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segunda-feira, outubro 29, 2007

À Benfica – parte II

Vencemos o Marítimo (2-1) com o golo do triunfo a surgir aos 86’ pelo Adu e depois de jogarmos mais de uma hora com dez jogadores por expulsão do Quim. O resultado é justíssimo, porque a partir do momento em que ficámos em inferioridade numérica fomos de longe a melhor equipa e a única que quis verdadeiramente ganhar o jogo. O Marítimo tem uma equipa muito boa e enquanto estiveram 11 para 11 foram melhores. Um pouco inexplicavelmente deixaram de o ser aquando da expulsão, mostrando-se muito satisfeitos com o empate.

Foi mais uma vitória do súor, do querer, da vontade, da determinação e da luta contra as adversidades. Na 4ª feira o problema maior foram os ferros da baliza, neste jogo foi obviamente a inferioridade numérica. Com o Edcarlos e o Di Maria de regresso, o Nuno Assis com gripe, o Bergessio no banco e o Katsouranis de volta ao meio-campo, não começámos bem a partida e logo aos 8’ uma péssima saída do Quim permitiu ao Kanu fazer-lhe um chapéu e inaugurar o marcador. Reagimos bem ao golo e o maestro teve duas boas oportunidades, mas em ambas permitiu a defesa do guarda-redes. Só que aos 18’ surgiu pela esquerda, centrou e o Ricardo Esteves cortou para canto com a mão. O Cardozo ia furando a baliza na conversão do indiscutível penalty e estava feita a igualdade. Aos 30’ surge um dos lances principais do jogo. Falta do Quim na área, penalty e expulsão. No estádio deu-me a sensação que o jogador do Marítimo estava fora-de-jogo, mas efectivamente encontrava-se em linha e a falta também é óbvia. O Butt substituiu o Edcarlos e, quando o Makukula se aprestava para bater o penalty, entraram em acção os 44.312 espectadores da Luz. A assobiadela foi monumental e ajudou indiscutivelmente o nosso guarda-redes a defender o penalty. Até final da 1ª parte ainda houve oportunidades para os dois lados, mas o empate subsistiu até ao intervalo.

Confesso que estava com poucas esperanças para a 2ª parte, porque o Marítimo se vinha revelando um adversário muito difícil, mas o que acabou por acontecer enche-me de orgulho. Houve “Benfica” dentro do campo. Aqueles dez jogadores tiveram na alma “a chama imensa” e lutaram até à exaustão, de tal maneira que quase não se percebeu que estávamos em inferioridade numérica. Logo no início entrou o Luís Filipe para o lugar do apagado Di María e o Maxi Pereira avançou para médio-direito. Curiosamente aquele até entrou bem na partida e o uruguaio é muito mais lutador que o argentino, pelo que controlámos melhor o meio-campo. O Marítimo deixou de ter um jogo tão ligado como no 1º período e nós sempre que tínhamos a bola atacávamos. Claro está que nunca avançámos à maluca e aqui houve muito dedo do Camacho, o tal que é “limitado tacticamente”, já que raramente fomos apanhados em contrapé na defesa e demos uma lição de como se joga só com dez. As oportunidades começaram a surgir, mas o Maxi Pereira e o C. Rodríguez revelaram falta de pontaria. Entrementes não tivemos sorte num remate do Katsouranis que foi desviado pelo defesa e passou a rasar o poste, enquanto o Marítimo teve dois lances perigosos, um dos quais muito bem defendido pelo Butt. Éramos a melhor equipa, jogávamos bem e de forma inteligente, e eu já estava decidido a ovacionar no final, mesmo que empatássemos o jogo, só que felizmente o Adu entrou aos 80’ para o lugar do esgotado Maxi Pereira. Comentei com o Jota, que nos deu o prazer da sua companhia, “com este em campo marcamos sempre nos últimos minutos.” E assim foi! A 4’ do fim, uma insistência do Léo pelo lado direito(!) resultou num cruzamento e o americano, qual ponta-de-lança, esgueirou-se pelo meio dos defesas e fez o golo da vitória. Foi o delírio na Catedral! Até final conseguimos conservar muito bem a posse de bola e, com o empate dos lagartos em casa do Nacional, subimos ao 2º lugar.

É injusto destacar alguém individualmente, quando toda a equipa foi excelente a partir do momento da expulsão. Mesmo assim, tenho que referir o Léo e não só pelo centro da vitória, o Binya que cada vez mais se assume como um potencial novo Petit e o Maxi Pereira tanto a lateral-direito como a médio. O Rui Costa não esteve feliz em alguns lances, mas com ele em campo sinto-me mais descansado porque está ali alguém que sabe sempre o que fazer à bola. O C. Rodríguez acabou exausto, mas teve uma actuação com altos e baixos. Por outro lado, temos que aprender rapidamente a jogar com o Cardozo, de modo a que este não tenha que vir buscar jogo atrás. O paraguaio é muito perigoso na área, mas a passar a bola não é tão forte e perdemos alguns ataques por causa disso. Os centrais (Luisão e Katouranis) tiveram bastante trabalho, mas mostraram-se seguros. Seguro esteve igualmente o Butt, apesar da entrada a frio, e o Adu merece também uma palavra, já que está convertido no nosso Mantorras deste ano. Entra e marca nos últimos minutos.


Quarta-feira há a 2ª mão da Taça da Liga e, apesar de ser uma competição secundária e de o Camacho já ter afirmado que vai fazer alterações (o que é mais que normal), temos obrigação de lutar para vencer. Não vai ser nada fácil, até porque o V. Setúbal continua invicto, mas espero que estas vitórias sofridas tenham dado a moral necessária a equipa.

quinta-feira, outubro 25, 2007

À Benfica

Vencemos o Celtic com um golo do Cardozo aos 87’ e conseguimos os primeiros pontos na Champions. Este era um jogo fundamental, porque qualquer outro resultado que não a vitória afastar-nos-ia de modo quase definitivo das competições europeias e isso seria trágico. Assim, saltámos para o 3º lugar com os mesmos pontos dos escoceses e mantemo-nos na luta. Se não perdermos em Glasgow e conseguirmos quatro pontos nos jogos que faltam, devemos garantir a Uefa.

Com o Katsouranis de novo a central, o Nuno Assis na direita, o Bergessio com o Cardozo e o Di María no banco, começámos muito mal o jogo e a 1ª parte foi para esquecer. O Celtic estava muito fechado e nós não tínhamos velocidade para entrar na defesa deles. A bola praticamente não chegava aos avançados e só tivemos dois lances perigosos, com um incrível falhanço do Cardozo, que rematou na atmosfera depois de um centro do Léo, e uma cabeçada do Katsouranis a permitir uma boa defesa ao guarda-redes. Do outro lado, o Quim fez uma grande defesa que impediu um golo certo. A 2ª parte foi completamente diferente. Sinceramente perdi conta às oportunidades que tivemos. Só o Cardozo teve cinco(!), incluindo duas bolas que bateram uma na trave e outra no poste. Como comentava com o Pedro F.F. ao telemóvel e com o D’Arcy via sms, parecia a reedição do jogo frente ao Boavista no ano passado. Os escoceses só tiveram uma grande oportunidade depois de um centro da direita, em que o avançado se antecipou ao Luisão e rematou às malhas laterais. Finalmente a 3’ do fim, chegou o desejado golo por quem mais o merecia.

