sexta-feira, dezembro 18, 2009
Sorteio Liga Europa
De entre os adversários possíveis, o Hertha Berlin é teoricamente um dos mais fracos (e a prova é que até a lagartada lhes ganhou...). Com seis pontos em 16 jogos e o último lugar destacadíssimo no campeonato alemão, era o que faltava não nos apurarmos para os oitavos-de-final. Apesar deste final feliz, foi um sorteio stressante, já que fomos a última(!) das 32 equipas a ser sorteada e, até surgir o Liverpool, eu estava com o coração nas mãos. Como curiosidade, a lagartada saiu antes de nós e jogará contra o Everton, ou seja, haverá adversários trocados para as equipas portuguesas.
Se eliminarmos o Hertha, como é nossa obrigação, defrontaremos o vencedor do Marselha – Copenhaga. Que é como quem diz, muito provavelmente os franceses. Com o Liverpool, Juventus, Valência, Roma, Werder Bremen e Wolfsburgo ou Villarreal presumivelmente em prova, acho que acabou por não ser um mau sorteio para nós. Teremos a desvantagem teórica de jogarmos a 2ª mão fora e a difícil viagem à Choupana será entre as duas partidas, mas espero bem que o Benfica não desaproveite esta oportunidade de chegar aos quartos-de-final. E aí, poderemos começar a sonhar com algo mais...
P.S. – Se a lagartada eliminar o Everton (o que duvido), jogará com o vencedor do Atlético Madrid – Galatasaray. Seria interessante ver o Simão e o Reyes a dar cabo deles... Por sua vez, o CRAC defrontará o Arsenal para a Liga dos Campeões. A última viagem aos Emirates traz-nos muito boas recordações. Espero que este senhor volte a poder fazer isto. Eu também o fiz, e de que maneira!
Se eliminarmos o Hertha, como é nossa obrigação, defrontaremos o vencedor do Marselha – Copenhaga. Que é como quem diz, muito provavelmente os franceses. Com o Liverpool, Juventus, Valência, Roma, Werder Bremen e Wolfsburgo ou Villarreal presumivelmente em prova, acho que acabou por não ser um mau sorteio para nós. Teremos a desvantagem teórica de jogarmos a 2ª mão fora e a difícil viagem à Choupana será entre as duas partidas, mas espero bem que o Benfica não desaproveite esta oportunidade de chegar aos quartos-de-final. E aí, poderemos começar a sonhar com algo mais...
P.S. – Se a lagartada eliminar o Everton (o que duvido), jogará com o vencedor do Atlético Madrid – Galatasaray. Seria interessante ver o Simão e o Reyes a dar cabo deles... Por sua vez, o CRAC defrontará o Arsenal para a Liga dos Campeões. A última viagem aos Emirates traz-nos muito boas recordações. Espero que este senhor volte a poder fazer isto. Eu também o fiz, e de que maneira!
Tranquilo
Vencemos o AEK Atenas (2-1) num jogo apenas para cumprir calendário, já que o apuramento e 1º lugar já estavam garantidos à partida. Com a proximidade da recepção ao CRAC, o Jorge Jesus apostou numa equipa em que o Di María era o único habitual titular. Foi uma partida calma, mas com períodos interessantes e que nos permitiu amealhar o prémio monetário correspondente à vitória e, mais importante que isso, pontos para o nosso ranking.
A minha principal preocupação era as possíveis lesões, mas felizmente parece que não houve nenhuma, apesar de na 2ª parte terem entrado o César Peixoto, Javi García e Cardozo (o Geraldo ainda tentou dar uma alegria ao irmão, mas ainda bem que não conseguiu). Podíamos ter entrado logo a ganhar, mas o Weldon falhou um domínio fácil logo aos 2’ e o Felipe Menezes acertou no poste um penalty aos 14’ (não percebi porque é que o Jesus não deixou que fosse o Nuno Gomes a marcar…). Os gregos pouco faziam e foi com naturalidade que chegámos à vantagem num remate fora da área do Di María mesmo em cima do intervalo.
Na 2ª parte estivemos um pouco mais dinâmicos. Estranhei a entrada do Peixoto para o lugar o Coentrão no reatamento, mas o Jesus explicou que este estava com febre e não podia mais. Até aos 75’ os gregos praticamente não fizeram nada em termos atacantes e o Di María inventou um chapéu magnífico aos 53’, mas a bola bateu na barra. Vinte minutos depois uma boa abertura do Carlos Martins isolou o argentino que marcou de letra. Foi um grande golo, mas no dia em que o Di María fizer algo simples estará para cair um santo do altar. A partir daqui e inexplicavelmente desconcentrámo-nos e os gregos até poderiam ter igualado a partida. Mas felizmente só fizeram um golo aos 83’ num falha incrível do Miguel Vítor.
Individualmente há que destacar o Di María pelos dois golos e o chapéu no poste. Quanto aos suplentes, só o Roderick acabou por sobressair, especialmente a colocar a bola na frente. Tenho pena que o Shaffer não tenha aproveitado esta oportunidade, mas a falta de ritmo e de confiança traiu-o na maior parte dos lances. O Carlos Martins mostrou mais uma vez ser um jogador esclarecido e o ritmo de jogo até o ajudou, já que vinha de uma paragem prolongada. Preocupa-me o facto de grande parte dos jogadores ter acabado com problemas físicos (Nuno Gomes, que acabou por ser substituído, e Weldon, por exemplo), já que a partida foi disputada a um ritmo relativamente lento. E julgo que está mesmo confirmada a saída do Keirrison em Janeiro, já que nem nesta partida saiu do banco.
Veremos o que o sorteio nos reservará mais logo, mas por enquanto a nossa cabeça está mesmo no próximo Domingo. Com tantas baixas (o Sidnei juntou-se à lista dos que estão em dúvida, nem chegando a alinhar hoje), antevê-se uma partida ainda mais complicada. Espero a vitória, mas realisticamente e perante tantos condicionalismos, o empate não seria mau resultado.
A minha principal preocupação era as possíveis lesões, mas felizmente parece que não houve nenhuma, apesar de na 2ª parte terem entrado o César Peixoto, Javi García e Cardozo (o Geraldo ainda tentou dar uma alegria ao irmão, mas ainda bem que não conseguiu). Podíamos ter entrado logo a ganhar, mas o Weldon falhou um domínio fácil logo aos 2’ e o Felipe Menezes acertou no poste um penalty aos 14’ (não percebi porque é que o Jesus não deixou que fosse o Nuno Gomes a marcar…). Os gregos pouco faziam e foi com naturalidade que chegámos à vantagem num remate fora da área do Di María mesmo em cima do intervalo.
Na 2ª parte estivemos um pouco mais dinâmicos. Estranhei a entrada do Peixoto para o lugar o Coentrão no reatamento, mas o Jesus explicou que este estava com febre e não podia mais. Até aos 75’ os gregos praticamente não fizeram nada em termos atacantes e o Di María inventou um chapéu magnífico aos 53’, mas a bola bateu na barra. Vinte minutos depois uma boa abertura do Carlos Martins isolou o argentino que marcou de letra. Foi um grande golo, mas no dia em que o Di María fizer algo simples estará para cair um santo do altar. A partir daqui e inexplicavelmente desconcentrámo-nos e os gregos até poderiam ter igualado a partida. Mas felizmente só fizeram um golo aos 83’ num falha incrível do Miguel Vítor.
Individualmente há que destacar o Di María pelos dois golos e o chapéu no poste. Quanto aos suplentes, só o Roderick acabou por sobressair, especialmente a colocar a bola na frente. Tenho pena que o Shaffer não tenha aproveitado esta oportunidade, mas a falta de ritmo e de confiança traiu-o na maior parte dos lances. O Carlos Martins mostrou mais uma vez ser um jogador esclarecido e o ritmo de jogo até o ajudou, já que vinha de uma paragem prolongada. Preocupa-me o facto de grande parte dos jogadores ter acabado com problemas físicos (Nuno Gomes, que acabou por ser substituído, e Weldon, por exemplo), já que a partida foi disputada a um ritmo relativamente lento. E julgo que está mesmo confirmada a saída do Keirrison em Janeiro, já que nem nesta partida saiu do banco.
Veremos o que o sorteio nos reservará mais logo, mas por enquanto a nossa cabeça está mesmo no próximo Domingo. Com tantas baixas (o Sidnei juntou-se à lista dos que estão em dúvida, nem chegando a alinhar hoje), antevê-se uma partida ainda mais complicada. Espero a vitória, mas realisticamente e perante tantos condicionalismos, o empate não seria mau resultado.
domingo, dezembro 13, 2009
Inadmissível
Empatámos em Olhão frente ao penúltimo classificado e perdemos uma excelente oportunidade de colocar pressão nos rivais mais directos que só jogam amanhã. Deveríamos estar mais que avisados para o que nos aguardava: defrontar o CRAC B num jogo arbitrado por um árbitro do Porto, o Sr. Artur Soares Dias. No entanto, parece que não aprendemos nada com o que se passou em Braga e deixámo-nos enredar na teia de quezílias do adversário, propícias a que o árbitro agisse disciplinarmente. O resultado é que teremos dois jogadores de fora por estes motivos da recepção ao CRAC para a semana: Di María e Fábio Coentrão.
