origem

sábado, agosto 23, 2008

Jogos Olímpicos



Parabéns Vanessa! Parabéns Nelson! Parabéns Angel!

E parabéns Sport Lisboa e Benfica! Três medalhas (duas de ouro e uma de prata) é melhor que muitos países. Como se confirma
aqui, estamos no 32º lugar no ranking dos mais medalhados, à frente de países como a Suíça, a Argentina e... Portugal.

P.S. - Sei de alguém que, no 4º anel, está a festejar imenso estas medalhas de atletas do Glorioso...

sábado, agosto 16, 2008

Eusébio Cup

Empatámos com o Inter Milão (0-0), mas perdemos nos penalties (4-5) na 1ª edição deste troféu de justa homenagem ao pantera negra. O adversário era muito mais difícil do que o da semana passada, mas a nossa exibição, naturalmente menos exuberante, foi ainda assim bastante bem conseguida. Estamos sólidos na defesa e com movimentações interessantes no ataque. Se continuarmos neste caminho antevêem-se coisas bonitas (como diria o outro) para este campeonato, especialmente porque agora se tem a sensação que os jogadores sabem o que estão a fazer em campo.

Na 1ª parte, com a equipa mais próxima da provável titular, estivemos melhor do que na 2ª, em que as substituições quebraram um pouco o nosso ritmo. Apesar de não termos marcado, fomos a equipa que criou mais perigo, com o Cardozo a atirar ao poste (está a tornar-se uma tradição nesta pré-época). Em termos individuais destaco três óptimas exibições: Quim, Luisão e Katsouranis. Qualquer um deles poderia ser considerado o homem do jogo.


Para a semana começa o campeonato e é fundamental conseguir uma vitória em Vila do Conde. No entanto, pelo que se viu hoje do Sr. Bruno Paixão, poderemos ter que nos haver com mais de 11 adversários em campo.

P.S. – Peço desculpa pela crónica pequena, mas a minha cabeça ainda não dá para mais. Foi uma semana difícil, já que este acontecimento fez dois anos e o meu avô sete dias.

Aliás, a sua presença naquela cadeira é a primeira imagem que me vem à cabeça quando me lembro dele. A partir de hoje, estará em permanência na barra esquerda deste blog com o link do meu texto de homenagem a ele. Na semana passada custou-me bastante ver aquilo, mas agora passado algum tempo não posso deixar de achar uma feliz coincidência o facto de o sócio nº 15, com 99 anos, ter dado o pontapé de saída frente ao Feyenoord precisamente no 1º jogo do Benfica desde há nove décadas sem a presença física do meu avô. Foi como se se quisesse demonstrar que ele continua lá. Além disso, como sugeriu o Guitar nos comentários ao post anterior, a sua alma estará sempre presente no voo da Vitória antes dos jogos (voo esse que eu jamais poderei voltar a ver sem me recordar dele). E em cada golo do Glorioso, acrescento eu.

sexta-feira, agosto 08, 2008

O meu avô

O meu Benfica morreu hoje um bocadinho para mim. O meu Benfica sempre incluiu o meu avô, o meu pai e, mais tarde, o meu irmão. Raras foram as vezes que eu não vi os jogos acompanhados deles os três. A partir de hoje, infelizmente, a companhia restringir-se-á a dois.

O meu Benfica tinha sempre o mesmo ritual: o meu avô ia buscar-nos a casa, deixávamos o carro estacionado na Av. do Uruguai e íamos a pé para a Luz. Eram dois quilómetros de mística benfiquista, por entre o descampado que é hoje o Colombo, onde ultrapassávamos e éramos ultrapassados por magotes de gente vestida de vermelho. Mais tarde, com o estádio novo e o avançar da idade do meu avô, os papéis inverteram-se. Éramos nós que o íamos buscar (estava sempre em pulgas à nossa espera) e estacionávamos o carro no parque do estádio, pois a sua capacidade de locomoção já não se coadunava com maratonas de dois quilómetros. E muitas vezes, depois dos jogos e dos jantares em casa dos meus pais, era eu que o levava de volta a casa dele. As partidas fora da Luz eram sempre vistas na sua casa na sua companhia e da minha avó.

