sexta-feira, dezembro 21, 2007
Sorteio Uefa
Menos mal. Vamos defrontar o Nuremberga e pode ser que nos inspiremos na gloriosa campanha europeia de 61/62, quando fomos bi-campeões europeus. Outra curiosidade é que vai haver uma reunião dos “amigos do Ricardo”: Luisão e Charisteas. Se passarmos, iremos defrontar o vencedor do AEK Atenas – Getafe, o que tomando em conta algumas equipas que estão em prova (Bayern Munique, Tottenham, Fiorentina, Werder Bremen, Everton e PSV) não se pode considerar mau de todo. Acho que temos obrigação de chegar aos quartos-de-final, mas eu também fiquei contente por nos ter calhado o Espanyol e pelo grupo da Champions do ano passado, e fomos eliminados em todos eles, pelo que todo o cuidado é pouco. Mas lá que o sorteio poderia ter sido pior, lá isso poderia. E, sonhando um pouco alto, se no ano passado comemorei o meu aniversário em Paris, pode ser que este ano seja em Madrid...
Quanto aos outros, o clube regional lá teve a sua habitual sorte em sorteios europeus e irá defrontar o Schalke 04, os lagartos também tiveram brinde com o Basileia (pode ser que o Carlitos finalmente justifique a sua contratação pelo Benfica) e ao Braga calhou-lhe a fava com o Werder Bremen. Mas o mais engraçado é ver que, se os lagartos passarem, irão defrontar o vencedor do Bolton – Atlético Madrid! Até seria capaz de ir ao WC só para matar saudades do Simão... :-)
Quanto aos outros, o clube regional lá teve a sua habitual sorte em sorteios europeus e irá defrontar o Schalke 04, os lagartos também tiveram brinde com o Basileia (pode ser que o Carlitos finalmente justifique a sua contratação pelo Benfica) e ao Braga calhou-lhe a fava com o Werder Bremen. Mas o mais engraçado é ver que, se os lagartos passarem, irão defrontar o vencedor do Bolton – Atlético Madrid! Até seria capaz de ir ao WC só para matar saudades do Simão... :-)
Ligeiras melhorias
Voltámos às vitorias ao derrotar o E. Amadora por 3-0. No entanto, estivemos longe de fazer uma boa exibição, tendo a 1ª parte assemelhado-se (e de que maneira!) ao hediondo jogo do Restelo. Após o intervalo as coisas melhoraram e o golo logo aos 52’ ajudou a estabilizar a equipa. Mas é indesmentível que algo vai mal no Benfica. Aquele 1º tempo foi muito estranho.
O Camacho voltou a apostar na mesma equipa do Restelo, só o Binya entrou para o lugar do lesionado Petit. Quanto a mim, ele voltou a errar ao não colocar o Nuno Gomes ao lado do Cardozo. Caramba, estávamos a jogar em casa frente ao Estrela! No entanto, e muito sinceramente, não percebi os jogadores durante os primeiros 45’. Jogaram sempre devagar ou parados. A velocidade era um termo chinês para a maioria deles. Qual foi a ideia? Uma repetição do jogo de Belém era tudo o que nós não queríamos ver. Querem tramar o treinador? O presidente? Os adeptos? Mesmo assim, como o E. Amadora é bastante mais fraco do que o Belenenses, ainda conseguimos criar duas oportunidades, com cabeceamentos do Cardozo e C. Rodríguez. Nada justifica a 1ª parte de certos jogadores, especialmente do Maxi Pereira. Parecia que tinha aterrado de pára-quedas na equipa, tal a forma como tudo lhe saiu mal. O Katsouranis, Nélson e C. Rodríguez também estiveram irreconhecíveis. O Cardozo estava muito desacompanhado e o Rui Costa fazia o que podia, embora não estivesse a fazer um grande jogo. O Di María e o Nuno Gomes começaram a aquecer ainda antes do intervalo, o que indiciava alterações na equipa.
Estranhamente na 2ª parte ficaram o Nélson e o Rui Costa nos balneários para entrarem aqueles dois jogadores. Caiu-me o queixo ao chão! Se o Nélson estava a jogar mal, o Maxi Pereira nem se fala! Mas o que mais me espantou foi mesmo a saída do maestro. O Benfica está acima de tudo e não deve haver vacas sagradas no plantel. No entanto, só quem não tem olhos na cara é que pode achar que o Rui Costa merecia sair ao intervalo. E é isto que me preocupa no Benfica. O que é que se passa? Como é que o Rui Costa sai e o Maxi Pereira ou o Katsouranis ficam? Não foi por uma questão de merecimento, isso é certo, então porque foi? Eu tenho o Camacho por um treinador justo, mas ele não o foi neste jogo. Porquê? Tenho medo que se passe alguma coisa menos boa dentro do plantel. Melhorámos a produção, não porque o Rui Costa saiu, mas devido ao facto de toda a equipa se entregar mais à luta e começar a ganhar mais bolas ao adversário. O golo cedo ajudou e o E. Amadora nunca criou verdadeiro perigo. Não deslumbrávamos, mas controlámos perfeitamente a partida. Com dois avançados na frente, criámos bastantes mais desequilíbrios (ó Camacho, por favor, percebe lá isto!) e as oportunidades foram surgindo, nomeadamente pelo Cardozo, Katsouranis e Nuno Gomes. Até que aos 70’, o David Luiz sofreu uma falta do tamanho do mundo dentro da área e o Cardozo converteu bem o respectivo penalty, atirando para o lado esquerdo da baliza, quando até agora tinha sempre marcado para o lado direito. A partida estava ganha, mas ainda tivemos tempo de marcar mais um, aos 90’, numa boa jogada de contra-ataque do Di María que assistiu muito bem o Nuno Gomes, e de o Cardozo falhar outro, já perto do apito final do árbitro.
Individualmente destacou-se o Di María, que foi o principal desequilibrador da 2ª parte, porque utilizou uma coisa muito simples: velocidade. O Binya esteve bem a recuperar bolas, mas mal no passe. O C. Rodríguez não parece o mesmo jogador que quando chegou, mas mesmo assim melhorou no 2º tempo. O David Luiz também não esteve mal, especialmente quando se incorporou no ataque. Outro que fez um jogo bem acima da média é o maior mistério do Benfica neste momento: Léo. Gostaria muito que me explicassem qual é a dúvida em relação à sua renovação. O homem é titular indiscutível, dá sempre tudo em campo, tem qualidade, está mais que identificado com o Benfica e com os adeptos, mostra interesse em ficar: qual é o problema? Queremos ir buscar outro Cristiano, Rojas ou Escalona, é isso?
Só uma nota final para dizer o seguinte ao Luisão: um capitão do Benfica, depois de acabar um jogo na Luz, NÃO PODE ser o primeiro a correr para os balneários. Nunca em caso de derrota e também não quando ganhamos. Qual foi a pressa? Ias apanhar o avião? TODOS os jogadores têm obrigação de saudar os adeptos no final da partida, especialmente se ganhamos, e um capitão ainda mais. Nós não atiramos as vossas camisolas de volta para o campo como outros, merecemos ser respeitados e a simbose entre a equipa e os adeptos faz-se muito nestes momentos. Ainda bem que estava alguém em campo como o Nuno Gomes, que ficou incrédulo com a deserção da maioria dos colegas, mas ainda conseguiu saudar os adeptos com o Léo (olha, que coincidência...!), Quim e Adu. Espero que tenha sido apenas um momento menos bom da tua parte, Luisão.
P.S. – Para o sorteio da Uefa amanhã, era bom que evitássemos a Fiorentina e o Tottenham. Quanto aos outros, prefiro o Spartak Moscovo (estará em pré-época na altura dos jogos), Helsingborg ou Basileia. O Nürnberg e o Panathinaikos também não são inacessíveis (até porque os gregos são treinados pelo... Peseiro!), mas presumem-se mais complicados que os anteriores.
O Camacho voltou a apostar na mesma equipa do Restelo, só o Binya entrou para o lugar do lesionado Petit. Quanto a mim, ele voltou a errar ao não colocar o Nuno Gomes ao lado do Cardozo. Caramba, estávamos a jogar em casa frente ao Estrela! No entanto, e muito sinceramente, não percebi os jogadores durante os primeiros 45’. Jogaram sempre devagar ou parados. A velocidade era um termo chinês para a maioria deles. Qual foi a ideia? Uma repetição do jogo de Belém era tudo o que nós não queríamos ver. Querem tramar o treinador? O presidente? Os adeptos? Mesmo assim, como o E. Amadora é bastante mais fraco do que o Belenenses, ainda conseguimos criar duas oportunidades, com cabeceamentos do Cardozo e C. Rodríguez. Nada justifica a 1ª parte de certos jogadores, especialmente do Maxi Pereira. Parecia que tinha aterrado de pára-quedas na equipa, tal a forma como tudo lhe saiu mal. O Katsouranis, Nélson e C. Rodríguez também estiveram irreconhecíveis. O Cardozo estava muito desacompanhado e o Rui Costa fazia o que podia, embora não estivesse a fazer um grande jogo. O Di María e o Nuno Gomes começaram a aquecer ainda antes do intervalo, o que indiciava alterações na equipa.
Estranhamente na 2ª parte ficaram o Nélson e o Rui Costa nos balneários para entrarem aqueles dois jogadores. Caiu-me o queixo ao chão! Se o Nélson estava a jogar mal, o Maxi Pereira nem se fala! Mas o que mais me espantou foi mesmo a saída do maestro. O Benfica está acima de tudo e não deve haver vacas sagradas no plantel. No entanto, só quem não tem olhos na cara é que pode achar que o Rui Costa merecia sair ao intervalo. E é isto que me preocupa no Benfica. O que é que se passa? Como é que o Rui Costa sai e o Maxi Pereira ou o Katsouranis ficam? Não foi por uma questão de merecimento, isso é certo, então porque foi? Eu tenho o Camacho por um treinador justo, mas ele não o foi neste jogo. Porquê? Tenho medo que se passe alguma coisa menos boa dentro do plantel. Melhorámos a produção, não porque o Rui Costa saiu, mas devido ao facto de toda a equipa se entregar mais à luta e começar a ganhar mais bolas ao adversário. O golo cedo ajudou e o E. Amadora nunca criou verdadeiro perigo. Não deslumbrávamos, mas controlámos perfeitamente a partida. Com dois avançados na frente, criámos bastantes mais desequilíbrios (ó Camacho, por favor, percebe lá isto!) e as oportunidades foram surgindo, nomeadamente pelo Cardozo, Katsouranis e Nuno Gomes. Até que aos 70’, o David Luiz sofreu uma falta do tamanho do mundo dentro da área e o Cardozo converteu bem o respectivo penalty, atirando para o lado esquerdo da baliza, quando até agora tinha sempre marcado para o lado direito. A partida estava ganha, mas ainda tivemos tempo de marcar mais um, aos 90’, numa boa jogada de contra-ataque do Di María que assistiu muito bem o Nuno Gomes, e de o Cardozo falhar outro, já perto do apito final do árbitro.
Individualmente destacou-se o Di María, que foi o principal desequilibrador da 2ª parte, porque utilizou uma coisa muito simples: velocidade. O Binya esteve bem a recuperar bolas, mas mal no passe. O C. Rodríguez não parece o mesmo jogador que quando chegou, mas mesmo assim melhorou no 2º tempo. O David Luiz também não esteve mal, especialmente quando se incorporou no ataque. Outro que fez um jogo bem acima da média é o maior mistério do Benfica neste momento: Léo. Gostaria muito que me explicassem qual é a dúvida em relação à sua renovação. O homem é titular indiscutível, dá sempre tudo em campo, tem qualidade, está mais que identificado com o Benfica e com os adeptos, mostra interesse em ficar: qual é o problema? Queremos ir buscar outro Cristiano, Rojas ou Escalona, é isso?
Só uma nota final para dizer o seguinte ao Luisão: um capitão do Benfica, depois de acabar um jogo na Luz, NÃO PODE ser o primeiro a correr para os balneários. Nunca em caso de derrota e também não quando ganhamos. Qual foi a pressa? Ias apanhar o avião? TODOS os jogadores têm obrigação de saudar os adeptos no final da partida, especialmente se ganhamos, e um capitão ainda mais. Nós não atiramos as vossas camisolas de volta para o campo como outros, merecemos ser respeitados e a simbose entre a equipa e os adeptos faz-se muito nestes momentos. Ainda bem que estava alguém em campo como o Nuno Gomes, que ficou incrédulo com a deserção da maioria dos colegas, mas ainda conseguiu saudar os adeptos com o Léo (olha, que coincidência...!), Quim e Adu. Espero que tenha sido apenas um momento menos bom da tua parte, Luisão.
