quinta-feira, dezembro 25, 2008
Natal
Desejo a todos os desportistas, em especial aos benfiquistas e aos leitores deste blog um Natal Glorioso. Nesta quadra festiva é natural que façamos votos de paz e justiça, pelo que espero sinceramente que este seja o último Natal que os Xistras, Benquerenças e Henriques desta vida passem... enquanto agentes desportivos.
terça-feira, dezembro 23, 2008
Roubo de igreja
O Sr. Pedro Henriques SONEGOU-NOS descaradamente dois pontos na recepção ao Nacional (0-0) e não permitiu que aumentássemos a vantagem sobre os rivais que também empataram em casa a zero nesta jornada (lagartos com a Académica e CRAC com o Marítimo). Podemos fazer 300 análises diferentes ao jogo, dizer que o empate é o resultado mais justo, que o Nacional até jogou bastante bem, mas o que é facto é que aos 91’ o Benfica marcou um golo legalíssimo, que lhe daria certamente a vitória, e o Sr. Pedro Henriques viu uma intencionalidade na mão do Miguel Vítor que está no chão e de costas(!) para a jogada. É nestes pequenos pormenores que se vai decidindo um campeonato.
Há que dizer igualmente que não fizemos uma boa partida. Entrámos muito nervosos, com pouca dinâmica ofensiva e uma incapacidade gritante de fazer chegar a bola aos dois avançados (Suazo e Cardozo). Não percebi a titularidade do Yebda, que tinha sido dos piores jogadores contra o Metalist, em detrimento do Binya. Esta opção fez com que o Katsouranis, que é o médio que melhor coloca a bola na frente, jogasse a trinco e, portanto, muito longe da zona onde um bom passe pode fazer a diferença. Apesar da boa vontade e alguma velocidade do Di María, que veio de uma paragem um pouco prolongada, o Reyes fez muita falta, quanto mais não fosse na execução das bolas paradas. O Ruben Amorim também esteve pior que em partidas anteriores e assim era difícil criar ocasiões de perigo. Na 1ª parte tivemos apenas uma cabeçada do Yebda para a primeira de umas quantas boas defesas do Rafael Bracalli.
Na 2ª parte, entrámos ainda pior, com o Nacional a criar uma grande oportunidade de golo, em que só por sorte a bola não entrou. Continuámos estranhamente apáticos, sem capacidade para dominar o jogo durante uns bons 15’ e ainda vimos o Moreira salvar com o pé um remate de um avançado isolado. A partir daí fomos para cima do Nacional e tivemos excelentes ocasiões pelo Ruben Amorim (não se pode falhar isolado um golo daqueles...), Luisão (bom cabeceamento para excelente intervenção do guarda-redes) e Maxi Pereira (outra bola que não se pode falhar). Entretanto, tinha entrado o Nuno Gomes para o lugar do lesionado Di María (tal como na 1ª parte o Miguel Vítor substituiu o Sidnei, igualmente por lesão) e alinhávamos com três pontas-de-lança, com o nº 21 ligeiramente atrás dos outros dois. A 10’ do fim, houve um indiscutível segundo amarelo a um jogador do Nacional e a nossa pressão intensificou-se ainda mais. Mais com o coração do que com a cabeça, é certo, mas daria para ter chegado à vitória se não fosse o Sr. Pedro Henriques.
Individualmente destaco dois jogadores: o Luisão e Katsouranis. Enquanto o brasileiro mostra cada vez mais a sua preponderância na equipa e teve um corte genial na 1ª parte, o grego tem que ocupar no campo a posição correspondente ao seu número (oito). É ele que melhor faz a ligação entre a defesa e o ataque, ainda para mais nesta altura em que o Yebda está completamente fora de forma (acho que tem que voltar a ter a sua crista amarela). O Suazo desiludiu-me, porque dele espera-se sempre mais do que uma assistência e um cabeceamento ao lado. O Cardozo pode não ter um estilo muito gracioso, mas eu acho que tem condições para ser titular do Benfica. Neste jogo, gostei bastante mais dele do que do Suazo. Uma palavra final para o Miguel Vítor: não há dúvida que temos central. Muito concentrado, ainda com algumas arestas para limar, mas a garra e a concentração estão todas lá.
Voltamos a ser o “campeão de Inverno” 15 anos depois, mas este título é apenas oficioso. Temos que melhor a nossa prestação nos jogos futuros e é essencial ganhar as próximas quatro partidas antes de ir a casa do CRAC. No entanto, se voltarmos a ter arbitragens destas vai ser muito complicado. Até agora eu considerava o Sr. Pedro Henriques um árbitro honesto (mesmo apesar de aqui há uns anos, na altura em que o Mourinho treinava o CRAC, ter fechado os olhos a uma defesa com a mão do Vítor Baía fora de área num Gil Vicente-CRAC jogado em Guimarães e já para não falar neste e neste Benfica-lagartos), mas isto passou das marcas. Um árbitro que tem um critério “largo” e deixa jogar como é possível ter visto algo que não aconteceu, isto já para não falar de um agarrão ao Nuno Gomes na área aos 85’...? Será que vale a pena continuar a preocupar-nos a fazer equipas e plantéis quando quem decide os jogos mais equilibrados são sempre os mesmos e sempre para o mesmo lado?! Será que vale a pena continuar num jogo viciado em Portugal, onde o Sr. Duarte Gomes não vê um empurrão do Rolando ao Miguelito e um braço do Bruno Alves que desvia um remate do Manú, ambos dentro da área do CRAC, e o Sr. Pedro Henriques vê uma mão de um jogador do Benfica que está no chão e de costas?! ISTO É TUDO UMA POUCA VERGONHA!!!
Há que dizer igualmente que não fizemos uma boa partida. Entrámos muito nervosos, com pouca dinâmica ofensiva e uma incapacidade gritante de fazer chegar a bola aos dois avançados (Suazo e Cardozo). Não percebi a titularidade do Yebda, que tinha sido dos piores jogadores contra o Metalist, em detrimento do Binya. Esta opção fez com que o Katsouranis, que é o médio que melhor coloca a bola na frente, jogasse a trinco e, portanto, muito longe da zona onde um bom passe pode fazer a diferença. Apesar da boa vontade e alguma velocidade do Di María, que veio de uma paragem um pouco prolongada, o Reyes fez muita falta, quanto mais não fosse na execução das bolas paradas. O Ruben Amorim também esteve pior que em partidas anteriores e assim era difícil criar ocasiões de perigo. Na 1ª parte tivemos apenas uma cabeçada do Yebda para a primeira de umas quantas boas defesas do Rafael Bracalli.
Na 2ª parte, entrámos ainda pior, com o Nacional a criar uma grande oportunidade de golo, em que só por sorte a bola não entrou. Continuámos estranhamente apáticos, sem capacidade para dominar o jogo durante uns bons 15’ e ainda vimos o Moreira salvar com o pé um remate de um avançado isolado. A partir daí fomos para cima do Nacional e tivemos excelentes ocasiões pelo Ruben Amorim (não se pode falhar isolado um golo daqueles...), Luisão (bom cabeceamento para excelente intervenção do guarda-redes) e Maxi Pereira (outra bola que não se pode falhar). Entretanto, tinha entrado o Nuno Gomes para o lugar do lesionado Di María (tal como na 1ª parte o Miguel Vítor substituiu o Sidnei, igualmente por lesão) e alinhávamos com três pontas-de-lança, com o nº 21 ligeiramente atrás dos outros dois. A 10’ do fim, houve um indiscutível segundo amarelo a um jogador do Nacional e a nossa pressão intensificou-se ainda mais. Mais com o coração do que com a cabeça, é certo, mas daria para ter chegado à vitória se não fosse o Sr. Pedro Henriques.
Individualmente destaco dois jogadores: o Luisão e Katsouranis. Enquanto o brasileiro mostra cada vez mais a sua preponderância na equipa e teve um corte genial na 1ª parte, o grego tem que ocupar no campo a posição correspondente ao seu número (oito). É ele que melhor faz a ligação entre a defesa e o ataque, ainda para mais nesta altura em que o Yebda está completamente fora de forma (acho que tem que voltar a ter a sua crista amarela). O Suazo desiludiu-me, porque dele espera-se sempre mais do que uma assistência e um cabeceamento ao lado. O Cardozo pode não ter um estilo muito gracioso, mas eu acho que tem condições para ser titular do Benfica. Neste jogo, gostei bastante mais dele do que do Suazo. Uma palavra final para o Miguel Vítor: não há dúvida que temos central. Muito concentrado, ainda com algumas arestas para limar, mas a garra e a concentração estão todas lá.
Voltamos a ser o “campeão de Inverno” 15 anos depois, mas este título é apenas oficioso. Temos que melhor a nossa prestação nos jogos futuros e é essencial ganhar as próximas quatro partidas antes de ir a casa do CRAC. No entanto, se voltarmos a ter arbitragens destas vai ser muito complicado. Até agora eu considerava o Sr. Pedro Henriques um árbitro honesto (mesmo apesar de aqui há uns anos, na altura em que o Mourinho treinava o CRAC, ter fechado os olhos a uma defesa com a mão do Vítor Baía fora de área num Gil Vicente-CRAC jogado em Guimarães e já para não falar neste e neste Benfica-lagartos), mas isto passou das marcas. Um árbitro que tem um critério “largo” e deixa jogar como é possível ter visto algo que não aconteceu, isto já para não falar de um agarrão ao Nuno Gomes na área aos 85’...? Será que vale a pena continuar a preocupar-nos a fazer equipas e plantéis quando quem decide os jogos mais equilibrados são sempre os mesmos e sempre para o mesmo lado?! Será que vale a pena continuar num jogo viciado em Portugal, onde o Sr. Duarte Gomes não vê um empurrão do Rolando ao Miguelito e um braço do Bruno Alves que desvia um remate do Manú, ambos dentro da área do CRAC, e o Sr. Pedro Henriques vê uma mão de um jogador do Benfica que está no chão e de costas?! ISTO É TUDO UMA POUCA VERGONHA!!!
sexta-feira, dezembro 19, 2008
Eficácia
Fomos derrotados em casa (0-1) pelo Metalist e despedimo-nos da pior maneira possível de uma das mais horríveis campanhas europeias da nossa história. Um ponto em 12 possíveis, último lugar num grupo de cinco em que se apuraram três, ainda para mais sendo nós a equipa com melhor ranking e duas derrotas caseiras são factos que, não há que ter medo das palavras, envergonham o historial europeu do nosso clube. Mas... e há sempre um “mas”, se em Maio nos sagrarmos campeões, ninguém mais vai dar importância a isto.