É claro que aos 91 anos já se viveu uma boa vida e bastante longa, mas uma das coisas que mais me custa é que há apenas duas semanas ele ainda andava. Um problema urológico debilitou-o no início de Abril e foi nessa altura que ele em três anos (repito, três anos) perdeu o 1º jogo ao vivo no estádio da Luz. Viu todos os jogos de todas as competições da era Koeman e da era Fernando Santos (na do Trapattoni uma ou outra constipação fê-lo perder alguns, poucos, jogos), e só no ano passado é que perdeu dois dos últimos três jogos na Luz. A última partida que presenciou ao vivo foi a da despedida do Rui Costa. Mal sabíamos nós que seria também a da sua despedida. Não obstante esse problema urológico, e contra todas as nossas previsões e receios, há cerca de um mês ele renovou o seu bilhete de época de título fundador! Mas uma queda em casa com respectiva fractura de vértebras precipitou tudo em nove dias.

Vai-me ser difícil ver um jogo sem ouvir os seus comentários sempre imparciais. Jogador do Benfica no chão era no mínimo falta e cartão amarelo para o adversário!
- “Atacado por trás... amarelo!”
- “Ó avô, foi carga de ombro!”
- “Olha para aquilo... empurrado... penalty!”
- “Ó avô, que disparate, ele deixou-se cair, ninguém lhe tocou”.
Muitas vezes lhe dizia: “se o avô fosse presidente do conselho de arbitragem, não haveria mais nenhum campeonato que nos escaparia!” Ele respondia-me com um sorriso cúmplice de quem sabia que eu tinha razão. Mas apesar desta visão enviesada, ele manteve a lucidez em relação aos nossos jogadores até ao fim. Dizia-me baixinho, geralmente quando o levava a casa, como se tivesse vergonha que o mundo ouvisse: “Este Luís Filipe e Edcarlos não jogam nada”.

Eu posso dizer que devo tudo o que sou ao meu avô, na medida em que sou incapaz de me imaginar sem ser benfiquista e isso nasceu com ele. Foi a sua suprema inteligência e visão de futuro que o fez tornar-se sócio do Benfica quando nos anos 30 foi estudar para o... Porto! E de fazer o meu pai sócio quando nasceu, que por sua vez me fez a mim quando eu vi a luz. Aliás, ainda hoje estava a pensar no facto de o meu avô ter visto todos, repito, todos os títulos conquistados pelo Glorioso: 31 campeonatos, 24 taças de Portugal, duas Taças dos Campeões e a Taça Latina, só para referir os mais importantes.

A sua forma de viver o Benfica, aliada à sua idade, levava-o por vezes a encadear-se. Foi um dos muitos que foi enganado pelo discurso do Vale e Azevedo (como o reconheceu depois), mas no caso dele só após a sua eleição, já que tinha (tal como nós) votado no Tadeu. Grandes discussões tivemos com ele sobre este assunto e tentámos convencê-lo a votar no Vilarinho, mas ele amuou e disse que assim sendo não ia votar nessas eleições. No entanto, depois teve um gesto que jamais esquecerei. Como eu estava nos EUA na altura e não podia votar, ele foi ao estádio e colocou os seus 20 votos no Vilarinho por mim.

Eu percebo a racionalidade com que se deveria encarar uma morte aos 91 anos, mas a vida é muito injusta, porque bastaria ao meu avô ter juntado apenas mais três aos 1098 meses que viveu e poderia ver o seu primeiro bisneto. E isso é o que me custa mais. A deterioração da saúde de uma pessoa idosa num hospital é impressionante. Foram nove dias sempre a piorar, mas mesmo assim ainda mantendo a lucidez. Com o colar cervical, a fala era extremamente difícil de perceber e no passado sábado o meu irmão ouviu-o a dizer Garcia. “Quer que eu chame o enfermeiro Garcia? Ou é algum médico?” Não, o que ele queria saber era se nós já tínhamos contratado o Luis García... Aliás, a última coisa com nexo que ele disse na vida (na passada 3ª feira) foi “gostava muito, gostava muito”, quando eu lhe referi que tinha que se pôr bom depressa porque tinha que levar o seu bisneto ao Estádio da Luz para ver o Benfica...

