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sábado, maio 24, 2008

Quique Flores

Finalmente temos treinador, apesar de esta ser uma escolha que está longe de me entusiasmar. Dou-lhe OBVIAMENTE o benefício da dúvida, mas não sei se um treinador que foi despedido do Valência, por causa de maus resultados, serve para o Benfica. É “jovem, estudioso e ambicioso”, tudo palavras bonitas, mas o que é facto é que na sua (curta, é certo) carreira, ainda não ganhou nenhum título. Eu preferia ter um treinador que já soubesse o que é ganhar troféus (o Laudrup foi campeão da Dinamarca, por exemplo). Conseguir levar o Valência dois anos seguidos à Liga dos Campeões é o seu melhor cartão-de-visita. Será suficiente?

Por outro lado, eu percebo a lógica dos projectos a médio prazo, mas dado o historial de um treinador por época nos últimos 16(!) anos (desde que o Eriksson saiu em 91/92, não houve um único treinador a completar dois anos seguidos no banco do Benfica), não sei se é muito prudente fazer um contrato por duas temporadas. Se as coisas correrem mal no 1º ano e o homem for como o Fernando Santos, e não apresentar a demissão, arriscamo-nos a ter que lhe pagar uma indemnização para sair. E já disse aqui mais de uma vez: o Benfica tem que ganhar (pelo menos) um troféu oficial por época. Tudo o que seja menos que isso é um mau ano.

A não ser que esta contratação, juntamente com a nova direcção desportiva do Rui Costa, corresponda efectivamente a um novo ciclo no Benfica. Espero sinceramente que sim, que as coisas deixem de ser feitas em cima do joelho e que nós paremos de dispensar João Pereiras para um ano depois irmos buscar Luís Filipes. Isso inevitavelmente trará de volta as vitórias e os troféus e, se assim for, virei aqui muito contente no final da época assumir o meu mea culpa por este cepticismo acerca do treinador.

P.S. – Espero que os nomes do Albelda e Carlos Martins(?!?!) façam parte da silly season que vivemos, caso contrário não é certamente com eles que o meu pouco entusiasmo com o Quique Flores se vai dissipar...

sexta-feira, maio 16, 2008

Campeões Nacionais de Andebol

Ao fim de 18(!) anos, conseguimos matar este borrego! Como diz o Pedro FF, que foi o meu companheiro de bancada, é bom juntar na mesma frase “Benfica” e “Campeão”. Muitos parabéns a todos!

P.S. – Incompreensivelmente (ou talvez não...), não vamos renovar com o Aleksander Donner. A não ser que ele tenha desrespeitado fortemente o clube (o que presumo não ter acontecido, caso contrário já não estaria cá), esta saída não tem pés nem cabeça. O homem fez-nos voltar aos títulos e nós agradecemos-lhe dispensando-o. Tal como fizemos com o Mortimore e o Toni no futebol há uns anos atrás. Parece que não aprendemos. Dizem que ele tem mau feitio. Foi o seu 10º título nacional. Não me parece que o feitio seja importante...

terça-feira, maio 13, 2008

Apito Final

A decisão da Comissão Disciplinar da Liga foi conhecida na 6ª feira, mas só hoje escrevo sobre ela, porque ainda estou a tentar recuperar do choque que foi confirmar que o crime, em Portugal, mais do que compensa. Não era nada que já não se antecipasse desde que a moldura das penas foi conhecida, mas o facto consumado torna real a previsão. 25 anos de compadrios, corrupção, tráfico de influências deram seis pontos de penalização ao clube regional. E o seu presidente ainda goza com o facto, escudado nos mais de 20 pontos que tinha de avanço. Só mesmo neste país é que não há absolutamente nenhuma vergonha na cara.

Mas o que eu queria salientar neste post é a decisão do clube regional de não recorrer da pena que lhe foi aplicada. Ou seja, eles preferem assumir que são corruptos do que lutar até às últimas consequências para provar a sua inocência, como qualquer pessoa ou entidade com o mínimo de dignidade faria. Isto, claro, porque preferem perder os pontos neste campeonato já que não lhe fazem diferença nenhuma. Trocar a honra, a honestidade, a verticalidade e o bom nome por um possível título diz tudo acerca da mentalidade daquele clube. É por isso que estarei eternamente grato por não pertencer àquela corja. Teria vergonha na cara e pintá-la-ia de preto. Vender o corpo e alma por benefícios materiais tem um significado no meu dicionário. O mesmo do pagamento que aquele clube fez ao Jacinto Paixão. Não percebo como é que não há adeptos revoltados com esta decisão do clube, ou se os há, piam muito baixinho e é como se não existissem. A mancha no nome é algo que vai ficar para sempre. Deus me livre de ver alguma vez o Benfica vender o seu bom nome em favor de um possível título. Há valores incorruptíveis e mais importantes que conquistas desportivas, mas explicar isto a um clube hediondo e nojento como aquele é tarefa inglória.

Vale tudo para ganhar títulos. É por isso que por muito que ganhem jamais nos chegarão aos calcanhares. Porque não sabem ganhar, nem querem saber como ganham. Estes últimos anos do Benfica não foram nada famosos em termos desportivos, porém NUNCA na vida os trocaria pelos do clube regional. Prefiro perder, mas andar de cabeça levantada, do que ganhar num clube que prostitui os seus próprios valores.

segunda-feira, maio 12, 2008

Tristeza

Na despedida de um dos maiores jogadores portugueses de sempre, estiveram 54.222 espectadores na Luz, o que não sendo casa cheia acabou por me espantar, pois contava com bem menos. Vencemos o V. Setúbal (3-0), mas como era previsível não conseguimos sair do 4º lugar, já que os nossos adversários também ganharam os jogos em casa. Assim sendo, estamos fora da Liga dos Campeões para o ano, o que é uma TREMENDA frustração.

