domingo, abril 27, 2008
Finalmente uma vitória
Regressámos às vitórias vencendo o Belenenses por 2-0. Foi um jogo melhor conseguido da nossa parte em relação aos últimos (também não era difícil) e o triunfo é mais do que justo.
Com os castigos do Maxi Pereira e do Binya, e a não-recuperação do Petit, o Katsouranis subiu para trinco e o Nuno Assis e o Edcarlos entraram na equipa, juntamente com o Cardozo em vez do Di María. Não entrámos mal na partida, mas foi sol de pouca dura. Ainda assim tivemos mais oportunidades que o Belenenses na 1ª parte (Cardozo 2x e Rui Costa), mas o jogo acabou por ser equilibrado. Perto do intervalo, o Luisão resolveu começar a pagar a dívida da Académica e marcou um excelente golo, num remate de primeira dentro da área. Mas ainda antes de terminar a 1ª parte, tivemos tempo para deixar o Belenenses criar uma grande oportunidade, com o Quim a fazer muito bem a mancha perante um adversário isolado.
Na 2ª parte, não entrámos tão bem e sofremos forte pressão dos azuis. Aos 54’ acabámos por ter bastante sorte, já que vimos a bola a bater no nosso poste duas vezes na mesma jogada pelo mesmo jogador (Rafael Bastos)! Só tínhamos um elemento defensivo no meio-campo (Katsouranis) e o Belenenses manobrava à vontade. No entanto, aos 63’ o Chalana decidiu-se pela entrada do Di María para o lugar do inoperante Nuno Gomes e dois minutos depois o argentino foi derrubado perto da área. Eu disse aos meus companheiros de bancada que, se a barreira estivesse à distância, seria golo do Cardozo. E assim foi! Grande pontapé e bola ao canto superior direito da baliza. A partir daqui, o jogo alterou-se porque ficámos mais confiantes, mantivemos a bola durante mais tempo e fomos mais esclarecidos a sair para o ataque. Do outro lado, a saída o Silas a 15’ do fim acabou com o jogo atacante do Belenenses. Até final ainda deu para um adversário ser expulso (confesso que no estádio me pareceu forçado o vermelho directo, porque só vi o empurrão ao Cardozo e não a estalada ao Katsouranis, mas não há dúvidas que foi merecido) e para o nosso grego levar um amarelo que o impedirá de jogar na Amadora.
Individualmente há que destacar o Luisão e não só pelo golo. Esteve quase irrepreensível a defender e foi notório depois que o golo lhe deu confiança. Também gostei muito do Katsouranis a trinco, já que apesar de não ser o jogador que corre quilómetros atrás dos adversários tem uma excelente percepção das jogadas, o que lhe permite cortar bastantes bolas. O Nuno Assis esteve bastante bem na 1ª parte, desceu na 2ª, mas é muito melhor jogador que o Maxi Pereira. O problema para alguns é que já está no Benfica há muito tempo... De resto, toda a equipa esteve mediana em termos exibicionais, mas muito bem na entrega e na disputa dos lances.
Os nossos adversários só jogam mais logo, mas estou convencido que se nós ganharmos os dois últimos jogos iremos à Champions. Pode só ser à pré-eliminatória, mas acho que os lagartos não passarão em Paços de Ferreira e o V. Guimarães em Belém para a semana. A grande incógnita será o resultado do clube regional no D. Afonso Henriques logo ao fim da tarde. O que se sabe é que, fazendo jus ao clube que são, irão fazer “poupanças” e jogar com os suplentes. Nem outra coisa seria de esperar...
P.S. – E só faltam dois jogos para nos despedirmos do maestro... :-(
Com os castigos do Maxi Pereira e do Binya, e a não-recuperação do Petit, o Katsouranis subiu para trinco e o Nuno Assis e o Edcarlos entraram na equipa, juntamente com o Cardozo em vez do Di María. Não entrámos mal na partida, mas foi sol de pouca dura. Ainda assim tivemos mais oportunidades que o Belenenses na 1ª parte (Cardozo 2x e Rui Costa), mas o jogo acabou por ser equilibrado. Perto do intervalo, o Luisão resolveu começar a pagar a dívida da Académica e marcou um excelente golo, num remate de primeira dentro da área. Mas ainda antes de terminar a 1ª parte, tivemos tempo para deixar o Belenenses criar uma grande oportunidade, com o Quim a fazer muito bem a mancha perante um adversário isolado.
Na 2ª parte, não entrámos tão bem e sofremos forte pressão dos azuis. Aos 54’ acabámos por ter bastante sorte, já que vimos a bola a bater no nosso poste duas vezes na mesma jogada pelo mesmo jogador (Rafael Bastos)! Só tínhamos um elemento defensivo no meio-campo (Katsouranis) e o Belenenses manobrava à vontade. No entanto, aos 63’ o Chalana decidiu-se pela entrada do Di María para o lugar do inoperante Nuno Gomes e dois minutos depois o argentino foi derrubado perto da área. Eu disse aos meus companheiros de bancada que, se a barreira estivesse à distância, seria golo do Cardozo. E assim foi! Grande pontapé e bola ao canto superior direito da baliza. A partir daqui, o jogo alterou-se porque ficámos mais confiantes, mantivemos a bola durante mais tempo e fomos mais esclarecidos a sair para o ataque. Do outro lado, a saída o Silas a 15’ do fim acabou com o jogo atacante do Belenenses. Até final ainda deu para um adversário ser expulso (confesso que no estádio me pareceu forçado o vermelho directo, porque só vi o empurrão ao Cardozo e não a estalada ao Katsouranis, mas não há dúvidas que foi merecido) e para o nosso grego levar um amarelo que o impedirá de jogar na Amadora.
Individualmente há que destacar o Luisão e não só pelo golo. Esteve quase irrepreensível a defender e foi notório depois que o golo lhe deu confiança. Também gostei muito do Katsouranis a trinco, já que apesar de não ser o jogador que corre quilómetros atrás dos adversários tem uma excelente percepção das jogadas, o que lhe permite cortar bastantes bolas. O Nuno Assis esteve bastante bem na 1ª parte, desceu na 2ª, mas é muito melhor jogador que o Maxi Pereira. O problema para alguns é que já está no Benfica há muito tempo... De resto, toda a equipa esteve mediana em termos exibicionais, mas muito bem na entrega e na disputa dos lances.
Os nossos adversários só jogam mais logo, mas estou convencido que se nós ganharmos os dois últimos jogos iremos à Champions. Pode só ser à pré-eliminatória, mas acho que os lagartos não passarão em Paços de Ferreira e o V. Guimarães em Belém para a semana. A grande incógnita será o resultado do clube regional no D. Afonso Henriques logo ao fim da tarde. O que se sabe é que, fazendo jus ao clube que são, irão fazer “poupanças” e jogar com os suplentes. Nem outra coisa seria de esperar...
P.S. – E só faltam dois jogos para nos despedirmos do maestro... :-(
segunda-feira, abril 21, 2008
Ainda na luta
Para o que eu estava à espera, este fim-de-semana futebolístico até acabou por nem correr mal. Perdemos em casa do clube regional (0-2), mas a humilhação que se previa esteve longe de acontecer. Por outro lado, o V. Guimarães empatou em Coimbra e os lagartos foram brindados em Leiria (terreno do último!) por 1-4(!), o que resultou só num ponto perdido para os vimaranenses. Estamos a quatro do 2º e a um do 3º lugar, portanto ainda temos hipóteses de atingir a Champions.
Quanto ao nosso jogo pouco há a dizer. Uma lesão do Petit fez entrar o Binya para a equipa titular e notou-se melhorias. No entanto, entrámos praticamente a perder. O Luisão não conseguiu cortar a bola e o Nélson deu todo o espaço do mundo ao Lisandro para um remate à entrada da área, logo aos 7’. Não poderíamos ter começado pior, mas estranhamente o clube regional não aproveitou para vir para cima de nós. Ao invés, conseguimos controlar a partida até ao intervalo e tivemos uma boa hipótese para empatar, se o Rui Costa tem usado a cabeça em vez do peito para dar sequência a um dos poucos centros acertados que o Nélson fez este ano. Gostaria de agradecer publicamente a esse prostituto de ética e valores chamado Jesualdo Ferreira por ter apresentado uma equipa que pareceu ter medo do Benfica, principalmente durante a 1ª parte.
Na 2ª parte, o C. Rodríguez teve um excelente pontapé logo no início, que passou a rasar o poste, mas mais uma vez a resposta dada pelo banco não foi a mais acertada. O clube regional acelerou o jogo e nós, em vez de tirarmos o Di María que foi muito inconsequente, fizemos sair o Maxi Pereira aos 56’. O resultado foi perdermos o controlo do meio-campo, onde só o Binya passou a defender. Pior do que tudo, o C. Rodríguez, que estava a ser dos melhores, foi obrigado a recuar para perto do camaronês e deixou de estar perto da baliza contrária. É pena que o nosso banco não perceba que para se marcar golos é preciso ter posse de bola e não basta meter só avançados. O 2º golo do clube regional foi bastante parecido com o 1º: Luisão e Nélson dão novamente todo o espaço do universo ao Lisando que, à entrada da área, voltou a não perdoar. Estávamos no minuto 80 e o Makukula tinha entrado para o lugar do Nuno Gomes dois minutos antes. O Di María mantinha-se no relvado e o nosso meio-campo continuava a não funcionar. Finalmente, o banco lá se decidiu pela entrada do Nuno Assis e a saída do argentino aos 85', mas agora já era tarde demais. Tivesse esta substituição sido feita mais cedo e quiçá outro resultado aconteceria. Até final, ainda deu para o Binya ser expulso com o 2º amarelo, porque já se sabe que não fica bem ao Benfica acabar o jogo com 11 na casa do clube regional. O resultado estava decidido e estávamos já nos descontos, mas o Sr. Bruno Paixão ainda tem muito que penar para se limpar do famoso jogo em Campomaior (o único em 25 anos em que o clube regional terá sido prejudicado).
