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Desapareceu hoje alguém que conseguiu estar num clube nojento e permanecer um gentleman. O que é algo que muitos "professores" que para aí andam jamais conseguirão. Esteve perto do Benfica (tinha acordo com o Abílio Rodrigues nas tristes eleições que o Vale e Azevedo ganhou), mas não conseguiu concretizar o seu sonho. Caso tivesse vindo, duvido que estivéssemos 11 anos sem ganhar o campeonato. Por outro lado, se estivesse no banco (não esqueçamos que foi ele que iniciou aquela época), duvido que tivesse feito a melhor substituição da história do Glorioso. Por isso, só temos que agradecer ao Sousa Cintra pela sua visão.
Bastava este excerto de uma entrevista para lamentar a sua morte. Grande treinador e um homem respeitável. R.I.P.
(imagem do excerto descaradamente roubada ao Arcádia)
Ganhámos ao Ajax (3-2) e conquistámos o prestigiado Torneio de Amesterdão. Foi a 1ª vez que uma equipa portuguesa o fez e ainda bem que fomos nós. O Ajax foi a melhor equipa que defrontámos nos sete encontros de preparação até agora e colocou-nos problemas que tivemos alguma dificuldade em resolver. No entanto, a nossa vitória é justa e sinceramente cada vez me dá mais gozo ver-nos jogar à bola.
Ao invés da partida frente ao Sunderland, entrámos em campo com três portugueses (Moreira, Carlos Martins e Nuno Gomes) e o melhor elogio que se pode fazer é que parece que os jogadores estão a assimilar bem os métodos do Jorge Jesus, porque a nossa exibição colectiva não reflectiu tanto quanto eu esperava a falta do Aimar e Cardozo. No entanto, o Ajax imprimiu uma velocidade ao jogo que nos criou bastantes problemas principalmente durante a 1ª parte. Chegámos à vantagem muito cedo (8’) num dos mais bonitos auto-golos da história do futebol (magnífico chapéu ao guarda-redes) e lentamente fomos reequilibrando o domínio da partida, nomeadamente através de maior posse de bola. A defesa tremeu um bocado (Shaffer confirmou que tem muito que aprender no que toca a defender e a 1ª parte do Luisão foi má), mas mesmo assim conseguimos fazer o 2º golo numa brilhante jogada de contra-ataque (Ramires, Nuno Gomes e Saviola) finalizada pelo Di María, com alguma sorte no ressalto da bola. Esperava eu que mantivéssemos a vantagem até ao intervalo, mas uma boa combinação atacante do Ajax, e alguma permissividade da nossa defesa e meio-campo, permitiu-lhes reduzir o marcador no último minuto da 1ª parte.
O início da 2ª parte foi idêntico ao da 1ª com maior pressão do adversário e até no facto de voltarmos a marcar cedo (55’). Livre para a área, a defesa do Ajax não aliviou bem a bola e o David Luiz fez o 1-3. A partir daqui, os holandeses baixaram o nível do seu jogo e nós tivemos a nossa melhor fase. E esta é uma das grandes melhorias em relação ao passado: estávamos a ganhar 3-1 em casa do adversário e continuávamos a tentar marcar mais golos. A entrada do Aimar para o lugar do desequilibrado Carlos Martins (duas boas jogadas não compensaram a quantidade de disparates que fez no resto da partida, nomeadamente confundir passe e remate) foi essencial para voltarmos a ter inteligência no nosso jogo. Tivemos algumas boas oportunidades, mas não conseguimos aumentar a vantagem. O Ajax voltou a reduzir a diferença aos 78’ num lance com bastante sorte, porque depois de uma óptima defesa do Moreira, o David Luiz tentou aliviar a bola, só que ela bateu num adversário e entrou na baliza. A vitória no torneio dificilmente estaria em causa, já que os holandeses precisavam de marcar ainda dois golos, mas esperava eu que já agora o ganhássemos com uma vitória. E foi o que aconteceu. Fomos sagazes em gerir o resultado até final e levamos o troféu para casa.
Individualmente, gostei muito dos reforços Javi García e Ramires. O espanhol parece um pêndulo a meio-campo, é muito inteligente a ocupar os espaços, joga quase sempre para a frente num ou dois toques e mais não se poderia pedir a quem fez 180’ em três dias, e tem meia-dúzia de treinos com a equipa. Mesmo apesar de no 1º golo deles não ter acompanhado o médio que rematou à baliza. O brasileiro subiu imenso em relação a 6ª feira e a forma como partiu para o ataque no lance do nosso 2º golo foi brilhante. O Di María também fez um óptimo jogo enquanto lhe duraram as pilhas. Apesar dos dois golos sofridos e uma ou outra sofrível saída a um cruzamento, para mim o Moreira deve ser o titular da equipa. Não porque tenha feito três óptimas defesas (incluindo a que depois resultou no 2º golo deles), mas principalmente porque é o melhor dos nossos guarda-redes a sair da baliza. O que, no sistema em que jogamos, é essencial para que os avançados contrários não fiquem isolados com a bola. Depois da má 1ª parte, o Luisão subiu imenso de produção na 2ª (até foi eleito o melhor jogador do torneio) e o David Luiz esteve brilhante nas duas. Voltei a gostar dos cruzamentos do Shaffer e agora só lhe falta aprender a defender. O Saviola esteve mais discreto em relação a outras partidas e não achei que o Nuno Gomes tenha destoado, apesar de só ter jogado meia-parte. Ao invés, o Cardozo, que o substituiu na 2ª, esteve um pouco fora do jogo. O Coentrão não teve só intervenções positivas como nos encontros anteriores, mas a sua melhoria é indiscutível.
Não quero nem vou soltar foguetes, mas recorro apenas aos números. Temos cinco vitórias em sete jogos e dois torneios de pré-época conquistados. Tirando as desconcentrações defensivas da 1ª partida frente ao Sion, parece cada vez mais óbvio que os Srs. Hugos Miguéis vão ser o nosso grande obstáculo este ano. Neste sentido, o torneio de Guimarães para a próxima semana deve ser elucidativo acerca disto. A continuarmos assim, muito trabalho vão ter eles para não nos deixarem ganhar. Mas não subestimemos a sua força...