O jogo não teve grande história, já que a nossa vitória é incontestável. Marcámos dois golos ainda na 1ª parte (Katsouranis e Cardozo) e a partida ficou decidida. O Rui Costa bem tentou fazer um golo na despedida, mas o guarda-redes do V. Setúbal, Eduardo, e a falta de pontaria não o deixaram. A qualidade da nossa exibição foi melhor do que nos jogos anteriores, facto a que não me parece alheio a ausência do Petit no meio-campo. Na sua baixa de forma, o nº 6 emperra muito o desenvolvimento das nossas jogadas atacantes e hoje viu-se bem a diferença com o Katsouranis naquela posição. O momento da partida deu-se naturalmente com a substituição do Rui Costa a cinco minutos do fim. Felizmente o árbitro não era o Marc Batta, senão ele teria levado um amarelo pelo tempo que demorou a sair. Foi um momento bastante bonito e, ao contrário do que previa, não soltei nenhuma lágrima, mas talvez perceba o porquê: gosto IMENSO do Rui Costa, acho que será muito difícil voltar a ter um jogador como ele, mas só consegui estar 99% de corpo e alma a desfrutar daquele momento, por causa do 4º lugar em que iríamos acabar e da não-presença na Liga dos Campeões. E bastava só termos ganho na semana passada...

Para além da tristeza de ver o maestro terminar a carreira e da frustração que foi o nosso campeonato este ano, não posso deixar de criticar a atitude de uma das claques do Benfica durante praticamente o jogo todo. Têm todo o tempo do mundo para criticar o presidente, mas acho lamentável que tenham escolhido o jogo de despedida do Rui Costa para o terem insultado constantemente. Quanto mais não fosse por respeito ao próprio Rui. E não foi só a ele, como também aos próprios jogadores, tendo sido o expoente máximo os insultos ao Nuno Gomes, depois de um falhanço. É claro que a época não lhe correu nada bem e mesmo neste jogo falhou alguns golos escandalosos, mas é o capitão do Benfica e não tenho dúvidas que é dos poucos que sente a camisola. E só por isso merecia mais respeito. Já para não falar nos mais de 100 golos que marcou com a nossa camisola. Uma coisa é assobiá-lo quando falha (algo que eu não faço, mas percebo que seja feito), outra coisa completamente diferente é partir para o insulto. Felizmente, ele respondeu-lhes, e bem, com o 3º golo da partida.


Individualmente gostei do Luisão e Edcarlos (ambos muito seguros a defender), do Katsouranis a trinco (a sua leitura de jogo é preciosa), do Maxi Pereira a lateral-direito (substituiu o Nélson lesionado e parece-me que é aí que poderá ter utilidade no futuro) e do golaço do Cardozo. O Di María também termina bem a época (apesar de só ter jogado 25') e teve o melhor domínio de bola do ano, ao receber praticamente de costas um passe do maestro. É um jogador que com um pouco mais de trabalho, principalmente mental, poderá rebentar para o ano. Todos os outros estiveram regulares.

Não fossem alguns momentos de magia proporcionados pelo Rui Costa e esta época seria para nunca mais relembrar. Por isto, pelo teu carácter, rectidão, desportivismo, honestidade, humildade e benfiquismo, só poderia terminar este post dizendo-te: MUITO OBRIGADO, RUI COSTA!

P.S. – Agora espero que o Rui Costa, director-desportivo, não deixe que aqueles acenos do Léo e do C. Rodríguez para o público no final do jogo tenham significado um adeus de ambos ao clube... Seria uma má maneira de começar as novas funções.

quarta-feira, maio 07, 2008

Porque a tradição é para manter



Cá está ela! Dois anos depois, como habitualmente, estou de volta a estas lides. Curiosamente, ou talvez não, em relação ao Euro 2004, a caderneta cresceu em 200(!) cromos, tendo agora um total de 535. O que faz o consumismo...

domingo, maio 04, 2008

LAMENTÁVEL E VERGONHOSO

Gostaria de dizer o seguinte aos jogadores (?) do Benfica que entraram hoje em campo para defrontar o E. Amadora: VÃO TODOS BARDAMERDA! Assim mesmo, sem asteriscos porque às vezes as coisas têm que ser ditas com todas as letras.

Empatámos (0-0) e desperdiçámos a hipótese de chegar ao 3º lugar, porque como era de calcular o V. Guimarães não conseguiu ganhar no Restelo. Mas pior que o empate foi a forma como ele se deu. É INADMISSÍVEL que aquele bando de pessoas que envergaram hoje as gloriosas camisolas entre em campo com uma atitude daquelas. Descrentes, sem garra, sem brio, sem orgulho, apáticos, com um empenho que eu não via há muito tempo. Deitaram fora a oportunidade de jogar a Liga dos Campeões sem a mínima luta (não acredito que o V. Guimarães não ganhe para a semana ao E. Amadora). O mínimo que o Sport Lisboa e Benfica deveria fazer era ir buscar ao ordenado daqueles tipos o dinheiro que vamos deixar de ganhar com a não-participação na Champions, já que o aspecto desportivo é irrecuperável. NÃO SE PODE ADMITIR o que se passou hoje na Reboleira. Eu desculpo tudo, MENOS a falta de motivação para jogar com a gloriosa camisola. Se não têm brio profissional, ao menos poderiam respeitar os otários como eu que ainda me dei ao trabalho de ir à Amadora e gastar os 20€ mais mal gastos na minha vida. É o que dá não cumprir as promessas que fazemos a nós mesmos: depois da exibição em Belém este ano, tinha decidido que, tirando o WC, não veria mais nenhum jogo do Benfica fora de casa. Foi no que deu... A única coisa que se aproveitou foi a companhia do D’Arcy e do TMA.

