quinta-feira, junho 12, 2008
Portugal - 3 - Rep. Checa - 1
Qualificámo-nos para os quartos-de-final do Euro ao vencer a Rep. Checa e beneficiando da derrota da Suíça frente à Turquia (1-2). Ainda por cima, assegurámos o 1º lugar do grupo que era importantíssimo, porque previsivelmente assim só iremos encontrar a Alemanha nas meias-finais. Foi mais um jogo bem conseguido da selecção e a vitória é indiscutível, apesar de os números não revelarem a dificuldade da partida.
Entrámos muito bem e marcámos logo aos 8’ pelo Deco numa jogada em que o Nuno Gomes fez mais uma óptima tabelinha (desta feita de calcanhar) para o C. Ronaldo, tendo a bola posteriormente sobrado para o Deco. Os checos empataram aos 17’, através de um canto, em que inexplicavelmente deixámos três(!) jogadores no meio-campo e depois teve que ser o Petit e o Moutinho (dois gigantes) a fazer marcações na área. Abalámos um pouco com o golo e só na parte final da 1ª parte voltámos a ter ascendente. A 2ª foi completamente diferente, já que a nossa superioridade foi incontestável. Criámos várias situações de perigo e chegámos à vantagem aos 63’ através de um remate do C. Ronaldo já dentro da área, depois de uma assistência do Deco. Os checos praticamente só criavam perigo em lances de bola parada, mas aí denotámos algumas limitações. Deixámo-los rematar bastantes vezes e o Ricardo acabou por salvar o golo do empate num cabeceamento a 7’ do fim. No primeiro minuto de descontos, o Deco marcou rapidamente um livre e isolou o C. Ronaldo, que não foi egoísta e passou ao Quaresma, quando estava frente a frente com o Cech. Estava feito o 3-1 e selada a vitória.
O melhor em campo foi indiscutivelmente o C. Ronaldo. Marcou um golo num grande remate, participou nos três golos e foi quem mais tentou alvejar a baliza checa. O Deco também participou em todos os golos e pareceu-me bastante melhor fisicamente em relação à partida anterior. Os nossos Petit e Nuno Gomes voltaram a estar em bom plano e espero que aproveitem esta embalagem para a próxima época. O Pepe é sem dúvida um bom central e está em melhor forma que o Ricardo Carvalho.
Resta-nos aguardar pelo adversário nos quartos-de-final, que estou convencido será a Polónia ou a Croácia. O facto de já termos assegurado o 1º lugar do grupo irá certamente permitir a rodagem de todos os jogadores que foram convocados, o que será bom para os titulares que assim poderão ter uma semana de descanso. Escusado será dizer que, se não apanharmos já a Alemanha, temos obrigação de chegar às meias-finais.
P.S. – Este é de certeza um dia feliz para os anti-Scolari, já que ele foi confirmado como treinador do Chelsea para a próxima época. O melhor seleccionador nacional de todos os tempos vai terminar a ligação a Portugal no final do Euro. Apesar de algumas opções discutíveis, os resultados falam por si. E contra isso não há argumentos que valham (ou, pelo menos, não deveria haver já que há maluquinhos para tudo...). Mas o que eu vou ter mais saudades é de ter no banco alguém que não se baixa perante os poderes instituídos no futebol português. Especialmente perante um certo sujeito lá do Norte. O que, digo eu, muito contribuiu para que obtivéssemos os resultados que obtemos.
Entrámos muito bem e marcámos logo aos 8’ pelo Deco numa jogada em que o Nuno Gomes fez mais uma óptima tabelinha (desta feita de calcanhar) para o C. Ronaldo, tendo a bola posteriormente sobrado para o Deco. Os checos empataram aos 17’, através de um canto, em que inexplicavelmente deixámos três(!) jogadores no meio-campo e depois teve que ser o Petit e o Moutinho (dois gigantes) a fazer marcações na área. Abalámos um pouco com o golo e só na parte final da 1ª parte voltámos a ter ascendente. A 2ª foi completamente diferente, já que a nossa superioridade foi incontestável. Criámos várias situações de perigo e chegámos à vantagem aos 63’ através de um remate do C. Ronaldo já dentro da área, depois de uma assistência do Deco. Os checos praticamente só criavam perigo em lances de bola parada, mas aí denotámos algumas limitações. Deixámo-los rematar bastantes vezes e o Ricardo acabou por salvar o golo do empate num cabeceamento a 7’ do fim. No primeiro minuto de descontos, o Deco marcou rapidamente um livre e isolou o C. Ronaldo, que não foi egoísta e passou ao Quaresma, quando estava frente a frente com o Cech. Estava feito o 3-1 e selada a vitória.
O melhor em campo foi indiscutivelmente o C. Ronaldo. Marcou um golo num grande remate, participou nos três golos e foi quem mais tentou alvejar a baliza checa. O Deco também participou em todos os golos e pareceu-me bastante melhor fisicamente em relação à partida anterior. Os nossos Petit e Nuno Gomes voltaram a estar em bom plano e espero que aproveitem esta embalagem para a próxima época. O Pepe é sem dúvida um bom central e está em melhor forma que o Ricardo Carvalho.
Resta-nos aguardar pelo adversário nos quartos-de-final, que estou convencido será a Polónia ou a Croácia. O facto de já termos assegurado o 1º lugar do grupo irá certamente permitir a rodagem de todos os jogadores que foram convocados, o que será bom para os titulares que assim poderão ter uma semana de descanso. Escusado será dizer que, se não apanharmos já a Alemanha, temos obrigação de chegar às meias-finais.
P.S. – Este é de certeza um dia feliz para os anti-Scolari, já que ele foi confirmado como treinador do Chelsea para a próxima época. O melhor seleccionador nacional de todos os tempos vai terminar a ligação a Portugal no final do Euro. Apesar de algumas opções discutíveis, os resultados falam por si. E contra isso não há argumentos que valham (ou, pelo menos, não deveria haver já que há maluquinhos para tudo...). Mas o que eu vou ter mais saudades é de ter no banco alguém que não se baixa perante os poderes instituídos no futebol português. Especialmente perante um certo sujeito lá do Norte. O que, digo eu, muito contribuiu para que obtivéssemos os resultados que obtemos.
domingo, junho 08, 2008
Portugal - 2 - Turquia - 0
Em primeiro lugar, gostaria de manifestar a minha solidariedade com o Quim, já que lesionar-se no último treino antes do início do Europeu, e perdê-lo, é de facto um golpe muito duro que ele não merecia, especialmente depois da época que fez. Melhores dias virão e espero é que ele recupere a tempo de não falhar a pré-época no Glorioso.
Tirando a épica partida frente à Inglaterra no Euro 2000, este foi o melhor 1º jogo de Portugal nas fase finais de Europeus e Mundiais em que esteve desde 1996. Jogámos bem, especialmente na 1ª parte e o resultado final mais as três(!) bolas aos postes dizem tudo sobre a nossa superioridade.
O que mais gostei no jogo foi a bofetada de luva branca que o Nuno Gomes deu em todos os seus detractores! Atirou duas bolas aos postes e foi dele a tabelinha para o 1º golo, da autoria do Pepe aos 60’. Até a mim, que sempre o defendi, me espantou a sua exibição, que vem demonstrar que o grande problema dele era a falta de confiança. Quando a tem, parece outro jogador. Aliás, viu-se bem a diferença quando foi substituído (muito cedo quanto a mim, já que lançou um claro sinal de recuo para a equipa). Praticamente deixámos de atacar. E foi isto que não gostei tanto no jogo. Recuámos imenso a partir dos 70’ para defender o 1-0, quando a nossa superioridade era manifesta e pusemo-nos a jeito para um qualquer lance fortuito que pudesse resultar no (imerecido) empate. E o que é facto é que a Turquia criou dois lances perigosos, em que só por aselhice não marcou. O 2-0 surgiu já nos descontos através de um brilhante contra-ataque, com uma excelente intervenção do João Moutinho que permitiu ao Raul Meireles estrear-se a marcar pela selecção.