Não há muito a dizer sobre a partida de hoje. O Metalist veio com a 2ª equipa e o Quique aproveitou para rodar os suplentes. Ganhar por 8-0 e esperar um empate entre o Olympiacos e o Hertha de Berlim convenhamos que era mais que um milagre. No entanto, não se pode dizer que as segundas linhas tenham passado no teste. O ritmo que imprimiram foi muito baixo, mas mesmo assim tivemos oportunidades mais que suficientes para ganhar folgadamente o jogo. Uma bola à barra (Urreta) e outra ao poste (Cardozo), três jogadores isolados frente ao guarda-redes (Urreta, Nuno Gomes e Maxi Pereira) a falharem, e a única oportunidade para os ucranianos concretizada aos 84’ transformaram uma possível vitória robusta numa derrota injusta. O discurso do Quique foi muito duro para os jogadores, por causa do que (não) fizeram a seguir a termos sofrido o golo. E, de facto, baixámos os braços e entregámos o jogo, o que não deve NUNCA acontecer no Benfica.
Individualmente é difícil destacar alguém. Estava a gostar muito do Nuno Gomes, mas ele não pode falhar um golo daqueles. O Binya, como habitualmente, não se preocupa com o nome do adversário e joga sempre da mesma maneira. Quanto aos outros, mais ninguém se evidenciou por aí além. O Fellipe Bastos é bom tecnicamente, mas agarra-se demasiado à bola, e ao Urreta ainda lhe falta maturidade, sendo no entanto um lutador nato. Devo dizer igualmente que não gostei nada da exibição do Yebda. Muito pouco dinâmico e a jogar sistematicamente para trás. Também o Cardozo tem que se esforçar um pouco mais (apesar da bola no poste) e ter mais atenção aos foras-de-jogo.
Faço votos para que este resultado não tenha influência no jogo da 2ª feira frente ao Nacional. É IMPERATIVO passarmos o ano no 1º lugar, sob pena de os próprios jogadores começarem a não acreditar neles mesmo. E, como diz o Quique, não podemos perder a “ilusión”.
Não há muito a dizer sobre a partida de hoje. O Metalist veio com a 2ª equipa e o Quique aproveitou para rodar os suplentes. Ganhar por 8-0 e esperar um empate entre o Olympiacos e o Hertha de Berlim convenhamos que era mais que um milagre. No entanto, não se pode dizer que as segundas linhas tenham passado no teste. O ritmo que imprimiram foi muito baixo, mas mesmo assim tivemos oportunidades mais que suficientes para ganhar folgadamente o jogo. Uma bola à barra (Urreta) e outra ao poste (Cardozo), três jogadores isolados frente ao guarda-redes (Urreta, Nuno Gomes e Maxi Pereira) a falharem, e a única oportunidade para os ucranianos concretizada aos 84’ transformaram uma possível vitória robusta numa derrota injusta. O discurso do Quique foi muito duro para os jogadores, por causa do que (não) fizeram a seguir a termos sofrido o golo. E, de facto, baixámos os braços e entregámos o jogo, o que não deve NUNCA acontecer no Benfica.
Individualmente é difícil destacar alguém. Estava a gostar muito do Nuno Gomes, mas ele não pode falhar um golo daqueles. O Binya, como habitualmente, não se preocupa com o nome do adversário e joga sempre da mesma maneira. Quanto aos outros, mais ninguém se evidenciou por aí além. O Fellipe Bastos é bom tecnicamente, mas agarra-se demasiado à bola, e ao Urreta ainda lhe falta maturidade, sendo no entanto um lutador nato. Devo dizer igualmente que não gostei nada da exibição do Yebda. Muito pouco dinâmico e a jogar sistematicamente para trás. Também o Cardozo tem que se esforçar um pouco mais (apesar da bola no poste) e ter mais atenção aos foras-de-jogo.
Faço votos para que este resultado não tenha influência no jogo da 2ª feira frente ao Nacional. É IMPERATIVO passarmos o ano no 1º lugar, sob pena de os próprios jogadores começarem a não acreditar neles mesmo. E, como diz o Quique, não podemos perder a “ilusión”.
domingo, dezembro 14, 2008
Injusto e imerecido
Perdemos nos penalties (4-5) depois de um empate a zero e fomos eliminados da Taça de Portugal frente ao Leixões em Matosinhos. Dominámos durante os 120’ e não merecíamos ter ficado pelo caminho. Mas o chavão diz que “o futebol é assim mesmo” e nem sempre a equipa que faz mais por ganhar o consegue.
Alinhámos com os mesmo titulares da Madeira, com excepção do guarda-redes, já que o Quique resolveu dar uma oportunidade ao Moretto. O Leixões mostrou mais uma vez ter uma equipa muito sólida, mas desde bem cedo avisou ao que vinha: levar a partida para os penalties. Só assim se explica o jogo extraordinariamente defensivo que fizeram, muito mais preocupados em não sofrer golos do que em marcá-los. Estranhei esta atitude, primeiro porque jogavam em casa e depois porque são actualmente os segundos classificados, e já ganharam no terreno do CRAC e dos lagartos. No entanto, defrontando agora uma equipa grande, as cautelas foram superiores. E como às vezes o crime compensa, quem nada fez por isso, acabou por passar a eliminatória.
Não tivemos muitas oportunidades de golo, mas tínhamos obrigação de ter concretizado pelo menos uma das que existiram. A do Sidnei na 1ª parte, por exemplo. Não percebo como é que se pode falhar um golo daqueles na pequena-área, atirando contra o guarda-redes. Outro facto que não compreendo é como que se não se aproveita dois livres perigosíssimos à entrada da área, rematando por cima da barra. Aliás, viu-se logo na cara do Reyes, que os marcou a ambos, a pouca concentração que teve no momento do remate. Estivesse o Cardozo em campo e outro galo cantaria... Mas o lance que mais me irritou aconteceu já no prolongamento em que, numa situação de dois para um, o Balboa (que entretanto tinha entrado) não conseguiu fazer o passe para o Suazo, que ficaria isolado.
Individualmente destaco o Binya, importantíssimo no corte de bolas a meio-campo e menos mal na questão do passe, e o Luisão, que esteve excelente na defesa. Abaixo do que vale esteve mais uma vez o Aimar, que me parece não estar fisicamente a 100%. Também o Suazo se mostrou muito discreto, tendo no entanto como atenuante o facto de a bola raramente lhe chegar em condições. Um jogador que eu gostaria de ver mais em campo é o Cardozo, que continua a ser o nosso melhor marcador. Entrou a 10’ do fim do prolongamento e ainda se notou a sua presença em campo. Vendo-se que não era dia do Suazo, não sei até que ponto não faria sentido o paraguaio ter entrado mais cedo...
Faço um apelo para que a equipa do Benfica tome bem consciência do que se passou até agora nesta época: ainda não ganhámos nada, já não estamos na Taça de Portugal e a permanência na Uefa está muito complicada. É fundamental manter a concentração no campeonato e, já agora, não menosprezar a Taça da Liga. O Benfica não pode deixar passar mais uma época sem nenhum troféu conquistado.
P.S. – A arbitragem do Sr. Olegário Benquerença (parece ter um exclusivo sobre os Leixões-Benfica...) não teve grandes problemas técnicos, mas foi uma fantochada a nível disciplinar, à semelhança do jogo da Madeira. Se calhar, está criada uma nova moda: “vamos encher a equipa do Benfica de amarelos”. Alguns foram verdadeiramente ridículos e, obviamente, sem a igualdade de critério quando o lance era de um jogador contrário. A 1ª aula, dada na Madeira, teve a continuação devida.
P.P.S. - Desta vez foi o Katsouranis a experimentar as meiguices dos jogadores do Leixões logo no início do jogo. Não teve que sair lesionado como o Reyes para o campeonanto, mas até final nunca mais foi o mesmo jogador.
Alinhámos com os mesmo titulares da Madeira, com excepção do guarda-redes, já que o Quique resolveu dar uma oportunidade ao Moretto. O Leixões mostrou mais uma vez ter uma equipa muito sólida, mas desde bem cedo avisou ao que vinha: levar a partida para os penalties. Só assim se explica o jogo extraordinariamente defensivo que fizeram, muito mais preocupados em não sofrer golos do que em marcá-los. Estranhei esta atitude, primeiro porque jogavam em casa e depois porque são actualmente os segundos classificados, e já ganharam no terreno do CRAC e dos lagartos. No entanto, defrontando agora uma equipa grande, as cautelas foram superiores. E como às vezes o crime compensa, quem nada fez por isso, acabou por passar a eliminatória.
Não tivemos muitas oportunidades de golo, mas tínhamos obrigação de ter concretizado pelo menos uma das que existiram. A do Sidnei na 1ª parte, por exemplo. Não percebo como é que se pode falhar um golo daqueles na pequena-área, atirando contra o guarda-redes. Outro facto que não compreendo é como que se não se aproveita dois livres perigosíssimos à entrada da área, rematando por cima da barra. Aliás, viu-se logo na cara do Reyes, que os marcou a ambos, a pouca concentração que teve no momento do remate. Estivesse o Cardozo em campo e outro galo cantaria... Mas o lance que mais me irritou aconteceu já no prolongamento em que, numa situação de dois para um, o Balboa (que entretanto tinha entrado) não conseguiu fazer o passe para o Suazo, que ficaria isolado.
Individualmente destaco o Binya, importantíssimo no corte de bolas a meio-campo e menos mal na questão do passe, e o Luisão, que esteve excelente na defesa. Abaixo do que vale esteve mais uma vez o Aimar, que me parece não estar fisicamente a 100%. Também o Suazo se mostrou muito discreto, tendo no entanto como atenuante o facto de a bola raramente lhe chegar em condições. Um jogador que eu gostaria de ver mais em campo é o Cardozo, que continua a ser o nosso melhor marcador. Entrou a 10’ do fim do prolongamento e ainda se notou a sua presença em campo. Vendo-se que não era dia do Suazo, não sei até que ponto não faria sentido o paraguaio ter entrado mais cedo...