Individualmente destacou-se naturalmente o Cardozo. Uma parte do conhecedor público benfiquista já o assobiava no início do 2º tempo, mostrando que continua a saber como se incentiva um jogador que acabou de chegar, mas felizmente ele deu uma resposta adequada depois de uma 1ª parte fraca. No entanto, o potencial está lá e só não vê quem não quer. É tudo uma questão de confiança e se há mérito que ele tem é de nunca desistir. O golo que marcou é um golão e espero que seja o início de muitos, mas já o trabalho na segunda bola ao poste é de louvar. Não é qualquer jogador que recebe a bola de costas para a baliza, roda 180º e remata de primeira. A equipa subiu muito de produção na 2ª parte, especialmente depois das entradas do Di María e Adu. A óptima assistência para o golo do paraguaio é do argentino. O C. Rodríguez foi o melhor na 1ª parte, mas rebentou a meio da 2ª, assim como o Rui Costa, que teve uma jogada brilhante num canto, mas o remate saiu por cima. O Binya é a prova que o Fernando Santos nunca deveria ter sido treinador para o Benfica. O Nuno Assis continua com a irritante mania de jogar preferencialmente para o lado e para trás, mas não foi dos piores. Também não desgostei do Bergessio, outro jogador a precisar de se adaptar melhor. É muito lutador e tem bastante força. Quando conseguir rematar decentemente à baliza, pode ser muito útil. A defesa esteve bem, com o Maxi Pereira a revelar-se uma boa opção para a direita, mas a precisar de arriscar mais no ataque. Mas ponham o Léo a treinar cruzamentos, por favor!


Não fizemos um jogo brilhante, mas não alinho na teoria dos “profetas da desgraça”. Criámos várias situações de golo e lutámos até ao fim. Aliás, como temos feitos nos outros jogos e já é a 3ª vez que marcamos golos nos últimos cinco minutos. Está longe de ser uma coincidência. Contem lá os jogadores novos que alinharam de início e percebam de uma vez por todas que uma equipa não se faz em dois meses! Gosto da capacidade de luta deste Benfica e de nunca virar a cara ao esforço. Foi uma vitória arrancada a ferros (seguindo um chavão do futebol), com sangue e bastante súor, mas são estas que me trazem mais satisfação, porque são vitórias “à Benfica”.

segunda-feira, outubro 22, 2007

American's cup

Um casamento de um familiar fez com que perdesse o 2º jogo do Benfica ao vivo desde que a Nova Catedral foi inaugurada (quem é que se lembra de casar num dia em que o Glorioso joga, anyway?!) e um outro motivo de força (bastante) maior fez com que não só ainda não tivesse visto a gravação deste empate frente ao V. Setúbal (1-1), como não pudesse postar antes desta hora. Mas enfim, na saúde infelizmente nós ainda não mandamos...

Pelo meio tive oportunidade de ver o resumo e perdemos boas oportunidades. O golo deles resulta de um escandaloso fora-de-jogo (está vingado o penalty da Amadora) e o tento do Adu já nos descontos é muito bom. Parece que o americano merece mais oportunidades de jogar. Eu sei que nem sequer é comparável, mas ao menos o Setúbal não conseguiu um resultado tão bom como o Fátima...


[Adenda: vi finalmente o jogo e não poderia estar mais em desacordo com o que ouvi na rádio e li por aí. Não acho de todo que tenhamos feito um péssimo jogo. O V. Setúbal ainda não perdeu para o campeonato, empatou no WC e jogou com a equipa titular, enquanto nós só alinhámos com quatro titulares (considerando o Binya titular). Criámos situações mais que suficientes para resolver a eliminatória já na Luz e o V. Setúbal, depois do golo irregular, só teve mais uma situação de perigo com um cabeceamento rente ao poste. O Nuno Assis foi dos melhorzinhos, o Katsouranis foi quem mais empurrou a equipa para a frente, o Bergessio precisa urgentemente de não imitar os jogadores de rugby, para o Binya todos os adversários são iguais, o Dabao e o Adu vieram mexer com o nosso jogo, o Di Maria foi o melhor na 1ª parte, mas desapareceu na 2ª, o Zoro ofereceu um golo, felizmente recusado pelo V. Setúbal, o Luís Filipe esteve ao seu nível habitual, o Miguelito por este andar jamais se constituirá opção ao Léo e o Fábio Coentrão precisa de rodar para não se perder de vez.]

quinta-feira, outubro 18, 2007

Dúvida desfeita

Ganhámos 2-1 no Cazaquistão e só um cataclismo impedirá a selecção portuguesa de estar presente no Euro 2008. Todavia, o jogo foi bastante difícil e só a oito minutos do fim marcámos o 1º golo, através do Makukula que assim se estreou da melhor maneira pela selecção. Aliás, a sua prestação surpreendeu-me já que entrou muitíssimo bem (nem parecia estreante) e na meia-hora que esteve em campo foi essencial para a melhoria do nosso futebol. Acho que ganhámos uma opção muito válida para ponta-de-lança.

Na sequência do jogo do passado sábado, espero que a dúvida tenha ficado de vez desfeita. Voltámos a jogar com 10 durante 84’ até o artista de circo ser substituído. Aliás, não me lembro da última vez que vi uma exibição individual tão deplorável como a dele neste jogo. Não me venham falar do centro que deu o golo do Makukula, porque isso qualquer um dos outros extremos que estavam em campo (C. Ronaldo e Nani) conseguiria fazer. Foi literalmente o único(!) lance positivo que efectuou em 84’. Não conseguiu fintar nenhum adversário, as perdas de bola foram incontáveis, os centros eram sempre para o guarda-redes ou para a linha lateral do lado oposto e o homem pura e simplesmente não consegue tocar na bola sem fazer uma pirueta qualquer, que na maior parte do tempo é obviamente inconsequente. Uma lástima. Não percebo porque é que se insistiu na sua titularidade, até porque o Nani tinha entrado bem no jogo frente ao Azerbaijão, mas espero sinceramente que depois deste espectáculo o erro não se volte a repetir.

P.S. – Não se pode fazer uma petição para não ter jogadores do Benfica na selecção em jogos frente a estes adversários menos fortes? Agora foi o Nuno Gomes a lesionar-se, ainda por cima numa altura em que parecia estar a subir de forma. Sorte malvada!

sábado, outubro 13, 2007

Diferenças

Só dois parágrafos pequenos sobre a vitória da selecção no Azerbaijão por 2-0. Quem tem orgasmos recorrentes sobre a titularidade do Quaresma na selecção, espero que tenha gostado deste jogo. A diferença entre ele e o Simão, é que o Simão é um jogador de futebol, enquanto o Quaresma é um artista de circo. Por vezes é um malabarista, mas a maior parte do tempo é simplesmente um palhaço. Jogar simples é chinês para ele, ser objectivo igualmente. Mas o que é isso comparado com as trivelas inúteis e as fintas inconsequentes...?

Outra diferença é ver a selecção com o Ricardo Carvalho. Se ele estivesse estado nos jogos anteriores, aposto que não os tínhamos empatado.

segunda-feira, outubro 08, 2007

Desnecessariamente sofrido

Um bis do Nuno Gomes selou o nosso triunfo (2-1) em Leiria e finalmente, depois de cinco jogos, voltámos a vencer. Foi um desfecho absolutamente justo se bem que os números finais sejam enganadores, já que ficámos a dever a nós próprios mais uns quantos golos. Como as vantagens mínimas são sempre perigosas, lá levámos com o forcing final do Sr. João Ferreira que inventou um livre à entrada da área por falta inexistente do Nuno Assis aos 92’ e depois permitiu que se marcasse o canto que daí resultou com 40 segundos(!) para além dos três minutos de compensação que deu. Foi uma arbitragem bastante habilidosa (penalty por marcar sobre o Nuno Gomes, pelo menos duas faltas sobre o Cardozo à entrada da área por assinalar e alguns foras-de-jogo muito duvidosos) que mostra que eles não andam a dormir. Felizmente já ouvi declarações de um administrador da SAD (Rui Cunha) no final do jogo a chamar a atenção para este facto. É URGENTE que o Benfica não se cale perante o que se vai passando nos campos (no WC duas(!) faltas seguidas do Vukcevic não foram sancionadas e do lance resultou o 1º golo dos lagartos frente ao Guimarães) como se estivesse a pagar uma penitência pelo penalty da Amadora.