É indesmentível que estamos doentes e a atravessar uma crise de confiança profunda. O clube regional não teve que se esforçar muito para conseguir ganhar, mas felizmente os resultados nos outros campos continuam a dar-nos esperanças. No entanto, o Jesualdo já afirmou que vai fazer a “gestão do plantel” até à final da Taça, portanto já sabemos o que vai acontecer para a semana em Guimarães. Querem ganhar dinheiro fácil? Vão aos sites das apostas e invistam tudo numa vitória do V. Guimarães. É mais que certa!
P.S. – Este jogo foi tão pacífico em tudo que até deu para um momento histórico: foi a 1ª vez que o clube regional devolveu a bola ao adversário, depois de este a ter colocado para fora por causa de um seu jogador que estava lesionado.
Quanto ao nosso jogo pouco há a dizer. Uma lesão do Petit fez entrar o Binya para a equipa titular e notou-se melhorias. No entanto, entrámos praticamente a perder. O Luisão não conseguiu cortar a bola e o Nélson deu todo o espaço do mundo ao Lisandro para um remate à entrada da área, logo aos 7’. Não poderíamos ter começado pior, mas estranhamente o clube regional não aproveitou para vir para cima de nós. Ao invés, conseguimos controlar a partida até ao intervalo e tivemos uma boa hipótese para empatar, se o Rui Costa tem usado a cabeça em vez do peito para dar sequência a um dos poucos centros acertados que o Nélson fez este ano. Gostaria de agradecer publicamente a esse prostituto de ética e valores chamado Jesualdo Ferreira por ter apresentado uma equipa que pareceu ter medo do Benfica, principalmente durante a 1ª parte.
Na 2ª parte, o C. Rodríguez teve um excelente pontapé logo no início, que passou a rasar o poste, mas mais uma vez a resposta dada pelo banco não foi a mais acertada. O clube regional acelerou o jogo e nós, em vez de tirarmos o Di María que foi muito inconsequente, fizemos sair o Maxi Pereira aos 56’. O resultado foi perdermos o controlo do meio-campo, onde só o Binya passou a defender. Pior do que tudo, o C. Rodríguez, que estava a ser dos melhores, foi obrigado a recuar para perto do camaronês e deixou de estar perto da baliza contrária. É pena que o nosso banco não perceba que para se marcar golos é preciso ter posse de bola e não basta meter só avançados. O 2º golo do clube regional foi bastante parecido com o 1º: Luisão e Nélson dão novamente todo o espaço do universo ao Lisando que, à entrada da área, voltou a não perdoar. Estávamos no minuto 80 e o Makukula tinha entrado para o lugar do Nuno Gomes dois minutos antes. O Di María mantinha-se no relvado e o nosso meio-campo continuava a não funcionar. Finalmente, o banco lá se decidiu pela entrada do Nuno Assis e a saída do argentino aos 85', mas agora já era tarde demais. Tivesse esta substituição sido feita mais cedo e quiçá outro resultado aconteceria. Até final, ainda deu para o Binya ser expulso com o 2º amarelo, porque já se sabe que não fica bem ao Benfica acabar o jogo com 11 na casa do clube regional. O resultado estava decidido e estávamos já nos descontos, mas o Sr. Bruno Paixão ainda tem muito que penar para se limpar do famoso jogo em Campomaior (o único em 25 anos em que o clube regional terá sido prejudicado).
É indesmentível que estamos doentes e a atravessar uma crise de confiança profunda. O clube regional não teve que se esforçar muito para conseguir ganhar, mas felizmente os resultados nos outros campos continuam a dar-nos esperanças. No entanto, o Jesualdo já afirmou que vai fazer a “gestão do plantel” até à final da Taça, portanto já sabemos o que vai acontecer para a semana em Guimarães. Querem ganhar dinheiro fácil? Vão aos sites das apostas e invistam tudo numa vitória do V. Guimarães. É mais que certa!
P.S. – Este jogo foi tão pacífico em tudo que até deu para um momento histórico: foi a 1ª vez que o clube regional devolveu a bola ao adversário, depois de este a ter colocado para fora por causa de um seu jogador que estava lesionado.
sexta-feira, abril 18, 2008
Relembrar XXI – A bomba
Porque precisamos urgentemente de ver imagens positivas, e seguindo uma sugestão do Bakero, deixo aqui o golo do Carlos Manuel que nos deu a vitória frente ao clube regional na final da Taça de Portugal de 1982/83, disputada em pleno Estádio das Antas! A história podem lê-la no (infelizmente não actualizado) blog do TMA e este jogo, quanto a mim, marca simbolicamente o início do “sistema”. Disputar uma final da Taça em casa não é para todos. O que eles não contavam era com o Carlos Manuel & Cia. Pode ser que esta bomba inspire os nossos jogadores para o próximo domingo.
P.S. – Sobre outro assunto, chamo igualmente a atenção para estas imagens na Tertúlia Benfiquista.
P.S. – Sobre outro assunto, chamo igualmente a atenção para estas imagens na Tertúlia Benfiquista.
quinta-feira, abril 17, 2008
Do céu ao inferno
Como é que foi possível nós termos permitido a ressurreição de uma equipa que estava mais que derrotada ao intervalo é algo que eu ainda tento perceber. Ou melhor, até é relativamente fácil, bastava eu aqui copiar o post do jogo anterior. Quando há lugares cativos na equipa, é natural que estas coisas aconteçam. O meio-campo do Benfica deu um estrondo enorme na 2ª parte e do banco não vieram as respostas devidas. A entrada do Binya (para não dizer que deveria ter sido titular) era imprescindível para estancar a pressão dos lagartos, mas infelizmente no banco não se percebeu isto. E como me custa muito dizer mal de jogadores do Benfica que eu aprendi a respeitar e que também não é por causa deste jogo que eu vou achar que têm que ser corridos a pontapé, vou ficar por aqui. Mas lá que um ou dois deles deveriam ter sido substituídos mais cedo, isso é indesmentível.
Como referi várias vezes, era inadmissível o Benfica passar mais uma época sem ganhar nada. E, tal como disse aqui, se por acaso isso acontecesse, o culpado teria um rosto. Espero que ele se assuma e que nos venha pedir desculpas públicas. Sim, porque nós todos, especialmente os 9.000 que fizemos o sacrifício de ir ao WC, não merecíamos isto.
P.S. – Não foi por aí que perdemos, re-pi-to, não foi por aí que perdemos, mas assistimos a mais uma arbitragem habilidosíssima do Sr. Jorge Sousa. O critério dos amarelos é para rir (para lances iguais, se era verde não levava, se era vermelho claro que sim) e muitas vezes o campo parecia inclinado. O lance do Di María é duvidoso (ele já vai a arrastar o pé, quando é efectivamente tocado pelo Rui Patrício), mas de duas coisas tenho a certeza: 1) se fosse ao contrário, era penalty de certeza; 2) foi mais penalty que o lance do Moreira sobre o Silva no 1º derby no novo Estádio da Luz. E claro que há um agarrão do Tonel ao Luisão na sequência de um canto, quando o resultado ainda estava 0-2. Se fosse ao contrário, eu imagino a choradeira que não haveria!
sábado, abril 12, 2008
Incompreensível
Perdemos em casa frente à Académica (0-3) e estamos em risco de cair para o 4º lugar. Depois do último jogo no Bessa, nada faria prever um resultado e uma exibição destas. Quando dois dos mais importantes e regulares jogadores do Benfica (Luisão e Léo) oferecem dois golos ao adversário, está tudo dito. Nada correu bem, ninguém se destacou pela positiva e o jogo foi um verdadeiro pesadelo.
Só queria dizer uma última coisa: eu gosto imenso do Luisão, Petit, Nuno Gomes e todos aqueles que foram importantes para a conquista de títulos, mas não percebo porque é que há lugares cativos na equipa. A substituição do Binya, que estava a ser dos melhorzinhos e mais esclarecidos (a correr, cortar bolas e a dá-las jogáveis aos companheiros), não tem a mínima justificação. Neste momento, ele tem que ser titular do Benfica. Doa a quem doer.
P.S. – A única explicação que encontro para este resultado é nós querermo-nos colocar na pele da “equipa que está mal”, que geralmente é quem ganha os derbies. Se os lagartos perdem em casa por 0-2, nós a seguir perdemos por três. Depois deste resultado, o mínimo que se pode exigir aos jogadores é uma grande vitória na próxima 4ª feira. OUVIRAM?!
Só queria dizer uma última coisa: eu gosto imenso do Luisão, Petit, Nuno Gomes e todos aqueles que foram importantes para a conquista de títulos, mas não percebo porque é que há lugares cativos na equipa. A substituição do Binya, que estava a ser dos melhorzinhos e mais esclarecidos (a correr, cortar bolas e a dá-las jogáveis aos companheiros), não tem a mínima justificação. Neste momento, ele tem que ser titular do Benfica. Doa a quem doer.