Vencemos o Sunderland por 2-0 e entrámos da melhor maneira no Torneio de Amesterdão. Foi um triunfo justo, já que fomos de longe a melhor equipa. Voltaram a ver-se combinações atacantes muito interessantes, se bem que continuemos com problemas em defender bolas cruzadas para a área.
Com o Moreira no banco e o Quim na bancada (neste torneio, a ficha de jogo só tem 18 jogadores), entrámos em campo sem nenhum português no onze titular. Julgo que terá sido a 1ª vez na nossa história que isto acontece, o que não deixa de me fazer confusão. E, presumivelmente, com a excepção do guarda-redes (espero eu), os outros 10 afiguram-se como os prováveis titulares, embora nesta altura, o Ruben Amorim tenha que ter lugar na equipa (o Ramires ainda está em fase de adaptação). Entrámos bem na partida e o Saviola teve duas boas hipóteses de marcar. Mas sempre que havia um livre contra nós, os ingleses criavam perigo com bolas despejadas para a área. Chegámos à vantagem através de um penalty a punir uma falta sobre o Saviola. O Cardozo voltou ao habitual (remate colocado e em força) e o guarda-redes não teve obviamente hipóteses.
Na 2ª parte, entrou o Ruben Amorim para o lugar do Ramires e o lado direito passou a funcionar melhor. E foi sem surpresa que chegámos ao 2-0 num bom remate fora da área do Maxi Pereira. A partir daqui, passámos a controlar mais o jogo, baixando o ritmo e os ingleses também não foram capazes de o aumentar quando tinham a bola. Mesmo assim, ainda deu tempo para o Moretto fazer algumas defesas pouco ortodoxas e para o Aimar e o Fábio Coentrão rematarem com perigo fora da área. Assim sendo, o resultado manteve-se até final.
Individualmente, volto a destacar o quarteto ofensivo (Aimar, Di María, Saviola e Cardozo). Quando trocam bem a bola, os defesas adversários nem sabem a quantas andam. Também gostei bastante do Javi García: joga simples e eficaz, tem boa colocação no terreno e sabe dar fluidez ao nosso jogo. O Ramires precisa de se ambientar ao futebol europeu e não nos esqueçamos que vem com muitos jogos nas pernas. Mas percebe-se a milhas que sabe o que fazer à bola. O Luisão voltou e formou a dupla de centrais com o David Luiz. Estiveram bem, excepção feita às bolas paradas, mas aí a responsabilidade é a dividir com a restante equipa. O Weldon entrou já com 2-0 e não teve grandes oportunidades de mostrar o que vale. E o Shaffer voltou a confirmar as qualidades e defeitos que já tínhamos visto: ataca muito bem, centra ainda melhor, mas tem alguns problemas em defender.
Em relação à partida com o Atlético Madrid, faltou ao Sunderland um elemento essencial para nos poder ganhar: o Sr. Hugo Miguel. Com arbitragens isentas, voltámos à normalidade (vitoriosa) desta pré-temporada. A equipa continua a evoluir, as combinações saem cada vez melhor e adivinha-se um enorme trabalho durante a época por parte dos Hugos Miguéis do nosso futebol. Resta-nos desejar que possamos marcar sempre três golos (no mínimo) em cada jogo para os pudermos superar. E, mesmo assim, pode por vezes não ser suficiente...Adenda: esqueci-me de referir a inacreditável transmissão do jogo. Quando a bola ia para o lado direito do ecrã, deixava de se ver! Deu toda a sensação de o jogo ser transmitido em 16:9, mas terem-se esquecido de o reenquadrar para 4:3. Durante a 1ª parte quase não vi o Moretto. E ainda bem que o Cardozo marcou o penalty para o lado esquerdo da baliza, porque o direito estava cortado. Presumo que o problema tenha sido da SIC, já que no resumo da Sport TV a imagem estava completa. Não percebo é como é que em 1h30 não se conseguiu resolver o problema e ninguém avisou o jornalista que estava a fazer os comentários que as condições não eram as melhores. Enfim, estamos em Portugal...
Perdemos (1-2) frente ao Atlético Madrid no jogo de apresentação aos sócios. Foi a primeira derrota em cinco jogos, mas uma derrota inglória já que quem merecia ganhar o jogo éramos nós. Falta de pontaria e a excelente forma da arbitragem já neste início da época assim não o permitiram. Desde que existe o estádio novo este foi o jogo de apresentação com mais gente nas bancadas. 57.462 pessoas esgotaram a lotação, que só não chegou efectivamente aos 65.000 por causa dos cativos que renovaram, mas que não estiveram presentes. Isto diz tudo acerca da nossa esperança em relação a esta época.
A nossa 1ª parte foi bastante razoável. No entanto, começámos a perder com um golo aos 10’ num remate de longe que o Quim não foi capaz de parar. A bola foi bem colocada, mas já faz algum tempo que o Quim não tem uma defesa milagrosa que impeça golos destes. Reagimos bem e o Sr. Hugo Miguel começou a mostrar a sua boa forma, ao não assinalar uma clara mão do Reyes na área. Aos 20’ uma boa abertura do Di María isola o Saviola, que não foi egoísta e ofereceu o golo ao Cardozo quando estava só com o guarda-redes pela frente. Cinco jogos, quatro golos (e nenhum de penalty) é o saldo do paraguaio (deveriam mostrar isto ao Quique...). Até final da 1ª parte houve outro lance que no estádio me pareceu penalty sobre o Aimar, mas nas imagens televisivas já não tive essa sensação. O Miguel Vítor desperdiçou duas oportunidades cabeceando por cima e esteve ligado ao golo do Atlético Madrid. Falhou uma intercepção, a bola sobrou para o Aguero que fintou o David Luiz e, ao sentir a proximidade do Miguel Vítor que fez um carrinho lateralmente a ele, deixou-se cair. O solícito Sr. Hugo Miguel já não teve dúvidas e assinalou o inexistente penalty.