Mas estando ele internado no Hospital da Luz, ao menos morreu a ver o Estádio do Glorioso, já que a janela do quarto dele tinha essa magnífica vista. E isso, eu sei que ele gostou.

P.S. – O funeral é amanhã à tarde e o nosso luto será feito poucas horas depois onde ele desejaria que nós o fizéssemos: ao vivo no Estádio da Luz. Mas pela 1ª vez desde a existência deste blog, não haverá crónica do jogo. Não terei cabeça para isso. Será a minha derradeira homenagem ao sócio 300 e qualquer coisa do Sport Lisboa e Benfica. Até sempre, avô!

terça-feira, agosto 05, 2008

E fez-se luz

Ao 5º jogo viu-se finalmente um cheirinho daquilo que desejamos poder vir a ser o Benfica 2008/09. Vencemos o V. Guimarães por 2-1 e conquistámos o torneio daquela cidade. A vitória deveu-se acima de tudo à extrema eficácia que demonstrámos na 1ª parte (três remates, dois golos) e a uma boa coesão defensiva na 2ª. E nem o Sr. Jorge Sousa, apesar das inúmeras tentativas principalmente depois do golo do V. Guimarães no 2º tempo, conseguiu inclinar suficientemente o campo para proporcionar o empate.

Em relação à partida de sábado passado, houve grandes melhorias em praticamente todos os sectores. Gostei bastante do Miguel Vítor a defesa-direito e pensar numa comparação entre o Léo e o nº 35 é ofensivo. Os centrais (Luisão e Sidnei) estiveram melhor, embora na 1ª parte o V. Guimarães tenha criado bastante perigo nas bolas paradas. Mas a grande diferença viu-se no meio-campo. Ou muito me engano ou o lugar do Petit vai direitinho para o Katsouranis, que compensa alguma falta de ser carraça com uma grande fluidez na altura de entregar a bola. O Ruben Amorim surpreendeu-me bastante e foram deles as duas magníficas aberturas que resultaram nos dois golos. O Carlos Martins mostrou-se regular, embora mais discreto que no jogo anterior. Ao contrário do Aimar, que subiu imenso. O seu entrosamento com a equipa vai melhorando, a sua condição física também e ele vai começando a espalhar magia no campo. Outro de quem gostei imenso foi do Urreta, que alinhando a extremo-esquerdo foi sempre um perigo para a defesa contrária, para além de ajudar o Léo na defesa. O Cardozo lá esteve irrepreensível a marcar o penalty do 1º golo e movimentou-se bem no ataque. Depois do intervalo ainda entraram o Binya (muito menos faltoso do que no sábado), Nélson (ainda a recuperar a forma), o Nuno Gomes (não se pode falhar o tempo de salto daquela maneira, num lance que nos daria o 3-1) e o Fellipe Bastos.

Confesso que não estava à espera de um melhoria assim tão substancial em relação à partida anterior. É bom ser surpreendido desta maneira e só desejo que esta tendência continue. É que, se tudo correr como está previsto, eu irei interromper as minhas férias e viajar num comboio durante seis horas (ida e volta) para ver a apresentação frente ao Feyenoord ao vivo. Depois deste e deste desgosto no ano passado, espero que o Benfica não me faça a desfeita de não vencer com uma boa exibição.

P.S. – E é impressão minha ou neste jogo não houve defesa em linha para ninguém?

domingo, agosto 03, 2008

Vá lá...

