quinta-feira, fevereiro 28, 2008
Rui Costa
O Rui Costa eliminou hoje o Moreirense (2-0) e colocou o Benfica nas meias-finais da Taça de Portugal. É tão simples quanto isto. Se não fosse ele, provavelmente teríamos de ir aos penalties. Daí que eu volte a perguntar:
O que é que é preciso ele fazer mais para o Benfica (e o seu presidente) se convencer que é IMPRESCINDÍVEL que ele jogue mais uma época? Será que ele teria ganho este jogo se fosse director desportivo?!
A minha vontade de escrever sobre esta partida é nula. O Camacho resolveu poupar quase todos os titulares e fizemos mais uma exibição hedionda, até o Rui Costa entrar na 2ª parte (55') para decidir a partida. Eu desculpo a falta de sorte, desculpo as coisas não saírem bem, mas NÃO DESCULPO a falta de motivação e o desinteresse competitivo que foi o que tiveram a maioria dos jogadores que alinharam hoje, nomeadamente o inenarrável Luís Filipe (é um sério candidato a PIOR jogador da história do clube), Edcarlos, Maxi Pereira e Di María (este tem um grave problema motivacional quando defronta equipas de escalão inferior). Todos eles tiveram exibições abaixo de zero. O Nuno Assis esteve péssimo, o Sepsi abaixo daquilo que já mostrou, o Cardozo completamente desacompanhado na frente e o pobre do Adu (o único que conseguiu fazer “passes de ruptura” – como se diz agora – na 1ª parte) foi inexplicavelmente o premiado com a saída quando entrou o Makukula também aos 55’. E o Di María continuou em campo... Além disso, o Nuno Assis e o argentino iam trocando de posição a jogar atrás do ponta-de-lança, só o Adu não teve essa sorte.
Os golos do maestro e do Makukula (este depois de uma boa intervenção do Mantorras, outro que não se percebe porque é que não joga mais minutos...) fizeram-nos seguir em frente, mas a jogar desta maneira tenho sérias dúvidas que cheguemos mais longe. Com os lagartos, o clube regional e o V. Setúbal também em prova, era bom que tivéssemos sorte no sorteio e pelo menos jogássemos em casa.
P.S. – A cada partida do Benfica eu tenho esperança que as coisas melhorem em termos exibicionais, mas sinceramente começo a ficar cansado de sair dos jogos chateado.
O que é que é preciso ele fazer mais para o Benfica (e o seu presidente) se convencer que é IMPRESCINDÍVEL que ele jogue mais uma época? Será que ele teria ganho este jogo se fosse director desportivo?!
A minha vontade de escrever sobre esta partida é nula. O Camacho resolveu poupar quase todos os titulares e fizemos mais uma exibição hedionda, até o Rui Costa entrar na 2ª parte (55') para decidir a partida. Eu desculpo a falta de sorte, desculpo as coisas não saírem bem, mas NÃO DESCULPO a falta de motivação e o desinteresse competitivo que foi o que tiveram a maioria dos jogadores que alinharam hoje, nomeadamente o inenarrável Luís Filipe (é um sério candidato a PIOR jogador da história do clube), Edcarlos, Maxi Pereira e Di María (este tem um grave problema motivacional quando defronta equipas de escalão inferior). Todos eles tiveram exibições abaixo de zero. O Nuno Assis esteve péssimo, o Sepsi abaixo daquilo que já mostrou, o Cardozo completamente desacompanhado na frente e o pobre do Adu (o único que conseguiu fazer “passes de ruptura” – como se diz agora – na 1ª parte) foi inexplicavelmente o premiado com a saída quando entrou o Makukula também aos 55’. E o Di María continuou em campo... Além disso, o Nuno Assis e o argentino iam trocando de posição a jogar atrás do ponta-de-lança, só o Adu não teve essa sorte.
Os golos do maestro e do Makukula (este depois de uma boa intervenção do Mantorras, outro que não se percebe porque é que não joga mais minutos...) fizeram-nos seguir em frente, mas a jogar desta maneira tenho sérias dúvidas que cheguemos mais longe. Com os lagartos, o clube regional e o V. Setúbal também em prova, era bom que tivéssemos sorte no sorteio e pelo menos jogássemos em casa.
P.S. – A cada partida do Benfica eu tenho esperança que as coisas melhorem em termos exibicionais, mas sinceramente começo a ficar cansado de sair dos jogos chateado.
segunda-feira, fevereiro 25, 2008
Casa madrasta
Empatámos com o Braga (1-1) e continuamos sem ganhar em casa para o campeonato em 2008. Todavia, acho que, Guimarães à parte, fizemos o melhor jogo (ou talvez menos mau) desde que se iniciou o ano. Dominámos a partida durante a maior parte do tempo e na 2ª parte o Braga praticamente não existiu. Infelizmente, continuamos com grandes dificuldades para marcar golos em casa, pelo que a minha sugestão neste post mantêm-se: será que não podemos mesmo fazer uma petição para realizarmos as restantes partidas para o campeonato fora da Luz?
Entrámos mal no jogo e começámos logo a perder aos 5’, num lance em que me pareceu que o Léo ficou a dormir depois de uma defesa do Quim, deixando o Zé Manel à vontade para fazer a recarga. Reagimos bem e o Rui Costa (de cabeça) e o Cardozo, na sequência de um centro do Nélson, tiveram oportunidade para marcar, mas a bola saiu por cima em ambos os casos. Só que aos 21’ marcámos mesmo, através de um livre do Rui Costa para a área e um bom desvio de cabeça do Luisão. Até final da 1ª parte, um livre do Cardozo, um chapéu e uma cabeçada do Petit fizeram a bola passar rente à barra, se bem que o Braga também tivesse tido uma grande oportunidade, num lance em que o Katsouranis quase ia marcando na própria baliza. O que valeu foi a atenção do Quim.
Na 2ª parte não tivemos tão boas oportunidades como na 1ª, mas empurrámos o Braga completamente para a sua baliza. Aos 65’ o Camacho fez sair o Petit e entrar o Sepsi e melhorámos a produção, porque é visível que o nosso nº 6 está longe da sua forma física ideal. Infelizmente, e mantendo o que é já habitual, o Camacho demorou até aos 15’ finais para voltar a mexer na equipa, quando era notório que alguns elementos estavam a ficar cansados. Entraram os salvadores Mantorras (78’) e Adu (84’!) para os lugares do Di María e Nuno Assis, e o que é certo é que a nossa pressão intensificou-se. Estou convencido que se tivessem entrado mais cedo poderíamos ter saído com uma vitória. Mesmo no último minuto, um ressalto colocou a bola nos pés do Nélson já dentro da grande-área dos minhotos, mas o remate saiu inacreditavelmente ao lado.
Em termos individuais, o Binya foi o melhor jogador do Benfica. Não tendo podido defrontar os alemães é natural que estivesse mais fresco que os companheiros e o meio-campo foi todo dele. O Luisão também não esteve mal na defesa e foi importante pelo golo. Ao invés, ao Nélson parece que lhe fez mal não ter alinhado nos últimos dois jogos, já que esteve um pouco desastrado (mas, ao contrário do Luís Filipe, ao menos é jogador de futebol). O Cardozo esteve muito bem marcado e algo desacompanhado na frente, mas esforçou-se bastante. Também não desgostei do Nuno Assis, que pelo menos é mais dinâmico que o Maxi Pereira (é verdade, o que é que terá passado pela cabeça do Camacho para o deixar no banco?).
Enfim, foi um empate algo amargo, especialmente porque com a derrota dos lagartos em Setúbal poderíamos ter aumentado a nossa vantagem para sete pontos e ficámos com cinco. Mas uma coisa é certa: sairemos de casa deles no próximo domingo no 2º lugar. Ou sou eu que estou com muito wishful thinking, ou as exibições recentes têm sido tão miseráveis, mas sinceramente acho que estivemos bem melhor do que nos últimos jogos. Só que com o aumento da distância para o 1º lugar (12 pontos), é bom que nos concentremos de vez nas taças que temos em disputa. Recebemos o Moreirense na 4ª feira e é ÓBVIO que temos que nos qualificar para as meias-finais da Taça de Portugal.
Entrámos mal no jogo e começámos logo a perder aos 5’, num lance em que me pareceu que o Léo ficou a dormir depois de uma defesa do Quim, deixando o Zé Manel à vontade para fazer a recarga. Reagimos bem e o Rui Costa (de cabeça) e o Cardozo, na sequência de um centro do Nélson, tiveram oportunidade para marcar, mas a bola saiu por cima em ambos os casos. Só que aos 21’ marcámos mesmo, através de um livre do Rui Costa para a área e um bom desvio de cabeça do Luisão. Até final da 1ª parte, um livre do Cardozo, um chapéu e uma cabeçada do Petit fizeram a bola passar rente à barra, se bem que o Braga também tivesse tido uma grande oportunidade, num lance em que o Katsouranis quase ia marcando na própria baliza. O que valeu foi a atenção do Quim.
Na 2ª parte não tivemos tão boas oportunidades como na 1ª, mas empurrámos o Braga completamente para a sua baliza. Aos 65’ o Camacho fez sair o Petit e entrar o Sepsi e melhorámos a produção, porque é visível que o nosso nº 6 está longe da sua forma física ideal. Infelizmente, e mantendo o que é já habitual, o Camacho demorou até aos 15’ finais para voltar a mexer na equipa, quando era notório que alguns elementos estavam a ficar cansados. Entraram os salvadores Mantorras (78’) e Adu (84’!) para os lugares do Di María e Nuno Assis, e o que é certo é que a nossa pressão intensificou-se. Estou convencido que se tivessem entrado mais cedo poderíamos ter saído com uma vitória. Mesmo no último minuto, um ressalto colocou a bola nos pés do Nélson já dentro da grande-área dos minhotos, mas o remate saiu inacreditavelmente ao lado.
Em termos individuais, o Binya foi o melhor jogador do Benfica. Não tendo podido defrontar os alemães é natural que estivesse mais fresco que os companheiros e o meio-campo foi todo dele. O Luisão também não esteve mal na defesa e foi importante pelo golo. Ao invés, ao Nélson parece que lhe fez mal não ter alinhado nos últimos dois jogos, já que esteve um pouco desastrado (mas, ao contrário do Luís Filipe, ao menos é jogador de futebol). O Cardozo esteve muito bem marcado e algo desacompanhado na frente, mas esforçou-se bastante. Também não desgostei do Nuno Assis, que pelo menos é mais dinâmico que o Maxi Pereira (é verdade, o que é que terá passado pela cabeça do Camacho para o deixar no banco?).
