terça-feira, outubro 07, 2008
Falta de estofo
Empatámos em Matosinhos (1-1) e deixámos escapar uma óptima oportunidade para chegarmos ao 1º lugar ex-aequo com o clube regional corrupto. Depois de duas partidas muito bem conseguidas perante adversários difíceis, este jogo era importante para ver se nós teríamos capacidade de resposta quando defrontamos logo a seguir equipas menos credenciadas. Em suma, para ver se temos estofo de campeão. E, por enquanto, ainda não temos. O que se calhar até é normal para esta fase da época, sendo a nossa uma equipa em construção. Provavelmente, o problema esteve é na esperança que a própria equipa nos criou depois daqueles dois jogos.
Foi a exibição menos conseguida desde o início da época. Entrámos mal na partida, conseguimos um golo um pouco caído do céu por volta da meia-hora, num bom remate do Cardozo depois de mais uma fantástica abertura do Katsouranis e até final da 1ª parte estivemos por cima, mas sem criar flagrantes oportunidades de golo. O 2º tempo foi um autêntico pesadelo, porque fomos incapazes de segurar a bola, quanto mais conseguir chegar com perigo à baliza contrária. Excepção feita a um remate do Cardozo logo no seu início. O Leixões foi subindo, começando a pressionar cada vez mais próximo da nossa área e nós sem capacidade de reacção. Não era preciso ser bruxo para adivinhar que o golo estaria próximo e acabou mesmo por acontecer a dois minutos do fim, num cabeceamento do Wesley da marca de penalty na sequência de um canto. O mínimo que se pode dizer é que foi justo.
A lesão do Reyes logo aos 5’ foi um mau prenúncio, mas não se esperava que acusássemos tanto em termos físicos o jogo a meio da semana e que a nossa qualidade exibicional baixasse tanto. Assim sendo, é difícil fazer destaques individuais. Gostei do Miguel Vítor a defesa-direito e pouco mais. O José Mota, como é tudo menos parvo, mandou a sua equipa atacar preferencialmente pelo lado esquerdo, onde o nº 25 andou aos papéis e, como o Di María (substituiu o Reyes) é o que se sabe em termos defensivos, foi um fartote. Os centrais (Luisão e Sidnei) não estiveram mal se bem que alguns dos cortes que fizeram foram parar à entrada da área. O Quim fez um punhado de boas defesas, mas ainda demonstra insegurança nos cruzamentos. O Yebda ficou ligado ao golo que sofremos, porque falhou o corte de cabeça, e o Katsouranis, apesar da assistência no nosso golo, não conseguiu estancar o jogo ofensivo dos Leixões na 2ª parte. O Di María mostrou-se muito inconsequente e o Carlos Martins um pouco desfasado no terreno (precisa de mais rotina a jogar à direita). Os avançados acabaram por ter pouco a bola, embora o Cardozo tenha sido o que criou mais perigo (a sua capacidade de remate é, de facto, muito acima da média) e o Nuno Gomes tenha participado nas (poucas) jogadas minimamente conseguidas na 1ª parte. O Ruben Amorim não entrou mal, mas naquela altura já estávamos mais preocupados em defender do que tentar sair com a bola jogável.
Pode ser que esta partida sirva de exemplo para o que não se deve fazer. À capacidade de sofrimento temos obrigatoriamente que juntar a tentativa de fazer um futebol positivo sempre com a baliza contrária em vista. Defender uma vantagem mínima logo no início da 2ª parte dá o resultado que deu. Vamos ver se estes dois pontos não irão fazer falta no futuro...
P.S. – A qualidade(?!) de um árbitro fica bem patente quando não se marca um penalty daqueles e se está a dois metros do lance. O que valeu foi que da jogada resultou o nosso golo, mas o Sr. Olegário Benquerença das duas uma: ou é cego ou é incompetente. Qualquer que seja a resposta, faria um grande favor ao futebol se se retirasse de vez. Que vergonha!
Foi a exibição menos conseguida desde o início da época. Entrámos mal na partida, conseguimos um golo um pouco caído do céu por volta da meia-hora, num bom remate do Cardozo depois de mais uma fantástica abertura do Katsouranis e até final da 1ª parte estivemos por cima, mas sem criar flagrantes oportunidades de golo. O 2º tempo foi um autêntico pesadelo, porque fomos incapazes de segurar a bola, quanto mais conseguir chegar com perigo à baliza contrária. Excepção feita a um remate do Cardozo logo no seu início. O Leixões foi subindo, começando a pressionar cada vez mais próximo da nossa área e nós sem capacidade de reacção. Não era preciso ser bruxo para adivinhar que o golo estaria próximo e acabou mesmo por acontecer a dois minutos do fim, num cabeceamento do Wesley da marca de penalty na sequência de um canto. O mínimo que se pode dizer é que foi justo.
A lesão do Reyes logo aos 5’ foi um mau prenúncio, mas não se esperava que acusássemos tanto em termos físicos o jogo a meio da semana e que a nossa qualidade exibicional baixasse tanto. Assim sendo, é difícil fazer destaques individuais. Gostei do Miguel Vítor a defesa-direito e pouco mais. O José Mota, como é tudo menos parvo, mandou a sua equipa atacar preferencialmente pelo lado esquerdo, onde o nº 25 andou aos papéis e, como o Di María (substituiu o Reyes) é o que se sabe em termos defensivos, foi um fartote. Os centrais (Luisão e Sidnei) não estiveram mal se bem que alguns dos cortes que fizeram foram parar à entrada da área. O Quim fez um punhado de boas defesas, mas ainda demonstra insegurança nos cruzamentos. O Yebda ficou ligado ao golo que sofremos, porque falhou o corte de cabeça, e o Katsouranis, apesar da assistência no nosso golo, não conseguiu estancar o jogo ofensivo dos Leixões na 2ª parte. O Di María mostrou-se muito inconsequente e o Carlos Martins um pouco desfasado no terreno (precisa de mais rotina a jogar à direita). Os avançados acabaram por ter pouco a bola, embora o Cardozo tenha sido o que criou mais perigo (a sua capacidade de remate é, de facto, muito acima da média) e o Nuno Gomes tenha participado nas (poucas) jogadas minimamente conseguidas na 1ª parte. O Ruben Amorim não entrou mal, mas naquela altura já estávamos mais preocupados em defender do que tentar sair com a bola jogável.
Pode ser que esta partida sirva de exemplo para o que não se deve fazer. À capacidade de sofrimento temos obrigatoriamente que juntar a tentativa de fazer um futebol positivo sempre com a baliza contrária em vista. Defender uma vantagem mínima logo no início da 2ª parte dá o resultado que deu. Vamos ver se estes dois pontos não irão fazer falta no futuro...
P.S. – A qualidade(?!) de um árbitro fica bem patente quando não se marca um penalty daqueles e se está a dois metros do lance. O que valeu foi que da jogada resultou o nosso golo, mas o Sr. Olegário Benquerença das duas uma: ou é cego ou é incompetente. Qualquer que seja a resposta, faria um grande favor ao futebol se se retirasse de vez. Que vergonha!
sexta-feira, outubro 03, 2008
Épico
Outra 2ª parte fabulosa permitiu-nos ganhar ao Nápoles (2-0) e entrar na fase de grupos da Taça Uefa. Este jogo era absolutamente essencial quer a nível financeiro quer em termos de motivação para o resto da época. Sermos eliminados das competições europeias logo em Outubro seria uma desgraça. Felizmente tudo correu pelo melhor e o que é de realçar é que se continua a ver o crescimento da equipa.
Tínhamos uma série de baixas importantes para esta partida (Cardozo, Aimar e Suazo), pelo que eu estava um pouco céptico em relação às nossas possibilidades. No entanto, entrámos com bastante velocidade e a pressioná-los perto da sua área, e poderíamos ter chegado à vantagem ainda na 1ª parte. Isto apesar de os italianos terem respondido na parte final e terem inclusivamente atirado uma bola ao poste. Mas, com a complacência do árbitro, fartaram-se de perder tempo e percebeu-se bem ao que vinham. Na 2ª parte entrou em campo a eficácia. Aos 57’ um óptimo lançamento do Katsouranis desmarcou o Reyes e o espanhol marcou o segundo golão em cinco dias. Colocávamo-nos em vantagem, mas comentei com os colegas de bancada que o jogo não terminaria assim: ou marcávamos outro golo ou arriscávamo-nos a sofrer o veneno italiano nos últimos minutos. O Quique mexeu bem na equipa e fez entrar o Carlos Martins para o lugar do Ruben Amorim, o Binya em vez do Yebda e o Urreta para a saída do Di María. Estas substituições forma bastante importantes já que refrescaram a equipa e permitiram-nos manter a bola longe da nossa área. A sete minutos do fim, um cruzamento teleguiado do Carlos Martins encontrou a cabeça do Nuno Gomes para um magnífico golo a fazer lembrar o do João Pinto frente à Inglaterra no Euro 2000. A eliminatória estava decidida, mas ainda houve tempo para o nosso capitão falhar um golo fácil na cara do guarda-redes depois de outra fantástica abertura do Katsouranis.
A equipa funciona cada vez mais como um harmónio e dá gosto de ver jogar. Individualmente tenho que destacar novamente o Reyes. Mais um golão e uma capacidade de luta que vai aumentando de jogo para jogo. Ainda bem que a prostituta uruguaia fez o que fez, já que ficámos a ganhar com a troca. Gostei igualmente imenso do Katsouranis e do Yebda no meio-campo, e duvido que esta dupla seja desfeita, a não ser por motivos de força maior. A defesa também esteve muito segura, com o regressado Luisão em bom estilo, o Sidnei a convencer cada vez mais e os laterais (Maxi Pereira e o nº 25) bastante interventivos no ataque. O Quim teve uma hesitação no início do jogo, mas depois foi quase um mero espectador. O Ruben Amorim confirma-se como um bom jogador, especialmente porque está a alinhar numa posição que não é a sua. O Di María deu um toque de criatividade à equipa, mas por vezes não liberta a bola como deveria, além de tomar quase sempre a opção mais difícil. O Nuno Gomes voltou aos golos europeus e atingiu a bonita marca de 150 com a nossa camisola. Nada mau para quem inexplicavelmente continua a não merecer o apoio de todos os benfiquistas.
