sábado, fevereiro 28, 2009
Desnecessário sofrimento
Vencemos o Leixões (2-1) e, aconteça o que acontecer amanhã no jogo do CRAC frente aos lagartos, iremos sempre ganhar pontos em relação a pelo menos um deles. Foi uma vitória muito sofrida, o que, se à partida se estaria à espera já que o Leixões é a grande revelação do campeonato, depois de termos feito o 2-0 aos 67’ foi uma desagradável surpresa.
Iniciámos muito bem o jogo, facto a que não foi alheio a colocação do Ruben Amorim ao lado do Katsouranis no meio-campo e a um Di María mais objectivo e lutador do que em partidas anteriores. Pode até dizer-se que entrámos com um dinâmica de 2ª parte e foi sem surpresa que chegámos ao golo aos 16’. Quer dizer, chegaram ao golo por nós, neste caso o defesa-central Elvis (se bem que, se ele não tivesse tocado na bola, o Cardozo que estava mesmo atrás certamente faria golo). Mais uma vez fomos incapazes de marcar um golo nos primeiros 45’, mas desde que a bola entre na baliza adversária está tudo bem para mim :-). Pouco depois foi por um triz que o Luisão não marcou um dos golos do campeonato, já que o seu pontapé de bicicleta passou rente ao poste. Até final da 1ª parte, o jogo manteve-se equilibrado, mas sem o Leixões conseguir fazer um remate com perigo à nossa baliza. De salientar pela negativa a lesão muscular do Ruben Amorim, que foi substituído pelo Carlos Martins, o que teve como consequência o abaixamento da nossa produção. Mesmo perto do intervalo, o Cardozo resolveu armar-se em Nuno Gomes e tentar fazer um passe para um colega, quando estava em boa posição de rematar à baliza. Foi pena, porque iríamos para os balneários mais descansados.
E, como que a confirmar isso, a 2ª parte foi completamente diferente da 1ª e para pior. Demos a iniciativa ao adversário, o que teoricamente não estaria mal visto se fôssemos mais acutilantes e perigosos no contra-ataque. Porém, isso não aconteceu muitas vezes. Mesmo assim tivemos boas oportunidades para marcar pelo Reyes (boa defesa do Beto) e Cardozo (péssima recepção a um passe de morte do Di María). Aos 67’ o paraguaio redimiu-se ao fazer uma boa jogada pela direita e centrar para a cabeça do Nuno Gomes (que entretanto tinha substituído o Reyes), que fez o 2-0. Pensei eu que poderíamos ficar descansados até ao fim, mas foi pura ilusão. Numa decisão inexplicável, o Quique resolveu esgotar as substituições aos 72’, fazendo entrar o Balboa para o lugar do Di María. Quanto a mim, estando a equipa a ganhar, é sempre de deixar uma alteração para fazer mais perto do fim do jogo para que não aconteça exactamente o que aconteceu nesta partida: dois minutos depois, o Carlos Martins teve uma lesão muscular e ficámos a jogar com 10 até final. E, para piorar as coisas, o Leixões reduziu o marcador nesse mesmo minuto 74’. Como se já não bastasse estarmos com 10, o nosso meio-campo era constituído pelo Balboa, Katsouranis, Aimar e Nuno Gomes a extremo-esquerdo! Temi imenso pela vitória, mas um espírito de sacrifício de saudar, uma entreajuda enorme e uma capacidade muito boa de adormecer o jogo fez com que conseguíssemos manter o resultado.
Gostei muito do Miguel Vítor, que demonstra uma sobriedade invulgar para os seus 19 anos, além de ter gerido muito bem o amarelo da 1ª parte, do Cardozo, muito bem naquilo em que não é tão bom (jogar para os colegas, tabelar e assistir) e menos bem na sua especialidade (a finalização), e do Luisão, que foi muito importante para manter as tropas unidas lá atrás na altura do aperto. O Aimar está a subir de forma e fisicamente parece muito bem, embora por vezes não solte a bola tão rápido quanto fosse desejável. Também o Di María me pareceu mais adulto e mais disponível para ajudar a defender. Mas em geral toda a equipa esteve bastante bem no plano da entrega ao jogo. Só foi pena o jogo ter passado ao lado do Reyes, muito menos decisivo que em alturas anteriores. E, claro está, eu gosto sempre que o Nuno Gomes faça golos (embora depois a defender, numa posição que está muito longe de ser a sua, tenha feito alguns passes errados).
Gostaria de terminar este post com uma pergunta ao Quique: qual foi a sua ideia de, estando a ganhar, esgotar as substituições a 18’ do fim e ainda por cima para colocar o Balboa?! O facto de a maioria dos treinadores, quando estão a ganhar, deixar uma substituição por fazer até aos minutos finais deveria querer dizer alguma coisa. Eu achei logo na altura que era desafiar a sorte, o que se veio infelizmente a confirmar. Por favor, não volte a fazer o mesmo, sim? É que eu vou viver menos cinco anos por causa do sofrimento desta parte final...
P.S. - Depois da vergonha deste jogo, voltámos a ter o desprazer de ser arbitrados pelo Sr. Lucílio Baptista. Que, dentro do seu estilo insuportavelmente espalhafatoso, conseguiu não nos prejudicar desta vez. Oito jogos depois, voltámos a ganhar uma partida arbitrada por este espécime. Ainda há milagres.
Iniciámos muito bem o jogo, facto a que não foi alheio a colocação do Ruben Amorim ao lado do Katsouranis no meio-campo e a um Di María mais objectivo e lutador do que em partidas anteriores. Pode até dizer-se que entrámos com um dinâmica de 2ª parte e foi sem surpresa que chegámos ao golo aos 16’. Quer dizer, chegaram ao golo por nós, neste caso o defesa-central Elvis (se bem que, se ele não tivesse tocado na bola, o Cardozo que estava mesmo atrás certamente faria golo). Mais uma vez fomos incapazes de marcar um golo nos primeiros 45’, mas desde que a bola entre na baliza adversária está tudo bem para mim :-). Pouco depois foi por um triz que o Luisão não marcou um dos golos do campeonato, já que o seu pontapé de bicicleta passou rente ao poste. Até final da 1ª parte, o jogo manteve-se equilibrado, mas sem o Leixões conseguir fazer um remate com perigo à nossa baliza. De salientar pela negativa a lesão muscular do Ruben Amorim, que foi substituído pelo Carlos Martins, o que teve como consequência o abaixamento da nossa produção. Mesmo perto do intervalo, o Cardozo resolveu armar-se em Nuno Gomes e tentar fazer um passe para um colega, quando estava em boa posição de rematar à baliza. Foi pena, porque iríamos para os balneários mais descansados.
E, como que a confirmar isso, a 2ª parte foi completamente diferente da 1ª e para pior. Demos a iniciativa ao adversário, o que teoricamente não estaria mal visto se fôssemos mais acutilantes e perigosos no contra-ataque. Porém, isso não aconteceu muitas vezes. Mesmo assim tivemos boas oportunidades para marcar pelo Reyes (boa defesa do Beto) e Cardozo (péssima recepção a um passe de morte do Di María). Aos 67’ o paraguaio redimiu-se ao fazer uma boa jogada pela direita e centrar para a cabeça do Nuno Gomes (que entretanto tinha substituído o Reyes), que fez o 2-0. Pensei eu que poderíamos ficar descansados até ao fim, mas foi pura ilusão. Numa decisão inexplicável, o Quique resolveu esgotar as substituições aos 72’, fazendo entrar o Balboa para o lugar do Di María. Quanto a mim, estando a equipa a ganhar, é sempre de deixar uma alteração para fazer mais perto do fim do jogo para que não aconteça exactamente o que aconteceu nesta partida: dois minutos depois, o Carlos Martins teve uma lesão muscular e ficámos a jogar com 10 até final. E, para piorar as coisas, o Leixões reduziu o marcador nesse mesmo minuto 74’. Como se já não bastasse estarmos com 10, o nosso meio-campo era constituído pelo Balboa, Katsouranis, Aimar e Nuno Gomes a extremo-esquerdo! Temi imenso pela vitória, mas um espírito de sacrifício de saudar, uma entreajuda enorme e uma capacidade muito boa de adormecer o jogo fez com que conseguíssemos manter o resultado.
Gostei muito do Miguel Vítor, que demonstra uma sobriedade invulgar para os seus 19 anos, além de ter gerido muito bem o amarelo da 1ª parte, do Cardozo, muito bem naquilo em que não é tão bom (jogar para os colegas, tabelar e assistir) e menos bem na sua especialidade (a finalização), e do Luisão, que foi muito importante para manter as tropas unidas lá atrás na altura do aperto. O Aimar está a subir de forma e fisicamente parece muito bem, embora por vezes não solte a bola tão rápido quanto fosse desejável. Também o Di María me pareceu mais adulto e mais disponível para ajudar a defender. Mas em geral toda a equipa esteve bastante bem no plano da entrega ao jogo. Só foi pena o jogo ter passado ao lado do Reyes, muito menos decisivo que em alturas anteriores. E, claro está, eu gosto sempre que o Nuno Gomes faça golos (embora depois a defender, numa posição que está muito longe de ser a sua, tenha feito alguns passes errados).
Gostaria de terminar este post com uma pergunta ao Quique: qual foi a sua ideia de, estando a ganhar, esgotar as substituições a 18’ do fim e ainda por cima para colocar o Balboa?! O facto de a maioria dos treinadores, quando estão a ganhar, deixar uma substituição por fazer até aos minutos finais deveria querer dizer alguma coisa. Eu achei logo na altura que era desafiar a sorte, o que se veio infelizmente a confirmar. Por favor, não volte a fazer o mesmo, sim? É que eu vou viver menos cinco anos por causa do sofrimento desta parte final...
P.S. - Depois da vergonha deste jogo, voltámos a ter o desprazer de ser arbitrados pelo Sr. Lucílio Baptista. Que, dentro do seu estilo insuportavelmente espalhafatoso, conseguiu não nos prejudicar desta vez. Oito jogos depois, voltámos a ganhar uma partida arbitrada por este espécime. Ainda há milagres.
domingo, fevereiro 22, 2009
Culpa própria
Perdemos no WC (2-3) e não só nos atrasámos em relação ao CRAC (quatro pontos), como fomos apanhados pelos lagartos no 2º lugar embora mantenhamos vantagem no confronto directo. Ou seja, desperdiçámos uma oportunidade soberana de colocar os nossos rivais de sempre fora de luta pelo título. E o que mais custa neste jogo, é que o resultado até acaba por ser simpático para nós, já que uma lamentável e inacreditável 2ª parte nos poderia ter custado uma derrota mais copiosa.O Quique apostou na mesma equipa que jogou em casa do CRAC, mas a exibição esteve a léguas de distância. Entrámos praticamente a perder com um golo do etíope dos supermercados logo aos 11’ na sequência de um canto cedido depois de um disparate do David Luiz. Demorámos tempo a reagir, mas os lagartos não criaram mais nenhuma grande oportunidade. A meio da 1ª parte equilibrámos as coisas e tivemos o nosso melhor período, com uma cabeçada do Yebda ao poste e outra boa jogada em que o francês chegou atrasado a um centro do Reyes. A dez minutos do intervalo, e 25(!) anos depois, voltámos a beneficiar de um penalty na casa dos lagartos. Falta indiscutível do Polga sobre o Suazo, mas foi preciso ser o fiscal-de-linha a marcá-la, já que o Sr. Olegário tem graves problemas de visão quando nós estamos em campo. O Reyes marcou para o centro da baliza e rasteiro (que susto!), mas a bola lá entrou. Estava feito o empate e pouco depois chegou o intervalo.
