quinta-feira, novembro 29, 2007
O costume
Empatámos frente ao Milan (1-1) e com a vitória “à Glorioso” do Celtic (aos 93’!) frente ao Shakhtar Donetsk já não temos hipóteses de qualificação para os oitavos-de-final da Champions. Como já referi, enquanto não tivermos equipa para lutar pela vitória na Liga dos Campeões, prefiro seguir para a Taça Uefa depois da fase de grupos, porque um palmarés faz-se com títulos e não com oitavos ou quartos-de-final. Só que o problema é que mesmo a qualificação para a Uefa está muito complicada, já que temos que fazer aquilo que não conseguimos desde o glorioso dia 8 de Março de 2006: ganhar fora para a Liga dos Campeões. Muito sinceramente acho difícil, especialmente pela sequência de jogos desta semana. Mas enfim, vamos ter esperança.
Esta partida frente aos italianos foi igual a muitas outras. Fomos a melhor equipa, tivemos mais ocasiões, mas no fim não ganhámos. Geralmente é sempre assim, em especial quando jogamos em casa. Ao contrário do que é habitual, não entrámos nada bem no jogo. Tivemos medo, como o próprio Rui Costa reconheceu, e não espantou que o Milan aproveitasse para se colocar em vantagem logo aos 15’. Inacreditavelmente deixámos o Pirlo rematar à vontade fora da área (ninguém na equipa vê resumos da Liga Italiana?!) e claro que a bola foi direitinha para dentro da baliza. Pouco depois, o Nuno Gomes conseguiu ganhar uma bola no lado direito do meio-campo e correu isolado em direcção à baliza. Fiquei fulo quando ele fez um passe de morte para o C. Rodríguez em vez de tentar o remate, mas pude depois verificar na TV que ele fez bem, porque já tinha o Nesta em cima. Infelizmente, o uruguaio não dominou bem a bola e não conseguiu rematar em condições. Mas aos 20’ o Maxi Pereira teve um momento para recordar para a vida toda. É quase impossível não ter sido o melhor golo da carreira dele, um remate colocadíssimo fora da área, com o pé esquerdo(!), que ainda bateu no poste antes de entrar. A partir daqui e até ao intervalo, fomos a melhor equipa e tivemos algumas boas ocasiões para fazer o 2-1 (especialmente aquela em que o Nuno Gomes isola o Maxi Pereira na direita, mas o remate que até ia ao lado foi interceptado), se bem que o Milan estivesse sempre à espreita do contra-ataque. Então quando a bola chegava ao Kaká (que deveria ser multado pelo seu excesso de velocidade...), temia-se sempre o pior, mas mesmo assim conseguimos defendê-lo relativamente bem.
Na 2ª parte, o Milan fechou-se na defesa e deixou de atacar. Muito “à italiana”. Enquanto isso, nós íamos fazendo jus à fama de sermos a equipa que mais remata na Liga dos Campeões, o que não deixando de ser positivo, revela igualmente a terrível falta de eficácia que temos. O Rui Costa, Petit e Nuno Gomes tiveram boas ocasiões para marcar, mas o destino da bola nunca foi o lado de dentro da baliza. Como a equipa estava a jogar bem e a pressionar o Milan era natural que o Camacho tardasse a fazer substituições, mas quando as realizou a 15’ do fim percebeu-se que era mesmo para ganhar o jogo: saiu o Luís Filipe para entrar o Di María e houve a troca directa de pontas-de-lança (Nuno Gomes por Cardozo). Aquele passe do Rui Costa a isolar o paraguaio, em que a bola saiu 50cm mais para a direita do que deveria, impedindo o Cardozo de chegar à bola, foi uma pena. Quando se fez a substituição da fezada, com a entrada do Adu, o Camacho surpreendeu ao tirar o David Luiz e a ratice italiana veio ao de cima. As duas únicas oportunidades deles na 2ª parte foram nessa altura. Mas felizmente o Kaká falhou em ambas e o empate manteve-se até ao fim.
O melhor do Benfica foi o Maxi Pereira, que realizou a exibição mais conseguida desde que chegou à Luz e não só pelo golo que marcou. O David Luiz também esteve muito bem, demonstrando grande classe (mesmo assim, ainda bem que o Inzaghi não veio, já que o Gilardino é bem mais fraco). O Rui Costa demorou um pouco a entrar no jogo, mas na 2ª parte os lances de perigo passavam todos por eles. Quem também foi crescendo de produção ao longo da partida foi o C. Rodríguez, que fez uma péssima 1ª parte. O Petit é que mostrou estar a um nível abaixo dos companheiros, o que é natural dado a sua recuperação da lesão, mas mesmo assim na 2ª parte melhorou imenso.
Só uma última palavra para a assistência. Considero LAMENTÁVEL que, num jogo decisivo frente ao campeão europeu e depois de cinco vitórias para o campeonato, o estádio tenha tido apenas cerca de 50.000 espectadores. Alguma coisa está mal quando isto acontece, mas não me parece que a culpa seja da equipa... Mas quem foi apoiou, e muito bem, o Glorioso.
P.S. – Isto de ganhar em Anfield Road é só para grandes equipas. As pequenas geralmente saem de lá derrotadas e por vezes por 4-1...
Esta partida frente aos italianos foi igual a muitas outras. Fomos a melhor equipa, tivemos mais ocasiões, mas no fim não ganhámos. Geralmente é sempre assim, em especial quando jogamos em casa. Ao contrário do que é habitual, não entrámos nada bem no jogo. Tivemos medo, como o próprio Rui Costa reconheceu, e não espantou que o Milan aproveitasse para se colocar em vantagem logo aos 15’. Inacreditavelmente deixámos o Pirlo rematar à vontade fora da área (ninguém na equipa vê resumos da Liga Italiana?!) e claro que a bola foi direitinha para dentro da baliza. Pouco depois, o Nuno Gomes conseguiu ganhar uma bola no lado direito do meio-campo e correu isolado em direcção à baliza. Fiquei fulo quando ele fez um passe de morte para o C. Rodríguez em vez de tentar o remate, mas pude depois verificar na TV que ele fez bem, porque já tinha o Nesta em cima. Infelizmente, o uruguaio não dominou bem a bola e não conseguiu rematar em condições. Mas aos 20’ o Maxi Pereira teve um momento para recordar para a vida toda. É quase impossível não ter sido o melhor golo da carreira dele, um remate colocadíssimo fora da área, com o pé esquerdo(!), que ainda bateu no poste antes de entrar. A partir daqui e até ao intervalo, fomos a melhor equipa e tivemos algumas boas ocasiões para fazer o 2-1 (especialmente aquela em que o Nuno Gomes isola o Maxi Pereira na direita, mas o remate que até ia ao lado foi interceptado), se bem que o Milan estivesse sempre à espreita do contra-ataque. Então quando a bola chegava ao Kaká (que deveria ser multado pelo seu excesso de velocidade...), temia-se sempre o pior, mas mesmo assim conseguimos defendê-lo relativamente bem.
Na 2ª parte, o Milan fechou-se na defesa e deixou de atacar. Muito “à italiana”. Enquanto isso, nós íamos fazendo jus à fama de sermos a equipa que mais remata na Liga dos Campeões, o que não deixando de ser positivo, revela igualmente a terrível falta de eficácia que temos. O Rui Costa, Petit e Nuno Gomes tiveram boas ocasiões para marcar, mas o destino da bola nunca foi o lado de dentro da baliza. Como a equipa estava a jogar bem e a pressionar o Milan era natural que o Camacho tardasse a fazer substituições, mas quando as realizou a 15’ do fim percebeu-se que era mesmo para ganhar o jogo: saiu o Luís Filipe para entrar o Di María e houve a troca directa de pontas-de-lança (Nuno Gomes por Cardozo). Aquele passe do Rui Costa a isolar o paraguaio, em que a bola saiu 50cm mais para a direita do que deveria, impedindo o Cardozo de chegar à bola, foi uma pena. Quando se fez a substituição da fezada, com a entrada do Adu, o Camacho surpreendeu ao tirar o David Luiz e a ratice italiana veio ao de cima. As duas únicas oportunidades deles na 2ª parte foram nessa altura. Mas felizmente o Kaká falhou em ambas e o empate manteve-se até ao fim.
O melhor do Benfica foi o Maxi Pereira, que realizou a exibição mais conseguida desde que chegou à Luz e não só pelo golo que marcou. O David Luiz também esteve muito bem, demonstrando grande classe (mesmo assim, ainda bem que o Inzaghi não veio, já que o Gilardino é bem mais fraco). O Rui Costa demorou um pouco a entrar no jogo, mas na 2ª parte os lances de perigo passavam todos por eles. Quem também foi crescendo de produção ao longo da partida foi o C. Rodríguez, que fez uma péssima 1ª parte. O Petit é que mostrou estar a um nível abaixo dos companheiros, o que é natural dado a sua recuperação da lesão, mas mesmo assim na 2ª parte melhorou imenso.
Só uma última palavra para a assistência. Considero LAMENTÁVEL que, num jogo decisivo frente ao campeão europeu e depois de cinco vitórias para o campeonato, o estádio tenha tido apenas cerca de 50.000 espectadores. Alguma coisa está mal quando isto acontece, mas não me parece que a culpa seja da equipa... Mas quem foi apoiou, e muito bem, o Glorioso.
P.S. – Isto de ganhar em Anfield Road é só para grandes equipas. As pequenas geralmente saem de lá derrotadas e por vezes por 4-1...
domingo, novembro 25, 2007
A 7ª vez
Vencemos em Coimbra por 3-1 e alcançámos a 5ª vitória seguida para o campeonato. Além disso, seguindo uma tradição camachiana é a 7ª vez que marcamos golos nos últimos cinco minutos de jogo, sendo que somente em Milão não evitámos a derrota. Portanto, são seis jogos em que estes golos são essenciais. Podem chamar-lhe sorte, vaca, o que quiserem, mas parece-me que é algo mais do que isso. Em 18 partidas com o Camacho, haver quase 40% delas em que conseguimos este feito não pode ser só coincidência. Parece-me mais o resultado do querer, do nunca desistir e jamais baixar os braços. E isto acaba por ter os seus frutos.
Para este encontro em Coimbra tivemos duas baixas muito importantes, o Maxi Pereira e o C. Rodríguez (malditas selecções!), e além disso gastámos uma substituição logo aos 10’, quando o Nuno Assis se magoou (não sei se não foi penalty, mas enfim...) e foi substituído pelo Cardozo. O David Luiz recuperou o seu lugar na defesa e o Katsouranis voltou ao meio-campo, alinhando juntamente com o Binya, Rui Costa e Di María. A consequência prática da saída do Nuno Assis foi a deslocação do maestro para a direita, o que penalizou bastante a construção do nosso jogo atacante. A partida estava equilibrada, mas o Luís Filipe resolveu dar um brinde à sua antiga equipa na sequência de um livre directo, ao fazer uma brilhante assistência quando tentava aliviar a bola, colocando-a nos pés do Lito, que rematou de primeira para golo aos 24’. A nossa defesa demonstrava alguma insegurança, mas nenhuma equipa merecia estar em vantagem naquela altura. Reagimos muito bem e dois minutos depois o Di María fez o seu primeiro remate de jeito (já não era sem tempo...) desde que chegou ao Benfica e a bola foi ao poste. Na recarga, o Nuno Gomes também rematou bem, mas o guarda-redes Ricardo (obrigado, Domingos, por colocares o Pedro Roma no banco!) defendeu bem. Aos 32’ tivemos um livre perto da área e mais uma vez marcámo-lo de forma indirecta, com dois toques e remate. Só que a acção do Nuno Gomes na barreira impediu o defesa de chegar a tempo à bola e assim o Rui Costa pode fazer a igualdade. Passei rapidamente de pior que estragado por não rematarmos directamente (ainda reminiscências do lance semelhante em Glasgow) para a euforia do golo!