O que mais me espantou na partida foi a pressão que fizemos logo na grande-área deles, com particular incidência a partir dos 85’ e com a eliminatória ganha! Estamos com uma preparação física que raramente me lembro de ver. Não gosto, nem quero embandeirar em arco, mas esta sensação que estamos no bom caminho e a crescer é imensamente agradável. Veremos o que nos reserva o sorteio, mas não admito outra coisa que não seja passar a fase de grupos. Quanto ao campeonato, como neste fim-de-semana jogam o Anti-Benfica do Sul contra o do Norte, se vencermos em Matosinhos, ganharemos inevitavelmente pontos a um deles (ou aos dois). E, já agora, se houver empate e o Nacional não ganhar em Coimbra, atingiremos uma posição na tabela classificativa que já não ocupamos desde que fomos campeões, o que seria muito bom para a nossa moral. Da maneira como estamos a jogar, o mínimo que os adeptos podem fazer é sonhar. A equipa deu-nos essa possibilidade e isso, numa fase tão precoce da época, é um grande mérito dela.
Tínhamos uma série de baixas importantes para esta partida (Cardozo, Aimar e Suazo), pelo que eu estava um pouco céptico em relação às nossas possibilidades. No entanto, entrámos com bastante velocidade e a pressioná-los perto da sua área, e poderíamos ter chegado à vantagem ainda na 1ª parte. Isto apesar de os italianos terem respondido na parte final e terem inclusivamente atirado uma bola ao poste. Mas, com a complacência do árbitro, fartaram-se de perder tempo e percebeu-se bem ao que vinham. Na 2ª parte entrou em campo a eficácia. Aos 57’ um óptimo lançamento do Katsouranis desmarcou o Reyes e o espanhol marcou o segundo golão em cinco dias. Colocávamo-nos em vantagem, mas comentei com os colegas de bancada que o jogo não terminaria assim: ou marcávamos outro golo ou arriscávamo-nos a sofrer o veneno italiano nos últimos minutos. O Quique mexeu bem na equipa e fez entrar o Carlos Martins para o lugar do Ruben Amorim, o Binya em vez do Yebda e o Urreta para a saída do Di María. Estas substituições forma bastante importantes já que refrescaram a equipa e permitiram-nos manter a bola longe da nossa área. A sete minutos do fim, um cruzamento teleguiado do Carlos Martins encontrou a cabeça do Nuno Gomes para um magnífico golo a fazer lembrar o do João Pinto frente à Inglaterra no Euro 2000. A eliminatória estava decidida, mas ainda houve tempo para o nosso capitão falhar um golo fácil na cara do guarda-redes depois de outra fantástica abertura do Katsouranis.
A equipa funciona cada vez mais como um harmónio e dá gosto de ver jogar. Individualmente tenho que destacar novamente o Reyes. Mais um golão e uma capacidade de luta que vai aumentando de jogo para jogo. Ainda bem que a prostituta uruguaia fez o que fez, já que ficámos a ganhar com a troca. Gostei igualmente imenso do Katsouranis e do Yebda no meio-campo, e duvido que esta dupla seja desfeita, a não ser por motivos de força maior. A defesa também esteve muito segura, com o regressado Luisão em bom estilo, o Sidnei a convencer cada vez mais e os laterais (Maxi Pereira e o nº 25) bastante interventivos no ataque. O Quim teve uma hesitação no início do jogo, mas depois foi quase um mero espectador. O Ruben Amorim confirma-se como um bom jogador, especialmente porque está a alinhar numa posição que não é a sua. O Di María deu um toque de criatividade à equipa, mas por vezes não liberta a bola como deveria, além de tomar quase sempre a opção mais difícil. O Nuno Gomes voltou aos golos europeus e atingiu a bonita marca de 150 com a nossa camisola. Nada mau para quem inexplicavelmente continua a não merecer o apoio de todos os benfiquistas.
O que mais me espantou na partida foi a pressão que fizemos logo na grande-área deles, com particular incidência a partir dos 85’ e com a eliminatória ganha! Estamos com uma preparação física que raramente me lembro de ver. Não gosto, nem quero embandeirar em arco, mas esta sensação que estamos no bom caminho e a crescer é imensamente agradável. Veremos o que nos reserva o sorteio, mas não admito outra coisa que não seja passar a fase de grupos. Quanto ao campeonato, como neste fim-de-semana jogam o Anti-Benfica do Sul contra o do Norte, se vencermos em Matosinhos, ganharemos inevitavelmente pontos a um deles (ou aos dois). E, já agora, se houver empate e o Nacional não ganhar em Coimbra, atingiremos uma posição na tabela classificativa que já não ocupamos desde que fomos campeões, o que seria muito bom para a nossa moral. Da maneira como estamos a jogar, o mínimo que os adeptos podem fazer é sonhar. A equipa deu-nos essa possibilidade e isso, numa fase tão precoce da época, é um grande mérito dela.
terça-feira, setembro 30, 2008
Arsenal - 4 - FC Porto - 0
Excepcionalmente escreve-se o nome do clube regional corrupto neste blog para melhor se saborear a magnífica simbiose entre as letras e os números do título em epígrafe. Tudo a bem da estética, claro está.
P.S. - Se me tivessem dito o resultado sem eu ter visto o jogo, ficaria muito contente. Tendo-o visto, confesso que me sinto um pouco frustrado. A 2ª parte do clube regional corrupto foi absolutamente confrangedora. Estivemos tão perto de um resultado (ainda mais) inolvidável...
P.S. - Se me tivessem dito o resultado sem eu ter visto o jogo, ficaria muito contente. Tendo-o visto, confesso que me sinto um pouco frustrado. A 2ª parte do clube regional corrupto foi absolutamente confrangedora. Estivemos tão perto de um resultado (ainda mais) inolvidável...
domingo, setembro 28, 2008
Limpinho
Uma óptima 2ª parte, alicerçada na entrada do Katsouranis, permitiu-nos voltar a ganhar aos lagartos em casa (2-0) ao fim de três anos. Foi uma exibição em crescendo e a vitória é indiscutível. O que mais me tranquiliza é que se vê a evolução da equipa de jogo para jogo (ao contrário do que acontecia na época passada, em que a uma boa partida se sucediam pelo menos cinco más). Espero que esta dinâmica se mantenha para a próxima 5ª feira e que possamos chegar à fase de grupos da Taça Uefa.
O Quique Flores surpreendeu-me ao alinhar com a mesma equipa de Paços de Ferreira. Concordei com a manutenção do Miguel Vítor, apesar da disponibilidade do Katsouranis (aquele jogo com o clube regional corrupto ainda me está atravessado...), mas já não com a do nº 25 em vez do Léo. Na 1ª parte a nossa defesa em linha foi batida por duas vezes e os lagartos criaram outras tantas possibilidades de golo. Continuo a não perceber a manutenção deste sistema (não vejo nenhuma grande equipa europeia a jogar assim) que nos poderia ter custado um golo logo no início do jogo, não fosse a má pontaria do Djaló. Nós também tivemos duas oportunidades, com um remate do Cardozo quase de meio-campo e um lance do Maxi Pereira pela direita com um remate cruzado que o Nuno Gomes conseguiu desviar, mas por cima da barra.
Na 2ª parte, o Quique trocou o Ruben Amorim (que até nem estava a jogar mal) pelo Katsouranis e o que é certo é que a partida mudou completamente. Os lagartos deixaram de existir e nós fomos para cima deles. Tivemos um par de remates perigosos antes de o Reyes tirar um coelho da cartola com o 1º golo aos 66’. Por esta altura, já o Aimar tinha substituído o Nuno Gomes (espero que tenha sido para o salvaguardar para 5ª feira, já que em jogo jogado foi bastante melhor que o Cardozo) e foi ele que fez a tabelinha com o espanhol para um remate deste com a parte exterior do pé (recuso chamá-lo de trivela!) que levou a bola ao canto inferior da baliza. Cinco minutos depois acabámos com o jogo quando um livre muito bem marcado pelo Carlos Martins encontrou a cabeça do Sidnei para o 2º golo. Até final os lagartos só tiveram uma oportunidade (já nos descontos) em que o Quim defendeu bem um remate do Djaló. Nós limitámo-nos a controlar a partida e mais uma vez terminámos com 10 porque o Carlos Martins rebentou a cinco minutos do fim e já tínhamos feito todas as substituições. Definitivamente este é um aspecto a rever.
Em termos individuais há que destacar o Reyes, que demonstra melhorias a cada jogo que passa. Está muito mais interventivo nas acções defensivas e mais desequilibrador no ataque, se bem que ainda se agarre um bocadinho à bola. Voltei a gostar muito da dupla teenager de centrais e do Yebda, que é um poço de força. Estou convencido que os médios-centro estão encontrados, porque a melhoria que tivemos com o Katsouranis não pode ser desaproveitada. O grego, se jogasse futebol de salão, seria o melhor jogador do mundo, porque é incrível como parado(!) consegue descobrir linhas de passe para os companheiros. Além disso, a sua movimentação demonstra uma inteligência acima da média. Outro jogador que neste tipo de jogos se destaca sempre é o Maxi Pereira. Muito seguro a defender, sem medo do choque, e ainda com tempo de apoiar o ataque. O nº 25 melhorou bastante em relação ao Paços, mas eu hei-de sempre preferir o Léo. O Quim também subiu de produção (aliás, descer seria impossível...) e o Nuno Gomes mantém-na alta. O Cardozo foi talvez o jogador cuja diferença em relação ao que pode fazer foi maior. Não esteve muito feliz, mas também não é fácil passar o jogo todo a ser puxado e agarrado e não ver assinalada uma(!) única falta. Numa partida em que todos deram o litro é difícil encontrar aspectos negativos, o que é muito bom sinal.