Na 2ª parte, e à semelhança do jogo da Taça no ano passado, não sei o que se passou com a equipa. Praticamente deixámos de jogar. Os lagartos entravam pela nossa defesa como queriam, tinham todo o espaço do mundo, corriam mais que nós e chegavam naturalmente primeiro à bola. Claro que para isto ajudou e muito um golo logo aos 47’. Depois de outra má intervenção do David Luiz, que deixou o Derlei sozinho, este, como costuma fazer contra nós no WC, não falhou. Foi penoso ver como não conseguimos reagir ao golo sofrido e neste período acabámos por ter sorte por o resultado não ser ter avolumado. As substituições (entradas do Di María e Cardozo) melhoraram ligeiramente a equipa, mas não o suficiente para que passássemos a criar perigo de uma maneira regular. E, infelizmente, foi sem surpresa que sofremos o 3º golo aos 82’, novamente pelo etíope dos supermercados num grande golpe de cabeça. Curiosamente reagimos melhor a este golo do que ao 2-1 e ainda conseguimos marcar no último minuto, depois de um bom centro do Maxi e uma ainda melhor cabeçada do Cardozo. Só que já não houve tempo para mais.
Individualmente, os menos maus foram o Moreira (com excepção de uma saída um pouco extemporânea, esteve muito seguro), o Luisão e, com um bocadinho de boa vontade, o Aimar. O problema foi que houve uma série de jogadores que estiveram muito abaixo das suas potencialidades: Suazo (só ganhou o penalty, não fez mais nada), Reyes (muito fraco para quem tinha o Pedro Silva pela frente), Ruben Amorim (nem quando passou para o meio melhorou) e, claro está, o David Luiz (que terá feito o pior jogo pelo Benfica). Fraquitos também estiveram o Katsouranis e o Yebda. E, por último, só um recado. Sr. Quique, perceba por favor uma coisa: o Cardozo é o MELHOR avançado do Benfica. Marcou 22 golos na sua época de estreia na Europa no ano passado e este ano, com mais 20’ de utilização que o Suazo, marcou quase o dobro dos golos dele (7 contra 4). Eu não me interessa se o Suazo é mais rápido ou melhor tecnicamente, a valia de um avançado mede-se com golos e neste aspecto o paraguaio bate todos os outros. Já para não falar no pequeno pormenor de ele ser 100% jogador do Benfica, enquanto o hondurenho está cá por empréstimo, sem direito de opção, e com um ordenado incompatível para a nossa realidade.
Na próxima 6ª feira teremos um dos jogos mais importantes da época. Iremos receber o Leixões na véspera de um CRAC – lagartos. Temos OBRIGATORIAMENTE que ganhar para aproveitar o facto de um deles (ou os dois) perderem pontos. Caso contrário, temo muito pelo resto da época.
P.S. – Já sei que a lagartada virá falar do penalty não assinalado por causa da mão/cotovelo do Maxi perto do intervalo. Têm toda a razão, mas espero que não se esqueçam do puxão ao Aimar dentro da área logo no início do jogo que poderia ter mudado o curso do mesmo.
segunda-feira, fevereiro 16, 2009
Chateado
Vencemos o Paços de Ferreira (3-2) e continuamos a um ponto do CRAC, tendo os lagartos três pontos atrás de nós. No entanto, este jogo teve o condão de me deixar muito chateado à saída do estádio, o que raramente acontece após uma vitória. E a razão é muito simples: é INADMISSÍVEL que o Benfica chegue aos 92’ a ganhar por 3-1 e nos dois minutos finais só não tenha empatado a partida porque existe uma coisa chamada poste. Ainda por cima, tivemos por duas vezes uma vantagem de dois golos e em ambas as ocasiões exibimos desconcentrações IMPERDOÁVEIS na defesa. Foi quase um déjà vu do Benfica – Belenenses disputado no Estádio Nacional em 2003/04.
Para não fugir à regra, a 1ª parte foi para esquecer. Lentos, sem ideias, sem criar situações de golo, com excepção de uma cabeçada do Luisão à trave na sequência de um livre e posterior recarga do Aimar para grande defesa do guarda-redes Cássio. Fazer uma jogada de jeito (pela esquerda com o Aimar que depois resultou em canto) em 45’ é de uma pobreza franciscana atroz. Em relação à partida na casa do CRAC, entraram o nº 25, Carlos Martins e Cardozo para os lugares do Maxi Pereira (castigado, jogando o David Luiz no seu lugar), Yebda (com o 4º amarelo) e Suazo (com fadiga muscular). Mas toda a atitude da equipa foi muito má nos primeiros 45’. Raramente utilizámos a velocidade, o Cardozo estava marcadíssimo na frente, o Aimar manietado pelos defesas e o Carlos Martins completamente desastrado no passe. Juntando a isto um Ruben Amorim e um Katsouranis uns furos abaixo do habitual, facilmente se chega à conclusão que o Reyes não dá para tudo.
Na 2ª parte as coisas melhoraram, principalmente em termos de atitude. Fomos mais aguerridos nas disputas dos lances e começámos a empurrar o Paços para o meio-campo deles. Só que o golo não aparecia, até que o Quique fez uma substituição que virou a partida: entrou o Di María e saiu o Carlos Martins. O argentino entrou muito bem no jogo e FINALMENTE vimos o Ruben Amorim na sua posição de origem no meio-campo. A nossa exibição mudou da noite para o dia e em quatro minutos (69’ e 73’) marcámos dois golos: Cardozo (quebrou a malapata!) e Ruben Amorim (grande remate de fora da área). Só que dois minutos depois o Paços reduziu, num lance em que o Sidnei facilitou. Parece que está escrito este ano que não temos direito a ver nenhum jogo na Luz sossegados. Faltavam 15’ para terminar a partida e o Paços não mostrava capacidade para chegar com perigo à nossa baliza. No entanto, um golo de vantagem deixa-me sempre muito nervoso. Mas aos 86’ o Di María resolveu marcar o golo do campeonato: remate de primeira a 35m da baliza e bola lá dentro. Todos respirámos de alívio, só que foi precoce. Porque nos últimos dois minutos o Paços não só reduziu, num lance em que o defesa-esquerdo deles apareceu sozinho na área (onde estava o acompanhamento do Di María?!) e depois o David Luiz provocou uma falta desnecessária que resultou na tal bola ao poste. Acabámos por ter sorte no final, mas estes lances tiraram-me completamente o sabor da vitória: não podemos ficar à mercê da sorte a ganhar 3-1 aos 92’!!
A exibição colectiva não foi muito conseguida e isso reflecte-se também nas performances individuais. Gostei imenso de ver o Ruben Amorim no meio, ele que estava a fazer um jogo muito mau até aí, o Di María se jogar sempre assim (não foi só o golo) torna-se um caso sério e o Reyes é dos poucos que não tem medo de partir para o um contra um.
A vitória, ao contrário do que disse o treinador do Paços, Paulo Sérgio, é justíssima. Aliás, tenho muito pena que ninguém lhe tenha perguntado o porquê da vergonha de queimar tempo logo a partir dos 5'! Perdi a conta às vezes que um jogador deles parecia que morria em campo e lá entrava a maca. O que é que equipas destas estão a fazer na I Divisão?! Para a semana vamos ao WC e sinceramente estou confiante. Nos jogos grandes costumamo-nos superar.
P.S. – Um penalty marcado num lance muito semelhante a um do Suazo frente ao Braga que não foi nada e um 2-1 num salto ao eixo do Farias sobre o central a 4’ do fim, com os cumprimentos do Sr. Elmano Santos (o tal do Belenenses – Benfica...), assinalaram o vitória do CRAC frente ao Rio Ave. A pouca vergonha continua.
Para não fugir à regra, a 1ª parte foi para esquecer. Lentos, sem ideias, sem criar situações de golo, com excepção de uma cabeçada do Luisão à trave na sequência de um livre e posterior recarga do Aimar para grande defesa do guarda-redes Cássio. Fazer uma jogada de jeito (pela esquerda com o Aimar que depois resultou em canto) em 45’ é de uma pobreza franciscana atroz. Em relação à partida na casa do CRAC, entraram o nº 25, Carlos Martins e Cardozo para os lugares do Maxi Pereira (castigado, jogando o David Luiz no seu lugar), Yebda (com o 4º amarelo) e Suazo (com fadiga muscular). Mas toda a atitude da equipa foi muito má nos primeiros 45’. Raramente utilizámos a velocidade, o Cardozo estava marcadíssimo na frente, o Aimar manietado pelos defesas e o Carlos Martins completamente desastrado no passe. Juntando a isto um Ruben Amorim e um Katsouranis uns furos abaixo do habitual, facilmente se chega à conclusão que o Reyes não dá para tudo.
Na 2ª parte as coisas melhoraram, principalmente em termos de atitude. Fomos mais aguerridos nas disputas dos lances e começámos a empurrar o Paços para o meio-campo deles. Só que o golo não aparecia, até que o Quique fez uma substituição que virou a partida: entrou o Di María e saiu o Carlos Martins. O argentino entrou muito bem no jogo e FINALMENTE vimos o Ruben Amorim na sua posição de origem no meio-campo. A nossa exibição mudou da noite para o dia e em quatro minutos (69’ e 73’) marcámos dois golos: Cardozo (quebrou a malapata!) e Ruben Amorim (grande remate de fora da área). Só que dois minutos depois o Paços reduziu, num lance em que o Sidnei facilitou. Parece que está escrito este ano que não temos direito a ver nenhum jogo na Luz sossegados. Faltavam 15’ para terminar a partida e o Paços não mostrava capacidade para chegar com perigo à nossa baliza. No entanto, um golo de vantagem deixa-me sempre muito nervoso. Mas aos 86’ o Di María resolveu marcar o golo do campeonato: remate de primeira a 35m da baliza e bola lá dentro. Todos respirámos de alívio, só que foi precoce. Porque nos últimos dois minutos o Paços não só reduziu, num lance em que o defesa-esquerdo deles apareceu sozinho na área (onde estava o acompanhamento do Di María?!) e depois o David Luiz provocou uma falta desnecessária que resultou na tal bola ao poste. Acabámos por ter sorte no final, mas estes lances tiraram-me completamente o sabor da vitória: não podemos ficar à mercê da sorte a ganhar 3-1 aos 92’!!
A exibição colectiva não foi muito conseguida e isso reflecte-se também nas performances individuais. Gostei imenso de ver o Ruben Amorim no meio, ele que estava a fazer um jogo muito mau até aí, o Di María se jogar sempre assim (não foi só o golo) torna-se um caso sério e o Reyes é dos poucos que não tem medo de partir para o um contra um.
A vitória, ao contrário do que disse o treinador do Paços, Paulo Sérgio, é justíssima. Aliás, tenho muito pena que ninguém lhe tenha perguntado o porquê da vergonha de queimar tempo logo a partir dos 5'! Perdi a conta às vezes que um jogador deles parecia que morria em campo e lá entrava a maca. O que é que equipas destas estão a fazer na I Divisão?! Para a semana vamos ao WC e sinceramente estou confiante. Nos jogos grandes costumamo-nos superar.
P.S. – Um penalty marcado num lance muito semelhante a um do Suazo frente ao Braga que não foi nada e um 2-1 num salto ao eixo do Farias sobre o central a 4’ do fim, com os cumprimentos do Sr. Elmano Santos (o tal do Belenenses – Benfica...), assinalaram o vitória do CRAC frente ao Rio Ave. A pouca vergonha continua.
segunda-feira, fevereiro 09, 2009
A esterqueira do costume
Um LADRÃO chamado Sr. Pedro Proença impediu-nos de ganhar na casa do CRAC (1-1). É tão simples quanto isto. É mais um lance que este GATUNO decide contra nós e que nos ROUBA pontos. Não há palavras para descrever a indignação, o ódio e a revolta que sinto contra esta ESTRUMEIRA de futebol em que estamos inseridos, em que o expoente máximo é este clube que só continua a pavonear-se na I Divisão porque a Justiça em Portugal é igual à democracia na China. Continua tudo na mesma e as moscas e o seu alimento continuam a poluir o desporto em Portugal. Assim sendo, nada mais nos resta do que esperar que a Natureza faça o seu curso ou que haja alguma cadeira salvadora. O campeão nacional deste e dos próximos anos já está encontrado. Este país mete NOJO!