Na 2ª parte, e conforme já sucedeu em ocasiões anteriores, não entrámos nada bem. Não conseguimos ter o controlo do jogo e empurrar a Académica para o seu meio-campo. De tal modo, que demorámos uma eternidade a rematar à baliza. Vendo isto, o Camacho promoveu o regresso do Petit aos 60’, tirando o Katsouranis (deixámos assim de ter totalistas no campeonato), quando eu preferia ter visto o Binya a sair, porque este já tinha sido avisado por duas vezes pelo Sr. Olegário Benquerença, e se levasse mais um amarelo não jogaria frente ao clube regional. Felizmente, o camaronês portou-se bem até final da partida. Logo no minuto seguinte, o Rui Costa tem uma abertura das dele e isola o Di María, só que este estava ligeiramente fora-de-jogo e assim o seu remate à barra já não contou. Dois minutos depois, o Camacho esgotou as substituições, entrando o Adu para o lugar do Nuno Gomes. Devo confessar que não gostei da substituição, até porque o Rui Costa se vinha queixando e arriscávamo-nos a jogar com dez até final. Por outro lado, estávamos empatados e tirávamos um avançado. Mas o que é certo é que melhorámos com esta troca. O Rui Costa voltou para o seu lugar natural e o americano foi colocar-se na direita. Com o reforço do meio-campo, conseguimos finalmente empurrar o jogo para a baliza da Académica. Aos 81’ o maestro inicia bem uma jogada, abrindo para o Di María na esquerda, que centra atrasado, devolvendo-lhe a bola, mas o Rui Costa falha clamorosamente o pontapé de primeira quando estava em excelente posição para marcar. O lance não era fácil, mas o maestro tinha obrigação de fazer melhor. E aos 85’, o guarda-redes Ricardo justificou a fezada do Domingos em colocá-lo, saindo a destempo a um lançamento lateral do Binya, permitindo que a bola sobrasse para o Luisão, que de calcanhar(!) a enviou para a baliza. Não satisfeito com a saída a destempo, o guarda-redes adversário ainda se deu ao luxo de falhar a defesa, quando tentava recuperar o seu lugar na baliza, permitindo que a bola passasse por cima da sua mão. A tradição, ao contrário do que eu já começava a duvidar, manteve-se! E ainda tivemos o bónus de mais um golo do Adu, aos 93’, num remate fora da área, em que pareceu igualmente que o guarda-redes poderia ter feito melhor.
Não fizemos um jogo muito conseguido e individualmente não é fácil apontar alguém de caras, mas o Rui Costa terá sido o melhor. O Di María teve bons momentos, mas falta-lhe aparecer mais em jogo, como faz o C. Rodríguez. Com o Nélson operacional, espero sinceramente que a opção pelo Luís Filipe acabe depressa, se bem que ele tenha vindo a acertar mais nos centros. Mas quando faz assistências para golos do adversário está tudo dito. O Adu voltou a justificar que se aposte nele mais vezes e o Cardozo pareceu ainda não totalmente recuperado da agressão do Ricardo Silva. O resto da equipa esteve a um nível mediano, sendo no entanto de salientar o bom regresso do David Luiz, que nem pareceu ter estado tanto tempo lesionado.
A sete dias de receber o clube regional era imperioso vencer e com o empate dos lagartos em Matosinhos, já temos seis pontos de vantagem em relação a eles. Vem aí a semana mais difícil da época, mas tendo finalmente todo o plantel operacional, estou confiante que, como diria o outro, poderemos fazer “coisas bonitas”.
Para este encontro em Coimbra tivemos duas baixas muito importantes, o Maxi Pereira e o C. Rodríguez (malditas selecções!), e além disso gastámos uma substituição logo aos 10’, quando o Nuno Assis se magoou (não sei se não foi penalty, mas enfim...) e foi substituído pelo Cardozo. O David Luiz recuperou o seu lugar na defesa e o Katsouranis voltou ao meio-campo, alinhando juntamente com o Binya, Rui Costa e Di María. A consequência prática da saída do Nuno Assis foi a deslocação do maestro para a direita, o que penalizou bastante a construção do nosso jogo atacante. A partida estava equilibrada, mas o Luís Filipe resolveu dar um brinde à sua antiga equipa na sequência de um livre directo, ao fazer uma brilhante assistência quando tentava aliviar a bola, colocando-a nos pés do Lito, que rematou de primeira para golo aos 24’. A nossa defesa demonstrava alguma insegurança, mas nenhuma equipa merecia estar em vantagem naquela altura. Reagimos muito bem e dois minutos depois o Di María fez o seu primeiro remate de jeito (já não era sem tempo...) desde que chegou ao Benfica e a bola foi ao poste. Na recarga, o Nuno Gomes também rematou bem, mas o guarda-redes Ricardo (obrigado, Domingos, por colocares o Pedro Roma no banco!) defendeu bem. Aos 32’ tivemos um livre perto da área e mais uma vez marcámo-lo de forma indirecta, com dois toques e remate. Só que a acção do Nuno Gomes na barreira impediu o defesa de chegar a tempo à bola e assim o Rui Costa pode fazer a igualdade. Passei rapidamente de pior que estragado por não rematarmos directamente (ainda reminiscências do lance semelhante em Glasgow) para a euforia do golo!
Na 2ª parte, e conforme já sucedeu em ocasiões anteriores, não entrámos nada bem. Não conseguimos ter o controlo do jogo e empurrar a Académica para o seu meio-campo. De tal modo, que demorámos uma eternidade a rematar à baliza. Vendo isto, o Camacho promoveu o regresso do Petit aos 60’, tirando o Katsouranis (deixámos assim de ter totalistas no campeonato), quando eu preferia ter visto o Binya a sair, porque este já tinha sido avisado por duas vezes pelo Sr. Olegário Benquerença, e se levasse mais um amarelo não jogaria frente ao clube regional. Felizmente, o camaronês portou-se bem até final da partida. Logo no minuto seguinte, o Rui Costa tem uma abertura das dele e isola o Di María, só que este estava ligeiramente fora-de-jogo e assim o seu remate à barra já não contou. Dois minutos depois, o Camacho esgotou as substituições, entrando o Adu para o lugar do Nuno Gomes. Devo confessar que não gostei da substituição, até porque o Rui Costa se vinha queixando e arriscávamo-nos a jogar com dez até final. Por outro lado, estávamos empatados e tirávamos um avançado. Mas o que é certo é que melhorámos com esta troca. O Rui Costa voltou para o seu lugar natural e o americano foi colocar-se na direita. Com o reforço do meio-campo, conseguimos finalmente empurrar o jogo para a baliza da Académica. Aos 81’ o maestro inicia bem uma jogada, abrindo para o Di María na esquerda, que centra atrasado, devolvendo-lhe a bola, mas o Rui Costa falha clamorosamente o pontapé de primeira quando estava em excelente posição para marcar. O lance não era fácil, mas o maestro tinha obrigação de fazer melhor. E aos 85’, o guarda-redes Ricardo justificou a fezada do Domingos em colocá-lo, saindo a destempo a um lançamento lateral do Binya, permitindo que a bola sobrasse para o Luisão, que de calcanhar(!) a enviou para a baliza. Não satisfeito com a saída a destempo, o guarda-redes adversário ainda se deu ao luxo de falhar a defesa, quando tentava recuperar o seu lugar na baliza, permitindo que a bola passasse por cima da sua mão. A tradição, ao contrário do que eu já começava a duvidar, manteve-se! E ainda tivemos o bónus de mais um golo do Adu, aos 93’, num remate fora da área, em que pareceu igualmente que o guarda-redes poderia ter feito melhor.
Não fizemos um jogo muito conseguido e individualmente não é fácil apontar alguém de caras, mas o Rui Costa terá sido o melhor. O Di María teve bons momentos, mas falta-lhe aparecer mais em jogo, como faz o C. Rodríguez. Com o Nélson operacional, espero sinceramente que a opção pelo Luís Filipe acabe depressa, se bem que ele tenha vindo a acertar mais nos centros. Mas quando faz assistências para golos do adversário está tudo dito. O Adu voltou a justificar que se aposte nele mais vezes e o Cardozo pareceu ainda não totalmente recuperado da agressão do Ricardo Silva. O resto da equipa esteve a um nível mediano, sendo no entanto de salientar o bom regresso do David Luiz, que nem pareceu ter estado tanto tempo lesionado.
A sete dias de receber o clube regional era imperioso vencer e com o empate dos lagartos em Matosinhos, já temos seis pontos de vantagem em relação a eles. Vem aí a semana mais difícil da época, mas tendo finalmente todo o plantel operacional, estou confiante que, como diria o outro, poderemos fazer “coisas bonitas”.
quinta-feira, novembro 22, 2007
À rasca
Lá conseguimos o apuramento para o Euro 2008 ao empatar em casa com a Finlândia (0-0). O fantasma da Polónia e da Sérvia ainda pairou nos últimos minutos do jogo, mas felizmente desta vez não sofremos nenhum golo. Sobre a partida de ontem apraz-me dizer duas coisas:
1) Convém não esquecer que alinhámos sem cinco(!) titulares indiscutíveis (Miguel, Ricardo Carvalho, Jorge Andrade, Petit e Deco), sendo que três deles são defesas. Com meia equipa de fora é natural que a exibição não tenha sido muito brilhante, mas nós somos mesmo um povo muito difícil de satisfazer: primeiro, queremos o apuramento, depois já não chega só o apuramento e se não ganharmos os jogos todos por 3-0 anda tudo a criticar o seleccionador. Já o disse e volto a repetir: inimigos dos meus inimigos, meus amigos são e por isso hei-de sempre gostar do Scolari. Apesar de algumas opções criticáveis, é de longe o melhor seleccionador de sempre do futebol português. Vice-campeão da Europa, 4º lugar no Mundial e apuramento para outro Europeu. Querem mais?
2) Continuo sem perceber porque é que jogámos mais uma vez com 10 durante 84’! Durante o jogo, por vezes, pensava que era perseguição da minha parte, mas o nº 27 fazia sempre questão de me dar razão. Há muito tempo que não via um jogador não fazer NADA durante um jogo inteiro. Quer dizer, há muito tempo não, desde o último jogo deste tipo pela selecção. É INACREDITÁVEL como com dois jogadores de futebol no banco, e que ainda por cima são extremos (Simão e Nani), o Scolari insista em fazer alinhar um artista de circo. Estou a pensar seriamente em deixar de ver jogos de Portugal quando ele for titular. A minha irritação começa a atingir os limites do suportável, ainda por cima ajudada pelo Luís Baila e os seus orgasmos consecutivos cada vez que o homem toca na bola. O que me deixa mais fora de mim é ver que o tipo não tem a humildade para jogar simples quando as coisas não lhe correm bem. Não, insiste sempre nos malabarismos que resultam sempre em palhaçadas inconsequentes. É exasperante!
P.S. – Despediram o Eriksson, não foi? Pois bem, agora os ingleses podem ver o Europeu pela televisão!
