segunda-feira, novembro 17, 2008
Q.B.
Vencemos o E. Amadora (1-0) na mais sofrível exibição na Luz este ano em jogos do campeonato. No entanto, a justiça do resultado é incontestável e o mesmo nunca esteve em causa. Só que, perante uma equipa a passar por graves problemas económicos de salários em atraso (aliás, é inacreditável que uma equipa que já os teve o ano passado veja aceite a sua inscrição na Liga sem que desse garantias de que a situação não se repetisse), esperava-se um pouco mais.
Mesmo assim, assinaria já de cruz se me propusessem jogos iguais a este até final da época. Estivemos longe de ser brilhantes, algo lentos, com falta de ideias e imaginação em boa parte da partida, mas... ganhámos! O que era fundamental dado que o CRAC também venceu e para não deixar fugir o brilhante Leixões que nos fez o favor de ainda continuar em 1º lugar depois desta jornada :-). Aliás, aproveito para agradecer a prenda que os lagartos me deram no fim-de-semana do nascimento do meu filho. Muito obrigado! Pouco há a dizer em relação ao nosso jogo. À semelhança de encontro anterior frente ao Desp. Aves, alinhámos com um losango no meio-campo para compatibilizar o Aimar com dois pontas-de-lança, que hoje foram o Nuno Gomes e o Suazo. Só que a dinâmica que apresentámos na 2ª feira não se repetiu (o adversário também era superior), apesar de termos entrado bem na partida. Com o E. Amadora muito fechado na defesa, nós não imprimíamos velocidade suficiente para entrar nela e não houve grande situação de golo até ao intervalo, com excepção a um remate desastrado do Suazo, que tinha ficado isolado depois de um ressalto.
Na 2ª parte houve a vantagem de termos marcado relativamente cedo (50’), o que nos acalmou e permitiu que controlássemos totalmente a partida. No entanto, fico sempre inquieto com vantagens mínimas, porque estejamos sempre sujeitos a que um lance fortuito (canto, livre, bola bombeada para a área) resulte num empate imerecido. Só que felizmente isso não aconteceu. O golo do Sidnei, depois de um óptimo trabalho no Nuno Gomes na área, foi mesmo suficiente para ganharmos. Em termos individuais, e quanto mais não fosse porque foi decisivo para a vitória, há que destacar este jovem central brasileiro. Que já está com três golos no campeonato! Acho que seria um bom investimento comprarmos a outra metade do seu passe, porque o seu valor não engana ninguém. Também gostei dos dois laterais (Maxi e nº 25), que apoiaram bastante o ataque, o que é essencial neste esquema táctico do losango. Quanto aos foras-de-série, estiveram um pouco desinspirados hoje. O Aimar teve uns quantos lampejos de classe, mas não gostei da atitude dele a partir de meio da 2ª parte. Em vez de partir para cima dos adversários e criar desequilíbrios, assim que recebia a bola, parava e começava a dar indicações aos colegas. Que eu saiba, não estávamos num treino... Em relação ao Suazo, não esteve feliz, apesar de dois lances claramente ilegais na 2ª parte, em que a facilidade com que bateu os adversários em corrida é indicador que foi de patins para dentro do campo...
Para a semana vamos a Coimbra e não espero nada mais que não outra vitória. O que a acontecer, e se o Rio Ave der uma ajudinha, nos levará ao desejado 1º lugar. Ou seja, a nossa posição natural.
P.S. – Durante esta semana houve os sorteios da Taça da Liga e da de Portugal. Quanto à primeira, ficámos com o grupo teoricamente mais complicado, mas teremos a vantagem de jogar duas partidas em casa. Se as ganharmos (Olhanense e Belenenses) e empatarmos em Guimarães, teremos grandes hipóteses de ficar em 1º lugar. E, claro está, que não admito outra coisa que não a qualificação para as meias-finais. Quanto à Taça de Portugal, teremos um jogo complicadíssimo frente ao Leixões em Matosinhos. Se voltarmos lá com a mesma atitude da partida para o campeonato, bem podemos dizer adeus à Taça...
Mesmo assim, assinaria já de cruz se me propusessem jogos iguais a este até final da época. Estivemos longe de ser brilhantes, algo lentos, com falta de ideias e imaginação em boa parte da partida, mas... ganhámos! O que era fundamental dado que o CRAC também venceu e para não deixar fugir o brilhante Leixões que nos fez o favor de ainda continuar em 1º lugar depois desta jornada :-). Aliás, aproveito para agradecer a prenda que os lagartos me deram no fim-de-semana do nascimento do meu filho. Muito obrigado! Pouco há a dizer em relação ao nosso jogo. À semelhança de encontro anterior frente ao Desp. Aves, alinhámos com um losango no meio-campo para compatibilizar o Aimar com dois pontas-de-lança, que hoje foram o Nuno Gomes e o Suazo. Só que a dinâmica que apresentámos na 2ª feira não se repetiu (o adversário também era superior), apesar de termos entrado bem na partida. Com o E. Amadora muito fechado na defesa, nós não imprimíamos velocidade suficiente para entrar nela e não houve grande situação de golo até ao intervalo, com excepção a um remate desastrado do Suazo, que tinha ficado isolado depois de um ressalto.
Na 2ª parte houve a vantagem de termos marcado relativamente cedo (50’), o que nos acalmou e permitiu que controlássemos totalmente a partida. No entanto, fico sempre inquieto com vantagens mínimas, porque estejamos sempre sujeitos a que um lance fortuito (canto, livre, bola bombeada para a área) resulte num empate imerecido. Só que felizmente isso não aconteceu. O golo do Sidnei, depois de um óptimo trabalho no Nuno Gomes na área, foi mesmo suficiente para ganharmos. Em termos individuais, e quanto mais não fosse porque foi decisivo para a vitória, há que destacar este jovem central brasileiro. Que já está com três golos no campeonato! Acho que seria um bom investimento comprarmos a outra metade do seu passe, porque o seu valor não engana ninguém. Também gostei dos dois laterais (Maxi e nº 25), que apoiaram bastante o ataque, o que é essencial neste esquema táctico do losango. Quanto aos foras-de-série, estiveram um pouco desinspirados hoje. O Aimar teve uns quantos lampejos de classe, mas não gostei da atitude dele a partir de meio da 2ª parte. Em vez de partir para cima dos adversários e criar desequilíbrios, assim que recebia a bola, parava e começava a dar indicações aos colegas. Que eu saiba, não estávamos num treino... Em relação ao Suazo, não esteve feliz, apesar de dois lances claramente ilegais na 2ª parte, em que a facilidade com que bateu os adversários em corrida é indicador que foi de patins para dentro do campo...
Para a semana vamos a Coimbra e não espero nada mais que não outra vitória. O que a acontecer, e se o Rio Ave der uma ajudinha, nos levará ao desejado 1º lugar. Ou seja, a nossa posição natural.
P.S. – Durante esta semana houve os sorteios da Taça da Liga e da de Portugal. Quanto à primeira, ficámos com o grupo teoricamente mais complicado, mas teremos a vantagem de jogar duas partidas em casa. Se as ganharmos (Olhanense e Belenenses) e empatarmos em Guimarães, teremos grandes hipóteses de ficar em 1º lugar. E, claro está, que não admito outra coisa que não a qualificação para as meias-finais. Quanto à Taça de Portugal, teremos um jogo complicadíssimo frente ao Leixões em Matosinhos. Se voltarmos lá com a mesma atitude da partida para o campeonato, bem podemos dizer adeus à Taça...
sexta-feira, novembro 14, 2008
188 mil e qualquer coisa
O ano de 2008 vai ficar para sempre marcado na minha vida. Em apenas três meses, tive o maior desgosto e a maior alegria da minha existência. O nascimento de um filho primogénito é sempre um momento inolvidável e, como me disse o meu amigo Leão Eça Cana, assemelha-se a um golo do Benfica multiplicado por quinquelhões de vezes. Como bom pai que quero ser, é fundamental começar a educação o mais cedo possível. Neste sentido, tenho o prazer de comunicar que o meu filho esteve 300 minutos em pecado, mas foi baptizado ainda no próprio dia.

Em memória do meu avô que ainda a iniciou e em honra do meu filho que vê-la-á daqui em diante, peço encarecidamente aos jogadores do Benfica que tomem isto em consideração e ganhem o campeonato. É que esta é a primeira e única oportunidade que eles terão de ser campeões na mesma época...

Em memória do meu avô que ainda a iniciou e em honra do meu filho que vê-la-á daqui em diante, peço encarecidamente aos jogadores do Benfica que tomem isto em consideração e ganhem o campeonato. É que esta é a primeira e única oportunidade que eles terão de ser campeões na mesma época...
terça-feira, novembro 11, 2008
Há quanto tempo...
Três golos nos primeiros 30’ deram-nos a vitória frente ao Desp. Aves e a consequente passagem aos 1/8 avos da Taça de Portugal. O jogo frente ao Penafiel serviu-nos de lição e encarámos este com outro espírito. Há que referir igualmente que o Desp. Aves não tinha a poção mágica do Penafiel, que lhe permitiu correr durante 120’. A nossa vitória é incontestável e fizemos uma exibição satisfatória. Que saudades de um jogo calmo e com a vitória definida ao intervalo!