Triste despedida vai ter o Rui Costa da sua carreira de jogador. Muito sinceramente se não fosse por ele (apesar de estar a cair a pique neste último mês, mas também ninguém é de ferro e já bastante fez ele este ano), passou-me pela cabeça não ir ver o jogo frente ao V. Setúbal para a semana. Provavelmente acabaria sempre por ir, mas só o facto de ter pensado nessa possibilidade diz muito sobre o meu desânimo em relação a esta equipa.

P.S. – Para esta exibição MISERÁVEL muito contribuíram a entrada do Petit e do Maxi Pereira para o onze inicial. É a tal história dos lugares-cativos na equipa. O nº 6 está numa forma péssima e fisicamente de rastos e o uruguaio só joga alguma coisa nas partidas com grande visibilidade (Milan, por exemplo). Além disso, o Binya e o Nuno Assis (que foi dos melhorzitos contra o Belenenses) estavam no banco. No mínimo, incompreensível...

domingo, abril 27, 2008

Finalmente uma vitória

Regressámos às vitórias vencendo o Belenenses por 2-0. Foi um jogo melhor conseguido da nossa parte em relação aos últimos (também não era difícil) e o triunfo é mais do que justo.

Com os castigos do Maxi Pereira e do Binya, e a não-recuperação do Petit, o Katsouranis subiu para trinco e o Nuno Assis e o Edcarlos entraram na equipa, juntamente com o Cardozo em vez do Di María. Não entrámos mal na partida, mas foi sol de pouca dura. Ainda assim tivemos mais oportunidades que o Belenenses na 1ª parte (Cardozo 2x e Rui Costa), mas o jogo acabou por ser equilibrado. Perto do intervalo, o Luisão resolveu começar a pagar a dívida da Académica e marcou um excelente golo, num remate de primeira dentro da área. Mas ainda antes de terminar a 1ª parte, tivemos tempo para deixar o Belenenses criar uma grande oportunidade, com o Quim a fazer muito bem a mancha perante um adversário isolado.

Na 2ª parte, não entrámos tão bem e sofremos forte pressão dos azuis. Aos 54’ acabámos por ter bastante sorte, já que vimos a bola a bater no nosso poste duas vezes na mesma jogada pelo mesmo jogador (Rafael Bastos)! Só tínhamos um elemento defensivo no meio-campo (Katsouranis) e o Belenenses manobrava à vontade. No entanto, aos 63’ o Chalana decidiu-se pela entrada do Di María para o lugar do inoperante Nuno Gomes e dois minutos depois o argentino foi derrubado perto da área. Eu disse aos meus companheiros de bancada que, se a barreira estivesse à distância, seria golo do Cardozo. E assim foi! Grande pontapé e bola ao canto superior direito da baliza. A partir daqui, o jogo alterou-se porque ficámos mais confiantes, mantivemos a bola durante mais tempo e fomos mais esclarecidos a sair para o ataque. Do outro lado, a saída o Silas a 15’ do fim acabou com o jogo atacante do Belenenses. Até final ainda deu para um adversário ser expulso (confesso que no estádio me pareceu forçado o vermelho directo, porque só vi o empurrão ao Cardozo e não a estalada ao Katsouranis, mas não há dúvidas que foi merecido) e para o nosso grego levar um amarelo que o impedirá de jogar na Amadora.

Individualmente há que destacar o Luisão e não só pelo golo. Esteve quase irrepreensível a defender e foi notório depois que o golo lhe deu confiança. Também gostei muito do Katsouranis a trinco, já que apesar de não ser o jogador que corre quilómetros atrás dos adversários tem uma excelente percepção das jogadas, o que lhe permite cortar bastantes bolas. O Nuno Assis esteve bastante bem na 1ª parte, desceu na 2ª, mas é muito melhor jogador que o Maxi Pereira. O problema para alguns é que já está no Benfica há muito tempo... De resto, toda a equipa esteve mediana em termos exibicionais, mas muito bem na entrega e na disputa dos lances.

Os nossos adversários só jogam mais logo, mas estou convencido que se nós ganharmos os dois últimos jogos iremos à Champions. Pode só ser à pré-eliminatória, mas acho que os lagartos não passarão em Paços de Ferreira e o V. Guimarães em Belém para a semana. A grande incógnita será o resultado do clube regional no D. Afonso Henriques logo ao fim da tarde. O que se sabe é que, fazendo jus ao clube que são, irão fazer “poupanças” e jogar com os suplentes. Nem outra coisa seria de esperar...