1) Convém não esquecer que alinhámos sem cinco(!) titulares indiscutíveis (Miguel, Ricardo Carvalho, Jorge Andrade, Petit e Deco), sendo que três deles são defesas. Com meia equipa de fora é natural que a exibição não tenha sido muito brilhante, mas nós somos mesmo um povo muito difícil de satisfazer: primeiro, queremos o apuramento, depois já não chega só o apuramento e se não ganharmos os jogos todos por 3-0 anda tudo a criticar o seleccionador. Já o disse e volto a repetir: inimigos dos meus inimigos, meus amigos são e por isso hei-de sempre gostar do Scolari. Apesar de algumas opções criticáveis, é de longe o melhor seleccionador de sempre do futebol português. Vice-campeão da Europa, 4º lugar no Mundial e apuramento para outro Europeu. Querem mais?
2) Continuo sem perceber porque é que jogámos mais uma vez com 10 durante 84’! Durante o jogo, por vezes, pensava que era perseguição da minha parte, mas o nº 27 fazia sempre questão de me dar razão. Há muito tempo que não via um jogador não fazer NADA durante um jogo inteiro. Quer dizer, há muito tempo não, desde o último jogo deste tipo pela selecção. É INACREDITÁVEL como com dois jogadores de futebol no banco, e que ainda por cima são extremos (Simão e Nani), o Scolari insista em fazer alinhar um artista de circo. Estou a pensar seriamente em deixar de ver jogos de Portugal quando ele for titular. A minha irritação começa a atingir os limites do suportável, ainda por cima ajudada pelo Luís Baila e os seus orgasmos consecutivos cada vez que o homem toca na bola. O que me deixa mais fora de mim é ver que o tipo não tem a humildade para jogar simples quando as coisas não lhe correm bem. Não, insiste sempre nos malabarismos que resultam sempre em palhaçadas inconsequentes. É exasperante!
P.S. – Despediram o Eriksson, não foi? Pois bem, agora os ingleses podem ver o Europeu pela televisão!
segunda-feira, novembro 19, 2007
Rescaldo do VI Jantar de Bloguiquistas
Tal como previsto, realizou-se no passado sábado o VI jantar de bloggers do Benfica. Tal como das vezes anteriores, discutiu-se o Benfica durante mais de sete horas (das 20h às 3h30). Tal como aconteceu antes, ninguém deu pelo passar do tempo. Tal como manda a tradição, saímos do restaurante para o perímetro exterior do estádio (desta vez os senhores da Catedral da Cerveja só nos puseram fora à 1h30, o que deu imenso jeito, porque foi a noite mais fria do ano até agora) e daí para a rua, a partir das 2h00. Tal como habitualmente, ficou desde já marcado novo encontro, lá para Maio, esperemos todos que para comemoração do título nacional.
Quem disse presente neste encontro foram os seguintes convivas: Pedro FF, D’Arcy, S.L.B, TMA, Gwaihir, T-Rex, Dezazucr, Pedro (e habitual companhia), Glorioso Adepto e os estreantes Bakero e Leão Eça Cana.
P.S. – Entretanto, ainda deu para ir vendo o jogo da selecção frente à Arménia. O objectivo era ganhar e foi o que aconteceu (1-0), mas deu para perceber que não jogámos grande coisa. No entanto, o mais importante foi conseguido: nenhum jogador do Benfica se lesionou. Ao contrário do que sucedeu com a selecção do Uruguai, em que parece que o C. Rodríguez está com problemas físicos. Espero que não seja nada de especial. Vem aí uma série de jogos fundamentais para o resto da época.
Quem disse presente neste encontro foram os seguintes convivas: Pedro FF, D’Arcy, S.L.B, TMA, Gwaihir, T-Rex, Dezazucr, Pedro (e habitual companhia), Glorioso Adepto e os estreantes Bakero e Leão Eça Cana.
P.S. – Entretanto, ainda deu para ir vendo o jogo da selecção frente à Arménia. O objectivo era ganhar e foi o que aconteceu (1-0), mas deu para perceber que não jogámos grande coisa. No entanto, o mais importante foi conseguido: nenhum jogador do Benfica se lesionou. Ao contrário do que sucedeu com a selecção do Uruguai, em que parece que o C. Rodríguez está com problemas físicos. Espero que não seja nada de especial. Vem aí uma série de jogos fundamentais para o resto da época.
segunda-feira, novembro 12, 2007
Melhor seria difícil
Vencemos o Boavista por 6-1 e conseguimos uma inédita 4ª vitória seguida no campeonato. Com o inacreditável empate do clube regional (a ganhar 2-0 aos 85’!) na Amadora, estamos agora a quatro pontos do 1º e com a derrota dos lagartos em Braga ficámos com quatro pontos de vantagem em relação a eles. O fim-de-semana esteve próximo da perfeição! Mas deve dizer-se que, apesar de a vitória ser indiscutível, a sorte do jogo não nos foi madrasta. Na 1ª parte, o Boavista teve três boas ocasiões para igualar já depois de estar 1-0 e na 2ª, mesmo antes do 4-1, há um jogador axadrezado que isolado atira ao poste. Isto já para não falar da expulsão (justa), por 2º amarelo, do Zé Kalanga logo aos 55’. Os números talvez sejam exagerados, mas a justeza da vitória é inquestionável.
Por outro lado, gostaria de salientar estas coincidências que acontecem sempre com o Camacho. Desde o 6-2 em Setúbal em 2002/03 que não marcávamos seis golos no campeonato e é mesmo a primeira vez que os marcamos em jogos oficiais na nova Luz. Este nunca baixar de braços, mesmo com o resultado mais que favorável, juntamente com a quantidade de golos que marcamos nos últimos minutos (e hoje foram mais dois) são coisas que (olha que curioso!) só acontecem a ele. A equipa apresentou-se de início com o Nuno Gomes, sem o Edcarlos e portanto com o respectivo recuo do Katsouranis para a defesa. Todavia, não fizemos uma boa 1ª parte. Tivemos o mérito de marcar relativamente cedo, 18’ pelo Cardozo, mas depois deixámos o Boavista manobrar à vontade no nosso meio-campo, o que nos poderia ter causado dissabores, porque eles tiveram algumas boas ocasiões para empatar, se bem que o Cardozo e o Luisão também estivessem próximos do 2-0.
A 2ª parte foi melhor. É óbvio que a expulsão aos 55’ nos facilitou a vida, porque passámos a ter muito mais espaço, embora o Boavista, estranhamente ao que é habitual nas equipas do Jaime Pacheco, tenha sido sempre muito permissivo na hora de defender. No entanto, através de um contra-ataque que o Luís Filipe deveria ter morto logo à nascença com uma falta na linha lateral, o Boavista conseguiu empatar pelo Jorge Ribeiro apenas 3’ depois da expulsão. Felizmente nós reagimos bem e 4’ volvidos chegámos de novo à vantagem com a estreia do Maxi Pereira a marcar na sequência de uma óptima jogada do Léo. Desta vez não deixámos correr o marfim como na 1ª parte e aos 66’ o C. Rodríguez fez o 3-1 num inteligente golpe de cabeça, depois de uma entrada do Rui Costa na área, e o vencedor ficou encontrado. O Boavista teve a tal bola ao poste e nos últimos 11 minutos marcámos mais três golos, dois dos quais do Nuno Gomes. Como ouvi a um adepto à saída do estádio, desforrámo-nos do incrível jogo do ano passado e do empate com as quatro bolas aos ferros. E só não fizemos o 7-1, porque o Bergessio marcou um penalty sem concentração nenhuma (parecia o Butt na Amadora) e permitiu a defesa ao guarda-redes, o que me fez sair um pouco chateado do campo, porque foi a última jogada da partida.
A equipa fez um jogo muito interessante, especialmente na 2ª parte. Houve bastante jogadores com exibições acima da média, mas não acho que tivesse havido algum que se tenha destacado muito dos demais. Com o espaço todo que teve, o Rui Costa foi dos melhores, se bem que a pontaria tenha que ser revista. O C. Rodríguez abusou um pouco do individualismo na 1ª parte, mas depois soltou-se mais uma vez e confirmou ser o nosso melhor reforço este ano. O Cardozo marcou um golo muito oportuno e espero que a lesão que teve (num lance bárbaro que nem falta foi!) não seja grave. O Nuno Gomes fez mais um bis e mostrou que temos que jogar com dois avançados na maioria dos jogos. O Binya esteve muitíssimo mais retraído do que é habitual, a que não será de todo alheio o lance de Glasgow. Não percebo é porque é que o Camacho não dá uma oportunidade ao Adu em jogos destes com o resultado já feito. Até porque o Di María já esteve em melhor forma do que agora.
Uma última palavra para a arbitragem ENORMEMENTE habilidosa do Sr. Paulo Paraty. Enquanto o resultado esteve na vantagem mínima foi tentando provocar os nossos jogadores, não assinalando faltas a nosso favor e inventado outras para o adversário. O cartão amarelo ao Léo é ridículo e teve azar porque o jogador do Boavista que fez a falta a seguir foi um que tinha já amarelo e quando o Paraty puxou do cartão não se apercebeu quem era e depois teve que o expulsar. O lance foi mesmo à minha frente e fiquei com a nítida sensação que se o árbitro tivesse reparado que era um jogador já amarelado não tinha mostrado nada. Assim que a diferença no marcador foi subindo, e como já lhe era impossível inverter o rumo do jogo, a arbitragem modificou-se para melhor, de tal maneira que até assinalou dois penalties a nosso favor (ambos indiscutíveis, claro).
P.S. – Como comentei ao intervalo com os meus colegas de bancada e não foi a 1ª vez que o fiz, a minha grande esperança no Jesualdo Ferreira começa a dar os seus frutos. Em apenas duas jornadas, a vantagem reduziu-se a metade. E este jogo teve laivos de hilaridade. Eu nem o estava a ver, porque com 2-0 a favor deles jamais me passou pela cabeça que não ganhassem e só um sms do D’Arcy é que me alertou para o que se passou! A saída do Helton no 1-2 é magnífica e depois há um inédito penalty contra eles aos 91’! Ainda estamos muito longe de o polvo estar morto, mas nos bons velhos tempos do Apito Dourado esta situação era impensável...
Por outro lado, gostaria de salientar estas coincidências que acontecem sempre com o Camacho. Desde o 6-2 em Setúbal em 2002/03 que não marcávamos seis golos no campeonato e é mesmo a primeira vez que os marcamos em jogos oficiais na nova Luz. Este nunca baixar de braços, mesmo com o resultado mais que favorável, juntamente com a quantidade de golos que marcamos nos últimos minutos (e hoje foram mais dois) são coisas que (olha que curioso!) só acontecem a ele. A equipa apresentou-se de início com o Nuno Gomes, sem o Edcarlos e portanto com o respectivo recuo do Katsouranis para a defesa. Todavia, não fizemos uma boa 1ª parte. Tivemos o mérito de marcar relativamente cedo, 18’ pelo Cardozo, mas depois deixámos o Boavista manobrar à vontade no nosso meio-campo, o que nos poderia ter causado dissabores, porque eles tiveram algumas boas ocasiões para empatar, se bem que o Cardozo e o Luisão também estivessem próximos do 2-0.