Faço um apelo para que a equipa do Benfica tome bem consciência do que se passou até agora nesta época: ainda não ganhámos nada, já não estamos na Taça de Portugal e a permanência na Uefa está muito complicada. É fundamental manter a concentração no campeonato e, já agora, não menosprezar a Taça da Liga. O Benfica não pode deixar passar mais uma época sem nenhum troféu conquistado.
P.S. – A arbitragem do Sr. Olegário Benquerença (parece ter um exclusivo sobre os Leixões-Benfica...) não teve grandes problemas técnicos, mas foi uma fantochada a nível disciplinar, à semelhança do jogo da Madeira. Se calhar, está criada uma nova moda: “vamos encher a equipa do Benfica de amarelos”. Alguns foram verdadeiramente ridículos e, obviamente, sem a igualdade de critério quando o lance era de um jogador contrário. A 1ª aula, dada na Madeira, teve a continuação devida.
P.P.S. - Desta vez foi o Katsouranis a experimentar as meiguices dos jogadores do Leixões logo no início do jogo. Não teve que sair lesionado como o Reyes para o campeonanto, mas até final nunca mais foi o mesmo jogador.
segunda-feira, dezembro 08, 2008
Seis
Goleámos o Marítimo na Madeira por 6-0 e estamos provisoriamente no 1º lugar do campeonato (se o Leixões não ganhar em Guimarães, deixará de ser provisório). Confesso que estava mais confiante do que seria de esperar para este jogo por duas razões: primeiro, porque o Luisão, Nuno Gomes e Aimar estavam de regresso aos convocados; segundo, porque este ano temos tido a capacidade de nos superar nos jogos teoricamente mais difíceis (Taça Uefa à parte).
E o que é facto é que o Benfica entrou na partida com uma atitude radicalmente oposta à da 2ª feira passada. Tivemos duas excelentes oportunidades (Suazo e Ruben Amorim) até marcarmos o 1º golo, através de um penalty do Reyes (pontaria a mais, bola no poste, mas por uma vez tivemos sorte no ressalto...) aos 20’, lance do qual resultou a expulsão do Marcos, guarda-redes adversário, que derrubou um isolado Suazo (enorme inteligência do Katsouranis a marcar rapidamente o livre para desmarcar o hondurenho). A jogar contra 10 desde tão cedo era expectável que o Benfica tornasse a partida mais fácil, o que só veio a acontecer na 2ª parte. No período entre o 1º e o 2º golo (canto bem marcado, desvio do Katsouranis ao primeiro poste e cabeçada do Suazo ao segundo) não gostei do nosso jogo. Muito lentos, a deixar correr o marfim, dando a aparência de estarmos satisfeitos com a vantagem mínima e sem procurar a baliza contrária. Não me importo nada que o Benfica faça a “gestão da vantagem”, mas de preferência quando estamos a ganhar por dois golos, sff. Com um golo de diferença, isso irrita-me profundamente, porque estamos sempre sujeitos a sofrer um num lance fortuito e depois queixamo-nos da injustiça.
A 2ª parte foi bastante melhor. A equipa soltou-se e finalmente notou-se a superioridade numérica. Por norma, eu só descanso aos 3-0 e vendo a arbitragem do Sr. Artur Soares Dias (já lá vamos...) mais ansioso fiquei pela marcação do 3º golo. Que surgiu aos 66’ pelo Luisão depois de outro livre bem marcado pelo Reyes. A resistência do Marítimo quebrou-se definitivamente e, até final, ainda deu para o Nuno Gomes (que substituiu o Aimar aos 81’) participar em três golos: desmarcando o Suazo para o 4-0 e marcando ele próprio os dois últimos. Gosto sempre bastante de ver o 21 a marcar, mesmo que seja quando o resultado já está feito. E, não sendo titular indiscutível, já tem mais golos que qualquer jogador do CRAC...
Com uma exibição muito boa em termos colectivos (se exceptuarmos os tais 20’ entre o 1º e 2º golo), é quase injusto individualizar, mas o Suazo e o Katsouranis foram os dois jogadores que mais se destacaram. O hondurenho marcou dois golos (e falhou pelo menos outros dois de baliza aberta...) e o grego participou activamente em três (1º, 2º e 5º). Gostei igualmente do regresso do Moreira à baliza e do facto de ele estar sempre atento às bolas lançadas em profundidade para a área (raramente deixa de sair quando tem de o fazer). O regresso do Luisão trouxe enorme estabilidade à nossa defesa e ele é indiscutivelmente um dos jogadores mais importantes da equipa. O David Luiz teve um excelente pormenor no cruzamento que fez para o 6-0, mas tem que ter cuidado com a forma como entra à bola, especialmente quando já tem um amarelo... O Reyes mantém um nível muito alto de jogo e continua a ser um jogador massacrado pelos adversários. O Ruben Amorim voltou às boas exibições e neste momento é um titular indiscutível do lado direito do meio-campo. Só o Aimar esteve algo longe daquilo que vale, mas tem a desculpa de vir de uma lesão. No entanto, nota-se que a equipa se movimenta melhor com ele em campo.
Para terminar, falemos noutra das figuras da partida: o Sr. Artur Soares Dias. Foi protagonista de uma arbitragem habilidosíssima à la Carlos Xistra. Pode parecer estranho falar dele num resultado do 6-0, mas a forma como conduziu a partida, especialmente na 2ª parte e até ao nosso 3º golo foi tudo menos inocente. Levámos sete(!) amarelos, dos quais só o do Luisão se justificou! Todos os outros seis entram directamente para o anedotário nacional, isto enquanto os jogadores do Marítimo distribuíam pau para toda a obra (o Reyes que o diga), aproveitavam para inadvertidamente pisar sempre um nosso jogador que estava no chão e acabaram o jogo com um(!) amarelo. Foi uma arbitragem escandalosa, que só acalmou com o golo do Luisão, porque com 3-0 convenhamos que era difícil fazer mais. A estratégia era clara: provocar um segundo amarelo a um jogador nosso, para equilibrar as coisas. Se sofrêssemos um golo, ficaríamos à rasca até final. Infelizmente para o Sr. Artur Soares Dias, o Luisão estragou-lhe os planos. Este jogo provou que o Benfica tem que ser mesmo MUITO melhor que o adversário, já que não poucas vezes este alinha com 14.
Para a semana, temos uma partida importantíssima para a Taça de Portugal. Vamos a Matosinhos e, como a continuidade na Uefa se afigura extremamente difícil (ganhar por 8-0 e esperar o empate no outro jogo seria um Natal antecipado), temos que concentrar todo o nosso esforço nas provas nacionais. E eu já tenho saudades de ir ao Jamor. E ainda mais de uma dobradinha...
E o que é facto é que o Benfica entrou na partida com uma atitude radicalmente oposta à da 2ª feira passada. Tivemos duas excelentes oportunidades (Suazo e Ruben Amorim) até marcarmos o 1º golo, através de um penalty do Reyes (pontaria a mais, bola no poste, mas por uma vez tivemos sorte no ressalto...) aos 20’, lance do qual resultou a expulsão do Marcos, guarda-redes adversário, que derrubou um isolado Suazo (enorme inteligência do Katsouranis a marcar rapidamente o livre para desmarcar o hondurenho). A jogar contra 10 desde tão cedo era expectável que o Benfica tornasse a partida mais fácil, o que só veio a acontecer na 2ª parte. No período entre o 1º e o 2º golo (canto bem marcado, desvio do Katsouranis ao primeiro poste e cabeçada do Suazo ao segundo) não gostei do nosso jogo. Muito lentos, a deixar correr o marfim, dando a aparência de estarmos satisfeitos com a vantagem mínima e sem procurar a baliza contrária. Não me importo nada que o Benfica faça a “gestão da vantagem”, mas de preferência quando estamos a ganhar por dois golos, sff. Com um golo de diferença, isso irrita-me profundamente, porque estamos sempre sujeitos a sofrer um num lance fortuito e depois queixamo-nos da injustiça.
A 2ª parte foi bastante melhor. A equipa soltou-se e finalmente notou-se a superioridade numérica. Por norma, eu só descanso aos 3-0 e vendo a arbitragem do Sr. Artur Soares Dias (já lá vamos...) mais ansioso fiquei pela marcação do 3º golo. Que surgiu aos 66’ pelo Luisão depois de outro livre bem marcado pelo Reyes. A resistência do Marítimo quebrou-se definitivamente e, até final, ainda deu para o Nuno Gomes (que substituiu o Aimar aos 81’) participar em três golos: desmarcando o Suazo para o 4-0 e marcando ele próprio os dois últimos. Gosto sempre bastante de ver o 21 a marcar, mesmo que seja quando o resultado já está feito. E, não sendo titular indiscutível, já tem mais golos que qualquer jogador do CRAC...
Com uma exibição muito boa em termos colectivos (se exceptuarmos os tais 20’ entre o 1º e 2º golo), é quase injusto individualizar, mas o Suazo e o Katsouranis foram os dois jogadores que mais se destacaram. O hondurenho marcou dois golos (e falhou pelo menos outros dois de baliza aberta...) e o grego participou activamente em três (1º, 2º e 5º). Gostei igualmente do regresso do Moreira à baliza e do facto de ele estar sempre atento às bolas lançadas em profundidade para a área (raramente deixa de sair quando tem de o fazer). O regresso do Luisão trouxe enorme estabilidade à nossa defesa e ele é indiscutivelmente um dos jogadores mais importantes da equipa. O David Luiz teve um excelente pormenor no cruzamento que fez para o 6-0, mas tem que ter cuidado com a forma como entra à bola, especialmente quando já tem um amarelo... O Reyes mantém um nível muito alto de jogo e continua a ser um jogador massacrado pelos adversários. O Ruben Amorim voltou às boas exibições e neste momento é um titular indiscutível do lado direito do meio-campo. Só o Aimar esteve algo longe daquilo que vale, mas tem a desculpa de vir de uma lesão. No entanto, nota-se que a equipa se movimenta melhor com ele em campo.