O Sr. Duarte Gomes demonstrou mais uma vez que é um árbitro mediano. Os jogadores não lhe deram muitos problemas, mas é incrível como é que não mostrou amarelo a um agarrão ao Cardozo e a um pontapé do Moutinho ao Reyes. O momento mais inacreditável foi quando o Tonel resolveu saltar ao eixo com o Cardozo e o árbitro assinalou falta... atacante! Aliás, em caso de dúvida era sempre a favor dos lagartos. Isto já para não falar do penalty do Postiga sobre o Yebda (puxão descarado do braço) perto do intervalo.
O Carlos Martins e o Aimar saíram tocados, mas espero que não seja nada de grave que os impeça de jogar na 5ª. Já temos a equipa desfalcada o suficiente para nos darmos a esse luxo. Desejo que esta boa vitória faça com que a lotação esgote nesse jogo. A equipa não só precisa disso como o merece. E afinal há já dois anos (desde a partida com o clube regional corrupto em 2006/07) que não temos lotação esgotada na Luz.
P.S. – O momento mais cómico do jogo foi ao intervalo quando vejo um casal de lagartos a perguntar a uma senhora onde é que era a casa-de-banho. Que pena não terem perguntado a mim...
O Quique Flores surpreendeu-me ao alinhar com a mesma equipa de Paços de Ferreira. Concordei com a manutenção do Miguel Vítor, apesar da disponibilidade do Katsouranis (aquele jogo com o clube regional corrupto ainda me está atravessado...), mas já não com a do nº 25 em vez do Léo. Na 1ª parte a nossa defesa em linha foi batida por duas vezes e os lagartos criaram outras tantas possibilidades de golo. Continuo a não perceber a manutenção deste sistema (não vejo nenhuma grande equipa europeia a jogar assim) que nos poderia ter custado um golo logo no início do jogo, não fosse a má pontaria do Djaló. Nós também tivemos duas oportunidades, com um remate do Cardozo quase de meio-campo e um lance do Maxi Pereira pela direita com um remate cruzado que o Nuno Gomes conseguiu desviar, mas por cima da barra.
Na 2ª parte, o Quique trocou o Ruben Amorim (que até nem estava a jogar mal) pelo Katsouranis e o que é certo é que a partida mudou completamente. Os lagartos deixaram de existir e nós fomos para cima deles. Tivemos um par de remates perigosos antes de o Reyes tirar um coelho da cartola com o 1º golo aos 66’. Por esta altura, já o Aimar tinha substituído o Nuno Gomes (espero que tenha sido para o salvaguardar para 5ª feira, já que em jogo jogado foi bastante melhor que o Cardozo) e foi ele que fez a tabelinha com o espanhol para um remate deste com a parte exterior do pé (recuso chamá-lo de trivela!) que levou a bola ao canto inferior da baliza. Cinco minutos depois acabámos com o jogo quando um livre muito bem marcado pelo Carlos Martins encontrou a cabeça do Sidnei para o 2º golo. Até final os lagartos só tiveram uma oportunidade (já nos descontos) em que o Quim defendeu bem um remate do Djaló. Nós limitámo-nos a controlar a partida e mais uma vez terminámos com 10 porque o Carlos Martins rebentou a cinco minutos do fim e já tínhamos feito todas as substituições. Definitivamente este é um aspecto a rever.
Em termos individuais há que destacar o Reyes, que demonstra melhorias a cada jogo que passa. Está muito mais interventivo nas acções defensivas e mais desequilibrador no ataque, se bem que ainda se agarre um bocadinho à bola. Voltei a gostar muito da dupla teenager de centrais e do Yebda, que é um poço de força. Estou convencido que os médios-centro estão encontrados, porque a melhoria que tivemos com o Katsouranis não pode ser desaproveitada. O grego, se jogasse futebol de salão, seria o melhor jogador do mundo, porque é incrível como parado(!) consegue descobrir linhas de passe para os companheiros. Além disso, a sua movimentação demonstra uma inteligência acima da média. Outro jogador que neste tipo de jogos se destaca sempre é o Maxi Pereira. Muito seguro a defender, sem medo do choque, e ainda com tempo de apoiar o ataque. O nº 25 melhorou bastante em relação ao Paços, mas eu hei-de sempre preferir o Léo. O Quim também subiu de produção (aliás, descer seria impossível...) e o Nuno Gomes mantém-na alta. O Cardozo foi talvez o jogador cuja diferença em relação ao que pode fazer foi maior. Não esteve muito feliz, mas também não é fácil passar o jogo todo a ser puxado e agarrado e não ver assinalada uma(!) única falta. Numa partida em que todos deram o litro é difícil encontrar aspectos negativos, o que é muito bom sinal.
O Sr. Duarte Gomes demonstrou mais uma vez que é um árbitro mediano. Os jogadores não lhe deram muitos problemas, mas é incrível como é que não mostrou amarelo a um agarrão ao Cardozo e a um pontapé do Moutinho ao Reyes. O momento mais inacreditável foi quando o Tonel resolveu saltar ao eixo com o Cardozo e o árbitro assinalou falta... atacante! Aliás, em caso de dúvida era sempre a favor dos lagartos. Isto já para não falar do penalty do Postiga sobre o Yebda (puxão descarado do braço) perto do intervalo.
O Carlos Martins e o Aimar saíram tocados, mas espero que não seja nada de grave que os impeça de jogar na 5ª. Já temos a equipa desfalcada o suficiente para nos darmos a esse luxo. Desejo que esta boa vitória faça com que a lotação esgote nesse jogo. A equipa não só precisa disso como o merece. E afinal há já dois anos (desde a partida com o clube regional corrupto em 2006/07) que não temos lotação esgotada na Luz.
P.S. – O momento mais cómico do jogo foi ao intervalo quando vejo um casal de lagartos a perguntar a uma senhora onde é que era a casa-de-banho. Que pena não terem perguntado a mim...
terça-feira, setembro 23, 2008
Sofrimento escusadíssimo
Vencemos em Paços de Ferreira (4-3) e finalmente conquistámos os três pontos no campeonato. Só que estou com uma tal sensação de cansaço e incredulidade quase como se não tivéssemos ganho. Como é que é possível estarmos duas vezes com dois golos de diferença (1-3 e 2-4) e sofrermos um para a vantagem mínima? Esta partida tinha tudo para se tornar um pro-forma e só não empatámos porque nos últimos minutos houve uma bola que rasou o poste. Acabámos por ter bastante sorte.
Com os castigos ao Luisão e Katsouranis, jogaram os teenagers Miguel Vítor e Sidnei, que até deram boa conta do recado. Mais estranha foi a opção pelo nº35 25 em vez do Léo. Desejo sinceramente que não seja para continuar. Entrámos muito bem no jogo e logo aos 7’ o Nuno Gomes correspondeu muito bem a um bom centro do Reyes, depois de uma abertura fantástica do Carlos Martins. Pensei que estaríamos finalmente perante uma partida fácil, mas foi puro engano. Permitimos o empate aos 14’ em mais um golo em que o adversário beneficiou de um desvio de um defesa nosso. Não reagimos muito bem, mas mesmo assim conseguimos colocar-nos de novo em vantagem aos 31’ depois de outra boa jogada atacante, em que o Ruben Amorin centrou para o Nuno Gomes e o Maxi Pereira finalizou de recarga. Um pouco antes do intervalo, outra boa jogada de combinação resultou num indiscutível penalty a nosso favor, que o Cardozo concretizou da maneira habitual: ia furando a rede. Mesmo em cima dos 45’, o Sidnei faria o 1-4 se um defesa em cima da linha não tivesse tocado na bola com a ponta do joelho.
A 2ª parte foi um descalabro. Quando se esperava que nós, com dois golos de vantagem, conseguíssemos controlar a partida e num contra-ataque marcássemos, aconteceu precisamente o contrário. Mostrámo-nos estranhamente nervosos e sem capacidade em ter a posse de bola. E, depois, temos um grande problema: agora que é titular indiscutível da selecção, é que o Quim se lembrou de abrir o aviário. É o 3º (!) jogo seguido em que dá um frango, sendo que este foi o pior deles todos. Largou uma bola facílima num canto curto e foi o 2-3 aos 63’. Curiosamente reagimos bem a este golo e, com a entrada do Aimar, conseguimos ser mais objectivos no ataque, o que nos proporcionou o 2-4 num bom remate do nº35 25. Com dois golos de vantagem e 14’ minutos para jogar, pensei que o jogo seria ganho sem mais sofrimento. Segundo engano da noite. Em mais um lance de bola parada e beneficiando de um ressalto na área, o Paços fez o 3-4. Foram 9’ de sofrimento (já contando com os descontos), em que a tal bola que passou rente ao poste e uma defesa do Quim (ambas situações de bolas paradas) tiraram-me cinco anos de vida. E não os recuperei quando o Sr. Bruno Paixão apitou.
