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domingo, agosto 09, 2009

Pleno

Vencemos o Milan nos penalties (5-4) depois de 1-1 nos 90’ e ganhámos todos os troféus de pré-temporada. Quatro já estão, agora só faltam os outros quatro :-) Esta Eusébio Cup era especialmente importante conquistar, não só pelo seu simbolismo, como por ser o último jogo antes do início oficial de temporada.

Vale sempre a pena interromper as férias para vir a Lisboa de propósito para ver o Glorioso e mais ainda agora que estamos a jogar bastante bem. Foi uma exibição na senda das que temos realizado ultimamente, com a diferença que estávamos a defrontar o Milan. Independentemente de parecer mais fraco que nos últimos anos, é sempre uma equipa temível e muito organizada. Entrámos muitíssimo bem na partida e fizemos uns primeiros dez minutos absolutamente avassaladores. Depois, os italianos trancaram a porta e tivemos mais dificuldade em criar perigo, mas mesmo assim continuámos a demonstrar uma boa dinâmica. O 0-0 ao intervalo era um resultado injusto para nós.

Na 2ª parte, marcámos aos 58’ numa cabeçada do Cardozo depois de um magnífico centro do Shaffer. Com as inevitáveis substituições, fomos perdendo gás e, num lance de infelicidade do Sidnei (com a bola a embater ainda na cabeça do Quim), o Milan empatou aos 87’. Típico de italiano estar a jogar muito pouco e conseguir marcar nos últimos minutos (e de lagarto também, já agora...). Felizmente, depois de três falhanços nossos e quatro defesas do Quim, conseguimos conquistar o troféu nos penalties.

Gostei muito do Luisão e Sidnei, dos pormenores do Aimar especialmente na 1ª parte, da raça do David Luiz (que tem, todavia, de acalmar certos ímpetos maradonísticos), do rigor táctico do Javi García, do Shaffer na 2ª parte (desde o Schwartz que não tínhamos um defesa-esquerdo que centrasse tão bem) e da entrada do Weldon (apesar do penalty falhado). O Cardozo esteve infeliz na 1ª parte, mas estava lá no sítio para marcar o golito do costume. Temos um problema na lateral-direita, já que o Ruben Amorim releva ainda acções de médio e não de defesa, fazendo algumas faltas desnecessárias (o que é completamente normal) que dão origem a bolas na área e, depois da 2ª parte que fez hoje, o Shaffer é para jogar (na maior parte dos jogos temos que atacar e nisso ele é muito bom). O Saviola, apesar de estar em branco há alguns jogos, é um jogador extraordinário e muito pouco egoísta para ponta-de-lança. Com a titularidade neste jogo e os quatro penalties defendidos, o Quim deve ser o guarda-redes que irá iniciar a época. Não estou de acordo com esta opção. Mesmo com os penalties defendidos, acho que o Moreira está de longe em melhor forma e tem a grande vantagem de sair melhor da baliza, o que é essencial no esquema táctico que utilizamos.

No próximo Domingo, é a sério contra o Marítimo. Espero que as boas exibições se mantenham e que o público volte a esgotar o estádio. A equipa merece todo o apoio possível e temos que estar alerta perante a roubalheira que vão ser as primeiras jornadas (querem uma aposta?). Há futebol na Luz!

sábado, agosto 08, 2009

Um ano

Porque há poucas coisas mais importantes do que o Benfica. Mas há-as. Faz hoje um ano. E parece que foi ontem.

segunda-feira, agosto 03, 2009

Mais um troféu

Vencemos o Sr. Jorge Sousa e o V. Guimarães por 2-0 e conquistámos o torneio da cidade. Três em três é o nosso saldo em troféus de pré-época. Esperemos que a senda vitoriosa se mantenha nos jogos a sério, mas a arbitragem de hoje deixa-me muito céptico em relação a isso. Ganhámos este jogo APESAR do árbitro, mas durante a época vai ser difícil mantermos este nível exibicional o tempo todo e, quando não o fizermos, pela amostra desta partida (e da frente ao Atlético Madrid), vai ser muito difícil ganharmos. Estes ladrões já demonstram estar em grande forma e ainda nem chegámos aos jogos a doer.

Entrámos em campo com uma equipa secundária frente à principal do V. Guimarães, mas que não se deu nada mal. Durante a 1ª parte mostrámos um futebol adulto, mas naturalmente sem o brilhantismo dos titulares (por algum motivos eles o são). Mesmo assim criámos oportunidades (o Coentrão e, já agora, o Weldon na recarga não podem falhar golos daqueles de baliza aberta) e colocámo-nos em vantagem já perto do intervalo (39’). O Nuno Gomes fez uma abertura genial para o Urreta centrar e o Weldon facturou mais uma vez. Na 2ª parte entraram grande parte dos titulares, especialmente do meio-campo para a frente. Não concordei muito com esta opção do Jesus, porque o Flávio Meireles ainda estava em campo, mas felizmente não se lesionou ninguém. Aimar, Saviola e Di María fizeram com que o Benfica controlasse ainda melhor a partida e foi sem surpresa que chegámos ao 2-0 aos 64’ num óptimo passe do Aimar para o Saviola que assistiu muito bem o Ruben Amorim ao segundo poste. Até final da partida, o Cardozo ainda poderia ter marcado em dois remates, mas a notícia é que desta vez o goleador ficou em branco.

