segunda-feira, abril 27, 2009
Contra 12
Vencemos o Marítimo (3-2) e mantivemos a distância para os dois da frente, que também ganharam nesta jornada. Foi mais uma agradável exibição da nossa parte, especialmente no 1º tempo, numa partida marcada por uma arbitragem infame dessa criatura que eu me recuso a nomear por ter o mesmo nome do nosso maestro (Ó Rui, não queres registar o teu nome para que mais ninguém o possa usar?). Direi apenas que é o irmão desse outro grande artista da arbitragem portuguesa chamado Paulo Costa.
Quando aos 39’ fizemos o 3-0, ainda pensei que iríamos finalmente assistir descansados a um jogo na Luz, mas esqueci-me que aquele larápio também estava em campo. Entrámos bem na partida, com velocidade e a tentar empurrar o adversário para a sua área, se bem que o Marítimo, quando tinha a bola, não se coibia de avançar no terreno com cinco homens, o que tornou o jogo bastante vivo. Um cruzamento tenso do David Luiz, que não chegou a tocar em mais ninguém, só parou no fundo da baliza e fizemos assim o 1-0 aos 28’. Foi apenas a 3ª vez esta época em que marcámos na 1ª parte em jogos para o campeonato. E felizmente não ficámos por aqui, porque pouco depois o Cardozo bisou em apenas três minutos (34’ e 37’). Só que antes do intervalo o irmão do Sr. Paulo Costa entreteve-se a arranjar livres para o Marítimo perto da nossa área, já que de outro modo eles não chegavam à nossa baliza. E lá conseguiu os seus intentos, pois sofremos um golo dessa forma aos 44’.
Na 2ª parte, o Quique tirou o Aimar (lesionado?) e colocou o Di María. Ao contrário da 1ª, não entrámos tão bem já que concedemos muitos espaços ao adversário para desenvolver o seu jogo atacante. A distância do Ruben Amorim e do Carlos Martins para os nossos defesas era muito grande, o que permitia ao Marítimo ter a bola nessa zona. O Quique ia colocar o Kasouranis para equilibrar isso mesmo, mas pouco antes disso (60’) o irmão do Sr. Paulo Costa resolveu dar mais emoção à partida, inventando um penalty num lance em que o Maxi Pereira não toca no adversário (coloca a sua perna ao lado da dele, mas não lhe seja a tocar). Há um nome para isto que começa por "r" acaba em "o" e tem "oub" no meio. O Quique manteve a substituição e o que é certo é que, a partir daí, o Marítimo deixou de ter tanto espaço naquela zona. Nós íamos fazendo contra-ataques perigosos, mas à semelhança da 2ª parte de Setúbal não fomos eficazes na hora de rematar à baliza. Criámos várias oportunidades, mas nunca conseguimos matar o jogo. Só que como não houve mais nenhum jogador do Marítimo a entrar na nossa área, o irmão do Sr. Paulo Costa não teve possibilidade de arranjar mais nenhum penalty. No entanto, conseguiu, isso sim, distribuir amarelos como o CRAC distribui fruta pelos árbitros e terminámos a partida com cinco jogadores amarelados contra somente um do adversário. Critérios de cafézinho com leite, obviamente.
Individualmente tenho que destacar o Cardozo. Seis golos nos últimos quatro jogos é notável e demonstram mais uma vez (como se fosse necessário...) que é o melhor ponta-de-lança que o Benfica tem em vários anos. Saibamos mantê-lo é o que desejo e só fico com um amargo de boca ao pensar no que poderia ter sido a nossa época, se ele tivesse sido mais vezes titular. Também gostei da 1ª parte do Reyes (desceu um bocado na 2ª) e do jogo todo do Ruben Amorim. Aliás, acho que esta melhoria exibicional se pode atribuir a dois factores que muita gente andava a reivindicar há muito tempo: dois pontas-de-lança e Ruben Amorim no meio. Queria ainda destacar o Maxi Pereira, que continua um autêntico relógio suíço.
Para a semana teremos um jogo complicadíssimo na Madeira perante o Nacional e, se levarmos com outro larápio como este irmão do Sr. Paulo Costa, temo o pior. Teremos que ser MUITÍSSIMO melhores que o adversário para ganhar, algo que nunca tem que suceder aos outros dois. E depois ainda acham que o Lucho e o Hulk fazem muita falta! Com Olegários e afins em campo, não têm nada com que se preocupar.
Quando aos 39’ fizemos o 3-0, ainda pensei que iríamos finalmente assistir descansados a um jogo na Luz, mas esqueci-me que aquele larápio também estava em campo. Entrámos bem na partida, com velocidade e a tentar empurrar o adversário para a sua área, se bem que o Marítimo, quando tinha a bola, não se coibia de avançar no terreno com cinco homens, o que tornou o jogo bastante vivo. Um cruzamento tenso do David Luiz, que não chegou a tocar em mais ninguém, só parou no fundo da baliza e fizemos assim o 1-0 aos 28’. Foi apenas a 3ª vez esta época em que marcámos na 1ª parte em jogos para o campeonato. E felizmente não ficámos por aqui, porque pouco depois o Cardozo bisou em apenas três minutos (34’ e 37’). Só que antes do intervalo o irmão do Sr. Paulo Costa entreteve-se a arranjar livres para o Marítimo perto da nossa área, já que de outro modo eles não chegavam à nossa baliza. E lá conseguiu os seus intentos, pois sofremos um golo dessa forma aos 44’.
Na 2ª parte, o Quique tirou o Aimar (lesionado?) e colocou o Di María. Ao contrário da 1ª, não entrámos tão bem já que concedemos muitos espaços ao adversário para desenvolver o seu jogo atacante. A distância do Ruben Amorim e do Carlos Martins para os nossos defesas era muito grande, o que permitia ao Marítimo ter a bola nessa zona. O Quique ia colocar o Kasouranis para equilibrar isso mesmo, mas pouco antes disso (60’) o irmão do Sr. Paulo Costa resolveu dar mais emoção à partida, inventando um penalty num lance em que o Maxi Pereira não toca no adversário (coloca a sua perna ao lado da dele, mas não lhe seja a tocar). Há um nome para isto que começa por "r" acaba em "o" e tem "oub" no meio. O Quique manteve a substituição e o que é certo é que, a partir daí, o Marítimo deixou de ter tanto espaço naquela zona. Nós íamos fazendo contra-ataques perigosos, mas à semelhança da 2ª parte de Setúbal não fomos eficazes na hora de rematar à baliza. Criámos várias oportunidades, mas nunca conseguimos matar o jogo. Só que como não houve mais nenhum jogador do Marítimo a entrar na nossa área, o irmão do Sr. Paulo Costa não teve possibilidade de arranjar mais nenhum penalty. No entanto, conseguiu, isso sim, distribuir amarelos como o CRAC distribui fruta pelos árbitros e terminámos a partida com cinco jogadores amarelados contra somente um do adversário. Critérios de cafézinho com leite, obviamente.
Individualmente tenho que destacar o Cardozo. Seis golos nos últimos quatro jogos é notável e demonstram mais uma vez (como se fosse necessário...) que é o melhor ponta-de-lança que o Benfica tem em vários anos. Saibamos mantê-lo é o que desejo e só fico com um amargo de boca ao pensar no que poderia ter sido a nossa época, se ele tivesse sido mais vezes titular. Também gostei da 1ª parte do Reyes (desceu um bocado na 2ª) e do jogo todo do Ruben Amorim. Aliás, acho que esta melhoria exibicional se pode atribuir a dois factores que muita gente andava a reivindicar há muito tempo: dois pontas-de-lança e Ruben Amorim no meio. Queria ainda destacar o Maxi Pereira, que continua um autêntico relógio suíço.
Para a semana teremos um jogo complicadíssimo na Madeira perante o Nacional e, se levarmos com outro larápio como este irmão do Sr. Paulo Costa, temo o pior. Teremos que ser MUITÍSSIMO melhores que o adversário para ganhar, algo que nunca tem que suceder aos outros dois. E depois ainda acham que o Lucho e o Hulk fazem muita falta! Com Olegários e afins em campo, não têm nada com que se preocupar.
segunda-feira, abril 20, 2009
Até qu’enfim!
Vencemos em Setúbal (4-0) e pela segunda semana consecutiva realizámos uma boa exibição. No entanto, e à semelhança da jornada passada, o resultado não traduz o que se passou em campo, já que ficámo-nos a dever pelo menos outros tantos golos. Fizemos 30(!) remates e criámos bastantes oportunidades perante um V. Setúbal que só jogou até sofrer o 1º tento aos 26’.
Com o mesmo onze que tinha defrontado a Académica, exibimos uma dinâmica poucas vezes vista esta época. Se tivéssemos jogado sempre assim, estaríamos provavelmente na frente do campeonato. A dupla de meio-campo (Carlos Martins e Ruben Amorim) funcionou bastante bem e, se o primeiro por vezes faz alguns passes disparatados, isso é porque arrisca em jogar para a frente, o que é sempre de saudar. Gosto muito do Katsouranis, mas se ele se quer mesmo ir embora para o ano, se calhar é boa ideia ir experimentado outras soluções. O Reyes esteve endiabrado na direita, o Aimar partia da esquerda para o meio e os pontas-de-lança (Cardozo e Nuno Gomes) marcaram dois golos cada um. Perante isto, o que poderíamos pedir mais? A partida começou equilibrada, mas o Benfica demonstrou sempre vontade de procurar a baliza contrária. Fizemos alguns remates fora da área e aos 26’ um bom centro do Sidnei na direita permitiu ao Nuno Gomes fazer um movimento à ponta-de-lança e antecipar-se de cabeça aos defesas, inaugurando o marcador. Foi um excelente golo! Dois minutos depois, um livre do Carlos Martins encontrou o Cardozo na área e este fuzilou o guarda-redes. Uma pouco habitual jogada de contra-ataque no tempo de compensação da 1ª parte permitiu-nos aumentar o marcador novamente pelo paraguaio. Finalmente chegámos ao intervalo com o jogo ganho e com o resultado que eu gostaria sempre que acontecesse para ver uma 2ª parte perfeitamente descansado.
E foi isso que se passou. Só que com uma pequena nuance: aproveitámos a embalagem para tentar ampliar o marcador, o que não tem sido nada habitual este ano. Geralmente, pomo-nos a “controlar o jogo” com a vantagem mínima em vez de tentar ampliá-la e neste jogo fizemos isso com uma diferença de três golos. Infelizmente a pontaria na 2ª parte esteve bastante desafinada e só conseguimos marcar mais uma vez novamente pelo Nuno Gomes. Já se tinha dado a entrada do Di María para o lugar do Reyes (caiu de costas ainda na 1ª parte e o Quique resolveu não o forçar), que nos deu mais velocidade, fazendo-nos aproveitar melhor a pouca pedalada que os jogadores do V. Setúbal tinham. Como consequência disso, o Cardozo e o Nuno Gomes falharam pelo menos mais dois golos cada um, naquilo que poderia ter sido um resultado histórico.
Em termos individuais, há que destacar os dois pontas-de-lança. O Cardozo já tem 11 golos e é o 3º melhor marcador do campeonato. O Nuno Gomes, mesmo com as críticas que lhe têm sido feitas, já tem sete. São números nada desprezíveis para quem só tem sido titular nos últimos jogos. Gostei de todo o meio-campo do Benfica pelo dinamismo que imprimiu ao nosso jogo e só espero que estas exibições sejam para manter.
Como os rivais ganharam ambos (os “lagartos” deram a volta ao marcador em Guimarães nos últimos 10 minutos e o CRAC venceu em Coimbra), as distâncias mantêm-se. Resta-nos continuar a ganhar as nossas partidas e esperar escorregadelas alheias.