Não tenho encontro justificação para o que se passa com o Quim, mas parece-me inevitável uma passagenzinha pelo banco. Quem dá frangos em três jogos consecutivos tem que ser protegido pelo treinador. De igual modo, espero que o golo do nº35 25 não lhe garanta a titularidade frente aos lagartos. Foi a única coisa de jeito que fez em toda a partida, sendo um autêntico passador no lado esquerdo da defesa. Ao invés, gostei dos centrais. Os golos dos adversários não são culpas deles, já que em bolas paradas toda a equipa defende. O Carlos Martins também fez uma boa partida (vários passes para desmarcar os colegas) e o Yebda mais uma vez mostrou que é um jogador muito útil, mas que não dura o jogo inteiro. O Ruben Amorim foi uma agradável surpresa e foi um erro enorme do Quique tirá-lo aos 78’ para colocar o inconsequente (e provocador de faltas estúpidas) Balboa. O Reyes fez a melhor partida desde que está no Benfica. Muito perigoso no ataque e muito generoso a defender, foi outro que não deveria ter saído, ou pelo menos se saísse não era para entrar o Di María que não defende nada. Faltava 1’ para os 90’, mas mesmo assim ainda deu para as tais duas oportunidades do Paços. No ataque, o Nuno Gomes foi dos melhores da equipa, mas aquela atitude, com um árbitro mais rigoroso, poder-lhe-ia ter provocado a expulsão. Não pode, nem deve fazer isso, já que ainda por cima é o capitão de equipa. O Cardozo não esteve tão bem como em partidas anteriores, mas mesmo assim correu muito (nem sempre bem, é certo) e lá marcou um golito.
Com esta vitória e o empate do clube regional corrupto em Vila do Conde, estamos igualados com eles e com os lagartos a quatro pontos. É fundamental ganharmos-lhes no sábado, mas não vai ser fácil. Desde a oferta do Ricardo que não os vencemos em casa e eles vêm moralizados pelas vitórias. Espero que melhoremos nos aspectos defensivos, porque sofrer seis golos em dois jogos é muito. E, já agora, que o Quique seja mais feliz nas substituições.
Com os castigos ao Luisão e Katsouranis, jogaram os teenagers Miguel Vítor e Sidnei, que até deram boa conta do recado. Mais estranha foi a opção pelo nº
A 2ª parte foi um descalabro. Quando se esperava que nós, com dois golos de vantagem, conseguíssemos controlar a partida e num contra-ataque marcássemos, aconteceu precisamente o contrário. Mostrámo-nos estranhamente nervosos e sem capacidade em ter a posse de bola. E, depois, temos um grande problema: agora que é titular indiscutível da selecção, é que o Quim se lembrou de abrir o aviário. É o 3º (!) jogo seguido em que dá um frango, sendo que este foi o pior deles todos. Largou uma bola facílima num canto curto e foi o 2-3 aos 63’. Curiosamente reagimos bem a este golo e, com a entrada do Aimar, conseguimos ser mais objectivos no ataque, o que nos proporcionou o 2-4 num bom remate do nº
Não tenho encontro justificação para o que se passa com o Quim, mas parece-me inevitável uma passagenzinha pelo banco. Quem dá frangos em três jogos consecutivos tem que ser protegido pelo treinador. De igual modo, espero que o golo do nº
Com esta vitória e o empate do clube regional corrupto em Vila do Conde, estamos igualados com eles e com os lagartos a quatro pontos. É fundamental ganharmos-lhes no sábado, mas não vai ser fácil. Desde a oferta do Ricardo que não os vencemos em casa e eles vêm moralizados pelas vitórias. Espero que melhoremos nos aspectos defensivos, porque sofrer seis golos em dois jogos é muito. E, já agora, que o Quique seja mais feliz nas substituições.
quinta-feira, setembro 18, 2008
Pouca inteligência
Fomos derrotados em Nápoles por 2-3 num resultado que até acaba por ser bom considerando o que foi o jogo. A eliminatória está obviamente em aberto, somos superiores aos italianos, mas temos que ter muito cuidado com os contra-ataques deles na Luz.
Entrámos bem e um remate de 35m do Reyes ia surpreendendo o guarda-redes. Marcámos logo aos 16’ através de um bom cabeceamento do estreante Suazo na sequência de um canto bem marcado pelo Carlos Martins. Mas estranhamente desconcentrámo-nos e permitimos a reviravolta em apenas 2’(!), sofrendo dois golos dignos dos infantis, com ressaltos estranhos e a defesa a dormir. O nosso meio-campo tinha grandes dificuldades em segurar a bola e esta não chegava aos avançados. O Nápoles, por seu turno, era muito rápido no contra-ataque e criou algumas situações bem complicadas para nós. Até ao intervalo poderíamos ter sofrido mais golos, especialmente num lance em que o Quim, numa cópia perfeita do 2º golo da Dinamarca, falhou a intercepção num canto e só a cabeça do Léo impediu a bola de entrar na baliza. Na 2ª parte, o Nápoles baixou de rendimento, mas mesmo assim ainda chegou ao 3-1 (54’), noutro lance esquisito, em que um cruzamento bateu nas costas do Léo e o Quim foi muito lento a reagir. Durante 5’ pensei que a eliminatória estava perdida, mas noutro lance de bola parada o Luisão amenizou a derrota e permitiu-nos ter esperanças para a 2ª mão.
Um dos grandes problemas do Benfica foi o sub-rendimento de alguns jogadores, nomeadamente o Di María, Urreta e Carlos Martins. O Balboa, que entrou ao intervalo para o lugar do jovem uruguaio, também mal se viu. O Reyes esteve melhor que contra o clube regional corrupto, mas agarra-se muito à bola. O Yebda fez uma boa 1ª parte, mas afunda-se a partir dos 60’. O Maxi Pereira sentiu bastantes dificuldades no flanco direito e o Quim atravessa uma fase de menor fulgor (espero que seja passageira). Pela positiva destaco a boa estreia do Suazo (não engana ninguém quando ao seu valor), mas a regra que diz que em Portugal sobre o Cardozo nunca é falta, parece que em Itália se aplica a ele. Igualmente bem esteve o incansável Léo, mas o melhor de todos para mim foi o Luisão. Apesar de na 1ª parte ter sido apanhado no meio daquela desconcentração colectiva, subiu imenso na 2ª e fez alguns corte importantíssimos. Também não desgostei do Sidnei, considerando a sua idade. O Nuno Gomes voltou a entrar bem na partida, assim como o Katsouranis, que depois da burrice frente ao clube regional corrupto, começou o jogo (e bem) no banco.
Não poderia deixar de referir a arbitragem VERGONHOSA do Sr. Bjorn Kuipers, holandês de nascimento e certamente amante de fruta. Desde as saudosas actuações do Sr. Isidoro Rodrigues no Varzim-Benfica (2001/02) e do Sr. Carlos Xistra neste jogo, que eu não me irritava tanto com uma arbitragem. Como previu o Blog da Bola, depois da roubalheira que foi o Basileia contra o V. Guimarães, estamos nós também a pagar a desfaçatez de lutarmos pela justiça no TAS e afins. Desde o 2º amarelo perdoado ao Blasi (cujo treinador o fez sair logo ao intervalo), o vermelho directo que nem amarelo foi daquela entrada à Bruno Alves que ia matando o Suazo (jogou em inferioridade física – já tínhamos esgotado as substituições - a partir dessa altura), passando por lances duvidosos sobre o hondurenho e o Sidnei na área, valeu praticamente tudo. Vamos ver a peça que nos vai calhar no jogo de cá, mas se for um semelhante a este provavelmente não teremos hipóteses nenhumas em passar.
Entrámos bem e um remate de 35m do Reyes ia surpreendendo o guarda-redes. Marcámos logo aos 16’ através de um bom cabeceamento do estreante Suazo na sequência de um canto bem marcado pelo Carlos Martins. Mas estranhamente desconcentrámo-nos e permitimos a reviravolta em apenas 2’(!), sofrendo dois golos dignos dos infantis, com ressaltos estranhos e a defesa a dormir. O nosso meio-campo tinha grandes dificuldades em segurar a bola e esta não chegava aos avançados. O Nápoles, por seu turno, era muito rápido no contra-ataque e criou algumas situações bem complicadas para nós. Até ao intervalo poderíamos ter sofrido mais golos, especialmente num lance em que o Quim, numa cópia perfeita do 2º golo da Dinamarca, falhou a intercepção num canto e só a cabeça do Léo impediu a bola de entrar na baliza. Na 2ª parte, o Nápoles baixou de rendimento, mas mesmo assim ainda chegou ao 3-1 (54’), noutro lance esquisito, em que um cruzamento bateu nas costas do Léo e o Quim foi muito lento a reagir. Durante 5’ pensei que a eliminatória estava perdida, mas noutro lance de bola parada o Luisão amenizou a derrota e permitiu-nos ter esperanças para a 2ª mão.
Um dos grandes problemas do Benfica foi o sub-rendimento de alguns jogadores, nomeadamente o Di María, Urreta e Carlos Martins. O Balboa, que entrou ao intervalo para o lugar do jovem uruguaio, também mal se viu. O Reyes esteve melhor que contra o clube regional corrupto, mas agarra-se muito à bola. O Yebda fez uma boa 1ª parte, mas afunda-se a partir dos 60’. O Maxi Pereira sentiu bastantes dificuldades no flanco direito e o Quim atravessa uma fase de menor fulgor (espero que seja passageira). Pela positiva destaco a boa estreia do Suazo (não engana ninguém quando ao seu valor), mas a regra que diz que em Portugal sobre o Cardozo nunca é falta, parece que em Itália se aplica a ele. Igualmente bem esteve o incansável Léo, mas o melhor de todos para mim foi o Luisão. Apesar de na 1ª parte ter sido apanhado no meio daquela desconcentração colectiva, subiu imenso na 2ª e fez alguns corte importantíssimos. Também não desgostei do Sidnei, considerando a sua idade. O Nuno Gomes voltou a entrar bem na partida, assim como o Katsouranis, que depois da burrice frente ao clube regional corrupto, começou o jogo (e bem) no banco.