Para terminar, falemos noutra das figuras da partida: o Sr. Artur Soares Dias. Foi protagonista de uma arbitragem habilidosíssima à la Carlos Xistra. Pode parecer estranho falar dele num resultado do 6-0, mas a forma como conduziu a partida, especialmente na 2ª parte e até ao nosso 3º golo foi tudo menos inocente. Levámos sete(!) amarelos, dos quais só o do Luisão se justificou! Todos os outros seis entram directamente para o anedotário nacional, isto enquanto os jogadores do Marítimo distribuíam pau para toda a obra (o Reyes que o diga), aproveitavam para inadvertidamente pisar sempre um nosso jogador que estava no chão e acabaram o jogo com um(!) amarelo. Foi uma arbitragem escandalosa, que só acalmou com o golo do Luisão, porque com 3-0 convenhamos que era difícil fazer mais. A estratégia era clara: provocar um segundo amarelo a um jogador nosso, para equilibrar as coisas. Se sofrêssemos um golo, ficaríamos à rasca até final. Infelizmente para o Sr. Artur Soares Dias, o Luisão estragou-lhe os planos. Este jogo provou que o Benfica tem que ser mesmo MUITO melhor que o adversário, já que não poucas vezes este alinha com 14.
Para a semana, temos uma partida importantíssima para a Taça de Portugal. Vamos a Matosinhos e, como a continuidade na Uefa se afigura extremamente difícil (ganhar por 8-0 e esperar o empate no outro jogo seria um Natal antecipado), temos que concentrar todo o nosso esforço nas provas nacionais. E eu já tenho saudades de ir ao Jamor. E ainda mais de uma dobradinha...
terça-feira, dezembro 02, 2008
Banco, por favor
Empatámos em casa frente ao V. Setúbal (2-2) e deixámos fugir uma oportunidade sublime para chegar isolados ao primeiro lugar. Estava com bastante medo desta partida, especialmente das possíveis sequelas da derrota na Grécia, e o desenrolar da mesma veio justificar os meus receios. Não tivemos a dinâmica dos últimos jogos para o campeonato, se bem que com um pouco mais de sorte (e outro guarda-redes...) pudéssemos ter ganho.
A equipa entrou em campo órfã dos seus dois líderes (Nuno Gomes e Luisão), ambos lesionados, e isso notou-se principalmente nos últimos minutos, em que era preciso gente com cabeça fria para manter o resultado. Entrámos devagar na partida, mas mesmo assim conseguimos criar oportunidades que infelizmente desperdiçámos, algumas delas de maneira incrível (não é, Suazo?!). O V. Setúbal pouco fez, mas conseguiu colocar-se em vantagem aos 35’ aproveitando uma falha do nº 25, que entrou à queima e não conseguiu ficar com a bola, e um semi-frango do Quim, que sacudiu para o lado um remate relativamente fácil. Até ao intervalo, ainda atirámos uma bola ao poste pelo Ruben Amorim.
Na 2ª parte, entrámos a todo o gás e conseguimos criar várias oportunidades nos primeiros 15 minutos. Concretizámos duas, pelo Katsouranis (48’) e Suazo (59’), este numa óptima assistência do Cardozo, enviámos uma bola ao poste pelo hondurenho e o Cardozo permitiu ao guarda-redes contrário a defesa da noite. Só que depois de nos colocarmos em vantagem, ao invés de procurarmos o golo que nos daria a tranquilidade, estranhamente começámos a recuar no terreno e a sofrer calafrios na defesa. E aí infelizmente entrou em acção o nosso guarda-redes. Se já no 1º golo me pareceu que poderia ter feito mais, o 2º é um frango monumental. Não é admissível sofrer-se um golo de pontapé de bicicleta, em balão, efectuado fora da área! 13 golos sofridos em semana e meia espero que façam ver ao Quique que, até para defesa do próprio jogador, é imperativo que ele vá para o banco nos próximos jogos. Ainda por cima, temos um substituto à altura, pelo que é chegada a hora de o Moreira voltar a ser o titular da nossa baliza.
Em termos individuais, destaco positivamente o Miguel Vítor que fez uma partida muito sóbria, a 2ª parte do Ruben Amorim, Katsouranis e, a espaços, do Reyes, e pouco mais. O Cardozo esforçou-se bastante, fez uma óptima assistência, mas faltou-lhe um golo, ao passo que o Suazo marcou, mas só à sua conta ficaram mais dois ou três por concretizar. O resto da equipa esteve sofrível, sendo que o nº 25 também foi um autêntico passador. Aliás, acho esta história de o Léo continuar no Brasil muito mal contada. Estava mais que na altura de ele voltar a ser o titular.
Na próxima jornada, teremos uma deslocação complicadíssima à Madeira para defrontar o Marítimo. Espero que a regra este ano, de nos superarmos nos jogos teoricamente mais difíceis, volte a ser comprovada. E, já agora, que os lesionados (principalmente Luisão, Nuno Gomes e Aimar) voltem depressa.
P.S. – A arbitragem do Sr. Vasco Santos teve dois erros particularmente graves. O Cardozo sofreu falta no limite da área na 1ª parte (o defesa agarrou-o, não o deixando saltar), mas aqui aplicou-se a 18ª lei do futebol em Portugal: sobre o paraguaio nunca é falta. O Reyes sofreu um pontapé na canela, mas o jogador contrário não viu sequer o amarelo (seria o segundo), quando a falta era para vermelho directo. Curiosamente este mesmo jogador seria expulso já nos descontos. Mas, voltando ao lance do Reyes, a bola sobrou para o nº 25, o árbitro faz a indicação de dar a lei da vantagem, aquele centra para o Suazo que marca, mas o árbitro voltou atrás para assinalar a falta sobre o espanhol. No estádio pareceu-me uma decisão inacreditável (do género “dá-se a lei da vantagem, desde que não seja golo do Benfica”...), mas revendo as imagens do jogo, é verdade que o nº 25, numa inequívoca demonstração da sua inteligência, apesar de estar de frente para os defesas contrários, está efectivamente em fora-de-jogo quando o Reyes toca a bola depois de ser derrubado. Daí que o árbitro (que na transmissão televisiva se percebe que diz aos nossos jogadores que havia fora-de-jogo) tenha decidido marcar a primeira infracção, tendo de facto apitado ainda antes de a bola entrar na baliza. Inacreditável foi a não amostragem do cartão, que daria direito a expulsão, e possivelmente impediria o forcing final dos sadinos.
A equipa entrou em campo órfã dos seus dois líderes (Nuno Gomes e Luisão), ambos lesionados, e isso notou-se principalmente nos últimos minutos, em que era preciso gente com cabeça fria para manter o resultado. Entrámos devagar na partida, mas mesmo assim conseguimos criar oportunidades que infelizmente desperdiçámos, algumas delas de maneira incrível (não é, Suazo?!). O V. Setúbal pouco fez, mas conseguiu colocar-se em vantagem aos 35’ aproveitando uma falha do nº 25, que entrou à queima e não conseguiu ficar com a bola, e um semi-frango do Quim, que sacudiu para o lado um remate relativamente fácil. Até ao intervalo, ainda atirámos uma bola ao poste pelo Ruben Amorim.
Na 2ª parte, entrámos a todo o gás e conseguimos criar várias oportunidades nos primeiros 15 minutos. Concretizámos duas, pelo Katsouranis (48’) e Suazo (59’), este numa óptima assistência do Cardozo, enviámos uma bola ao poste pelo hondurenho e o Cardozo permitiu ao guarda-redes contrário a defesa da noite. Só que depois de nos colocarmos em vantagem, ao invés de procurarmos o golo que nos daria a tranquilidade, estranhamente começámos a recuar no terreno e a sofrer calafrios na defesa. E aí infelizmente entrou em acção o nosso guarda-redes. Se já no 1º golo me pareceu que poderia ter feito mais, o 2º é um frango monumental. Não é admissível sofrer-se um golo de pontapé de bicicleta, em balão, efectuado fora da área! 13 golos sofridos em semana e meia espero que façam ver ao Quique que, até para defesa do próprio jogador, é imperativo que ele vá para o banco nos próximos jogos. Ainda por cima, temos um substituto à altura, pelo que é chegada a hora de o Moreira voltar a ser o titular da nossa baliza.
Em termos individuais, destaco positivamente o Miguel Vítor que fez uma partida muito sóbria, a 2ª parte do Ruben Amorim, Katsouranis e, a espaços, do Reyes, e pouco mais. O Cardozo esforçou-se bastante, fez uma óptima assistência, mas faltou-lhe um golo, ao passo que o Suazo marcou, mas só à sua conta ficaram mais dois ou três por concretizar. O resto da equipa esteve sofrível, sendo que o nº 25 também foi um autêntico passador. Aliás, acho esta história de o Léo continuar no Brasil muito mal contada. Estava mais que na altura de ele voltar a ser o titular.
Na próxima jornada, teremos uma deslocação complicadíssima à Madeira para defrontar o Marítimo. Espero que a regra este ano, de nos superarmos nos jogos teoricamente mais difíceis, volte a ser comprovada. E, já agora, que os lesionados (principalmente Luisão, Nuno Gomes e Aimar) voltem depressa.
P.S. – A arbitragem do Sr. Vasco Santos teve dois erros particularmente graves. O Cardozo sofreu falta no limite da área na 1ª parte (o defesa agarrou-o, não o deixando saltar), mas aqui aplicou-se a 18ª lei do futebol em Portugal: sobre o paraguaio nunca é falta. O Reyes sofreu um pontapé na canela, mas o jogador contrário não viu sequer o amarelo (seria o segundo), quando a falta era para vermelho directo. Curiosamente este mesmo jogador seria expulso já nos descontos. Mas, voltando ao lance do Reyes, a bola sobrou para o nº 25, o árbitro faz a indicação de dar a lei da vantagem, aquele centra para o Suazo que marca, mas o árbitro voltou atrás para assinalar a falta sobre o espanhol. No estádio pareceu-me uma decisão inacreditável (do género “dá-se a lei da vantagem, desde que não seja golo do Benfica”...), mas revendo as imagens do jogo, é verdade que o nº 25, numa inequívoca demonstração da sua inteligência, apesar de estar de frente para os defesas contrários, está efectivamente em fora-de-jogo quando o Reyes toca a bola depois de ser derrubado. Daí que o árbitro (que na transmissão televisiva se percebe que diz aos nossos jogadores que havia fora-de-jogo) tenha decidido marcar a primeira infracção, tendo de facto apitado ainda antes de a bola entrar na baliza. Inacreditável foi a não amostragem do cartão, que daria direito a expulsão, e possivelmente impediria o forcing final dos sadinos.
sexta-feira, novembro 28, 2008
Naufrágio
Nada fazia prever uma derrota copiosa na Grécia frente ao Olympiakos (1-5). Foi um jogo como há muito não via. Cada ataque dos gregos era cada bola dentro da nossa baliza. Sofrer um golo aos 40 segundos(!) e três aos 23’ é quase de equipa de amadores. Ainda por cima, todos os golos foram falhas clamorosas da nossa defesa.
