domingo, setembro 30, 2007
Sem ganhar
Empatámos 0-0 com os lagartos na Luz e pelo 4º jogo consecutivo não conseguimos vencer. Com a vitória do clube regional, já estamos a oito pontos do 1º lugar. “Ainda há muito campeonato e tal”, mas a diferença começa a ser significativa. O que vale é que o clube hediondo é treinado pelo Jesualdo e portanto podemos continuar a ter esperança.
Ao contrário do que vinha sendo habitual nas últimas partidas, entrámos bem no jogo. Actuando com velocidade criámos problemas à defesa lagarta, mas isto durou apenas 20’. Com a entrada do Luisão na equipa titular, o Katsouranis subiu para o meio-campo, onde teve a companhia do Maxi Pereira, jogando o Rui Costa a “10”. Nos extremos, o Di Maria e o C. Rodríguez eram dos mais mexidos, mas o que é certo é que as bolas raramente chegavam ao Nuno Gomes e foi o Quim quem acabou por ter mais trabalho (se bem que não muito) durante a 1ª parte. A partida estava viva, mas nós insistíamos SEMPRE no erro de bombear bolas para a frente, onde o Nuno Gomes perdia claramente de cabeça para o Polga ou o Tonel. Foram vezes sem conta que o Quim marcava os pontapés de baliza para o meio-campo contrário, com a bola a ser invariavelmente ganha pelos defesas e por isso a partir dos 20’ deixámos de surgir na área contrária.
Na 2ª parte melhorámos bastante de produção, a que não foi alheio o facto de FINALMENTE termos passado a sair a jogar pelo chão. Aos 56’, um excelente remate do Rui Costa a 30m da baliza criou a nossa melhor oportunidade, com o Nuno Gomes na recarga a rematar incrivelmente ao lado, mas com a bola ainda a ser desviada pelo Stojkovic sem que o árbitro tenha marcado o respectivo canto. Logo no estádio achei estranho que o Nuno Gomes, completamente isolado e com o lado direito da baliza à sua mercê, tivesse conseguido rematar para fora e pela TV dá para ver que a bola foi desviada, caso contrário seria golo. O jogo estava mais partido e os espaços abundavam nos dois meios-campos. O Di Maria também teve uma boa oportunidade ao isolar-se, mas não conseguiu fazer o passe de morte para o Nuno Gomes, porque entretanto a bola foi cortada por um defesa. Logo a seguir, um cruzamento do maestro proporcionou ao Nuno Gomes um excelente cabeceamento, com a bola a sair ao lado. Aos 81’, o Quim também evitou um golo do nº 31 contrário, ao defender com o pé. E até final fomos nós que procurámos mais o golo, mas as forças já não abundavam.
Mais uma vez não compreendi as substituições do Camacho. Ou melhor, até as aceito, só não percebo é porque é que foram feitas tão tarde (Nuno Gomes por Cardozo aos 74’ e Adu em vez do Di Maria aos 82’). Mais: porque é que os suplentes do Benfica só se levantaram do banco para aquecer aos 70’?! É certo que não estávamos a jogar mal, mas era preciso fazer algo mais para tentar ganhar o jogo. A razão pela qual o Cardozo e o Nuno Gomes deixaram de jogar juntos é algo que me ultrapassa (foi assim na Madeira e curiosamente foi o nosso melhor jogo). O maestro tem que ser preservado e não pode jogar 90’ três vezes por semana. E o Adu mostrou que deveria ter entrado mais cedo, já que o gás do Di Maria também se esgotou a meio da 2ª parte. Individualmente, o melhor foi o Katsouranis que finalmente mostrou a sua mais-valia no lugar onde costuma jogar na selecção grega. A defesa esteve em bom nível (com o Luisão as coisas são mais simples), nomeadamente o Nélson que, ao fazer uma excelente partida para quem vinha de uma lesão, demonstrou que a lateral-direita tem que ser dele. O Quim voltou a mostrar que a baliza é sua e ponto final. O Maxi Pereira fez um jogo muito esforçado a meio-campo, correndo durante os 90’e o C. Rodríguez deve ter desfeito de vez as dúvidas a quem ainda as tinha. Tem muita qualidade técnica, poder de choque e capacidade de finta. Não percebo como é que o PSG o deixou ir embora, mas ainda bem. O Rui Costa não sabe jogar mal, mas fisicamente não acho que esteja no seu auge. O Nuno Gomes batalhou muito com os centrais contrários, mas deveria ter concretizado aquela recarga.
Quanto aos lances polémicos, acho que o Pedro Henriques errou para os dois lados. Todavia, NÃO existe intencionalidade na mão do Katsouranis. O braço dele está COLADO ao corpo e não faz movimento nenhum, pelo que não existe penalty. Os lagartos são engraçadíssimos, ao pretenderem que o penalty fosse marcado, porque o fiscal-de-linha o assinalou! Não interessa se foi falta ou não (este argumento é lindo!), o que interessa é que o fiscal-de-linha provocou a interrupção do jogo, assinalou o penalty e o árbitro deveria ter ido atrás! Tal como aconteceu na Amadora, portanto “o critério tinha que ser igual”. Só rir! Mas acho que há de facto um penalty na 1ª parte do Katsouranis sobre o Romagnoli, apesar de este já ir em queda. Não era um escândalo se fosse assinalado. No entanto, no último minuto a falta do Moutinho sobre o Adu é EVIDENTE. É mesmo em cima da linha, é penalty, mas percebo que para o árbitro fosse difícil de ver se era dentro ou fora da área. Agora, falta é de certeza e é incompreensível como é que o Pedro Henriques, a 2m do lance, mandou seguir.
Quarta-feira temos outro jogo importantíssimo frente ao Shakhtar Donetsk. Já agora, era bom que voltássemos às vitórias...
P.S. – O nº 31 dos lagartos é um dos jogadores mais NOJENTOS do campeonato. Passa a vida a fazer jogo sujo e a tentar sacar faltas e cartões aos adversários. Desportivismo é uma palavra que lhe passa completamente ao lado. Além disso, errou na profissão, deveria ter ido para o circo. As cambalhotas que deu depois de um toque do Rui Costa entram directamente para o anedotário nacional. Se não fosse um palhaço, daria um bom malabarista. Lamentável!
Ao contrário do que vinha sendo habitual nas últimas partidas, entrámos bem no jogo. Actuando com velocidade criámos problemas à defesa lagarta, mas isto durou apenas 20’. Com a entrada do Luisão na equipa titular, o Katsouranis subiu para o meio-campo, onde teve a companhia do Maxi Pereira, jogando o Rui Costa a “10”. Nos extremos, o Di Maria e o C. Rodríguez eram dos mais mexidos, mas o que é certo é que as bolas raramente chegavam ao Nuno Gomes e foi o Quim quem acabou por ter mais trabalho (se bem que não muito) durante a 1ª parte. A partida estava viva, mas nós insistíamos SEMPRE no erro de bombear bolas para a frente, onde o Nuno Gomes perdia claramente de cabeça para o Polga ou o Tonel. Foram vezes sem conta que o Quim marcava os pontapés de baliza para o meio-campo contrário, com a bola a ser invariavelmente ganha pelos defesas e por isso a partir dos 20’ deixámos de surgir na área contrária.
Na 2ª parte melhorámos bastante de produção, a que não foi alheio o facto de FINALMENTE termos passado a sair a jogar pelo chão. Aos 56’, um excelente remate do Rui Costa a 30m da baliza criou a nossa melhor oportunidade, com o Nuno Gomes na recarga a rematar incrivelmente ao lado, mas com a bola ainda a ser desviada pelo Stojkovic sem que o árbitro tenha marcado o respectivo canto. Logo no estádio achei estranho que o Nuno Gomes, completamente isolado e com o lado direito da baliza à sua mercê, tivesse conseguido rematar para fora e pela TV dá para ver que a bola foi desviada, caso contrário seria golo. O jogo estava mais partido e os espaços abundavam nos dois meios-campos. O Di Maria também teve uma boa oportunidade ao isolar-se, mas não conseguiu fazer o passe de morte para o Nuno Gomes, porque entretanto a bola foi cortada por um defesa. Logo a seguir, um cruzamento do maestro proporcionou ao Nuno Gomes um excelente cabeceamento, com a bola a sair ao lado. Aos 81’, o Quim também evitou um golo do nº 31 contrário, ao defender com o pé. E até final fomos nós que procurámos mais o golo, mas as forças já não abundavam.
Mais uma vez não compreendi as substituições do Camacho. Ou melhor, até as aceito, só não percebo é porque é que foram feitas tão tarde (Nuno Gomes por Cardozo aos 74’ e Adu em vez do Di Maria aos 82’). Mais: porque é que os suplentes do Benfica só se levantaram do banco para aquecer aos 70’?! É certo que não estávamos a jogar mal, mas era preciso fazer algo mais para tentar ganhar o jogo. A razão pela qual o Cardozo e o Nuno Gomes deixaram de jogar juntos é algo que me ultrapassa (foi assim na Madeira e curiosamente foi o nosso melhor jogo). O maestro tem que ser preservado e não pode jogar 90’ três vezes por semana. E o Adu mostrou que deveria ter entrado mais cedo, já que o gás do Di Maria também se esgotou a meio da 2ª parte. Individualmente, o melhor foi o Katsouranis que finalmente mostrou a sua mais-valia no lugar onde costuma jogar na selecção grega. A defesa esteve em bom nível (com o Luisão as coisas são mais simples), nomeadamente o Nélson que, ao fazer uma excelente partida para quem vinha de uma lesão, demonstrou que a lateral-direita tem que ser dele. O Quim voltou a mostrar que a baliza é sua e ponto final. O Maxi Pereira fez um jogo muito esforçado a meio-campo, correndo durante os 90’e o C. Rodríguez deve ter desfeito de vez as dúvidas a quem ainda as tinha. Tem muita qualidade técnica, poder de choque e capacidade de finta. Não percebo como é que o PSG o deixou ir embora, mas ainda bem. O Rui Costa não sabe jogar mal, mas fisicamente não acho que esteja no seu auge. O Nuno Gomes batalhou muito com os centrais contrários, mas deveria ter concretizado aquela recarga.
Quanto aos lances polémicos, acho que o Pedro Henriques errou para os dois lados. Todavia, NÃO existe intencionalidade na mão do Katsouranis. O braço dele está COLADO ao corpo e não faz movimento nenhum, pelo que não existe penalty. Os lagartos são engraçadíssimos, ao pretenderem que o penalty fosse marcado, porque o fiscal-de-linha o assinalou! Não interessa se foi falta ou não (este argumento é lindo!), o que interessa é que o fiscal-de-linha provocou a interrupção do jogo, assinalou o penalty e o árbitro deveria ter ido atrás! Tal como aconteceu na Amadora, portanto “o critério tinha que ser igual”. Só rir! Mas acho que há de facto um penalty na 1ª parte do Katsouranis sobre o Romagnoli, apesar de este já ir em queda. Não era um escândalo se fosse assinalado. No entanto, no último minuto a falta do Moutinho sobre o Adu é EVIDENTE. É mesmo em cima da linha, é penalty, mas percebo que para o árbitro fosse difícil de ver se era dentro ou fora da área. Agora, falta é de certeza e é incompreensível como é que o Pedro Henriques, a 2m do lance, mandou seguir.
Quarta-feira temos outro jogo importantíssimo frente ao Shakhtar Donetsk. Já agora, era bom que voltássemos às vitórias...
P.S. – O nº 31 dos lagartos é um dos jogadores mais NOJENTOS do campeonato. Passa a vida a fazer jogo sujo e a tentar sacar faltas e cartões aos adversários. Desportivismo é uma palavra que lhe passa completamente ao lado. Além disso, errou na profissão, deveria ter ido para o circo. As cambalhotas que deu depois de um toque do Rui Costa entram directamente para o anedotário nacional. Se não fosse um palhaço, daria um bom malabarista. Lamentável!
quinta-feira, setembro 27, 2007
Fraquíssimo
Eliminámos o E. Amadora da Taça da Liga nos penalties (5-4) depois de um empate 1-1 nos 90’, mas esse foi o único facto positivo do jogo de ontem. A exibição foi má demais para ser verdade e assim os habituais titulares da equipa não têm com que se preocupar, porque não é a jogar deste modo que a maioria dos que actuaram ontem lhes pode roubar o lugar.
Com a agradável companhia do D’Arcy, TMA e Jota fui à Amadora na esperança de ver alguns jogadores da nossa 2ª linha mostrarem que são opções válidas, mas a desilusão foi muito grande. A 1ª parte praticamente não existiu e só um remate do Di Maria e outro de livre do Maxi Pereira criaram perigo. Aliás, esse remate do argentino proporcionou ao guardião contrário a única(!) defesa de todo o jogo. O E. Amadora marcou aos 35’ através de um livre do Maurício a quase 30m da baliza, em que eu comentei a minha estranheza pelo facto de só termos três jogadores na barreira. Nem de propósito, a bola passou pelo local onde deveria ter estado o 4º jogador. Para além disso e apesar da força do remate, ficou a sensação que o Butt poderia ter feito melhor.
Na 2ª parte entrou o Adu e saiu o Maxi Pereira (o qual me começa a preocupar, já que pela 2ª vez consecutiva efectuou uma péssima exibição). O nosso jogo melhorou um pouco, mas não conseguíamos criar situações de perigo. O E. Amadora jogava em contra-ataque, mas mesmo assim o Butt fez mais defesas que o guardião contrário. O Yu Dabao saía muitas vezes da área e depois não estava lá ninguém para concretizar. Dominávamos o E. Amadora, mas o nosso jogo era muito aos repelões. A desinspiração era geral. O Di Maria, curiosamente ou talvez não, desde que deixou de actuar a extremo-esquerdo (como nos jogos frente ao Copenhaga e Nacional), tem vindo a perder protagonismo, o C. Rodríguez era dos mais esforçados mas sem grande espaço para criar perigo, o Binya esteve discreto e o Yu Dabao precisa de crescer. Na defesa, o Luisão e o Zoro foram dos melhorzinhos, ou melhor, dos menos maus, o Léo pode continuar a dormir descansado enquanto o Miguelito jogar desta forma e o Nélson necessita de readquirir o ritmo. O Adu foi o único ponto positivo em termos individuais. Deixou-se daquelas fintas inconsequentes de passar os pés por cima da bola e ficar no mesmo sítio, como no jogo frente aos dinamarqueses, e parece mais objectivo. Tem bom toque de bola e, quando o utilizava ao 1º toque, criava alguns desequilíbrios. Em termos muito negativos, tenho que falar do Nuno Assis. É urgente alguém rever o contrato dele, para verificar se não existe uma cláusula que o impeça de jogar para a frente! É exasperante a forma como só joga para o lado e para trás, impedindo consecutivamente o desenvolvimento de ataques rápidos.