Na 2ª parte fartámo-nos de desperdiçar golos e não baixámos assim tanto de rendimento, se levarmos em consideração as inúmeras substituições que fizemos. O Cardozo teve uma bomba de livre e um cabeceamento por cima, o Mantorras proporcionou a defesa da noite ao guarda-redes e o Fábio Coentrão teve duas boas oportunidades. Foi pena, porque merecíamos outro resultado. O Atlético Madrid praticamente não saiu do meio-campo durante o 2º tempo.
Individualmente, voltei a gostar da dupla de avançados (Cardozo e Saviola) que parece entender-se às mil maravilhas. Acho igualmente que o Ruben Amorim fez uma boa partida a trinco e o Di María teve uma óptima 1ª parte (o pior é quando se lhe acabam as pilhas). O Coentrão voltou a entrar bem na partida e gostei IMENSO dos cruzamentos do Shaffer. Será que é desta que temos um lateral que saiba cruzar bem?! Resta ver como é o argentino a defender, mas o lugar não deve estar em causa já que o Sepsi foi dos piores da equipa. Juntamente com o Carlos Martins cujas paragens cerebrais me tiram do sério. O homem às vezes confunde remates com passes e sai com cada balázio que quase deixa K.O. os colegas... E o Moreira (apesar de uma bola socada para a frente quando estava à vontade para a agarrar) continua a ser o único guarda-redes que não sofreu golos...
Mas a figura da noite foi, infelizmente, o Sr. Hugo Miguel. Conseguiu não ver um braço (ou melhor, um cotovelo) do tamanho do estádio do Reyes na área deles e descortinou uma falta do Miguel Vítor na nossa que só ele é que viu. O que vale é que estas coisas ao CRAC nunca acontecem (conferir o post abaixo, sff). Por outro lado, estou satisfeito com estas arbitragens para que os jogadores do Benfica se familiarizem mais facilmente com esta LADROAGEM que nos arbitra. Este senhor, provavelmente ainda arrependido de nos ter marcado dois penalties na Reboleira no ano passado, começou a pagar a sua dívida com juros. Que arbitragem miserável!
P.S. – Neste sentido, acho bastante extemporâneas as declarações do Luís Filipe Vieira a dizer que este ano não vamos falar de árbitros. Se já no ano passado, em que pouco jogámos fomos ROUBADOS como fomos, imaginem se este ano as coisas melhorarem futebolisticamente, o trabalhão que o sistema não terá. O que vale é que os árbitros já deram mostras de estar em forma. O que se passou na casa do CRAC e neste jogo demonstram que os árbitros madrugaram este ano. Vai ser uma época terrível...!
P.P.S. – Muito boa a recepção que foi feita ao Simão e ao Reyes. Fartei-me de os aplaudir. A gratidão é um sentimento bem benfiquista. E a camisola nº 6 continua vaga...
Vencemos o CRAC B, perdão, Olhanense (2-1) e conquistámos pela 3ª vez o Torneio do Guadiana. Foi provavelmente o jogo mais difícil que tivemos até agora na pré-época e uma partida bastante esclarecedora para os jogadores do Benfica (recentes e antigos) verem o que nos espera durante as 30 jornadas da Liga.
À semelhança do jogo contra o Athletic Bilbao, a nossa 1ª parte foi fraquinha. O CRAC B, perdão, Olhanense mostrou-se muito aguerrido e criou-nos muitas dificuldades. Mesmo assim tivemos uma ocasião soberana para marcar, mas o Cardozo resolveu fazer história: atirou muito denunciado (diria que com laivos de displicência...) e falhou pela 1ª vez um penalty desde que está no Benfica. Espero que seja o 1º e último! Convém também dizer que o salto que o guarda-redes deu fez com que quase saísse aos pés do paraguaio, mas o Sr. Nuno Almeida deve ter momentaneamente confundido o CRAC B com o CRAC e, a bem dos seus joelhos, não mandou repetir. Este lance do penalty motivou grandes protestos do CRAC B, perdão, Olhanense, mas o que é certo é foi o Aimar a tocar na bola e não o adversário num carrinho. O argentino ao sentir o contacto deixou-se cair, mas já vi penalties marcados por muito menos e ninguém protestar. Pouco depois, o Di María quis armar-se em Maradona, mas marcar golos com a ajuda da mão não é para todos.
Na 2ª parte, melhorámos bastante, mas aos 62’ foi o Olhanense a abrir o marcador num penalty, este sim, inacreditável. Na sequência de um canto, o Roderick salta à bola, rodopia 180º, a bola bate-lhe na mão e o Sr. Nuno Almeida, muito diligentemente, assinala grande penalidade, não fosse o Jorge Costa ter um AVC. Bola na mão na área de um jogador do Benfica é sempre falta (não é preciso lembrar isto, pois não...?). Um dos cinco(!) jogadores cedido pelo CRAC ao CRAC B, perdão, Olhanense fez o 0-1. Não poderíamos ter reagido melhor e logo no minuto a seguir o Cardozo provou porque é que o Quique estava profundamente errado. O Aimar meteu a bola na área, um adversário toca nela e o paraguaio à meia-volta e de primeira marca um golão! Ele, que estava longe de fazer um jogo brilhante, mostrou mais uma vez porque é que a sua presença em campo é imprescindível. A partir daqui, só nós é que quisemos ganhar a partida antes dos penalties, o que conseguimos já nos descontos, quando o Fábio Coentrão encarnou o Chalana na marcação de um canto e o Miguel Vítor o Humberto Coelho. Grande golo de cabeça no meio de dois(!) adversários a dar-nos a vitória no torneio.
