No entanto, infelizmente não são os jogos o que vai merecer mais destaque nos próximos tempos. Não se admite a atitude do Scolari no final da partida frente à Sérvia, em que tentou agredir um jogador contrário. Ele pode vir dizer o que quiser, mas um “empurrão” não se faz de punho fechado e de encontro à cara de alguém. Com os antecedentes disciplinares que temos (Euro 2000, João V. Pinto no Mundial da Coreia), estou mesmo a ver uma mão pesadíssima da Uefa. Tudo começou quando a poucos minutos do fim o Quaresma não devolveu aos sérvios uma bola que eles tinham enviado para fora por terem um seu jogador magoado (curioso como estas faltas de fair-play vêm quase sempre de jogadores de um determinado clube...). O que só por si é uma atitude vergonhosa, que depois foi superada pela do própria seleccionador.
Quanto ao jogo há pouco a dizer. À 4ª vez quebrei o meu saldo 100% vitorioso sempre que ia ao WC (lá terei de o retomar no fim-de-semana de 2 de Março...). Jogámos bastante mal, principalmente na 2ª parte, em que os jogadores deixaram muito cedo de tentar fazer contra-ataques para aumentar o 1-0 (golaço de livre do Simão; que saudades...) com que chegámos ao intervalo. Uma atitude inexplicável em só poderia dar no que deu. Livre para a Sérvia, muitos jogadores altos, bola para a área e empate, embora o jogador que rematou estivesse em escandalosa posição de fora-de-jogo. Mas tivéssemos nós tentado fazer algo mais do que manter o resultado e nada disto importaria. Os melhores portugueses foram o Meira, Petit e Bosingwa, sendo o Deco o expoente máximo da nulidade (mas, claro, quando saiu não teve direito a tantos assobios como o Nuno Gomes, que jogou bastante melhor que ele, tendo até atirado uma bola ao poste; gente tacanha...).
No passado sábado não pude ir à Luz por estar fora de Lisboa. Mas não perdi grande coisa. Fizemos uma má 1ª parte e chegámos ao intervalo a perder frente aos polacos. Conseguimos dar a volta ao jogo, mas um remate a 30m no último minuto, em que a bola bateu no poste e ressaltou no corpo do Ricardo para a baliza, restabeleceu no empate. O Nuno Gomes esteve bastante infeliz ao falhar três golos praticamente de baliza aberta e o melhor de Portugal foi também o Meira. Não percebo a titularidade do Bruno Alves com o Jorge Andrade no banco (será algum frete àquele que eu não menciono?). O Maniche regressou bem, tendo inclusive marcado um golo, mas o maior destaque vai para o golão do Cristiano Ronaldo, que até nem estava a fazer uma partida por aí além.
Muito se fala da falta de “margem de manobra”, mas será um escândalo se não nos qualificarmos para o Europeu. No entanto, depois de exibições deste calibre já não digo nada...









