segunda-feira, março 17, 2008
Mais um
Empatámos na Madeira frente ao Marítimo (1-1) e permitimos que o V. Guimarães nos igualasse na tabela classificativa, se bem que temos vantagem no confronto directo com eles. Foi o 4º empate consecutivo e o 7º nos últimos nove jogos, o que diz bem do pesadelo que estamos a viver nos últimos dois meses. Tirando o jogo no WC, se tivéssemos ganho todos os outros (como era nossa obrigação), estaríamos neste momento a quatro pontos do clube regional e com o 3º classificado 12 pontos atrás de nós!
Quando vi a nossa formação inicial, temi logo o pior. Íamos alinhar com dois trincos (Petit e Binya), dois defesas-laterais a servir de extremos (Luís Filipe e Sepsi), o C. Rodríguez e o Cardozo. Ou seja, do meio-campo para a frente tínhamos dois jogadores de características ofensivas! No entanto, a 1ª parte nem acabou por correr mal. O jogo estava mais ou menos repartido, mas fomos nós a chegar à vantagem aos 25’ num bom cabeceamento do Cardozo a um óptimo centro do Sepsi (finalmente haja alguém na equipa que faça centros de jeito). Apesar de não sermos muito velozes, conseguimos realizar algumas boas jogadas atacantes (no estado a que isto chegou, já me dou por satisfeito com isso) e até final da 1ª parte, o Leó e o Petit poderiam ter feito melhor em remates de longe.
Incompreensivelmente (ou talvez não...), na 2ª parte abdicámos do ataque. Tirando um cabeceamento do Cardozo logo aos 48’, preferimos fazer o meu ódio de sempre: “controlar o jogo” com a vantagem mínima! Raramente me lembro de ver o Benfica fazer isto com sucesso na sua história e, quando se tem um jogador(?) como o Edcarlos na defesa, o empate está logo ao virar da esquina. Assim sucedeu num lance de contra-ataque, em que o defesa brasileiro consegue cometer a proeza de correr ao lado do avançado quase desde o meio-campo e não esticar uma única vez a perna, deixando-o rematar à vontade. Foi aos 74’ e a partir daí fizemos o que deveríamos ter feito mais cedo: ir para cima do Marítimo e tentar marcar mais um golo. Que mesmo assim esteve quase a acontecer, se um livre directo do Cardozo não tem passado a rasar o poste. Mas como faltava pouco tempo, não deu para mais.
É difícil destacar alguém em termos individuais, quando toda a equipa esteve muito mediana. Mas pela negativa é fácil: para além de termos entrado com dez (já que o Luís Filipe alinhou), este foi mais um jogo em que o resultado tem o dedo do Edcarlos. Mas quem contrata o 4º central do São Paulo está sempre sujeito a estas coisas. Gostei do C. Rodríguez a jogar a “10” na 1ª parte (enquanto teve pilhas) e do Binya, que dá sempre o litro. Mas o melhor terá sido o Cardozo, que está apenas a um golo dos 20 que prometeu. O Petit continua com o péssimo hábito de passar sempre para o lado e para trás assim que recebe a bola, e está longe da sua melhor condição física. O Quim não tem culpas no golo e acabou por fazer algumas boas defesas. Quanto às substituições foram as esperadas, excepto na entrada do Nuno Gomes em vez do Makukula pouco depois do golo deles. Estávamos a chegar ao fim do jogo, era óbvio que íamos fazer chuveirinho e não percebi esta opção do Chalana. Como também não percebi como é que o Sr. Bruno Paixão deu três minutos de desconto e este tempo ainda deu para um jogador do Marítimo se lesionar, e para uma expulsão no banco deles. Se o jogo útil foi de um minuto já estou a ser condescendente.
Com a paragem de duas semanas do campeonato, espero que consigamos recuperar alguns dos lesionados, especialmente os centrais, e que os que vieram agora de lesões readquiram a forma física. Temos jogos bastante difíceis até final da época e estou a ver a manutenção do 2º lugar muito complicada.
P.S. – Confesso que ao princípio não estava a perceber porque é que o clube regional continuava a ser beneficiado tendo tantos pontos de vantagem, mas a razão só pode ser uma: querem bater o recorde da distância para o 2º classificado na posse do Benfica. Este jogo com o Leixões foi mais um para a história: pisadela do Quaresma que nem falta foi, pontapé do Bruno Alves na cabeça de um adversário que nem amarelo foi(!) e o golo da vitória muito duvidoso (no mínimo). Mas isto são apenas pormenores que ninguém se lembrará no fim do campeonato, não é?
Quando vi a nossa formação inicial, temi logo o pior. Íamos alinhar com dois trincos (Petit e Binya), dois defesas-laterais a servir de extremos (Luís Filipe e Sepsi), o C. Rodríguez e o Cardozo. Ou seja, do meio-campo para a frente tínhamos dois jogadores de características ofensivas! No entanto, a 1ª parte nem acabou por correr mal. O jogo estava mais ou menos repartido, mas fomos nós a chegar à vantagem aos 25’ num bom cabeceamento do Cardozo a um óptimo centro do Sepsi (finalmente haja alguém na equipa que faça centros de jeito). Apesar de não sermos muito velozes, conseguimos realizar algumas boas jogadas atacantes (no estado a que isto chegou, já me dou por satisfeito com isso) e até final da 1ª parte, o Leó e o Petit poderiam ter feito melhor em remates de longe.
Incompreensivelmente (ou talvez não...), na 2ª parte abdicámos do ataque. Tirando um cabeceamento do Cardozo logo aos 48’, preferimos fazer o meu ódio de sempre: “controlar o jogo” com a vantagem mínima! Raramente me lembro de ver o Benfica fazer isto com sucesso na sua história e, quando se tem um jogador(?) como o Edcarlos na defesa, o empate está logo ao virar da esquina. Assim sucedeu num lance de contra-ataque, em que o defesa brasileiro consegue cometer a proeza de correr ao lado do avançado quase desde o meio-campo e não esticar uma única vez a perna, deixando-o rematar à vontade. Foi aos 74’ e a partir daí fizemos o que deveríamos ter feito mais cedo: ir para cima do Marítimo e tentar marcar mais um golo. Que mesmo assim esteve quase a acontecer, se um livre directo do Cardozo não tem passado a rasar o poste. Mas como faltava pouco tempo, não deu para mais.
É difícil destacar alguém em termos individuais, quando toda a equipa esteve muito mediana. Mas pela negativa é fácil: para além de termos entrado com dez (já que o Luís Filipe alinhou), este foi mais um jogo em que o resultado tem o dedo do Edcarlos. Mas quem contrata o 4º central do São Paulo está sempre sujeito a estas coisas. Gostei do C. Rodríguez a jogar a “10” na 1ª parte (enquanto teve pilhas) e do Binya, que dá sempre o litro. Mas o melhor terá sido o Cardozo, que está apenas a um golo dos 20 que prometeu. O Petit continua com o péssimo hábito de passar sempre para o lado e para trás assim que recebe a bola, e está longe da sua melhor condição física. O Quim não tem culpas no golo e acabou por fazer algumas boas defesas. Quanto às substituições foram as esperadas, excepto na entrada do Nuno Gomes em vez do Makukula pouco depois do golo deles. Estávamos a chegar ao fim do jogo, era óbvio que íamos fazer chuveirinho e não percebi esta opção do Chalana. Como também não percebi como é que o Sr. Bruno Paixão deu três minutos de desconto e este tempo ainda deu para um jogador do Marítimo se lesionar, e para uma expulsão no banco deles. Se o jogo útil foi de um minuto já estou a ser condescendente.
Com a paragem de duas semanas do campeonato, espero que consigamos recuperar alguns dos lesionados, especialmente os centrais, e que os que vieram agora de lesões readquiram a forma física. Temos jogos bastante difíceis até final da época e estou a ver a manutenção do 2º lugar muito complicada.
P.S. – Confesso que ao princípio não estava a perceber porque é que o clube regional continuava a ser beneficiado tendo tantos pontos de vantagem, mas a razão só pode ser uma: querem bater o recorde da distância para o 2º classificado na posse do Benfica. Este jogo com o Leixões foi mais um para a história: pisadela do Quaresma que nem falta foi, pontapé do Bruno Alves na cabeça de um adversário que nem amarelo foi(!) e o golo da vitória muito duvidoso (no mínimo). Mas isto são apenas pormenores que ninguém se lembrará no fim do campeonato, não é?
quinta-feira, março 13, 2008
Péssimo
Eu sei que existem atenuantes (esta semana não foi nada fácil), mas confesso que estou extremamente desiludido com a derrota em Getafe (0-1) que nos eliminou da Taça Uefa. Sinceramente estava à espera da qualificação, mesmo depois da derrota (1-2) na Luz, por uma razão muito simples: o 9º classificado da liga espanhola, que faz a sua estreia nas competições europeias este ano, estava sem 10(!) jogadores. D-E-Z! Fazendo as contas ao contrário, a nós só nos faltavam três titulares (Luisão, David Luiz e Cardozo). Por isso, contava que pudéssemos passar, ou que pelo menos não perdêssemos a partida. Mas nem uma coisa nem outra...
É óbvio que a culpa não é do Chalana. A exibição de hoje, excepção feita aos primeiros 25 minutos, veio na senda do que temos feito nos últimos tempos. Tudo muito denunciado, tudo muito devagar, tudo sem inspiração nenhuma. Alinhámos com dois pontas-de-lança de início, mas o Nuno Gomes não pode estar em forma depois de um mês de baixa e duvido que tenha feito mais que três treinos com o Makukula. O Maxi Pereira voltou ao meio-campo, porém é exasperante a forma como sistematicamente renuncia aos duelos individuais: cada vez que tem um jogador pela frente, passa para o lado ou para trás. No entanto, há que dizer que a entrada do Di María para o seu lugar na 2ª parte só nos prejudicou, porque o argentino está num forma horrível, farta-se de perder bolas e insistir em anódinas jogadas individuais, e perdemos o controlo do meio-campo com a saída do uruguaio. O Petit também não está nem podia estar a 100% e o Rui Costa não aguenta duas vezes 90 minutos em três dias. Como o C. Rodríguez está longe do que já fez, pode depreender-se que a nossa exibição foi muito fraca. Podemos sempre argumentar que, se a bola do Makukula ao poste aos seis minutos tem entrado, o jogo seria diferente, mas em 90 minutos criar duas verdadeiras oportunidades de golo (juntamente com o remate do Rui Costa na 2ª parte) é muito pouco.