Individualmente, não houve ninguém que se tivesse salientado muito, mas gostei novamente do Coentrão (que substituiu um apagado Di María) e do Saviola (apesar de ter ficado em branco, foi essencial no transporte da bola para o ataque). O Moreira continua a ser o único guarda-redes do plantel a não ter sofrido golos e tem duas vantagens em relação aos outros: não tem uma relação tão próxima com um aviário sendo portanto bastante mais consistente que o Moretto e sai muito melhor da baliza do que o Quim. Nos cruzamentos são os três muito iguais, embora o Moreira agarre muito mais vezes a bola que o Quim e a largue muito menos que o Moretto. Para mim, seria ele o titular. O Shaffer confirmou que é melhor a atacar do que a defender, o Yebda revela algumas dificuldades naquela posição, especialmente no timing de libertar-se da bola e o Aimar parece um pouco cansado. Os dois centrais da formação mostram que provavelmente no futuro não temos mais que ir buscar Edcarlos, André Luizes e afins. Notícia foi igualmente o Carlos Martins ter acertado mais que um passe e até nem ter entrado mal na partida.
E pronto, bastaram quatro jogos para o Jesus igualar o Quique nas reviravoltas do marcador a nosso favor. Mas não nos iludamos, esta época vai ser MUITO difícil. Bastou ver o critério disciplinar do Sr. Nuno Almeida: 4-1 em cartões amarelos para nós, apesar de o Cardozo e Aimar terem chocado com as cabeças nos cotovelos e antebraços dos adversários. Teremos, de facto, de ser muito superiores aos outros para conseguir ganhar jogos contra 14.
P.S. – E depois, há outra coisa: vejam o resumo para ver como é que se transforma um penalty inacreditável numa falta atacante(!), com cartão amarelo, no jogo do CRAC frente ao Mónaco, que serviu de apresentação aos sócios. Ainda estava 0-0, mas depois não se pode falar porque no final ficou 3-0, não é? É um lance que não deslustra as defesas com a mão fora da área do Vítor Baía, os golos com a mão do Stéphane Paille ou as agressões não sancionadas do... bem o post já vai longo e a lista de jogadores seria infindável. Fixemos este nome: João Lamares. Para o ano estará certamente na 1ª categoria.Adenda: Consegui as imagens. Apreciem...
Vencemos o Athletic Bilbao por 2-1 e qualificámo-nos para a final do Torneio do Guadiana. Ao 3º jogo, Jorge Jesus consegue fazer metade do que Quique Flores fez na época inteira passada: demos a volta ao marcador depois de começarmos a perder. E esse facto foi o que mais me agradou nesta partida. A uma 1ª parte medíocre, na qual sofremos um golo, respondemos com uma 2ª em que fomos claramente a melhor equipa e poderíamos ter tido uma vantagem maior no final.
Recuperado de lesão, a entrada do Ruben Amorim para o onze, na posição de trinco, foi o facto mais saliente. Enquanto teve pilhas, não esteve mal, mas o nosso jogo atacante na 1ª parte foi muito aos repelões. O Athletic Bilbao cortou-nos os espaços e tivemos algumas dificuldades em fazer o jogo que vem sendo habitual, de tabelinhas e passes curtos em progressão. Talvez por isso, abusámos um pouco do pontapé para a frente à espera da cabeça do Cardozo. Na defesa também não estivemos brilhantes, com o Maxi Pereira anormalmente inseguro o que provocou alguns calafrios pelo lado direito. Sofremos um golo na sequência de um lance em que o Moretto deixou escapar uma bola fácil das mãos. Até final do 1º tempo, tivemos um período de cerca de 10’ em que conseguimos fazer alguma pressão no adversário, mas sem criar nenhuma oportunidade flagrante.
Na 2ª parte, conseguimos o empate logo no início, através de um livre muito bem marcado pelo Fábio Coentrão, uma ofertazinha do guarda-redes e o oportunismo do Saviola. A partir daqui, melhorámos bastante e foi sem surpresa que chegámos à vantagem outra vez com a mesma dupla: canto do Coentrão e golo do Saviola. Um ressalto caprichoso deu origem à única oportunidade do adversário, mas o Moreira (que tinha entrado ao intervalo) defendeu bem. E nós ainda tivemos chances de marcar mais um ou dois golos, mas o resultado manteve-se.
Individualmente destaco dois jogadores: Fábio Coentrão e Saviola. Este naturalmente pelos golos que marcou e porque se nota que está cada vez mais entrosado com a equipa. O português porque parece outro jogador. Para além de cada lance de bola parada dele ser meio-golo (metam-no já a marcar todos os livres e cantos, sff!), está muito solidário a defender. Confesso que nem me lembrei do Di María (lesionado) durante o jogo. Infelizmente, o Moretto voltou ao seu nível habitual, depois da boa exibição frente ao Shakhtar. A consistência é chinês para ele e, para mim, a baliza neste momento é claramente do Moreira (coincidência ou não, é o único que ainda não sofreu golos). O Aimar esteve abaixo do que já fez e o nosso jogo ressentiu-se desse facto, ajudado pelo facto de o Carlos Martins raramente ter acertado um passe. Mas a verdadeira notícia é que o Cardozo ficou em branco (e não merecia mesmo nada...). Esta partida mostrou mais uma vez que precisamos de mais dois jogadores: um trinco e um ponta-de-lança. Não me parece que o Yebda tenha perfil para aquela posição e só o Ruben Amorim não chega, e três avançados (o Mantorras é especial) para a época toda, quando se joga simultaneamente com dois, é pouco.
No sábado disputaremos a final deste torneio e claro que quero trazer o troféu para casa.
P.S. – Não percebi a rábula das substituições. Neste torneio, só se pode fazer três durante o jogo (o que fizemos) e é por isso que muitas equipas mudam muito ao intervalo. Ficou-se com a ideia de que o Jorge Jesus, na ânsia de querer poupar jogadores perto do final, se ia esquecendo dessa regra. Felizmente não está sozinho no banco!
