quinta-feira, junho 18, 2009
Actualidade gloriosa
Porque eu não gosto de fazer posts repetidos em dois blogs, aqui vão os links sobre o que eu penso acerca da saída do Quique / possibilidade da vinda de Jorge Jesus (aqui), as eleições antecipadas (aqui) e a efectiva contratação de Jorge Jesus (aqui). Quanto a este último tema, e para se perceber melhor a minha posição, convém relembrar estes momentos:
Benfica - Braga (declarações de JJ a partir de 2:10)
Braga - CRAC (declarações de JJ a partir de 3:05)
CRAC - Belenenses (declarações de JJ a partir de 2:20). O escandaloso fora-de-jogo vê-se melhor aqui.
Benfica - Braga (declarações de JJ a partir de 2:10)
Braga - CRAC (declarações de JJ a partir de 3:05)
CRAC - Belenenses (declarações de JJ a partir de 2:20). O escandaloso fora-de-jogo vê-se melhor aqui.
domingo, junho 07, 2009
Olha, a selecção ganhou!
É verdade, parece mentira, mas não é. A selecção nacional ganhou em casa da poderosa Albânia (2-1) e, aproveitando a derrota caseira da Suécia frente à Dinamarca, está agora com três pontos de vantagem em relação àqueles. Continuamos com a corda ao pescoço, mas deixámos de ficar roxos. Ganhando os dois jogos frente à Hungria, que está em 2º lugar e a quatro pontos de distância e não perdendo na Dinamarca, temos boas hipóteses de ficar em 2º lugar.
Só que... a jogar como voltámos a jogar frente ao albaneses, podemos tirar o cavalinho da chuva. Foi mais uma partida que mostrou a valia do Professor Queiroz, nosso selecionador. O outro é que era burro, mas este tipo, que justificou no passado a não-convocação do Nuno Gomes (e do Postiga, já agora) pela não-titularidade nos seus clubes, vem agora colocar o Boa Morte (?!) a titular (foi uma desgraça himalaica), já para não referir o Ricardo Carvalho, Deco e Pepe que, se há coisa que têm feito nos últimos tempos, essa não é certamente jogarem muito nos seus clubes. Atenção que eu não estou contra a titularidade destes três hoje, mas onde é que anda a sua coerência, Sr. Professor?!
Marcámos na 1ª parte pelo Hugo Almeida depois de uma fífia inacreditável de um defesa, mas um minutos depois eles empataram. E nós só voltámos a marcar quando o guarda-redes adversário se armou em Ricardo e o caceteiro-mor do futebol português imitou o Luisão. Vá lá, foi a primeira coisa de jeito que o Bruno Alves fez na carreira, menos mal. Mas isto aconteceu aos 92'! Ou seja, livrámo-nos de boa. O que vale é que a Federação já veio dizer que o lugar de treinador está garantido qualquer que seja o resultado do apuramento. Ainda bem, não é bom destoar já que a (in)competência costuma ser bem premiada no nosso país.
Só que... a jogar como voltámos a jogar frente ao albaneses, podemos tirar o cavalinho da chuva. Foi mais uma partida que mostrou a valia do Professor Queiroz, nosso selecionador. O outro é que era burro, mas este tipo, que justificou no passado a não-convocação do Nuno Gomes (e do Postiga, já agora) pela não-titularidade nos seus clubes, vem agora colocar o Boa Morte (?!) a titular (foi uma desgraça himalaica), já para não referir o Ricardo Carvalho, Deco e Pepe que, se há coisa que têm feito nos últimos tempos, essa não é certamente jogarem muito nos seus clubes. Atenção que eu não estou contra a titularidade destes três hoje, mas onde é que anda a sua coerência, Sr. Professor?!
Marcámos na 1ª parte pelo Hugo Almeida depois de uma fífia inacreditável de um defesa, mas um minutos depois eles empataram. E nós só voltámos a marcar quando o guarda-redes adversário se armou em Ricardo e o caceteiro-mor do futebol português imitou o Luisão. Vá lá, foi a primeira coisa de jeito que o Bruno Alves fez na carreira, menos mal. Mas isto aconteceu aos 92'! Ou seja, livrámo-nos de boa. O que vale é que a Federação já veio dizer que o lugar de treinador está garantido qualquer que seja o resultado do apuramento. Ainda bem, não é bom destoar já que a (in)competência costuma ser bem premiada no nosso país.
Basquetebol
Catorze anos depois voltámos a conquistar o campeonato com uma vitória limpinha na final (4-0) frente à tricampeã nacional, a Ovarense. A todos que tornaram isto possível, nomeadamente ao Carlos Lisboa, ao Henrique Vieira, aos jogadores e a toda a secção, os meus mais sinceros parabéns. A mística do Benfica também passa (e hoje em dia quase em exclusivo, diria eu) pelas outras modalidades.
Este ano convém não esquecer que as cinco principais estiveram todas envolvidas nos play-offs de atribuição do título. O Voleibol, apesar do enorme corte orçamental, ficou em 3º lugar, o Hóquei em Patins também (esta terá sido a desilusão da época, porque uma má fase regular fez-nos defrontar o CRAC nas meias-finais e não na final, como tem sido regra), o Andebol foi vice-campeão e só perdemos a final frente ao CRAC no 5º e último jogo, o Basquetebol é campeão nacional e o Futsal está a uma vitória de atingir a final. E isto só para referir a disputa do campeonato, já que o Futsal ganhou a Taça de Portugal e o Andebol a Taça da Liga, sendo que esta modalidade e o Hóquei ainda vão disputar a Taça de Portugal.
Mais palavras para quê? Os jogadores do plantel profissional que ponham aqui os olhos... Isto se quiserem perceber o que é o Glorioso.
Viva o Benfica!
Este ano convém não esquecer que as cinco principais estiveram todas envolvidas nos play-offs de atribuição do título. O Voleibol, apesar do enorme corte orçamental, ficou em 3º lugar, o Hóquei em Patins também (esta terá sido a desilusão da época, porque uma má fase regular fez-nos defrontar o CRAC nas meias-finais e não na final, como tem sido regra), o Andebol foi vice-campeão e só perdemos a final frente ao CRAC no 5º e último jogo, o Basquetebol é campeão nacional e o Futsal está a uma vitória de atingir a final. E isto só para referir a disputa do campeonato, já que o Futsal ganhou a Taça de Portugal e o Andebol a Taça da Liga, sendo que esta modalidade e o Hóquei ainda vão disputar a Taça de Portugal.
Mais palavras para quê? Os jogadores do plantel profissional que ponham aqui os olhos... Isto se quiserem perceber o que é o Glorioso.
Viva o Benfica!
domingo, maio 24, 2009
Despedida
No último jogo da época vencemos o Belenenses por 3-1 e contribuímos para que esta equipa, cujo speaker do estádio pede salvas de palmas ao presidente do CRAC por “ter ajudado muito o clube” (whatever that means), fosse despromovida à II Liga. Eu até tinha alguma simpatia por eles, principalmente por serem um clube de Lisboa e eu gostar de ir ao Restelo ver o Benfica, mas depois daquela cena, é para o lado que eu durmo melhor.
Fizemos um jogo q.b., já que a réplica também não foi grande coisa. Entrámos praticamente a perder, com um golo do Silas aos 3’. Como nos anteriores 43 jogos oficiais só por uma vez tínhamos conseguido dar a volta ao marcador, havia 2,32% de possibilidades de ganharmos esta partida, mas felizmente foi desta vez que contrariámos a estatística. Empatámos aos 20’ no 17º golo para o campeonato daquele avançado paraguaio “tosco e lento” que nós temos, mas que (olhem lá a chatice!) se farta de marcar golos. Este foi de cabeça depois de um magnífico centro do Maxi Pereira. Tivesse o Cardozo sido opção para titular desde o início da época e seria certamente o melhor marcador do campeonato. Até final da 1ª parte pouco mais se passou, com excepção do hara-kiri de um jogador do Belenenses (Saulo) que resolveu pontapear o Di María no chão perto do intervalo e ser obviamente expulso. Muito gostaria eu de saber o que é que passa pela cabeça de um profissional de futebol para fazer uma coisa destas num jogo de vida ou de morte para a sua equipa.
Na 2ª parte, com menos um, o Belenenses poucas vezes passou de meio-campo e nós lá fizemos a obrigação de tentar chegar à vitória, mas sem aplicar uma velocidade por aí além, com excepção do Urreta. Foi um improvável Fellipe Bastos, que tinha entrado na 1ª parte para o lugar do abúlico Carlos Martins (o Quique não tem pejo em tirar os jogadores de campo, seja em que altura for, se estes não estiverem a cumprir), a desempatar a partida num grande pontapé de fora da área. Percebeu-se logo ali que a partida estava ganha, mas mesmo assim ainda deu para, já nos descontos, o Mantorras contribuir para a sua estatística pessoal de marcar um golo a cada duas horas desde que teve a grave lesão (é inacreditável este número!). Tive pena que o Quique não tenha tirado o Katsouranis antes dos 90’ para lhe permitir que se despedisse de nós de uma maneira mais relevante.
Individualmente o destaque vai inteirinho para o Urreta. Como diria alguém que eu espero sinceramente que não seja o nosso próximo treinador, que “granda” jogo! Rapidez, jogar a bola sempre para a frente, generosidade em ajudar a defesa, bons centros, óptimos passes a desmarcar os colegas foi um autêntico festival. Afinal, não tínhamos que ter procurado muito para descobrir um extremo-direito... Também gostei do Maxi Pereira que foi, provavelmente, o jogador mais regular durante a época toda. E faltam palavras para o Cardozo, de longe o nosso melhor ponta-de-lança da última década (no mínimo). O resto da equipa esteve num plano aceitável.