Enfim, foi um empate algo amargo, especialmente porque com a derrota dos lagartos em Setúbal poderíamos ter aumentado a nossa vantagem para sete pontos e ficámos com cinco. Mas uma coisa é certa: sairemos de casa deles no próximo domingo no 2º lugar. Ou sou eu que estou com muito wishful thinking, ou as exibições recentes têm sido tão miseráveis, mas sinceramente acho que estivemos bem melhor do que nos últimos jogos. Só que com o aumento da distância para o 1º lugar (12 pontos), é bom que nos concentremos de vez nas taças que temos em disputa. Recebemos o Moreirense na 4ª feira e é ÓBVIO que temos que nos qualificar para as meias-finais da Taça de Portugal.
quinta-feira, fevereiro 21, 2008
MISERÁVEL e VERGONHOSO
Este era o título do post que eu tinha preparado para o Nuremberga-Benfica até aos 89’. Daí até final conseguimos marcar dois golos e empatar o jogo (2-2), mas apesar assim nos termos qualificado para os oitavos-de-final da Taça Uefa, acho que não tenho razões para mudar de título. Fizemos uma exibição LAMENTÁVEL, das piores de sempre na nossa história europeia, e só nos qualificámos por causa de um simples factor: SORTE. Nada mais que isso! E eu não ADMITO que o Glorioso Sport Lisboa e Benfica tenha que ter sorte para eliminar o antepenúltimo classificado do campeonato alemão! Pior: que a táctica do Benfica seja confiar na sorte para passar a eliminatória.
Tudo começou mal logo no jogo em Lisboa, em que deveríamos ter tentado marcar mais golos. E na partida de hoje só jogámos alguma coisa durante os primeiros 10’! É INACREDITÁVEL que, estando na cara que um golo nosso acabaria de vez com a eliminatória tal a pouca valia dos alemães, tenhamos tentado manter o 0-0 durante o jogo. Era previsível que sofrêssemos um golo, como acabou por acontecer, já na 2ª parte. E depois, com um certo Luís Filipe em campo, a desgraça espreita sempre a cada lance. Espero que depois da magnífica assistência para o 0-2 NUNCA mais vista a camisola do Benfica. É INCOMPREENSÍVEL como é que dispensamos um João Pereira, que para além de ser mais novo foi formado no clube, para ir buscar um tipo destes. E se o Nélson está bom para estar no banco, não está bom para alinhar de início?!
Estou demasiado chateado para me alongar muito, mas o que aconteceu hoje tem um culpado: o Camacho. Sempre fui defensor dele, mas as suas opções são INJUSTIFICÁVEIS. Colocar o Edcarlos de início e, principalmente, preterir o Cardozo em favor do Makukula, é algo que não lembraria nem ao Luís Campos. O Cardozo, que resolveu a eliminatória na Ucrânia, foi para o banco! Viu-se bem a diferença quando ele entrou, já que o Makukula foi uma nulidade. E depois, tanto tempo para entrar o Di María (81'), quando já estava 0-2 (foi aos 66'!), mantendo dois defesas-esquerdos em campo (Léo e Sepsi, que entrou para o lugar do Maxi Pereira aos 70', ficando o Luís Filipe em campo!). Atenção que o Sepsi não me parece mau jogador, mas tendo dois extremos-esquerdos no banco (Di María e Adu), não se percebeu (mais) esta opção.
Depois de nos salvarmos de um cataclismo só igualável ao Halmstads em 2000/01 (seria um ESCÂNDALO se fôssemos eliminados por este Nuremberga), temos agora pela frente o Getafe. E, se continuarmos a jogar desta maneira, temo sinceramente uma reedição de Vigo.
Benfica, quo vadis?
Tudo começou mal logo no jogo em Lisboa, em que deveríamos ter tentado marcar mais golos. E na partida de hoje só jogámos alguma coisa durante os primeiros 10’! É INACREDITÁVEL que, estando na cara que um golo nosso acabaria de vez com a eliminatória tal a pouca valia dos alemães, tenhamos tentado manter o 0-0 durante o jogo. Era previsível que sofrêssemos um golo, como acabou por acontecer, já na 2ª parte. E depois, com um certo Luís Filipe em campo, a desgraça espreita sempre a cada lance. Espero que depois da magnífica assistência para o 0-2 NUNCA mais vista a camisola do Benfica. É INCOMPREENSÍVEL como é que dispensamos um João Pereira, que para além de ser mais novo foi formado no clube, para ir buscar um tipo destes. E se o Nélson está bom para estar no banco, não está bom para alinhar de início?!
Estou demasiado chateado para me alongar muito, mas o que aconteceu hoje tem um culpado: o Camacho. Sempre fui defensor dele, mas as suas opções são INJUSTIFICÁVEIS. Colocar o Edcarlos de início e, principalmente, preterir o Cardozo em favor do Makukula, é algo que não lembraria nem ao Luís Campos. O Cardozo, que resolveu a eliminatória na Ucrânia, foi para o banco! Viu-se bem a diferença quando ele entrou, já que o Makukula foi uma nulidade. E depois, tanto tempo para entrar o Di María (81'), quando já estava 0-2 (foi aos 66'!), mantendo dois defesas-esquerdos em campo (Léo e Sepsi, que entrou para o lugar do Maxi Pereira aos 70', ficando o Luís Filipe em campo!). Atenção que o Sepsi não me parece mau jogador, mas tendo dois extremos-esquerdos no banco (Di María e Adu), não se percebeu (mais) esta opção.
Depois de nos salvarmos de um cataclismo só igualável ao Halmstads em 2000/01 (seria um ESCÂNDALO se fôssemos eliminados por este Nuremberga), temos agora pela frente o Getafe. E, se continuarmos a jogar desta maneira, temo sinceramente uma reedição de Vigo.
Benfica, quo vadis?
segunda-feira, fevereiro 18, 2008
Sem brilhantismo, mas ganhámos
Pela 1ª vez na nossa história, vencemos fora a Naval 1º de Maio (0-2) e mantivemos assim as distâncias para os rivais directos (10 pontos de desvantagem para o clube regional e quatro de vantagem para os lagartos). Foi um jogo melhor conseguido do que os anteriores, mas estamos longe de atingir patamares exibicionais satisfatórios. Mas desde que ganhemos já não nos podemos queixar muito.
Sem quatro titulares indiscutíveis (Petit, Nélson e David Luiz lesionados, e o Rui Costa no banco), já para não falar no Nuno Gomes e no castigado Di María, cheguei a temer o pior. No entanto, demos uma resposta positiva principalmente em termos de entrega ao jogo. Fundamental neste aspecto foi a inclusão do Binya, que não parou um minuto quieto no meio-campo, bem acompanhado pelo Maxi Pereira que também lutou bastante. Mas, sem o “maestro”, em termos de construção de jogo praticamente não existimos. A bola passava directamente dos defesas para as duas torres (Makukula e Cardozo) e o nosso futebol era feito aos repelões. Nos primeiros sete minutos houve duas bolas aos postes, uma deles e outra nossa, se bem que esta fosse por acção de um defesa contrário. O perigo da Naval praticamente esgotou-se aí, já que nos outros lances ou a bola não ia à baliza ou o Quim defendia com relativa facilidade. Aos 19’ chegámos ao golo através de mais um lançamento lateral do Binya! Saída extemporânea do guarda-redes, toque para trás do Cardozo e cabeçada do C. Rodríguez para a baliza. Até ao intervalo tivemos mais duas oportunidades, num livre do Cardozo (hoje não havia o Petit para dar antes um toque na bola e o remate saiu com perigo; porque será?) e uma cabeçada do Katsouranis na sequência de um canto.
Na 2ª parte, a partida não se alterou muito. Dávamos a posse de bola à Naval, mas defendemos razoavelmente bem. Não sou grande fã desta táctica, acho que só se deve defender um resultado com, pelo menos, dois golos de vantagem, mas perante os elementos que tínhamos em campo não parecíamos capazes de fazer mais. Sem ninguém para fazer a ligação entre o meio-campo e o ataque, ou as torres ganhavam as bolas de cabeça ou então era mais um ataque da Naval. Mesmo assim, o Nuno Assis esteve em evidência ao falhar dois golos, um numa cabeçada depois de um bom cruzamento do Luís Filipe (ena, ena!) e outro porque não acreditou que o guarda-redes falhasse a intercepção depois de um livre do Adu (que entretanto entrara aos 70’ para o lugar do C. Rodríguez). A entrada do maestro aos 82’ (saiu o Cardozo) ainda deu para duas óptimas jogadas. Uma abertura dele isolou o Assis na direita, este cruzou e o Makukula tirou o golo ao estreante Sepsi (entrou aos 89’ para o lugar do infortunado Adu, que se lesionou), se bem que o ponta-de-lança tenha dito ao romeno que o deveria ter avisado que estava atrás dele (estás desculpado, Makukula!). A outra jogada resultou no 2º golo: o Rui Costa demarca o Sepsi na esquerda, que tem um bom trabalho e centra atrasado para o Assis não falhar. Estávamos a 1’ do final da compensação e ficou a sensação que se o maestro tivesse entrado um pouco mais cedo, teríamos atingido a tranquilidade bem antes.
Em termos individuais, o Binya foi o melhor do Benfica. Não só se farta de cortar bolas a meio-campo, como as endossa jogáveis para os companheiros. Ah, e já para não falar nos mortíferos lançamentos laterais que, com as duas torres agora na área, se podem tornar ainda mais eficazes. A defesa não esteve mal, se bem que o Katsouranis tenha falhado a maior parte dos lançamentos em profundidade que fazia para o ataque. O Assis acabou por estar muito em jogo, nem sempre bem, mas lá meteu um golito. O C. Rodríguez esteve bastante melhor na 1ª do que na 2ª parte, mas é claramente um jogador a manter. Acho que o Cardozo está em melhor forma que o Makukula (também é natural, porque está mais ambientado à equipa) e não percebo porque é que é ele a sair e não o outro. E mesmo só em oito minutos deu para ver que com o Rui Costa a música é outra. Espero SINCERAMENTE que ele reconsidere a sua decisão no final da época. Acrescento ainda que gostei dos cinco minutos em que o Sepsi jogou. Poderia ter marcado um golo, se a bola lhe tivesse chegado, e fez uma assistência. Acho que não se pode pedir mais em tão pouco tempo.
Espero que esta vitória nos dê moral para o importantíssimo jogo da próxima 5ª feira. É fundamental continuarmos nas provas europeias e aguardo uma reedição da atitude de Donetsk. E, já agora, com um resultado semelhante.
P.S. - Poucas coisas igualam o prazer que tenho de ir ver o Benfica ao Estádio da Luz, mas estou a pensar lançar uma petição para fazermos o resto dos jogos do campeonato fora de casa. Hoje nem a progressiva inclinação do campo que o Sr. Rui Costa (irmão desse outro grande árbitro chamado Paulo Costa) fez na 2ª parte (cada vez que um jogador da Naval caía era falta) impediu mais uma vitória. Fosse sempre assim na Luz e estaríamos na frente do campeonato.