Dois golos nos últimos 15’ salvaram-nos da derrota frente ao PSG no torneio de Guimarães. Aliás, não foram dois golos, foram dois golões! Um remate fora da área do Makukula e um golo à ponta-de-lança do Cardozo disfarçaram uma exibição fraca da nossa parte. É certo que uma equipa não se faz num mês, mas a 1ª parte com alguns potenciais titulares deixou-me bastante preocupado. Uma jogada de tabelas entre o Carlos Martins e o Aimar foi a única coisa de jeito que se viu. Ainda por cima, só a incompetência dos fiscais-de-linha, assinalando foras-de-jogo inexistentes, impediu que a nossa defesa em linha fosse ultrapassada por duas vezes. Antevejo grandes problemas nesta táctica, porque se batida faz com que os adversários surjam isolados.

A 2ª parte foi melhor na medida em que impusemos um pouco mais de velocidade. Mas não o suficiente para que a exibição fosse claramente positiva. Mesmo assim, para além dos dois golos ainda enviámos duas bolas aos ferros da baliza contrária (Carlos Martins e Sidnei). No entanto, jogámos quase sempre em esforço, um pouco aos repelões e continuamos com dificuldades em definir uma equipa-tipo. O Sidnei estreou-se e só teve um erro em toda a partida. Infelizmente foi um erro clamoroso que deu o 0-2 aos franceses. Continuo com a opinião que cinco milhões de euros por metade do passe de um jogador relativamente desconhecido é um risco enorme, mas é um caso a rever. O melhor do Benfica foi o Carlos Martins, com dois remates perigosos e bastante intervenção no nosso jogo atacante. O toque de bola do Aimar não engana, mas ele continua demasiado distante do jogo. Continuo a achar que a possível dispensa do Nuno Assis é um erro, pelo simples facto de não haver mais ninguém que possa alinhar em três posições de meio-campo. Gostei da movimentação do Nuno Gomes, mas não houve muito jogo que chegasse lá à frente. Bastante pior que em partidas anteriores estiveram o Balboa, o Urreta e o Maxi Pereira. E curioso vai ser o facto de à semelhança de há três anos atrás (com o Karadas) nos prepararmos para dispensar o melhor marcador da pré-época: Makukula. Digo isto sem segundas intenções, só para registar o facto (e relembrar que cinco meses depois da saída do Karadas fomos contratar o... Marcel).

Na próxima 2ª feira defrontaremos o V. Guimarães. Espero que estes últimos 15’ nos inspirem para uma melhor exibição. E principalmente que vejamos que a equipa está a crescer e que possamos acreditar que conseguiremos levar de vencida os rivais logo no início do campeonato. Algo que agora, sinceramente, não vejo como possível.

terça-feira, julho 29, 2008

Petit

Petit a caminho do Colónia

Pois, 31 anos, seis anos de Benfica, um dos capitães, titular da equipa campeã e vencedora da Taça de Portugal, um dos elementos da espinha-dorsal que passava a mística aos que entravam e, ainda por cima, teve o desplante de dizer várias vezes que queria acabar a carreira no Benfica. Estava, de facto, a mais!

Já só falta saírem o Quim, Luisão (este deve estar quase), Nuno Assis, Mantorras e Nuno Gomes para corrermos de vez com essa corja com mística nas veias que nos ajudou a conquistar o último título...

P.S. - Que tristeza...

segunda-feira, julho 28, 2008

Edcarlos

Perdemos com os lagartos (0-2) na 2ª derrota consecutiva no torneio do Guadiana. Na 1ª parte, com uma equipa mais próxima da que será titular, ainda equilibrámos a partida, mas a 2ª foi um descalabro. O Edcarlos achou que já estávamos no Natal e resolveu oferecer (literalmente) os dois golos aos lagartos. Depois, com um meio-campo constituído por jogadores maioritariamente defensivos (Binya – depois Yebda, Ruben Amorim, Jorge Ribeiro e Fellipe Bastos), era difícil conseguir criar perigo no ataque.