P.S. – Para o sorteio da Uefa amanhã, era bom que evitássemos a Fiorentina e o Tottenham. Quanto aos outros, prefiro o Spartak Moscovo (estará em pré-época na altura dos jogos), Helsingborg ou Basileia. O Nürnberg e o Panathinaikos também não são inacessíveis (até porque os gregos são treinados pelo... Peseiro!), mas presumem-se mais complicados que os anteriores.
domingo, dezembro 16, 2007
Miserável
A pior exibição da época só podia resultar numa derrota. Perdemos em Belém (0-1) e devemos ter dito de vez adeus ao título. Em duas jornadas passámos de uma possível distância de um para 10 pontos em relação ao 1º classificado. Se perder é sempre péssimo, uma prestação como a deste jogo é inqualificável. O Camacho tinha avisado durante a semana, mas parece que os jogadores não lhe deram ouvidos. De tal maneira, que o Petit e o Rui Costa se viram obrigados a pedir desculpa aos adeptos no final da partida. Quem levou com o frio que estava e com 30€ em cima (como foi o meu caso, na boa companhia do D’Arcy) merecia um pouco mais de respeito.
Sinceramente nem tenho vontade de escreve sobre o jogo. Não se aproveitou nada. Entrámos pessimamente e nunca conseguimos ser superiores ao Belenenses. A nossa lentidão de processos foi exasperante e também há alguns jogadores que demonstram uma clara quebra de forma. O mais notório é o caso do C. Rodríguez, que desde que voltou da selecção, não parece o mesmo. O Maxi Pereira também não existiu (aquele domínio falhado que lhe permitiria seguir isolado para a baliza foi patético) e o Katsouranis andou sempre perdido no meio-campo. O desgraçado do Cardozo, apesar de ter falhado um golo relativamente fácil, teve muito pouco jogo e é bom que o Camacho se convença que tem que jogar com ele e o Nuno Gomes na maioria dos jogos. As nossas melhores oportunidades (embora fossem muito poucas) deram-se com os dois em campo. O Rui Costa foi o único que fez alguma coisa de jeito na 1ª parte, mas na 2ª esteve irreconhecível. Além disso, falhou muitos passes para o que é habitual. A defesa também não esteve brilhante, sendo o Luisão muito mal batido no lance do golo, ao dar muito espaço ao avançado contrário. O Nélson melhorou na 2ª parte, mas nunca criou desequilíbrios atacantes. O David Luiz também foi dos menos maus, assim como o Léo.
Era importantíssimo conseguir duas vitórias nestes dois jogos antes das férias natalícias, não só para não perder mais pontos para o 1º, como para ganhar confiança, até porque vem aí o mercado do Janeiro e teoricamente podemos melhorar a qualidade da equipa. Mas não, fizemos um jogo displicente e pareceu que entrámos vencidos. Depois de duas vitórias que nos permitiram seguir em frente nas taças, muito sinceramente não percebi esta atitude da equipa.
P.S. – Estes tipos do Belenenses inventam sempre uma nova. No ano passado foi o inefável “e quem salta é pastel... é pastel... é pasteleeeeee”. Este ano lembraram-se de colocar nos altifalantes do estádio em altos berros durante o jogo(!) os cânticos da meia-dúzia de membros da sua claque. Ridículo!
Sinceramente nem tenho vontade de escreve sobre o jogo. Não se aproveitou nada. Entrámos pessimamente e nunca conseguimos ser superiores ao Belenenses. A nossa lentidão de processos foi exasperante e também há alguns jogadores que demonstram uma clara quebra de forma. O mais notório é o caso do C. Rodríguez, que desde que voltou da selecção, não parece o mesmo. O Maxi Pereira também não existiu (aquele domínio falhado que lhe permitiria seguir isolado para a baliza foi patético) e o Katsouranis andou sempre perdido no meio-campo. O desgraçado do Cardozo, apesar de ter falhado um golo relativamente fácil, teve muito pouco jogo e é bom que o Camacho se convença que tem que jogar com ele e o Nuno Gomes na maioria dos jogos. As nossas melhores oportunidades (embora fossem muito poucas) deram-se com os dois em campo. O Rui Costa foi o único que fez alguma coisa de jeito na 1ª parte, mas na 2ª esteve irreconhecível. Além disso, falhou muitos passes para o que é habitual. A defesa também não esteve brilhante, sendo o Luisão muito mal batido no lance do golo, ao dar muito espaço ao avançado contrário. O Nélson melhorou na 2ª parte, mas nunca criou desequilíbrios atacantes. O David Luiz também foi dos menos maus, assim como o Léo.
Era importantíssimo conseguir duas vitórias nestes dois jogos antes das férias natalícias, não só para não perder mais pontos para o 1º, como para ganhar confiança, até porque vem aí o mercado do Janeiro e teoricamente podemos melhorar a qualidade da equipa. Mas não, fizemos um jogo displicente e pareceu que entrámos vencidos. Depois de duas vitórias que nos permitiram seguir em frente nas taças, muito sinceramente não percebi esta atitude da equipa.
P.S. – Estes tipos do Belenenses inventam sempre uma nova. No ano passado foi o inefável “e quem salta é pastel... é pastel... é pasteleeeeee”. Este ano lembraram-se de colocar nos altifalantes do estádio em altos berros durante o jogo(!) os cânticos da meia-dúzia de membros da sua claque. Ridículo!
segunda-feira, dezembro 10, 2007
Inútil sofrimento
Um golo do Luisão e o segundo bis consecutivo do Cardozo permitiram-nos derrotar a Académica (3-1) e seguir em frente na competição em que temos a obrigação de chegar à final. A Taça de Portugal é realisticamente o troféu mais ao nosso alcance e um clube como o Benfica não pode estar mais um ano sem nada ganhar. Chegámos ao intervalo a ganhar por 2-0, mas o Butt resolveu dar um pouco de emoção ao jogo ao conceder um frango descomunal aos 53’, que o Sr. Carlos Xistra aproveitou (e de que maneira!) para inclinar o campo a favor da nossa baliza. No entanto, nem com meia-dúzia de livres inventados, a Académica foi capaz de igualar. Paciência, Sr. Xistra, para a próxima tem que ser mais eficiente. Experimente um penaltizinho, que é mais fácil! Foi inacreditável a mudança da arbitragem da 1ª para a 2ª parte.
O Camacho aproveitou para fazer algumas alterações na equipa e saíram o Quim, David Luís, Katsouranis, Maxi Pereira e Rui Costa, entrando o Butt, Edcarlos, Binya, Nuno Assis e Nuno Gomes em relação ao último jogo. A 1ª parte foi muito lenta, mas mesmo assim poderíamos ter marcado antes dos 40’. O Edcarlos atirou ao poste logo aos 7’ e o Cardozo também teve uma boa oportunidade, mas rematou por cima. A Académica era inofensiva e o golo do Luisão veio dar justiça ao marcador. Cinco minutos depois, uma excelente jogada do Léo, pontuada com uma óptima tabelinha do Nuno Gomes, isolou o Cardozo que só com o Pedro Roma pela frente fez o que se pede a um matador. Pensava eu que íamos assistir a uma 2ª parte bem calma, mas pelos motivos acima referidos isso não se passou. Para além desses, também estivemos estranhamente nervosos e não criámos nem de perto nem de longe tantas oportunidades como no 1º tempo. O Léo lesionou-se num choque de cabeças logo aos 48’ e isso foi determinante para a viragem da partida, porque entrou o Luís Filipe para defesa-esquerdo e a Académica naturalmente aproveitou para fazer o seu ataque todo por esse lado. A 15 minutos do fim, lá entrou o Adu que, para não variar, ia metendo um golo na primeira vez que tocou na bola. E para manter a tradição, lá marcámos um golo nos últimos cinco minutos com ele em campo. Foi um belo cruzamento do Nuno Gomes, a que o Cardozo correspondeu com uma óptima cabeçada. Acho impossível que o paraguaio não ande a treinar este tipo de lances, já que é o segundo jogo consecutivo em que um excelente cabeceamento resulta em golo.
Em termos individuais, o Cardozo merece novamente destaque. Mais dois golos para a conta pessoal e um nunca desistir de lutar pela bola. O que a confiança faz, parece outro jogador. Gostei igualmente do Nuno Gomes (participou activamente em dois golos), mas mantém o terrível hábito de ter medo de rematar à baliza. No entanto, continuo a achar que na maioria dos jogos só temos a lucrar em jogar com dois avançados, até porque quando partimos para contra-ataque (e isso foi muito visível nesta partida) faz imensa diferença ter dois homens na frente em vez de um só. O resto da equipa esteve a um nível regular. O Nélson precisa de mais alguns jogos para atingir o seu nível, mas é infinitamente melhor que o Luís Filipe. O Petit e o Binya falharam muitos passes no meio-campo e a equipa ressentiu-se disso, em especial na 2ª parte. O Di María, apesar de não ter estado mal, continua a ter mais minutos que o Adu, o que é algo que não percebo. Por fim, se dúvidas houvesse em relação à titularidade na baliza, ficaram de vez dissipadas.
Numa partida em que tive a agradável companhia do JAS, do Jota e, ao intervalo, da Magnolia Azul, alcançámos o objectivo estar na próxima eliminatória da Taça de Portugal. Não fomos brilhantes, mas fomos eficazes. E isso é muito mais importante.
O Camacho aproveitou para fazer algumas alterações na equipa e saíram o Quim, David Luís, Katsouranis, Maxi Pereira e Rui Costa, entrando o Butt, Edcarlos, Binya, Nuno Assis e Nuno Gomes em relação ao último jogo. A 1ª parte foi muito lenta, mas mesmo assim poderíamos ter marcado antes dos 40’. O Edcarlos atirou ao poste logo aos 7’ e o Cardozo também teve uma boa oportunidade, mas rematou por cima. A Académica era inofensiva e o golo do Luisão veio dar justiça ao marcador. Cinco minutos depois, uma excelente jogada do Léo, pontuada com uma óptima tabelinha do Nuno Gomes, isolou o Cardozo que só com o Pedro Roma pela frente fez o que se pede a um matador. Pensava eu que íamos assistir a uma 2ª parte bem calma, mas pelos motivos acima referidos isso não se passou. Para além desses, também estivemos estranhamente nervosos e não criámos nem de perto nem de longe tantas oportunidades como no 1º tempo. O Léo lesionou-se num choque de cabeças logo aos 48’ e isso foi determinante para a viragem da partida, porque entrou o Luís Filipe para defesa-esquerdo e a Académica naturalmente aproveitou para fazer o seu ataque todo por esse lado. A 15 minutos do fim, lá entrou o Adu que, para não variar, ia metendo um golo na primeira vez que tocou na bola. E para manter a tradição, lá marcámos um golo nos últimos cinco minutos com ele em campo. Foi um belo cruzamento do Nuno Gomes, a que o Cardozo correspondeu com uma óptima cabeçada. Acho impossível que o paraguaio não ande a treinar este tipo de lances, já que é o segundo jogo consecutivo em que um excelente cabeceamento resulta em golo.
Em termos individuais, o Cardozo merece novamente destaque. Mais dois golos para a conta pessoal e um nunca desistir de lutar pela bola. O que a confiança faz, parece outro jogador. Gostei igualmente do Nuno Gomes (participou activamente em dois golos), mas mantém o terrível hábito de ter medo de rematar à baliza. No entanto, continuo a achar que na maioria dos jogos só temos a lucrar em jogar com dois avançados, até porque quando partimos para contra-ataque (e isso foi muito visível nesta partida) faz imensa diferença ter dois homens na frente em vez de um só. O resto da equipa esteve a um nível regular. O Nélson precisa de mais alguns jogos para atingir o seu nível, mas é infinitamente melhor que o Luís Filipe. O Petit e o Binya falharam muitos passes no meio-campo e a equipa ressentiu-se disso, em especial na 2ª parte. O Di María, apesar de não ter estado mal, continua a ter mais minutos que o Adu, o que é algo que não percebo. Por fim, se dúvidas houvesse em relação à titularidade na baliza, ficaram de vez dissipadas.
Numa partida em que tive a agradável companhia do JAS, do Jota e, ao intervalo, da Magnolia Azul, alcançámos o objectivo estar na próxima eliminatória da Taça de Portugal. Não fomos brilhantes, mas fomos eficazes. E isso é muito mais importante.
quarta-feira, dezembro 05, 2007
Somos GRANDES!