Sem quatro titulares indiscutíveis (Petit, Nélson e David Luiz lesionados, e o Rui Costa no banco), já para não falar no Nuno Gomes e no castigado Di María, cheguei a temer o pior. No entanto, demos uma resposta positiva principalmente em termos de entrega ao jogo. Fundamental neste aspecto foi a inclusão do Binya, que não parou um minuto quieto no meio-campo, bem acompanhado pelo Maxi Pereira que também lutou bastante. Mas, sem o “maestro”, em termos de construção de jogo praticamente não existimos. A bola passava directamente dos defesas para as duas torres (Makukula e Cardozo) e o nosso futebol era feito aos repelões. Nos primeiros sete minutos houve duas bolas aos postes, uma deles e outra nossa, se bem que esta fosse por acção de um defesa contrário. O perigo da Naval praticamente esgotou-se aí, já que nos outros lances ou a bola não ia à baliza ou o Quim defendia com relativa facilidade. Aos 19’ chegámos ao golo através de mais um lançamento lateral do Binya! Saída extemporânea do guarda-redes, toque para trás do Cardozo e cabeçada do C. Rodríguez para a baliza. Até ao intervalo tivemos mais duas oportunidades, num livre do Cardozo (hoje não havia o Petit para dar antes um toque na bola e o remate saiu com perigo; porque será?) e uma cabeçada do Katsouranis na sequência de um canto.
Na 2ª parte, a partida não se alterou muito. Dávamos a posse de bola à Naval, mas defendemos razoavelmente bem. Não sou grande fã desta táctica, acho que só se deve defender um resultado com, pelo menos, dois golos de vantagem, mas perante os elementos que tínhamos em campo não parecíamos capazes de fazer mais. Sem ninguém para fazer a ligação entre o meio-campo e o ataque, ou as torres ganhavam as bolas de cabeça ou então era mais um ataque da Naval. Mesmo assim, o Nuno Assis esteve em evidência ao falhar dois golos, um numa cabeçada depois de um bom cruzamento do Luís Filipe (ena, ena!) e outro porque não acreditou que o guarda-redes falhasse a intercepção depois de um livre do Adu (que entretanto entrara aos 70’ para o lugar do C. Rodríguez). A entrada do maestro aos 82’ (saiu o Cardozo) ainda deu para duas óptimas jogadas. Uma abertura dele isolou o Assis na direita, este cruzou e o Makukula tirou o golo ao estreante Sepsi (entrou aos 89’ para o lugar do infortunado Adu, que se lesionou), se bem que o ponta-de-lança tenha dito ao romeno que o deveria ter avisado que estava atrás dele (estás desculpado, Makukula!). A outra jogada resultou no 2º golo: o Rui Costa demarca o Sepsi na esquerda, que tem um bom trabalho e centra atrasado para o Assis não falhar. Estávamos a 1’ do final da compensação e ficou a sensação que se o maestro tivesse entrado um pouco mais cedo, teríamos atingido a tranquilidade bem antes.
Em termos individuais, o Binya foi o melhor do Benfica. Não só se farta de cortar bolas a meio-campo, como as endossa jogáveis para os companheiros. Ah, e já para não falar nos mortíferos lançamentos laterais que, com as duas torres agora na área, se podem tornar ainda mais eficazes. A defesa não esteve mal, se bem que o Katsouranis tenha falhado a maior parte dos lançamentos em profundidade que fazia para o ataque. O Assis acabou por estar muito em jogo, nem sempre bem, mas lá meteu um golito. O C. Rodríguez esteve bastante melhor na 1ª do que na 2ª parte, mas é claramente um jogador a manter. Acho que o Cardozo está em melhor forma que o Makukula (também é natural, porque está mais ambientado à equipa) e não percebo porque é que é ele a sair e não o outro. E mesmo só em oito minutos deu para ver que com o Rui Costa a música é outra. Espero SINCERAMENTE que ele reconsidere a sua decisão no final da época. Acrescento ainda que gostei dos cinco minutos em que o Sepsi jogou. Poderia ter marcado um golo, se a bola lhe tivesse chegado, e fez uma assistência. Acho que não se pode pedir mais em tão pouco tempo.
Espero que esta vitória nos dê moral para o importantíssimo jogo da próxima 5ª feira. É fundamental continuarmos nas provas europeias e aguardo uma reedição da atitude de Donetsk. E, já agora, com um resultado semelhante.
P.S. - Poucas coisas igualam o prazer que tenho de ir ver o Benfica ao Estádio da Luz, mas estou a pensar lançar uma petição para fazermos o resto dos jogos do campeonato fora de casa. Hoje nem a progressiva inclinação do campo que o Sr. Rui Costa (irmão desse outro grande árbitro chamado Paulo Costa) fez na 2ª parte (cada vez que um jogador da Naval caía era falta) impediu mais uma vitória. Fosse sempre assim na Luz e estaríamos na frente do campeonato.
sexta-feira, fevereiro 15, 2008
Porquê tanta falta de ambição?
Um grande frango do guarda-redes num remate do Makukula perto do intervalo, um dos dois únicos(!) remates que foram à baliza num total de sete, deu-nos a vitória frente ao Nuremberga na 1ª mão dos 16 avos de final da Taça Uefa. Poucas vezes fico chateado com uma vitória, mas isso aconteceu hoje. É óbvio que não estamos bem, atravessamos uma crise de confiança muito grande, mas sinceramente não percebo como é que se pode achar uma vitória por 1-0 frente ao antepenúltimo classificado do campeonato alemão um bom resultado, a ponto de não o tentar aumentar.
Há jogos em que as coisas não correm bem, em que os jogadores não são felizes, mas não posso é admitir que a equipa do Benfica feche a loja a seguir ao 1-0. Tínhamos OBRIGAÇÃO de procurar marcar mais um golo. Se o conseguíamos ou não, não sei, mas nem sequer tentámos. E isso deixa-me bastante chateado, porque provavelmente vamos sofrer desnecessariamente na Alemanha. Eles têm uma equipa fraca, mas os adeptos são incansáveis no apoio. Só o Celtic conseguiu trazer mais ao Estádio da Luz e consta que a lotação do encontro da 2ª mão já está esgotada. Além disso, convém não esquecer que nós nunca ganhámos na Alemanha. Já sei que basta um empate ou uma derrota pela margem mínima desde que seja com golos para passarmos, mas perdemos uma EXCELENTE oportunidade para ter esta eliminatória quase decidida.
A 1ª parte foi muito fraca e só se salvou o golo, depois de uma óptima arrancada do Rui Costa que desmarcou o Makukula, o qual teve depois a preciosa ajuda do guarda-redes. Na 2ª parte, quando estávamos finalmente a conseguir acercar-nos mais da baliza do Nuremberga, o Camacho fez uma substituição incompreensível aos 59’: tirou o Cardozo e colocou o Di María. A partir daí, não criámos mais nenhum perigo e o que valeu foi que os alemães eram de facto bastante fracos, não causando também problemas ao Quim. O que tornou este nosso receio ainda mais infundado. Tanto medo de atacar, porquê?!
O Rui Costa continua a provar que será um ERRO DESCOMUNAL se for reformado compulsivamente para o ano. Ainda está MAIS que apto para fazer mais uma época e entre a sua utilidade em campo ou atrás de uma secretária, estamos conversados. O Makukula foi importante pelo golo que marcou, mas a sua movimentação com o Cardozo precisa de melhorar. De qualquer maneira, convém não esquecer que treinam juntos há menos de uma semana. O Luisão voltou às boas exibições e praticamente secou o Koller. Quanto aos outros, estiveram todos num plano razoável, mas sem grandes brilhantismos.
Se jogamos assim frente ao antepenúltimo do campeonato alemão, eu nem quero pensar o que irá acontecer frente a equipas mais fortes, no caso de nos apurarmos. Eu gostaria de acreditar um pouco na possibilidade de chegarmos longe na Taça Uefa, mas a jogar assim será difícil. Temos impreterivelmente que tentar marcar um golo lá e espero que a exibição seja bastante melhor que a de hoje.
Há jogos em que as coisas não correm bem, em que os jogadores não são felizes, mas não posso é admitir que a equipa do Benfica feche a loja a seguir ao 1-0. Tínhamos OBRIGAÇÃO de procurar marcar mais um golo. Se o conseguíamos ou não, não sei, mas nem sequer tentámos. E isso deixa-me bastante chateado, porque provavelmente vamos sofrer desnecessariamente na Alemanha. Eles têm uma equipa fraca, mas os adeptos são incansáveis no apoio. Só o Celtic conseguiu trazer mais ao Estádio da Luz e consta que a lotação do encontro da 2ª mão já está esgotada. Além disso, convém não esquecer que nós nunca ganhámos na Alemanha. Já sei que basta um empate ou uma derrota pela margem mínima desde que seja com golos para passarmos, mas perdemos uma EXCELENTE oportunidade para ter esta eliminatória quase decidida.
A 1ª parte foi muito fraca e só se salvou o golo, depois de uma óptima arrancada do Rui Costa que desmarcou o Makukula, o qual teve depois a preciosa ajuda do guarda-redes. Na 2ª parte, quando estávamos finalmente a conseguir acercar-nos mais da baliza do Nuremberga, o Camacho fez uma substituição incompreensível aos 59’: tirou o Cardozo e colocou o Di María. A partir daí, não criámos mais nenhum perigo e o que valeu foi que os alemães eram de facto bastante fracos, não causando também problemas ao Quim. O que tornou este nosso receio ainda mais infundado. Tanto medo de atacar, porquê?!
O Rui Costa continua a provar que será um ERRO DESCOMUNAL se for reformado compulsivamente para o ano. Ainda está MAIS que apto para fazer mais uma época e entre a sua utilidade em campo ou atrás de uma secretária, estamos conversados. O Makukula foi importante pelo golo que marcou, mas a sua movimentação com o Cardozo precisa de melhorar. De qualquer maneira, convém não esquecer que treinam juntos há menos de uma semana. O Luisão voltou às boas exibições e praticamente secou o Koller. Quanto aos outros, estiveram todos num plano razoável, mas sem grandes brilhantismos.
Se jogamos assim frente ao antepenúltimo do campeonato alemão, eu nem quero pensar o que irá acontecer frente a equipas mais fortes, no caso de nos apurarmos. Eu gostaria de acreditar um pouco na possibilidade de chegarmos longe na Taça Uefa, mas a jogar assim será difícil. Temos impreterivelmente que tentar marcar um golo lá e espero que a exibição seja bastante melhor que a de hoje.
terça-feira, fevereiro 12, 2008
Sorteio da Taça
Bom, parece que tenho que jogar no Euromilhões esta semana :-). Saiu-nos mesmo o Moreirense em casa nos quartos-de-final da Taça de Portugal no dia 27 de Fevereiro. O pior é que os outros dois também tiveram sorte e jogam em casa: os lagartos contra o E. Amadora e o clube regional contra o Gil Vicente. Ainda não perdi a esperança de uma reedição da saga Atlético este ano, mas em relação a nós qualquer coisa que não seja a nossa presença nas meias-finais será catastrófico (eles agora estão na II Divisão, mas não esqueçamos que, em três jogos na Luz com o Moreirense, só ganhámos um). E, se aí chegarmos, espero que ao menos se mantenha a tendência de fazermos os jogos em casa.
segunda-feira, fevereiro 11, 2008
Nos quartos-de-final
Na competição que temos mais hipóteses de ganhar, seguimos em frente depois de derrotarmos o Paços de Ferreira por 4-1. No entanto, o resultado é um pouco enganador, já que estivemos longe de fazer uma boa exibição. Mas vá lá que conseguimos o essencial, que era seguir em frente, já que uma eliminação em plena Luz e perante um adversário que está em penúltimo lugar no campeonato seria um rombo difícil de suportar.