Para esta partida, o Quique colocou grande parte dos titulares de início, mas modificou o esquema táctico e jogámos em losango, com o Aimar atrás do Cardozo e Suazo. Claro está que um golo aos 2’ é o melhor que pode acontecer a uma equipa que quer um jogo calmo. O Yebda estreou-se a marcar com um excelente golpe de cabeça depois de um canto do Carlos Martins. Conseguimos algumas interessantes jogadas de ataque, em que o Aimar demonstrou toda a sua valia técnica, mesmo não acelerando muito. Foi sem surpresa que aumentámos a vantagem aos 19’ num golo do Luisão com o ombro depois de um livre também do Carlos Martins. Por fim, aos 30’ um toque mágico de calcanhar do Aimar isolou o Maxi Pereira que fez o 3-0. Pensei que poderíamos conseguir uma goleada das antigas, até porque o Suazo e o Cardozo estavam em branco, mas isso não se veio a verificar. Na 2ª parte controlámos o jogo, mas nunca perdemos de vista a baliza contrária. Não conseguimos marcar mais nenhum golo muito por culpa da desinspiração finalizadora do paraguaio (também tem direito a ter um dia de aselhice) e do Aimar. O jogo ainda deu para que o David Luiz regressasse depois de nove meses de ausência. Mas por enquanto continuo a pensar que o lugar é do Sidnei.
Em termos individuais tem que se destacar o Aimar. Começamos a ter um lampejo do seu perfume futebolístico. A bola fica de facto mais redonda quando passa por ele. O Carlos Martins também esteve muito interventivo e a combinar bem com o argentino. Todos os outros estiveram regulares e não foi preciso grandes correrias. Resta-nos aguardar pelo sorteio de 6ª feira para ver com quem vamos jogar a seguir, mas outra equipa de escalões secundários não era mal pensada...
Para esta partida, o Quique colocou grande parte dos titulares de início, mas modificou o esquema táctico e jogámos em losango, com o Aimar atrás do Cardozo e Suazo. Claro está que um golo aos 2’ é o melhor que pode acontecer a uma equipa que quer um jogo calmo. O Yebda estreou-se a marcar com um excelente golpe de cabeça depois de um canto do Carlos Martins. Conseguimos algumas interessantes jogadas de ataque, em que o Aimar demonstrou toda a sua valia técnica, mesmo não acelerando muito. Foi sem surpresa que aumentámos a vantagem aos 19’ num golo do Luisão com o ombro depois de um livre também do Carlos Martins. Por fim, aos 30’ um toque mágico de calcanhar do Aimar isolou o Maxi Pereira que fez o 3-0. Pensei que poderíamos conseguir uma goleada das antigas, até porque o Suazo e o Cardozo estavam em branco, mas isso não se veio a verificar. Na 2ª parte controlámos o jogo, mas nunca perdemos de vista a baliza contrária. Não conseguimos marcar mais nenhum golo muito por culpa da desinspiração finalizadora do paraguaio (também tem direito a ter um dia de aselhice) e do Aimar. O jogo ainda deu para que o David Luiz regressasse depois de nove meses de ausência. Mas por enquanto continuo a pensar que o lugar é do Sidnei.
Em termos individuais tem que se destacar o Aimar. Começamos a ter um lampejo do seu perfume futebolístico. A bola fica de facto mais redonda quando passa por ele. O Carlos Martins também esteve muito interventivo e a combinar bem com o argentino. Todos os outros estiveram regulares e não foi preciso grandes correrias. Resta-nos aguardar pelo sorteio de 6ª feira para ver com quem vamos jogar a seguir, mas outra equipa de escalões secundários não era mal pensada...
domingo, novembro 09, 2008
Ganhámos a Champions!
sexta-feira, novembro 07, 2008
Desastrado
Perdemos em casa frente ao Galatasaray (0-2) e não estamos numa posição nada confortável para nos apurarmos para os 16-avos de-final da Taça Uefa. Depois da exibição de Guimarães não era nada crível que fizéssemos um jogo tão pouco conseguido como este. Tal como disse o Quique no final, nada nos saiu bem e a derrota acaba por ser justa. Confesso que estava à espera de uma vitória, principalmente porque o adversário tinha oito jogadores impedidos de alinhar, mas dias maus todas as equipas têm direito a tê-los. E, além disso, esta equipa parece ter mais dificuldades em partidas em que é claramente favorita. Agora temos que impreterivelmente conseguir pontuar na Grécia frente ao Olympiakos, caso contrário poderemos ser eliminados o que seria catastrófico.
O Galatasaray jogou muitíssimo bem e manietou-nos completamente. Foram raras as vezes em que nos conseguimos libertar da pressão e construir jogadas perigosas, sendo nesse aspecto a 1ª parte melhor que a 2ª. Por outro lado, ter terminado o jogo com uma posse de bola de 39% para nós contra 61% deles diz muita coisa sobre a nossa exibição. As coisas começaram mal ainda antes da partida se ter iniciado, porque não percebi a equipa inicial. Nomeadamente a exclusão do Ruben Amorim da equipa titular e dos 18. Não querendo fazer dele o salvador da pátria, longe disso, começo a achar que não é coincidência o facto de os nossos jogos mais bem conseguidos (lagartos, Nápoles e Guimarães) terem sido com ele a titular no lado direito. Principalmente porque com ele em campo temos três jogadores no meio-campo que defendem e recuperam bolas, o que não acontece quando alinhamos com dois alas puros como o Di María e o Reyes. Aliás, um facto curioso é o Di María ter sido titular em todos os quatro jogos da Taça Uefa e apenas num nas sete jornadas do campeonato. Porque será?
Numa exibição fraca não é fácil eleger o menos mau, mas mesmo assim gostei razoavelmente dos centrais e do Maxi Pereira. O Yebda esteve irreconhecível, tal como o Di María. Até o Quim teve hesitações que já não lhe víamos há algum tempo. As substituições também não resultaram, porque quanto a mim deveria ter saído o Di María em vez do Reyes (a não ser que tenha sido por causa da lesão da 1ª parte) e não ficámos a ganhar com o Cardozo em vez do Nuno Gomes. O Carlos Martins também é outro que parece perder o gás, se bem que tenha entrado numa fase já de algum desnorte.
Uma última palavra para dizer o seguinte: quem acha que as nossas claques não fazem nenhuma falta no estádio teve a resposta hoje. O seu comportamento deixa algo a desejar nalgumas situações (mas mesmo assim nada que se compare à animalidade de outros), mas o melhor período do jogo foram os últimos cinco minutos. Quando começou uma grande debandada do estádio, porque o resultado já estava feito e é muito mais importante ir a correr apanhar o metro das 21h20, porque se se o perde é toda uma tragédia, os No Name Boys começaram a puxar pela equipa no que foram, e bem, seguidos pelo público restante de tal forma que, quem entrasse no estádio só naquela altura e não soubesse o resultado, diria que estávamos a ganhar. As palmas foram contínuas até terminar a partida, de tal forma que os jogadores no final vieram agradecer o apoio, algo que muito raramente acontece depois de uma derrota. Vale o estado de graça, mas foi bom ver que o público compreendeu que um dia mau pode acontecer. E a equipa está com crédito para ultrapassar estas situações.
O Galatasaray jogou muitíssimo bem e manietou-nos completamente. Foram raras as vezes em que nos conseguimos libertar da pressão e construir jogadas perigosas, sendo nesse aspecto a 1ª parte melhor que a 2ª. Por outro lado, ter terminado o jogo com uma posse de bola de 39% para nós contra 61% deles diz muita coisa sobre a nossa exibição. As coisas começaram mal ainda antes da partida se ter iniciado, porque não percebi a equipa inicial. Nomeadamente a exclusão do Ruben Amorim da equipa titular e dos 18. Não querendo fazer dele o salvador da pátria, longe disso, começo a achar que não é coincidência o facto de os nossos jogos mais bem conseguidos (lagartos, Nápoles e Guimarães) terem sido com ele a titular no lado direito. Principalmente porque com ele em campo temos três jogadores no meio-campo que defendem e recuperam bolas, o que não acontece quando alinhamos com dois alas puros como o Di María e o Reyes. Aliás, um facto curioso é o Di María ter sido titular em todos os quatro jogos da Taça Uefa e apenas num nas sete jornadas do campeonato. Porque será?
Numa exibição fraca não é fácil eleger o menos mau, mas mesmo assim gostei razoavelmente dos centrais e do Maxi Pereira. O Yebda esteve irreconhecível, tal como o Di María. Até o Quim teve hesitações que já não lhe víamos há algum tempo. As substituições também não resultaram, porque quanto a mim deveria ter saído o Di María em vez do Reyes (a não ser que tenha sido por causa da lesão da 1ª parte) e não ficámos a ganhar com o Cardozo em vez do Nuno Gomes. O Carlos Martins também é outro que parece perder o gás, se bem que tenha entrado numa fase já de algum desnorte.