Para as expectativas que tínhamos no início da temporada, nomeadamente depois das contratações, esta foi uma desilusão completa. Ganhámos a Taça da Liga, mas tínhamos obrigação de fazer muito mais nas outras competições, especialmente no campeonato. O balanço far-se-á nos próximos dias.
P.S. - O Domingos Soares Oliveira já veio dizer que, sem Champions, é inevitável que vendamos jogadores, mas acho que devemos ter muito cuidado com o que iremos fazer. Terei muita pena se sair o Luisão (essencial no balneário e a voz de comando na defesa), mas a forma como ele se despediu dos adeptos indiciou isso mesmo. É um dos poucos sobreviventes da equipa que foi campeã e o único que é titular indiscutível. No entanto, tendo ele já 28 anos se calhar quererá fazer o contrato da sua vida. Além disso, há neste plantel alternativas credíveis para o substituir, se o negócio se proporcionar (mas por menos de 10 milhões de euros nem pensar!). Numa posição onde não há alternativas credíveis no plantel e será impossível arranjar tanta qualidade no mercado a preços acessíveis é a de ponta-de-lança. Seria um ERRO HISTÓRICO deixar sair o Cardozo, o que espero que nem sequer passe pela cabeça dos nossos responsáveis.
Fizemos um jogo q.b., já que a réplica também não foi grande coisa. Entrámos praticamente a perder, com um golo do Silas aos 3’. Como nos anteriores 43 jogos oficiais só por uma vez tínhamos conseguido dar a volta ao marcador, havia 2,32% de possibilidades de ganharmos esta partida, mas felizmente foi desta vez que contrariámos a estatística. Empatámos aos 20’ no 17º golo para o campeonato daquele avançado paraguaio “tosco e lento” que nós temos, mas que (olhem lá a chatice!) se farta de marcar golos. Este foi de cabeça depois de um magnífico centro do Maxi Pereira. Tivesse o Cardozo sido opção para titular desde o início da época e seria certamente o melhor marcador do campeonato. Até final da 1ª parte pouco mais se passou, com excepção do hara-kiri de um jogador do Belenenses (Saulo) que resolveu pontapear o Di María no chão perto do intervalo e ser obviamente expulso. Muito gostaria eu de saber o que é que passa pela cabeça de um profissional de futebol para fazer uma coisa destas num jogo de vida ou de morte para a sua equipa.
Na 2ª parte, com menos um, o Belenenses poucas vezes passou de meio-campo e nós lá fizemos a obrigação de tentar chegar à vitória, mas sem aplicar uma velocidade por aí além, com excepção do Urreta. Foi um improvável Fellipe Bastos, que tinha entrado na 1ª parte para o lugar do abúlico Carlos Martins (o Quique não tem pejo em tirar os jogadores de campo, seja em que altura for, se estes não estiverem a cumprir), a desempatar a partida num grande pontapé de fora da área. Percebeu-se logo ali que a partida estava ganha, mas mesmo assim ainda deu para, já nos descontos, o Mantorras contribuir para a sua estatística pessoal de marcar um golo a cada duas horas desde que teve a grave lesão (é inacreditável este número!). Tive pena que o Quique não tenha tirado o Katsouranis antes dos 90’ para lhe permitir que se despedisse de nós de uma maneira mais relevante.
Individualmente o destaque vai inteirinho para o Urreta. Como diria alguém que eu espero sinceramente que não seja o nosso próximo treinador, que “granda” jogo! Rapidez, jogar a bola sempre para a frente, generosidade em ajudar a defesa, bons centros, óptimos passes a desmarcar os colegas foi um autêntico festival. Afinal, não tínhamos que ter procurado muito para descobrir um extremo-direito... Também gostei do Maxi Pereira que foi, provavelmente, o jogador mais regular durante a época toda. E faltam palavras para o Cardozo, de longe o nosso melhor ponta-de-lança da última década (no mínimo). O resto da equipa esteve num plano aceitável.
Para as expectativas que tínhamos no início da temporada, nomeadamente depois das contratações, esta foi uma desilusão completa. Ganhámos a Taça da Liga, mas tínhamos obrigação de fazer muito mais nas outras competições, especialmente no campeonato. O balanço far-se-á nos próximos dias.
P.S. - O Domingos Soares Oliveira já veio dizer que, sem Champions, é inevitável que vendamos jogadores, mas acho que devemos ter muito cuidado com o que iremos fazer. Terei muita pena se sair o Luisão (essencial no balneário e a voz de comando na defesa), mas a forma como ele se despediu dos adeptos indiciou isso mesmo. É um dos poucos sobreviventes da equipa que foi campeã e o único que é titular indiscutível. No entanto, tendo ele já 28 anos se calhar quererá fazer o contrato da sua vida. Além disso, há neste plantel alternativas credíveis para o substituir, se o negócio se proporcionar (mas por menos de 10 milhões de euros nem pensar!). Numa posição onde não há alternativas credíveis no plantel e será impossível arranjar tanta qualidade no mercado a preços acessíveis é a de ponta-de-lança. Seria um ERRO HISTÓRICO deixar sair o Cardozo, o que espero que nem sequer passe pela cabeça dos nossos responsáveis.
segunda-feira, maio 18, 2009
Eficácia
Vencemos em Braga (3-1) e garantimos o 3º lugar na Liga. Foi uma vitória justa num campo teoricamente muito difícil, em que revelámos um grande aproveitamento das três ofertas da defesa do Braga (duas deles do guarda-redes da selecção nacional, Eduardo). Quando se marca cedo é sempre mais fácil, mas mostrámos nesta partida, mesmo estando em vantagem, uma concentração superior à da Amadora, por exemplo. No entanto, mais uma vez fica um amargo de boca perante o que esta equipa seria capaz de fazer se jogasse sempre assim e o que acabou por conseguir.
Com os castigos do Luisão e do Aimar ainda estava menos confiante do que é habitual, mas os golos do Cardozo logo aos 7’ e depois do Di María aos 13’ tiveram o condão de me acalmar. Entre os dois ainda houve a lesão muscular do David Luiz, que fez entrar em campo o Urreta que foi dos melhores. O Braga tentou responder, criou perigo numa ou outra ocasião, mas nós nunca perdemos de vista a baliza contrária e, com os espaços que naturalmente surgiam, fomos criando perigo. A 2ª parte começou praticamente com o 0-3, numa grande jogada do Urreta depois de outro falhanço da defesa contrária. O Braga foi-se abaixo animicamente e a partida perdeu um pouco de velocidade. Mesmo assim ainda tivemos tempo para uma bola no poste a meias entre o Cardozo e um defesa. No último minuto, já fazia falta o golito sofrido, que desta vez surgiu na sequência de um penalty do Miguel Vítor.
Individualmente destaco o Urreta (excelente entrada na partida, um óptimo golo, muita ajuda defensiva e cruzamentos perigosos), o Cardozo (mais um golo) e o Moreira (que voltou à titularidade e fez uma ou outra defesa em que estou convencido que, se fosse o Quim, a bola entraria). O Miguel Vítor também esteve muito personalizado e o Di María mais objectivo do que é costume. Em plano menos positivo estiveram o Reyes (não sei até que ponto um toque na 1ª parte o deixou inferiorizado) e o nº 25 (que espero tenha realizado o penúltimo jogo de águia ao peito, já que com a lesão do David Luiz infelizmente teremos que levar com ele no próximo fim-de-semana).
Na última jornada lá vamos ter que mandar o Belenenses para a II Liga. Por princípio até teria pena, porque sempre é um clube de Lisboa, mas uma agremiação cujo speaker pediu uma grande salva de palmas para o maior mafioso do futebol português, quando o seu clube foi jogar ao Restelo este ano, deixou de merecer a minha simpatia. Outra coisa: o Cardozo está a três golos do melhor marcador do campeonato (Néné). Dado que este vai jogar ao WC na última jornada, talvez não fosse má ideia incluirmos no plano do jogo a possibilidade de proporcionarmos ao paraguaio o título de melhor marcador (não esquecendo que o Liedson está também um golo à sua frente). É que desde o Rui Águas em 90/91 que não temos um jogador nosso a ser o melhor marcador do campeonato...
P.S. – A arbitragem do Sr. Artur Soares Dias foi das coisas mais inenarráveis que assisti nos últimos tempos. Uma dualidade de critérios inacreditável, cartões amarelos cirúrgicos (cinco jogadores de um lado e outro vão ficar impedidos de alinhar na última jornada -o Braga ir jogar ao CRAC terá alguma coisa a ver com o assunto...?), a expulsão do Yebda em cinco minutos estando ele em campo há 11 e do Quique perto do final foi um festival de poderio do sistema. Nem com tudo decidido no final do campeonato descansam?!
P.P.S. – A selecção nacional que continue com este guarda-redes a titular e depois queixe-se...