Da equipa da 1ª parte, gostei do Coentrão (apesar do falhanço), da movimentação do Nuno Gomes principalmente a abertura para o Urreta no lance do golo e do facto de o Weldon ter marcado mais uma vez. O Carlos Martins esteve menos desequilibrado do que é costume, o que também ajudou na boa exibição da equipa. O elo mais fraco foi claramente o Patric e, com a lesão do Maxi Pereira, temos um problema para resolver na direita. O brasileiro ainda está muito imaturo e precisa de crescer bastante para se tornar uma opção válida. Acho que, por enquanto, colocaria o David Luiz ali e o Luisão e Sidnei no meio. Quanto aos titulares, o Aimar esteve excelente, o Di María menos vistoso que frente ao Portsmouth, mas ainda assim muito bem, e o Saviola não pára quieto. O Cardozo não teve tanta pontaria quanto é habitual, mas é sempre um perigo. Gostei igualmente da segurança do Moreira, inclusive nos cruzamentos (para mim, é o titular indiscutível neste momento). O Shaffer esteve um pouco melhor a defender e nota-se algum crescimento nesse aspecto, o que é muito positivo.

O Sr. Jorge Sousa, como é seu hábito, tudo fez para que o Benfica não saísse vitorioso. Dois penalties por assinalar (guarda-redes sobre o Weldon – que eu tenha visto, o Nilson não toca na bola e provoca a queda do nosso jogador – e braço descarado do Milhazes num remate do Carlos Martins), pelo menos dois foras-de-jogo mal assinalados ao nosso ataque quando os jogadores ficavam isolados, benefício do infractor numa falta sobre o Nuno Gomes quando o Weldon seguia isolado, uma falta inacreditável sobre o Di María não marcada, amarelos incríveis ao Luisão e Carlos Martins (este no lance do penalty, em que magistralmente o Sr. Jorge Sousa transforma um castigo máximo num amarelo para o nosso jogador, tal como fez o Sr. João Lamares ao desgraçado do jogador do Mónaco frente a um certo clube – coincidências...), enfim foi um autêntico compêndio de como se tenta de tudo para condicionar o resultado de uma partida. E foi esta abécula o melhor árbitro do ano... Volto a repetir pela enésima vez: vai ser um campeonato MUITO difícil.

As nossas exibições estão cada vez melhor. Dois jogos, duas vitórias, 6-0 em golos e mais um troféu só fazem merecer uma lotação esgotada no próximo sábado frente ao Milan. A equipa está a fazer a sua parte e depende de nós darmos essa resposta. Seria imperdoável que isso não acontecesse. Da minha parte, interromperei as minhas férias no centro do país, para vir a Lisboa de propósito. O Benfica merece. Sempre.

P.S. - Já que parece que vamos buscar o César Peixoto ao Braga, não querem aproveitar para trazer o João Pereira também? Nesta altura é de certeza uma opção mais imediata que o Patric.

domingo, agosto 02, 2009

Isto promete

Ganhámos ao Portsmouth (4-0) e precisamos apenas de um empate amanhã com o V. Guimarães para reconquistarmos o torneio da cidade. Está a tornar-se agradavelmente monótono comentar partidas do Glorioso, porque a conversa é sempre a mesma: estamos a melhorar de jogo para jogo, cada vez atacamos melhor e estamos mais consistentes a defender, criamos variadíssimas oportunidades, temos marcado sempre e o objectivo-golo só acaba aos 90’, sendo independente do resultado. Perante exibições como a de hoje é difícil não estarmos muito confiantes para a época que se avizinha. O sistema vai ter muito que penar, mas mais uma vez repito: não subjuguemos a sua força. Lembremo-nos sempre do Sr. Hugo Miguel frente ao Atlético Madrid.

Defrontando uma equipa da Premier League, tivemos uma 1ª parte avassaladora. As estatísticas ao intervalo comprovaram-no: 68%(!) de posse de bola e o Portsmouth fez apenas quatro(!) ataques, com zero remates e zero cantos. O Cardozo voltou a provar que é um ponta-de-lança de eleição e marcou mais dois golos elevando para sete (em oito jogos) a sua contabilidade nesta pré-temporada. Por 11 milhões de euros, foi uma das maiores pechinchas da nossa história! Mais uma vez, o Aimar foi preponderante no planeamento do nosso jogo atacante, bem secundado pelo melhor em campo: Di María. É impressionante a melhoria que ele teve em pouco mais de um mês por comparação aos dois anos anteriores.

Na 2ª parte, o Cardozo saiu por causa de um toque que levou, mas o Weldon, que o substituiu, aproveitou para se estrear a marcar com a nossa camisola. Excelente cabeceamento a um bom centro do Carlos Martins. Os ingleses eram inofensivos, porque a pressão que fizemos ao longo de toda a partida logo ao guarda-redes deles não os deixava fazer uma única jogada. Ainda deu para a estreia do Kerrison e para o nosso quatro golo, num cruzamento de letra do Di María que um adversário cortou para dentro da baliza. Mas se não o tivesse feito, o Weldon ou o Keirrison teriam marcado.

Individualmente, já referi o Di María como o melhor, juntamente com o Aimar e Cardozo. Voltei a gostar bastante do Javi García (vamos ver se os sete milhões não foram afinal baratos...) e a nossa defesa, com o David Luiz à esquerda e a estreia do Sidnei esta época, esteve impecável. O Quim mal tocou na bola. Quanto aos que entraram, o Fábio Coentrão voltou a ser dos melhores e foi bom que o Weldon se estreasse a marcar. É importante que todos os avançados se habituem a fazer golos regularmente.

De negativo apenas a lesão do Maxi Pereira. Foi já perto do final e num lance sozinho, o que me preocupa ainda mais sendo o problema no joelho. Para piorar as coisas, é um dos poucos elementos do plantel que é quase insubstituível. Esperemos para ver.