É por estas e por outras que os outros nunca chegarão aos nossos calcanhares! Foi uma exibição de raça, querer, determinação, humildade (que não é para todos) e capacidade de sacrifício, afinal aquilo que está no código genético do nosso clube. Ganhámos em Donetsk (2-1) e garantimos a passagem à Taça Uefa. Depois de uma semana complicadíssima, com três jogos de elevado grau de dificuldade seis dias, conseguimos superar-nos e mantivemo-nos nas competições europeias, cujo afastamento seria catastrófico em termos financeiros e de prestígio.
Com o Nélson, Di María e Cardozo na equipa não poderíamos ter melhor começo. Logo aos 5’, uma falha defensiva dos ucranianos, é bem aproveitada pelo paraguaio para nos colocar em vantagem. Desta vez não precisámos de 21 remates para meter um golo, se bem que o remate do Cardozo por pouco não tenha embatido no poste, o que seria uma perdida escandalosa, já que estava isolado. O Shakhtar respondia, imprimindo muita velocidade ao jogo e passámos por momentos de algum apuro junto da nossa baliza. Mas aos 22’ fizemos o segundo remate à baliza e marcámos o 2º golo! Excelente centro do Maxi Pereira a que o Cardozo respondeu com um cabeceamento à Rui Águas. Será que já anda a treinar o jogo de cabeça? Mas oito minutos depois, o David Luiz (que estava a ser dos melhores em campo) demonstrou que ainda precisa de crescer e empurrou desnecessariamente o Lucarelli na área. Foi o italiano quem marcou o penalty e o Quim esteve pertíssimo de o defender, mas a bola bateu no seu pé e infelizmente entrou na baliza. Faltavam jogar 2/3 da partida e a tarefa não se afigurava nada fácil. A pressão dos ucranianos foi bastante intensa até ao intervalo, mas perto do fim da 1ª parte tivemos uma boa ocasião pelo Maxi Pereira, que rematou de pé esquerdo por cima, quando estava em excelente posição na área.
O início da 2ª parte foi muito mau. Durante 5’ não conseguimos sair do nosso meio-campo e fartámo-nos de oferecer bolas ao adversário, que todavia não aproveitou para criar nenhuma situação clara de golo. Depois disso controlámos melhor a partida e o Shakhtar não foi capaz de criar tanto perigo como na 1ª parte. Infelizmente não saímos com a regularidade necessária para o contra-ataque e quando o fizemos muitas vezes os passes eram mal direccionados, o que nos impediu de criar situações de golo na baliza contrária. O tempo demorou imenso a passar, mas visto agora a frio nunca estivemos verdadeiramente em xeque. No entanto, a história do futebol está cheia de casos de golos fortuitos que deitam tudo a perder, pelo que o nervosismo foi enorme até final. O Camacho fez entrar o Nuno Assis para o lugar do Di María aos 67’ e passámos a controlar mais as subidas do lateral direito, já que o médio português defende bastante melhor. Na parte final entraram ainda o Luís Filipe e o Nuno Gomes (este deveria ter entrado mais cedo, porque o Cardozo deu mostras de bastante cansaço a partir de meio da 2ª parte) e conseguimos manter o resultado.
Em termos individuais, o Cardozo merece obviamente destaque. Esperemos que estes dois golos decisivos na Champions sejam o despertar da sua veia goleadora. Saúdo o regresso do Nélson, que, apesar de um ou outro disparate, demonstrou (como se fosse preciso...) ser muito melhor que o Luís Filipe. O Petit foi importantíssimo a meio-campo, assim como o Katsouranis, se bem que este com alguma intervenções menos felizes, especialmente quando atrasava a bola e esta calhava em pés adversários. Tirando o enorme disparate do penalty, o David Luiz esteve irrepreensível, mas a defesa depois dos calafrios da 1ª parte, lá se recompôs na 2ª. O Rui Costa está bastante cansado, o que é perfeitamente normal, mas apesar de algumas más opções na hora de libertar a bola, é essencial na marcação do timing do nosso ataque. O Di María necessita de melhorar o apoio ao lateral esquerdo, mas subiu de rendimento no 2º período. Finalmente, o Quim esteve lá quando foi preciso.
Vamos ver o que o sorteio nos reservará daqui a duas semanas, mas espero que cheguemos pelo menos tão longe como no ano passado, apesar desta época haver melhores equipas na Taça Uefa. Mas por enquanto saboreemos esta magnífica vitória!
Com o Nélson, Di María e Cardozo na equipa não poderíamos ter melhor começo. Logo aos 5’, uma falha defensiva dos ucranianos, é bem aproveitada pelo paraguaio para nos colocar em vantagem. Desta vez não precisámos de 21 remates para meter um golo, se bem que o remate do Cardozo por pouco não tenha embatido no poste, o que seria uma perdida escandalosa, já que estava isolado. O Shakhtar respondia, imprimindo muita velocidade ao jogo e passámos por momentos de algum apuro junto da nossa baliza. Mas aos 22’ fizemos o segundo remate à baliza e marcámos o 2º golo! Excelente centro do Maxi Pereira a que o Cardozo respondeu com um cabeceamento à Rui Águas. Será que já anda a treinar o jogo de cabeça? Mas oito minutos depois, o David Luiz (que estava a ser dos melhores em campo) demonstrou que ainda precisa de crescer e empurrou desnecessariamente o Lucarelli na área. Foi o italiano quem marcou o penalty e o Quim esteve pertíssimo de o defender, mas a bola bateu no seu pé e infelizmente entrou na baliza. Faltavam jogar 2/3 da partida e a tarefa não se afigurava nada fácil. A pressão dos ucranianos foi bastante intensa até ao intervalo, mas perto do fim da 1ª parte tivemos uma boa ocasião pelo Maxi Pereira, que rematou de pé esquerdo por cima, quando estava em excelente posição na área.
O início da 2ª parte foi muito mau. Durante 5’ não conseguimos sair do nosso meio-campo e fartámo-nos de oferecer bolas ao adversário, que todavia não aproveitou para criar nenhuma situação clara de golo. Depois disso controlámos melhor a partida e o Shakhtar não foi capaz de criar tanto perigo como na 1ª parte. Infelizmente não saímos com a regularidade necessária para o contra-ataque e quando o fizemos muitas vezes os passes eram mal direccionados, o que nos impediu de criar situações de golo na baliza contrária. O tempo demorou imenso a passar, mas visto agora a frio nunca estivemos verdadeiramente em xeque. No entanto, a história do futebol está cheia de casos de golos fortuitos que deitam tudo a perder, pelo que o nervosismo foi enorme até final. O Camacho fez entrar o Nuno Assis para o lugar do Di María aos 67’ e passámos a controlar mais as subidas do lateral direito, já que o médio português defende bastante melhor. Na parte final entraram ainda o Luís Filipe e o Nuno Gomes (este deveria ter entrado mais cedo, porque o Cardozo deu mostras de bastante cansaço a partir de meio da 2ª parte) e conseguimos manter o resultado.
Em termos individuais, o Cardozo merece obviamente destaque. Esperemos que estes dois golos decisivos na Champions sejam o despertar da sua veia goleadora. Saúdo o regresso do Nélson, que, apesar de um ou outro disparate, demonstrou (como se fosse preciso...) ser muito melhor que o Luís Filipe. O Petit foi importantíssimo a meio-campo, assim como o Katsouranis, se bem que este com alguma intervenções menos felizes, especialmente quando atrasava a bola e esta calhava em pés adversários. Tirando o enorme disparate do penalty, o David Luiz esteve irrepreensível, mas a defesa depois dos calafrios da 1ª parte, lá se recompôs na 2ª. O Rui Costa está bastante cansado, o que é perfeitamente normal, mas apesar de algumas más opções na hora de libertar a bola, é essencial na marcação do timing do nosso ataque. O Di María necessita de melhorar o apoio ao lateral esquerdo, mas subiu de rendimento no 2º período. Finalmente, o Quim esteve lá quando foi preciso.
Vamos ver o que o sorteio nos reservará daqui a duas semanas, mas espero que cheguemos pelo menos tão longe como no ano passado, apesar desta época haver melhores equipas na Taça Uefa. Mas por enquanto saboreemos esta magnífica vitória!
sábado, dezembro 01, 2007
Sem pernas
Perdemos 0-1 com uma equipa que, se Portugal fosse um país onde o crime não compensasse, deveria estar neste momento a fazer o seu périplo na II Divisão. Por tudo o que aconteceu talvez o resultado mais justo fosse o empate, mas o resultado reflecte muito o que se passou na 4ª feira passada. O clube regional foi fazer turismo a Liverpool, enquanto nós dominámos o campeão europeu durante grande parte do jogo. Só que as pernas não dão para tudo e hoje isso notou-se muito claramente. Não conseguimos ser a equipa pressionante, que luta até ao último minuto e consegue resultados, que vínhamos sendo.
A posteriori é mais fácil dizer isto, mas acho que não era preciso ter dotes de adivinho para suspeitar que muito dificilmente poderíamos, com os mesmos jogadores, manter o ritmo de jogo que aplicámos frente ao Milan. O clube regional jogou com quatro jogadores novos em relação ao glorioso jogo europeu e notou-se a diferença. Se é verdade que há jogadores insubstituíveis, acho que o Camacho esteve mal ao não colocar o Binya de início. O Petit vem de uma lesão e já na 4ª feira tinha demonstrado não estar a 100%, o que é perfeitamente natural. Ainda por cima, na próxima 3ª feira vai ter que jogar de certeza por causa do castigo do camaronês. Perdemos muitas bolas no meio-campo e não havia ninguém com capacidade física para as recuperar. Por outro lado, o C. Rodríguez confirmou hoje o que se viu frente ao Milan, não parecendo o mesmo jogador que nos levou às costas durante uma série de jogos. A selecção, a lesão que teve e as viagens não lhe fizeram nada bem. E aqui o Camacho esteve novamente mal, ao mantê-lo em campo durante os 90’. Quando entrou o Adu deveria ter sido ele a sair e não o Nuno Gomes, que finalmente estava a jogar com o Cardozo ao lado. Por último, considero que o Camacho também errou ao fazer entrar o Di María antes do Adu. Já frente ao Milan, o argentino não esteve nada feliz e hoje voltou a não estar. Releva-se demasiado individualista e demora muito tempo a soltar a bola, enquanto o americano teve logo um remate perigoso assim que entrou e é mais objectivo.
Mas o mais importante é que em jogo decisivos não se podem falhar golos como o do Nuno Gomes logo no primeiro minuto. Ainda por cima, vi na TV que a bola nem sequer ia à baliza! Perdemos logo aí a melhor oportunidade que tivemos em todo o jogo. Os primeiros 10’ foram mesmo o período em que conseguimos empurrar mais o clube regional, mas a partir daí e até ao intervalo foram eles a tomar conta do jogo. A muito habilidosa arbitragem do Sr. Jorge Sousa nesses minutos iniciais, ao inventar uma série de faltas inexistentes a favor do clube regional, cortando muitas vezes a pressão que fazíamos, também teve a sua quota-parte de influência na mudança das coisas. Assim, foi natural que eles criassem mais oportunidades do que nós e não espantou o golo com que chegaram à vantagem pouco antes do intervalo. Golo esse que aconteceu numa perda de bola do C. Rodríguez em zona proibida que permitiu ao artista de circo fazer a única coisa de jeito durante a partida toda. Mas infelizmente acabou por ser decisiva. Na 2ª parte, o clube regional consentiu-nos o domínio e tivemos logo aos 46’ uma grande oportunidade outra vez pelo Nuno Gomes, mas desta vez com um bom remate que o Helton defendeu para canto. Rematámos mais que o adversário, mas as bolas que não iam para fora eram invarialvelmente chutadas com muito pouca força. E sem força física não conseguimos fazer a pressão que nos tem dado tantas vitórias nos últimos minutos.
Individualmente acho que o Nuno Gomes foi dos menos maus do Benfica, mas a exibição da equipa não foi mesmo nada de especial. O Rui Costa esteve razoável, mas quando assim é dificilmente conseguimos criar desequilíbrios suficientes. O Maxi Pereira foi outro que mudou do dia para a noite em relação ao Milan e o Katsouranis também esteve muito discreto. A defesa teve algumas dificuldades com a velocidade que o meio-campo do clube regional imprimiu especialmente durante a 1ª parte, mas o Léo foi importante na 2ª quando se fartou de descer pelo seu flanco.