P.S. – A única explicação que encontro para este resultado é nós querermo-nos colocar na pele da “equipa que está mal”, que geralmente é quem ganha os derbies. Se os lagartos perdem em casa por 0-2, nós a seguir perdemos por três. Depois deste resultado, o mínimo que se pode exigir aos jogadores é uma grande vitória na próxima 4ª feira. OUVIRAM?!
quinta-feira, abril 10, 2008
Relembrar XX – Pratas da casa
Para celebrar a recepção da nota de culpa do caso Apito Dourado ao clube regional e seu presidente, e as magníficas arbitragens do passado fim-de-semana, recordo aqui o jogo entre o clube regional e o Benfica na época 94/95. Era uma partida decisiva para o Benfica que, caso perdesse, ficaria de vez afastado do título logo na 23ª jornada no início de Março. E como não é difícil adivinhar, perdemos mesmo (1-2) naquela que foi a 1ª das dez derrotas seguidas que tivemos em casa do clube regional (vendo as imagens percebe-se como é que a maioria delas aconteceram), até ao empate conseguido no ano do título, com um golo do Geovanni.
Devo confessar que tive uma grande desilusão na transcrição para DVD dos resumos do Glorioso que estou a fazer. O resumo que tenho do jogo da finalíssima da Supertaça em Coimbra (época 90/91, mas disputado já no início da época 92/93!) da famosa corrida de 100m costas do Sr. José Pratas, perante uma equipa do clube regional em fúria atrás dele, não contém esse momento! O que pensando bem não é de estranhar, já que o resumo foi feito na RTP Porto. Tem os golos e pouco mais. Mais um caso em que o polvo atacou, já que havia coisas que não interessava mostrar. No entanto, o Sr. José Pratas voltou a revelar o material de que era feito dois anos e meio depois.
Esta partida tem de tudo para se perceber a corrupção que vigora no futebol português há 25 anos e cuja pena que se prevê é de... seis pontos perdidos! Há exemplos perfeitos de lances semelhantes que tiveram decisões diferentes, caso fossem a favor ou contra o clube regional. Senão vejamos:
1) Tudo começa com o golo do empate do Benfica aos 38’. Reparem bem na atitude de todos os jogadores do clube regional em relação ao fiscal-de-linha, que se limitou a validar um lance perfeitamente legal. Escusado será dizer que não aconteceu nada a nenhum jogador deles.
2) O segundo caso é uma das entradas mais assassinas que me lembro de ver em jogos de futebol. O Secretário atinge o João V. Pinto com os pitons no joelho! Se o nosso jogador estivesse com o pé no chão, este lance teria certamente significado o final da sua carreira. O árbitro mostrou amarelo, mas como era o segundo teve que o expulsar (coitado...) aos 40’. Amarelo para uma entrada destas! Já na parte final da partida, depois de o resultado estar feito, o Dimas (que foi quem recebeu a carícia - não punida, obviamente - do Paulinho Santos no lance do Secretário) não teve a mesma sorte. Viu mesmo vermelho directo.
3) Finalmente os penalties. Aos 64’, com o clube regional a jogar com 10 e ainda 1-1 no marcador, o defesa-central José Carlos derruba claramente o João V. Pinto na área. O Sr. José Pratas assinalou o respectivo... pontapé de baliza! O Benfica a ganhar em casa do clube regional a 25' do fim e a jogar com mais um? Seria mais fácil haver vida em Marte! Aos 79’ e já depois de o clube regional ter feito o 2-1, este mesmo José Carlos é derrubado pelo Preud’homme na área. Aqui, o Sr. José Pratas manteve o mesmo critério: assinalou o que mais convinha ao clube regional.
25 anos disto e a pena máxima será... seis pontos perdidos! Não me venham com histórias de parabéns pelo títulos deste clube hediondo.
Devo confessar que tive uma grande desilusão na transcrição para DVD dos resumos do Glorioso que estou a fazer. O resumo que tenho do jogo da finalíssima da Supertaça em Coimbra (época 90/91, mas disputado já no início da época 92/93!) da famosa corrida de 100m costas do Sr. José Pratas, perante uma equipa do clube regional em fúria atrás dele, não contém esse momento! O que pensando bem não é de estranhar, já que o resumo foi feito na RTP Porto. Tem os golos e pouco mais. Mais um caso em que o polvo atacou, já que havia coisas que não interessava mostrar. No entanto, o Sr. José Pratas voltou a revelar o material de que era feito dois anos e meio depois.
Esta partida tem de tudo para se perceber a corrupção que vigora no futebol português há 25 anos e cuja pena que se prevê é de... seis pontos perdidos! Há exemplos perfeitos de lances semelhantes que tiveram decisões diferentes, caso fossem a favor ou contra o clube regional. Senão vejamos:
1) Tudo começa com o golo do empate do Benfica aos 38’. Reparem bem na atitude de todos os jogadores do clube regional em relação ao fiscal-de-linha, que se limitou a validar um lance perfeitamente legal. Escusado será dizer que não aconteceu nada a nenhum jogador deles.
2) O segundo caso é uma das entradas mais assassinas que me lembro de ver em jogos de futebol. O Secretário atinge o João V. Pinto com os pitons no joelho! Se o nosso jogador estivesse com o pé no chão, este lance teria certamente significado o final da sua carreira. O árbitro mostrou amarelo, mas como era o segundo teve que o expulsar (coitado...) aos 40’. Amarelo para uma entrada destas! Já na parte final da partida, depois de o resultado estar feito, o Dimas (que foi quem recebeu a carícia - não punida, obviamente - do Paulinho Santos no lance do Secretário) não teve a mesma sorte. Viu mesmo vermelho directo.
3) Finalmente os penalties. Aos 64’, com o clube regional a jogar com 10 e ainda 1-1 no marcador, o defesa-central José Carlos derruba claramente o João V. Pinto na área. O Sr. José Pratas assinalou o respectivo... pontapé de baliza! O Benfica a ganhar em casa do clube regional a 25' do fim e a jogar com mais um? Seria mais fácil haver vida em Marte! Aos 79’ e já depois de o clube regional ter feito o 2-1, este mesmo José Carlos é derrubado pelo Preud’homme na área. Aqui, o Sr. José Pratas manteve o mesmo critério: assinalou o que mais convinha ao clube regional.
25 anos disto e a pena máxima será... seis pontos perdidos! Não me venham com histórias de parabéns pelo títulos deste clube hediondo.
segunda-feira, abril 07, 2008
Desistir
A melhor exibição da época não foi materializada numa vitória e empatámos no Bessa (0-0). Foi um jogo bastante semelhante ao do ano passado na Luz, em que uma exibição avassaladora da nossa parte, principalmente no 2º tempo, ou esbarrava no Peter Jehle, ou nos defesas contrários, ou na barra, ou no Sr. Lucílio Baptista.
Assumimos de vez o regresso ao 4-4-2 em losango e não há dúvidas do melhor aproveitamento da maioria dos jogadores neste sistema táctico. Sinceramente perdi a conta às oportunidades de golo que tivemos, mas os deuses e os Deuses não estiveram connosco. É frustrante não ganhar uma partida depois de uma exibição destas, mas a meio da 2ª parte comecei a ver um déjà vu do ano passado. Um sms do D’Arcy dizia-me isso mesmo, ao que eu respondi que só faltava a bola no poste. Poucos minutos depois, o ramalhete estava completo. O que não estava no programa (ou melhor, claro que estava basta ver o que se tem passado nestes últimos 20 anos) foi o que se passou em relação à arbitragem. Pelo menos dois penalties evidentes por marcar (falta sobre o Léo e mão do defesa a um cabeceamento do Edcarlos nos últimos minutos), já para não falar do encostão ao Petit antes do lance sobre o Léo, de um salto de um defesa sobre o C. Rodríguez em plena área, de uma cotovelada sobre o Nuno Gomes à entrada da área numa disputa de bola da qual resultaria um livre perigosíssimo a nosso favor e de uma mão que cortou um cruzamento bem medido do Nélson nos últimos minutos. Ainda por cima, o Sr. Lucílio Baptista tinha assinalado (e bem) um penalty do inenarrável Edcarlos na 1ª parte, que o Quim defendeu (e não me venham falar do lance do braço do Nélson, porque a bola ressalta da anca para o braço, que já estava estendido para trás), portanto nem se pode dizer que não tinha já marcado um penalty a favor do Boavista. Mas não, o Sr. Lucílio Baptista nada quis ver. Curiosamente, na semana passada este mesmo Sr. Lucílio Baptista viu o que não aconteceu (penalty inexistente sobre o Quaresma em Belém), mas aqui também há justificação: como é que o clube regional faria a festa em casa se não tivesse ganho ao Belenenses?!
Juntamente com um golo anulado e um penalty por marcar ambos a favor do Paços de Ferreira contra o V. Guimarães (2-2) e um golo anulado ao Braga que estava a perder por 0-2 frente aos lagartos, mas ainda faltavam 30’ para jogar, temos o cenário todo montado para a parte final do campeonato. E vou ser muito claro em relação a isto: eu acho que o Benfica deveria desistir do campeonato. Agora, enquanto ainda está em 2º lugar para o impacto ser maior e não sermos acusados de desistir só porque estaremos em 4º, que é o lugar para onde vamos parar no final do campeonato. Muito sinceramente. Assumimos que não temos condições, paciência e disposição para continuar a participar neste estado de coisas. É uma questão do higiene: rodeados desta m**** toda, não há nada que possamos fazer. Chafurdem nela sozinhos! Ainda agora no Bessa se viu: estádio com a bancada visitante completamente cheia, isto no fim-de-semana em que outro clube se sagrou campeão e portanto poderia haver algum desânimo dos nossos adeptos. Somos nós o abono de família de todos, repitos T-O-D-O-S, os clubes do campeonato, e estaria muito curioso para ver como é que eles iriam competir sem nós. Façam uma liga entre estes amiguinhos e cúmplices todos, Guimarães, clube regional, lagartos (eu faço ideia o que estes não diriam se o Apito Dourado fosse connosco...) todos sem o Benfica. NÃO VALE A PENA! Quando 20 anos de CORRUPÇÃO, compadrio, tráficos de influência e interesses resultam numa possível pena de seis pontos, S-E-I-S(!) pontos, está tudo dito. Joguem sozinhos que ficarão mais felizes.