Saímos de forma inglória de uma competição em que tínhamos obrigação de ir mais longe. Ainda por cima com duas derrotas. Tenho bastante medo que a época se arraste penosamente até final, quando ainda temos dois objectivos a cumprir. Desejo sinceramente que este ano ajude a uma profunda reflexão sobre o nosso futuro desportivo, porque foram cometidos VÁRIOS erros básicos que nos conduziram a este triste estado. Melhores dias virão (espero...).
É óbvio que a culpa não é do Chalana. A exibição de hoje, excepção feita aos primeiros 25 minutos, veio na senda do que temos feito nos últimos tempos. Tudo muito denunciado, tudo muito devagar, tudo sem inspiração nenhuma. Alinhámos com dois pontas-de-lança de início, mas o Nuno Gomes não pode estar em forma depois de um mês de baixa e duvido que tenha feito mais que três treinos com o Makukula. O Maxi Pereira voltou ao meio-campo, porém é exasperante a forma como sistematicamente renuncia aos duelos individuais: cada vez que tem um jogador pela frente, passa para o lado ou para trás. No entanto, há que dizer que a entrada do Di María para o seu lugar na 2ª parte só nos prejudicou, porque o argentino está num forma horrível, farta-se de perder bolas e insistir em anódinas jogadas individuais, e perdemos o controlo do meio-campo com a saída do uruguaio. O Petit também não está nem podia estar a 100% e o Rui Costa não aguenta duas vezes 90 minutos em três dias. Como o C. Rodríguez está longe do que já fez, pode depreender-se que a nossa exibição foi muito fraca. Podemos sempre argumentar que, se a bola do Makukula ao poste aos seis minutos tem entrado, o jogo seria diferente, mas em 90 minutos criar duas verdadeiras oportunidades de golo (juntamente com o remate do Rui Costa na 2ª parte) é muito pouco.
Saímos de forma inglória de uma competição em que tínhamos obrigação de ir mais longe. Ainda por cima com duas derrotas. Tenho bastante medo que a época se arraste penosamente até final, quando ainda temos dois objectivos a cumprir. Desejo sinceramente que este ano ajude a uma profunda reflexão sobre o nosso futuro desportivo, porque foram cometidos VÁRIOS erros básicos que nos conduziram a este triste estado. Melhores dias virão (espero...).
domingo, março 09, 2008
Sem comentários
1) Não há lesões de Petit, Luisão, David Luiz, Maxi Pereira e Makukula, castigos de Nélson e Katsouranis, e titularidade de Luís Filipe, Edcarlos e Zoro que justifique empatar em casa com o último classificado (2-2). Ainda por cima, estivemos a perder, conseguimos dar a volta ao jogo e depois deixámos o U. Leiria empatar novamente.
2) Quando não se dá 100% em campo e se acha que bastam as camisolas para se ganhar jogos, é natural que suceda o que sucedeu. Basta ver a diferença de empenho do Di María de 5ª feira para hoje, para se perceber o que eu quero dizer. E voltou-se a dar a 1ª parte de avanço.
3) O Camacho disse novamente que não sabe o que está a acontecer, para se ganhar apenas quatro em 11(!) jogos em casa. Se ele não sabe, quem saberá? O que eu sei é que a margem de manobra para ele continuar na próxima época é cada vez menor. Não se vê evolução na equipa e cada vez que parece que estamos a melhorar (depois do jogo em Guimarães e depois desta sequência de Braga, lagartos e Getafe, em que apesar das não-vitórias não jogámos mal), aí está o próximo jogo para o desmentir. Decididamente este não é o mesmo Camacho da outra vez.
4) Esta época está a ser um tormento. Espero que o Rui Costa reconsidere a sua decisão, porque, quanto mais não fosse, seria muito triste acabar a carreira depois de um ano destes...
P.S. - Acabo de ouvir que o Camacho pediu a demissão. Infelizmente era de prever. Três treinadores (até agora) numa só época diz tudo acerca do planeamento da mesma. É triste.
2) Quando não se dá 100% em campo e se acha que bastam as camisolas para se ganhar jogos, é natural que suceda o que sucedeu. Basta ver a diferença de empenho do Di María de 5ª feira para hoje, para se perceber o que eu quero dizer. E voltou-se a dar a 1ª parte de avanço.
3) O Camacho disse novamente que não sabe o que está a acontecer, para se ganhar apenas quatro em 11(!) jogos em casa. Se ele não sabe, quem saberá? O que eu sei é que a margem de manobra para ele continuar na próxima época é cada vez menor. Não se vê evolução na equipa e cada vez que parece que estamos a melhorar (depois do jogo em Guimarães e depois desta sequência de Braga, lagartos e Getafe, em que apesar das não-vitórias não jogámos mal), aí está o próximo jogo para o desmentir. Decididamente este não é o mesmo Camacho da outra vez.
4) Esta época está a ser um tormento. Espero que o Rui Costa reconsidere a sua decisão, porque, quanto mais não fosse, seria muito triste acabar a carreira depois de um ano destes...
P.S. - Acabo de ouvir que o Camacho pediu a demissão. Infelizmente era de prever. Três treinadores (até agora) numa só época diz tudo acerca do planeamento da mesma. É triste.
sexta-feira, março 07, 2008
Alma
Perdemos em casa com o Getafe (1-2), mas este foi o jogo em que provavelmente mais me orgulhei da equipa este ano. Demonstrámos querer, vontade e coração a jogar com 10 durante 82’! E os adeptos perceberam isso e brindaram a equipa com uma enorme salva de palmas no fim da partida. O que, se não é inédito a seguir a uma derrota, deve ter acontecido tantas vezes quanto um guarda-redes do clube regional ter sido expulso por jogar com as mãos fora da área.
Se condenei a entrada o Nélson aos 75’ no jogo frente aos lagartos, o que dizer desta cotovelada do Cardozo aos 8’?! Espero sinceramente que ele leve uma multa daquelas, porque se um lance destes é sempre indesculpável, aos 8’ entra no campo da estupidez absoluta. Ainda por cima, numa partida em que tivemos que ter dois juniores no banco para completar os 18! Sem Nuno Gomes, David Luiz, Makukula, Maxi Pereira (todos lesionados), Petit, (castigado e lesionado), Binya (castigado) e Adu (na selecção olímpica; a propósito, agora somos obrigados a dispensar jogadores para estágios de selecções para competições que só acontecerão daqui a meio ano?!), com o Nuno Assis no banco apenas para fazer número e o Luisão a sair aos 29’, era difícil imaginar um jogo que nos pudesse correr pior antes e durante os 90’. Como se não bastassem todos estes males, o primeiro golo do Getafe resulta de um ressalto no Edcarlos que traiu o Quim (25’) e o segundo de um mau passe a meio-campo do Mantorras (67’). Ou seja, golos perfeitamente evitáveis.
Perante todas estas condicionantes e as nossas exibições este ano seria de esperar uma catástrofe, mas isso esteve longe de acontecer. Acho mesmo que fizemos o melhor jogo de 2008 e com um pouco mais de sorte poderíamos pelo menos ter empatado. A equipa desconcentrou-se um pouco a seguir à expulsão, o que acaba por ser natural, mas depois estávamos a tentar sair para a frente com a bola jogável, quando sofremos o primeiro golo. Claro que o Getafe não é nenhuma equipa de toscos e aproveitou bem os espaços que naturalmente acabávamos por dar, mas um golo daqueles, com a bola a ser desviada por um jogador nosso, é de dar cabo do moral de qualquer um. No entanto, a equipa foi reagindo aos poucos e também não se mostrou afectada pela saída precoce do Luisão, já que o Zoro entrou muito bem na partida.
A história da 2ª parte não foi muito diferente. Quando estávamos a tentar chegar ao empate, eles aproveitam um falha nossa para aumentar o marcador. Mais uma vez levantámos a cabeça e pouco depois tivemos uma grande oportunidade. O falhanço do Edcarlos, que atira a bola à barra a dois metros da linha de golo, é inacreditável e torna o do Nuno Gomes frente ao Espanyol no ano passado uma brincadeira de crianças (ao menos este acertou no guarda-redes, se não fosse ele era golo). No entanto, e como já vem sendo hábito, teve que ser o milagreiro Mantorras a quebrar a barreira defensiva contrária aos 76'. Claro que o golo é frango do guarda-redes, mas se o remate dele não tivesse acertado com a baliza até podia não haver guarda-redes que a bola não entrava na mesma. Portanto, teve obviamente mérito. Até final ainda houve alguma emoção no estádio, mas a equipa estava praticamente sem forças e raramente conseguimos chegar à baliza. Insistíamos no jogo directo, mas só com o Mantorras na frente era difícil fazer melhor e a equipa já não tinha pernas para seguir com a bola desde a nossa defesa.
É quase uma injustiça elogiar individualmente um ou outro jogador, quando quase toda a equipa foi brava (como dizem os italianos). No entanto, tenho que destacar o Rui Costa (não há palavras para descrever a sua atitude em campo), o C. Rodríguez (ainda fazia sprints aos 90’!), o Sepsi (igualmente grande pulmão e excelente sentido táctico) e o Mantorras (não nenhum conheço jogador que represente melhor a fé benfiquista). O Di María esteve bem na 1ª parte (contra estas equipas ele aplica-se, o pior é quando defronta os Moreirenses...), o Katsouranis melhorou imenso na 2ª (e deixou de oferecer bolas aos adversários à saída do nosso meio-campo) e o Zoro mostrou que é melhor que o Edcarlos (pelo menos, é mais raçudo e, cepo por cepo, prefiro-o a ele). Falando no diabo, voltei a não gostar do brasileiro: mau sentido posicional, falta de vigor a abordar o adversário (lembrando o Paulo Madeira) e ainda por cima falhou um golo daqueles!
Se recuperarmos um ou outro jogador para a próxima semana (o Camacho falou no Petit e Nuno Gomes, e penso que o Makukula também deverá estar apto), considero que a eliminatória não está perdida. Não é impossível marcar dois golos lá e neste jogo viu-se bem que, quando acelerávamos um pouco, criávamos-lhes dificuldades. De uma coisa estou certo: com esta atitude e com 11 jogadores até ao fim, temos hipóteses de chegar aos quartos-de-final.