Fizemos um bom jogo, aliás na senda de outros jogos importantes em que a nossa qualidade exibicional melhorou substancialmente. O CRAC teve algumas oportunidades no início da partida, mas o Moreira não teve que fazer nenhuma defesa particularmente difícil. A partir de metade da 1ª parte, assumimos o controlo do jogo e não o largámos até final. Perto do intervalo, um canto muito bem marcado pelo Reyes descobre o Yebda ao segundo poste e fomos para o descanso em vantagem. Na 2ª parte, o CRAC teve mais posse de bola, mas nenhuma grande oportunidade de golo. E os poucos remates que foram à baliza encontraram um muito seguro Moreira. Nós tivemos outra boa hipótese para marcar pelo Suazo, mas o seu cabeceamento passou rente ao poste já com o Helton batido. Até que aos 71’ o Sr. Pedro Proença, a dois metros da jogada, resolve DELIBERADAMENTE marcar penalty numa simulação grosseira do Lisandro perante o Yebda. E, como o Lucho só falha penalties contra os lagartos, foi feito o empate num lance que é o espelho da CORRUPÇÃO que nos infesta todos há 30 anos. Até final ainda tivemos um remate do David Luiz que poderia ter sido com mais força, mas que se fosse golo muito provavelmente ainda seria anulado.
Numa exibição muito bem conseguida que se não fosse o ESTERCO de futebol em que estamos inseridos nos teria valido a vitória, não é fácil destacar alguém individualmente. No entanto, acho que o Aimar merece uma referência porque até hoje tinha feito muito pouco com a gloriosa camisola. Também gostei do Moreira que se apresentou sempre muito seguro. O Yebda subiu igualmente de produção em relação a partida anteriores, ao contrário do Katsouranis que errou mais passes do que é habitual. A defesa esteve quase sempre bem, com excepção dos primeiros 20’ em que os jogadores do CRAC tiveram algumas ocasiões para rematar à vontade.
Um palavra final para o Di María que substituiu o Suazo (apagado, porque veio de uma lesão) aos 62’: não te vale de nada saberes fintar meia-equipa contrária, se depois tens o remate mais ridículo da história do futebol. Estás há um ano e meio no Benfica e não se vê evolução nenhuma! Tens o Cardozo na equipa e o Eusébio no clube, pede-lhes explicações sobre os remates à baliza: nesta partida fizeste três e qual deles terá sido o mais idiota? Quando se remata, convém estar com os olhos abertos, caso contrário acontece o que acontece quando tu rematas. Estar lá o guarda-redes ou não estar é a mesma coisa: a bola nunca vai à baliza. Pensa nisto, está bem?
Resta-nos lutar até ao final do campeonato pela melhor posição possível, ou seja, o 2º lugar. Da mesma maneira que nesta jornada não nos deixaram ganhar, assim vai acontecer até final do campeonato. A imundice continua e todos assobiam para o lado. Este cheiro nauseabundo causa-me cada vez mais vómitos. Que se afoguem nela todos os que são coniventes com esta CORRUPÇÃO é o que eu desejo.
Fizemos um bom jogo, aliás na senda de outros jogos importantes em que a nossa qualidade exibicional melhorou substancialmente. O CRAC teve algumas oportunidades no início da partida, mas o Moreira não teve que fazer nenhuma defesa particularmente difícil. A partir de metade da 1ª parte, assumimos o controlo do jogo e não o largámos até final. Perto do intervalo, um canto muito bem marcado pelo Reyes descobre o Yebda ao segundo poste e fomos para o descanso em vantagem. Na 2ª parte, o CRAC teve mais posse de bola, mas nenhuma grande oportunidade de golo. E os poucos remates que foram à baliza encontraram um muito seguro Moreira. Nós tivemos outra boa hipótese para marcar pelo Suazo, mas o seu cabeceamento passou rente ao poste já com o Helton batido. Até que aos 71’ o Sr. Pedro Proença, a dois metros da jogada, resolve DELIBERADAMENTE marcar penalty numa simulação grosseira do Lisandro perante o Yebda. E, como o Lucho só falha penalties contra os lagartos, foi feito o empate num lance que é o espelho da CORRUPÇÃO que nos infesta todos há 30 anos. Até final ainda tivemos um remate do David Luiz que poderia ter sido com mais força, mas que se fosse golo muito provavelmente ainda seria anulado.
Numa exibição muito bem conseguida que se não fosse o ESTERCO de futebol em que estamos inseridos nos teria valido a vitória, não é fácil destacar alguém individualmente. No entanto, acho que o Aimar merece uma referência porque até hoje tinha feito muito pouco com a gloriosa camisola. Também gostei do Moreira que se apresentou sempre muito seguro. O Yebda subiu igualmente de produção em relação a partida anteriores, ao contrário do Katsouranis que errou mais passes do que é habitual. A defesa esteve quase sempre bem, com excepção dos primeiros 20’ em que os jogadores do CRAC tiveram algumas ocasiões para rematar à vontade.
Um palavra final para o Di María que substituiu o Suazo (apagado, porque veio de uma lesão) aos 62’: não te vale de nada saberes fintar meia-equipa contrária, se depois tens o remate mais ridículo da história do futebol. Estás há um ano e meio no Benfica e não se vê evolução nenhuma! Tens o Cardozo na equipa e o Eusébio no clube, pede-lhes explicações sobre os remates à baliza: nesta partida fizeste três e qual deles terá sido o mais idiota? Quando se remata, convém estar com os olhos abertos, caso contrário acontece o que acontece quando tu rematas. Estar lá o guarda-redes ou não estar é a mesma coisa: a bola nunca vai à baliza. Pensa nisto, está bem?
Resta-nos lutar até ao final do campeonato pela melhor posição possível, ou seja, o 2º lugar. Da mesma maneira que nesta jornada não nos deixaram ganhar, assim vai acontecer até final do campeonato. A imundice continua e todos assobiam para o lado. Este cheiro nauseabundo causa-me cada vez mais vómitos. Que se afoguem nela todos os que são coniventes com esta CORRUPÇÃO é o que eu desejo.
quinta-feira, fevereiro 05, 2009
Na final
Vencemos o V. Guimarães (2-1) e estamos na final da Taça da Liga, onde iremos defrontar os lagartos. A exibição, à semelhança de há alguns jogos para cá, esteve longe de ser brilhante, mas o principal objectivo foi cumprido. E, aparentemente, também não se magoou ninguém para o importante jogo do próximo domingo em casa do CRAC, o que é sempre de saudar quando do outro lado joga o Flávio Meireles.
Não entrámos nada bem na partida, mas o V. Guimarães esteve muito longe de incomodar a nossa baliza. Tivemos uma boa atitude em campo, se bem que por vezes não introduzíssemos a velocidade necessária para criar desequilíbrios. O Cardozo continua com a malapata dos postes (hoje foi mais uma bola), mas não pode falhar um golo como aquele na pequena-área. Não precisa de tentar sempre furar as redes quando remata e, naquele caso, um pequeno desvio do guarda-redes era mais que suficiente. Para além disso, ainda teve outros dois remates perigosos (um defendido pelo guarda-redes e outro ao lado).
Na 2ª parte, voltámos a não entrar bem e o tempo ia passando sem grandes ocasiões de golo e pouca réplica do adversário, que parecia mais interessado em esperar pelos penalties. Até que se deu um momento quase único na minha história de benfiquismo, em que tive que me manifestar veementemente contra a substituição que o Quique operou: tirou o Cardozo e colocou o Di María. Quer dizer, tirou o único ponta-de-lança em campo, dos poucos jogadores do plantel que sabe rematar à baliza, quando o resultado ainda estava 0-0 e o V. Guimarães não dava mostrar de subir muito a defesa (suponho que a entrada do Di María fosse para aproveitar a sua velocidade, mas para isso era preciso ter espaço). Só que para grande sorte nossa, dois minutos depois desta inexplicável substituição, aos 69’, abrimos o marcador com um autogolo do Gregory na sequência de um canto. A partir daí, a substituição deu frutos, já que o adversário teve que subir no terreno e naturalmente houve espaços nas costas dos defesas. Mas nem quero pensar no que teria sido se o resultado se mantivesse 0-0... É que, ainda por cima, o Cardozo é exímio a marcar penalties. Na parte final, o jogo voltou a aquecer, pois marcámos o 2-0 pelo Aimar (até que enfim, um golo!) aos 87’, depois de um grande passe do Katsouranis, o Di María teve uma péssima decisão ao não passar ao isolado Reyes e preferir o remate à baliza (logo ele, que é um grande especialista...), V. Guimarães reduziu em cima dos 90’ e ainda deu para falharmos outro golo (Reyes) e vermos o Carlitos atirar para as nuvens quando só tinha o Quim pela frente. Este lance surgiu depois de uma grande falha do David Luiz, que fora isto até esteve bem, mas aquela intervenção ia estragando tudo.
Individualmente, é difícil destacar alguém quando a mediania foi quase geral. Mesmo assim, acho que o Luisão foi dos melhores, tal como o Katsouranis. O Carlos Martins também não fez um mau jogo e o Reyes provou mais uma vez que é muito mais influente a dormir do que o Di María acordado. O Aimar marcou um belo golo, mas não esteve feliz durante a maior parte do jogo. No entanto, espera-se que, com a melhoria física, se torne o jogador que todos nós conhecemos. Quanto ao Cardozo, volto a afirmar que ele tem que ser titular do Benfica. São raros os remates dele que não criam perigo e isso é priceless.
Como é óbvio, espero que vençamos este troféu, porque não podemos passar mais um ano sem nenhum título. Por outro lado, claro que, para termos o troféu mais apetecível de todos, o jogo do próximo domingo é fundamental. Se tudo correr dentro da normalidade e não do que é normal em casa do CRAC, acho que teremos hipóteses, porque este ano temo-nos superado nos jogos mais difíceis. De qualquer maneira, qualquer que seja o resultado, continuamos na luta, mas sem dúvida que uma vitória iria aumentar imenso a nossa confiança.
Não entrámos nada bem na partida, mas o V. Guimarães esteve muito longe de incomodar a nossa baliza. Tivemos uma boa atitude em campo, se bem que por vezes não introduzíssemos a velocidade necessária para criar desequilíbrios. O Cardozo continua com a malapata dos postes (hoje foi mais uma bola), mas não pode falhar um golo como aquele na pequena-área. Não precisa de tentar sempre furar as redes quando remata e, naquele caso, um pequeno desvio do guarda-redes era mais que suficiente. Para além disso, ainda teve outros dois remates perigosos (um defendido pelo guarda-redes e outro ao lado).
Na 2ª parte, voltámos a não entrar bem e o tempo ia passando sem grandes ocasiões de golo e pouca réplica do adversário, que parecia mais interessado em esperar pelos penalties. Até que se deu um momento quase único na minha história de benfiquismo, em que tive que me manifestar veementemente contra a substituição que o Quique operou: tirou o Cardozo e colocou o Di María. Quer dizer, tirou o único ponta-de-lança em campo, dos poucos jogadores do plantel que sabe rematar à baliza, quando o resultado ainda estava 0-0 e o V. Guimarães não dava mostrar de subir muito a defesa (suponho que a entrada do Di María fosse para aproveitar a sua velocidade, mas para isso era preciso ter espaço). Só que para grande sorte nossa, dois minutos depois desta inexplicável substituição, aos 69’, abrimos o marcador com um autogolo do Gregory na sequência de um canto. A partir daí, a substituição deu frutos, já que o adversário teve que subir no terreno e naturalmente houve espaços nas costas dos defesas. Mas nem quero pensar no que teria sido se o resultado se mantivesse 0-0... É que, ainda por cima, o Cardozo é exímio a marcar penalties. Na parte final, o jogo voltou a aquecer, pois marcámos o 2-0 pelo Aimar (até que enfim, um golo!) aos 87’, depois de um grande passe do Katsouranis, o Di María teve uma péssima decisão ao não passar ao isolado Reyes e preferir o remate à baliza (logo ele, que é um grande especialista...), V. Guimarães reduziu em cima dos 90’ e ainda deu para falharmos outro golo (Reyes) e vermos o Carlitos atirar para as nuvens quando só tinha o Quim pela frente. Este lance surgiu depois de uma grande falha do David Luiz, que fora isto até esteve bem, mas aquela intervenção ia estragando tudo.