Quanto a nós, proponho que façamos uma exposição à Uefa e à Fifa a demonstrar como em Portugal, qual Zimbabwe ou Coreia do Norte, a pena para um clube que corrompe árbitros são seis pontos e nos candidatemos a competir num outro campeonato. Pode ser já o espanhol, que fica mais perto. Aqui não vale mais a pena. Ou certas figuras são eliminadas do panorama desportivo (o que pelo actual estado de coisas não se está a ver acontecer), ou acho mesmo que o Benfica os deveria deixar a jogar sozinhos. HÁ QUE TOMAR MEDIDAS DRÁSTICAS, caso contrário a impunidade perpetuar-se-á. Isto tudo mete tanto nojo, que só me dá vontade de vomitar.
Assumimos de vez o regresso ao 4-4-2 em losango e não há dúvidas do melhor aproveitamento da maioria dos jogadores neste sistema táctico. Sinceramente perdi a conta às oportunidades de golo que tivemos, mas os deuses e os Deuses não estiveram connosco. É frustrante não ganhar uma partida depois de uma exibição destas, mas a meio da 2ª parte comecei a ver um déjà vu do ano passado. Um sms do D’Arcy dizia-me isso mesmo, ao que eu respondi que só faltava a bola no poste. Poucos minutos depois, o ramalhete estava completo. O que não estava no programa (ou melhor, claro que estava basta ver o que se tem passado nestes últimos 20 anos) foi o que se passou em relação à arbitragem. Pelo menos dois penalties evidentes por marcar (falta sobre o Léo e mão do defesa a um cabeceamento do Edcarlos nos últimos minutos), já para não falar do encostão ao Petit antes do lance sobre o Léo, de um salto de um defesa sobre o C. Rodríguez em plena área, de uma cotovelada sobre o Nuno Gomes à entrada da área numa disputa de bola da qual resultaria um livre perigosíssimo a nosso favor e de uma mão que cortou um cruzamento bem medido do Nélson nos últimos minutos. Ainda por cima, o Sr. Lucílio Baptista tinha assinalado (e bem) um penalty do inenarrável Edcarlos na 1ª parte, que o Quim defendeu (e não me venham falar do lance do braço do Nélson, porque a bola ressalta da anca para o braço, que já estava estendido para trás), portanto nem se pode dizer que não tinha já marcado um penalty a favor do Boavista. Mas não, o Sr. Lucílio Baptista nada quis ver. Curiosamente, na semana passada este mesmo Sr. Lucílio Baptista viu o que não aconteceu (penalty inexistente sobre o Quaresma em Belém), mas aqui também há justificação: como é que o clube regional faria a festa em casa se não tivesse ganho ao Belenenses?!
Juntamente com um golo anulado e um penalty por marcar ambos a favor do Paços de Ferreira contra o V. Guimarães (2-2) e um golo anulado ao Braga que estava a perder por 0-2 frente aos lagartos, mas ainda faltavam 30’ para jogar, temos o cenário todo montado para a parte final do campeonato. E vou ser muito claro em relação a isto: eu acho que o Benfica deveria desistir do campeonato. Agora, enquanto ainda está em 2º lugar para o impacto ser maior e não sermos acusados de desistir só porque estaremos em 4º, que é o lugar para onde vamos parar no final do campeonato. Muito sinceramente. Assumimos que não temos condições, paciência e disposição para continuar a participar neste estado de coisas. É uma questão do higiene: rodeados desta m**** toda, não há nada que possamos fazer. Chafurdem nela sozinhos! Ainda agora no Bessa se viu: estádio com a bancada visitante completamente cheia, isto no fim-de-semana em que outro clube se sagrou campeão e portanto poderia haver algum desânimo dos nossos adeptos. Somos nós o abono de família de todos, repitos T-O-D-O-S, os clubes do campeonato, e estaria muito curioso para ver como é que eles iriam competir sem nós. Façam uma liga entre estes amiguinhos e cúmplices todos, Guimarães, clube regional, lagartos (eu faço ideia o que estes não diriam se o Apito Dourado fosse connosco...) todos sem o Benfica. NÃO VALE A PENA! Quando 20 anos de CORRUPÇÃO, compadrio, tráficos de influência e interesses resultam numa possível pena de seis pontos, S-E-I-S(!) pontos, está tudo dito. Joguem sozinhos que ficarão mais felizes.
Quanto a nós, proponho que façamos uma exposição à Uefa e à Fifa a demonstrar como em Portugal, qual Zimbabwe ou Coreia do Norte, a pena para um clube que corrompe árbitros são seis pontos e nos candidatemos a competir num outro campeonato. Pode ser já o espanhol, que fica mais perto. Aqui não vale mais a pena. Ou certas figuras são eliminadas do panorama desportivo (o que pelo actual estado de coisas não se está a ver acontecer), ou acho mesmo que o Benfica os deveria deixar a jogar sozinhos. HÁ QUE TOMAR MEDIDAS DRÁSTICAS, caso contrário a impunidade perpetuar-se-á. Isto tudo mete tanto nojo, que só me dá vontade de vomitar.
segunda-feira, março 31, 2008
LADRÃO
Vencemos o Paços de Ferreira (4-1) e mantivemos o 2º lugar em igualdade pontual com o V. Guimarães. Pode parecer estranho o título deste post com este resultado, mas o jogo fica infelizmente marcado por um penalty ESCANDALOSO assinalado por esse GATUNO de seu nome Elmano Santos. Depois desta, é a 2ª vez que tenho que me controlar para não saltar para dentro do campo e mostrar a este senhor que a pouca vergonha tem limites. O Paços de Ferreira não fez absolutamente nada na 1ª parte e, com o Benfica a ganhar por 1-0, o Sr. Elmano Santos considera penalty um lance em que um jogador deles tropeça nele próprio! O Nélson nem sequer lhe tocou! O árbitro está muito bem colocado e a sua decisão só tem uma justificação: tentar afastar o Benfica do 2º lugar (aliás como o Chalana referiu, e muito bem, no final do jogo). Este lance é tão ou mais inacreditável quanto poucos minutos antes uma mão na área do Paços de Ferreira não é sancionada. O lance é duvidoso, o centro do Léo é muito à queima, embora o jogador deles esteja com os braços afastados do corpo. Sinceramente eu não assinalaria penalty, porque não me parece que haja intenção de jogar a bola com a mão, mas é inconcebível como é que o Sr. Elmano Santos dá o benefício da dúvida ao Paços e depois num lance em que não há dúvidas nenhumas assinala penalty a favor deles.
Sinceramente quase nem tenho vontade de falar no jogo, porque este estado de coisas já se prolonga há muito tempo para a minha capacidade de encaixe. Ao falar com outros consócios ao intervalo, vejo que não sou o único a achar que isto só vai ao sítio quando acontecer uma tragédia. É triste, mas provavelmente é verdade, de outra maneira esta MENTIRA de futebol em que vivemos há mais de 20 anos irá continuar. Eu queria ver se este árbitro tinha coragem de fazer o que este fez noutro estádio um pouco mais a Norte. Duvido muito, pois saberia que sairia de lá com uma nova maneira de andar. De qualquer maneira, um árbitro que assinala um penalty destes das duas uma: ou é cego e aí não tem condições físicas para arbitrar jogos de futebol ou fez de propósito e aí tem que ser irradiado. Eu vou pela segunda hipótese, mas de uma maneira ou de outra este tipo não pode continuar a passear-se pelos relvados. Espero que alguém o faça perceber isto. A bem ou a mal.
Quanto ao Benfica, acho que fizemos um bom jogo. É claro que perante as últimas exibições piorar seria difícil, mas gostei da atitude da equipa, tanto no início do jogo como na 2ª parte. De volta ao losango, entrámos com vontade e com boas movimentações atacantes. O C. Rodríguez marcou um golão de fora da área aos 23’, já depois de o Rui Costa ter proporcionado ao guarda-redes a melhor defesa do jogo. Estávamos a controlar perfeitamente a partida quando o Sr. Elmano Santos resolveu equilibrar as coisas. Na 2ª parte voltámos a entrar bem, com posse de bola e alguma velocidade, embora no início deste período o Paços de Ferreira tenha melhorado a sua produção atacante. Chegámos à vantagem aos 68’ num remate do Cardozo que ressaltou num defesa e traiu o guarda-redes. Foi o 20º golo do paraguaio, mas mesmo assim ainda há-de haver gente que acha que ele não presta... Até final deu para assistir a mais um show Rui Costa. Um golão de livre directo aos 74’ e um quase inédito golo de cabeça aos 84’ selaram a nossa vitória. Ao ver posteriormente nas repetições da televisão a cara de felicidade dele depois de ambos os golos, sinto muita pena da sua reforma compulsiva porque não sei quanto tempo vai decorrer até voltarmos a ter um devoto (sim, devoto como nós) do Benfica com tanta classe a jogar pelo clube. Não gosto de voltar a bater no ceguinho, mas não me conformo com o seu abandono tão precoce dos relvados.
Individualmente, para além do maestro, gostei do C. Rodríguez, Léo e Katsouranis. O Nélson melhorou bastante na 2ª parte e o Edcarlos resolveu tirar uma folga das suas paragens cerebrais que nos custam golos. Ainda bem! O Cardozo pareceu-me cansado, o que acaba por ser natural dada a viagem que fez, mas mesmo assim lá facturou mais um. Quanto às substituições, achei que o Binya deveria ter entrado mais cedo do que a 5’ do fim, porque mesmo depois do 2º golo o Paços continuava a movimentar-se à vontade no nosso meio-campo, já que o Petit continua à procura do melhor ritmo e todos os outros tinham características atacantes. Um aspecto a rever pelo Chalana, porque não se pode dar aquele espaço ao adversário depois de chegarmos à vantagem.