Individualmente gostei dos nossos Petit e Nuno Gomes, mas estou de acordo com muitos que defendem que o Pepe foi o melhor em campo. O João Moutinho esteve igualmente em destaque (acho que ninguém se lembrou do Maniche) e o resto da equipa exibiu-se a bom nível. O C. Ronaldo foi muito marcado, mas mesmo assim ainda atirou a outra bola ao poste e foi ele que iniciou o contra-ataque do 2-0. Sinceramente não gostei o Paulo Ferreira a defesa-esquerdo e vamos ter ali um grande problema, porque o Jorge Ribeiro não é obviamente nenhum craque. Continuo a achar que a não-convocação do Caneira foi um enorme erro. O Deco também me pareceu muito lento e sem capacidade de recuperar a bola e defender convenientemente. Acho que não está fisicamente em forma e isto poderá ser outra dor de cabeça, já que dificilmente se arranja substituto para ele.
Como a Rep. Checa ganhou (com bastante sorte e pouco merecimento, acrescente-se) à Suíça só por 1-0, estamos já à frente do grupo. E como, se passarmos aos quartos-de-final, o nosso adversário sairá do grupo onde está a Alemanha, era conveniente ficarmos em 1º lugar, porque convenhamos que a Polónia, Áustria ou Croácia não têm (teoricamente) o poderio dos alemães. Mas a principal razão é que, pelo que vi da partida entre os suíços e os checos, somos bastante superiores a ambos e temos obrigação de o demonstrar em campo.
Tirando a épica partida frente à Inglaterra no Euro 2000, este foi o melhor 1º jogo de Portugal nas fase finais de Europeus e Mundiais em que esteve desde 1996. Jogámos bem, especialmente na 1ª parte e o resultado final mais as três(!) bolas aos postes dizem tudo sobre a nossa superioridade.
O que mais gostei no jogo foi a bofetada de luva branca que o Nuno Gomes deu em todos os seus detractores! Atirou duas bolas aos postes e foi dele a tabelinha para o 1º golo, da autoria do Pepe aos 60’. Até a mim, que sempre o defendi, me espantou a sua exibição, que vem demonstrar que o grande problema dele era a falta de confiança. Quando a tem, parece outro jogador. Aliás, viu-se bem a diferença quando foi substituído (muito cedo quanto a mim, já que lançou um claro sinal de recuo para a equipa). Praticamente deixámos de atacar. E foi isto que não gostei tanto no jogo. Recuámos imenso a partir dos 70’ para defender o 1-0, quando a nossa superioridade era manifesta e pusemo-nos a jeito para um qualquer lance fortuito que pudesse resultar no (imerecido) empate. E o que é facto é que a Turquia criou dois lances perigosos, em que só por aselhice não marcou. O 2-0 surgiu já nos descontos através de um brilhante contra-ataque, com uma excelente intervenção do João Moutinho que permitiu ao Raul Meireles estrear-se a marcar pela selecção.
Individualmente gostei dos nossos Petit e Nuno Gomes, mas estou de acordo com muitos que defendem que o Pepe foi o melhor em campo. O João Moutinho esteve igualmente em destaque (acho que ninguém se lembrou do Maniche) e o resto da equipa exibiu-se a bom nível. O C. Ronaldo foi muito marcado, mas mesmo assim ainda atirou a outra bola ao poste e foi ele que iniciou o contra-ataque do 2-0. Sinceramente não gostei o Paulo Ferreira a defesa-esquerdo e vamos ter ali um grande problema, porque o Jorge Ribeiro não é obviamente nenhum craque. Continuo a achar que a não-convocação do Caneira foi um enorme erro. O Deco também me pareceu muito lento e sem capacidade de recuperar a bola e defender convenientemente. Acho que não está fisicamente em forma e isto poderá ser outra dor de cabeça, já que dificilmente se arranja substituto para ele.
Como a Rep. Checa ganhou (com bastante sorte e pouco merecimento, acrescente-se) à Suíça só por 1-0, estamos já à frente do grupo. E como, se passarmos aos quartos-de-final, o nosso adversário sairá do grupo onde está a Alemanha, era conveniente ficarmos em 1º lugar, porque convenhamos que a Polónia, Áustria ou Croácia não têm (teoricamente) o poderio dos alemães. Mas a principal razão é que, pelo que vi da partida entre os suíços e os checos, somos bastante superiores a ambos e temos obrigação de o demonstrar em campo.
sábado, maio 24, 2008
Quique Flores
Finalmente temos treinador, apesar de esta ser uma escolha que está longe de me entusiasmar. Dou-lhe OBVIAMENTE o benefício da dúvida, mas não sei se um treinador que foi despedido do Valência, por causa de maus resultados, serve para o Benfica. É “jovem, estudioso e ambicioso”, tudo palavras bonitas, mas o que é facto é que na sua (curta, é certo) carreira, ainda não ganhou nenhum título. Eu preferia ter um treinador que já soubesse o que é ganhar troféus (o Laudrup foi campeão da Dinamarca, por exemplo). Conseguir levar o Valência dois anos seguidos à Liga dos Campeões é o seu melhor cartão-de-visita. Será suficiente?
Por outro lado, eu percebo a lógica dos projectos a médio prazo, mas dado o historial de um treinador por época nos últimos 16(!) anos (desde que o Eriksson saiu em 91/92, não houve um único treinador a completar dois anos seguidos no banco do Benfica), não sei se é muito prudente fazer um contrato por duas temporadas. Se as coisas correrem mal no 1º ano e o homem for como o Fernando Santos, e não apresentar a demissão, arriscamo-nos a ter que lhe pagar uma indemnização para sair. E já disse aqui mais de uma vez: o Benfica tem que ganhar (pelo menos) um troféu oficial por época. Tudo o que seja menos que isso é um mau ano.
A não ser que esta contratação, juntamente com a nova direcção desportiva do Rui Costa, corresponda efectivamente a um novo ciclo no Benfica. Espero sinceramente que sim, que as coisas deixem de ser feitas em cima do joelho e que nós paremos de dispensar João Pereiras para um ano depois irmos buscar Luís Filipes. Isso inevitavelmente trará de volta as vitórias e os troféus e, se assim for, virei aqui muito contente no final da época assumir o meu mea culpa por este cepticismo acerca do treinador.
P.S. – Espero que os nomes do Albelda e Carlos Martins(?!?!) façam parte da silly season que vivemos, caso contrário não é certamente com eles que o meu pouco entusiasmo com o Quique Flores se vai dissipar...
Por outro lado, eu percebo a lógica dos projectos a médio prazo, mas dado o historial de um treinador por época nos últimos 16(!) anos (desde que o Eriksson saiu em 91/92, não houve um único treinador a completar dois anos seguidos no banco do Benfica), não sei se é muito prudente fazer um contrato por duas temporadas. Se as coisas correrem mal no 1º ano e o homem for como o Fernando Santos, e não apresentar a demissão, arriscamo-nos a ter que lhe pagar uma indemnização para sair. E já disse aqui mais de uma vez: o Benfica tem que ganhar (pelo menos) um troféu oficial por época. Tudo o que seja menos que isso é um mau ano.
A não ser que esta contratação, juntamente com a nova direcção desportiva do Rui Costa, corresponda efectivamente a um novo ciclo no Benfica. Espero sinceramente que sim, que as coisas deixem de ser feitas em cima do joelho e que nós paremos de dispensar João Pereiras para um ano depois irmos buscar Luís Filipes. Isso inevitavelmente trará de volta as vitórias e os troféus e, se assim for, virei aqui muito contente no final da época assumir o meu mea culpa por este cepticismo acerca do treinador.