Voltando ao jogo, o Camacho deixou o Di Maria no banco e fez alinhar o Nuno Gomes e o Cardozo de início. Com a lesão do Nélson, o Maxi Pereira fez de lateral-direito e o Binya entrou para o meio-campo. Os jornalistas já chateiam com as perguntas sobre os dois avançados (o Camacho esteve prestes a abandonar a flash-interview da TVI e com razão), mas é verdade que o Benfica jogou melhor hoje do que nas partidas anteriores. O bis do Nuno Gomes não é alheio à presença do Cardozo, que arrasta defesas consigo dando mais liberdade ao nº 21. E o próprio paraguaio beneficia de ter alguém a jogar perto de si, porque as bolas que ganha de cabeça encontram mais facilmente um destinatário certo. No entanto, começámos muito mal a partida e logo aos 2’ sofremos um golo, quebrando assim a série de cinco jogos seguidos invictos para o campeonato. Reagimos bem e a um óptimo centro do C. Rodríguez correspondeu o Nuno Gomes com uma cabeçada à ponta-de-lança para fazer o empate aos 16’. Até final da 1ª parte continuámos a ser a equipa que tentou mais o golo, mas nem sempre com a velocidade devida. O que era inexplicável, porque deu toda a sensação que se acelerássemos um pouco o jogo, o Leiria não teria pernas para nós. Um bom remate do Katsouranis de fora da área foi a nossa melhor chance. Perto do intervalo há um lance do Luisão com o ponta-de-lança adversário já na nossa área em que o nº 4 encosta-se ao jogador do Leiria de uma maneira que o árbitro poderia ter considerado faltosa. Foi um lance idiota, porque a bola se dirigia para a bandeirola de canto e não havia necessidade de ter arriscado um penalty daquela maneira.

A nossa 2ª parte foi melhor, porque o Leiria quebrou fisicamente devido ao jogo europeu. Só teve uma oportunidade (e bem grande, por sinal) aos 63’, mas o João Paulo (o tal que nos marcou o golo do empate nos descontos em Paços de Ferreira no ano passado) falhou escandalosamente com a baliza aberta. Antes disto, já um excelente passe do maestro tinha proporcionado ao C. Rodríguez uma óptima rotação sobre o defesa e um remate poderoso que o guarda-redes defendeu para canto. Estávamos mais forte e aos 66’ o Katsouranis desmarcou muito bem o Nuno Gomes para o golo da vitória. Acho que o guarda-redes poderia ter feito mais, mas a movimentação do 21 é digna de realce. Até final, o Katsouranis, o Binya e, principalmente o Rui Costa, tiveram boas oportunidades para marcar, mas o resultado manteve-se.

Individualmente destacou-se, claro está, o Nuno Gomes que depois de um longo jejum voltou a marcar dois golos num só jogo. O Binya mostrou novamente que, enquanto o Petit não voltar, tem que ser titular. O Katsouranis esteve activo no ataque, mas pareceu-me lento a recuar para ajudar a defesa. O Cardozo continua infeliz na hora do remate, mas é um jogador bastante útil pelo desgaste que provoca nos defesas. O Rui Costa é... o Rui Costa. Em relação ao C. Rodríguez também não vale a pena estar a ser repetitivo. Espero que troquemos rapidamente o empréstimo pela totalidade do passe. Na defesa, o Léo esteve estranhamente inseguro (tanto assim foi que o Camacho o substitui pelo Luís Filipe aos 67’), o Quim só não defende o impossível e não desgostei do Maxi Pereira a defesa-direito, apesar de relevar muitas limitações na hora de fintar os adversários.

O campeonato vai voltar a parar por causa das selecções e da Taça da Liga. Esta vitória era fundamental, não só para a moral da equipa como também para não deixar fugir mais os adversários directos. Espero que este jogo tenha significado o início da recuperação do Benfica.

quinta-feira, outubro 04, 2007

Triste

Perdemos em casa com o Shakhtar Donetsk (0-1) e tornámos bastante difíceis, para não dizer que hipotecámos de vez, as nossas hipóteses de seguir para os oitavos-de-final da Liga dos Campeões. Ainda por cima, o Celtic venceu o Milan (2-1) em casa, pelo que neste momento estamos a três pontos da Taça Uefa. Duas derrotas em dois jogos é muito mau e se isto me deixa muito triste, mais ainda fico com a atitude aqueles que se dizem adeptos do Benfica, mas que fariam melhor ao clube se ficassem em casa (desenvolvimento na Tertúlia).

Entrámos bastante mal, com excepção de um bom remate do C. Rodríguez defendido pelo guarda-redes, mas a partir dos 20’ conseguimos equilibrar o jogo e dispusemos de algumas boas situações, nomeadamente um remate do Di Maria e outro do Katsouranis às malhas laterais. Os ucranianos mostraram que são uma boa equipa (a léguas do Dínamo de Kiev e a diferença pontual no campeonato percebe-se perfeitamente), o que não é de espantar dado o investimento todo que fizeram no plantel. Não é normal uma equipa daquela zona do globo contratar um dos melhores marcadores do campeonato italiano (Lucarelli) e uma série de brasileiros muito bons (gostei do nº 7, Fernandinho, e do 9, Ilsinho), de tal forma que só actuaram três(!) ucranianos a titular. Numa perda de bola a meio-campo, nessa altura contra a corrente do jogo e num lance em que o Nélson se lesionou, surgiu o golo deles aos 42’. Já tinham tido oportunidades anteriormente, mas conseguiram marcar numa altura péssima para nós, à beira do intervalo e quando estávamos a conseguir finalmente criar ocasiões. O Nuno Gomes substitui o Nélson e pudemos jogar novamente com os dois pontas-de-lança.

Na 2ª parte voltámos a não entrar bem. Com o recuo do Maxi Pereira para defesa-direito e o Rui Costa ao lado do Katsouranis, começámos a dar muito espaço ao adversário para contra-atacar, o que eles fizeram com bastante perigo. Não conseguíamos recuperar a bola, porque também não tínhamos ninguém para correr atrás dela. Como consequência disso não chegava jogo aos avançados. O Camacho viu isso muito bem e lançou o Binya aos 61’ tirando o Di Maria (que, apesar da bola ao poste, voltou a apresentar-se abaixo do que deveria, mesmo considerando o facto de ter actuado no lado direito onde é menos perigoso do que à esquerda; precisa de melhorar bastante o último passe e parece-me cansado). A maior parte dos treinadores de bancada, quais Rui Santos, assobiou esta substituição como seria de prever. Quantos mais avançados é que é bom! Recuperar bolas e ter o controlo do meio-campo é para maricas! Enfim... Claro que a nossa produção melhorou bastante a partir daqui (o tal treinador que é “limitado tacticamente” afinal parece que percebe um pouco disto...). Começámos a empurrar o Shakhtar para o seu meio-campo de tal forma que eles só tiveram mais uma grande ocasião em que nos apanharam em contrapé com três avançados frente ao Léo. Felizmente não deu em golo e nós tivemos uma série de ocasiões para marcar: Cardozo, Katsouranis e Edcarlos (esta foi incrível!) de cabeça e remate do Nuno Gomes para defesa do guarda-redes. Infelizmente não conseguimos e acabámos por perder.