Dado que houve bastantes coisas negativas, prefiro só concentrar-me nas positivas. Tal como eu já tinha defendido, resolvemos o problema da lateral-direita: o Maxi Pereira é a alternativa credível ao Nélson (o Luís Filipe pode naturalmente ir-se embora). Continuo a achar que o Nuno Assis tem lugar no plantel (não se está a pensar colocar o nº 35 a extremo-esquerdo, pois não?!). Gostei do Urreta enquanto teve pernas. É muito novo (18 anos), tem bastante velocidade e só precisa de ser mais objectivo a resolver os lances. O Ruben Amorim melhorou ligeiramente em relação ao jogo anterior. O Balboa também não esteve mal, assim como o Makukula, que tenta desesperadamente demonstrar que não é cepo. Mas dos presumíveis titulares ainda falta ver o Nélson, David Luiz, Petit, Cardozo e Nuno Gomes. É muito gente.

Gostava de terminar voltando ao título do post. Eu não sei se dar 5 milhões de euros por metade do passe de um jovem central de 19 anos desconhecido para a maioria das pessoas (Sidnei) é bom negócio ou não (não tenho por hábito dizer mal de jogadores que nunca vi jogar), mas ter dado 1,8 milhões de euros pela totalidade do Edcarlos foi um dos piores negócios da história do Benfica. Ainda por cima, logo na altura falou-se que ele era o 4º defesa-central do São Paulo, portanto não augurava nada de bom. Deixámos o Anderson (que estava longe de ser brilhante) ir-se embora para ficarmos com esta abécula. Com trocas como esta e a do João Pereira pelo Luís Filipe se tem feito a história do Benfica nos últimos 15 anos. O que explica muita coisa.

sábado, julho 26, 2008

Benfica - 2 - Blackburn Rovers - 3

Ao 2º jogo, a 1ª derrota no Torneio do Guadiana. Revelámos melhorias atacantes, mas piorias defensivas em relação à partida frente ao Estoril. Continua a ser difícil ver como será o Benfica deste ano, pela simples razão que a maior parte dos titulares ainda não jogou. Mas voltei a gostar do posicionamento dos jogadores em campo, da pressão que o meio-campo e os atacantes faziam quando não tinham a bola e de algumas movimentações ofensivas. Não se pode é sofrer três golos daquela maneira.

Em termos individuais, gostei do Fellipe Bastos (possante, sem medo de ter a bola nos pés e com bom remate), do Balboa (relevou mais uma vez que não tem medo de enfrentar o adversário e cruza bem, o que é uma grande mais-valia em relação ao passado) e do Nuno Assis (muito em jogo, boas combinações com o Aimar na 2ª parte, deve claramente fazer parte do plantel). So, so estiveram o Yebda (mais discreto que frente ao Estoril), o Carlos Martins (demonstra vontade de arriscar, mas às vezes falha passes muito fáceis) e o Aimar (excelente toque de bola, mas longe da forma física ideal). Desastrado esteve o Sepsi durante a 1ª parte. O Ruben Amorim também me desiludiu, porque praticamente só passa para o lado e para trás.

Veremos como será no domingo frente aos lagartos, mas a nossa equipa está claramente em construção e temos que ter paciência. O que me preocupa mesmo é o começo do campeonato, com a recepção aos rivais logo na 2ª e 4ª jornada. Espero que tenhamos entrosamento suficiente para os enfrentar, já que eles partem aparentemente em vantagem por terem equipas técnicas dos anos anteriores.

P.S. 1 – A minha opinião sobre o parecer do Freitas do Amaral pode ser lida na Tertúlia.

P.S. 2 - Inicio hoje um período de férias durante duas semanas. Todavia, tenciono postar sobre os nossos próximos jogos, assim haja essa possibilidade.

sexta-feira, julho 25, 2008

Doloroso

Se o Benfica de hoje ainda fosse o "Benfica", esta imagem só seria verdadeira através de uma montagem. A pessoa que lá está foi ontem apresentada como jogador do clube. Para mim, é um dos dias mais tristes como benfiquista. Sentir vergonha de o ser, NUNCA! Mas um pesar imenso, ninguém me pode tirar. O "Benfica" que eu aprendi a respeitar e a sentir como meu, com toda a sua panóplia de valores, jamais permitiria o regresso desta pessoa. Infelizmente, o Benfica de hoje em dia é uma pálida imagem desse. E vou ter que engolir o enorme sapo que é ver este jogador com a nossa camisola vestida. É pena que os nossos tempos de "Roma" andem tão distantes.