Empatámos através de um penalty inexistente aos 90’. O Binya rematou fora da área, um jogador do E. Amadora levantou os braços, mas o que é certo é que a bola lhe bateu na cabeça. Ou muito me engano, ou conforme comentávamos na bancada, vamos ter que levar com este penalty durante a época toda. O Sr. Duarte Gomes tenta redimir-se do célebre penalty do Jardel na antiga Luz. Os que sofremos frente ao Leixões e V. Guimarães, e que nos custaram quatro pontos, já ninguém se vai lembrar. O Adu marcou-o muito bem e fomos para os penalties. Só falhámos um, precisamente pelo Butt, que rematou sem nenhuma concentração e a bola claro que foi ao lado. O que vale é que eles falharam dois e assim sendo seguimos, de forma algo imerecida, para a próxima eliminatória.
P.S. – Viva o Fátima!
Com a agradável companhia do D’Arcy, TMA e Jota fui à Amadora na esperança de ver alguns jogadores da nossa 2ª linha mostrarem que são opções válidas, mas a desilusão foi muito grande. A 1ª parte praticamente não existiu e só um remate do Di Maria e outro de livre do Maxi Pereira criaram perigo. Aliás, esse remate do argentino proporcionou ao guardião contrário a única(!) defesa de todo o jogo. O E. Amadora marcou aos 35’ através de um livre do Maurício a quase 30m da baliza, em que eu comentei a minha estranheza pelo facto de só termos três jogadores na barreira. Nem de propósito, a bola passou pelo local onde deveria ter estado o 4º jogador. Para além disso e apesar da força do remate, ficou a sensação que o Butt poderia ter feito melhor.
Na 2ª parte entrou o Adu e saiu o Maxi Pereira (o qual me começa a preocupar, já que pela 2ª vez consecutiva efectuou uma péssima exibição). O nosso jogo melhorou um pouco, mas não conseguíamos criar situações de perigo. O E. Amadora jogava em contra-ataque, mas mesmo assim o Butt fez mais defesas que o guardião contrário. O Yu Dabao saía muitas vezes da área e depois não estava lá ninguém para concretizar. Dominávamos o E. Amadora, mas o nosso jogo era muito aos repelões. A desinspiração era geral. O Di Maria, curiosamente ou talvez não, desde que deixou de actuar a extremo-esquerdo (como nos jogos frente ao Copenhaga e Nacional), tem vindo a perder protagonismo, o C. Rodríguez era dos mais esforçados mas sem grande espaço para criar perigo, o Binya esteve discreto e o Yu Dabao precisa de crescer. Na defesa, o Luisão e o Zoro foram dos melhorzinhos, ou melhor, dos menos maus, o Léo pode continuar a dormir descansado enquanto o Miguelito jogar desta forma e o Nélson necessita de readquirir o ritmo. O Adu foi o único ponto positivo em termos individuais. Deixou-se daquelas fintas inconsequentes de passar os pés por cima da bola e ficar no mesmo sítio, como no jogo frente aos dinamarqueses, e parece mais objectivo. Tem bom toque de bola e, quando o utilizava ao 1º toque, criava alguns desequilíbrios. Em termos muito negativos, tenho que falar do Nuno Assis. É urgente alguém rever o contrato dele, para verificar se não existe uma cláusula que o impeça de jogar para a frente! É exasperante a forma como só joga para o lado e para trás, impedindo consecutivamente o desenvolvimento de ataques rápidos.
Empatámos através de um penalty inexistente aos 90’. O Binya rematou fora da área, um jogador do E. Amadora levantou os braços, mas o que é certo é que a bola lhe bateu na cabeça. Ou muito me engano, ou conforme comentávamos na bancada, vamos ter que levar com este penalty durante a época toda. O Sr. Duarte Gomes tenta redimir-se do célebre penalty do Jardel na antiga Luz. Os que sofremos frente ao Leixões e V. Guimarães, e que nos custaram quatro pontos, já ninguém se vai lembrar. O Adu marcou-o muito bem e fomos para os penalties. Só falhámos um, precisamente pelo Butt, que rematou sem nenhuma concentração e a bola claro que foi ao lado. O que vale é que eles falharam dois e assim sendo seguimos, de forma algo imerecida, para a próxima eliminatória.
P.S. – Viva o Fátima!
domingo, setembro 23, 2007
Porquê a resignação?
Empatámos 0-0 em Braga e à 5ª jornada já estamos a seis pontos do 1º classificado. Isto quando a nossa 2ª volta é bastante mais difícil do que a 1ª. Estou a ver o panorama muito negro e, se quando empatámos frente ao Guimarães, eu não fiquei desiludido, já no jogo de hoje o caso muda de figura. Não percebi a falta de ambição, principalmente na 2ª parte, perante um adversário que teve menos dois dias de descanso depois das competições europeias do que nós. Por outro lado, e o que mais me decepcionou, foram as substituições do Camacho, quando era preciso tentar algo mais para conseguir a vitória. Completamente incompreensíveis.
Em relação à equipa titular em Milão, saíram o Miguel Vítor e o Cardozo, entrando o Gilles Binya e o Nuno Gomes. Não começámos mal o jogo e até criámos oportunidades pelo Di Maria e o C. Rodríguez, este num lance em que não soubemos aproveitar a superioridade numérica no ataque. Mas a partir de metade da 1ª parte, deixámos de conseguir chegar com perigo à baliza do Braga. Ainda tivemos uma boa oportunidade pelo Rui Costa, cujo remate saiu ligeiramente por cima, todavia não imprimíamos velocidade ao nosso ataque e fazíamos tudo a passo de caracol. O Rui Costa, infelizmente, não é eterno e não esteve tão activo como nos jogos anteriores, o Maxi Pereira foi hoje um jogador a menos, o C. Rodríguez não pode fazer tudo sozinho e o Di Maria não consegue jogar a 200 à hora durante o jogo todo. Como o Léo não subiu como habitualmente e o Luís Filipe não existe, não tivemos capacidade de criar desequilíbrios atacantes. Na defesa não estivemos mal e os problemas que existiram foram resolvidos pelo super-Quim.
A 2ª parte ainda foi pior que a 1ª. O Braga começava a mostrar dificuldades físicas, mas nós não soubemos aproveitar esse facto. O que é incompreensível já que tivemos cinco(!) dias de descanso. Estava visto que teria de ser feita alguma coisa a partir do banco, mas o que aconteceu tornou a emenda pior que o soneto. Quando se esperava a saída do Maxi Pereira e a constituição de uma dupla atacante com o Nuno Gomes e o Cardozo, o que se verificou foi precisamente o contrário. Saiu o jogador que mais velocidade imprimia ao nosso jogo (que já não era muita...), o Di Maria, e o próprio Nuno Gomes, para entrarem o Cardozo e o Nuno Assis. Ou seja, trocou-se jogador por jogador sem arriscar minimamente. O que eu não percebo. Este era um jogo vital e se há algo que me faz confusão é ver que o Benfica não faz tudo o que está ao seu alcance para ganhar um jogo. Pode não o conseguir, mas tem obrigação de lutar e de arriscar para tal. O que objectivamente não fez hoje. Tirando um remate acrobático do Edcarlos e outro ao lado do Katsouranis, não criámos mais nenhuma oportunidade de golo. A cinco minutos do fim, saiu o maestro e entrou o Romeu Ribeiro. Outra opção que não compreendi. Se era para fazê-lo descansar deveria ter saído mais cedo.
Individualmente gostei do Quim (já se torna um hábito referi-lo e estamos há quatro jogos sem sofrer golos para o campeonato), do Katsouranis (está cada vez mais central) e a espaços do Binya (enquanto o Petit não voltar, o lugar parece ser dele) e do C. Rodríguez (foi dos poucos a lutar e a tentar jogar para a frente). O maestro não sabe jogar mal, mas tem que ser preservado, caso contrário o gás acabar-se-lhe-á rapidamente e não o teremos em condições para os jogos mais decisivos. O Di Maria voltou a mostrar os mesmos defeitos (timing de soltar a bola e pouca capacidade de aguentar o choque) e as mesmas virtudes (velocidade e técnica de drible). O Nuno Gomes esteve discreto, mas se queremos ganhar jogos não podemos substituir pontas-de-lança por pontas-de-lança, e o Cardozo precisa nitidamente de alguém a jogar mais perto dele.
Quarta-feira temos outro jogo decisivo, neste caso na Amadora e para a Taça da Liga. É expectável que o Camacho faça alterações na equipa, mas convém não esquecer que é a 1ª edição desta competição e que o nosso historial nos obriga a tentar conquistá-la. Mas espero que sejam dadas oportunidades a quem tem jogado menos. Com os lagartos para a semana e a Champions daqui a 10 dias, teremos que mostrar para que nos serve um plantel com 29 jogadores.
P.S. – Continua a malapata com as camisolas alternativas...
Em relação à equipa titular em Milão, saíram o Miguel Vítor e o Cardozo, entrando o Gilles Binya e o Nuno Gomes. Não começámos mal o jogo e até criámos oportunidades pelo Di Maria e o C. Rodríguez, este num lance em que não soubemos aproveitar a superioridade numérica no ataque. Mas a partir de metade da 1ª parte, deixámos de conseguir chegar com perigo à baliza do Braga. Ainda tivemos uma boa oportunidade pelo Rui Costa, cujo remate saiu ligeiramente por cima, todavia não imprimíamos velocidade ao nosso ataque e fazíamos tudo a passo de caracol. O Rui Costa, infelizmente, não é eterno e não esteve tão activo como nos jogos anteriores, o Maxi Pereira foi hoje um jogador a menos, o C. Rodríguez não pode fazer tudo sozinho e o Di Maria não consegue jogar a 200 à hora durante o jogo todo. Como o Léo não subiu como habitualmente e o Luís Filipe não existe, não tivemos capacidade de criar desequilíbrios atacantes. Na defesa não estivemos mal e os problemas que existiram foram resolvidos pelo super-Quim.
A 2ª parte ainda foi pior que a 1ª. O Braga começava a mostrar dificuldades físicas, mas nós não soubemos aproveitar esse facto. O que é incompreensível já que tivemos cinco(!) dias de descanso. Estava visto que teria de ser feita alguma coisa a partir do banco, mas o que aconteceu tornou a emenda pior que o soneto. Quando se esperava a saída do Maxi Pereira e a constituição de uma dupla atacante com o Nuno Gomes e o Cardozo, o que se verificou foi precisamente o contrário. Saiu o jogador que mais velocidade imprimia ao nosso jogo (que já não era muita...), o Di Maria, e o próprio Nuno Gomes, para entrarem o Cardozo e o Nuno Assis. Ou seja, trocou-se jogador por jogador sem arriscar minimamente. O que eu não percebo. Este era um jogo vital e se há algo que me faz confusão é ver que o Benfica não faz tudo o que está ao seu alcance para ganhar um jogo. Pode não o conseguir, mas tem obrigação de lutar e de arriscar para tal. O que objectivamente não fez hoje. Tirando um remate acrobático do Edcarlos e outro ao lado do Katsouranis, não criámos mais nenhuma oportunidade de golo. A cinco minutos do fim, saiu o maestro e entrou o Romeu Ribeiro. Outra opção que não compreendi. Se era para fazê-lo descansar deveria ter saído mais cedo.
Individualmente gostei do Quim (já se torna um hábito referi-lo e estamos há quatro jogos sem sofrer golos para o campeonato), do Katsouranis (está cada vez mais central) e a espaços do Binya (enquanto o Petit não voltar, o lugar parece ser dele) e do C. Rodríguez (foi dos poucos a lutar e a tentar jogar para a frente). O maestro não sabe jogar mal, mas tem que ser preservado, caso contrário o gás acabar-se-lhe-á rapidamente e não o teremos em condições para os jogos mais decisivos. O Di Maria voltou a mostrar os mesmos defeitos (timing de soltar a bola e pouca capacidade de aguentar o choque) e as mesmas virtudes (velocidade e técnica de drible). O Nuno Gomes esteve discreto, mas se queremos ganhar jogos não podemos substituir pontas-de-lança por pontas-de-lança, e o Cardozo precisa nitidamente de alguém a jogar mais perto dele.
Quarta-feira temos outro jogo decisivo, neste caso na Amadora e para a Taça da Liga. É expectável que o Camacho faça alterações na equipa, mas convém não esquecer que é a 1ª edição desta competição e que o nosso historial nos obriga a tentar conquistá-la. Mas espero que sejam dadas oportunidades a quem tem jogado menos. Com os lagartos para a semana e a Champions daqui a 10 dias, teremos que mostrar para que nos serve um plantel com 29 jogadores.
P.S. – Continua a malapata com as camisolas alternativas...
quarta-feira, setembro 19, 2007
Desfalcados
Perdemos frente ao Milan em San Siro por 2-1 e, se bem que uma derrota seja sempre um resultado negativo, acho que não temos que ficar desiludidos pelo jogo que fizemos. Jogar em casa do campeão europeu (ainda por cima, sendo uma equipa italiana) seria sempre complicado, mas quando nos faltam quatro(!) titulares, três dos quais são defesas e o outro o Petit, julgo que não se podia pedir mais. O Milan é de facto muito forte e joga quase de olhos fechados, facto a que não será alheio manter a mesma equipa-base há uns bons cinco anos.