Não poderia deixar de referir a arbitragem VERGONHOSA do Sr. Bjorn Kuipers, holandês de nascimento e certamente amante de fruta. Desde as saudosas actuações do Sr. Isidoro Rodrigues no Varzim-Benfica (2001/02) e do Sr. Carlos Xistra neste jogo, que eu não me irritava tanto com uma arbitragem. Como previu o Blog da Bola, depois da roubalheira que foi o Basileia contra o V. Guimarães, estamos nós também a pagar a desfaçatez de lutarmos pela justiça no TAS e afins. Desde o 2º amarelo perdoado ao Blasi (cujo treinador o fez sair logo ao intervalo), o vermelho directo que nem amarelo foi daquela entrada à Bruno Alves que ia matando o Suazo (jogou em inferioridade física – já tínhamos esgotado as substituições - a partir dessa altura), passando por lances duvidosos sobre o hondurenho e o Sidnei na área, valeu praticamente tudo. Vamos ver a peça que nos vai calhar no jogo de cá, mas se for um semelhante a este provavelmente não teremos hipóteses nenhumas em passar.
quarta-feira, setembro 10, 2008
Inacreditável
Portugal perdeu hoje em casa frente à Dinamarca (2-3) num jogo em que aos 81’ estava 1-0. Quando se falham q-u-a-t-r-o(!) oportunidades de baliza aberta (literalmente) com o resultado em 1-0 ficamos sempre sujeitos a estas coisas. Simão, Nani, Danny e Nuno Gomes não conseguiram concretizar e, nos últimos minutos, uma saída à Ricardo do Quim num canto e um remate desviado pelo Pepe transformaram uma vitória certa (e justa) numa derrota muito difícil de engolir.
Não acho que tenhamos jogado mal (o Deco está numa super forma), mas o que é certo é que nos primeiros 5’ poderíamos ter sofrido logo um golo. O jogo foi bastante disputado, mas merecíamos claramente a vitória. Só que a aselhice paga-se caro. Ainda conseguirmos colocar-nos novamente em vantagem (85') através de um indiscutível penalty depois do 1-1, mas a forma como não conseguimos controlar a partida depois disso foi confrangedora. Assim, a vitória em Malta (4-0) no passado sábado, com uma boa 2ª parte, vai cair rapidamente no esquecimento. O próximo jogo é na Suécia e, se sairmos derrotados, começaremos a ver a África do Sul por um canudo.
O outro é que era “burro”, mas ou muito me engano ou andaremos de calculadora em mão durante toda esta fase de qualificação.
Não acho que tenhamos jogado mal (o Deco está numa super forma), mas o que é certo é que nos primeiros 5’ poderíamos ter sofrido logo um golo. O jogo foi bastante disputado, mas merecíamos claramente a vitória. Só que a aselhice paga-se caro. Ainda conseguirmos colocar-nos novamente em vantagem (85') através de um indiscutível penalty depois do 1-1, mas a forma como não conseguimos controlar a partida depois disso foi confrangedora. Assim, a vitória em Malta (4-0) no passado sábado, com uma boa 2ª parte, vai cair rapidamente no esquecimento. O próximo jogo é na Suécia e, se sairmos derrotados, começaremos a ver a África do Sul por um canudo.
O outro é que era “burro”, mas ou muito me engano ou andaremos de calculadora em mão durante toda esta fase de qualificação.
domingo, agosto 31, 2008
Estupidez grega
Empatámos com o clube regional corrupto (1-1), mas dadas as incidências do jogo até acaba por não ser um mau resultado. Há coisas que não entendo nem posso admitir. Como é que um jogador internacional de 29(!) anos, depois de ter feito um penalty absolutamente idiota aos 10’ que lhe custou um amarelo, tem uma entrada aos pés de um adversário no meio-campo(!) logo após a sua equipa ter conseguido o empate?! Erros toda a gente pode cometer, mas este atraso mental do Katsouranis tem que ter consequências. É inaceitável que um jogador experiente tenha atitudes desta que custaram a possibilidade de uma vitória numa partida tão importante. Se não quer estar no Benfica que se vá embora de vez, mas prejudicar a equipa desta maneira é que não.
Não poderíamos ter entrado pior, logo com aquele penalty, mas a reacção foi bastante boa. Num livre “à Camacho”, só o corte de um defesa impediu o Reyes de marcar (quando é que voltaremos a conseguir um golo neste tipo de lances?; que eu me lembre, o único foi do Zahovic em Braga na época 2002/03) e logo a seguir foi o Aimar a falhar um desvio na sequência do canto. Na 2ª parte, uma boa jogada de insistência do Yebda (o melhor do Benfica) proporcionou ao Cardozo o golo do empate, depois de um frango do Helton. Como o Sr. Jorge Sousa apesar de tudo não é o Sr. Olegário Benquerença, o golo foi validado já que o tipo que foi para futebolista quando a sua verdadeira vocação é o taekwondo tirou a bola já de dentro da baliza. Com a expulsão do Katsouranis logo a seguir, as nossas chances de tentar ganhar o jogo foram por água abaixo e daí o empate acabar por ser um mal menor.
Gostaria que me explicassem duas coisas:
1) O que é que se passou para acabarmos o jogo de rastos?! Estávamos todos contentes por termos chegado a esta fase sem nenhum lesionado e, de repente, num só jogo temos dois jogadores que saíram com problemas musculares (Aimar e Léo) e outros cinco(!) que se queixaram deles (Yebda, Carlos Martins, Reyes, Di Maria e Cardozo). Alguém me explica o que se passou? É que não me lembro de ver uma equipa do Benfica acabar uma partida neste estado;
2) Como é possível que, estando nós a jogar momentaneamente com nove (Aimar e Yebda de fora), tenhamos perdido a bola a meio-campo, proporcionando ao clube regional um contra-ataque que só não resultou em golo, porque o Lisandro não estava nos seus dias? Estávamos no início da 2ª parte, ainda com 0-1 e certamente teríamos perdido o jogo logo ali. Não se percebe, nem se admite, estes erros de principiante.
Individualmente, destacaram-se o Yebda (grande pulmão, sabe soltar a bola jogável e tem capacidade de sacrifício), o Carlos Martins (grande esclarecimento e deu o litro quando foi preciso defender), o Luisão (assumiu-se como verdadeiro capitão, especialmente na 2ª parte) e o Quim (muito seguro, apesar das defesas difíceis). Também gostei bastante da maneira como o Nuno Gomes e o Sidnei entraram na partida. O capitão, à semelhança de Vila do Conde, voltou a dinamizar o ataque. Parece que a concorrência o despertou e poderemos voltar a ver o Nuno Gomes de antigamente. O jovem defesa brasileiro nem parece que tem 19 anos. Entrou na partida muito concentrado e assume-se como uma alternativa válida para central. Aliás, com a forma do Yebda, o que o Sidnei mostra e a perspectiva de regresso do David Luiz, o Katsouranis deveria fazer um estágio pelo banco de suplentes. Para ver se se acalma. Desilusão foi o Reyes, que se mostrou desfasado da equipa. Muito individualista, a fintar em zonas proibidas e pouco lesto a soltar a bola. Precisa rapidamente de entrosamento. O Di Maria está de facto muito confiante, fez boas jogadas, mas deu o berro aos 60’.
Agora o campeonato pára por causa das selecções e o próximo jogo é já a eliminatória frente ao Nápoles. É das partidas mais importantes da época, porque não nos podemos dar ao luxo de ficar fora das competições europeias logo em Setembro. Espero que os 19 dias que faltam até esse jogo sirvam para a equipa melhorar tanto no aspecto táctico como no físico.
P.S. 1 – Antes do jogo, descobri que os animais têm mãos. Não estava nada à espera que a claque do clube regional corrupto aplaudisse os atletas benfiquistas que foram aos Jogos Olímpicos. Sim senhor, deram o primeiro passo no sentido de serem humanos. Já só faltam 342.658 para atingirem essa condição.
P.S. 2 – Gostei da recepção que a prostituta uruguaia teve. Estou rouco, mas valeu a pena. Em 90’ só fez uma jogada de jeito. Nem valia a pena ter saído do bordel.
Não poderíamos ter entrado pior, logo com aquele penalty, mas a reacção foi bastante boa. Num livre “à Camacho”, só o corte de um defesa impediu o Reyes de marcar (quando é que voltaremos a conseguir um golo neste tipo de lances?; que eu me lembre, o único foi do Zahovic em Braga na época 2002/03) e logo a seguir foi o Aimar a falhar um desvio na sequência do canto. Na 2ª parte, uma boa jogada de insistência do Yebda (o melhor do Benfica) proporcionou ao Cardozo o golo do empate, depois de um frango do Helton. Como o Sr. Jorge Sousa apesar de tudo não é o Sr. Olegário Benquerença, o golo foi validado já que o tipo que foi para futebolista quando a sua verdadeira vocação é o taekwondo tirou a bola já de dentro da baliza. Com a expulsão do Katsouranis logo a seguir, as nossas chances de tentar ganhar o jogo foram por água abaixo e daí o empate acabar por ser um mal menor.
Gostaria que me explicassem duas coisas:
1) O que é que se passou para acabarmos o jogo de rastos?! Estávamos todos contentes por termos chegado a esta fase sem nenhum lesionado e, de repente, num só jogo temos dois jogadores que saíram com problemas musculares (Aimar e Léo) e outros cinco(!) que se queixaram deles (Yebda, Carlos Martins, Reyes, Di Maria e Cardozo). Alguém me explica o que se passou? É que não me lembro de ver uma equipa do Benfica acabar uma partida neste estado;
2) Como é possível que, estando nós a jogar momentaneamente com nove (Aimar e Yebda de fora), tenhamos perdido a bola a meio-campo, proporcionando ao clube regional um contra-ataque que só não resultou em golo, porque o Lisandro não estava nos seus dias? Estávamos no início da 2ª parte, ainda com 0-1 e certamente teríamos perdido o jogo logo ali. Não se percebe, nem se admite, estes erros de principiante.