Com os castigos do Luisão e do Aimar ainda estava menos confiante do que é habitual, mas os golos do Cardozo logo aos 7’ e depois do Di María aos 13’ tiveram o condão de me acalmar. Entre os dois ainda houve a lesão muscular do David Luiz, que fez entrar em campo o Urreta que foi dos melhores. O Braga tentou responder, criou perigo numa ou outra ocasião, mas nós nunca perdemos de vista a baliza contrária e, com os espaços que naturalmente surgiam, fomos criando perigo. A 2ª parte começou praticamente com o 0-3, numa grande jogada do Urreta depois de outro falhanço da defesa contrária. O Braga foi-se abaixo animicamente e a partida perdeu um pouco de velocidade. Mesmo assim ainda tivemos tempo para uma bola no poste a meias entre o Cardozo e um defesa. No último minuto, já fazia falta o golito sofrido, que desta vez surgiu na sequência de um penalty do Miguel Vítor.
Individualmente destaco o Urreta (excelente entrada na partida, um óptimo golo, muita ajuda defensiva e cruzamentos perigosos), o Cardozo (mais um golo) e o Moreira (que voltou à titularidade e fez uma ou outra defesa em que estou convencido que, se fosse o Quim, a bola entraria). O Miguel Vítor também esteve muito personalizado e o Di María mais objectivo do que é costume. Em plano menos positivo estiveram o Reyes (não sei até que ponto um toque na 1ª parte o deixou inferiorizado) e o nº 25 (que espero tenha realizado o penúltimo jogo de águia ao peito, já que com a lesão do David Luiz infelizmente teremos que levar com ele no próximo fim-de-semana).
Na última jornada lá vamos ter que mandar o Belenenses para a II Liga. Por princípio até teria pena, porque sempre é um clube de Lisboa, mas uma agremiação cujo speaker pediu uma grande salva de palmas para o maior mafioso do futebol português, quando o seu clube foi jogar ao Restelo este ano, deixou de merecer a minha simpatia. Outra coisa: o Cardozo está a três golos do melhor marcador do campeonato (Néné). Dado que este vai jogar ao WC na última jornada, talvez não fosse má ideia incluirmos no plano do jogo a possibilidade de proporcionarmos ao paraguaio o título de melhor marcador (não esquecendo que o Liedson está também um golo à sua frente). É que desde o Rui Águas em 90/91 que não temos um jogador nosso a ser o melhor marcador do campeonato...
P.S. – A arbitragem do Sr. Artur Soares Dias foi das coisas mais inenarráveis que assisti nos últimos tempos. Uma dualidade de critérios inacreditável, cartões amarelos cirúrgicos (cinco jogadores de um lado e outro vão ficar impedidos de alinhar na última jornada -o Braga ir jogar ao CRAC terá alguma coisa a ver com o assunto...?), a expulsão do Yebda em cinco minutos estando ele em campo há 11 e do Quique perto do final foi um festival de poderio do sistema. Nem com tudo decidido no final do campeonato descansam?!
P.P.S. – A selecção nacional que continue com este guarda-redes a titular e depois queixe-se...
sábado, maio 09, 2009
Penoso
Empatámos com o Trofense (2-2) e dissemos definitivamente adeus à Liga dos Campeões. Ao invés, temos é que nos preocupar com a manutenção do 3º lugar, porque a jogar desta maneira vai ser difícil consegui-lo.
Uma atitude indigna e lamentável da maioria dos jogadores levou-nos a este resultado. Sem raça, chama, ambição e querer é difícil ganhar jogos e nós hoje só jogámos durante os últimos 10 minutos da 1ª parte, quando conseguimos marcar dois golos e anular a desvantagem que tínhamos no marcador. Estava curioso para saber se ao 42º jogo oficial da época conseguíamos pela 2ª vez dar a volta ao marcador (a única foi frente ao Olhanense para a Taça da Liga) e ganhar uma partida em que estivéssemos em desvantagem, mas ainda não foi hoje. Colocamos 10 jogadores na área e um à entrada dela sempre que sofremos livres ou cantos, mas mesmo assim há sempre um jogador adversário que consegue meter a bola na baliza. 30 golos sofridos em 28 jogos é ridículo. O 2-2 surgiu a 30’ do fim, mas mesmo assim não tivemos capacidade para partir para cima do Trofense e tentar marcar o golo da vitória. Inexplicável a falta de vontade e ambição manifestada especialmente nessa última meia-hora. O mínimo que os jogadores e equipa técnica deveriam fazer era oferecerem-se para pagar os bilhetes a todos os que foram ver este jogo ao vivo.
Individualmente destaco o Cardozo por ter feito outro bis. O paraguaio já tem 15 golos, que é quase um terço do total de golos que marcámos no campeonato (48). Tivesse o Sr. Quique Flores apostado nele desde o início da época e sabe-se lá em que lugar estaríamos agora. Mais um equívoco a juntar a muitos outros que o espanhol cometeu ao longo da temporada. O que vale é que ele já veio dar a entender que irá colocar o lugar à disposição no final da época. Acho uma atitude sensata e a única possível. Falhámos redondamente no campeonato (já para não falar na Taça Uefa e na de Portugal...) e há que assumir as responsabilidades. A sua margem de manobra para ficar para o ano está definitivamente arrumada. É impossível que isso aconteça.
P.S. – Estive a ver o 3º jogo de basquete frente ao CRAC. Ganhámos 70-64, apesar de uma arbitragem inacreditável. Não fora a baixíssima percentagem de lances livres do CRAC e não teríamos ganho. Qualquer coisinha era falta para o CRAC. Há Olegários Benquerenças em várias modalidades.
Uma atitude indigna e lamentável da maioria dos jogadores levou-nos a este resultado. Sem raça, chama, ambição e querer é difícil ganhar jogos e nós hoje só jogámos durante os últimos 10 minutos da 1ª parte, quando conseguimos marcar dois golos e anular a desvantagem que tínhamos no marcador. Estava curioso para saber se ao 42º jogo oficial da época conseguíamos pela 2ª vez dar a volta ao marcador (a única foi frente ao Olhanense para a Taça da Liga) e ganhar uma partida em que estivéssemos em desvantagem, mas ainda não foi hoje. Colocamos 10 jogadores na área e um à entrada dela sempre que sofremos livres ou cantos, mas mesmo assim há sempre um jogador adversário que consegue meter a bola na baliza. 30 golos sofridos em 28 jogos é ridículo. O 2-2 surgiu a 30’ do fim, mas mesmo assim não tivemos capacidade para partir para cima do Trofense e tentar marcar o golo da vitória. Inexplicável a falta de vontade e ambição manifestada especialmente nessa última meia-hora. O mínimo que os jogadores e equipa técnica deveriam fazer era oferecerem-se para pagar os bilhetes a todos os que foram ver este jogo ao vivo.
Individualmente destaco o Cardozo por ter feito outro bis. O paraguaio já tem 15 golos, que é quase um terço do total de golos que marcámos no campeonato (48). Tivesse o Sr. Quique Flores apostado nele desde o início da época e sabe-se lá em que lugar estaríamos agora. Mais um equívoco a juntar a muitos outros que o espanhol cometeu ao longo da temporada. O que vale é que ele já veio dar a entender que irá colocar o lugar à disposição no final da época. Acho uma atitude sensata e a única possível. Falhámos redondamente no campeonato (já para não falar na Taça Uefa e na de Portugal...) e há que assumir as responsabilidades. A sua margem de manobra para ficar para o ano está definitivamente arrumada. É impossível que isso aconteça.
P.S. – Estive a ver o 3º jogo de basquete frente ao CRAC. Ganhámos 70-64, apesar de uma arbitragem inacreditável. Não fora a baixíssima percentagem de lances livres do CRAC e não teríamos ganho. Qualquer coisinha era falta para o CRAC. Há Olegários Benquerenças em várias modalidades.
domingo, maio 03, 2009
Fim da linha
Perdemos na Madeira perante o Nacional (1-3) e hipotecámos de vez as hipóteses de irmos à pré-eliminatória da Liga dos Campeões. Os lagartos tinham empatado em Coimbra uns minutos antes, mas ao contrário do que seria desejável isso não serviu de motivação para os nossos jogadores. E é inadmissível! Tínhamos uma oportunidade única de encurtar a distância para dois pontos e ao invés ficámos a cinco.
O que mais me custa a perceber é a forma como entrámos na partida. Muito lentos, sem rasgos, pouco crentes e isto tudo quando os jogadores já sabiam do resultado dos lagartos. Há aqui qualquer coisa que não funciona desde o início da época, já que foram “n” as vezes em que deveríamos ter tido como motivação os maus resultados dos rivais e entramos abúlicos em campo. A ausência do Aimar não pode explicar tudo. Dois remates perigosos (David Luiz e Cardozo) para duas boas defesas do Bracalli é muito pouco para uma 1ª parte.
No 2º tempo, estivemos mais dinâmicos, mas um erro do Quique ao tirar o Katsouranis (que estava a ser dos melhorzinhos) em vez do desequilibrado do Carlos Martins, para colocar o Di María, precipitou tudo. O Nacional passou a ter mais espaço a meio-campo (o Carlos Martins a defender é uma nulidade) e abriu o marcador aos 56’ pelo Nené, com a Quim a ficar a meio-caminho na saída da baliza. Pouco depois, o Nuno Gomes tem mais um daqueles lances em que não se pode falhar: isolado frente ao guarda-redes permitiu a sua defesa. Seria o 1-1, mas em vez disso acabámos por sofrer o 2º golo num remate fora da área sem oposição do Ruben Micael aos 64’, em que me pareceu que o Quim se lançou demasiado tarde. Reagimos bem e reduzimos quatro minutos depois pelo Reyes. E aqui entrou o Sr. Jorge Sousa em acção. Como não é mentecapto como o Sr. Rui Gomes Costa da semana passada, até estava a passar despercebido pelo jogo, só que num lance capital prejudicou-nos gravemente: há óbvia mão dentro da área de um jogador adversário num lance com o Cardozo, mas o árbitro de frente para a jogada não quis assinalar. Logo a seguir, e como a sorte não estava mesmo do nosso lado, já cá faltava a inevitável bola ao poste, neste caso do David Luiz. No tempo de compensação, fomos apanhámos em contra-pé e o Nacional fez o 3º golo.