Com o futebol que temos exibido, custa-me a acreditar que a venda de lugares cativos (agora chamados de “Red Pass”) não aumente exponencialmente. Quem tiver possibilidades para tal, é quase imperdoável não adquirir um. Arrisca-se a perder muito bom futebol este ano. E ao vivo na Luz, sem precisar de ver jogos de campeonatos estrangeiros na televisão.

sexta-feira, julho 31, 2009

Bobby Robson

Desapareceu hoje alguém que conseguiu estar num clube nojento e permanecer um gentleman. O que é algo que muitos "professores" que para aí andam jamais conseguirão. Esteve perto do Benfica (tinha acordo com o Abílio Rodrigues nas tristes eleições que o Vale e Azevedo ganhou), mas não conseguiu concretizar o seu sonho. Caso tivesse vindo, duvido que estivéssemos 11 anos sem ganhar o campeonato. Por outro lado, se estivesse no banco (não esqueçamos que foi ele que iniciou aquela época), duvido que tivesse feito a melhor substituição da história do Glorioso. Por isso, só temos que agradecer ao Sousa Cintra pela sua visão.

Bastava este excerto de uma entrevista para lamentar a sua morte. Grande treinador e um homem respeitável. R.I.P.






(imagem do excerto descaradamente roubada ao Arcádia)

segunda-feira, julho 27, 2009

Vitória em Amesterdão

Ganhámos ao Ajax (3-2) e conquistámos o prestigiado Torneio de Amesterdão. Foi a 1ª vez que uma equipa portuguesa o fez e ainda bem que fomos nós. O Ajax foi a melhor equipa que defrontámos nos sete encontros de preparação até agora e colocou-nos problemas que tivemos alguma dificuldade em resolver. No entanto, a nossa vitória é justa e sinceramente cada vez me dá mais gozo ver-nos jogar à bola.

Ao invés da partida frente ao Sunderland, entrámos em campo com três portugueses (Moreira, Carlos Martins e Nuno Gomes) e o melhor elogio que se pode fazer é que parece que os jogadores estão a assimilar bem os métodos do Jorge Jesus, porque a nossa exibição colectiva não reflectiu tanto quanto eu esperava a falta do Aimar e Cardozo. No entanto, o Ajax imprimiu uma velocidade ao jogo que nos criou bastantes problemas principalmente durante a 1ª parte. Chegámos à vantagem muito cedo (8’) num dos mais bonitos auto-golos da história do futebol (magnífico chapéu ao guarda-redes) e lentamente fomos reequilibrando o domínio da partida, nomeadamente através de maior posse de bola. A defesa tremeu um bocado (Shaffer confirmou que tem muito que aprender no que toca a defender e a 1ª parte do Luisão foi má), mas mesmo assim conseguimos fazer o 2º golo numa brilhante jogada de contra-ataque (Ramires, Nuno Gomes e Saviola) finalizada pelo Di María, com alguma sorte no ressalto da bola. Esperava eu que mantivéssemos a vantagem até ao intervalo, mas uma boa combinação atacante do Ajax, e alguma permissividade da nossa defesa e meio-campo, permitiu-lhes reduzir o marcador no último minuto da 1ª parte.

O início da 2ª parte foi idêntico ao da 1ª com maior pressão do adversário e até no facto de voltarmos a marcar cedo (55’). Livre para a área, a defesa do Ajax não aliviou bem a bola e o David Luiz fez o 1-3. A partir daqui, os holandeses baixaram o nível do seu jogo e nós tivemos a nossa melhor fase. E esta é uma das grandes melhorias em relação ao passado: estávamos a ganhar 3-1 em casa do adversário e continuávamos a tentar marcar mais golos. A entrada do Aimar para o lugar do desequilibrado Carlos Martins (duas boas jogadas não compensaram a quantidade de disparates que fez no resto da partida, nomeadamente confundir passe e remate) foi essencial para voltarmos a ter inteligência no nosso jogo. Tivemos algumas boas oportunidades, mas não conseguimos aumentar a vantagem. O Ajax voltou a reduzir a diferença aos 78’ num lance com bastante sorte, porque depois de uma óptima defesa do Moreira, o David Luiz tentou aliviar a bola, só que ela bateu num adversário e entrou na baliza. A vitória no torneio dificilmente estaria em causa, já que os holandeses precisavam de marcar ainda dois golos, mas esperava eu que já agora o ganhássemos com uma vitória. E foi o que aconteceu. Fomos sagazes em gerir o resultado até final e levamos o troféu para casa.

Individualmente, gostei muito dos reforços Javi García e Ramires. O espanhol parece um pêndulo a meio-campo, é muito inteligente a ocupar os espaços, joga quase sempre para a frente num ou dois toques e mais não se poderia pedir a quem fez 180’ em três dias, e tem meia-dúzia de treinos com a equipa. Mesmo apesar de no 1º golo deles não ter acompanhado o médio que rematou à baliza. O brasileiro subiu imenso em relação a 6ª feira e a forma como partiu para o ataque no lance do nosso 2º golo foi brilhante. O Di María também fez um óptimo jogo enquanto lhe duraram as pilhas. Apesar dos dois golos sofridos e uma ou outra sofrível saída a um cruzamento, para mim o Moreira deve ser o titular da equipa. Não porque tenha feito três óptimas defesas (incluindo a que depois resultou no 2º golo deles), mas principalmente porque é o melhor dos nossos guarda-redes a sair da baliza. O que, no sistema em que jogamos, é essencial para que os avançados contrários não fiquem isolados com a bola. Depois da má 1ª parte, o Luisão subiu imenso de produção na 2ª (até foi eleito o melhor jogador do torneio) e o David Luiz esteve brilhante nas duas. Voltei a gostar dos cruzamentos do Shaffer e agora só lhe falta aprender a defender. O Saviola esteve mais discreto em relação a outras partidas e não achei que o Nuno Gomes tenha destoado, apesar de só ter jogado meia-parte. Ao invés, o Cardozo, que o substituiu na 2ª, esteve um pouco fora do jogo. O Coentrão não teve só intervenções positivas como nos encontros anteriores, mas a sua melhoria é indiscutível.