Se condenei a entrada o Nélson aos 75’ no jogo frente aos lagartos, o que dizer desta cotovelada do Cardozo aos 8’?! Espero sinceramente que ele leve uma multa daquelas, porque se um lance destes é sempre indesculpável, aos 8’ entra no campo da estupidez absoluta. Ainda por cima, numa partida em que tivemos que ter dois juniores no banco para completar os 18! Sem Nuno Gomes, David Luiz, Makukula, Maxi Pereira (todos lesionados), Petit, (castigado e lesionado), Binya (castigado) e Adu (na selecção olímpica; a propósito, agora somos obrigados a dispensar jogadores para estágios de selecções para competições que só acontecerão daqui a meio ano?!), com o Nuno Assis no banco apenas para fazer número e o Luisão a sair aos 29’, era difícil imaginar um jogo que nos pudesse correr pior antes e durante os 90’. Como se não bastassem todos estes males, o primeiro golo do Getafe resulta de um ressalto no Edcarlos que traiu o Quim (25’) e o segundo de um mau passe a meio-campo do Mantorras (67’). Ou seja, golos perfeitamente evitáveis.
Perante todas estas condicionantes e as nossas exibições este ano seria de esperar uma catástrofe, mas isso esteve longe de acontecer. Acho mesmo que fizemos o melhor jogo de 2008 e com um pouco mais de sorte poderíamos pelo menos ter empatado. A equipa desconcentrou-se um pouco a seguir à expulsão, o que acaba por ser natural, mas depois estávamos a tentar sair para a frente com a bola jogável, quando sofremos o primeiro golo. Claro que o Getafe não é nenhuma equipa de toscos e aproveitou bem os espaços que naturalmente acabávamos por dar, mas um golo daqueles, com a bola a ser desviada por um jogador nosso, é de dar cabo do moral de qualquer um. No entanto, a equipa foi reagindo aos poucos e também não se mostrou afectada pela saída precoce do Luisão, já que o Zoro entrou muito bem na partida.
A história da 2ª parte não foi muito diferente. Quando estávamos a tentar chegar ao empate, eles aproveitam um falha nossa para aumentar o marcador. Mais uma vez levantámos a cabeça e pouco depois tivemos uma grande oportunidade. O falhanço do Edcarlos, que atira a bola à barra a dois metros da linha de golo, é inacreditável e torna o do Nuno Gomes frente ao Espanyol no ano passado uma brincadeira de crianças (ao menos este acertou no guarda-redes, se não fosse ele era golo). No entanto, e como já vem sendo hábito, teve que ser o milagreiro Mantorras a quebrar a barreira defensiva contrária aos 76'. Claro que o golo é frango do guarda-redes, mas se o remate dele não tivesse acertado com a baliza até podia não haver guarda-redes que a bola não entrava na mesma. Portanto, teve obviamente mérito. Até final ainda houve alguma emoção no estádio, mas a equipa estava praticamente sem forças e raramente conseguimos chegar à baliza. Insistíamos no jogo directo, mas só com o Mantorras na frente era difícil fazer melhor e a equipa já não tinha pernas para seguir com a bola desde a nossa defesa.
É quase uma injustiça elogiar individualmente um ou outro jogador, quando quase toda a equipa foi brava (como dizem os italianos). No entanto, tenho que destacar o Rui Costa (não há palavras para descrever a sua atitude em campo), o C. Rodríguez (ainda fazia sprints aos 90’!), o Sepsi (igualmente grande pulmão e excelente sentido táctico) e o Mantorras (não nenhum conheço jogador que represente melhor a fé benfiquista). O Di María esteve bem na 1ª parte (contra estas equipas ele aplica-se, o pior é quando defronta os Moreirenses...), o Katsouranis melhorou imenso na 2ª (e deixou de oferecer bolas aos adversários à saída do nosso meio-campo) e o Zoro mostrou que é melhor que o Edcarlos (pelo menos, é mais raçudo e, cepo por cepo, prefiro-o a ele). Falando no diabo, voltei a não gostar do brasileiro: mau sentido posicional, falta de vigor a abordar o adversário (lembrando o Paulo Madeira) e ainda por cima falhou um golo daqueles!
Se recuperarmos um ou outro jogador para a próxima semana (o Camacho falou no Petit e Nuno Gomes, e penso que o Makukula também deverá estar apto), considero que a eliminatória não está perdida. Não é impossível marcar dois golos lá e neste jogo viu-se bem que, quando acelerávamos um pouco, criávamos-lhes dificuldades. De uma coisa estou certo: com esta atitude e com 11 jogadores até ao fim, temos hipóteses de chegar aos quartos-de-final.
quinta-feira, março 06, 2008
Clonagem
Gostaria de dar publicamente os meus parabéns ao clube regional por ter conseguido a primeira experiência bem sucedida de clonagem humana. Neste jogo contra o Schalke 04 ficámos com a certeza que o Helton é um clone (um pouco mais escuro) do Vítor Baía. Pensava eu que o Baía era o único guarda-redes da história do futebol mundial a poder defender com as mãos fora da área sem ser expulso (como se recordar aqui), mas não, descobri que esta grande tradição de décadas do clube regional se mantém viva nos dias de hoje, ainda por cima numa versão melhorada. É que enquanto o Vítor Baía nunca fez este tipo de lances nas competições europeias, o Helton não tem esses problemas! Confirmem:

Para os que possam argumentar que a imagem não esclarece se ele está com as mãos dentro da área, apesar de estar com os pés fora (sei lá, há malucos para tudo...), aqui fica uma outra perspectiva:

Para os que possam argumentar que a imagem não esclarece se ele está com as mãos dentro da área, apesar de estar com os pés fora (sei lá, há malucos para tudo...), aqui fica uma outra perspectiva:
Nem a comprar o senhor Howard Webb, árbitro profissional inglês, o clube regional passou o Schalke. Sim, porque reparem na posição do árbitro no lance e digam lá se o Sr. Carlos Calheiros ou o Sr. Donato Ramos fariam melhor? Isto para não falar na quantidade infindável de faltas que foi arranjando ao clube regional. A expulsão do Fucile perto do fim foi claramente só para disfarçar, embora verdade seja dita o clube regional tem razões para a contestar: no campeonato nacional aquela entrada de pitons ao joelho jamais seria vermelho (não é, Quaresma, Bruno Alves e Lisandro?!).
Mas enfim, tudo acabou em bem nos penalties e só me resta dizer: OBRIGADO SCHALKE!
P.S. – É curioso verificar que a Sport TV não achou este lance relevante para aparecer no resumo do jogo...
Mas enfim, tudo acabou em bem nos penalties e só me resta dizer: OBRIGADO SCHALKE!
P.S. – É curioso verificar que a Sport TV não achou este lance relevante para aparecer no resumo do jogo...
segunda-feira, março 03, 2008
Sorteio da Taça
Lá vamos nós ter que completar a 16 de Abril o que não conseguimos ontem muito por culpa do Nélson. Para depois nos desforrarmos do V. Setúbal no Jamor. Aquela final perdida em 2004/05 ainda me está atravessada na garganta... Só espero que este ano os festejos de Manchester, cujo jogo é na 4ª feira anterior, não nos impeçam de concentrar para a final da Taça de Portugal! :-)
Outro pormenor engraçado é que vamos ao WC quatro dias antes de irmos à pocilga para o campeonato. Vai ser uma semana muito interessante e onde os banhos à posteriori vão ser imprescindíveis.
Outro pormenor engraçado é que vamos ao WC quatro dias antes de irmos à pocilga para o campeonato. Vai ser uma semana muito interessante e onde os banhos à posteriori vão ser imprescindíveis.
Tudo na mesma
Para não variar entrámos pessimamente na partida. E tanto assim foi que sofremos logo um golo aos 11’ pelo Vukcevic, num lance em que o Edcarlos em vez de cortar de cabeça preferiu elevar o pé acertando em cheio na atmosfera. A pressão dos lagartos era grande e a nossa defesa tremia por tudo quanto era lado. As ausências do Luisão e Petit fizeram-se sentir mais neste período, em que o Edcarlos mostrou mais uma vez as suas GRANDES limitações, o Nélson estava empenhado em ser um sósia do Luís Filipe, o Maxi Pereira pura e simplesmente não existia em campo e o Di Mária era incapaz de segurar uma bola. Como estes três últimos jogavam sobre a direita, era por aí que os lagartos faziam a maior parte dos ataques. A partir dos 25 acalmámos, a bola passou a chegar mais vezes ao maestro e tivemos duas óptimas oportunidades antes do golo do empate, através de remates do Rui Costa e C. Rodríguez (neste, garanto que vi a bola lá dentro!). Aos 40’ marcámos o merecido tento, numa cabeçada do Cardozo depois de um canto, uma jogada que foi a cópia perfeita do golo do Ricardo Rocha no ano passado. Até final da 1ª parte, o Cardozo chegou ligeiramente atrasado a um livre da esquerda e o Di María rematou enrolado em balão à entrada da área, em lances que nos poderiam ter colocado na frente.
Na 2ª parte, os lagartos voltaram a entrar melhor, mas sem criar grandes oportunidades de golos. A partir dos 60’ começámos a controlar definitivamente a partida e aos poucos íamo-nos acercando com perigo das redes deles. O Edcarlos conseguiu não ter a inteligência de dar dois passos para trás para chegar à bola, quando recebeu um cruzamento/remate do Bynia na sequência de um livre, e perdemos aí uma soberana chance de marcar. A 15’ do fim, o Nélson teve uma entrada escusada sobre o Celsinho e viu o vermelho. Está bem que ele não acertou em cheio no adversário, mas é imperdoável que tenha este tipo de entradas, ainda por cima num lance a meio-campo. Em inferioridade numérica só nos restava manter o empate, o que acabámos por conseguir apesar de os lagartos se fartarem de protestar contra cada decisão do Sr. Paraty. Aos 85’ vi o Cardozo encarnar-se (gosto muito desta palavra!) no Geovanni, mas o magnífico pontapé saiu ligeiramente por cima. E mesmo no fim, o Polga alivia para canto um livre/cruzamento do Rui Costa que ia direitinho para a baliza. Foi uma pena.