Mas a partida começou mal ainda antes do seu início, com a ausência do Aimar dos 18 por causa de lesão de última hora. Veremos se é recuperável para o CRAC. Entrámos praticamente a perder com um golo de livre aos 8’. Livre que, diga-se de passagem, é inexistente: a carga de ombro do Ramires é legalíssima. A bola foi bombeada para a área e o Maxi tem um erro crasso ao desviá-la na direcção de um adversário, fazendo uma autêntica assistência. A partir daqui, os inúmeros emprestados do CRAC, seguindo as indicações da casa-mãe, começaram a confundir a bola com as pernas dos nossos jogadores na esperança de uma resposta. A estratégia era bem clara: provocar, provocar, provocar. Um puxão de cabelo ao Coentrão, que estava no relvado, valeu a expulsão do Djalmir e um amarelo ao Cardozo que se envolveu na confusão posterior. Acho que o paraguaio se deveria abster de se meter nestas situações, especialmente depois do que sucedeu em Braga. Igualámos a partida aos 28’ de canto, pelo Saviola e, com um jogador a mais, presumi que a vitória seria uma realidade. Puro engano: uma inacreditável desconcentração defensiva noutro livre valeu o 2-1 ao Olhanense logo depois, aos 32. Uma óptima jogada do César Peixoto possibilitou ao Saviola ficar isolado na cara do guarda-redes, mas infelizmente o desvio acertou nele.
Até que aos 41’ aconteceu o lance que dá origem ao título deste post. O Di María, que estava a repetir as paupérrimas exibições dos últimos tempos, resolve responder a uma entrada mais ríspida de um adversário e é expulso. Isto é intolerável no Benfica: não nos podemos dar ao luxo de ter jogadores que se esquecem do cérebro em casa antes de ir para o campo. Estavam todos mais que avisados, já em Braga foi o que foi e o Di María lembra-se de fazer isto. Ainda por cima, o resultado era negativo naquela altura e a nossa vantagem numérica acaba por uma idiotice destas. Mais: naturalmente não joga para a semana frente ao CRAC. Espero sinceramente que leve pelo menos um mês de ordenado de multa. Não percebo o que passa pela cabeça de um jogador para fazer isto. Provavelmente, não passa nada, já que inteligência é coisa que não abunda para aqueles lados… Para piorar ainda mais as coisas, o Ramires coloca mal o pé e tem que ser substituído ao intervalo. Infelizmente, antevê-se uma lesão grave.
A 2ª parte não trouxe grandes melhorias na nossa exibição, antes pelo contrário. O Olhanense estava pouco interessado em deixar-nos jogar e houve imensas paragens. Sem Aimar, sem Di María, sem Ramires, o nosso meio-campo tinha dificuldades em colocar a bola nos super-marcados Cardozo e Saviola. O Jesus foi arriscando cada vez mais ao colocar avançados (Weldon e Nuno Gomes) e tirando defesas (Peixoto) e centro-campistas (Coentrão), mas isso provocou o afunilamento do jogo. Tínhamos quatro pontas-de-lança em campo, mas ninguém para fazer cruzamentos e colocar a bola na área. Na fase do desespero lá empatámos aos 92’ pelo Nuno Gomes depois de uma assistência do Luisão. Salvámo-nos da derrota perto do fim, mas um contra-ataque adversário ainda colocou um jogador isolado perante o Quim. Uma escorregadela providencial impediu a derrota que, sinceramente, me parecia injusta. Não que tenhamos jogado bem, mas daí a merecer perder este jogo vai uma grande diferença.
Individualmente gostei do Luisão, David Luiz (conseguiu não levar nenhum amarelo) e da 1ª parte do Cardozo. O Nuno Gomes tem que entrar mais cedo em encontros destes, porque é preciso alguém com cabeça para colocar um pouco de calma no nosso jogo. O Weldon, ao invés, entrou pessimamente, mas o Felipe Menezes, que substituiu o Ramires, não esteve mal. O Saviola marcou um e falhou outro isolado. O Coentrão esteve esforçado, mas os cruzamentos não lhe saíram tão bem como habitualmente. E, por favor, alguém coloque o Maxi a fazer horas extraordinárias a praticar centros.
Na 5ª feira teremos um jogo da Liga Europa para os suplentes, mas estaremos muito desfalcados também no Domingo. Dos quatro do meio-campo, corremos o risco de só jogar com o Javi García. Há a dúvida do Aimar e a certeza das ausências do Di María, e o seu substituto Coentrão, e Ramires. Ainda por cima, o Amorim também não deve recuperar da lesão muscular, pelo que o Jesus terá imensas dores de cabeça para fazer a equipa. O jogo já era difícil, mas assim ainda será muito mais complicado. O carácter da equipa e do plantel estará à prova. Partiremos em nítida desvantagem, mas pode ser que tenhamos uma reedição deste jogo. Inspirem-se nele, por favor.
Mas a partida começou mal ainda antes do seu início, com a ausência do Aimar dos 18 por causa de lesão de última hora. Veremos se é recuperável para o CRAC. Entrámos praticamente a perder com um golo de livre aos 8’. Livre que, diga-se de passagem, é inexistente: a carga de ombro do Ramires é legalíssima. A bola foi bombeada para a área e o Maxi tem um erro crasso ao desviá-la na direcção de um adversário, fazendo uma autêntica assistência. A partir daqui, os inúmeros emprestados do CRAC, seguindo as indicações da casa-mãe, começaram a confundir a bola com as pernas dos nossos jogadores na esperança de uma resposta. A estratégia era bem clara: provocar, provocar, provocar. Um puxão de cabelo ao Coentrão, que estava no relvado, valeu a expulsão do Djalmir e um amarelo ao Cardozo que se envolveu na confusão posterior. Acho que o paraguaio se deveria abster de se meter nestas situações, especialmente depois do que sucedeu em Braga. Igualámos a partida aos 28’ de canto, pelo Saviola e, com um jogador a mais, presumi que a vitória seria uma realidade. Puro engano: uma inacreditável desconcentração defensiva noutro livre valeu o 2-1 ao Olhanense logo depois, aos 32. Uma óptima jogada do César Peixoto possibilitou ao Saviola ficar isolado na cara do guarda-redes, mas infelizmente o desvio acertou nele.
Até que aos 41’ aconteceu o lance que dá origem ao título deste post. O Di María, que estava a repetir as paupérrimas exibições dos últimos tempos, resolve responder a uma entrada mais ríspida de um adversário e é expulso. Isto é intolerável no Benfica: não nos podemos dar ao luxo de ter jogadores que se esquecem do cérebro em casa antes de ir para o campo. Estavam todos mais que avisados, já em Braga foi o que foi e o Di María lembra-se de fazer isto. Ainda por cima, o resultado era negativo naquela altura e a nossa vantagem numérica acaba por uma idiotice destas. Mais: naturalmente não joga para a semana frente ao CRAC. Espero sinceramente que leve pelo menos um mês de ordenado de multa. Não percebo o que passa pela cabeça de um jogador para fazer isto. Provavelmente, não passa nada, já que inteligência é coisa que não abunda para aqueles lados… Para piorar ainda mais as coisas, o Ramires coloca mal o pé e tem que ser substituído ao intervalo. Infelizmente, antevê-se uma lesão grave.
A 2ª parte não trouxe grandes melhorias na nossa exibição, antes pelo contrário. O Olhanense estava pouco interessado em deixar-nos jogar e houve imensas paragens. Sem Aimar, sem Di María, sem Ramires, o nosso meio-campo tinha dificuldades em colocar a bola nos super-marcados Cardozo e Saviola. O Jesus foi arriscando cada vez mais ao colocar avançados (Weldon e Nuno Gomes) e tirando defesas (Peixoto) e centro-campistas (Coentrão), mas isso provocou o afunilamento do jogo. Tínhamos quatro pontas-de-lança em campo, mas ninguém para fazer cruzamentos e colocar a bola na área. Na fase do desespero lá empatámos aos 92’ pelo Nuno Gomes depois de uma assistência do Luisão. Salvámo-nos da derrota perto do fim, mas um contra-ataque adversário ainda colocou um jogador isolado perante o Quim. Uma escorregadela providencial impediu a derrota que, sinceramente, me parecia injusta. Não que tenhamos jogado bem, mas daí a merecer perder este jogo vai uma grande diferença.
Individualmente gostei do Luisão, David Luiz (conseguiu não levar nenhum amarelo) e da 1ª parte do Cardozo. O Nuno Gomes tem que entrar mais cedo em encontros destes, porque é preciso alguém com cabeça para colocar um pouco de calma no nosso jogo. O Weldon, ao invés, entrou pessimamente, mas o Felipe Menezes, que substituiu o Ramires, não esteve mal. O Saviola marcou um e falhou outro isolado. O Coentrão esteve esforçado, mas os cruzamentos não lhe saíram tão bem como habitualmente. E, por favor, alguém coloque o Maxi a fazer horas extraordinárias a praticar centros.
Na 5ª feira teremos um jogo da Liga Europa para os suplentes, mas estaremos muito desfalcados também no Domingo. Dos quatro do meio-campo, corremos o risco de só jogar com o Javi García. Há a dúvida do Aimar e a certeza das ausências do Di María, e o seu substituto Coentrão, e Ramires. Ainda por cima, o Amorim também não deve recuperar da lesão muscular, pelo que o Jesus terá imensas dores de cabeça para fazer a equipa. O jogo já era difícil, mas assim ainda será muito mais complicado. O carácter da equipa e do plantel estará à prova. Partiremos em nítida desvantagem, mas pode ser que tenhamos uma reedição deste jogo. Inspirem-se nele, por favor.
segunda-feira, dezembro 07, 2009
De volta às goleadas
Vencemos a Académica por 4-0 e beneficiámos do empate do Braga em Matosinhos para nos voltarmos a colar a eles. Em dia de dilúvio e com 41.206(!) espectadores na Luz, demos a resposta devida a quem já começava a pôr em causa a nossa capacidade de marcar muitos golos.