Individualmente não houve ninguém que se tivesse sobressaído por aí além, mas acho que o David Luiz foi o nosso melhor jogador. Também gostei razoavelmente, apesar dos três golos sofridos, do Miguel Vítor. O Ruben Amorim melhorou quando foi jogar para o meio e só foi pena não ter tido a companhia do Katsouranis. O Cardozo foi muito bem marcado, mas os seus (poucos) remates foram invariavelmente perigosos. O Di María veio mexer com a equipa, mas continua pouco objectivo na altura do passe.
É o ponto final em mais uma época frustrante e só espero que quem de direito, mais especificamente o treinador, tire as suas ilações quando a temporada terminar. Depois de tudo o que se passou, não é admissível que o Benfica entre em campo amorfo e desperdice desta maneira uma oportunidade soberana de se aproximar do 2º lugar.
P.S. – Como benfiquista sinto-me INDIGNADO e REVOLTADO com o sorriso do Sr. Joaquim, nosso guarda-redes, aquando do 3º golo do Nacional. Eu posso admitir um golo falhado com a baliza aberta ou um frango, mas não admito que um jogador do Benfica, que ainda por cima era o capitão naquela altura do jogo, sorria depois de termos sofrido um golo. Para além do mais, um golo que acabou de vez com as esperanças de irmos à Liga dos Campeões. É uma FALTA de RESPEITO para com todos nós. O Benfica não é nenhuma brincadeira! EXIJO um pedido público de desculpas ou então adeus, e não volte!
P.P.S. - Ver o nosso jogo a seguir ao Real Madrid - Barcelona (2-6) foi de uma crueldade imensa. Aquele Barça não existe... Como é que se torna tudo tão fácil?!
O que mais me custa a perceber é a forma como entrámos na partida. Muito lentos, sem rasgos, pouco crentes e isto tudo quando os jogadores já sabiam do resultado dos lagartos. Há aqui qualquer coisa que não funciona desde o início da época, já que foram “n” as vezes em que deveríamos ter tido como motivação os maus resultados dos rivais e entramos abúlicos em campo. A ausência do Aimar não pode explicar tudo. Dois remates perigosos (David Luiz e Cardozo) para duas boas defesas do Bracalli é muito pouco para uma 1ª parte.
No 2º tempo, estivemos mais dinâmicos, mas um erro do Quique ao tirar o Katsouranis (que estava a ser dos melhorzinhos) em vez do desequilibrado do Carlos Martins, para colocar o Di María, precipitou tudo. O Nacional passou a ter mais espaço a meio-campo (o Carlos Martins a defender é uma nulidade) e abriu o marcador aos 56’ pelo Nené, com a Quim a ficar a meio-caminho na saída da baliza. Pouco depois, o Nuno Gomes tem mais um daqueles lances em que não se pode falhar: isolado frente ao guarda-redes permitiu a sua defesa. Seria o 1-1, mas em vez disso acabámos por sofrer o 2º golo num remate fora da área sem oposição do Ruben Micael aos 64’, em que me pareceu que o Quim se lançou demasiado tarde. Reagimos bem e reduzimos quatro minutos depois pelo Reyes. E aqui entrou o Sr. Jorge Sousa em acção. Como não é mentecapto como o Sr. Rui Gomes Costa da semana passada, até estava a passar despercebido pelo jogo, só que num lance capital prejudicou-nos gravemente: há óbvia mão dentro da área de um jogador adversário num lance com o Cardozo, mas o árbitro de frente para a jogada não quis assinalar. Logo a seguir, e como a sorte não estava mesmo do nosso lado, já cá faltava a inevitável bola ao poste, neste caso do David Luiz. No tempo de compensação, fomos apanhámos em contra-pé e o Nacional fez o 3º golo.
Individualmente não houve ninguém que se tivesse sobressaído por aí além, mas acho que o David Luiz foi o nosso melhor jogador. Também gostei razoavelmente, apesar dos três golos sofridos, do Miguel Vítor. O Ruben Amorim melhorou quando foi jogar para o meio e só foi pena não ter tido a companhia do Katsouranis. O Cardozo foi muito bem marcado, mas os seus (poucos) remates foram invariavelmente perigosos. O Di María veio mexer com a equipa, mas continua pouco objectivo na altura do passe.
É o ponto final em mais uma época frustrante e só espero que quem de direito, mais especificamente o treinador, tire as suas ilações quando a temporada terminar. Depois de tudo o que se passou, não é admissível que o Benfica entre em campo amorfo e desperdice desta maneira uma oportunidade soberana de se aproximar do 2º lugar.
P.S. – Como benfiquista sinto-me INDIGNADO e REVOLTADO com o sorriso do Sr. Joaquim, nosso guarda-redes, aquando do 3º golo do Nacional. Eu posso admitir um golo falhado com a baliza aberta ou um frango, mas não admito que um jogador do Benfica, que ainda por cima era o capitão naquela altura do jogo, sorria depois de termos sofrido um golo. Para além do mais, um golo que acabou de vez com as esperanças de irmos à Liga dos Campeões. É uma FALTA de RESPEITO para com todos nós. O Benfica não é nenhuma brincadeira! EXIJO um pedido público de desculpas ou então adeus, e não volte!
P.P.S. - Ver o nosso jogo a seguir ao Real Madrid - Barcelona (2-6) foi de uma crueldade imensa. Aquele Barça não existe... Como é que se torna tudo tão fácil?!
segunda-feira, abril 27, 2009
Contra 12
Vencemos o Marítimo (3-2) e mantivemos a distância para os dois da frente, que também ganharam nesta jornada. Foi mais uma agradável exibição da nossa parte, especialmente no 1º tempo, numa partida marcada por uma arbitragem infame dessa criatura que eu me recuso a nomear por ter o mesmo nome do nosso maestro (Ó Rui, não queres registar o teu nome para que mais ninguém o possa usar?). Direi apenas que é o irmão desse outro grande artista da arbitragem portuguesa chamado Paulo Costa.
Quando aos 39’ fizemos o 3-0, ainda pensei que iríamos finalmente assistir descansados a um jogo na Luz, mas esqueci-me que aquele larápio também estava em campo. Entrámos bem na partida, com velocidade e a tentar empurrar o adversário para a sua área, se bem que o Marítimo, quando tinha a bola, não se coibia de avançar no terreno com cinco homens, o que tornou o jogo bastante vivo. Um cruzamento tenso do David Luiz, que não chegou a tocar em mais ninguém, só parou no fundo da baliza e fizemos assim o 1-0 aos 28’. Foi apenas a 3ª vez esta época em que marcámos na 1ª parte em jogos para o campeonato. E felizmente não ficámos por aqui, porque pouco depois o Cardozo bisou em apenas três minutos (34’ e 37’). Só que antes do intervalo o irmão do Sr. Paulo Costa entreteve-se a arranjar livres para o Marítimo perto da nossa área, já que de outro modo eles não chegavam à nossa baliza. E lá conseguiu os seus intentos, pois sofremos um golo dessa forma aos 44’.
Na 2ª parte, o Quique tirou o Aimar (lesionado?) e colocou o Di María. Ao contrário da 1ª, não entrámos tão bem já que concedemos muitos espaços ao adversário para desenvolver o seu jogo atacante. A distância do Ruben Amorim e do Carlos Martins para os nossos defesas era muito grande, o que permitia ao Marítimo ter a bola nessa zona. O Quique ia colocar o Kasouranis para equilibrar isso mesmo, mas pouco antes disso (60’) o irmão do Sr. Paulo Costa resolveu dar mais emoção à partida, inventando um penalty num lance em que o Maxi Pereira não toca no adversário (coloca a sua perna ao lado da dele, mas não lhe seja a tocar). Há um nome para isto que começa por "r" acaba em "o" e tem "oub" no meio. O Quique manteve a substituição e o que é certo é que, a partir daí, o Marítimo deixou de ter tanto espaço naquela zona. Nós íamos fazendo contra-ataques perigosos, mas à semelhança da 2ª parte de Setúbal não fomos eficazes na hora de rematar à baliza. Criámos várias oportunidades, mas nunca conseguimos matar o jogo. Só que como não houve mais nenhum jogador do Marítimo a entrar na nossa área, o irmão do Sr. Paulo Costa não teve possibilidade de arranjar mais nenhum penalty. No entanto, conseguiu, isso sim, distribuir amarelos como o CRAC distribui fruta pelos árbitros e terminámos a partida com cinco jogadores amarelados contra somente um do adversário. Critérios de cafézinho com leite, obviamente.
Individualmente tenho que destacar o Cardozo. Seis golos nos últimos quatro jogos é notável e demonstram mais uma vez (como se fosse necessário...) que é o melhor ponta-de-lança que o Benfica tem em vários anos. Saibamos mantê-lo é o que desejo e só fico com um amargo de boca ao pensar no que poderia ter sido a nossa época, se ele tivesse sido mais vezes titular. Também gostei da 1ª parte do Reyes (desceu um bocado na 2ª) e do jogo todo do Ruben Amorim. Aliás, acho que esta melhoria exibicional se pode atribuir a dois factores que muita gente andava a reivindicar há muito tempo: dois pontas-de-lança e Ruben Amorim no meio. Queria ainda destacar o Maxi Pereira, que continua um autêntico relógio suíço.