P.S. – É perfeitamente inacreditável o penalty que o Sr. Olegário Benquerença não marcou no Académica – CRAC por mão DESCARADA do Raul Meireles com o resultado ainda em 0-0. Aliás, este senhor é perito em não ver lances destes (relembre-se o Leixões – Benfica). No entanto, curiosamente no recente Hamburgo – Manchester City da Taça Uefa já foi capaz de ver um lance semelhante. O que só me pode levar a concluir que este senhor é um LADRÃO COBARDE. Deveria deixar JÁ de apitar jogos. Para bem do futebol e da nossa higiene visual.
Com o mesmo onze que tinha defrontado a Académica, exibimos uma dinâmica poucas vezes vista esta época. Se tivéssemos jogado sempre assim, estaríamos provavelmente na frente do campeonato. A dupla de meio-campo (Carlos Martins e Ruben Amorim) funcionou bastante bem e, se o primeiro por vezes faz alguns passes disparatados, isso é porque arrisca em jogar para a frente, o que é sempre de saudar. Gosto muito do Katsouranis, mas se ele se quer mesmo ir embora para o ano, se calhar é boa ideia ir experimentado outras soluções. O Reyes esteve endiabrado na direita, o Aimar partia da esquerda para o meio e os pontas-de-lança (Cardozo e Nuno Gomes) marcaram dois golos cada um. Perante isto, o que poderíamos pedir mais? A partida começou equilibrada, mas o Benfica demonstrou sempre vontade de procurar a baliza contrária. Fizemos alguns remates fora da área e aos 26’ um bom centro do Sidnei na direita permitiu ao Nuno Gomes fazer um movimento à ponta-de-lança e antecipar-se de cabeça aos defesas, inaugurando o marcador. Foi um excelente golo! Dois minutos depois, um livre do Carlos Martins encontrou o Cardozo na área e este fuzilou o guarda-redes. Uma pouco habitual jogada de contra-ataque no tempo de compensação da 1ª parte permitiu-nos aumentar o marcador novamente pelo paraguaio. Finalmente chegámos ao intervalo com o jogo ganho e com o resultado que eu gostaria sempre que acontecesse para ver uma 2ª parte perfeitamente descansado.
E foi isso que se passou. Só que com uma pequena nuance: aproveitámos a embalagem para tentar ampliar o marcador, o que não tem sido nada habitual este ano. Geralmente, pomo-nos a “controlar o jogo” com a vantagem mínima em vez de tentar ampliá-la e neste jogo fizemos isso com uma diferença de três golos. Infelizmente a pontaria na 2ª parte esteve bastante desafinada e só conseguimos marcar mais uma vez novamente pelo Nuno Gomes. Já se tinha dado a entrada do Di María para o lugar do Reyes (caiu de costas ainda na 1ª parte e o Quique resolveu não o forçar), que nos deu mais velocidade, fazendo-nos aproveitar melhor a pouca pedalada que os jogadores do V. Setúbal tinham. Como consequência disso, o Cardozo e o Nuno Gomes falharam pelo menos mais dois golos cada um, naquilo que poderia ter sido um resultado histórico.
Em termos individuais, há que destacar os dois pontas-de-lança. O Cardozo já tem 11 golos e é o 3º melhor marcador do campeonato. O Nuno Gomes, mesmo com as críticas que lhe têm sido feitas, já tem sete. São números nada desprezíveis para quem só tem sido titular nos últimos jogos. Gostei de todo o meio-campo do Benfica pelo dinamismo que imprimiu ao nosso jogo e só espero que estas exibições sejam para manter.
Como os rivais ganharam ambos (os “lagartos” deram a volta ao marcador em Guimarães nos últimos 10 minutos e o CRAC venceu em Coimbra), as distâncias mantêm-se. Resta-nos continuar a ganhar as nossas partidas e esperar escorregadelas alheias.
P.S. – É perfeitamente inacreditável o penalty que o Sr. Olegário Benquerença não marcou no Académica – CRAC por mão DESCARADA do Raul Meireles com o resultado ainda em 0-0. Aliás, este senhor é perito em não ver lances destes (relembre-se o Leixões – Benfica). No entanto, curiosamente no recente Hamburgo – Manchester City da Taça Uefa já foi capaz de ver um lance semelhante. O que só me pode levar a concluir que este senhor é um LADRÃO COBARDE. Deveria deixar JÁ de apitar jogos. Para bem do futebol e da nossa higiene visual.
quinta-feira, abril 16, 2009
domingo, abril 12, 2009
Inglório
No jogo da época em que criámos mais oportunidade de golo, perdemos em casa com a Académica (0-1) e dissemos definitivamente adeus ao título. Mesmo o 2º lugar, com os lagartos a quatro pontos, afigura-se extraordinariamente difícil. Teremos tempo de fazer o balanço da época no final, mas sinceramente hoje acho muito injusto crucificar o treinador ou os jogadores.
Não deixa de ser irónico como ganhámos três pontos na semana passada com uma exibição lamentável e ontem ficámos a zero com uma performance que nos daria para ganhar no mínimo três jogos. Construímos inúmeras oportunidades e o guarda-redes contrário (Peskovic) foi o melhor em campo, mas o adversário fez dois remates à baliza e ganhou o jogo. Isto é futebol, agora o que está longe de o ser é o Sr. Marco Ferreira da Madeira anular um golo limpo ao Aimar (deveria é ser penalty do guarda-redes sobre o Nuno Gomes e não falta atacante) e não assinalar um empurrão descarado ao David Luiz dentro da área a 10’ do fim (já para não falar de um fora-de-jogo em que o Aimar, que ficaria isolado, nem em linha estava, ainda com 0-0).
Vamos lá tentar fazer a contabilidade, porque sinceramente acho que vale a pena. Vou só referir claras oportunidades de golo: duas bolas aos ferros (Aimar e Cardozo), Reyes (falhou por pouco o desvio a um centro do Aimar) David Luiz (uma isolado, com remate ao lado e duas para defesa do guarda-redes), Cardozo (guarda-redes), Aimar (defesa sobre a linha), Maxi Pereira (grande defesa do Peskovic), Mantorras (cabeceamento a rasar o poste), Balboa (cabeceamento à figura). Portanto, 11-1 deveria ter sido o resultado se fôssemos eficazes. A juntar a isto, o tal golo anulado mais um penalty por assinalar (no estádio pareceu-me forçado, mas na televisão fiquei sem dúvidas: o David Luiz é mesmo empurrado pelas costas pelo adversário) e temos a segunda derrota consecutiva em casa.
Não fomos brilhantes, porém a equipa lutou, esforçou-se, só que a sorte não quis nada connosco. Por isso mesmo é que me custou muito ver lenços brancos no final da partida. Houve “n” jogos (inclusive alguns que ganhámos) em que eles eram muitos mais justificados do que ontem. Perdemos e deveríamos ter ganho, é verdade, mas protestar depois de um encontro assim não só é uma terrível falta de solidariedade com a equipa (coisa rara esta época, deve dizer-se), como também revela a incapacidade que muita gente tem de ver para além do resultado. Provavelmente foram os mesmos que aplaudiram depois de termos ganho ao Penafiel nos penalties para a Taça, após uma exibição inenarrável.
A época não vai ser brilhante, mas recuso-me a cometer injustiças. Ontem despedi-me da equipa com aplausos. Estou convencido que, se jogássemos mais regularmente com este querer e lutando contra a adversidade, seríamos campeões. Nem sempre teríamos a malatapa de ontem.
Não deixa de ser irónico como ganhámos três pontos na semana passada com uma exibição lamentável e ontem ficámos a zero com uma performance que nos daria para ganhar no mínimo três jogos. Construímos inúmeras oportunidades e o guarda-redes contrário (Peskovic) foi o melhor em campo, mas o adversário fez dois remates à baliza e ganhou o jogo. Isto é futebol, agora o que está longe de o ser é o Sr. Marco Ferreira da Madeira anular um golo limpo ao Aimar (deveria é ser penalty do guarda-redes sobre o Nuno Gomes e não falta atacante) e não assinalar um empurrão descarado ao David Luiz dentro da área a 10’ do fim (já para não falar de um fora-de-jogo em que o Aimar, que ficaria isolado, nem em linha estava, ainda com 0-0).
Vamos lá tentar fazer a contabilidade, porque sinceramente acho que vale a pena. Vou só referir claras oportunidades de golo: duas bolas aos ferros (Aimar e Cardozo), Reyes (falhou por pouco o desvio a um centro do Aimar) David Luiz (uma isolado, com remate ao lado e duas para defesa do guarda-redes), Cardozo (guarda-redes), Aimar (defesa sobre a linha), Maxi Pereira (grande defesa do Peskovic), Mantorras (cabeceamento a rasar o poste), Balboa (cabeceamento à figura). Portanto, 11-1 deveria ter sido o resultado se fôssemos eficazes. A juntar a isto, o tal golo anulado mais um penalty por assinalar (no estádio pareceu-me forçado, mas na televisão fiquei sem dúvidas: o David Luiz é mesmo empurrado pelas costas pelo adversário) e temos a segunda derrota consecutiva em casa.
Não fomos brilhantes, porém a equipa lutou, esforçou-se, só que a sorte não quis nada connosco. Por isso mesmo é que me custou muito ver lenços brancos no final da partida. Houve “n” jogos (inclusive alguns que ganhámos) em que eles eram muitos mais justificados do que ontem. Perdemos e deveríamos ter ganho, é verdade, mas protestar depois de um encontro assim não só é uma terrível falta de solidariedade com a equipa (coisa rara esta época, deve dizer-se), como também revela a incapacidade que muita gente tem de ver para além do resultado. Provavelmente foram os mesmos que aplaudiram depois de termos ganho ao Penafiel nos penalties para a Taça, após uma exibição inenarrável.
A época não vai ser brilhante, mas recuso-me a cometer injustiças. Ontem despedi-me da equipa com aplausos. Estou convencido que, se jogássemos mais regularmente com este querer e lutando contra a adversidade, seríamos campeões. Nem sempre teríamos a malatapa de ontem.
segunda-feira, abril 06, 2009
Boa decisão
Vencemos na Amadora (2-1) apesar de termos feito uma exibição vergonhosa. Como os rivais também ganharam, manteve-se tudo na mesma na frente, mas sinceramente a jogar este futebol(?) não se perspectiva nada de bom no futuro.
Ainda pensei ir ao jogo, mas a terrível experiência da época passada, os 20€ do bilhete e, principalmente, o facto de não estarmos a jogar nada, fizeram-me ficar em casa. E foram, sem dúvida, os 20€ melhor poupados da minha vida! O jogo foi pavoroso e é inadmissível que uma equipa como o Benfica, a ganhar por 2-0 aos 16’, não só não embale para uma exibição minimamente razoável (estamos em Abril...), como ainda fique à mercê de um possível empate, porque resolveu defender a vantagem mínima. Mas o que é ainda mais inexplicável é que, não tendo o E. Amadora treinado nos últimos 10 dias(!), não se tenha visto a menor diferença entre a preparação das equipas. É vergonhoso que os jogadores do Benfica não tenham mostrado em campo que se têm treinado regularmente. Sem raça, sem querer e sem ambição, esta exibição poderia perfeitamente ter sido feita no ano passado, que não destoaria. Três penalties (no primeiro a nosso favor, a falta foi feita fora da área, mas o lance foi muito rápido e o Nuno Gomes caiu já lá dentro) fizeram a história do jogo e pouco mais há a dizer.
Os jogos das selecções a meio da semana não servem de desculpa, porque assim sendo a maior parte das equipas europeias não jogaria nada também. Tampouco servem de desculpa as lesões do Reyes e Luisão. Uma equipa do Benfica tem SEMPRE que mostrar mais que isto. O Quique veio dizer no final que “dias maus, todas as equipas têm”, mas o problema é que estes “dias maus” estão a ser regra em vez de excepção neste ano. A equipa não demonstra evolução nenhuma desde o início da época e hoje conseguimos a proeza de não fazer uma única jogada de jeito, com princípio, meio e fim, durante toda a partida! Não sei mesmo o que se passa, mas lá que é preocupante, isso é indesmentível. Ainda pensei que a vitória na Taça da Liga servisse de factor de motivação extra para a equipa, mas já se viu que não. Por estes motivos, não vou destacar ninguém individualmente. A equipa esteve péssima como um todo.