quinta-feira, julho 24, 2008

Uma boa notícia

Liga Sagres na RTP

Não é que eu tenha algum interesse especial na estação de serviço público, mas a TVI é simplesmente intragável. Era mesmo a única situação em que ela ficava sintonizada cá em casa e sabe Deus o suplício que era ver os jogos do Benfica fora de casa comentados pelo inefável Valdemar Duarte. Mas pior do que isso era o horário pornográfico em que eles colocavam os resumos. Raramente antes da 1h da manhã! Finalmente aconteceu o que eu lhes pedi em Agosto de 2006. Já não era sem tempo!

terça-feira, julho 22, 2008

Obrigado, JVP

Despediu-se hoje do futebol o autor de uma das mais sublimes exibições individuais que eu me lembro de ver enquanto espectador. Ainda por cima, foi realizada com a gloriosa camisola vestida. 14 de Maio de 1994. Uma data inesquecível. Se mais não houvesse, isso era o suficiente para ser imperativo um post sobre ele no dia de hoje. Mas houve mais: duas Taças de Portugal ganhas com golos seus e, principalmente, oito anos de Benfica com uma dedicação absoluta. Podia não jogar bem nalgumas ocasiões, mas nunca o vi fazer um frete em campo. E, vezes sem conta, era ele que carregava com a equipa às costas. Alguém que nunca deveria ter passado pelo Glorioso abriu-lhe a porta da rua. Mas mesmo passando por outros clubes (entre os quais o nosso maior rival) nunca se lhe ouviu uma palavra de desagravo em relação ao nosso. Apesar de estar longe de ser regra, neste caso por trás de um grande jogador estava um grande homem.

Por oito anos de génio e inúmeras memórias gloriosas, muito obrigado João Pinto.

Expliquem-me, sff

Emprestado ao Mónaco, com opção de compra. O valor não está confirmado e não quero acreditar que seja pelos mesmos 1,5 milhões € que gastámos, como diz um dos jornais do sistema. Jogou 479' no ano passado e marcou cinco golos, o que dá uma média de um golo por cada 96' (só como ponto de comparação e sem pôr em causa o seu potencial, o Di María jogou 2390' e marcou... um golo). Qual é o jogador no plantel que tem melhor média que esta? O que é que se passou para o Adu deixar de fazer parte das contas no final da época passada? Será este mais um calamitoso erro desportivo do Sport Lisboa e Benfica?

domingo, julho 20, 2008

Empate no Estoril

Não há muito a dizer sobre o 1º jogo da época (1-1). Quando os internacionais ainda não voltaram, na 1ª parte joga a equipa B (só o Léo e eventualmente o Balboa é que vão ser titulares) e na 2ª a equipa C, constituída maioritariamente por juniores que serão cedidos esta época, é difícil fazer muito mais. Mesmo assim a equipa pareceu-me arrumada no 4-4-2, com os jogadores a saber o que têm que fazer em campo, mas é natural que o entrosamento ainda não seja o melhor. Devo dizer que tenho BASTANTE medo da táctica da defesa em linha, porque pode ser batida por um avançado mais esperto e mais facilmente ainda por um fiscal-de-linha incompetente (e estes são incontáveis).

Dos novos jogadores, gostei do Yebda (bom porte físico, joga simples e ainda marcou um bom golo de cabeça), a espaços do Balboa (boa velocidade de ponta, vai à linha e cruza – acho que desde o Poborsky que não temos um extremo que faça isto) e menos do Carlos Martins (se bem que este tenha arriscado mais nos passes e por isso errado mais, mas aqueles remates de fora da área prometem perigo). Dos velhos, o melhor pareceu-me o Edcarlos (estranhamente seguro). Quando ao Luís Filipe, continua ao seu nível de sempre...