O melhor do Benfica foi indiscutivelmente o Binya. O homem fartou-se de correr, cortar bolas e entregá-las jogáveis aos companheiros (aliás, a competência do Fernando Santos pode ver-se no que ele queria fazer a este jogador...). Em grande plano estiveram igualmente o Quim (fez duas ou três defesas aos pés dos avançados deles que foram fundamentais), o Cardozo (não só pelo golo que marcou, mas pelo modo como, ainda que um pouco sozinho na frente, conseguiu combinar com os companheiros) e o Rui Costa (a classe não tem idade). Também gostei do C. Rodríguez, a espaços do Katsouranis e do modo como o Sepsi entrou em jogo. Abaixo de cão (aliás este empate é tanto ou mais meritório quanto jogámos com nove durante toda a partida) estiveram o Edcarlos e o Maxi Pereira. Aquele demonstra cada vez mais porque é que era o quarto central do São Paulo e o uruguaio está em péssima forma. O Di María (que substituiu à última hora o Nuno Assis, que se lesionou o aquecimento!) mostrou igualmente que ainda está muito pouco maduro para estes jogos.
Agora é recuperar fisicamente para o importantíssimo jogo de 5ª feira e esperar que estas duas últimas menos más exibições para o campeonato (apesar dos dois empates) signifiquem uma melhoria efectiva da nossa qualidade de jogo.
P.S. 1 – Não é preciso ser a Maya para presumir que a lagartada se vai pôr a chorar durante toda a semana por causa do árbitro. Temos a trilogia perfeita: dizem eles que o canto que dá o empate não existiu, o Cardozo deveria ter sido expulso e há penalty sobre o Vukcevic. Quanto ao primeiro, o Katsouranis está no meio de dois lagartos. É virtualmente impossível ver quem tocou na bola, mas quando se discute lançamentos laterais do Binya espera-se tudo. A resposta do Cardozo aos jornalistas é a melhor para o segundo caso: “o futebol não é para mulheres”. É claro que o Cardozo lhe dá um pequeno toque no queixo com o cotovelo, mas a entrada anterior do Tonel não é inocente e o posterior teatro é injustificável. A não ser que o Cardozo tenha razão... Por fim, há um toque o Léo sobre o Vukcevic, mas o montenegrino aproveitou-se para se deixar cair.
P.S. 2 – Gostei do sorriso do Rui Costa e da resposta “mas o Benfica ainda não” à pergunta que lhe foi feita no final do jogo sobre se o Benfica já tinha decidido que não queria ficar com o Léo, como este tinha dito uns minutos antes. Haja esperança!
quinta-feira, fevereiro 28, 2008
Rui Costa
O Rui Costa eliminou hoje o Moreirense (2-0) e colocou o Benfica nas meias-finais da Taça de Portugal. É tão simples quanto isto. Se não fosse ele, provavelmente teríamos de ir aos penalties. Daí que eu volte a perguntar:
O que é que é preciso ele fazer mais para o Benfica (e o seu presidente) se convencer que é IMPRESCINDÍVEL que ele jogue mais uma época? Será que ele teria ganho este jogo se fosse director desportivo?!
A minha vontade de escrever sobre esta partida é nula. O Camacho resolveu poupar quase todos os titulares e fizemos mais uma exibição hedionda, até o Rui Costa entrar na 2ª parte (55') para decidir a partida. Eu desculpo a falta de sorte, desculpo as coisas não saírem bem, mas NÃO DESCULPO a falta de motivação e o desinteresse competitivo que foi o que tiveram a maioria dos jogadores que alinharam hoje, nomeadamente o inenarrável Luís Filipe (é um sério candidato a PIOR jogador da história do clube), Edcarlos, Maxi Pereira e Di María (este tem um grave problema motivacional quando defronta equipas de escalão inferior). Todos eles tiveram exibições abaixo de zero. O Nuno Assis esteve péssimo, o Sepsi abaixo daquilo que já mostrou, o Cardozo completamente desacompanhado na frente e o pobre do Adu (o único que conseguiu fazer “passes de ruptura” – como se diz agora – na 1ª parte) foi inexplicavelmente o premiado com a saída quando entrou o Makukula também aos 55’. E o Di María continuou em campo... Além disso, o Nuno Assis e o argentino iam trocando de posição a jogar atrás do ponta-de-lança, só o Adu não teve essa sorte.
Os golos do maestro e do Makukula (este depois de uma boa intervenção do Mantorras, outro que não se percebe porque é que não joga mais minutos...) fizeram-nos seguir em frente, mas a jogar desta maneira tenho sérias dúvidas que cheguemos mais longe. Com os lagartos, o clube regional e o V. Setúbal também em prova, era bom que tivéssemos sorte no sorteio e pelo menos jogássemos em casa.
P.S. – A cada partida do Benfica eu tenho esperança que as coisas melhorem em termos exibicionais, mas sinceramente começo a ficar cansado de sair dos jogos chateado.
O que é que é preciso ele fazer mais para o Benfica (e o seu presidente) se convencer que é IMPRESCINDÍVEL que ele jogue mais uma época? Será que ele teria ganho este jogo se fosse director desportivo?!
A minha vontade de escrever sobre esta partida é nula. O Camacho resolveu poupar quase todos os titulares e fizemos mais uma exibição hedionda, até o Rui Costa entrar na 2ª parte (55') para decidir a partida. Eu desculpo a falta de sorte, desculpo as coisas não saírem bem, mas NÃO DESCULPO a falta de motivação e o desinteresse competitivo que foi o que tiveram a maioria dos jogadores que alinharam hoje, nomeadamente o inenarrável Luís Filipe (é um sério candidato a PIOR jogador da história do clube), Edcarlos, Maxi Pereira e Di María (este tem um grave problema motivacional quando defronta equipas de escalão inferior). Todos eles tiveram exibições abaixo de zero. O Nuno Assis esteve péssimo, o Sepsi abaixo daquilo que já mostrou, o Cardozo completamente desacompanhado na frente e o pobre do Adu (o único que conseguiu fazer “passes de ruptura” – como se diz agora – na 1ª parte) foi inexplicavelmente o premiado com a saída quando entrou o Makukula também aos 55’. E o Di María continuou em campo... Além disso, o Nuno Assis e o argentino iam trocando de posição a jogar atrás do ponta-de-lança, só o Adu não teve essa sorte.
Os golos do maestro e do Makukula (este depois de uma boa intervenção do Mantorras, outro que não se percebe porque é que não joga mais minutos...) fizeram-nos seguir em frente, mas a jogar desta maneira tenho sérias dúvidas que cheguemos mais longe. Com os lagartos, o clube regional e o V. Setúbal também em prova, era bom que tivéssemos sorte no sorteio e pelo menos jogássemos em casa.
P.S. – A cada partida do Benfica eu tenho esperança que as coisas melhorem em termos exibicionais, mas sinceramente começo a ficar cansado de sair dos jogos chateado.
segunda-feira, fevereiro 25, 2008
Casa madrasta
Empatámos com o Braga (1-1) e continuamos sem ganhar em casa para o campeonato em 2008. Todavia, acho que, Guimarães à parte, fizemos o melhor jogo (ou talvez menos mau) desde que se iniciou o ano. Dominámos a partida durante a maior parte do tempo e na 2ª parte o Braga praticamente não existiu. Infelizmente, continuamos com grandes dificuldades para marcar golos em casa, pelo que a minha sugestão neste post mantêm-se: será que não podemos mesmo fazer uma petição para realizarmos as restantes partidas para o campeonato fora da Luz?
Entrámos mal no jogo e começámos logo a perder aos 5’, num lance em que me pareceu que o Léo ficou a dormir depois de uma defesa do Quim, deixando o Zé Manel à vontade para fazer a recarga. Reagimos bem e o Rui Costa (de cabeça) e o Cardozo, na sequência de um centro do Nélson, tiveram oportunidade para marcar, mas a bola saiu por cima em ambos os casos. Só que aos 21’ marcámos mesmo, através de um livre do Rui Costa para a área e um bom desvio de cabeça do Luisão. Até final da 1ª parte, um livre do Cardozo, um chapéu e uma cabeçada do Petit fizeram a bola passar rente à barra, se bem que o Braga também tivesse tido uma grande oportunidade, num lance em que o Katsouranis quase ia marcando na própria baliza. O que valeu foi a atenção do Quim.
Na 2ª parte não tivemos tão boas oportunidades como na 1ª, mas empurrámos o Braga completamente para a sua baliza. Aos 65’ o Camacho fez sair o Petit e entrar o Sepsi e melhorámos a produção, porque é visível que o nosso nº 6 está longe da sua forma física ideal. Infelizmente, e mantendo o que é já habitual, o Camacho demorou até aos 15’ finais para voltar a mexer na equipa, quando era notório que alguns elementos estavam a ficar cansados. Entraram os salvadores Mantorras (78’) e Adu (84’!) para os lugares do Di María e Nuno Assis, e o que é certo é que a nossa pressão intensificou-se. Estou convencido que se tivessem entrado mais cedo poderíamos ter saído com uma vitória. Mesmo no último minuto, um ressalto colocou a bola nos pés do Nélson já dentro da grande-área dos minhotos, mas o remate saiu inacreditavelmente ao lado.
Em termos individuais, o Binya foi o melhor jogador do Benfica. Não tendo podido defrontar os alemães é natural que estivesse mais fresco que os companheiros e o meio-campo foi todo dele. O Luisão também não esteve mal na defesa e foi importante pelo golo. Ao invés, ao Nélson parece que lhe fez mal não ter alinhado nos últimos dois jogos, já que esteve um pouco desastrado (mas, ao contrário do Luís Filipe, ao menos é jogador de futebol). O Cardozo esteve muito bem marcado e algo desacompanhado na frente, mas esforçou-se bastante. Também não desgostei do Nuno Assis, que pelo menos é mais dinâmico que o Maxi Pereira (é verdade, o que é que terá passado pela cabeça do Camacho para o deixar no banco?).