Entrámos muito bem na partida e logo aos 6’ o Cardozo inaugurou o marcador, após uma excelente tabelinha com o Saviola. Mas durante os 25’ seguintes foi a Académica a tomar conta do jogo, embora sem criar grandes situações de perigo. Claro está que um golo cedo ajuda para nos acalmar e para o adversário ter que fazer alguma coisa, mas gostei de ver a Académica jogar desinibida e sem autocarros. Nós demonstrámos alguma maturidade na forma como íamos controlando a partida e também humildade, já que nunca nos mostrámos nervosos com a superioridade adversária neste período. Até que aos 31’ aconteceu o momento do encontro com o chapéu magnífico do Saviola. Comentei com os meus colegas de bancada que deveria haver K.O. no futebol: quem marca um golo daqueles merece sempre ganhar um jogo. A Académica sentiu bastante este golo e nunca mais se encontrou.
Na 2ª parte voltámos a marcar relativamente cedo (54’) pelo inevitável Cardozo e acabámos logo com qualquer veleidade que o adversário ainda pudesse ter. Com a chuva que continuava a cair, era importante que o jogo ficasse definitivamente resolvido o mais rápido possível e a questão era agora saber se iríamos parar por aqui. Mas já se sabe que este ano o Benfica nunca está satisfeito e o Cardozo marcou o seusegundo terceiro hat-trick desta época, com um óptimo cabeceamento aos 68’ na sequência de um livre. Só que o dilúvio não deu tréguas e tornou o relvado impraticável nos últimos 15’. Foi só por isso que parámos nos quatro.
Individualmente há que destacar o Cardozo e o Saviola. O paraguaio por motivos óbvios: mais três golos e são já 14 em 12 jornadas. O argentino foi quem mais se destacou na movimentação atacante, ofereceu um golo e assinou uma obra de arte. Com o Javi García castigado, foi o Rúben Amorim a ocupar a posição e esteve regular. O Aimar ainda deu mostras de classe apesar do terreno pesado e o Di María esteve melhor que nas últimas partidas. O Ramires é outro que não sabe jogar mal, faça chuva ou faça sol. Na defesa o Maxi não esteve nos seus dias, o Luisão regressou bem, o César Peixoto esteve igualmente melhor que anteriormente e o David Luiz tem que ter cuidado para a semana. Levou hoje o 4º amarelo e, se eu fosse o Jesus, colocava o Miguel Vítor frente ao Olhanense. Se ele jogar, é quase certo que ficará de fora frente ao CRAC. O Quim só fez uma única defesa perto do fim e mostrou segurança. O Weldon, Fábio Coentrão e Nuno Gomes entraram numa altura em que o relvado complicava cada vez mais.
Foi uma partida relativamente tranquila, que era o que precisávamos depois do desgaste na Bielorrússia e da intempérie que estava. Para a semana vamos a Olhão e é fundamental ganharmos para manter a distância pontual para o CRAC. O Olhanense está a fazer um mau campeonato, mas teremos sempre de desconfiar deles quanto mais não seja por serem treinados por quem são. Há-de querer certamente fazer um favorzinho ao seu clube de coração.
Entrámos muito bem na partida e logo aos 6’ o Cardozo inaugurou o marcador, após uma excelente tabelinha com o Saviola. Mas durante os 25’ seguintes foi a Académica a tomar conta do jogo, embora sem criar grandes situações de perigo. Claro está que um golo cedo ajuda para nos acalmar e para o adversário ter que fazer alguma coisa, mas gostei de ver a Académica jogar desinibida e sem autocarros. Nós demonstrámos alguma maturidade na forma como íamos controlando a partida e também humildade, já que nunca nos mostrámos nervosos com a superioridade adversária neste período. Até que aos 31’ aconteceu o momento do encontro com o chapéu magnífico do Saviola. Comentei com os meus colegas de bancada que deveria haver K.O. no futebol: quem marca um golo daqueles merece sempre ganhar um jogo. A Académica sentiu bastante este golo e nunca mais se encontrou.
Na 2ª parte voltámos a marcar relativamente cedo (54’) pelo inevitável Cardozo e acabámos logo com qualquer veleidade que o adversário ainda pudesse ter. Com a chuva que continuava a cair, era importante que o jogo ficasse definitivamente resolvido o mais rápido possível e a questão era agora saber se iríamos parar por aqui. Mas já se sabe que este ano o Benfica nunca está satisfeito e o Cardozo marcou o seu
Individualmente há que destacar o Cardozo e o Saviola. O paraguaio por motivos óbvios: mais três golos e são já 14 em 12 jornadas. O argentino foi quem mais se destacou na movimentação atacante, ofereceu um golo e assinou uma obra de arte. Com o Javi García castigado, foi o Rúben Amorim a ocupar a posição e esteve regular. O Aimar ainda deu mostras de classe apesar do terreno pesado e o Di María esteve melhor que nas últimas partidas. O Ramires é outro que não sabe jogar mal, faça chuva ou faça sol. Na defesa o Maxi não esteve nos seus dias, o Luisão regressou bem, o César Peixoto esteve igualmente melhor que anteriormente e o David Luiz tem que ter cuidado para a semana. Levou hoje o 4º amarelo e, se eu fosse o Jesus, colocava o Miguel Vítor frente ao Olhanense. Se ele jogar, é quase certo que ficará de fora frente ao CRAC. O Quim só fez uma única defesa perto do fim e mostrou segurança. O Weldon, Fábio Coentrão e Nuno Gomes entraram numa altura em que o relvado complicava cada vez mais.
Foi uma partida relativamente tranquila, que era o que precisávamos depois do desgaste na Bielorrússia e da intempérie que estava. Para a semana vamos a Olhão e é fundamental ganharmos para manter a distância pontual para o CRAC. O Olhanense está a fazer um mau campeonato, mas teremos sempre de desconfiar deles quanto mais não seja por serem treinados por quem são. Há-de querer certamente fazer um favorzinho ao seu clube de coração.
sábado, dezembro 05, 2009
Sorteio do Mundial 2010
Não tivemos muita sorte no sorteio de ontem. Calhou-nos um dos grupos mais difíceis com o Brasil, Costa do Marfim e Coreia do Norte. A jogar como jogámos na maior parte da fase de qualificação, o melhor é nem irmos. O 1º lugar do grupo está fora de questão (remember?) e o 2º vai decidir-se logo no primeiro jogo que é precisamente frente aos africanos. Se o perdemos, podemos logo fazer as malas. A única vantagem que obtivemos foi defrontar o Brasil na 3ª jornada. Ou seja, teoricamente poderemos (e deveremos, acrescento eu) encontrá-los já com seis pontos e, portanto, já qualificados.
No entanto, mesmo que nós e os brasileiros estejamos já qualificados, ninguém há-de querer colocar os suplentes nessa partida, já que o 2º do grupo defrontará, muito provavelmente, a Espanha na fase seguinte. Resumindo: o melhor que poderemos alcançar são os oitavos-de-final. O que, bem vistas as coisas e recuando apenas dois meses, é muito mais do que pensaríamos.
No entanto, mesmo que nós e os brasileiros estejamos já qualificados, ninguém há-de querer colocar os suplentes nessa partida, já que o 2º do grupo defrontará, muito provavelmente, a Espanha na fase seguinte. Resumindo: o melhor que poderemos alcançar são os oitavos-de-final. O que, bem vistas as coisas e recuando apenas dois meses, é muito mais do que pensaríamos.
quinta-feira, dezembro 03, 2009
Objectivo cumprido
Batemos o BATE (lindo trocadilho!) Borisov na Bielorrússia por 2-1 e não só nos qualificámos para os 1/16 avos-de-final da Liga Europa, como garantimos já o 1º lugar do grupo (em princípio não apanharemos o Liverpool na próxima eliminatória). Foi uma vitória importantíssima para que possamos alinhar com os suplentes no último encontro do grupo frente ao AEK Atenas, que vai acontecer apenas três dias antes de recebermos o CRAC. Além disso, conseguimos pontos para o nosso ranking da Uefa (é fundamental ficar no pote 2 se formos à Liga dos Campeões para o ano) e o prémio monetário correspondente. Ou seja, correu tudo bem.
Entrámos bem na partida, com alguma dinâmica e não acusando em nada o descanso do Aimar e Di María (ficaram no banco). O Felipe Menezes e, principalmente, o Fábio Coentrão substituíram-nos bem. No entanto, essa boa entrada durou 20’ e depois o BATE Borisov equilibrou e até teve a melhor oportunidade da 1ª parte, numa bola à barra num livre. Nós tivemos uma jogada em que o Cardozo se isolou, mas rematou fraco e à figura do guarda-redes.
A 2ª parte não poderia ter começado melhor. Abrimos o marcador logo aos 46’ pelo Saviola depois de uma óptima combinação entre o Felipe Menezes e o Fábio Coentrão. O adversário abanou com o nosso golo e sofreu o 2º aos 63’ numa excelente combinação atacante em que participaram o César Peixoto, Saviola e o Coentrão, tendo este finalizado e finalmente marcado um golo normal pelo Benfica (o contra o Monsanto foi de cabeça). Toda a gente pensou que a partida estava resolvida, mas alguma desconcentração da nossa parte permitiu ao BATE reduzir num autogolo do Miguel Vítor aos 69’. Um minuto antes tinha entrado o Aimar para dar descanso ao Saviola e o nosso meio-campo ficou mais reforçado. Sinceramente não gostei da maneira como defendemos nos últimos 20’, não porque o adversário tenha criado muitas situações para marcar, mas porque só criando eles perigo em bolas paradas, fizemos algumas falta muito escusadas perto da área. Num contra-ataque, o Aimar ainda poderia ter morto o jogo, mas o remate saiu à figura do guarda-redes.