P.S. – Espero que os nomes do Albelda e Carlos Martins(?!?!) façam parte da silly season que vivemos, caso contrário não é certamente com eles que o meu pouco entusiasmo com o Quique Flores se vai dissipar...
sexta-feira, maio 16, 2008
Campeões Nacionais de Andebol
P.S. – Incompreensivelmente (ou talvez não...), não vamos renovar com o Aleksander Donner. A não ser que ele tenha desrespeitado fortemente o clube (o que presumo não ter acontecido, caso contrário já não estaria cá), esta saída não tem pés nem cabeça. O homem fez-nos voltar aos títulos e nós agradecemos-lhe dispensando-o. Tal como fizemos com o Mortimore e o Toni no futebol há uns anos atrás. Parece que não aprendemos. Dizem que ele tem mau feitio. Foi o seu 10º título nacional. Não me parece que o feitio seja importante...
terça-feira, maio 13, 2008
Apito Final
A decisão da Comissão Disciplinar da Liga foi conhecida na 6ª feira, mas só hoje escrevo sobre ela, porque ainda estou a tentar recuperar do choque que foi confirmar que o crime, em Portugal, mais do que compensa. Não era nada que já não se antecipasse desde que a moldura das penas foi conhecida, mas o facto consumado torna real a previsão. 25 anos de compadrios, corrupção, tráfico de influências deram seis pontos de penalização ao clube regional. E o seu presidente ainda goza com o facto, escudado nos mais de 20 pontos que tinha de avanço. Só mesmo neste país é que não há absolutamente nenhuma vergonha na cara.
Mas o que eu queria salientar neste post é a decisão do clube regional de não recorrer da pena que lhe foi aplicada. Ou seja, eles preferem assumir que são corruptos do que lutar até às últimas consequências para provar a sua inocência, como qualquer pessoa ou entidade com o mínimo de dignidade faria. Isto, claro, porque preferem perder os pontos neste campeonato já que não lhe fazem diferença nenhuma. Trocar a honra, a honestidade, a verticalidade e o bom nome por um possível título diz tudo acerca da mentalidade daquele clube. É por isso que estarei eternamente grato por não pertencer àquela corja. Teria vergonha na cara e pintá-la-ia de preto. Vender o corpo e alma por benefícios materiais tem um significado no meu dicionário. O mesmo do pagamento que aquele clube fez ao Jacinto Paixão. Não percebo como é que não há adeptos revoltados com esta decisão do clube, ou se os há, piam muito baixinho e é como se não existissem. A mancha no nome é algo que vai ficar para sempre. Deus me livre de ver alguma vez o Benfica vender o seu bom nome em favor de um possível título. Há valores incorruptíveis e mais importantes que conquistas desportivas, mas explicar isto a um clube hediondo e nojento como aquele é tarefa inglória.
Vale tudo para ganhar títulos. É por isso que por muito que ganhem jamais nos chegarão aos calcanhares. Porque não sabem ganhar, nem querem saber como ganham. Estes últimos anos do Benfica não foram nada famosos em termos desportivos, porém NUNCA na vida os trocaria pelos do clube regional. Prefiro perder, mas andar de cabeça levantada, do que ganhar num clube que prostitui os seus próprios valores.
Mas o que eu queria salientar neste post é a decisão do clube regional de não recorrer da pena que lhe foi aplicada. Ou seja, eles preferem assumir que são corruptos do que lutar até às últimas consequências para provar a sua inocência, como qualquer pessoa ou entidade com o mínimo de dignidade faria. Isto, claro, porque preferem perder os pontos neste campeonato já que não lhe fazem diferença nenhuma. Trocar a honra, a honestidade, a verticalidade e o bom nome por um possível título diz tudo acerca da mentalidade daquele clube. É por isso que estarei eternamente grato por não pertencer àquela corja. Teria vergonha na cara e pintá-la-ia de preto. Vender o corpo e alma por benefícios materiais tem um significado no meu dicionário. O mesmo do pagamento que aquele clube fez ao Jacinto Paixão. Não percebo como é que não há adeptos revoltados com esta decisão do clube, ou se os há, piam muito baixinho e é como se não existissem. A mancha no nome é algo que vai ficar para sempre. Deus me livre de ver alguma vez o Benfica vender o seu bom nome em favor de um possível título. Há valores incorruptíveis e mais importantes que conquistas desportivas, mas explicar isto a um clube hediondo e nojento como aquele é tarefa inglória.
Vale tudo para ganhar títulos. É por isso que por muito que ganhem jamais nos chegarão aos calcanhares. Porque não sabem ganhar, nem querem saber como ganham. Estes últimos anos do Benfica não foram nada famosos em termos desportivos, porém NUNCA na vida os trocaria pelos do clube regional. Prefiro perder, mas andar de cabeça levantada, do que ganhar num clube que prostitui os seus próprios valores.
segunda-feira, maio 12, 2008
Tristeza
Na despedida de um dos maiores jogadores portugueses de sempre, estiveram 54.222 espectadores na Luz, o que não sendo casa cheia acabou por me espantar, pois contava com bem menos. Vencemos o V. Setúbal (3-0), mas como era previsível não conseguimos sair do 4º lugar, já que os nossos adversários também ganharam os jogos em casa. Assim sendo, estamos fora da Liga dos Campeões para o ano, o que é uma TREMENDA frustração.
O jogo não teve grande história, já que a nossa vitória é incontestável. Marcámos dois golos ainda na 1ª parte (Katsouranis e Cardozo) e a partida ficou decidida. O Rui Costa bem tentou fazer um golo na despedida, mas o guarda-redes do V. Setúbal, Eduardo, e a falta de pontaria não o deixaram. A qualidade da nossa exibição foi melhor do que nos jogos anteriores, facto a que não me parece alheio a ausência do Petit no meio-campo. Na sua baixa de forma, o nº 6 emperra muito o desenvolvimento das nossas jogadas atacantes e hoje viu-se bem a diferença com o Katsouranis naquela posição. O momento da partida deu-se naturalmente com a substituição do Rui Costa a cinco minutos do fim. Felizmente o árbitro não era o Marc Batta, senão ele teria levado um amarelo pelo tempo que demorou a sair. Foi um momento bastante bonito e, ao contrário do que previa, não soltei nenhuma lágrima, mas talvez perceba o porquê: gosto IMENSO do Rui Costa, acho que será muito difícil voltar a ter um jogador como ele, mas só consegui estar 99% de corpo e alma a desfrutar daquele momento, por causa do 4º lugar em que iríamos acabar e da não-presença na Liga dos Campeões. E bastava só termos ganho na semana passada...
Para além da tristeza de ver o maestro terminar a carreira e da frustração que foi o nosso campeonato este ano, não posso deixar de criticar a atitude de uma das claques do Benfica durante praticamente o jogo todo. Têm todo o tempo do mundo para criticar o presidente, mas acho lamentável que tenham escolhido o jogo de despedida do Rui Costa para o terem insultado constantemente. Quanto mais não fosse por respeito ao próprio Rui. E não foi só a ele, como também aos próprios jogadores, tendo sido o expoente máximo os insultos ao Nuno Gomes, depois de um falhanço. É claro que a época não lhe correu nada bem e mesmo neste jogo falhou alguns golos escandalosos, mas é o capitão do Benfica e não tenho dúvidas que é dos poucos que sente a camisola. E só por isso merecia mais respeito. Já para não falar nos mais de 100 golos que marcou com a nossa camisola. Uma coisa é assobiá-lo quando falha (algo que eu não faço, mas percebo que seja feito), outra coisa completamente diferente é partir para o insulto. Felizmente, ele respondeu-lhes, e bem, com o 3º golo da partida.
Individualmente gostei do Luisão e Edcarlos (ambos muito seguros a defender), do Katsouranis a trinco (a sua leitura de jogo é preciosa), do Maxi Pereira a lateral-direito (substituiu o Nélson lesionado e parece-me que é aí que poderá ter utilidade no futuro) e do golaço do Cardozo. O Di María também termina bem a época (apesar de só ter jogado 25') e teve o melhor domínio de bola do ano, ao receber praticamente de costas um passe do maestro. É um jogador que com um pouco mais de trabalho, principalmente mental, poderá rebentar para o ano. Todos os outros estiveram regulares.
Não fossem alguns momentos de magia proporcionados pelo Rui Costa e esta época seria para nunca mais relembrar. Por isto, pelo teu carácter, rectidão, desportivismo, honestidade, humildade e benfiquismo, só poderia terminar este post dizendo-te: MUITO OBRIGADO, RUI COSTA!
P.S. – Agora espero que o Rui Costa, director-desportivo, não deixe que aqueles acenos do Léo e do C. Rodríguez para o público no final do jogo tenham significado um adeus de ambos ao clube... Seria uma má maneira de começar as novas funções.