P.S. – E só faltam dois jogos para nos despedirmos do maestro... :-(

segunda-feira, abril 21, 2008

Ainda na luta

Para o que eu estava à espera, este fim-de-semana futebolístico até acabou por nem correr mal. Perdemos em casa do clube regional (0-2), mas a humilhação que se previa esteve longe de acontecer. Por outro lado, o V. Guimarães empatou em Coimbra e os lagartos foram brindados em Leiria (terreno do último!) por 1-4(!), o que resultou só num ponto perdido para os vimaranenses. Estamos a quatro do 2º e a um do 3º lugar, portanto ainda temos hipóteses de atingir a Champions.

Quanto ao nosso jogo pouco há a dizer. Uma lesão do Petit fez entrar o Binya para a equipa titular e notou-se melhorias. No entanto, entrámos praticamente a perder. O Luisão não conseguiu cortar a bola e o Nélson deu todo o espaço do mundo ao Lisandro para um remate à entrada da área, logo aos 7’. Não poderíamos ter começado pior, mas estranhamente o clube regional não aproveitou para vir para cima de nós. Ao invés, conseguimos controlar a partida até ao intervalo e tivemos uma boa hipótese para empatar, se o Rui Costa tem usado a cabeça em vez do peito para dar sequência a um dos poucos centros acertados que o Nélson fez este ano. Gostaria de agradecer publicamente a esse prostituto de ética e valores chamado Jesualdo Ferreira por ter apresentado uma equipa que pareceu ter medo do Benfica, principalmente durante a 1ª parte.

Na 2ª parte, o C. Rodríguez teve um excelente pontapé logo no início, que passou a rasar o poste, mas mais uma vez a resposta dada pelo banco não foi a mais acertada. O clube regional acelerou o jogo e nós, em vez de tirarmos o Di María que foi muito inconsequente, fizemos sair o Maxi Pereira aos 56’. O resultado foi perdermos o controlo do meio-campo, onde só o Binya passou a defender. Pior do que tudo, o C. Rodríguez, que estava a ser dos melhores, foi obrigado a recuar para perto do camaronês e deixou de estar perto da baliza contrária. É pena que o nosso banco não perceba que para se marcar golos é preciso ter posse de bola e não basta meter só avançados. O 2º golo do clube regional foi bastante parecido com o 1º: Luisão e Nélson dão novamente todo o espaço do universo ao Lisando que, à entrada da área, voltou a não perdoar. Estávamos no minuto 80 e o Makukula tinha entrado para o lugar do Nuno Gomes dois minutos antes. O Di María mantinha-se no relvado e o nosso meio-campo continuava a não funcionar. Finalmente, o banco lá se decidiu pela entrada do Nuno Assis e a saída do argentino aos 85', mas agora já era tarde demais. Tivesse esta substituição sido feita mais cedo e quiçá outro resultado aconteceria. Até final, ainda deu para o Binya ser expulso com o 2º amarelo, porque já se sabe que não fica bem ao Benfica acabar o jogo com 11 na casa do clube regional. O resultado estava decidido e estávamos já nos descontos, mas o Sr. Bruno Paixão ainda tem muito que penar para se limpar do famoso jogo em Campomaior (o único em 25 anos em que o clube regional terá sido prejudicado).

É indesmentível que estamos doentes e a atravessar uma crise de confiança profunda. O clube regional não teve que se esforçar muito para conseguir ganhar, mas felizmente os resultados nos outros campos continuam a dar-nos esperanças. No entanto, o Jesualdo já afirmou que vai fazer a “gestão do plantel” até à final da Taça, portanto já sabemos o que vai acontecer para a semana em Guimarães. Querem ganhar dinheiro fácil? Vão aos sites das apostas e invistam tudo numa vitória do V. Guimarães. É mais que certa!

P.S. – Este jogo foi tão pacífico em tudo que até deu para um momento histórico: foi a 1ª vez que o clube regional devolveu a bola ao adversário, depois de este a ter colocado para fora por causa de um seu jogador que estava lesionado.

sexta-feira, abril 18, 2008

Relembrar XXI – A bomba

Porque precisamos urgentemente de ver imagens positivas, e seguindo uma sugestão do Bakero, deixo aqui o golo do Carlos Manuel que nos deu a vitória frente ao clube regional na final da Taça de Portugal de 1982/83, disputada em pleno Estádio das Antas! A história podem lê-la no (infelizmente não actualizado) blog do TMA e este jogo, quanto a mim, marca simbolicamente o início do “sistema”. Disputar uma final da Taça em casa não é para todos. O que eles não contavam era com o Carlos Manuel & Cia. Pode ser que esta bomba inspire os nossos jogadores para o próximo domingo.



P.S. – Sobre outro assunto, chamo igualmente a atenção para estas imagens na Tertúlia Benfiquista.

quinta-feira, abril 17, 2008

Do céu ao inferno

Se eu fosse só um adepto de futebol, teria achado este jogo o melhor do ano. Mas não, como é óbvio este jogo foi o pior do ano! Perdemos no WC por 5-3 nas meias-finais da Taça de Portugal e deitámos fora a última possibilidade de ganhar alguma coisa esta época. Foi uma partida tanto mais inacreditável quanto ao intervalo estávamos a ganhar por 2-0 e conseguimos a proeza de sofrer cinco golos dos lagartos nos últimos 23’!