Não fizemos um bom jogo, longe disso, mas também não estivemos abaixo de cão, como a maioria do comentadores quer fazer crer. Os ucranianos têm uma boa equipa e acho que o resultado mais justo seria o empate. Individualmente, o Quim voltou a estar brilhante e o C. Rodríguez foi outra vez dos que mais correram. O maestro precisa de descanso, o Katsouranis esteve um pouco perdido e o Cardozo, apesar de infeliz na concretização, precisa de adquirir ritmo de jogo e não se consegue isso no banco. Tem remate fácil e é importante para ganhar bolas de cabeça na área, como se viu no chuveirinho final e nos lançamentos laterais para a gránde-área do Binya, que a propósito entrou muitíssimo bem na equipa.


Estamos numa fase muito negativa e espero sinceramente que consigamos dar a volta por cima já em Leiria. Nota-se que precisamos de uma vitória para as coisas acalmarem. O potencial está lá, mas “Roma e Pavia não se fizeram num dia”. Não é a criar esta instabilidade permanente, a fazer pressão para resultados imediatos e a assobiar as más intervenções dos nossos jogadores que vamos conseguir qualquer coisa. Os bons adeptos vêem-se nestas alturas, os maus é melhor que fiquem em casa que não fazem falta nenhuma.

P.S. – Este senhor alemão chamado Wolfgang Stark fez das piores actuações que eu vi a um árbitro nas competições europeias. Pactuou com o anti-jogo dos ucranianos, não deixou a maca entrar em campo uma única vez(!) e pelo menos por três vezes houve jogadores assistidos em pleno relvado, as equipas fizeram quatro substituições na 2ª parte e ele só deu quatro(!) minutos de desconto. Inacreditável!

domingo, setembro 30, 2007

Sem ganhar

Empatámos 0-0 com os lagartos na Luz e pelo 4º jogo consecutivo não conseguimos vencer. Com a vitória do clube regional, já estamos a oito pontos do 1º lugar. “Ainda há muito campeonato e tal”, mas a diferença começa a ser significativa. O que vale é que o clube hediondo é treinado pelo Jesualdo e portanto podemos continuar a ter esperança.

Ao contrário do que vinha sendo habitual nas últimas partidas, entrámos bem no jogo. Actuando com velocidade criámos problemas à defesa lagarta, mas isto durou apenas 20’. Com a entrada do Luisão na equipa titular, o Katsouranis subiu para o meio-campo, onde teve a companhia do Maxi Pereira, jogando o Rui Costa a “10”. Nos extremos, o Di Maria e o C. Rodríguez eram dos mais mexidos, mas o que é certo é que as bolas raramente chegavam ao Nuno Gomes e foi o Quim quem acabou por ter mais trabalho (se bem que não muito) durante a 1ª parte. A partida estava viva, mas nós insistíamos SEMPRE no erro de bombear bolas para a frente, onde o Nuno Gomes perdia claramente de cabeça para o Polga ou o Tonel. Foram vezes sem conta que o Quim marcava os pontapés de baliza para o meio-campo contrário, com a bola a ser invariavelmente ganha pelos defesas e por isso a partir dos 20’ deixámos de surgir na área contrária.

Na 2ª parte melhorámos bastante de produção, a que não foi alheio o facto de FINALMENTE termos passado a sair a jogar pelo chão. Aos 56’, um excelente remate do Rui Costa a 30m da baliza criou a nossa melhor oportunidade, com o Nuno Gomes na recarga a rematar incrivelmente ao lado, mas com a bola ainda a ser desviada pelo Stojkovic sem que o árbitro tenha marcado o respectivo canto. Logo no estádio achei estranho que o Nuno Gomes, completamente isolado e com o lado direito da baliza à sua mercê, tivesse conseguido rematar para fora e pela TV dá para ver que a bola foi desviada, caso contrário seria golo. O jogo estava mais partido e os espaços abundavam nos dois meios-campos. O Di Maria também teve uma boa oportunidade ao isolar-se, mas não conseguiu fazer o passe de morte para o Nuno Gomes, porque entretanto a bola foi cortada por um defesa. Logo a seguir, um cruzamento do maestro proporcionou ao Nuno Gomes um excelente cabeceamento, com a bola a sair ao lado. Aos 81’, o Quim também evitou um golo do nº 31 contrário, ao defender com o pé. E até final fomos nós que procurámos mais o golo, mas as forças já não abundavam.

Mais uma vez não compreendi as substituições do Camacho. Ou melhor, até as aceito, só não percebo é porque é que foram feitas tão tarde (Nuno Gomes por Cardozo aos 74’ e Adu em vez do Di Maria aos 82’). Mais: porque é que os suplentes do Benfica só se levantaram do banco para aquecer aos 70’?! É certo que não estávamos a jogar mal, mas era preciso fazer algo mais para tentar ganhar o jogo. A razão pela qual o Cardozo e o Nuno Gomes deixaram de jogar juntos é algo que me ultrapassa (foi assim na Madeira e curiosamente foi o nosso melhor jogo). O maestro tem que ser preservado e não pode jogar 90’ três vezes por semana. E o Adu mostrou que deveria ter entrado mais cedo, já que o gás do Di Maria também se esgotou a meio da 2ª parte. Individualmente, o melhor foi o Katsouranis que finalmente mostrou a sua mais-valia no lugar onde costuma jogar na selecção grega. A defesa esteve em bom nível (com o Luisão as coisas são mais simples), nomeadamente o Nélson que, ao fazer uma excelente partida para quem vinha de uma lesão, demonstrou que a lateral-direita tem que ser dele. O Quim voltou a mostrar que a baliza é sua e ponto final. O Maxi Pereira fez um jogo muito esforçado a meio-campo, correndo durante os 90’e o C. Rodríguez deve ter desfeito de vez as dúvidas a quem ainda as tinha. Tem muita qualidade técnica, poder de choque e capacidade de finta. Não percebo como é que o PSG o deixou ir embora, mas ainda bem. O Rui Costa não sabe jogar mal, mas fisicamente não acho que esteja no seu auge. O Nuno Gomes batalhou muito com os centrais contrários, mas deveria ter concretizado aquela recarga.

Quanto aos lances polémicos, acho que o Pedro Henriques errou para os dois lados. Todavia, NÃO existe intencionalidade na mão do Katsouranis. O braço dele está COLADO ao corpo e não faz movimento nenhum, pelo que não existe penalty. Os lagartos são engraçadíssimos, ao pretenderem que o penalty fosse marcado, porque o fiscal-de-linha o assinalou! Não interessa se foi falta ou não (este argumento é lindo!), o que interessa é que o fiscal-de-linha provocou a interrupção do jogo, assinalou o penalty e o árbitro deveria ter ido atrás! Tal como aconteceu na Amadora, portanto “o critério tinha que ser igual”. Só rir! Mas acho que há de facto um penalty na 1ª parte do Katsouranis sobre o Romagnoli, apesar de este já ir em queda. Não era um escândalo se fosse assinalado. No entanto, no último minuto a falta do Moutinho sobre o Adu é EVIDENTE. É mesmo em cima da linha, é penalty, mas percebo que para o árbitro fosse difícil de ver se era dentro ou fora da área. Agora, falta é de certeza e é incompreensível como é que o Pedro Henriques, a 2m do lance, mandou seguir.