Entrámos pessimamente no jogo e logo aos 2’ sofremos um golo, cortesia a meias entre o Edcarlos e o Nélson. A alinhar no habitual esquema dos dois trincos (Katsouranis e Maxi Pereira), três médios (Assis, Rui Costa e C. Rodríguez) e com o estreante Makukula sozinho na frente, fomos pouco mais que inofensivos durante grande parte da 1ª parte. O único jogador que sabe transportar a bola, obviamente o maestro, tinha que recuar muito para a receber, o que fazia com que depois faltassem homens na frente. Bastou que o Camacho fizesse uma substituição aos 30’ para que as coisas mudassem radicalmente. A entrada do Cardozo para a saída do inenarrável Edcarlos (hoje estive pertíssimo de assobiar um jogador do Benfica pela 1ª vez na vida...) provocou o recuo do Katsouranis para central, do Rui Costa para o meio-campo e alterou completamente a nossa maneira de jogar. Aliás, se o Camacho gosta assim tanto de dois trincos, não percebo porque é que não joga com o Rui Costa ali, permitindo a entrada de outro avançado, já que a diferença de produção é abissal e contra a maioria das equipas do nosso campeonato não há necessidade nenhuma de ter dois jogadores defensivos no meio-campo. Após alguns remates com relativo perigo da nossa parte, aos 40’ o Sr. Augusto Duarte assinalou um indiscutível penalty a nosso favor por falta sobre o C. Rodríguez, depois de uma óptima assistência com o peito do Makukula. É inequívoco que o jogador do Paços impede o uruguaio de rematar, colocando o seu pé à frente do do nosso jogador. O Cardozo lá enviou um dos seus balázios habituais nestes casos e chegámos ao intervalo com a partida igualada.
A 2ª parte começou tal como acabou a 1ª, com outro penalty claríssimo a nosso favor e feito pelo mesmo jogador. Logo aos 50’, o Tiago Valente quis levar a camisola do Makukula para casa e esteve quase a consegui-lo, mas acabou por ter que ir para a rua sem a desejada prenda. O Sr. Augusto Duarte estava perto do lance, mas teve que ser o fiscal-de-linha a assinalá-lo. É a chamada competência... O Cardozo repetiu a dose e colocávamo-nos em vantagem no marcador e no número de jogadores em campo. Com mais espaço construímos algumas jogadas interessantes, que só não deram golo por falta de pontaria do Makukula e porque o guarda-redes resolveu fazer uma grande defesa depois de um cabeceamento do Katsouranis ao primeiro poste na sequência de um canto. É uma jogada que durante a época passada nos deu vários golos, mas que demorámos seis meses a repeti-la este ano. Incompreensível... O Paços de Ferreira só criava perigo através de bolas paradas e o Sr. Augusto Duarte, naturalmente para compensar os dois penalties marcados, começou a distribuir amarelos para os nossos jogadores e a arranjar faltas contra nós. Mas aos 78’ as dúvidas acabaram. Um bom cruzamento do Cardozo permitiu ao Assis fazer pontaria para fora, só que felizmente a bola ressaltou num adversário e sobrou para o Rui Costa que a colocou no sítio certo. Não contente com isto, o maestro ainda deu oportunidade ao Assis de se redimir ao oferecer-lhe o 4º golo mesmo no último minuto, num bom remate de primeira de fora da área. De seguida saiu para a standing ovation e pouco depois o jogo acabou.
Os jogadores que mais sobressaíam foram o Cardozo, cuja entrada foi essencial para outra movimentação da equipa e pelos golos que marcou (já lá vão 15), o Rui Costa, que curiosamente fez uma má 1ª parte e depois foi o que se viu, e o Nuno Assis, que na fase do desacerto foi dos que mais lutou e tentou imprimir alguma velocidade ao nosso jogo. O Katsouranis melhorou imenso quando recuou para central, o Maxi Pereira continua a passar pelos jogos sem fazer nada de relevante, o Nélson esteve incrivelmente desconcentrado (ele que até vinha subindo de forma), o Leó e o Rodríguez subiram imenso na 2ª parte, e o Edcarlos fez a pior meia-hora que eu vi a um jogador do Benfica em muito tempo.
Espero que este resultado sirva, quanto mais não seja, para elevar um pouco o moral e a confiança da equipa. Temos um jogo muito importante na 5ª feira e se jogarmos como na primeira meia-hora não se augura nada de bom. Ah, e já agora que o Camacho se convença de vez que temos que alinhar com dois avançados.
P.S. - Como as coisas estão e como os quartos-de-final serão três ou quatro dias antes de irmos ao WC, era bom que, não podendo ser o isento, nos calhasse o Moreirense em casa.
Entrámos pessimamente no jogo e logo aos 2’ sofremos um golo, cortesia a meias entre o Edcarlos e o Nélson. A alinhar no habitual esquema dos dois trincos (Katsouranis e Maxi Pereira), três médios (Assis, Rui Costa e C. Rodríguez) e com o estreante Makukula sozinho na frente, fomos pouco mais que inofensivos durante grande parte da 1ª parte. O único jogador que sabe transportar a bola, obviamente o maestro, tinha que recuar muito para a receber, o que fazia com que depois faltassem homens na frente. Bastou que o Camacho fizesse uma substituição aos 30’ para que as coisas mudassem radicalmente. A entrada do Cardozo para a saída do inenarrável Edcarlos (hoje estive pertíssimo de assobiar um jogador do Benfica pela 1ª vez na vida...) provocou o recuo do Katsouranis para central, do Rui Costa para o meio-campo e alterou completamente a nossa maneira de jogar. Aliás, se o Camacho gosta assim tanto de dois trincos, não percebo porque é que não joga com o Rui Costa ali, permitindo a entrada de outro avançado, já que a diferença de produção é abissal e contra a maioria das equipas do nosso campeonato não há necessidade nenhuma de ter dois jogadores defensivos no meio-campo. Após alguns remates com relativo perigo da nossa parte, aos 40’ o Sr. Augusto Duarte assinalou um indiscutível penalty a nosso favor por falta sobre o C. Rodríguez, depois de uma óptima assistência com o peito do Makukula. É inequívoco que o jogador do Paços impede o uruguaio de rematar, colocando o seu pé à frente do do nosso jogador. O Cardozo lá enviou um dos seus balázios habituais nestes casos e chegámos ao intervalo com a partida igualada.
A 2ª parte começou tal como acabou a 1ª, com outro penalty claríssimo a nosso favor e feito pelo mesmo jogador. Logo aos 50’, o Tiago Valente quis levar a camisola do Makukula para casa e esteve quase a consegui-lo, mas acabou por ter que ir para a rua sem a desejada prenda. O Sr. Augusto Duarte estava perto do lance, mas teve que ser o fiscal-de-linha a assinalá-lo. É a chamada competência... O Cardozo repetiu a dose e colocávamo-nos em vantagem no marcador e no número de jogadores em campo. Com mais espaço construímos algumas jogadas interessantes, que só não deram golo por falta de pontaria do Makukula e porque o guarda-redes resolveu fazer uma grande defesa depois de um cabeceamento do Katsouranis ao primeiro poste na sequência de um canto. É uma jogada que durante a época passada nos deu vários golos, mas que demorámos seis meses a repeti-la este ano. Incompreensível... O Paços de Ferreira só criava perigo através de bolas paradas e o Sr. Augusto Duarte, naturalmente para compensar os dois penalties marcados, começou a distribuir amarelos para os nossos jogadores e a arranjar faltas contra nós. Mas aos 78’ as dúvidas acabaram. Um bom cruzamento do Cardozo permitiu ao Assis fazer pontaria para fora, só que felizmente a bola ressaltou num adversário e sobrou para o Rui Costa que a colocou no sítio certo. Não contente com isto, o maestro ainda deu oportunidade ao Assis de se redimir ao oferecer-lhe o 4º golo mesmo no último minuto, num bom remate de primeira de fora da área. De seguida saiu para a standing ovation e pouco depois o jogo acabou.
Os jogadores que mais sobressaíam foram o Cardozo, cuja entrada foi essencial para outra movimentação da equipa e pelos golos que marcou (já lá vão 15), o Rui Costa, que curiosamente fez uma má 1ª parte e depois foi o que se viu, e o Nuno Assis, que na fase do desacerto foi dos que mais lutou e tentou imprimir alguma velocidade ao nosso jogo. O Katsouranis melhorou imenso quando recuou para central, o Maxi Pereira continua a passar pelos jogos sem fazer nada de relevante, o Nélson esteve incrivelmente desconcentrado (ele que até vinha subindo de forma), o Leó e o Rodríguez subiram imenso na 2ª parte, e o Edcarlos fez a pior meia-hora que eu vi a um jogador do Benfica em muito tempo.
Espero que este resultado sirva, quanto mais não seja, para elevar um pouco o moral e a confiança da equipa. Temos um jogo muito importante na 5ª feira e se jogarmos como na primeira meia-hora não se augura nada de bom. Ah, e já agora que o Camacho se convença de vez que temos que alinhar com dois avançados.
P.S. - Como as coisas estão e como os quartos-de-final serão três ou quatro dias antes de irmos ao WC, era bom que, não podendo ser o isento, nos calhasse o Moreirense em casa.
domingo, fevereiro 03, 2008
Decepção
Quer dizer: uma pessoa faz uma pausa de 2h30 num casamento, consegue escapar-se do copo-de-água sem ninguém dar conta (as pessoas continuam a insistir em casar em dias de jogo do Benfica, o que é que se há-de fazer?), anda a fazer piscinas entre a Linha do Estoril e o Estádio da Luz só para não perder um jogo do Glorioso ao vivo, e é brindado com um resultado e, pior do que tudo, uma exibição destas. Empatámos 0-0 com o Nacional da Madeira em mais uma péssima partida da nossa parte e a distância para o 1º lugar aumentou para 10 pontos.
Perante aquelas condicionantes todas, só consegui chegar ao estádio a cinco minutos do intervalo, ainda a tempo de ver a grande perdida do Di María. Pelo que me disseram, assisti ao melhor período do Benfica (a 2ª parte), mas no fim pensei: se aquilo foi o melhor, eu faço ideia do resto. Já pude comprovar, ao ver a gravação da 1ª parte, que foi de facto mais uma exibição exasperante. Entrámos da maneira habitual (já se percebeu que Guimarães foi uma excepção) e, se não fosse o Quim, poderíamos ter sofrido um golo antes do intervalo. Com o Rui Costa castigado, ainda se notam mais as dificuldades que temos em transpor a bola para o ataque e a lesão muscular do Nuno Gomes, perto do intervalo, também não ajudou nada. A equipa jogava de forma lenta e muito previsível.