Estou extremamente preocupado com este final de campeonato, porque por esta amostra percebeu-se que vai valer tudo para que não cheguemos à Champions. Vamos alinhar contra 14 durante os restantes jogos e teremos que ser mentalmente muito fortes, como fomos durante a 2ª parte desta partida, para superar esta enorme desvantagem numérica.
P.S. – Entretanto o clube regional lá conseguiu mais uma vitória com um penalty inventado no último minuto, cortesia do Sr. Lucílio Baptista em Belém. Vai ser uma grande festa para a semana quando ganharem ao E. Amadora. Que festejem muito a pouca vergonha, a desonestidade, o compadrio, os jogos de bastidores, a frutinha e os chocolatinhos que lhes permitiram ganhar tantas vezes nos últimos anos. É natural que quem esteja rodeado de m**** não a consiga ver. Ou nem sequer se importe que ela exista. Como é o caso desse prostituto de ética e valores de seu nome Jesualdo Ferreira.
Sinceramente quase nem tenho vontade de falar no jogo, porque este estado de coisas já se prolonga há muito tempo para a minha capacidade de encaixe. Ao falar com outros consócios ao intervalo, vejo que não sou o único a achar que isto só vai ao sítio quando acontecer uma tragédia. É triste, mas provavelmente é verdade, de outra maneira esta MENTIRA de futebol em que vivemos há mais de 20 anos irá continuar. Eu queria ver se este árbitro tinha coragem de fazer o que este fez noutro estádio um pouco mais a Norte. Duvido muito, pois saberia que sairia de lá com uma nova maneira de andar. De qualquer maneira, um árbitro que assinala um penalty destes das duas uma: ou é cego e aí não tem condições físicas para arbitrar jogos de futebol ou fez de propósito e aí tem que ser irradiado. Eu vou pela segunda hipótese, mas de uma maneira ou de outra este tipo não pode continuar a passear-se pelos relvados. Espero que alguém o faça perceber isto. A bem ou a mal.
Quanto ao Benfica, acho que fizemos um bom jogo. É claro que perante as últimas exibições piorar seria difícil, mas gostei da atitude da equipa, tanto no início do jogo como na 2ª parte. De volta ao losango, entrámos com vontade e com boas movimentações atacantes. O C. Rodríguez marcou um golão de fora da área aos 23’, já depois de o Rui Costa ter proporcionado ao guarda-redes a melhor defesa do jogo. Estávamos a controlar perfeitamente a partida quando o Sr. Elmano Santos resolveu equilibrar as coisas. Na 2ª parte voltámos a entrar bem, com posse de bola e alguma velocidade, embora no início deste período o Paços de Ferreira tenha melhorado a sua produção atacante. Chegámos à vantagem aos 68’ num remate do Cardozo que ressaltou num defesa e traiu o guarda-redes. Foi o 20º golo do paraguaio, mas mesmo assim ainda há-de haver gente que acha que ele não presta... Até final deu para assistir a mais um show Rui Costa. Um golão de livre directo aos 74’ e um quase inédito golo de cabeça aos 84’ selaram a nossa vitória. Ao ver posteriormente nas repetições da televisão a cara de felicidade dele depois de ambos os golos, sinto muita pena da sua reforma compulsiva porque não sei quanto tempo vai decorrer até voltarmos a ter um devoto (sim, devoto como nós) do Benfica com tanta classe a jogar pelo clube. Não gosto de voltar a bater no ceguinho, mas não me conformo com o seu abandono tão precoce dos relvados.
Individualmente, para além do maestro, gostei do C. Rodríguez, Léo e Katsouranis. O Nélson melhorou bastante na 2ª parte e o Edcarlos resolveu tirar uma folga das suas paragens cerebrais que nos custam golos. Ainda bem! O Cardozo pareceu-me cansado, o que acaba por ser natural dada a viagem que fez, mas mesmo assim lá facturou mais um. Quanto às substituições, achei que o Binya deveria ter entrado mais cedo do que a 5’ do fim, porque mesmo depois do 2º golo o Paços continuava a movimentar-se à vontade no nosso meio-campo, já que o Petit continua à procura do melhor ritmo e todos os outros tinham características atacantes. Um aspecto a rever pelo Chalana, porque não se pode dar aquele espaço ao adversário depois de chegarmos à vantagem.
Estou extremamente preocupado com este final de campeonato, porque por esta amostra percebeu-se que vai valer tudo para que não cheguemos à Champions. Vamos alinhar contra 14 durante os restantes jogos e teremos que ser mentalmente muito fortes, como fomos durante a 2ª parte desta partida, para superar esta enorme desvantagem numérica.
P.S. – Entretanto o clube regional lá conseguiu mais uma vitória com um penalty inventado no último minuto, cortesia do Sr. Lucílio Baptista em Belém. Vai ser uma grande festa para a semana quando ganharem ao E. Amadora. Que festejem muito a pouca vergonha, a desonestidade, o compadrio, os jogos de bastidores, a frutinha e os chocolatinhos que lhes permitiram ganhar tantas vezes nos últimos anos. É natural que quem esteja rodeado de m**** não a consiga ver. Ou nem sequer se importe que ela exista. Como é o caso desse prostituto de ética e valores de seu nome Jesualdo Ferreira.
segunda-feira, março 17, 2008
Mais um
Empatámos na Madeira frente ao Marítimo (1-1) e permitimos que o V. Guimarães nos igualasse na tabela classificativa, se bem que temos vantagem no confronto directo com eles. Foi o 4º empate consecutivo e o 7º nos últimos nove jogos, o que diz bem do pesadelo que estamos a viver nos últimos dois meses. Tirando o jogo no WC, se tivéssemos ganho todos os outros (como era nossa obrigação), estaríamos neste momento a quatro pontos do clube regional e com o 3º classificado 12 pontos atrás de nós!
Quando vi a nossa formação inicial, temi logo o pior. Íamos alinhar com dois trincos (Petit e Binya), dois defesas-laterais a servir de extremos (Luís Filipe e Sepsi), o C. Rodríguez e o Cardozo. Ou seja, do meio-campo para a frente tínhamos dois jogadores de características ofensivas! No entanto, a 1ª parte nem acabou por correr mal. O jogo estava mais ou menos repartido, mas fomos nós a chegar à vantagem aos 25’ num bom cabeceamento do Cardozo a um óptimo centro do Sepsi (finalmente haja alguém na equipa que faça centros de jeito). Apesar de não sermos muito velozes, conseguimos realizar algumas boas jogadas atacantes (no estado a que isto chegou, já me dou por satisfeito com isso) e até final da 1ª parte, o Leó e o Petit poderiam ter feito melhor em remates de longe.
Incompreensivelmente (ou talvez não...), na 2ª parte abdicámos do ataque. Tirando um cabeceamento do Cardozo logo aos 48’, preferimos fazer o meu ódio de sempre: “controlar o jogo” com a vantagem mínima! Raramente me lembro de ver o Benfica fazer isto com sucesso na sua história e, quando se tem um jogador(?) como o Edcarlos na defesa, o empate está logo ao virar da esquina. Assim sucedeu num lance de contra-ataque, em que o defesa brasileiro consegue cometer a proeza de correr ao lado do avançado quase desde o meio-campo e não esticar uma única vez a perna, deixando-o rematar à vontade. Foi aos 74’ e a partir daí fizemos o que deveríamos ter feito mais cedo: ir para cima do Marítimo e tentar marcar mais um golo. Que mesmo assim esteve quase a acontecer, se um livre directo do Cardozo não tem passado a rasar o poste. Mas como faltava pouco tempo, não deu para mais.
É difícil destacar alguém em termos individuais, quando toda a equipa esteve muito mediana. Mas pela negativa é fácil: para além de termos entrado com dez (já que o Luís Filipe alinhou), este foi mais um jogo em que o resultado tem o dedo do Edcarlos. Mas quem contrata o 4º central do São Paulo está sempre sujeito a estas coisas. Gostei do C. Rodríguez a jogar a “10” na 1ª parte (enquanto teve pilhas) e do Binya, que dá sempre o litro. Mas o melhor terá sido o Cardozo, que está apenas a um golo dos 20 que prometeu. O Petit continua com o péssimo hábito de passar sempre para o lado e para trás assim que recebe a bola, e está longe da sua melhor condição física. O Quim não tem culpas no golo e acabou por fazer algumas boas defesas. Quanto às substituições foram as esperadas, excepto na entrada do Nuno Gomes em vez do Makukula pouco depois do golo deles. Estávamos a chegar ao fim do jogo, era óbvio que íamos fazer chuveirinho e não percebi esta opção do Chalana. Como também não percebi como é que o Sr. Bruno Paixão deu três minutos de desconto e este tempo ainda deu para um jogador do Marítimo se lesionar, e para uma expulsão no banco deles. Se o jogo útil foi de um minuto já estou a ser condescendente.
Com a paragem de duas semanas do campeonato, espero que consigamos recuperar alguns dos lesionados, especialmente os centrais, e que os que vieram agora de lesões readquiram a forma física. Temos jogos bastante difíceis até final da época e estou a ver a manutenção do 2º lugar muito complicada.
P.S. – Confesso que ao princípio não estava a perceber porque é que o clube regional continuava a ser beneficiado tendo tantos pontos de vantagem, mas a razão só pode ser uma: querem bater o recorde da distância para o 2º classificado na posse do Benfica. Este jogo com o Leixões foi mais um para a história: pisadela do Quaresma que nem falta foi, pontapé do Bruno Alves na cabeça de um adversário que nem amarelo foi(!) e o golo da vitória muito duvidoso (no mínimo). Mas isto são apenas pormenores que ninguém se lembrará no fim do campeonato, não é?