Quarta-feira temos outro jogo importantíssimo frente ao Shakhtar Donetsk. Já agora, era bom que voltássemos às vitórias...


P.S. – O nº 31 dos lagartos é um dos jogadores mais NOJENTOS do campeonato. Passa a vida a fazer jogo sujo e a tentar sacar faltas e cartões aos adversários. Desportivismo é uma palavra que lhe passa completamente ao lado. Além disso, errou na profissão, deveria ter ido para o circo. As cambalhotas que deu depois de um toque do Rui Costa entram directamente para o anedotário nacional. Se não fosse um palhaço, daria um bom malabarista. Lamentável!

quinta-feira, setembro 27, 2007

Fraquíssimo

Eliminámos o E. Amadora da Taça da Liga nos penalties (5-4) depois de um empate 1-1 nos 90’, mas esse foi o único facto positivo do jogo de ontem. A exibição foi má demais para ser verdade e assim os habituais titulares da equipa não têm com que se preocupar, porque não é a jogar deste modo que a maioria dos que actuaram ontem lhes pode roubar o lugar.

Com a agradável companhia do D’Arcy, TMA e Jota fui à Amadora na esperança de ver alguns jogadores da nossa 2ª linha mostrarem que são opções válidas, mas a desilusão foi muito grande. A 1ª parte praticamente não existiu e só um remate do Di Maria e outro de livre do Maxi Pereira criaram perigo. Aliás, esse remate do argentino proporcionou ao guardião contrário a única(!) defesa de todo o jogo. O E. Amadora marcou aos 35’ através de um livre do Maurício a quase 30m da baliza, em que eu comentei a minha estranheza pelo facto de só termos três jogadores na barreira. Nem de propósito, a bola passou pelo local onde deveria ter estado o 4º jogador. Para além disso e apesar da força do remate, ficou a sensação que o Butt poderia ter feito melhor.

Na 2ª parte entrou o Adu e saiu o Maxi Pereira (o qual me começa a preocupar, já que pela 2ª vez consecutiva efectuou uma péssima exibição). O nosso jogo melhorou um pouco, mas não conseguíamos criar situações de perigo. O E. Amadora jogava em contra-ataque, mas mesmo assim o Butt fez mais defesas que o guardião contrário. O Yu Dabao saía muitas vezes da área e depois não estava lá ninguém para concretizar. Dominávamos o E. Amadora, mas o nosso jogo era muito aos repelões. A desinspiração era geral. O Di Maria, curiosamente ou talvez não, desde que deixou de actuar a extremo-esquerdo (como nos jogos frente ao Copenhaga e Nacional), tem vindo a perder protagonismo, o C. Rodríguez era dos mais esforçados mas sem grande espaço para criar perigo, o Binya esteve discreto e o Yu Dabao precisa de crescer. Na defesa, o Luisão e o Zoro foram dos melhorzinhos, ou melhor, dos menos maus, o Léo pode continuar a dormir descansado enquanto o Miguelito jogar desta forma e o Nélson necessita de readquirir o ritmo. O Adu foi o único ponto positivo em termos individuais. Deixou-se daquelas fintas inconsequentes de passar os pés por cima da bola e ficar no mesmo sítio, como no jogo frente aos dinamarqueses, e parece mais objectivo. Tem bom toque de bola e, quando o utilizava ao 1º toque, criava alguns desequilíbrios. Em termos muito negativos, tenho que falar do Nuno Assis. É urgente alguém rever o contrato dele, para verificar se não existe uma cláusula que o impeça de jogar para a frente! É exasperante a forma como só joga para o lado e para trás, impedindo consecutivamente o desenvolvimento de ataques rápidos.

Empatámos através de um penalty inexistente aos 90’. O Binya rematou fora da área, um jogador do E. Amadora levantou os braços, mas o que é certo é que a bola lhe bateu na cabeça. Ou muito me engano, ou conforme comentávamos na bancada, vamos ter que levar com este penalty durante a época toda. O Sr. Duarte Gomes tenta redimir-se do célebre penalty do Jardel na antiga Luz. Os que sofremos frente ao Leixões e V. Guimarães, e que nos custaram quatro pontos, já ninguém se vai lembrar. O Adu marcou-o muito bem e fomos para os penalties. Só falhámos um, precisamente pelo Butt, que rematou sem nenhuma concentração e a bola claro que foi ao lado. O que vale é que eles falharam dois e assim sendo seguimos, de forma algo imerecida, para a próxima eliminatória.


P.S. – Viva o Fátima!

domingo, setembro 23, 2007

Porquê a resignação?

Empatámos 0-0 em Braga e à 5ª jornada já estamos a seis pontos do 1º classificado. Isto quando a nossa 2ª volta é bastante mais difícil do que a 1ª. Estou a ver o panorama muito negro e, se quando empatámos frente ao Guimarães, eu não fiquei desiludido, já no jogo de hoje o caso muda de figura. Não percebi a falta de ambição, principalmente na 2ª parte, perante um adversário que teve menos dois dias de descanso depois das competições europeias do que nós. Por outro lado, e o que mais me decepcionou, foram as substituições do Camacho, quando era preciso tentar algo mais para conseguir a vitória. Completamente incompreensíveis.

Em relação à equipa titular em Milão, saíram o Miguel Vítor e o Cardozo, entrando o Gilles Binya e o Nuno Gomes. Não começámos mal o jogo e até criámos oportunidades pelo Di Maria e o C. Rodríguez, este num lance em que não soubemos aproveitar a superioridade numérica no ataque. Mas a partir de metade da 1ª parte, deixámos de conseguir chegar com perigo à baliza do Braga. Ainda tivemos uma boa oportunidade pelo Rui Costa, cujo remate saiu ligeiramente por cima, todavia não imprimíamos velocidade ao nosso ataque e fazíamos tudo a passo de caracol. O Rui Costa, infelizmente, não é eterno e não esteve tão activo como nos jogos anteriores, o Maxi Pereira foi hoje um jogador a menos, o C. Rodríguez não pode fazer tudo sozinho e o Di Maria não consegue jogar a 200 à hora durante o jogo todo. Como o Léo não subiu como habitualmente e o Luís Filipe não existe, não tivemos capacidade de criar desequilíbrios atacantes. Na defesa não estivemos mal e os problemas que existiram foram resolvidos pelo super-Quim.

A 2ª parte ainda foi pior que a 1ª. O Braga começava a mostrar dificuldades físicas, mas nós não soubemos aproveitar esse facto. O que é incompreensível já que tivemos cinco(!) dias de descanso. Estava visto que teria de ser feita alguma coisa a partir do banco, mas o que aconteceu tornou a emenda pior que o soneto. Quando se esperava a saída do Maxi Pereira e a constituição de uma dupla atacante com o Nuno Gomes e o Cardozo, o que se verificou foi precisamente o contrário. Saiu o jogador que mais velocidade imprimia ao nosso jogo (que já não era muita...), o Di Maria, e o próprio Nuno Gomes, para entrarem o Cardozo e o Nuno Assis. Ou seja, trocou-se jogador por jogador sem arriscar minimamente. O que eu não percebo. Este era um jogo vital e se há algo que me faz confusão é ver que o Benfica não faz tudo o que está ao seu alcance para ganhar um jogo. Pode não o conseguir, mas tem obrigação de lutar e de arriscar para tal. O que objectivamente não fez hoje. Tirando um remate acrobático do Edcarlos e outro ao lado do Katsouranis, não criámos mais nenhuma oportunidade de golo. A cinco minutos do fim, saiu o maestro e entrou o Romeu Ribeiro. Outra opção que não compreendi. Se era para fazê-lo descansar deveria ter saído mais cedo.