Foi estranho ver a apatia geral que se abateu sobre todos os jogadores. Houve muito poucas alturas do jogo em que a equipa esteve concentrada, o que não é nada normal. A dupla de centrais (David Luiz e Sidnei) foi um desastre completo. Espero que finalmente se tenha percebido a importância da experiência do Luisão na equipa (embora ele só não tivesse jogado hoje por estar lesionado). O nº 25 não teve uma única(!) acção positiva durante toda a partida e o Maxi também não se salvou do naufrágio. O próprio Quim poderia ter feito mais em dois ou três golos, especialmente no último em que cobriu muito mal o ângulo. O único que actuou em plano aceitável foi o Binya e, a espaços, o Reyes. O Ruben Amorim nem parecia o mesmo de Coimbra. O Yebda pura e simplesmente não existiu (tirando o pontapé de bicicleta) e o Suazo e Nuno Gomes andaram perdidos em campo, com o hondurenho mesmo assim a falhar duas oportunidades flagrantes. Os substitutos (Urreta, Balboa e Carlos Martins) tentaram animar um pouco a coisa, mas o resultado já estava feito.
De uma das últimas vezes em que sofremos uma derrota igualmente estrondosa, chegámos ao fim da época com o campeonato e a Taça de Portugal ganhos. Já lá vão 22 anos, mas espero que a equipa se inspire nisso e repita a façanha este ano. Seremos muito provavelmente afastados da Taça Uefa, o que irá constituir uma tremenda desilusão. É bom que os jogadores se capacitem que até agora ainda não ganhámos nada e acabámos de perder um dos grandes objectivos da época. Mas não é caso para deixarem que este péssimo resultado influencie negativamente a carreira do Benfica no campeonato.
Foi estranho ver a apatia geral que se abateu sobre todos os jogadores. Houve muito poucas alturas do jogo em que a equipa esteve concentrada, o que não é nada normal. A dupla de centrais (David Luiz e Sidnei) foi um desastre completo. Espero que finalmente se tenha percebido a importância da experiência do Luisão na equipa (embora ele só não tivesse jogado hoje por estar lesionado). O nº 25 não teve uma única(!) acção positiva durante toda a partida e o Maxi também não se salvou do naufrágio. O próprio Quim poderia ter feito mais em dois ou três golos, especialmente no último em que cobriu muito mal o ângulo. O único que actuou em plano aceitável foi o Binya e, a espaços, o Reyes. O Ruben Amorim nem parecia o mesmo de Coimbra. O Yebda pura e simplesmente não existiu (tirando o pontapé de bicicleta) e o Suazo e Nuno Gomes andaram perdidos em campo, com o hondurenho mesmo assim a falhar duas oportunidades flagrantes. Os substitutos (Urreta, Balboa e Carlos Martins) tentaram animar um pouco a coisa, mas o resultado já estava feito.
De uma das últimas vezes em que sofremos uma derrota igualmente estrondosa, chegámos ao fim da época com o campeonato e a Taça de Portugal ganhos. Já lá vão 22 anos, mas espero que a equipa se inspire nisso e repita a façanha este ano. Seremos muito provavelmente afastados da Taça Uefa, o que irá constituir uma tremenda desilusão. É bom que os jogadores se capacitem que até agora ainda não ganhámos nada e acabámos de perder um dos grandes objectivos da época. Mas não é caso para deixarem que este péssimo resultado influencie negativamente a carreira do Benfica no campeonato.
segunda-feira, novembro 24, 2008
Velocidade de cruzeiro
Vencemos em Coimbra (2-0) e mantivemos o 2º lugar a um ponto do Leixões que ganhou igualmente em Vila do Conde. Se calhar, até nem é mau haver esta lebre dos matosinhenses que sempre desvia um pouco as atenções e permite-nos estar mais tranquilos. Foi uma vitória justíssima num jogo teoricamente difícil já que o adversário não perdia em casa há quase um ano, ou seja, desde que lá jogámos pela última vez.
Quando soube a constituição da equipa (várias alterações, com o David Luiz a defesa-esquerdo, o Binya no meio-campo e o Cardozo no ataque, já para não falar dos regressos do Ruben Amorim e do Reyes, e do Katsouranis fora dos 18), enviei um sms ao Pedro F. Ferreira e ao D’Arcy a dizer que, se ganhássemos com estes titulares, seríamos campeões. Não porque eles não sejam merecedores de entrar na equipa inicial, mas devido ao facto de estarmos claramente a poupar alguns elementos para o jogo na Grécia na próxima 5ª feira. Juntamente com o facto de ter havido jogos particulares das selecções a meio da semana, num passado nada distante uma decisão destas da equipa técnica poderia ser entendida pelos jogadores como menosprezo por esta partida. Mas sucedeu precisamente o contrário. Entrámos muito bem no jogo, com transições rápidas para o ataque e, citando o Quique, “boa dinâmica”. Apesar de a Académica ter enviado uma bola ao poste naquela que foi a única oportunidade de golo que teve, fomos nós a colocar-nos na frente aos 31’ num fantástica assistência do Nuno Gomes para um bom remate cruzado do Ruben Amorim, que assim se estreou a marcar com a nossa camisola.
Logo no início da 2ª parte, matámos o jogo. Um slalom do Reyes é travado dentro da área por um defesa contrário (o Sr. Rui Orlando da Sport TV precisa urgentemente de tirar os óculos azuis e brancos e o Vítor Paneira precisa urgentemente de se relacionar com melhores companhias para não ficar contaminado: ambos acharam que não era penalty!). O Cardozo, que foi talvez o pior jogador do Benfica, lá fez o costume e o resultado estava feito. Até final ainda deu para ver o Suazo, que entretanto tinha substituído o paraguaio, enviar uma bola ao poste e falhar um cabeceamento relativamente fácil que nos daria o terceiro golo. A Académica não criou uma única situação de perigo na 2ª parte.
Tenho que declarar aqui uma coisa: o Ruben Amorim é, neste momento, o jogador mais importante na manobra da equipa. Há claramente um Benfica com e um sem o Ruben Amorim. Factos são factos e não é por acaso que os melhores jogos do Benfica esta época foram com ele em campo. Mesmo jogando descaído sobre a direita num lugar que não é seu de origem. Foi dos melhores em campo e ainda por cima marcou um golo. Num plano tão elevado quanto ele esteve o Nuno Gomes que fez a segunda assistência consecutiva para golo. Gosto especialmente desta boa forma do nosso capitão e quero agradecer ao seleccionador nacional o facto de ele pensar que há melhores avançados que o nº 21 em Portugal, e não o ter convocado para a vergonhosa viagem ao Brasil. Muito obrigado! Outro jogador que se destacou foi o Binya, que, para além de ser a carraça habitual, até acertou um ou outro passe mais longo. O Reyes imprimiu sempre grande velocidade ao nosso jogo e foi o jogador mais castigado pelos adversários. Quanto ao David Luiz a lateral-esquerdo, posso dizer que não fiquei grande fã. Está certo que voltou de lesão prolongadíssima e tem que se dar o desconto, mas há situações de jogo em que ele deveria simplificar e tende a fazer o contrário. O que num defesa é particularmente grave. Além disso, viu um cartão amarelo num lance em que escusava de ter entrado daquela maneira sobre o adversário e até final tive sempre medo que fosse para a rua, porque não é jogador de se conter nas bolas divididas.
Não digo frontalmente que vamos ser campeões, porque o “Apito” não morreu e enquanto os que estão envolvidos nele não forem afastados dos seus cargos, tudo é possível. Mas estou muito contente com a época até agora. Especialmente com o pormaior de a equipa se transcender nas partidas mais importantes. O que é outra diferença abissal em relação ao passado recente. Veremos o que nos reserva o jogo na Grécia.
P.S. - Espero que o problema muscular do Luisão não seja nada de grave. Ele é essencial no comando da defesa.
Quando soube a constituição da equipa (várias alterações, com o David Luiz a defesa-esquerdo, o Binya no meio-campo e o Cardozo no ataque, já para não falar dos regressos do Ruben Amorim e do Reyes, e do Katsouranis fora dos 18), enviei um sms ao Pedro F. Ferreira e ao D’Arcy a dizer que, se ganhássemos com estes titulares, seríamos campeões. Não porque eles não sejam merecedores de entrar na equipa inicial, mas devido ao facto de estarmos claramente a poupar alguns elementos para o jogo na Grécia na próxima 5ª feira. Juntamente com o facto de ter havido jogos particulares das selecções a meio da semana, num passado nada distante uma decisão destas da equipa técnica poderia ser entendida pelos jogadores como menosprezo por esta partida. Mas sucedeu precisamente o contrário. Entrámos muito bem no jogo, com transições rápidas para o ataque e, citando o Quique, “boa dinâmica”. Apesar de a Académica ter enviado uma bola ao poste naquela que foi a única oportunidade de golo que teve, fomos nós a colocar-nos na frente aos 31’ num fantástica assistência do Nuno Gomes para um bom remate cruzado do Ruben Amorim, que assim se estreou a marcar com a nossa camisola.
Logo no início da 2ª parte, matámos o jogo. Um slalom do Reyes é travado dentro da área por um defesa contrário (o Sr. Rui Orlando da Sport TV precisa urgentemente de tirar os óculos azuis e brancos e o Vítor Paneira precisa urgentemente de se relacionar com melhores companhias para não ficar contaminado: ambos acharam que não era penalty!). O Cardozo, que foi talvez o pior jogador do Benfica, lá fez o costume e o resultado estava feito. Até final ainda deu para ver o Suazo, que entretanto tinha substituído o paraguaio, enviar uma bola ao poste e falhar um cabeceamento relativamente fácil que nos daria o terceiro golo. A Académica não criou uma única situação de perigo na 2ª parte.