Quando vi a nossa formação inicial, temi logo o pior. Íamos alinhar com dois trincos (Petit e Binya), dois defesas-laterais a servir de extremos (Luís Filipe e Sepsi), o C. Rodríguez e o Cardozo. Ou seja, do meio-campo para a frente tínhamos dois jogadores de características ofensivas! No entanto, a 1ª parte nem acabou por correr mal. O jogo estava mais ou menos repartido, mas fomos nós a chegar à vantagem aos 25’ num bom cabeceamento do Cardozo a um óptimo centro do Sepsi (finalmente haja alguém na equipa que faça centros de jeito). Apesar de não sermos muito velozes, conseguimos realizar algumas boas jogadas atacantes (no estado a que isto chegou, já me dou por satisfeito com isso) e até final da 1ª parte, o Leó e o Petit poderiam ter feito melhor em remates de longe.
Incompreensivelmente (ou talvez não...), na 2ª parte abdicámos do ataque. Tirando um cabeceamento do Cardozo logo aos 48’, preferimos fazer o meu ódio de sempre: “controlar o jogo” com a vantagem mínima! Raramente me lembro de ver o Benfica fazer isto com sucesso na sua história e, quando se tem um jogador(?) como o Edcarlos na defesa, o empate está logo ao virar da esquina. Assim sucedeu num lance de contra-ataque, em que o defesa brasileiro consegue cometer a proeza de correr ao lado do avançado quase desde o meio-campo e não esticar uma única vez a perna, deixando-o rematar à vontade. Foi aos 74’ e a partir daí fizemos o que deveríamos ter feito mais cedo: ir para cima do Marítimo e tentar marcar mais um golo. Que mesmo assim esteve quase a acontecer, se um livre directo do Cardozo não tem passado a rasar o poste. Mas como faltava pouco tempo, não deu para mais.
É difícil destacar alguém em termos individuais, quando toda a equipa esteve muito mediana. Mas pela negativa é fácil: para além de termos entrado com dez (já que o Luís Filipe alinhou), este foi mais um jogo em que o resultado tem o dedo do Edcarlos. Mas quem contrata o 4º central do São Paulo está sempre sujeito a estas coisas. Gostei do C. Rodríguez a jogar a “10” na 1ª parte (enquanto teve pilhas) e do Binya, que dá sempre o litro. Mas o melhor terá sido o Cardozo, que está apenas a um golo dos 20 que prometeu. O Petit continua com o péssimo hábito de passar sempre para o lado e para trás assim que recebe a bola, e está longe da sua melhor condição física. O Quim não tem culpas no golo e acabou por fazer algumas boas defesas. Quanto às substituições foram as esperadas, excepto na entrada do Nuno Gomes em vez do Makukula pouco depois do golo deles. Estávamos a chegar ao fim do jogo, era óbvio que íamos fazer chuveirinho e não percebi esta opção do Chalana. Como também não percebi como é que o Sr. Bruno Paixão deu três minutos de desconto e este tempo ainda deu para um jogador do Marítimo se lesionar, e para uma expulsão no banco deles. Se o jogo útil foi de um minuto já estou a ser condescendente.
Com a paragem de duas semanas do campeonato, espero que consigamos recuperar alguns dos lesionados, especialmente os centrais, e que os que vieram agora de lesões readquiram a forma física. Temos jogos bastante difíceis até final da época e estou a ver a manutenção do 2º lugar muito complicada.
P.S. – Confesso que ao princípio não estava a perceber porque é que o clube regional continuava a ser beneficiado tendo tantos pontos de vantagem, mas a razão só pode ser uma: querem bater o recorde da distância para o 2º classificado na posse do Benfica. Este jogo com o Leixões foi mais um para a história: pisadela do Quaresma que nem falta foi, pontapé do Bruno Alves na cabeça de um adversário que nem amarelo foi(!) e o golo da vitória muito duvidoso (no mínimo). Mas isto são apenas pormenores que ninguém se lembrará no fim do campeonato, não é?
quinta-feira, março 13, 2008
Péssimo
Eu sei que existem atenuantes (esta semana não foi nada fácil), mas confesso que estou extremamente desiludido com a derrota em Getafe (0-1) que nos eliminou da Taça Uefa. Sinceramente estava à espera da qualificação, mesmo depois da derrota (1-2) na Luz, por uma razão muito simples: o 9º classificado da liga espanhola, que faz a sua estreia nas competições europeias este ano, estava sem 10(!) jogadores. D-E-Z! Fazendo as contas ao contrário, a nós só nos faltavam três titulares (Luisão, David Luiz e Cardozo). Por isso, contava que pudéssemos passar, ou que pelo menos não perdêssemos a partida. Mas nem uma coisa nem outra...
É óbvio que a culpa não é do Chalana. A exibição de hoje, excepção feita aos primeiros 25 minutos, veio na senda do que temos feito nos últimos tempos. Tudo muito denunciado, tudo muito devagar, tudo sem inspiração nenhuma. Alinhámos com dois pontas-de-lança de início, mas o Nuno Gomes não pode estar em forma depois de um mês de baixa e duvido que tenha feito mais que três treinos com o Makukula. O Maxi Pereira voltou ao meio-campo, porém é exasperante a forma como sistematicamente renuncia aos duelos individuais: cada vez que tem um jogador pela frente, passa para o lado ou para trás. No entanto, há que dizer que a entrada do Di María para o seu lugar na 2ª parte só nos prejudicou, porque o argentino está num forma horrível, farta-se de perder bolas e insistir em anódinas jogadas individuais, e perdemos o controlo do meio-campo com a saída do uruguaio. O Petit também não está nem podia estar a 100% e o Rui Costa não aguenta duas vezes 90 minutos em três dias. Como o C. Rodríguez está longe do que já fez, pode depreender-se que a nossa exibição foi muito fraca. Podemos sempre argumentar que, se a bola do Makukula ao poste aos seis minutos tem entrado, o jogo seria diferente, mas em 90 minutos criar duas verdadeiras oportunidades de golo (juntamente com o remate do Rui Costa na 2ª parte) é muito pouco.
Saímos de forma inglória de uma competição em que tínhamos obrigação de ir mais longe. Ainda por cima com duas derrotas. Tenho bastante medo que a época se arraste penosamente até final, quando ainda temos dois objectivos a cumprir. Desejo sinceramente que este ano ajude a uma profunda reflexão sobre o nosso futuro desportivo, porque foram cometidos VÁRIOS erros básicos que nos conduziram a este triste estado. Melhores dias virão (espero...).
É óbvio que a culpa não é do Chalana. A exibição de hoje, excepção feita aos primeiros 25 minutos, veio na senda do que temos feito nos últimos tempos. Tudo muito denunciado, tudo muito devagar, tudo sem inspiração nenhuma. Alinhámos com dois pontas-de-lança de início, mas o Nuno Gomes não pode estar em forma depois de um mês de baixa e duvido que tenha feito mais que três treinos com o Makukula. O Maxi Pereira voltou ao meio-campo, porém é exasperante a forma como sistematicamente renuncia aos duelos individuais: cada vez que tem um jogador pela frente, passa para o lado ou para trás. No entanto, há que dizer que a entrada do Di María para o seu lugar na 2ª parte só nos prejudicou, porque o argentino está num forma horrível, farta-se de perder bolas e insistir em anódinas jogadas individuais, e perdemos o controlo do meio-campo com a saída do uruguaio. O Petit também não está nem podia estar a 100% e o Rui Costa não aguenta duas vezes 90 minutos em três dias. Como o C. Rodríguez está longe do que já fez, pode depreender-se que a nossa exibição foi muito fraca. Podemos sempre argumentar que, se a bola do Makukula ao poste aos seis minutos tem entrado, o jogo seria diferente, mas em 90 minutos criar duas verdadeiras oportunidades de golo (juntamente com o remate do Rui Costa na 2ª parte) é muito pouco.
Saímos de forma inglória de uma competição em que tínhamos obrigação de ir mais longe. Ainda por cima com duas derrotas. Tenho bastante medo que a época se arraste penosamente até final, quando ainda temos dois objectivos a cumprir. Desejo sinceramente que este ano ajude a uma profunda reflexão sobre o nosso futuro desportivo, porque foram cometidos VÁRIOS erros básicos que nos conduziram a este triste estado. Melhores dias virão (espero...).
domingo, março 09, 2008
Sem comentários
1) Não há lesões de Petit, Luisão, David Luiz, Maxi Pereira e Makukula, castigos de Nélson e Katsouranis, e titularidade de Luís Filipe, Edcarlos e Zoro que justifique empatar em casa com o último classificado (2-2). Ainda por cima, estivemos a perder, conseguimos dar a volta ao jogo e depois deixámos o U. Leiria empatar novamente.
2) Quando não se dá 100% em campo e se acha que bastam as camisolas para se ganhar jogos, é natural que suceda o que sucedeu. Basta ver a diferença de empenho do Di María de 5ª feira para hoje, para se perceber o que eu quero dizer. E voltou-se a dar a 1ª parte de avanço.
3) O Camacho disse novamente que não sabe o que está a acontecer, para se ganhar apenas quatro em 11(!) jogos em casa. Se ele não sabe, quem saberá? O que eu sei é que a margem de manobra para ele continuar na próxima época é cada vez menor. Não se vê evolução na equipa e cada vez que parece que estamos a melhorar (depois do jogo em Guimarães e depois desta sequência de Braga, lagartos e Getafe, em que apesar das não-vitórias não jogámos mal), aí está o próximo jogo para o desmentir. Decididamente este não é o mesmo Camacho da outra vez.