P.P.S. – Futebol é muito injusto! O Cardozo merecia ter marcado o golo do milénio, num remate antes do grande círculo(!), mas a bola passou a rasar o poste...
Segundo jogo em 24 horas frente a um adversário teoricamente mais complicado do que o de ontem, o Shakhtar Donetsk, e a primeira vitória da época (2-0). Dois golos na 1ª parte em que alinhou praticamente a equipa titular de ontem, excepção para o guarda-redes e os laterais, e mais concentração na 2ª foram a base do nosso triunfo.
Não deveremos embandeirar em arco, mas é impossível não ver que apresentamos uma consistência de jogo bastante razoável para esta altura da época. A equipa pressiona muito à frente, o que faz com que ganhemos imensas bolas no meio-campo adversário e nos coloquemos logo em posição de criar perigo. Uma boa combinação da dupla atacante, com um centro do Saviola e uma boa cabeçada do Cardozo, colocou-nos em vantagem aos 8’. E aos 25’, um livre ganho pelo paraguaio proporcionou ao Carlos Martins algo raro: marcou um golo com a camisola do Benfica. Verificou-se naturalmente algum cansaço na equipa titular, mas mesmo assim estivemos bem distribuídos em campo e conseguimos algumas boas movimentações atacantes. Na 2ª parte, com as substituições, o ritmo foi menos intenso, mas ainda deu para o Moretto defender um penalty logo no início e efectuar mais duas ou três excelentes defesas. Alguns contra-ataques poderiam ter-nos proporcionado mais golos, mas a pontaria não esteve afinada.
Em termos individuais, voltei a gostar da dupla atacante (Saviola e Cardozo) e o Carlos Martins melhorou em relação a ontem. Na 2ª parte, o jogador que mais se salientou foi outra vez o Fábio Coentrão, que parece com outra maturidade. Quanto aos reforços (Patric e Shaffer), confesso que não fiquei muito entusiasmado. Melhor o argentino que o brasileiro, todavia há que ter em conta a idade deste (20 anos). O Maxi Pereira deve ter o lugar seguro e o Patric terá que melhorar essencialmente a prestação defensiva. Assim como o Shaffer, cujo apoio ao ataque foi uma constante, mas que foi batido algumas vezes pelo extremo contrário. O Moretto marcou pontos com a óptima 2ª parte que fez. Muito discreto esteve o Yebda e outra vez o Nuno Gomes. O inenarrável nº 25 deverá ter guia de marcha o mais rapidamente possível.
Daqui a três dias teremos novo jogo para o Torneio do Guadiana. Numa semana e um dia iremos jogar quatro partidas. Espero que não haja sequelas físicas e que a equipa possa seguir na sua evolução exibicional. Para já, estas exibições têm que nos deixar satisfeitos.
Empatámos 2-2 frente ao Sion no 1º jogo de pré-época. Confesso que já estava com saudades de bola, já que no ano passado, com o Europeu, as férias clubísticas demoraram menos a passar. Até à 1ª partida oficial teremos mais nove particulares, numa das pré-temporadas com mais jogos de que me lembro. Se as coisas correrem bem (como todos esperamos), será muito bom porque teoricamente estaremos com mais rodagem, mas se os resultados não forem muito famosos, a pressão sobre a equipa irá ser maior. Vamos ver o que eles nos reservarão.
Gostei especialmente da 1ª parte do encontro de hoje. Marcámos dois golos (Cardozo e Saviola, de penalty) e tivemos dois ou três lances com boas combinações atacantes. Principalmente uma tabela entre Aimar, Saviola, Cardozo e Carlos Martins que foi pena não ter dado em golo. Uma boa insistência do Di María e uma óptima concretização do Cardozo resultaram no 1º tento e o 2º veio na sequência de um penalty sobre o Aimar. Espero que o facto de ter sido o Saviola a marcá-lo tenha sido para lhe dar moral, porque o Cardozo é que deve ser o marcador oficial. De realçar as saídas em contra-ataque iniciadas no guarda-redes (Moreira), algo que raramente fizemos no ano passado.
Na 2ª parte, com as substituições, a nossa intensidade baixou e dois inacreditáveis erros (Yebda e grande frango do Quim) fizeram com que o resultado fosse um empate. Mesmo assim poderíamos ter marcado um 3º golo, mas o Di María e o Nuno Gomes falharam duas bolas relativamente fáceis.
Individualmente destaco o tridente ofensivo (Aimar, Cardozo e Saviola), cujas movimentações prometem, e o Di María. Mas gostei principalmente do Roderick Miranda, ainda com idade de júnior. Grande personalidade, simplicidade de processos, tudo o que se pede a um defesa-central.
Amanhã teremos um teste mais difícil perante o Shakhtar Donestk e veremos qual vai ser a resposta da equipa, principalmente em termos físicos.
P.S. – Um pouco atrasado, mas não podia deixar de dar os parabéns a toda a equipa de Futsal pela conquista do tricampeonato. Um exemplo de raça, querer e ambição a seguir.P.P.S. - Sobre o processo eleitoral e tudo o que o rodeou, a minha opinião aqui, aqui, aqui e aqui.
Porque eu não gosto de fazer posts repetidos em dois blogs, aqui vão os links sobre o que eu penso acerca da saída do Quique / possibilidade da vinda de Jorge Jesus (aqui), as eleições antecipadas (aqui) e a efectiva contratação de Jorge Jesus (aqui). Quanto a este último tema, e para se perceber melhor a minha posição, convém relembrar estes momentos:Benfica - Braga (declarações de JJ a partir de 2:10)Braga - CRAC (declarações de JJ a partir de 3:05)CRAC - Belenenses (declarações de JJ a partir de 2:20). O escandaloso fora-de-jogo vê-se melhor aqui.