Como é que foi possível nós termos permitido a ressurreição de uma equipa que estava mais que derrotada ao intervalo é algo que eu ainda tento perceber. Ou melhor, até é relativamente fácil, bastava eu aqui copiar o post do jogo anterior. Quando há lugares cativos na equipa, é natural que estas coisas aconteçam. O meio-campo do Benfica deu um estrondo enorme na 2ª parte e do banco não vieram as respostas devidas. A entrada do Binya (para não dizer que deveria ter sido titular) era imprescindível para estancar a pressão dos lagartos, mas infelizmente no banco não se percebeu isto. E como me custa muito dizer mal de jogadores do Benfica que eu aprendi a respeitar e que também não é por causa deste jogo que eu vou achar que têm que ser corridos a pontapé, vou ficar por aqui. Mas lá que um ou dois deles deveriam ter sido substituídos mais cedo, isso é indesmentível.

Como referi várias vezes, era inadmissível o Benfica passar mais uma época sem ganhar nada. E, tal como disse aqui, se por acaso isso acontecesse, o culpado teria um rosto. Espero que ele se assuma e que nos venha pedir desculpas públicas. Sim, porque nós todos, especialmente os 9.000 que fizemos o sacrifício de ir ao WC, não merecíamos isto.

P.S. – Não foi por aí que perdemos, re-pi-to, não foi por aí que perdemos, mas assistimos a mais uma arbitragem habilidosíssima do Sr. Jorge Sousa. O critério dos amarelos é para rir (para lances iguais, se era verde não levava, se era vermelho claro que sim) e muitas vezes o campo parecia inclinado. O lance do Di María é duvidoso (ele já vai a arrastar o pé, quando é efectivamente tocado pelo Rui Patrício), mas de duas coisas tenho a certeza: 1) se fosse ao contrário, era penalty de certeza; 2) foi mais penalty que o lance do Moreira sobre o Silva no 1º derby no novo Estádio da Luz.
E claro que há um agarrão do Tonel ao Luisão na sequência de um canto, quando o resultado ainda estava 0-2. Se fosse ao contrário, eu imagino a choradeira que não haveria!

sábado, abril 12, 2008

Incompreensível

Perdemos em casa frente à Académica (0-3) e estamos em risco de cair para o 4º lugar. Depois do último jogo no Bessa, nada faria prever um resultado e uma exibição destas. Quando dois dos mais importantes e regulares jogadores do Benfica (Luisão e Léo) oferecem dois golos ao adversário, está tudo dito. Nada correu bem, ninguém se destacou pela positiva e o jogo foi um verdadeiro pesadelo.

Só queria dizer uma última coisa: eu gosto imenso do Luisão, Petit, Nuno Gomes e todos aqueles que foram importantes para a conquista de títulos, mas não percebo porque é que há lugares cativos na equipa. A substituição do Binya, que estava a ser dos melhorzinhos e mais esclarecidos (a correr, cortar bolas e a dá-las jogáveis aos companheiros), não tem a mínima justificação. Neste momento, ele tem que ser titular do Benfica. Doa a quem doer.

P.S. – A única explicação que encontro para este resultado é nós querermo-nos colocar na pele da “equipa que está mal”, que geralmente é quem ganha os derbies. Se os lagartos perdem em casa por 0-2, nós a seguir perdemos por três. Depois deste resultado, o mínimo que se pode exigir aos jogadores é uma grande vitória na próxima 4ª feira. OUVIRAM?!

quinta-feira, abril 10, 2008

Relembrar XX – Pratas da casa

Para celebrar a recepção da nota de culpa do caso Apito Dourado ao clube regional e seu presidente, e as magníficas arbitragens do passado fim-de-semana, recordo aqui o jogo entre o clube regional e o Benfica na época 94/95. Era uma partida decisiva para o Benfica que, caso perdesse, ficaria de vez afastado do título logo na 23ª jornada no início de Março. E como não é difícil adivinhar, perdemos mesmo (1-2) naquela que foi a 1ª das dez derrotas seguidas que tivemos em casa do clube regional (vendo as imagens percebe-se como é que a maioria delas aconteceram), até ao empate conseguido no ano do título, com um golo do Geovanni.

Devo confessar que tive uma grande desilusão na transcrição para DVD dos resumos do Glorioso que estou a fazer. O resumo que tenho do jogo da finalíssima da Supertaça em Coimbra (época 90/91, mas disputado já no início da época 92/93!) da famosa corrida de 100m costas do Sr. José Pratas, perante uma equipa do clube regional em fúria atrás dele, não contém esse momento! O que pensando bem não é de estranhar, já que o resumo foi feito na RTP Porto. Tem os golos e pouco mais. Mais um caso em que o polvo atacou, já que havia coisas que não interessava mostrar. No entanto, o Sr. José Pratas voltou a revelar o material de que era feito dois anos e meio depois.

Esta partida tem de tudo para se perceber a corrupção que vigora no futebol português há 25 anos e cuja pena que se prevê é de... seis pontos perdidos! Há exemplos perfeitos de lances semelhantes que tiveram decisões diferentes, caso fossem a favor ou contra o clube regional. Senão vejamos:

1) Tudo começa com o golo do empate do Benfica aos 38’. Reparem bem na atitude de todos os jogadores do clube regional em relação ao fiscal-de-linha, que se limitou a validar um lance perfeitamente legal. Escusado será dizer que não aconteceu nada a nenhum jogador deles.