O jogo não teve grande história, já que a nossa vitória é incontestável. Marcámos dois golos ainda na 1ª parte (Katsouranis e Cardozo) e a partida ficou decidida. O Rui Costa bem tentou fazer um golo na despedida, mas o guarda-redes do V. Setúbal, Eduardo, e a falta de pontaria não o deixaram. A qualidade da nossa exibição foi melhor do que nos jogos anteriores, facto a que não me parece alheio a ausência do Petit no meio-campo. Na sua baixa de forma, o nº 6 emperra muito o desenvolvimento das nossas jogadas atacantes e hoje viu-se bem a diferença com o Katsouranis naquela posição. O momento da partida deu-se naturalmente com a substituição do Rui Costa a cinco minutos do fim. Felizmente o árbitro não era o Marc Batta, senão ele teria levado um amarelo pelo tempo que demorou a sair. Foi um momento bastante bonito e, ao contrário do que previa, não soltei nenhuma lágrima, mas talvez perceba o porquê: gosto IMENSO do Rui Costa, acho que será muito difícil voltar a ter um jogador como ele, mas só consegui estar 99% de corpo e alma a desfrutar daquele momento, por causa do 4º lugar em que iríamos acabar e da não-presença na Liga dos Campeões. E bastava só termos ganho na semana passada...
Para além da tristeza de ver o maestro terminar a carreira e da frustração que foi o nosso campeonato este ano, não posso deixar de criticar a atitude de uma das claques do Benfica durante praticamente o jogo todo. Têm todo o tempo do mundo para criticar o presidente, mas acho lamentável que tenham escolhido o jogo de despedida do Rui Costa para o terem insultado constantemente. Quanto mais não fosse por respeito ao próprio Rui. E não foi só a ele, como também aos próprios jogadores, tendo sido o expoente máximo os insultos ao Nuno Gomes, depois de um falhanço. É claro que a época não lhe correu nada bem e mesmo neste jogo falhou alguns golos escandalosos, mas é o capitão do Benfica e não tenho dúvidas que é dos poucos que sente a camisola. E só por isso merecia mais respeito. Já para não falar nos mais de 100 golos que marcou com a nossa camisola. Uma coisa é assobiá-lo quando falha (algo que eu não faço, mas percebo que seja feito), outra coisa completamente diferente é partir para o insulto. Felizmente, ele respondeu-lhes, e bem, com o 3º golo da partida.
Individualmente gostei do Luisão e Edcarlos (ambos muito seguros a defender), do Katsouranis a trinco (a sua leitura de jogo é preciosa), do Maxi Pereira a lateral-direito (substituiu o Nélson lesionado e parece-me que é aí que poderá ter utilidade no futuro) e do golaço do Cardozo. O Di María também termina bem a época (apesar de só ter jogado 25') e teve o melhor domínio de bola do ano, ao receber praticamente de costas um passe do maestro. É um jogador que com um pouco mais de trabalho, principalmente mental, poderá rebentar para o ano. Todos os outros estiveram regulares.
Não fossem alguns momentos de magia proporcionados pelo Rui Costa e esta época seria para nunca mais relembrar. Por isto, pelo teu carácter, rectidão, desportivismo, honestidade, humildade e benfiquismo, só poderia terminar este post dizendo-te: MUITO OBRIGADO, RUI COSTA!
P.S. – Agora espero que o Rui Costa, director-desportivo, não deixe que aqueles acenos do Léo e do C. Rodríguez para o público no final do jogo tenham significado um adeus de ambos ao clube... Seria uma má maneira de começar as novas funções.
quarta-feira, maio 07, 2008
Porque a tradição é para manter
Cá está ela! Dois anos depois, como habitualmente, estou de volta a estas lides. Curiosamente, ou talvez não, em relação ao Euro 2004, a caderneta cresceu em 200(!) cromos, tendo agora um total de 535. O que faz o consumismo...
domingo, maio 04, 2008
LAMENTÁVEL E VERGONHOSO
Empatámos (0-0) e desperdiçámos a hipótese de chegar ao 3º lugar, porque como era de calcular o V. Guimarães não conseguiu ganhar no Restelo. Mas pior que o empate foi a forma como ele se deu. É INADMISSÍVEL que aquele bando de pessoas que envergaram hoje as gloriosas camisolas entre em campo com uma atitude daquelas. Descrentes, sem garra, sem brio, sem orgulho, apáticos, com um empenho que eu não via há muito tempo. Deitaram fora a oportunidade de jogar a Liga dos Campeões sem a mínima luta (não acredito que o V. Guimarães não ganhe para a semana ao E. Amadora). O mínimo que o Sport Lisboa e Benfica deveria fazer era ir buscar ao ordenado daqueles tipos o dinheiro que vamos deixar de ganhar com a não-participação na Champions, já que o aspecto desportivo é irrecuperável. NÃO SE PODE ADMITIR o que se passou hoje na Reboleira. Eu desculpo tudo, MENOS a falta de motivação para jogar com a gloriosa camisola. Se não têm brio profissional, ao menos poderiam respeitar os otários como eu que ainda me dei ao trabalho de ir à Amadora e gastar os 20€ mais mal gastos na minha vida. É o que dá não cumprir as promessas que fazemos a nós mesmos: depois da exibição em Belém este ano, tinha decidido que, tirando o WC, não veria mais nenhum jogo do Benfica fora de casa. Foi no que deu... A única coisa que se aproveitou foi a companhia do D’Arcy e do TMA.
Triste despedida vai ter o Rui Costa da sua carreira de jogador. Muito sinceramente se não fosse por ele (apesar de estar a cair a pique neste último mês, mas também ninguém é de ferro e já bastante fez ele este ano), passou-me pela cabeça não ir ver o jogo frente ao V. Setúbal para a semana. Provavelmente acabaria sempre por ir, mas só o facto de ter pensado nessa possibilidade diz muito sobre o meu desânimo em relação a esta equipa.
P.S. – Para esta exibição MISERÁVEL muito contribuíram a entrada do Petit e do Maxi Pereira para o onze inicial. É a tal história dos lugares-cativos na equipa. O nº 6 está numa forma péssima e fisicamente de rastos e o uruguaio só joga alguma coisa nas partidas com grande visibilidade (Milan, por exemplo). Além disso, o Binya e o Nuno Assis (que foi dos melhorzitos contra o Belenenses) estavam no banco. No mínimo, incompreensível...
domingo, abril 27, 2008
Finalmente uma vitória
Regressámos às vitórias vencendo o Belenenses por 2-0. Foi um jogo melhor conseguido da nossa parte em relação aos últimos (também não era difícil) e o triunfo é mais do que justo.
Com os castigos do Maxi Pereira e do Binya, e a não-recuperação do Petit, o Katsouranis subiu para trinco e o Nuno Assis e o Edcarlos entraram na equipa, juntamente com o Cardozo em vez do Di María. Não entrámos mal na partida, mas foi sol de pouca dura. Ainda assim tivemos mais oportunidades que o Belenenses na 1ª parte (Cardozo 2x e Rui Costa), mas o jogo acabou por ser equilibrado. Perto do intervalo, o Luisão resolveu começar a pagar a dívida da Académica e marcou um excelente golo, num remate de primeira dentro da área. Mas ainda antes de terminar a 1ª parte, tivemos tempo para deixar o Belenenses criar uma grande oportunidade, com o Quim a fazer muito bem a mancha perante um adversário isolado.
Na 2ª parte, não entrámos tão bem e sofremos forte pressão dos azuis. Aos 54’ acabámos por ter bastante sorte, já que vimos a bola a bater no nosso poste duas vezes na mesma jogada pelo mesmo jogador (Rafael Bastos)! Só tínhamos um elemento defensivo no meio-campo (Katsouranis) e o Belenenses manobrava à vontade. No entanto, aos 63’ o Chalana decidiu-se pela entrada do Di María para o lugar do inoperante Nuno Gomes e dois minutos depois o argentino foi derrubado perto da área. Eu disse aos meus companheiros de bancada que, se a barreira estivesse à distância, seria golo do Cardozo. E assim foi! Grande pontapé e bola ao canto superior direito da baliza. A partir daqui, o jogo alterou-se porque ficámos mais confiantes, mantivemos a bola durante mais tempo e fomos mais esclarecidos a sair para o ataque. Do outro lado, a saída o Silas a 15’ do fim acabou com o jogo atacante do Belenenses. Até final ainda deu para um adversário ser expulso (confesso que no estádio me pareceu forçado o vermelho directo, porque só vi o empurrão ao Cardozo e não a estalada ao Katsouranis, mas não há dúvidas que foi merecido) e para o nosso grego levar um amarelo que o impedirá de jogar na Amadora.