É verdade, parece mentira, mas não é. A selecção nacional ganhou em casa da poderosa Albânia (2-1) e, aproveitando a derrota caseira da Suécia frente à Dinamarca, está agora com três pontos de vantagem em relação àqueles. Continuamos com a corda ao pescoço, mas deixámos de ficar roxos. Ganhando os dois jogos frente à Hungria, que está em 2º lugar e a quatro pontos de distância e não perdendo na Dinamarca, temos boas hipóteses de ficar em 2º lugar.Só que... a jogar como voltámos a jogar frente ao albaneses, podemos tirar o cavalinho da chuva. Foi mais uma partida que mostrou a valia do Professor Queiroz, nosso selecionador. O outro é que era burro, mas este tipo, que justificou no passado a não-convocação do Nuno Gomes (e do Postiga, já agora) pela não-titularidade nos seus clubes, vem agora colocar o Boa Morte (?!) a titular (foi uma desgraça himalaica), já para não referir o Ricardo Carvalho, Deco e Pepe que, se há coisa que têm feito nos últimos tempos, essa não é certamente jogarem muito nos seus clubes. Atenção que eu não estou contra a titularidade destes três hoje, mas onde é que anda a sua coerência, Sr. Professor?!Marcámos na 1ª parte pelo Hugo Almeida depois de uma fífia inacreditável de um defesa, mas um minutos depois eles empataram. E nós só voltámos a marcar quando o guarda-redes adversário se armou em Ricardo e o caceteiro-mor do futebol português imitou o Luisão. Vá lá, foi a primeira coisa de jeito que o Bruno Alves fez na carreira, menos mal. Mas isto aconteceu aos 92'! Ou seja, livrámo-nos de boa. O que vale é que a Federação já veio dizer que o lugar de treinador está garantido qualquer que seja o resultado do apuramento. Ainda bem, não é bom destoar já que a (in)competência costuma ser bem premiada no nosso país.
Catorze anos depois voltámos a conquistar o campeonato com uma vitória limpinha na final (4-0) frente à tricampeã nacional, a Ovarense. A todos que tornaram isto possível, nomeadamente ao Carlos Lisboa, ao Henrique Vieira, aos jogadores e a toda a secção, os meus mais sinceros parabéns. A mística do Benfica também passa (e hoje em dia quase em exclusivo, diria eu) pelas outras modalidades.Este ano convém não esquecer que as cinco principais estiveram todas envolvidas nos play-offs de atribuição do título. O Voleibol, apesar do enorme corte orçamental, ficou em 3º lugar, o Hóquei em Patins também (esta terá sido a desilusão da época, porque uma má fase regular fez-nos defrontar o CRAC nas meias-finais e não na final, como tem sido regra), o Andebol foi vice-campeão e só perdemos a final frente ao CRAC no 5º e último jogo, o Basquetebol é campeão nacional e o Futsal está a uma vitória de atingir a final. E isto só para referir a disputa do campeonato, já que o Futsal ganhou a Taça de Portugal e o Andebol a Taça da Liga, sendo que esta modalidade e o Hóquei ainda vão disputar a Taça de Portugal.Mais palavras para quê? Os jogadores do plantel profissional que ponham aqui os olhos... Isto se quiserem perceber o que é o Glorioso.Viva o Benfica!
No último jogo da época vencemos o Belenenses por 3-1 e contribuímos para que esta equipa, cujo speaker do estádio pede salvas de palmas ao presidente do CRAC por “ter ajudado muito o clube” (whatever that means), fosse despromovida à II Liga. Eu até tinha alguma simpatia por eles, principalmente por serem um clube de Lisboa e eu gostar de ir ao Restelo ver o Benfica, mas depois daquela cena, é para o lado que eu durmo melhor.
Fizemos um jogo q.b., já que a réplica também não foi grande coisa. Entrámos praticamente a perder, com um golo do Silas aos 3’. Como nos anteriores 43 jogos oficiais só por uma vez tínhamos conseguido dar a volta ao marcador, havia 2,32% de possibilidades de ganharmos esta partida, mas felizmente foi desta vez que contrariámos a estatística. Empatámos aos 20’ no 17º golo para o campeonato daquele avançado paraguaio “tosco e lento” que nós temos, mas que (olhem lá a chatice!) se farta de marcar golos. Este foi de cabeça depois de um magnífico centro do Maxi Pereira. Tivesse o Cardozo sido opção para titular desde o início da época e seria certamente o melhor marcador do campeonato. Até final da 1ª parte pouco mais se passou, com excepção do hara-kiri de um jogador do Belenenses (Saulo) que resolveu pontapear o Di María no chão perto do intervalo e ser obviamente expulso. Muito gostaria eu de saber o que é que passa pela cabeça de um profissional de futebol para fazer uma coisa destas num jogo de vida ou de morte para a sua equipa.
Na 2ª parte, com menos um, o Belenenses poucas vezes passou de meio-campo e nós lá fizemos a obrigação de tentar chegar à vitória, mas sem aplicar uma velocidade por aí além, com excepção do Urreta. Foi um improvável Fellipe Bastos, que tinha entrado na 1ª parte para o lugar do abúlico Carlos Martins (o Quique não tem pejo em tirar os jogadores de campo, seja em que altura for, se estes não estiverem a cumprir), a desempatar a partida num grande pontapé de fora da área. Percebeu-se logo ali que a partida estava ganha, mas mesmo assim ainda deu para, já nos descontos, o Mantorras contribuir para a sua estatística pessoal de marcar um golo a cada duas horas desde que teve a grave lesão (é inacreditável este número!). Tive pena que o Quique não tenha tirado o Katsouranis antes dos 90’ para lhe permitir que se despedisse de nós de uma maneira mais relevante.
Individualmente o destaque vai inteirinho para o Urreta. Como diria alguém que eu espero sinceramente que não seja o nosso próximo treinador, que “granda” jogo! Rapidez, jogar a bola sempre para a frente, generosidade em ajudar a defesa, bons centros, óptimos passes a desmarcar os colegas foi um autêntico festival. Afinal, não tínhamos que ter procurado muito para descobrir um extremo-direito... Também gostei do Maxi Pereira que foi, provavelmente, o jogador mais regular durante a época toda. E faltam palavras para o Cardozo, de longe o nosso melhor ponta-de-lança da última década (no mínimo). O resto da equipa esteve num plano aceitável.