Individualmente o destaque vai inteirinho para o Fábio Coentrão. De volta à sua posição natural de extremo-esquerdo, deu muita dinâmica ao nosso ataque e ainda marcou um golo. Se calhar é bom dar algum descanso ao Di María, porque os seus últimos dois jogos foram de fugir. Também gostei do Felipe Menezes, cada vez mais entrosado com a equipa. Ainda tem com alguns erros fruto da sua juventude, mas o toque de bola não engana. O Ramires é um jogador muito regular e mesmo não estando na forma que já nos habitou é fundamental na nossa estratégia. Tal como o Javi García, cada vez mais a confirmar que os 7M€ pagos por ele foram uma pechincha. O Saviola esteve igualmente em destaque, marcou um golo e foi sempre uma referência no ataque. O Cardozo baixou um pouco de eficácia face ao que vinha apresentando antes de ser inacreditavelmente expulso no túnel de Braga, mas é insubstituível. A defesa não esteve mal, mas sentiu-se a falta dos centímetros do Luisão perante os altos bielorrussos.
No próximo Domingo teremos uma partida importantíssima frente à Académica e depois visitaremos Olhão (inacreditável o preço dos bilhetes…). É fundamental conseguir seis pontos nestes dois jogos antes de receber o CRAC. Que vai visitar Guimarães na 6ª feira, o que não será nada fácil. O principal objectivo da época é o campeonato, mas estou muito contente com esta campanha europeia. Pelo menos, já limpámos a imagem perante a vergonha do ano passado. E seria bonito conseguir uma dobradinha Campeonato-Liga Europa, não?
Entrámos bem na partida, com alguma dinâmica e não acusando em nada o descanso do Aimar e Di María (ficaram no banco). O Felipe Menezes e, principalmente, o Fábio Coentrão substituíram-nos bem. No entanto, essa boa entrada durou 20’ e depois o BATE Borisov equilibrou e até teve a melhor oportunidade da 1ª parte, numa bola à barra num livre. Nós tivemos uma jogada em que o Cardozo se isolou, mas rematou fraco e à figura do guarda-redes.
A 2ª parte não poderia ter começado melhor. Abrimos o marcador logo aos 46’ pelo Saviola depois de uma óptima combinação entre o Felipe Menezes e o Fábio Coentrão. O adversário abanou com o nosso golo e sofreu o 2º aos 63’ numa excelente combinação atacante em que participaram o César Peixoto, Saviola e o Coentrão, tendo este finalizado e finalmente marcado um golo normal pelo Benfica (o contra o Monsanto foi de cabeça). Toda a gente pensou que a partida estava resolvida, mas alguma desconcentração da nossa parte permitiu ao BATE reduzir num autogolo do Miguel Vítor aos 69’. Um minuto antes tinha entrado o Aimar para dar descanso ao Saviola e o nosso meio-campo ficou mais reforçado. Sinceramente não gostei da maneira como defendemos nos últimos 20’, não porque o adversário tenha criado muitas situações para marcar, mas porque só criando eles perigo em bolas paradas, fizemos algumas falta muito escusadas perto da área. Num contra-ataque, o Aimar ainda poderia ter morto o jogo, mas o remate saiu à figura do guarda-redes.
Individualmente o destaque vai inteirinho para o Fábio Coentrão. De volta à sua posição natural de extremo-esquerdo, deu muita dinâmica ao nosso ataque e ainda marcou um golo. Se calhar é bom dar algum descanso ao Di María, porque os seus últimos dois jogos foram de fugir. Também gostei do Felipe Menezes, cada vez mais entrosado com a equipa. Ainda tem com alguns erros fruto da sua juventude, mas o toque de bola não engana. O Ramires é um jogador muito regular e mesmo não estando na forma que já nos habitou é fundamental na nossa estratégia. Tal como o Javi García, cada vez mais a confirmar que os 7M€ pagos por ele foram uma pechincha. O Saviola esteve igualmente em destaque, marcou um golo e foi sempre uma referência no ataque. O Cardozo baixou um pouco de eficácia face ao que vinha apresentando antes de ser inacreditavelmente expulso no túnel de Braga, mas é insubstituível. A defesa não esteve mal, mas sentiu-se a falta dos centímetros do Luisão perante os altos bielorrussos.
No próximo Domingo teremos uma partida importantíssima frente à Académica e depois visitaremos Olhão (inacreditável o preço dos bilhetes…). É fundamental conseguir seis pontos nestes dois jogos antes de receber o CRAC. Que vai visitar Guimarães na 6ª feira, o que não será nada fácil. O principal objectivo da época é o campeonato, mas estou muito contente com esta campanha europeia. Pelo menos, já limpámos a imagem perante a vergonha do ano passado. E seria bonito conseguir uma dobradinha Campeonato-Liga Europa, não?
domingo, novembro 29, 2009
Empate com o 8º classificado
Não conseguimos melhor do que um 0-0 no WC. Sinceramente esperava melhor da nossa equipa perante um adversário que confirmou o mau momento que atravessa e que ficou bastante contente com o resultado. Não perder com o Glorioso é sempre uma vitória para os lagartos.Entrámos mal na partida, estranhamente pouco concentrados e a perder um número grande de bolas no nosso meio-campo, o que dava azo a contra-ataques com algum perigo. Quando assentámos, ficou patente a nossa superioridade e por isso é que o resultado me sabe a pouco. Falhámos essencialmente na opção do último passe. Houve mais do que uma situação em que, com jogadores desmarcados nas pontas, optámos por afunilar o jogo. Revelámos pouca inteligência e alguma precipitação no momento desse passe.
Na 2ª parte, os lagartos tiveram cinco minutos bons em que o Quim fez a defesa da noite num remate do Miguel Veloso, mas de resto só nós demonstrávamos vontade de ganhar a partida. Exemplo disso são os inúmeros ataques que realizámos. Na parte final da partida ficou toda a sensação que estávamos satisfeitos com o empate, o que se reflectiu em algumas substituições. Mesmo assim o Rui Patrício fez mais defesas que o Quim e uns quantos remates cruzados poderiam ter tido melhor destino.
Individualmente tenho que destacar o nosso guarda-redes, que segurou o empate com aquela defesa magnífica. Tirando os primeiros 10’, gostei da defesa em geral, mesmo do César Peixoto que, longe de ser um fora-de-série, revelou alguma segurança defensiva. O Sidnei não acusou falta de ritmo, mas saiu lesionado já na parte final. O Javi García e o Ramires estiveram bem no meio-campo. Mas o nosso jogo menos conseguido teve no Aimar e no Di María os principais responsáveis. Então este último quase que repetia a horrível exibição do passado Domingo. As coisas não lhe saíram mesmo nada bem. Também me parece que fisicamente ambos já conheceram melhores dias e a dinâmica da equipa ressente-se disso. O Saviola, que esteve em dúvida durante a semana, acabou por ser o melhor do ataque, já que o Cardozo esteve igualmente uns furos abaixo do habitual. O Rúben Amorim entrou bem para o lugar do Aimar e o Miguel Vítor também para render o Sidnei.
Mantivemos a distância de 11 pontos para os lagartos, mas corremos o risco de deixar a liderança ex-aequo com o Braga, se este vencer a U. Leiria. É essencial conquistar a vitória nos próximos dois jogos antes de recebermos o CRAC, para mantermos no mínimo três pontos de vantagem sobre eles. Todavia, na próxima 4ª feira temos uma partida importantíssima para a Liga Europa que seria muito bom ganharmos para ficarmos de vez com o 1º lugar do grupo (que provavelmente “só” significará não apanhar o Liverpool nos 1/16 avos de final…) e podermos jogar com os suplentes na recepção ao AEK Atenas, que será apenas três dias antes do jogo contra o CRAC. Espero que estas duas últimas exibições menos conseguidas não tenham reflexo na próxima 4ª feira e que possamos voltar às vitórias rapidamente.
segunda-feira, novembro 23, 2009
Objectivo falhado
Perdemos em casa com o V. Guimarães (0-1) e fomos eliminados da Taça de Portugal. Um dos dois declarados objectivos de conquista da época já se foi e de uma maneira que não nos pode deixar de consciência tranquila. A atitude da equipa não foi a melhor, à semelhança de Poltava e Atenas, e o resultado esteve à vista.
É bom que os jogadores do Benfica se mentalizem que ainda não ganharam nada e até agora até estão pior que no ano passado, em que fomos eliminados da Taça nos oitavos-de-final fora e não na 4ª eliminatória em casa. Sinceramente não percebi aquela 1ª parte. Tirando uns 10’ iniciais, a apatia tomou conta da generalidade da equipa e a exibição fez recordar alguns momentos da época anterior. Sem velocidade, com futebol previsível, sem criar grandes situações de golo, a 1ª parte foi mesmo muito fraca. Para piorar as coisas, estivemos a dormir na defesa e deixámos que o V. Guimarães chegasse à vantagem aos 24’ através de um pontapé de canto.
A 2ª parte foi toda nossa, mas continuamos a sentir muito a falta do Cardozo. A eficácia do paraguaio está longe de ter seguidores na equipa e não conseguimos marcar, apesar de termos tido algumas boas oportunidades. Revelámos precipitação, pouca cabeça e também tem que se dizer que o V. Guimarães defendeu bem (com algum antijogo, mas é o futebol que temos). Acho igualmente que o Jesus demorou algum tempo nas substituições e que houve jogadores que ficaram até final e não deveriam. Mas o que esta partida fundamentalmente mostrou é que o chip do campeonato não é o mesmo nas outras competições. Os jogadores esqueceram-se que o outro grande objectivo da época era a conquista da Taça de Portugal e mais uma vez não terminaremos a época no Jamor.