Não quero nem vou soltar foguetes, mas recorro apenas aos números. Temos cinco vitórias em sete jogos e dois torneios de pré-época conquistados. Tirando as desconcentrações defensivas da 1ª partida frente ao Sion, parece cada vez mais óbvio que os Srs. Hugos Miguéis vão ser o nosso grande obstáculo este ano. Neste sentido, o torneio de Guimarães para a próxima semana deve ser elucidativo acerca disto. A continuarmos assim, muito trabalho vão ter eles para não nos deixarem ganhar. Mas não subestimemos a sua força...

sexta-feira, julho 24, 2009

Regresso à normalidade

Vencemos o Sunderland por 2-0 e entrámos da melhor maneira no Torneio de Amesterdão. Foi um triunfo justo, já que fomos de longe a melhor equipa. Voltaram a ver-se combinações atacantes muito interessantes, se bem que continuemos com problemas em defender bolas cruzadas para a área.

Com o Moreira no banco e o Quim na bancada (neste torneio, a ficha de jogo só tem 18 jogadores), entrámos em campo sem nenhum português no onze titular. Julgo que terá sido a 1ª vez na nossa história que isto acontece, o que não deixa de me fazer confusão. E, presumivelmente, com a excepção do guarda-redes (espero eu), os outros 10 afiguram-se como os prováveis titulares, embora nesta altura, o Ruben Amorim tenha que ter lugar na equipa (o Ramires ainda está em fase de adaptação). Entrámos bem na partida e o Saviola teve duas boas hipóteses de marcar. Mas sempre que havia um livre contra nós, os ingleses criavam perigo com bolas despejadas para a área. Chegámos à vantagem através de um penalty a punir uma falta sobre o Saviola. O Cardozo voltou ao habitual (remate colocado e em força) e o guarda-redes não teve obviamente hipóteses.

Na 2ª parte, entrou o Ruben Amorim para o lugar do Ramires e o lado direito passou a funcionar melhor. E foi sem surpresa que chegámos ao 2-0 num bom remate fora da área do Maxi Pereira. A partir daqui, passámos a controlar mais o jogo, baixando o ritmo e os ingleses também não foram capazes de o aumentar quando tinham a bola. Mesmo assim, ainda deu tempo para o Moretto fazer algumas defesas pouco ortodoxas e para o Aimar e o Fábio Coentrão rematarem com perigo fora da área. Assim sendo, o resultado manteve-se até final.

Individualmente, volto a destacar o quarteto ofensivo (Aimar, Di María, Saviola e Cardozo). Quando trocam bem a bola, os defesas adversários nem sabem a quantas andam. Também gostei bastante do Javi García: joga simples e eficaz, tem boa colocação no terreno e sabe dar fluidez ao nosso jogo. O Ramires precisa de se ambientar ao futebol europeu e não nos esqueçamos que vem com muitos jogos nas pernas. Mas percebe-se a milhas que sabe o que fazer à bola. O Luisão voltou e formou a dupla de centrais com o David Luiz. Estiveram bem, excepção feita às bolas paradas, mas aí a responsabilidade é a dividir com a restante equipa. O Weldon entrou já com 2-0 e não teve grandes oportunidades de mostrar o que vale. E o Shaffer voltou a confirmar as qualidades e defeitos que já tínhamos visto: ataca muito bem, centra ainda melhor, mas tem alguns problemas em defender.

Em relação à partida com o Atlético Madrid, faltou ao Sunderland um elemento essencial para nos poder ganhar: o Sr. Hugo Miguel. Com arbitragens isentas, voltámos à normalidade (vitoriosa) desta pré-temporada. A equipa continua a evoluir, as combinações saem cada vez melhor e adivinha-se um enorme trabalho durante a época por parte dos Hugos Miguéis do nosso futebol. Resta-nos desejar que possamos marcar sempre três golos (no mínimo) em cada jogo para os pudermos superar. E, mesmo assim, pode por vezes não ser suficiente...


Adenda: esqueci-me de referir a inacreditável transmissão do jogo. Quando a bola ia para o lado direito do ecrã, deixava de se ver! Deu toda a sensação de o jogo ser transmitido em 16:9, mas terem-se esquecido de o reenquadrar para 4:3. Durante a 1ª parte quase não vi o Moretto. E ainda bem que o Cardozo marcou o penalty para o lado esquerdo da baliza, porque o direito estava cortado. Presumo que o problema tenha sido da SIC, já que no resumo da Sport TV a imagem estava completa. Não percebo é como é que em 1h30 não se conseguiu resolver o problema e ninguém avisou o jornalista que estava a fazer os comentários que as condições não eram as melhores. Enfim, estamos em Portugal...

quarta-feira, julho 22, 2009

Começa cedo

Perdemos (1-2) frente ao Atlético Madrid no jogo de apresentação aos sócios. Foi a primeira derrota em cinco jogos, mas uma derrota inglória já que quem merecia ganhar o jogo éramos nós. Falta de pontaria e a excelente forma da arbitragem já neste início da época assim não o permitiram. Desde que existe o estádio novo este foi o jogo de apresentação com mais gente nas bancadas. 57.462 pessoas esgotaram a lotação, que só não chegou efectivamente aos 65.000 por causa dos cativos que renovaram, mas que não estiveram presentes. Isto diz tudo acerca da nossa esperança em relação a esta época.