O próximo jogo frente ao Blackburn na próxima 6ª feira já deverá dar indicações mais concretas, porque a maior parte dos titulares já estará em campo. Mas na 1ª parte deste jogo houve um ou dois lances que não se virão em 90 minutos de muitas partidas do ano passado. O que não é nada mau.

sexta-feira, julho 18, 2008

Notas sobre a entrevista do LFV à RTP

- Já se nota (e bem) o trabalho do João Gabriel como director de comunicação;
- Poder-se-á criticá-lo por vários motivos, mas há que lhe dar grande mérito pela sua actuação no caso do “Apito Dourado”;
- Pode não primar pela eloquência, mas não tem medo de chamar os bois pelos nomes;
- Se, depois do que foi dito, o Sr. Secretário de Estado do Desporto e o Sr. Presidente da Liga não tomarem as medidas necessárias e deixarem que esta podridão continue a poluir o futebol português, serão culpados por conivência;
- É inacreditável como é que um funcionário do Benfica é ameaçado por outro do clube regional corrupto em plena AG da Liga (alguém tem dúvidas que aquilo aconteceu?);
- Qualificar Gilberto Madaíl como uma “enguia” é das melhores definições que já ouvi;
- Se os lagartos não vissem só vermelho à frente, podia ser que tivesse descoberto antes que a presença do Valentim Loureiro na presidência da AG da Liga é uma vergonha. Mesmo assim, gostei do piscar de olhos do LFV a eles. Alguém tem dúvidas que o Benfica e eles juntos têm poder suficiente para mudar o estado de coisas?
- LFV diz que defendeu internamente que o Benfica não deveria ir à Champions mesmo que tivesse razão na secretaria. Concordo, a nossa luta é pela verdade desportiva, mas também acho que ele (ou alguém com responsabilidades) já deveria ter dado a entender essa hipótese antes;
- Único ponto negativo da entrevista: sacudir a água do capote em relação à miserável época desportiva anterior. Foram os treinadores que quiseram o Stretenovic e o Andrés Diaz? E que anunciaram com um ano de antecedência um jogador como director desportivo?
- A Judite de Sousa poderia preparar melhor as entrevistas. Eu percebo o seu desconforto por saber que o seu clube é corrupto, mas dizer que o Benfica criticou a decisão do TAS, quando quem foi criticado foi a Uefa é sinal de grande impreparação.

Tal como diz o meu amigo D’Arcy, a frase lapidar (e infelizmente verdadeira) foi: “neste país, para se ter razão é preciso ganhar”.

terça-feira, julho 15, 2008

Rumo natural

TAS oficializa rejeição dos recursos

Esta batalha foi perdida e o clube regional corrupto até poderá participar na Champions deste ano, mas eu não estaria a cantar vitória definitiva como alguns adeptos dessa hedionda agremiação. A Uefa diz que se mantém a decisão do Comité de Apelo de 16 de Junho, que considerou que ainda não tinha havido uma decisão definitiva na justiça desportiva em Portugal. MAS existe sempre a possibilidade de o Comité de Controlo e Disciplina se reunir de emergência, caso essa decisão surja. Como o polvo actuou, e bem, na reunião do Conselho de Justiça, tentando impor a sua vontade e, não o conseguindo, argumenta agora que as decisões não são válidas, é natural que a Uefa espere para ver e mantenha tudo na mesma.

Aguardemos pelos próximos capítulos, mas mesmo que o clube regional corrupto vá à Champions este ano, o Sport Lisboa e Benfica NÃO DEVE deixar cair este assunto. INDEPENDENTEMENTE da classificação do próximo campeonato, o Sport Lisboa e Benfica deverá sempre bater-se pela verdade desportiva e fazer tudo para que a justiça seja feita. Porque toda a gente sabe que houve corrupção. Ou tentativa de. E isso TEM QUE ser punido.

No entanto, se no final o crime compensar e o clube regional corrupto não for condenado, e como já se percebeu que a limpeza do futebol português muito dificilmente será feita enquanto algumas figurinhas se perpetuarem nos lugares (e essas mesmas figurinhas não se irão embora por si só), resta-nos aguardar que as coisas sigam o seu rumo natural.