Como o E. Amadora esteve 10 dias sem treinar, acabámos por ganhar, o que acho que não aconteceria se eles tivessem tido uma semana de trabalho normal. Vencer era fundamental e foi conseguido, mas não percebo onde é que queremos chegar a jogar assim...
P.S. – Apesar dos três penalties defendidos na final da Taça da Liga, não percebi a titularidade do Quim. Se aqui estive frontalmente contra a alteração na baliza, também agora não vi motivo nenhum para que o Moreira deixasse de ser titular. O treinador lá saberá, mas eu acho uma decisão muito injusta para o nosso nº 1.
Ainda pensei ir ao jogo, mas a terrível experiência da época passada, os 20€ do bilhete e, principalmente, o facto de não estarmos a jogar nada, fizeram-me ficar em casa. E foram, sem dúvida, os 20€ melhor poupados da minha vida! O jogo foi pavoroso e é inadmissível que uma equipa como o Benfica, a ganhar por 2-0 aos 16’, não só não embale para uma exibição minimamente razoável (estamos em Abril...), como ainda fique à mercê de um possível empate, porque resolveu defender a vantagem mínima. Mas o que é ainda mais inexplicável é que, não tendo o E. Amadora treinado nos últimos 10 dias(!), não se tenha visto a menor diferença entre a preparação das equipas. É vergonhoso que os jogadores do Benfica não tenham mostrado em campo que se têm treinado regularmente. Sem raça, sem querer e sem ambição, esta exibição poderia perfeitamente ter sido feita no ano passado, que não destoaria. Três penalties (no primeiro a nosso favor, a falta foi feita fora da área, mas o lance foi muito rápido e o Nuno Gomes caiu já lá dentro) fizeram a história do jogo e pouco mais há a dizer.
Os jogos das selecções a meio da semana não servem de desculpa, porque assim sendo a maior parte das equipas europeias não jogaria nada também. Tampouco servem de desculpa as lesões do Reyes e Luisão. Uma equipa do Benfica tem SEMPRE que mostrar mais que isto. O Quique veio dizer no final que “dias maus, todas as equipas têm”, mas o problema é que estes “dias maus” estão a ser regra em vez de excepção neste ano. A equipa não demonstra evolução nenhuma desde o início da época e hoje conseguimos a proeza de não fazer uma única jogada de jeito, com princípio, meio e fim, durante toda a partida! Não sei mesmo o que se passa, mas lá que é preocupante, isso é indesmentível. Ainda pensei que a vitória na Taça da Liga servisse de factor de motivação extra para a equipa, mas já se viu que não. Por estes motivos, não vou destacar ninguém individualmente. A equipa esteve péssima como um todo.
Como o E. Amadora esteve 10 dias sem treinar, acabámos por ganhar, o que acho que não aconteceria se eles tivessem tido uma semana de trabalho normal. Vencer era fundamental e foi conseguido, mas não percebo onde é que queremos chegar a jogar assim...
P.S. – Apesar dos três penalties defendidos na final da Taça da Liga, não percebi a titularidade do Quim. Se aqui estive frontalmente contra a alteração na baliza, também agora não vi motivo nenhum para que o Moreira deixasse de ser titular. O treinador lá saberá, mas eu acho uma decisão muito injusta para o nosso nº 1.
domingo, março 29, 2009
"E o burro sou eu?!" - Parte III
Portugal - 0 - Suécia - 0
Ah e tal, jogámos melhor; ah e tal, rematámos 26 vezes à baliza; ah e tal, pressionámos o adversário; ah e tal, enviámos uma bola ao poste. Pois, mas entra-se em campo sem ponta-de-lança num jogo que era imperativo ganhar. E nem sequer se convoca o 4º melhor marcador de sempre da selecção. Depois, não se queixem. Espetámos mais um prego no caixão da nossa (não) qualificação para o Mundial. Com o jogadores que temos, será uma grande vergonha. Mas aposto que o principal responsável não terá a decência de colocar o lugar à disposição no final da qualificação... É o país que temos.
Ah e tal, jogámos melhor; ah e tal, rematámos 26 vezes à baliza; ah e tal, pressionámos o adversário; ah e tal, enviámos uma bola ao poste. Pois, mas entra-se em campo sem ponta-de-lança num jogo que era imperativo ganhar. E nem sequer se convoca o 4º melhor marcador de sempre da selecção. Depois, não se queixem. Espetámos mais um prego no caixão da nossa (não) qualificação para o Mundial. Com o jogadores que temos, será uma grande vergonha. Mas aposto que o principal responsável não terá a decência de colocar o lugar à disposição no final da qualificação... É o país que temos.
domingo, março 22, 2009
Ganhar à CRAC
Vencemos os lagartos nos penalties (3-2) na final da Taça da Liga depois de um empate (1-1) no fim dos 90’. Conquistámos o primeiro (e infelizmente calculo que seja o único) troféu da época, o que é sempre bom para o nosso palmarés, mesmo que seja a competição com menos tradição no nosso futebol, mas não posso dizer que esteja orgulhoso com a forma como essa vitória aconteceu (já lá vamos).O Quique surpreendeu ao colocar o Nuno Gomes ao lado do Suazo e estando igualmente o Aimar em campo, mas não se desviou um milímetro do seu mui querido 4-4-2 clássico. Ou seja, em vez de colocar o Aimar atrás dos avançados, colocou-o na esquerda, com o Reyes na direita e o Katsouranis e o Ruben Amorim no meio. Garantiu mais presença na área, é certo, mas o nosso futebol continua muito longe de entusiasmar. No entanto, poderíamos (e deveríamos) ter marcado logo aos 3’, quando na sequência de um contra-ataque o Nuno Gomes isolado permitiu a defesa ao Tiago. Ainda pensei que fosse o prenúncio de uma boa exibição, mas com excepção de um ou outro lance mais fortuito nunca conseguimos criar tanto perigo como nessa jogada. Os lagartos também só tiveram uma boa oportunidade na 1ª parte, com o David Luiz a salvar sobre a linha um remate do inevitável Liedson. O jogo estava a ser muito disputado, mas a qualidade do futebol era mediana.
Na 2ª parte, e para não variar nos jogos mais recentes, entrámos muito mal e sofremos o golo logo aos 48’. O Reyes não acompanhou o Caneira num ataque pela esquerda, este centrou à vontade, o Liedson atirou ao poste e na recarga o Pereirinha não falhou, apesar de a bola ainda ter tocado no poste. Temia-se o pior e os minutos seguintes confirmaram-no. A nossa equipa tem grandes problemas quando sofre um golo e houve uma desconcentração geral no período a seguir. Os lagartos pressionaram, criaram algumas oportunidades, embora não muito flagrantes, mas felizmente não conseguiram marcar. Por seu turno, nós só conseguíamos criar perigo de bola parada. Atirámos assim uma bola à barra pelo Miguel Vítor, mas uma jogada de ataque com pés e cabeça nem vê-la. O Di María entrou para o lugar do Nuno Gomes (continuando o inenarrável Suazo em campo) e esteve no lance muito polémico que deu origem ao penalty a nosso favor. Devo dizer duas coisas: no 2º anel do estádio, e estando de frente para a jogada, estranhei logo que o Sr. Lucílio Baptista tivesse assinalado penalty, porque me pareceu que a bola tinha batido no peito; na TSF, o repórter de campo disse que não tinha dúvidas nenhumas que a bola tinha batido no braço do Pedro Silva (e algumas horas depois quando revi o lance na televisão, o repórter de campo da SIC disse em directo EXACTAMENTE a mesma coisa). Dito isto, é ÓBVIO que não é penalty nenhum. Foi uma decisão incompreensível do Sr. Lucílio Baptista, que, dado o seu historial em jogos do Benfica, só pode ter sido um enorme equívoco. Aferir daqui outras intenções é de quem tem memória MUITO curta e não se lembra do que este senhor já nos fez no passado. O Reyes marcou muito bem o penalty e empatámos a partida. Na sequência do lance, o Pedro Silva levou o segundo amarelo e deu uma peitada ao árbitro. Sempre quero ver se tem a benevolência deste ou não. Estando a jogar contra 10 no último quarto-de-hora, devo dizer que infelizmente não se notou nada. Não se percebe como é que o Benfica, com os jogadores que tem, não consegue tornar evidente no campo a superioridade numérica. Eu faço ideia se fosse ao contrário... Como o jogo se aproximava do fim, aguardava-se a entrada do Cardozo para os penalties, o que veio a acontecer, mas para espanto de todos, quando era o Suazo a pedir a substituição, quem saiu foi o Reyes (que tinha marcado bem o penalty...). Resultado: no lance a seguir, o Suazo lesionou-se e jogámos os últimos minutos em igualdade numérica. Incompreensível esta decisão do Quique... Nos penalties fomos mais felizes e contámos com um super-Quim que defendeu três!
Individualmente gostei do Miguel Vítor e pouco mais. O Quim não esteve muito seguro durante a partida, mas compensou e de que maneira nos penalties. O David Luiz viu os lagartos utilizarem quase em exclusivo o seu flanco para atacar e muitas vezes não tinha a ajuda necessária do Aimar. O Reyes passou muito ao lado do jogo e só se fez notar nas bolas paradas. Talvez por ter vindo de lesão, o Ruben Amorim não esteve tão bem como em encontros anteriores. O Katouranis fez um jogo regular e foi dos melhorzinhos, mas aquele penalty foi marcado de forma muito desconcentrada. O Nuno Gomes não pode falhar golos daqueles, mas farta-se de lutar em campo. O Suazo foi um zero absoluto. Provavelmente por ter vindo de lesão e não estar nas melhores condições físicas, mas se é assim mais vale não jogar! Agora, fazer figura de corpo presente, tirando uma ou outra arrancada mas sem dar seguimento ao lance, é que não é nada.
Tive a experiência do que é ganhar um título com intervenção externa, tal como o CRAC tem vindo a fazer nos últimos 30 anos, e sinceramente AINDA BEM que não sou um adepto deles. Eu não sou hipócrita, sem escrúpulos e defensor de que os fins justificam os meios e, por isso, isto assim não tem o mesmo sabor. No entanto, tem que ser referido que as nossas contas com o Sr. Lucílio Baptista NÃO estão DE FORMA ALGUMA saldadas. A Taça da Liga é uma competição menor e este jogo dele na época passada (imagens aqui), que ajudou a que ficássemos fora da Champions, só para dar o exemplo mais recente, ainda me está muito entalado na garganta. Vamos é ver se esta partida não vai ter como consequência ficarmos fora da Liga do Campeões, por causa de arbitragens na senda das que temos tido no campeonato (e que já nos custaram diversos pontos)... É que já se percebeu que, para os lagartos o Apito Dourado não tem importância nenhuma. O grande escândalo do futebol português dos últimos 30 anos foi este jogo. Tristes...
domingo, março 15, 2009
Acabou
Perdemos em casa frente ao V. Guimarães (0-1) e devemos ter dito de vez adeus ao título. Como duvido que o CRAC não vença a Naval em casa é muito provável que fiquemos a cinco pontos deles, o que a oito jornadas do fim e tendo nós o calendário mais difícil me parece insuperável. Para tornar as coisas piores, descemos ao 3º lugar, já que os lagartos venceram em casa o Rio Ave.