Individualmente, é difícil destacar alguém quando a mediania foi quase geral. Mesmo assim, acho que o Luisão foi dos melhores, tal como o Katsouranis. O Carlos Martins também não fez um mau jogo e o Reyes provou mais uma vez que é muito mais influente a dormir do que o Di María acordado. O Aimar marcou um belo golo, mas não esteve feliz durante a maior parte do jogo. No entanto, espera-se que, com a melhoria física, se torne o jogador que todos nós conhecemos. Quanto ao Cardozo, volto a afirmar que ele tem que ser titular do Benfica. São raros os remates dele que não criam perigo e isso é priceless.
Como é óbvio, espero que vençamos este troféu, porque não podemos passar mais um ano sem nenhum título. Por outro lado, claro que, para termos o troféu mais apetecível de todos, o jogo do próximo domingo é fundamental. Se tudo correr dentro da normalidade e não do que é normal em casa do CRAC, acho que teremos hipóteses, porque este ano temo-nos superado nos jogos mais difíceis. De qualquer maneira, qualquer que seja o resultado, continuamos na luta, mas sem dúvida que uma vitória iria aumentar imenso a nossa confiança.
domingo, fevereiro 01, 2009
São Pedro
Um golo do salvador Mantorras permitiu-nos derrotar o Rio Ave (1-0) numa partida marcada por um dilúvio bíblico que não tenho memória de ter existido no novo estádio. É claro que já houve jogos à chuva, mas ininterrupta durante 90’ é a 1ª vez. Nestas condições era difícil que o encontro fosse muito bem jogado, mas valeu pela entrega dos jogadores.
Perante a lesão do Suazo e o inacreditável castigo ao Katsouranis (por dizer o que toda a gente viu: que o Benfica – Nacional foi um roubo), o Quique resolveu apostar no Cardozo e Nuno Gomes, deixando o Aimar no banco, e no Carlos Martins a fazer companhia ao Yebda. O Reyes ficou igualmente no banco, mantendo o Di María a titularidade. Não entrámos nada bem na partida, com a maioria dos jogadores a ter dificuldade em perceber que, naquelas condições, o jogo rasteiro era quase impossível de ter sucesso. No entanto, tivemos uns óptimos 10’ finais da 1ª parte, em que atirámos uma bola ao poste pelo Cardozo, com uma recarga inacreditável do Di María (de longe, o pior jogador da equipa), que conseguiu atirar para fora com a baliza completamente à mercê, e um livre do Carlos Martins que proporcionou ao guarda-redes adversário a melhor defesa da partida.
Na 2ª parte pressionámos mais e o Rio Ave abdicou dos tímidos contra-ataques da 1ª. A solução passava quase sempre por jogar com a bola no ar, porque o relvado ia ficando cada vez mais impraticável. Um bom centro do Maxi Pereira proporcionou ao Cardozo a segunda bola ao poste (está cá com um galo...) e aos 66’ o Quique decidiu-se pela entrada do Mantorras (estreia no campeonato) para o lugar do Nuno Gomes. E o angolano só precisou de 4’ para deixar a sua marca na partida. Boa assistência de cabeça do Cardozo e uma óptima protecção da bola, seguida de rotação, para um remate rasteiro para o fundo da baliza por parte do nº 9. Foi o delírio nos 21.398 resistentes à chuva, frio e vento que marcaram presença no Estádio da Luz. Até final ainda apanhámos dois sustos (erros do Luisão e Moreira, que iam custando a vitória), mas felizmente o adversário revelou a pontaria consentânea com o último lugar que ocupa.
Individualmente há que destacar naturalmente o Mantorras. De facto, há qualquer coisa de sobrenatural nele. Dizem as estatísticas que marca um golo a mais ou menos cada 120’, o que é uma média excepcional para quem, ainda por cima, não é titular. O homem entra, o público e a equipa galvanizam-se, e não raras vezes mete a bola na baliza. Mais palavras para quê? É óbvio que tem lugar neste e nos futuros plantéis do Benfica até acabar a sua carreira. A mística também passa muito por aqui. Gostei igualmente bastante do Cardozo (duas bolas aos postes, a assistência para o golo e uma inesgotável capacidade de luta) e espero que o Quique se tenha convencido de uma vez por todas que ele TEM que ser titular. Outro que esteve em bom nível foi o Carlos Martins, que na 1ª parte foi dos poucos que percebeu que a bola tinha que ser jogada pelo ar por causa do estado do relvado. No entanto, há que ser justo e dizer que toda a equipa batalhou imenso e que isso compensou o pouco futebol que apresentámos, mas também acho que naquelas condições era difícil fazer melhor.
O ridículo futebol português em que vivemos não nos permite saber se iremos jogar na 4ª feira para a Taça da Liga e contra que adversário. No entanto, teremos isso sim uma partida importantíssima no próximo domingo. Iremos à pocilga defrontar o CRAC. Na pior das hipóteses, estaremos um ponto atrás deles, o que é uma melhoria significativa em relação às últimas épocas. Como este ano temos jogado bastante melhor as partidas teoricamente mais difíceis, tenho curiosidade em saber como será a nossa exibição. Espero é que não haja influências exteriores a decidir o curso do jogo. Que é como quem diz, o Sr. Lucílio Baptista. Alguém quer apostar que vai ser ele o árbitro?
Perante a lesão do Suazo e o inacreditável castigo ao Katsouranis (por dizer o que toda a gente viu: que o Benfica – Nacional foi um roubo), o Quique resolveu apostar no Cardozo e Nuno Gomes, deixando o Aimar no banco, e no Carlos Martins a fazer companhia ao Yebda. O Reyes ficou igualmente no banco, mantendo o Di María a titularidade. Não entrámos nada bem na partida, com a maioria dos jogadores a ter dificuldade em perceber que, naquelas condições, o jogo rasteiro era quase impossível de ter sucesso. No entanto, tivemos uns óptimos 10’ finais da 1ª parte, em que atirámos uma bola ao poste pelo Cardozo, com uma recarga inacreditável do Di María (de longe, o pior jogador da equipa), que conseguiu atirar para fora com a baliza completamente à mercê, e um livre do Carlos Martins que proporcionou ao guarda-redes adversário a melhor defesa da partida.
Na 2ª parte pressionámos mais e o Rio Ave abdicou dos tímidos contra-ataques da 1ª. A solução passava quase sempre por jogar com a bola no ar, porque o relvado ia ficando cada vez mais impraticável. Um bom centro do Maxi Pereira proporcionou ao Cardozo a segunda bola ao poste (está cá com um galo...) e aos 66’ o Quique decidiu-se pela entrada do Mantorras (estreia no campeonato) para o lugar do Nuno Gomes. E o angolano só precisou de 4’ para deixar a sua marca na partida. Boa assistência de cabeça do Cardozo e uma óptima protecção da bola, seguida de rotação, para um remate rasteiro para o fundo da baliza por parte do nº 9. Foi o delírio nos 21.398 resistentes à chuva, frio e vento que marcaram presença no Estádio da Luz. Até final ainda apanhámos dois sustos (erros do Luisão e Moreira, que iam custando a vitória), mas felizmente o adversário revelou a pontaria consentânea com o último lugar que ocupa.
Individualmente há que destacar naturalmente o Mantorras. De facto, há qualquer coisa de sobrenatural nele. Dizem as estatísticas que marca um golo a mais ou menos cada 120’, o que é uma média excepcional para quem, ainda por cima, não é titular. O homem entra, o público e a equipa galvanizam-se, e não raras vezes mete a bola na baliza. Mais palavras para quê? É óbvio que tem lugar neste e nos futuros plantéis do Benfica até acabar a sua carreira. A mística também passa muito por aqui. Gostei igualmente bastante do Cardozo (duas bolas aos postes, a assistência para o golo e uma inesgotável capacidade de luta) e espero que o Quique se tenha convencido de uma vez por todas que ele TEM que ser titular. Outro que esteve em bom nível foi o Carlos Martins, que na 1ª parte foi dos poucos que percebeu que a bola tinha que ser jogada pelo ar por causa do estado do relvado. No entanto, há que ser justo e dizer que toda a equipa batalhou imenso e que isso compensou o pouco futebol que apresentámos, mas também acho que naquelas condições era difícil fazer melhor.
O ridículo futebol português em que vivemos não nos permite saber se iremos jogar na 4ª feira para a Taça da Liga e contra que adversário. No entanto, teremos isso sim uma partida importantíssima no próximo domingo. Iremos à pocilga defrontar o CRAC. Na pior das hipóteses, estaremos um ponto atrás deles, o que é uma melhoria significativa em relação às últimas épocas. Como este ano temos jogado bastante melhor as partidas teoricamente mais difíceis, tenho curiosidade em saber como será a nossa exibição. Espero é que não haja influências exteriores a decidir o curso do jogo. Que é como quem diz, o Sr. Lucílio Baptista. Alguém quer apostar que vai ser ele o árbitro?
sábado, janeiro 24, 2009
Sempre o mesmo
Empatámos em Belém (0-0) e temos de esperar pelos resultados dos rivais para saber se mantemos o 1º lugar. Foi um jogo bastante difícil também por causa do péssimo tempo que se fez sentir. No entanto, se queremos ser campeões não podemos deixar de ganhar a estas equipas que lutam para não descer. Depois da Trofa, nova perda de pontos perfeitamente escusada.Com a companhia de meia-Tertúlia Benfiquista (Pedro F. Ferreira, D’Arcy, Gwaihir, Pedrov, Superman Torras e Artur), enfrentei a intempérie para apoiar o Glorioso. E o que posso dizer é que esperava mais. Não em termos de entrega, que acho que houve, mas em qualidade futebolística. Eu lamento muito, mas não podemos falhar três oportunidades só com o guarda-redes pela frente. O Aimar é tecnicamente fantástico, porém já era tempo de fazer horas extraordinárias para treinar remates à baliza. É com cada um mais ridículo que o outro. Quem também tem que melhorar consideravelmente é o Suazo. É INADMISSÍVEL que um jogador como ele não só não marque golo isolado frente ao guarda-redes, como ainda simule um penalty (foi um déjà vu do Nuno Gomes em Rosenborg). E assim se fez a história do jogo, o Belenenses só estava interessado em não sofrer e nós mostrávamos inépcia na altura do remate. Entrámos bem na partida, com as tais duas oportunidades do Aimar, mas depois deixámo-nos adormecer pelo jogo defensivo do adversário. Mesmo assim, o mesmo Aimar poderia ter aberto o marcador se o desvio que fez de cabeça perto do intervalo não tivesse passado por cima da barra.
Na 2ª parte pressionámos mais (onde é que eu já vi isto...?), mas golos nem vê-los. O Quique fez entrar o Reyes (e fez-lhe forte críticas no fim, sinceramente não me pareceu que tivesse jogado assim tão mal), Nuno Gomes e Carlos Martins, mas eu continuo a não perceber como é que o melhor marcador da equipa se mantém no banco o jogo todo. Chegámos a metade do campeonato, as oportunidades ao Cardozo escasseiam, mas mesmo assim os outros não acertam tanto como ele. E o paraguaio no ano passado marcou mais de 20 golos. Não me parece nesta altura que o rendimento do Aimar (para não dizer do Suazo...) justifique a sua titularidade em detrimento do Cardozo. Com a expulsão do Miguel Vítor aos 82’ (o Sr. Elmano Santos encheu-nos de amarelos e este compensou), reparou-se finalmente que o Belenenses também estava a jogar, porque conseguiu passar do meio-campo. Nós tentávamos despejar bolas para a frente, mas o discernimento já não era o melhor e a falta de um jogador fez-se sentir.