Enfim, foi um empate algo amargo, especialmente porque com a derrota dos lagartos em Setúbal poderíamos ter aumentado a nossa vantagem para sete pontos e ficámos com cinco. Mas uma coisa é certa: sairemos de casa deles no próximo domingo no 2º lugar. Ou sou eu que estou com muito wishful thinking, ou as exibições recentes têm sido tão miseráveis, mas sinceramente acho que estivemos bem melhor do que nos últimos jogos. Só que com o aumento da distância para o 1º lugar (12 pontos), é bom que nos concentremos de vez nas taças que temos em disputa. Recebemos o Moreirense na 4ª feira e é ÓBVIO que temos que nos qualificar para as meias-finais da Taça de Portugal.
Entrámos mal no jogo e começámos logo a perder aos 5’, num lance em que me pareceu que o Léo ficou a dormir depois de uma defesa do Quim, deixando o Zé Manel à vontade para fazer a recarga. Reagimos bem e o Rui Costa (de cabeça) e o Cardozo, na sequência de um centro do Nélson, tiveram oportunidade para marcar, mas a bola saiu por cima em ambos os casos. Só que aos 21’ marcámos mesmo, através de um livre do Rui Costa para a área e um bom desvio de cabeça do Luisão. Até final da 1ª parte, um livre do Cardozo, um chapéu e uma cabeçada do Petit fizeram a bola passar rente à barra, se bem que o Braga também tivesse tido uma grande oportunidade, num lance em que o Katsouranis quase ia marcando na própria baliza. O que valeu foi a atenção do Quim.
Na 2ª parte não tivemos tão boas oportunidades como na 1ª, mas empurrámos o Braga completamente para a sua baliza. Aos 65’ o Camacho fez sair o Petit e entrar o Sepsi e melhorámos a produção, porque é visível que o nosso nº 6 está longe da sua forma física ideal. Infelizmente, e mantendo o que é já habitual, o Camacho demorou até aos 15’ finais para voltar a mexer na equipa, quando era notório que alguns elementos estavam a ficar cansados. Entraram os salvadores Mantorras (78’) e Adu (84’!) para os lugares do Di María e Nuno Assis, e o que é certo é que a nossa pressão intensificou-se. Estou convencido que se tivessem entrado mais cedo poderíamos ter saído com uma vitória. Mesmo no último minuto, um ressalto colocou a bola nos pés do Nélson já dentro da grande-área dos minhotos, mas o remate saiu inacreditavelmente ao lado.
Em termos individuais, o Binya foi o melhor jogador do Benfica. Não tendo podido defrontar os alemães é natural que estivesse mais fresco que os companheiros e o meio-campo foi todo dele. O Luisão também não esteve mal na defesa e foi importante pelo golo. Ao invés, ao Nélson parece que lhe fez mal não ter alinhado nos últimos dois jogos, já que esteve um pouco desastrado (mas, ao contrário do Luís Filipe, ao menos é jogador de futebol). O Cardozo esteve muito bem marcado e algo desacompanhado na frente, mas esforçou-se bastante. Também não desgostei do Nuno Assis, que pelo menos é mais dinâmico que o Maxi Pereira (é verdade, o que é que terá passado pela cabeça do Camacho para o deixar no banco?).
Enfim, foi um empate algo amargo, especialmente porque com a derrota dos lagartos em Setúbal poderíamos ter aumentado a nossa vantagem para sete pontos e ficámos com cinco. Mas uma coisa é certa: sairemos de casa deles no próximo domingo no 2º lugar. Ou sou eu que estou com muito wishful thinking, ou as exibições recentes têm sido tão miseráveis, mas sinceramente acho que estivemos bem melhor do que nos últimos jogos. Só que com o aumento da distância para o 1º lugar (12 pontos), é bom que nos concentremos de vez nas taças que temos em disputa. Recebemos o Moreirense na 4ª feira e é ÓBVIO que temos que nos qualificar para as meias-finais da Taça de Portugal.
quinta-feira, fevereiro 21, 2008
MISERÁVEL e VERGONHOSO
Este era o título do post que eu tinha preparado para o Nuremberga-Benfica até aos 89’. Daí até final conseguimos marcar dois golos e empatar o jogo (2-2), mas apesar assim nos termos qualificado para os oitavos-de-final da Taça Uefa, acho que não tenho razões para mudar de título. Fizemos uma exibição LAMENTÁVEL, das piores de sempre na nossa história europeia, e só nos qualificámos por causa de um simples factor: SORTE. Nada mais que isso! E eu não ADMITO que o Glorioso Sport Lisboa e Benfica tenha que ter sorte para eliminar o antepenúltimo classificado do campeonato alemão! Pior: que a táctica do Benfica seja confiar na sorte para passar a eliminatória.
Tudo começou mal logo no jogo em Lisboa, em que deveríamos ter tentado marcar mais golos. E na partida de hoje só jogámos alguma coisa durante os primeiros 10’! É INACREDITÁVEL que, estando na cara que um golo nosso acabaria de vez com a eliminatória tal a pouca valia dos alemães, tenhamos tentado manter o 0-0 durante o jogo. Era previsível que sofrêssemos um golo, como acabou por acontecer, já na 2ª parte. E depois, com um certo Luís Filipe em campo, a desgraça espreita sempre a cada lance. Espero que depois da magnífica assistência para o 0-2 NUNCA mais vista a camisola do Benfica. É INCOMPREENSÍVEL como é que dispensamos um João Pereira, que para além de ser mais novo foi formado no clube, para ir buscar um tipo destes. E se o Nélson está bom para estar no banco, não está bom para alinhar de início?!
Estou demasiado chateado para me alongar muito, mas o que aconteceu hoje tem um culpado: o Camacho. Sempre fui defensor dele, mas as suas opções são INJUSTIFICÁVEIS. Colocar o Edcarlos de início e, principalmente, preterir o Cardozo em favor do Makukula, é algo que não lembraria nem ao Luís Campos. O Cardozo, que resolveu a eliminatória na Ucrânia, foi para o banco! Viu-se bem a diferença quando ele entrou, já que o Makukula foi uma nulidade. E depois, tanto tempo para entrar o Di María (81'), quando já estava 0-2 (foi aos 66'!), mantendo dois defesas-esquerdos em campo (Léo e Sepsi, que entrou para o lugar do Maxi Pereira aos 70', ficando o Luís Filipe em campo!). Atenção que o Sepsi não me parece mau jogador, mas tendo dois extremos-esquerdos no banco (Di María e Adu), não se percebeu (mais) esta opção.
Depois de nos salvarmos de um cataclismo só igualável ao Halmstads em 2000/01 (seria um ESCÂNDALO se fôssemos eliminados por este Nuremberga), temos agora pela frente o Getafe. E, se continuarmos a jogar desta maneira, temo sinceramente uma reedição de Vigo.
Benfica, quo vadis?
Tudo começou mal logo no jogo em Lisboa, em que deveríamos ter tentado marcar mais golos. E na partida de hoje só jogámos alguma coisa durante os primeiros 10’! É INACREDITÁVEL que, estando na cara que um golo nosso acabaria de vez com a eliminatória tal a pouca valia dos alemães, tenhamos tentado manter o 0-0 durante o jogo. Era previsível que sofrêssemos um golo, como acabou por acontecer, já na 2ª parte. E depois, com um certo Luís Filipe em campo, a desgraça espreita sempre a cada lance. Espero que depois da magnífica assistência para o 0-2 NUNCA mais vista a camisola do Benfica. É INCOMPREENSÍVEL como é que dispensamos um João Pereira, que para além de ser mais novo foi formado no clube, para ir buscar um tipo destes. E se o Nélson está bom para estar no banco, não está bom para alinhar de início?!
Estou demasiado chateado para me alongar muito, mas o que aconteceu hoje tem um culpado: o Camacho. Sempre fui defensor dele, mas as suas opções são INJUSTIFICÁVEIS. Colocar o Edcarlos de início e, principalmente, preterir o Cardozo em favor do Makukula, é algo que não lembraria nem ao Luís Campos. O Cardozo, que resolveu a eliminatória na Ucrânia, foi para o banco! Viu-se bem a diferença quando ele entrou, já que o Makukula foi uma nulidade. E depois, tanto tempo para entrar o Di María (81'), quando já estava 0-2 (foi aos 66'!), mantendo dois defesas-esquerdos em campo (Léo e Sepsi, que entrou para o lugar do Maxi Pereira aos 70', ficando o Luís Filipe em campo!). Atenção que o Sepsi não me parece mau jogador, mas tendo dois extremos-esquerdos no banco (Di María e Adu), não se percebeu (mais) esta opção.
Depois de nos salvarmos de um cataclismo só igualável ao Halmstads em 2000/01 (seria um ESCÂNDALO se fôssemos eliminados por este Nuremberga), temos agora pela frente o Getafe. E, se continuarmos a jogar desta maneira, temo sinceramente uma reedição de Vigo.
Benfica, quo vadis?
segunda-feira, fevereiro 18, 2008
Sem brilhantismo, mas ganhámos
Pela 1ª vez na nossa história, vencemos fora a Naval 1º de Maio (0-2) e mantivemos assim as distâncias para os rivais directos (10 pontos de desvantagem para o clube regional e quatro de vantagem para os lagartos). Foi um jogo melhor conseguido do que os anteriores, mas estamos longe de atingir patamares exibicionais satisfatórios. Mas desde que ganhemos já não nos podemos queixar muito.
Sem quatro titulares indiscutíveis (Petit, Nélson e David Luiz lesionados, e o Rui Costa no banco), já para não falar no Nuno Gomes e no castigado Di María, cheguei a temer o pior. No entanto, demos uma resposta positiva principalmente em termos de entrega ao jogo. Fundamental neste aspecto foi a inclusão do Binya, que não parou um minuto quieto no meio-campo, bem acompanhado pelo Maxi Pereira que também lutou bastante. Mas, sem o “maestro”, em termos de construção de jogo praticamente não existimos. A bola passava directamente dos defesas para as duas torres (Makukula e Cardozo) e o nosso futebol era feito aos repelões. Nos primeiros sete minutos houve duas bolas aos postes, uma deles e outra nossa, se bem que esta fosse por acção de um defesa contrário. O perigo da Naval praticamente esgotou-se aí, já que nos outros lances ou a bola não ia à baliza ou o Quim defendia com relativa facilidade. Aos 19’ chegámos ao golo através de mais um lançamento lateral do Binya! Saída extemporânea do guarda-redes, toque para trás do Cardozo e cabeçada do C. Rodríguez para a baliza. Até ao intervalo tivemos mais duas oportunidades, num livre do Cardozo (hoje não havia o Petit para dar antes um toque na bola e o remate saiu com perigo; porque será?) e uma cabeçada do Katsouranis na sequência de um canto.