Para as expectativas que tínhamos no início da temporada, nomeadamente depois das contratações, esta foi uma desilusão completa. Ganhámos a Taça da Liga, mas tínhamos obrigação de fazer muito mais nas outras competições, especialmente no campeonato. O balanço far-se-á nos próximos dias.
P.S. - O Domingos Soares Oliveira já veio dizer que, sem Champions, é inevitável que vendamos jogadores, mas acho que devemos ter muito cuidado com o que iremos fazer. Terei muita pena se sair o Luisão (essencial no balneário e a voz de comando na defesa), mas a forma como ele se despediu dos adeptos indiciou isso mesmo. É um dos poucos sobreviventes da equipa que foi campeã e o único que é titular indiscutível. No entanto, tendo ele já 28 anos se calhar quererá fazer o contrato da sua vida. Além disso, há neste plantel alternativas credíveis para o substituir, se o negócio se proporcionar (mas por menos de 10 milhões de euros nem pensar!). Numa posição onde não há alternativas credíveis no plantel e será impossível arranjar tanta qualidade no mercado a preços acessíveis é a de ponta-de-lança. Seria um ERRO HISTÓRICO deixar sair o Cardozo, o que espero que nem sequer passe pela cabeça dos nossos responsáveis.
Vencemos em Braga (3-1) e garantimos o 3º lugar na Liga. Foi uma vitória justa num campo teoricamente muito difícil, em que revelámos um grande aproveitamento das três ofertas da defesa do Braga (duas deles do guarda-redes da selecção nacional, Eduardo). Quando se marca cedo é sempre mais fácil, mas mostrámos nesta partida, mesmo estando em vantagem, uma concentração superior à da Amadora, por exemplo. No entanto, mais uma vez fica um amargo de boca perante o que esta equipa seria capaz de fazer se jogasse sempre assim e o que acabou por conseguir.
Com os castigos do Luisão e do Aimar ainda estava menos confiante do que é habitual, mas os golos do Cardozo logo aos 7’ e depois do Di María aos 13’ tiveram o condão de me acalmar. Entre os dois ainda houve a lesão muscular do David Luiz, que fez entrar em campo o Urreta que foi dos melhores. O Braga tentou responder, criou perigo numa ou outra ocasião, mas nós nunca perdemos de vista a baliza contrária e, com os espaços que naturalmente surgiam, fomos criando perigo. A 2ª parte começou praticamente com o 0-3, numa grande jogada do Urreta depois de outro falhanço da defesa contrária. O Braga foi-se abaixo animicamente e a partida perdeu um pouco de velocidade. Mesmo assim ainda tivemos tempo para uma bola no poste a meias entre o Cardozo e um defesa. No último minuto, já fazia falta o golito sofrido, que desta vez surgiu na sequência de um penalty do Miguel Vítor.
Individualmente destaco o Urreta (excelente entrada na partida, um óptimo golo, muita ajuda defensiva e cruzamentos perigosos), o Cardozo (mais um golo) e o Moreira (que voltou à titularidade e fez uma ou outra defesa em que estou convencido que, se fosse o Quim, a bola entraria). O Miguel Vítor também esteve muito personalizado e o Di María mais objectivo do que é costume. Em plano menos positivo estiveram o Reyes (não sei até que ponto um toque na 1ª parte o deixou inferiorizado) e o nº 25 (que espero tenha realizado o penúltimo jogo de águia ao peito, já que com a lesão do David Luiz infelizmente teremos que levar com ele no próximo fim-de-semana).
Na última jornada lá vamos ter que mandar o Belenenses para a II Liga. Por princípio até teria pena, porque sempre é um clube de Lisboa, mas uma agremiação cujo speaker pediu uma grande salva de palmas para o maior mafioso do futebol português, quando o seu clube foi jogar ao Restelo este ano, deixou de merecer a minha simpatia. Outra coisa: o Cardozo está a três golos do melhor marcador do campeonato (Néné). Dado que este vai jogar ao WC na última jornada, talvez não fosse má ideia incluirmos no plano do jogo a possibilidade de proporcionarmos ao paraguaio o título de melhor marcador (não esquecendo que o Liedson está também um golo à sua frente). É que desde o Rui Águas em 90/91 que não temos um jogador nosso a ser o melhor marcador do campeonato...
P.S. – A arbitragem do Sr. Artur Soares Dias foi das coisas mais inenarráveis que assisti nos últimos tempos. Uma dualidade de critérios inacreditável, cartões amarelos cirúrgicos (cinco jogadores de um lado e outro vão ficar impedidos de alinhar na última jornada -o Braga ir jogar ao CRAC terá alguma coisa a ver com o assunto...?), a expulsão do Yebda em cinco minutos estando ele em campo há 11 e do Quique perto do final foi um festival de poderio do sistema. Nem com tudo decidido no final do campeonato descansam?!
P.P.S. – A selecção nacional que continue com este guarda-redes a titular e depois queixe-se...
Empatámos com o Trofense (2-2) e dissemos definitivamente adeus à Liga dos Campeões. Ao invés, temos é que nos preocupar com a manutenção do 3º lugar, porque a jogar desta maneira vai ser difícil consegui-lo.
