimos dois jogos foram de fugir. Também gostei do Felipe Menezes, cada vez mais entrosado com a equipa. Ainda tem com alguns erros fruto da sua juventude, mas o toque de bola não engana. O Ramires é um jogador muito regular e mesmo não estando na forma que já nos habitou é fundamental na nossa estratégia. Tal como o Javi García, cada vez mais a confirmar que os 7M€ pagos por ele foram uma pechincha. O Saviola esteve igualmente em destaque, marcou um golo e foi sempre uma referência no ataque. O Cardozo baixou um pouco de eficácia face ao que vinha apresentando antes de ser inacreditavelmente expulso no túnel de Braga, mas é insubstituível. A defesa não esteve mal, mas sentiu-se a falta dos centímetros do Luisão perante os altos bielorrussos.
No próximo Domingo teremos uma partida importantíssima frente à Académica e depois visitaremos Olhão (inacreditável o preço dos bilhetes…). É fundamental conseguir seis pontos nestes dois jogos antes de receber o CRAC. Que vai visitar Guimarães na 6ª feira, o que não será nada fácil. O principal objectivo da época é o campeonato, mas estou muito contente com esta campanha europeia. Pelo menos, já limpámos a imagem perante a vergonha do ano passado. E seria bonito conseguir uma dobradinha Campeonato-Liga Europa, não?
Entrámos bem na partida, com alguma dinâmica e não acusando em nada o descanso do Aimar e Di María (ficaram no banco). O Felipe Menezes e, principalmente, o Fábio Coentrão substituíram-nos bem. No entanto, essa boa entrada durou 20’ e depois o BATE Borisov equilibrou e até teve a melhor oportunidade da 1ª parte, numa bola à barra num livre. Nós tivemos uma jogada em que o Cardozo se isolou, mas rematou fraco e à figura do guarda-redes.
A 2ª parte não poderia ter começado melhor. Abrimos o marcador logo aos 46’ pelo Saviola depois de uma óptima combinação entre o Felipe Menezes e o Fábio Coentrão. O adversário abanou com o nosso golo e sofreu o 2º aos 63’ numa excelente combinação atacante em que participaram o César Peixoto, Saviola e o Coentrão, tendo este finalizado e finalmente marcado um golo normal pelo Benfica (o contra o Monsanto foi de cabeça). Toda a gente pensou que a partida estava resolvida, mas alguma desconcentração da nossa parte permitiu ao BATE reduzir num autogolo do Miguel Vítor aos 69’. Um minuto antes tinha entrado o Aimar para dar descanso ao Saviola e o nosso meio-campo ficou mais reforçado. Sinceramente não gostei da maneira como defendemos nos últimos 20’, não porque o adversário tenha criado muitas situações para marcar, mas porque só criando eles perigo em bolas paradas, fizemos algumas falta muito escusadas perto da área. Num contra-ataque, o Aimar ainda poderia ter morto o jogo, mas o remate saiu à figura do guarda-redes.
Individualmente o destaque vai inteirinho para o Fábio Coentrão. De volta à sua posição natural de extremo-esquerdo, deu muita dinâmica ao nosso ataque e ainda marcou um golo. Se calhar é bom dar algum descanso ao Di María, porque os seus últimos dois jogos foram de fugir. Também gostei do Felipe Menezes, cada vez mais entrosado com a equipa. Ainda tem com alguns erros fruto da sua juventude, mas o toque de bola não engana. O Ramires é um jogador muito regular e mesmo não estando na forma que já nos habitou é fundamental na nossa estratégia. Tal como o Javi García, cada vez mais a confirmar que os 7M€ pagos por ele foram uma pechincha. O Saviola esteve igualmente em destaque, marcou um golo e foi sempre uma referência no ataque. O Cardozo baixou um pouco de eficácia face ao que vinha apresentando antes de ser inacreditavelmente expulso no túnel de Braga, mas é insubstituível. A defesa não esteve mal, mas sentiu-se a falta dos centímetros do Luisão perante os altos bielorrussos.
No próximo Domingo teremos uma partida importantíssima frente à Académica e depois visitaremos Olhão (inacreditável o preço dos bilhetes…). É fundamental conseguir seis pontos nestes dois jogos antes de receber o CRAC. Que vai visitar Guimarães na 6ª feira, o que não será nada fácil. O principal objectivo da época é o campeonato, mas estou muito contente com esta campanha europeia. Pelo menos, já limpámos a imagem perante a vergonha do ano passado. E seria bonito conseguir uma dobradinha Campeonato-Liga Europa, não?
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