Individualmente gostei do Quim (já se torna um hábito referi-lo e estamos há quatro jogos sem sofrer golos para o campeonato), do Katsouranis (está cada vez mais central) e a espaços do Binya (enquanto o Petit não voltar, o lugar parece ser dele) e do C. Rodríguez (foi dos poucos a lutar e a tentar jogar para a frente). O maestro não sabe jogar mal, mas tem que ser preservado, caso contrário o gás acabar-se-lhe-á rapidamente e não o teremos em condições para os jogos mais decisivos. O Di Maria voltou a mostrar os mesmos defeitos (timing de soltar a bola e pouca capacidade de aguentar o choque) e as mesmas virtudes (velocidade e técnica de drible). O Nuno Gomes esteve discreto, mas se queremos ganhar jogos não podemos substituir pontas-de-lança por pontas-de-lança, e o Cardozo precisa nitidamente de alguém a jogar mais perto dele.

Quarta-feira temos outro jogo decisivo, neste caso na Amadora e para a Taça da Liga. É expectável que o Camacho faça alterações na equipa, mas convém não esquecer que é a 1ª edição desta competição e que o nosso historial nos obriga a tentar conquistá-la. Mas espero que sejam dadas oportunidades a quem tem jogado menos. Com os lagartos para a semana e a Champions daqui a 10 dias, teremos que mostrar para que nos serve um plantel com 29 jogadores.


P.S. – Continua a malapata com as camisolas alternativas...

quarta-feira, setembro 19, 2007

Desfalcados

Perdemos frente ao Milan em San Siro por 2-1 e, se bem que uma derrota seja sempre um resultado negativo, acho que não temos que ficar desiludidos pelo jogo que fizemos. Jogar em casa do campeão europeu (ainda por cima, sendo uma equipa italiana) seria sempre complicado, mas quando nos faltam quatro(!) titulares, três dos quais são defesas e o outro o Petit, julgo que não se podia pedir mais. O Milan é de facto muito forte e joga quase de olhos fechados, facto a que não será alheio manter a mesma equipa-base há uns bons cinco anos.

Para muitos, o Camacho inventou ao colocar o Miguel Vítor de início, o Katsouranis e o Maxi Pereira no meio-campo defensivo, e o Nuno Gomes no banco. Já ouvi referir, pelos habituais profetas da desgraça e gente que só gosta de estar do conta, que se fosse o Fernando Santos a fazer estas alterações seria crucificado. Não estou nada de acordo. Era quase um suicídio se fôssemos jogar em San Siro com um trinco adaptado (Maxi Pereira), outro de 35 anos a ter que fazer trabalho defensivo e quatro(!) jogadores de ataque. O meio-campo do Milan chamaria um figo a esta constituição. Penso que o Camacho fez bem, embora que se possa sempre questionar porque não colocou o Romeu Ribeiro a trinco, mantendo o Katsouranis na defesa. Mas depois de se ver o jogo e o resultado é sempre mais fácil mandar palpites. De qualquer modo, comparem esta exibição com a do ano passado no jogo de estreia da Champions e digam lá qual foi a melhor...

A diferença entre as duas equipas foi notória, se bem que as ausências no Benfica pesassem bem mais do que as do Milan. O Quim voltou a ser dos melhores em campo, mas infelizmente falhou no lance mais fácil de toda a partida, ao atrasar-se no livre do Pirlo aos 9’ do qual resultou o primeiro golo. Reagimos bem e o Rui Costa teve uma grande jogada que finalizou com um remate fortíssimo que o Dida defendeu para a frente e aos 22’ tivemos a nossa melhor oportunidade num cabeceamento do Cardozo ao poste depois de um centro do Di Maria, que ainda foi desviado por um defesa. Claro que entretanto já o Milan tinha proporcionado ao Quim duas excelentes defesas. Aos 24’ um mau toque do Miguel Vítor perto da grande-área italiana deu origem a um contra-ataque do qual resultou o 2-0 pelo Inzaghi. Foi azar do miúdo, que de resto não esteve mal. Até ao intervalo, outra boa arrancada do maestro proporcionou ao Cardozo um remate à figura do Dida.

Na 2ª parte, o jogo manteve-se muito parecido, com o Milan a jogar preferencialmente em contra-ataque e o Quim a salvar mais uns quantos golos. Os nossos remates não saíram tão bem e só conseguimos marcar já nos descontos através do Nuno Gomes (entretanto entrado para o lugar do amarelado Cardozo), num lance em que o Edcarlos estava ligeiramente adiantado à defesa do Milan [correcção: revi o lance no resumo e o Edcarlos está em linha com o Katsouranis, que fez o centro; portanto, não há irregularidade nenhuma]. A esta diminuição de produtividade atacante não foi alheio o cansaço físico do Rui Costa, que se tornou mais visível a partir de meio da 2ª parte. O Camacho resolveu (e bem) proporcionar-lhe uma despedida condigna de San Siro, substituindo-o perto do fim. Mesmo assim, o maestro foi indiscutivelmente o nosso melhor jogador e volto a bater na mesma tecla: ainda é muito cedo para o tentar reformar já para o ano. Outro que me entusiasmou foi o C. Rodríguez. Já tinha jogado bem frente à Naval e hoje fez uma grande exibição. Não tem medo de procurar a bola, participa bastante no desenvolvimento do ataque, não se esconde do jogo e tem boa qualidade técnica. Já o Di Maria mostrou que ainda precisa de amadurecer. Nem sempre tomou a melhor opção quando se tratava de libertar a bola. O Maxi Pereira também esteve bem a fazer de Petit, mas o Cardozo é que poderia ter jogado um pouco melhor. Pareceu-me muito lento e com pouca frescura física, sendo muitas vezes batido pelos defesas que chegavam primeiro à bola. Achei natural a sua saída para dar lugar ao Nuno Gomes, porque, apesar de estarmos a perder por 2-0, não é por se ter muitos avançados que se ganham jogos e a equipa não estava a jogar mal naquele esquema. O Edcarlos também se portou bem, mostrando ser um jogador muito sóbrio. O Camacho ainda aproveitou para lançar o camaronês Gilles Binya aos 72’, que se destacou pela combatividade que deu ao meio-campo. Definitivamente um jogador a rever. O pior do Benfica foi indiscutivelmente o Luís Filipe, que mostrou todas as suas limitações. Pode ser um substituto do Nélson, mas só em meia-dúzia de jogos por ano. É bom que o nº 22 volte depressa!


Daqui a duas semanas teremos um jogo importantíssimo para a qualificação, em casa frente ao Shakhtar Donetsk que nesta jornada bateu o Celtic por 2-0. É imperioso vencer essa partida para ganharmos vantagem sobre os ucranianos, já que o Milan é de outra galáxia e se tudo correr normalmente as outras equipas só poderão aspirar a somar um ponto frente a eles.

P.S. – Conheço muitos pouco jogadores que sejam idolatrados (é mesmo este o termo) em todos os clubes por onde passaram. É o caso do Rui Costa. Já não há palavras para descrever a sua grandeza.

domingo, setembro 16, 2007

Nas calmas

Ganhámos à Naval por 3-0, graças a três golões, mas estou de acordo com o Camacho quando ele diz que os primeiros e os últimos 15 minutos do jogo foram sofríveis. A nossa vitória é indiscutível, mas o que é certo é que até ao primeiro golo aos 22’ não tínhamos criado nenhuma oportunidade. Só que a partir deste tento a Naval deixou de existir e nós controlámos o jogo praticamente à vontade. Excepção feita aos minutos finais em que graças ao Quim (com uma meia dúzia de intervenções fabulosas!) voltámos a não sofrer golos.