Individualmente destaco o Luisão, Maxi Pereira e Katsouranis. Pela negativa, e mais uma vez, o Yebda. O francês está numa baixa de forma por demais evidente (contem as vezes que ele emperra o nosso jogo ao passar para o lado e para trás) e o grego não consegue fazer tudo no meio-campo. Muito medíocres, para além do Suazo e Aimar, esteve mais uma vez o Di María, que a única coisa de fez de bom foi isolar o hondurenho. Só que parece que o Reyes não está a corresponder ao que o Quique quer e por isso devemos ter que levar com o argentino durante mais uns jogos.
O Sr. Elmano Santos demonstrou mais uma vez que é um péssimo árbitro. Nem assinalou falta a um derrube claro ao Suazo fora da área no início do jogo, num lance em que se fosse mostrado vermelho não escandalizaria (e o defesa que o fez foi amarelado ainda na 1ª parte, portanto iria para a rua) e noutro perto do final que daria um livre perigosíssimo. Para além disso, não assinalou penalty num puxão mais que evidente ao Yebda na sequência de um livre. Mas também de quem marcou este penalty não se pode esperar muito mais...
Jogando antes dos rivais não aproveitámos para lhe meter pressão em cima. Vamos ver o que os lagartos fazem na Choupana e o CRAC em Braga. Espero é que não sejamos só nós, no jogo teoricamente mais fácil, a perder pontos. Pode ser (e ainda acredito) que façamos a festa no final, mas este campeonato vai ser um longo sofrimento...
domingo, janeiro 18, 2009
Na meia-final
Vencemos o Belenenses (1-0), fizemos o pleno nos três jogos e estamos na meia-final da Taça da Liga, em que iremos ter a vantagem de jogar em casa. Foi o regresso dos jogos às 16h no nosso estádio e estiveram 35.022 pessoas, muitas delas famílias inteiras. Todos já tínhamos saudades de uma partida a esta hora e só foi pena é que não tenhamos realizado uma grande exibição para comemorar.
Foi um jogo calmo da nossa parte, já que o empate servia-nos para mantermos o 1º lugar. Diria até que foi demasiado calmo, sem grandes oportunidades de golo quer na 1ª, quer na 2ª parte. Estamos num ciclo de quatro vitórias consecutivas, mas o nosso futebol está longe de ser entusiasmante. O lance mais perigoso do 1º tempo resultou no único golo do encontro, por sinal a jogada mais bonita do mesmo. Começou e acabou no Katsouranis, que, através de uma óptima cabeçada, finalizou um bom cruzamento do Di María. Na 2ª parte controlámos sempre bem a partida, mas poderíamos e deveríamos ter sido mais incisivos no ataque, até porque estávamos a alinhar com bastantes titulares. No entanto, o Belenenses não teria sido capaz de nos assustar na defesa, se não fossem as habituais ofertas do Moretto: defendeu uma bola para a frente num remate fora da área (tal como no lance de que resultou o golo do Olhanense) e no último minuto cometeu uma fífia descomunal, ao não agarrar uma bola na pequena-área e permitir que um avançado contrário a cabeceasse para a baliza. Como se faz em 99% destes casos, o árbitro, o Sr. Bruno Paixão, assinalou falta sobre o guarda-redes. Lá virão novamente as virgens ofendidas manifestar a sua indignação.
O melhor em campo foi, de longe, o Katsouranis, e não só por ter marcado o golo da vitória. O grego é absolutamente fundamental no meio-campo e só é pena não ter a melhor companhia, já que o Yebda está em baixo de forma. Gostei novamente do Miguel Vítor e mantenho a minha opinião de que neste momento é o melhor central para acompanhar o Luisão. Na esquerda, o David Luiz, apesar de adaptado, dá muito mais garantias que o nº 25. O Di María voltou a ser titular, até fez uma assistência para golo, mas continua muito inconsequente. Talvez lhe tenha faltado o Maradona na bancada... Outro também que está a 50% do seu real valor é o Aimar, que pelas suas características provavelmente deveria jogar mais recuado. O problema é que neste caso teríamos de mudar a táctica para o losango, para o colocar atrás dos pontas-de-lança e, com as suas constantes lesões, suponho que não tenha havido tempo para a treinar. O Cardozo esteve esforçado, mas não está feliz na hora de rematar à baliza. Assim como o Suazo que o substituiu e que deveria treinar mais os remates de cabeça...
Na próxima 6ª feira há nova partida com o Belenenses, mas em Belém. E é bem mais importante que esta, já que defenderemos o 1º lugar na Liga. Ainda por cima, os nossos rivais terão saídas teoricamente difíceis (CRAC em Braga e lagartos no Nacional), pelo que se ganharmos colocar-lhes-emos pressão em cima. Se tudo correr bem, irei a Belém gritar pelo nosso clube.
Foi um jogo calmo da nossa parte, já que o empate servia-nos para mantermos o 1º lugar. Diria até que foi demasiado calmo, sem grandes oportunidades de golo quer na 1ª, quer na 2ª parte. Estamos num ciclo de quatro vitórias consecutivas, mas o nosso futebol está longe de ser entusiasmante. O lance mais perigoso do 1º tempo resultou no único golo do encontro, por sinal a jogada mais bonita do mesmo. Começou e acabou no Katsouranis, que, através de uma óptima cabeçada, finalizou um bom cruzamento do Di María. Na 2ª parte controlámos sempre bem a partida, mas poderíamos e deveríamos ter sido mais incisivos no ataque, até porque estávamos a alinhar com bastantes titulares. No entanto, o Belenenses não teria sido capaz de nos assustar na defesa, se não fossem as habituais ofertas do Moretto: defendeu uma bola para a frente num remate fora da área (tal como no lance de que resultou o golo do Olhanense) e no último minuto cometeu uma fífia descomunal, ao não agarrar uma bola na pequena-área e permitir que um avançado contrário a cabeceasse para a baliza. Como se faz em 99% destes casos, o árbitro, o Sr. Bruno Paixão, assinalou falta sobre o guarda-redes. Lá virão novamente as virgens ofendidas manifestar a sua indignação.
O melhor em campo foi, de longe, o Katsouranis, e não só por ter marcado o golo da vitória. O grego é absolutamente fundamental no meio-campo e só é pena não ter a melhor companhia, já que o Yebda está em baixo de forma. Gostei novamente do Miguel Vítor e mantenho a minha opinião de que neste momento é o melhor central para acompanhar o Luisão. Na esquerda, o David Luiz, apesar de adaptado, dá muito mais garantias que o nº 25. O Di María voltou a ser titular, até fez uma assistência para golo, mas continua muito inconsequente. Talvez lhe tenha faltado o Maradona na bancada... Outro também que está a 50% do seu real valor é o Aimar, que pelas suas características provavelmente deveria jogar mais recuado. O problema é que neste caso teríamos de mudar a táctica para o losango, para o colocar atrás dos pontas-de-lança e, com as suas constantes lesões, suponho que não tenha havido tempo para a treinar. O Cardozo esteve esforçado, mas não está feliz na hora de rematar à baliza. Assim como o Suazo que o substituiu e que deveria treinar mais os remates de cabeça...
Na próxima 6ª feira há nova partida com o Belenenses, mas em Belém. E é bem mais importante que esta, já que defenderemos o 1º lugar na Liga. Ainda por cima, os nossos rivais terão saídas teoricamente difíceis (CRAC em Braga e lagartos no Nacional), pelo que se ganharmos colocar-lhes-emos pressão em cima. Se tudo correr bem, irei a Belém gritar pelo nosso clube.
quinta-feira, janeiro 15, 2009
Natural
Ganhámos ao Olhanense (4-1) e estamos muito bem colocados para atingir as meias-finais da Taça da Liga. Foi um triunfo justo, embora a equipa de Olhão tenha mostrado bom futebol, especialmente na 1ª parte. Só que, quando a nossa equipa entra concentrada e com ambição, mesmo que não jogue bem, é muito difícil de batê-la.
O ritmo da partida foi bastante agradável, especialmente no 1º tempo e, depois de duas boas oportunidades da nossa parte (Cardozo e Katsouranis), deixámos o adversário colocar-se na frente aos 13’. Um frango do Moretto, que defendeu para a frente uma bola rematada a 30m da baliza, permitiu ao ponta-de-lança fazer uma recarga fácil. Pouco depois, as coisas poder-se-iam ter complicado bastante, quando esse mesmo jogador (Djalmir) teve uma grande chance de fazer o 0-2, ao cabecear ao lado quando estava praticamente sozinho na grande-área. No entanto, em três minutos (25’ e 28’) virámos o marcador através do Nuno Gomes (boa abertura do Carlos Martins) e do nº 25 (foi impressão minha, ou ele insurgiu-se novamente contra os adeptos do Benfica, que o assobiaram quando começou a fazer asneiras, nos festejos?). Até final da 1ª parte, o Olhanense poderia ter empatado depois de uma boa assistência do nosso nº...25.
Na 2ª parte, acabou-se o gás à equipa algarvia e foi com naturalidade que fizemos o 3-1 através do Sidnei aos 61’. Antes disso, uma óptima jogada do Reyes merecia ter tido outro fim que não a bola empate no poste. O Maradona veio cá ver o Di María, mas o Quique (e muito bem) não se afastou do que tinha previsto para esta partida e o argentino iniciou-a no banco. E, se calhar, até foi melhor para ele, já que as últimas exibições não têm sido nada famosas. Só que há pessoas que foram abençoadas pelos deuses e o Di María, que entrou a 30’ do fim, possivelmente inspirado pela presença do astro, marcou um golão de chapéu já muito perto do fim. Foi o 1º golo dele no Estádio da Luz e espero que não seja necessário um regresso do Maradona para ele elevar os níveis das suas exibições daqui para a frente.
Em termos individuais, o Reyes foi dos melhores em campo. O Benfica fica logo com outra cara com ele em campo. Também gostei do Katsouranis (embora aquele falhanço não lembre o diabo...) e dos pontas-de-lança (Cardozo e Nuno Gomes). A defesa, nomeadamente os centrais e exceptuando o Miguel Vítor, pareceu estranhamente insegura na 1ª parte, mas depois lá se recompôs.
Basta-nos empatar com o Belenenses no sábado para atingirmos as meias-finais, mas obviamente que não espero outra coisa senão a vitória. Até para saudar o regresso dos jogos às 16h00 no nosso estádio.
P.S. – Os lagartos ganharam em Vila do Conde aos 88’ com um golo inacreditavelmente em fora-de-jogo. Pela boca morre o peixe! Depois do escarcéu que fizeram a propósito do Benfica-Braga, foi muito bem feito! Será que também vão pedir um inquérito?
O ritmo da partida foi bastante agradável, especialmente no 1º tempo e, depois de duas boas oportunidades da nossa parte (Cardozo e Katsouranis), deixámos o adversário colocar-se na frente aos 13’. Um frango do Moretto, que defendeu para a frente uma bola rematada a 30m da baliza, permitiu ao ponta-de-lança fazer uma recarga fácil. Pouco depois, as coisas poder-se-iam ter complicado bastante, quando esse mesmo jogador (Djalmir) teve uma grande chance de fazer o 0-2, ao cabecear ao lado quando estava praticamente sozinho na grande-área. No entanto, em três minutos (25’ e 28’) virámos o marcador através do Nuno Gomes (boa abertura do Carlos Martins) e do nº 25 (foi impressão minha, ou ele insurgiu-se novamente contra os adeptos do Benfica, que o assobiaram quando começou a fazer asneiras, nos festejos?). Até final da 1ª parte, o Olhanense poderia ter empatado depois de uma boa assistência do nosso nº...25.
Na 2ª parte, acabou-se o gás à equipa algarvia e foi com naturalidade que fizemos o 3-1 através do Sidnei aos 61’. Antes disso, uma óptima jogada do Reyes merecia ter tido outro fim que não a bola empate no poste. O Maradona veio cá ver o Di María, mas o Quique (e muito bem) não se afastou do que tinha previsto para esta partida e o argentino iniciou-a no banco. E, se calhar, até foi melhor para ele, já que as últimas exibições não têm sido nada famosas. Só que há pessoas que foram abençoadas pelos deuses e o Di María, que entrou a 30’ do fim, possivelmente inspirado pela presença do astro, marcou um golão de chapéu já muito perto do fim. Foi o 1º golo dele no Estádio da Luz e espero que não seja necessário um regresso do Maradona para ele elevar os níveis das suas exibições daqui para a frente.