Para a semana teremos um jogo complicadíssimo na Madeira perante o Nacional e, se levarmos com outro larápio como este irmão do Sr. Paulo Costa, temo o pior. Teremos que ser MUITÍSSIMO melhores que o adversário para ganhar, algo que nunca tem que suceder aos outros dois. E depois ainda acham que o Lucho e o Hulk fazem muita falta! Com Olegários e afins em campo, não têm nada com que se preocupar.
Quando aos 39’ fizemos o 3-0, ainda pensei que iríamos finalmente assistir descansados a um jogo na Luz, mas esqueci-me que aquele larápio também estava em campo. Entrámos bem na partida, com velocidade e a tentar empurrar o adversário para a sua área, se bem que o Marítimo, quando tinha a bola, não se coibia de avançar no terreno com cinco homens, o que tornou o jogo bastante vivo. Um cruzamento tenso do David Luiz, que não chegou a tocar em mais ninguém, só parou no fundo da baliza e fizemos assim o 1-0 aos 28’. Foi apenas a 3ª vez esta época em que marcámos na 1ª parte em jogos para o campeonato. E felizmente não ficámos por aqui, porque pouco depois o Cardozo bisou em apenas três minutos (34’ e 37’). Só que antes do intervalo o irmão do Sr. Paulo Costa entreteve-se a arranjar livres para o Marítimo perto da nossa área, já que de outro modo eles não chegavam à nossa baliza. E lá conseguiu os seus intentos, pois sofremos um golo dessa forma aos 44’.
Na 2ª parte, o Quique tirou o Aimar (lesionado?) e colocou o Di María. Ao contrário da 1ª, não entrámos tão bem já que concedemos muitos espaços ao adversário para desenvolver o seu jogo atacante. A distância do Ruben Amorim e do Carlos Martins para os nossos defesas era muito grande, o que permitia ao Marítimo ter a bola nessa zona. O Quique ia colocar o Kasouranis para equilibrar isso mesmo, mas pouco antes disso (60’) o irmão do Sr. Paulo Costa resolveu dar mais emoção à partida, inventando um penalty num lance em que o Maxi Pereira não toca no adversário (coloca a sua perna ao lado da dele, mas não lhe seja a tocar). Há um nome para isto que começa por "r" acaba em "o" e tem "oub" no meio. O Quique manteve a substituição e o que é certo é que, a partir daí, o Marítimo deixou de ter tanto espaço naquela zona. Nós íamos fazendo contra-ataques perigosos, mas à semelhança da 2ª parte de Setúbal não fomos eficazes na hora de rematar à baliza. Criámos várias oportunidades, mas nunca conseguimos matar o jogo. Só que como não houve mais nenhum jogador do Marítimo a entrar na nossa área, o irmão do Sr. Paulo Costa não teve possibilidade de arranjar mais nenhum penalty. No entanto, conseguiu, isso sim, distribuir amarelos como o CRAC distribui fruta pelos árbitros e terminámos a partida com cinco jogadores amarelados contra somente um do adversário. Critérios de cafézinho com leite, obviamente.
Individualmente tenho que destacar o Cardozo. Seis golos nos últimos quatro jogos é notável e demonstram mais uma vez (como se fosse necessário...) que é o melhor ponta-de-lança que o Benfica tem em vários anos. Saibamos mantê-lo é o que desejo e só fico com um amargo de boca ao pensar no que poderia ter sido a nossa época, se ele tivesse sido mais vezes titular. Também gostei da 1ª parte do Reyes (desceu um bocado na 2ª) e do jogo todo do Ruben Amorim. Aliás, acho que esta melhoria exibicional se pode atribuir a dois factores que muita gente andava a reivindicar há muito tempo: dois pontas-de-lança e Ruben Amorim no meio. Queria ainda destacar o Maxi Pereira, que continua um autêntico relógio suíço.
Para a semana teremos um jogo complicadíssimo na Madeira perante o Nacional e, se levarmos com outro larápio como este irmão do Sr. Paulo Costa, temo o pior. Teremos que ser MUITÍSSIMO melhores que o adversário para ganhar, algo que nunca tem que suceder aos outros dois. E depois ainda acham que o Lucho e o Hulk fazem muita falta! Com Olegários e afins em campo, não têm nada com que se preocupar.
segunda-feira, abril 20, 2009
Até qu’enfim!
Vencemos em Setúbal (4-0) e pela segunda semana consecutiva realizámos uma boa exibição. No entanto, e à semelhança da jornada passada, o resultado não traduz o que se passou em campo, já que ficámo-nos a dever pelo menos outros tantos golos. Fizemos 30(!) remates e criámos bastantes oportunidades perante um V. Setúbal que só jogou até sofrer o 1º tento aos 26’.
Com o mesmo onze que tinha defrontado a Académica, exibimos uma dinâmica poucas vezes vista esta época. Se tivéssemos jogado sempre assim, estaríamos provavelmente na frente do campeonato. A dupla de meio-campo (Carlos Martins e Ruben Amorim) funcionou bastante bem e, se o primeiro por vezes faz alguns passes disparatados, isso é porque arrisca em jogar para a frente, o que é sempre de saudar. Gosto muito do Katsouranis, mas se ele se quer mesmo ir embora para o ano, se calhar é boa ideia ir experimentado outras soluções. O Reyes esteve endiabrado na direita, o Aimar partia da esquerda para o meio e os pontas-de-lança (Cardozo e Nuno Gomes) marcaram dois golos cada um. Perante isto, o que poderíamos pedir mais? A partida começou equilibrada, mas o Benfica demonstrou sempre vontade de procurar a baliza contrária. Fizemos alguns remates fora da área e aos 26’ um bom centro do Sidnei na direita permitiu ao Nuno Gomes fazer um movimento à ponta-de-lança e antecipar-se de cabeça aos defesas, inaugurando o marcador. Foi um excelente golo! Dois minutos depois, um livre do Carlos Martins encontrou o Cardozo na área e este fuzilou o guarda-redes. Uma pouco habitual jogada de contra-ataque no tempo de compensação da 1ª parte permitiu-nos aumentar o marcador novamente pelo paraguaio. Finalmente chegámos ao intervalo com o jogo ganho e com o resultado que eu gostaria sempre que acontecesse para ver uma 2ª parte perfeitamente descansado.
E foi isso que se passou. Só que com uma pequena nuance: aproveitámos a embalagem para tentar ampliar o marcador, o que não tem sido nada habitual este ano. Geralmente, pomo-nos a “controlar o jogo” com a vantagem mínima em vez de tentar ampliá-la e neste jogo fizemos isso com uma diferença de três golos. Infelizmente a pontaria na 2ª parte esteve bastante desafinada e só conseguimos marcar mais uma vez novamente pelo Nuno Gomes. Já se tinha dado a entrada do Di María para o lugar do Reyes (caiu de costas ainda na 1ª parte e o Quique resolveu não o forçar), que nos deu mais velocidade, fazendo-nos aproveitar melhor a pouca pedalada que os jogadores do V. Setúbal tinham. Como consequência disso, o Cardozo e o Nuno Gomes falharam pelo menos mais dois golos cada um, naquilo que poderia ter sido um resultado histórico.
Em termos individuais, há que destacar os dois pontas-de-lança. O Cardozo já tem 11 golos e é o 3º melhor marcador do campeonato. O Nuno Gomes, mesmo com as críticas que lhe têm sido feitas, já tem sete. São números nada desprezíveis para quem só tem sido titular nos últimos jogos. Gostei de todo o meio-campo do Benfica pelo dinamismo que imprimiu ao nosso jogo e só espero que estas exibições sejam para manter.
Como os rivais ganharam ambos (os “lagartos” deram a volta ao marcador em Guimarães nos últimos 10 minutos e o CRAC venceu em Coimbra), as distâncias mantêm-se. Resta-nos continuar a ganhar as nossas partidas e esperar escorregadelas alheias.
P.S. – É perfeitamente inacreditável o penalty que o Sr. Olegário Benquerença não marcou no Académica – CRAC por mão DESCARADA do Raul Meireles com o resultado ainda em 0-0. Aliás, este senhor é perito em não ver lances destes (relembre-se o Leixões – Benfica). No entanto, curiosamente no recente Hamburgo – Manchester City da Taça Uefa já foi capaz de ver um lance semelhante. O que só me pode levar a concluir que este senhor é um LADRÃO COBARDE. Deveria deixar JÁ de apitar jogos. Para bem do futebol e da nossa higiene visual.