O clube regional voltou a alargar a diferença quando ainda nem chegámos a meio do campeonato. Continuo com bastante fé nesse ser que trocou valores morais por títulos (um prostituto, portanto) de seu nome Jesualdo Ferreira, mas o campeonato ficou mais longe. Estou bastante pessimista para 3ª feira, especialmente em termos da resposta física que iremos dar, mas quem sabe se uma prematura eliminação das competições europeias (que será sempre uma desgraça) não nos permitirá melhorar em termos de campeonato. As coisas estão mais difíceis, mas em teoria estamos a quatro pontos do 1º lugar.
A posteriori é mais fácil dizer isto, mas acho que não era preciso ter dotes de adivinho para suspeitar que muito dificilmente poderíamos, com os mesmos jogadores, manter o ritmo de jogo que aplicámos frente ao Milan. O clube regional jogou com quatro jogadores novos em relação ao glorioso jogo europeu e notou-se a diferença. Se é verdade que há jogadores insubstituíveis, acho que o Camacho esteve mal ao não colocar o Binya de início. O Petit vem de uma lesão e já na 4ª feira tinha demonstrado não estar a 100%, o que é perfeitamente natural. Ainda por cima, na próxima 3ª feira vai ter que jogar de certeza por causa do castigo do camaronês. Perdemos muitas bolas no meio-campo e não havia ninguém com capacidade física para as recuperar. Por outro lado, o C. Rodríguez confirmou hoje o que se viu frente ao Milan, não parecendo o mesmo jogador que nos levou às costas durante uma série de jogos. A selecção, a lesão que teve e as viagens não lhe fizeram nada bem. E aqui o Camacho esteve novamente mal, ao mantê-lo em campo durante os 90’. Quando entrou o Adu deveria ter sido ele a sair e não o Nuno Gomes, que finalmente estava a jogar com o Cardozo ao lado. Por último, considero que o Camacho também errou ao fazer entrar o Di María antes do Adu. Já frente ao Milan, o argentino não esteve nada feliz e hoje voltou a não estar. Releva-se demasiado individualista e demora muito tempo a soltar a bola, enquanto o americano teve logo um remate perigoso assim que entrou e é mais objectivo.
Mas o mais importante é que em jogo decisivos não se podem falhar golos como o do Nuno Gomes logo no primeiro minuto. Ainda por cima, vi na TV que a bola nem sequer ia à baliza! Perdemos logo aí a melhor oportunidade que tivemos em todo o jogo. Os primeiros 10’ foram mesmo o período em que conseguimos empurrar mais o clube regional, mas a partir daí e até ao intervalo foram eles a tomar conta do jogo. A muito habilidosa arbitragem do Sr. Jorge Sousa nesses minutos iniciais, ao inventar uma série de faltas inexistentes a favor do clube regional, cortando muitas vezes a pressão que fazíamos, também teve a sua quota-parte de influência na mudança das coisas. Assim, foi natural que eles criassem mais oportunidades do que nós e não espantou o golo com que chegaram à vantagem pouco antes do intervalo. Golo esse que aconteceu numa perda de bola do C. Rodríguez em zona proibida que permitiu ao artista de circo fazer a única coisa de jeito durante a partida toda. Mas infelizmente acabou por ser decisiva. Na 2ª parte, o clube regional consentiu-nos o domínio e tivemos logo aos 46’ uma grande oportunidade outra vez pelo Nuno Gomes, mas desta vez com um bom remate que o Helton defendeu para canto. Rematámos mais que o adversário, mas as bolas que não iam para fora eram invarialvelmente chutadas com muito pouca força. E sem força física não conseguimos fazer a pressão que nos tem dado tantas vitórias nos últimos minutos.
Individualmente acho que o Nuno Gomes foi dos menos maus do Benfica, mas a exibição da equipa não foi mesmo nada de especial. O Rui Costa esteve razoável, mas quando assim é dificilmente conseguimos criar desequilíbrios suficientes. O Maxi Pereira foi outro que mudou do dia para a noite em relação ao Milan e o Katsouranis também esteve muito discreto. A defesa teve algumas dificuldades com a velocidade que o meio-campo do clube regional imprimiu especialmente durante a 1ª parte, mas o Léo foi importante na 2ª quando se fartou de descer pelo seu flanco.
O clube regional voltou a alargar a diferença quando ainda nem chegámos a meio do campeonato. Continuo com bastante fé nesse ser que trocou valores morais por títulos (um prostituto, portanto) de seu nome Jesualdo Ferreira, mas o campeonato ficou mais longe. Estou bastante pessimista para 3ª feira, especialmente em termos da resposta física que iremos dar, mas quem sabe se uma prematura eliminação das competições europeias (que será sempre uma desgraça) não nos permitirá melhorar em termos de campeonato. As coisas estão mais difíceis, mas em teoria estamos a quatro pontos do 1º lugar.
quinta-feira, novembro 29, 2007
O costume
Empatámos frente ao Milan (1-1) e com a vitória “à Glorioso” do Celtic (aos 93’!) frente ao Shakhtar Donetsk já não temos hipóteses de qualificação para os oitavos-de-final da Champions. Como já referi, enquanto não tivermos equipa para lutar pela vitória na Liga dos Campeões, prefiro seguir para a Taça Uefa depois da fase de grupos, porque um palmarés faz-se com títulos e não com oitavos ou quartos-de-final. Só que o problema é que mesmo a qualificação para a Uefa está muito complicada, já que temos que fazer aquilo que não conseguimos desde o glorioso dia 8 de Março de 2006: ganhar fora para a Liga dos Campeões. Muito sinceramente acho difícil, especialmente pela sequência de jogos desta semana. Mas enfim, vamos ter esperança.
Esta partida frente aos italianos foi igual a muitas outras. Fomos a melhor equipa, tivemos mais ocasiões, mas no fim não ganhámos. Geralmente é sempre assim, em especial quando jogamos em casa. Ao contrário do que é habitual, não entrámos nada bem no jogo. Tivemos medo, como o próprio Rui Costa reconheceu, e não espantou que o Milan aproveitasse para se colocar em vantagem logo aos 15’. Inacreditavelmente deixámos o Pirlo rematar à vontade fora da área (ninguém na equipa vê resumos da Liga Italiana?!) e claro que a bola foi direitinha para dentro da baliza. Pouco depois, o Nuno Gomes conseguiu ganhar uma bola no lado direito do meio-campo e correu isolado em direcção à baliza. Fiquei fulo quando ele fez um passe de morte para o C. Rodríguez em vez de tentar o remate, mas pude depois verificar na TV que ele fez bem, porque já tinha o Nesta em cima. Infelizmente, o uruguaio não dominou bem a bola e não conseguiu rematar em condições. Mas aos 20’ o Maxi Pereira teve um momento para recordar para a vida toda. É quase impossível não ter sido o melhor golo da carreira dele, um remate colocadíssimo fora da área, com o pé esquerdo(!), que ainda bateu no poste antes de entrar. A partir daqui e até ao intervalo, fomos a melhor equipa e tivemos algumas boas ocasiões para fazer o 2-1 (especialmente aquela em que o Nuno Gomes isola o Maxi Pereira na direita, mas o remate que até ia ao lado foi interceptado), se bem que o Milan estivesse sempre à espreita do contra-ataque. Então quando a bola chegava ao Kaká (que deveria ser multado pelo seu excesso de velocidade...), temia-se sempre o pior, mas mesmo assim conseguimos defendê-lo relativamente bem.
Na 2ª parte, o Milan fechou-se na defesa e deixou de atacar. Muito “à italiana”. Enquanto isso, nós íamos fazendo jus à fama de sermos a equipa que mais remata na Liga dos Campeões, o que não deixando de ser positivo, revela igualmente a terrível falta de eficácia que temos. O Rui Costa, Petit e Nuno Gomes tiveram boas ocasiões para marcar, mas o destino da bola nunca foi o lado de dentro da baliza. Como a equipa estava a jogar bem e a pressionar o Milan era natural que o Camacho tardasse a fazer substituições, mas quando as realizou a 15’ do fim percebeu-se que era mesmo para ganhar o jogo: saiu o Luís Filipe para entrar o Di María e houve a troca directa de pontas-de-lança (Nuno Gomes por Cardozo). Aquele passe do Rui Costa a isolar o paraguaio, em que a bola saiu 50cm mais para a direita do que deveria, impedindo o Cardozo de chegar à bola, foi uma pena. Quando se fez a substituição da fezada, com a entrada do Adu, o Camacho surpreendeu ao tirar o David Luiz e a ratice italiana veio ao de cima. As duas únicas oportunidades deles na 2ª parte foram nessa altura. Mas felizmente o Kaká falhou em ambas e o empate manteve-se até ao fim.
O melhor do Benfica foi o Maxi Pereira, que realizou a exibição mais conseguida desde que chegou à Luz e não só pelo golo que marcou. O David Luiz também esteve muito bem, demonstrando grande classe (mesmo assim, ainda bem que o Inzaghi não veio, já que o Gilardino é bem mais fraco). O Rui Costa demorou um pouco a entrar no jogo, mas na 2ª parte os lances de perigo passavam todos por eles. Quem também foi crescendo de produção ao longo da partida foi o C. Rodríguez, que fez uma péssima 1ª parte. O Petit é que mostrou estar a um nível abaixo dos companheiros, o que é natural dado a sua recuperação da lesão, mas mesmo assim na 2ª parte melhorou imenso.
Só uma última palavra para a assistência. Considero LAMENTÁVEL que, num jogo decisivo frente ao campeão europeu e depois de cinco vitórias para o campeonato, o estádio tenha tido apenas cerca de 50.000 espectadores. Alguma coisa está mal quando isto acontece, mas não me parece que a culpa seja da equipa... Mas quem foi apoiou, e muito bem, o Glorioso.
P.S. – Isto de ganhar em Anfield Road é só para grandes equipas. As pequenas geralmente saem de lá derrotadas e por vezes por 4-1...
Esta partida frente aos italianos foi igual a muitas outras. Fomos a melhor equipa, tivemos mais ocasiões, mas no fim não ganhámos. Geralmente é sempre assim, em especial quando jogamos em casa. Ao contrário do que é habitual, não entrámos nada bem no jogo. Tivemos medo, como o próprio Rui Costa reconheceu, e não espantou que o Milan aproveitasse para se colocar em vantagem logo aos 15’. Inacreditavelmente deixámos o Pirlo rematar à vontade fora da área (ninguém na equipa vê resumos da Liga Italiana?!) e claro que a bola foi direitinha para dentro da baliza. Pouco depois, o Nuno Gomes conseguiu ganhar uma bola no lado direito do meio-campo e correu isolado em direcção à baliza. Fiquei fulo quando ele fez um passe de morte para o C. Rodríguez em vez de tentar o remate, mas pude depois verificar na TV que ele fez bem, porque já tinha o Nesta em cima. Infelizmente, o uruguaio não dominou bem a bola e não conseguiu rematar em condições. Mas aos 20’ o Maxi Pereira teve um momento para recordar para a vida toda. É quase impossível não ter sido o melhor golo da carreira dele, um remate colocadíssimo fora da área, com o pé esquerdo(!), que ainda bateu no poste antes de entrar. A partir daqui e até ao intervalo, fomos a melhor equipa e tivemos algumas boas ocasiões para fazer o 2-1 (especialmente aquela em que o Nuno Gomes isola o Maxi Pereira na direita, mas o remate que até ia ao lado foi interceptado), se bem que o Milan estivesse sempre à espreita do contra-ataque. Então quando a bola chegava ao Kaká (que deveria ser multado pelo seu excesso de velocidade...), temia-se sempre o pior, mas mesmo assim conseguimos defendê-lo relativamente bem.
Na 2ª parte, o Milan fechou-se na defesa e deixou de atacar. Muito “à italiana”. Enquanto isso, nós íamos fazendo jus à fama de sermos a equipa que mais remata na Liga dos Campeões, o que não deixando de ser positivo, revela igualmente a terrível falta de eficácia que temos. O Rui Costa, Petit e Nuno Gomes tiveram boas ocasiões para marcar, mas o destino da bola nunca foi o lado de dentro da baliza. Como a equipa estava a jogar bem e a pressionar o Milan era natural que o Camacho tardasse a fazer substituições, mas quando as realizou a 15’ do fim percebeu-se que era mesmo para ganhar o jogo: saiu o Luís Filipe para entrar o Di María e houve a troca directa de pontas-de-lança (Nuno Gomes por Cardozo). Aquele passe do Rui Costa a isolar o paraguaio, em que a bola saiu 50cm mais para a direita do que deveria, impedindo o Cardozo de chegar à bola, foi uma pena. Quando se fez a substituição da fezada, com a entrada do Adu, o Camacho surpreendeu ao tirar o David Luiz e a ratice italiana veio ao de cima. As duas únicas oportunidades deles na 2ª parte foram nessa altura. Mas felizmente o Kaká falhou em ambas e o empate manteve-se até ao fim.