Em termos individuais, o Reyes foi dos melhores em campo. O Benfica fica logo com outra cara com ele em campo. Também gostei do Katsouranis (embora aquele falhanço não lembre o diabo...) e dos pontas-de-lança (Cardozo e Nuno Gomes). A defesa, nomeadamente os centrais e exceptuando o Miguel Vítor, pareceu estranhamente insegura na 1ª parte, mas depois lá se recompôs.
Basta-nos empatar com o Belenenses no sábado para atingirmos as meias-finais, mas obviamente que não espero outra coisa senão a vitória. Até para saudar o regresso dos jogos às 16h00 no nosso estádio.
P.S. – Os lagartos ganharam em Vila do Conde aos 88’ com um golo inacreditavelmente em fora-de-jogo. Pela boca morre o peixe! Depois do escarcéu que fizeram a propósito do Benfica-Braga, foi muito bem feito! Será que também vão pedir um inquérito?
segunda-feira, janeiro 12, 2009
Lisonjeiro
Vencemos o Braga (1-0) e, devido ao inesperado empate do Trofense em casa do CRAC, regressámos ao 1º lugar do campeonato com os mesmos pontos dos lagartos que estão em 2º. Foi uma partida muito complicada e acho que se pode dizer que a nossa vitória foi feliz.
Tal como eu tinha vaticinado na Tertúlia, o Quique manteve o Moreira na baliza e ele foi dos melhores (senão mesmo o melhor) em campo. O Braga tem uma boa equipa e o Jorge Jesus, apesar de ser um vaidoso e achar que é dos melhores do mundo, é de facto um bom treinador. Entrámos com vontade e querer na partida, mas não tivemos grandes ocasiões de golo. E isto essencialmente por duas razões: o Di María continua a ser a eterna promessa adiada e não conseguiu criar desequilíbrios na esquerda, e o Aimar esteve sempre muito marcado e mais preocupado a discutir as decisões do árbitro do que em jogar à bola. No meio-campo, o Yebda voltou às exibições menos conseguidas dos últimos tempos e o Katsouranis não dá para tudo. Na frente, o Suazo raramente tinha espaços e quando os havia, também não recebia a bola em condições. Mesmo assim teve um excelente remate que proporcionou ao Eduardo uma das melhores defesas da noite. Pouco depois houve um lance muito duvidoso na grande-área do Braga em que me deu a sensação que o Suazo foi empurrado quando tentava cabecear. Foi um pequeno toque com ele em voo, mas o suficiente para não chegar à bola. Se o Sr.Paulo Baptista tivesse marcado penalty não seria escândalo nenhum. No entanto, há que referir que o Braga também teve uma ou duas boas oportunidades, uma delas bem defendida pelo Moreira. Quando parecia que mais uma vez iríamos chegar ao intervalo sem marcar, eis que surgiu o único golo do jogo: livre bem marcado pelo Aimar e bom cabeceamento do David Luiz. No estádio não me apercebi de nada, mas vendo as imagens na televisão, é indesmentível que o nosso central (agora convertido a lateral-esquerdo) está em fora-de-jogo.
Na 2ª parte, esperava que explorássemos o contra-ataque perante a aguardada subida do Braga, mas infelizmente foram raras as vezes em que o fizemos em condições. Os níveis de confiança não andam nada altos e os jogadores têm dificuldades em manter a posse de bola. Entregámos o controlo da partida ao adversário, mas tivemos uma soberana ocasião para matar o jogo, quando aos 56’ o Di María caiu na área. Confesso que no estádio não me pareceu penalty, mas vendo em casa o argentino foi mesmo empurrado. É um daqueles lances que se fosse no meio-campo era sempre falta. Claro está que o Di María eventualmente poderia não ter caído, mas que foi empurrado isso é indesmentível. Infelizmente, o Suazo atirou muito denunciado e o guarda-redes defendeu. Temi pela nossa vitória neste lance, porque não nos estava a ver com capacidade para ir para cima deles e isso confirmou-se. Criámos muito pouco perigo na 2ª parte, ao contrário do adversário que teve algumas ocasiões para marcar, uma delas flagrante já perto do fim. O que nos valeu foi que quem chegou isolado frente ao Moreira foi o Renteria... Entretanto, já os bracarenses tinham reclamado não sei quantos penalties a favor deles. O lance do Katsouranis sobre o Alan não foi nada, o grego tocou a bola por entre as pernas do adversário, mas a jogada do Luisão sobre o Matheus foi de facto duvidosa. O nosso defesa fez um carrinho para cortar a bola, mas o avançado tirou-a de lá a tempo e acaba por haver contacto entre os dois. Não me pareceu de todo que o objectivo do Luisão fosse derrubar o adversário e não sei até que ponto este, ao ver as pernas do Luisão ali estendidas, não aproveitou para chocar com elas, mas se fosse marcado penalty teria de se aceitar a decisão do árbitro.
Individualmente, destaco o Moreira, que deu a melhor resposta possível ao jogo da Trofa, o David Luiz, apesar de alguns passes mal feitos, defendeu bem e marcou o golo da vitória, e também gostei bastante do Miguel Vítor, que só teve um intervenção falhada, mas depois safou o perigo na sequência da jogada. O Ruben Amorim também não esteve mal, assim como o Katsouranis. Todos os outros apresentaram um nível mediano.
As virgens ofendidas vão ter uma semana em cheio! “Aqui d’el rei, aqui d’el rei” que o Benfica foi beneficiado num jogo! Achei imensa piada às declarações do Jorge Jesus no final da partida e só tenho pena é que o dito senhor não tenha o que o Michael Thomas tinha para dizer o mesmo no estádio do clube regional quando, pelo Belenenses no ano passado, empatou um jogo em que sofreu um golo num fora-de-jogo do Postiga infinitamente pior do que o do David Luiz hoje. Vencemos uma partida num lance irregular em que o adversário até poderá ter sido melhor que nós. Mas a minha consciência está tranquila. Preferia que não tivesse sido assim, mas no deve-haver do campeonato continuamos com menos pontos do que deveríamos ter agora. E, como me disse o JAS, o lance do Nacional dá-nos crédito para o campeonato inteiro. Vou seguir com atenção os ecos que este jogo irá ter durante o resto da época. Poderemos ser prejudicado até final em todas as partidas, que os anti-Benfica irão sempre relembrá-lo. Tal como o E. Amadora-Benfica para a Taça da Liga no ano passado.
Tal como eu tinha vaticinado na Tertúlia, o Quique manteve o Moreira na baliza e ele foi dos melhores (senão mesmo o melhor) em campo. O Braga tem uma boa equipa e o Jorge Jesus, apesar de ser um vaidoso e achar que é dos melhores do mundo, é de facto um bom treinador. Entrámos com vontade e querer na partida, mas não tivemos grandes ocasiões de golo. E isto essencialmente por duas razões: o Di María continua a ser a eterna promessa adiada e não conseguiu criar desequilíbrios na esquerda, e o Aimar esteve sempre muito marcado e mais preocupado a discutir as decisões do árbitro do que em jogar à bola. No meio-campo, o Yebda voltou às exibições menos conseguidas dos últimos tempos e o Katsouranis não dá para tudo. Na frente, o Suazo raramente tinha espaços e quando os havia, também não recebia a bola em condições. Mesmo assim teve um excelente remate que proporcionou ao Eduardo uma das melhores defesas da noite. Pouco depois houve um lance muito duvidoso na grande-área do Braga em que me deu a sensação que o Suazo foi empurrado quando tentava cabecear. Foi um pequeno toque com ele em voo, mas o suficiente para não chegar à bola. Se o Sr.Paulo Baptista tivesse marcado penalty não seria escândalo nenhum. No entanto, há que referir que o Braga também teve uma ou duas boas oportunidades, uma delas bem defendida pelo Moreira. Quando parecia que mais uma vez iríamos chegar ao intervalo sem marcar, eis que surgiu o único golo do jogo: livre bem marcado pelo Aimar e bom cabeceamento do David Luiz. No estádio não me apercebi de nada, mas vendo as imagens na televisão, é indesmentível que o nosso central (agora convertido a lateral-esquerdo) está em fora-de-jogo.
Na 2ª parte, esperava que explorássemos o contra-ataque perante a aguardada subida do Braga, mas infelizmente foram raras as vezes em que o fizemos em condições. Os níveis de confiança não andam nada altos e os jogadores têm dificuldades em manter a posse de bola. Entregámos o controlo da partida ao adversário, mas tivemos uma soberana ocasião para matar o jogo, quando aos 56’ o Di María caiu na área. Confesso que no estádio não me pareceu penalty, mas vendo em casa o argentino foi mesmo empurrado. É um daqueles lances que se fosse no meio-campo era sempre falta. Claro está que o Di María eventualmente poderia não ter caído, mas que foi empurrado isso é indesmentível. Infelizmente, o Suazo atirou muito denunciado e o guarda-redes defendeu. Temi pela nossa vitória neste lance, porque não nos estava a ver com capacidade para ir para cima deles e isso confirmou-se. Criámos muito pouco perigo na 2ª parte, ao contrário do adversário que teve algumas ocasiões para marcar, uma delas flagrante já perto do fim. O que nos valeu foi que quem chegou isolado frente ao Moreira foi o Renteria... Entretanto, já os bracarenses tinham reclamado não sei quantos penalties a favor deles. O lance do Katsouranis sobre o Alan não foi nada, o grego tocou a bola por entre as pernas do adversário, mas a jogada do Luisão sobre o Matheus foi de facto duvidosa. O nosso defesa fez um carrinho para cortar a bola, mas o avançado tirou-a de lá a tempo e acaba por haver contacto entre os dois. Não me pareceu de todo que o objectivo do Luisão fosse derrubar o adversário e não sei até que ponto este, ao ver as pernas do Luisão ali estendidas, não aproveitou para chocar com elas, mas se fosse marcado penalty teria de se aceitar a decisão do árbitro.
Individualmente, destaco o Moreira, que deu a melhor resposta possível ao jogo da Trofa, o David Luiz, apesar de alguns passes mal feitos, defendeu bem e marcou o golo da vitória, e também gostei bastante do Miguel Vítor, que só teve um intervenção falhada, mas depois safou o perigo na sequência da jogada. O Ruben Amorim também não esteve mal, assim como o Katsouranis. Todos os outros apresentaram um nível mediano.
As virgens ofendidas vão ter uma semana em cheio! “Aqui d’el rei, aqui d’el rei” que o Benfica foi beneficiado num jogo! Achei imensa piada às declarações do Jorge Jesus no final da partida e só tenho pena é que o dito senhor não tenha o que o Michael Thomas tinha para dizer o mesmo no estádio do clube regional quando, pelo Belenenses no ano passado, empatou um jogo em que sofreu um golo num fora-de-jogo do Postiga infinitamente pior do que o do David Luiz hoje. Vencemos uma partida num lance irregular em que o adversário até poderá ter sido melhor que nós. Mas a minha consciência está tranquila. Preferia que não tivesse sido assim, mas no deve-haver do campeonato continuamos com menos pontos do que deveríamos ter agora. E, como me disse o JAS, o lance do Nacional dá-nos crédito para o campeonato inteiro. Vou seguir com atenção os ecos que este jogo irá ter durante o resto da época. Poderemos ser prejudicado até final em todas as partidas, que os anti-Benfica irão sempre relembrá-lo. Tal como o E. Amadora-Benfica para a Taça da Liga no ano passado.
quinta-feira, janeiro 08, 2009
Boa resposta
Vencemos em Guimarães (2-0) para a Taça da Liga e estamos na frente do nosso grupo. Como os dois próximos encontros vão ser em casa (Olhanense e Belenenses), temos obrigação de ficar em 1º lugar e assim ter uma boa possibilidade de jogarmos em casa na meia-final (o maior número de pontos e o goal-average vai determinar isso em relação aos vencedores dos outros grupos). Esta partida nada teve a ver com a da Trofa e, se lá tivéssemos mostrado ¼ desta ambição e deste querer, teríamos certamente ganho.