Uma última palavra para dizer o seguinte: quem acha que as nossas claques não fazem nenhuma falta no estádio teve a resposta hoje. O seu comportamento deixa algo a desejar nalgumas situações (mas mesmo assim nada que se compare à animalidade de outros), mas o melhor período do jogo foram os últimos cinco minutos. Quando começou uma grande debandada do estádio, porque o resultado já estava feito e é muito mais importante ir a correr apanhar o metro das 21h20, porque se se o perde é toda uma tragédia, os No Name Boys começaram a puxar pela equipa no que foram, e bem, seguidos pelo público restante de tal forma que, quem entrasse no estádio só naquela altura e não soubesse o resultado, diria que estávamos a ganhar. As palmas foram contínuas até terminar a partida, de tal forma que os jogadores no final vieram agradecer o apoio, algo que muito raramente acontece depois de uma derrota. Vale o estado de graça, mas foi bom ver que o público compreendeu que um dia mau pode acontecer. E a equipa está com crédito para ultrapassar estas situações.
segunda-feira, novembro 03, 2008
Masoquismo
Ganhámos em Guimarães (2-1) num jogo que deveria ter sido muito mais tranquilo do que o que foi. Como o CRAC perdeu com a Naval aumentámos a diferença para eles para 4 pontos, o que à 7ª jornada não está nada mal. Estamos em 2º lugar a um ponto do líder Leixões e espero que na próxima jornada, ganhando nós ao E. Amadora, continuemos a um ponto do líder Leixões... :-)
O Quique surpreendeu ao colocar o Aimar, que vinha de um mês sem jogar, de início e deixar o Nuno Gomes no banco. Confesso que no início me desgostou e surpreendeu esta decisão, porque acho que o nosso capitão não merecia, na forma em que está, ser relegado para suplente e porque tinha receio que o Aimar não estivesse no seu melhor em termos físicos. Continuo a achar que não foi justo para o Nuno Gomes, mas ao invés nem deu para notar que o Aimar esteve parado. Começámos o jogo de maneira excelente. Futebol (muito bem) ligado, boas movimentações e, na sequência de um passe magistral do argentino (de letra), o Suazo arrancou para a baliza contrária em contra-ataque, desembaraçou-se de dois defesas e fez um dos melhores golos do campeonato até agora. Isto foi aos 15’ e logo 3’ depois, na sequência de uma falta sobre o Aimar, o Reyes marcou um belo livre que encontrou a cabeça do Sidnei e daí só parou na baliza adversária. Estávamos a ganhar por 2-0 ainda antes dos 20’. Para uma partida que se antevia muito complicada não poderia ser melhor começo. O V. Guimarães continuou a quase não criar perigo e nós controlávamos completamente o jogo. Só que, caindo um pouco do céu, o adversário conseguiu reduzir o marcador aos 41’, num lance em que o Luisão tem culpas porque faz o carrinho e não corta a bola, e o Quim não cobre bem o ângulo mais próximo, embora o Douglas estivesse isolado. Como se não bastasse isto, e achando certamente que a partida precisava ainda de mais emoção na 2ª parte, o Reyes lembrou-se de levar dois amarelos em 5’ e fazer-se expulsar antes do intervalo. Ou seja, tínhamos o jogo mais que controlado e, nos últimos 5’ da 1ª parte, resolvemos ajudar o V. Guimarães a pensar em ganhar pontos.
Dado o historial recente de enormes dificuldades em segurar vantagens, estava bastante apreensivo para o 2º tempo. Só que numa ruptura completa com os jogos anteriores, fizemos uns últimos 45’ excelentes sob o ponto de vista defensivo. A equipa esteve bastante coesa, dando naturalmente a iniciativa aos vimaranenses, mas não permitindo a criação de oportunidades de golos. Também não deixámos de ter em vista a baliza contrária, enviando a bola para o Suazo e esperando que o tanque hondurenho criasse perigo, o que aconteceu por mais de uma vez. É um lugar comum dizer que são nestes jogos que se ganham campeonatos, mas por alguma razão assim é. Gostei bastante da capacidade de sofrimento da equipa, apesar de ela se ter posto nesta situação por culpa própria. Parece que, ao contrário de anos anteriores, esta época não só não falhamos em jogos importantes, como ainda nos superamos e aumentamos o nosso nível exibicional. O que é deveras reconfortante para mim. Só falta manter esta consistência nas partidas com os adversário teoricamente mais acessíveis para termos a equipa em cruise control em direcção a grandes conquistas.
Numa exibição bem conseguida colectivamente, é quase injusto fazer destaques individuais, mas mesmo assim vale a pena referir o Suazo e o Aimar. Combinaram muitíssimo bem e augura-se um grande futuro a esta dupla, se bem que nos jogos em casa, e contra equipas mais fracas, eu colocasse o quarteto Aimar – Reyes - Nuno Gomes - Suazo. Também gostei do Ruben Amorim (quando entrou o Carlos Martins, percebeu-se a opção inicial do Quique pelo ex-belenense) e da dupla Katsouranis – Yebda. O Luisão teve a falha do golo, mas foi importante a comandar a defesa, em que o Sidnei se afirma cada vez mais e até o nº 25 não esteve nada mal.
Acabo a falar da arbitragem do Sr. Carlos Xistra. Aqui mostrei as minhas preocupações, mas devo dizer que, comparando com o que eu já vi este senhor fazer, acabou por realizar uma arbitragem normal para o seu (péssimo) nível. Foi com espanto que eu ouvi no final nas rádios críticas tão incisivas à sua actuação, porque nos dois lances mais importantes acho que decidiu bem. O Aimar já vai em queda quando é tocado (embora eu aposte o meu braço direito em que se fosse na grande-área contrária, era marcado penalty) e o Reyes mereceu os dois amarelos. Mas depois, pensando bem, há um fora-de-jogo mal assinalado ao Suazo em que ele ficava isolado, o hondurenho é barbaramente agredido com um pontapé na cara e nem falta foi(!) e houve uma série de faltinhas inexistentes para permitir ao V. Guimarães bombear bolas para a área. Só faltou, de facto, marcar penalty ao Maxi e premiar o teatro do adversário. Como isso não aconteceu, eu já me dou por satisfeito com a arbitragem. Isto é o melhor que este senhor tem para oferecer. Quando é que ele atinge, mesmo, a idade da reforma?
O Quique surpreendeu ao colocar o Aimar, que vinha de um mês sem jogar, de início e deixar o Nuno Gomes no banco. Confesso que no início me desgostou e surpreendeu esta decisão, porque acho que o nosso capitão não merecia, na forma em que está, ser relegado para suplente e porque tinha receio que o Aimar não estivesse no seu melhor em termos físicos. Continuo a achar que não foi justo para o Nuno Gomes, mas ao invés nem deu para notar que o Aimar esteve parado. Começámos o jogo de maneira excelente. Futebol (muito bem) ligado, boas movimentações e, na sequência de um passe magistral do argentino (de letra), o Suazo arrancou para a baliza contrária em contra-ataque, desembaraçou-se de dois defesas e fez um dos melhores golos do campeonato até agora. Isto foi aos 15’ e logo 3’ depois, na sequência de uma falta sobre o Aimar, o Reyes marcou um belo livre que encontrou a cabeça do Sidnei e daí só parou na baliza adversária. Estávamos a ganhar por 2-0 ainda antes dos 20’. Para uma partida que se antevia muito complicada não poderia ser melhor começo. O V. Guimarães continuou a quase não criar perigo e nós controlávamos completamente o jogo. Só que, caindo um pouco do céu, o adversário conseguiu reduzir o marcador aos 41’, num lance em que o Luisão tem culpas porque faz o carrinho e não corta a bola, e o Quim não cobre bem o ângulo mais próximo, embora o Douglas estivesse isolado. Como se não bastasse isto, e achando certamente que a partida precisava ainda de mais emoção na 2ª parte, o Reyes lembrou-se de levar dois amarelos em 5’ e fazer-se expulsar antes do intervalo. Ou seja, tínhamos o jogo mais que controlado e, nos últimos 5’ da 1ª parte, resolvemos ajudar o V. Guimarães a pensar em ganhar pontos.
Dado o historial recente de enormes dificuldades em segurar vantagens, estava bastante apreensivo para o 2º tempo. Só que numa ruptura completa com os jogos anteriores, fizemos uns últimos 45’ excelentes sob o ponto de vista defensivo. A equipa esteve bastante coesa, dando naturalmente a iniciativa aos vimaranenses, mas não permitindo a criação de oportunidades de golos. Também não deixámos de ter em vista a baliza contrária, enviando a bola para o Suazo e esperando que o tanque hondurenho criasse perigo, o que aconteceu por mais de uma vez. É um lugar comum dizer que são nestes jogos que se ganham campeonatos, mas por alguma razão assim é. Gostei bastante da capacidade de sofrimento da equipa, apesar de ela se ter posto nesta situação por culpa própria. Parece que, ao contrário de anos anteriores, esta época não só não falhamos em jogos importantes, como ainda nos superamos e aumentamos o nosso nível exibicional. O que é deveras reconfortante para mim. Só falta manter esta consistência nas partidas com os adversário teoricamente mais acessíveis para termos a equipa em cruise control em direcção a grandes conquistas.
Numa exibição bem conseguida colectivamente, é quase injusto fazer destaques individuais, mas mesmo assim vale a pena referir o Suazo e o Aimar. Combinaram muitíssimo bem e augura-se um grande futuro a esta dupla, se bem que nos jogos em casa, e contra equipas mais fracas, eu colocasse o quarteto Aimar – Reyes - Nuno Gomes - Suazo. Também gostei do Ruben Amorim (quando entrou o Carlos Martins, percebeu-se a opção inicial do Quique pelo ex-belenense) e da dupla Katsouranis – Yebda. O Luisão teve a falha do golo, mas foi importante a comandar a defesa, em que o Sidnei se afirma cada vez mais e até o nº 25 não esteve nada mal.