A nossa 1ª parte foi bastante razoável. No entanto, começámos a perder com um golo aos 10’ num remate de longe que o Quim não foi capaz de parar. A bola foi bem colocada, mas já faz algum tempo que o Quim não tem uma defesa milagrosa que impeça golos destes. Reagimos bem e o Sr. Hugo Miguel começou a mostrar a sua boa forma, ao não assinalar uma clara mão do Reyes na área. Aos 20’ uma boa abertura do Di María isola o Saviola, que não foi egoísta e ofereceu o golo ao Cardozo quando estava só com o guarda-redes pela frente. Cinco jogos, quatro golos (e nenhum de penalty) é o saldo do paraguaio (deveriam mostrar isto ao Quique...). Até final da 1ª parte houve outro lance que no estádio me pareceu penalty sobre o Aimar, mas nas imagens televisivas já não tive essa sensação. O Miguel Vítor desperdiçou duas oportunidades cabeceando por cima e esteve ligado ao golo do Atlético Madrid. Falhou uma intercepção, a bola sobrou para o Aguero que fintou o David Luiz e, ao sentir a proximidade do Miguel Vítor que fez um carrinho lateralmente a ele, deixou-se cair. O solícito Sr. Hugo Miguel já não teve dúvidas e assinalou o inexistente penalty.

Na 2ª parte fartámo-nos de desperdiçar golos e não baixámos assim tanto de rendimento, se levarmos em consideração as inúmeras substituições que fizemos. O Cardozo teve uma bomba de livre e um cabeceamento por cima, o Mantorras proporcionou a defesa da noite ao guarda-redes e o Fábio Coentrão teve duas boas oportunidades. Foi pena, porque merecíamos outro resultado. O Atlético Madrid praticamente não saiu do meio-campo durante o 2º tempo.

Individualmente, voltei a gostar da dupla de avançados (Cardozo e Saviola) que parece entender-se às mil maravilhas. Acho igualmente que o Ruben Amorim fez uma boa partida a trinco e o Di María teve uma óptima 1ª parte (o pior é quando se lhe acabam as pilhas). O Coentrão voltou a entrar bem na partida e gostei IMENSO dos cruzamentos do Shaffer. Será que é desta que temos um lateral que saiba cruzar bem?! Resta ver como é o argentino a defender, mas o lugar não deve estar em causa já que o Sepsi foi dos piores da equipa. Juntamente com o Carlos Martins cujas paragens cerebrais me tiram do sério. O homem às vezes confunde remates com passes e sai com cada balázio que quase deixa K.O. os colegas... E o Moreira (apesar de uma bola socada para a frente quando estava à vontade para a agarrar) continua a ser o único guarda-redes que não sofreu golos...

Mas a figura da noite foi, infelizmente, o Sr. Hugo Miguel. Conseguiu não ver um braço (ou melhor, um cotovelo) do tamanho do estádio do Reyes na área deles e descortinou uma falta do Miguel Vítor na nossa que só ele é que viu. O que vale é que estas coisas ao CRAC nunca acontecem (conferir o post abaixo, sff). Por outro lado, estou satisfeito com estas arbitragens para que os jogadores do Benfica se familiarizem mais facilmente com esta LADROAGEM que nos arbitra. Este senhor, provavelmente ainda arrependido de nos ter marcado dois penalties na Reboleira no ano passado, começou a pagar a sua dívida com juros. Que arbitragem miserável!

P.S. – Neste sentido, acho bastante extemporâneas as declarações do Luís Filipe Vieira a dizer que este ano não vamos falar de árbitros. Se já no ano passado, em que pouco jogámos fomos ROUBADOS como fomos, imaginem se este ano as coisas melhorarem futebolisticamente, o trabalhão que o sistema não terá. O que vale é que os árbitros já deram mostras de estar em forma. O que se passou na casa do CRAC e neste jogo demonstram que os árbitros madrugaram este ano. Vai ser uma época terrível...!

P.P.S. – Muito boa a recepção que foi feita ao Simão e ao Reyes. Fartei-me de os aplaudir. A gratidão é um sentimento bem benfiquista. E a camisola nº 6 continua vaga...

domingo, julho 19, 2009

Revelador

Vencemos o CRAC B, perdão, Olhanense (2-1) e conquistámos pela 3ª vez o Torneio do Guadiana. Foi provavelmente o jogo mais difícil que tivemos até agora na pré-época e uma partida bastante esclarecedora para os jogadores do Benfica (recentes e antigos) verem o que nos espera durante as 30 jornadas da Liga.

À semelhança do jogo contra o Athletic Bilbao, a nossa 1ª parte foi fraquinha. O CRAC B, perdão, Olhanense mostrou-se muito aguerrido e criou-nos muitas dificuldades. Mesmo assim tivemos uma ocasião soberana para marcar, mas o Cardozo resolveu fazer história: atirou muito denunciado (diria que com laivos de displicência...) e falhou pela 1ª vez um penalty desde que está no Benfica. Espero que seja o 1º e último! Convém também dizer que o salto que o guarda-redes deu fez com que quase saísse aos pés do paraguaio, mas o Sr. Nuno Almeida deve ter momentaneamente confundido o CRAC B com o CRAC e, a bem dos seus joelhos, não mandou repetir. Este lance do penalty motivou grandes protestos do CRAC B, perdão, Olhanense, mas o que é certo é foi o Aimar a tocar na bola e não o adversário num carrinho. O argentino ao sentir o contacto deixou-se cair, mas já vi penalties marcados por muito menos e ninguém protestar. Pouco depois, o Di María quis armar-se em Maradona, mas marcar golos com a ajuda da mão não é para todos.