4) Esta época está a ser um tormento. Espero que o Rui Costa reconsidere a sua decisão, porque, quanto mais não fosse, seria muito triste acabar a carreira depois de um ano destes...
P.S. - Acabo de ouvir que o Camacho pediu a demissão. Infelizmente era de prever. Três treinadores (até agora) numa só época diz tudo acerca do planeamento da mesma. É triste.
2) Quando não se dá 100% em campo e se acha que bastam as camisolas para se ganhar jogos, é natural que suceda o que sucedeu. Basta ver a diferença de empenho do Di María de 5ª feira para hoje, para se perceber o que eu quero dizer. E voltou-se a dar a 1ª parte de avanço.
3) O Camacho disse novamente que não sabe o que está a acontecer, para se ganhar apenas quatro em 11(!) jogos em casa. Se ele não sabe, quem saberá? O que eu sei é que a margem de manobra para ele continuar na próxima época é cada vez menor. Não se vê evolução na equipa e cada vez que parece que estamos a melhorar (depois do jogo em Guimarães e depois desta sequência de Braga, lagartos e Getafe, em que apesar das não-vitórias não jogámos mal), aí está o próximo jogo para o desmentir. Decididamente este não é o mesmo Camacho da outra vez.
4) Esta época está a ser um tormento. Espero que o Rui Costa reconsidere a sua decisão, porque, quanto mais não fosse, seria muito triste acabar a carreira depois de um ano destes...
P.S. - Acabo de ouvir que o Camacho pediu a demissão. Infelizmente era de prever. Três treinadores (até agora) numa só época diz tudo acerca do planeamento da mesma. É triste.
sexta-feira, março 07, 2008
Alma
Perdemos em casa com o Getafe (1-2), mas este foi o jogo em que provavelmente mais me orgulhei da equipa este ano. Demonstrámos querer, vontade e coração a jogar com 10 durante 82’! E os adeptos perceberam isso e brindaram a equipa com uma enorme salva de palmas no fim da partida. O que, se não é inédito a seguir a uma derrota, deve ter acontecido tantas vezes quanto um guarda-redes do clube regional ter sido expulso por jogar com as mãos fora da área.
Se condenei a entrada o Nélson aos 75’ no jogo frente aos lagartos, o que dizer desta cotovelada do Cardozo aos 8’?! Espero sinceramente que ele leve uma multa daquelas, porque se um lance destes é sempre indesculpável, aos 8’ entra no campo da estupidez absoluta. Ainda por cima, numa partida em que tivemos que ter dois juniores no banco para completar os 18! Sem Nuno Gomes, David Luiz, Makukula, Maxi Pereira (todos lesionados), Petit, (castigado e lesionado), Binya (castigado) e Adu (na selecção olímpica; a propósito, agora somos obrigados a dispensar jogadores para estágios de selecções para competições que só acontecerão daqui a meio ano?!), com o Nuno Assis no banco apenas para fazer número e o Luisão a sair aos 29’, era difícil imaginar um jogo que nos pudesse correr pior antes e durante os 90’. Como se não bastassem todos estes males, o primeiro golo do Getafe resulta de um ressalto no Edcarlos que traiu o Quim (25’) e o segundo de um mau passe a meio-campo do Mantorras (67’). Ou seja, golos perfeitamente evitáveis.
Perante todas estas condicionantes e as nossas exibições este ano seria de esperar uma catástrofe, mas isso esteve longe de acontecer. Acho mesmo que fizemos o melhor jogo de 2008 e com um pouco mais de sorte poderíamos pelo menos ter empatado. A equipa desconcentrou-se um pouco a seguir à expulsão, o que acaba por ser natural, mas depois estávamos a tentar sair para a frente com a bola jogável, quando sofremos o primeiro golo. Claro que o Getafe não é nenhuma equipa de toscos e aproveitou bem os espaços que naturalmente acabávamos por dar, mas um golo daqueles, com a bola a ser desviada por um jogador nosso, é de dar cabo do moral de qualquer um. No entanto, a equipa foi reagindo aos poucos e também não se mostrou afectada pela saída precoce do Luisão, já que o Zoro entrou muito bem na partida.
A história da 2ª parte não foi muito diferente. Quando estávamos a tentar chegar ao empate, eles aproveitam um falha nossa para aumentar o marcador. Mais uma vez levantámos a cabeça e pouco depois tivemos uma grande oportunidade. O falhanço do Edcarlos, que atira a bola à barra a dois metros da linha de golo, é inacreditável e torna o do Nuno Gomes frente ao Espanyol no ano passado uma brincadeira de crianças (ao menos este acertou no guarda-redes, se não fosse ele era golo). No entanto, e como já vem sendo hábito, teve que ser o milagreiro Mantorras a quebrar a barreira defensiva contrária aos 76'. Claro que o golo é frango do guarda-redes, mas se o remate dele não tivesse acertado com a baliza até podia não haver guarda-redes que a bola não entrava na mesma. Portanto, teve obviamente mérito. Até final ainda houve alguma emoção no estádio, mas a equipa estava praticamente sem forças e raramente conseguimos chegar à baliza. Insistíamos no jogo directo, mas só com o Mantorras na frente era difícil fazer melhor e a equipa já não tinha pernas para seguir com a bola desde a nossa defesa.
É quase uma injustiça elogiar individualmente um ou outro jogador, quando quase toda a equipa foi brava (como dizem os italianos). No entanto, tenho que destacar o Rui Costa (não há palavras para descrever a sua atitude em campo), o C. Rodríguez (ainda fazia sprints aos 90’!), o Sepsi (igualmente grande pulmão e excelente sentido táctico) e o Mantorras (não nenhum conheço jogador que represente melhor a fé benfiquista). O Di María esteve bem na 1ª parte (contra estas equipas ele aplica-se, o pior é quando defronta os Moreirenses...), o Katsouranis melhorou imenso na 2ª (e deixou de oferecer bolas aos adversários à saída do nosso meio-campo) e o Zoro mostrou que é melhor que o Edcarlos (pelo menos, é mais raçudo e, cepo por cepo, prefiro-o a ele). Falando no diabo, voltei a não gostar do brasileiro: mau sentido posicional, falta de vigor a abordar o adversário (lembrando o Paulo Madeira) e ainda por cima falhou um golo daqueles!
Se recuperarmos um ou outro jogador para a próxima semana (o Camacho falou no Petit e Nuno Gomes, e penso que o Makukula também deverá estar apto), considero que a eliminatória não está perdida. Não é impossível marcar dois golos lá e neste jogo viu-se bem que, quando acelerávamos um pouco, criávamos-lhes dificuldades. De uma coisa estou certo: com esta atitude e com 11 jogadores até ao fim, temos hipóteses de chegar aos quartos-de-final.
Se condenei a entrada o Nélson aos 75’ no jogo frente aos lagartos, o que dizer desta cotovelada do Cardozo aos 8’?! Espero sinceramente que ele leve uma multa daquelas, porque se um lance destes é sempre indesculpável, aos 8’ entra no campo da estupidez absoluta. Ainda por cima, numa partida em que tivemos que ter dois juniores no banco para completar os 18! Sem Nuno Gomes, David Luiz, Makukula, Maxi Pereira (todos lesionados), Petit, (castigado e lesionado), Binya (castigado) e Adu (na selecção olímpica; a propósito, agora somos obrigados a dispensar jogadores para estágios de selecções para competições que só acontecerão daqui a meio ano?!), com o Nuno Assis no banco apenas para fazer número e o Luisão a sair aos 29’, era difícil imaginar um jogo que nos pudesse correr pior antes e durante os 90’. Como se não bastassem todos estes males, o primeiro golo do Getafe resulta de um ressalto no Edcarlos que traiu o Quim (25’) e o segundo de um mau passe a meio-campo do Mantorras (67’). Ou seja, golos perfeitamente evitáveis.
Perante todas estas condicionantes e as nossas exibições este ano seria de esperar uma catástrofe, mas isso esteve longe de acontecer. Acho mesmo que fizemos o melhor jogo de 2008 e com um pouco mais de sorte poderíamos pelo menos ter empatado. A equipa desconcentrou-se um pouco a seguir à expulsão, o que acaba por ser natural, mas depois estávamos a tentar sair para a frente com a bola jogável, quando sofremos o primeiro golo. Claro que o Getafe não é nenhuma equipa de toscos e aproveitou bem os espaços que naturalmente acabávamos por dar, mas um golo daqueles, com a bola a ser desviada por um jogador nosso, é de dar cabo do moral de qualquer um. No entanto, a equipa foi reagindo aos poucos e também não se mostrou afectada pela saída precoce do Luisão, já que o Zoro entrou muito bem na partida.
A história da 2ª parte não foi muito diferente. Quando estávamos a tentar chegar ao empate, eles aproveitam um falha nossa para aumentar o marcador. Mais uma vez levantámos a cabeça e pouco depois tivemos uma grande oportunidade. O falhanço do Edcarlos, que atira a bola à barra a dois metros da linha de golo, é inacreditável e torna o do Nuno Gomes frente ao Espanyol no ano passado uma brincadeira de crianças (ao menos este acertou no guarda-redes, se não fosse ele era golo). No entanto, e como já vem sendo hábito, teve que ser o milagreiro Mantorras a quebrar a barreira defensiva contrária aos 76'. Claro que o golo é frango do guarda-redes, mas se o remate dele não tivesse acertado com a baliza até podia não haver guarda-redes que a bola não entrava na mesma. Portanto, teve obviamente mérito. Até final ainda houve alguma emoção no estádio, mas a equipa estava praticamente sem forças e raramente conseguimos chegar à baliza. Insistíamos no jogo directo, mas só com o Mantorras na frente era difícil fazer melhor e a equipa já não tinha pernas para seguir com a bola desde a nossa defesa.