Acabo a falar da arbitragem do Sr. Carlos Xistra. Aqui mostrei as minhas preocupações, mas devo dizer que, comparando com o que eu já vi este senhor fazer, acabou por realizar uma arbitragem normal para o seu (péssimo) nível. Foi com espanto que eu ouvi no final nas rádios críticas tão incisivas à sua actuação, porque nos dois lances mais importantes acho que decidiu bem. O Aimar já vai em queda quando é tocado (embora eu aposte o meu braço direito em que se fosse na grande-área contrária, era marcado penalty) e o Reyes mereceu os dois amarelos. Mas depois, pensando bem, há um fora-de-jogo mal assinalado ao Suazo em que ele ficava isolado, o hondurenho é barbaramente agredido com um pontapé na cara e nem falta foi(!) e houve uma série de faltinhas inexistentes para permitir ao V. Guimarães bombear bolas para a área. Só faltou, de facto, marcar penalty ao Maxi e premiar o teatro do adversário. Como isso não aconteceu, eu já me dou por satisfeito com a arbitragem. Isto é o melhor que este senhor tem para oferecer. Quando é que ele atinge, mesmo, a idade da reforma?
segunda-feira, outubro 27, 2008
Por pouco
Sofremos bastante para vencer a Naval (2-1), mas pela primeira vez desde que fomos campeões olhamos para baixo na classificação e vemos o CRAC* e os lagartos. No entanto, e mais uma vez, não podemos estar satisfeitos com a exibição que fizemos, mas ao invés das outras o resultado acabou por nos ser favorável.
Em dia de aniversário da Nova Luz e com 45.714 espectadores no estádio, não entrámos nada bem na partida. O que eu acho incompreensível. O Leixões tinha-nos dado uma grande alegria na véspera ao vencer em casa do CRAC* e o mínimo que se esperava é que nós entrássemos a matar, mostrando a vontade de os ver pelas costas. Mas isso não aconteceu e foi mesmo a Naval a ter a grande situação da 1ª parte, com um avançado a falhar escandalosamente só com o Quim pela frente. Confesso que não concordei com a equipa inicial apresentada, porque o Katsouranis ficou no banco (está bem que ele não fez um grande jogo em Berlim, mas depois quando entrou na 2ª parte viu-se bem a diferença de ter um jogador que usa processos simples no meio-campo) e o Di María também. Quer dizer, não percebo porque é que em Berlim jogamos com dois extremos puros e muito atacantes, e contra a Naval em casa alinhamos com o Ruben Amorim (que até nem jogou mal) a extremo-direito. Faltou sempre velocidade no desenvolvimento do nosso jogo atacante, mas mesmo assim tivemos algumas oportunidades e um penalty ESCANDALOSO escamoteado por esse indivíduo que é irmão do Paulo Costa e cujo nome eu me recuso a dizer, para não o conspurcar.
Na 2ª parte entrámos bastante melhor, mais velozes e pressionantes, mas a bola estava difícil de entrar. O Nuno Gomes teve uma boa oportunidade logo aos 51' a centro do Maxi Pereira, todavia rematou por cima. Tivemos que esperar até aos 71’ para finalmente marcar. Um livre do nº 6 e um golo de cabeça do nº 4. Uma jogada já muito vista naquela mesma baliza (lagartos 04/05 e Liverpool 05/06), só que este ano o nº 6 já não é o Petit mas o Reyes. O mais difícil estava feito, porém mais uma vez não soubemos controlar e manter a bola, o que já é um problema patológico da equipa. A Naval começou a criar perigo, manobrava à vontade no nosso meio-campo, onde algumas unidades tinham dado o berro (Carlos Martins, por exemplo, que deveria ter saído em vez do Ruben Amorim para entrar o Di María), e acabou por não ser surpresa o golo do empate aos 82’. Lance pelo nosso lado esquerdo, o Carlos Martins não compensa o facto de o nº 25 estar a defender mais à frente, o centro é feito à vontade, o Luisão e o Maxi Pereira estão a dormir e o ponta-de-lança adversário marca com o joelho! Eu nem queria acreditar que iríamos deixar fugir a oportunidade soberana de ultrapassar o CRAC*. Felizmente o Cardozo (que tinha entrado para o lugar do Suazo) também não. Grande centro do nº 25 na esquerda, o Nuno Gomes fez que ia ao lance mas apercebe-se da presença do paraguaio melhor colocado e deixa-lhe a bola, e o Cardozo fuzila de cabeça. Voltávamos à vantagem a quatro minutos do fim. E, desta vez, conseguimos mantê-la, o que é de saudar pela raridade.
Individualmente, o Reyes foi o nosso melhor jogador. Foi o único que acelerou o jogo e criou desequilíbrios. Além disso, fez a assistência para o golo do Luisão. Voltei a gostar imenso do Nuno Gomes, que está com uma confiança tremenda. Quase tudo lhe sai bem (teve um lance em que a bola é lançada para sua frente e ele consegue dominá-la no ar, e deve ter sido a 1ª vez na carreira que o conseguiu) e só foi pena não ter marcado aquele golo. O Katsouranis equilibrou a equipa com a sua entrada e o Cardozo, no seu jeito desengonçado, já está no topo dos melhores marcadores. O Quique tem um (bom) problema entre mãos, porque entre o Suazo e o Cardozo só um é que deverá jogar, já que o Nuno Gomes neste momento é titular indiscutível. O Luisão teria feito igualmente uma óptima partida, se não fosse o pequeno pormenor do golo sofrido. Por seu turno, o Maxi Pereira e o Carlos Martins estiveram desastrados, e ao Yebda também já lhe vi fazer melhores jogos. Todos os outros estiveram medianos.
Para a semana vamos a Guimarães e é fundamental manter a senda vitoriosa, para que esta ultrapassagem ao CRAC* e lagartos (que empatou em Paços de Ferreira) não seja só temporária. Mas para isso teremos que jogar bastante melhor do que hoje.
* Lamento ter faltado ao rigor para com o clube regional ao apelidá-lo de corrupto aqui há uns tempos. A bem da exactidão e para me poupar tempo na escrita, doravante a referida agremiação será denominada aqui neste blog de CRAC: Clube Regional ASSUMIDAMENTE Corrupto. É mais correcto (não recorreram da perda de pontos, pois não?) e mais curto. Assinado: a Gerência.
Em dia de aniversário da Nova Luz e com 45.714 espectadores no estádio, não entrámos nada bem na partida. O que eu acho incompreensível. O Leixões tinha-nos dado uma grande alegria na véspera ao vencer em casa do CRAC* e o mínimo que se esperava é que nós entrássemos a matar, mostrando a vontade de os ver pelas costas. Mas isso não aconteceu e foi mesmo a Naval a ter a grande situação da 1ª parte, com um avançado a falhar escandalosamente só com o Quim pela frente. Confesso que não concordei com a equipa inicial apresentada, porque o Katsouranis ficou no banco (está bem que ele não fez um grande jogo em Berlim, mas depois quando entrou na 2ª parte viu-se bem a diferença de ter um jogador que usa processos simples no meio-campo) e o Di María também. Quer dizer, não percebo porque é que em Berlim jogamos com dois extremos puros e muito atacantes, e contra a Naval em casa alinhamos com o Ruben Amorim (que até nem jogou mal) a extremo-direito. Faltou sempre velocidade no desenvolvimento do nosso jogo atacante, mas mesmo assim tivemos algumas oportunidades e um penalty ESCANDALOSO escamoteado por esse indivíduo que é irmão do Paulo Costa e cujo nome eu me recuso a dizer, para não o conspurcar.
Na 2ª parte entrámos bastante melhor, mais velozes e pressionantes, mas a bola estava difícil de entrar. O Nuno Gomes teve uma boa oportunidade logo aos 51' a centro do Maxi Pereira, todavia rematou por cima. Tivemos que esperar até aos 71’ para finalmente marcar. Um livre do nº 6 e um golo de cabeça do nº 4. Uma jogada já muito vista naquela mesma baliza (lagartos 04/05 e Liverpool 05/06), só que este ano o nº 6 já não é o Petit mas o Reyes. O mais difícil estava feito, porém mais uma vez não soubemos controlar e manter a bola, o que já é um problema patológico da equipa. A Naval começou a criar perigo, manobrava à vontade no nosso meio-campo, onde algumas unidades tinham dado o berro (Carlos Martins, por exemplo, que deveria ter saído em vez do Ruben Amorim para entrar o Di María), e acabou por não ser surpresa o golo do empate aos 82’. Lance pelo nosso lado esquerdo, o Carlos Martins não compensa o facto de o nº 25 estar a defender mais à frente, o centro é feito à vontade, o Luisão e o Maxi Pereira estão a dormir e o ponta-de-lança adversário marca com o joelho! Eu nem queria acreditar que iríamos deixar fugir a oportunidade soberana de ultrapassar o CRAC*. Felizmente o Cardozo (que tinha entrado para o lugar do Suazo) também não. Grande centro do nº 25 na esquerda, o Nuno Gomes fez que ia ao lance mas apercebe-se da presença do paraguaio melhor colocado e deixa-lhe a bola, e o Cardozo fuzila de cabeça. Voltávamos à vantagem a quatro minutos do fim. E, desta vez, conseguimos mantê-la, o que é de saudar pela raridade.
Individualmente, o Reyes foi o nosso melhor jogador. Foi o único que acelerou o jogo e criou desequilíbrios. Além disso, fez a assistência para o golo do Luisão. Voltei a gostar imenso do Nuno Gomes, que está com uma confiança tremenda. Quase tudo lhe sai bem (teve um lance em que a bola é lançada para sua frente e ele consegue dominá-la no ar, e deve ter sido a 1ª vez na carreira que o conseguiu) e só foi pena não ter marcado aquele golo. O Katsouranis equilibrou a equipa com a sua entrada e o Cardozo, no seu jeito desengonçado, já está no topo dos melhores marcadores. O Quique tem um (bom) problema entre mãos, porque entre o Suazo e o Cardozo só um é que deverá jogar, já que o Nuno Gomes neste momento é titular indiscutível. O Luisão teria feito igualmente uma óptima partida, se não fosse o pequeno pormenor do golo sofrido. Por seu turno, o Maxi Pereira e o Carlos Martins estiveram desastrados, e ao Yebda também já lhe vi fazer melhores jogos. Todos os outros estiveram medianos.