A 2ª parte foi melhor. É óbvio que a expulsão aos 55’ nos facilitou a vida, porque passámos a ter muito mais espaço, embora o Boavista, estranhamente ao que é habitual nas equipas do Jaime Pacheco, tenha sido sempre muito permissivo na hora de defender. No entanto, através de um contra-ataque que o Luís Filipe deveria ter morto logo à nascença com uma falta na linha lateral, o Boavista conseguiu empatar pelo Jorge Ribeiro apenas 3’ depois da expulsão. Felizmente nós reagimos bem e 4’ volvidos chegámos de novo à vantagem com a estreia do Maxi Pereira a marcar na sequência de uma óptima jogada do Léo. Desta vez não deixámos correr o marfim como na 1ª parte e aos 66’ o C. Rodríguez fez o 3-1 num inteligente golpe de cabeça, depois de uma entrada do Rui Costa na área, e o vencedor ficou encontrado. O Boavista teve a tal bola ao poste e nos últimos 11 minutos marcámos mais três golos, dois dos quais do Nuno Gomes. Como ouvi a um adepto à saída do estádio, desforrámo-nos do incrível jogo do ano passado e do empate com as quatro bolas aos ferros. E só não fizemos o 7-1, porque o Bergessio marcou um penalty sem concentração nenhuma (parecia o Butt na Amadora) e permitiu a defesa ao guarda-redes, o que me fez sair um pouco chateado do campo, porque foi a última jogada da partida.
A equipa fez um jogo muito interessante, especialmente na 2ª parte. Houve bastante jogadores com exibições acima da média, mas não acho que tivesse havido algum que se tenha destacado muito dos demais. Com o espaço todo que teve, o Rui Costa foi dos melhores, se bem que a pontaria tenha que ser revista. O C. Rodríguez abusou um pouco do individualismo na 1ª parte, mas depois soltou-se mais uma vez e confirmou ser o nosso melhor reforço este ano. O Cardozo marcou um golo muito oportuno e espero que a lesão que teve (num lance bárbaro que nem falta foi!) não seja grave. O Nuno Gomes fez mais um bis e mostrou que temos que jogar com dois avançados na maioria dos jogos. O Binya esteve muitíssimo mais retraído do que é habitual, a que não será de todo alheio o lance de Glasgow. Não percebo é porque é que o Camacho não dá uma oportunidade ao Adu em jogos destes com o resultado já feito. Até porque o Di María já esteve em melhor forma do que agora.
Uma última palavra para a arbitragem ENORMEMENTE habilidosa do Sr. Paulo Paraty. Enquanto o resultado esteve na vantagem mínima foi tentando provocar os nossos jogadores, não assinalando faltas a nosso favor e inventado outras para o adversário. O cartão amarelo ao Léo é ridículo e teve azar porque o jogador do Boavista que fez a falta a seguir foi um que tinha já amarelo e quando o Paraty puxou do cartão não se apercebeu quem era e depois teve que o expulsar. O lance foi mesmo à minha frente e fiquei com a nítida sensação que se o árbitro tivesse reparado que era um jogador já amarelado não tinha mostrado nada. Assim que a diferença no marcador foi subindo, e como já lhe era impossível inverter o rumo do jogo, a arbitragem modificou-se para melhor, de tal maneira que até assinalou dois penalties a nosso favor (ambos indiscutíveis, claro).
P.S. – Como comentei ao intervalo com os meus colegas de bancada e não foi a 1ª vez que o fiz, a minha grande esperança no Jesualdo Ferreira começa a dar os seus frutos. Em apenas duas jornadas, a vantagem reduziu-se a metade. E este jogo teve laivos de hilaridade. Eu nem o estava a ver, porque com 2-0 a favor deles jamais me passou pela cabeça que não ganhassem e só um sms do D’Arcy é que me alertou para o que se passou! A saída do Helton no 1-2 é magnífica e depois há um inédito penalty contra eles aos 91’! Ainda estamos muito longe de o polvo estar morto, mas nos bons velhos tempos do Apito Dourado esta situação era impensável...
sexta-feira, novembro 09, 2007
VI Jantar de Bloguiquistas
A “comissão organizadora” (Pedro F.F., D’Arcy e eu próprio) achou que estava mais que na altura de a blogosfera benfiquista se reunir de novo à mesa para mais um jantar. Assim sendo, e tendo em conta as (poucas) datas disponíveis até ao Natal, decidimos marcar o repasto para sábado, dia 17 de Novembro, às 20h. Sensivelmente daqui a uma semana e meia, é o dia do jogo da selecção frente à Arménia, que poderá ser visto nos ecrãs do restaurante com a melhor vista de Lisboa, o Catedral da Cerveja. Esperamos uma comparência tão grande quanto a edição anterior, que os faltosos e os que nunca foram possam ir, e como de costume será melhor avisar em casa que não têm horas de voltar...
Agradecemos que enviem os vossos emails de confirmação para tertuliabenfiquista@gmail.com.
Agradecemos que enviem os vossos emails de confirmação para tertuliabenfiquista@gmail.com.
terça-feira, novembro 06, 2007
Mal perdido
Infelizmente continua o hábito de os resultados entre Celtic e Benfica serem iguais e portanto fomos derrotados em Glasgow por 0-1. Estas são as derrotas que me custam mais a digerir, porque fomos a melhor equipa durante largos períodos do jogo e o resultado é injusto. O que valeu foi o que o Milan foi vencer na Ucrânia e deste modo ainda podemos ter esperanças de atingir a Taça Uefa. Aliás, nem quero pensar o contrário, porque ser eliminado das competições europeias antes do Natal seria catastrófico. Estou bastante chateado e não me apetece alongar de mais sobre o jogo, pelo que vou referir só o seguinte:
1) Antes de mais, gostaria de dizer isto: espero que o Binya (que até estava a ser dos melhores) leve cinco jogos de suspensão na Champions e que o Benfica o castigue durante um mês no campeonato. Aquele tipo de entradas assassinas são apanágio do clube regional, não do Glorioso Sport Lisboa e Benfica. Prefiro perder um bom jogador a ter que levar com um Paulinho Santos ou um André em potência. Não admito comportamentos daqueles a jogadores do Glorioso. Ou ele muda, e esta é a última oportunidade que deverá ter, ou então pode ir-se embora. Antes ir parar à II Divisão do que ter atitudes à la clube regional;
2) Outro aspecto que me irritou solenemente foi a forma como marcámos os livres perigosos que tivemos a favor. Então aquele do Rui Costa à entrada da área foi de bradar aos céus! Estará escrito em algum lado que temos que dar dois toques na bola num livre directo antes de rematar à baliza? E que tal experimentarmos rematar directamente, hein? Como é possível não se criar perigo num livre à entrada da área?!;
3) Porque é que o Cardozo está há três meses em Portugal e ainda não lhe pusemos à disposição um treinador específico para os lances de cabeça? Porque é que o homem continua sem praticar remates de cabeça nos treinos? Será que o Rui Águas não pode fazer uma perninha e dar-lhe uma ajuda? Não conseguimos tirar ilações daquele cabeceamento ao poste a meio metro da linha de golo em Milão? O lance na 2ª parte em que o paraguaio falha o cabeceamento e acaba por tocar na bola com o braço, quando estava em cima da pequena-área(!), é inacreditável. Falhámos aí a melhor oportunidade para igualar a partida;
4) Não percebi a saída do Rui Costa e menos ainda a entrada do Bergessio, com o Adu no banco. Porque é que o Camacho não utilizou o seu talismã? Neste momento, o Adu está inclusive em melhor forma que o Di María, que não entrou nada bem na partida, embora neste caso tenha substituído o nosso pior jogador na noite de hoje, o Maxi Pereira;
5) Porque é que será que temos dois Cardozos, um para o campeonato e outro para a Champions? Apesar do inacreditável falhanço de cabeça, ele fez um dos melhores jogos até agora pelo Benfica. Ganhou bastantes mais bolas que o costume e na 1ª parte os remates mais perigosos foram dele. Aliás, a equipa esteve globalmente bem, inclusive o Luís Filipe! Só foi pena o Luisão ter-se encolhido no lance do golo e dessa forma ter permitido que o remate fora da área ressaltasse nele, e enganasse o Quim. Até nisto o Celtic teve sorte.
1) Antes de mais, gostaria de dizer isto: espero que o Binya (que até estava a ser dos melhores) leve cinco jogos de suspensão na Champions e que o Benfica o castigue durante um mês no campeonato. Aquele tipo de entradas assassinas são apanágio do clube regional, não do Glorioso Sport Lisboa e Benfica. Prefiro perder um bom jogador a ter que levar com um Paulinho Santos ou um André em potência. Não admito comportamentos daqueles a jogadores do Glorioso. Ou ele muda, e esta é a última oportunidade que deverá ter, ou então pode ir-se embora. Antes ir parar à II Divisão do que ter atitudes à la clube regional;
2) Outro aspecto que me irritou solenemente foi a forma como marcámos os livres perigosos que tivemos a favor. Então aquele do Rui Costa à entrada da área foi de bradar aos céus! Estará escrito em algum lado que temos que dar dois toques na bola num livre directo antes de rematar à baliza? E que tal experimentarmos rematar directamente, hein? Como é possível não se criar perigo num livre à entrada da área?!;
3) Porque é que o Cardozo está há três meses em Portugal e ainda não lhe pusemos à disposição um treinador específico para os lances de cabeça? Porque é que o homem continua sem praticar remates de cabeça nos treinos? Será que o Rui Águas não pode fazer uma perninha e dar-lhe uma ajuda? Não conseguimos tirar ilações daquele cabeceamento ao poste a meio metro da linha de golo em Milão? O lance na 2ª parte em que o paraguaio falha o cabeceamento e acaba por tocar na bola com o braço, quando estava em cima da pequena-área(!), é inacreditável. Falhámos aí a melhor oportunidade para igualar a partida;
4) Não percebi a saída do Rui Costa e menos ainda a entrada do Bergessio, com o Adu no banco. Porque é que o Camacho não utilizou o seu talismã? Neste momento, o Adu está inclusive em melhor forma que o Di María, que não entrou nada bem na partida, embora neste caso tenha substituído o nosso pior jogador na noite de hoje, o Maxi Pereira;
5) Porque é que será que temos dois Cardozos, um para o campeonato e outro para a Champions? Apesar do inacreditável falhanço de cabeça, ele fez um dos melhores jogos até agora pelo Benfica. Ganhou bastantes mais bolas que o costume e na 1ª parte os remates mais perigosos foram dele. Aliás, a equipa esteve globalmente bem, inclusive o Luís Filipe! Só foi pena o Luisão ter-se encolhido no lance do golo e dessa forma ter permitido que o remate fora da área ressaltasse nele, e enganasse o Quim. Até nisto o Celtic teve sorte.
segunda-feira, novembro 05, 2007
Essencial
Vencemos em Paços de Ferreira (2-1) e conseguimos reduzir em dois pontos a vantagem do clube regional, que empatou em casa frente ao Belenenses. Um fim-de-semana prolongado impediu-me de postar mais cedo, mas obviamente não me impediu de ver o jogo.
Em 1º lugar, tenho que reconhecer que tivemos sorte na vitória. Entrámos muito bem, o que não vem sendo nada habitual, e durante os primeiros quinze minutos, o Paços de Ferreira mal passou de meio-campo. Todavia, o nosso domínio não era traduzido em oportunidades flagrantes, mas acabámos por ter uma aos 20’, já depois do pressing inicial, num óptimo contra-ataque, em que o Léo isolado permitiu a defesa do guarda-redes. Só que um minuto depois marcámos mesmo. Livre do Rui Costa e cabeceamento à ponta-de-lança do C. Rodríguez. Infelizmente a vantagem só durou 8’, porque na sequência de um canto uma grande desconcentração defensiva, começando no Nuno Assis (batido infantilmente) e acabando nos jogadores na grande-área que deixaram o marcador sozinho, sofremos o empate. A partir daqui o jogo mudou um pouco, com o Paços a mostrar-se mais perigoso do que nós, apesar de jogar em contra-ataque.