Tenho muito pouca vontade de escrever sobre este jogo, já que os 47.102 espectadores não mereciam a desfaçatez que o Benfica lhes provocou. O ambiente fez lembrar a época do último título, com o público a tornar-se o 12º jogador, mas infelizmente isso não teve correspondência em campo. Fizemos uma 1ª parte melhor que as últimas em nossa casa, mas o resultado prático foi o mesmo: zero golos. Com a agravante de não termos tido nenhuma clara situação para marcar. Os jogadores esforçam-se, mas o futebol produzido continua a ser confrangedor. Estamos com oito meses na temporada e não se vislumbra evolução nenhuma, antes pelo contrário. Os números são óptimos para o provar: temos praticamente os mesmos pontos da época passada, houve nove vitórias pela margem mínima num total de 12 e, o PIOR de tudo, só numa única(!) ocasião fomos para o intervalo a ganhar nos onze jogos em casa. Lamento que nesta altura da época o nosso treinador ainda não tenha percebido que é PRECISO jogar com dois avançados e que o Aimar NÃO É um deles! A maioria das equipas fecha-se muito na defesa e sem presença na área não conseguimos nada.
Deixo aqui umas quantas perguntas que gostaria que o Sr. Quique Flores me respondesse:
- O Cardozo não esteve nada feliz neste jogo, mas sendo o único jogador que sabe rematar à baliza, é perigoso nos livres e não falha penalties, PORQUE É QUE foi substituído com o resultado em 0-0?! Continuámos só com um ponta-de-lança (Nuno Gomes) num jogo que era impreterível ganhar?! E depois vem dizer na conferência de imprensa que o paraguaio estava muito “estático” e os dois centrais do V. Guimarães estavam sempre em cima dele? POR ISSO MESMO, é que era importante colocar o Nuno Gomes AO LADO dele e não em vez dele!
- Porque é que o Mantorras não esteve no banco?! Será que o Sr. Quique Flores não assistiu ao Benfica – Rio Ave?! Ou ninguém lhe disse como é que o último campeonato foi ganho? Ainda por cima para colocar um jogador(?) como o Balboa a 10’ do fim...?!
- Porque é que o Di María, com os seus 21 anos, rebentou aos 60’? Por acaso, jogou a meio da semana...?
- Como é possível a equipa ter entrado tão desconcentrada na 2ª parte? A fazer lembrar o jogo no WC?
Para o próximo fim-de-semana NÃO ADMITO outro resultado que não a vitória na final da Taça da Liga. Que mesmo assim não será suficiente para fazer esquecer a tremenda decepção deste jogo. No entanto, NÃO PODEMOS passar mais uma época sem ganhar nada e muito provavelmente esta será a única competição em que teremos hipóteses de o fazer.
P.S. - O golo do V. Guimarães é marcado em fora-de-jogo. Por muito pouco, mas é mesmo fora-de-jogo. Isto não justifica de todo a nossa exibição, mas o Sr. Jorge Sousa, mais uma vez, fica ligado a um resultado negativo frente a este clube.
Tenho muito pouca vontade de escrever sobre este jogo, já que os 47.102 espectadores não mereciam a desfaçatez que o Benfica lhes provocou. O ambiente fez lembrar a época do último título, com o público a tornar-se o 12º jogador, mas infelizmente isso não teve correspondência em campo. Fizemos uma 1ª parte melhor que as últimas em nossa casa, mas o resultado prático foi o mesmo: zero golos. Com a agravante de não termos tido nenhuma clara situação para marcar. Os jogadores esforçam-se, mas o futebol produzido continua a ser confrangedor. Estamos com oito meses na temporada e não se vislumbra evolução nenhuma, antes pelo contrário. Os números são óptimos para o provar: temos praticamente os mesmos pontos da época passada, houve nove vitórias pela margem mínima num total de 12 e, o PIOR de tudo, só numa única(!) ocasião fomos para o intervalo a ganhar nos onze jogos em casa. Lamento que nesta altura da época o nosso treinador ainda não tenha percebido que é PRECISO jogar com dois avançados e que o Aimar NÃO É um deles! A maioria das equipas fecha-se muito na defesa e sem presença na área não conseguimos nada.
Deixo aqui umas quantas perguntas que gostaria que o Sr. Quique Flores me respondesse:
- O Cardozo não esteve nada feliz neste jogo, mas sendo o único jogador que sabe rematar à baliza, é perigoso nos livres e não falha penalties, PORQUE É QUE foi substituído com o resultado em 0-0?! Continuámos só com um ponta-de-lança (Nuno Gomes) num jogo que era impreterível ganhar?! E depois vem dizer na conferência de imprensa que o paraguaio estava muito “estático” e os dois centrais do V. Guimarães estavam sempre em cima dele? POR ISSO MESMO, é que era importante colocar o Nuno Gomes AO LADO dele e não em vez dele!
- Porque é que o Mantorras não esteve no banco?! Será que o Sr. Quique Flores não assistiu ao Benfica – Rio Ave?! Ou ninguém lhe disse como é que o último campeonato foi ganho? Ainda por cima para colocar um jogador(?) como o Balboa a 10’ do fim...?!
- Porque é que o Di María, com os seus 21 anos, rebentou aos 60’? Por acaso, jogou a meio da semana...?
- Como é possível a equipa ter entrado tão desconcentrada na 2ª parte? A fazer lembrar o jogo no WC?
Para o próximo fim-de-semana NÃO ADMITO outro resultado que não a vitória na final da Taça da Liga. Que mesmo assim não será suficiente para fazer esquecer a tremenda decepção deste jogo. No entanto, NÃO PODEMOS passar mais uma época sem ganhar nada e muito provavelmente esta será a única competição em que teremos hipóteses de o fazer.
P.S. - O golo do V. Guimarães é marcado em fora-de-jogo. Por muito pouco, mas é mesmo fora-de-jogo. Isto não justifica de todo a nossa exibição, mas o Sr. Jorge Sousa, mais uma vez, fica ligado a um resultado negativo frente a este clube.
domingo, março 08, 2009
Boa prenda
Neste dia tão especial para mim e em que se completam três anos de uma das maiores alegrias da minha vida, vencemos a Naval na Figueira da Foz por 2-1. Para não destoar, foi mais um jogo muito sofrido, muito por nossa culpa, mas o mais importante ficou garantido, especialmente porque como os rivais já tinham ganho, uma não-vitória da nossa parte seria devastadora sob o ponto de vista anímico.
Quando o Aimar abriu o marcador logo aos três minutos, pensei: “queres ver que o Glorioso me vai dar uma prenda adicional, para além da vitória, que é ver FINALMENTE um jogo nas calmas?” Infelizmente, foi pura ilusão. A nossa 1ª parte foi lamentável do ponto de vista ofensivo, já que conseguimos não criar mais nenhum perigo para além do golo! É certo que estivemos bem na defesa, não permitindo que o adversário construísse situações de golo, mas a nossa equipa não deveria mostrar-se satisfeita por ganhar 1-0 à Naval... Tivemos a sorte do jogo por o adversário ter marcado o golo do empate logo aos 53’, o que nos permitiu ter tempo para ir para a frente e tentar modificar o marcador. E foi isso mesmo que fizemos! Agora, a pergunta que se impõe é: PORQUE É QUE O BENFICA NÃO FEZ ISTO quando estava 1-0? Porque é que se está sempre à espera do empate e de situações adversas para se começar a jogar à bola? Já aqui disse mais de uma vez que ODEIO o “controlar a partida” com a vantagem de um golo. Porque estamos sempre à mercê de um “lance fortuito” que empata o jogo e depois ficamos muito tristes porque “não merecíamos tal sorte”. É verdade, mas por isso mesmo é que É PRECISO ter pelo menos dois golos de vantagem, porque a eventualidade de acontecerem dois “lances fortuitos” na mesma partida é muito menor! E hoje aconteceu isso mesmo, estávamos a “controlar o jogo”, mas um lançamento lateral e um ressalto no Luisão colocaram a bola à mercê do Marcelinho que empatou o encontro. Depois até final só se viu a nossa equipa em campo e tivemos duas excelentes oportunidades pelo Di María (ao poste) e o Cardozo (remate de ângulo muito difícil ligeiramente ao lado), antes do golo da vitória pelo Katsouranis aos 73’. A Naval não conseguiu criar mais perigo e a nossa vitória é mais que justa.
Os destaques individuais são pela 2ª parte, já que da 1ª só se aproveitou o golo do Aimar. O Di María esteve muito bem, facto a que não será alheio a sua mudança para a esquerda, com o Reyes na direita. O Katsouranis foi essencial para a vitória, com um golo de cabeça muito oportuno. O Aimar sobe de forma a olhos vistos e até já marca golos! Apesar de algumas intervenções iniciais menos acertadas, também gostei do Miguel Vítor, até porque foi dele a assistência de cabeça para o segundo golo. E o Moreira sofre um golo pelo segundo jogo consecutivo sem fazer uma defesa difícil.
Este campeonato vai ser um sofrimento até final, mas eu espero que este jogo nos sirva de lição. É perfeitamente escusado sofrer desta maneira. Na 1ª parte, a Naval fartou-se de abrir espaços na defesa porque estava balanceada no ataque, mas como nós não acertávamos três passes seguidos(!) nunca conseguimos criar perigo. E nesta fase da época isto não se devia admitir na nossa equipa, até porque os mesmos jogadores pareciam outros depois do golo do empate. O “se” que eu coloco é: como seria se o golo deles fosse mais perto do final? Façam o “controlo do jogo” à vontade, mas POR FAVOR com uma vantagem de pelo menos dois golos. Pode ser?
P.S. – Vai haver um festival durante esta semana toda, porque o golo da vitória surgiu na sequência de um livre em que não houve falta. A bola bateu na cara de um jogador da Naval e não na mão, se bem que na imagem vista de trás dê mesmo a impressão que foi com a mão. O Sr. João Ferreira equivocou-se e assinalou mal o livre. SÓ QUE comparar um livre ainda longe da baliza com um penalty ou um fora-de-jogo mal assinalado é, como diria o Mourinho, uma prostituição intelectual. Mas vai haver gente que o vai fazer, não tenhamos dúvidas. Aliás, de certeza que será gente adepta de um clube que está muito habituado a lidar com estas senhoras.
P.P.S. – E vai escamotear-se o facto de o Hugo Morais, jogador do Leixões, ter saltado com os braços no ar num canto a favor do CRAC, provocando um óbvio penalty quando ainda estava 0-0. Um lance completamente absurdo (ou talvez não...), aliás muito semelhante ao que o Filipe Lopes, do Nacional, fez no último minuto do jogo precisamente contra o mesmo adversário e quando a partida também estava empatada. Que coincidências existem no futebol em Portugal...
Quando o Aimar abriu o marcador logo aos três minutos, pensei: “queres ver que o Glorioso me vai dar uma prenda adicional, para além da vitória, que é ver FINALMENTE um jogo nas calmas?” Infelizmente, foi pura ilusão. A nossa 1ª parte foi lamentável do ponto de vista ofensivo, já que conseguimos não criar mais nenhum perigo para além do golo! É certo que estivemos bem na defesa, não permitindo que o adversário construísse situações de golo, mas a nossa equipa não deveria mostrar-se satisfeita por ganhar 1-0 à Naval... Tivemos a sorte do jogo por o adversário ter marcado o golo do empate logo aos 53’, o que nos permitiu ter tempo para ir para a frente e tentar modificar o marcador. E foi isso mesmo que fizemos! Agora, a pergunta que se impõe é: PORQUE É QUE O BENFICA NÃO FEZ ISTO quando estava 1-0? Porque é que se está sempre à espera do empate e de situações adversas para se começar a jogar à bola? Já aqui disse mais de uma vez que ODEIO o “controlar a partida” com a vantagem de um golo. Porque estamos sempre à mercê de um “lance fortuito” que empata o jogo e depois ficamos muito tristes porque “não merecíamos tal sorte”. É verdade, mas por isso mesmo é que É PRECISO ter pelo menos dois golos de vantagem, porque a eventualidade de acontecerem dois “lances fortuitos” na mesma partida é muito menor! E hoje aconteceu isso mesmo, estávamos a “controlar o jogo”, mas um lançamento lateral e um ressalto no Luisão colocaram a bola à mercê do Marcelinho que empatou o encontro. Depois até final só se viu a nossa equipa em campo e tivemos duas excelentes oportunidades pelo Di María (ao poste) e o Cardozo (remate de ângulo muito difícil ligeiramente ao lado), antes do golo da vitória pelo Katsouranis aos 73’. A Naval não conseguiu criar mais perigo e a nossa vitória é mais que justa.