Individualmente, destacaram-se o Yebda (grande pulmão, sabe soltar a bola jogável e tem capacidade de sacrifício), o Carlos Martins (grande esclarecimento e deu o litro quando foi preciso defender), o Luisão (assumiu-se como verdadeiro capitão, especialmente na 2ª parte) e o Quim (muito seguro, apesar das defesas difíceis). Também gostei bastante da maneira como o Nuno Gomes e o Sidnei entraram na partida. O capitão, à semelhança de Vila do Conde, voltou a dinamizar o ataque. Parece que a concorrência o despertou e poderemos voltar a ver o Nuno Gomes de antigamente. O jovem defesa brasileiro nem parece que tem 19 anos. Entrou na partida muito concentrado e assume-se como uma alternativa válida para central. Aliás, com a forma do Yebda, o que o Sidnei mostra e a perspectiva de regresso do David Luiz, o Katsouranis deveria fazer um estágio pelo banco de suplentes. Para ver se se acalma. Desilusão foi o Reyes, que se mostrou desfasado da equipa. Muito individualista, a fintar em zonas proibidas e pouco lesto a soltar a bola. Precisa rapidamente de entrosamento. O Di Maria está de facto muito confiante, fez boas jogadas, mas deu o berro aos 60’.
Agora o campeonato pára por causa das selecções e o próximo jogo é já a eliminatória frente ao Nápoles. É das partidas mais importantes da época, porque não nos podemos dar ao luxo de ficar fora das competições europeias logo em Setembro. Espero que os 19 dias que faltam até esse jogo sirvam para a equipa melhorar tanto no aspecto táctico como no físico.
P.S. 1 – Antes do jogo, descobri que os animais têm mãos. Não estava nada à espera que a claque do clube regional corrupto aplaudisse os atletas benfiquistas que foram aos Jogos Olímpicos. Sim senhor, deram o primeiro passo no sentido de serem humanos. Já só faltam 342.658 para atingirem essa condição.
P.S. 2 – Gostei da recepção que a prostituta uruguaia teve. Estou rouco, mas valeu a pena. Em 90’ só fez uma jogada de jeito. Nem valia a pena ter saído do bordel.
sexta-feira, agosto 29, 2008
Sorteio da Taça Uefa
Tinha que ser! A única equipa italiana que não era cabeça-de-série tinha que nos calhar a nós! Vamos defrontar o Nápoles na eliminatória que dá acesso à fase de grupos. Essa mesmo, a eliminatória em que é suposto os cabeças-de-série defrontarem equipas da Eslovénia, Eslováquia, Irlanda e afins para se encontrarem posteriormente na fase de grupos ofereceu-nos a fava de ter uma equipa italiana no bornal. Claro que os anos dourados do Nápoles, com o Maradona, Alemão e Careca já lá vão, e ainda há duas épocas estavam na Série B, mas dado que nós não conseguimos eliminar uma equipa daquele país desde a Sampdória em 1985/86, o sorteio não poderia ser pior.
Da equipa actual, os únicos nomes familiares são o Zalayeta, Blasi (jogaram ambos na Juventus) e o Paolo Cannavaro (irmão do outro). Os outros não conheço, mas todo o cuidado será pouco. A única vantagem é que jogamos fora na 1ª mão. Quanto às outras equipas portuguesas, a única com sorte (mas que também era cabeça-de-série) foi o Braga, que vai defrontar o Artmedia (que tão boas recordações nos traz!). O V. Guimarães ainda pode ter uma hipótese com o Portsmouth, mas o Marítimo com o Valência e o V. Setúbal com o Heerenveen seria uma surpresa se passassem.
Da equipa actual, os únicos nomes familiares são o Zalayeta, Blasi (jogaram ambos na Juventus) e o Paolo Cannavaro (irmão do outro). Os outros não conheço, mas todo o cuidado será pouco. A única vantagem é que jogamos fora na 1ª mão. Quanto às outras equipas portuguesas, a única com sorte (mas que também era cabeça-de-série) foi o Braga, que vai defrontar o Artmedia (que tão boas recordações nos traz!). O V. Guimarães ainda pode ter uma hipótese com o Portsmouth, mas o Marítimo com o Valência e o V. Setúbal com o Heerenveen seria uma surpresa se passassem.
segunda-feira, agosto 25, 2008
Má estreia
Para não variar em relação às épocas anteriores, não conseguimos ganhar no 1º jogo da época ao empatar em Vila do Conde (1-1) e ficar desde já com dois pontos de atraso em relação aos rivais. Perante uma equipa que subiu este ano à I Divisão era expectável e quase obrigatório que conseguíssemos vencer, mas alguma falta de sorte misturada com aselhice assim não o permitiu.
Não considero que tenhamos feito uma má partida, mas sinceramente esperava mais. Entrámos bem, mas a partir dos 15’ começámos a perder gás. O Aimar estava muito distante da bola e o Cardozo nem sequer lhe tocava. Só o Urreta fazia a diferença através da velocidade, mas com o senão habitual (é a juventude...) de resolver mal algumas jogadas. Tivemos azar com a lesão do Carlos Martins feita pelo... Yebda(!), logo a meio da 1ª parte, que condicionou (e bastante) o desenvolvimento do nosso jogo atacante, já que o Fellipe Bastos ainda está um pouco verde para estas andanças. Para além disto, tivemos a habitual bola no poste num cabeceamento do Yebda. Mesmo assim, a 1ª parte ficou distante daquilo que esperava.
As coisas melhoraram um pouco na 2ª, em que entrou o Nuno Gomes para o lugar do Ruben Amorim (eu percebo a colocação dele à direita no sentido de dar equilíbrio à equipa, mas perdemos claramente poder de ataque naquele flanco, já que ele está longe de fazer bem de extremo), mas um falha do Quim ao não sair à bola num canto deu o golo ao adversário. A resposta veio logo no minuto a seguir pela cabeça do golo do Nuno Gomes, mas apesar de alguma pressão da nossa parte nunca mais fomos capazes de voltar a atingir com êxito a baliza.
Um dos grandes problemas da equipa foram exibições pouco conseguidas do Cardozo e Aimar. O paraguaio ainda se pode queixar da falta de jogo na 1ª parte, mas na 2ª teve algumas oportunidades para rematar à baliza, mas estava com a mira desafinada. O argentino andou escondido da partida durante os primeiros 45’, melhorou quando derivou para a esquerda, mas não pode falhar um golo daqueles no último minuto, isolado perante o guarda-redes, depois de uma óptima tabelinha do Nuno Gomes. Gostei do Yebda (exceptuando a maneira como se fez à bola no lance em que acabou por lesionar o Carlos Martins), do Urreta (grande velocidade, nenhum medo de enfrentar o adversário e ainda foi dele o centro do golo) e dos centrais, Luisão e Katsouranis (se bem que haja culpas colectivas no golo sofrido, já que ninguém reagiu à recarga depois da falha do Quim). O Balboa entrou bem na 2ª parte e deu a ideia que poderia ter saído do banco mais cedo.
Para a semana há que ganhar ao clube regional para recuperar estes pontos perdidos. Até porque os lagartos jogam em Braga e não acreditam que ganhem. E sobretudo porque há que construir uma dinâmica de vitória. A época é longa, mas estou cansado de andar sempre a correr atrás dos outros.
P.S. – Há coisas que continuo a não perceber: o Reyes jogou frente ao Feyenoord no dia 9 de Agosto (há, portanto, duas semanas) e só na véspera do jogo é que se lembram que o certificado internacional ainda não tinha chegado?! Quem é que anda a dormir?!
Não considero que tenhamos feito uma má partida, mas sinceramente esperava mais. Entrámos bem, mas a partir dos 15’ começámos a perder gás. O Aimar estava muito distante da bola e o Cardozo nem sequer lhe tocava. Só o Urreta fazia a diferença através da velocidade, mas com o senão habitual (é a juventude...) de resolver mal algumas jogadas. Tivemos azar com a lesão do Carlos Martins feita pelo... Yebda(!), logo a meio da 1ª parte, que condicionou (e bastante) o desenvolvimento do nosso jogo atacante, já que o Fellipe Bastos ainda está um pouco verde para estas andanças. Para além disto, tivemos a habitual bola no poste num cabeceamento do Yebda. Mesmo assim, a 1ª parte ficou distante daquilo que esperava.
As coisas melhoraram um pouco na 2ª, em que entrou o Nuno Gomes para o lugar do Ruben Amorim (eu percebo a colocação dele à direita no sentido de dar equilíbrio à equipa, mas perdemos claramente poder de ataque naquele flanco, já que ele está longe de fazer bem de extremo), mas um falha do Quim ao não sair à bola num canto deu o golo ao adversário. A resposta veio logo no minuto a seguir pela cabeça do golo do Nuno Gomes, mas apesar de alguma pressão da nossa parte nunca mais fomos capazes de voltar a atingir com êxito a baliza.
Um dos grandes problemas da equipa foram exibições pouco conseguidas do Cardozo e Aimar. O paraguaio ainda se pode queixar da falta de jogo na 1ª parte, mas na 2ª teve algumas oportunidades para rematar à baliza, mas estava com a mira desafinada. O argentino andou escondido da partida durante os primeiros 45’, melhorou quando derivou para a esquerda, mas não pode falhar um golo daqueles no último minuto, isolado perante o guarda-redes, depois de uma óptima tabelinha do Nuno Gomes. Gostei do Yebda (exceptuando a maneira como se fez à bola no lance em que acabou por lesionar o Carlos Martins), do Urreta (grande velocidade, nenhum medo de enfrentar o adversário e ainda foi dele o centro do golo) e dos centrais, Luisão e Katsouranis (se bem que haja culpas colectivas no golo sofrido, já que ninguém reagiu à recarga depois da falha do Quim). O Balboa entrou bem na 2ª parte e deu a ideia que poderia ter saído do banco mais cedo.