Individualmente não tenho vontade de destacar ninguém. Houve jogadores que se esforçaram, mas a desinspiração foi quase geral. Pela negativa, ao invés, tenho que referir o Di María que fez provavelmente o pior jogo desde que está no Benfica. Aliás, o Aimar e o Saviola também estiveram bastantes furos abaixo do que é habitual, tornando esta uma noite horrível para os argentinos. O Ramires voltou de lesão e ainda não tem o ritmo necessário. O Fábio Coentrão esteve igualmente muito discreto e os centros não lhe saíram nada bem. O Keirrison teve uma 1ª parte razoável, mas desapareceu completamente na 2ª. Na defesa, a voz de comando do Luisão fez falta.
Com este afastamento inglório e muito precoce, espero sinceramente que a equipa se concentre na Liga Europa (claro que o campeonato é o principal objectivo). Como a final desta competição é quatro dias antes da da Taça de Portugal, acho que isto esteve no subconsciente dos jogadores. Entre uma e outra, preferem a dobradinha com uma conquista europeia. Se assim acontecer, estão perdoados.
P.S. – Por enquanto, é obrigatório que a resposta a este resultado negativo seja implacável. O 8º classificado vai ter que sofrer as consequências.
É bom que os jogadores do Benfica se mentalizem que ainda não ganharam nada e até agora até estão pior que no ano passado, em que fomos eliminados da Taça nos oitavos-de-final fora e não na 4ª eliminatória em casa. Sinceramente não percebi aquela 1ª parte. Tirando uns 10’ iniciais, a apatia tomou conta da generalidade da equipa e a exibição fez recordar alguns momentos da época anterior. Sem velocidade, com futebol previsível, sem criar grandes situações de golo, a 1ª parte foi mesmo muito fraca. Para piorar as coisas, estivemos a dormir na defesa e deixámos que o V. Guimarães chegasse à vantagem aos 24’ através de um pontapé de canto.
A 2ª parte foi toda nossa, mas continuamos a sentir muito a falta do Cardozo. A eficácia do paraguaio está longe de ter seguidores na equipa e não conseguimos marcar, apesar de termos tido algumas boas oportunidades. Revelámos precipitação, pouca cabeça e também tem que se dizer que o V. Guimarães defendeu bem (com algum antijogo, mas é o futebol que temos). Acho igualmente que o Jesus demorou algum tempo nas substituições e que houve jogadores que ficaram até final e não deveriam. Mas o que esta partida fundamentalmente mostrou é que o chip do campeonato não é o mesmo nas outras competições. Os jogadores esqueceram-se que o outro grande objectivo da época era a conquista da Taça de Portugal e mais uma vez não terminaremos a época no Jamor.
Individualmente não tenho vontade de destacar ninguém. Houve jogadores que se esforçaram, mas a desinspiração foi quase geral. Pela negativa, ao invés, tenho que referir o Di María que fez provavelmente o pior jogo desde que está no Benfica. Aliás, o Aimar e o Saviola também estiveram bastantes furos abaixo do que é habitual, tornando esta uma noite horrível para os argentinos. O Ramires voltou de lesão e ainda não tem o ritmo necessário. O Fábio Coentrão esteve igualmente muito discreto e os centros não lhe saíram nada bem. O Keirrison teve uma 1ª parte razoável, mas desapareceu completamente na 2ª. Na defesa, a voz de comando do Luisão fez falta.
Com este afastamento inglório e muito precoce, espero sinceramente que a equipa se concentre na Liga Europa (claro que o campeonato é o principal objectivo). Como a final desta competição é quatro dias antes da da Taça de Portugal, acho que isto esteve no subconsciente dos jogadores. Entre uma e outra, preferem a dobradinha com uma conquista europeia. Se assim acontecer, estão perdoados.
P.S. – Por enquanto, é obrigatório que a resposta a este resultado negativo seja implacável. O 8º classificado vai ter que sofrer as consequências.
sexta-feira, novembro 20, 2009
Relembrar XXIV - Tamagnini Néné
Este Senhor (o "s" maiúsculo não é inocente) faz hoje 60 anos. E 41 deles são passados no Benfica. Os números são impressionantes: 575 jogos, 362 golos (média de 0,63 / jogo), 10 campeonatos, 6 Taças de Portugal e 2 Supertaças. É a mística em pessoa. Dos 362 golos, estes três foram certamente dos mais saborosos. Muitos parabéns, Néné!
P.S. - Apesar destes números, o Néné não era, como se sabe, consensual no 3º Anel. Por vezes, nós, benfiquistas, temos destas coisas. Prestamos mais atenção aos fait-divers como "não sujar os calções" do que aos golos marcados. Que este exemplo do Néné nos sirva de ensinamento para não sermos injustos com alguns dos actuais jogadores. Deixemos os "cabelos" de lado e concentremo-nos na sua importância no plantel. A mística também passa muito por aí.
* Publicado em simultâneo com a Tertúlia Benfiquista.
P.S. - Apesar destes números, o Néné não era, como se sabe, consensual no 3º Anel. Por vezes, nós, benfiquistas, temos destas coisas. Prestamos mais atenção aos fait-divers como "não sujar os calções" do que aos golos marcados. Que este exemplo do Néné nos sirva de ensinamento para não sermos injustos com alguns dos actuais jogadores. Deixemos os "cabelos" de lado e concentremo-nos na sua importância no plantel. A mística também passa muito por aí.
* Publicado em simultâneo com a Tertúlia Benfiquista.
quinta-feira, novembro 19, 2009
No Mundial
Uma vitória (1-0) na Bósnia permitiu qualificarmo-nos para o Mundial da África do Sul. Seria vergonhoso se assim não acontecesse, mas não nos devemos esquecer da miserável fase de qualificação que fizemos. Com três castigados e mais o Misimovic lesionado, a Bósnia apresentou-se muito desfalcada e raramente criou perigo para a nossa baliza. Ficou mais uma vez provado que o "ambiente terrível" das bancadas não tem influência nenhuma, se os jogadores se apresentarem concentrados e mentalizados para a vitória.
Depois de um empate em casa e um triunfo no último minuto na Albânia, e três bolas no poste da Bósnia no jogo da 1ª mão, não se pode dizer que não tenhamos tido uma pontinha de sorte (não esquecendo ainda que a Dinamarca ganhou à Suécia, que estava à nossa frente) neste apuramento. Vamos ver agora como será o sorteio e o que nos estará reservado no Mundial. Não estou nada confiante. Esta selecção está cheia de equívocos (guarda-redes e defesa-esquerdo, só para dar dois exemplos) e é manifesta a falta de liderança em campo e no banco. Mas vamos lá estar e isso era o mais importante.
Depois de um empate em casa e um triunfo no último minuto na Albânia, e três bolas no poste da Bósnia no jogo da 1ª mão, não se pode dizer que não tenhamos tido uma pontinha de sorte (não esquecendo ainda que a Dinamarca ganhou à Suécia, que estava à nossa frente) neste apuramento. Vamos ver agora como será o sorteio e o que nos estará reservado no Mundial. Não estou nada confiante. Esta selecção está cheia de equívocos (guarda-redes e defesa-esquerdo, só para dar dois exemplos) e é manifesta a falta de liderança em campo e no banco. Mas vamos lá estar e isso era o mais importante.
domingo, novembro 15, 2009
Portugal - 1 - Bósnia - 0
Vencemos a Bósnia na 1ª mão dos play-off de acesso ao Mundial num resultado muito lisonjeiro para nós. Não que não tenhamos sido a equipa que mais tentou ganhar a partida ao longo dos 90’, mas quando se apanham três(!) bolas nos postes, todas as teorias do domínio territorial e qualidade exibicional vão por água abaixo (por muito que custe ao nosso excelso seleccionador). Tivemos sorte e ponto final.
Estava com algumas saudades de ver um jogo ao vivo na Luz sem grande stress. Foi o caso. Claro que quero que a selecção se apure para o Mundial, mas esta selecção de Portugal está longe de ser “a” selecção de todos nós. O capital de empolgamento e identificação criado por Scolari foi rapidamente quebrado por este projecto de treinador que nos comanda agora. Onde antes havia alguma coerência de construção da equipa e escolha dos jogadores (concordando-se ou não com ela), agora há um Deus-dará dirigido pelo mais puro populismo. Exemplo? A convocação do Nuno Assis por causa do jogo em Guimarães e a sua não-convocação agora, e a entrada do Fábio Coentrão por estarmos em pleno Estádio da Luz, só para dar dois exemplos.
Bem, mas falemos do jogo. Dominámos durante a maior parte do tempo, fiquei contente e aplaudi o golo, até ver quem é que o tinha marcado. Aí confesso que foi mais forte do que eu e limitei-me a… ficar contente (peço desculpa, mas vestindo-lhe a camisola que se quiser, uma besta é sempre uma besta). Perto do intervalo, veio a 1ª bola ao poste num cabeceamento na pequena-área depois de um canto a que o Eduardo, naturalmente, não chegou. Na 2ª parte aproveitámos um certo adiantamento do adversário para criar algumas oportunidades, mas a maior de todas foi da Bósnia perto do fim com duas bolas nos ferros na mesma jogada. Claro que uma inacreditável substituição do Queiroz aos 88’, tirando o Simão e colocando o Hugo Almeida, ajudou a isto. Portugal ficou a jogar com dois pontas-de-lança, mudou a táctica para o losango, isto tudo estando a ganhar e faltando dois minutos para o final da partida! Claro que houve desorganização na equipa e os bósnios iam aproveitando para empatar.