Individualmente há que destacar o Luisão e não só pelo golo. Esteve quase irrepreensível a defender e foi notório depois que o golo lhe deu confiança. Também gostei muito do Katsouranis a trinco, já que apesar de não ser o jogador que corre quilómetros atrás dos adversários tem uma excelente percepção das jogadas, o que lhe permite cortar bastantes bolas. O Nuno Assis esteve bastante bem na 1ª parte, desceu na 2ª, mas é muito melhor jogador que o Maxi Pereira. O problema para alguns é que já está no Benfica há muito tempo... De resto, toda a equipa esteve mediana em termos exibicionais, mas muito bem na entrega e na disputa dos lances.
Os nossos adversários só jogam mais logo, mas estou convencido que se nós ganharmos os dois últimos jogos iremos à Champions. Pode só ser à pré-eliminatória, mas acho que os lagartos não passarão em Paços de Ferreira e o V. Guimarães em Belém para a semana. A grande incógnita será o resultado do clube regional no D. Afonso Henriques logo ao fim da tarde. O que se sabe é que, fazendo jus ao clube que são, irão fazer “poupanças” e jogar com os suplentes. Nem outra coisa seria de esperar...
P.S. – E só faltam dois jogos para nos despedirmos do maestro... :-(
Com os castigos do Maxi Pereira e do Binya, e a não-recuperação do Petit, o Katsouranis subiu para trinco e o Nuno Assis e o Edcarlos entraram na equipa, juntamente com o Cardozo em vez do Di María. Não entrámos mal na partida, mas foi sol de pouca dura. Ainda assim tivemos mais oportunidades que o Belenenses na 1ª parte (Cardozo 2x e Rui Costa), mas o jogo acabou por ser equilibrado. Perto do intervalo, o Luisão resolveu começar a pagar a dívida da Académica e marcou um excelente golo, num remate de primeira dentro da área. Mas ainda antes de terminar a 1ª parte, tivemos tempo para deixar o Belenenses criar uma grande oportunidade, com o Quim a fazer muito bem a mancha perante um adversário isolado.
Na 2ª parte, não entrámos tão bem e sofremos forte pressão dos azuis. Aos 54’ acabámos por ter bastante sorte, já que vimos a bola a bater no nosso poste duas vezes na mesma jogada pelo mesmo jogador (Rafael Bastos)! Só tínhamos um elemento defensivo no meio-campo (Katsouranis) e o Belenenses manobrava à vontade. No entanto, aos 63’ o Chalana decidiu-se pela entrada do Di María para o lugar do inoperante Nuno Gomes e dois minutos depois o argentino foi derrubado perto da área. Eu disse aos meus companheiros de bancada que, se a barreira estivesse à distância, seria golo do Cardozo. E assim foi! Grande pontapé e bola ao canto superior direito da baliza. A partir daqui, o jogo alterou-se porque ficámos mais confiantes, mantivemos a bola durante mais tempo e fomos mais esclarecidos a sair para o ataque. Do outro lado, a saída o Silas a 15’ do fim acabou com o jogo atacante do Belenenses. Até final ainda deu para um adversário ser expulso (confesso que no estádio me pareceu forçado o vermelho directo, porque só vi o empurrão ao Cardozo e não a estalada ao Katsouranis, mas não há dúvidas que foi merecido) e para o nosso grego levar um amarelo que o impedirá de jogar na Amadora.
Individualmente há que destacar o Luisão e não só pelo golo. Esteve quase irrepreensível a defender e foi notório depois que o golo lhe deu confiança. Também gostei muito do Katsouranis a trinco, já que apesar de não ser o jogador que corre quilómetros atrás dos adversários tem uma excelente percepção das jogadas, o que lhe permite cortar bastantes bolas. O Nuno Assis esteve bastante bem na 1ª parte, desceu na 2ª, mas é muito melhor jogador que o Maxi Pereira. O problema para alguns é que já está no Benfica há muito tempo... De resto, toda a equipa esteve mediana em termos exibicionais, mas muito bem na entrega e na disputa dos lances.
Os nossos adversários só jogam mais logo, mas estou convencido que se nós ganharmos os dois últimos jogos iremos à Champions. Pode só ser à pré-eliminatória, mas acho que os lagartos não passarão em Paços de Ferreira e o V. Guimarães em Belém para a semana. A grande incógnita será o resultado do clube regional no D. Afonso Henriques logo ao fim da tarde. O que se sabe é que, fazendo jus ao clube que são, irão fazer “poupanças” e jogar com os suplentes. Nem outra coisa seria de esperar...
P.S. – E só faltam dois jogos para nos despedirmos do maestro... :-(
segunda-feira, abril 21, 2008
Ainda na luta
Para o que eu estava à espera, este fim-de-semana futebolístico até acabou por nem correr mal. Perdemos em casa do clube regional (0-2), mas a humilhação que se previa esteve longe de acontecer. Por outro lado, o V. Guimarães empatou em Coimbra e os lagartos foram brindados em Leiria (terreno do último!) por 1-4(!), o que resultou só num ponto perdido para os vimaranenses. Estamos a quatro do 2º e a um do 3º lugar, portanto ainda temos hipóteses de atingir a Champions.
Quanto ao nosso jogo pouco há a dizer. Uma lesão do Petit fez entrar o Binya para a equipa titular e notou-se melhorias. No entanto, entrámos praticamente a perder. O Luisão não conseguiu cortar a bola e o Nélson deu todo o espaço do mundo ao Lisandro para um remate à entrada da área, logo aos 7’. Não poderíamos ter começado pior, mas estranhamente o clube regional não aproveitou para vir para cima de nós. Ao invés, conseguimos controlar a partida até ao intervalo e tivemos uma boa hipótese para empatar, se o Rui Costa tem usado a cabeça em vez do peito para dar sequência a um dos poucos centros acertados que o Nélson fez este ano. Gostaria de agradecer publicamente a esse prostituto de ética e valores chamado Jesualdo Ferreira por ter apresentado uma equipa que pareceu ter medo do Benfica, principalmente durante a 1ª parte.
Na 2ª parte, o C. Rodríguez teve um excelente pontapé logo no início, que passou a rasar o poste, mas mais uma vez a resposta dada pelo banco não foi a mais acertada. O clube regional acelerou o jogo e nós, em vez de tirarmos o Di María que foi muito inconsequente, fizemos sair o Maxi Pereira aos 56’. O resultado foi perdermos o controlo do meio-campo, onde só o Binya passou a defender. Pior do que tudo, o C. Rodríguez, que estava a ser dos melhores, foi obrigado a recuar para perto do camaronês e deixou de estar perto da baliza contrária. É pena que o nosso banco não perceba que para se marcar golos é preciso ter posse de bola e não basta meter só avançados. O 2º golo do clube regional foi bastante parecido com o 1º: Luisão e Nélson dão novamente todo o espaço do universo ao Lisando que, à entrada da área, voltou a não perdoar. Estávamos no minuto 80 e o Makukula tinha entrado para o lugar do Nuno Gomes dois minutos antes. O Di María mantinha-se no relvado e o nosso meio-campo continuava a não funcionar. Finalmente, o banco lá se decidiu pela entrada do Nuno Assis e a saída do argentino aos 85', mas agora já era tarde demais. Tivesse esta substituição sido feita mais cedo e quiçá outro resultado aconteceria. Até final, ainda deu para o Binya ser expulso com o 2º amarelo, porque já se sabe que não fica bem ao Benfica acabar o jogo com 11 na casa do clube regional. O resultado estava decidido e estávamos já nos descontos, mas o Sr. Bruno Paixão ainda tem muito que penar para se limpar do famoso jogo em Campomaior (o único em 25 anos em que o clube regional terá sido prejudicado).