Sinceramente não me lembro do último jogo em que chegámos ao intervalo a ganhar por 2-0, mas mesmo não tendo feito uma grande exibição percebeu-se que tínhamos o jogo ganho logo aí. O Cardozo ficou a descansar e alinhou de início o C. Rodríguez, com o Di Maria nas costas do Nuno Gomes, para além da entrado na defesa do Edcarlos para o lugar do Miguel Vítor. Uma alteração para lhe dar rodagem certamente já a pensar no jogo frente ao Milan. E foi mesmo o C. Rodríguez a abrir o marcador com um remate rasteiro fora da área, que não deu hipóteses ao guarda-redes. Pouco depois o Petit atirou ao lado de cabeça, na sequência de um livre muito bem marcado pelo Di Maria (cuidado com a maneira como ele os cobra!). Até que aos 35’ assistimos ao momento do jogo, melhor dizendo, do campeonato. O maestro fez uma excelente abertura para o Luís Filipe, que efectuou um centro de volta para ele já dentro da grande-área. Depois de rodopiar 360º com a bola colada ao pé direito, o Rui Costa deu um pequeno toque com o esquerdo por cima do guarda-redes. Só visto! Sublime! Já aqui disse várias vezes: pobres de vós que não compram cativos só para o ver jogar!

Na 2ª parte, marcámos muito cedo o 3º golo. Foi logo aos 52’ em que o Nuno Gomes correspondeu de uma maneira excelente a um centro do C. Rodríguez, lançado sublimemente pelo maestro, e marcou um golo de cabeça à ponta-de-lança. Finalmente! Resolvíamos em definitivo o jogo. Até final poderíamos ter aumentado o marcador, mas o Di Maria por duas ocasiões, ambas depois de boas arrancadas pela linha, não conseguiu centrar em condições para os colegas. O Camacho não gostou da parte final, porque nos fartámos de oferecer bolas ao adversário, já que tentávamos fazer tudo com muito rapidez. Assim sendo, a Naval poderia ter marcado mais de uma vez, já que atirou por duas vezes à barra e fez com o Quim disputasse o estatuto de melhor em campo com o Rui Costa. Infelizmente a 15’ do fim tivemos o pior momento do jogo com a lesão do Petit. Escorregou e torceu o joelho, sendo baixa certa para o jogo frente ao Milan e vamos lá a ver se não é por meses. Se há jogador insubstituível é mesmo o Petit e não sei como vamos sobreviver sem ele.

Em termos individuais, o Rui Costa continuar a mostrar que ainda está muito novo para ser director-desportivo. Parece cada vez mais refinado e é um prazer ver a alegria com que joga à bola. Por seu lado, o Quim deve estar na sua melhor forma de sempre. O Butt bem se pode queixar, mas assim não tem hipótese nenhuma. Também gostei bastante da dupla uruguaia. Muito lutadores, nunca desistem de lutar pela bola e com excelentes pormenores técnicos (as recepções de bola do Maxi Pereira são muito boas). O Nuno Gomes fez um jogo esforçado entre os centrais contrários, sendo importante nas tabelinhas com os médios e tendo finalmente acertado com a baliza. O Katsouranis continua um senhor na defesa, mas com a lesão do Petit deve voltar para o meio-campo. O Léo é outro que não sabe jogar mal. Quanto ao Edcarlos não gostei muito na 1ª parte, já que falhou algumas intercepções de bola, mas pode ter sido o nervosismo na estreia. O Di Maria esteve menos vistoso que em ocasiões anteriores, mas tem uma qualidade técnica impressionante. O Luís Filipe não é nenhum génio, mas é inacreditável a maneira como é assobiado a cada passe errado que faz. Há gente que fazia melhor em ficar em casa...

Vamos ver como nos portamos na 3ª feira em Milão. Não temos nada a perder, mas por isto é que eu gosto do Camacho: disse que íamos lá para tentar ganhar! A lesão do Petit e a falta do Luisão e David Luiz são grandes contras, mas acho que temos condições de fazer um bom jogo e dar-lhes luta. Qualquer ponto trazido de lá seria muito bom, mas pelo menos não tenho dúvidas que honraremos a camisola.

P.S. – A lesão do guarda-redes Taborda proporcionou um dos melhores momentos de sempre no novo estádio. A interacção do público, nomeadamente dos No Name, com o Rui Costa, que estava junto à bandeirola de canto para marcar um livre, foi algo que só por si fez valer a pena o preço do cativo. Felicidade pura! É por isto que nós somos invejados pelos outros. Ninguém tem um jogador, ou melhor dizendo, uma pessoa destas no plantel.

quinta-feira, setembro 13, 2007

Vergonhoso



Dois empates em casa frente à Polónia (2-2) e Sérvia (1-1), com os golos adversários da igualdade a surgirem ambos nos últimos cinco minutos de jogo, foi o saldo da dupla jornada da selecção. Graças à conjugação de resultados nas outras partidas, ainda temos hipóteses de qualificação, já que estamos a dois pontos do apuramento e com menos um jogo.

No entanto, infelizmente não são os jogos o que vai merecer mais destaque nos próximos tempos. Não se admite a atitude do Scolari no final da partida frente à Sérvia, em que tentou agredir um jogador contrário. Ele pode vir dizer o que quiser, mas um “empurrão” não se faz de punho fechado e de encontro à cara de alguém. Com os antecedentes disciplinares que temos (Euro 2000, João V. Pinto no Mundial da Coreia), estou mesmo a ver uma mão pesadíssima da Uefa. Tudo começou quando a poucos minutos do fim o Quaresma não devolveu aos sérvios uma bola que eles tinham enviado para fora por terem um seu jogador magoado (curioso como estas faltas de fair-play vêm quase sempre de jogadores de um determinado clube...). O que só por si é uma atitude vergonhosa, que depois foi superada pela do própria seleccionador.

Quanto ao jogo há pouco a dizer. À 4ª vez quebrei o meu saldo 100% vitorioso sempre que ia ao WC (lá terei de o retomar no fim-de-semana de 2 de Março...). Jogámos bastante mal, principalmente na 2ª parte, em que os jogadores deixaram muito cedo de tentar fazer contra-ataques para aumentar o 1-0 (golaço de livre do Simão; que saudades...) com que chegámos ao intervalo. Uma atitude inexplicável em só poderia dar no que deu. Livre para a Sérvia, muitos jogadores altos, bola para a área e empate, embora o jogador que rematou estivesse em escandalosa posição de fora-de-jogo. Mas tivéssemos nós tentado fazer algo mais do que manter o resultado e nada disto importaria. Os melhores portugueses foram o Meira, Petit e Bosingwa, sendo o Deco o expoente máximo da nulidade (mas, claro, quando saiu não teve direito a tantos assobios como o Nuno Gomes, que jogou bastante melhor que ele, tendo até atirado uma bola ao poste; gente tacanha...).

No passado sábado não pude ir à Luz por estar fora de Lisboa. Mas não perdi grande coisa. Fizemos uma má 1ª parte e chegámos ao intervalo a perder frente aos polacos. Conseguimos dar a volta ao jogo, mas um remate a 30m no último minuto, em que a bola bateu no poste e ressaltou no corpo do Ricardo para a baliza, restabeleceu no empate. O Nuno Gomes esteve bastante infeliz ao falhar três golos praticamente de baliza aberta e o melhor de Portugal foi também o Meira. Não percebo a titularidade do Bruno Alves com o Jorge Andrade no banco (será algum frete àquele que eu não menciono?). O Maniche regressou bem, tendo inclusive marcado um golo, mas o maior destaque vai para o golão do Cristiano Ronaldo, que até nem estava a fazer uma partida por aí além.