O jogo na próxima 4ª feira prevê-se bastante complicado e não acho que nos consigamos qualificar sem marcar golos. Mas com este treinador tenho muito medo que estejamos com ideias de jogar para o 0-0. Vamos ver, sendo certo que somos superiores à Bósnia e que será um escândalo se não estivermos na África do Sul.
P.S.- Quanto ao que realmente interessa, o Glorioso conquistou o 5º troféu da temporada ao bater na 6ª feira o Santa Clara nos penalties (5-3) num jogo de homenagem ao Pauleta, depois de 1-1 nos 90’ Há que dizer que tivemos bastante sorte na partida, já que só a aselhice dos jogadores adversários lhes retirou a vitória. Contei pelo menos cinco oportunidades de avançado contra o guarda-redes que eles falharam. Em relação aos jogadores, alinhámos com uma equipa bastante secundária, mas mesmo assim gostei do Urreta enquanto teve pilhas, do golão do Keirrison e de alguns movimentos do Nuno Gomes. Todos os outros ou desaproveitaram a oportunidade ou não sobressaíram dos demais.
Estava com algumas saudades de ver um jogo ao vivo na Luz sem grande stress. Foi o caso. Claro que quero que a selecção se apure para o Mundial, mas esta selecção de Portugal está longe de ser “a” selecção de todos nós. O capital de empolgamento e identificação criado por Scolari foi rapidamente quebrado por este projecto de treinador que nos comanda agora. Onde antes havia alguma coerência de construção da equipa e escolha dos jogadores (concordando-se ou não com ela), agora há um Deus-dará dirigido pelo mais puro populismo. Exemplo? A convocação do Nuno Assis por causa do jogo em Guimarães e a sua não-convocação agora, e a entrada do Fábio Coentrão por estarmos em pleno Estádio da Luz, só para dar dois exemplos.
Bem, mas falemos do jogo. Dominámos durante a maior parte do tempo, fiquei contente e aplaudi o golo, até ver quem é que o tinha marcado. Aí confesso que foi mais forte do que eu e limitei-me a… ficar contente (peço desculpa, mas vestindo-lhe a camisola que se quiser, uma besta é sempre uma besta). Perto do intervalo, veio a 1ª bola ao poste num cabeceamento na pequena-área depois de um canto a que o Eduardo, naturalmente, não chegou. Na 2ª parte aproveitámos um certo adiantamento do adversário para criar algumas oportunidades, mas a maior de todas foi da Bósnia perto do fim com duas bolas nos ferros na mesma jogada. Claro que uma inacreditável substituição do Queiroz aos 88’, tirando o Simão e colocando o Hugo Almeida, ajudou a isto. Portugal ficou a jogar com dois pontas-de-lança, mudou a táctica para o losango, isto tudo estando a ganhar e faltando dois minutos para o final da partida! Claro que houve desorganização na equipa e os bósnios iam aproveitando para empatar.
O jogo na próxima 4ª feira prevê-se bastante complicado e não acho que nos consigamos qualificar sem marcar golos. Mas com este treinador tenho muito medo que estejamos com ideias de jogar para o 0-0. Vamos ver, sendo certo que somos superiores à Bósnia e que será um escândalo se não estivermos na África do Sul.
P.S.- Quanto ao que realmente interessa, o Glorioso conquistou o 5º troféu da temporada ao bater na 6ª feira o Santa Clara nos penalties (5-3) num jogo de homenagem ao Pauleta, depois de 1-1 nos 90’ Há que dizer que tivemos bastante sorte na partida, já que só a aselhice dos jogadores adversários lhes retirou a vitória. Contei pelo menos cinco oportunidades de avançado contra o guarda-redes que eles falharam. Em relação aos jogadores, alinhámos com uma equipa bastante secundária, mas mesmo assim gostei do Urreta enquanto teve pilhas, do golão do Keirrison e de alguns movimentos do Nuno Gomes. Todos os outros ou desaproveitaram a oportunidade ou não sobressaíram dos demais.
quarta-feira, novembro 11, 2009
Porquê, Enke?

É preciso ter ao mesmo tempo uma grande coragem e uma grande cobardia para cometer suicídio. Seja como for, os motivos que o levaram a tal acto foram certamente muito fortes. Foi, provavelmente, o melhor guarda-redes não estratosférico que vi no Benfica (Bento e Preud'homme à parte, claro). Deixou saudades não só pela sua qualidade futebolística, mas pela sua personalidade. Descansa em paz, Robert Enke (24/8/1977 - 10/11/2009).
terça-feira, novembro 10, 2009
A ferríssimos
Ganhámos à Naval (1-0) e, com as derrotas do Braga e CRAC e o empate dos lagartos, voltámos ao 1º lugar ex-aequo com o Braga, conquistando um total de oito pontos aos rivais mais directos. Foi uma vitória muito sofrida, por motivos diferentes do que eu previ aqui. O Sr. Lucílio Baptista não foi o grande adversário da noite, e quem chegasse agora a Portugal até poderia pensar que era um bom árbitro, mas o Peiser, guarda-redes da Naval. Fez uma exibição que lembrou a do Peçanha na 1ª jornada. O homem defendeu tudo e mais alguma coisa e só uma cabeçada do Javi García aos 88’ é que nos deu o triunfo.
Tal como escrevi na Tertúlia, se formos campeões no final da época, um dos momentos marcantes será esta partida. Era uma oportunidade, quiçá única, de ganharmos pontos a três concorrentes directos e o modo como foi obtida só nos pode fazer acreditar cada vez mais que é possível quebrarmos o jejum de quatro anos. Foi acima de tudo uma vitória do querer, da raça, da ambição e de uma equipa que nunca desiste. Sem o Ramires e, principalmente, o Cardozo, substituídos pelo Rúben Amorim e o Nuno Gomes, o Benfica entrou bem na partida, mas o que não estava no programa era apanharmos pela frente um guarda-redes tão inspirado. Fez pelo menos quatro defesas fabulosas na 1ª parte. Não se pode dizer que não tenhamos sentido a falta daqueles dois titulares indiscutíveis, mas mesmo assim jogámos bem perante uma Naval que não trouxe o autocarro, mas dois camiões-tir. Foi uma partida massacrante, num só sentido e de extremo desgaste para nós, que ainda por cima vínhamos de uma jornada europeia a meio da semana. Para além do Peiser, lá tivemos a providencial bola no poste perto do intervalo pelo Saviola.
Na 2ª parte, e com a Naval a fechar-se cada vez mais, não tivemos tantas oportunidades como na 1ª. Mesmo assim, o Nuno Gomes falhou incrivelmente uma recarga a um remate do Javi García e o Di María fez um fantástico remate que o guarda-redes desviou para o poste. A 2’ do fim fez-se justiça com uma óptima cabeçada do nº 6. De modo incrível, ainda permitimos à Naval ter uma grande oportunidade que uma certa estrelinha da nossa parte (mas também tínhamos direito depois de todo o azar no resto do jogo) desviou da baliza.
Antes dos destaques individuais, queria deixar aqui uma palavra à Naval. É certo que defenderam durante os 90’ com dois camiões-tir, mas fizeram um jogo honesto, sem simular lesões nem queimar tempo da maneira vergonhosa que fez, por exemplo, o Marítimo na 1ª jornada. Tal como disse o Jesus na conferência de imprensa, a Naval assumiu a superioridade do Benfica e fez o jogo possível. Não foi bonito para o espectáculo, mas ia sendo eficaz. Agora, tenho curiosidade de ver se esta mesma Naval vai jogar assim noutros campos, ou se vai abrir a perninha a certas equipas.
Em termos individuais, há que destacar obviamente o Javi García. Fez uma partida soberba, sem cometer (ao que me lembre) uma única falta (ele que estava tapado para Alvalade) e ainda participou imenso no jogo ofensivo. Um livre muito bem marcado, um remate perigoso e um golo revelaram que, para além de um fabuloso médio-defensivo, temos um óptimo médio-centro. Também gostei imenso do Fábio Coentrão outra vez a defesa-esquerdo. Muito bem a defender (igualmente tapado por amarelos) e a subir constantemente pela esquerda para ajudar o Di María. Este ressentiu-se um pouco na 2ª parte do esforço em Liverpool, tal como o Saviola, mas foi dele o cruzamento para o golo. O Rúben Amorim fez igualmente uma boa partida a médio-direito e o Maxi melhorou muito na 2ª parte. O Nuno Gomes é sempre esforçado, mas não pode falhar um golo daqueles na 2ª parte. O lance na 1ª pareceu-me no estádio um falhanço escandaloso, mas visto na repetição há muito mérito do defesa que não lhe permitiu ter espaço para o remate. E lamento ter que dizer isto, até parece perseguição mas não é porque eu respeito todos os jogadores do Benfica, principalmente aqueles que já foram campeões, mas em relação à grande oportunidade da Naval no final da partida, o que eu vi foi o seguinte: de um sítio muito semelhante, o guarda-redes da Naval conseguiu evitar um autogolo com uma estirada plena de reflexos; o Quim nem se mexeu num remate de um adversário. Não estou a dizer que iria defender a bola, mas se não se lançar a ela é que não a defende de certeza.