O melhor do Benfica foi o Maxi Pereira, que realizou a exibição mais conseguida desde que chegou à Luz e não só pelo golo que marcou. O David Luiz também esteve muito bem, demonstrando grande classe (mesmo assim, ainda bem que o Inzaghi não veio, já que o Gilardino é bem mais fraco). O Rui Costa demorou um pouco a entrar no jogo, mas na 2ª parte os lances de perigo passavam todos por eles. Quem também foi crescendo de produção ao longo da partida foi o C. Rodríguez, que fez uma péssima 1ª parte. O Petit é que mostrou estar a um nível abaixo dos companheiros, o que é natural dado a sua recuperação da lesão, mas mesmo assim na 2ª parte melhorou imenso.
Só uma última palavra para a assistência. Considero LAMENTÁVEL que, num jogo decisivo frente ao campeão europeu e depois de cinco vitórias para o campeonato, o estádio tenha tido apenas cerca de 50.000 espectadores. Alguma coisa está mal quando isto acontece, mas não me parece que a culpa seja da equipa... Mas quem foi apoiou, e muito bem, o Glorioso.
P.S. – Isto de ganhar em Anfield Road é só para grandes equipas. As pequenas geralmente saem de lá derrotadas e por vezes por 4-1...
domingo, novembro 25, 2007
A 7ª vez
Vencemos em Coimbra por 3-1 e alcançámos a 5ª vitória seguida para o campeonato. Além disso, seguindo uma tradição camachiana é a 7ª vez que marcamos golos nos últimos cinco minutos de jogo, sendo que somente em Milão não evitámos a derrota. Portanto, são seis jogos em que estes golos são essenciais. Podem chamar-lhe sorte, vaca, o que quiserem, mas parece-me que é algo mais do que isso. Em 18 partidas com o Camacho, haver quase 40% delas em que conseguimos este feito não pode ser só coincidência. Parece-me mais o resultado do querer, do nunca desistir e jamais baixar os braços. E isto acaba por ter os seus frutos.
Para este encontro em Coimbra tivemos duas baixas muito importantes, o Maxi Pereira e o C. Rodríguez (malditas selecções!), e além disso gastámos uma substituição logo aos 10’, quando o Nuno Assis se magoou (não sei se não foi penalty, mas enfim...) e foi substituído pelo Cardozo. O David Luiz recuperou o seu lugar na defesa e o Katsouranis voltou ao meio-campo, alinhando juntamente com o Binya, Rui Costa e Di María. A consequência prática da saída do Nuno Assis foi a deslocação do maestro para a direita, o que penalizou bastante a construção do nosso jogo atacante. A partida estava equilibrada, mas o Luís Filipe resolveu dar um brinde à sua antiga equipa na sequência de um livre directo, ao fazer uma brilhante assistência quando tentava aliviar a bola, colocando-a nos pés do Lito, que rematou de primeira para golo aos 24’. A nossa defesa demonstrava alguma insegurança, mas nenhuma equipa merecia estar em vantagem naquela altura. Reagimos muito bem e dois minutos depois o Di María fez o seu primeiro remate de jeito (já não era sem tempo...) desde que chegou ao Benfica e a bola foi ao poste. Na recarga, o Nuno Gomes também rematou bem, mas o guarda-redes Ricardo (obrigado, Domingos, por colocares o Pedro Roma no banco!) defendeu bem. Aos 32’ tivemos um livre perto da área e mais uma vez marcámo-lo de forma indirecta, com dois toques e remate. Só que a acção do Nuno Gomes na barreira impediu o defesa de chegar a tempo à bola e assim o Rui Costa pode fazer a igualdade. Passei rapidamente de pior que estragado por não rematarmos directamente (ainda reminiscências do lance semelhante em Glasgow) para a euforia do golo!
Na 2ª parte, e conforme já sucedeu em ocasiões anteriores, não entrámos nada bem. Não conseguimos ter o controlo do jogo e empurrar a Académica para o seu meio-campo. De tal modo, que demorámos uma eternidade a rematar à baliza. Vendo isto, o Camacho promoveu o regresso do Petit aos 60’, tirando o Katsouranis (deixámos assim de ter totalistas no campeonato), quando eu preferia ter visto o Binya a sair, porque este já tinha sido avisado por duas vezes pelo Sr. Olegário Benquerença, e se levasse mais um amarelo não jogaria frente ao clube regional. Felizmente, o camaronês portou-se bem até final da partida. Logo no minuto seguinte, o Rui Costa tem uma abertura das dele e isola o Di María, só que este estava ligeiramente fora-de-jogo e assim o seu remate à barra já não contou. Dois minutos depois, o Camacho esgotou as substituições, entrando o Adu para o lugar do Nuno Gomes. Devo confessar que não gostei da substituição, até porque o Rui Costa se vinha queixando e arriscávamo-nos a jogar com dez até final. Por outro lado, estávamos empatados e tirávamos um avançado. Mas o que é certo é que melhorámos com esta troca. O Rui Costa voltou para o seu lugar natural e o americano foi colocar-se na direita. Com o reforço do meio-campo, conseguimos finalmente empurrar o jogo para a baliza da Académica. Aos 81’ o maestro inicia bem uma jogada, abrindo para o Di María na esquerda, que centra atrasado, devolvendo-lhe a bola, mas o Rui Costa falha clamorosamente o pontapé de primeira quando estava em excelente posição para marcar. O lance não era fácil, mas o maestro tinha obrigação de fazer melhor. E aos 85’, o guarda-redes Ricardo justificou a fezada do Domingos em colocá-lo, saindo a destempo a um lançamento lateral do Binya, permitindo que a bola sobrasse para o Luisão, que de calcanhar(!) a enviou para a baliza. Não satisfeito com a saída a destempo, o guarda-redes adversário ainda se deu ao luxo de falhar a defesa, quando tentava recuperar o seu lugar na baliza, permitindo que a bola passasse por cima da sua mão. A tradição, ao contrário do que eu já começava a duvidar, manteve-se! E ainda tivemos o bónus de mais um golo do Adu, aos 93’, num remate fora da área, em que pareceu igualmente que o guarda-redes poderia ter feito melhor.
Não fizemos um jogo muito conseguido e individualmente não é fácil apontar alguém de caras, mas o Rui Costa terá sido o melhor. O Di María teve bons momentos, mas falta-lhe aparecer mais em jogo, como faz o C. Rodríguez. Com o Nélson operacional, espero sinceramente que a opção pelo Luís Filipe acabe depressa, se bem que ele tenha vindo a acertar mais nos centros. Mas quando faz assistências para golos do adversário está tudo dito. O Adu voltou a justificar que se aposte nele mais vezes e o Cardozo pareceu ainda não totalmente recuperado da agressão do Ricardo Silva. O resto da equipa esteve a um nível mediano, sendo no entanto de salientar o bom regresso do David Luiz, que nem pareceu ter estado tanto tempo lesionado.
A sete dias de receber o clube regional era imperioso vencer e com o empate dos lagartos em Matosinhos, já temos seis pontos de vantagem em relação a eles. Vem aí a semana mais difícil da época, mas tendo finalmente todo o plantel operacional, estou confiante que, como diria o outro, poderemos fazer “coisas bonitas”.
Para este encontro em Coimbra tivemos duas baixas muito importantes, o Maxi Pereira e o C. Rodríguez (malditas selecções!), e além disso gastámos uma substituição logo aos 10’, quando o Nuno Assis se magoou (não sei se não foi penalty, mas enfim...) e foi substituído pelo Cardozo. O David Luiz recuperou o seu lugar na defesa e o Katsouranis voltou ao meio-campo, alinhando juntamente com o Binya, Rui Costa e Di María. A consequência prática da saída do Nuno Assis foi a deslocação do maestro para a direita, o que penalizou bastante a construção do nosso jogo atacante. A partida estava equilibrada, mas o Luís Filipe resolveu dar um brinde à sua antiga equipa na sequência de um livre directo, ao fazer uma brilhante assistência quando tentava aliviar a bola, colocando-a nos pés do Lito, que rematou de primeira para golo aos 24’. A nossa defesa demonstrava alguma insegurança, mas nenhuma equipa merecia estar em vantagem naquela altura. Reagimos muito bem e dois minutos depois o Di María fez o seu primeiro remate de jeito (já não era sem tempo...) desde que chegou ao Benfica e a bola foi ao poste. Na recarga, o Nuno Gomes também rematou bem, mas o guarda-redes Ricardo (obrigado, Domingos, por colocares o Pedro Roma no banco!) defendeu bem. Aos 32’ tivemos um livre perto da área e mais uma vez marcámo-lo de forma indirecta, com dois toques e remate. Só que a acção do Nuno Gomes na barreira impediu o defesa de chegar a tempo à bola e assim o Rui Costa pode fazer a igualdade. Passei rapidamente de pior que estragado por não rematarmos directamente (ainda reminiscências do lance semelhante em Glasgow) para a euforia do golo!
Na 2ª parte, e conforme já sucedeu em ocasiões anteriores, não entrámos nada bem. Não conseguimos ter o controlo do jogo e empurrar a Académica para o seu meio-campo. De tal modo, que demorámos uma eternidade a rematar à baliza. Vendo isto, o Camacho promoveu o regresso do Petit aos 60’, tirando o Katsouranis (deixámos assim de ter totalistas no campeonato), quando eu preferia ter visto o Binya a sair, porque este já tinha sido avisado por duas vezes pelo Sr. Olegário Benquerença, e se levasse mais um amarelo não jogaria frente ao clube regional. Felizmente, o camaronês portou-se bem até final da partida. Logo no minuto seguinte, o Rui Costa tem uma abertura das dele e isola o Di María, só que este estava ligeiramente fora-de-jogo e assim o seu remate à barra já não contou. Dois minutos depois, o Camacho esgotou as substituições, entrando o Adu para o lugar do Nuno Gomes. Devo confessar que não gostei da substituição, até porque o Rui Costa se vinha queixando e arriscávamo-nos a jogar com dez até final. Por outro lado, estávamos empatados e tirávamos um avançado. Mas o que é certo é que melhorámos com esta troca. O Rui Costa voltou para o seu lugar natural e o americano foi colocar-se na direita. Com o reforço do meio-campo, conseguimos finalmente empurrar o jogo para a baliza da Académica. Aos 81’ o maestro inicia bem uma jogada, abrindo para o Di María na esquerda, que centra atrasado, devolvendo-lhe a bola, mas o Rui Costa falha clamorosamente o pontapé de primeira quando estava em excelente posição para marcar. O lance não era fácil, mas o maestro tinha obrigação de fazer melhor. E aos 85’, o guarda-redes Ricardo justificou a fezada do Domingos em colocá-lo, saindo a destempo a um lançamento lateral do Binya, permitindo que a bola sobrasse para o Luisão, que de calcanhar(!) a enviou para a baliza. Não satisfeito com a saída a destempo, o guarda-redes adversário ainda se deu ao luxo de falhar a defesa, quando tentava recuperar o seu lugar na baliza, permitindo que a bola passasse por cima da sua mão. A tradição, ao contrário do que eu já começava a duvidar, manteve-se! E ainda tivemos o bónus de mais um golo do Adu, aos 93’, num remate fora da área, em que pareceu igualmente que o guarda-redes poderia ter feito melhor.
Não fizemos um jogo muito conseguido e individualmente não é fácil apontar alguém de caras, mas o Rui Costa terá sido o melhor. O Di María teve bons momentos, mas falta-lhe aparecer mais em jogo, como faz o C. Rodríguez. Com o Nélson operacional, espero sinceramente que a opção pelo Luís Filipe acabe depressa, se bem que ele tenha vindo a acertar mais nos centros. Mas quando faz assistências para golos do adversário está tudo dito. O Adu voltou a justificar que se aposte nele mais vezes e o Cardozo pareceu ainda não totalmente recuperado da agressão do Ricardo Silva. O resto da equipa esteve a um nível mediano, sendo no entanto de salientar o bom regresso do David Luiz, que nem pareceu ter estado tanto tempo lesionado.