Para a semana vamos a Guimarães e é fundamental manter a senda vitoriosa, para que esta ultrapassagem ao CRAC* e lagartos (que empatou em Paços de Ferreira) não seja só temporária. Mas para isso teremos que jogar bastante melhor do que hoje.
* Lamento ter faltado ao rigor para com o clube regional ao apelidá-lo de corrupto aqui há uns tempos. A bem da exactidão e para me poupar tempo na escrita, doravante a referida agremiação será denominada aqui neste blog de CRAC: Clube Regional ASSUMIDAMENTE Corrupto. É mais correcto (não recorreram da perda de pontos, pois não?) e mais curto. Assinado: a Gerência.
sexta-feira, outubro 24, 2008
Substituições infelizes
Soube a pouco o empate (1-1) conseguido em Berlim frente ao Hertha na 1ª jornada da fase de grupos da Taça Uefa. Soube a pouco porque mesmo fazendo uma exibição não muito conseguida, poderíamos ter ganho se tivéssemo sabido defender uma vantagem no marcador. E, se um empate fora é bom resultado, não esqueçamos que o Hertha estava no Pote 4 e, portanto, é dos que teoricamente não se apurará para os oitavos-de-final.
A partida começou mal mesmo antes do apito inicial. Uma inoportuna lesão de última hora do Yebda fez com que tivesse que jogar o Binya, que, apesar da sua generosidade a correr atrás dos adversários, está muito longe do aceitável na altura de passar a bola. Mesmo assim entrámos bem e poderíamos ter marcado logo aos 4’ pelo Nuno Gomes depois de uma boa arrancada do Di María. Estranhamente depois disso nunca mais conseguimos chegar com perigo à grande-área adversária durante a 1ª parte. O Hertha também só teve uma grande oportunidade pelo Voronin perto do intervalo, mas a verdade é que lhes concedíamos muito espaço à entrada da área para manobrar e rematar à vontade.
A 2ª parte trouxe o Suazo em vez do Cardozo, que estava bastante lento e era de fácil marcação para os defesas contrários. Entrámos ainda melhor do que no 1º tempo, já que logo aos 51’ num excelente contra-ataque do Suazo, o Nuno Gomes tem uma abertura genial que isola o Di María e este consegue, com alguma sorte já que a bola ainda bate no defesa, abrir o marcador. Parece que o argentino só marca golos pelo Benfica na Alemanha. O Hertha sentiu o golo e deu a sensação que, se fôssemos um pouco mais acutilantes, poderíamos ter morto o jogo logo ali. Só que inexplicavelmente o Quique Flores decidiu-se pela substituição do Katsouranis pelo Carlos Martins aos 66’. Se estivéssemos empatados eu ainda perceberia a troca, até porque o grego não estava a fazer uma exibição por aí além, mas estando a ganhar 1-0, deixar o Binya sozinho nas tarefas de marcação pareceu-me uma péssima ideia. Até porque o Di María já dava igualmente sinais de desgaste (jogou 120' há quatro dias) e era uma boa opção para sair. Pouco tempo depois, outra troca que não entendi (a não ser por motivos de ordem física de que não me apercebi): saiu o Reyes e entrou o Urreta. Quer dizer, numa altura em que deveríamos manter a posse da bola, com jogadores experientes, ficámos em campo com dois pontas-de-lança, dois extremos teenagers e muito ofensivos, e um médio-ofensivo no meio-campo. Ou seja, ninguém para segurar a bola e pouca gente para defender. O resultado foi o esperado: o Hertha começou a pressionar-nos, nós voltámos a não conseguir ter um futebol ligado e o empate acabou por surgir aos 74’ pelo Pantelic. Até final ainda apanhámos outro susto pelo Voronin, mas o resultado felizmente manteve-se.
Em termos individuais, tenho que destacar o Nuno Gomes. Grande jogo de um grande capitão. Muita generosidade a defender, uma assistência para golo e um remate perigoso fazem dele neste momento titular indiscutível do Benfica. O Quique depois que escolha entre o Suazo e o Cardozo. Também gostei muito do Luisão, praticamente intransponível. Em plano aceitável estiveram os extremos (Reyes e Di María), se bem que eu esperasse mais deles em termos de saídas para o contra-ataque, mas porventura tiveram outras ordens do banco. O resto da equipa não se portou mal, inclusive o Quim que acabou por salvar um golo contrário.
Ainda não foi ao 17º jogo que vencemos em solo germânico em jogos oficiais, mas poucas vezes teremos tido uma oportunidade tão boa. No entanto, ganhando as duas partidas em casa seremos apurados, mas acho que temos obrigação de ficar em 1º lugar. Afinal, não só viemos do pote 1, como também assim não apanharíamos as sobras da Liga dos Campeões. Veremos o que nos reserva a partida frente ao Galatasaray daqui a duas semanas.
A partida começou mal mesmo antes do apito inicial. Uma inoportuna lesão de última hora do Yebda fez com que tivesse que jogar o Binya, que, apesar da sua generosidade a correr atrás dos adversários, está muito longe do aceitável na altura de passar a bola. Mesmo assim entrámos bem e poderíamos ter marcado logo aos 4’ pelo Nuno Gomes depois de uma boa arrancada do Di María. Estranhamente depois disso nunca mais conseguimos chegar com perigo à grande-área adversária durante a 1ª parte. O Hertha também só teve uma grande oportunidade pelo Voronin perto do intervalo, mas a verdade é que lhes concedíamos muito espaço à entrada da área para manobrar e rematar à vontade.
A 2ª parte trouxe o Suazo em vez do Cardozo, que estava bastante lento e era de fácil marcação para os defesas contrários. Entrámos ainda melhor do que no 1º tempo, já que logo aos 51’ num excelente contra-ataque do Suazo, o Nuno Gomes tem uma abertura genial que isola o Di María e este consegue, com alguma sorte já que a bola ainda bate no defesa, abrir o marcador. Parece que o argentino só marca golos pelo Benfica na Alemanha. O Hertha sentiu o golo e deu a sensação que, se fôssemos um pouco mais acutilantes, poderíamos ter morto o jogo logo ali. Só que inexplicavelmente o Quique Flores decidiu-se pela substituição do Katsouranis pelo Carlos Martins aos 66’. Se estivéssemos empatados eu ainda perceberia a troca, até porque o grego não estava a fazer uma exibição por aí além, mas estando a ganhar 1-0, deixar o Binya sozinho nas tarefas de marcação pareceu-me uma péssima ideia. Até porque o Di María já dava igualmente sinais de desgaste (jogou 120' há quatro dias) e era uma boa opção para sair. Pouco tempo depois, outra troca que não entendi (a não ser por motivos de ordem física de que não me apercebi): saiu o Reyes e entrou o Urreta. Quer dizer, numa altura em que deveríamos manter a posse da bola, com jogadores experientes, ficámos em campo com dois pontas-de-lança, dois extremos teenagers e muito ofensivos, e um médio-ofensivo no meio-campo. Ou seja, ninguém para segurar a bola e pouca gente para defender. O resultado foi o esperado: o Hertha começou a pressionar-nos, nós voltámos a não conseguir ter um futebol ligado e o empate acabou por surgir aos 74’ pelo Pantelic. Até final ainda apanhámos outro susto pelo Voronin, mas o resultado felizmente manteve-se.
Em termos individuais, tenho que destacar o Nuno Gomes. Grande jogo de um grande capitão. Muita generosidade a defender, uma assistência para golo e um remate perigoso fazem dele neste momento titular indiscutível do Benfica. O Quique depois que escolha entre o Suazo e o Cardozo. Também gostei muito do Luisão, praticamente intransponível. Em plano aceitável estiveram os extremos (Reyes e Di María), se bem que eu esperasse mais deles em termos de saídas para o contra-ataque, mas porventura tiveram outras ordens do banco. O resto da equipa não se portou mal, inclusive o Quim que acabou por salvar um golo contrário.
Ainda não foi ao 17º jogo que vencemos em solo germânico em jogos oficiais, mas poucas vezes teremos tido uma oportunidade tão boa. No entanto, ganhando as duas partidas em casa seremos apurados, mas acho que temos obrigação de ficar em 1º lugar. Afinal, não só viemos do pote 1, como também assim não apanharíamos as sobras da Liga dos Campeões. Veremos o que nos reserva a partida frente ao Galatasaray daqui a duas semanas.
segunda-feira, outubro 20, 2008
Passámos
O único aspecto positivo no jogo de hoje foi seguirmos para a próxima eliminatória da Taça de Portugal. Eliminámos o Penafiel nos penalties (5-3) depois de 120’ de futebol nulo com o respectivo reflexo no resultado.