Na 2ª parte exercemos maior domínio, mas as oportunidades mais perigosas foram deles. O Camacho fez entrar o Nuno Gomes (saiu o Maxi Pereira) para o lado do Cardozo e a nossa exibição melhorou ligeiramente, mas era muito difícil entrar na defesa contrária. Perto do fim entraram o Di María e posteriormente o Adu, e com o norte-americano em campo esperei ardentemente que a tradição se mantivesse. E assim foi! A 4’ do fim marcámos o golo do triunfo, outra vez na sequência de um livre do maestro, com a recarga vitoriosa a pertencer ao Katsouranis. Pela 5ª(!) vez este ano marcámos nos últimos cinco minutos, o que me parece estar longe de ser uma coincidência, até porque isto mesmo aconteceu com o Camacho na sua estadia anterior. O jogo só termina no fim e nós podemos não estar a jogar bem, mas nunca desistimos. E não me venham dizer que os golos nesta altura são só sorte... Sorte foi pouco tempo depois a bola ter embatido na nossa trave na sequência de um canto. Aí sim, tivemos mesmo estrelinha.
Individualmente tenho dificuldades em destacar alguém, porque não houve nenhum jogador a sobressair dos demais. O C. Rodríguez terá sido um dos melhores, mas desapareceu um pouco do jogo a certa altura. O Rui Costa fez as duas assistências, mas houve lances a meio-campo em que não tomou a melhor opção. O Katsouranis é cada vez mais um relógio suíço e marcou novamente um golo decisivo. Os restantes jogadores lutaram muito, mas não estiveram particularmente inspirados.
Era essencial ganhar este jogo e o objectivo principal foi atingido. Neste momento só dependemos de nós para ganhar o campeonato e isso em termos psicológicos é importantíssimo. Espero que o resultado nos estimule para uma boa prestação na 3ª feira em Glasgow, onde não podemos perder de maneira nenhuma, caso contrário só muito dificilmente não ficaremos de fora das provas europeias.
P.S. – Há uma 1ª vez para tudo, até para uma ida à cidade do Porto. E quanto mais não fosse, só pelos resultados do fim-de-semana fiquei com muita vontade de lá voltar! :-) Ou o empate do clube regional e a minha presença na cidade terá sido apenas uma mera coincidência? De qualquer maneira, duas coisas ressaltam do jogo: o fora-de-jogo mais escandaloso que eu já vi (e é preciso ser-se muito desonesto intelectualmente para comparar esta VERGONHA com a falta discutível sobre o Léo da qual resulta o nosso 2º golo), na jogada do golo do clube regional (o Postiga vem a recuar no campo sempre em offside de pelo menos um metro e depois acaba por marcar), e a lamentável omissão desse facto por parte do Jorge Jesus. Haveria de ser com o Benfica e ninguém o calava. Ele bem sabe como é que se costuma retribuir estes esquecimentos...
Em 1º lugar, tenho que reconhecer que tivemos sorte na vitória. Entrámos muito bem, o que não vem sendo nada habitual, e durante os primeiros quinze minutos, o Paços de Ferreira mal passou de meio-campo. Todavia, o nosso domínio não era traduzido em oportunidades flagrantes, mas acabámos por ter uma aos 20’, já depois do pressing inicial, num óptimo contra-ataque, em que o Léo isolado permitiu a defesa do guarda-redes. Só que um minuto depois marcámos mesmo. Livre do Rui Costa e cabeceamento à ponta-de-lança do C. Rodríguez. Infelizmente a vantagem só durou 8’, porque na sequência de um canto uma grande desconcentração defensiva, começando no Nuno Assis (batido infantilmente) e acabando nos jogadores na grande-área que deixaram o marcador sozinho, sofremos o empate. A partir daqui o jogo mudou um pouco, com o Paços a mostrar-se mais perigoso do que nós, apesar de jogar em contra-ataque.
Na 2ª parte exercemos maior domínio, mas as oportunidades mais perigosas foram deles. O Camacho fez entrar o Nuno Gomes (saiu o Maxi Pereira) para o lado do Cardozo e a nossa exibição melhorou ligeiramente, mas era muito difícil entrar na defesa contrária. Perto do fim entraram o Di María e posteriormente o Adu, e com o norte-americano em campo esperei ardentemente que a tradição se mantivesse. E assim foi! A 4’ do fim marcámos o golo do triunfo, outra vez na sequência de um livre do maestro, com a recarga vitoriosa a pertencer ao Katsouranis. Pela 5ª(!) vez este ano marcámos nos últimos cinco minutos, o que me parece estar longe de ser uma coincidência, até porque isto mesmo aconteceu com o Camacho na sua estadia anterior. O jogo só termina no fim e nós podemos não estar a jogar bem, mas nunca desistimos. E não me venham dizer que os golos nesta altura são só sorte... Sorte foi pouco tempo depois a bola ter embatido na nossa trave na sequência de um canto. Aí sim, tivemos mesmo estrelinha.
Individualmente tenho dificuldades em destacar alguém, porque não houve nenhum jogador a sobressair dos demais. O C. Rodríguez terá sido um dos melhores, mas desapareceu um pouco do jogo a certa altura. O Rui Costa fez as duas assistências, mas houve lances a meio-campo em que não tomou a melhor opção. O Katsouranis é cada vez mais um relógio suíço e marcou novamente um golo decisivo. Os restantes jogadores lutaram muito, mas não estiveram particularmente inspirados.
Era essencial ganhar este jogo e o objectivo principal foi atingido. Neste momento só dependemos de nós para ganhar o campeonato e isso em termos psicológicos é importantíssimo. Espero que o resultado nos estimule para uma boa prestação na 3ª feira em Glasgow, onde não podemos perder de maneira nenhuma, caso contrário só muito dificilmente não ficaremos de fora das provas europeias.
P.S. – Há uma 1ª vez para tudo, até para uma ida à cidade do Porto. E quanto mais não fosse, só pelos resultados do fim-de-semana fiquei com muita vontade de lá voltar! :-) Ou o empate do clube regional e a minha presença na cidade terá sido apenas uma mera coincidência? De qualquer maneira, duas coisas ressaltam do jogo: o fora-de-jogo mais escandaloso que eu já vi (e é preciso ser-se muito desonesto intelectualmente para comparar esta VERGONHA com a falta discutível sobre o Léo da qual resulta o nosso 2º golo), na jogada do golo do clube regional (o Postiga vem a recuar no campo sempre em offside de pelo menos um metro e depois acaba por marcar), e a lamentável omissão desse facto por parte do Jorge Jesus. Haveria de ser com o Benfica e ninguém o calava. Ele bem sabe como é que se costuma retribuir estes esquecimentos...
quinta-feira, novembro 01, 2007
Previsível
Perdemos 2-1 em Setúbal e fomos eliminados da Taça da Liga. Não posso dizer que o resultado me tenha surpreendido, já que alinhámos com uma equipa B e o V. Setúbal demonstrou mais uma vez que tem uma boa equipa.
Num restaurante durante uma festa de anos é difícil ter toda a atenção disponível para a TV, mas mesmo assim consegui ver o jogo na sua totalidade. Depois de nos colocarmos em vantagem, perto do intervalo e na sequência de (mais) um penalty discutível a nosso favor (já podemos ser roubados durante o campeonato todo que nos vão sempre atirar à cara os jogos desta competição para as equipas B) convertido pelo único marcador do Benfica nesta taça, o Adu, esperei que, se não ganhássemos, ao menos levássemos a partida para os penalties. No entanto, esqueci-me do novo reforço do V. Setúbal, o costa-marfinense Zoro, que teve papel preponderante na reviravolta. O lance do 1-1 é patético (magnífica assistência) e no 1-2 ele consegue deixar o avançado rematar à vontade dentro da área.
Agora que acabou esta competição para os habituais suplentes, espero que se tire as ilações devidas. O Luís Filipe, Miguelito e Zoro não têm lugar no plantel. É preferível ter juniores que sempre são mais baratos e ainda têm margem de progressão, ao contrário daqueles três. Nunca hão-de passar da mediania e de vez em quando têm paragens cerebrais que nos custam golos (o modo como o Miguelito é batido pelo defesa-direito deles no lance do 1-1 é inacreditável). O Andrés Diaz pode ser emprestado, porque também aparenta ser um jogador vulgar. O Di María parece que precisa de férias. O Edcarlos, a jogar a trinco, foi quem fez os nossos dois melhores remates à baliza, ambos de cabeça. O C. Rodríguez esteve apagado, mas o homem não é de ferro. Alguém, por favor, coloque o Bergessio a ver sessões contínuas de jogos do Eusébio, para ele aprender como se coloca o corpo na hora de rematar à baliza. O Adu foi dos melhorzinhos e não percebi a sua saída já depois do 1-2 (não era preferível ter tirado o Zoro e recuado o Edcarlos?).
Perdemos uma excelente oportunidade de conquistar algo este ano. É uma competição secundária, mas faz parte do calendário oficial, portanto tínhamos obrigação de fazer mais. Espero que a brincadeira não se repita na Taça de Portugal, mas acho que aí o Camacho não vai arriscar desta maneira. Até porque nessa altura não estaremos tão sobrecarregados de jogos.
Num restaurante durante uma festa de anos é difícil ter toda a atenção disponível para a TV, mas mesmo assim consegui ver o jogo na sua totalidade. Depois de nos colocarmos em vantagem, perto do intervalo e na sequência de (mais) um penalty discutível a nosso favor (já podemos ser roubados durante o campeonato todo que nos vão sempre atirar à cara os jogos desta competição para as equipas B) convertido pelo único marcador do Benfica nesta taça, o Adu, esperei que, se não ganhássemos, ao menos levássemos a partida para os penalties. No entanto, esqueci-me do novo reforço do V. Setúbal, o costa-marfinense Zoro, que teve papel preponderante na reviravolta. O lance do 1-1 é patético (magnífica assistência) e no 1-2 ele consegue deixar o avançado rematar à vontade dentro da área.
Agora que acabou esta competição para os habituais suplentes, espero que se tire as ilações devidas. O Luís Filipe, Miguelito e Zoro não têm lugar no plantel. É preferível ter juniores que sempre são mais baratos e ainda têm margem de progressão, ao contrário daqueles três. Nunca hão-de passar da mediania e de vez em quando têm paragens cerebrais que nos custam golos (o modo como o Miguelito é batido pelo defesa-direito deles no lance do 1-1 é inacreditável). O Andrés Diaz pode ser emprestado, porque também aparenta ser um jogador vulgar. O Di María parece que precisa de férias. O Edcarlos, a jogar a trinco, foi quem fez os nossos dois melhores remates à baliza, ambos de cabeça. O C. Rodríguez esteve apagado, mas o homem não é de ferro. Alguém, por favor, coloque o Bergessio a ver sessões contínuas de jogos do Eusébio, para ele aprender como se coloca o corpo na hora de rematar à baliza. O Adu foi dos melhorzinhos e não percebi a sua saída já depois do 1-2 (não era preferível ter tirado o Zoro e recuado o Edcarlos?).