Na 2ª parte, a partida não se alterou muito. Dávamos a posse de bola à Naval, mas defendemos razoavelmente bem. Não sou grande fã desta táctica, acho que só se deve defender um resultado com, pelo menos, dois golos de vantagem, mas perante os elementos que tínhamos em campo não parecíamos capazes de fazer mais. Sem ninguém para fazer a ligação entre o meio-campo e o ataque, ou as torres ganhavam as bolas de cabeça ou então era mais um ataque da Naval. Mesmo assim, o Nuno Assis esteve em evidência ao falhar dois golos, um numa cabeçada depois de um bom cruzamento do Luís Filipe (ena, ena!) e outro porque não acreditou que o guarda-redes falhasse a intercepção depois de um livre do Adu (que entretanto entrara aos 70’ para o lugar do C. Rodríguez). A entrada do maestro aos 82’ (saiu o Cardozo) ainda deu para duas óptimas jogadas. Uma abertura dele isolou o Assis na direita, este cruzou e o Makukula tirou o golo ao estreante Sepsi (entrou aos 89’ para o lugar do infortunado Adu, que se lesionou), se bem que o ponta-de-lança tenha dito ao romeno que o deveria ter avisado que estava atrás dele (estás desculpado, Makukula!). A outra jogada resultou no 2º golo: o Rui Costa demarca o Sepsi na esquerda, que tem um bom trabalho e centra atrasado para o Assis não falhar. Estávamos a 1’ do final da compensação e ficou a sensação que se o maestro tivesse entrado um pouco mais cedo, teríamos atingido a tranquilidade bem antes.
Em termos individuais, o Binya foi o melhor do Benfica. Não só se farta de cortar bolas a meio-campo, como as endossa jogáveis para os companheiros. Ah, e já para não falar nos mortíferos lançamentos laterais que, com as duas torres agora na área, se podem tornar ainda mais eficazes. A defesa não esteve mal, se bem que o Katsouranis tenha falhado a maior parte dos lançamentos em profundidade que fazia para o ataque. O Assis acabou por estar muito em jogo, nem sempre bem, mas lá meteu um golito. O C. Rodríguez esteve bastante melhor na 1ª do que na 2ª parte, mas é claramente um jogador a manter. Acho que o Cardozo está em melhor forma que o Makukula (também é natural, porque está mais ambientado à equipa) e não percebo porque é que é ele a sair e não o outro. E mesmo só em oito minutos deu para ver que com o Rui Costa a música é outra. Espero SINCERAMENTE que ele reconsidere a sua decisão no final da época. Acrescento ainda que gostei dos cinco minutos em que o Sepsi jogou. Poderia ter marcado um golo, se a bola lhe tivesse chegado, e fez uma assistência. Acho que não se pode pedir mais em tão pouco tempo.
Espero que esta vitória nos dê moral para o importantíssimo jogo da próxima 5ª feira. É fundamental continuarmos nas provas europeias e aguardo uma reedição da atitude de Donetsk. E, já agora, com um resultado semelhante.
P.S. - Poucas coisas igualam o prazer que tenho de ir ver o Benfica ao Estádio da Luz, mas estou a pensar lançar uma petição para fazermos o resto dos jogos do campeonato fora de casa. Hoje nem a progressiva inclinação do campo que o Sr. Rui Costa (irmão desse outro grande árbitro chamado Paulo Costa) fez na 2ª parte (cada vez que um jogador da Naval caía era falta) impediu mais uma vitória. Fosse sempre assim na Luz e estaríamos na frente do campeonato.
Sem quatro titulares indiscutíveis (Petit, Nélson e David Luiz lesionados, e o Rui Costa no banco), já para não falar no Nuno Gomes e no castigado Di María, cheguei a temer o pior. No entanto, demos uma resposta positiva principalmente em termos de entrega ao jogo. Fundamental neste aspecto foi a inclusão do Binya, que não parou um minuto quieto no meio-campo, bem acompanhado pelo Maxi Pereira que também lutou bastante. Mas, sem o “maestro”, em termos de construção de jogo praticamente não existimos. A bola passava directamente dos defesas para as duas torres (Makukula e Cardozo) e o nosso futebol era feito aos repelões. Nos primeiros sete minutos houve duas bolas aos postes, uma deles e outra nossa, se bem que esta fosse por acção de um defesa contrário. O perigo da Naval praticamente esgotou-se aí, já que nos outros lances ou a bola não ia à baliza ou o Quim defendia com relativa facilidade. Aos 19’ chegámos ao golo através de mais um lançamento lateral do Binya! Saída extemporânea do guarda-redes, toque para trás do Cardozo e cabeçada do C. Rodríguez para a baliza. Até ao intervalo tivemos mais duas oportunidades, num livre do Cardozo (hoje não havia o Petit para dar antes um toque na bola e o remate saiu com perigo; porque será?) e uma cabeçada do Katsouranis na sequência de um canto.
Na 2ª parte, a partida não se alterou muito. Dávamos a posse de bola à Naval, mas defendemos razoavelmente bem. Não sou grande fã desta táctica, acho que só se deve defender um resultado com, pelo menos, dois golos de vantagem, mas perante os elementos que tínhamos em campo não parecíamos capazes de fazer mais. Sem ninguém para fazer a ligação entre o meio-campo e o ataque, ou as torres ganhavam as bolas de cabeça ou então era mais um ataque da Naval. Mesmo assim, o Nuno Assis esteve em evidência ao falhar dois golos, um numa cabeçada depois de um bom cruzamento do Luís Filipe (ena, ena!) e outro porque não acreditou que o guarda-redes falhasse a intercepção depois de um livre do Adu (que entretanto entrara aos 70’ para o lugar do C. Rodríguez). A entrada do maestro aos 82’ (saiu o Cardozo) ainda deu para duas óptimas jogadas. Uma abertura dele isolou o Assis na direita, este cruzou e o Makukula tirou o golo ao estreante Sepsi (entrou aos 89’ para o lugar do infortunado Adu, que se lesionou), se bem que o ponta-de-lança tenha dito ao romeno que o deveria ter avisado que estava atrás dele (estás desculpado, Makukula!). A outra jogada resultou no 2º golo: o Rui Costa demarca o Sepsi na esquerda, que tem um bom trabalho e centra atrasado para o Assis não falhar. Estávamos a 1’ do final da compensação e ficou a sensação que se o maestro tivesse entrado um pouco mais cedo, teríamos atingido a tranquilidade bem antes.
Em termos individuais, o Binya foi o melhor do Benfica. Não só se farta de cortar bolas a meio-campo, como as endossa jogáveis para os companheiros. Ah, e já para não falar nos mortíferos lançamentos laterais que, com as duas torres agora na área, se podem tornar ainda mais eficazes. A defesa não esteve mal, se bem que o Katsouranis tenha falhado a maior parte dos lançamentos em profundidade que fazia para o ataque. O Assis acabou por estar muito em jogo, nem sempre bem, mas lá meteu um golito. O C. Rodríguez esteve bastante melhor na 1ª do que na 2ª parte, mas é claramente um jogador a manter. Acho que o Cardozo está em melhor forma que o Makukula (também é natural, porque está mais ambientado à equipa) e não percebo porque é que é ele a sair e não o outro. E mesmo só em oito minutos deu para ver que com o Rui Costa a música é outra. Espero SINCERAMENTE que ele reconsidere a sua decisão no final da época. Acrescento ainda que gostei dos cinco minutos em que o Sepsi jogou. Poderia ter marcado um golo, se a bola lhe tivesse chegado, e fez uma assistência. Acho que não se pode pedir mais em tão pouco tempo.
Espero que esta vitória nos dê moral para o importantíssimo jogo da próxima 5ª feira. É fundamental continuarmos nas provas europeias e aguardo uma reedição da atitude de Donetsk. E, já agora, com um resultado semelhante.
P.S. - Poucas coisas igualam o prazer que tenho de ir ver o Benfica ao Estádio da Luz, mas estou a pensar lançar uma petição para fazermos o resto dos jogos do campeonato fora de casa. Hoje nem a progressiva inclinação do campo que o Sr. Rui Costa (irmão desse outro grande árbitro chamado Paulo Costa) fez na 2ª parte (cada vez que um jogador da Naval caía era falta) impediu mais uma vitória. Fosse sempre assim na Luz e estaríamos na frente do campeonato.
sexta-feira, fevereiro 15, 2008
Porquê tanta falta de ambição?
Um grande frango do guarda-redes num remate do Makukula perto do intervalo, um dos dois únicos(!) remates que foram à baliza num total de sete, deu-nos a vitória frente ao Nuremberga na 1ª mão dos 16 avos de final da Taça Uefa. Poucas vezes fico chateado com uma vitória, mas isso aconteceu hoje. É óbvio que não estamos bem, atravessamos uma crise de confiança muito grande, mas sinceramente não percebo como é que se pode achar uma vitória por 1-0 frente ao antepenúltimo classificado do campeonato alemão um bom resultado, a ponto de não o tentar aumentar.
Há jogos em que as coisas não correm bem, em que os jogadores não são felizes, mas não posso é admitir que a equipa do Benfica feche a loja a seguir ao 1-0. Tínhamos OBRIGAÇÃO de procurar marcar mais um golo. Se o conseguíamos ou não, não sei, mas nem sequer tentámos. E isso deixa-me bastante chateado, porque provavelmente vamos sofrer desnecessariamente na Alemanha. Eles têm uma equipa fraca, mas os adeptos são incansáveis no apoio. Só o Celtic conseguiu trazer mais ao Estádio da Luz e consta que a lotação do encontro da 2ª mão já está esgotada. Além disso, convém não esquecer que nós nunca ganhámos na Alemanha. Já sei que basta um empate ou uma derrota pela margem mínima desde que seja com golos para passarmos, mas perdemos uma EXCELENTE oportunidade para ter esta eliminatória quase decidida.