Para muitos, o Camacho inventou ao colocar o Miguel Vítor de início, o Katsouranis e o Maxi Pereira no meio-campo defensivo, e o Nuno Gomes no banco. Já ouvi referir, pelos habituais profetas da desgraça e gente que só gosta de estar do conta, que se fosse o Fernando Santos a fazer estas alterações seria crucificado. Não estou nada de acordo. Era quase um suicídio se fôssemos jogar em San Siro com um trinco adaptado (Maxi Pereira), outro de 35 anos a ter que fazer trabalho defensivo e quatro(!) jogadores de ataque. O meio-campo do Milan chamaria um figo a esta constituição. Penso que o Camacho fez bem, embora que se possa sempre questionar porque não colocou o Romeu Ribeiro a trinco, mantendo o Katsouranis na defesa. Mas depois de se ver o jogo e o resultado é sempre mais fácil mandar palpites. De qualquer modo, comparem esta exibição com a do ano passado no jogo de estreia da Champions e digam lá qual foi a melhor...
A diferença entre as duas equipas foi notória, se bem que as ausências no Benfica pesassem bem mais do que as do Milan. O Quim voltou a ser dos melhores em campo, mas infelizmente falhou no lance mais fácil de toda a partida, ao atrasar-se no livre do Pirlo aos 9’ do qual resultou o primeiro golo. Reagimos bem e o Rui Costa teve uma grande jogada que finalizou com um remate fortíssimo que o Dida defendeu para a frente e aos 22’ tivemos a nossa melhor oportunidade num cabeceamento do Cardozo ao poste depois de um centro do Di Maria, que ainda foi desviado por um defesa. Claro que entretanto já o Milan tinha proporcionado ao Quim duas excelentes defesas. Aos 24’ um mau toque do Miguel Vítor perto da grande-área italiana deu origem a um contra-ataque do qual resultou o 2-0 pelo Inzaghi. Foi azar do miúdo, que de resto não esteve mal. Até ao intervalo, outra boa arrancada do maestro proporcionou ao Cardozo um remate à figura do Dida.
Na 2ª parte, o jogo manteve-se muito parecido, com o Milan a jogar preferencialmente em contra-ataque e o Quim a salvar mais uns quantos golos. Os nossos remates não saíram tão bem e só conseguimos marcar já nos descontos através do Nuno Gomes (entretanto entrado para o lugar do amarelado Cardozo), num lance em que o Edcarlos estava ligeiramente adiantado à defesa do Milan [correcção: revi o lance no resumo e o Edcarlos está em linha com o Katsouranis, que fez o centro; portanto, não há irregularidade nenhuma]. A esta diminuição de produtividade atacante não foi alheio o cansaço físico do Rui Costa, que se tornou mais visível a partir de meio da 2ª parte. O Camacho resolveu (e bem) proporcionar-lhe uma despedida condigna de San Siro, substituindo-o perto do fim. Mesmo assim, o maestro foi indiscutivelmente o nosso melhor jogador e volto a bater na mesma tecla: ainda é muito cedo para o tentar reformar já para o ano. Outro que me entusiasmou foi o C. Rodríguez. Já tinha jogado bem frente à Naval e hoje fez uma grande exibição. Não tem medo de procurar a bola, participa bastante no desenvolvimento do ataque, não se esconde do jogo e tem boa qualidade técnica. Já o Di Maria mostrou que ainda precisa de amadurecer. Nem sempre tomou a melhor opção quando se tratava de libertar a bola. O Maxi Pereira também esteve bem a fazer de Petit, mas o Cardozo é que poderia ter jogado um pouco melhor. Pareceu-me muito lento e com pouca frescura física, sendo muitas vezes batido pelos defesas que chegavam primeiro à bola. Achei natural a sua saída para dar lugar ao Nuno Gomes, porque, apesar de estarmos a perder por 2-0, não é por se ter muitos avançados que se ganham jogos e a equipa não estava a jogar mal naquele esquema. O Edcarlos também se portou bem, mostrando ser um jogador muito sóbrio. O Camacho ainda aproveitou para lançar o camaronês Gilles Binya aos 72’, que se destacou pela combatividade que deu ao meio-campo. Definitivamente um jogador a rever. O pior do Benfica foi indiscutivelmente o Luís Filipe, que mostrou todas as suas limitações. Pode ser um substituto do Nélson, mas só em meia-dúzia de jogos por ano. É bom que o nº 22 volte depressa!
Daqui a duas semanas teremos um jogo importantíssimo para a qualificação, em casa frente ao Shakhtar Donetsk que nesta jornada bateu o Celtic por 2-0. É imperioso vencer essa partida para ganharmos vantagem sobre os ucranianos, já que o Milan é de outra galáxia e se tudo correr normalmente as outras equipas só poderão aspirar a somar um ponto frente a eles.
P.S. – Conheço muitos pouco jogadores que sejam idolatrados (é mesmo este o termo) em todos os clubes por onde passaram. É o caso do Rui Costa. Já não há palavras para descrever a sua grandeza.
Para muitos, o Camacho inventou ao colocar o Miguel Vítor de início, o Katsouranis e o Maxi Pereira no meio-campo defensivo, e o Nuno Gomes no banco. Já ouvi referir, pelos habituais profetas da desgraça e gente que só gosta de estar do conta, que se fosse o Fernando Santos a fazer estas alterações seria crucificado. Não estou nada de acordo. Era quase um suicídio se fôssemos jogar em San Siro com um trinco adaptado (Maxi Pereira), outro de 35 anos a ter que fazer trabalho defensivo e quatro(!) jogadores de ataque. O meio-campo do Milan chamaria um figo a esta constituição. Penso que o Camacho fez bem, embora que se possa sempre questionar porque não colocou o Romeu Ribeiro a trinco, mantendo o Katsouranis na defesa. Mas depois de se ver o jogo e o resultado é sempre mais fácil mandar palpites. De qualquer modo, comparem esta exibição com a do ano passado no jogo de estreia da Champions e digam lá qual foi a melhor...
A diferença entre as duas equipas foi notória, se bem que as ausências no Benfica pesassem bem mais do que as do Milan. O Quim voltou a ser dos melhores em campo, mas infelizmente falhou no lance mais fácil de toda a partida, ao atrasar-se no livre do Pirlo aos 9’ do qual resultou o primeiro golo. Reagimos bem e o Rui Costa teve uma grande jogada que finalizou com um remate fortíssimo que o Dida defendeu para a frente e aos 22’ tivemos a nossa melhor oportunidade num cabeceamento do Cardozo ao poste depois de um centro do Di Maria, que ainda foi desviado por um defesa. Claro que entretanto já o Milan tinha proporcionado ao Quim duas excelentes defesas. Aos 24’ um mau toque do Miguel Vítor perto da grande-área italiana deu origem a um contra-ataque do qual resultou o 2-0 pelo Inzaghi. Foi azar do miúdo, que de resto não esteve mal. Até ao intervalo, outra boa arrancada do maestro proporcionou ao Cardozo um remate à figura do Dida.
Na 2ª parte, o jogo manteve-se muito parecido, com o Milan a jogar preferencialmente em contra-ataque e o Quim a salvar mais uns quantos golos. Os nossos remates não saíram tão bem e só conseguimos marcar já nos descontos através do Nuno Gomes (entretanto entrado para o lugar do amarelado Cardozo), num lance em que o Edcarlos estava ligeiramente adiantado à defesa do Milan [correcção: revi o lance no resumo e o Edcarlos está em linha com o Katsouranis, que fez o centro; portanto, não há irregularidade nenhuma]. A esta diminuição de produtividade atacante não foi alheio o cansaço físico do Rui Costa, que se tornou mais visível a partir de meio da 2ª parte. O Camacho resolveu (e bem) proporcionar-lhe uma despedida condigna de San Siro, substituindo-o perto do fim. Mesmo assim, o maestro foi indiscutivelmente o nosso melhor jogador e volto a bater na mesma tecla: ainda é muito cedo para o tentar reformar já para o ano. Outro que me entusiasmou foi o C. Rodríguez. Já tinha jogado bem frente à Naval e hoje fez uma grande exibição. Não tem medo de procurar a bola, participa bastante no desenvolvimento do ataque, não se esconde do jogo e tem boa qualidade técnica. Já o Di Maria mostrou que ainda precisa de amadurecer. Nem sempre tomou a melhor opção quando se tratava de libertar a bola. O Maxi Pereira também esteve bem a fazer de Petit, mas o Cardozo é que poderia ter jogado um pouco melhor. Pareceu-me muito lento e com pouca frescura física, sendo muitas vezes batido pelos defesas que chegavam primeiro à bola. Achei natural a sua saída para dar lugar ao Nuno Gomes, porque, apesar de estarmos a perder por 2-0, não é por se ter muitos avançados que se ganham jogos e a equipa não estava a jogar mal naquele esquema. O Edcarlos também se portou bem, mostrando ser um jogador muito sóbrio. O Camacho ainda aproveitou para lançar o camaronês Gilles Binya aos 72’, que se destacou pela combatividade que deu ao meio-campo. Definitivamente um jogador a rever. O pior do Benfica foi indiscutivelmente o Luís Filipe, que mostrou todas as suas limitações. Pode ser um substituto do Nélson, mas só em meia-dúzia de jogos por ano. É bom que o nº 22 volte depressa!
Daqui a duas semanas teremos um jogo importantíssimo para a qualificação, em casa frente ao Shakhtar Donetsk que nesta jornada bateu o Celtic por 2-0. É imperioso vencer essa partida para ganharmos vantagem sobre os ucranianos, já que o Milan é de outra galáxia e se tudo correr normalmente as outras equipas só poderão aspirar a somar um ponto frente a eles.
P.S. – Conheço muitos pouco jogadores que sejam idolatrados (é mesmo este o termo) em todos os clubes por onde passaram. É o caso do Rui Costa. Já não há palavras para descrever a sua grandeza.
domingo, setembro 16, 2007
Nas calmas
Ganhámos à Naval por 3-0, graças a três golões, mas estou de acordo com o Camacho quando ele diz que os primeiros e os últimos 15 minutos do jogo foram sofríveis. A nossa vitória é indiscutível, mas o que é certo é que até ao primeiro golo aos 22’ não tínhamos criado nenhuma oportunidade. Só que a partir deste tento a Naval deixou de existir e nós controlámos o jogo praticamente à vontade. Excepção feita aos minutos finais em que graças ao Quim (com uma meia dúzia de intervenções fabulosas!) voltámos a não sofrer golos.
Sinceramente não me lembro do último jogo em que chegámos ao intervalo a ganhar por 2-0, mas mesmo não tendo feito uma grande exibição percebeu-se que tínhamos o jogo ganho logo aí. O Cardozo ficou a descansar e alinhou de início o C. Rodríguez, com o Di Maria nas costas do Nuno Gomes, para além da entrado na defesa do Edcarlos para o lugar do Miguel Vítor. Uma alteração para lhe dar rodagem certamente já a pensar no jogo frente ao Milan. E foi mesmo o C. Rodríguez a abrir o marcador com um remate rasteiro fora da área, que não deu hipóteses ao guarda-redes. Pouco depois o Petit atirou ao lado de cabeça, na sequência de um livre muito bem marcado pelo Di Maria (cuidado com a maneira como ele os cobra!). Até que aos 35’ assistimos ao momento do jogo, melhor dizendo, do campeonato. O maestro fez uma excelente abertura para o Luís Filipe, que efectuou um centro de volta para ele já dentro da grande-área. Depois de rodopiar 360º com a bola colada ao pé direito, o Rui Costa deu um pequeno toque com o esquerdo por cima do guarda-redes. Só visto! Sublime! Já aqui disse várias vezes: pobres de vós que não compram cativos só para o ver jogar!
Na 2ª parte, marcámos muito cedo o 3º golo. Foi logo aos 52’ em que o Nuno Gomes correspondeu de uma maneira excelente a um centro do C. Rodríguez, lançado sublimemente pelo maestro, e marcou um golo de cabeça à ponta-de-lança. Finalmente! Resolvíamos em definitivo o jogo. Até final poderíamos ter aumentado o marcador, mas o Di Maria por duas ocasiões, ambas depois de boas arrancadas pela linha, não conseguiu centrar em condições para os colegas. O Camacho não gostou da parte final, porque nos fartámos de oferecer bolas ao adversário, já que tentávamos fazer tudo com muito rapidez. Assim sendo, a Naval poderia ter marcado mais de uma vez, já que atirou por duas vezes à barra e fez com o Quim disputasse o estatuto de melhor em campo com o Rui Costa. Infelizmente a 15’ do fim tivemos o pior momento do jogo com a lesão do Petit. Escorregou e torceu o joelho, sendo baixa certa para o jogo frente ao Milan e vamos lá a ver se não é por meses. Se há jogador insubstituível é mesmo o Petit e não sei como vamos sobreviver sem ele.
Em termos individuais, o Rui Costa continuar a mostrar que ainda está muito novo para ser director-desportivo. Parece cada vez mais refinado e é um prazer ver a alegria com que joga à bola. Por seu lado, o Quim deve estar na sua melhor forma de sempre. O Butt bem se pode queixar, mas assim não tem hipótese nenhuma. Também gostei bastante da dupla uruguaia. Muito lutadores, nunca desistem de lutar pela bola e com excelentes pormenores técnicos (as recepções de bola do Maxi Pereira são muito boas). O Nuno Gomes fez um jogo esforçado entre os centrais contrários, sendo importante nas tabelinhas com os médios e tendo finalmente acertado com a baliza. O Katsouranis continua um senhor na defesa, mas com a lesão do Petit deve voltar para o meio-campo. O Léo é outro que não sabe jogar mal. Quanto ao Edcarlos não gostei muito na 1ª parte, já que falhou algumas intercepções de bola, mas pode ter sido o nervosismo na estreia. O Di Maria esteve menos vistoso que em ocasiões anteriores, mas tem uma qualidade técnica impressionante. O Luís Filipe não é nenhum génio, mas é inacreditável a maneira como é assobiado a cada passe errado que faz. Há gente que fazia melhor em ficar em casa...
Vamos ver como nos portamos na 3ª feira em Milão. Não temos nada a perder, mas por isto é que eu gosto do Camacho: disse que íamos lá para tentar ganhar! A lesão do Petit e a falta do Luisão e David Luiz são grandes contras, mas acho que temos condições de fazer um bom jogo e dar-lhes luta. Qualquer ponto trazido de lá seria muito bom, mas pelo menos não tenho dúvidas que honraremos a camisola.