A exibição foi vergonhosa e é com pena que eu assisto a este tipo de jogos todos os anos. Mudam os treinadores, mas as equipas B do Benfica são sempre iguais, ou seja, péssimas! O que mais me aflige é a falta de vontade de alguns jogadores que deveriam aproveitar estes jogos para se mostrarem. Mas não, preferem dar razão ao treinador que os deixa no banco ou na bancada. De positivo destaco o Moreira, não só pelo penalty defendido, mas porque nos safou de um escândalo ainda maior durante o jogo, e o Binya, que, apesar de algumas intervenções menos acertadas, encara os jogos sempre da mesma maneira, seja o Penafiel ou o Milão. O Makukula, dentro das suas limitações, esteve esforçado e teve várias oportunidades, mas quando acertou na baliza foi para atirar ao poste. No entanto, não esteve a fazer um frete dentro de campo. Todos os outros estiveram abaixo das suas capacidades, com especial destaque para o Balboa, que segue na senda da maldição do extremo-direito: em 10 anos tivemos dois de jeito, Poborsky e Geovanni (que nem sequer era extremo de raiz). O Di María também é outro que não gosta de se chatear muito em jogos destes, embora tenha a desculpa da viagem transatlântica. Mesmo assim pertenceram-lhe os nossos cruzamentos mais perigosos. O Urreta começou muito bem, mas depois caiu a pique, tal como o Ruben Amorim. As entradas do Reyes e Suazo melhoraram um pouco a equipa, especialmente a do espanhol. Claro que tivemos as habituais bolas nos postes (foram logo duas), mas nunca tivemos arte para conseguir grande caudal ofensivo.
Estou convencido que na próxima 5ª feira as coisas vão melhorar em Berlim, porque aí iremos actuar com os titulares. Porém, tal como disse o Quique, espero que a equipa estabilize de vez em termos exibicionais e que por cada lagartos e Nápoles não tenhamos logo a seguir um Leixões e um Penafiel.
P.S. – A nossa exibição foi paupérrima, mas acho sinceramente que devemos contratar IMEDIATAMENTE o preparador-físico do Penafiel. Em 25 anos de futebol, NUNCA tinha visto uma equipa a fazer pressão ao guarda-redes e defesas do Benfica durante 120’ consecutivamente. Raramente conseguimos sair com a bola controlada desde a nossa área, porque os tipos correram que se fartaram. Absolutamente extraordinário, ainda por cima sendo eles da II Divisão. Devem ter descoberto uma porção mágica lá para aqueles lados. A mesma que o Marselha descobriu ao intervalo do jogo da 1ª mão das meias-finais da Taça dos Campeões em 89/90...
A exibição foi vergonhosa e é com pena que eu assisto a este tipo de jogos todos os anos. Mudam os treinadores, mas as equipas B do Benfica são sempre iguais, ou seja, péssimas! O que mais me aflige é a falta de vontade de alguns jogadores que deveriam aproveitar estes jogos para se mostrarem. Mas não, preferem dar razão ao treinador que os deixa no banco ou na bancada. De positivo destaco o Moreira, não só pelo penalty defendido, mas porque nos safou de um escândalo ainda maior durante o jogo, e o Binya, que, apesar de algumas intervenções menos acertadas, encara os jogos sempre da mesma maneira, seja o Penafiel ou o Milão. O Makukula, dentro das suas limitações, esteve esforçado e teve várias oportunidades, mas quando acertou na baliza foi para atirar ao poste. No entanto, não esteve a fazer um frete dentro de campo. Todos os outros estiveram abaixo das suas capacidades, com especial destaque para o Balboa, que segue na senda da maldição do extremo-direito: em 10 anos tivemos dois de jeito, Poborsky e Geovanni (que nem sequer era extremo de raiz). O Di María também é outro que não gosta de se chatear muito em jogos destes, embora tenha a desculpa da viagem transatlântica. Mesmo assim pertenceram-lhe os nossos cruzamentos mais perigosos. O Urreta começou muito bem, mas depois caiu a pique, tal como o Ruben Amorim. As entradas do Reyes e Suazo melhoraram um pouco a equipa, especialmente a do espanhol. Claro que tivemos as habituais bolas nos postes (foram logo duas), mas nunca tivemos arte para conseguir grande caudal ofensivo.
Estou convencido que na próxima 5ª feira as coisas vão melhorar em Berlim, porque aí iremos actuar com os titulares. Porém, tal como disse o Quique, espero que a equipa estabilize de vez em termos exibicionais e que por cada lagartos e Nápoles não tenhamos logo a seguir um Leixões e um Penafiel.
P.S. – A nossa exibição foi paupérrima, mas acho sinceramente que devemos contratar IMEDIATAMENTE o preparador-físico do Penafiel. Em 25 anos de futebol, NUNCA tinha visto uma equipa a fazer pressão ao guarda-redes e defesas do Benfica durante 120’ consecutivamente. Raramente conseguimos sair com a bola controlada desde a nossa área, porque os tipos correram que se fartaram. Absolutamente extraordinário, ainda por cima sendo eles da II Divisão. Devem ter descoberto uma porção mágica lá para aqueles lados. A mesma que o Marselha descobriu ao intervalo do jogo da 1ª mão das meias-finais da Taça dos Campeões em 89/90...
sábado, outubro 18, 2008
Rescaldo do VII Jantar de Bloguiquistas
Foi mais um déjà vu. Das 20h às 4h discutiu-se o Benfica de outros tempos, o Benfica actual e o Benfica do futuro. As horas passaram a correr, como habitualmente, e desta vez houve a possibilidade de termos a companhia visual do Benfica de 82/83 no data show do restaurante. Ou seja, o Néné, o Chalana, o Humberto, o Bento, o Stromberg, o Carlos Manuel, o Diamantino, o Filipovic, o Alves, o Veloso e o “Sr.” Shéu marcaram vários golos e fizeram várias defesas durante o jantar. Claro que, por cada lance destes que se lamentou, havia sempre um destes para nos orgulhar. A mística sai cada vez mais reforçada destes encontros. A sobremesa e o café trouxeram duas personalidades que nos honraram com a sua presença: os Srs. Directores da Benfica TV e do Jornal O Benfica, Ricardo Palacin e José Nuno Martins, respectivamente. Ficou prometida uma nova reunião lá mais para a Primavera para a comemoração das conquistas desejadas para este ano ou, mais importante ainda, para mais uma celebração do benfiquismo que nos abençoa e orgulha a todos.
Os convivas que marcaram presença foram os seguintes: Pedro F. Ferreira, D’Arcy, TMA, Superman Torras, Artur Hermenegildo e Luísa, Gwaihir, Glorioso Adepto, Bakero, Pedrov, Pedro, Pelicano, Cantona, Ricardo, Dezazucr e S.L.B.
Nota: publicado em simultâneo com o Tertúlia Benfiquista.
Os convivas que marcaram presença foram os seguintes: Pedro F. Ferreira, D’Arcy, TMA, Superman Torras, Artur Hermenegildo e Luísa, Gwaihir, Glorioso Adepto, Bakero, Pedrov, Pedro, Pelicano, Cantona, Ricardo, Dezazucr e S.L.B.
Nota: publicado em simultâneo com o Tertúlia Benfiquista.
quinta-feira, outubro 16, 2008
“E o burro sou eu?!”
Portugal – 0 – Albânia – 0
Com o empate do passado sábado na Suécia, fizemos uns extraordinários dois pontos em seis possíveis e temos cinco pontos em quatro jogos. Brilhante! O outro é que tinha a fama de perissodáctilo e não tinha feito nada de especial: um 2º lugar num Europeu em casa e um 4º lugar num Mundial qualquer um conseguia. Pois, pois, “conta-me histórias daquilo que eu não vi”...
Ao invés, o que faz um professor quando está empatado em casa com uma Albânia e aos 40’ vê um adversário ser expulso?
- Tira um defesa ou médio e mete um 2º ponta-de-lança (Nuno Gomes) logo ao intervalo? Não!
- Quando finalmente faz substituições aos 55’ mete o ponta-de-lança em vez de dois extremos (Quaresma e Nani) brinca-na-areia? Não!
- Mantém o C. Ronaldo a extremo onde rende muito mais do que encafuado no meio dos defesas-centrais? Não!
- Mete o ponta-de-lança a 15’ do fim? Sim!
- Logo de início mete três médios-centro iguais (Raul Meireles, Manuel Fernandes e João Moutinho) e deixa o que era mais capaz de fazer de Deco (Carlos Martins) no banco? Sim!
Foi impressão minha ou só começámos a jogar alguma coisa e a pressionar a Albânia na defesa a partir dos 75’? Ele há lá com cada coincidência...
Enfim, doze anos depois vamos voltar a ter a experiência de ver uma grande competição internacional de selecções pela televisão. E pensar que este tipo esteve quase para vir treinar o Glorioso...! Cruzes, canhoto!
Com o empate do passado sábado na Suécia, fizemos uns extraordinários dois pontos em seis possíveis e temos cinco pontos em quatro jogos. Brilhante! O outro é que tinha a fama de perissodáctilo e não tinha feito nada de especial: um 2º lugar num Europeu em casa e um 4º lugar num Mundial qualquer um conseguia. Pois, pois, “conta-me histórias daquilo que eu não vi”...
Ao invés, o que faz um professor quando está empatado em casa com uma Albânia e aos 40’ vê um adversário ser expulso?
- Tira um defesa ou médio e mete um 2º ponta-de-lança (Nuno Gomes) logo ao intervalo? Não!
- Quando finalmente faz substituições aos 55’ mete o ponta-de-lança em vez de dois extremos (Quaresma e Nani) brinca-na-areia? Não!
- Mantém o C. Ronaldo a extremo onde rende muito mais do que encafuado no meio dos defesas-centrais? Não!
- Mete o ponta-de-lança a 15’ do fim? Sim!