Os destaques individuais são pela 2ª parte, já que da 1ª só se aproveitou o golo do Aimar. O Di María esteve muito bem, facto a que não será alheio a sua mudança para a esquerda, com o Reyes na direita. O Katsouranis foi essencial para a vitória, com um golo de cabeça muito oportuno. O Aimar sobe de forma a olhos vistos e até já marca golos! Apesar de algumas intervenções iniciais menos acertadas, também gostei do Miguel Vítor, até porque foi dele a assistência de cabeça para o segundo golo. E o Moreira sofre um golo pelo segundo jogo consecutivo sem fazer uma defesa difícil.
Este campeonato vai ser um sofrimento até final, mas eu espero que este jogo nos sirva de lição. É perfeitamente escusado sofrer desta maneira. Na 1ª parte, a Naval fartou-se de abrir espaços na defesa porque estava balanceada no ataque, mas como nós não acertávamos três passes seguidos(!) nunca conseguimos criar perigo. E nesta fase da época isto não se devia admitir na nossa equipa, até porque os mesmos jogadores pareciam outros depois do golo do empate. O “se” que eu coloco é: como seria se o golo deles fosse mais perto do final? Façam o “controlo do jogo” à vontade, mas POR FAVOR com uma vantagem de pelo menos dois golos. Pode ser?
P.S. – Vai haver um festival durante esta semana toda, porque o golo da vitória surgiu na sequência de um livre em que não houve falta. A bola bateu na cara de um jogador da Naval e não na mão, se bem que na imagem vista de trás dê mesmo a impressão que foi com a mão. O Sr. João Ferreira equivocou-se e assinalou mal o livre. SÓ QUE comparar um livre ainda longe da baliza com um penalty ou um fora-de-jogo mal assinalado é, como diria o Mourinho, uma prostituição intelectual. Mas vai haver gente que o vai fazer, não tenhamos dúvidas. Aliás, de certeza que será gente adepta de um clube que está muito habituado a lidar com estas senhoras.
P.P.S. – E vai escamotear-se o facto de o Hugo Morais, jogador do Leixões, ter saltado com os braços no ar num canto a favor do CRAC, provocando um óbvio penalty quando ainda estava 0-0. Um lance completamente absurdo (ou talvez não...), aliás muito semelhante ao que o Filipe Lopes, do Nacional, fez no último minuto do jogo precisamente contra o mesmo adversário e quando a partida também estava empatada. Que coincidências existem no futebol em Portugal...
sábado, fevereiro 28, 2009
Desnecessário sofrimento
Vencemos o Leixões (2-1) e, aconteça o que acontecer amanhã no jogo do CRAC frente aos lagartos, iremos sempre ganhar pontos em relação a pelo menos um deles. Foi uma vitória muito sofrida, o que, se à partida se estaria à espera já que o Leixões é a grande revelação do campeonato, depois de termos feito o 2-0 aos 67’ foi uma desagradável surpresa.
Iniciámos muito bem o jogo, facto a que não foi alheio a colocação do Ruben Amorim ao lado do Katsouranis no meio-campo e a um Di María mais objectivo e lutador do que em partidas anteriores. Pode até dizer-se que entrámos com um dinâmica de 2ª parte e foi sem surpresa que chegámos ao golo aos 16’. Quer dizer, chegaram ao golo por nós, neste caso o defesa-central Elvis (se bem que, se ele não tivesse tocado na bola, o Cardozo que estava mesmo atrás certamente faria golo). Mais uma vez fomos incapazes de marcar um golo nos primeiros 45’, mas desde que a bola entre na baliza adversária está tudo bem para mim :-). Pouco depois foi por um triz que o Luisão não marcou um dos golos do campeonato, já que o seu pontapé de bicicleta passou rente ao poste. Até final da 1ª parte, o jogo manteve-se equilibrado, mas sem o Leixões conseguir fazer um remate com perigo à nossa baliza. De salientar pela negativa a lesão muscular do Ruben Amorim, que foi substituído pelo Carlos Martins, o que teve como consequência o abaixamento da nossa produção. Mesmo perto do intervalo, o Cardozo resolveu armar-se em Nuno Gomes e tentar fazer um passe para um colega, quando estava em boa posição de rematar à baliza. Foi pena, porque iríamos para os balneários mais descansados.
E, como que a confirmar isso, a 2ª parte foi completamente diferente da 1ª e para pior. Demos a iniciativa ao adversário, o que teoricamente não estaria mal visto se fôssemos mais acutilantes e perigosos no contra-ataque. Porém, isso não aconteceu muitas vezes. Mesmo assim tivemos boas oportunidades para marcar pelo Reyes (boa defesa do Beto) e Cardozo (péssima recepção a um passe de morte do Di María). Aos 67’ o paraguaio redimiu-se ao fazer uma boa jogada pela direita e centrar para a cabeça do Nuno Gomes (que entretanto tinha substituído o Reyes), que fez o 2-0. Pensei eu que poderíamos ficar descansados até ao fim, mas foi pura ilusão. Numa decisão inexplicável, o Quique resolveu esgotar as substituições aos 72’, fazendo entrar o Balboa para o lugar do Di María. Quanto a mim, estando a equipa a ganhar, é sempre de deixar uma alteração para fazer mais perto do fim do jogo para que não aconteça exactamente o que aconteceu nesta partida: dois minutos depois, o Carlos Martins teve uma lesão muscular e ficámos a jogar com 10 até final. E, para piorar as coisas, o Leixões reduziu o marcador nesse mesmo minuto 74’. Como se já não bastasse estarmos com 10, o nosso meio-campo era constituído pelo Balboa, Katsouranis, Aimar e Nuno Gomes a extremo-esquerdo! Temi imenso pela vitória, mas um espírito de sacrifício de saudar, uma entreajuda enorme e uma capacidade muito boa de adormecer o jogo fez com que conseguíssemos manter o resultado.
Gostei muito do Miguel Vítor, que demonstra uma sobriedade invulgar para os seus 19 anos, além de ter gerido muito bem o amarelo da 1ª parte, do Cardozo, muito bem naquilo em que não é tão bom (jogar para os colegas, tabelar e assistir) e menos bem na sua especialidade (a finalização), e do Luisão, que foi muito importante para manter as tropas unidas lá atrás na altura do aperto. O Aimar está a subir de forma e fisicamente parece muito bem, embora por vezes não solte a bola tão rápido quanto fosse desejável. Também o Di María me pareceu mais adulto e mais disponível para ajudar a defender. Mas em geral toda a equipa esteve bastante bem no plano da entrega ao jogo. Só foi pena o jogo ter passado ao lado do Reyes, muito menos decisivo que em alturas anteriores. E, claro está, eu gosto sempre que o Nuno Gomes faça golos (embora depois a defender, numa posição que está muito longe de ser a sua, tenha feito alguns passes errados).
Gostaria de terminar este post com uma pergunta ao Quique: qual foi a sua ideia de, estando a ganhar, esgotar as substituições a 18’ do fim e ainda por cima para colocar o Balboa?! O facto de a maioria dos treinadores, quando estão a ganhar, deixar uma substituição por fazer até aos minutos finais deveria querer dizer alguma coisa. Eu achei logo na altura que era desafiar a sorte, o que se veio infelizmente a confirmar. Por favor, não volte a fazer o mesmo, sim? É que eu vou viver menos cinco anos por causa do sofrimento desta parte final...
P.S. - Depois da vergonha deste jogo, voltámos a ter o desprazer de ser arbitrados pelo Sr. Lucílio Baptista. Que, dentro do seu estilo insuportavelmente espalhafatoso, conseguiu não nos prejudicar desta vez. Oito jogos depois, voltámos a ganhar uma partida arbitrada por este espécime. Ainda há milagres.
Iniciámos muito bem o jogo, facto a que não foi alheio a colocação do Ruben Amorim ao lado do Katsouranis no meio-campo e a um Di María mais objectivo e lutador do que em partidas anteriores. Pode até dizer-se que entrámos com um dinâmica de 2ª parte e foi sem surpresa que chegámos ao golo aos 16’. Quer dizer, chegaram ao golo por nós, neste caso o defesa-central Elvis (se bem que, se ele não tivesse tocado na bola, o Cardozo que estava mesmo atrás certamente faria golo). Mais uma vez fomos incapazes de marcar um golo nos primeiros 45’, mas desde que a bola entre na baliza adversária está tudo bem para mim :-). Pouco depois foi por um triz que o Luisão não marcou um dos golos do campeonato, já que o seu pontapé de bicicleta passou rente ao poste. Até final da 1ª parte, o jogo manteve-se equilibrado, mas sem o Leixões conseguir fazer um remate com perigo à nossa baliza. De salientar pela negativa a lesão muscular do Ruben Amorim, que foi substituído pelo Carlos Martins, o que teve como consequência o abaixamento da nossa produção. Mesmo perto do intervalo, o Cardozo resolveu armar-se em Nuno Gomes e tentar fazer um passe para um colega, quando estava em boa posição de rematar à baliza. Foi pena, porque iríamos para os balneários mais descansados.
E, como que a confirmar isso, a 2ª parte foi completamente diferente da 1ª e para pior. Demos a iniciativa ao adversário, o que teoricamente não estaria mal visto se fôssemos mais acutilantes e perigosos no contra-ataque. Porém, isso não aconteceu muitas vezes. Mesmo assim tivemos boas oportunidades para marcar pelo Reyes (boa defesa do Beto) e Cardozo (péssima recepção a um passe de morte do Di María). Aos 67’ o paraguaio redimiu-se ao fazer uma boa jogada pela direita e centrar para a cabeça do Nuno Gomes (que entretanto tinha substituído o Reyes), que fez o 2-0. Pensei eu que poderíamos ficar descansados até ao fim, mas foi pura ilusão. Numa decisão inexplicável, o Quique resolveu esgotar as substituições aos 72’, fazendo entrar o Balboa para o lugar do Di María. Quanto a mim, estando a equipa a ganhar, é sempre de deixar uma alteração para fazer mais perto do fim do jogo para que não aconteça exactamente o que aconteceu nesta partida: dois minutos depois, o Carlos Martins teve uma lesão muscular e ficámos a jogar com 10 até final. E, para piorar as coisas, o Leixões reduziu o marcador nesse mesmo minuto 74’. Como se já não bastasse estarmos com 10, o nosso meio-campo era constituído pelo Balboa, Katsouranis, Aimar e Nuno Gomes a extremo-esquerdo! Temi imenso pela vitória, mas um espírito de sacrifício de saudar, uma entreajuda enorme e uma capacidade muito boa de adormecer o jogo fez com que conseguíssemos manter o resultado.
Gostei muito do Miguel Vítor, que demonstra uma sobriedade invulgar para os seus 19 anos, além de ter gerido muito bem o amarelo da 1ª parte, do Cardozo, muito bem naquilo em que não é tão bom (jogar para os colegas, tabelar e assistir) e menos bem na sua especialidade (a finalização), e do Luisão, que foi muito importante para manter as tropas unidas lá atrás na altura do aperto. O Aimar está a subir de forma e fisicamente parece muito bem, embora por vezes não solte a bola tão rápido quanto fosse desejável. Também o Di María me pareceu mais adulto e mais disponível para ajudar a defender. Mas em geral toda a equipa esteve bastante bem no plano da entrega ao jogo. Só foi pena o jogo ter passado ao lado do Reyes, muito menos decisivo que em alturas anteriores. E, claro está, eu gosto sempre que o Nuno Gomes faça golos (embora depois a defender, numa posição que está muito longe de ser a sua, tenha feito alguns passes errados).