A 1ª parte foi muito fraca e só se salvou o golo, depois de uma óptima arrancada do Rui Costa que desmarcou o Makukula, o qual teve depois a preciosa ajuda do guarda-redes. Na 2ª parte, quando estávamos finalmente a conseguir acercar-nos mais da baliza do Nuremberga, o Camacho fez uma substituição incompreensível aos 59’: tirou o Cardozo e colocou o Di María. A partir daí, não criámos mais nenhum perigo e o que valeu foi que os alemães eram de facto bastante fracos, não causando também problemas ao Quim. O que tornou este nosso receio ainda mais infundado. Tanto medo de atacar, porquê?!
O Rui Costa continua a provar que será um ERRO DESCOMUNAL se for reformado compulsivamente para o ano. Ainda está MAIS que apto para fazer mais uma época e entre a sua utilidade em campo ou atrás de uma secretária, estamos conversados. O Makukula foi importante pelo golo que marcou, mas a sua movimentação com o Cardozo precisa de melhorar. De qualquer maneira, convém não esquecer que treinam juntos há menos de uma semana. O Luisão voltou às boas exibições e praticamente secou o Koller. Quanto aos outros, estiveram todos num plano razoável, mas sem grandes brilhantismos.
Se jogamos assim frente ao antepenúltimo do campeonato alemão, eu nem quero pensar o que irá acontecer frente a equipas mais fortes, no caso de nos apurarmos. Eu gostaria de acreditar um pouco na possibilidade de chegarmos longe na Taça Uefa, mas a jogar assim será difícil. Temos impreterivelmente que tentar marcar um golo lá e espero que a exibição seja bastante melhor que a de hoje.
Há jogos em que as coisas não correm bem, em que os jogadores não são felizes, mas não posso é admitir que a equipa do Benfica feche a loja a seguir ao 1-0. Tínhamos OBRIGAÇÃO de procurar marcar mais um golo. Se o conseguíamos ou não, não sei, mas nem sequer tentámos. E isso deixa-me bastante chateado, porque provavelmente vamos sofrer desnecessariamente na Alemanha. Eles têm uma equipa fraca, mas os adeptos são incansáveis no apoio. Só o Celtic conseguiu trazer mais ao Estádio da Luz e consta que a lotação do encontro da 2ª mão já está esgotada. Além disso, convém não esquecer que nós nunca ganhámos na Alemanha. Já sei que basta um empate ou uma derrota pela margem mínima desde que seja com golos para passarmos, mas perdemos uma EXCELENTE oportunidade para ter esta eliminatória quase decidida.
A 1ª parte foi muito fraca e só se salvou o golo, depois de uma óptima arrancada do Rui Costa que desmarcou o Makukula, o qual teve depois a preciosa ajuda do guarda-redes. Na 2ª parte, quando estávamos finalmente a conseguir acercar-nos mais da baliza do Nuremberga, o Camacho fez uma substituição incompreensível aos 59’: tirou o Cardozo e colocou o Di María. A partir daí, não criámos mais nenhum perigo e o que valeu foi que os alemães eram de facto bastante fracos, não causando também problemas ao Quim. O que tornou este nosso receio ainda mais infundado. Tanto medo de atacar, porquê?!
O Rui Costa continua a provar que será um ERRO DESCOMUNAL se for reformado compulsivamente para o ano. Ainda está MAIS que apto para fazer mais uma época e entre a sua utilidade em campo ou atrás de uma secretária, estamos conversados. O Makukula foi importante pelo golo que marcou, mas a sua movimentação com o Cardozo precisa de melhorar. De qualquer maneira, convém não esquecer que treinam juntos há menos de uma semana. O Luisão voltou às boas exibições e praticamente secou o Koller. Quanto aos outros, estiveram todos num plano razoável, mas sem grandes brilhantismos.
Se jogamos assim frente ao antepenúltimo do campeonato alemão, eu nem quero pensar o que irá acontecer frente a equipas mais fortes, no caso de nos apurarmos. Eu gostaria de acreditar um pouco na possibilidade de chegarmos longe na Taça Uefa, mas a jogar assim será difícil. Temos impreterivelmente que tentar marcar um golo lá e espero que a exibição seja bastante melhor que a de hoje.
terça-feira, fevereiro 12, 2008
Sorteio da Taça
Bom, parece que tenho que jogar no Euromilhões esta semana :-). Saiu-nos mesmo o Moreirense em casa nos quartos-de-final da Taça de Portugal no dia 27 de Fevereiro. O pior é que os outros dois também tiveram sorte e jogam em casa: os lagartos contra o E. Amadora e o clube regional contra o Gil Vicente. Ainda não perdi a esperança de uma reedição da saga Atlético este ano, mas em relação a nós qualquer coisa que não seja a nossa presença nas meias-finais será catastrófico (eles agora estão na II Divisão, mas não esqueçamos que, em três jogos na Luz com o Moreirense, só ganhámos um). E, se aí chegarmos, espero que ao menos se mantenha a tendência de fazermos os jogos em casa.
segunda-feira, fevereiro 11, 2008
Nos quartos-de-final
Na competição que temos mais hipóteses de ganhar, seguimos em frente depois de derrotarmos o Paços de Ferreira por 4-1. No entanto, o resultado é um pouco enganador, já que estivemos longe de fazer uma boa exibição. Mas vá lá que conseguimos o essencial, que era seguir em frente, já que uma eliminação em plena Luz e perante um adversário que está em penúltimo lugar no campeonato seria um rombo difícil de suportar.
Entrámos pessimamente no jogo e logo aos 2’ sofremos um golo, cortesia a meias entre o Edcarlos e o Nélson. A alinhar no habitual esquema dos dois trincos (Katsouranis e Maxi Pereira), três médios (Assis, Rui Costa e C. Rodríguez) e com o estreante Makukula sozinho na frente, fomos pouco mais que inofensivos durante grande parte da 1ª parte. O único jogador que sabe transportar a bola, obviamente o maestro, tinha que recuar muito para a receber, o que fazia com que depois faltassem homens na frente. Bastou que o Camacho fizesse uma substituição aos 30’ para que as coisas mudassem radicalmente. A entrada do Cardozo para a saída do inenarrável Edcarlos (hoje estive pertíssimo de assobiar um jogador do Benfica pela 1ª vez na vida...) provocou o recuo do Katsouranis para central, do Rui Costa para o meio-campo e alterou completamente a nossa maneira de jogar. Aliás, se o Camacho gosta assim tanto de dois trincos, não percebo porque é que não joga com o Rui Costa ali, permitindo a entrada de outro avançado, já que a diferença de produção é abissal e contra a maioria das equipas do nosso campeonato não há necessidade nenhuma de ter dois jogadores defensivos no meio-campo. Após alguns remates com relativo perigo da nossa parte, aos 40’ o Sr. Augusto Duarte assinalou um indiscutível penalty a nosso favor por falta sobre o C. Rodríguez, depois de uma óptima assistência com o peito do Makukula. É inequívoco que o jogador do Paços impede o uruguaio de rematar, colocando o seu pé à frente do do nosso jogador. O Cardozo lá enviou um dos seus balázios habituais nestes casos e chegámos ao intervalo com a partida igualada.
A 2ª parte começou tal como acabou a 1ª, com outro penalty claríssimo a nosso favor e feito pelo mesmo jogador. Logo aos 50’, o Tiago Valente quis levar a camisola do Makukula para casa e esteve quase a consegui-lo, mas acabou por ter que ir para a rua sem a desejada prenda. O Sr. Augusto Duarte estava perto do lance, mas teve que ser o fiscal-de-linha a assinalá-lo. É a chamada competência... O Cardozo repetiu a dose e colocávamo-nos em vantagem no marcador e no número de jogadores em campo. Com mais espaço construímos algumas jogadas interessantes, que só não deram golo por falta de pontaria do Makukula e porque o guarda-redes resolveu fazer uma grande defesa depois de um cabeceamento do Katsouranis ao primeiro poste na sequência de um canto. É uma jogada que durante a época passada nos deu vários golos, mas que demorámos seis meses a repeti-la este ano. Incompreensível... O Paços de Ferreira só criava perigo através de bolas paradas e o Sr. Augusto Duarte, naturalmente para compensar os dois penalties marcados, começou a distribuir amarelos para os nossos jogadores e a arranjar faltas contra nós. Mas aos 78’ as dúvidas acabaram. Um bom cruzamento do Cardozo permitiu ao Assis fazer pontaria para fora, só que felizmente a bola ressaltou num adversário e sobrou para o Rui Costa que a colocou no sítio certo. Não contente com isto, o maestro ainda deu oportunidade ao Assis de se redimir ao oferecer-lhe o 4º golo mesmo no último minuto, num bom remate de primeira de fora da área. De seguida saiu para a standing ovation e pouco depois o jogo acabou.
Os jogadores que mais sobressaíam foram o Cardozo, cuja entrada foi essencial para outra movimentação da equipa e pelos golos que marcou (já lá vão 15), o Rui Costa, que curiosamente fez uma má 1ª parte e depois foi o que se viu, e o Nuno Assis, que na fase do desacerto foi dos que mais lutou e tentou imprimir alguma velocidade ao nosso jogo. O Katsouranis melhorou imenso quando recuou para central, o Maxi Pereira continua a passar pelos jogos sem fazer nada de relevante, o Nélson esteve incrivelmente desconcentrado (ele que até vinha subindo de forma), o Leó e o Rodríguez subiram imenso na 2ª parte, e o Edcarlos fez a pior meia-hora que eu vi a um jogador do Benfica em muito tempo.
Espero que este resultado sirva, quanto mais não seja, para elevar um pouco o moral e a confiança da equipa. Temos um jogo muito importante na 5ª feira e se jogarmos como na primeira meia-hora não se augura nada de bom. Ah, e já agora que o Camacho se convença de vez que temos que alinhar com dois avançados.
P.S. - Como as coisas estão e como os quartos-de-final serão três ou quatro dias antes de irmos ao WC, era bom que, não podendo ser o isento, nos calhasse o Moreirense em casa.