É indesmentível que estamos doentes e a atravessar uma crise de confiança profunda. O clube regional não teve que se esforçar muito para conseguir ganhar, mas felizmente os resultados nos outros campos continuam a dar-nos esperanças. No entanto, o Jesualdo já afirmou que vai fazer a “gestão do plantel” até à final da Taça, portanto já sabemos o que vai acontecer para a semana em Guimarães. Querem ganhar dinheiro fácil? Vão aos sites das apostas e invistam tudo numa vitória do V. Guimarães. É mais que certa!
P.S. – Este jogo foi tão pacífico em tudo que até deu para um momento histórico: foi a 1ª vez que o clube regional devolveu a bola ao adversário, depois de este a ter colocado para fora por causa de um seu jogador que estava lesionado.
Quanto ao nosso jogo pouco há a dizer. Uma lesão do Petit fez entrar o Binya para a equipa titular e notou-se melhorias. No entanto, entrámos praticamente a perder. O Luisão não conseguiu cortar a bola e o Nélson deu todo o espaço do mundo ao Lisandro para um remate à entrada da área, logo aos 7’. Não poderíamos ter começado pior, mas estranhamente o clube regional não aproveitou para vir para cima de nós. Ao invés, conseguimos controlar a partida até ao intervalo e tivemos uma boa hipótese para empatar, se o Rui Costa tem usado a cabeça em vez do peito para dar sequência a um dos poucos centros acertados que o Nélson fez este ano. Gostaria de agradecer publicamente a esse prostituto de ética e valores chamado Jesualdo Ferreira por ter apresentado uma equipa que pareceu ter medo do Benfica, principalmente durante a 1ª parte.
Na 2ª parte, o C. Rodríguez teve um excelente pontapé logo no início, que passou a rasar o poste, mas mais uma vez a resposta dada pelo banco não foi a mais acertada. O clube regional acelerou o jogo e nós, em vez de tirarmos o Di María que foi muito inconsequente, fizemos sair o Maxi Pereira aos 56’. O resultado foi perdermos o controlo do meio-campo, onde só o Binya passou a defender. Pior do que tudo, o C. Rodríguez, que estava a ser dos melhores, foi obrigado a recuar para perto do camaronês e deixou de estar perto da baliza contrária. É pena que o nosso banco não perceba que para se marcar golos é preciso ter posse de bola e não basta meter só avançados. O 2º golo do clube regional foi bastante parecido com o 1º: Luisão e Nélson dão novamente todo o espaço do universo ao Lisando que, à entrada da área, voltou a não perdoar. Estávamos no minuto 80 e o Makukula tinha entrado para o lugar do Nuno Gomes dois minutos antes. O Di María mantinha-se no relvado e o nosso meio-campo continuava a não funcionar. Finalmente, o banco lá se decidiu pela entrada do Nuno Assis e a saída do argentino aos 85', mas agora já era tarde demais. Tivesse esta substituição sido feita mais cedo e quiçá outro resultado aconteceria. Até final, ainda deu para o Binya ser expulso com o 2º amarelo, porque já se sabe que não fica bem ao Benfica acabar o jogo com 11 na casa do clube regional. O resultado estava decidido e estávamos já nos descontos, mas o Sr. Bruno Paixão ainda tem muito que penar para se limpar do famoso jogo em Campomaior (o único em 25 anos em que o clube regional terá sido prejudicado).
É indesmentível que estamos doentes e a atravessar uma crise de confiança profunda. O clube regional não teve que se esforçar muito para conseguir ganhar, mas felizmente os resultados nos outros campos continuam a dar-nos esperanças. No entanto, o Jesualdo já afirmou que vai fazer a “gestão do plantel” até à final da Taça, portanto já sabemos o que vai acontecer para a semana em Guimarães. Querem ganhar dinheiro fácil? Vão aos sites das apostas e invistam tudo numa vitória do V. Guimarães. É mais que certa!
P.S. – Este jogo foi tão pacífico em tudo que até deu para um momento histórico: foi a 1ª vez que o clube regional devolveu a bola ao adversário, depois de este a ter colocado para fora por causa de um seu jogador que estava lesionado.
sexta-feira, abril 18, 2008
Relembrar XXI – A bomba
Porque precisamos urgentemente de ver imagens positivas, e seguindo uma sugestão do Bakero, deixo aqui o golo do Carlos Manuel que nos deu a vitória frente ao clube regional na final da Taça de Portugal de 1982/83, disputada em pleno Estádio das Antas! A história podem lê-la no (infelizmente não actualizado) blog do TMA e este jogo, quanto a mim, marca simbolicamente o início do “sistema”. Disputar uma final da Taça em casa não é para todos. O que eles não contavam era com o Carlos Manuel & Cia. Pode ser que esta bomba inspire os nossos jogadores para o próximo domingo.
P.S. – Sobre outro assunto, chamo igualmente a atenção para estas imagens na Tertúlia Benfiquista.
P.S. – Sobre outro assunto, chamo igualmente a atenção para estas imagens na Tertúlia Benfiquista.
quinta-feira, abril 17, 2008
Do céu ao inferno
Como é que foi possível nós termos permitido a ressurreição de uma equipa que estava mais que derrotada ao intervalo é algo que eu ainda tento perceber. Ou melhor, até é relativamente fácil, bastava eu aqui copiar o post do jogo anterior. Quando há lugares cativos na equipa, é natural que estas coisas aconteçam. O meio-campo do Benfica deu um estrondo enorme na 2ª parte e do banco não vieram as respostas devidas. A entrada do Binya (para não dizer que deveria ter sido titular) era imprescindível para estancar a pressão dos lagartos, mas infelizmente no banco não se percebeu isto. E como me custa muito dizer mal de jogadores do Benfica que eu aprendi a respeitar e que também não é por causa deste jogo que eu vou achar que têm que ser corridos a pontapé, vou ficar por aqui. Mas lá que um ou dois deles deveriam ter sido substituídos mais cedo, isso é indesmentível.
Como referi várias vezes, era inadmissível o Benfica passar mais uma época sem ganhar nada. E, tal como disse aqui, se por acaso isso acontecesse, o culpado teria um rosto. Espero que ele se assuma e que nos venha pedir desculpas públicas. Sim, porque nós todos, especialmente os 9.000 que fizemos o sacrifício de ir ao WC, não merecíamos isto.
P.S. – Não foi por aí que perdemos, re-pi-to, não foi por aí que perdemos, mas assistimos a mais uma arbitragem habilidosíssima do Sr. Jorge Sousa. O critério dos amarelos é para rir (para lances iguais, se era verde não levava, se era vermelho claro que sim) e muitas vezes o campo parecia inclinado. O lance do Di María é duvidoso (ele já vai a arrastar o pé, quando é efectivamente tocado pelo Rui Patrício), mas de duas coisas tenho a certeza: 1) se fosse ao contrário, era penalty de certeza; 2) foi mais penalty que o lance do Moreira sobre o Silva no 1º derby no novo Estádio da Luz. E claro que há um agarrão do Tonel ao Luisão na sequência de um canto, quando o resultado ainda estava 0-2. Se fosse ao contrário, eu imagino a choradeira que não haveria!
sábado, abril 12, 2008
Incompreensível
Perdemos em casa frente à Académica (0-3) e estamos em risco de cair para o 4º lugar. Depois do último jogo no Bessa, nada faria prever um resultado e uma exibição destas. Quando dois dos mais importantes e regulares jogadores do Benfica (Luisão e Léo) oferecem dois golos ao adversário, está tudo dito. Nada correu bem, ninguém se destacou pela positiva e o jogo foi um verdadeiro pesadelo.
Só queria dizer uma última coisa: eu gosto imenso do Luisão, Petit, Nuno Gomes e todos aqueles que foram importantes para a conquista de títulos, mas não percebo porque é que há lugares cativos na equipa. A substituição do Binya, que estava a ser dos melhorzinhos e mais esclarecidos (a correr, cortar bolas e a dá-las jogáveis aos companheiros), não tem a mínima justificação. Neste momento, ele tem que ser titular do Benfica. Doa a quem doer.