Gostaria de terminar este post com uma pergunta ao Quique: qual foi a sua ideia de, estando a ganhar, esgotar as substituições a 18’ do fim e ainda por cima para colocar o Balboa?! O facto de a maioria dos treinadores, quando estão a ganhar, deixar uma substituição por fazer até aos minutos finais deveria querer dizer alguma coisa. Eu achei logo na altura que era desafiar a sorte, o que se veio infelizmente a confirmar. Por favor, não volte a fazer o mesmo, sim? É que eu vou viver menos cinco anos por causa do sofrimento desta parte final...
P.S. - Depois da vergonha deste jogo, voltámos a ter o desprazer de ser arbitrados pelo Sr. Lucílio Baptista. Que, dentro do seu estilo insuportavelmente espalhafatoso, conseguiu não nos prejudicar desta vez. Oito jogos depois, voltámos a ganhar uma partida arbitrada por este espécime. Ainda há milagres.
domingo, fevereiro 22, 2009
Culpa própria
Perdemos no WC (2-3) e não só nos atrasámos em relação ao CRAC (quatro pontos), como fomos apanhados pelos lagartos no 2º lugar embora mantenhamos vantagem no confronto directo. Ou seja, desperdiçámos uma oportunidade soberana de colocar os nossos rivais de sempre fora de luta pelo título. E o que mais custa neste jogo, é que o resultado até acaba por ser simpático para nós, já que uma lamentável e inacreditável 2ª parte nos poderia ter custado uma derrota mais copiosa.O Quique apostou na mesma equipa que jogou em casa do CRAC, mas a exibição esteve a léguas de distância. Entrámos praticamente a perder com um golo do etíope dos supermercados logo aos 11’ na sequência de um canto cedido depois de um disparate do David Luiz. Demorámos tempo a reagir, mas os lagartos não criaram mais nenhuma grande oportunidade. A meio da 1ª parte equilibrámos as coisas e tivemos o nosso melhor período, com uma cabeçada do Yebda ao poste e outra boa jogada em que o francês chegou atrasado a um centro do Reyes. A dez minutos do intervalo, e 25(!) anos depois, voltámos a beneficiar de um penalty na casa dos lagartos. Falta indiscutível do Polga sobre o Suazo, mas foi preciso ser o fiscal-de-linha a marcá-la, já que o Sr. Olegário tem graves problemas de visão quando nós estamos em campo. O Reyes marcou para o centro da baliza e rasteiro (que susto!), mas a bola lá entrou. Estava feito o empate e pouco depois chegou o intervalo.
Na 2ª parte, e à semelhança do jogo da Taça no ano passado, não sei o que se passou com a equipa. Praticamente deixámos de jogar. Os lagartos entravam pela nossa defesa como queriam, tinham todo o espaço do mundo, corriam mais que nós e chegavam naturalmente primeiro à bola. Claro que para isto ajudou e muito um golo logo aos 47’. Depois de outra má intervenção do David Luiz, que deixou o Derlei sozinho, este, como costuma fazer contra nós no WC, não falhou. Foi penoso ver como não conseguimos reagir ao golo sofrido e neste período acabámos por ter sorte por o resultado não ser ter avolumado. As substituições (entradas do Di María e Cardozo) melhoraram ligeiramente a equipa, mas não o suficiente para que passássemos a criar perigo de uma maneira regular. E, infelizmente, foi sem surpresa que sofremos o 3º golo aos 82’, novamente pelo etíope dos supermercados num grande golpe de cabeça. Curiosamente reagimos melhor a este golo do que ao 2-1 e ainda conseguimos marcar no último minuto, depois de um bom centro do Maxi e uma ainda melhor cabeçada do Cardozo. Só que já não houve tempo para mais.
Individualmente, os menos maus foram o Moreira (com excepção de uma saída um pouco extemporânea, esteve muito seguro), o Luisão e, com um bocadinho de boa vontade, o Aimar. O problema foi que houve uma série de jogadores que estiveram muito abaixo das suas potencialidades: Suazo (só ganhou o penalty, não fez mais nada), Reyes (muito fraco para quem tinha o Pedro Silva pela frente), Ruben Amorim (nem quando passou para o meio melhorou) e, claro está, o David Luiz (que terá feito o pior jogo pelo Benfica). Fraquitos também estiveram o Katsouranis e o Yebda. E, por último, só um recado. Sr. Quique, perceba por favor uma coisa: o Cardozo é o MELHOR avançado do Benfica. Marcou 22 golos na sua época de estreia na Europa no ano passado e este ano, com mais 20’ de utilização que o Suazo, marcou quase o dobro dos golos dele (7 contra 4). Eu não me interessa se o Suazo é mais rápido ou melhor tecnicamente, a valia de um avançado mede-se com golos e neste aspecto o paraguaio bate todos os outros. Já para não falar no pequeno pormenor de ele ser 100% jogador do Benfica, enquanto o hondurenho está cá por empréstimo, sem direito de opção, e com um ordenado incompatível para a nossa realidade.
Na próxima 6ª feira teremos um dos jogos mais importantes da época. Iremos receber o Leixões na véspera de um CRAC – lagartos. Temos OBRIGATORIAMENTE que ganhar para aproveitar o facto de um deles (ou os dois) perderem pontos. Caso contrário, temo muito pelo resto da época.
P.S. – Já sei que a lagartada virá falar do penalty não assinalado por causa da mão/cotovelo do Maxi perto do intervalo. Têm toda a razão, mas espero que não se esqueçam do puxão ao Aimar dentro da área logo no início do jogo que poderia ter mudado o curso do mesmo.
segunda-feira, fevereiro 16, 2009
Chateado
Vencemos o Paços de Ferreira (3-2) e continuamos a um ponto do CRAC, tendo os lagartos três pontos atrás de nós. No entanto, este jogo teve o condão de me deixar muito chateado à saída do estádio, o que raramente acontece após uma vitória. E a razão é muito simples: é INADMISSÍVEL que o Benfica chegue aos 92’ a ganhar por 3-1 e nos dois minutos finais só não tenha empatado a partida porque existe uma coisa chamada poste. Ainda por cima, tivemos por duas vezes uma vantagem de dois golos e em ambas as ocasiões exibimos desconcentrações IMPERDOÁVEIS na defesa. Foi quase um déjà vu do Benfica – Belenenses disputado no Estádio Nacional em 2003/04.
Para não fugir à regra, a 1ª parte foi para esquecer. Lentos, sem ideias, sem criar situações de golo, com excepção de uma cabeçada do Luisão à trave na sequência de um livre e posterior recarga do Aimar para grande defesa do guarda-redes Cássio. Fazer uma jogada de jeito (pela esquerda com o Aimar que depois resultou em canto) em 45’ é de uma pobreza franciscana atroz. Em relação à partida na casa do CRAC, entraram o nº 25, Carlos Martins e Cardozo para os lugares do Maxi Pereira (castigado, jogando o David Luiz no seu lugar), Yebda (com o 4º amarelo) e Suazo (com fadiga muscular). Mas toda a atitude da equipa foi muito má nos primeiros 45’. Raramente utilizámos a velocidade, o Cardozo estava marcadíssimo na frente, o Aimar manietado pelos defesas e o Carlos Martins completamente desastrado no passe. Juntando a isto um Ruben Amorim e um Katsouranis uns furos abaixo do habitual, facilmente se chega à conclusão que o Reyes não dá para tudo.
Na 2ª parte as coisas melhoraram, principalmente em termos de atitude. Fomos mais aguerridos nas disputas dos lances e começámos a empurrar o Paços para o meio-campo deles. Só que o golo não aparecia, até que o Quique fez uma substituição que virou a partida: entrou o Di María e saiu o Carlos Martins. O argentino entrou muito bem no jogo e FINALMENTE vimos o Ruben Amorim na sua posição de origem no meio-campo. A nossa exibição mudou da noite para o dia e em quatro minutos (69’ e 73’) marcámos dois golos: Cardozo (quebrou a malapata!) e Ruben Amorim (grande remate de fora da área). Só que dois minutos depois o Paços reduziu, num lance em que o Sidnei facilitou. Parece que está escrito este ano que não temos direito a ver nenhum jogo na Luz sossegados. Faltavam 15’ para terminar a partida e o Paços não mostrava capacidade para chegar com perigo à nossa baliza. No entanto, um golo de vantagem deixa-me sempre muito nervoso. Mas aos 86’ o Di María resolveu marcar o golo do campeonato: remate de primeira a 35m da baliza e bola lá dentro. Todos respirámos de alívio, só que foi precoce. Porque nos últimos dois minutos o Paços não só reduziu, num lance em que o defesa-esquerdo deles apareceu sozinho na área (onde estava o acompanhamento do Di María?!) e depois o David Luiz provocou uma falta desnecessária que resultou na tal bola ao poste. Acabámos por ter sorte no final, mas estes lances tiraram-me completamente o sabor da vitória: não podemos ficar à mercê da sorte a ganhar 3-1 aos 92’!!
A exibição colectiva não foi muito conseguida e isso reflecte-se também nas performances individuais. Gostei imenso de ver o Ruben Amorim no meio, ele que estava a fazer um jogo muito mau até aí, o Di María se jogar sempre assim (não foi só o golo) torna-se um caso sério e o Reyes é dos poucos que não tem medo de partir para o um contra um.
A vitória, ao contrário do que disse o treinador do Paços, Paulo Sérgio, é justíssima. Aliás, tenho muito pena que ninguém lhe tenha perguntado o porquê da vergonha de queimar tempo logo a partir dos 5'! Perdi a conta às vezes que um jogador deles parecia que morria em campo e lá entrava a maca. O que é que equipas destas estão a fazer na I Divisão?! Para a semana vamos ao WC e sinceramente estou confiante. Nos jogos grandes costumamo-nos superar.
P.S. – Um penalty marcado num lance muito semelhante a um do Suazo frente ao Braga que não foi nada e um 2-1 num salto ao eixo do Farias sobre o central a 4’ do fim, com os cumprimentos do Sr. Elmano Santos (o tal do Belenenses – Benfica...), assinalaram o vitória do CRAC frente ao Rio Ave. A pouca vergonha continua.
Para não fugir à regra, a 1ª parte foi para esquecer. Lentos, sem ideias, sem criar situações de golo, com excepção de uma cabeçada do Luisão à trave na sequência de um livre e posterior recarga do Aimar para grande defesa do guarda-redes Cássio. Fazer uma jogada de jeito (pela esquerda com o Aimar que depois resultou em canto) em 45’ é de uma pobreza franciscana atroz. Em relação à partida na casa do CRAC, entraram o nº 25, Carlos Martins e Cardozo para os lugares do Maxi Pereira (castigado, jogando o David Luiz no seu lugar), Yebda (com o 4º amarelo) e Suazo (com fadiga muscular). Mas toda a atitude da equipa foi muito má nos primeiros 45’. Raramente utilizámos a velocidade, o Cardozo estava marcadíssimo na frente, o Aimar manietado pelos defesas e o Carlos Martins completamente desastrado no passe. Juntando a isto um Ruben Amorim e um Katsouranis uns furos abaixo do habitual, facilmente se chega à conclusão que o Reyes não dá para tudo.
Na 2ª parte as coisas melhoraram, principalmente em termos de atitude. Fomos mais aguerridos nas disputas dos lances e começámos a empurrar o Paços para o meio-campo deles. Só que o golo não aparecia, até que o Quique fez uma substituição que virou a partida: entrou o Di María e saiu o Carlos Martins. O argentino entrou muito bem no jogo e FINALMENTE vimos o Ruben Amorim na sua posição de origem no meio-campo. A nossa exibição mudou da noite para o dia e em quatro minutos (69’ e 73’) marcámos dois golos: Cardozo (quebrou a malapata!) e Ruben Amorim (grande remate de fora da área). Só que dois minutos depois o Paços reduziu, num lance em que o Sidnei facilitou. Parece que está escrito este ano que não temos direito a ver nenhum jogo na Luz sossegados. Faltavam 15’ para terminar a partida e o Paços não mostrava capacidade para chegar com perigo à nossa baliza. No entanto, um golo de vantagem deixa-me sempre muito nervoso. Mas aos 86’ o Di María resolveu marcar o golo do campeonato: remate de primeira a 35m da baliza e bola lá dentro. Todos respirámos de alívio, só que foi precoce. Porque nos últimos dois minutos o Paços não só reduziu, num lance em que o defesa-esquerdo deles apareceu sozinho na área (onde estava o acompanhamento do Di María?!) e depois o David Luiz provocou uma falta desnecessária que resultou na tal bola ao poste. Acabámos por ter sorte no final, mas estes lances tiraram-me completamente o sabor da vitória: não podemos ficar à mercê da sorte a ganhar 3-1 aos 92’!!