Com o mesmo onze que tinha defrontado a Académica, exibimos uma dinâmica poucas vezes vista esta época. Se tivéssemos jogado sempre assim, estaríamos provavelmente na frente do campeonato. A dupla de meio-campo (Carlos Martins e Ruben Amorim) funcionou bastante bem e, se o primeiro por vezes faz alguns passes disparatados, isso é porque arrisca em jogar para a frente, o que é sempre de saudar. Gosto muito do Katsouranis, mas se ele se quer mesmo ir embora para o ano, se calhar é boa ideia ir experimentado outras soluções. O Reyes esteve endiabrado na direita, o Aimar partia da esquerda para o meio e os pontas-de-lança (Cardozo e Nuno Gomes) marcaram dois golos cada um. Perante isto, o que poderíamos pedir mais? A partida começou equilibrada, mas o Benfica demonstrou sempre vontade de procurar a baliza contrária. Fizemos alguns remates fora da área e aos 26’ um bom centro do Sidnei na direita permitiu ao Nuno Gomes fazer um movimento à ponta-de-lança e antecipar-se de cabeça aos defesas, inaugurando o marcador. Foi um excelente golo! Dois minutos depois, um livre do Carlos Martins encontrou o Cardozo na área e este fuzilou o guarda-redes. Uma pouco habitual jogada de contra-ataque no tempo de compensação da 1ª parte permitiu-nos aumentar o marcador novamente pelo paraguaio. Finalmente chegámos ao intervalo com o jogo ganho e com o resultado que eu gostaria sempre que acontecesse para ver uma 2ª parte perfeitamente descansado.
E foi isso que se passou. Só que com uma pequena nuance: aproveitámos a embalagem para tentar ampliar o marcador, o que não tem sido nada habitual este ano. Geralmente, pomo-nos a “controlar o jogo” com a vantagem mínima em vez de tentar ampliá-la e neste jogo fizemos isso com uma diferença de três golos. Infelizmente a pontaria na 2ª parte esteve bastante desafinada e só conseguimos marcar mais uma vez novamente pelo Nuno Gomes. Já se tinha dado a entrada do Di María para o lugar do Reyes (caiu de costas ainda na 1ª parte e o Quique resolveu não o forçar), que nos deu mais velocidade, fazendo-nos aproveitar melhor a pouca pedalada que os jogadores do V. Setúbal tinham. Como consequência disso, o Cardozo e o Nuno Gomes falharam pelo menos mais dois golos cada um, naquilo que poderia ter sido um resultado histórico.
Em termos individuais, há que destacar os dois pontas-de-lança. O Cardozo já tem 11 golos e é o 3º melhor marcador do campeonato. O Nuno Gomes, mesmo com as críticas que lhe têm sido feitas, já tem sete. São números nada desprezíveis para quem só tem sido titular nos últimos jogos. Gostei de todo o meio-campo do Benfica pelo dinamismo que imprimiu ao nosso jogo e só espero que estas exibições sejam para manter.
Como os rivais ganharam ambos (os “lagartos” deram a volta ao marcador em Guimarães nos últimos 10 minutos e o CRAC venceu em Coimbra), as distâncias mantêm-se. Resta-nos continuar a ganhar as nossas partidas e esperar escorregadelas alheias.
P.S. – É perfeitamente inacreditável o penalty que o Sr. Olegário Benquerença não marcou no Académica – CRAC por mão DESCARADA do Raul Meireles com o resultado ainda em 0-0. Aliás, este senhor é perito em não ver lances destes (relembre-se o Leixões – Benfica). No entanto, curiosamente no recente Hamburgo – Manchester City da Taça Uefa já foi capaz de ver um lance semelhante. O que só me pode levar a concluir que este senhor é um LADRÃO COBARDE. Deveria deixar JÁ de apitar jogos. Para bem do futebol e da nossa higiene visual.
quinta-feira, abril 16, 2009
domingo, abril 12, 2009
Inglório
No jogo da época em que criámos mais oportunidade de golo, perdemos em casa com a Académica (0-1) e dissemos definitivamente adeus ao título. Mesmo o 2º lugar, com os lagartos a quatro pontos, afigura-se extraordinariamente difícil. Teremos tempo de fazer o balanço da época no final, mas sinceramente hoje acho muito injusto crucificar o treinador ou os jogadores.
Não deixa de ser irónico como ganhámos três pontos na semana passada com uma exibição lamentável e ontem ficámos a zero com uma performance que nos daria para ganhar no mínimo três jogos. Construímos inúmeras oportunidades e o guarda-redes contrário (Peskovic) foi o melhor em campo, mas o adversário fez dois remates à baliza e ganhou o jogo. Isto é futebol, agora o que está longe de o ser é o Sr. Marco Ferreira da Madeira anular um golo limpo ao Aimar (deveria é ser penalty do guarda-redes sobre o Nuno Gomes e não falta atacante) e não assinalar um empurrão descarado ao David Luiz dentro da área a 10’ do fim (já para não falar de um fora-de-jogo em que o Aimar, que ficaria isolado, nem em linha estava, ainda com 0-0).
Vamos lá tentar fazer a contabilidade, porque sinceramente acho que vale a pena. Vou só referir claras oportunidades de golo: duas bolas aos ferros (Aimar e Cardozo), Reyes (falhou por pouco o desvio a um centro do Aimar) David Luiz (uma isolado, com remate ao lado e duas para defesa do guarda-redes), Cardozo (guarda-redes), Aimar (defesa sobre a linha), Maxi Pereira (grande defesa do Peskovic), Mantorras (cabeceamento a rasar o poste), Balboa (cabeceamento à figura). Portanto, 11-1 deveria ter sido o resultado se fôssemos eficazes. A juntar a isto, o tal golo anulado mais um penalty por assinalar (no estádio pareceu-me forçado, mas na televisão fiquei sem dúvidas: o David Luiz é mesmo empurrado pelas costas pelo adversário) e temos a segunda derrota consecutiva em casa.
Não fomos brilhantes, porém a equipa lutou, esforçou-se, só que a sorte não quis nada connosco. Por isso mesmo é que me custou muito ver lenços brancos no final da partida. Houve “n” jogos (inclusive alguns que ganhámos) em que eles eram muitos mais justificados do que ontem. Perdemos e deveríamos ter ganho, é verdade, mas protestar depois de um encontro assim não só é uma terrível falta de solidariedade com a equipa (coisa rara esta época, deve dizer-se), como também revela a incapacidade que muita gente tem de ver para além do resultado. Provavelmente foram os mesmos que aplaudiram depois de termos ganho ao Penafiel nos penalties para a Taça, após uma exibição inenarrável.
A época não vai ser brilhante, mas recuso-me a cometer injustiças. Ontem despedi-me da equipa com aplausos. Estou convencido que, se jogássemos mais regularmente com este querer e lutando contra a adversidade, seríamos campeões. Nem sempre teríamos a malatapa de ontem.
Não deixa de ser irónico como ganhámos três pontos na semana passada com uma exibição lamentável e ontem ficámos a zero com uma performance que nos daria para ganhar no mínimo três jogos. Construímos inúmeras oportunidades e o guarda-redes contrário (Peskovic) foi o melhor em campo, mas o adversário fez dois remates à baliza e ganhou o jogo. Isto é futebol, agora o que está longe de o ser é o Sr. Marco Ferreira da Madeira anular um golo limpo ao Aimar (deveria é ser penalty do guarda-redes sobre o Nuno Gomes e não falta atacante) e não assinalar um empurrão descarado ao David Luiz dentro da área a 10’ do fim (já para não falar de um fora-de-jogo em que o Aimar, que ficaria isolado, nem em linha estava, ainda com 0-0).
Vamos lá tentar fazer a contabilidade, porque sinceramente acho que vale a pena. Vou só referir claras oportunidades de golo: duas bolas aos ferros (Aimar e Cardozo), Reyes (falhou por pouco o desvio a um centro do Aimar) David Luiz (uma isolado, com remate ao lado e duas para defesa do guarda-redes), Cardozo (guarda-redes), Aimar (defesa sobre a linha), Maxi Pereira (grande defesa do Peskovic), Mantorras (cabeceamento a rasar o poste), Balboa (cabeceamento à figura). Portanto, 11-1 deveria ter sido o resultado se fôssemos eficazes. A juntar a isto, o tal golo anulado mais um penalty por assinalar (no estádio pareceu-me forçado, mas na televisão fiquei sem dúvidas: o David Luiz é mesmo empurrado pelas costas pelo adversário) e temos a segunda derrota consecutiva em casa.
Não fomos brilhantes, porém a equipa lutou, esforçou-se, só que a sorte não quis nada connosco. Por isso mesmo é que me custou muito ver lenços brancos no final da partida. Houve “n” jogos (inclusive alguns que ganhámos) em que eles eram muitos mais justificados do que ontem. Perdemos e deveríamos ter ganho, é verdade, mas protestar depois de um encontro assim não só é uma terrível falta de solidariedade com a equipa (coisa rara esta época, deve dizer-se), como também revela a incapacidade que muita gente tem de ver para além do resultado. Provavelmente foram os mesmos que aplaudiram depois de termos ganho ao Penafiel nos penalties para a Taça, após uma exibição inenarrável.
A época não vai ser brilhante, mas recuso-me a cometer injustiças. Ontem despedi-me da equipa com aplausos. Estou convencido que, se jogássemos mais regularmente com este querer e lutando contra a adversidade, seríamos campeões. Nem sempre teríamos a malatapa de ontem.
segunda-feira, abril 06, 2009
Boa decisão
Vencemos na Amadora (2-1) apesar de termos feito uma exibição vergonhosa. Como os rivais também ganharam, manteve-se tudo na mesma na frente, mas sinceramente a jogar este futebol(?) não se perspectiva nada de bom no futuro.