Na 2ª parte, as coisas melhoraram um pouco, mas MUITO longe daquilo que é exigível. A entrada do Léo (68’) acabou por se justificar, mas não percebi porque saiu o Nélson em vez do Luís Filipe. Claro que o público não gosta de, com o jogo empatado, ver sair um defesa e entrar outro, mas o que é certo é que passámos a criar mais perigo pela esquerda. Ao invés, não percebi porque é que o Camacho esperou até aos 80’ para fazer entrar o Mantorras e, principalmente, porque é que saiu o Di María, já que apesar de as coisas nem sempre lhe correrem bem, pelo menos estava a esforçar-se e tem algo que falta à maioria da equipa: velocidade. Com o Luís Filipe e o Maxi Pereira em campo, parece-me que a opção deveria ter sido outra.
Os jogadores parecem descrentes e muito pouco confiantes nas suas capacidades. Além disso, a má forma continua a imperar nalguns elementos-chave. O Petit mostrou que o jogo de Guimarães foi uma excepção, mas se ele esteve condicionado durante grande parte da semana, não percebo porque é que se insiste na sua titularidade quando está mais que provado que, sem estar a 100%, o seu rendimento desce a pique. O Luisão é outro que não parece o mesmo, além de continuarmos com o problema crónico da falta de um extremo-direito e não termos aproveitado Janeiro para corrigir isso. Com o abaixamento de forma dos mais experientes, a falta de maturidade dos mais novos e a pouco classe dos restantes vai fazer-se aparentemente a nossa época este ano.
O que valeu foi que os lagartos não nos desiludiram e perderam em Belém, pelo que aumentámos para quatro pontos a vantagem sobre eles. Mas, por outro lado, temos o V. Guimarães a três. Cheira-me que vai ser um resto de campeonato penosamente longo...
P.S. – Será que o Cardozo ficou de castigo por ter marcado um golo de livre directo?!
Perante aquelas condicionantes todas, só consegui chegar ao estádio a cinco minutos do intervalo, ainda a tempo de ver a grande perdida do Di María. Pelo que me disseram, assisti ao melhor período do Benfica (a 2ª parte), mas no fim pensei: se aquilo foi o melhor, eu faço ideia do resto. Já pude comprovar, ao ver a gravação da 1ª parte, que foi de facto mais uma exibição exasperante. Entrámos da maneira habitual (já se percebeu que Guimarães foi uma excepção) e, se não fosse o Quim, poderíamos ter sofrido um golo antes do intervalo. Com o Rui Costa castigado, ainda se notam mais as dificuldades que temos em transpor a bola para o ataque e a lesão muscular do Nuno Gomes, perto do intervalo, também não ajudou nada. A equipa jogava de forma lenta e muito previsível.
Na 2ª parte, as coisas melhoraram um pouco, mas MUITO longe daquilo que é exigível. A entrada do Léo (68’) acabou por se justificar, mas não percebi porque saiu o Nélson em vez do Luís Filipe. Claro que o público não gosta de, com o jogo empatado, ver sair um defesa e entrar outro, mas o que é certo é que passámos a criar mais perigo pela esquerda. Ao invés, não percebi porque é que o Camacho esperou até aos 80’ para fazer entrar o Mantorras e, principalmente, porque é que saiu o Di María, já que apesar de as coisas nem sempre lhe correrem bem, pelo menos estava a esforçar-se e tem algo que falta à maioria da equipa: velocidade. Com o Luís Filipe e o Maxi Pereira em campo, parece-me que a opção deveria ter sido outra.
Os jogadores parecem descrentes e muito pouco confiantes nas suas capacidades. Além disso, a má forma continua a imperar nalguns elementos-chave. O Petit mostrou que o jogo de Guimarães foi uma excepção, mas se ele esteve condicionado durante grande parte da semana, não percebo porque é que se insiste na sua titularidade quando está mais que provado que, sem estar a 100%, o seu rendimento desce a pique. O Luisão é outro que não parece o mesmo, além de continuarmos com o problema crónico da falta de um extremo-direito e não termos aproveitado Janeiro para corrigir isso. Com o abaixamento de forma dos mais experientes, a falta de maturidade dos mais novos e a pouco classe dos restantes vai fazer-se aparentemente a nossa época este ano.
O que valeu foi que os lagartos não nos desiludiram e perderam em Belém, pelo que aumentámos para quatro pontos a vantagem sobre eles. Mas, por outro lado, temos o V. Guimarães a três. Cheira-me que vai ser um resto de campeonato penosamente longo...
P.S. – Será que o Cardozo ficou de castigo por ter marcado um golo de livre directo?!
domingo, janeiro 27, 2008
Contra tudo e contra todos
Vencemos em Guimarães por 3-1 e reforçámos o nosso 2º lugar. Dois golos do Cardozo e um do Maxi Pereira deram-nos um triunfo muito justo, mas bastante problemático, já que tivemos que jogar contra 14.
Não percebo o porquê de os jogadores do Benfica não mostrarem este espírito de sacrifício em todos os jogos. Sem o Luisão e com o David Luiz a sair ao intervalo, conseguimos manter-nos coesos e a pressionar o V. Guimarães muito perto da área deles (principalmente na 1ª parte). Chegámos ao intervalo a ganhar milagrosamente (já explico porquê) por 2-0 e depois de sofrermos um golo aos 15’ da 2ª parte, conseguimos aguentar a pressão de tal modo que o V. Guimarães não criou praticamente mais nenhuma oportunidade flagrante. No último minuto, o Cardozo acabou com as dúvidas.
Individualmente merecem destaque o paraguaio, pelos dois golos (e espero que de uma vez por todas seja ele a primeira opção para marcar os livres) e por ter ganho inúmeras bolas de cabeça aos defesas, o Di María, pela brilhante jogada do 2º golo e por ter recuado bastantes vezes para ajudar o Nélson, e o Petit, que qual Fénix renasceu das cinzas e fez uma óptima exibição. Mas a equipa esteve em geral toda bem, sendo igualmente de destacar o Nuno Assis, que entrou muitíssimo bem e foi muito importante a segurar a bola na 2ª parte. Mesmo o Luís Filipe não esteve ao seu nível habitual, o que é obviamente um elogio.
No entanto, o grande destaque do jogo foi infelizmente o trio liderado pelo Sr. João Ferreira. Há bastante tempo que não via uma arbitragem tão VERGONHOSA! Como disse, foi um milagre termos chegado ao intervalo a ganhar. Fomos EXPOLIADOS de uma forma escandalosa, mas como ganhámos aposto que isto vai passar despercebido. E como nós, anjinhos que somos, não temos director desportivo nem nenhum porta-voz oficial, também não é preciso ser adivinho para saber que esta ROUBALHEIRA vai passar incólume até da nossa parte. O V. Guimarães tem sido de longe a equipa mais beneficiada deste campeonato e hoje ter-se-ia matado dois coelhos de uma cajadada. Ficavam eles no 2º lugar e a nossa distância para o clube regional aumentaria. Infelizmente para eles, o Cardozo & Cia estragaram-lhes a festa. Mas isto tem que acabar de uma vez por todas! O Apito Dourado nunca mais se resolve e estas vergonhas continuam a acontecer com maior ou menor periodicidade. Talvez só se lá vá com medidas drásticas, mas o que é certo é que isto começa a fartar. Senão vejamos:
- Nos dois únicos lances perigosos do V. Guimarães na 1ª parte, ambos os jogadores que remataram à baliza (Fajardo e Mrdakovic) estavam claramente em fora-de-jogo (claro está que os ORDINÁRIOS da Sport TV esqueceram-se de mencionar isso no resumo);
- Um lance em que o Cardozo ficaria isolado foi anulado por fora-de-jogo, quando estavam dois(!) adversários a colocá-lo em jogo;
- Foi assinalada mão ao Cardozo, quando a bola lhe bate nos cotovelos que estavam encostados ao peito. Claro que o paraguaio se preparava para isolar pela direita;
- Uma rasteira ao Rui Costa, que ficaria só com o guarda-redes pela frente, foi transformado de expulsão do adversário em amarelo a ele por simulação! E o maestro até teve que ser assistido fora do campo!
- O Petit leva amarelo quando a bola lhe ressalta do pé para o braço. Isto quando as entradas por trás dos adversários passaram incólumes (logo no 1’ houve uma sobre o Maxi Pereira) e quando um lance semelhante, mas ao contrário, não teve o mesmo tratamento;
- É assinalada falta ao Rui Costa na área do V. Guimarães, quando há uma disputa de bola dele com um adversário;
- Um atraso ao guarda-redes, na sequência de um cruzamento do Cardozo, não é assinalado e claro que os ORDINÁRIOS da TVI nem sequer mostraram repetição do lance;
- O jogador que marca o golo deles está fora-de-jogo no momento da marcação do livre. No resumo da Sport TV, o jornalista Pedro Ricardo Martins diz que, como a bola foi tocada pelo Luís Filipe, não é fora-de-jogo! Claro está que esse lagarto insuportável do Valdemar Duarte da TVI (que orgasmos que o homem tinha cada vez que a bola se aproximava da nossa baliza!) não disse nada.
Isto já para não falar nas faltas sobre o Cardozo nas disputas de bola que continuam a não ser assinaladas. Enfim, a equipa de arbitragem teve azar com o bom jogo que fizemos e que não lhes permitiu levar a deles avante. Mas isto é INADMISSÍVEL e vai ter que ter um fim mais tarde ou mais cedo. Tal como me comentava o Pedro F.F. ao intervalo, nós achamos que só quando jogamos bem e merecemos ganhar é que temos moral para falar destas VERGONHAS e não deixa de ter razão. O péssimo jogo que realizámos contra o Leixões abafou a inacreditável roubalheira do Sr. Paulo Costa. Ah, mas é verdade, esqueci-me. Mesmo que assim não fosse, isto ficaria sempre abafado porque não temos NINGUÉM que se levante e diga BASTA. O Camacho não faz isso, os jogadores não podem fazer porque senão são castigados e isto não é trabalho do presidente. Eles andem aí, mas nós continuamos a não denunciar as coisas. Tudo isto é lamentável!
[Adenda: pela pertinência das imagens, aqui fica o resumo de muitas das coisas que referi no post. Um abraço ao Bakero, o responsável por este autêntico serviço público.]
Não percebo o porquê de os jogadores do Benfica não mostrarem este espírito de sacrifício em todos os jogos. Sem o Luisão e com o David Luiz a sair ao intervalo, conseguimos manter-nos coesos e a pressionar o V. Guimarães muito perto da área deles (principalmente na 1ª parte). Chegámos ao intervalo a ganhar milagrosamente (já explico porquê) por 2-0 e depois de sofrermos um golo aos 15’ da 2ª parte, conseguimos aguentar a pressão de tal modo que o V. Guimarães não criou praticamente mais nenhuma oportunidade flagrante. No último minuto, o Cardozo acabou com as dúvidas.