Tenho que declarar aqui uma coisa: o Ruben Amorim é, neste momento, o jogador mais importante na manobra da equipa. Há claramente um Benfica com e um sem o Ruben Amorim. Factos são factos e não é por acaso que os melhores jogos do Benfica esta época foram com ele em campo. Mesmo jogando descaído sobre a direita num lugar que não é seu de origem. Foi dos melhores em campo e ainda por cima marcou um golo. Num plano tão elevado quanto ele esteve o Nuno Gomes que fez a segunda assistência consecutiva para golo. Gosto especialmente desta boa forma do nosso capitão e quero agradecer ao seleccionador nacional o facto de ele pensar que há melhores avançados que o nº 21 em Portugal, e não o ter convocado para a vergonhosa viagem ao Brasil. Muito obrigado! Outro jogador que se destacou foi o Binya, que, para além de ser a carraça habitual, até acertou um ou outro passe mais longo. O Reyes imprimiu sempre grande velocidade ao nosso jogo e foi o jogador mais castigado pelos adversários. Quanto ao David Luiz a lateral-esquerdo, posso dizer que não fiquei grande fã. Está certo que voltou de lesão prolongadíssima e tem que se dar o desconto, mas há situações de jogo em que ele deveria simplificar e tende a fazer o contrário. O que num defesa é particularmente grave. Além disso, viu um cartão amarelo num lance em que escusava de ter entrado daquela maneira sobre o adversário e até final tive sempre medo que fosse para a rua, porque não é jogador de se conter nas bolas divididas.
Não digo frontalmente que vamos ser campeões, porque o “Apito” não morreu e enquanto os que estão envolvidos nele não forem afastados dos seus cargos, tudo é possível. Mas estou muito contente com a época até agora. Especialmente com o pormaior de a equipa se transcender nas partidas mais importantes. O que é outra diferença abissal em relação ao passado recente. Veremos o que nos reserva o jogo na Grécia.
P.S. - Espero que o problema muscular do Luisão não seja nada de grave. Ele é essencial no comando da defesa.
quinta-feira, novembro 20, 2008
segunda-feira, novembro 17, 2008
Q.B.
Vencemos o E. Amadora (1-0) na mais sofrível exibição na Luz este ano em jogos do campeonato. No entanto, a justiça do resultado é incontestável e o mesmo nunca esteve em causa. Só que, perante uma equipa a passar por graves problemas económicos de salários em atraso (aliás, é inacreditável que uma equipa que já os teve o ano passado veja aceite a sua inscrição na Liga sem que desse garantias de que a situação não se repetisse), esperava-se um pouco mais.
Mesmo assim, assinaria já de cruz se me propusessem jogos iguais a este até final da época. Estivemos longe de ser brilhantes, algo lentos, com falta de ideias e imaginação em boa parte da partida, mas... ganhámos! O que era fundamental dado que o CRAC também venceu e para não deixar fugir o brilhante Leixões que nos fez o favor de ainda continuar em 1º lugar depois desta jornada :-). Aliás, aproveito para agradecer a prenda que os lagartos me deram no fim-de-semana do nascimento do meu filho. Muito obrigado! Pouco há a dizer em relação ao nosso jogo. À semelhança de encontro anterior frente ao Desp. Aves, alinhámos com um losango no meio-campo para compatibilizar o Aimar com dois pontas-de-lança, que hoje foram o Nuno Gomes e o Suazo. Só que a dinâmica que apresentámos na 2ª feira não se repetiu (o adversário também era superior), apesar de termos entrado bem na partida. Com o E. Amadora muito fechado na defesa, nós não imprimíamos velocidade suficiente para entrar nela e não houve grande situação de golo até ao intervalo, com excepção a um remate desastrado do Suazo, que tinha ficado isolado depois de um ressalto.
Na 2ª parte houve a vantagem de termos marcado relativamente cedo (50’), o que nos acalmou e permitiu que controlássemos totalmente a partida. No entanto, fico sempre inquieto com vantagens mínimas, porque estejamos sempre sujeitos a que um lance fortuito (canto, livre, bola bombeada para a área) resulte num empate imerecido. Só que felizmente isso não aconteceu. O golo do Sidnei, depois de um óptimo trabalho no Nuno Gomes na área, foi mesmo suficiente para ganharmos. Em termos individuais, e quanto mais não fosse porque foi decisivo para a vitória, há que destacar este jovem central brasileiro. Que já está com três golos no campeonato! Acho que seria um bom investimento comprarmos a outra metade do seu passe, porque o seu valor não engana ninguém. Também gostei dos dois laterais (Maxi e nº 25), que apoiaram bastante o ataque, o que é essencial neste esquema táctico do losango. Quanto aos foras-de-série, estiveram um pouco desinspirados hoje. O Aimar teve uns quantos lampejos de classe, mas não gostei da atitude dele a partir de meio da 2ª parte. Em vez de partir para cima dos adversários e criar desequilíbrios, assim que recebia a bola, parava e começava a dar indicações aos colegas. Que eu saiba, não estávamos num treino... Em relação ao Suazo, não esteve feliz, apesar de dois lances claramente ilegais na 2ª parte, em que a facilidade com que bateu os adversários em corrida é indicador que foi de patins para dentro do campo...
Para a semana vamos a Coimbra e não espero nada mais que não outra vitória. O que a acontecer, e se o Rio Ave der uma ajudinha, nos levará ao desejado 1º lugar. Ou seja, a nossa posição natural.
P.S. – Durante esta semana houve os sorteios da Taça da Liga e da de Portugal. Quanto à primeira, ficámos com o grupo teoricamente mais complicado, mas teremos a vantagem de jogar duas partidas em casa. Se as ganharmos (Olhanense e Belenenses) e empatarmos em Guimarães, teremos grandes hipóteses de ficar em 1º lugar. E, claro está, que não admito outra coisa que não a qualificação para as meias-finais. Quanto à Taça de Portugal, teremos um jogo complicadíssimo frente ao Leixões em Matosinhos. Se voltarmos lá com a mesma atitude da partida para o campeonato, bem podemos dizer adeus à Taça...
Mesmo assim, assinaria já de cruz se me propusessem jogos iguais a este até final da época. Estivemos longe de ser brilhantes, algo lentos, com falta de ideias e imaginação em boa parte da partida, mas... ganhámos! O que era fundamental dado que o CRAC também venceu e para não deixar fugir o brilhante Leixões que nos fez o favor de ainda continuar em 1º lugar depois desta jornada :-). Aliás, aproveito para agradecer a prenda que os lagartos me deram no fim-de-semana do nascimento do meu filho. Muito obrigado! Pouco há a dizer em relação ao nosso jogo. À semelhança de encontro anterior frente ao Desp. Aves, alinhámos com um losango no meio-campo para compatibilizar o Aimar com dois pontas-de-lança, que hoje foram o Nuno Gomes e o Suazo. Só que a dinâmica que apresentámos na 2ª feira não se repetiu (o adversário também era superior), apesar de termos entrado bem na partida. Com o E. Amadora muito fechado na defesa, nós não imprimíamos velocidade suficiente para entrar nela e não houve grande situação de golo até ao intervalo, com excepção a um remate desastrado do Suazo, que tinha ficado isolado depois de um ressalto.
Na 2ª parte houve a vantagem de termos marcado relativamente cedo (50’), o que nos acalmou e permitiu que controlássemos totalmente a partida. No entanto, fico sempre inquieto com vantagens mínimas, porque estejamos sempre sujeitos a que um lance fortuito (canto, livre, bola bombeada para a área) resulte num empate imerecido. Só que felizmente isso não aconteceu. O golo do Sidnei, depois de um óptimo trabalho no Nuno Gomes na área, foi mesmo suficiente para ganharmos. Em termos individuais, e quanto mais não fosse porque foi decisivo para a vitória, há que destacar este jovem central brasileiro. Que já está com três golos no campeonato! Acho que seria um bom investimento comprarmos a outra metade do seu passe, porque o seu valor não engana ninguém. Também gostei dos dois laterais (Maxi e nº 25), que apoiaram bastante o ataque, o que é essencial neste esquema táctico do losango. Quanto aos foras-de-série, estiveram um pouco desinspirados hoje. O Aimar teve uns quantos lampejos de classe, mas não gostei da atitude dele a partir de meio da 2ª parte. Em vez de partir para cima dos adversários e criar desequilíbrios, assim que recebia a bola, parava e começava a dar indicações aos colegas. Que eu saiba, não estávamos num treino... Em relação ao Suazo, não esteve feliz, apesar de dois lances claramente ilegais na 2ª parte, em que a facilidade com que bateu os adversários em corrida é indicador que foi de patins para dentro do campo...
Para a semana vamos a Coimbra e não espero nada mais que não outra vitória. O que a acontecer, e se o Rio Ave der uma ajudinha, nos levará ao desejado 1º lugar. Ou seja, a nossa posição natural.
P.S. – Durante esta semana houve os sorteios da Taça da Liga e da de Portugal. Quanto à primeira, ficámos com o grupo teoricamente mais complicado, mas teremos a vantagem de jogar duas partidas em casa. Se as ganharmos (Olhanense e Belenenses) e empatarmos em Guimarães, teremos grandes hipóteses de ficar em 1º lugar. E, claro está, que não admito outra coisa que não a qualificação para as meias-finais. Quanto à Taça de Portugal, teremos um jogo complicadíssimo frente ao Leixões em Matosinhos. Se voltarmos lá com a mesma atitude da partida para o campeonato, bem podemos dizer adeus à Taça...
sexta-feira, novembro 14, 2008
188 mil e qualquer coisa
O ano de 2008 vai ficar para sempre marcado na minha vida. Em apenas três meses, tive o maior desgosto e a maior alegria da minha existência. O nascimento de um filho primogénito é sempre um momento inolvidável e, como me disse o meu amigo Leão Eça Cana, assemelha-se a um golo do Benfica multiplicado por quinquelhões de vezes. Como bom pai que quero ser, é fundamental começar a educação o mais cedo possível. Neste sentido, tenho o prazer de comunicar que o meu filho esteve 300 minutos em pecado, mas foi baptizado ainda no próprio dia.

Em memória do meu avô que ainda a iniciou e em honra do meu filho que vê-la-á daqui em diante, peço encarecidamente aos jogadores do Benfica que tomem isto em consideração e ganhem o campeonato. É que esta é a primeira e única oportunidade que eles terão de ser campeões na mesma época...