Entrámos pessimamente no jogo e logo aos 2’ sofremos um golo, cortesia a meias entre o Edcarlos e o Nélson. A alinhar no habitual esquema dos dois trincos (Katsouranis e Maxi Pereira), três médios (Assis, Rui Costa e C. Rodríguez) e com o estreante Makukula sozinho na frente, fomos pouco mais que inofensivos durante grande parte da 1ª parte. O único jogador que sabe transportar a bola, obviamente o maestro, tinha que recuar muito para a receber, o que fazia com que depois faltassem homens na frente. Bastou que o Camacho fizesse uma substituição aos 30’ para que as coisas mudassem radicalmente. A entrada do Cardozo para a saída do inenarrável Edcarlos (hoje estive pertíssimo de assobiar um jogador do Benfica pela 1ª vez na vida...) provocou o recuo do Katsouranis para central, do Rui Costa para o meio-campo e alterou completamente a nossa maneira de jogar. Aliás, se o Camacho gosta assim tanto de dois trincos, não percebo porque é que não joga com o Rui Costa ali, permitindo a entrada de outro avançado, já que a diferença de produção é abissal e contra a maioria das equipas do nosso campeonato não há necessidade nenhuma de ter dois jogadores defensivos no meio-campo. Após alguns remates com relativo perigo da nossa parte, aos 40’ o Sr. Augusto Duarte assinalou um indiscutível penalty a nosso favor por falta sobre o C. Rodríguez, depois de uma óptima assistência com o peito do Makukula. É inequívoco que o jogador do Paços impede o uruguaio de rematar, colocando o seu pé à frente do do nosso jogador. O Cardozo lá enviou um dos seus balázios habituais nestes casos e chegámos ao intervalo com a partida igualada.
A 2ª parte começou tal como acabou a 1ª, com outro penalty claríssimo a nosso favor e feito pelo mesmo jogador. Logo aos 50’, o Tiago Valente quis levar a camisola do Makukula para casa e esteve quase a consegui-lo, mas acabou por ter que ir para a rua sem a desejada prenda. O Sr. Augusto Duarte estava perto do lance, mas teve que ser o fiscal-de-linha a assinalá-lo. É a chamada competência... O Cardozo repetiu a dose e colocávamo-nos em vantagem no marcador e no número de jogadores em campo. Com mais espaço construímos algumas jogadas interessantes, que só não deram golo por falta de pontaria do Makukula e porque o guarda-redes resolveu fazer uma grande defesa depois de um cabeceamento do Katsouranis ao primeiro poste na sequência de um canto. É uma jogada que durante a época passada nos deu vários golos, mas que demorámos seis meses a repeti-la este ano. Incompreensível... O Paços de Ferreira só criava perigo através de bolas paradas e o Sr. Augusto Duarte, naturalmente para compensar os dois penalties marcados, começou a distribuir amarelos para os nossos jogadores e a arranjar faltas contra nós. Mas aos 78’ as dúvidas acabaram. Um bom cruzamento do Cardozo permitiu ao Assis fazer pontaria para fora, só que felizmente a bola ressaltou num adversário e sobrou para o Rui Costa que a colocou no sítio certo. Não contente com isto, o maestro ainda deu oportunidade ao Assis de se redimir ao oferecer-lhe o 4º golo mesmo no último minuto, num bom remate de primeira de fora da área. De seguida saiu para a standing ovation e pouco depois o jogo acabou.
Os jogadores que mais sobressaíam foram o Cardozo, cuja entrada foi essencial para outra movimentação da equipa e pelos golos que marcou (já lá vão 15), o Rui Costa, que curiosamente fez uma má 1ª parte e depois foi o que se viu, e o Nuno Assis, que na fase do desacerto foi dos que mais lutou e tentou imprimir alguma velocidade ao nosso jogo. O Katsouranis melhorou imenso quando recuou para central, o Maxi Pereira continua a passar pelos jogos sem fazer nada de relevante, o Nélson esteve incrivelmente desconcentrado (ele que até vinha subindo de forma), o Leó e o Rodríguez subiram imenso na 2ª parte, e o Edcarlos fez a pior meia-hora que eu vi a um jogador do Benfica em muito tempo.
Espero que este resultado sirva, quanto mais não seja, para elevar um pouco o moral e a confiança da equipa. Temos um jogo muito importante na 5ª feira e se jogarmos como na primeira meia-hora não se augura nada de bom. Ah, e já agora que o Camacho se convença de vez que temos que alinhar com dois avançados.
P.S. - Como as coisas estão e como os quartos-de-final serão três ou quatro dias antes de irmos ao WC, era bom que, não podendo ser o isento, nos calhasse o Moreirense em casa.
domingo, fevereiro 03, 2008
Decepção
Quer dizer: uma pessoa faz uma pausa de 2h30 num casamento, consegue escapar-se do copo-de-água sem ninguém dar conta (as pessoas continuam a insistir em casar em dias de jogo do Benfica, o que é que se há-de fazer?), anda a fazer piscinas entre a Linha do Estoril e o Estádio da Luz só para não perder um jogo do Glorioso ao vivo, e é brindado com um resultado e, pior do que tudo, uma exibição destas. Empatámos 0-0 com o Nacional da Madeira em mais uma péssima partida da nossa parte e a distância para o 1º lugar aumentou para 10 pontos.
Perante aquelas condicionantes todas, só consegui chegar ao estádio a cinco minutos do intervalo, ainda a tempo de ver a grande perdida do Di María. Pelo que me disseram, assisti ao melhor período do Benfica (a 2ª parte), mas no fim pensei: se aquilo foi o melhor, eu faço ideia do resto. Já pude comprovar, ao ver a gravação da 1ª parte, que foi de facto mais uma exibição exasperante. Entrámos da maneira habitual (já se percebeu que Guimarães foi uma excepção) e, se não fosse o Quim, poderíamos ter sofrido um golo antes do intervalo. Com o Rui Costa castigado, ainda se notam mais as dificuldades que temos em transpor a bola para o ataque e a lesão muscular do Nuno Gomes, perto do intervalo, também não ajudou nada. A equipa jogava de forma lenta e muito previsível.
Na 2ª parte, as coisas melhoraram um pouco, mas MUITO longe daquilo que é exigível. A entrada do Léo (68’) acabou por se justificar, mas não percebi porque saiu o Nélson em vez do Luís Filipe. Claro que o público não gosta de, com o jogo empatado, ver sair um defesa e entrar outro, mas o que é certo é que passámos a criar mais perigo pela esquerda. Ao invés, não percebi porque é que o Camacho esperou até aos 80’ para fazer entrar o Mantorras e, principalmente, porque é que saiu o Di María, já que apesar de as coisas nem sempre lhe correrem bem, pelo menos estava a esforçar-se e tem algo que falta à maioria da equipa: velocidade. Com o Luís Filipe e o Maxi Pereira em campo, parece-me que a opção deveria ter sido outra.
Os jogadores parecem descrentes e muito pouco confiantes nas suas capacidades. Além disso, a má forma continua a imperar nalguns elementos-chave. O Petit mostrou que o jogo de Guimarães foi uma excepção, mas se ele esteve condicionado durante grande parte da semana, não percebo porque é que se insiste na sua titularidade quando está mais que provado que, sem estar a 100%, o seu rendimento desce a pique. O Luisão é outro que não parece o mesmo, além de continuarmos com o problema crónico da falta de um extremo-direito e não termos aproveitado Janeiro para corrigir isso. Com o abaixamento de forma dos mais experientes, a falta de maturidade dos mais novos e a pouco classe dos restantes vai fazer-se aparentemente a nossa época este ano.
O que valeu foi que os lagartos não nos desiludiram e perderam em Belém, pelo que aumentámos para quatro pontos a vantagem sobre eles. Mas, por outro lado, temos o V. Guimarães a três. Cheira-me que vai ser um resto de campeonato penosamente longo...
P.S. – Será que o Cardozo ficou de castigo por ter marcado um golo de livre directo?!
Perante aquelas condicionantes todas, só consegui chegar ao estádio a cinco minutos do intervalo, ainda a tempo de ver a grande perdida do Di María. Pelo que me disseram, assisti ao melhor período do Benfica (a 2ª parte), mas no fim pensei: se aquilo foi o melhor, eu faço ideia do resto. Já pude comprovar, ao ver a gravação da 1ª parte, que foi de facto mais uma exibição exasperante. Entrámos da maneira habitual (já se percebeu que Guimarães foi uma excepção) e, se não fosse o Quim, poderíamos ter sofrido um golo antes do intervalo. Com o Rui Costa castigado, ainda se notam mais as dificuldades que temos em transpor a bola para o ataque e a lesão muscular do Nuno Gomes, perto do intervalo, também não ajudou nada. A equipa jogava de forma lenta e muito previsível.
Na 2ª parte, as coisas melhoraram um pouco, mas MUITO longe daquilo que é exigível. A entrada do Léo (68’) acabou por se justificar, mas não percebi porque saiu o Nélson em vez do Luís Filipe. Claro que o público não gosta de, com o jogo empatado, ver sair um defesa e entrar outro, mas o que é certo é que passámos a criar mais perigo pela esquerda. Ao invés, não percebi porque é que o Camacho esperou até aos 80’ para fazer entrar o Mantorras e, principalmente, porque é que saiu o Di María, já que apesar de as coisas nem sempre lhe correrem bem, pelo menos estava a esforçar-se e tem algo que falta à maioria da equipa: velocidade. Com o Luís Filipe e o Maxi Pereira em campo, parece-me que a opção deveria ter sido outra.
Os jogadores parecem descrentes e muito pouco confiantes nas suas capacidades. Além disso, a má forma continua a imperar nalguns elementos-chave. O Petit mostrou que o jogo de Guimarães foi uma excepção, mas se ele esteve condicionado durante grande parte da semana, não percebo porque é que se insiste na sua titularidade quando está mais que provado que, sem estar a 100%, o seu rendimento desce a pique. O Luisão é outro que não parece o mesmo, além de continuarmos com o problema crónico da falta de um extremo-direito e não termos aproveitado Janeiro para corrigir isso. Com o abaixamento de forma dos mais experientes, a falta de maturidade dos mais novos e a pouco classe dos restantes vai fazer-se aparentemente a nossa época este ano.
O que valeu foi que os lagartos não nos desiludiram e perderam em Belém, pelo que aumentámos para quatro pontos a vantagem sobre eles. Mas, por outro lado, temos o V. Guimarães a três. Cheira-me que vai ser um resto de campeonato penosamente longo...
P.S. – Será que o Cardozo ficou de castigo por ter marcado um golo de livre directo?!
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