Perdemos uma excelente oportunidade de conquistar algo este ano. É uma competição secundária, mas faz parte do calendário oficial, portanto tínhamos obrigação de fazer mais. Espero que a brincadeira não se repita na Taça de Portugal, mas acho que aí o Camacho não vai arriscar desta maneira. Até porque nessa altura não estaremos tão sobrecarregados de jogos.
segunda-feira, outubro 29, 2007
À Benfica – parte II
Vencemos o Marítimo (2-1) com o golo do triunfo a surgir aos 86’ pelo Adu e depois de jogarmos mais de uma hora com dez jogadores por expulsão do Quim. O resultado é justíssimo, porque a partir do momento em que ficámos em inferioridade numérica fomos de longe a melhor equipa e a única que quis verdadeiramente ganhar o jogo. O Marítimo tem uma equipa muito boa e enquanto estiveram 11 para 11 foram melhores. Um pouco inexplicavelmente deixaram de o ser aquando da expulsão, mostrando-se muito satisfeitos com o empate.
Foi mais uma vitória do súor, do querer, da vontade, da determinação e da luta contra as adversidades. Na 4ª feira o problema maior foram os ferros da baliza, neste jogo foi obviamente a inferioridade numérica. Com o Edcarlos e o Di Maria de regresso, o Nuno Assis com gripe, o Bergessio no banco e o Katsouranis de volta ao meio-campo, não começámos bem a partida e logo aos 8’ uma péssima saída do Quim permitiu ao Kanu fazer-lhe um chapéu e inaugurar o marcador. Reagimos bem ao golo e o maestro teve duas boas oportunidades, mas em ambas permitiu a defesa do guarda-redes. Só que aos 18’ surgiu pela esquerda, centrou e o Ricardo Esteves cortou para canto com a mão. O Cardozo ia furando a baliza na conversão do indiscutível penalty e estava feita a igualdade. Aos 30’ surge um dos lances principais do jogo. Falta do Quim na área, penalty e expulsão. No estádio deu-me a sensação que o jogador do Marítimo estava fora-de-jogo, mas efectivamente encontrava-se em linha e a falta também é óbvia. O Butt substituiu o Edcarlos e, quando o Makukula se aprestava para bater o penalty, entraram em acção os 44.312 espectadores da Luz. A assobiadela foi monumental e ajudou indiscutivelmente o nosso guarda-redes a defender o penalty. Até final da 1ª parte ainda houve oportunidades para os dois lados, mas o empate subsistiu até ao intervalo.
Confesso que estava com poucas esperanças para a 2ª parte, porque o Marítimo se vinha revelando um adversário muito difícil, mas o que acabou por acontecer enche-me de orgulho. Houve “Benfica” dentro do campo. Aqueles dez jogadores tiveram na alma “a chama imensa” e lutaram até à exaustão, de tal maneira que quase não se percebeu que estávamos em inferioridade numérica. Logo no início entrou o Luís Filipe para o lugar do apagado Di María e o Maxi Pereira avançou para médio-direito. Curiosamente aquele até entrou bem na partida e o uruguaio é muito mais lutador que o argentino, pelo que controlámos melhor o meio-campo. O Marítimo deixou de ter um jogo tão ligado como no 1º período e nós sempre que tínhamos a bola atacávamos. Claro está que nunca avançámos à maluca e aqui houve muito dedo do Camacho, o tal que é “limitado tacticamente”, já que raramente fomos apanhados em contrapé na defesa e demos uma lição de como se joga só com dez. As oportunidades começaram a surgir, mas o Maxi Pereira e o C. Rodríguez revelaram falta de pontaria. Entrementes não tivemos sorte num remate do Katsouranis que foi desviado pelo defesa e passou a rasar o poste, enquanto o Marítimo teve dois lances perigosos, um dos quais muito bem defendido pelo Butt. Éramos a melhor equipa, jogávamos bem e de forma inteligente, e eu já estava decidido a ovacionar no final, mesmo que empatássemos o jogo, só que felizmente o Adu entrou aos 80’ para o lugar do esgotado Maxi Pereira. Comentei com o Jota, que nos deu o prazer da sua companhia, “com este em campo marcamos sempre nos últimos minutos.” E assim foi! A 4’ do fim, uma insistência do Léo pelo lado direito(!) resultou num cruzamento e o americano, qual ponta-de-lança, esgueirou-se pelo meio dos defesas e fez o golo da vitória. Foi o delírio na Catedral! Até final conseguimos conservar muito bem a posse de bola e, com o empate dos lagartos em casa do Nacional, subimos ao 2º lugar.
É injusto destacar alguém individualmente, quando toda a equipa foi excelente a partir do momento da expulsão. Mesmo assim, tenho que referir o Léo e não só pelo centro da vitória, o Binya que cada vez mais se assume como um potencial novo Petit e o Maxi Pereira tanto a lateral-direito como a médio. O Rui Costa não esteve feliz em alguns lances, mas com ele em campo sinto-me mais descansado porque está ali alguém que sabe sempre o que fazer à bola. O C. Rodríguez acabou exausto, mas teve uma actuação com altos e baixos. Por outro lado, temos que aprender rapidamente a jogar com o Cardozo, de modo a que este não tenha que vir buscar jogo atrás. O paraguaio é muito perigoso na área, mas a passar a bola não é tão forte e perdemos alguns ataques por causa disso. Os centrais (Luisão e Katouranis) tiveram bastante trabalho, mas mostraram-se seguros. Seguro esteve igualmente o Butt, apesar da entrada a frio, e o Adu merece também uma palavra, já que está convertido no nosso Mantorras deste ano. Entra e marca nos últimos minutos.
Quarta-feira há a 2ª mão da Taça da Liga e, apesar de ser uma competição secundária e de o Camacho já ter afirmado que vai fazer alterações (o que é mais que normal), temos obrigação de lutar para vencer. Não vai ser nada fácil, até porque o V. Setúbal continua invicto, mas espero que estas vitórias sofridas tenham dado a moral necessária a equipa.
Foi mais uma vitória do súor, do querer, da vontade, da determinação e da luta contra as adversidades. Na 4ª feira o problema maior foram os ferros da baliza, neste jogo foi obviamente a inferioridade numérica. Com o Edcarlos e o Di Maria de regresso, o Nuno Assis com gripe, o Bergessio no banco e o Katsouranis de volta ao meio-campo, não começámos bem a partida e logo aos 8’ uma péssima saída do Quim permitiu ao Kanu fazer-lhe um chapéu e inaugurar o marcador. Reagimos bem ao golo e o maestro teve duas boas oportunidades, mas em ambas permitiu a defesa do guarda-redes. Só que aos 18’ surgiu pela esquerda, centrou e o Ricardo Esteves cortou para canto com a mão. O Cardozo ia furando a baliza na conversão do indiscutível penalty e estava feita a igualdade. Aos 30’ surge um dos lances principais do jogo. Falta do Quim na área, penalty e expulsão. No estádio deu-me a sensação que o jogador do Marítimo estava fora-de-jogo, mas efectivamente encontrava-se em linha e a falta também é óbvia. O Butt substituiu o Edcarlos e, quando o Makukula se aprestava para bater o penalty, entraram em acção os 44.312 espectadores da Luz. A assobiadela foi monumental e ajudou indiscutivelmente o nosso guarda-redes a defender o penalty. Até final da 1ª parte ainda houve oportunidades para os dois lados, mas o empate subsistiu até ao intervalo.
Confesso que estava com poucas esperanças para a 2ª parte, porque o Marítimo se vinha revelando um adversário muito difícil, mas o que acabou por acontecer enche-me de orgulho. Houve “Benfica” dentro do campo. Aqueles dez jogadores tiveram na alma “a chama imensa” e lutaram até à exaustão, de tal maneira que quase não se percebeu que estávamos em inferioridade numérica. Logo no início entrou o Luís Filipe para o lugar do apagado Di María e o Maxi Pereira avançou para médio-direito. Curiosamente aquele até entrou bem na partida e o uruguaio é muito mais lutador que o argentino, pelo que controlámos melhor o meio-campo. O Marítimo deixou de ter um jogo tão ligado como no 1º período e nós sempre que tínhamos a bola atacávamos. Claro está que nunca avançámos à maluca e aqui houve muito dedo do Camacho, o tal que é “limitado tacticamente”, já que raramente fomos apanhados em contrapé na defesa e demos uma lição de como se joga só com dez. As oportunidades começaram a surgir, mas o Maxi Pereira e o C. Rodríguez revelaram falta de pontaria. Entrementes não tivemos sorte num remate do Katsouranis que foi desviado pelo defesa e passou a rasar o poste, enquanto o Marítimo teve dois lances perigosos, um dos quais muito bem defendido pelo Butt. Éramos a melhor equipa, jogávamos bem e de forma inteligente, e eu já estava decidido a ovacionar no final, mesmo que empatássemos o jogo, só que felizmente o Adu entrou aos 80’ para o lugar do esgotado Maxi Pereira. Comentei com o Jota, que nos deu o prazer da sua companhia, “com este em campo marcamos sempre nos últimos minutos.” E assim foi! A 4’ do fim, uma insistência do Léo pelo lado direito(!) resultou num cruzamento e o americano, qual ponta-de-lança, esgueirou-se pelo meio dos defesas e fez o golo da vitória. Foi o delírio na Catedral! Até final conseguimos conservar muito bem a posse de bola e, com o empate dos lagartos em casa do Nacional, subimos ao 2º lugar.
É injusto destacar alguém individualmente, quando toda a equipa foi excelente a partir do momento da expulsão. Mesmo assim, tenho que referir o Léo e não só pelo centro da vitória, o Binya que cada vez mais se assume como um potencial novo Petit e o Maxi Pereira tanto a lateral-direito como a médio. O Rui Costa não esteve feliz em alguns lances, mas com ele em campo sinto-me mais descansado porque está ali alguém que sabe sempre o que fazer à bola. O C. Rodríguez acabou exausto, mas teve uma actuação com altos e baixos. Por outro lado, temos que aprender rapidamente a jogar com o Cardozo, de modo a que este não tenha que vir buscar jogo atrás. O paraguaio é muito perigoso na área, mas a passar a bola não é tão forte e perdemos alguns ataques por causa disso. Os centrais (Luisão e Katouranis) tiveram bastante trabalho, mas mostraram-se seguros. Seguro esteve igualmente o Butt, apesar da entrada a frio, e o Adu merece também uma palavra, já que está convertido no nosso Mantorras deste ano. Entra e marca nos últimos minutos.
Quarta-feira há a 2ª mão da Taça da Liga e, apesar de ser uma competição secundária e de o Camacho já ter afirmado que vai fazer alterações (o que é mais que normal), temos obrigação de lutar para vencer. Não vai ser nada fácil, até porque o V. Setúbal continua invicto, mas espero que estas vitórias sofridas tenham dado a moral necessária a equipa.
quinta-feira, outubro 25, 2007
À Benfica
Vencemos o Celtic com um golo do Cardozo aos 87’ e conseguimos os primeiros pontos na Champions. Este era um jogo fundamental, porque qualquer outro resultado que não a vitória afastar-nos-ia de modo quase definitivo das competições europeias e isso seria trágico. Assim, saltámos para o 3º lugar com os mesmos pontos dos escoceses e mantemo-nos na luta. Se não perdermos em Glasgow e conseguirmos quatro pontos nos jogos que faltam, devemos garantir a Uefa.