2) O segundo caso é uma das entradas mais assassinas que me lembro de ver em jogos de futebol. O Secretário atinge o João V. Pinto com os pitons no joelho! Se o nosso jogador estivesse com o pé no chão, este lance teria certamente significado o final da sua carreira. O árbitro mostrou amarelo, mas como era o segundo teve que o expulsar (coitado...) aos 40’. Amarelo para uma entrada destas! Já na parte final da partida, depois de o resultado estar feito, o Dimas (que foi quem recebeu a carícia - não punida, obviamente - do Paulinho Santos no lance do Secretário) não teve a mesma sorte. Viu mesmo vermelho directo.

3) Finalmente os penalties. Aos 64’, com o clube regional a jogar com 10 e ainda 1-1 no marcador, o defesa-central José Carlos derruba claramente o João V. Pinto na área. O Sr. José Pratas assinalou o respectivo... pontapé de baliza! O Benfica a ganhar em casa do clube regional a 25' do fim e a jogar com mais um? Seria mais fácil haver vida em Marte! Aos 79’ e já depois de o clube regional ter feito o 2-1, este mesmo José Carlos é derrubado pelo Preud’homme na área. Aqui, o Sr. José Pratas manteve o mesmo critério: assinalou o que mais convinha ao clube regional.

25 anos disto e a pena máxima será... seis pontos perdidos! Não me venham com histórias de parabéns pelo títulos deste clube hediondo.


segunda-feira, abril 07, 2008

Desistir

A melhor exibição da época não foi materializada numa vitória e empatámos no Bessa (0-0). Foi um jogo bastante semelhante ao do ano passado na Luz, em que uma exibição avassaladora da nossa parte, principalmente no 2º tempo, ou esbarrava no Peter Jehle, ou nos defesas contrários, ou na barra, ou no Sr. Lucílio Baptista.

Assumimos de vez o regresso ao 4-4-2 em losango e não há dúvidas do melhor aproveitamento da maioria dos jogadores neste sistema táctico. Sinceramente perdi a conta às oportunidades de golo que tivemos, mas os deuses e os Deuses não estiveram connosco. É frustrante não ganhar uma partida depois de uma exibição destas, mas a meio da 2ª parte comecei a ver um déjà vu do ano passado. Um sms do D’Arcy dizia-me isso mesmo, ao que eu respondi que só faltava a bola no poste. Poucos minutos depois, o ramalhete estava completo. O que não estava no programa (ou melhor, claro que estava basta ver o que se tem passado nestes últimos 20 anos) foi o que se passou em relação à arbitragem. Pelo menos dois penalties evidentes por marcar (falta sobre o Léo e mão do defesa a um cabeceamento do Edcarlos nos últimos minutos), já para não falar do encostão ao Petit antes do lance sobre o Léo, de um salto de um defesa sobre o C. Rodríguez em plena área, de uma cotovelada sobre o Nuno Gomes à entrada da área numa disputa de bola da qual resultaria um livre perigosíssimo a nosso favor e de uma mão que cortou um cruzamento bem medido do Nélson nos últimos minutos. Ainda por cima, o Sr. Lucílio Baptista tinha assinalado (e bem) um penalty do inenarrável Edcarlos na 1ª parte, que o Quim defendeu (e não me venham falar do lance do braço do Nélson, porque a bola ressalta da anca para o braço, que já estava estendido para trás), portanto nem se pode dizer que não tinha já marcado um penalty a favor do Boavista. Mas não, o Sr. Lucílio Baptista nada quis ver. Curiosamente, na semana passada este mesmo Sr. Lucílio Baptista viu o que não aconteceu (penalty inexistente sobre o Quaresma em Belém), mas aqui também há justificação: como é que o clube regional faria a festa em casa se não tivesse ganho ao Belenenses?!

Juntamente com um golo anulado e um penalty por marcar ambos a favor do Paços de Ferreira contra o V. Guimarães (2-2) e um golo anulado ao Braga que estava a perder por 0-2 frente aos lagartos, mas ainda faltavam 30’ para jogar, temos o cenário todo montado para a parte final do campeonato. E vou ser muito claro em relação a isto: eu acho que o Benfica deveria desistir do campeonato. Agora, enquanto ainda está em 2º lugar para o impacto ser maior e não sermos acusados de desistir só porque estaremos em 4º, que é o lugar para onde vamos parar no final do campeonato. Muito sinceramente. Assumimos que não temos condições, paciência e disposição para continuar a participar neste estado de coisas. É uma questão do higiene: rodeados desta m**** toda, não há nada que possamos fazer. Chafurdem nela sozinhos! Ainda agora no Bessa se viu: estádio com a bancada visitante completamente cheia, isto no fim-de-semana em que outro clube se sagrou campeão e portanto poderia haver algum desânimo dos nossos adeptos. Somos nós o abono de família de todos, repitos T-O-D-O-S, os clubes do campeonato, e estaria muito curioso para ver como é que eles iriam competir sem nós. Façam uma liga entre estes amiguinhos e cúmplices todos, Guimarães, clube regional, lagartos (eu faço ideia o que estes não diriam se o Apito Dourado fosse connosco...) todos sem o Benfica. NÃO VALE A PENA! Quando 20 anos de CORRUPÇÃO, compadrio, tráficos de influência e interesses resultam numa possível pena de seis pontos, S-E-I-S(!) pontos, está tudo dito. Joguem sozinhos que ficarão mais felizes.