Ainda pensei ir ao jogo, mas a terrível experiência da época passada, os 20€ do bilhete e, principalmente, o facto de não estarmos a jogar nada, fizeram-me ficar em casa. E foram, sem dúvida, os 20€ melhor poupados da minha vida! O jogo foi pavoroso e é inadmissível que uma equipa como o Benfica, a ganhar por 2-0 aos 16’, não só não embale para uma exibição minimamente razoável (estamos em Abril...), como ainda fique à mercê de um possível empate, porque resolveu defender a vantagem mínima. Mas o que é ainda mais inexplicável é que, não tendo o E. Amadora treinado nos últimos 10 dias(!), não se tenha visto a menor diferença entre a preparação das equipas. É vergonhoso que os jogadores do Benfica não tenham mostrado em campo que se têm treinado regularmente. Sem raça, sem querer e sem ambição, esta exibição poderia perfeitamente ter sido feita no ano passado, que não destoaria. Três penalties (no primeiro a nosso favor, a falta foi feita fora da área, mas o lance foi muito rápido e o Nuno Gomes caiu já lá dentro) fizeram a história do jogo e pouco mais há a dizer.
Os jogos das selecções a meio da semana não servem de desculpa, porque assim sendo a maior parte das equipas europeias não jogaria nada também. Tampouco servem de desculpa as lesões do Reyes e Luisão. Uma equipa do Benfica tem SEMPRE que mostrar mais que isto. O Quique veio dizer no final que “dias maus, todas as equipas têm”, mas o problema é que estes “dias maus” estão a ser regra em vez de excepção neste ano. A equipa não demonstra evolução nenhuma desde o início da época e hoje conseguimos a proeza de não fazer uma única jogada de jeito, com princípio, meio e fim, durante toda a partida! Não sei mesmo o que se passa, mas lá que é preocupante, isso é indesmentível. Ainda pensei que a vitória na Taça da Liga servisse de factor de motivação extra para a equipa, mas já se viu que não. Por estes motivos, não vou destacar ninguém individualmente. A equipa esteve péssima como um todo.
Como o E. Amadora esteve 10 dias sem treinar, acabámos por ganhar, o que acho que não aconteceria se eles tivessem tido uma semana de trabalho normal. Vencer era fundamental e foi conseguido, mas não percebo onde é que queremos chegar a jogar assim...
P.S. – Apesar dos três penalties defendidos na final da Taça da Liga, não percebi a titularidade do Quim. Se aqui estive frontalmente contra a alteração na baliza, também agora não vi motivo nenhum para que o Moreira deixasse de ser titular. O treinador lá saberá, mas eu acho uma decisão muito injusta para o nosso nº 1.
Ainda pensei ir ao jogo, mas a terrível experiência da época passada, os 20€ do bilhete e, principalmente, o facto de não estarmos a jogar nada, fizeram-me ficar em casa. E foram, sem dúvida, os 20€ melhor poupados da minha vida! O jogo foi pavoroso e é inadmissível que uma equipa como o Benfica, a ganhar por 2-0 aos 16’, não só não embale para uma exibição minimamente razoável (estamos em Abril...), como ainda fique à mercê de um possível empate, porque resolveu defender a vantagem mínima. Mas o que é ainda mais inexplicável é que, não tendo o E. Amadora treinado nos últimos 10 dias(!), não se tenha visto a menor diferença entre a preparação das equipas. É vergonhoso que os jogadores do Benfica não tenham mostrado em campo que se têm treinado regularmente. Sem raça, sem querer e sem ambição, esta exibição poderia perfeitamente ter sido feita no ano passado, que não destoaria. Três penalties (no primeiro a nosso favor, a falta foi feita fora da área, mas o lance foi muito rápido e o Nuno Gomes caiu já lá dentro) fizeram a história do jogo e pouco mais há a dizer.
Os jogos das selecções a meio da semana não servem de desculpa, porque assim sendo a maior parte das equipas europeias não jogaria nada também. Tampouco servem de desculpa as lesões do Reyes e Luisão. Uma equipa do Benfica tem SEMPRE que mostrar mais que isto. O Quique veio dizer no final que “dias maus, todas as equipas têm”, mas o problema é que estes “dias maus” estão a ser regra em vez de excepção neste ano. A equipa não demonstra evolução nenhuma desde o início da época e hoje conseguimos a proeza de não fazer uma única jogada de jeito, com princípio, meio e fim, durante toda a partida! Não sei mesmo o que se passa, mas lá que é preocupante, isso é indesmentível. Ainda pensei que a vitória na Taça da Liga servisse de factor de motivação extra para a equipa, mas já se viu que não. Por estes motivos, não vou destacar ninguém individualmente. A equipa esteve péssima como um todo.
Como o E. Amadora esteve 10 dias sem treinar, acabámos por ganhar, o que acho que não aconteceria se eles tivessem tido uma semana de trabalho normal. Vencer era fundamental e foi conseguido, mas não percebo onde é que queremos chegar a jogar assim...
P.S. – Apesar dos três penalties defendidos na final da Taça da Liga, não percebi a titularidade do Quim. Se aqui estive frontalmente contra a alteração na baliza, também agora não vi motivo nenhum para que o Moreira deixasse de ser titular. O treinador lá saberá, mas eu acho uma decisão muito injusta para o nosso nº 1.
domingo, março 29, 2009
"E o burro sou eu?!" - Parte III
Portugal - 0 - Suécia - 0
Ah e tal, jogámos melhor; ah e tal, rematámos 26 vezes à baliza; ah e tal, pressionámos o adversário; ah e tal, enviámos uma bola ao poste. Pois, mas entra-se em campo sem ponta-de-lança num jogo que era imperativo ganhar. E nem sequer se convoca o 4º melhor marcador de sempre da selecção. Depois, não se queixem. Espetámos mais um prego no caixão da nossa (não) qualificação para o Mundial. Com o jogadores que temos, será uma grande vergonha. Mas aposto que o principal responsável não terá a decência de colocar o lugar à disposição no final da qualificação... É o país que temos.
Ah e tal, jogámos melhor; ah e tal, rematámos 26 vezes à baliza; ah e tal, pressionámos o adversário; ah e tal, enviámos uma bola ao poste. Pois, mas entra-se em campo sem ponta-de-lança num jogo que era imperativo ganhar. E nem sequer se convoca o 4º melhor marcador de sempre da selecção. Depois, não se queixem. Espetámos mais um prego no caixão da nossa (não) qualificação para o Mundial. Com o jogadores que temos, será uma grande vergonha. Mas aposto que o principal responsável não terá a decência de colocar o lugar à disposição no final da qualificação... É o país que temos.
domingo, março 22, 2009
Ganhar à CRAC
Vencemos os lagartos nos penalties (3-2) na final da Taça da Liga depois de um empate (1-1) no fim dos 90’. Conquistámos o primeiro (e infelizmente calculo que seja o único) troféu da época, o que é sempre bom para o nosso palmarés, mesmo que seja a competição com menos tradição no nosso futebol, mas não posso dizer que esteja orgulhoso com a forma como essa vitória aconteceu (já lá vamos).O Quique surpreendeu ao colocar o Nuno Gomes ao lado do Suazo e estando igualmente o Aimar em campo, mas não se desviou um milímetro do seu mui querido 4-4-2 clássico. Ou seja, em vez de colocar o Aimar atrás dos avançados, colocou-o na esquerda, com o Reyes na direita e o Katsouranis e o Ruben Amorim no meio. Garantiu mais presença na área, é certo, mas o nosso futebol continua muito longe de entusiasmar. No entanto, poderíamos (e deveríamos) ter marcado logo aos 3’, quando na sequência de um contra-ataque o Nuno Gomes isolado permitiu a defesa ao Tiago. Ainda pensei que fosse o prenúncio de uma boa exibição, mas com excepção de um ou outro lance mais fortuito nunca conseguimos criar tanto perigo como nessa jogada. Os lagartos também só tiveram uma boa oportunidade na 1ª parte, com o David Luiz a salvar sobre a linha um remate do inevitável Liedson. O jogo estava a ser muito disputado, mas a qualidade do futebol era mediana.
Na 2ª parte, e para não variar nos jogos mais recentes, entrámos muito mal e sofremos o golo logo aos 48’. O Reyes não acompanhou o Caneira num ataque pela esquerda, este centrou à vontade, o Liedson atirou ao poste e na recarga o Pereirinha não falhou, apesar de a bola ainda ter tocado no poste. Temia-se o pior e os minutos seguintes confirmaram-no. A nossa equipa tem grandes problemas quando sofre um golo e houve uma desconcentração geral no período a seguir. Os lagartos pressionaram, criaram algumas oportunidades, embora não muito flagrantes, mas felizmente não conseguiram marcar. Por seu turno, nós só conseguíamos criar perigo de bola parada. Atirámos assim uma bola à barra pelo Miguel Vítor, mas uma jogada de ataque com pés e cabeça nem vê-la. O Di María entrou para o lugar do Nuno Gomes (continuando o inenarrável Suazo em campo) e esteve no lance muito polémico que deu origem ao penalty a nosso favor. Devo dizer duas coisas: no 2º anel do estádio, e estando de frente para a jogada, estranhei logo que o Sr. Lucílio Baptista tivesse assinalado penalty, porque me pareceu que a bola tinha batido no peito; na TSF, o repórter de campo disse que não tinha dúvidas nenhumas que a bola tinha batido no braço do Pedro Silva (e algumas horas depois quando revi o lance na televisão, o repórter de campo da SIC disse em directo EXACTAMENTE a mesma coisa). Dito isto, é ÓBVIO que não é penalty nenhum. Foi uma decisão incompreensível do Sr. Lucílio Baptista, que, dado o seu historial em jogos do Benfica, só pode ter sido um enorme equívoco. Aferir daqui outras intenções é de quem tem memória MUITO curta e não se lembra do que este senhor já nos fez no passado. O Reyes marcou muito bem o penalty e empatámos a partida. Na sequência do lance, o Pedro Silva levou o segundo amarelo e deu uma peitada ao árbitro. Sempre quero ver se tem a benevolência deste ou não. Estando a jogar contra 10 no último quarto-de-hora, devo dizer que infelizmente não se notou nada. Não se percebe como é que o Benfica, com os jogadores que tem, não consegue tornar evidente no campo a superioridade numérica. Eu faço ideia se fosse ao contrário... Como o jogo se aproximava do fim, aguardava-se a entrada do Cardozo para os penalties, o que veio a acontecer, mas para espanto de todos, quando era o Suazo a pedir a substituição, quem saiu foi o Reyes (que tinha marcado bem o penalty...). Resultado: no lance a seguir, o Suazo lesionou-se e jogámos os últimos minutos em igualdade numérica. Incompreensível esta decisão do Quique... Nos penalties fomos mais felizes e contámos com um super-Quim que defendeu três!