P.S. – A única explicação que encontro para este resultado é nós querermo-nos colocar na pele da “equipa que está mal”, que geralmente é quem ganha os derbies. Se os lagartos perdem em casa por 0-2, nós a seguir perdemos por três. Depois deste resultado, o mínimo que se pode exigir aos jogadores é uma grande vitória na próxima 4ª feira. OUVIRAM?!
Só queria dizer uma última coisa: eu gosto imenso do Luisão, Petit, Nuno Gomes e todos aqueles que foram importantes para a conquista de títulos, mas não percebo porque é que há lugares cativos na equipa. A substituição do Binya, que estava a ser dos melhorzinhos e mais esclarecidos (a correr, cortar bolas e a dá-las jogáveis aos companheiros), não tem a mínima justificação. Neste momento, ele tem que ser titular do Benfica. Doa a quem doer.
P.S. – A única explicação que encontro para este resultado é nós querermo-nos colocar na pele da “equipa que está mal”, que geralmente é quem ganha os derbies. Se os lagartos perdem em casa por 0-2, nós a seguir perdemos por três. Depois deste resultado, o mínimo que se pode exigir aos jogadores é uma grande vitória na próxima 4ª feira. OUVIRAM?!
quinta-feira, abril 10, 2008
Relembrar XX – Pratas da casa
Para celebrar a recepção da nota de culpa do caso Apito Dourado ao clube regional e seu presidente, e as magníficas arbitragens do passado fim-de-semana, recordo aqui o jogo entre o clube regional e o Benfica na época 94/95. Era uma partida decisiva para o Benfica que, caso perdesse, ficaria de vez afastado do título logo na 23ª jornada no início de Março. E como não é difícil adivinhar, perdemos mesmo (1-2) naquela que foi a 1ª das dez derrotas seguidas que tivemos em casa do clube regional (vendo as imagens percebe-se como é que a maioria delas aconteceram), até ao empate conseguido no ano do título, com um golo do Geovanni.
Devo confessar que tive uma grande desilusão na transcrição para DVD dos resumos do Glorioso que estou a fazer. O resumo que tenho do jogo da finalíssima da Supertaça em Coimbra (época 90/91, mas disputado já no início da época 92/93!) da famosa corrida de 100m costas do Sr. José Pratas, perante uma equipa do clube regional em fúria atrás dele, não contém esse momento! O que pensando bem não é de estranhar, já que o resumo foi feito na RTP Porto. Tem os golos e pouco mais. Mais um caso em que o polvo atacou, já que havia coisas que não interessava mostrar. No entanto, o Sr. José Pratas voltou a revelar o material de que era feito dois anos e meio depois.
Esta partida tem de tudo para se perceber a corrupção que vigora no futebol português há 25 anos e cuja pena que se prevê é de... seis pontos perdidos! Há exemplos perfeitos de lances semelhantes que tiveram decisões diferentes, caso fossem a favor ou contra o clube regional. Senão vejamos:
1) Tudo começa com o golo do empate do Benfica aos 38’. Reparem bem na atitude de todos os jogadores do clube regional em relação ao fiscal-de-linha, que se limitou a validar um lance perfeitamente legal. Escusado será dizer que não aconteceu nada a nenhum jogador deles.
2) O segundo caso é uma das entradas mais assassinas que me lembro de ver em jogos de futebol. O Secretário atinge o João V. Pinto com os pitons no joelho! Se o nosso jogador estivesse com o pé no chão, este lance teria certamente significado o final da sua carreira. O árbitro mostrou amarelo, mas como era o segundo teve que o expulsar (coitado...) aos 40’. Amarelo para uma entrada destas! Já na parte final da partida, depois de o resultado estar feito, o Dimas (que foi quem recebeu a carícia - não punida, obviamente - do Paulinho Santos no lance do Secretário) não teve a mesma sorte. Viu mesmo vermelho directo.
3) Finalmente os penalties. Aos 64’, com o clube regional a jogar com 10 e ainda 1-1 no marcador, o defesa-central José Carlos derruba claramente o João V. Pinto na área. O Sr. José Pratas assinalou o respectivo... pontapé de baliza! O Benfica a ganhar em casa do clube regional a 25' do fim e a jogar com mais um? Seria mais fácil haver vida em Marte! Aos 79’ e já depois de o clube regional ter feito o 2-1, este mesmo José Carlos é derrubado pelo Preud’homme na área. Aqui, o Sr. José Pratas manteve o mesmo critério: assinalou o que mais convinha ao clube regional.
25 anos disto e a pena máxima será... seis pontos perdidos! Não me venham com histórias de parabéns pelo títulos deste clube hediondo.
Devo confessar que tive uma grande desilusão na transcrição para DVD dos resumos do Glorioso que estou a fazer. O resumo que tenho do jogo da finalíssima da Supertaça em Coimbra (época 90/91, mas disputado já no início da época 92/93!) da famosa corrida de 100m costas do Sr. José Pratas, perante uma equipa do clube regional em fúria atrás dele, não contém esse momento! O que pensando bem não é de estranhar, já que o resumo foi feito na RTP Porto. Tem os golos e pouco mais. Mais um caso em que o polvo atacou, já que havia coisas que não interessava mostrar. No entanto, o Sr. José Pratas voltou a revelar o material de que era feito dois anos e meio depois.
Esta partida tem de tudo para se perceber a corrupção que vigora no futebol português há 25 anos e cuja pena que se prevê é de... seis pontos perdidos! Há exemplos perfeitos de lances semelhantes que tiveram decisões diferentes, caso fossem a favor ou contra o clube regional. Senão vejamos:
1) Tudo começa com o golo do empate do Benfica aos 38’. Reparem bem na atitude de todos os jogadores do clube regional em relação ao fiscal-de-linha, que se limitou a validar um lance perfeitamente legal. Escusado será dizer que não aconteceu nada a nenhum jogador deles.
2) O segundo caso é uma das entradas mais assassinas que me lembro de ver em jogos de futebol. O Secretário atinge o João V. Pinto com os pitons no joelho! Se o nosso jogador estivesse com o pé no chão, este lance teria certamente significado o final da sua carreira. O árbitro mostrou amarelo, mas como era o segundo teve que o expulsar (coitado...) aos 40’. Amarelo para uma entrada destas! Já na parte final da partida, depois de o resultado estar feito, o Dimas (que foi quem recebeu a carícia - não punida, obviamente - do Paulinho Santos no lance do Secretário) não teve a mesma sorte. Viu mesmo vermelho directo.
3) Finalmente os penalties. Aos 64’, com o clube regional a jogar com 10 e ainda 1-1 no marcador, o defesa-central José Carlos derruba claramente o João V. Pinto na área. O Sr. José Pratas assinalou o respectivo... pontapé de baliza! O Benfica a ganhar em casa do clube regional a 25' do fim e a jogar com mais um? Seria mais fácil haver vida em Marte! Aos 79’ e já depois de o clube regional ter feito o 2-1, este mesmo José Carlos é derrubado pelo Preud’homme na área. Aqui, o Sr. José Pratas manteve o mesmo critério: assinalou o que mais convinha ao clube regional.
25 anos disto e a pena máxima será... seis pontos perdidos! Não me venham com histórias de parabéns pelo títulos deste clube hediondo.
segunda-feira, abril 07, 2008
Desistir
A melhor exibição da época não foi materializada numa vitória e empatámos no Bessa (0-0). Foi um jogo bastante semelhante ao do ano passado na Luz, em que uma exibição avassaladora da nossa parte, principalmente no 2º tempo, ou esbarrava no Peter Jehle, ou nos defesas contrários, ou na barra, ou no Sr. Lucílio Baptista.