Quanto a nós, proponho que façamos uma exposição à Uefa e à Fifa a demonstrar como em Portugal, qual Zimbabwe ou Coreia do Norte, a pena para um clube que corrompe árbitros são seis pontos e nos candidatemos a competir num outro campeonato. Pode ser já o espanhol, que fica mais perto. Aqui não vale mais a pena. Ou certas figuras são eliminadas do panorama desportivo (o que pelo actual estado de coisas não se está a ver acontecer), ou acho mesmo que o Benfica os deveria deixar a jogar sozinhos. HÁ QUE TOMAR MEDIDAS DRÁSTICAS, caso contrário a impunidade perpetuar-se-á. Isto tudo mete tanto nojo, que só me dá vontade de vomitar.

segunda-feira, março 31, 2008

LADRÃO

Vencemos o Paços de Ferreira (4-1) e mantivemos o 2º lugar em igualdade pontual com o V. Guimarães. Pode parecer estranho o título deste post com este resultado, mas o jogo fica infelizmente marcado por um penalty ESCANDALOSO assinalado por esse GATUNO de seu nome Elmano Santos. Depois desta, é a 2ª vez que tenho que me controlar para não saltar para dentro do campo e mostrar a este senhor que a pouca vergonha tem limites. O Paços de Ferreira não fez absolutamente nada na 1ª parte e, com o Benfica a ganhar por 1-0, o Sr. Elmano Santos considera penalty um lance em que um jogador deles tropeça nele próprio! O Nélson nem sequer lhe tocou! O árbitro está muito bem colocado e a sua decisão só tem uma justificação: tentar afastar o Benfica do 2º lugar (aliás como o Chalana referiu, e muito bem, no final do jogo). Este lance é tão ou mais inacreditável quanto poucos minutos antes uma mão na área do Paços de Ferreira não é sancionada. O lance é duvidoso, o centro do Léo é muito à queima, embora o jogador deles esteja com os braços afastados do corpo. Sinceramente eu não assinalaria penalty, porque não me parece que haja intenção de jogar a bola com a mão, mas é inconcebível como é que o Sr. Elmano Santos dá o benefício da dúvida ao Paços e depois num lance em que não há dúvidas nenhumas assinala penalty a favor deles.

Sinceramente quase nem tenho vontade de falar no jogo, porque este estado de coisas já se prolonga há muito tempo para a minha capacidade de encaixe. Ao falar com outros consócios ao intervalo, vejo que não sou o único a achar que isto só vai ao sítio quando acontecer uma tragédia. É triste, mas provavelmente é verdade, de outra maneira esta MENTIRA de futebol em que vivemos há mais de 20 anos irá continuar. Eu queria ver se este árbitro tinha coragem de fazer o que este fez noutro estádio um pouco mais a Norte. Duvido muito, pois saberia que sairia de lá com uma nova maneira de andar. De qualquer maneira, um árbitro que assinala um penalty destes das duas uma: ou é cego e aí não tem condições físicas para arbitrar jogos de futebol ou fez de propósito e aí tem que ser irradiado. Eu vou pela segunda hipótese, mas de uma maneira ou de outra este tipo não pode continuar a passear-se pelos relvados. Espero que alguém o faça perceber isto. A bem ou a mal.

Quanto ao Benfica, acho que fizemos um bom jogo. É claro que perante as últimas exibições piorar seria difícil, mas gostei da atitude da equipa, tanto no início do jogo como na 2ª parte. De volta ao losango, entrámos com vontade e com boas movimentações atacantes. O C. Rodríguez marcou um golão de fora da área aos 23’, já depois de o Rui Costa ter proporcionado ao guarda-redes a melhor defesa do jogo. Estávamos a controlar perfeitamente a partida quando o Sr. Elmano Santos resolveu equilibrar as coisas. Na 2ª parte voltámos a entrar bem, com posse de bola e alguma velocidade, embora no início deste período o Paços de Ferreira tenha melhorado a sua produção atacante. Chegámos à vantagem aos 68’ num remate do Cardozo que ressaltou num defesa e traiu o guarda-redes. Foi o 20º golo do paraguaio, mas mesmo assim ainda há-de haver gente que acha que ele não presta... Até final deu para assistir a mais um show Rui Costa. Um golão de livre directo aos 74’ e um quase inédito golo de cabeça aos 84’ selaram a nossa vitória. Ao ver posteriormente nas repetições da televisão a cara de felicidade dele depois de ambos os golos, sinto muita pena da sua reforma compulsiva porque não sei quanto tempo vai decorrer até voltarmos a ter um devoto (sim, devoto como nós) do Benfica com tanta classe a jogar pelo clube. Não gosto de voltar a bater no ceguinho, mas não me conformo com o seu abandono tão precoce dos relvados.

Individualmente, para além do maestro, gostei do C. Rodríguez, Léo e Katsouranis. O Nélson melhorou bastante na 2ª parte e o Edcarlos resolveu tirar uma folga das suas paragens cerebrais que nos custam golos. Ainda bem! O Cardozo pareceu-me cansado, o que acaba por ser natural dada a viagem que fez, mas mesmo assim lá facturou mais um. Quanto às substituições, achei que o Binya deveria ter entrado mais cedo do que a 5’ do fim, porque mesmo depois do 2º golo o Paços continuava a movimentar-se à vontade no nosso meio-campo, já que o Petit continua à procura do melhor ritmo e todos os outros tinham características atacantes. Um aspecto a rever pelo Chalana, porque não se pode dar aquele espaço ao adversário depois de chegarmos à vantagem.