P.S. – A lesão do guarda-redes Taborda proporcionou um dos melhores momentos de sempre no novo estádio. A interacção do público, nomeadamente dos No Name, com o Rui Costa, que estava junto à bandeirola de canto para marcar um livre, foi algo que só por si fez valer a pena o preço do cativo. Felicidade pura! É por isto que nós somos invejados pelos outros. Ninguém tem um jogador, ou melhor dizendo, uma pessoa destas no plantel.
Sinceramente não me lembro do último jogo em que chegámos ao intervalo a ganhar por 2-0, mas mesmo não tendo feito uma grande exibição percebeu-se que tínhamos o jogo ganho logo aí. O Cardozo ficou a descansar e alinhou de início o C. Rodríguez, com o Di Maria nas costas do Nuno Gomes, para além da entrado na defesa do Edcarlos para o lugar do Miguel Vítor. Uma alteração para lhe dar rodagem certamente já a pensar no jogo frente ao Milan. E foi mesmo o C. Rodríguez a abrir o marcador com um remate rasteiro fora da área, que não deu hipóteses ao guarda-redes. Pouco depois o Petit atirou ao lado de cabeça, na sequência de um livre muito bem marcado pelo Di Maria (cuidado com a maneira como ele os cobra!). Até que aos 35’ assistimos ao momento do jogo, melhor dizendo, do campeonato. O maestro fez uma excelente abertura para o Luís Filipe, que efectuou um centro de volta para ele já dentro da grande-área. Depois de rodopiar 360º com a bola colada ao pé direito, o Rui Costa deu um pequeno toque com o esquerdo por cima do guarda-redes. Só visto! Sublime! Já aqui disse várias vezes: pobres de vós que não compram cativos só para o ver jogar!
Na 2ª parte, marcámos muito cedo o 3º golo. Foi logo aos 52’ em que o Nuno Gomes correspondeu de uma maneira excelente a um centro do C. Rodríguez, lançado sublimemente pelo maestro, e marcou um golo de cabeça à ponta-de-lança. Finalmente! Resolvíamos em definitivo o jogo. Até final poderíamos ter aumentado o marcador, mas o Di Maria por duas ocasiões, ambas depois de boas arrancadas pela linha, não conseguiu centrar em condições para os colegas. O Camacho não gostou da parte final, porque nos fartámos de oferecer bolas ao adversário, já que tentávamos fazer tudo com muito rapidez. Assim sendo, a Naval poderia ter marcado mais de uma vez, já que atirou por duas vezes à barra e fez com o Quim disputasse o estatuto de melhor em campo com o Rui Costa. Infelizmente a 15’ do fim tivemos o pior momento do jogo com a lesão do Petit. Escorregou e torceu o joelho, sendo baixa certa para o jogo frente ao Milan e vamos lá a ver se não é por meses. Se há jogador insubstituível é mesmo o Petit e não sei como vamos sobreviver sem ele.
Em termos individuais, o Rui Costa continuar a mostrar que ainda está muito novo para ser director-desportivo. Parece cada vez mais refinado e é um prazer ver a alegria com que joga à bola. Por seu lado, o Quim deve estar na sua melhor forma de sempre. O Butt bem se pode queixar, mas assim não tem hipótese nenhuma. Também gostei bastante da dupla uruguaia. Muito lutadores, nunca desistem de lutar pela bola e com excelentes pormenores técnicos (as recepções de bola do Maxi Pereira são muito boas). O Nuno Gomes fez um jogo esforçado entre os centrais contrários, sendo importante nas tabelinhas com os médios e tendo finalmente acertado com a baliza. O Katsouranis continua um senhor na defesa, mas com a lesão do Petit deve voltar para o meio-campo. O Léo é outro que não sabe jogar mal. Quanto ao Edcarlos não gostei muito na 1ª parte, já que falhou algumas intercepções de bola, mas pode ter sido o nervosismo na estreia. O Di Maria esteve menos vistoso que em ocasiões anteriores, mas tem uma qualidade técnica impressionante. O Luís Filipe não é nenhum génio, mas é inacreditável a maneira como é assobiado a cada passe errado que faz. Há gente que fazia melhor em ficar em casa...
Vamos ver como nos portamos na 3ª feira em Milão. Não temos nada a perder, mas por isto é que eu gosto do Camacho: disse que íamos lá para tentar ganhar! A lesão do Petit e a falta do Luisão e David Luiz são grandes contras, mas acho que temos condições de fazer um bom jogo e dar-lhes luta. Qualquer ponto trazido de lá seria muito bom, mas pelo menos não tenho dúvidas que honraremos a camisola.
P.S. – A lesão do guarda-redes Taborda proporcionou um dos melhores momentos de sempre no novo estádio. A interacção do público, nomeadamente dos No Name, com o Rui Costa, que estava junto à bandeirola de canto para marcar um livre, foi algo que só por si fez valer a pena o preço do cativo. Felicidade pura! É por isto que nós somos invejados pelos outros. Ninguém tem um jogador, ou melhor dizendo, uma pessoa destas no plantel.
quinta-feira, setembro 13, 2007
Vergonhoso
Dois empates em casa frente à Polónia (2-2) e Sérvia (1-1), com os golos adversários da igualdade a surgirem ambos nos últimos cinco minutos de jogo, foi o saldo da dupla jornada da selecção. Graças à conjugação de resultados nas outras partidas, ainda temos hipóteses de qualificação, já que estamos a dois pontos do apuramento e com menos um jogo.
No entanto, infelizmente não são os jogos o que vai merecer mais destaque nos próximos tempos. Não se admite a atitude do Scolari no final da partida frente à Sérvia, em que tentou agredir um jogador contrário. Ele pode vir dizer o que quiser, mas um “empurrão” não se faz de punho fechado e de encontro à cara de alguém. Com os antecedentes disciplinares que temos (Euro 2000, João V. Pinto no Mundial da Coreia), estou mesmo a ver uma mão pesadíssima da Uefa. Tudo começou quando a poucos minutos do fim o Quaresma não devolveu aos sérvios uma bola que eles tinham enviado para fora por terem um seu jogador magoado (curioso como estas faltas de fair-play vêm quase sempre de jogadores de um determinado clube...). O que só por si é uma atitude vergonhosa, que depois foi superada pela do própria seleccionador.
Quanto ao jogo há pouco a dizer. À 4ª vez quebrei o meu saldo 100% vitorioso sempre que ia ao WC (lá terei de o retomar no fim-de-semana de 2 de Março...). Jogámos bastante mal, principalmente na 2ª parte, em que os jogadores deixaram muito cedo de tentar fazer contra-ataques para aumentar o 1-0 (golaço de livre do Simão; que saudades...) com que chegámos ao intervalo. Uma atitude inexplicável em só poderia dar no que deu. Livre para a Sérvia, muitos jogadores altos, bola para a área e empate, embora o jogador que rematou estivesse em escandalosa posição de fora-de-jogo. Mas tivéssemos nós tentado fazer algo mais do que manter o resultado e nada disto importaria. Os melhores portugueses foram o Meira, Petit e Bosingwa, sendo o Deco o expoente máximo da nulidade (mas, claro, quando saiu não teve direito a tantos assobios como o Nuno Gomes, que jogou bastante melhor que ele, tendo até atirado uma bola ao poste; gente tacanha...).
No passado sábado não pude ir à Luz por estar fora de Lisboa. Mas não perdi grande coisa. Fizemos uma má 1ª parte e chegámos ao intervalo a perder frente aos polacos. Conseguimos dar a volta ao jogo, mas um remate a 30m no último minuto, em que a bola bateu no poste e ressaltou no corpo do Ricardo para a baliza, restabeleceu no empate. O Nuno Gomes esteve bastante infeliz ao falhar três golos praticamente de baliza aberta e o melhor de Portugal foi também o Meira. Não percebo a titularidade do Bruno Alves com o Jorge Andrade no banco (será algum frete àquele que eu não menciono?). O Maniche regressou bem, tendo inclusive marcado um golo, mas o maior destaque vai para o golão do Cristiano Ronaldo, que até nem estava a fazer uma partida por aí além.
Muito se fala da falta de “margem de manobra”, mas será um escândalo se não nos qualificarmos para o Europeu. No entanto, depois de exibições deste calibre já não digo nada...
No entanto, infelizmente não são os jogos o que vai merecer mais destaque nos próximos tempos. Não se admite a atitude do Scolari no final da partida frente à Sérvia, em que tentou agredir um jogador contrário. Ele pode vir dizer o que quiser, mas um “empurrão” não se faz de punho fechado e de encontro à cara de alguém. Com os antecedentes disciplinares que temos (Euro 2000, João V. Pinto no Mundial da Coreia), estou mesmo a ver uma mão pesadíssima da Uefa. Tudo começou quando a poucos minutos do fim o Quaresma não devolveu aos sérvios uma bola que eles tinham enviado para fora por terem um seu jogador magoado (curioso como estas faltas de fair-play vêm quase sempre de jogadores de um determinado clube...). O que só por si é uma atitude vergonhosa, que depois foi superada pela do própria seleccionador.
Quanto ao jogo há pouco a dizer. À 4ª vez quebrei o meu saldo 100% vitorioso sempre que ia ao WC (lá terei de o retomar no fim-de-semana de 2 de Março...). Jogámos bastante mal, principalmente na 2ª parte, em que os jogadores deixaram muito cedo de tentar fazer contra-ataques para aumentar o 1-0 (golaço de livre do Simão; que saudades...) com que chegámos ao intervalo. Uma atitude inexplicável em só poderia dar no que deu. Livre para a Sérvia, muitos jogadores altos, bola para a área e empate, embora o jogador que rematou estivesse em escandalosa posição de fora-de-jogo. Mas tivéssemos nós tentado fazer algo mais do que manter o resultado e nada disto importaria. Os melhores portugueses foram o Meira, Petit e Bosingwa, sendo o Deco o expoente máximo da nulidade (mas, claro, quando saiu não teve direito a tantos assobios como o Nuno Gomes, que jogou bastante melhor que ele, tendo até atirado uma bola ao poste; gente tacanha...).
No passado sábado não pude ir à Luz por estar fora de Lisboa. Mas não perdi grande coisa. Fizemos uma má 1ª parte e chegámos ao intervalo a perder frente aos polacos. Conseguimos dar a volta ao jogo, mas um remate a 30m no último minuto, em que a bola bateu no poste e ressaltou no corpo do Ricardo para a baliza, restabeleceu no empate. O Nuno Gomes esteve bastante infeliz ao falhar três golos praticamente de baliza aberta e o melhor de Portugal foi também o Meira. Não percebo a titularidade do Bruno Alves com o Jorge Andrade no banco (será algum frete àquele que eu não menciono?). O Maniche regressou bem, tendo inclusive marcado um golo, mas o maior destaque vai para o golão do Cristiano Ronaldo, que até nem estava a fazer uma partida por aí além.
Muito se fala da falta de “margem de manobra”, mas será um escândalo se não nos qualificarmos para o Europeu. No entanto, depois de exibições deste calibre já não digo nada...
quarta-feira, setembro 05, 2007
Relembrar XIX – Anulado!
Para celebrar a validação de um golo irregular ao clube regional nesta semana em Leiria, recordo aqui um dos exemplos supremos dos tentáculos do polvo que comanda o futebol português há mais de 20 anos. É o jogo da 2ª mão da Supertaça de 1994/95 realizado no estádio do clube regional depois de uma igualdade a um golo na Luz (numa partida em que o Sr. Carlos Calheiros fez por justificar as viagens ao Brasil que lhe foram pagas). Isto assim pode não vos dizer muito, mas se eu referir que é o célebre jogo do golo anulado ao Amaral a poucos minutos do fim, com o resultado em 0-0, já se lembrarão com certeza. O árbitro foi o Sr. Donato Ramos (uma figurinha bastante prezada por aquele clube), de Viseu, terra do igualmente famoso Isodoro Rodrigues. É por estas e por outras que o clube regional tem tantas supertaças no palmarés. Uma defesa com a mão fora da área do Vítor Baía (o maior especialista mundial neste tipo de lances... nunca foi expulso!) e um golo, resultante de um remate igualmente fora da área, que se anulou por fora-de-jogo (o fiscal-de-linha era um tal de Horácio Rodrigues, quiçá familiar do outro). Tudo num intervalo de oito segundos! As imagens falam por si. Não é preciso acrescentar mais nada.
segunda-feira, setembro 03, 2007
A subir
Vencemos hoje o Nacional na Madeira por 3-0 conseguindo assim a primeira vitória para o campeonato. O resultado foi justíssimo mas escasso, já que tivemos pelo menos mais duas flagrantes oportunidades (Cardozo e Nuno Gomes) para marcar. O Nacional mostrou muito pouco e a continuar assim é um sério candidato a descer de divisão.
Com a lesão do Nélson, recuou o Luís Filipe para defesa-direito e entrou um dos novos reforços uruguaios, o Maximiliano Pereira, para o lado direito do ataque. Entrámos muito bem na partida e deveríamos ter marcado logo aos 2’, quando depois de uma óptima jogada do Di Maria (já não há dúvidas que é um GRANDE reforço), o Cardozo isolado frente ao guarda-redes permitiu a defesa deste. Foi um falhanço inacreditável, pior do que o do Nuno Gomes frente ao Guimarães. Mas o paraguaio redimiu-se aos 17’ quando aproveitou uma má reposição do Diego Benaglio, guarda-redes do Nacional, numpontapé de baliza livre na sua área para dominar de peito e ainda fora-da-área conseguir batê-lo. Marcámos relativamente cedo e pensei que poderíamos ter um jogo descansado. Infelizmente isto não aconteceu na 1ª parte, porque a partir daqui praticamente deixámos de atacar, não conseguindo manter a posse de bola nem construir jogadas. Deixámos o Nacional aproximar-se da nossa área e o Quim por duas vezes salvou-nos do empate. Estávamos na ronha de uma maneira incompreensível, porque não se pode fazer a “gestão” de um resultado de 1-0. O que vale é que o nosso treinador não anda a dormir e no final da partida disse isso mesmo, que não tinha gostado nada da nossa 1ª parte.