A exibição colectiva não foi muito conseguida e isso reflecte-se também nas performances individuais. Gostei imenso de ver o Ruben Amorim no meio, ele que estava a fazer um jogo muito mau até aí, o Di María se jogar sempre assim (não foi só o golo) torna-se um caso sério e o Reyes é dos poucos que não tem medo de partir para o um contra um.
A vitória, ao contrário do que disse o treinador do Paços, Paulo Sérgio, é justíssima. Aliás, tenho muito pena que ninguém lhe tenha perguntado o porquê da vergonha de queimar tempo logo a partir dos 5'! Perdi a conta às vezes que um jogador deles parecia que morria em campo e lá entrava a maca. O que é que equipas destas estão a fazer na I Divisão?! Para a semana vamos ao WC e sinceramente estou confiante. Nos jogos grandes costumamo-nos superar.
P.S. – Um penalty marcado num lance muito semelhante a um do Suazo frente ao Braga que não foi nada e um 2-1 num salto ao eixo do Farias sobre o central a 4’ do fim, com os cumprimentos do Sr. Elmano Santos (o tal do Belenenses – Benfica...), assinalaram o vitória do CRAC frente ao Rio Ave. A pouca vergonha continua.
segunda-feira, fevereiro 09, 2009
A esterqueira do costume
Um LADRÃO chamado Sr. Pedro Proença impediu-nos de ganhar na casa do CRAC (1-1). É tão simples quanto isto. É mais um lance que este GATUNO decide contra nós e que nos ROUBA pontos. Não há palavras para descrever a indignação, o ódio e a revolta que sinto contra esta ESTRUMEIRA de futebol em que estamos inseridos, em que o expoente máximo é este clube que só continua a pavonear-se na I Divisão porque a Justiça em Portugal é igual à democracia na China. Continua tudo na mesma e as moscas e o seu alimento continuam a poluir o desporto em Portugal. Assim sendo, nada mais nos resta do que esperar que a Natureza faça o seu curso ou que haja alguma cadeira salvadora. O campeão nacional deste e dos próximos anos já está encontrado. Este país mete NOJO!
Fizemos um bom jogo, aliás na senda de outros jogos importantes em que a nossa qualidade exibicional melhorou substancialmente. O CRAC teve algumas oportunidades no início da partida, mas o Moreira não teve que fazer nenhuma defesa particularmente difícil. A partir de metade da 1ª parte, assumimos o controlo do jogo e não o largámos até final. Perto do intervalo, um canto muito bem marcado pelo Reyes descobre o Yebda ao segundo poste e fomos para o descanso em vantagem. Na 2ª parte, o CRAC teve mais posse de bola, mas nenhuma grande oportunidade de golo. E os poucos remates que foram à baliza encontraram um muito seguro Moreira. Nós tivemos outra boa hipótese para marcar pelo Suazo, mas o seu cabeceamento passou rente ao poste já com o Helton batido. Até que aos 71’ o Sr. Pedro Proença, a dois metros da jogada, resolve DELIBERADAMENTE marcar penalty numa simulação grosseira do Lisandro perante o Yebda. E, como o Lucho só falha penalties contra os lagartos, foi feito o empate num lance que é o espelho da CORRUPÇÃO que nos infesta todos há 30 anos. Até final ainda tivemos um remate do David Luiz que poderia ter sido com mais força, mas que se fosse golo muito provavelmente ainda seria anulado.
Numa exibição muito bem conseguida que se não fosse o ESTERCO de futebol em que estamos inseridos nos teria valido a vitória, não é fácil destacar alguém individualmente. No entanto, acho que o Aimar merece uma referência porque até hoje tinha feito muito pouco com a gloriosa camisola. Também gostei do Moreira que se apresentou sempre muito seguro. O Yebda subiu igualmente de produção em relação a partida anteriores, ao contrário do Katsouranis que errou mais passes do que é habitual. A defesa esteve quase sempre bem, com excepção dos primeiros 20’ em que os jogadores do CRAC tiveram algumas ocasiões para rematar à vontade.
Um palavra final para o Di María que substituiu o Suazo (apagado, porque veio de uma lesão) aos 62’: não te vale de nada saberes fintar meia-equipa contrária, se depois tens o remate mais ridículo da história do futebol. Estás há um ano e meio no Benfica e não se vê evolução nenhuma! Tens o Cardozo na equipa e o Eusébio no clube, pede-lhes explicações sobre os remates à baliza: nesta partida fizeste três e qual deles terá sido o mais idiota? Quando se remata, convém estar com os olhos abertos, caso contrário acontece o que acontece quando tu rematas. Estar lá o guarda-redes ou não estar é a mesma coisa: a bola nunca vai à baliza. Pensa nisto, está bem?
Resta-nos lutar até ao final do campeonato pela melhor posição possível, ou seja, o 2º lugar. Da mesma maneira que nesta jornada não nos deixaram ganhar, assim vai acontecer até final do campeonato. A imundice continua e todos assobiam para o lado. Este cheiro nauseabundo causa-me cada vez mais vómitos. Que se afoguem nela todos os que são coniventes com esta CORRUPÇÃO é o que eu desejo.
Fizemos um bom jogo, aliás na senda de outros jogos importantes em que a nossa qualidade exibicional melhorou substancialmente. O CRAC teve algumas oportunidades no início da partida, mas o Moreira não teve que fazer nenhuma defesa particularmente difícil. A partir de metade da 1ª parte, assumimos o controlo do jogo e não o largámos até final. Perto do intervalo, um canto muito bem marcado pelo Reyes descobre o Yebda ao segundo poste e fomos para o descanso em vantagem. Na 2ª parte, o CRAC teve mais posse de bola, mas nenhuma grande oportunidade de golo. E os poucos remates que foram à baliza encontraram um muito seguro Moreira. Nós tivemos outra boa hipótese para marcar pelo Suazo, mas o seu cabeceamento passou rente ao poste já com o Helton batido. Até que aos 71’ o Sr. Pedro Proença, a dois metros da jogada, resolve DELIBERADAMENTE marcar penalty numa simulação grosseira do Lisandro perante o Yebda. E, como o Lucho só falha penalties contra os lagartos, foi feito o empate num lance que é o espelho da CORRUPÇÃO que nos infesta todos há 30 anos. Até final ainda tivemos um remate do David Luiz que poderia ter sido com mais força, mas que se fosse golo muito provavelmente ainda seria anulado.
Numa exibição muito bem conseguida que se não fosse o ESTERCO de futebol em que estamos inseridos nos teria valido a vitória, não é fácil destacar alguém individualmente. No entanto, acho que o Aimar merece uma referência porque até hoje tinha feito muito pouco com a gloriosa camisola. Também gostei do Moreira que se apresentou sempre muito seguro. O Yebda subiu igualmente de produção em relação a partida anteriores, ao contrário do Katsouranis que errou mais passes do que é habitual. A defesa esteve quase sempre bem, com excepção dos primeiros 20’ em que os jogadores do CRAC tiveram algumas ocasiões para rematar à vontade.
Um palavra final para o Di María que substituiu o Suazo (apagado, porque veio de uma lesão) aos 62’: não te vale de nada saberes fintar meia-equipa contrária, se depois tens o remate mais ridículo da história do futebol. Estás há um ano e meio no Benfica e não se vê evolução nenhuma! Tens o Cardozo na equipa e o Eusébio no clube, pede-lhes explicações sobre os remates à baliza: nesta partida fizeste três e qual deles terá sido o mais idiota? Quando se remata, convém estar com os olhos abertos, caso contrário acontece o que acontece quando tu rematas. Estar lá o guarda-redes ou não estar é a mesma coisa: a bola nunca vai à baliza. Pensa nisto, está bem?
Resta-nos lutar até ao final do campeonato pela melhor posição possível, ou seja, o 2º lugar. Da mesma maneira que nesta jornada não nos deixaram ganhar, assim vai acontecer até final do campeonato. A imundice continua e todos assobiam para o lado. Este cheiro nauseabundo causa-me cada vez mais vómitos. Que se afoguem nela todos os que são coniventes com esta CORRUPÇÃO é o que eu desejo.
quinta-feira, fevereiro 05, 2009
Na final
Vencemos o V. Guimarães (2-1) e estamos na final da Taça da Liga, onde iremos defrontar os lagartos. A exibição, à semelhança de há alguns jogos para cá, esteve longe de ser brilhante, mas o principal objectivo foi cumprido. E, aparentemente, também não se magoou ninguém para o importante jogo do próximo domingo em casa do CRAC, o que é sempre de saudar quando do outro lado joga o Flávio Meireles.
Não entrámos nada bem na partida, mas o V. Guimarães esteve muito longe de incomodar a nossa baliza. Tivemos uma boa atitude em campo, se bem que por vezes não introduzíssemos a velocidade necessária para criar desequilíbrios. O Cardozo continua com a malapata dos postes (hoje foi mais uma bola), mas não pode falhar um golo como aquele na pequena-área. Não precisa de tentar sempre furar as redes quando remata e, naquele caso, um pequeno desvio do guarda-redes era mais que suficiente. Para além disso, ainda teve outros dois remates perigosos (um defendido pelo guarda-redes e outro ao lado).
Na 2ª parte, voltámos a não entrar bem e o tempo ia passando sem grandes ocasiões de golo e pouca réplica do adversário, que parecia mais interessado em esperar pelos penalties. Até que se deu um momento quase único na minha história de benfiquismo, em que tive que me manifestar veementemente contra a substituição que o Quique operou: tirou o Cardozo e colocou o Di María. Quer dizer, tirou o único ponta-de-lança em campo, dos poucos jogadores do plantel que sabe rematar à baliza, quando o resultado ainda estava 0-0 e o V. Guimarães não dava mostrar de subir muito a defesa (suponho que a entrada do Di María fosse para aproveitar a sua velocidade, mas para isso era preciso ter espaço). Só que para grande sorte nossa, dois minutos depois desta inexplicável substituição, aos 69’, abrimos o marcador com um autogolo do Gregory na sequência de um canto. A partir daí, a substituição deu frutos, já que o adversário teve que subir no terreno e naturalmente houve espaços nas costas dos defesas. Mas nem quero pensar no que teria sido se o resultado se mantivesse 0-0... É que, ainda por cima, o Cardozo é exímio a marcar penalties. Na parte final, o jogo voltou a aquecer, pois marcámos o 2-0 pelo Aimar (até que enfim, um golo!) aos 87’, depois de um grande passe do Katsouranis, o Di María teve uma péssima decisão ao não passar ao isolado Reyes e preferir o remate à baliza (logo ele, que é um grande especialista...), V. Guimarães reduziu em cima dos 90’ e ainda deu para falharmos outro golo (Reyes) e vermos o Carlitos atirar para as nuvens quando só tinha o Quim pela frente. Este lance surgiu depois de uma grande falha do David Luiz, que fora isto até esteve bem, mas aquela intervenção ia estragando tudo.
Individualmente, é difícil destacar alguém quando a mediania foi quase geral. Mesmo assim, acho que o Luisão foi dos melhores, tal como o Katsouranis. O Carlos Martins também não fez um mau jogo e o Reyes provou mais uma vez que é muito mais influente a dormir do que o Di María acordado. O Aimar marcou um belo golo, mas não esteve feliz durante a maior parte do jogo. No entanto, espera-se que, com a melhoria física, se torne o jogador que todos nós conhecemos. Quanto ao Cardozo, volto a afirmar que ele tem que ser titular do Benfica. São raros os remates dele que não criam perigo e isso é priceless.