Estou extremamente preocupado com este final de campeonato, porque por esta amostra percebeu-se que vai valer tudo para que não cheguemos à Champions. Vamos alinhar contra 14 durante os restantes jogos e teremos que ser mentalmente muito fortes, como fomos durante a 2ª parte desta partida, para superar esta enorme desvantagem numérica.

P.S. – Entretanto o clube regional lá conseguiu mais uma vitória com um penalty inventado no último minuto, cortesia do Sr. Lucílio Baptista em Belém. Vai ser uma grande festa para a semana quando ganharem ao E. Amadora. Que festejem muito a pouca vergonha, a desonestidade, o compadrio, os jogos de bastidores, a frutinha e os chocolatinhos que lhes permitiram ganhar tantas vezes nos últimos anos. É natural que quem esteja rodeado de m**** não a consiga ver. Ou nem sequer se importe que ela exista. Como é o caso desse prostituto de ética e valores de seu nome Jesualdo Ferreira.

segunda-feira, março 17, 2008

Mais um

Empatámos na Madeira frente ao Marítimo (1-1) e permitimos que o V. Guimarães nos igualasse na tabela classificativa, se bem que temos vantagem no confronto directo com eles. Foi o 4º empate consecutivo e o 7º nos últimos nove jogos, o que diz bem do pesadelo que estamos a viver nos últimos dois meses. Tirando o jogo no WC, se tivéssemos ganho todos os outros (como era nossa obrigação), estaríamos neste momento a quatro pontos do clube regional e com o 3º classificado 12 pontos atrás de nós!

Quando vi a nossa formação inicial, temi logo o pior. Íamos alinhar com dois trincos (Petit e Binya), dois defesas-laterais a servir de extremos (Luís Filipe e Sepsi), o C. Rodríguez e o Cardozo. Ou seja, do meio-campo para a frente tínhamos dois jogadores de características ofensivas! No entanto, a 1ª parte nem acabou por correr mal. O jogo estava mais ou menos repartido, mas fomos nós a chegar à vantagem aos 25’ num bom cabeceamento do Cardozo a um óptimo centro do Sepsi (finalmente haja alguém na equipa que faça centros de jeito). Apesar de não sermos muito velozes, conseguimos realizar algumas boas jogadas atacantes (no estado a que isto chegou, já me dou por satisfeito com isso) e até final da 1ª parte, o Leó e o Petit poderiam ter feito melhor em remates de longe.

Incompreensivelmente (ou talvez não...), na 2ª parte abdicámos do ataque. Tirando um cabeceamento do Cardozo logo aos 48’, preferimos fazer o meu ódio de sempre: “controlar o jogo” com a vantagem mínima! Raramente me lembro de ver o Benfica fazer isto com sucesso na sua história e, quando se tem um jogador(?) como o Edcarlos na defesa, o empate está logo ao virar da esquina. Assim sucedeu num lance de contra-ataque, em que o defesa brasileiro consegue cometer a proeza de correr ao lado do avançado quase desde o meio-campo e não esticar uma única vez a perna, deixando-o rematar à vontade. Foi aos 74’ e a partir daí fizemos o que deveríamos ter feito mais cedo: ir para cima do Marítimo e tentar marcar mais um golo. Que mesmo assim esteve quase a acontecer, se um livre directo do Cardozo não tem passado a rasar o poste. Mas como faltava pouco tempo, não deu para mais.

É difícil destacar alguém em termos individuais, quando toda a equipa esteve muito mediana. Mas pela negativa é fácil: para além de termos entrado com dez (já que o Luís Filipe alinhou), este foi mais um jogo em que o resultado tem o dedo do Edcarlos. Mas quem contrata o 4º central do São Paulo está sempre sujeito a estas coisas. Gostei do C. Rodríguez a jogar a “10” na 1ª parte (enquanto teve pilhas) e do Binya, que dá sempre o litro. Mas o melhor terá sido o Cardozo, que está apenas a um golo dos 20 que prometeu. O Petit continua com o péssimo hábito de passar sempre para o lado e para trás assim que recebe a bola, e está longe da sua melhor condição física. O Quim não tem culpas no golo e acabou por fazer algumas boas defesas. Quanto às substituições foram as esperadas, excepto na entrada do Nuno Gomes em vez do Makukula pouco depois do golo deles. Estávamos a chegar ao fim do jogo, era óbvio que íamos fazer chuveirinho e não percebi esta opção do Chalana. Como também não percebi como é que o Sr. Bruno Paixão deu três minutos de desconto e este tempo ainda deu para um jogador do Marítimo se lesionar, e para uma expulsão no banco deles. Se o jogo útil foi de um minuto já estou a ser condescendente.

Com a paragem de duas semanas do campeonato, espero que consigamos recuperar alguns dos lesionados, especialmente os centrais, e que os que vieram agora de lesões readquiram a forma física. Temos jogos bastante difíceis até final da época e estou a ver a manutenção do 2º lugar muito complicada.

P.S. – Confesso que ao princípio não estava a perceber porque é que o clube regional continuava a ser beneficiado tendo tantos pontos de vantagem, mas a razão só pode ser uma: querem bater o recorde da distância para o 2º classificado na posse do Benfica. Este jogo com o Leixões foi mais um para a história: pisadela do Quaresma que nem falta foi, pontapé do Bruno Alves na cabeça de um adversário que nem amarelo foi(!) e o golo da vitória muito duvidoso (no mínimo). Mas isto são apenas pormenores que ninguém se lembrará no fim do campeonato, não é?