A sete dias de receber o clube regional era imperioso vencer e com o empate dos lagartos em Matosinhos, já temos seis pontos de vantagem em relação a eles. Vem aí a semana mais difícil da época, mas tendo finalmente todo o plantel operacional, estou confiante que, como diria o outro, poderemos fazer “coisas bonitas”.
quinta-feira, novembro 22, 2007
À rasca
Lá conseguimos o apuramento para o Euro 2008 ao empatar em casa com a Finlândia (0-0). O fantasma da Polónia e da Sérvia ainda pairou nos últimos minutos do jogo, mas felizmente desta vez não sofremos nenhum golo. Sobre a partida de ontem apraz-me dizer duas coisas:
1) Convém não esquecer que alinhámos sem cinco(!) titulares indiscutíveis (Miguel, Ricardo Carvalho, Jorge Andrade, Petit e Deco), sendo que três deles são defesas. Com meia equipa de fora é natural que a exibição não tenha sido muito brilhante, mas nós somos mesmo um povo muito difícil de satisfazer: primeiro, queremos o apuramento, depois já não chega só o apuramento e se não ganharmos os jogos todos por 3-0 anda tudo a criticar o seleccionador. Já o disse e volto a repetir: inimigos dos meus inimigos, meus amigos são e por isso hei-de sempre gostar do Scolari. Apesar de algumas opções criticáveis, é de longe o melhor seleccionador de sempre do futebol português. Vice-campeão da Europa, 4º lugar no Mundial e apuramento para outro Europeu. Querem mais?
2) Continuo sem perceber porque é que jogámos mais uma vez com 10 durante 84’! Durante o jogo, por vezes, pensava que era perseguição da minha parte, mas o nº 27 fazia sempre questão de me dar razão. Há muito tempo que não via um jogador não fazer NADA durante um jogo inteiro. Quer dizer, há muito tempo não, desde o último jogo deste tipo pela selecção. É INACREDITÁVEL como com dois jogadores de futebol no banco, e que ainda por cima são extremos (Simão e Nani), o Scolari insista em fazer alinhar um artista de circo. Estou a pensar seriamente em deixar de ver jogos de Portugal quando ele for titular. A minha irritação começa a atingir os limites do suportável, ainda por cima ajudada pelo Luís Baila e os seus orgasmos consecutivos cada vez que o homem toca na bola. O que me deixa mais fora de mim é ver que o tipo não tem a humildade para jogar simples quando as coisas não lhe correm bem. Não, insiste sempre nos malabarismos que resultam sempre em palhaçadas inconsequentes. É exasperante!
P.S. – Despediram o Eriksson, não foi? Pois bem, agora os ingleses podem ver o Europeu pela televisão!
1) Convém não esquecer que alinhámos sem cinco(!) titulares indiscutíveis (Miguel, Ricardo Carvalho, Jorge Andrade, Petit e Deco), sendo que três deles são defesas. Com meia equipa de fora é natural que a exibição não tenha sido muito brilhante, mas nós somos mesmo um povo muito difícil de satisfazer: primeiro, queremos o apuramento, depois já não chega só o apuramento e se não ganharmos os jogos todos por 3-0 anda tudo a criticar o seleccionador. Já o disse e volto a repetir: inimigos dos meus inimigos, meus amigos são e por isso hei-de sempre gostar do Scolari. Apesar de algumas opções criticáveis, é de longe o melhor seleccionador de sempre do futebol português. Vice-campeão da Europa, 4º lugar no Mundial e apuramento para outro Europeu. Querem mais?
2) Continuo sem perceber porque é que jogámos mais uma vez com 10 durante 84’! Durante o jogo, por vezes, pensava que era perseguição da minha parte, mas o nº 27 fazia sempre questão de me dar razão. Há muito tempo que não via um jogador não fazer NADA durante um jogo inteiro. Quer dizer, há muito tempo não, desde o último jogo deste tipo pela selecção. É INACREDITÁVEL como com dois jogadores de futebol no banco, e que ainda por cima são extremos (Simão e Nani), o Scolari insista em fazer alinhar um artista de circo. Estou a pensar seriamente em deixar de ver jogos de Portugal quando ele for titular. A minha irritação começa a atingir os limites do suportável, ainda por cima ajudada pelo Luís Baila e os seus orgasmos consecutivos cada vez que o homem toca na bola. O que me deixa mais fora de mim é ver que o tipo não tem a humildade para jogar simples quando as coisas não lhe correm bem. Não, insiste sempre nos malabarismos que resultam sempre em palhaçadas inconsequentes. É exasperante!
P.S. – Despediram o Eriksson, não foi? Pois bem, agora os ingleses podem ver o Europeu pela televisão!
segunda-feira, novembro 19, 2007
Rescaldo do VI Jantar de Bloguiquistas
Tal como previsto, realizou-se no passado sábado o VI jantar de bloggers do Benfica. Tal como das vezes anteriores, discutiu-se o Benfica durante mais de sete horas (das 20h às 3h30). Tal como aconteceu antes, ninguém deu pelo passar do tempo. Tal como manda a tradição, saímos do restaurante para o perímetro exterior do estádio (desta vez os senhores da Catedral da Cerveja só nos puseram fora à 1h30, o que deu imenso jeito, porque foi a noite mais fria do ano até agora) e daí para a rua, a partir das 2h00. Tal como habitualmente, ficou desde já marcado novo encontro, lá para Maio, esperemos todos que para comemoração do título nacional.
Quem disse presente neste encontro foram os seguintes convivas: Pedro FF, D’Arcy, S.L.B, TMA, Gwaihir, T-Rex, Dezazucr, Pedro (e habitual companhia), Glorioso Adepto e os estreantes Bakero e Leão Eça Cana.
P.S. – Entretanto, ainda deu para ir vendo o jogo da selecção frente à Arménia. O objectivo era ganhar e foi o que aconteceu (1-0), mas deu para perceber que não jogámos grande coisa. No entanto, o mais importante foi conseguido: nenhum jogador do Benfica se lesionou. Ao contrário do que sucedeu com a selecção do Uruguai, em que parece que o C. Rodríguez está com problemas físicos. Espero que não seja nada de especial. Vem aí uma série de jogos fundamentais para o resto da época.
Quem disse presente neste encontro foram os seguintes convivas: Pedro FF, D’Arcy, S.L.B, TMA, Gwaihir, T-Rex, Dezazucr, Pedro (e habitual companhia), Glorioso Adepto e os estreantes Bakero e Leão Eça Cana.
P.S. – Entretanto, ainda deu para ir vendo o jogo da selecção frente à Arménia. O objectivo era ganhar e foi o que aconteceu (1-0), mas deu para perceber que não jogámos grande coisa. No entanto, o mais importante foi conseguido: nenhum jogador do Benfica se lesionou. Ao contrário do que sucedeu com a selecção do Uruguai, em que parece que o C. Rodríguez está com problemas físicos. Espero que não seja nada de especial. Vem aí uma série de jogos fundamentais para o resto da época.
segunda-feira, novembro 12, 2007
Melhor seria difícil
Vencemos o Boavista por 6-1 e conseguimos uma inédita 4ª vitória seguida no campeonato. Com o inacreditável empate do clube regional (a ganhar 2-0 aos 85’!) na Amadora, estamos agora a quatro pontos do 1º e com a derrota dos lagartos em Braga ficámos com quatro pontos de vantagem em relação a eles. O fim-de-semana esteve próximo da perfeição! Mas deve dizer-se que, apesar de a vitória ser indiscutível, a sorte do jogo não nos foi madrasta. Na 1ª parte, o Boavista teve três boas ocasiões para igualar já depois de estar 1-0 e na 2ª, mesmo antes do 4-1, há um jogador axadrezado que isolado atira ao poste. Isto já para não falar da expulsão (justa), por 2º amarelo, do Zé Kalanga logo aos 55’. Os números talvez sejam exagerados, mas a justeza da vitória é inquestionável.
Por outro lado, gostaria de salientar estas coincidências que acontecem sempre com o Camacho. Desde o 6-2 em Setúbal em 2002/03 que não marcávamos seis golos no campeonato e é mesmo a primeira vez que os marcamos em jogos oficiais na nova Luz. Este nunca baixar de braços, mesmo com o resultado mais que favorável, juntamente com a quantidade de golos que marcamos nos últimos minutos (e hoje foram mais dois) são coisas que (olha que curioso!) só acontecem a ele. A equipa apresentou-se de início com o Nuno Gomes, sem o Edcarlos e portanto com o respectivo recuo do Katsouranis para a defesa. Todavia, não fizemos uma boa 1ª parte. Tivemos o mérito de marcar relativamente cedo, 18’ pelo Cardozo, mas depois deixámos o Boavista manobrar à vontade no nosso meio-campo, o que nos poderia ter causado dissabores, porque eles tiveram algumas boas ocasiões para empatar, se bem que o Cardozo e o Luisão também estivessem próximos do 2-0.
A 2ª parte foi melhor. É óbvio que a expulsão aos 55’ nos facilitou a vida, porque passámos a ter muito mais espaço, embora o Boavista, estranhamente ao que é habitual nas equipas do Jaime Pacheco, tenha sido sempre muito permissivo na hora de defender. No entanto, através de um contra-ataque que o Luís Filipe deveria ter morto logo à nascença com uma falta na linha lateral, o Boavista conseguiu empatar pelo Jorge Ribeiro apenas 3’ depois da expulsão. Felizmente nós reagimos bem e 4’ volvidos chegámos de novo à vantagem com a estreia do Maxi Pereira a marcar na sequência de uma óptima jogada do Léo. Desta vez não deixámos correr o marfim como na 1ª parte e aos 66’ o C. Rodríguez fez o 3-1 num inteligente golpe de cabeça, depois de uma entrada do Rui Costa na área, e o vencedor ficou encontrado. O Boavista teve a tal bola ao poste e nos últimos 11 minutos marcámos mais três golos, dois dos quais do Nuno Gomes. Como ouvi a um adepto à saída do estádio, desforrámo-nos do incrível jogo do ano passado e do empate com as quatro bolas aos ferros. E só não fizemos o 7-1, porque o Bergessio marcou um penalty sem concentração nenhuma (parecia o Butt na Amadora) e permitiu a defesa ao guarda-redes, o que me fez sair um pouco chateado do campo, porque foi a última jogada da partida.
A equipa fez um jogo muito interessante, especialmente na 2ª parte. Houve bastante jogadores com exibições acima da média, mas não acho que tivesse havido algum que se tenha destacado muito dos demais. Com o espaço todo que teve, o Rui Costa foi dos melhores, se bem que a pontaria tenha que ser revista. O C. Rodríguez abusou um pouco do individualismo na 1ª parte, mas depois soltou-se mais uma vez e confirmou ser o nosso melhor reforço este ano. O Cardozo marcou um golo muito oportuno e espero que a lesão que teve (num lance bárbaro que nem falta foi!) não seja grave. O Nuno Gomes fez mais um bis e mostrou que temos que jogar com dois avançados na maioria dos jogos. O Binya esteve muitíssimo mais retraído do que é habitual, a que não será de todo alheio o lance de Glasgow. Não percebo é porque é que o Camacho não dá uma oportunidade ao Adu em jogos destes com o resultado já feito. Até porque o Di María já esteve em melhor forma do que agora.
Uma última palavra para a arbitragem ENORMEMENTE habilidosa do Sr. Paulo Paraty. Enquanto o resultado esteve na vantagem mínima foi tentando provocar os nossos jogadores, não assinalando faltas a nosso favor e inventado outras para o adversário. O cartão amarelo ao Léo é ridículo e teve azar porque o jogador do Boavista que fez a falta a seguir foi um que tinha já amarelo e quando o Paraty puxou do cartão não se apercebeu quem era e depois teve que o expulsar. O lance foi mesmo à minha frente e fiquei com a nítida sensação que se o árbitro tivesse reparado que era um jogador já amarelado não tinha mostrado nada. Assim que a diferença no marcador foi subindo, e como já lhe era impossível inverter o rumo do jogo, a arbitragem modificou-se para melhor, de tal maneira que até assinalou dois penalties a nosso favor (ambos indiscutíveis, claro).