Para a semana há que ganhar ao clube regional para recuperar estes pontos perdidos. Até porque os lagartos jogam em Braga e não acreditam que ganhem. E sobretudo porque há que construir uma dinâmica de vitória. A época é longa, mas estou cansado de andar sempre a correr atrás dos outros.
P.S. – Há coisas que continuo a não perceber: o Reyes jogou frente ao Feyenoord no dia 9 de Agosto (há, portanto, duas semanas) e só na véspera do jogo é que se lembram que o certificado internacional ainda não tinha chegado?! Quem é que anda a dormir?!
sábado, agosto 23, 2008
Jogos Olímpicos

Parabéns Vanessa! Parabéns Nelson! Parabéns Angel!
E parabéns Sport Lisboa e Benfica! Três medalhas (duas de ouro e uma de prata) é melhor que muitos países. Como se confirma aqui, estamos no 32º lugar no ranking dos mais medalhados, à frente de países como a Suíça, a Argentina e... Portugal.
P.S. - Sei de alguém que, no 4º anel, está a festejar imenso estas medalhas de atletas do Glorioso...
E parabéns Sport Lisboa e Benfica! Três medalhas (duas de ouro e uma de prata) é melhor que muitos países. Como se confirma aqui, estamos no 32º lugar no ranking dos mais medalhados, à frente de países como a Suíça, a Argentina e... Portugal.
P.S. - Sei de alguém que, no 4º anel, está a festejar imenso estas medalhas de atletas do Glorioso...
sábado, agosto 16, 2008
Eusébio Cup
Empatámos com o Inter Milão (0-0), mas perdemos nos penalties (4-5) na 1ª edição deste troféu de justa homenagem ao pantera negra. O adversário era muito mais difícil do que o da semana passada, mas a nossa exibição, naturalmente menos exuberante, foi ainda assim bastante bem conseguida. Estamos sólidos na defesa e com movimentações interessantes no ataque. Se continuarmos neste caminho antevêem-se coisas bonitas (como diria o outro) para este campeonato, especialmente porque agora se tem a sensação que os jogadores sabem o que estão a fazer em campo.
Na 1ª parte, com a equipa mais próxima da provável titular, estivemos melhor do que na 2ª, em que as substituições quebraram um pouco o nosso ritmo. Apesar de não termos marcado, fomos a equipa que criou mais perigo, com o Cardozo a atirar ao poste (está a tornar-se uma tradição nesta pré-época). Em termos individuais destaco três óptimas exibições: Quim, Luisão e Katsouranis. Qualquer um deles poderia ser considerado o homem do jogo.
Para a semana começa o campeonato e é fundamental conseguir uma vitória em Vila do Conde. No entanto, pelo que se viu hoje do Sr. Bruno Paixão, poderemos ter que nos haver com mais de 11 adversários em campo.
P.S. – Peço desculpa pela crónica pequena, mas a minha cabeça ainda não dá para mais. Foi uma semana difícil, já que este acontecimento fez dois anos e o meu avô sete dias.
Aliás, a sua presença naquela cadeira é a primeira imagem que me vem à cabeça quando me lembro dele. A partir de hoje, estará em permanência na barra esquerda deste blog com o link do meu texto de homenagem a ele. Na semana passada custou-me bastante ver aquilo, mas agora passado algum tempo não posso deixar de achar uma feliz coincidência o facto de o sócio nº 15, com 99 anos, ter dado o pontapé de saída frente ao Feyenoord precisamente no 1º jogo do Benfica desde há nove décadas sem a presença física do meu avô. Foi como se se quisesse demonstrar que ele continua lá. Além disso, como sugeriu o Guitar nos comentários ao post anterior, a sua alma estará sempre presente no voo da Vitória antes dos jogos (voo esse que eu jamais poderei voltar a ver sem me recordar dele). E em cada golo do Glorioso, acrescento eu.
Na 1ª parte, com a equipa mais próxima da provável titular, estivemos melhor do que na 2ª, em que as substituições quebraram um pouco o nosso ritmo. Apesar de não termos marcado, fomos a equipa que criou mais perigo, com o Cardozo a atirar ao poste (está a tornar-se uma tradição nesta pré-época). Em termos individuais destaco três óptimas exibições: Quim, Luisão e Katsouranis. Qualquer um deles poderia ser considerado o homem do jogo.
Para a semana começa o campeonato e é fundamental conseguir uma vitória em Vila do Conde. No entanto, pelo que se viu hoje do Sr. Bruno Paixão, poderemos ter que nos haver com mais de 11 adversários em campo.
P.S. – Peço desculpa pela crónica pequena, mas a minha cabeça ainda não dá para mais. Foi uma semana difícil, já que este acontecimento fez dois anos e o meu avô sete dias.
sexta-feira, agosto 08, 2008
O meu avô
O meu Benfica tinha sempre o mesmo ritual: o meu avô ia buscar-nos a casa, deixávamos o carro estacionado na Av. do Uruguai e íamos a pé para a Luz. Eram dois quilómetros de mística benfiquista, por entre o descampado que é hoje o Colombo, onde ultrapassávamos e éramos ultrapassados por magotes de gente vestida de vermelho. Mais tarde, com o estádio novo e o avançar da idade do meu avô, os papéis inverteram-se. Éramos nós que o íamos buscar (estava sempre em pulgas à nossa espera) e estacionávamos o carro no parque do estádio, pois a sua capacidade de locomoção já não se coadunava com maratonas de dois quilómetros. E muitas vezes, depois dos jogos e dos jantares em casa dos meus pais, era eu que o levava de volta a casa dele. As partidas fora da Luz eram sempre vistas na sua casa na sua companhia e da minha avó.
É claro que aos 91 anos já se viveu uma boa vida e bastante longa, mas uma das coisas que mais me custa é que há apenas duas semanas ele ainda andava. Um problema urológico debilitou-o no início de Abril e foi nessa altura que ele em três anos (repito, três anos) perdeu o 1º jogo ao vivo no estádio da Luz. Viu todos os jogos de todas as competições da era Koeman e da era Fernando Santos (na do Trapattoni uma ou outra constipação fê-lo perder alguns, poucos, jogos), e só no ano passado é que perdeu dois dos últimos três jogos na Luz. A última partida que presenciou ao vivo foi a da despedida do Rui Costa. Mal sabíamos nós que seria também a da sua despedida. Não obstante esse problema urológico, e contra todas as nossas previsões e receios, há cerca de um mês ele renovou o seu bilhete de época de título fundador! Mas uma queda em casa com respectiva fractura de vértebras precipitou tudo em nove dias.
Vai-me ser difícil ver um jogo sem ouvir os seus comentários sempre imparciais. Jogador do Benfica no chão era no mínimo falta e cartão amarelo para o adversário!
- “Atacado por trás... amarelo!”
- “Ó avô, foi carga de ombro!”
- “Olha para aquilo... empurrado... penalty!”
- “Ó avô, que disparate, ele deixou-se cair, ninguém lhe tocou”.
Muitas vezes lhe dizia: “se o avô fosse presidente do conselho de arbitragem, não haveria mais nenhum campeonato que nos escaparia!” Ele respondia-me com um sorriso cúmplice de quem sabia que eu tinha razão. Mas apesar desta visão enviesada, ele manteve a lucidez em relação aos nossos jogadores até ao fim. Dizia-me baixinho, geralmente quando o levava a casa, como se tivesse vergonha que o mundo ouvisse: “Este Luís Filipe e Edcarlos não jogam nada”.
Eu posso dizer que devo tudo o que sou ao meu avô, na medida em que sou incapaz de me imaginar sem ser benfiquista e isso nasceu com ele. Foi a sua suprema inteligência e visão de futuro que o fez tornar-se sócio do Benfica quando nos anos 30 foi estudar para o... Porto! E de fazer o meu pai sócio quando nasceu, que por sua vez me fez a mim quando eu vi a luz. Aliás, ainda hoje estava a pensar no facto de o meu avô ter visto todos, repito, todos os títulos conquistados pelo Glorioso: 31 campeonatos, 24 taças de Portugal, duas Taças dos Campeões e a Taça Latina, só para referir os mais importantes.
A sua forma de viver o Benfica, aliada à sua idade, levava-o por vezes a encadear-se. Foi um dos muitos que foi enganado pelo discurso do Vale e Azevedo (como o reconheceu depois), mas no caso dele só após a sua eleição, já que tinha (tal como nós) votado no Tadeu. Grandes discussões tivemos com ele sobre este assunto e tentámos convencê-lo a votar no Vilarinho, mas ele amuou e disse que assim sendo não ia votar nessas eleições. No entanto, depois teve um gesto que jamais esquecerei. Como eu estava nos EUA na altura e não podia votar, ele foi ao estádio e colocou os seus 20 votos no Vilarinho por mim.
Eu percebo a racionalidade com que se deveria encarar uma morte aos 91 anos, mas a vida é muito injusta, porque bastaria ao meu avô ter juntado apenas mais três aos 1098 meses que viveu e poderia ver o seu primeiro bisneto. E isso é o que me custa mais. A deterioração da saúde de uma pessoa idosa num hospital é impressionante. Foram nove dias sempre a piorar, mas mesmo assim ainda mantendo a lucidez. Com o colar cervical, a fala era extremamente difícil de perceber e no passado sábado o meu irmão ouviu-o a dizer Garcia. “Quer que eu chame o enfermeiro Garcia? Ou é algum médico?” Não, o que ele queria saber era se nós já tínhamos contratado o Luis García... Aliás, a última coisa com nexo que ele disse na vida (na passada 3ª feira) foi “gostava muito, gostava muito”, quando eu lhe referi que tinha que se pôr bom depressa porque tinha que levar o seu bisneto ao Estádio da Luz para ver o Benfica...
Mas estando ele internado no Hospital da Luz, ao menos morreu a ver o Estádio do Glorioso, já que a janela do quarto dele tinha essa magnífica vista. E isso, eu sei que ele gostou.