Na 2ª parte, melhorámos bastante, mas aos 62’ foi o Olhanense a abrir o marcador num penalty, este sim, inacreditável. Na sequência de um canto, o Roderick salta à bola, rodopia 180º, a bola bate-lhe na mão e o Sr. Nuno Almeida, muito diligentemente, assinala grande penalidade, não fosse o Jorge Costa ter um AVC. Bola na mão na área de um jogador do Benfica é sempre falta (não é preciso lembrar isto, pois não...?). Um dos cinco(!) jogadores cedido pelo CRAC ao CRAC B, perdão, Olhanense fez o 0-1. Não poderíamos ter reagido melhor e logo no minuto a seguir o Cardozo provou porque é que o Quique estava profundamente errado. O Aimar meteu a bola na área, um adversário toca nela e o paraguaio à meia-volta e de primeira marca um golão! Ele, que estava longe de fazer um jogo brilhante, mostrou mais uma vez porque é que a sua presença em campo é imprescindível. A partir daqui, só nós é que quisemos ganhar a partida antes dos penalties, o que conseguimos já nos descontos, quando o Fábio Coentrão encarnou o Chalana na marcação de um canto e o Miguel Vítor o Humberto Coelho. Grande golo de cabeça no meio de dois(!) adversários a dar-nos a vitória no torneio.

Individualmente, não houve ninguém que se tivesse salientado muito, mas gostei novamente do Coentrão (que substituiu um apagado Di María) e do Saviola (apesar de ter ficado em branco, foi essencial no transporte da bola para o ataque). O Moreira continua a ser o único guarda-redes do plantel a não ter sofrido golos e tem duas vantagens em relação aos outros: não tem uma relação tão próxima com um aviário sendo portanto bastante mais consistente que o Moretto e sai muito melhor da baliza do que o Quim. Nos cruzamentos são os três muito iguais, embora o Moreira agarre muito mais vezes a bola que o Quim e a largue muito menos que o Moretto. Para mim, seria ele o titular. O Shaffer confirmou que é melhor a atacar do que a defender, o Yebda revela algumas dificuldades naquela posição, especialmente no timing de libertar-se da bola e o Aimar parece um pouco cansado. Os dois centrais da formação mostram que provavelmente no futuro não temos mais que ir buscar Edcarlos, André Luizes e afins. Notícia foi igualmente o Carlos Martins ter acertado mais que um passe e até nem ter entrado mal na partida.

E pronto, bastaram quatro jogos para o Jesus igualar o Quique nas reviravoltas do marcador a nosso favor. Mas não nos iludamos, esta época vai ser MUITO difícil. Bastou ver o critério disciplinar do Sr. Nuno Almeida: 4-1 em cartões amarelos para nós, apesar de o Cardozo e Aimar terem chocado com as cabeças nos cotovelos e antebraços dos adversários. Teremos, de facto, de ser muito superiores aos outros para conseguir ganhar jogos contra 14.

P.S. – E depois, há outra coisa: vejam o resumo para ver como é que se transforma um penalty inacreditável numa falta atacante(!), com cartão amarelo, no jogo do CRAC frente ao Mónaco, que serviu de apresentação aos sócios. Ainda estava 0-0, mas depois não se pode falar porque no final ficou 3-0, não é? É um lance que não deslustra as defesas com a mão fora da área do Vítor Baía, os golos com a mão do Stéphane Paille ou as agressões não sancionadas do... bem o post já vai longo e a lista de jogadores seria infindável. Fixemos este nome: João Lamares. Para o ano estará certamente na 1ª categoria.


Adenda: Consegui as imagens. Apreciem...

sexta-feira, julho 17, 2009

Útil

Vencemos o Athletic Bilbao por 2-1 e qualificámo-nos para a final do Torneio do Guadiana. Ao 3º jogo, Jorge Jesus consegue fazer metade do que Quique Flores fez na época inteira passada: demos a volta ao marcador depois de começarmos a perder. E esse facto foi o que mais me agradou nesta partida. A uma 1ª parte medíocre, na qual sofremos um golo, respondemos com uma 2ª em que fomos claramente a melhor equipa e poderíamos ter tido uma vantagem maior no final.
Recuperado de lesão, a entrada do Ruben Amorim para o onze, na posição de trinco, foi o facto mais saliente. Enquanto teve pilhas, não esteve mal, mas o nosso jogo atacante na 1ª parte foi muito aos repelões. O Athletic Bilbao cortou-nos os espaços e tivemos algumas dificuldades em fazer o jogo que vem sendo habitual, de tabelinhas e passes curtos em progressão. Talvez por isso, abusámos um pouco do pontapé para a frente à espera da cabeça do Cardozo. Na defesa também não estivemos brilhantes, com o Maxi Pereira anormalmente inseguro o que provocou alguns calafrios pelo lado direito. Sofremos um golo na sequência de um lance em que o Moretto deixou escapar uma bola fácil das mãos. Até final do 1º tempo, tivemos um período de cerca de 10’ em que conseguimos fazer alguma pressão no adversário, mas sem criar nenhuma oportunidade flagrante.

Na 2ª parte, conseguimos o empate logo no início, através de um livre muito bem marcado pelo Fábio Coentrão, uma ofertazinha do guarda-redes e o oportunismo do Saviola. A partir daqui, melhorámos bastante e foi sem surpresa que chegámos à vantagem outra vez com a mesma dupla: canto do Coentrão e golo do Saviola. Um ressalto caprichoso deu origem à única oportunidade do adversário, mas o Moreira (que tinha entrado ao intervalo) defendeu bem. E nós ainda tivemos chances de marcar mais um ou dois golos, mas o resultado manteve-se.