Com o Katsouranis de novo a central, o Nuno Assis na direita, o Bergessio com o Cardozo e o Di María no banco, começámos muito mal o jogo e a 1ª parte foi para esquecer. O Celtic estava muito fechado e nós não tínhamos velocidade para entrar na defesa deles. A bola praticamente não chegava aos avançados e só tivemos dois lances perigosos, com um incrível falhanço do Cardozo, que rematou na atmosfera depois de um centro do Léo, e uma cabeçada do Katsouranis a permitir uma boa defesa ao guarda-redes. Do outro lado, o Quim fez uma grande defesa que impediu um golo certo. A 2ª parte foi completamente diferente. Sinceramente perdi conta às oportunidades que tivemos. Só o Cardozo teve cinco(!), incluindo duas bolas que bateram uma na trave e outra no poste. Como comentava com o Pedro F.F. ao telemóvel e com o D’Arcy via sms, parecia a reedição do jogo frente ao Boavista no ano passado. Os escoceses só tiveram uma grande oportunidade depois de um centro da direita, em que o avançado se antecipou ao Luisão e rematou às malhas laterais. Finalmente a 3’ do fim, chegou o desejado golo por quem mais o merecia.
Individualmente destacou-se naturalmente o Cardozo. Uma parte do conhecedor público benfiquista já o assobiava no início do 2º tempo, mostrando que continua a saber como se incentiva um jogador que acabou de chegar, mas felizmente ele deu uma resposta adequada depois de uma 1ª parte fraca. No entanto, o potencial está lá e só não vê quem não quer. É tudo uma questão de confiança e se há mérito que ele tem é de nunca desistir. O golo que marcou é um golão e espero que seja o início de muitos, mas já o trabalho na segunda bola ao poste é de louvar. Não é qualquer jogador que recebe a bola de costas para a baliza, roda 180º e remata de primeira. A equipa subiu muito de produção na 2ª parte, especialmente depois das entradas do Di María e Adu. A óptima assistência para o golo do paraguaio é do argentino. O C. Rodríguez foi o melhor na 1ª parte, mas rebentou a meio da 2ª, assim como o Rui Costa, que teve uma jogada brilhante num canto, mas o remate saiu por cima. O Binya é a prova que o Fernando Santos nunca deveria ter sido treinador para o Benfica. O Nuno Assis continua com a irritante mania de jogar preferencialmente para o lado e para trás, mas não foi dos piores. Também não desgostei do Bergessio, outro jogador a precisar de se adaptar melhor. É muito lutador e tem bastante força. Quando conseguir rematar decentemente à baliza, pode ser muito útil. A defesa esteve bem, com o Maxi Pereira a revelar-se uma boa opção para a direita, mas a precisar de arriscar mais no ataque. Mas ponham o Léo a treinar cruzamentos, por favor!
Não fizemos um jogo brilhante, mas não alinho na teoria dos “profetas da desgraça”. Criámos várias situações de golo e lutámos até ao fim. Aliás, como temos feitos nos outros jogos e já é a 3ª vez que marcamos golos nos últimos cinco minutos. Está longe de ser uma coincidência. Contem lá os jogadores novos que alinharam de início e percebam de uma vez por todas que uma equipa não se faz em dois meses! Gosto da capacidade de luta deste Benfica e de nunca virar a cara ao esforço. Foi uma vitória arrancada a ferros (seguindo um chavão do futebol), com sangue e bastante súor, mas são estas que me trazem mais satisfação, porque são vitórias “à Benfica”.
Com o Katsouranis de novo a central, o Nuno Assis na direita, o Bergessio com o Cardozo e o Di María no banco, começámos muito mal o jogo e a 1ª parte foi para esquecer. O Celtic estava muito fechado e nós não tínhamos velocidade para entrar na defesa deles. A bola praticamente não chegava aos avançados e só tivemos dois lances perigosos, com um incrível falhanço do Cardozo, que rematou na atmosfera depois de um centro do Léo, e uma cabeçada do Katsouranis a permitir uma boa defesa ao guarda-redes. Do outro lado, o Quim fez uma grande defesa que impediu um golo certo. A 2ª parte foi completamente diferente. Sinceramente perdi conta às oportunidades que tivemos. Só o Cardozo teve cinco(!), incluindo duas bolas que bateram uma na trave e outra no poste. Como comentava com o Pedro F.F. ao telemóvel e com o D’Arcy via sms, parecia a reedição do jogo frente ao Boavista no ano passado. Os escoceses só tiveram uma grande oportunidade depois de um centro da direita, em que o avançado se antecipou ao Luisão e rematou às malhas laterais. Finalmente a 3’ do fim, chegou o desejado golo por quem mais o merecia.
Individualmente destacou-se naturalmente o Cardozo. Uma parte do conhecedor público benfiquista já o assobiava no início do 2º tempo, mostrando que continua a saber como se incentiva um jogador que acabou de chegar, mas felizmente ele deu uma resposta adequada depois de uma 1ª parte fraca. No entanto, o potencial está lá e só não vê quem não quer. É tudo uma questão de confiança e se há mérito que ele tem é de nunca desistir. O golo que marcou é um golão e espero que seja o início de muitos, mas já o trabalho na segunda bola ao poste é de louvar. Não é qualquer jogador que recebe a bola de costas para a baliza, roda 180º e remata de primeira. A equipa subiu muito de produção na 2ª parte, especialmente depois das entradas do Di María e Adu. A óptima assistência para o golo do paraguaio é do argentino. O C. Rodríguez foi o melhor na 1ª parte, mas rebentou a meio da 2ª, assim como o Rui Costa, que teve uma jogada brilhante num canto, mas o remate saiu por cima. O Binya é a prova que o Fernando Santos nunca deveria ter sido treinador para o Benfica. O Nuno Assis continua com a irritante mania de jogar preferencialmente para o lado e para trás, mas não foi dos piores. Também não desgostei do Bergessio, outro jogador a precisar de se adaptar melhor. É muito lutador e tem bastante força. Quando conseguir rematar decentemente à baliza, pode ser muito útil. A defesa esteve bem, com o Maxi Pereira a revelar-se uma boa opção para a direita, mas a precisar de arriscar mais no ataque. Mas ponham o Léo a treinar cruzamentos, por favor!
Não fizemos um jogo brilhante, mas não alinho na teoria dos “profetas da desgraça”. Criámos várias situações de golo e lutámos até ao fim. Aliás, como temos feitos nos outros jogos e já é a 3ª vez que marcamos golos nos últimos cinco minutos. Está longe de ser uma coincidência. Contem lá os jogadores novos que alinharam de início e percebam de uma vez por todas que uma equipa não se faz em dois meses! Gosto da capacidade de luta deste Benfica e de nunca virar a cara ao esforço. Foi uma vitória arrancada a ferros (seguindo um chavão do futebol), com sangue e bastante súor, mas são estas que me trazem mais satisfação, porque são vitórias “à Benfica”.
segunda-feira, outubro 22, 2007
American's cup
Um casamento de um familiar fez com que perdesse o 2º jogo do Benfica ao vivo desde que a Nova Catedral foi inaugurada (quem é que se lembra de casar num dia em que o Glorioso joga, anyway?!) e um outro motivo de força (bastante) maior fez com que não só ainda não tivesse visto a gravação deste empate frente ao V. Setúbal (1-1), como não pudesse postar antes desta hora. Mas enfim, na saúde infelizmente nós ainda não mandamos...
Pelo meio tive oportunidade de ver o resumo e perdemos boas oportunidades. O golo deles resulta de um escandaloso fora-de-jogo (está vingado o penalty da Amadora) e o tento do Adu já nos descontos é muito bom. Parece que o americano merece mais oportunidades de jogar. Eu sei que nem sequer é comparável, mas ao menos o Setúbal não conseguiu um resultado tão bom como o Fátima...
[Adenda: vi finalmente o jogo e não poderia estar mais em desacordo com o que ouvi na rádio e li por aí. Não acho de todo que tenhamos feito um péssimo jogo. O V. Setúbal ainda não perdeu para o campeonato, empatou no WC e jogou com a equipa titular, enquanto nós só alinhámos com quatro titulares (considerando o Binya titular). Criámos situações mais que suficientes para resolver a eliminatória já na Luz e o V. Setúbal, depois do golo irregular, só teve mais uma situação de perigo com um cabeceamento rente ao poste. O Nuno Assis foi dos melhorzinhos, o Katsouranis foi quem mais empurrou a equipa para a frente, o Bergessio precisa urgentemente de não imitar os jogadores de rugby, para o Binya todos os adversários são iguais, o Dabao e o Adu vieram mexer com o nosso jogo, o Di Maria foi o melhor na 1ª parte, mas desapareceu na 2ª, o Zoro ofereceu um golo, felizmente recusado pelo V. Setúbal, o Luís Filipe esteve ao seu nível habitual, o Miguelito por este andar jamais se constituirá opção ao Léo e o Fábio Coentrão precisa de rodar para não se perder de vez.]
Pelo meio tive oportunidade de ver o resumo e perdemos boas oportunidades. O golo deles resulta de um escandaloso fora-de-jogo (está vingado o penalty da Amadora) e o tento do Adu já nos descontos é muito bom. Parece que o americano merece mais oportunidades de jogar. Eu sei que nem sequer é comparável, mas ao menos o Setúbal não conseguiu um resultado tão bom como o Fátima...
[Adenda: vi finalmente o jogo e não poderia estar mais em desacordo com o que ouvi na rádio e li por aí. Não acho de todo que tenhamos feito um péssimo jogo. O V. Setúbal ainda não perdeu para o campeonato, empatou no WC e jogou com a equipa titular, enquanto nós só alinhámos com quatro titulares (considerando o Binya titular). Criámos situações mais que suficientes para resolver a eliminatória já na Luz e o V. Setúbal, depois do golo irregular, só teve mais uma situação de perigo com um cabeceamento rente ao poste. O Nuno Assis foi dos melhorzinhos, o Katsouranis foi quem mais empurrou a equipa para a frente, o Bergessio precisa urgentemente de não imitar os jogadores de rugby, para o Binya todos os adversários são iguais, o Dabao e o Adu vieram mexer com o nosso jogo, o Di Maria foi o melhor na 1ª parte, mas desapareceu na 2ª, o Zoro ofereceu um golo, felizmente recusado pelo V. Setúbal, o Luís Filipe esteve ao seu nível habitual, o Miguelito por este andar jamais se constituirá opção ao Léo e o Fábio Coentrão precisa de rodar para não se perder de vez.]
quinta-feira, outubro 18, 2007
Dúvida desfeita
Ganhámos 2-1 no Cazaquistão e só um cataclismo impedirá a selecção portuguesa de estar presente no Euro 2008. Todavia, o jogo foi bastante difícil e só a oito minutos do fim marcámos o 1º golo, através do Makukula que assim se estreou da melhor maneira pela selecção. Aliás, a sua prestação surpreendeu-me já que entrou muitíssimo bem (nem parecia estreante) e na meia-hora que esteve em campo foi essencial para a melhoria do nosso futebol. Acho que ganhámos uma opção muito válida para ponta-de-lança.
Na sequência do jogo do passado sábado, espero que a dúvida tenha ficado de vez desfeita. Voltámos a jogar com 10 durante 84’ até o artista de circo ser substituído. Aliás, não me lembro da última vez que vi uma exibição individual tão deplorável como a dele neste jogo. Não me venham falar do centro que deu o golo do Makukula, porque isso qualquer um dos outros extremos que estavam em campo (C. Ronaldo e Nani) conseguiria fazer. Foi literalmente o único(!) lance positivo que efectuou em 84’. Não conseguiu fintar nenhum adversário, as perdas de bola foram incontáveis, os centros eram sempre para o guarda-redes ou para a linha lateral do lado oposto e o homem pura e simplesmente não consegue tocar na bola sem fazer uma pirueta qualquer, que na maior parte do tempo é obviamente inconsequente. Uma lástima. Não percebo porque é que se insistiu na sua titularidade, até porque o Nani tinha entrado bem no jogo frente ao Azerbaijão, mas espero sinceramente que depois deste espectáculo o erro não se volte a repetir.