É quase uma injustiça elogiar individualmente um ou outro jogador, quando quase toda a equipa foi brava (como dizem os italianos). No entanto, tenho que destacar o Rui Costa (não há palavras para descrever a sua atitude em campo), o C. Rodríguez (ainda fazia sprints aos 90’!), o Sepsi (igualmente grande pulmão e excelente sentido táctico) e o Mantorras (não nenhum conheço jogador que represente melhor a fé benfiquista). O Di María esteve bem na 1ª parte (contra estas equipas ele aplica-se, o pior é quando defronta os Moreirenses...), o Katsouranis melhorou imenso na 2ª (e deixou de oferecer bolas aos adversários à saída do nosso meio-campo) e o Zoro mostrou que é melhor que o Edcarlos (pelo menos, é mais raçudo e, cepo por cepo, prefiro-o a ele). Falando no diabo, voltei a não gostar do brasileiro: mau sentido posicional, falta de vigor a abordar o adversário (lembrando o Paulo Madeira) e ainda por cima falhou um golo daqueles!
Se recuperarmos um ou outro jogador para a próxima semana (o Camacho falou no Petit e Nuno Gomes, e penso que o Makukula também deverá estar apto), considero que a eliminatória não está perdida. Não é impossível marcar dois golos lá e neste jogo viu-se bem que, quando acelerávamos um pouco, criávamos-lhes dificuldades. De uma coisa estou certo: com esta atitude e com 11 jogadores até ao fim, temos hipóteses de chegar aos quartos-de-final.
quinta-feira, março 06, 2008
Clonagem
Gostaria de dar publicamente os meus parabéns ao clube regional por ter conseguido a primeira experiência bem sucedida de clonagem humana. Neste jogo contra o Schalke 04 ficámos com a certeza que o Helton é um clone (um pouco mais escuro) do Vítor Baía. Pensava eu que o Baía era o único guarda-redes da história do futebol mundial a poder defender com as mãos fora da área sem ser expulso (como se recordar aqui), mas não, descobri que esta grande tradição de décadas do clube regional se mantém viva nos dias de hoje, ainda por cima numa versão melhorada. É que enquanto o Vítor Baía nunca fez este tipo de lances nas competições europeias, o Helton não tem esses problemas! Confirmem:

Para os que possam argumentar que a imagem não esclarece se ele está com as mãos dentro da área, apesar de estar com os pés fora (sei lá, há malucos para tudo...), aqui fica uma outra perspectiva:

Para os que possam argumentar que a imagem não esclarece se ele está com as mãos dentro da área, apesar de estar com os pés fora (sei lá, há malucos para tudo...), aqui fica uma outra perspectiva:
Nem a comprar o senhor Howard Webb, árbitro profissional inglês, o clube regional passou o Schalke. Sim, porque reparem na posição do árbitro no lance e digam lá se o Sr. Carlos Calheiros ou o Sr. Donato Ramos fariam melhor? Isto para não falar na quantidade infindável de faltas que foi arranjando ao clube regional. A expulsão do Fucile perto do fim foi claramente só para disfarçar, embora verdade seja dita o clube regional tem razões para a contestar: no campeonato nacional aquela entrada de pitons ao joelho jamais seria vermelho (não é, Quaresma, Bruno Alves e Lisandro?!).
Mas enfim, tudo acabou em bem nos penalties e só me resta dizer: OBRIGADO SCHALKE!
P.S. – É curioso verificar que a Sport TV não achou este lance relevante para aparecer no resumo do jogo...
Mas enfim, tudo acabou em bem nos penalties e só me resta dizer: OBRIGADO SCHALKE!
P.S. – É curioso verificar que a Sport TV não achou este lance relevante para aparecer no resumo do jogo...
segunda-feira, março 03, 2008
Sorteio da Taça
Lá vamos nós ter que completar a 16 de Abril o que não conseguimos ontem muito por culpa do Nélson. Para depois nos desforrarmos do V. Setúbal no Jamor. Aquela final perdida em 2004/05 ainda me está atravessada na garganta... Só espero que este ano os festejos de Manchester, cujo jogo é na 4ª feira anterior, não nos impeçam de concentrar para a final da Taça de Portugal! :-)
Outro pormenor engraçado é que vamos ao WC quatro dias antes de irmos à pocilga para o campeonato. Vai ser uma semana muito interessante e onde os banhos à posteriori vão ser imprescindíveis.
Outro pormenor engraçado é que vamos ao WC quatro dias antes de irmos à pocilga para o campeonato. Vai ser uma semana muito interessante e onde os banhos à posteriori vão ser imprescindíveis.
Tudo na mesma
Para não variar entrámos pessimamente na partida. E tanto assim foi que sofremos logo um golo aos 11’ pelo Vukcevic, num lance em que o Edcarlos em vez de cortar de cabeça preferiu elevar o pé acertando em cheio na atmosfera. A pressão dos lagartos era grande e a nossa defesa tremia por tudo quanto era lado. As ausências do Luisão e Petit fizeram-se sentir mais neste período, em que o Edcarlos mostrou mais uma vez as suas GRANDES limitações, o Nélson estava empenhado em ser um sósia do Luís Filipe, o Maxi Pereira pura e simplesmente não existia em campo e o Di Mária era incapaz de segurar uma bola. Como estes três últimos jogavam sobre a direita, era por aí que os lagartos faziam a maior parte dos ataques. A partir dos 25 acalmámos, a bola passou a chegar mais vezes ao maestro e tivemos duas óptimas oportunidades antes do golo do empate, através de remates do Rui Costa e C. Rodríguez (neste, garanto que vi a bola lá dentro!). Aos 40’ marcámos o merecido tento, numa cabeçada do Cardozo depois de um canto, uma jogada que foi a cópia perfeita do golo do Ricardo Rocha no ano passado. Até final da 1ª parte, o Cardozo chegou ligeiramente atrasado a um livre da esquerda e o Di María rematou enrolado em balão à entrada da área, em lances que nos poderiam ter colocado na frente.
Na 2ª parte, os lagartos voltaram a entrar melhor, mas sem criar grandes oportunidades de golos. A partir dos 60’ começámos a controlar definitivamente a partida e aos poucos íamo-nos acercando com perigo das redes deles. O Edcarlos conseguiu não ter a inteligência de dar dois passos para trás para chegar à bola, quando recebeu um cruzamento/remate do Bynia na sequência de um livre, e perdemos aí uma soberana chance de marcar. A 15’ do fim, o Nélson teve uma entrada escusada sobre o Celsinho e viu o vermelho. Está bem que ele não acertou em cheio no adversário, mas é imperdoável que tenha este tipo de entradas, ainda por cima num lance a meio-campo. Em inferioridade numérica só nos restava manter o empate, o que acabámos por conseguir apesar de os lagartos se fartarem de protestar contra cada decisão do Sr. Paraty. Aos 85’ vi o Cardozo encarnar-se (gosto muito desta palavra!) no Geovanni, mas o magnífico pontapé saiu ligeiramente por cima. E mesmo no fim, o Polga alivia para canto um livre/cruzamento do Rui Costa que ia direitinho para a baliza. Foi uma pena.
O melhor do Benfica foi indiscutivelmente o Binya. O homem fartou-se de correr, cortar bolas e entregá-las jogáveis aos companheiros (aliás, a competência do Fernando Santos pode ver-se no que ele queria fazer a este jogador...). Em grande plano estiveram igualmente o Quim (fez duas ou três defesas aos pés dos avançados deles que foram fundamentais), o Cardozo (não só pelo golo que marcou, mas pelo modo como, ainda que um pouco sozinho na frente, conseguiu combinar com os companheiros) e o Rui Costa (a classe não tem idade). Também gostei do C. Rodríguez, a espaços do Katsouranis e do modo como o Sepsi entrou em jogo. Abaixo de cão (aliás este empate é tanto ou mais meritório quanto jogámos com nove durante toda a partida) estiveram o Edcarlos e o Maxi Pereira. Aquele demonstra cada vez mais porque é que era o quarto central do São Paulo e o uruguaio está em péssima forma. O Di María (que substituiu à última hora o Nuno Assis, que se lesionou o aquecimento!) mostrou igualmente que ainda está muito pouco maduro para estes jogos.
Agora é recuperar fisicamente para o importantíssimo jogo de 5ª feira e esperar que estas duas últimas menos más exibições para o campeonato (apesar dos dois empates) signifiquem uma melhoria efectiva da nossa qualidade de jogo.
P.S. 1 – Não é preciso ser a Maya para presumir que a lagartada se vai pôr a chorar durante toda a semana por causa do árbitro. Temos a trilogia perfeita: dizem eles que o canto que dá o empate não existiu, o Cardozo deveria ter sido expulso e há penalty sobre o Vukcevic. Quanto ao primeiro, o Katsouranis está no meio de dois lagartos. É virtualmente impossível ver quem tocou na bola, mas quando se discute lançamentos laterais do Binya espera-se tudo. A resposta do Cardozo aos jornalistas é a melhor para o segundo caso: “o futebol não é para mulheres”. É claro que o Cardozo lhe dá um pequeno toque no queixo com o cotovelo, mas a entrada anterior do Tonel não é inocente e o posterior teatro é injustificável. A não ser que o Cardozo tenha razão... Por fim, há um toque o Léo sobre o Vukcevic, mas o montenegrino aproveitou-se para se deixar cair.
P.S. 2 – Gostei do sorriso do Rui Costa e da resposta “mas o Benfica ainda não” à pergunta que lhe foi feita no final do jogo sobre se o Benfica já tinha decidido que não queria ficar com o Léo, como este tinha dito uns minutos antes. Haja esperança!
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