Para a subida de produção da equipa muito contribuiu o regresso do Katsouranis. O grego é hoje em dia dos jogadores mais fundamentais do Glorioso e é com muita preocupação que leio algumas das suas declarações a dizer que se quer ir mesmo embora no final da época por causa das 10h que demora uma viagem entre Lisboa e Atenas. Não seria mais barato alugar um avião que semanalmente fizesse essa ligação directa do que tentar encontrar um jogador com a mesma categoria do Katsouranis por um preço compatível com o nosso orçamento? Creio bem que sim. Outra novidade em relação à Trofa foi a entrada do David Luiz para a lateral-esquerda e é indesmentível que ele esteve muito bem nesta partida. Não é a posição em que gosto mais de o ver, mas neste momento não tem lugar a central, já que o Luisão é intocável, o Sidnei é a revelação do campeonato e o Miguel Vítor é uma muita válida opção.
Não poderíamos ter tido melhor entrada na partida já que aos 9’ colocámo-nos na frente na sequência de um canto em que o Katsouranis surgiu muito bem ao primeiro poste e marcou. É pena que tenhamos deixado de explorar este filão, já que na sua primeira época no Benfica o grego marcou muitos golos desta maneira. Pode ser que, depois disto, as coisas voltem a ser o que eram. Este canto surgiu depois de uma óptima jogada atacante, em que o Aimar cabeceou, o Nilson defendeu à queima-roupa e, na recarga, o Di María rematou para uma nova intervenção do guarda-redes. Estando na frente do marcador, controlámos perfeitamente a partida e até ao intervalo ainda pudemos ver o fora-de-jogo mais mal assinalado da história do futebol mundial. Eram quatro, q-u-a-t-r-o(!), jogadores a colocarem o Di María em jogo, mas o fiscal-de-linha (Valter Oliveira ou Luís Marcelino, não sei qual deles) como viu que ele e o Suazo ficariam isolados frente ao guarda-redes, resolveu cortar a jogada. E, claro que apesar de o Gregory ter arrancado o Suazo pela raiz, o primeiro cartão amarelo teria de ser para um jogador do Glorioso, neste caso, o Yebda.
Na 2ª parte a tendência do jogo alterou-se um pouco, já que o V. Guimarães teve mais preponderância na posse de bola, mas não criou uma única real oportunidade de golo. A partida manteve-se numa ritmo relativamente baixo, que nos convinha na perfeição, até que aos 81’ demos a estocada final com um bom pontapé do Carlos Martins depois de um centro do Ruben Amorim, na sequência de um contra-ataque bem delineado. Pode ser que este golo o motive a voltar às boas exibições de início de época.
Para além do Katsouranis e David Luiz, também gostei do Aimar (espero que este jogo marque o início da sua subida de produção), do Suazo (é um autêntico bulldozer), do Miguel Vítor (um corte defeituoso não mancha uma exibição cheia de personalidade) e do Luisão (mas este é já um habitué). O Yebda esteve igualmente uns furos acima do que fez nos últimos jogos, assim como o Ruben Amorim que entrou ainda na 1ª parte para substituir o Balboa (que, se continua assim, duvido que jogue mais no Benfica). O Moretto mostrou-se seguro, mas eu não sou nada fã daquelas fintas aos atacantes...
Vejamos se esta vitória tem desenvolvimento nos próximos jogos, mas devo dizer que é com bastante pena que não joguemos mais em Guimarães este ano. Três jogos, três vitórias e três exibições muito personalizadas foram o saldo desta época. Nada mau.
Para a subida de produção da equipa muito contribuiu o regresso do Katsouranis. O grego é hoje em dia dos jogadores mais fundamentais do Glorioso e é com muita preocupação que leio algumas das suas declarações a dizer que se quer ir mesmo embora no final da época por causa das 10h que demora uma viagem entre Lisboa e Atenas. Não seria mais barato alugar um avião que semanalmente fizesse essa ligação directa do que tentar encontrar um jogador com a mesma categoria do Katsouranis por um preço compatível com o nosso orçamento? Creio bem que sim. Outra novidade em relação à Trofa foi a entrada do David Luiz para a lateral-esquerda e é indesmentível que ele esteve muito bem nesta partida. Não é a posição em que gosto mais de o ver, mas neste momento não tem lugar a central, já que o Luisão é intocável, o Sidnei é a revelação do campeonato e o Miguel Vítor é uma muita válida opção.
Não poderíamos ter tido melhor entrada na partida já que aos 9’ colocámo-nos na frente na sequência de um canto em que o Katsouranis surgiu muito bem ao primeiro poste e marcou. É pena que tenhamos deixado de explorar este filão, já que na sua primeira época no Benfica o grego marcou muitos golos desta maneira. Pode ser que, depois disto, as coisas voltem a ser o que eram. Este canto surgiu depois de uma óptima jogada atacante, em que o Aimar cabeceou, o Nilson defendeu à queima-roupa e, na recarga, o Di María rematou para uma nova intervenção do guarda-redes. Estando na frente do marcador, controlámos perfeitamente a partida e até ao intervalo ainda pudemos ver o fora-de-jogo mais mal assinalado da história do futebol mundial. Eram quatro, q-u-a-t-r-o(!), jogadores a colocarem o Di María em jogo, mas o fiscal-de-linha (Valter Oliveira ou Luís Marcelino, não sei qual deles) como viu que ele e o Suazo ficariam isolados frente ao guarda-redes, resolveu cortar a jogada. E, claro que apesar de o Gregory ter arrancado o Suazo pela raiz, o primeiro cartão amarelo teria de ser para um jogador do Glorioso, neste caso, o Yebda.
Na 2ª parte a tendência do jogo alterou-se um pouco, já que o V. Guimarães teve mais preponderância na posse de bola, mas não criou uma única real oportunidade de golo. A partida manteve-se numa ritmo relativamente baixo, que nos convinha na perfeição, até que aos 81’ demos a estocada final com um bom pontapé do Carlos Martins depois de um centro do Ruben Amorim, na sequência de um contra-ataque bem delineado. Pode ser que este golo o motive a voltar às boas exibições de início de época.
Para além do Katsouranis e David Luiz, também gostei do Aimar (espero que este jogo marque o início da sua subida de produção), do Suazo (é um autêntico bulldozer), do Miguel Vítor (um corte defeituoso não mancha uma exibição cheia de personalidade) e do Luisão (mas este é já um habitué). O Yebda esteve igualmente uns furos acima do que fez nos últimos jogos, assim como o Ruben Amorim que entrou ainda na 1ª parte para substituir o Balboa (que, se continua assim, duvido que jogue mais no Benfica). O Moretto mostrou-se seguro, mas eu não sou nada fã daquelas fintas aos atacantes...
Vejamos se esta vitória tem desenvolvimento nos próximos jogos, mas devo dizer que é com bastante pena que não joguemos mais em Guimarães este ano. Três jogos, três vitórias e três exibições muito personalizadas foram o saldo desta época. Nada mau.
segunda-feira, janeiro 05, 2009
Desastre
Perdemos na Trofa (0-2), campo do último classificado(!), e dissemos adeus à liderança no campeonato. Entrámos no novo ano com a pior exibição da época e, a continuar assim, adivinham-se tempos muito difíceis. Foi inexplicável a forma como encarámos esta partida e absolutamente lamentável que tivéssemos sido derrotados desta forma.
As ausências do Reyes (lesão) e Katsouranis (5º amarelo) não podem explicar tudo. É inadmissível que o Di María tenha feito a 1ª parte que fez, que naturalmente provocou a sua substituição ao intervalo pelo Cardozo, mas não foi o único. O Aimar continua a léguas do que pode valer e teve o condão de me irritar solenemente neste jogo, já que procurava sempre uma tabelinha a mais em vez de encarar a baliza adversária. Para além de ter falhado um golo isolado frente ao guarda-redes ainda com 0-0... O Suazo é outro que tem que ter um rendimento mais constante já que a sua qualidade (e preço) assim o exige. O Carlos Martins continua a não mostrar nada de especial e o Ruben Amorim está igualmente em baixo de forma. Juntando a tudo isto um frango do Moreira, mesmo antes do intervalo, que deu o 0-1, e o que fez o Binya (já lá vamos) foi meio caminho andado para a derrota. Os menos maus foram o Luisão e o Maxi Pereira (apesar de ter posto em jogo o marcador do 1º golo...).
O que é mais preocupante é que há quatro jogos que não marcamos golos (bem, marcámos contra o Nacional, mas enfim...) e a equipa parece que vem a decrescer de rendimento. Sinceramente não sei o que se passa, mas estamos numa fase crucial da época. Eu que queria chegar a casa do CRAC com quatro pontos de vantagem, vamos lá a ver se ao menos chegamos com a desvantagem actual de um ponto.
Deixei para o fim de propósito: Binya. Eu até tenho sido um defensor dele e sinceramente desde o malfadado jogo em Glasgow via melhorias na sua forma de jogar. Menos impetuoso, principalmente depois de ver o amarelo. Mas nesta partida passou das marcas. Ver dois amarelos ABSOLUTAMENTE idiotas em 15’ e deixar-nos a jogar com 10 durante a última meia-hora foi a gota de água que transbordou o meu copo. É INADMISSÍVEL que um jogador do Benfica, em qualquer caso mas principalmente quando já tem um amarelo, meta a mão à bola numa jogada inofensiva a meio-campo! Chame-se Binya ou outro qualquer. Se já era indesculpável connosco a ganhar, mais ainda o é quando estamos a perder e a correr atrás do resultado. Lamento muito, mas este tipo de BURRICE é incompatível com ser jogador do Sport Lisboa e Benfica. Obrigado pela dedicação e que sejas muito feliz na tua carreira, mas o teu lugar deixou de ser no meio de nós. Não se pode contar com alguém que faz isto.
P.S. – O Trofense fez o jogo da vida dele. E acho muito bem, já que estava a defrontar o maior clube do mundo. Demonstraram uma agressividade e um querer na procura da bola que são salutares. Quase comiam a relva. Mas palpita-me que para a semana não vai ser assim. Até porque o Hélder Barbosa deve ter uma lesão (daquelas que só dura uma semana e que coincide sempre que um clube defronta o CRAC) marcada.
As ausências do Reyes (lesão) e Katsouranis (5º amarelo) não podem explicar tudo. É inadmissível que o Di María tenha feito a 1ª parte que fez, que naturalmente provocou a sua substituição ao intervalo pelo Cardozo, mas não foi o único. O Aimar continua a léguas do que pode valer e teve o condão de me irritar solenemente neste jogo, já que procurava sempre uma tabelinha a mais em vez de encarar a baliza adversária. Para além de ter falhado um golo isolado frente ao guarda-redes ainda com 0-0... O Suazo é outro que tem que ter um rendimento mais constante já que a sua qualidade (e preço) assim o exige. O Carlos Martins continua a não mostrar nada de especial e o Ruben Amorim está igualmente em baixo de forma. Juntando a tudo isto um frango do Moreira, mesmo antes do intervalo, que deu o 0-1, e o que fez o Binya (já lá vamos) foi meio caminho andado para a derrota. Os menos maus foram o Luisão e o Maxi Pereira (apesar de ter posto em jogo o marcador do 1º golo...).
O que é mais preocupante é que há quatro jogos que não marcamos golos (bem, marcámos contra o Nacional, mas enfim...) e a equipa parece que vem a decrescer de rendimento. Sinceramente não sei o que se passa, mas estamos numa fase crucial da época. Eu que queria chegar a casa do CRAC com quatro pontos de vantagem, vamos lá a ver se ao menos chegamos com a desvantagem actual de um ponto.