- Logo de início mete três médios-centro iguais (Raul Meireles, Manuel Fernandes e João Moutinho) e deixa o que era mais capaz de fazer de Deco (Carlos Martins) no banco? Sim!
Foi impressão minha ou só começámos a jogar alguma coisa e a pressionar a Albânia na defesa a partir dos 75’? Ele há lá com cada coincidência...
Enfim, doze anos depois vamos voltar a ter a experiência de ver uma grande competição internacional de selecções pela televisão. E pensar que este tipo esteve quase para vir treinar o Glorioso...! Cruzes, canhoto!
terça-feira, outubro 14, 2008
Relembrar XXII – O pequeno genial
Este é um “relembrar” há muito tempo pedido por alguns dos leitores do blog (nomeadamente o Bogalho) e diversas vezes adiado (mea culpa, mea culpa...). Mas finalmente cá está ele! Como ontem estive com a mão na massa, desta vez é que foi. O Chalana foi um dos jogadores mais entusiasmantes que me lembro de ver jogar. Ainda era relativamente pequeno aquando da sua primeira (e mais bem sucedida) passagem pelo Glorioso, mas recordo-me razoavelmente bem das épocas 82/83 e 83/84. Fomos bicampeões nacionais com o Eriksson e praticámos indiscutivelmente o melhor futebol dos últimos 25 anos. E se o Bento defendia o templo como ninguém, o Humberto comandava a defesa (bem secundado pelo António Bastos Lopes), o Shéu jogava de pantufas no meio-campo e o Néné se fartava de meter golos, quem fintava metade dos adversários era o pequeno genial.
Aqui fica uma pequena amostra do que ele era capaz. Três golões, uma assistência e um penalty conquistado depois de um slalom. Chamo a atenção logo para o primeiro lance e para a maneira como ele, com uma simples simulação e quase sem sair do mesmo sítio, tira o adversário do caminho. Só para contextualizar, ficam igualmente os resultados dos jogos: Benfica – 8 – Alcobaça – 1; Braga – 0 – Benfica – 2; Benfica – 4 – Amora – 2 (todos da época 82/83) e Benfica – 2 – Varzim – 0 (83/84). Desfrutem!
P.S. – Podem ver outro slalom famoso aqui.
Aqui fica uma pequena amostra do que ele era capaz. Três golões, uma assistência e um penalty conquistado depois de um slalom. Chamo a atenção logo para o primeiro lance e para a maneira como ele, com uma simples simulação e quase sem sair do mesmo sítio, tira o adversário do caminho. Só para contextualizar, ficam igualmente os resultados dos jogos: Benfica – 8 – Alcobaça – 1; Braga – 0 – Benfica – 2; Benfica – 4 – Amora – 2 (todos da época 82/83) e Benfica – 2 – Varzim – 0 (83/84). Desfrutem!
P.S. – Podem ver outro slalom famoso aqui.
quarta-feira, outubro 08, 2008
VII Jantar de Bloguiquistas
Depois do interregno da Primavera passada, a “comissão organizadora” (Pedro F. Ferreira, D’Arcy e eu próprio) achou que estava mais que na altura de a blogosfera benfiquista se voltar a reunir para mais um jantar. Afinal já passou quase um ano desde o último e era suposto os repastos serem semestrais. Por isso, decidimos marcar o encontro para sexta-feira, dia 17 de Outubro, às 20h, no sítio do costume, ou seja, o restaurante com a melhor vista de Lisboa: Catedral da Cerveja. Nesse fim-de-semana jogaremos em casa para a Taça de Portugal frente ao Penafiel, mas sendo o jantar numa 6ª feira não haverá conflito de datas. Nunca é demais relembrar que, seguindo a tradição que não foi imposta, mas se impõe por si (cf. aqui e aqui), é melhor avisar em casa que não têm horas de voltar...
Agradecemos que enviem os vossos emails de confirmação para tertuliabenfiquista@gmail.com.
Agradecemos que enviem os vossos emails de confirmação para tertuliabenfiquista@gmail.com.
terça-feira, outubro 07, 2008
Falta de estofo
Empatámos em Matosinhos (1-1) e deixámos escapar uma óptima oportunidade para chegarmos ao 1º lugar ex-aequo com o clube regional corrupto. Depois de duas partidas muito bem conseguidas perante adversários difíceis, este jogo era importante para ver se nós teríamos capacidade de resposta quando defrontamos logo a seguir equipas menos credenciadas. Em suma, para ver se temos estofo de campeão. E, por enquanto, ainda não temos. O que se calhar até é normal para esta fase da época, sendo a nossa uma equipa em construção. Provavelmente, o problema esteve é na esperança que a própria equipa nos criou depois daqueles dois jogos.
Foi a exibição menos conseguida desde o início da época. Entrámos mal na partida, conseguimos um golo um pouco caído do céu por volta da meia-hora, num bom remate do Cardozo depois de mais uma fantástica abertura do Katsouranis e até final da 1ª parte estivemos por cima, mas sem criar flagrantes oportunidades de golo. O 2º tempo foi um autêntico pesadelo, porque fomos incapazes de segurar a bola, quanto mais conseguir chegar com perigo à baliza contrária. Excepção feita a um remate do Cardozo logo no seu início. O Leixões foi subindo, começando a pressionar cada vez mais próximo da nossa área e nós sem capacidade de reacção. Não era preciso ser bruxo para adivinhar que o golo estaria próximo e acabou mesmo por acontecer a dois minutos do fim, num cabeceamento do Wesley da marca de penalty na sequência de um canto. O mínimo que se pode dizer é que foi justo.
A lesão do Reyes logo aos 5’ foi um mau prenúncio, mas não se esperava que acusássemos tanto em termos físicos o jogo a meio da semana e que a nossa qualidade exibicional baixasse tanto. Assim sendo, é difícil fazer destaques individuais. Gostei do Miguel Vítor a defesa-direito e pouco mais. O José Mota, como é tudo menos parvo, mandou a sua equipa atacar preferencialmente pelo lado esquerdo, onde o nº 25 andou aos papéis e, como o Di María (substituiu o Reyes) é o que se sabe em termos defensivos, foi um fartote. Os centrais (Luisão e Sidnei) não estiveram mal se bem que alguns dos cortes que fizeram foram parar à entrada da área. O Quim fez um punhado de boas defesas, mas ainda demonstra insegurança nos cruzamentos. O Yebda ficou ligado ao golo que sofremos, porque falhou o corte de cabeça, e o Katsouranis, apesar da assistência no nosso golo, não conseguiu estancar o jogo ofensivo dos Leixões na 2ª parte. O Di María mostrou-se muito inconsequente e o Carlos Martins um pouco desfasado no terreno (precisa de mais rotina a jogar à direita). Os avançados acabaram por ter pouco a bola, embora o Cardozo tenha sido o que criou mais perigo (a sua capacidade de remate é, de facto, muito acima da média) e o Nuno Gomes tenha participado nas (poucas) jogadas minimamente conseguidas na 1ª parte. O Ruben Amorim não entrou mal, mas naquela altura já estávamos mais preocupados em defender do que tentar sair com a bola jogável.
Pode ser que esta partida sirva de exemplo para o que não se deve fazer. À capacidade de sofrimento temos obrigatoriamente que juntar a tentativa de fazer um futebol positivo sempre com a baliza contrária em vista. Defender uma vantagem mínima logo no início da 2ª parte dá o resultado que deu. Vamos ver se estes dois pontos não irão fazer falta no futuro...
P.S. – A qualidade(?!) de um árbitro fica bem patente quando não se marca um penalty daqueles e se está a dois metros do lance. O que valeu foi que da jogada resultou o nosso golo, mas o Sr. Olegário Benquerença das duas uma: ou é cego ou é incompetente. Qualquer que seja a resposta, faria um grande favor ao futebol se se retirasse de vez. Que vergonha!
Foi a exibição menos conseguida desde o início da época. Entrámos mal na partida, conseguimos um golo um pouco caído do céu por volta da meia-hora, num bom remate do Cardozo depois de mais uma fantástica abertura do Katsouranis e até final da 1ª parte estivemos por cima, mas sem criar flagrantes oportunidades de golo. O 2º tempo foi um autêntico pesadelo, porque fomos incapazes de segurar a bola, quanto mais conseguir chegar com perigo à baliza contrária. Excepção feita a um remate do Cardozo logo no seu início. O Leixões foi subindo, começando a pressionar cada vez mais próximo da nossa área e nós sem capacidade de reacção. Não era preciso ser bruxo para adivinhar que o golo estaria próximo e acabou mesmo por acontecer a dois minutos do fim, num cabeceamento do Wesley da marca de penalty na sequência de um canto. O mínimo que se pode dizer é que foi justo.
A lesão do Reyes logo aos 5’ foi um mau prenúncio, mas não se esperava que acusássemos tanto em termos físicos o jogo a meio da semana e que a nossa qualidade exibicional baixasse tanto. Assim sendo, é difícil fazer destaques individuais. Gostei do Miguel Vítor a defesa-direito e pouco mais. O José Mota, como é tudo menos parvo, mandou a sua equipa atacar preferencialmente pelo lado esquerdo, onde o nº 25 andou aos papéis e, como o Di María (substituiu o Reyes) é o que se sabe em termos defensivos, foi um fartote. Os centrais (Luisão e Sidnei) não estiveram mal se bem que alguns dos cortes que fizeram foram parar à entrada da área. O Quim fez um punhado de boas defesas, mas ainda demonstra insegurança nos cruzamentos. O Yebda ficou ligado ao golo que sofremos, porque falhou o corte de cabeça, e o Katsouranis, apesar da assistência no nosso golo, não conseguiu estancar o jogo ofensivo dos Leixões na 2ª parte. O Di María mostrou-se muito inconsequente e o Carlos Martins um pouco desfasado no terreno (precisa de mais rotina a jogar à direita). Os avançados acabaram por ter pouco a bola, embora o Cardozo tenha sido o que criou mais perigo (a sua capacidade de remate é, de facto, muito acima da média) e o Nuno Gomes tenha participado nas (poucas) jogadas minimamente conseguidas na 1ª parte. O Ruben Amorim não entrou mal, mas naquela altura já estávamos mais preocupados em defender do que tentar sair com a bola jogável.