Como é óbvio, espero que vençamos este troféu, porque não podemos passar mais um ano sem nenhum título. Por outro lado, claro que, para termos o troféu mais apetecível de todos, o jogo do próximo domingo é fundamental. Se tudo correr dentro da normalidade e não do que é normal em casa do CRAC, acho que teremos hipóteses, porque este ano temo-nos superado nos jogos mais difíceis. De qualquer maneira, qualquer que seja o resultado, continuamos na luta, mas sem dúvida que uma vitória iria aumentar imenso a nossa confiança.
Não entrámos nada bem na partida, mas o V. Guimarães esteve muito longe de incomodar a nossa baliza. Tivemos uma boa atitude em campo, se bem que por vezes não introduzíssemos a velocidade necessária para criar desequilíbrios. O Cardozo continua com a malapata dos postes (hoje foi mais uma bola), mas não pode falhar um golo como aquele na pequena-área. Não precisa de tentar sempre furar as redes quando remata e, naquele caso, um pequeno desvio do guarda-redes era mais que suficiente. Para além disso, ainda teve outros dois remates perigosos (um defendido pelo guarda-redes e outro ao lado).
Na 2ª parte, voltámos a não entrar bem e o tempo ia passando sem grandes ocasiões de golo e pouca réplica do adversário, que parecia mais interessado em esperar pelos penalties. Até que se deu um momento quase único na minha história de benfiquismo, em que tive que me manifestar veementemente contra a substituição que o Quique operou: tirou o Cardozo e colocou o Di María. Quer dizer, tirou o único ponta-de-lança em campo, dos poucos jogadores do plantel que sabe rematar à baliza, quando o resultado ainda estava 0-0 e o V. Guimarães não dava mostrar de subir muito a defesa (suponho que a entrada do Di María fosse para aproveitar a sua velocidade, mas para isso era preciso ter espaço). Só que para grande sorte nossa, dois minutos depois desta inexplicável substituição, aos 69’, abrimos o marcador com um autogolo do Gregory na sequência de um canto. A partir daí, a substituição deu frutos, já que o adversário teve que subir no terreno e naturalmente houve espaços nas costas dos defesas. Mas nem quero pensar no que teria sido se o resultado se mantivesse 0-0... É que, ainda por cima, o Cardozo é exímio a marcar penalties. Na parte final, o jogo voltou a aquecer, pois marcámos o 2-0 pelo Aimar (até que enfim, um golo!) aos 87’, depois de um grande passe do Katsouranis, o Di María teve uma péssima decisão ao não passar ao isolado Reyes e preferir o remate à baliza (logo ele, que é um grande especialista...), V. Guimarães reduziu em cima dos 90’ e ainda deu para falharmos outro golo (Reyes) e vermos o Carlitos atirar para as nuvens quando só tinha o Quim pela frente. Este lance surgiu depois de uma grande falha do David Luiz, que fora isto até esteve bem, mas aquela intervenção ia estragando tudo.
Individualmente, é difícil destacar alguém quando a mediania foi quase geral. Mesmo assim, acho que o Luisão foi dos melhores, tal como o Katsouranis. O Carlos Martins também não fez um mau jogo e o Reyes provou mais uma vez que é muito mais influente a dormir do que o Di María acordado. O Aimar marcou um belo golo, mas não esteve feliz durante a maior parte do jogo. No entanto, espera-se que, com a melhoria física, se torne o jogador que todos nós conhecemos. Quanto ao Cardozo, volto a afirmar que ele tem que ser titular do Benfica. São raros os remates dele que não criam perigo e isso é priceless.
Como é óbvio, espero que vençamos este troféu, porque não podemos passar mais um ano sem nenhum título. Por outro lado, claro que, para termos o troféu mais apetecível de todos, o jogo do próximo domingo é fundamental. Se tudo correr dentro da normalidade e não do que é normal em casa do CRAC, acho que teremos hipóteses, porque este ano temo-nos superado nos jogos mais difíceis. De qualquer maneira, qualquer que seja o resultado, continuamos na luta, mas sem dúvida que uma vitória iria aumentar imenso a nossa confiança.
domingo, fevereiro 01, 2009
São Pedro
Um golo do salvador Mantorras permitiu-nos derrotar o Rio Ave (1-0) numa partida marcada por um dilúvio bíblico que não tenho memória de ter existido no novo estádio. É claro que já houve jogos à chuva, mas ininterrupta durante 90’ é a 1ª vez. Nestas condições era difícil que o encontro fosse muito bem jogado, mas valeu pela entrega dos jogadores.
Perante a lesão do Suazo e o inacreditável castigo ao Katsouranis (por dizer o que toda a gente viu: que o Benfica – Nacional foi um roubo), o Quique resolveu apostar no Cardozo e Nuno Gomes, deixando o Aimar no banco, e no Carlos Martins a fazer companhia ao Yebda. O Reyes ficou igualmente no banco, mantendo o Di María a titularidade. Não entrámos nada bem na partida, com a maioria dos jogadores a ter dificuldade em perceber que, naquelas condições, o jogo rasteiro era quase impossível de ter sucesso. No entanto, tivemos uns óptimos 10’ finais da 1ª parte, em que atirámos uma bola ao poste pelo Cardozo, com uma recarga inacreditável do Di María (de longe, o pior jogador da equipa), que conseguiu atirar para fora com a baliza completamente à mercê, e um livre do Carlos Martins que proporcionou ao guarda-redes adversário a melhor defesa da partida.
Na 2ª parte pressionámos mais e o Rio Ave abdicou dos tímidos contra-ataques da 1ª. A solução passava quase sempre por jogar com a bola no ar, porque o relvado ia ficando cada vez mais impraticável. Um bom centro do Maxi Pereira proporcionou ao Cardozo a segunda bola ao poste (está cá com um galo...) e aos 66’ o Quique decidiu-se pela entrada do Mantorras (estreia no campeonato) para o lugar do Nuno Gomes. E o angolano só precisou de 4’ para deixar a sua marca na partida. Boa assistência de cabeça do Cardozo e uma óptima protecção da bola, seguida de rotação, para um remate rasteiro para o fundo da baliza por parte do nº 9. Foi o delírio nos 21.398 resistentes à chuva, frio e vento que marcaram presença no Estádio da Luz. Até final ainda apanhámos dois sustos (erros do Luisão e Moreira, que iam custando a vitória), mas felizmente o adversário revelou a pontaria consentânea com o último lugar que ocupa.
Individualmente há que destacar naturalmente o Mantorras. De facto, há qualquer coisa de sobrenatural nele. Dizem as estatísticas que marca um golo a mais ou menos cada 120’, o que é uma média excepcional para quem, ainda por cima, não é titular. O homem entra, o público e a equipa galvanizam-se, e não raras vezes mete a bola na baliza. Mais palavras para quê? É óbvio que tem lugar neste e nos futuros plantéis do Benfica até acabar a sua carreira. A mística também passa muito por aqui. Gostei igualmente bastante do Cardozo (duas bolas aos postes, a assistência para o golo e uma inesgotável capacidade de luta) e espero que o Quique se tenha convencido de uma vez por todas que ele TEM que ser titular. Outro que esteve em bom nível foi o Carlos Martins, que na 1ª parte foi dos poucos que percebeu que a bola tinha que ser jogada pelo ar por causa do estado do relvado. No entanto, há que ser justo e dizer que toda a equipa batalhou imenso e que isso compensou o pouco futebol que apresentámos, mas também acho que naquelas condições era difícil fazer melhor.
O ridículo futebol português em que vivemos não nos permite saber se iremos jogar na 4ª feira para a Taça da Liga e contra que adversário. No entanto, teremos isso sim uma partida importantíssima no próximo domingo. Iremos à pocilga defrontar o CRAC. Na pior das hipóteses, estaremos um ponto atrás deles, o que é uma melhoria significativa em relação às últimas épocas. Como este ano temos jogado bastante melhor as partidas teoricamente mais difíceis, tenho curiosidade em saber como será a nossa exibição. Espero é que não haja influências exteriores a decidir o curso do jogo. Que é como quem diz, o Sr. Lucílio Baptista. Alguém quer apostar que vai ser ele o árbitro?
Perante a lesão do Suazo e o inacreditável castigo ao Katsouranis (por dizer o que toda a gente viu: que o Benfica – Nacional foi um roubo), o Quique resolveu apostar no Cardozo e Nuno Gomes, deixando o Aimar no banco, e no Carlos Martins a fazer companhia ao Yebda. O Reyes ficou igualmente no banco, mantendo o Di María a titularidade. Não entrámos nada bem na partida, com a maioria dos jogadores a ter dificuldade em perceber que, naquelas condições, o jogo rasteiro era quase impossível de ter sucesso. No entanto, tivemos uns óptimos 10’ finais da 1ª parte, em que atirámos uma bola ao poste pelo Cardozo, com uma recarga inacreditável do Di María (de longe, o pior jogador da equipa), que conseguiu atirar para fora com a baliza completamente à mercê, e um livre do Carlos Martins que proporcionou ao guarda-redes adversário a melhor defesa da partida.
Na 2ª parte pressionámos mais e o Rio Ave abdicou dos tímidos contra-ataques da 1ª. A solução passava quase sempre por jogar com a bola no ar, porque o relvado ia ficando cada vez mais impraticável. Um bom centro do Maxi Pereira proporcionou ao Cardozo a segunda bola ao poste (está cá com um galo...) e aos 66’ o Quique decidiu-se pela entrada do Mantorras (estreia no campeonato) para o lugar do Nuno Gomes. E o angolano só precisou de 4’ para deixar a sua marca na partida. Boa assistência de cabeça do Cardozo e uma óptima protecção da bola, seguida de rotação, para um remate rasteiro para o fundo da baliza por parte do nº 9. Foi o delírio nos 21.398 resistentes à chuva, frio e vento que marcaram presença no Estádio da Luz. Até final ainda apanhámos dois sustos (erros do Luisão e Moreira, que iam custando a vitória), mas felizmente o adversário revelou a pontaria consentânea com o último lugar que ocupa.
Individualmente há que destacar naturalmente o Mantorras. De facto, há qualquer coisa de sobrenatural nele. Dizem as estatísticas que marca um golo a mais ou menos cada 120’, o que é uma média excepcional para quem, ainda por cima, não é titular. O homem entra, o público e a equipa galvanizam-se, e não raras vezes mete a bola na baliza. Mais palavras para quê? É óbvio que tem lugar neste e nos futuros plantéis do Benfica até acabar a sua carreira. A mística também passa muito por aqui. Gostei igualmente bastante do Cardozo (duas bolas aos postes, a assistência para o golo e uma inesgotável capacidade de luta) e espero que o Quique se tenha convencido de uma vez por todas que ele TEM que ser titular. Outro que esteve em bom nível foi o Carlos Martins, que na 1ª parte foi dos poucos que percebeu que a bola tinha que ser jogada pelo ar por causa do estado do relvado. No entanto, há que ser justo e dizer que toda a equipa batalhou imenso e que isso compensou o pouco futebol que apresentámos, mas também acho que naquelas condições era difícil fazer melhor.
O ridículo futebol português em que vivemos não nos permite saber se iremos jogar na 4ª feira para a Taça da Liga e contra que adversário. No entanto, teremos isso sim uma partida importantíssima no próximo domingo. Iremos à pocilga defrontar o CRAC. Na pior das hipóteses, estaremos um ponto atrás deles, o que é uma melhoria significativa em relação às últimas épocas. Como este ano temos jogado bastante melhor as partidas teoricamente mais difíceis, tenho curiosidade em saber como será a nossa exibição. Espero é que não haja influências exteriores a decidir o curso do jogo. Que é como quem diz, o Sr. Lucílio Baptista. Alguém quer apostar que vai ser ele o árbitro?
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