Deixei para o fim de propósito: Binya. Eu até tenho sido um defensor dele e sinceramente desde o malfadado jogo em Glasgow via melhorias na sua forma de jogar. Menos impetuoso, principalmente depois de ver o amarelo. Mas nesta partida passou das marcas. Ver dois amarelos ABSOLUTAMENTE idiotas em 15’ e deixar-nos a jogar com 10 durante a última meia-hora foi a gota de água que transbordou o meu copo. É INADMISSÍVEL que um jogador do Benfica, em qualquer caso mas principalmente quando já tem um amarelo, meta a mão à bola numa jogada inofensiva a meio-campo! Chame-se Binya ou outro qualquer. Se já era indesculpável connosco a ganhar, mais ainda o é quando estamos a perder e a correr atrás do resultado. Lamento muito, mas este tipo de BURRICE é incompatível com ser jogador do Sport Lisboa e Benfica. Obrigado pela dedicação e que sejas muito feliz na tua carreira, mas o teu lugar deixou de ser no meio de nós. Não se pode contar com alguém que faz isto.
P.S. – O Trofense fez o jogo da vida dele. E acho muito bem, já que estava a defrontar o maior clube do mundo. Demonstraram uma agressividade e um querer na procura da bola que são salutares. Quase comiam a relva. Mas palpita-me que para a semana não vai ser assim. Até porque o Hélder Barbosa deve ter uma lesão (daquelas que só dura uma semana e que coincide sempre que um clube defronta o CRAC) marcada.
quinta-feira, janeiro 01, 2009
Ano Novo
Um Glorioso ano para todo(a)s o(a)s leitore(a)s deste blog são os meus mais sinceros votos.
E que 2009 seja um péssimo ano e que tudo de mau aconteça a quem não prestigia o futebol em Portugal. Que este seja o último ano que a escumalha veja... enquanto interveniente directo no jogo. Que se inicie, finalmente, a limpeza há muito necessária. A bem ou a mal... Para quem em 2010 não tenha que repetir estes mesmos votos.
E que 2009 seja um péssimo ano e que tudo de mau aconteça a quem não prestigia o futebol em Portugal. Que este seja o último ano que a escumalha veja... enquanto interveniente directo no jogo. Que se inicie, finalmente, a limpeza há muito necessária. A bem ou a mal... Para quem em 2010 não tenha que repetir estes mesmos votos.
quinta-feira, dezembro 25, 2008
Natal
Desejo a todos os desportistas, em especial aos benfiquistas e aos leitores deste blog um Natal Glorioso. Nesta quadra festiva é natural que façamos votos de paz e justiça, pelo que espero sinceramente que este seja o último Natal que os Xistras, Benquerenças e Henriques desta vida passem... enquanto agentes desportivos.
terça-feira, dezembro 23, 2008
Roubo de igreja
O Sr. Pedro Henriques SONEGOU-NOS descaradamente dois pontos na recepção ao Nacional (0-0) e não permitiu que aumentássemos a vantagem sobre os rivais que também empataram em casa a zero nesta jornada (lagartos com a Académica e CRAC com o Marítimo). Podemos fazer 300 análises diferentes ao jogo, dizer que o empate é o resultado mais justo, que o Nacional até jogou bastante bem, mas o que é facto é que aos 91’ o Benfica marcou um golo legalíssimo, que lhe daria certamente a vitória, e o Sr. Pedro Henriques viu uma intencionalidade na mão do Miguel Vítor que está no chão e de costas(!) para a jogada. É nestes pequenos pormenores que se vai decidindo um campeonato.
Há que dizer igualmente que não fizemos uma boa partida. Entrámos muito nervosos, com pouca dinâmica ofensiva e uma incapacidade gritante de fazer chegar a bola aos dois avançados (Suazo e Cardozo). Não percebi a titularidade do Yebda, que tinha sido dos piores jogadores contra o Metalist, em detrimento do Binya. Esta opção fez com que o Katsouranis, que é o médio que melhor coloca a bola na frente, jogasse a trinco e, portanto, muito longe da zona onde um bom passe pode fazer a diferença. Apesar da boa vontade e alguma velocidade do Di María, que veio de uma paragem um pouco prolongada, o Reyes fez muita falta, quanto mais não fosse na execução das bolas paradas. O Ruben Amorim também esteve pior que em partidas anteriores e assim era difícil criar ocasiões de perigo. Na 1ª parte tivemos apenas uma cabeçada do Yebda para a primeira de umas quantas boas defesas do Rafael Bracalli.
Na 2ª parte, entrámos ainda pior, com o Nacional a criar uma grande oportunidade de golo, em que só por sorte a bola não entrou. Continuámos estranhamente apáticos, sem capacidade para dominar o jogo durante uns bons 15’ e ainda vimos o Moreira salvar com o pé um remate de um avançado isolado. A partir daí fomos para cima do Nacional e tivemos excelentes ocasiões pelo Ruben Amorim (não se pode falhar isolado um golo daqueles...), Luisão (bom cabeceamento para excelente intervenção do guarda-redes) e Maxi Pereira (outra bola que não se pode falhar). Entretanto, tinha entrado o Nuno Gomes para o lugar do lesionado Di María (tal como na 1ª parte o Miguel Vítor substituiu o Sidnei, igualmente por lesão) e alinhávamos com três pontas-de-lança, com o nº 21 ligeiramente atrás dos outros dois. A 10’ do fim, houve um indiscutível segundo amarelo a um jogador do Nacional e a nossa pressão intensificou-se ainda mais. Mais com o coração do que com a cabeça, é certo, mas daria para ter chegado à vitória se não fosse o Sr. Pedro Henriques.
Individualmente destaco dois jogadores: o Luisão e Katsouranis. Enquanto o brasileiro mostra cada vez mais a sua preponderância na equipa e teve um corte genial na 1ª parte, o grego tem que ocupar no campo a posição correspondente ao seu número (oito). É ele que melhor faz a ligação entre a defesa e o ataque, ainda para mais nesta altura em que o Yebda está completamente fora de forma (acho que tem que voltar a ter a sua crista amarela). O Suazo desiludiu-me, porque dele espera-se sempre mais do que uma assistência e um cabeceamento ao lado. O Cardozo pode não ter um estilo muito gracioso, mas eu acho que tem condições para ser titular do Benfica. Neste jogo, gostei bastante mais dele do que do Suazo. Uma palavra final para o Miguel Vítor: não há dúvida que temos central. Muito concentrado, ainda com algumas arestas para limar, mas a garra e a concentração estão todas lá.
Voltamos a ser o “campeão de Inverno” 15 anos depois, mas este título é apenas oficioso. Temos que melhor a nossa prestação nos jogos futuros e é essencial ganhar as próximas quatro partidas antes de ir a casa do CRAC. No entanto, se voltarmos a ter arbitragens destas vai ser muito complicado. Até agora eu considerava o Sr. Pedro Henriques um árbitro honesto (mesmo apesar de aqui há uns anos, na altura em que o Mourinho treinava o CRAC, ter fechado os olhos a uma defesa com a mão do Vítor Baía fora de área num Gil Vicente-CRAC jogado em Guimarães e já para não falar neste e neste Benfica-lagartos), mas isto passou das marcas. Um árbitro que tem um critério “largo” e deixa jogar como é possível ter visto algo que não aconteceu, isto já para não falar de um agarrão ao Nuno Gomes na área aos 85’...? Será que vale a pena continuar a preocupar-nos a fazer equipas e plantéis quando quem decide os jogos mais equilibrados são sempre os mesmos e sempre para o mesmo lado?! Será que vale a pena continuar num jogo viciado em Portugal, onde o Sr. Duarte Gomes não vê um empurrão do Rolando ao Miguelito e um braço do Bruno Alves que desvia um remate do Manú, ambos dentro da área do CRAC, e o Sr. Pedro Henriques vê uma mão de um jogador do Benfica que está no chão e de costas?! ISTO É TUDO UMA POUCA VERGONHA!!!
Há que dizer igualmente que não fizemos uma boa partida. Entrámos muito nervosos, com pouca dinâmica ofensiva e uma incapacidade gritante de fazer chegar a bola aos dois avançados (Suazo e Cardozo). Não percebi a titularidade do Yebda, que tinha sido dos piores jogadores contra o Metalist, em detrimento do Binya. Esta opção fez com que o Katsouranis, que é o médio que melhor coloca a bola na frente, jogasse a trinco e, portanto, muito longe da zona onde um bom passe pode fazer a diferença. Apesar da boa vontade e alguma velocidade do Di María, que veio de uma paragem um pouco prolongada, o Reyes fez muita falta, quanto mais não fosse na execução das bolas paradas. O Ruben Amorim também esteve pior que em partidas anteriores e assim era difícil criar ocasiões de perigo. Na 1ª parte tivemos apenas uma cabeçada do Yebda para a primeira de umas quantas boas defesas do Rafael Bracalli.
Na 2ª parte, entrámos ainda pior, com o Nacional a criar uma grande oportunidade de golo, em que só por sorte a bola não entrou. Continuámos estranhamente apáticos, sem capacidade para dominar o jogo durante uns bons 15’ e ainda vimos o Moreira salvar com o pé um remate de um avançado isolado. A partir daí fomos para cima do Nacional e tivemos excelentes ocasiões pelo Ruben Amorim (não se pode falhar isolado um golo daqueles...), Luisão (bom cabeceamento para excelente intervenção do guarda-redes) e Maxi Pereira (outra bola que não se pode falhar). Entretanto, tinha entrado o Nuno Gomes para o lugar do lesionado Di María (tal como na 1ª parte o Miguel Vítor substituiu o Sidnei, igualmente por lesão) e alinhávamos com três pontas-de-lança, com o nº 21 ligeiramente atrás dos outros dois. A 10’ do fim, houve um indiscutível segundo amarelo a um jogador do Nacional e a nossa pressão intensificou-se ainda mais. Mais com o coração do que com a cabeça, é certo, mas daria para ter chegado à vitória se não fosse o Sr. Pedro Henriques.
Individualmente destaco dois jogadores: o Luisão e Katsouranis. Enquanto o brasileiro mostra cada vez mais a sua preponderância na equipa e teve um corte genial na 1ª parte, o grego tem que ocupar no campo a posição correspondente ao seu número (oito). É ele que melhor faz a ligação entre a defesa e o ataque, ainda para mais nesta altura em que o Yebda está completamente fora de forma (acho que tem que voltar a ter a sua crista amarela). O Suazo desiludiu-me, porque dele espera-se sempre mais do que uma assistência e um cabeceamento ao lado. O Cardozo pode não ter um estilo muito gracioso, mas eu acho que tem condições para ser titular do Benfica. Neste jogo, gostei bastante mais dele do que do Suazo. Uma palavra final para o Miguel Vítor: não há dúvida que temos central. Muito concentrado, ainda com algumas arestas para limar, mas a garra e a concentração estão todas lá.
Voltamos a ser o “campeão de Inverno” 15 anos depois, mas este título é apenas oficioso. Temos que melhor a nossa prestação nos jogos futuros e é essencial ganhar as próximas quatro partidas antes de ir a casa do CRAC. No entanto, se voltarmos a ter arbitragens destas vai ser muito complicado. Até agora eu considerava o Sr. Pedro Henriques um árbitro honesto (mesmo apesar de aqui há uns anos, na altura em que o Mourinho treinava o CRAC, ter fechado os olhos a uma defesa com a mão do Vítor Baía fora de área num Gil Vicente-CRAC jogado em Guimarães e já para não falar neste e neste Benfica-lagartos), mas isto passou das marcas. Um árbitro que tem um critério “largo” e deixa jogar como é possível ter visto algo que não aconteceu, isto já para não falar de um agarrão ao Nuno Gomes na área aos 85’...? Será que vale a pena continuar a preocupar-nos a fazer equipas e plantéis quando quem decide os jogos mais equilibrados são sempre os mesmos e sempre para o mesmo lado?! Será que vale a pena continuar num jogo viciado em Portugal, onde o Sr. Duarte Gomes não vê um empurrão do Rolando ao Miguelito e um braço do Bruno Alves que desvia um remate do Manú, ambos dentro da área do CRAC, e o Sr. Pedro Henriques vê uma mão de um jogador do Benfica que está no chão e de costas?! ISTO É TUDO UMA POUCA VERGONHA!!!
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