Os primeiros 8’ da 2ª parte não trouxeram grandes modificações no desenrolar do jogo, mas a partir daqui tudo mudou. Começámos finalmente a “jogar futebol” (tal como disse o Camacho) e as oportunidades foram surgindo. O Di Maria fez um bom centro para um remate por cima do Nuno Gomes, outro para um falhanço incrível do mesmo Nuno Gomes de cabeça e o Maxi Pereira numa boa jogada individual teve um bom remate defendido pelo guarda-redes. Pouco depois o Nacional teve o único remate perigoso num lance em que há um empurrão nítido ao Katsouranis (aliás, a arbitragem do Sr. Bruno Paixão foi muito habilidosa, qualquer encosto a um jogador do Nacional era falta). Aos 70’ o maestro mostrou porque é que ainda é muito cedo para se pensar nele como director-desportivo para o ano que vem. Tirou três(!) adversários do caminho e rematou cruzado fora da área para o 2-0. Eu sei que a época é longa e ainda está muito no início, mas prefiro vê-lo no campo do que na secretária. Não acharei lógico que se reforme um jogador que ainda é titular da equipa. O jogo estava ganho, mas a equipa continuava a trocar bem a bola e a sair para o ataque. A 15’ do fim outra boa iniciativa do Maxi Pereira resultou num penalty indiscutível a nosso favor e o Cardozo aproveitou para fazer o seu 2º golo, com um remate que fez a bola bater na rede e depois sair da grande-área! Até final, tivemos mais hipóteses pelo Di Maria, com recarga do Cardozo, e pelo Cristián Rodríguez (que entretanto tinha entrado), mas o resultado manteve-se.
Individualmente há que destacar o Cardozo (dois golos e mais dois remates perigosos), o Katsouranis (que senhor na defesa!), o Rui Costa (a classe do costume), o Petit (mais uma vez o meio-campo foi todo dele, especialmente na 2ª parte) e o Di Maria (que promete ser um caso sério, só lhe falta ter um bocado mais de timing a soltar algumas bolas) . Mas toda a equipa esteve em bom plano no 2º tempo e o Miguel Vítor fez mais um jogo sem grandes problemas (excepção feita ao amarelo que levou por uma entrada a destempo). O Maxi Pereira esteve muito discreto nos primeiros 45’, mas gostei do que vi na 2ª parte: bom domínio de bola (e algumas delas eram bem difíceis), passa sempre pela certa, incorpora-se bem no ataque e não tem medo de rematar à baliza. Ah, e tem a grande vantagem de ser mesmo extremo-direito! O Cristián Rodríguez só jogou meia-hora em vez do Nuno Gomes (que ou começa a marcar golos rapidamente ou arrisca-se a perder o lugar na equipa) e pelo menos mostrou que não é cepo. Há que vê-lo durante mais tempo.
O campeonato vai parar duas semanas por causa da selecção e isso é bom para nós para se poder fazer melhor a integração dos novos jogadores, mas a 2ª parte de hoje deixou-me animado. E gostei especialmente das declarações do Camacho no final da partida ao não embandeirar em arco com a vitória e a colocar o dedo na ferida sobre a má 1ª parte. Parece que estamos a entrar no bom caminho e só é pena os quatro pontos que já desperdiçámos...
P.S. 1 – Grande vitória do clube regional em Leiria por 3-0. Já não lhes bastava não terem aceite adiar o jogo (claro, num clube não olha a meios para atingir os fins é de esperar tudo), como agora também lhes é permitido marcar golos depois de centros feitos de fora do campo, não é Sr. João Vilas Boas? Há ANOS que é assim: enormes ajudas no início do campeonato, que depois mais para a frente já ninguém se lembra (ou tenta não lembrar). Não é o meu caso. Ah, pela 2ª jornada consecutiva viu um jogador do clube que defronta na jornada seguinte (o Makukula do Marítimo) ser expulso: são daquelas coincidências que também só lhes acontece a eles...
P.S. 2 - Uma semana, dois campeões do mundo: Parabéns, Vanessa Fernandes!
Com a lesão do Nélson, recuou o Luís Filipe para defesa-direito e entrou um dos novos reforços uruguaios, o Maximiliano Pereira, para o lado direito do ataque. Entrámos muito bem na partida e deveríamos ter marcado logo aos 2’, quando depois de uma óptima jogada do Di Maria (já não há dúvidas que é um GRANDE reforço), o Cardozo isolado frente ao guarda-redes permitiu a defesa deste. Foi um falhanço inacreditável, pior do que o do Nuno Gomes frente ao Guimarães. Mas o paraguaio redimiu-se aos 17’ quando aproveitou uma má reposição do Diego Benaglio, guarda-redes do Nacional, num
Os primeiros 8’ da 2ª parte não trouxeram grandes modificações no desenrolar do jogo, mas a partir daqui tudo mudou. Começámos finalmente a “jogar futebol” (tal como disse o Camacho) e as oportunidades foram surgindo. O Di Maria fez um bom centro para um remate por cima do Nuno Gomes, outro para um falhanço incrível do mesmo Nuno Gomes de cabeça e o Maxi Pereira numa boa jogada individual teve um bom remate defendido pelo guarda-redes. Pouco depois o Nacional teve o único remate perigoso num lance em que há um empurrão nítido ao Katsouranis (aliás, a arbitragem do Sr. Bruno Paixão foi muito habilidosa, qualquer encosto a um jogador do Nacional era falta). Aos 70’ o maestro mostrou porque é que ainda é muito cedo para se pensar nele como director-desportivo para o ano que vem. Tirou três(!) adversários do caminho e rematou cruzado fora da área para o 2-0. Eu sei que a época é longa e ainda está muito no início, mas prefiro vê-lo no campo do que na secretária. Não acharei lógico que se reforme um jogador que ainda é titular da equipa. O jogo estava ganho, mas a equipa continuava a trocar bem a bola e a sair para o ataque. A 15’ do fim outra boa iniciativa do Maxi Pereira resultou num penalty indiscutível a nosso favor e o Cardozo aproveitou para fazer o seu 2º golo, com um remate que fez a bola bater na rede e depois sair da grande-área! Até final, tivemos mais hipóteses pelo Di Maria, com recarga do Cardozo, e pelo Cristián Rodríguez (que entretanto tinha entrado), mas o resultado manteve-se.
Individualmente há que destacar o Cardozo (dois golos e mais dois remates perigosos), o Katsouranis (que senhor na defesa!), o Rui Costa (a classe do costume), o Petit (mais uma vez o meio-campo foi todo dele, especialmente na 2ª parte) e o Di Maria (que promete ser um caso sério, só lhe falta ter um bocado mais de timing a soltar algumas bolas) . Mas toda a equipa esteve em bom plano no 2º tempo e o Miguel Vítor fez mais um jogo sem grandes problemas (excepção feita ao amarelo que levou por uma entrada a destempo). O Maxi Pereira esteve muito discreto nos primeiros 45’, mas gostei do que vi na 2ª parte: bom domínio de bola (e algumas delas eram bem difíceis), passa sempre pela certa, incorpora-se bem no ataque e não tem medo de rematar à baliza. Ah, e tem a grande vantagem de ser mesmo extremo-direito! O Cristián Rodríguez só jogou meia-hora em vez do Nuno Gomes (que ou começa a marcar golos rapidamente ou arrisca-se a perder o lugar na equipa) e pelo menos mostrou que não é cepo. Há que vê-lo durante mais tempo.
O campeonato vai parar duas semanas por causa da selecção e isso é bom para nós para se poder fazer melhor a integração dos novos jogadores, mas a 2ª parte de hoje deixou-me animado. E gostei especialmente das declarações do Camacho no final da partida ao não embandeirar em arco com a vitória e a colocar o dedo na ferida sobre a má 1ª parte. Parece que estamos a entrar no bom caminho e só é pena os quatro pontos que já desperdiçámos...
P.S. 1 – Grande vitória do clube regional em Leiria por 3-0. Já não lhes bastava não terem aceite adiar o jogo (claro, num clube não olha a meios para atingir os fins é de esperar tudo), como agora também lhes é permitido marcar golos depois de centros feitos de fora do campo, não é Sr. João Vilas Boas? Há ANOS que é assim: enormes ajudas no início do campeonato, que depois mais para a frente já ninguém se lembra (ou tenta não lembrar). Não é o meu caso. Ah, pela 2ª jornada consecutiva viu um jogador do clube que defronta na jornada seguinte (o Makukula do Marítimo) ser expulso: são daquelas coincidências que também só lhes acontece a eles...
P.S. 2 - Uma semana, dois campeões do mundo: Parabéns, Vanessa Fernandes!
quinta-feira, agosto 30, 2007
Sorteio da Liga dos Campeões
Acabámos por não ter muita sorte (ao contrário do ano passado) no sorteio da Champions. O meu desejo não se concretizou e vamos defrontar uma equipa italiana, ainda por cima o actual campeão europeu, AC Milan. Voltou a sair-nos o Celtic Glasgow que, apesar de ser a equipa com mais ranking do pote 3, está longe de ser inacessível. A manter-se este ano a chapa 3 nos jogos com eles, espero que sejam ambos a nosso favor... Por fim, e o que me deixa mais preocupado, calhou-nos o Shakhtar Donetsk, campeão ucraniano que se reforçou bastante este ano (nomeadamente com o avançado italiano Lucarelli). É uma deslocação extremamente difícil, ainda por cima porque vai ser na última jornada em Dezembro, quando a temperatura estiver longe de ser convidativa. Eis o nosso calendário:
18 Set (3ª feira) AC Milan – BENFICA
3 Out (4ª feira) BENFICA – Shakhtar Donetsk
24 Out (4ª feira) BENFICA – Celtic
6 Nov (3ª feira) Celtic – BENFICA
28 Nov (4ª feira) BENFICA – AC Milan
4 Dez (3ª feira) Shakhtar Donetsk - BENFICA
A ordem dos jogos também não poderia ter sido pior. Teremos duas séries verdadeiramente infernais. O Camacho tem duas semanas para nos pôr em forma, porque vamos a San Siro, depois a Braga, a meio da semana haverá a Taça da Liga fora de casa, recebemos os lagartos e na 4ª feira seguinte jogamos com o Shakhtar Donetsk. Serão cinco jogos importantíssimos em 16 dias! Já na parte final, como o AC Milan terá o campeonato do mundo de clubes em Dezembro, a última jornada foi antecipada uma semana. Isto faz com que em sete dias(!) tenhamos os seguintes jogos: Milan em casa, clube regional em casa e ida à Ucrânia! Vai ser de loucos...
O objectivo mínimo é passar à Uefa, mas temos que pensar em grande. E com este treinador não tenho dúvidas que o faremos. É preciso amealhar pelo menos seis pontos nos três primeiros jogos, porque a 2ª volta vai ser muito complicada. FORÇA BENFICA!
P.S. – Os lagartos ficaram no grupo do Manchester United, Roma e Dínamo de Kiev e têm o último jogo em casa precisamente contra os ucranianos. Apesar de não jogarem com o Glorioso três dias antes, antevejo uma reedição do que aconteceu no ano passado... :-) O clube regional, com a sorte que inacreditavelmente os protege, ficou com o Liverpool, Marselha (o clube com menor ranking do pote 3) e o Besiktas.
18 Set (3ª feira) AC Milan – BENFICA
3 Out (4ª feira) BENFICA – Shakhtar Donetsk
24 Out (4ª feira) BENFICA – Celtic
6 Nov (3ª feira) Celtic – BENFICA
28 Nov (4ª feira) BENFICA – AC Milan
4 Dez (3ª feira) Shakhtar Donetsk - BENFICA
A ordem dos jogos também não poderia ter sido pior. Teremos duas séries verdadeiramente infernais. O Camacho tem duas semanas para nos pôr em forma, porque vamos a San Siro, depois a Braga, a meio da semana haverá a Taça da Liga fora de casa, recebemos os lagartos e na 4ª feira seguinte jogamos com o Shakhtar Donetsk. Serão cinco jogos importantíssimos em 16 dias! Já na parte final, como o AC Milan terá o campeonato do mundo de clubes em Dezembro, a última jornada foi antecipada uma semana. Isto faz com que em sete dias(!) tenhamos os seguintes jogos: Milan em casa, clube regional em casa e ida à Ucrânia! Vai ser de loucos...
O objectivo mínimo é passar à Uefa, mas temos que pensar em grande. E com este treinador não tenho dúvidas que o faremos. É preciso amealhar pelo menos seis pontos nos três primeiros jogos, porque a 2ª volta vai ser muito complicada. FORÇA BENFICA!
P.S. – Os lagartos ficaram no grupo do Manchester United, Roma e Dínamo de Kiev e têm o último jogo em casa precisamente contra os ucranianos. Apesar de não jogarem com o Glorioso três dias antes, antevejo uma reedição do que aconteceu no ano passado... :-) O clube regional, com a sorte que inacreditavelmente os protege, ficou com o Liverpool, Marselha (o clube com menor ranking do pote 3) e o Besiktas.
Querer e coração
Ganhámos hoje (1-0) em Copenhaga e garantimos o apuramento para a fase de grupos da Liga dos Campeões. Era um jogo crucial para a época, ainda para mais agora com a entrada de um novo treinador e a necessidade de conseguir resultados no imediato. Penso que fomos um justo vencedor da eliminatória, se bem que no jogo de hoje tivéssemos a nossa dosezita de sorte.
Já se percebeu que com o Camacho só joga quem estiver a 100%. Mais uma vez o Luisão não estava nas melhores condições e não houve nenhuma hesitação em colocar o Miguel Vítor novamente em campo. Treinador que sabe motivar e dar confiança aos jogadores é assim... Em relação à partida com o V. Guimarães, entraram de início o Di Maria (na sua estreia absoluta) em vez do Coentrão e o Luís Filipe no lugar do Nuno Assis. Mas nós não começámos nada bem o jogo. Os primeiros 15 minutos foram de sufoco junto à nossa área e se não fosse o Léo, o Cardozo(!) e o Quim teríamos certamente sofrido um golo. Não conseguíamos sair a jogar e cada bola bombeada era um perigo. Felizmente o Cardozo ganhou um livre a meio do meio-campo aos 17’ do qual resultou o nosso golo. Centro do Rui Costa, assistência do Cardozo para a assistência do Nuno Gomes ao Katsouranis, que beneficiou da falta de killer instinct (neste caso, ainda bem!) do nosso capitão (que fez um passe quando estava sozinho e em boa posição para cabecear à baliza) para efectuar um excelente remate de primeira sem hipóteses para o guarda-redes. Foi um balde de água fria para os dinamarqueses, que a partir daí nunca mais recuperaram o ímpeto inicial. Ao invés, nós aproveitámos o golo para começar a jogar futebol e, ao contrário de tempos nada distantes, em vez de ficarmos na “expectativa” (Paris e Barcelona, anyone?), fomos à procura do segundo que nos garantiria praticamente a qualificação. O Di Maria, depois de uma magnífica abertura do maestro, esteve próximo, mas o remate saiu ao lado e noutro lance o Nuno Gomes atirou para defesa do guarda-redes para canto. Mas até final da 1ª parte ainda tivemos dois enormes sustos: um remate ao poste num livre e um cabeceamento do Allbäck que saiu a rasar a baliza. Entretanto houve um lance divido entre o Miguel Vítor e este mesmo Allbäck, que sinceramente não me pareceu penalty. É certo que o nosso júnior puxou a camisola do sueco (e vice-versa), mas quando este caiu já ninguém lhe tocava.