P.S. – Como comentei ao intervalo com os meus colegas de bancada e não foi a 1ª vez que o fiz, a minha grande esperança no Jesualdo Ferreira começa a dar os seus frutos. Em apenas duas jornadas, a vantagem reduziu-se a metade. E este jogo teve laivos de hilaridade. Eu nem o estava a ver, porque com 2-0 a favor deles jamais me passou pela cabeça que não ganhassem e só um sms do D’Arcy é que me alertou para o que se passou! A saída do Helton no 1-2 é magnífica e depois há um inédito penalty contra eles aos 91’! Ainda estamos muito longe de o polvo estar morto, mas nos bons velhos tempos do Apito Dourado esta situação era impensável...
Por outro lado, gostaria de salientar estas coincidências que acontecem sempre com o Camacho. Desde o 6-2 em Setúbal em 2002/03 que não marcávamos seis golos no campeonato e é mesmo a primeira vez que os marcamos em jogos oficiais na nova Luz. Este nunca baixar de braços, mesmo com o resultado mais que favorável, juntamente com a quantidade de golos que marcamos nos últimos minutos (e hoje foram mais dois) são coisas que (olha que curioso!) só acontecem a ele. A equipa apresentou-se de início com o Nuno Gomes, sem o Edcarlos e portanto com o respectivo recuo do Katsouranis para a defesa. Todavia, não fizemos uma boa 1ª parte. Tivemos o mérito de marcar relativamente cedo, 18’ pelo Cardozo, mas depois deixámos o Boavista manobrar à vontade no nosso meio-campo, o que nos poderia ter causado dissabores, porque eles tiveram algumas boas ocasiões para empatar, se bem que o Cardozo e o Luisão também estivessem próximos do 2-0.
A 2ª parte foi melhor. É óbvio que a expulsão aos 55’ nos facilitou a vida, porque passámos a ter muito mais espaço, embora o Boavista, estranhamente ao que é habitual nas equipas do Jaime Pacheco, tenha sido sempre muito permissivo na hora de defender. No entanto, através de um contra-ataque que o Luís Filipe deveria ter morto logo à nascença com uma falta na linha lateral, o Boavista conseguiu empatar pelo Jorge Ribeiro apenas 3’ depois da expulsão. Felizmente nós reagimos bem e 4’ volvidos chegámos de novo à vantagem com a estreia do Maxi Pereira a marcar na sequência de uma óptima jogada do Léo. Desta vez não deixámos correr o marfim como na 1ª parte e aos 66’ o C. Rodríguez fez o 3-1 num inteligente golpe de cabeça, depois de uma entrada do Rui Costa na área, e o vencedor ficou encontrado. O Boavista teve a tal bola ao poste e nos últimos 11 minutos marcámos mais três golos, dois dos quais do Nuno Gomes. Como ouvi a um adepto à saída do estádio, desforrámo-nos do incrível jogo do ano passado e do empate com as quatro bolas aos ferros. E só não fizemos o 7-1, porque o Bergessio marcou um penalty sem concentração nenhuma (parecia o Butt na Amadora) e permitiu a defesa ao guarda-redes, o que me fez sair um pouco chateado do campo, porque foi a última jogada da partida.
A equipa fez um jogo muito interessante, especialmente na 2ª parte. Houve bastante jogadores com exibições acima da média, mas não acho que tivesse havido algum que se tenha destacado muito dos demais. Com o espaço todo que teve, o Rui Costa foi dos melhores, se bem que a pontaria tenha que ser revista. O C. Rodríguez abusou um pouco do individualismo na 1ª parte, mas depois soltou-se mais uma vez e confirmou ser o nosso melhor reforço este ano. O Cardozo marcou um golo muito oportuno e espero que a lesão que teve (num lance bárbaro que nem falta foi!) não seja grave. O Nuno Gomes fez mais um bis e mostrou que temos que jogar com dois avançados na maioria dos jogos. O Binya esteve muitíssimo mais retraído do que é habitual, a que não será de todo alheio o lance de Glasgow. Não percebo é porque é que o Camacho não dá uma oportunidade ao Adu em jogos destes com o resultado já feito. Até porque o Di María já esteve em melhor forma do que agora.
Uma última palavra para a arbitragem ENORMEMENTE habilidosa do Sr. Paulo Paraty. Enquanto o resultado esteve na vantagem mínima foi tentando provocar os nossos jogadores, não assinalando faltas a nosso favor e inventado outras para o adversário. O cartão amarelo ao Léo é ridículo e teve azar porque o jogador do Boavista que fez a falta a seguir foi um que tinha já amarelo e quando o Paraty puxou do cartão não se apercebeu quem era e depois teve que o expulsar. O lance foi mesmo à minha frente e fiquei com a nítida sensação que se o árbitro tivesse reparado que era um jogador já amarelado não tinha mostrado nada. Assim que a diferença no marcador foi subindo, e como já lhe era impossível inverter o rumo do jogo, a arbitragem modificou-se para melhor, de tal maneira que até assinalou dois penalties a nosso favor (ambos indiscutíveis, claro).
P.S. – Como comentei ao intervalo com os meus colegas de bancada e não foi a 1ª vez que o fiz, a minha grande esperança no Jesualdo Ferreira começa a dar os seus frutos. Em apenas duas jornadas, a vantagem reduziu-se a metade. E este jogo teve laivos de hilaridade. Eu nem o estava a ver, porque com 2-0 a favor deles jamais me passou pela cabeça que não ganhassem e só um sms do D’Arcy é que me alertou para o que se passou! A saída do Helton no 1-2 é magnífica e depois há um inédito penalty contra eles aos 91’! Ainda estamos muito longe de o polvo estar morto, mas nos bons velhos tempos do Apito Dourado esta situação era impensável...
sexta-feira, novembro 09, 2007
VI Jantar de Bloguiquistas
A “comissão organizadora” (Pedro F.F., D’Arcy e eu próprio) achou que estava mais que na altura de a blogosfera benfiquista se reunir de novo à mesa para mais um jantar. Assim sendo, e tendo em conta as (poucas) datas disponíveis até ao Natal, decidimos marcar o repasto para sábado, dia 17 de Novembro, às 20h. Sensivelmente daqui a uma semana e meia, é o dia do jogo da selecção frente à Arménia, que poderá ser visto nos ecrãs do restaurante com a melhor vista de Lisboa, o Catedral da Cerveja. Esperamos uma comparência tão grande quanto a edição anterior, que os faltosos e os que nunca foram possam ir, e como de costume será melhor avisar em casa que não têm horas de voltar...
Agradecemos que enviem os vossos emails de confirmação para tertuliabenfiquista@gmail.com.
Agradecemos que enviem os vossos emails de confirmação para tertuliabenfiquista@gmail.com.
terça-feira, novembro 06, 2007
Mal perdido
Infelizmente continua o hábito de os resultados entre Celtic e Benfica serem iguais e portanto fomos derrotados em Glasgow por 0-1. Estas são as derrotas que me custam mais a digerir, porque fomos a melhor equipa durante largos períodos do jogo e o resultado é injusto. O que valeu foi o que o Milan foi vencer na Ucrânia e deste modo ainda podemos ter esperanças de atingir a Taça Uefa. Aliás, nem quero pensar o contrário, porque ser eliminado das competições europeias antes do Natal seria catastrófico. Estou bastante chateado e não me apetece alongar de mais sobre o jogo, pelo que vou referir só o seguinte:
1) Antes de mais, gostaria de dizer isto: espero que o Binya (que até estava a ser dos melhores) leve cinco jogos de suspensão na Champions e que o Benfica o castigue durante um mês no campeonato. Aquele tipo de entradas assassinas são apanágio do clube regional, não do Glorioso Sport Lisboa e Benfica. Prefiro perder um bom jogador a ter que levar com um Paulinho Santos ou um André em potência. Não admito comportamentos daqueles a jogadores do Glorioso. Ou ele muda, e esta é a última oportunidade que deverá ter, ou então pode ir-se embora. Antes ir parar à II Divisão do que ter atitudes à la clube regional;
2) Outro aspecto que me irritou solenemente foi a forma como marcámos os livres perigosos que tivemos a favor. Então aquele do Rui Costa à entrada da área foi de bradar aos céus! Estará escrito em algum lado que temos que dar dois toques na bola num livre directo antes de rematar à baliza? E que tal experimentarmos rematar directamente, hein? Como é possível não se criar perigo num livre à entrada da área?!;
3) Porque é que o Cardozo está há três meses em Portugal e ainda não lhe pusemos à disposição um treinador específico para os lances de cabeça? Porque é que o homem continua sem praticar remates de cabeça nos treinos? Será que o Rui Águas não pode fazer uma perninha e dar-lhe uma ajuda? Não conseguimos tirar ilações daquele cabeceamento ao poste a meio metro da linha de golo em Milão? O lance na 2ª parte em que o paraguaio falha o cabeceamento e acaba por tocar na bola com o braço, quando estava em cima da pequena-área(!), é inacreditável. Falhámos aí a melhor oportunidade para igualar a partida;
4) Não percebi a saída do Rui Costa e menos ainda a entrada do Bergessio, com o Adu no banco. Porque é que o Camacho não utilizou o seu talismã? Neste momento, o Adu está inclusive em melhor forma que o Di María, que não entrou nada bem na partida, embora neste caso tenha substituído o nosso pior jogador na noite de hoje, o Maxi Pereira;
5) Porque é que será que temos dois Cardozos, um para o campeonato e outro para a Champions? Apesar do inacreditável falhanço de cabeça, ele fez um dos melhores jogos até agora pelo Benfica. Ganhou bastantes mais bolas que o costume e na 1ª parte os remates mais perigosos foram dele. Aliás, a equipa esteve globalmente bem, inclusive o Luís Filipe! Só foi pena o Luisão ter-se encolhido no lance do golo e dessa forma ter permitido que o remate fora da área ressaltasse nele, e enganasse o Quim. Até nisto o Celtic teve sorte.
1) Antes de mais, gostaria de dizer isto: espero que o Binya (que até estava a ser dos melhores) leve cinco jogos de suspensão na Champions e que o Benfica o castigue durante um mês no campeonato. Aquele tipo de entradas assassinas são apanágio do clube regional, não do Glorioso Sport Lisboa e Benfica. Prefiro perder um bom jogador a ter que levar com um Paulinho Santos ou um André em potência. Não admito comportamentos daqueles a jogadores do Glorioso. Ou ele muda, e esta é a última oportunidade que deverá ter, ou então pode ir-se embora. Antes ir parar à II Divisão do que ter atitudes à la clube regional;
2) Outro aspecto que me irritou solenemente foi a forma como marcámos os livres perigosos que tivemos a favor. Então aquele do Rui Costa à entrada da área foi de bradar aos céus! Estará escrito em algum lado que temos que dar dois toques na bola num livre directo antes de rematar à baliza? E que tal experimentarmos rematar directamente, hein? Como é possível não se criar perigo num livre à entrada da área?!;
3) Porque é que o Cardozo está há três meses em Portugal e ainda não lhe pusemos à disposição um treinador específico para os lances de cabeça? Porque é que o homem continua sem praticar remates de cabeça nos treinos? Será que o Rui Águas não pode fazer uma perninha e dar-lhe uma ajuda? Não conseguimos tirar ilações daquele cabeceamento ao poste a meio metro da linha de golo em Milão? O lance na 2ª parte em que o paraguaio falha o cabeceamento e acaba por tocar na bola com o braço, quando estava em cima da pequena-área(!), é inacreditável. Falhámos aí a melhor oportunidade para igualar a partida;
4) Não percebi a saída do Rui Costa e menos ainda a entrada do Bergessio, com o Adu no banco. Porque é que o Camacho não utilizou o seu talismã? Neste momento, o Adu está inclusive em melhor forma que o Di María, que não entrou nada bem na partida, embora neste caso tenha substituído o nosso pior jogador na noite de hoje, o Maxi Pereira;
5) Porque é que será que temos dois Cardozos, um para o campeonato e outro para a Champions? Apesar do inacreditável falhanço de cabeça, ele fez um dos melhores jogos até agora pelo Benfica. Ganhou bastantes mais bolas que o costume e na 1ª parte os remates mais perigosos foram dele. Aliás, a equipa esteve globalmente bem, inclusive o Luís Filipe! Só foi pena o Luisão ter-se encolhido no lance do golo e dessa forma ter permitido que o remate fora da área ressaltasse nele, e enganasse o Quim. Até nisto o Celtic teve sorte.
segunda-feira, novembro 05, 2007
Essencial
Vencemos em Paços de Ferreira (2-1) e conseguimos reduzir em dois pontos a vantagem do clube regional, que empatou em casa frente ao Belenenses. Um fim-de-semana prolongado impediu-me de postar mais cedo, mas obviamente não me impediu de ver o jogo.