P.S. – Não se pode fazer uma petição para não ter jogadores do Benfica na selecção em jogos frente a estes adversários menos fortes? Agora foi o Nuno Gomes a lesionar-se, ainda por cima numa altura em que parecia estar a subir de forma. Sorte malvada!
Na sequência do jogo do passado sábado, espero que a dúvida tenha ficado de vez desfeita. Voltámos a jogar com 10 durante 84’ até o artista de circo ser substituído. Aliás, não me lembro da última vez que vi uma exibição individual tão deplorável como a dele neste jogo. Não me venham falar do centro que deu o golo do Makukula, porque isso qualquer um dos outros extremos que estavam em campo (C. Ronaldo e Nani) conseguiria fazer. Foi literalmente o único(!) lance positivo que efectuou em 84’. Não conseguiu fintar nenhum adversário, as perdas de bola foram incontáveis, os centros eram sempre para o guarda-redes ou para a linha lateral do lado oposto e o homem pura e simplesmente não consegue tocar na bola sem fazer uma pirueta qualquer, que na maior parte do tempo é obviamente inconsequente. Uma lástima. Não percebo porque é que se insistiu na sua titularidade, até porque o Nani tinha entrado bem no jogo frente ao Azerbaijão, mas espero sinceramente que depois deste espectáculo o erro não se volte a repetir.
P.S. – Não se pode fazer uma petição para não ter jogadores do Benfica na selecção em jogos frente a estes adversários menos fortes? Agora foi o Nuno Gomes a lesionar-se, ainda por cima numa altura em que parecia estar a subir de forma. Sorte malvada!
sábado, outubro 13, 2007
Diferenças
Só dois parágrafos pequenos sobre a vitória da selecção no Azerbaijão por 2-0. Quem tem orgasmos recorrentes sobre a titularidade do Quaresma na selecção, espero que tenha gostado deste jogo. A diferença entre ele e o Simão, é que o Simão é um jogador de futebol, enquanto o Quaresma é um artista de circo. Por vezes é um malabarista, mas a maior parte do tempo é simplesmente um palhaço. Jogar simples é chinês para ele, ser objectivo igualmente. Mas o que é isso comparado com as trivelas inúteis e as fintas inconsequentes...?
Outra diferença é ver a selecção com o Ricardo Carvalho. Se ele estivesse estado nos jogos anteriores, aposto que não os tínhamos empatado.
Outra diferença é ver a selecção com o Ricardo Carvalho. Se ele estivesse estado nos jogos anteriores, aposto que não os tínhamos empatado.
segunda-feira, outubro 08, 2007
Desnecessariamente sofrido
Um bis do Nuno Gomes selou o nosso triunfo (2-1) em Leiria e finalmente, depois de cinco jogos, voltámos a vencer. Foi um desfecho absolutamente justo se bem que os números finais sejam enganadores, já que ficámos a dever a nós próprios mais uns quantos golos. Como as vantagens mínimas são sempre perigosas, lá levámos com o forcing final do Sr. João Ferreira que inventou um livre à entrada da área por falta inexistente do Nuno Assis aos 92’ e depois permitiu que se marcasse o canto que daí resultou com 40 segundos(!) para além dos três minutos de compensação que deu. Foi uma arbitragem bastante habilidosa (penalty por marcar sobre o Nuno Gomes, pelo menos duas faltas sobre o Cardozo à entrada da área por assinalar e alguns foras-de-jogo muito duvidosos) que mostra que eles não andam a dormir. Felizmente já ouvi declarações de um administrador da SAD (Rui Cunha) no final do jogo a chamar a atenção para este facto. É URGENTE que o Benfica não se cale perante o que se vai passando nos campos (no WC duas(!) faltas seguidas do Vukcevic não foram sancionadas e do lance resultou o 1º golo dos lagartos frente ao Guimarães) como se estivesse a pagar uma penitência pelo penalty da Amadora.
Voltando ao jogo, o Camacho deixou o Di Maria no banco e fez alinhar o Nuno Gomes e o Cardozo de início. Com a lesão do Nélson, o Maxi Pereira fez de lateral-direito e o Binya entrou para o meio-campo. Os jornalistas já chateiam com as perguntas sobre os dois avançados (o Camacho esteve prestes a abandonar a flash-interview da TVI e com razão), mas é verdade que o Benfica jogou melhor hoje do que nas partidas anteriores. O bis do Nuno Gomes não é alheio à presença do Cardozo, que arrasta defesas consigo dando mais liberdade ao nº 21. E o próprio paraguaio beneficia de ter alguém a jogar perto de si, porque as bolas que ganha de cabeça encontram mais facilmente um destinatário certo. No entanto, começámos muito mal a partida e logo aos 2’ sofremos um golo, quebrando assim a série de cinco jogos seguidos invictos para o campeonato. Reagimos bem e a um óptimo centro do C. Rodríguez correspondeu o Nuno Gomes com uma cabeçada à ponta-de-lança para fazer o empate aos 16’. Até final da 1ª parte continuámos a ser a equipa que tentou mais o golo, mas nem sempre com a velocidade devida. O que era inexplicável, porque deu toda a sensação que se acelerássemos um pouco o jogo, o Leiria não teria pernas para nós. Um bom remate do Katsouranis de fora da área foi a nossa melhor chance. Perto do intervalo há um lance do Luisão com o ponta-de-lança adversário já na nossa área em que o nº 4 encosta-se ao jogador do Leiria de uma maneira que o árbitro poderia ter considerado faltosa. Foi um lance idiota, porque a bola se dirigia para a bandeirola de canto e não havia necessidade de ter arriscado um penalty daquela maneira.
A nossa 2ª parte foi melhor, porque o Leiria quebrou fisicamente devido ao jogo europeu. Só teve uma oportunidade (e bem grande, por sinal) aos 63’, mas o João Paulo (o tal que nos marcou o golo do empate nos descontos em Paços de Ferreira no ano passado) falhou escandalosamente com a baliza aberta. Antes disto, já um excelente passe do maestro tinha proporcionado ao C. Rodríguez uma óptima rotação sobre o defesa e um remate poderoso que o guarda-redes defendeu para canto. Estávamos mais forte e aos 66’ o Katsouranis desmarcou muito bem o Nuno Gomes para o golo da vitória. Acho que o guarda-redes poderia ter feito mais, mas a movimentação do 21 é digna de realce. Até final, o Katsouranis, o Binya e, principalmente o Rui Costa, tiveram boas oportunidades para marcar, mas o resultado manteve-se.
Individualmente destacou-se, claro está, o Nuno Gomes que depois de um longo jejum voltou a marcar dois golos num só jogo. O Binya mostrou novamente que, enquanto o Petit não voltar, tem que ser titular. O Katsouranis esteve activo no ataque, mas pareceu-me lento a recuar para ajudar a defesa. O Cardozo continua infeliz na hora do remate, mas é um jogador bastante útil pelo desgaste que provoca nos defesas. O Rui Costa é... o Rui Costa. Em relação ao C. Rodríguez também não vale a pena estar a ser repetitivo. Espero que troquemos rapidamente o empréstimo pela totalidade do passe. Na defesa, o Léo esteve estranhamente inseguro (tanto assim foi que o Camacho o substitui pelo Luís Filipe aos 67’), o Quim só não defende o impossível e não desgostei do Maxi Pereira a defesa-direito, apesar de relevar muitas limitações na hora de fintar os adversários.
O campeonato vai voltar a parar por causa das selecções e da Taça da Liga. Esta vitória era fundamental, não só para a moral da equipa como também para não deixar fugir mais os adversários directos. Espero que este jogo tenha significado o início da recuperação do Benfica.
Voltando ao jogo, o Camacho deixou o Di Maria no banco e fez alinhar o Nuno Gomes e o Cardozo de início. Com a lesão do Nélson, o Maxi Pereira fez de lateral-direito e o Binya entrou para o meio-campo. Os jornalistas já chateiam com as perguntas sobre os dois avançados (o Camacho esteve prestes a abandonar a flash-interview da TVI e com razão), mas é verdade que o Benfica jogou melhor hoje do que nas partidas anteriores. O bis do Nuno Gomes não é alheio à presença do Cardozo, que arrasta defesas consigo dando mais liberdade ao nº 21. E o próprio paraguaio beneficia de ter alguém a jogar perto de si, porque as bolas que ganha de cabeça encontram mais facilmente um destinatário certo. No entanto, começámos muito mal a partida e logo aos 2’ sofremos um golo, quebrando assim a série de cinco jogos seguidos invictos para o campeonato. Reagimos bem e a um óptimo centro do C. Rodríguez correspondeu o Nuno Gomes com uma cabeçada à ponta-de-lança para fazer o empate aos 16’. Até final da 1ª parte continuámos a ser a equipa que tentou mais o golo, mas nem sempre com a velocidade devida. O que era inexplicável, porque deu toda a sensação que se acelerássemos um pouco o jogo, o Leiria não teria pernas para nós. Um bom remate do Katsouranis de fora da área foi a nossa melhor chance. Perto do intervalo há um lance do Luisão com o ponta-de-lança adversário já na nossa área em que o nº 4 encosta-se ao jogador do Leiria de uma maneira que o árbitro poderia ter considerado faltosa. Foi um lance idiota, porque a bola se dirigia para a bandeirola de canto e não havia necessidade de ter arriscado um penalty daquela maneira.
A nossa 2ª parte foi melhor, porque o Leiria quebrou fisicamente devido ao jogo europeu. Só teve uma oportunidade (e bem grande, por sinal) aos 63’, mas o João Paulo (o tal que nos marcou o golo do empate nos descontos em Paços de Ferreira no ano passado) falhou escandalosamente com a baliza aberta. Antes disto, já um excelente passe do maestro tinha proporcionado ao C. Rodríguez uma óptima rotação sobre o defesa e um remate poderoso que o guarda-redes defendeu para canto. Estávamos mais forte e aos 66’ o Katsouranis desmarcou muito bem o Nuno Gomes para o golo da vitória. Acho que o guarda-redes poderia ter feito mais, mas a movimentação do 21 é digna de realce. Até final, o Katsouranis, o Binya e, principalmente o Rui Costa, tiveram boas oportunidades para marcar, mas o resultado manteve-se.
Individualmente destacou-se, claro está, o Nuno Gomes que depois de um longo jejum voltou a marcar dois golos num só jogo. O Binya mostrou novamente que, enquanto o Petit não voltar, tem que ser titular. O Katsouranis esteve activo no ataque, mas pareceu-me lento a recuar para ajudar a defesa. O Cardozo continua infeliz na hora do remate, mas é um jogador bastante útil pelo desgaste que provoca nos defesas. O Rui Costa é... o Rui Costa. Em relação ao C. Rodríguez também não vale a pena estar a ser repetitivo. Espero que troquemos rapidamente o empréstimo pela totalidade do passe. Na defesa, o Léo esteve estranhamente inseguro (tanto assim foi que o Camacho o substitui pelo Luís Filipe aos 67’), o Quim só não defende o impossível e não desgostei do Maxi Pereira a defesa-direito, apesar de relevar muitas limitações na hora de fintar os adversários.
O campeonato vai voltar a parar por causa das selecções e da Taça da Liga. Esta vitória era fundamental, não só para a moral da equipa como também para não deixar fugir mais os adversários directos. Espero que este jogo tenha significado o início da recuperação do Benfica.
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