Na 2ª parte tivemos logo uma má notícia, vinda ainda da 1ª: o Nélson saiu lesionado e entrou o Nuno Assis, recuando o inoperante Luís Filipe (que 1º tempo de fugir!) para defesa-direito. Como atirar chouriços para a frente é mais fácil do que construir jogadas, o ex-bracarense subiu de produção (mas acho que não ficaríamos a perder se propuséssemos ao Braga a troca dele pelo seu substituto, João Pereira...). Ao contrário da etapa inicial, o Copenhaga não entrou a todo gás, já que nós conseguimo-los controlar melhor. E nos primeiros 15’ tivemos duas excelente ocasiões: livre frontal do Rui Costa por cima (Simão, where art thou?!) e um falhanço incrível do Nuno Assis na sequência de um canto, em que ele na pequena-área(!) conseguiu cabecear para o guarda-redes (deve ser do nome, este não fica nada a dever ao falhanço do Nuno Gomes frente ao Espanyol). A partir desta altura, o Copenhaga subiu de produção e nós começámos a sentir a falta de mais alguém para ajudar a segurar o meio-campo, já que o Petit (EXTRAORDINÁRIA exibição!) infelizmente só conseguia estar num sítio de cada vez e o Rui Costa nunca foi (nem pode ser) um recuperador de bolas. A pouco menos de 20’ do fim, entrou o Romeu Ribeiro para o lugar do Di Maria e conseguimos acalmar mais as coisas. Mas mesmo assim não estive tranquilo, porque um golo colocar-nos-ia em pressão constante até final. A 10’ do fim foi a vez do Cardozo falhar o segundo tento, ao rematar à figura do guarda-redes. No tempo restante ainda permitimos alguns remates à nossa baliza, mas ou o Quim resolvia as coisas ou as bolas saíam ao lado. Quando o árbitro apitou para o final, senti-me como se estivesse estado em campo os 90’, mas desta vez o sofrimento foi recompensado.
O melhor em campo foi o Petit. Então na 2ª parte foi um festival de bem cortar bolas, fosse de cabeça(!) à entrada da nossa área, fosse com os pés. Durante mais de uma hora esteve praticamente sozinho a recuperar bolas e fez um jogo quase perfeito. Igualmente em destaque esteve o núcleo duro da equipa: Quim, Katsouranis, Rui Costa e Nuno Gomes. É a vantagem de se ter jogadores experientes e de qualidade no plantel. O Quim salvou a equipa em alguns lances e mesmo nos cruzamentos esteve melhor que o costume. O grego, para além de ter sido um gigante na defesa, marcou o golo que nos qualificou. O maestro pautou muito bem o nosso jogo, estabeleceu os ritmos adequados a cada fase da partida e os lances atacantes passavam quase todos por ele. O Nuno Gomes esteve bastante melhor que nas outras partidas: fez o assistência para o Katsouranis e ainda o nosso melhor remate para defesa do guarda-redes. Além disso, era o primeiro a defender. Igualmente em bom nível estiveram o Miguel Vítor (espero que a entrada do novo central, Edcarlos, não lhe tire espaço na equipa, porque sinceramente parece-me bom jogador e muito personalizado) e o Léo (que já se sabe nunca joga mal). Gostei também do Di Maria (não tem medo de partir para cima dos adversários, tem técnica e só tem que aprender a soltar melhor a bola), do Cardozo (se bem que na parte final tenha acusado o desgaste) e do Nuno Assis, que apesar do inacreditável falhanço, entrou muito bem na equipa. O Nélson estava a fazer um bom jogo até se lesionar, o Luís Filipe NÃO PODE ser extremo e o Romeu Ribeiro deverá ter igualmente novas oportunidades.
Vamos ver como será o sorteio. Gostaria que não nos saísse o Manchester United (três vezes seguidas seria demais!), nem nenhuma equipa italiana. Mas estando nós no pote 2 somos favoritos a passar aos oitavos-de-final e temos que nos apresentar como tal. Embora, por outro lado, uma vitória na Taça Uefa (que deveria ter sido no ano passado!) me esteja atravessada na garganta. E convenhamos que ganhar a Champions nesta altura será utópico.
P.S. 1 – Nesta semana, o nosso clube ganhou o direito a ter pela primeira vez um campeão do mundo. Parabéns Nelson Évora pela vitória no triplo salto!
P.S. 2 – As imagens do Antonio Puerta, jogador do Sevilha, a cair no relvado são-nos infelizmente muito familiares. Mais uma morte trágica de um desportista, que obviamente se lamenta.
P.S. 3 – Os clubes desportistas são assim. Não aceitam adiar por um dia o seu jogo no campeonato para permitir que o seu adversário descanse de uma viagem que durará quase 24 horas, depois de uma competição europeia, ficando só com um dia de repouso. Por um lado é bem feito para o Leiria, que no ano passado foi a equipa B do clube regional, mas o inacreditável é este assunto ter sido muito pouco falado. Ai, se fosse ao contrário, o que não se diria...
Já se percebeu que com o Camacho só joga quem estiver a 100%. Mais uma vez o Luisão não estava nas melhores condições e não houve nenhuma hesitação em colocar o Miguel Vítor novamente em campo. Treinador que sabe motivar e dar confiança aos jogadores é assim... Em relação à partida com o V. Guimarães, entraram de início o Di Maria (na sua estreia absoluta) em vez do Coentrão e o Luís Filipe no lugar do Nuno Assis. Mas nós não começámos nada bem o jogo. Os primeiros 15 minutos foram de sufoco junto à nossa área e se não fosse o Léo, o Cardozo(!) e o Quim teríamos certamente sofrido um golo. Não conseguíamos sair a jogar e cada bola bombeada era um perigo. Felizmente o Cardozo ganhou um livre a meio do meio-campo aos 17’ do qual resultou o nosso golo. Centro do Rui Costa, assistência do Cardozo para a assistência do Nuno Gomes ao Katsouranis, que beneficiou da falta de killer instinct (neste caso, ainda bem!) do nosso capitão (que fez um passe quando estava sozinho e em boa posição para cabecear à baliza) para efectuar um excelente remate de primeira sem hipóteses para o guarda-redes. Foi um balde de água fria para os dinamarqueses, que a partir daí nunca mais recuperaram o ímpeto inicial. Ao invés, nós aproveitámos o golo para começar a jogar futebol e, ao contrário de tempos nada distantes, em vez de ficarmos na “expectativa” (Paris e Barcelona, anyone?), fomos à procura do segundo que nos garantiria praticamente a qualificação. O Di Maria, depois de uma magnífica abertura do maestro, esteve próximo, mas o remate saiu ao lado e noutro lance o Nuno Gomes atirou para defesa do guarda-redes para canto. Mas até final da 1ª parte ainda tivemos dois enormes sustos: um remate ao poste num livre e um cabeceamento do Allbäck que saiu a rasar a baliza. Entretanto houve um lance divido entre o Miguel Vítor e este mesmo Allbäck, que sinceramente não me pareceu penalty. É certo que o nosso júnior puxou a camisola do sueco (e vice-versa), mas quando este caiu já ninguém lhe tocava.
Na 2ª parte tivemos logo uma má notícia, vinda ainda da 1ª: o Nélson saiu lesionado e entrou o Nuno Assis, recuando o inoperante Luís Filipe (que 1º tempo de fugir!) para defesa-direito. Como atirar chouriços para a frente é mais fácil do que construir jogadas, o ex-bracarense subiu de produção (mas acho que não ficaríamos a perder se propuséssemos ao Braga a troca dele pelo seu substituto, João Pereira...). Ao contrário da etapa inicial, o Copenhaga não entrou a todo gás, já que nós conseguimo-los controlar melhor. E nos primeiros 15’ tivemos duas excelente ocasiões: livre frontal do Rui Costa por cima (Simão, where art thou?!) e um falhanço incrível do Nuno Assis na sequência de um canto, em que ele na pequena-área(!) conseguiu cabecear para o guarda-redes (deve ser do nome, este não fica nada a dever ao falhanço do Nuno Gomes frente ao Espanyol). A partir desta altura, o Copenhaga subiu de produção e nós começámos a sentir a falta de mais alguém para ajudar a segurar o meio-campo, já que o Petit (EXTRAORDINÁRIA exibição!) infelizmente só conseguia estar num sítio de cada vez e o Rui Costa nunca foi (nem pode ser) um recuperador de bolas. A pouco menos de 20’ do fim, entrou o Romeu Ribeiro para o lugar do Di Maria e conseguimos acalmar mais as coisas. Mas mesmo assim não estive tranquilo, porque um golo colocar-nos-ia em pressão constante até final. A 10’ do fim foi a vez do Cardozo falhar o segundo tento, ao rematar à figura do guarda-redes. No tempo restante ainda permitimos alguns remates à nossa baliza, mas ou o Quim resolvia as coisas ou as bolas saíam ao lado. Quando o árbitro apitou para o final, senti-me como se estivesse estado em campo os 90’, mas desta vez o sofrimento foi recompensado.
O melhor em campo foi o Petit. Então na 2ª parte foi um festival de bem cortar bolas, fosse de cabeça(!) à entrada da nossa área, fosse com os pés. Durante mais de uma hora esteve praticamente sozinho a recuperar bolas e fez um jogo quase perfeito. Igualmente em destaque esteve o núcleo duro da equipa: Quim, Katsouranis, Rui Costa e Nuno Gomes. É a vantagem de se ter jogadores experientes e de qualidade no plantel. O Quim salvou a equipa em alguns lances e mesmo nos cruzamentos esteve melhor que o costume. O grego, para além de ter sido um gigante na defesa, marcou o golo que nos qualificou. O maestro pautou muito bem o nosso jogo, estabeleceu os ritmos adequados a cada fase da partida e os lances atacantes passavam quase todos por ele. O Nuno Gomes esteve bastante melhor que nas outras partidas: fez o assistência para o Katsouranis e ainda o nosso melhor remate para defesa do guarda-redes. Além disso, era o primeiro a defender. Igualmente em bom nível estiveram o Miguel Vítor (espero que a entrada do novo central, Edcarlos, não lhe tire espaço na equipa, porque sinceramente parece-me bom jogador e muito personalizado) e o Léo (que já se sabe nunca joga mal). Gostei também do Di Maria (não tem medo de partir para cima dos adversários, tem técnica e só tem que aprender a soltar melhor a bola), do Cardozo (se bem que na parte final tenha acusado o desgaste) e do Nuno Assis, que apesar do inacreditável falhanço, entrou muito bem na equipa. O Nélson estava a fazer um bom jogo até se lesionar, o Luís Filipe NÃO PODE ser extremo e o Romeu Ribeiro deverá ter igualmente novas oportunidades.
Vamos ver como será o sorteio. Gostaria que não nos saísse o Manchester United (três vezes seguidas seria demais!), nem nenhuma equipa italiana. Mas estando nós no pote 2 somos favoritos a passar aos oitavos-de-final e temos que nos apresentar como tal. Embora, por outro lado, uma vitória na Taça Uefa (que deveria ter sido no ano passado!) me esteja atravessada na garganta. E convenhamos que ganhar a Champions nesta altura será utópico.
P.S. 1 – Nesta semana, o nosso clube ganhou o direito a ter pela primeira vez um campeão do mundo. Parabéns Nelson Évora pela vitória no triplo salto!
P.S. 2 – As imagens do Antonio Puerta, jogador do Sevilha, a cair no relvado são-nos infelizmente muito familiares. Mais uma morte trágica de um desportista, que obviamente se lamenta.
P.S. 3 – Os clubes desportistas são assim. Não aceitam adiar por um dia o seu jogo no campeonato para permitir que o seu adversário descanse de uma viagem que durará quase 24 horas, depois de uma competição europeia, ficando só com um dia de repouso. Por um lado é bem feito para o Leiria, que no ano passado foi a equipa B do clube regional, mas o inacreditável é este assunto ter sido muito pouco falado. Ai, se fosse ao contrário, o que não se diria...
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Liga dos Campeões 2007/08,
Sorteios
domingo, agosto 26, 2007
Satisfeito
Empatámos em casa com o V. Guimarães (0-0), mas o resultado foi o que mais me decepcionou no jogo. É claro que ganhar só um ponto é mau, mas sinceramente saio deste jogo com a esperança reforçada para o futuro. A 1ª parte foi equilibrada (o V. Guimarães surpreendeu-me pela positiva), mas na 2ª o nosso domínio foi total e o adversário limitou-se a defender, tendo só criado uma situação de perigo já no final do jogo. Nós tivemos algumas oportunidades, mas a pouca calma na zona da finalização impediu-nos de marcar.
Estou confiante para o futuro pelas seguintes razões:
1) Se um jogador veio de uma lesão, faz só dois treinos e houver jogo europeu a meio da semana, não é convocado nem que se tenha que colocar um júnior no seu lugar. Qualquer semelhança com a utilização deste mesmo Luisão em Paris no ano passado é pura coincidência.
2) Não há medo de colocar juniores a jogar se o banco não oferece melhores alternativas. E é jogar mesmo, não é entrar a dois minutos do fim. Julgo que não andarei longe da verdade se disser que o Miguel Vítor jogou mais tempo hoje do que o João Coimbra em todo o campeonato do ano passado.
3) Criámos mais oportunidades claras de golo neste jogo do que nos dois anteriores.