P.S. – O funeral é amanhã à tarde e o nosso luto será feito poucas horas depois onde ele desejaria que nós o fizéssemos: ao vivo no Estádio da Luz. Mas pela 1ª vez desde a existência deste blog, não haverá crónica do jogo. Não terei cabeça para isso. Será a minha derradeira homenagem ao sócio 300 e qualquer coisa do Sport Lisboa e Benfica. Até sempre, avô!
terça-feira, agosto 05, 2008
E fez-se luz
Ao 5º jogo viu-se finalmente um cheirinho daquilo que desejamos poder vir a ser o Benfica 2008/09. Vencemos o V. Guimarães por 2-1 e conquistámos o torneio daquela cidade. A vitória deveu-se acima de tudo à extrema eficácia que demonstrámos na 1ª parte (três remates, dois golos) e a uma boa coesão defensiva na 2ª. E nem o Sr. Jorge Sousa, apesar das inúmeras tentativas principalmente depois do golo do V. Guimarães no 2º tempo, conseguiu inclinar suficientemente o campo para proporcionar o empate.
Em relação à partida de sábado passado, houve grandes melhorias em praticamente todos os sectores. Gostei bastante do Miguel Vítor a defesa-direito e pensar numa comparação entre o Léo e o nº 35 é ofensivo. Os centrais (Luisão e Sidnei) estiveram melhor, embora na 1ª parte o V. Guimarães tenha criado bastante perigo nas bolas paradas. Mas a grande diferença viu-se no meio-campo. Ou muito me engano ou o lugar do Petit vai direitinho para o Katsouranis, que compensa alguma falta de ser carraça com uma grande fluidez na altura de entregar a bola. O Ruben Amorim surpreendeu-me bastante e foram deles as duas magníficas aberturas que resultaram nos dois golos. O Carlos Martins mostrou-se regular, embora mais discreto que no jogo anterior. Ao contrário do Aimar, que subiu imenso. O seu entrosamento com a equipa vai melhorando, a sua condição física também e ele vai começando a espalhar magia no campo. Outro de quem gostei imenso foi do Urreta, que alinhando a extremo-esquerdo foi sempre um perigo para a defesa contrária, para além de ajudar o Léo na defesa. O Cardozo lá esteve irrepreensível a marcar o penalty do 1º golo e movimentou-se bem no ataque. Depois do intervalo ainda entraram o Binya (muito menos faltoso do que no sábado), Nélson (ainda a recuperar a forma), o Nuno Gomes (não se pode falhar o tempo de salto daquela maneira, num lance que nos daria o 3-1) e o Fellipe Bastos.
Confesso que não estava à espera de um melhoria assim tão substancial em relação à partida anterior. É bom ser surpreendido desta maneira e só desejo que esta tendência continue. É que, se tudo correr como está previsto, eu irei interromper as minhas férias e viajar num comboio durante seis horas (ida e volta) para ver a apresentação frente ao Feyenoord ao vivo. Depois deste e deste desgosto no ano passado, espero que o Benfica não me faça a desfeita de não vencer com uma boa exibição.
P.S. – E é impressão minha ou neste jogo não houve defesa em linha para ninguém?
Em relação à partida de sábado passado, houve grandes melhorias em praticamente todos os sectores. Gostei bastante do Miguel Vítor a defesa-direito e pensar numa comparação entre o Léo e o nº 35 é ofensivo. Os centrais (Luisão e Sidnei) estiveram melhor, embora na 1ª parte o V. Guimarães tenha criado bastante perigo nas bolas paradas. Mas a grande diferença viu-se no meio-campo. Ou muito me engano ou o lugar do Petit vai direitinho para o Katsouranis, que compensa alguma falta de ser carraça com uma grande fluidez na altura de entregar a bola. O Ruben Amorim surpreendeu-me bastante e foram deles as duas magníficas aberturas que resultaram nos dois golos. O Carlos Martins mostrou-se regular, embora mais discreto que no jogo anterior. Ao contrário do Aimar, que subiu imenso. O seu entrosamento com a equipa vai melhorando, a sua condição física também e ele vai começando a espalhar magia no campo. Outro de quem gostei imenso foi do Urreta, que alinhando a extremo-esquerdo foi sempre um perigo para a defesa contrária, para além de ajudar o Léo na defesa. O Cardozo lá esteve irrepreensível a marcar o penalty do 1º golo e movimentou-se bem no ataque. Depois do intervalo ainda entraram o Binya (muito menos faltoso do que no sábado), Nélson (ainda a recuperar a forma), o Nuno Gomes (não se pode falhar o tempo de salto daquela maneira, num lance que nos daria o 3-1) e o Fellipe Bastos.
Confesso que não estava à espera de um melhoria assim tão substancial em relação à partida anterior. É bom ser surpreendido desta maneira e só desejo que esta tendência continue. É que, se tudo correr como está previsto, eu irei interromper as minhas férias e viajar num comboio durante seis horas (ida e volta) para ver a apresentação frente ao Feyenoord ao vivo. Depois deste e deste desgosto no ano passado, espero que o Benfica não me faça a desfeita de não vencer com uma boa exibição.
P.S. – E é impressão minha ou neste jogo não houve defesa em linha para ninguém?
domingo, agosto 03, 2008
Vá lá...
Dois golos nos últimos 15’ salvaram-nos da derrota frente ao PSG no torneio de Guimarães. Aliás, não foram dois golos, foram dois golões! Um remate fora da área do Makukula e um golo à ponta-de-lança do Cardozo disfarçaram uma exibição fraca da nossa parte. É certo que uma equipa não se faz num mês, mas a 1ª parte com alguns potenciais titulares deixou-me bastante preocupado. Uma jogada de tabelas entre o Carlos Martins e o Aimar foi a única coisa de jeito que se viu. Ainda por cima, só a incompetência dos fiscais-de-linha, assinalando foras-de-jogo inexistentes, impediu que a nossa defesa em linha fosse ultrapassada por duas vezes. Antevejo grandes problemas nesta táctica, porque se batida faz com que os adversários surjam isolados.
A 2ª parte foi melhor na medida em que impusemos um pouco mais de velocidade. Mas não o suficiente para que a exibição fosse claramente positiva. Mesmo assim, para além dos dois golos ainda enviámos duas bolas aos ferros da baliza contrária (Carlos Martins e Sidnei). No entanto, jogámos quase sempre em esforço, um pouco aos repelões e continuamos com dificuldades em definir uma equipa-tipo. O Sidnei estreou-se e só teve um erro em toda a partida. Infelizmente foi um erro clamoroso que deu o 0-2 aos franceses. Continuo com a opinião que cinco milhões de euros por metade do passe de um jogador relativamente desconhecido é um risco enorme, mas é um caso a rever. O melhor do Benfica foi o Carlos Martins, com dois remates perigosos e bastante intervenção no nosso jogo atacante. O toque de bola do Aimar não engana, mas ele continua demasiado distante do jogo. Continuo a achar que a possível dispensa do Nuno Assis é um erro, pelo simples facto de não haver mais ninguém que possa alinhar em três posições de meio-campo. Gostei da movimentação do Nuno Gomes, mas não houve muito jogo que chegasse lá à frente. Bastante pior que em partidas anteriores estiveram o Balboa, o Urreta e o Maxi Pereira. E curioso vai ser o facto de à semelhança de há três anos atrás (com o Karadas) nos prepararmos para dispensar o melhor marcador da pré-época: Makukula. Digo isto sem segundas intenções, só para registar o facto (e relembrar que cinco meses depois da saída do Karadas fomos contratar o... Marcel).
Na próxima 2ª feira defrontaremos o V. Guimarães. Espero que estes últimos 15’ nos inspirem para uma melhor exibição. E principalmente que vejamos que a equipa está a crescer e que possamos acreditar que conseguiremos levar de vencida os rivais logo no início do campeonato. Algo que agora, sinceramente, não vejo como possível.
A 2ª parte foi melhor na medida em que impusemos um pouco mais de velocidade. Mas não o suficiente para que a exibição fosse claramente positiva. Mesmo assim, para além dos dois golos ainda enviámos duas bolas aos ferros da baliza contrária (Carlos Martins e Sidnei). No entanto, jogámos quase sempre em esforço, um pouco aos repelões e continuamos com dificuldades em definir uma equipa-tipo. O Sidnei estreou-se e só teve um erro em toda a partida. Infelizmente foi um erro clamoroso que deu o 0-2 aos franceses. Continuo com a opinião que cinco milhões de euros por metade do passe de um jogador relativamente desconhecido é um risco enorme, mas é um caso a rever. O melhor do Benfica foi o Carlos Martins, com dois remates perigosos e bastante intervenção no nosso jogo atacante. O toque de bola do Aimar não engana, mas ele continua demasiado distante do jogo. Continuo a achar que a possível dispensa do Nuno Assis é um erro, pelo simples facto de não haver mais ninguém que possa alinhar em três posições de meio-campo. Gostei da movimentação do Nuno Gomes, mas não houve muito jogo que chegasse lá à frente. Bastante pior que em partidas anteriores estiveram o Balboa, o Urreta e o Maxi Pereira. E curioso vai ser o facto de à semelhança de há três anos atrás (com o Karadas) nos prepararmos para dispensar o melhor marcador da pré-época: Makukula. Digo isto sem segundas intenções, só para registar o facto (e relembrar que cinco meses depois da saída do Karadas fomos contratar o... Marcel).
Na próxima 2ª feira defrontaremos o V. Guimarães. Espero que estes últimos 15’ nos inspirem para uma melhor exibição. E principalmente que vejamos que a equipa está a crescer e que possamos acreditar que conseguiremos levar de vencida os rivais logo no início do campeonato. Algo que agora, sinceramente, não vejo como possível.
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