Em 1º lugar, tenho que reconhecer que tivemos sorte na vitória. Entrámos muito bem, o que não vem sendo nada habitual, e durante os primeiros quinze minutos, o Paços de Ferreira mal passou de meio-campo. Todavia, o nosso domínio não era traduzido em oportunidades flagrantes, mas acabámos por ter uma aos 20’, já depois do pressing inicial, num óptimo contra-ataque, em que o Léo isolado permitiu a defesa do guarda-redes. Só que um minuto depois marcámos mesmo. Livre do Rui Costa e cabeceamento à ponta-de-lança do C. Rodríguez. Infelizmente a vantagem só durou 8’, porque na sequência de um canto uma grande desconcentração defensiva, começando no Nuno Assis (batido infantilmente) e acabando nos jogadores na grande-área que deixaram o marcador sozinho, sofremos o empate. A partir daqui o jogo mudou um pouco, com o Paços a mostrar-se mais perigoso do que nós, apesar de jogar em contra-ataque.
Na 2ª parte exercemos maior domínio, mas as oportunidades mais perigosas foram deles. O Camacho fez entrar o Nuno Gomes (saiu o Maxi Pereira) para o lado do Cardozo e a nossa exibição melhorou ligeiramente, mas era muito difícil entrar na defesa contrária. Perto do fim entraram o Di María e posteriormente o Adu, e com o norte-americano em campo esperei ardentemente que a tradição se mantivesse. E assim foi! A 4’ do fim marcámos o golo do triunfo, outra vez na sequência de um livre do maestro, com a recarga vitoriosa a pertencer ao Katsouranis. Pela 5ª(!) vez este ano marcámos nos últimos cinco minutos, o que me parece estar longe de ser uma coincidência, até porque isto mesmo aconteceu com o Camacho na sua estadia anterior. O jogo só termina no fim e nós podemos não estar a jogar bem, mas nunca desistimos. E não me venham dizer que os golos nesta altura são só sorte... Sorte foi pouco tempo depois a bola ter embatido na nossa trave na sequência de um canto. Aí sim, tivemos mesmo estrelinha.
Individualmente tenho dificuldades em destacar alguém, porque não houve nenhum jogador a sobressair dos demais. O C. Rodríguez terá sido um dos melhores, mas desapareceu um pouco do jogo a certa altura. O Rui Costa fez as duas assistências, mas houve lances a meio-campo em que não tomou a melhor opção. O Katsouranis é cada vez mais um relógio suíço e marcou novamente um golo decisivo. Os restantes jogadores lutaram muito, mas não estiveram particularmente inspirados.
Era essencial ganhar este jogo e o objectivo principal foi atingido. Neste momento só dependemos de nós para ganhar o campeonato e isso em termos psicológicos é importantíssimo. Espero que o resultado nos estimule para uma boa prestação na 3ª feira em Glasgow, onde não podemos perder de maneira nenhuma, caso contrário só muito dificilmente não ficaremos de fora das provas europeias.
P.S. – Há uma 1ª vez para tudo, até para uma ida à cidade do Porto. E quanto mais não fosse, só pelos resultados do fim-de-semana fiquei com muita vontade de lá voltar! :-) Ou o empate do clube regional e a minha presença na cidade terá sido apenas uma mera coincidência? De qualquer maneira, duas coisas ressaltam do jogo: o fora-de-jogo mais escandaloso que eu já vi (e é preciso ser-se muito desonesto intelectualmente para comparar esta VERGONHA com a falta discutível sobre o Léo da qual resulta o nosso 2º golo), na jogada do golo do clube regional (o Postiga vem a recuar no campo sempre em offside de pelo menos um metro e depois acaba por marcar), e a lamentável omissão desse facto por parte do Jorge Jesus. Haveria de ser com o Benfica e ninguém o calava. Ele bem sabe como é que se costuma retribuir estes esquecimentos...
Em 1º lugar, tenho que reconhecer que tivemos sorte na vitória. Entrámos muito bem, o que não vem sendo nada habitual, e durante os primeiros quinze minutos, o Paços de Ferreira mal passou de meio-campo. Todavia, o nosso domínio não era traduzido em oportunidades flagrantes, mas acabámos por ter uma aos 20’, já depois do pressing inicial, num óptimo contra-ataque, em que o Léo isolado permitiu a defesa do guarda-redes. Só que um minuto depois marcámos mesmo. Livre do Rui Costa e cabeceamento à ponta-de-lança do C. Rodríguez. Infelizmente a vantagem só durou 8’, porque na sequência de um canto uma grande desconcentração defensiva, começando no Nuno Assis (batido infantilmente) e acabando nos jogadores na grande-área que deixaram o marcador sozinho, sofremos o empate. A partir daqui o jogo mudou um pouco, com o Paços a mostrar-se mais perigoso do que nós, apesar de jogar em contra-ataque.
Na 2ª parte exercemos maior domínio, mas as oportunidades mais perigosas foram deles. O Camacho fez entrar o Nuno Gomes (saiu o Maxi Pereira) para o lado do Cardozo e a nossa exibição melhorou ligeiramente, mas era muito difícil entrar na defesa contrária. Perto do fim entraram o Di María e posteriormente o Adu, e com o norte-americano em campo esperei ardentemente que a tradição se mantivesse. E assim foi! A 4’ do fim marcámos o golo do triunfo, outra vez na sequência de um livre do maestro, com a recarga vitoriosa a pertencer ao Katsouranis. Pela 5ª(!) vez este ano marcámos nos últimos cinco minutos, o que me parece estar longe de ser uma coincidência, até porque isto mesmo aconteceu com o Camacho na sua estadia anterior. O jogo só termina no fim e nós podemos não estar a jogar bem, mas nunca desistimos. E não me venham dizer que os golos nesta altura são só sorte... Sorte foi pouco tempo depois a bola ter embatido na nossa trave na sequência de um canto. Aí sim, tivemos mesmo estrelinha.
Individualmente tenho dificuldades em destacar alguém, porque não houve nenhum jogador a sobressair dos demais. O C. Rodríguez terá sido um dos melhores, mas desapareceu um pouco do jogo a certa altura. O Rui Costa fez as duas assistências, mas houve lances a meio-campo em que não tomou a melhor opção. O Katsouranis é cada vez mais um relógio suíço e marcou novamente um golo decisivo. Os restantes jogadores lutaram muito, mas não estiveram particularmente inspirados.
Era essencial ganhar este jogo e o objectivo principal foi atingido. Neste momento só dependemos de nós para ganhar o campeonato e isso em termos psicológicos é importantíssimo. Espero que o resultado nos estimule para uma boa prestação na 3ª feira em Glasgow, onde não podemos perder de maneira nenhuma, caso contrário só muito dificilmente não ficaremos de fora das provas europeias.
P.S. – Há uma 1ª vez para tudo, até para uma ida à cidade do Porto. E quanto mais não fosse, só pelos resultados do fim-de-semana fiquei com muita vontade de lá voltar! :-) Ou o empate do clube regional e a minha presença na cidade terá sido apenas uma mera coincidência? De qualquer maneira, duas coisas ressaltam do jogo: o fora-de-jogo mais escandaloso que eu já vi (e é preciso ser-se muito desonesto intelectualmente para comparar esta VERGONHA com a falta discutível sobre o Léo da qual resulta o nosso 2º golo), na jogada do golo do clube regional (o Postiga vem a recuar no campo sempre em offside de pelo menos um metro e depois acaba por marcar), e a lamentável omissão desse facto por parte do Jorge Jesus. Haveria de ser com o Benfica e ninguém o calava. Ele bem sabe como é que se costuma retribuir estes esquecimentos...
quinta-feira, novembro 01, 2007
Previsível
Perdemos 2-1 em Setúbal e fomos eliminados da Taça da Liga. Não posso dizer que o resultado me tenha surpreendido, já que alinhámos com uma equipa B e o V. Setúbal demonstrou mais uma vez que tem uma boa equipa.
Num restaurante durante uma festa de anos é difícil ter toda a atenção disponível para a TV, mas mesmo assim consegui ver o jogo na sua totalidade. Depois de nos colocarmos em vantagem, perto do intervalo e na sequência de (mais) um penalty discutível a nosso favor (já podemos ser roubados durante o campeonato todo que nos vão sempre atirar à cara os jogos desta competição para as equipas B) convertido pelo único marcador do Benfica nesta taça, o Adu, esperei que, se não ganhássemos, ao menos levássemos a partida para os penalties. No entanto, esqueci-me do novo reforço do V. Setúbal, o costa-marfinense Zoro, que teve papel preponderante na reviravolta. O lance do 1-1 é patético (magnífica assistência) e no 1-2 ele consegue deixar o avançado rematar à vontade dentro da área.
Agora que acabou esta competição para os habituais suplentes, espero que se tire as ilações devidas. O Luís Filipe, Miguelito e Zoro não têm lugar no plantel. É preferível ter juniores que sempre são mais baratos e ainda têm margem de progressão, ao contrário daqueles três. Nunca hão-de passar da mediania e de vez em quando têm paragens cerebrais que nos custam golos (o modo como o Miguelito é batido pelo defesa-direito deles no lance do 1-1 é inacreditável). O Andrés Diaz pode ser emprestado, porque também aparenta ser um jogador vulgar. O Di María parece que precisa de férias. O Edcarlos, a jogar a trinco, foi quem fez os nossos dois melhores remates à baliza, ambos de cabeça. O C. Rodríguez esteve apagado, mas o homem não é de ferro. Alguém, por favor, coloque o Bergessio a ver sessões contínuas de jogos do Eusébio, para ele aprender como se coloca o corpo na hora de rematar à baliza. O Adu foi dos melhorzinhos e não percebi a sua saída já depois do 1-2 (não era preferível ter tirado o Zoro e recuado o Edcarlos?).
Perdemos uma excelente oportunidade de conquistar algo este ano. É uma competição secundária, mas faz parte do calendário oficial, portanto tínhamos obrigação de fazer mais. Espero que a brincadeira não se repita na Taça de Portugal, mas acho que aí o Camacho não vai arriscar desta maneira. Até porque nessa altura não estaremos tão sobrecarregados de jogos.
Num restaurante durante uma festa de anos é difícil ter toda a atenção disponível para a TV, mas mesmo assim consegui ver o jogo na sua totalidade. Depois de nos colocarmos em vantagem, perto do intervalo e na sequência de (mais) um penalty discutível a nosso favor (já podemos ser roubados durante o campeonato todo que nos vão sempre atirar à cara os jogos desta competição para as equipas B) convertido pelo único marcador do Benfica nesta taça, o Adu, esperei que, se não ganhássemos, ao menos levássemos a partida para os penalties. No entanto, esqueci-me do novo reforço do V. Setúbal, o costa-marfinense Zoro, que teve papel preponderante na reviravolta. O lance do 1-1 é patético (magnífica assistência) e no 1-2 ele consegue deixar o avançado rematar à vontade dentro da área.
Agora que acabou esta competição para os habituais suplentes, espero que se tire as ilações devidas. O Luís Filipe, Miguelito e Zoro não têm lugar no plantel. É preferível ter juniores que sempre são mais baratos e ainda têm margem de progressão, ao contrário daqueles três. Nunca hão-de passar da mediania e de vez em quando têm paragens cerebrais que nos custam golos (o modo como o Miguelito é batido pelo defesa-direito deles no lance do 1-1 é inacreditável). O Andrés Diaz pode ser emprestado, porque também aparenta ser um jogador vulgar. O Di María parece que precisa de férias. O Edcarlos, a jogar a trinco, foi quem fez os nossos dois melhores remates à baliza, ambos de cabeça. O C. Rodríguez esteve apagado, mas o homem não é de ferro. Alguém, por favor, coloque o Bergessio a ver sessões contínuas de jogos do Eusébio, para ele aprender como se coloca o corpo na hora de rematar à baliza. O Adu foi dos melhorzinhos e não percebi a sua saída já depois do 1-2 (não era preferível ter tirado o Zoro e recuado o Edcarlos?).
Perdemos uma excelente oportunidade de conquistar algo este ano. É uma competição secundária, mas faz parte do calendário oficial, portanto tínhamos obrigação de fazer mais. Espero que a brincadeira não se repita na Taça de Portugal, mas acho que aí o Camacho não vai arriscar desta maneira. Até porque nessa altura não estaremos tão sobrecarregados de jogos.
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