Individualmente destaco dois jogadores: Fábio Coentrão e Saviola. Este naturalmente pelos golos que marcou e porque se nota que está cada vez mais entrosado com a equipa. O português porque parece outro jogador. Para além de cada lance de bola parada dele ser meio-golo (metam-no já a marcar todos os livres e cantos, sff!), está muito solidário a defender. Confesso que nem me lembrei do Di María (lesionado) durante o jogo. Infelizmente, o Moretto voltou ao seu nível habitual, depois da boa exibição frente ao Shakhtar. A consistência é chinês para ele e, para mim, a baliza neste momento é claramente do Moreira (coincidência ou não, é o único que ainda não sofreu golos). O Aimar esteve abaixo do que já fez e o nosso jogo ressentiu-se desse facto, ajudado pelo facto de o Carlos Martins raramente ter acertado um passe. Mas a verdadeira notícia é que o Cardozo ficou em branco (e não merecia mesmo nada...). Esta partida mostrou mais uma vez que precisamos de mais dois jogadores: um trinco e um ponta-de-lança. Não me parece que o Yebda tenha perfil para aquela posição e só o Ruben Amorim não chega, e três avançados (o Mantorras é especial) para a época toda, quando se joga simultaneamente com dois, é pouco.

No sábado disputaremos a final deste torneio e claro que quero trazer o troféu para casa.

P.S. – Não percebi a rábula das substituições. Neste torneio, só se pode fazer três durante o jogo (o que fizemos) e é por isso que muitas equipas mudam muito ao intervalo. Ficou-se com a ideia de que o Jorge Jesus, na ânsia de querer poupar jogadores perto do final, se ia esquecendo dessa regra. Felizmente não está sozinho no banco!

P.P.S. – Futebol é muito injusto! O Cardozo merecia ter marcado o golo do milénio, num remate antes do grande círculo(!), mas a bola passou a rasar o poste...

segunda-feira, julho 13, 2009

Boas indicações

Segundo jogo em 24 horas frente a um adversário teoricamente mais complicado do que o de ontem, o Shakhtar Donetsk, e a primeira vitória da época (2-0). Dois golos na 1ª parte em que alinhou praticamente a equipa titular de ontem, excepção para o guarda-redes e os laterais, e mais concentração na 2ª foram a base do nosso triunfo.

Não deveremos embandeirar em arco, mas é impossível não ver que apresentamos uma consistência de jogo bastante razoável para esta altura da época. A equipa pressiona muito à frente, o que faz com que ganhemos imensas bolas no meio-campo adversário e nos coloquemos logo em posição de criar perigo. Uma boa combinação da dupla atacante, com um centro do Saviola e uma boa cabeçada do Cardozo, colocou-nos em vantagem aos 8’. E aos 25’, um livre ganho pelo paraguaio proporcionou ao Carlos Martins algo raro: marcou um golo com a camisola do Benfica. Verificou-se naturalmente algum cansaço na equipa titular, mas mesmo assim estivemos bem distribuídos em campo e conseguimos algumas boas movimentações atacantes. Na 2ª parte, com as substituições, o ritmo foi menos intenso, mas ainda deu para o Moretto defender um penalty logo no início e efectuar mais duas ou três excelentes defesas. Alguns contra-ataques poderiam ter-nos proporcionado mais golos, mas a pontaria não esteve afinada.

Em termos individuais, voltei a gostar da dupla atacante (Saviola e Cardozo) e o Carlos Martins melhorou em relação a ontem. Na 2ª parte, o jogador que mais se salientou foi outra vez o Fábio Coentrão, que parece com outra maturidade. Quanto aos reforços (Patric e Shaffer), confesso que não fiquei muito entusiasmado. Melhor o argentino que o brasileiro, todavia há que ter em conta a idade deste (20 anos). O Maxi Pereira deve ter o lugar seguro e o Patric terá que melhorar essencialmente a prestação defensiva. Assim como o Shaffer, cujo apoio ao ataque foi uma constante, mas que foi batido algumas vezes pelo extremo contrário. O Moretto marcou pontos com a óptima 2ª parte que fez. Muito discreto esteve o Yebda e outra vez o Nuno Gomes. O inenarrável nº 25 deverá ter guia de marcha o mais rapidamente possível.

Daqui a três dias teremos novo jogo para o Torneio do Guadiana. Numa semana e um dia iremos jogar quatro partidas. Espero que não haja sequelas físicas e que a equipa possa seguir na sua evolução exibicional. Para já, estas exibições têm que nos deixar satisfeitos.

domingo, julho 12, 2009

Fome de bola

Empatámos 2-2 frente ao Sion no 1º jogo de pré-época. Confesso que já estava com saudades de bola, já que no ano passado, com o Europeu, as férias clubísticas demoraram menos a passar. Até à 1ª partida oficial teremos mais nove particulares, numa das pré-temporadas com mais jogos de que me lembro. Se as coisas correrem bem (como todos esperamos), será muito bom porque teoricamente estaremos com mais rodagem, mas se os resultados não forem muito famosos, a pressão sobre a equipa irá ser maior. Vamos ver o que eles nos reservarão.