Individualmente merecem destaque o paraguaio, pelos dois golos (e espero que de uma vez por todas seja ele a primeira opção para marcar os livres) e por ter ganho inúmeras bolas de cabeça aos defesas, o Di María, pela brilhante jogada do 2º golo e por ter recuado bastantes vezes para ajudar o Nélson, e o Petit, que qual Fénix renasceu das cinzas e fez uma óptima exibição. Mas a equipa esteve em geral toda bem, sendo igualmente de destacar o Nuno Assis, que entrou muitíssimo bem e foi muito importante a segurar a bola na 2ª parte. Mesmo o Luís Filipe não esteve ao seu nível habitual, o que é obviamente um elogio.
No entanto, o grande destaque do jogo foi infelizmente o trio liderado pelo Sr. João Ferreira. Há bastante tempo que não via uma arbitragem tão VERGONHOSA! Como disse, foi um milagre termos chegado ao intervalo a ganhar. Fomos EXPOLIADOS de uma forma escandalosa, mas como ganhámos aposto que isto vai passar despercebido. E como nós, anjinhos que somos, não temos director desportivo nem nenhum porta-voz oficial, também não é preciso ser adivinho para saber que esta ROUBALHEIRA vai passar incólume até da nossa parte. O V. Guimarães tem sido de longe a equipa mais beneficiada deste campeonato e hoje ter-se-ia matado dois coelhos de uma cajadada. Ficavam eles no 2º lugar e a nossa distância para o clube regional aumentaria. Infelizmente para eles, o Cardozo & Cia estragaram-lhes a festa. Mas isto tem que acabar de uma vez por todas! O Apito Dourado nunca mais se resolve e estas vergonhas continuam a acontecer com maior ou menor periodicidade. Talvez só se lá vá com medidas drásticas, mas o que é certo é que isto começa a fartar. Senão vejamos:
- Nos dois únicos lances perigosos do V. Guimarães na 1ª parte, ambos os jogadores que remataram à baliza (Fajardo e Mrdakovic) estavam claramente em fora-de-jogo (claro está que os ORDINÁRIOS da Sport TV esqueceram-se de mencionar isso no resumo);
- Um lance em que o Cardozo ficaria isolado foi anulado por fora-de-jogo, quando estavam dois(!) adversários a colocá-lo em jogo;
- Foi assinalada mão ao Cardozo, quando a bola lhe bate nos cotovelos que estavam encostados ao peito. Claro que o paraguaio se preparava para isolar pela direita;
- Uma rasteira ao Rui Costa, que ficaria só com o guarda-redes pela frente, foi transformado de expulsão do adversário em amarelo a ele por simulação! E o maestro até teve que ser assistido fora do campo!
- O Petit leva amarelo quando a bola lhe ressalta do pé para o braço. Isto quando as entradas por trás dos adversários passaram incólumes (logo no 1’ houve uma sobre o Maxi Pereira) e quando um lance semelhante, mas ao contrário, não teve o mesmo tratamento;
- É assinalada falta ao Rui Costa na área do V. Guimarães, quando há uma disputa de bola dele com um adversário;
- Um atraso ao guarda-redes, na sequência de um cruzamento do Cardozo, não é assinalado e claro que os ORDINÁRIOS da TVI nem sequer mostraram repetição do lance;
- O jogador que marca o golo deles está fora-de-jogo no momento da marcação do livre. No resumo da Sport TV, o jornalista Pedro Ricardo Martins diz que, como a bola foi tocada pelo Luís Filipe, não é fora-de-jogo! Claro está que esse lagarto insuportável do Valdemar Duarte da TVI (que orgasmos que o homem tinha cada vez que a bola se aproximava da nossa baliza!) não disse nada.
Isto já para não falar nas faltas sobre o Cardozo nas disputas de bola que continuam a não ser assinaladas. Enfim, a equipa de arbitragem teve azar com o bom jogo que fizemos e que não lhes permitiu levar a deles avante. Mas isto é INADMISSÍVEL e vai ter que ter um fim mais tarde ou mais cedo. Tal como me comentava o Pedro F.F. ao intervalo, nós achamos que só quando jogamos bem e merecemos ganhar é que temos moral para falar destas VERGONHAS e não deixa de ter razão. O péssimo jogo que realizámos contra o Leixões abafou a inacreditável roubalheira do Sr. Paulo Costa. Ah, mas é verdade, esqueci-me. Mesmo que assim não fosse, isto ficaria sempre abafado porque não temos NINGUÉM que se levante e diga BASTA. O Camacho não faz isso, os jogadores não podem fazer porque senão são castigados e isto não é trabalho do presidente. Eles andem aí, mas nós continuamos a não denunciar as coisas. Tudo isto é lamentável!
[Adenda: pela pertinência das imagens, aqui fica o resumo de muitas das coisas que referi no post. Um abraço ao Bakero, o responsável por este autêntico serviço público.]
sábado, janeiro 19, 2008
Lisonjeiro
Vencemos o Feirense por 1-0 e apurámo-nos para os oitavos-de-final da Taça de Portugal. Mas continuamos a exibir-nos a um nível muito baixo. E, tal como sucedeu com o Leixões no passado sábado, na 2ª parte, apesar de o Cardozo (que disparate foi aquele de oferecer a camisola a um adepto?!) ter marcado o nosso golo logo aos 49’, poderíamos perfeitamente ter sofrido pelo menos um. Eles tiveram mesmo uma oportunidade flagrante a 10’ do fim, numa das muitas ofertas do Butt. Em relação à nossa exibição, voltou a acontecer o habitual, uma das partes (1ª) foi melhor que a outra (2ª), sendo que nenhuma delas fosse alguma coisa de jeito.
Estamos muito nervosos e as coisas não saem bem. Não quero estar sempre a bater na mesma tecla, mas há uns quantos jogadores que não se percebe o que estão a fazer na equipa. Acima de todos, o Maxi Pereira que é de uma nulidade atroz. O Luís Filipe também se voltou a exibir ao seu nível habitual. O Di María precisa de ser menos intermitente e mais objectivo. Mas o que mais me espantou foi o facto de não termos alinhado com dois avançados de início. Caramba, estávamos a jogar contra o Feirense! Só o Rui Costa fazia qualquer coisa de jeito e na 1ª parte todo o nosso jogo passou por ele. Atirámos uma bola ao poste pelo regressado Katsouranis e, mesmo não jogando bem, merecíamos ter chegado ao intervalo a ganhar. O grego e o Nuno Assis também estiveram uns furos acima dos restantes companheiros.
Na 2ª parte, entraram logo de início o Adu e o Cardozo e saíram o Maxi Pereira (ena, ena!) e o Di María. Marcámos muito cedo, mas isso não serviu para nos acalmar e melhorar a exibição. Ao invés, foi o Feirense que começou a atacar e a criar oportunidades. Temos um grave problema: o nosso guarda-redes suplente (que se diz custar 100.000€/mês) faz o Moretto parecer o melhor do mundo! Não sei como é que vamos descalçar esta bota, já que dificilmente o conseguiremos colocar nalgum clube. É uma das várias incongruências que temos no plantel (juntando o seu ordenado com o do Zoro e oferecendo-o ao Simão, aposto que ele teria ficado). A sua exibição de hoje roçou o ridículo com três erros graves que nos poderiam ter custado outros tantos golos. Então aquela a 10’ do fim, depois de outro erro do Luís Filipe, foi de bradar aos céus. Nós não conseguimos matar o jogo e tivemos alguma sorte em não sofrer nenhum golo, já que houve uma bola que embateu na nossa barra (num dos erros do Butt). Na 2ª parte, o Feirense jogou de igual para igual em relação a nós.
Principalmente nesta altura o que mais interessava era ganhar e seguir em frente. Isso foi conseguido, mas estou a ver o panorama muito negro. Alguns jogadores fundamentais estão em má forma (Luisão), ou lesionados ou ambas as coisas (Petit) e não estou a ver como é que poderemos ganhar em Guimarães. Ainda por cima, os minhotos têm jogado sistematicamente com 14 durante muitos jogos (Setúbal – casa e fora - e frente ao Braga em casa, só para referir dois casos). Vamos esperar para ver, mas os tempos são tristes.
P.S. – Já agora, era bom que o sorteio da Taça de Portugal na próxima 3ª feira nos fosse simpático. O Atlético de Valdevez em casa, por exemplo.
Estamos muito nervosos e as coisas não saem bem. Não quero estar sempre a bater na mesma tecla, mas há uns quantos jogadores que não se percebe o que estão a fazer na equipa. Acima de todos, o Maxi Pereira que é de uma nulidade atroz. O Luís Filipe também se voltou a exibir ao seu nível habitual. O Di María precisa de ser menos intermitente e mais objectivo. Mas o que mais me espantou foi o facto de não termos alinhado com dois avançados de início. Caramba, estávamos a jogar contra o Feirense! Só o Rui Costa fazia qualquer coisa de jeito e na 1ª parte todo o nosso jogo passou por ele. Atirámos uma bola ao poste pelo regressado Katsouranis e, mesmo não jogando bem, merecíamos ter chegado ao intervalo a ganhar. O grego e o Nuno Assis também estiveram uns furos acima dos restantes companheiros.
Na 2ª parte, entraram logo de início o Adu e o Cardozo e saíram o Maxi Pereira (ena, ena!) e o Di María. Marcámos muito cedo, mas isso não serviu para nos acalmar e melhorar a exibição. Ao invés, foi o Feirense que começou a atacar e a criar oportunidades. Temos um grave problema: o nosso guarda-redes suplente (que se diz custar 100.000€/mês) faz o Moretto parecer o melhor do mundo! Não sei como é que vamos descalçar esta bota, já que dificilmente o conseguiremos colocar nalgum clube. É uma das várias incongruências que temos no plantel (juntando o seu ordenado com o do Zoro e oferecendo-o ao Simão, aposto que ele teria ficado). A sua exibição de hoje roçou o ridículo com três erros graves que nos poderiam ter custado outros tantos golos. Então aquela a 10’ do fim, depois de outro erro do Luís Filipe, foi de bradar aos céus. Nós não conseguimos matar o jogo e tivemos alguma sorte em não sofrer nenhum golo, já que houve uma bola que embateu na nossa barra (num dos erros do Butt). Na 2ª parte, o Feirense jogou de igual para igual em relação a nós.
Principalmente nesta altura o que mais interessava era ganhar e seguir em frente. Isso foi conseguido, mas estou a ver o panorama muito negro. Alguns jogadores fundamentais estão em má forma (Luisão), ou lesionados ou ambas as coisas (Petit) e não estou a ver como é que poderemos ganhar em Guimarães. Ainda por cima, os minhotos têm jogado sistematicamente com 14 durante muitos jogos (Setúbal – casa e fora - e frente ao Braga em casa, só para referir dois casos). Vamos esperar para ver, mas os tempos são tristes.