4) Quando tem a bola, a equipa joga para a frente. A constante lateralização do jogo, que vínhamos assistindo há um ano e meio, morreu de vez.
5) O Nélson parece que renasceu. Jogou melhor neste jogo do que em todo o campeonato do ano passado. Estive a contar os passes que fez para o lado e para trás durante toda a 1ª parte, e foram zero!
É óbvio que ainda há muito a melhorar. Para já, não temos extremos. O Nuno Assis está longe de o ser e o Coentrão tem que amadurecer mais um pouco. O Luís “Filie” (tal como estava impresso na camisola!) não é uma opção válida (inacreditável como, tendo o guarda-redes todo desenquadrado com a baliza, prefere tentar um chapéu a um remate rasteiro). O Nuno Gomes não pode falhar um golo daqueles, mas é dele a magnífica abertura para o Coentrão, que inexplicavelmente preferiu centrar em vez de rematar, quando estava sozinho frente ao guarda-redes. O Cardozo jogou muito pouco, pareceu por vezes perdido em campo, mas teve um petardo num livre a meio do meio-campo(!) que até mim me doeram as mãos. A sua saída nos últimos 9’ foi a única coisa que critico ao Camacho. Poderia estar cansado, mas era importante para o chuveirinho final. E, a partir daí, deixámos de existir em termos atacantes, porque o Bergessio não tem a mesma capacidade de lutar pelas bolas aéreas. Já a saída do Nuno Gomes para a entrada do Romeu Ribeiro aos 69’ pareceu-me justificada, porque o nosso 21 ainda não tem pernas para 90 minutos e o Petit era o único jogador que corria atrás dos adversários no meio-campo, denotando já sinais de cansaço. Além disso, gostei da movimentação e da dinâmica do Romeu Ribeiro. A única coisa que eu teria feito era colocar o Bergessio no lugar do Nuno Assis, porque era importante manter dois avançados para a parte final.
Quanto à estreia do central Miguel Vítor, a melhor maneira de a definir é dizer que não precisamos de mais nenhum defesa-central. O miúdo fez uma partida muito boa, concentrado, tem boa capacidade de antecipação, não corta a bola sem nexo, coloca-a sempre que possível jogável num companheiro e sabe sair a jogar. Para além disso, é a 5ª opção da defesa! Caramba, não vamos passar a época com três centrais lesionados simultaneamente. Por mim, continuava a apostar no miúdo se fosse preciso, porque tendo o Luisão e o Zoro problemas musculares e estando quase recuperados, ainda havendo o David Luiz (que será titular quando voltar) e se necessário o Katsouranis, para quê é que vamos agora buscar mais alguém? Falando no grego, acho que ele também foi um dos melhores em campo. Aliás, neste momento rende mais a defesa do que a médio, porque nos jogos de pré-época não mostrou disponibilidade física para alinhar no centro do terreno.
Na próxima 4ª feira, temos um jogo importantíssimo. Espero que o Luisão recupere convenientemente e, apesar deste início de campeonato só com empates (recordo que em 1993/94 empatámos nas três primeiras jornadas - casa do clube regional, Estoril e Aveiro - e depois fomos campeões), estou confiante. O Gronkjaer não vai jogar e ele é meia-equipa do Copenhaga. Temos obrigação de seguir em frente e se jogarmos para marcar (como julgo que o faremos), as nossas possibilidades aumentarão.
P.S. – Com um bocado de sorte, haverá um empate mais logo entre o Anti-Benfica do Norte e o Anti-Benfica do Sul e continuaremos a dois pontos de ambos. Mas mesmo que um ganhe, o campeonato ainda está no início. E, como disse, os sinais positivos que vi na nossa exibição de hoje (de recordar que o Camacho só fez um treino com o plantel todo junto) deixam-me esperançado.
Estou confiante para o futuro pelas seguintes razões:
1) Se um jogador veio de uma lesão, faz só dois treinos e houver jogo europeu a meio da semana, não é convocado nem que se tenha que colocar um júnior no seu lugar. Qualquer semelhança com a utilização deste mesmo Luisão em Paris no ano passado é pura coincidência.
2) Não há medo de colocar juniores a jogar se o banco não oferece melhores alternativas. E é jogar mesmo, não é entrar a dois minutos do fim. Julgo que não andarei longe da verdade se disser que o Miguel Vítor jogou mais tempo hoje do que o João Coimbra em todo o campeonato do ano passado.
3) Criámos mais oportunidades claras de golo neste jogo do que nos dois anteriores.
4) Quando tem a bola, a equipa joga para a frente. A constante lateralização do jogo, que vínhamos assistindo há um ano e meio, morreu de vez.
5) O Nélson parece que renasceu. Jogou melhor neste jogo do que em todo o campeonato do ano passado. Estive a contar os passes que fez para o lado e para trás durante toda a 1ª parte, e foram zero!
É óbvio que ainda há muito a melhorar. Para já, não temos extremos. O Nuno Assis está longe de o ser e o Coentrão tem que amadurecer mais um pouco. O Luís “Filie” (tal como estava impresso na camisola!) não é uma opção válida (inacreditável como, tendo o guarda-redes todo desenquadrado com a baliza, prefere tentar um chapéu a um remate rasteiro). O Nuno Gomes não pode falhar um golo daqueles, mas é dele a magnífica abertura para o Coentrão, que inexplicavelmente preferiu centrar em vez de rematar, quando estava sozinho frente ao guarda-redes. O Cardozo jogou muito pouco, pareceu por vezes perdido em campo, mas teve um petardo num livre a meio do meio-campo(!) que até mim me doeram as mãos. A sua saída nos últimos 9’ foi a única coisa que critico ao Camacho. Poderia estar cansado, mas era importante para o chuveirinho final. E, a partir daí, deixámos de existir em termos atacantes, porque o Bergessio não tem a mesma capacidade de lutar pelas bolas aéreas. Já a saída do Nuno Gomes para a entrada do Romeu Ribeiro aos 69’ pareceu-me justificada, porque o nosso 21 ainda não tem pernas para 90 minutos e o Petit era o único jogador que corria atrás dos adversários no meio-campo, denotando já sinais de cansaço. Além disso, gostei da movimentação e da dinâmica do Romeu Ribeiro. A única coisa que eu teria feito era colocar o Bergessio no lugar do Nuno Assis, porque era importante manter dois avançados para a parte final.
Quanto à estreia do central Miguel Vítor, a melhor maneira de a definir é dizer que não precisamos de mais nenhum defesa-central. O miúdo fez uma partida muito boa, concentrado, tem boa capacidade de antecipação, não corta a bola sem nexo, coloca-a sempre que possível jogável num companheiro e sabe sair a jogar. Para além disso, é a 5ª opção da defesa! Caramba, não vamos passar a época com três centrais lesionados simultaneamente. Por mim, continuava a apostar no miúdo se fosse preciso, porque tendo o Luisão e o Zoro problemas musculares e estando quase recuperados, ainda havendo o David Luiz (que será titular quando voltar) e se necessário o Katsouranis, para quê é que vamos agora buscar mais alguém? Falando no grego, acho que ele também foi um dos melhores em campo. Aliás, neste momento rende mais a defesa do que a médio, porque nos jogos de pré-época não mostrou disponibilidade física para alinhar no centro do terreno.
Na próxima 4ª feira, temos um jogo importantíssimo. Espero que o Luisão recupere convenientemente e, apesar deste início de campeonato só com empates (recordo que em 1993/94 empatámos nas três primeiras jornadas - casa do clube regional, Estoril e Aveiro - e depois fomos campeões), estou confiante. O Gronkjaer não vai jogar e ele é meia-equipa do Copenhaga. Temos obrigação de seguir em frente e se jogarmos para marcar (como julgo que o faremos), as nossas possibilidades aumentarão.
P.S. – Com um bocado de sorte, haverá um empate mais logo entre o Anti-Benfica do Norte e o Anti-Benfica do Sul e continuaremos a dois pontos de ambos. Mas mesmo que um ganhe, o campeonato ainda está no início. E, como disse, os sinais positivos que vi na nossa exibição de hoje (de recordar que o Camacho só fez um treino com o plantel todo junto) deixam-me esperançado.
sexta-feira, agosto 24, 2007
Relembrar XVIII – Falhanços IV
Com a saída do Fernando Santos, nada melhor do que fechar (por agora) esta sub-secção do “Relembrar” com os maiores falhanços que eu me lembro de ver com a jogadores do Glorioso. Sem desprimor para os outros três, este é talvez o maior desta pequena lista. Foi feito pelo melhor jogador português da transição dos anos 80 para os 90, estava com a bola dominada (ao contrário do Diamantino) e encontrava-se pertíssimo da pequena-área (o César Brito estava fora da grande-área). O Futre foi melhor jogador que o Mostovoi e o remate foi com o seu melhor pé.
Este lance aconteceu no épico Boavista – 2- Benfica – 3 do campeonato de 1992/93. É o famoso jogo em que o Paulo Sousa fez os últimos 20’ a guarda-redes depois da expulsão do Neno (já tínhamos feito todas as substituições), no lance do penalty que daria o 3-2. Estava um dilúvio de todo o tamanho, com o relvado encharcado (como se pode ver cada vez que um jogador o pisa). Esta jogada deu-se na 2ª parte, com o resultado em 2-1 a nosso favor e numa altura em que estávamos a jogar contra 10 (o Isaías ainda fez o 3-1, mas com as expulsões do Hélder e do Neno, acabámos o jogo em inferioridade numérica e com um jogador de campo a guarda-redes!).
Ainda hoje, o Futre deve estar para saber o que aconteceu...
P.S. - A selecção empatou na Arménia (1-1) na passada 4ª feira. É natural que assim aconteça quando, tirando o Ricardo e a espaços o Fernando Meira, nenhum(!) dos outros jogadores tenha feito uma exibição ao menos razoável. Mesmo o Cristiano Ronaldo, do qual só se salvou o golão que marcou. O que valeu foi que a Bélgica deu uma ajudinha ao vencer a Sérvia (3-2). É a estrelinha do Scolari a funcionar.
Este lance aconteceu no épico Boavista – 2- Benfica – 3 do campeonato de 1992/93. É o famoso jogo em que o Paulo Sousa fez os últimos 20’ a guarda-redes depois da expulsão do Neno (já tínhamos feito todas as substituições), no lance do penalty que daria o 3-2. Estava um dilúvio de todo o tamanho, com o relvado encharcado (como se pode ver cada vez que um jogador o pisa). Esta jogada deu-se na 2ª parte, com o resultado em 2-1 a nosso favor e numa altura em que estávamos a jogar contra 10 (o Isaías ainda fez o 3-1, mas com as expulsões do Hélder e do Neno, acabámos o jogo em inferioridade numérica e com um jogador de campo a guarda-redes!).
Ainda hoje, o Futre deve estar para saber o que aconteceu...
P.S. - A selecção empatou na Arménia (1-1) na passada 4ª feira. É natural que assim aconteça quando, tirando o Ricardo e a espaços o Fernando Meira, nenhum(!) dos outros jogadores tenha feito uma exibição ao menos razoável. Mesmo o Cristiano Ronaldo, do qual só se salvou o golão que marcou. O que valeu foi que a Bélgica deu uma ajudinha ao vencer a Sérvia (3-2). É a estrelinha do Scolari a funcionar.
quarta-feira, agosto 22, 2007
Momento Kodak
Esta foto não se tira a qualquer um. Está lá o dia e a hora para perpetuar o momento. A esperança de melhores dias renasce. Não é o D. Sebastião, mas ao menos há a certeza agora de haver uma voz de comando e de ter acabado o regabofe de saídas e entradas. “Poucos, mas bons”, disse ele na conferência de imprensa. Lapidar.
P.S. – Eu percebo que o local de treino agora seja no Seixal, mas era previsível que estivesse muita gente a assistir. Trinta minutos antes de começar, a bancada dos 1.500 lugares já estava cheia e estava pelo menos outro tanto cá fora. Em vez de se obrigar as pessoas a saltar vedações com 2 metros de altura, não era melhor ter transferido este primeiro treino para o Estádio da Luz?
segunda-feira, agosto 20, 2007
Mercearia
Ponto prévio: é ÓBVIO que estou contente com o facto de o Sr. Fernando Santos já não ser treinador do Benfica e MAIS AINDA fico com a chegada do Camacho.
Mas porque é que não me sinto eufórico? Por uma razão muito simples: não gosto, aliás, detesto mesmo, que o presidente do Benfica tenha tido uma atitude de filho da mãe em relação ao treinador do clube. Acho lamentável este comportamento de facada nas costas. O final é bom, mas os meios utilizados são condenáveis e eu não acho de todo que os fins justifiquem os meios (caso contrário, provavelmente seria adepto do clube regional, cruzes credo!). Esta decisão peca, no mínimo, por três meses de atraso (porque no fundo o Sr. Fernando Santos NUNCA deveria ter vindo para o Benfica, infelizmente não me enganei nesta previsão). Não cumpriu NENHUM dos objectivos do ano passado e é claro que deveria ter sido dispensado no final da época passada. Mas não, o presidente deixou-o ficar, construir um plantel à sua maneira e ao fim da 1ª jornada(!) despede-o. Se isto não é de um clube de terceiro mundo, não sei o que será...
Todavia, o pior de tudo é que isto estava mesmo a ver-se há já algum tempo. A situação nunca bem esclarecida da presença do Veiga (não estava, mas estava; participou na construção do plantel, mas foi-se embora) e consequentemente a falta de um director desportivo para proteger o treinador e o balneário. A venda do Simão feita nas costas do treinador (num clube bem gerido, o treinador não pode dizer que tem pesadelos com a saída de um jogador e ele ser vendido cinco dias depois). A situação do Manuel Fernandes que, se não estava de corpo e alma no Benfica (como não estava), NUNCA deveria ter feito parte do plantel. Neste caso, já teríamos há muito tempo contratado alguém para o meio-campo e escusaríamos de ter ficado reféns da saída de um titular na véspera(!) de uma partida importantíssima. As declarações do presidente a dizer que o plantel estaria quase fechado a 2 de Julho (como se verificou...) e que no mínimo teríamos de ser campeões este ano, pondo uma pressão imensa no treinador que ele sabia estar MUITO longe de ser bem aceite pelos benfiquistas. E o presidente ter ido passar férias com o Camacho faz-me lembrar a história da mulher de César. Se isto tudo não é para minar o trabalho do treinador, não sei o que é...