Pode ser que esta partida sirva de exemplo para o que não se deve fazer. À capacidade de sofrimento temos obrigatoriamente que juntar a tentativa de fazer um futebol positivo sempre com a baliza contrária em vista. Defender uma vantagem mínima logo no início da 2ª parte dá o resultado que deu. Vamos ver se estes dois pontos não irão fazer falta no futuro...
P.S. – A qualidade(?!) de um árbitro fica bem patente quando não se marca um penalty daqueles e se está a dois metros do lance. O que valeu foi que da jogada resultou o nosso golo, mas o Sr. Olegário Benquerença das duas uma: ou é cego ou é incompetente. Qualquer que seja a resposta, faria um grande favor ao futebol se se retirasse de vez. Que vergonha!
sexta-feira, outubro 03, 2008
Épico
Outra 2ª parte fabulosa permitiu-nos ganhar ao Nápoles (2-0) e entrar na fase de grupos da Taça Uefa. Este jogo era absolutamente essencial quer a nível financeiro quer em termos de motivação para o resto da época. Sermos eliminados das competições europeias logo em Outubro seria uma desgraça. Felizmente tudo correu pelo melhor e o que é de realçar é que se continua a ver o crescimento da equipa.
Tínhamos uma série de baixas importantes para esta partida (Cardozo, Aimar e Suazo), pelo que eu estava um pouco céptico em relação às nossas possibilidades. No entanto, entrámos com bastante velocidade e a pressioná-los perto da sua área, e poderíamos ter chegado à vantagem ainda na 1ª parte. Isto apesar de os italianos terem respondido na parte final e terem inclusivamente atirado uma bola ao poste. Mas, com a complacência do árbitro, fartaram-se de perder tempo e percebeu-se bem ao que vinham. Na 2ª parte entrou em campo a eficácia. Aos 57’ um óptimo lançamento do Katsouranis desmarcou o Reyes e o espanhol marcou o segundo golão em cinco dias. Colocávamo-nos em vantagem, mas comentei com os colegas de bancada que o jogo não terminaria assim: ou marcávamos outro golo ou arriscávamo-nos a sofrer o veneno italiano nos últimos minutos. O Quique mexeu bem na equipa e fez entrar o Carlos Martins para o lugar do Ruben Amorim, o Binya em vez do Yebda e o Urreta para a saída do Di María. Estas substituições forma bastante importantes já que refrescaram a equipa e permitiram-nos manter a bola longe da nossa área. A sete minutos do fim, um cruzamento teleguiado do Carlos Martins encontrou a cabeça do Nuno Gomes para um magnífico golo a fazer lembrar o do João Pinto frente à Inglaterra no Euro 2000. A eliminatória estava decidida, mas ainda houve tempo para o nosso capitão falhar um golo fácil na cara do guarda-redes depois de outra fantástica abertura do Katsouranis.
A equipa funciona cada vez mais como um harmónio e dá gosto de ver jogar. Individualmente tenho que destacar novamente o Reyes. Mais um golão e uma capacidade de luta que vai aumentando de jogo para jogo. Ainda bem que a prostituta uruguaia fez o que fez, já que ficámos a ganhar com a troca. Gostei igualmente imenso do Katsouranis e do Yebda no meio-campo, e duvido que esta dupla seja desfeita, a não ser por motivos de força maior. A defesa também esteve muito segura, com o regressado Luisão em bom estilo, o Sidnei a convencer cada vez mais e os laterais (Maxi Pereira e o nº 25) bastante interventivos no ataque. O Quim teve uma hesitação no início do jogo, mas depois foi quase um mero espectador. O Ruben Amorim confirma-se como um bom jogador, especialmente porque está a alinhar numa posição que não é a sua. O Di María deu um toque de criatividade à equipa, mas por vezes não liberta a bola como deveria, além de tomar quase sempre a opção mais difícil. O Nuno Gomes voltou aos golos europeus e atingiu a bonita marca de 150 com a nossa camisola. Nada mau para quem inexplicavelmente continua a não merecer o apoio de todos os benfiquistas.
O que mais me espantou na partida foi a pressão que fizemos logo na grande-área deles, com particular incidência a partir dos 85’ e com a eliminatória ganha! Estamos com uma preparação física que raramente me lembro de ver. Não gosto, nem quero embandeirar em arco, mas esta sensação que estamos no bom caminho e a crescer é imensamente agradável. Veremos o que nos reserva o sorteio, mas não admito outra coisa que não seja passar a fase de grupos. Quanto ao campeonato, como neste fim-de-semana jogam o Anti-Benfica do Sul contra o do Norte, se vencermos em Matosinhos, ganharemos inevitavelmente pontos a um deles (ou aos dois). E, já agora, se houver empate e o Nacional não ganhar em Coimbra, atingiremos uma posição na tabela classificativa que já não ocupamos desde que fomos campeões, o que seria muito bom para a nossa moral. Da maneira como estamos a jogar, o mínimo que os adeptos podem fazer é sonhar. A equipa deu-nos essa possibilidade e isso, numa fase tão precoce da época, é um grande mérito dela.
Tínhamos uma série de baixas importantes para esta partida (Cardozo, Aimar e Suazo), pelo que eu estava um pouco céptico em relação às nossas possibilidades. No entanto, entrámos com bastante velocidade e a pressioná-los perto da sua área, e poderíamos ter chegado à vantagem ainda na 1ª parte. Isto apesar de os italianos terem respondido na parte final e terem inclusivamente atirado uma bola ao poste. Mas, com a complacência do árbitro, fartaram-se de perder tempo e percebeu-se bem ao que vinham. Na 2ª parte entrou em campo a eficácia. Aos 57’ um óptimo lançamento do Katsouranis desmarcou o Reyes e o espanhol marcou o segundo golão em cinco dias. Colocávamo-nos em vantagem, mas comentei com os colegas de bancada que o jogo não terminaria assim: ou marcávamos outro golo ou arriscávamo-nos a sofrer o veneno italiano nos últimos minutos. O Quique mexeu bem na equipa e fez entrar o Carlos Martins para o lugar do Ruben Amorim, o Binya em vez do Yebda e o Urreta para a saída do Di María. Estas substituições forma bastante importantes já que refrescaram a equipa e permitiram-nos manter a bola longe da nossa área. A sete minutos do fim, um cruzamento teleguiado do Carlos Martins encontrou a cabeça do Nuno Gomes para um magnífico golo a fazer lembrar o do João Pinto frente à Inglaterra no Euro 2000. A eliminatória estava decidida, mas ainda houve tempo para o nosso capitão falhar um golo fácil na cara do guarda-redes depois de outra fantástica abertura do Katsouranis.
A equipa funciona cada vez mais como um harmónio e dá gosto de ver jogar. Individualmente tenho que destacar novamente o Reyes. Mais um golão e uma capacidade de luta que vai aumentando de jogo para jogo. Ainda bem que a prostituta uruguaia fez o que fez, já que ficámos a ganhar com a troca. Gostei igualmente imenso do Katsouranis e do Yebda no meio-campo, e duvido que esta dupla seja desfeita, a não ser por motivos de força maior. A defesa também esteve muito segura, com o regressado Luisão em bom estilo, o Sidnei a convencer cada vez mais e os laterais (Maxi Pereira e o nº 25) bastante interventivos no ataque. O Quim teve uma hesitação no início do jogo, mas depois foi quase um mero espectador. O Ruben Amorim confirma-se como um bom jogador, especialmente porque está a alinhar numa posição que não é a sua. O Di María deu um toque de criatividade à equipa, mas por vezes não liberta a bola como deveria, além de tomar quase sempre a opção mais difícil. O Nuno Gomes voltou aos golos europeus e atingiu a bonita marca de 150 com a nossa camisola. Nada mau para quem inexplicavelmente continua a não merecer o apoio de todos os benfiquistas.
O que mais me espantou na partida foi a pressão que fizemos logo na grande-área deles, com particular incidência a partir dos 85’ e com a eliminatória ganha! Estamos com uma preparação física que raramente me lembro de ver. Não gosto, nem quero embandeirar em arco, mas esta sensação que estamos no bom caminho e a crescer é imensamente agradável. Veremos o que nos reserva o sorteio, mas não admito outra coisa que não seja passar a fase de grupos. Quanto ao campeonato, como neste fim-de-semana jogam o Anti-Benfica do Sul contra o do Norte, se vencermos em Matosinhos, ganharemos inevitavelmente pontos a um deles (ou aos dois). E, já agora, se houver empate e o Nacional não ganhar em Coimbra, atingiremos uma posição na tabela classificativa que já não ocupamos desde que fomos campeões, o que seria muito bom para a nossa moral. Da maneira como estamos a jogar, o mínimo que os adeptos podem fazer é sonhar. A equipa deu-nos essa possibilidade e isso, numa fase tão precoce da época, é um grande mérito dela.
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