P.S. – Já agora, era bom que o sorteio da Taça de Portugal na próxima 3ª feira nos fosse simpático. O Atlético de Valdevez em casa, por exemplo.
domingo, janeiro 13, 2008
Adeus
O empate em casa (0-0) frente ao Leixões significou, se dúvidas ainda houvesse, o fim das esperanças relativamente à conquista do título. 11 pontos de desvantagem, por muita confiança que eu tenha no Jesualdo Ferreira, acho que nem o Luís Campos seria capaz de desperdiçar. Há que reconhecer que estamos em crise e que a equipa não dá sinais de melhoria. E, perante o que se viu no jogo de ontem, este resultado esteve longe de ser injusto.
Logo no início da 2ª parte, comentei com os meus colegas de bancada que nem estávamos a jogar muito mal e que portanto estava bastante preocupado com a possibilidade de os segundos 45 minutos serem piores. Não foi difícil acertar nesta previsão. Mais uma vez mantivemos a tendência das últimas partidas, com a diferença que o adversário foi-nos nitidamente superior no 2º tempo e teve neste período mais oportunidades do que nós para ganhar o jogo, incluindo duas bolas aos postes (se bem que na segunda o Quim estivesse a cobrir o ângulo). Com a suspensão do Katsouranis e a lesão do C. Rodríguez (que ficou no banco durante os 90’), alinhámos finalmente com o Nuno Gomes e o Cardozo na frente, e o Di María no lado esquerdo. E a dupla atacante foi protagonista de um dos maiores roubos do campeonato até agora. Aos 16’, o Sr. Paulo Costa e o seu fiscal-de-linha conseguiram anular um golo ao Nuno Gomes quando este tinha não um, mas dois(!) adversários a colocá-lo em jogo. Nem sequer estava em linha! Perto do final da 1ª parte, o Sr. Paulo Costa assinalou um penalty por empurrão sobre o Léo, mas segundo indicações do tal fiscal-de-linha corrigiu a decisão e marcou livre directo. O lance é duvidoso, mas parece-me que o toque é ligeiramente fora da área. De qualquer maneira, e mais uma vez, desperdiçámos esta soberana oportunidade, ao marcar o livre de forma indirecta tal como em Glasgow. Resultado: a bola OBVIAMENTE bateu na barreira! Será que os jogadores do Benfica não se convencem que livres directos à entrada da área são para marcar de forma... DIRECTA?! Ou haverá alguma regra que o impeça?
A 2ª parte foi de bradar aos céus. Perdemos o controlo do jogo e as poucas oportunidades que tivemos, tirando o bom remate do Léo, foram na sequência de ressaltos. Apesar de eu gostar do Camacho, não posso estar NADA de acordo com as substituições que fez. Começou por tirar o Nélson aos 62’ para colocar o Nuno Assis. O Maxi Pereira, que estava a fazer um péssimo jogo, recuou para defesa-direito, enquanto o Assis foi para extremo-esquerdo e o Di María para o lado direito. Confuso, não? Haverá alguma cláusula no contrato do Maxi que o impeça de ser substituído?! Ainda por cima, o Nélson estava longe de ser dos piores e era dos poucos na equipa que tinha velocidade. Depois, as restantes substituições foram como habitualmente já nos últimos 15’: Mantorras e Adu. Para tornar as coisas mais discutíveis, tirou o Cardozo, cuja presença na área teria sido importante para a pressão final (que, claro, acabou por não haver). Por outro lado, deve haver aqui outra regra interna que impeça o Adu de jogar mais de 10’ por partida, caso contrário também não se percebe-se o porquê da sua entrada tão tarde. Entre as duas bolas ao poste sofridas e outra oportunidade à boca da baliza falhada pelo Leixões já perto do fim, e o tal lance do Léo juntamente com dois remates do Petit, que foram defendidos com o pé pelo guarda-redes, se passou a 2ª parte. Que ainda teve o bónus de nos presentear com possivelmente o pior livre directo da história do Benfica: o remate do Petit à entrada da área foi parar ao 3º anel (Simão, where art thou?).
Individualmente vou destacar o Rui Costa. É o único que merece. Voltou a ser o melhor, a tentar levar a equipa para a frente e ainda a vir recuperar algumas bolas atrás. É muito inglório que tenha uma época destas para despedida de carreira (outro GRANDE erro que vamos cometer, mas enfim...). O Luisão e o Petit devem ter feito provavelmente o pior jogo das suas vidas e com estes dois membros do núcleo duro nesta forma é difícil que estejamos a jogar alguma coisa. E deixo aqui uma pergunta: quantos mais jogos é que o Maxi Pereira vai fazer a extremo-direito?
Corremos o risco de nos arrastar penosamente até final da época e espero bem que o Feirense para a semana não seja um novo Gondomar.
Logo no início da 2ª parte, comentei com os meus colegas de bancada que nem estávamos a jogar muito mal e que portanto estava bastante preocupado com a possibilidade de os segundos 45 minutos serem piores. Não foi difícil acertar nesta previsão. Mais uma vez mantivemos a tendência das últimas partidas, com a diferença que o adversário foi-nos nitidamente superior no 2º tempo e teve neste período mais oportunidades do que nós para ganhar o jogo, incluindo duas bolas aos postes (se bem que na segunda o Quim estivesse a cobrir o ângulo). Com a suspensão do Katsouranis e a lesão do C. Rodríguez (que ficou no banco durante os 90’), alinhámos finalmente com o Nuno Gomes e o Cardozo na frente, e o Di María no lado esquerdo. E a dupla atacante foi protagonista de um dos maiores roubos do campeonato até agora. Aos 16’, o Sr. Paulo Costa e o seu fiscal-de-linha conseguiram anular um golo ao Nuno Gomes quando este tinha não um, mas dois(!) adversários a colocá-lo em jogo. Nem sequer estava em linha! Perto do final da 1ª parte, o Sr. Paulo Costa assinalou um penalty por empurrão sobre o Léo, mas segundo indicações do tal fiscal-de-linha corrigiu a decisão e marcou livre directo. O lance é duvidoso, mas parece-me que o toque é ligeiramente fora da área. De qualquer maneira, e mais uma vez, desperdiçámos esta soberana oportunidade, ao marcar o livre de forma indirecta tal como em Glasgow. Resultado: a bola OBVIAMENTE bateu na barreira! Será que os jogadores do Benfica não se convencem que livres directos à entrada da área são para marcar de forma... DIRECTA?! Ou haverá alguma regra que o impeça?
A 2ª parte foi de bradar aos céus. Perdemos o controlo do jogo e as poucas oportunidades que tivemos, tirando o bom remate do Léo, foram na sequência de ressaltos. Apesar de eu gostar do Camacho, não posso estar NADA de acordo com as substituições que fez. Começou por tirar o Nélson aos 62’ para colocar o Nuno Assis. O Maxi Pereira, que estava a fazer um péssimo jogo, recuou para defesa-direito, enquanto o Assis foi para extremo-esquerdo e o Di María para o lado direito. Confuso, não? Haverá alguma cláusula no contrato do Maxi que o impeça de ser substituído?! Ainda por cima, o Nélson estava longe de ser dos piores e era dos poucos na equipa que tinha velocidade. Depois, as restantes substituições foram como habitualmente já nos últimos 15’: Mantorras e Adu. Para tornar as coisas mais discutíveis, tirou o Cardozo, cuja presença na área teria sido importante para a pressão final (que, claro, acabou por não haver). Por outro lado, deve haver aqui outra regra interna que impeça o Adu de jogar mais de 10’ por partida, caso contrário também não se percebe-se o porquê da sua entrada tão tarde. Entre as duas bolas ao poste sofridas e outra oportunidade à boca da baliza falhada pelo Leixões já perto do fim, e o tal lance do Léo juntamente com dois remates do Petit, que foram defendidos com o pé pelo guarda-redes, se passou a 2ª parte. Que ainda teve o bónus de nos presentear com possivelmente o pior livre directo da história do Benfica: o remate do Petit à entrada da área foi parar ao 3º anel (Simão, where art thou?).
Individualmente vou destacar o Rui Costa. É o único que merece. Voltou a ser o melhor, a tentar levar a equipa para a frente e ainda a vir recuperar algumas bolas atrás. É muito inglório que tenha uma época destas para despedida de carreira (outro GRANDE erro que vamos cometer, mas enfim...). O Luisão e o Petit devem ter feito provavelmente o pior jogo das suas vidas e com estes dois membros do núcleo duro nesta forma é difícil que estejamos a jogar alguma coisa. E deixo aqui uma pergunta: quantos mais jogos é que o Maxi Pereira vai fazer a extremo-direito?
Corremos o risco de nos arrastar penosamente até final da época e espero bem que o Feirense para a semana não seja um novo Gondomar.
domingo, janeiro 06, 2008
Tiros no pé
Defrontar fora uma equipa (V. Setúbal) cujo único jogo que perdeu até agora (clube regional) foi de propósito e ter dois dos mais experientes jogadores (Luisão e Katsouranis) quase a chegarem a vias de facto em pleno relvado(!) muito dificilmente teria outro resultado que não a cedência de pontos (1-1). O facto de o golo do empate do adversário ter acontecido a dois minutos do fim foi o que tornou pior as coisas. Acho bem que vão buscar estes pontos perdidos às carteiras daqueles dois jogadores.
Ao contrário das últimas partidas, entrámos bem no jogo. De tal forma, que o V. Setúbal pouco mais fez do que uns tímidos contra-ataques durante a 1ª parte. No entanto, não conseguimos criar gritantes oportunidades de golo, com excepção de um cabeceamento do C. Rodríguez aos 15’. À passagem da meia-hora, o uruguaio teve aparentemente um problema muscular e foi substituído pelo Di María, tornando-se a terceira baixa de vulto para o jogo juntamente com o Nuno Gomes e o Léo. Os nossos remates fora da área raramente iam à baliza e foram mesmo os setubalenses a terem a última oportunidade do 1º tempo na sequência de um canto, com os cumprimentos do Sr. Paraty que deu dois minutos de desconto, mas só apitou para o intervalo três minutos e vinte segundos(!) depois, naturalmente após a marcação do tal canto. Tudo dentro da normalidade, tal como a regra específica do nosso campeonato que diz que sobre o Cardozo nunca é falta. Podem apoiar-se, empurrar e pontapear que não faz mal nenhum.