O principal culpado desta situação é só um: Luís Filipe Vieira. Tomou agora a decisão mais fácil, arranjando um bode expiatório para a péssima planificação da época e para as suas próprias culpas. Não gosto que o presidente do meu clube o gira ao sabor do vento. Nem numa mercearia isso acontece. E, principalmente, não gosto que não haja todas as condições para que nós sejamos vitoriosos. Se por ventura não conseguirmos a qualificação para a Liga dos Campeões ou, pior ainda, não formos campeões, a culpa será do Camacho, que não formou o plantel? Será do Sr. Fernando Santos, que se foi embora em Agosto? Não, a margem do presidente diminuiu consideravelmente com toda esta situação. Detestaria ver um homem que tirou o Benfica da lama, que nos devolveu a grandeza que possuímos, ser recordado no futuro por ter sido mais um que delapidou o património desportivo do clube. Mas a verdade é só uma: se não conseguirmos ganhar nada este ano, a culpa tem um rosto.
Quanto ao Sr. Fernando Santos, poderia ter-se (e ter-nos) poupado de toda esta situação se tivesse tido a grandeza de carácter de ter posto o seu lugar à disposição no final da época passada. Mas não, continuou (e continuaria) agarrado ao lugar como uma lapa. Era incapaz de ver (ou não queria mesmo ver) como não tinha nenhuma margem de manobra em relação aos benfiquistas. E quando não se cria empatia entre o treinador, o plantel e os adeptos é muito difícil ganhar algo nos dias de hoje. O Trapattoni foi a excepção, porque a pressão no Benfica é muita e é bastante fácil ser-se trucidado.
O regresso do Camacho só peca por tardio. Já deveria ter acontecido há dois anos e no ano passado. Com ele temos a certeza que se acabou a rebaldaria no balneário. Os Stretenovics e os Diaz não terão lugar no plantel. Não se contratarão jogadores para emprestar logo a seguir. Os meio-lesionados não jogarão para não correrem o risco de se tornarem lesionados a longo prazo. É alguém com pulso firme, que conhece o clube e o presidente, e que se dá ao e que impõe respeito. Espero que com esta escolha não tenhamos de falar de treinadores durante umas boas épocas. Seria muito bom sinal!
P.S. 1 – A única explicação plausível para o afastamento agora do Fernando Santos é o Luís Filipe Vieira querer dar-lhe a possibilidade de ser campeão pelo Benfica. É que esta era a única maneira de isso acontecer...
P.S. 2 – O que é que estão à espera para mandar também o preparador-físico embora?! Porque é que só se fala do Fernando Santos e do Rosário, quando um dos maiores problemas do Benfica são as lesões musculares em catadupa?!
Mas porque é que não me sinto eufórico? Por uma razão muito simples: não gosto, aliás, detesto mesmo, que o presidente do Benfica tenha tido uma atitude de filho da mãe em relação ao treinador do clube. Acho lamentável este comportamento de facada nas costas. O final é bom, mas os meios utilizados são condenáveis e eu não acho de todo que os fins justifiquem os meios (caso contrário, provavelmente seria adepto do clube regional, cruzes credo!). Esta decisão peca, no mínimo, por três meses de atraso (porque no fundo o Sr. Fernando Santos NUNCA deveria ter vindo para o Benfica, infelizmente não me enganei nesta previsão). Não cumpriu NENHUM dos objectivos do ano passado e é claro que deveria ter sido dispensado no final da época passada. Mas não, o presidente deixou-o ficar, construir um plantel à sua maneira e ao fim da 1ª jornada(!) despede-o. Se isto não é de um clube de terceiro mundo, não sei o que será...
Todavia, o pior de tudo é que isto estava mesmo a ver-se há já algum tempo. A situação nunca bem esclarecida da presença do Veiga (não estava, mas estava; participou na construção do plantel, mas foi-se embora) e consequentemente a falta de um director desportivo para proteger o treinador e o balneário. A venda do Simão feita nas costas do treinador (num clube bem gerido, o treinador não pode dizer que tem pesadelos com a saída de um jogador e ele ser vendido cinco dias depois). A situação do Manuel Fernandes que, se não estava de corpo e alma no Benfica (como não estava), NUNCA deveria ter feito parte do plantel. Neste caso, já teríamos há muito tempo contratado alguém para o meio-campo e escusaríamos de ter ficado reféns da saída de um titular na véspera(!) de uma partida importantíssima. As declarações do presidente a dizer que o plantel estaria quase fechado a 2 de Julho (como se verificou...) e que no mínimo teríamos de ser campeões este ano, pondo uma pressão imensa no treinador que ele sabia estar MUITO longe de ser bem aceite pelos benfiquistas. E o presidente ter ido passar férias com o Camacho faz-me lembrar a história da mulher de César. Se isto tudo não é para minar o trabalho do treinador, não sei o que é...
O principal culpado desta situação é só um: Luís Filipe Vieira. Tomou agora a decisão mais fácil, arranjando um bode expiatório para a péssima planificação da época e para as suas próprias culpas. Não gosto que o presidente do meu clube o gira ao sabor do vento. Nem numa mercearia isso acontece. E, principalmente, não gosto que não haja todas as condições para que nós sejamos vitoriosos. Se por ventura não conseguirmos a qualificação para a Liga dos Campeões ou, pior ainda, não formos campeões, a culpa será do Camacho, que não formou o plantel? Será do Sr. Fernando Santos, que se foi embora em Agosto? Não, a margem do presidente diminuiu consideravelmente com toda esta situação. Detestaria ver um homem que tirou o Benfica da lama, que nos devolveu a grandeza que possuímos, ser recordado no futuro por ter sido mais um que delapidou o património desportivo do clube. Mas a verdade é só uma: se não conseguirmos ganhar nada este ano, a culpa tem um rosto.
Quanto ao Sr. Fernando Santos, poderia ter-se (e ter-nos) poupado de toda esta situação se tivesse tido a grandeza de carácter de ter posto o seu lugar à disposição no final da época passada. Mas não, continuou (e continuaria) agarrado ao lugar como uma lapa. Era incapaz de ver (ou não queria mesmo ver) como não tinha nenhuma margem de manobra em relação aos benfiquistas. E quando não se cria empatia entre o treinador, o plantel e os adeptos é muito difícil ganhar algo nos dias de hoje. O Trapattoni foi a excepção, porque a pressão no Benfica é muita e é bastante fácil ser-se trucidado.
O regresso do Camacho só peca por tardio. Já deveria ter acontecido há dois anos e no ano passado. Com ele temos a certeza que se acabou a rebaldaria no balneário. Os Stretenovics e os Diaz não terão lugar no plantel. Não se contratarão jogadores para emprestar logo a seguir. Os meio-lesionados não jogarão para não correrem o risco de se tornarem lesionados a longo prazo. É alguém com pulso firme, que conhece o clube e o presidente, e que se dá ao e que impõe respeito. Espero que com esta escolha não tenhamos de falar de treinadores durante umas boas épocas. Seria muito bom sinal!
P.S. 1 – A única explicação plausível para o afastamento agora do Fernando Santos é o Luís Filipe Vieira querer dar-lhe a possibilidade de ser campeão pelo Benfica. É que esta era a única maneira de isso acontecer...
P.S. 2 – O que é que estão à espera para mandar também o preparador-físico embora?! Porque é que só se fala do Fernando Santos e do Rosário, quando um dos maiores problemas do Benfica são as lesões musculares em catadupa?!
domingo, agosto 19, 2007
Expectável
1) O nosso empate (1-1) frente ao Leixões era mais que esperado face ao nosso paupérrimo início de época. E é um resultado justo, porque o Quim teve mais intervenções difíceis que o guarda-redes contrário, apesar de nós termos dominado grande parte da partida;
2) É inadmissível que se sofra um golo aos 93’ depois de se ter marcado um aos 90’! Mais inadmissível ainda é o facto de ter sido a segunda(!) oportunidade do Leixões depois do nosso golo e dos lances serem exactamente iguais: um adversário foge pela esquerda e chega à área com toda a facilidade;
3) O Bergessio não pode não acertar com a baliza quando está isolado frente ao guarda-redes a sete minutos do fim do jogo. Atire ao poste, à barra ou contra o guarda-redes, mas um pontapé de rugby naquela altura não dá para entender. E depois é o Nuno Gomes que falha golos incríveis...;
4) Como é possível o Sr. Fernando Santos ter demorado 70’(!) a perceber que o Luís Filipe estava a mais em campo? A questão de quem deve ser o defesa-direito deve ter ficado resolvida;
5) Os centrais (Katsouranis e David Luiz) foram de longe os melhores jogadores da equipa. Todos os outros estiveram fracos. O Léo e o Petit (apesar do golo) não estão em forma. O Rui Costa não pode ser sempre o salvador da pátria (mas fez o nosso melhor remate). O Nuno Assis passa a vida a jogar para o lado e para trás, mas melhorou quando foi para a direita. O Nuno Gomes está sem ritmo e o Cardozo só foi servido uma única vez(!) em condições. O Bergessio e o Fábio Coentrão não entraram nada bem na partida;
6) As declarações do Nuno Gomes à Sport TV no final da partida são paradigmáticas. O plantel não tem tido tranquilidade. As entradas e saídas sucedem-se (ao contrário do que foi prometido). É preciso URGENTEMENTE alguém que tome conta do futebol, para substituir o José Veiga. O presidente NÃO É a pessoa indicada para isso. O balneário deixou de estar blindado;
7) Estarei eternamente grato ao Luís Filipe Vieira pelo que fez pelo Benfica, mas o grande culpado deste mau início de época é ele. Para já, não deveria ter mantido o treinador. A preparação foi ridícula. Fizemos quatro(!) jogos de preparação antes do primeiro jogo oficial. O plantel, a trabalhar há um mês e meio(!), está longe de estar estabilizado (para que é que vieram o Stretenovic e o Andrés Diaz?). As questões do Simão e do Manuel Fernandes foram muito mal geridas;
8) O Sr. Fernando Santos deveria ter pedido a demissão no final da época passada. Se tivesse o mínimo de personalidade, teria pedido a demissão depois do que lhe fizeram com o Simão e, principalmente, com o Manuel Fernandes (havia de ser o Camacho...). Calou-se, ficou, mas o pior de tudo é que não se vislumbra o mínimo de evolução na equipa. Continuamos lentos ou parados, tal como no início. Faz-se uma ou duas jogadas de jeito durante 90'. Ao menos, espero que tenha a hombridade de pedir a demissão se não conseguirmos a qualificação para a Champions (mas duvido...);
9) Que eu saiba, carga de ombro não é o mesmo que cotovelada e empurrão no pescoço. Ficou um penalty por marcar sobre o Nuno Assis. De resto, não acho que o Sr. Jorge Sousa tenha estado mal, mas é um erro que acaba por ter influência no resultado;
10) Até nem desgosto da camisola rosa, mas é o terceiro jogo com ela e nem uma vitória para amostra...
2) É inadmissível que se sofra um golo aos 93’ depois de se ter marcado um aos 90’! Mais inadmissível ainda é o facto de ter sido a segunda(!) oportunidade do Leixões depois do nosso golo e dos lances serem exactamente iguais: um adversário foge pela esquerda e chega à área com toda a facilidade;
3) O Bergessio não pode não acertar com a baliza quando está isolado frente ao guarda-redes a sete minutos do fim do jogo. Atire ao poste, à barra ou contra o guarda-redes, mas um pontapé de rugby naquela altura não dá para entender. E depois é o Nuno Gomes que falha golos incríveis...;
4) Como é possível o Sr. Fernando Santos ter demorado 70’(!) a perceber que o Luís Filipe estava a mais em campo? A questão de quem deve ser o defesa-direito deve ter ficado resolvida;
5) Os centrais (Katsouranis e David Luiz) foram de longe os melhores jogadores da equipa. Todos os outros estiveram fracos. O Léo e o Petit (apesar do golo) não estão em forma. O Rui Costa não pode ser sempre o salvador da pátria (mas fez o nosso melhor remate). O Nuno Assis passa a vida a jogar para o lado e para trás, mas melhorou quando foi para a direita. O Nuno Gomes está sem ritmo e o Cardozo só foi servido uma única vez(!) em condições. O Bergessio e o Fábio Coentrão não entraram nada bem na partida;
6) As declarações do Nuno Gomes à Sport TV no final da partida são paradigmáticas. O plantel não tem tido tranquilidade. As entradas e saídas sucedem-se (ao contrário do que foi prometido). É preciso URGENTEMENTE alguém que tome conta do futebol, para substituir o José Veiga. O presidente NÃO É a pessoa indicada para isso. O balneário deixou de estar blindado;
7) Estarei eternamente grato ao Luís Filipe Vieira pelo que fez pelo Benfica, mas o grande culpado deste mau início de época é ele. Para já, não deveria ter mantido o treinador. A preparação foi ridícula. Fizemos quatro(!) jogos de preparação antes do primeiro jogo oficial. O plantel, a trabalhar há um mês e meio(!), está longe de estar estabilizado (para que é que vieram o Stretenovic e o Andrés Diaz?). As questões do Simão e do Manuel Fernandes foram muito mal geridas;
8) O Sr. Fernando Santos deveria ter pedido a demissão no final da época passada. Se tivesse o mínimo de personalidade, teria pedido a demissão depois do que lhe fizeram com o Simão e, principalmente, com o Manuel Fernandes (havia de ser o Camacho...). Calou-se, ficou, mas o pior de tudo é que não se vislumbra o mínimo de evolução na equipa. Continuamos lentos ou parados, tal como no início. Faz-se uma ou duas jogadas de jeito durante 90'. Ao menos, espero que tenha a hombridade de pedir a demissão se não conseguirmos a qualificação para a Champions (mas duvido...);
9) Que eu saiba, carga de ombro não é o mesmo que cotovelada e empurrão no pescoço. Ficou um penalty por marcar sobre o Nuno Assis. De resto, não acho que o Sr. Jorge Sousa tenha estado mal, mas é um erro que acaba por ter influência no resultado;
10) Até nem desgosto da camisola rosa, mas é o terceiro jogo com ela e nem uma vitória para amostra...
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