Individualmente gostei do Miguel Vítor e pouco mais. O Quim não esteve muito seguro durante a partida, mas compensou e de que maneira nos penalties. O David Luiz viu os lagartos utilizarem quase em exclusivo o seu flanco para atacar e muitas vezes não tinha a ajuda necessária do Aimar. O Reyes passou muito ao lado do jogo e só se fez notar nas bolas paradas. Talvez por ter vindo de lesão, o Ruben Amorim não esteve tão bem como em encontros anteriores. O Katouranis fez um jogo regular e foi dos melhorzinhos, mas aquele penalty foi marcado de forma muito desconcentrada. O Nuno Gomes não pode falhar golos daqueles, mas farta-se de lutar em campo. O Suazo foi um zero absoluto. Provavelmente por ter vindo de lesão e não estar nas melhores condições físicas, mas se é assim mais vale não jogar! Agora, fazer figura de corpo presente, tirando uma ou outra arrancada mas sem dar seguimento ao lance, é que não é nada.
Tive a experiência do que é ganhar um título com intervenção externa, tal como o CRAC tem vindo a fazer nos últimos 30 anos, e sinceramente AINDA BEM que não sou um adepto deles. Eu não sou hipócrita, sem escrúpulos e defensor de que os fins justificam os meios e, por isso, isto assim não tem o mesmo sabor. No entanto, tem que ser referido que as nossas contas com o Sr. Lucílio Baptista NÃO estão DE FORMA ALGUMA saldadas. A Taça da Liga é uma competição menor e este jogo dele na época passada (imagens aqui), que ajudou a que ficássemos fora da Champions, só para dar o exemplo mais recente, ainda me está muito entalado na garganta. Vamos é ver se esta partida não vai ter como consequência ficarmos fora da Liga do Campeões, por causa de arbitragens na senda das que temos tido no campeonato (e que já nos custaram diversos pontos)... É que já se percebeu que, para os lagartos o Apito Dourado não tem importância nenhuma. O grande escândalo do futebol português dos últimos 30 anos foi este jogo. Tristes...
domingo, março 15, 2009
Acabou
Perdemos em casa frente ao V. Guimarães (0-1) e devemos ter dito de vez adeus ao título. Como duvido que o CRAC não vença a Naval em casa é muito provável que fiquemos a cinco pontos deles, o que a oito jornadas do fim e tendo nós o calendário mais difícil me parece insuperável. Para tornar as coisas piores, descemos ao 3º lugar, já que os lagartos venceram em casa o Rio Ave.
Tenho muito pouca vontade de escrever sobre este jogo, já que os 47.102 espectadores não mereciam a desfaçatez que o Benfica lhes provocou. O ambiente fez lembrar a época do último título, com o público a tornar-se o 12º jogador, mas infelizmente isso não teve correspondência em campo. Fizemos uma 1ª parte melhor que as últimas em nossa casa, mas o resultado prático foi o mesmo: zero golos. Com a agravante de não termos tido nenhuma clara situação para marcar. Os jogadores esforçam-se, mas o futebol produzido continua a ser confrangedor. Estamos com oito meses na temporada e não se vislumbra evolução nenhuma, antes pelo contrário. Os números são óptimos para o provar: temos praticamente os mesmos pontos da época passada, houve nove vitórias pela margem mínima num total de 12 e, o PIOR de tudo, só numa única(!) ocasião fomos para o intervalo a ganhar nos onze jogos em casa. Lamento que nesta altura da época o nosso treinador ainda não tenha percebido que é PRECISO jogar com dois avançados e que o Aimar NÃO É um deles! A maioria das equipas fecha-se muito na defesa e sem presença na área não conseguimos nada.
Deixo aqui umas quantas perguntas que gostaria que o Sr. Quique Flores me respondesse:
- O Cardozo não esteve nada feliz neste jogo, mas sendo o único jogador que sabe rematar à baliza, é perigoso nos livres e não falha penalties, PORQUE É QUE foi substituído com o resultado em 0-0?! Continuámos só com um ponta-de-lança (Nuno Gomes) num jogo que era impreterível ganhar?! E depois vem dizer na conferência de imprensa que o paraguaio estava muito “estático” e os dois centrais do V. Guimarães estavam sempre em cima dele? POR ISSO MESMO, é que era importante colocar o Nuno Gomes AO LADO dele e não em vez dele!
- Porque é que o Mantorras não esteve no banco?! Será que o Sr. Quique Flores não assistiu ao Benfica – Rio Ave?! Ou ninguém lhe disse como é que o último campeonato foi ganho? Ainda por cima para colocar um jogador(?) como o Balboa a 10’ do fim...?!
- Porque é que o Di María, com os seus 21 anos, rebentou aos 60’? Por acaso, jogou a meio da semana...?
- Como é possível a equipa ter entrado tão desconcentrada na 2ª parte? A fazer lembrar o jogo no WC?
Para o próximo fim-de-semana NÃO ADMITO outro resultado que não a vitória na final da Taça da Liga. Que mesmo assim não será suficiente para fazer esquecer a tremenda decepção deste jogo. No entanto, NÃO PODEMOS passar mais uma época sem ganhar nada e muito provavelmente esta será a única competição em que teremos hipóteses de o fazer.
P.S. - O golo do V. Guimarães é marcado em fora-de-jogo. Por muito pouco, mas é mesmo fora-de-jogo. Isto não justifica de todo a nossa exibição, mas o Sr. Jorge Sousa, mais uma vez, fica ligado a um resultado negativo frente a este clube.
Tenho muito pouca vontade de escrever sobre este jogo, já que os 47.102 espectadores não mereciam a desfaçatez que o Benfica lhes provocou. O ambiente fez lembrar a época do último título, com o público a tornar-se o 12º jogador, mas infelizmente isso não teve correspondência em campo. Fizemos uma 1ª parte melhor que as últimas em nossa casa, mas o resultado prático foi o mesmo: zero golos. Com a agravante de não termos tido nenhuma clara situação para marcar. Os jogadores esforçam-se, mas o futebol produzido continua a ser confrangedor. Estamos com oito meses na temporada e não se vislumbra evolução nenhuma, antes pelo contrário. Os números são óptimos para o provar: temos praticamente os mesmos pontos da época passada, houve nove vitórias pela margem mínima num total de 12 e, o PIOR de tudo, só numa única(!) ocasião fomos para o intervalo a ganhar nos onze jogos em casa. Lamento que nesta altura da época o nosso treinador ainda não tenha percebido que é PRECISO jogar com dois avançados e que o Aimar NÃO É um deles! A maioria das equipas fecha-se muito na defesa e sem presença na área não conseguimos nada.
Deixo aqui umas quantas perguntas que gostaria que o Sr. Quique Flores me respondesse:
- O Cardozo não esteve nada feliz neste jogo, mas sendo o único jogador que sabe rematar à baliza, é perigoso nos livres e não falha penalties, PORQUE É QUE foi substituído com o resultado em 0-0?! Continuámos só com um ponta-de-lança (Nuno Gomes) num jogo que era impreterível ganhar?! E depois vem dizer na conferência de imprensa que o paraguaio estava muito “estático” e os dois centrais do V. Guimarães estavam sempre em cima dele? POR ISSO MESMO, é que era importante colocar o Nuno Gomes AO LADO dele e não em vez dele!
- Porque é que o Mantorras não esteve no banco?! Será que o Sr. Quique Flores não assistiu ao Benfica – Rio Ave?! Ou ninguém lhe disse como é que o último campeonato foi ganho? Ainda por cima para colocar um jogador(?) como o Balboa a 10’ do fim...?!
- Porque é que o Di María, com os seus 21 anos, rebentou aos 60’? Por acaso, jogou a meio da semana...?
- Como é possível a equipa ter entrado tão desconcentrada na 2ª parte? A fazer lembrar o jogo no WC?
Para o próximo fim-de-semana NÃO ADMITO outro resultado que não a vitória na final da Taça da Liga. Que mesmo assim não será suficiente para fazer esquecer a tremenda decepção deste jogo. No entanto, NÃO PODEMOS passar mais uma época sem ganhar nada e muito provavelmente esta será a única competição em que teremos hipóteses de o fazer.
P.S. - O golo do V. Guimarães é marcado em fora-de-jogo. Por muito pouco, mas é mesmo fora-de-jogo. Isto não justifica de todo a nossa exibição, mas o Sr. Jorge Sousa, mais uma vez, fica ligado a um resultado negativo frente a este clube.
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