Gostei especialmente da 1ª parte do encontro de hoje. Marcámos dois golos (Cardozo e Saviola, de penalty) e tivemos dois ou três lances com boas combinações atacantes. Principalmente uma tabela entre Aimar, Saviola, Cardozo e Carlos Martins que foi pena não ter dado em golo. Uma boa insistência do Di María e uma óptima concretização do Cardozo resultaram no 1º tento e o 2º veio na sequência de um penalty sobre o Aimar. Espero que o facto de ter sido o Saviola a marcá-lo tenha sido para lhe dar moral, porque o Cardozo é que deve ser o marcador oficial. De realçar as saídas em contra-ataque iniciadas no guarda-redes (Moreira), algo que raramente fizemos no ano passado.

Na 2ª parte, com as substituições, a nossa intensidade baixou e dois inacreditáveis erros (Yebda e grande frango do Quim) fizeram com que o resultado fosse um empate. Mesmo assim poderíamos ter marcado um 3º golo, mas o Di María e o Nuno Gomes falharam duas bolas relativamente fáceis.
Individualmente destaco o tridente ofensivo (Aimar, Cardozo e Saviola), cujas movimentações prometem, e o Di María. Mas gostei principalmente do Roderick Miranda, ainda com idade de júnior. Grande personalidade, simplicidade de processos, tudo o que se pede a um defesa-central.

Amanhã teremos um teste mais difícil perante o Shakhtar Donestk e veremos qual vai ser a resposta da equipa, principalmente em termos físicos.

P.S. – Um pouco atrasado, mas não podia deixar de dar os parabéns a toda a equipa de Futsal pela conquista do tricampeonato. Um exemplo de raça, querer e ambição a seguir.


P.P.S. - Sobre o processo eleitoral e tudo o que o rodeou, a minha opinião aqui, aqui, aqui e aqui.

quinta-feira, junho 18, 2009

Actualidade gloriosa

Porque eu não gosto de fazer posts repetidos em dois blogs, aqui vão os links sobre o que eu penso acerca da saída do Quique / possibilidade da vinda de Jorge Jesus (aqui), as eleições antecipadas (aqui) e a efectiva contratação de Jorge Jesus (aqui). Quanto a este último tema, e para se perceber melhor a minha posição, convém relembrar estes momentos:

Benfica - Braga (declarações de JJ a partir de 2:10)

Braga - CRAC (declarações de JJ a partir de 3:05)

CRAC - Belenenses (declarações de JJ a partir de 2:20). O escandaloso fora-de-jogo vê-se melhor aqui.

domingo, junho 07, 2009

Olha, a selecção ganhou!

É verdade, parece mentira, mas não é. A selecção nacional ganhou em casa da poderosa Albânia (2-1) e, aproveitando a derrota caseira da Suécia frente à Dinamarca, está agora com três pontos de vantagem em relação àqueles. Continuamos com a corda ao pescoço, mas deixámos de ficar roxos. Ganhando os dois jogos frente à Hungria, que está em 2º lugar e a quatro pontos de distância e não perdendo na Dinamarca, temos boas hipóteses de ficar em 2º lugar.

Só que... a jogar como voltámos a jogar frente ao albaneses, podemos tirar o cavalinho da chuva. Foi mais uma partida que mostrou a valia do Professor Queiroz, nosso selecionador. O outro é que era burro, mas este tipo, que justificou no passado a não-convocação do Nuno Gomes (e do Postiga, já agora) pela não-titularidade nos seus clubes, vem agora colocar o Boa Morte (?!) a titular (foi uma desgraça himalaica), já para não referir o Ricardo Carvalho, Deco e Pepe que, se há coisa que têm feito nos últimos tempos, essa não é certamente jogarem muito nos seus clubes. Atenção que eu não estou contra a titularidade destes três hoje, mas onde é que anda a sua coerência, Sr. Professor?!

Marcámos na 1ª parte pelo Hugo Almeida depois de uma fífia inacreditável de um defesa, mas um minutos depois eles empataram. E nós só voltámos a marcar quando o guarda-redes adversário se armou em Ricardo e o caceteiro-mor do futebol português imitou o Luisão. Vá lá, foi a primeira coisa de jeito que o Bruno Alves fez na carreira, menos mal. Mas isto aconteceu aos 92'! Ou seja, livrámo-nos de boa. O que vale é que a Federação já veio dizer que o lugar de treinador está garantido qualquer que seja o resultado do apuramento. Ainda bem, não é bom destoar já que a (in)competência costuma ser bem premiada no nosso país.

Basquetebol

Catorze anos depois voltámos a conquistar o campeonato com uma vitória limpinha na final (4-0) frente à tricampeã nacional, a Ovarense. A todos que tornaram isto possível, nomeadamente ao Carlos Lisboa, ao Henrique Vieira, aos jogadores e a toda a secção, os meus mais sinceros parabéns. A mística do Benfica também passa (e hoje em dia quase em exclusivo, diria eu) pelas outras modalidades.

Este ano convém não esquecer que as cinco principais estiveram todas envolvidas nos play-offs de atribuição do título. O Voleibol, apesar do enorme corte orçamental, ficou em 3º lugar, o Hóquei em Patins também (esta terá sido a desilusão da época, porque uma má fase regular fez-nos defrontar o CRAC nas meias-finais e não na final, como tem sido regra), o Andebol foi vice-campeão e só perdemos a final frente ao CRAC no 5º e último jogo, o Basquetebol é campeão nacional e o Futsal está a uma vitória de atingir a final. E isto só para referir a disputa do campeonato, já que o Futsal ganhou a Taça de Portugal e o Andebol a Taça da Liga, sendo que esta modalidade e o Hóquei ainda vão disputar a Taça de Portugal.

Mais palavras para quê? Os jogadores do plantel profissional que ponham aqui os olhos... Isto se quiserem perceber o que é o Glorioso.

Viva o Benfica!