Uma atitude indigna e lamentável da maioria dos jogadores levou-nos a este resultado. Sem raça, chama, ambição e querer é difícil ganhar jogos e nós hoje só jogámos durante os últimos 10 minutos da 1ª parte, quando conseguimos marcar dois golos e anular a desvantagem que tínhamos no marcador. Estava curioso para saber se ao 42º jogo oficial da época conseguíamos pela 2ª vez dar a volta ao marcador (a única foi frente ao Olhanense para a Taça da Liga) e ganhar uma partida em que estivéssemos em desvantagem, mas ainda não foi hoje. Colocamos 10 jogadores na área e um à entrada dela sempre que sofremos livres ou cantos, mas mesmo assim há sempre um jogador adversário que consegue meter a bola na baliza. 30 golos sofridos em 28 jogos é ridículo. O 2-2 surgiu a 30’ do fim, mas mesmo assim não tivemos capacidade para partir para cima do Trofense e tentar marcar o golo da vitória. Inexplicável a falta de vontade e ambição manifestada especialmente nessa última meia-hora. O mínimo que os jogadores e equipa técnica deveriam fazer era oferecerem-se para pagar os bilhetes a todos os que foram ver este jogo ao vivo.
Individualmente destaco o Cardozo por ter feito outro bis. O paraguaio já tem 15 golos, que é quase um terço do total de golos que marcámos no campeonato (48). Tivesse o Sr. Quique Flores apostado nele desde o início da época e sabe-se lá em que lugar estaríamos agora. Mais um equívoco a juntar a muitos outros que o espanhol cometeu ao longo da temporada. O que vale é que ele já veio dar a entender que irá colocar o lugar à disposição no final da época. Acho uma atitude sensata e a única possível. Falhámos redondamente no campeonato (já para não falar na Taça Uefa e na de Portugal...) e há que assumir as responsabilidades. A sua margem de manobra para ficar para o ano está definitivamente arrumada. É impossível que isso aconteça.
P.S. – Estive a ver o 3º jogo de basquete frente ao CRAC. Ganhámos 70-64, apesar de uma arbitragem inacreditável. Não fora a baixíssima percentagem de lances livres do CRAC e não teríamos ganho. Qualquer coisinha era falta para o CRAC. Há Olegários Benquerenças em várias modalidades.
Perdemos na Madeira perante o Nacional (1-3) e hipotecámos de vez as hipóteses de irmos à pré-eliminatória da Liga dos Campeões. Os lagartos tinham empatado em Coimbra uns minutos antes, mas ao contrário do que seria desejável isso não serviu de motivação para os nossos jogadores. E é inadmissível! Tínhamos uma oportunidade única de encurtar a distância para dois pontos e ao invés ficámos a cinco.
O que mais me custa a perceber é a forma como entrámos na partida. Muito lentos, sem rasgos, pouco crentes e isto tudo quando os jogadores já sabiam do resultado dos lagartos. Há aqui qualquer coisa que não funciona desde o início da época, já que foram “n” as vezes em que deveríamos ter tido como motivação os maus resultados dos rivais e entramos abúlicos em campo. A ausência do Aimar não pode explicar tudo. Dois remates perigosos (David Luiz e Cardozo) para duas boas defesas do Bracalli é muito pouco para uma 1ª parte.
No 2º tempo, estivemos mais dinâmicos, mas um erro do Quique ao tirar o Katsouranis (que estava a ser dos melhorzinhos) em vez do desequilibrado do Carlos Martins, para colocar o Di María, precipitou tudo. O Nacional passou a ter mais espaço a meio-campo (o Carlos Martins a defender é uma nulidade) e abriu o marcador aos 56’ pelo Nené, com a Quim a ficar a meio-caminho na saída da baliza. Pouco depois, o Nuno Gomes tem mais um daqueles lances em que não se pode falhar: isolado frente ao guarda-redes permitiu a sua defesa. Seria o 1-1, mas em vez disso acabámos por sofrer o 2º golo num remate fora da área sem oposição do Ruben Micael aos 64’, em que me pareceu que o Quim se lançou demasiado tarde. Reagimos bem e reduzimos quatro minutos depois pelo Reyes. E aqui entrou o Sr. Jorge Sousa em acção. Como não é mentecapto como o Sr. Rui Gomes Costa da semana passada, até estava a passar despercebido pelo jogo, só que num lance capital prejudicou-nos gravemente: há óbvia mão dentro da área de um jogador adversário num lance com o Cardozo, mas o árbitro de frente para a jogada não quis assinalar. Logo a seguir, e como a sorte não estava mesmo do nosso lado, já cá faltava a inevitável bola ao poste, neste caso do David Luiz. No tempo de compensação, fomos apanhámos em contra-pé e o Nacional fez o 3º golo.
Individualmente não houve ninguém que se tivesse sobressaído por aí além, mas acho que o David Luiz foi o nosso melhor jogador. Também gostei razoavelmente, apesar dos três golos sofridos, do Miguel Vítor. O Ruben Amorim melhorou quando foi jogar para o meio e só foi pena não ter tido a companhia do Katsouranis. O Cardozo foi muito bem marcado, mas os seus (poucos) remates foram invariavelmente perigosos. O Di María veio mexer com a equipa, mas continua pouco objectivo na altura do passe.
É o ponto final em mais uma época frustrante e só espero que quem de direito, mais especificamente o treinador, tire as suas ilações quando a temporada terminar. Depois de tudo o que se passou, não é admissível que o Benfica entre em campo amorfo e desperdice desta maneira uma oportunidade soberana de se aproximar do 2º lugar.
P.S. – Como benfiquista sinto-me INDIGNADO e REVOLTADO com o sorriso do Sr. Joaquim, nosso guarda-redes, aquando do 3º golo do Nacional. Eu posso admitir um golo falhado com a baliza aberta ou um frango, mas não admito que um jogador do Benfica, que ainda por cima era o capitão naquela altura do jogo, sorria depois de termos sofrido um golo. Para além do mais, um golo que acabou de vez com as esperanças de irmos à Liga dos Campeões. É uma FALTA de RESPEITO para com todos nós. O Benfica não é nenhuma brincadeira! EXIJO um pedido público de desculpas ou então adeus, e não volte!P.P.S. - Ver o nosso jogo a seguir ao Real Madrid - Barcelona (2-6) foi de uma crueldade imensa. Aquele Barça não existe... Como é que se torna tudo tão fácil?!