Uma vitória mais que justa perante a nossa besta negra (é incrível como temos tido tantas dificuldades em ganhar à Naval: três empates nos três primeiros jogos e só duas vitórias por mais de um golo de diferença em oito partidas) permite-nos encarar com outro espírito mais uma paragem do campeonato, agora por duas semanas para a selecção e a Taça de Portugal. O que lamento, porque adoraria ir já ao WC na próxima semana…
Tal como escrevi na Tertúlia, se formos campeões no final da época, um dos momentos marcantes será esta partida. Era uma oportunidade, quiçá única, de ganharmos pontos a três concorrentes directos e o modo como foi obtida só nos pode fazer acreditar cada vez mais que é possível quebrarmos o jejum de quatro anos. Foi acima de tudo uma vitória do querer, da raça, da ambição e de uma equipa que nunca desiste. Sem o Ramires e, principalmente, o Cardozo, substituídos pelo Rúben Amorim e o Nuno Gomes, o Benfica entrou bem na partida, mas o que não estava no programa era apanharmos pela frente um guarda-redes tão inspirado. Fez pelo menos quatro defesas fabulosas na 1ª parte. Não se pode dizer que não tenhamos sentido a falta daqueles dois titulares indiscutíveis, mas mesmo assim jogámos bem perante uma Naval que não trouxe o autocarro, mas dois camiões-tir. Foi uma partida massacrante, num só sentido e de extremo desgaste para nós, que ainda por cima vínhamos de uma jornada europeia a meio da semana. Para além do Peiser, lá tivemos a providencial bola no poste perto do intervalo pelo Saviola.
Na 2ª parte, e com a Naval a fechar-se cada vez mais, não tivemos tantas oportunidades como na 1ª. Mesmo assim, o Nuno Gomes falhou incrivelmente uma recarga a um remate do Javi García e o Di María fez um fantástico remate que o guarda-redes desviou para o poste. A 2’ do fim fez-se justiça com uma óptima cabeçada do nº 6. De modo incrível, ainda permitimos à Naval ter uma grande oportunidade que uma certa estrelinha da nossa parte (mas também tínhamos direito depois de todo o azar no resto do jogo) desviou da baliza.
Antes dos destaques individuais, queria deixar aqui uma palavra à Naval. É certo que defenderam durante os 90’ com dois camiões-tir, mas fizeram um jogo honesto, sem simular lesões nem queimar tempo da maneira vergonhosa que fez, por exemplo, o Marítimo na 1ª jornada. Tal como disse o Jesus na conferência de imprensa, a Naval assumiu a superioridade do Benfica e fez o jogo possível. Não foi bonito para o espectáculo, mas ia sendo eficaz. Agora, tenho curiosidade de ver se esta mesma Naval vai jogar assim noutros campos, ou se vai abrir a perninha a certas equipas.
Em termos individuais, há que destacar obviamente o Javi García. Fez uma partida soberba, sem cometer (ao que me lembre) uma única falta (ele que estava tapado para Alvalade) e ainda participou imenso no jogo ofensivo. Um livre muito bem marcado, um remate perigoso e um golo revelaram que, para além de um fabuloso médio-defensivo, temos um óptimo médio-centro. Também gostei imenso do Fábio Coentrão outra vez a defesa-esquerdo. Muito bem a defender (igualmente tapado por amarelos) e a subir constantemente pela esquerda para ajudar o Di María. Este ressentiu-se um pouco na 2ª parte do esforço em Liverpool, tal como o Saviola, mas foi dele o cruzamento para o golo. O Rúben Amorim fez igualmente uma boa partida a médio-direito e o Maxi melhorou muito na 2ª parte. O Nuno Gomes é sempre esforçado, mas não pode falhar um golo daqueles na 2ª parte. O lance na 1ª pareceu-me no estádio um falhanço escandaloso, mas visto na repetição há muito mérito do defesa que não lhe permitiu ter espaço para o remate. E lamento ter que dizer isto, até parece perseguição mas não é porque eu respeito todos os jogadores do Benfica, principalmente aqueles que já foram campeões, mas em relação à grande oportunidade da Naval no final da partida, o que eu vi foi o seguinte: de um sítio muito semelhante, o guarda-redes da Naval conseguiu evitar um autogolo com uma estirada plena de reflexos; o Quim nem se mexeu num remate de um adversário. Não estou a dizer que iria defender a bola, mas se não se lançar a ela é que não a defende de certeza.
Uma vitória mais que justa perante a nossa besta negra (é incrível como temos tido tantas dificuldades em ganhar à Naval: três empates nos três primeiros jogos e só duas vitórias por mais de um golo de diferença em oito partidas) permite-nos encarar com outro espírito mais uma paragem do campeonato, agora por duas semanas para a selecção e a Taça de Portugal. O que lamento, porque adoraria ir já ao WC na próxima semana…
sexta-feira, novembro 06, 2009
Inquestionável
Vencemos o Everton em Liverpool (2-0) e colocámo-nos em muita boa posição para passarmos aos 1/16 avos de final da Liga Europa, até porque houve um empate entre o AEK e o Bate Borisov. Precisamos apenas de mais um ponto nos dois jogos que faltam para nos qualificarmos. Parece-me cada vez mais claro que o maior adversário do Benfica este ano vão ser os Srs. Jorge Sousas que se nos atravessam no caminho, já que quando temos arbitragens honestas acabamos por ganhar mesmo jogos mais equilibrados.
Não sendo uma partida decisiva no apuramento, era no entanto muito importante em termos anímicos. Era fundamental a equipa dar uma resposta cabal ao resultado negativo do passado sábado e mostrar ao sistema que vai ter que corromper e roubar muito para nos parar. É algo que não cessa de me espantar este ano: respondemos sempre muito bem a qualquer resultado menos bom. E para o do passado sábado muito contribuíram factores externos, já que a nossa exibição não foi assim tão má.
Perante um Everton que, não me canso de repetir, ficou em 5º lugar no campeonato inglês do ano passado e que jogava em casa, demonstrámos uma personalidade imensa, classe e perfeita noção do que tínhamos que fazer para os neutralizar. Como se esperava, o Aimar ficou no banco e jogámos com o Javi García e o Ramires no meio, o Sidnei a central e o David Luiz na esquerda. As despesas do ataque eram do Di María, Fábio Coentrão, Saviola e Cardozo. A 1ª parte foi equilibrada, mas fomos nós que criámos mais perigo, incluindo uma bola ao poste pelo Cardozo seguida de um bom remate do Saviola superiormente defendido pelo Tim Howard. Perto do intervalo tivemos uma péssima notícia com a lesão muscular do Ramires, que espero seja recuperável a tempo de Alvalade. Ainda por cima, o brasileiro estava a ser dos melhores. Entrou o Maxi para lateral-direito e Amorim subiu para o meio-campo.
A 2ª parte foi um festival. O Everton deixou praticamente de criar perigo, enquanto nós tivemos muito cedo duas boas ocasiões pelo Di María. Aos 60’ o Jorge Jesus decidiu que estava na altura de ganhar o jogo e lançou o Aimar. Foi a estocada final. Se até aí tínhamos espaço para atacar, depois da entrada do argentino ficámos com alguém que sabia muito bem o que fazer com esse espaço. Aos 63’ uma boa combinação entre o Di María e o Saviola permitiu a este último inaugurar o marcador. A 15’ do fim a vitória ficou assegurada com um golo do Cardozo (em ligeira posição de fora-de-jogo) depois de um remate do Amorim desviado por um defesa. Muito perto do fim, num lance que me pareceu claríssimo fora-de-jogo, o Júlio César fez uma defesa magistral num remate isolado de um jogador do Everton na sequência de um canto. Foi daqueles lances de golo certo que o guarda-redes salva, algo que infelizmente não estou habituado a ver no Benfica nos últimos tempos.
Individualmente há que destacar o trio de argentinos (Di María, Saviola e Aimar) que fizeram a cabeça em água aos ingleses. O Javi García esteve imperial como sempre e gostei igualmente do Sidnei, que não pareceu que não tem jogado muito este ano. O Luisão é cada vez mais um pilar de toda a equipa e, que me lembre, só foi batido uma vez ao longo da partida. O Cardozo lá marcou o golito do costume e o Amorim subiu de produção quando foi para o meio-campo. Voltei a gostar da segurança do Júlio César.
O prestígio europeu do Benfica, que ficou um pouco abalado depois da vergonhosa campanha da época passada, está a ser recuperado, o que só nos deve encher de orgulho. Desde o jogo na Ucrânia frente ao Shakhtar há quase dois anos que não ganhávamos fora na Europa, malapata essa que foi agora quebrada em grande estilo. Por outro lado, uma boa campanha europeia é fundamental para que na próxima época, se formos à Champions, fiquemos no pote 2. Quanto aos jogos que faltam, era conveniente selarmos já o apuramento na Bielorrússia, para que na partida frente ao AEK Atenas utilizemos os suplentes. É que apenas três dias depois desta recebemos o CRAC na jornada antes do interregno do campeonato para o Natal.
Não sendo uma partida decisiva no apuramento, era no entanto muito importante em termos anímicos. Era fundamental a equipa dar uma resposta cabal ao resultado negativo do passado sábado e mostrar ao sistema que vai ter que corromper e roubar muito para nos parar. É algo que não cessa de me espantar este ano: respondemos sempre muito bem a qualquer resultado menos bom. E para o do passado sábado muito contribuíram factores externos, já que a nossa exibição não foi assim tão má.