Em memória do meu avô que ainda a iniciou e em honra do meu filho que vê-la-á daqui em diante, peço encarecidamente aos jogadores do Benfica que tomem isto em consideração e ganhem o campeonato. É que esta é a primeira e única oportunidade que eles terão de ser campeões na mesma época...
terça-feira, novembro 11, 2008
Há quanto tempo...
Três golos nos primeiros 30’ deram-nos a vitória frente ao Desp. Aves e a consequente passagem aos 1/8 avos da Taça de Portugal. O jogo frente ao Penafiel serviu-nos de lição e encarámos este com outro espírito. Há que referir igualmente que o Desp. Aves não tinha a poção mágica do Penafiel, que lhe permitiu correr durante 120’. A nossa vitória é incontestável e fizemos uma exibição satisfatória. Que saudades de um jogo calmo e com a vitória definida ao intervalo!
Para esta partida, o Quique colocou grande parte dos titulares de início, mas modificou o esquema táctico e jogámos em losango, com o Aimar atrás do Cardozo e Suazo. Claro está que um golo aos 2’ é o melhor que pode acontecer a uma equipa que quer um jogo calmo. O Yebda estreou-se a marcar com um excelente golpe de cabeça depois de um canto do Carlos Martins. Conseguimos algumas interessantes jogadas de ataque, em que o Aimar demonstrou toda a sua valia técnica, mesmo não acelerando muito. Foi sem surpresa que aumentámos a vantagem aos 19’ num golo do Luisão com o ombro depois de um livre também do Carlos Martins. Por fim, aos 30’ um toque mágico de calcanhar do Aimar isolou o Maxi Pereira que fez o 3-0. Pensei que poderíamos conseguir uma goleada das antigas, até porque o Suazo e o Cardozo estavam em branco, mas isso não se veio a verificar. Na 2ª parte controlámos o jogo, mas nunca perdemos de vista a baliza contrária. Não conseguimos marcar mais nenhum golo muito por culpa da desinspiração finalizadora do paraguaio (também tem direito a ter um dia de aselhice) e do Aimar. O jogo ainda deu para que o David Luiz regressasse depois de nove meses de ausência. Mas por enquanto continuo a pensar que o lugar é do Sidnei.
Em termos individuais tem que se destacar o Aimar. Começamos a ter um lampejo do seu perfume futebolístico. A bola fica de facto mais redonda quando passa por ele. O Carlos Martins também esteve muito interventivo e a combinar bem com o argentino. Todos os outros estiveram regulares e não foi preciso grandes correrias. Resta-nos aguardar pelo sorteio de 6ª feira para ver com quem vamos jogar a seguir, mas outra equipa de escalões secundários não era mal pensada...
Para esta partida, o Quique colocou grande parte dos titulares de início, mas modificou o esquema táctico e jogámos em losango, com o Aimar atrás do Cardozo e Suazo. Claro está que um golo aos 2’ é o melhor que pode acontecer a uma equipa que quer um jogo calmo. O Yebda estreou-se a marcar com um excelente golpe de cabeça depois de um canto do Carlos Martins. Conseguimos algumas interessantes jogadas de ataque, em que o Aimar demonstrou toda a sua valia técnica, mesmo não acelerando muito. Foi sem surpresa que aumentámos a vantagem aos 19’ num golo do Luisão com o ombro depois de um livre também do Carlos Martins. Por fim, aos 30’ um toque mágico de calcanhar do Aimar isolou o Maxi Pereira que fez o 3-0. Pensei que poderíamos conseguir uma goleada das antigas, até porque o Suazo e o Cardozo estavam em branco, mas isso não se veio a verificar. Na 2ª parte controlámos o jogo, mas nunca perdemos de vista a baliza contrária. Não conseguimos marcar mais nenhum golo muito por culpa da desinspiração finalizadora do paraguaio (também tem direito a ter um dia de aselhice) e do Aimar. O jogo ainda deu para que o David Luiz regressasse depois de nove meses de ausência. Mas por enquanto continuo a pensar que o lugar é do Sidnei.
Em termos individuais tem que se destacar o Aimar. Começamos a ter um lampejo do seu perfume futebolístico. A bola fica de facto mais redonda quando passa por ele. O Carlos Martins também esteve muito interventivo e a combinar bem com o argentino. Todos os outros estiveram regulares e não foi preciso grandes correrias. Resta-nos aguardar pelo sorteio de 6ª feira para ver com quem vamos jogar a seguir, mas outra equipa de escalões secundários não era mal pensada...
domingo, novembro 09, 2008
Ganhámos a Champions!
sexta-feira, novembro 07, 2008
Desastrado
Perdemos em casa frente ao Galatasaray (0-2) e não estamos numa posição nada confortável para nos apurarmos para os 16-avos de-final da Taça Uefa. Depois da exibição de Guimarães não era nada crível que fizéssemos um jogo tão pouco conseguido como este. Tal como disse o Quique no final, nada nos saiu bem e a derrota acaba por ser justa. Confesso que estava à espera de uma vitória, principalmente porque o adversário tinha oito jogadores impedidos de alinhar, mas dias maus todas as equipas têm direito a tê-los. E, além disso, esta equipa parece ter mais dificuldades em partidas em que é claramente favorita. Agora temos que impreterivelmente conseguir pontuar na Grécia frente ao Olympiakos, caso contrário poderemos ser eliminados o que seria catastrófico.
O Galatasaray jogou muitíssimo bem e manietou-nos completamente. Foram raras as vezes em que nos conseguimos libertar da pressão e construir jogadas perigosas, sendo nesse aspecto a 1ª parte melhor que a 2ª. Por outro lado, ter terminado o jogo com uma posse de bola de 39% para nós contra 61% deles diz muita coisa sobre a nossa exibição. As coisas começaram mal ainda antes da partida se ter iniciado, porque não percebi a equipa inicial. Nomeadamente a exclusão do Ruben Amorim da equipa titular e dos 18. Não querendo fazer dele o salvador da pátria, longe disso, começo a achar que não é coincidência o facto de os nossos jogos mais bem conseguidos (lagartos, Nápoles e Guimarães) terem sido com ele a titular no lado direito. Principalmente porque com ele em campo temos três jogadores no meio-campo que defendem e recuperam bolas, o que não acontece quando alinhamos com dois alas puros como o Di María e o Reyes. Aliás, um facto curioso é o Di María ter sido titular em todos os quatro jogos da Taça Uefa e apenas num nas sete jornadas do campeonato. Porque será?
Numa exibição fraca não é fácil eleger o menos mau, mas mesmo assim gostei razoavelmente dos centrais e do Maxi Pereira. O Yebda esteve irreconhecível, tal como o Di María. Até o Quim teve hesitações que já não lhe víamos há algum tempo. As substituições também não resultaram, porque quanto a mim deveria ter saído o Di María em vez do Reyes (a não ser que tenha sido por causa da lesão da 1ª parte) e não ficámos a ganhar com o Cardozo em vez do Nuno Gomes. O Carlos Martins também é outro que parece perder o gás, se bem que tenha entrado numa fase já de algum desnorte.
Uma última palavra para dizer o seguinte: quem acha que as nossas claques não fazem nenhuma falta no estádio teve a resposta hoje. O seu comportamento deixa algo a desejar nalgumas situações (mas mesmo assim nada que se compare à animalidade de outros), mas o melhor período do jogo foram os últimos cinco minutos. Quando começou uma grande debandada do estádio, porque o resultado já estava feito e é muito mais importante ir a correr apanhar o metro das 21h20, porque se se o perde é toda uma tragédia, os No Name Boys começaram a puxar pela equipa no que foram, e bem, seguidos pelo público restante de tal forma que, quem entrasse no estádio só naquela altura e não soubesse o resultado, diria que estávamos a ganhar. As palmas foram contínuas até terminar a partida, de tal forma que os jogadores no final vieram agradecer o apoio, algo que muito raramente acontece depois de uma derrota. Vale o estado de graça, mas foi bom ver que o público compreendeu que um dia mau pode acontecer. E a equipa está com crédito para ultrapassar estas situações.
O Galatasaray jogou muitíssimo bem e manietou-nos completamente. Foram raras as vezes em que nos conseguimos libertar da pressão e construir jogadas perigosas, sendo nesse aspecto a 1ª parte melhor que a 2ª. Por outro lado, ter terminado o jogo com uma posse de bola de 39% para nós contra 61% deles diz muita coisa sobre a nossa exibição. As coisas começaram mal ainda antes da partida se ter iniciado, porque não percebi a equipa inicial. Nomeadamente a exclusão do Ruben Amorim da equipa titular e dos 18. Não querendo fazer dele o salvador da pátria, longe disso, começo a achar que não é coincidência o facto de os nossos jogos mais bem conseguidos (lagartos, Nápoles e Guimarães) terem sido com ele a titular no lado direito. Principalmente porque com ele em campo temos três jogadores no meio-campo que defendem e recuperam bolas, o que não acontece quando alinhamos com dois alas puros como o Di María e o Reyes. Aliás, um facto curioso é o Di María ter sido titular em todos os quatro jogos da Taça Uefa e apenas num nas sete jornadas do campeonato. Porque será?
Numa exibição fraca não é fácil eleger o menos mau, mas mesmo assim gostei razoavelmente dos centrais e do Maxi Pereira. O Yebda esteve irreconhecível, tal como o Di María. Até o Quim teve hesitações que já não lhe víamos há algum tempo. As substituições também não resultaram, porque quanto a mim deveria ter saído o Di María em vez do Reyes (a não ser que tenha sido por causa da lesão da 1ª parte) e não ficámos a ganhar com o Cardozo em vez do Nuno Gomes. O Carlos Martins também é outro que parece perder o gás, se bem que tenha entrado numa fase já de algum desnorte.