Assumimos de vez o regresso ao 4-4-2 em losango e não há dúvidas do melhor aproveitamento da maioria dos jogadores neste sistema táctico. Sinceramente perdi a conta às oportunidades de golo que tivemos, mas os deuses e os Deuses não estiveram connosco. É frustrante não ganhar uma partida depois de uma exibição destas, mas a meio da 2ª parte comecei a ver um déjà vu do ano passado. Um sms do D’Arcy dizia-me isso mesmo, ao que eu respondi que só faltava a bola no poste. Poucos minutos depois, o ramalhete estava completo. O que não estava no programa (ou melhor, claro que estava basta ver o que se tem passado nestes últimos 20 anos) foi o que se passou em relação à arbitragem. Pelo menos dois penalties evidentes por marcar (falta sobre o Léo e mão do defesa a um cabeceamento do Edcarlos nos últimos minutos), já para não falar do encostão ao Petit antes do lance sobre o Léo, de um salto de um defesa sobre o C. Rodríguez em plena área, de uma cotovelada sobre o Nuno Gomes à entrada da área numa disputa de bola da qual resultaria um livre perigosíssimo a nosso favor e de uma mão que cortou um cruzamento bem medido do Nélson nos últimos minutos. Ainda por cima, o Sr. Lucílio Baptista tinha assinalado (e bem) um penalty do inenarrável Edcarlos na 1ª parte, que o Quim defendeu (e não me venham falar do lance do braço do Nélson, porque a bola ressalta da anca para o braço, que já estava estendido para trás), portanto nem se pode dizer que não tinha já marcado um penalty a favor do Boavista. Mas não, o Sr. Lucílio Baptista nada quis ver. Curiosamente, na semana passada este mesmo Sr. Lucílio Baptista viu o que não aconteceu (penalty inexistente sobre o Quaresma em Belém), mas aqui também há justificação: como é que o clube regional faria a festa em casa se não tivesse ganho ao Belenenses?!
Juntamente com um golo anulado e um penalty por marcar ambos a favor do Paços de Ferreira contra o V. Guimarães (2-2) e um golo anulado ao Braga que estava a perder por 0-2 frente aos lagartos, mas ainda faltavam 30’ para jogar, temos o cenário todo montado para a parte final do campeonato. E vou ser muito claro em relação a isto: eu acho que o Benfica deveria desistir do campeonato. Agora, enquanto ainda está em 2º lugar para o impacto ser maior e não sermos acusados de desistir só porque estaremos em 4º, que é o lugar para onde vamos parar no final do campeonato. Muito sinceramente. Assumimos que não temos condições, paciência e disposição para continuar a participar neste estado de coisas. É uma questão do higiene: rodeados desta m**** toda, não há nada que possamos fazer. Chafurdem nela sozinhos! Ainda agora no Bessa se viu: estádio com a bancada visitante completamente cheia, isto no fim-de-semana em que outro clube se sagrou campeão e portanto poderia haver algum desânimo dos nossos adeptos. Somos nós o abono de família de todos, repitos T-O-D-O-S, os clubes do campeonato, e estaria muito curioso para ver como é que eles iriam competir sem nós. Façam uma liga entre estes amiguinhos e cúmplices todos, Guimarães, clube regional, lagartos (eu faço ideia o que estes não diriam se o Apito Dourado fosse connosco...) todos sem o Benfica. NÃO VALE A PENA! Quando 20 anos de CORRUPÇÃO, compadrio, tráficos de influência e interesses resultam numa possível pena de seis pontos, S-E-I-S(!) pontos, está tudo dito. Joguem sozinhos que ficarão mais felizes.
Quanto a nós, proponho que façamos uma exposição à Uefa e à Fifa a demonstrar como em Portugal, qual Zimbabwe ou Coreia do Norte, a pena para um clube que corrompe árbitros são seis pontos e nos candidatemos a competir num outro campeonato. Pode ser já o espanhol, que fica mais perto. Aqui não vale mais a pena. Ou certas figuras são eliminadas do panorama desportivo (o que pelo actual estado de coisas não se está a ver acontecer), ou acho mesmo que o Benfica os deveria deixar a jogar sozinhos. HÁ QUE TOMAR MEDIDAS DRÁSTICAS, caso contrário a impunidade perpetuar-se-á. Isto tudo mete tanto nojo, que só me dá vontade de vomitar.
Assumimos de vez o regresso ao 4-4-2 em losango e não há dúvidas do melhor aproveitamento da maioria dos jogadores neste sistema táctico. Sinceramente perdi a conta às oportunidades de golo que tivemos, mas os deuses e os Deuses não estiveram connosco. É frustrante não ganhar uma partida depois de uma exibição destas, mas a meio da 2ª parte comecei a ver um déjà vu do ano passado. Um sms do D’Arcy dizia-me isso mesmo, ao que eu respondi que só faltava a bola no poste. Poucos minutos depois, o ramalhete estava completo. O que não estava no programa (ou melhor, claro que estava basta ver o que se tem passado nestes últimos 20 anos) foi o que se passou em relação à arbitragem. Pelo menos dois penalties evidentes por marcar (falta sobre o Léo e mão do defesa a um cabeceamento do Edcarlos nos últimos minutos), já para não falar do encostão ao Petit antes do lance sobre o Léo, de um salto de um defesa sobre o C. Rodríguez em plena área, de uma cotovelada sobre o Nuno Gomes à entrada da área numa disputa de bola da qual resultaria um livre perigosíssimo a nosso favor e de uma mão que cortou um cruzamento bem medido do Nélson nos últimos minutos. Ainda por cima, o Sr. Lucílio Baptista tinha assinalado (e bem) um penalty do inenarrável Edcarlos na 1ª parte, que o Quim defendeu (e não me venham falar do lance do braço do Nélson, porque a bola ressalta da anca para o braço, que já estava estendido para trás), portanto nem se pode dizer que não tinha já marcado um penalty a favor do Boavista. Mas não, o Sr. Lucílio Baptista nada quis ver. Curiosamente, na semana passada este mesmo Sr. Lucílio Baptista viu o que não aconteceu (penalty inexistente sobre o Quaresma em Belém), mas aqui também há justificação: como é que o clube regional faria a festa em casa se não tivesse ganho ao Belenenses?!
Juntamente com um golo anulado e um penalty por marcar ambos a favor do Paços de Ferreira contra o V. Guimarães (2-2) e um golo anulado ao Braga que estava a perder por 0-2 frente aos lagartos, mas ainda faltavam 30’ para jogar, temos o cenário todo montado para a parte final do campeonato. E vou ser muito claro em relação a isto: eu acho que o Benfica deveria desistir do campeonato. Agora, enquanto ainda está em 2º lugar para o impacto ser maior e não sermos acusados de desistir só porque estaremos em 4º, que é o lugar para onde vamos parar no final do campeonato. Muito sinceramente. Assumimos que não temos condições, paciência e disposição para continuar a participar neste estado de coisas. É uma questão do higiene: rodeados desta m**** toda, não há nada que possamos fazer. Chafurdem nela sozinhos! Ainda agora no Bessa se viu: estádio com a bancada visitante completamente cheia, isto no fim-de-semana em que outro clube se sagrou campeão e portanto poderia haver algum desânimo dos nossos adeptos. Somos nós o abono de família de todos, repitos T-O-D-O-S, os clubes do campeonato, e estaria muito curioso para ver como é que eles iriam competir sem nós. Façam uma liga entre estes amiguinhos e cúmplices todos, Guimarães, clube regional, lagartos (eu faço ideia o que estes não diriam se o Apito Dourado fosse connosco...) todos sem o Benfica. NÃO VALE A PENA! Quando 20 anos de CORRUPÇÃO, compadrio, tráficos de influência e interesses resultam numa possível pena de seis pontos, S-E-I-S(!) pontos, está tudo dito. Joguem sozinhos que ficarão mais felizes.
Quanto a nós, proponho que façamos uma exposição à Uefa e à Fifa a demonstrar como em Portugal, qual Zimbabwe ou Coreia do Norte, a pena para um clube que corrompe árbitros são seis pontos e nos candidatemos a competir num outro campeonato. Pode ser já o espanhol, que fica mais perto. Aqui não vale mais a pena. Ou certas figuras são eliminadas do panorama desportivo (o que pelo actual estado de coisas não se está a ver acontecer), ou acho mesmo que o Benfica os deveria deixar a jogar sozinhos. HÁ QUE TOMAR MEDIDAS DRÁSTICAS, caso contrário a impunidade perpetuar-se-á. Isto tudo mete tanto nojo, que só me dá vontade de vomitar.
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