Muito se fala da falta de “margem de manobra”, mas será um escândalo se não nos qualificarmos para o Europeu. No entanto, depois de exibições deste calibre já não digo nada...

quarta-feira, setembro 05, 2007

Relembrar XIX – Anulado!

Para celebrar a validação de um golo irregular ao clube regional nesta semana em Leiria, recordo aqui um dos exemplos supremos dos tentáculos do polvo que comanda o futebol português há mais de 20 anos. É o jogo da 2ª mão da Supertaça de 1994/95 realizado no estádio do clube regional depois de uma igualdade a um golo na Luz (numa partida em que o Sr. Carlos Calheiros fez por justificar as viagens ao Brasil que lhe foram pagas). Isto assim pode não vos dizer muito, mas se eu referir que é o célebre jogo do golo anulado ao Amaral a poucos minutos do fim, com o resultado em 0-0, já se lembrarão com certeza. O árbitro foi o Sr. Donato Ramos (uma figurinha bastante prezada por aquele clube), de Viseu, terra do igualmente famoso Isodoro Rodrigues. É por estas e por outras que o clube regional tem tantas supertaças no palmarés. Uma defesa com a mão fora da área do Vítor Baía (o maior especialista mundial neste tipo de lances... nunca foi expulso!) e um golo, resultante de um remate igualmente fora da área, que se anulou por fora-de-jogo (o fiscal-de-linha era um tal de Horácio Rodrigues, quiçá familiar do outro). Tudo num intervalo de oito segundos! As imagens falam por si. Não é preciso acrescentar mais nada.

segunda-feira, setembro 03, 2007

A subir

Vencemos hoje o Nacional na Madeira por 3-0 conseguindo assim a primeira vitória para o campeonato. O resultado foi justíssimo mas escasso, já que tivemos pelo menos mais duas flagrantes oportunidades (Cardozo e Nuno Gomes) para marcar. O Nacional mostrou muito pouco e a continuar assim é um sério candidato a descer de divisão.

Com a lesão do Nélson, recuou o Luís Filipe para defesa-direito e entrou um dos novos reforços uruguaios, o Maximiliano Pereira, para o lado direito do ataque. Entrámos muito bem na partida e deveríamos ter marcado logo aos 2’, quando depois de uma óptima jogada do Di Maria (já não há dúvidas que é um GRANDE reforço), o Cardozo isolado frente ao guarda-redes permitiu a defesa deste. Foi um falhanço inacreditável, pior do que o do Nuno Gomes frente ao Guimarães. Mas o paraguaio redimiu-se aos 17’ quando aproveitou uma má reposição do Diego Benaglio, guarda-redes do Nacional, num pontapé de baliza livre na sua área para dominar de peito e ainda fora-da-área conseguir batê-lo. Marcámos relativamente cedo e pensei que poderíamos ter um jogo descansado. Infelizmente isto não aconteceu na 1ª parte, porque a partir daqui praticamente deixámos de atacar, não conseguindo manter a posse de bola nem construir jogadas. Deixámos o Nacional aproximar-se da nossa área e o Quim por duas vezes salvou-nos do empate. Estávamos na ronha de uma maneira incompreensível, porque não se pode fazer a “gestão” de um resultado de 1-0. O que vale é que o nosso treinador não anda a dormir e no final da partida disse isso mesmo, que não tinha gostado nada da nossa 1ª parte.

Os primeiros 8’ da 2ª parte não trouxeram grandes modificações no desenrolar do jogo, mas a partir daqui tudo mudou. Começámos finalmente a “jogar futebol” (tal como disse o Camacho) e as oportunidades foram surgindo. O Di Maria fez um bom centro para um remate por cima do Nuno Gomes, outro para um falhanço incrível do mesmo Nuno Gomes de cabeça e o Maxi Pereira numa boa jogada individual teve um bom remate defendido pelo guarda-redes. Pouco depois o Nacional teve o único remate perigoso num lance em que há um empurrão nítido ao Katsouranis (aliás, a arbitragem do Sr. Bruno Paixão foi muito habilidosa, qualquer encosto a um jogador do Nacional era falta). Aos 70’ o maestro mostrou porque é que ainda é muito cedo para se pensar nele como director-desportivo para o ano que vem. Tirou três(!) adversários do caminho e rematou cruzado fora da área para o 2-0. Eu sei que a época é longa e ainda está muito no início, mas prefiro vê-lo no campo do que na secretária. Não acharei lógico que se reforme um jogador que ainda é titular da equipa. O jogo estava ganho, mas a equipa continuava a trocar bem a bola e a sair para o ataque. A 15’ do fim outra boa iniciativa do Maxi Pereira resultou num penalty indiscutível a nosso favor e o Cardozo aproveitou para fazer o seu 2º golo, com um remate que fez a bola bater na rede e depois sair da grande-área! Até final, tivemos mais hipóteses pelo Di Maria, com recarga do Cardozo, e pelo Cristián Rodríguez (que entretanto tinha entrado), mas o resultado manteve-se.

Individualmente há que destacar o Cardozo (dois golos e mais dois remates perigosos), o Katsouranis (que senhor na defesa!), o Rui Costa (a classe do costume), o Petit (mais uma vez o meio-campo foi todo dele, especialmente na 2ª parte) e o Di Maria (que promete ser um caso sério, só lhe falta ter um bocado mais de timing a soltar algumas bolas) . Mas toda a equipa esteve em bom plano no 2º tempo e o Miguel Vítor fez mais um jogo sem grandes problemas (excepção feita ao amarelo que levou por uma entrada a destempo). O Maxi Pereira esteve muito discreto nos primeiros 45’, mas gostei do que vi na 2ª parte: bom domínio de bola (e algumas delas eram bem difíceis), passa sempre pela certa, incorpora-se bem no ataque e não tem medo de rematar à baliza. Ah, e tem a grande vantagem de ser mesmo extremo-direito! O Cristián Rodríguez só jogou meia-hora em vez do Nuno Gomes (que ou começa a marcar golos rapidamente ou arrisca-se a perder o lugar na equipa) e pelo menos mostrou que não é cepo. Há que vê-lo durante mais tempo.

O campeonato vai parar duas semanas por causa da selecção e isso é bom para nós para se poder fazer melhor a integração dos novos jogadores, mas a 2ª parte de hoje deixou-me animado. E gostei especialmente das declarações do Camacho no final da partida ao não embandeirar em arco com a vitória e a colocar o dedo na ferida sobre a má 1ª parte. Parece que estamos a entrar no bom caminho e só é pena os quatro pontos que já desperdiçámos...


P.S. 1 – Grande vitória do clube regional em Leiria por 3-0. Já não lhes bastava não terem aceite adiar o jogo (claro, num clube não olha a meios para atingir os fins é de esperar tudo), como agora também lhes é permitido marcar golos depois de centros feitos de fora do campo, não é Sr. João Vilas Boas? Há ANOS que é assim: enormes ajudas no início do campeonato, que depois mais para a frente já ninguém se lembra (ou tenta não lembrar). Não é o meu caso. Ah, pela 2ª jornada consecutiva viu um jogador do clube que defronta na jornada seguinte (o Makukula do Marítimo) ser expulso: são daquelas coincidências que também só lhes acontece a eles...

P.S. 2 - Uma semana, dois campeões do mundo: Parabéns, Vanessa Fernandes!