Na 2ª parte estivemos pior, confirmando a tendência para uma grande discrepância na exibição entre as duas partes do jogo. Um remate à figura do Petit foi o melhor que conseguimos antes do incrível minuto 64. Em 31 anos de vida e de Benfica nunca tinha visto tal coisa em pleno jogo (os affairs Thomas-Kandaurov e Argel-Everson foram em treinos). Dois companheiros a empurrarem-se mutuamente, tendo de ser separados pelos colegas é algo que não se encaixa naquilo que deve ser o Glorioso Sport Lisboa e Benfica e os que o representam. Ainda por cima, estão longe de ser novatos e um deles até é um dos capitães da equipa. O que vale é que temos no banco alguém que cortou logo o mal pela raiz e os substituiu passado pouco tempo. Espero SINCERAMENTE que eles sejam punidos e BEM punidos, pelo menos com uma multa de um mês de ordenado. Entraram o Edcarlos e o Mantorras e na altura não percebi o porquê de não colocar o Adu em campo em vez do angolano. Afinal, o americano tem mais minutos nas pernas e tem-nos dado alegrias perto do final dos jogos. Só que há de facto algo de divino no Mantorras. Assim que tocou na bola tratou de me mostrar quão errado estava, ao marcar um golo à ponta-de-lança. É certo que foi feliz no remate, mas a maneira como preparou a bola foi muito boa. Estávamos no minuto 71 e conseguíamos o mais difícil. Só que o pior veio depois, com o Edcarlos a mostrar porque é que é suplente. Uma falta perigosa e desnecessária à entrada da área e um corte falhado que permitiu ao Edinho ficar na cara do Quim precederam a abébia do golo a dois minutos do fim. Não só não deu um passo em frente que colocaria o mesmo Edinho fora-de-jogo, como ainda por cima falhou o corte de cabeça, permitindo ao avançado do V. Setúbal empatar a partida. Claro que o Luís Filipe se limitou a estender a passadeira vermelha para ele cabecear à vontade, mas a grande dose de culpa vai para o defesa brasileiro. Com o jogo partido, até final ainda tivemos duas ocasiões, mas tanto o remate do Mantorras como o do Maxi Pereira foram defendidos pelos guarda-redes. Empatámos um pouco ingloriamente, mas não se pode dizer que o V. Setúbal não tenha feito os seus avisos prévios.
Individualmente há que destacar o Nélson que quase fez esquecer o Léo na esquerda. Só lhe contei uma falha na partida inteira que foi mais que compensada pelos inúmeros cortes fantásticos quando era o nosso último defesa. O Rui Costa melhorou bastante na 2ª parte e como é habitual todo o nosso jogo passou por ele. O Cardozo esteve muito esforçado, mas mais uma vez demonstrou-se que não pode jogar sozinho na frente. Esforçado foi igualmente o Maxi Pereira, mas para ser extremo-direito do Benfica é preciso ter velocidade e saber ganhar duelos individuais, o que não é de todo o caso dele. O C. Rodríguez estava a ser dos melhores quando se lesionou e o Di María não o fez esquecer. Espero que este golo seja sinónimo do ressuscitar do Mantorras, que bem precisamos de alguém que agite as águas quando é preciso. O Petit ainda está longe da sua forma, o que se compreende dado as lesões que já teve este ano. O David Luiz e o Luís Filipe estiveram ambos no seu nível habitual (não é preciso dizer mais nada, pois não?). O Quim limitou-se a ser um espectador e sobre o Luisão e Katsouranis recuso-me a falar.
Se ganhámos três pontos ao clube regional na jornada passada, nesta vamos oferecer-lhe dois. A derrota dos lagartos no Bessa é parca compensação, mas permite-nos não só manter o 2º lugar, como aumentar a distância para três pontos. Sejamos realistas, nove pontos de diferença para a liderança no final da 1ª volta é muito ponto. Apesar de ter muita confiança nesse vendido chamado Jesualdo Ferreira, acho melhor que nos concentremos verdadeiramente na Taça de Portugal e, principalmente, Taça Uefa, porque, como já disse mais que uma vez, não podemos passar outra época sem ganhar nada.
Ao contrário das últimas partidas, entrámos bem no jogo. De tal forma, que o V. Setúbal pouco mais fez do que uns tímidos contra-ataques durante a 1ª parte. No entanto, não conseguimos criar gritantes oportunidades de golo, com excepção de um cabeceamento do C. Rodríguez aos 15’. À passagem da meia-hora, o uruguaio teve aparentemente um problema muscular e foi substituído pelo Di María, tornando-se a terceira baixa de vulto para o jogo juntamente com o Nuno Gomes e o Léo. Os nossos remates fora da área raramente iam à baliza e foram mesmo os setubalenses a terem a última oportunidade do 1º tempo na sequência de um canto, com os cumprimentos do Sr. Paraty que deu dois minutos de desconto, mas só apitou para o intervalo três minutos e vinte segundos(!) depois, naturalmente após a marcação do tal canto. Tudo dentro da normalidade, tal como a regra específica do nosso campeonato que diz que sobre o Cardozo nunca é falta. Podem apoiar-se, empurrar e pontapear que não faz mal nenhum.
Na 2ª parte estivemos pior, confirmando a tendência para uma grande discrepância na exibição entre as duas partes do jogo. Um remate à figura do Petit foi o melhor que conseguimos antes do incrível minuto 64. Em 31 anos de vida e de Benfica nunca tinha visto tal coisa em pleno jogo (os affairs Thomas-Kandaurov e Argel-Everson foram em treinos). Dois companheiros a empurrarem-se mutuamente, tendo de ser separados pelos colegas é algo que não se encaixa naquilo que deve ser o Glorioso Sport Lisboa e Benfica e os que o representam. Ainda por cima, estão longe de ser novatos e um deles até é um dos capitães da equipa. O que vale é que temos no banco alguém que cortou logo o mal pela raiz e os substituiu passado pouco tempo. Espero SINCERAMENTE que eles sejam punidos e BEM punidos, pelo menos com uma multa de um mês de ordenado. Entraram o Edcarlos e o Mantorras e na altura não percebi o porquê de não colocar o Adu em campo em vez do angolano. Afinal, o americano tem mais minutos nas pernas e tem-nos dado alegrias perto do final dos jogos. Só que há de facto algo de divino no Mantorras. Assim que tocou na bola tratou de me mostrar quão errado estava, ao marcar um golo à ponta-de-lança. É certo que foi feliz no remate, mas a maneira como preparou a bola foi muito boa. Estávamos no minuto 71 e conseguíamos o mais difícil. Só que o pior veio depois, com o Edcarlos a mostrar porque é que é suplente. Uma falta perigosa e desnecessária à entrada da área e um corte falhado que permitiu ao Edinho ficar na cara do Quim precederam a abébia do golo a dois minutos do fim. Não só não deu um passo em frente que colocaria o mesmo Edinho fora-de-jogo, como ainda por cima falhou o corte de cabeça, permitindo ao avançado do V. Setúbal empatar a partida. Claro que o Luís Filipe se limitou a estender a passadeira vermelha para ele cabecear à vontade, mas a grande dose de culpa vai para o defesa brasileiro. Com o jogo partido, até final ainda tivemos duas ocasiões, mas tanto o remate do Mantorras como o do Maxi Pereira foram defendidos pelos guarda-redes. Empatámos um pouco ingloriamente, mas não se pode dizer que o V. Setúbal não tenha feito os seus avisos prévios.
Individualmente há que destacar o Nélson que quase fez esquecer o Léo na esquerda. Só lhe contei uma falha na partida inteira que foi mais que compensada pelos inúmeros cortes fantásticos quando era o nosso último defesa. O Rui Costa melhorou bastante na 2ª parte e como é habitual todo o nosso jogo passou por ele. O Cardozo esteve muito esforçado, mas mais uma vez demonstrou-se que não pode jogar sozinho na frente. Esforçado foi igualmente o Maxi Pereira, mas para ser extremo-direito do Benfica é preciso ter velocidade e saber ganhar duelos individuais, o que não é de todo o caso dele. O C. Rodríguez estava a ser dos melhores quando se lesionou e o Di María não o fez esquecer. Espero que este golo seja sinónimo do ressuscitar do Mantorras, que bem precisamos de alguém que agite as águas quando é preciso. O Petit ainda está longe da sua forma, o que se compreende dado as lesões que já teve este ano. O David Luiz e o Luís Filipe estiveram ambos no seu nível habitual (não é preciso dizer mais nada, pois não?). O Quim limitou-se a ser um espectador e sobre o Luisão e Katsouranis recuso-me a falar.
Se ganhámos três pontos ao clube regional na jornada passada, nesta vamos oferecer-lhe dois. A derrota dos lagartos no Bessa é parca compensação, mas permite-nos não só manter o 2º lugar, como aumentar a distância para três pontos. Sejamos realistas, nove pontos de diferença para a liderança no final da 1ª volta é muito ponto. Apesar de ter muita confiança nesse vendido chamado Jesualdo Ferreira, acho melhor que nos concentremos verdadeiramente na Taça de Portugal e, principalmente, Taça Uefa, porque, como já disse mais que uma vez, não podemos passar outra época sem ganhar nada.
terça-feira, janeiro 01, 2008
segunda-feira, dezembro 24, 2007
Feliz Natal
Neste dia especial, renovo o meu desejo habitual de um Natal GLORIOSO a todos os que merecem.
sexta-feira, dezembro 21, 2007
Sorteio Uefa
Menos mal. Vamos defrontar o Nuremberga e pode ser que nos inspiremos na gloriosa campanha europeia de 61/62, quando fomos bi-campeões europeus. Outra curiosidade é que vai haver uma reunião dos “amigos do Ricardo”: Luisão e Charisteas. Se passarmos, iremos defrontar o vencedor do AEK Atenas – Getafe, o que tomando em conta algumas equipas que estão em prova (Bayern Munique, Tottenham, Fiorentina, Werder Bremen, Everton e PSV) não se pode considerar mau de todo. Acho que temos obrigação de chegar aos quartos-de-final, mas eu também fiquei contente por nos ter calhado o Espanyol e pelo grupo da Champions do ano passado, e fomos eliminados em todos eles, pelo que todo o cuidado é pouco. Mas lá que o sorteio poderia ter sido pior, lá isso poderia. E, sonhando um pouco alto, se no ano passado comemorei o meu aniversário em Paris, pode ser que este ano seja em Madrid...
Quanto aos outros, o clube regional lá teve a sua habitual sorte em sorteios europeus e irá defrontar o Schalke 04, os lagartos também tiveram brinde com o Basileia (pode ser que o Carlitos finalmente justifique a sua contratação pelo Benfica) e ao Braga calhou-lhe a fava com o Werder Bremen. Mas o mais engraçado é ver que, se os lagartos passarem, irão defrontar o vencedor do Bolton – Atlético Madrid! Até seria capaz de ir ao WC só para matar saudades do Simão... :-)
Quanto aos outros, o clube regional lá teve a sua habitual sorte em sorteios europeus e irá defrontar o Schalke 04, os lagartos também tiveram brinde com o Basileia (pode ser que o Carlitos finalmente justifique a sua contratação pelo Benfica) e ao Braga calhou-lhe a fava com o Werder Bremen. Mas o mais engraçado é ver que, se os lagartos passarem, irão defrontar o vencedor do Bolton – Atlético Madrid! Até seria capaz de ir ao WC só para matar saudades do Simão... :-)
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