Perante um Everton que, não me canso de repetir, ficou em 5º lugar no campeonato inglês do ano passado e que jogava em casa, demonstrámos uma personalidade imensa, classe e perfeita noção do que tínhamos que fazer para os neutralizar. Como se esperava, o Aimar ficou no banco e jogámos com o Javi García e o Ramires no meio, o Sidnei a central e o David Luiz na esquerda. As despesas do ataque eram do Di María, Fábio Coentrão, Saviola e Cardozo. A 1ª parte foi equilibrada, mas fomos nós que criámos mais perigo, incluindo uma bola ao poste pelo Cardozo seguida de um bom remate do Saviola superiormente defendido pelo Tim Howard. Perto do intervalo tivemos uma péssima notícia com a lesão muscular do Ramires, que espero seja recuperável a tempo de Alvalade. Ainda por cima, o brasileiro estava a ser dos melhores. Entrou o Maxi para lateral-direito e Amorim subiu para o meio-campo.
A 2ª parte foi um festival. O Everton deixou praticamente de criar perigo, enquanto nós tivemos muito cedo duas boas ocasiões pelo Di María. Aos 60’ o Jorge Jesus decidiu que estava na altura de ganhar o jogo e lançou o Aimar. Foi a estocada final. Se até aí tínhamos espaço para atacar, depois da entrada do argentino ficámos com alguém que sabia muito bem o que fazer com esse espaço. Aos 63’ uma boa combinação entre o Di María e o Saviola permitiu a este último inaugurar o marcador. A 15’ do fim a vitória ficou assegurada com um golo do Cardozo (em ligeira posição de fora-de-jogo) depois de um remate do Amorim desviado por um defesa. Muito perto do fim, num lance que me pareceu claríssimo fora-de-jogo, o Júlio César fez uma defesa magistral num remate isolado de um jogador do Everton na sequência de um canto. Foi daqueles lances de golo certo que o guarda-redes salva, algo que infelizmente não estou habituado a ver no Benfica nos últimos tempos.
Individualmente há que destacar o trio de argentinos (Di María, Saviola e Aimar) que fizeram a cabeça em água aos ingleses. O Javi García esteve imperial como sempre e gostei igualmente do Sidnei, que não pareceu que não tem jogado muito este ano. O Luisão é cada vez mais um pilar de toda a equipa e, que me lembre, só foi batido uma vez ao longo da partida. O Cardozo lá marcou o golito do costume e o Amorim subiu de produção quando foi para o meio-campo. Voltei a gostar da segurança do Júlio César.
O prestígio europeu do Benfica, que ficou um pouco abalado depois da vergonhosa campanha da época passada, está a ser recuperado, o que só nos deve encher de orgulho. Desde o jogo na Ucrânia frente ao Shakhtar há quase dois anos que não ganhávamos fora na Europa, malapata essa que foi agora quebrada em grande estilo. Por outro lado, uma boa campanha europeia é fundamental para que na próxima época, se formos à Champions, fiquemos no pote 2. Quanto aos jogos que faltam, era conveniente selarmos já o apuramento na Bielorrússia, para que na partida frente ao AEK Atenas utilizemos os suplentes. É que apenas três dias depois desta recebemos o CRAC na jornada antes do interregno do campeonato para o Natal.
domingo, novembro 01, 2009
Uma VERGONHA
Perdemos em Braga (0-2) num jogo em que o Sr. Jorge Sousa foi preponderante para a vitória bracarense. Como me comentava o meu pai, como é que é possível que em apenas nove jornadas esta seja a 2ª vez que este LADRÃO nos apita? Não há mais árbitros na 1ª categoria? A resposta foi dada em campo.
Entrámos muito mal na partida e sofremos um golo logo aos 7’ num livre lateral do Hugo Viana em que o Quim tem uma movimentação digna de um iniciado. Aquele livre nunca pode ser golo! O nosso guarda-redes dá dois passos laterais na direcção do poste que supostamente está coberto pela barreira e deixa o outro completamente livre. Ou seja, parecia que estava a defender um penalty, ao escolher um dos lados. Respondemos muitíssimo bem e tivemos bastantes oportunidades para empatar, o que conseguiríamos através do Luisão não fosse a providencial intervenção do Sr. Jorge Sousa. O Braga jogou os primeiros 10’ e depois montou o autocarro, fazendo só dois ou três contra-ataques no resto da 1ª parte.
No intervalo, o Sr. Jorge Sousa aproveitou uma discussão colectiva para expulsar o Cardozo e um defesa-central deles. Como é óbvio, o nosso avançado fez muito mais falta e ficará certamente de fora em Alvalade. Mais uma encomenda entregue. Na 2ª parte, para mim o Jesus comete um erro ao fazer entrar o Keirrison logo aos 54’. O Weldon e o Nuno Gomes, para além de terem muito mais experiência para jogos destes, não vinham de lesões. Mesmo com o seu sub-rendimento, tivemos algumas ocasiões não aproveitadas e num contra-ataque a sensivelmente 10’ do fim, o Braga matou o jogo. Até final ainda tentámos não ficar em branco, mas a pontaria não estava afinada.
Individualmente voltei a gostar do Fábio Coentrão a defesa-esquerdo, não se atemorizando com um cartão amarelo logo aos 6’ no livre que deu origem ao 1º golo. Os centrais também não estiveram mal e o Saviola fez uma boa 1ª parte (era escusada a simulação para tentar ganhar um penalty). O Ramires e o Di María não estiveram ao seu nível e o próprio Aimar teve dificuldade em libertar-se da marcação. E, lamento dizê-lo, ainda estou à espera de ver o Quim fazer uma daquelas defesas impossíveis. Mas mesmo assim fomos de longe a melhor equipa, a que teve mais oportunidades e a que, pelo menos, não perderia se a partida não tivesse sido condicionada por um LADRÃO travestido de árbitro.
Resumindo: anulou um golo limpo do Luisão e não quis marcar um braço descarado do defesa-esquerdo dentro da área na 2ª parte. Para além disto, aproveitou para afastar o nosso melhor marcador dos próximos jogos num lance de confusão colectiva. É com pena que digo que isto só vai ao sítio quando um dia um tipo destes não chegar inteiro a casa. Infelizmente é o país que temos, em que a justiça não funciona e o sentimento de impunidade destes LADRÕES é enorme. Esta partida foi paradigmática: quando o jogo é equilibrado, é bastante mais fácil ser o árbitro a decidi-lo. Por mim, só me resta agradecer o facto de não viver na mesma cidade que este LADRÃO. Se se atravessasse à frente do meu carro, correria o sério risco de confundir o travão com o acelerador...
P.S. – Como é que nós pudemos acreditar que à 9ª jornada nos deixariam estar cinco pontos à frente do CRAC? O que não estava no programa era mesmo o empate deles em casa com o Belém. Caso contrário, já estariam colados a nós.
Entrámos muito mal na partida e sofremos um golo logo aos 7’ num livre lateral do Hugo Viana em que o Quim tem uma movimentação digna de um iniciado. Aquele livre nunca pode ser golo! O nosso guarda-redes dá dois passos laterais na direcção do poste que supostamente está coberto pela barreira e deixa o outro completamente livre. Ou seja, parecia que estava a defender um penalty, ao escolher um dos lados. Respondemos muitíssimo bem e tivemos bastantes oportunidades para empatar, o que conseguiríamos através do Luisão não fosse a providencial intervenção do Sr. Jorge Sousa. O Braga jogou os primeiros 10’ e depois montou o autocarro, fazendo só dois ou três contra-ataques no resto da 1ª parte.
No intervalo, o Sr. Jorge Sousa aproveitou uma discussão colectiva para expulsar o Cardozo e um defesa-central deles. Como é óbvio, o nosso avançado fez muito mais falta e ficará certamente de fora em Alvalade. Mais uma encomenda entregue. Na 2ª parte, para mim o Jesus comete um erro ao fazer entrar o Keirrison logo aos 54’. O Weldon e o Nuno Gomes, para além de terem muito mais experiência para jogos destes, não vinham de lesões. Mesmo com o seu sub-rendimento, tivemos algumas ocasiões não aproveitadas e num contra-ataque a sensivelmente 10’ do fim, o Braga matou o jogo. Até final ainda tentámos não ficar em branco, mas a pontaria não estava afinada.
Individualmente voltei a gostar do Fábio Coentrão a defesa-esquerdo, não se atemorizando com um cartão amarelo logo aos 6’ no livre que deu origem ao 1º golo. Os centrais também não estiveram mal e o Saviola fez uma boa 1ª parte (era escusada a simulação para tentar ganhar um penalty). O Ramires e o Di María não estiveram ao seu nível e o próprio Aimar teve dificuldade em libertar-se da marcação. E, lamento dizê-lo, ainda estou à espera de ver o Quim fazer uma daquelas defesas impossíveis. Mas mesmo assim fomos de longe a melhor equipa, a que teve mais oportunidades e a que, pelo menos, não perderia se a partida não tivesse sido condicionada por um LADRÃO travestido de árbitro.
Resumindo: anulou um golo limpo do Luisão e não quis marcar um braço descarado do defesa-esquerdo dentro da área na 2ª parte. Para além disto, aproveitou para afastar o nosso melhor marcador dos próximos jogos num lance de confusão colectiva. É com pena que digo que isto só vai ao sítio quando um dia um tipo destes não chegar inteiro a casa. Infelizmente é o país que temos, em que a justiça não funciona e o sentimento de impunidade destes LADRÕES é enorme. Esta partida foi paradigmática: quando o jogo é equilibrado, é bastante mais fácil ser o árbitro a decidi-lo. Por mim, só me resta agradecer o facto de não viver na mesma cidade que este LADRÃO. Se se atravessasse à frente do meu carro, correria o sério risco de confundir o travão com o acelerador...
P.S. – Como é que nós pudemos acreditar que à 9ª jornada nos deixariam estar cinco pontos à frente do CRAC? O que não estava no programa era mesmo o empate deles em casa com o Belém. Caso contrário, já estariam colados a nós.
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