Uma última palavra para dizer o seguinte: quem acha que as nossas claques não fazem nenhuma falta no estádio teve a resposta hoje. O seu comportamento deixa algo a desejar nalgumas situações (mas mesmo assim nada que se compare à animalidade de outros), mas o melhor período do jogo foram os últimos cinco minutos. Quando começou uma grande debandada do estádio, porque o resultado já estava feito e é muito mais importante ir a correr apanhar o metro das 21h20, porque se se o perde é toda uma tragédia, os No Name Boys começaram a puxar pela equipa no que foram, e bem, seguidos pelo público restante de tal forma que, quem entrasse no estádio só naquela altura e não soubesse o resultado, diria que estávamos a ganhar. As palmas foram contínuas até terminar a partida, de tal forma que os jogadores no final vieram agradecer o apoio, algo que muito raramente acontece depois de uma derrota. Vale o estado de graça, mas foi bom ver que o público compreendeu que um dia mau pode acontecer. E a equipa está com crédito para ultrapassar estas situações.
segunda-feira, novembro 03, 2008
Masoquismo
Ganhámos em Guimarães (2-1) num jogo que deveria ter sido muito mais tranquilo do que o que foi. Como o CRAC perdeu com a Naval aumentámos a diferença para eles para 4 pontos, o que à 7ª jornada não está nada mal. Estamos em 2º lugar a um ponto do líder Leixões e espero que na próxima jornada, ganhando nós ao E. Amadora, continuemos a um ponto do líder Leixões... :-)
O Quique surpreendeu ao colocar o Aimar, que vinha de um mês sem jogar, de início e deixar o Nuno Gomes no banco. Confesso que no início me desgostou e surpreendeu esta decisão, porque acho que o nosso capitão não merecia, na forma em que está, ser relegado para suplente e porque tinha receio que o Aimar não estivesse no seu melhor em termos físicos. Continuo a achar que não foi justo para o Nuno Gomes, mas ao invés nem deu para notar que o Aimar esteve parado. Começámos o jogo de maneira excelente. Futebol (muito bem) ligado, boas movimentações e, na sequência de um passe magistral do argentino (de letra), o Suazo arrancou para a baliza contrária em contra-ataque, desembaraçou-se de dois defesas e fez um dos melhores golos do campeonato até agora. Isto foi aos 15’ e logo 3’ depois, na sequência de uma falta sobre o Aimar, o Reyes marcou um belo livre que encontrou a cabeça do Sidnei e daí só parou na baliza adversária. Estávamos a ganhar por 2-0 ainda antes dos 20’. Para uma partida que se antevia muito complicada não poderia ser melhor começo. O V. Guimarães continuou a quase não criar perigo e nós controlávamos completamente o jogo. Só que, caindo um pouco do céu, o adversário conseguiu reduzir o marcador aos 41’, num lance em que o Luisão tem culpas porque faz o carrinho e não corta a bola, e o Quim não cobre bem o ângulo mais próximo, embora o Douglas estivesse isolado. Como se não bastasse isto, e achando certamente que a partida precisava ainda de mais emoção na 2ª parte, o Reyes lembrou-se de levar dois amarelos em 5’ e fazer-se expulsar antes do intervalo. Ou seja, tínhamos o jogo mais que controlado e, nos últimos 5’ da 1ª parte, resolvemos ajudar o V. Guimarães a pensar em ganhar pontos.
Dado o historial recente de enormes dificuldades em segurar vantagens, estava bastante apreensivo para o 2º tempo. Só que numa ruptura completa com os jogos anteriores, fizemos uns últimos 45’ excelentes sob o ponto de vista defensivo. A equipa esteve bastante coesa, dando naturalmente a iniciativa aos vimaranenses, mas não permitindo a criação de oportunidades de golos. Também não deixámos de ter em vista a baliza contrária, enviando a bola para o Suazo e esperando que o tanque hondurenho criasse perigo, o que aconteceu por mais de uma vez. É um lugar comum dizer que são nestes jogos que se ganham campeonatos, mas por alguma razão assim é. Gostei bastante da capacidade de sofrimento da equipa, apesar de ela se ter posto nesta situação por culpa própria. Parece que, ao contrário de anos anteriores, esta época não só não falhamos em jogos importantes, como ainda nos superamos e aumentamos o nosso nível exibicional. O que é deveras reconfortante para mim. Só falta manter esta consistência nas partidas com os adversário teoricamente mais acessíveis para termos a equipa em cruise control em direcção a grandes conquistas.
Numa exibição bem conseguida colectivamente, é quase injusto fazer destaques individuais, mas mesmo assim vale a pena referir o Suazo e o Aimar. Combinaram muitíssimo bem e augura-se um grande futuro a esta dupla, se bem que nos jogos em casa, e contra equipas mais fracas, eu colocasse o quarteto Aimar – Reyes - Nuno Gomes - Suazo. Também gostei do Ruben Amorim (quando entrou o Carlos Martins, percebeu-se a opção inicial do Quique pelo ex-belenense) e da dupla Katsouranis – Yebda. O Luisão teve a falha do golo, mas foi importante a comandar a defesa, em que o Sidnei se afirma cada vez mais e até o nº 25 não esteve nada mal.
Acabo a falar da arbitragem do Sr. Carlos Xistra. Aqui mostrei as minhas preocupações, mas devo dizer que, comparando com o que eu já vi este senhor fazer, acabou por realizar uma arbitragem normal para o seu (péssimo) nível. Foi com espanto que eu ouvi no final nas rádios críticas tão incisivas à sua actuação, porque nos dois lances mais importantes acho que decidiu bem. O Aimar já vai em queda quando é tocado (embora eu aposte o meu braço direito em que se fosse na grande-área contrária, era marcado penalty) e o Reyes mereceu os dois amarelos. Mas depois, pensando bem, há um fora-de-jogo mal assinalado ao Suazo em que ele ficava isolado, o hondurenho é barbaramente agredido com um pontapé na cara e nem falta foi(!) e houve uma série de faltinhas inexistentes para permitir ao V. Guimarães bombear bolas para a área. Só faltou, de facto, marcar penalty ao Maxi e premiar o teatro do adversário. Como isso não aconteceu, eu já me dou por satisfeito com a arbitragem. Isto é o melhor que este senhor tem para oferecer. Quando é que ele atinge, mesmo, a idade da reforma?
O Quique surpreendeu ao colocar o Aimar, que vinha de um mês sem jogar, de início e deixar o Nuno Gomes no banco. Confesso que no início me desgostou e surpreendeu esta decisão, porque acho que o nosso capitão não merecia, na forma em que está, ser relegado para suplente e porque tinha receio que o Aimar não estivesse no seu melhor em termos físicos. Continuo a achar que não foi justo para o Nuno Gomes, mas ao invés nem deu para notar que o Aimar esteve parado. Começámos o jogo de maneira excelente. Futebol (muito bem) ligado, boas movimentações e, na sequência de um passe magistral do argentino (de letra), o Suazo arrancou para a baliza contrária em contra-ataque, desembaraçou-se de dois defesas e fez um dos melhores golos do campeonato até agora. Isto foi aos 15’ e logo 3’ depois, na sequência de uma falta sobre o Aimar, o Reyes marcou um belo livre que encontrou a cabeça do Sidnei e daí só parou na baliza adversária. Estávamos a ganhar por 2-0 ainda antes dos 20’. Para uma partida que se antevia muito complicada não poderia ser melhor começo. O V. Guimarães continuou a quase não criar perigo e nós controlávamos completamente o jogo. Só que, caindo um pouco do céu, o adversário conseguiu reduzir o marcador aos 41’, num lance em que o Luisão tem culpas porque faz o carrinho e não corta a bola, e o Quim não cobre bem o ângulo mais próximo, embora o Douglas estivesse isolado. Como se não bastasse isto, e achando certamente que a partida precisava ainda de mais emoção na 2ª parte, o Reyes lembrou-se de levar dois amarelos em 5’ e fazer-se expulsar antes do intervalo. Ou seja, tínhamos o jogo mais que controlado e, nos últimos 5’ da 1ª parte, resolvemos ajudar o V. Guimarães a pensar em ganhar pontos.
Dado o historial recente de enormes dificuldades em segurar vantagens, estava bastante apreensivo para o 2º tempo. Só que numa ruptura completa com os jogos anteriores, fizemos uns últimos 45’ excelentes sob o ponto de vista defensivo. A equipa esteve bastante coesa, dando naturalmente a iniciativa aos vimaranenses, mas não permitindo a criação de oportunidades de golos. Também não deixámos de ter em vista a baliza contrária, enviando a bola para o Suazo e esperando que o tanque hondurenho criasse perigo, o que aconteceu por mais de uma vez. É um lugar comum dizer que são nestes jogos que se ganham campeonatos, mas por alguma razão assim é. Gostei bastante da capacidade de sofrimento da equipa, apesar de ela se ter posto nesta situação por culpa própria. Parece que, ao contrário de anos anteriores, esta época não só não falhamos em jogos importantes, como ainda nos superamos e aumentamos o nosso nível exibicional. O que é deveras reconfortante para mim. Só falta manter esta consistência nas partidas com os adversário teoricamente mais acessíveis para termos a equipa em cruise control em direcção a grandes conquistas.
Numa exibição bem conseguida colectivamente, é quase injusto fazer destaques individuais, mas mesmo assim vale a pena referir o Suazo e o Aimar. Combinaram muitíssimo bem e augura-se um grande futuro a esta dupla, se bem que nos jogos em casa, e contra equipas mais fracas, eu colocasse o quarteto Aimar – Reyes - Nuno Gomes - Suazo. Também gostei do Ruben Amorim (quando entrou o Carlos Martins, percebeu-se a opção inicial do Quique pelo ex-belenense) e da dupla Katsouranis – Yebda. O Luisão teve a falha do golo, mas foi importante a comandar a defesa, em que o Sidnei se afirma cada vez mais e até o nº 25 não esteve nada mal.
Acabo a falar da arbitragem do Sr. Carlos Xistra. Aqui mostrei as minhas preocupações, mas devo dizer que, comparando com o que eu já vi este senhor fazer, acabou por realizar uma arbitragem normal para o seu (péssimo) nível. Foi com espanto que eu ouvi no final nas rádios críticas tão incisivas à sua actuação, porque nos dois lances mais importantes acho que decidiu bem. O Aimar já vai em queda quando é tocado (embora eu aposte o meu braço direito em que se fosse na grande-área contrária, era marcado penalty) e o Reyes mereceu os dois amarelos. Mas depois, pensando bem, há um fora-de-jogo mal assinalado ao Suazo em que ele ficava isolado, o hondurenho é barbaramente agredido com um pontapé na cara e nem falta foi(!) e houve uma série de faltinhas inexistentes para permitir ao V. Guimarães bombear bolas para a área. Só faltou, de facto, marcar penalty ao Maxi e premiar o teatro do adversário. Como isso não aconteceu, eu já me dou por satisfeito com a arbitragem. Isto é o melhor que este senhor tem para oferecer. Quando é que ele atinge, mesmo, a idade da reforma?
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