segunda-feira, agosto 13, 2007
Incompreensível
Manuel Fernandes está de volta ao Everton
Era preciso chegar à véspera(!) de um dos jogos mais importantes da época para deixar isto acontecer?! Como é que se planeia uma época desta maneira? O homem jogou em todos os jogos de pré-época, seria titular mais que absoluto durante o campeonato, já está numa óptima forma e agora vai embora assim? Estrutura-se a equipa a contar com ele e não se previu esta situação? Bastaria um clube aparecer com 9 milhões de euros e adeus, mesmo que fosse na véspera da pré-eliminatória da Liga dos Campeões? Então ele faz a pré-época a titular, mas depois já não quer estar aqui? Das duas, uma: ou se assumia que o jogador queria sair e aí nem faria parte do plantel, ou então ter-se-ia impedindo uma situação destas (não havia ainda mais 20 milhões para contratações? Este só custava 9).
O balneário volta a ter uma porta giratória. Parece que andam a brincar connosco...
P.S. – Espero que amanhã acorde e que isto tenha sido tudo um pesadelo...
Era preciso chegar à véspera(!) de um dos jogos mais importantes da época para deixar isto acontecer?! Como é que se planeia uma época desta maneira? O homem jogou em todos os jogos de pré-época, seria titular mais que absoluto durante o campeonato, já está numa óptima forma e agora vai embora assim? Estrutura-se a equipa a contar com ele e não se previu esta situação? Bastaria um clube aparecer com 9 milhões de euros e adeus, mesmo que fosse na véspera da pré-eliminatória da Liga dos Campeões? Então ele faz a pré-época a titular, mas depois já não quer estar aqui? Das duas, uma: ou se assumia que o jogador queria sair e aí nem faria parte do plantel, ou então ter-se-ia impedindo uma situação destas (não havia ainda mais 20 milhões para contratações? Este só custava 9).
O balneário volta a ter uma porta giratória. Parece que andam a brincar connosco...
P.S. – Espero que amanhã acorde e que isto tenha sido tudo um pesadelo...
quinta-feira, agosto 09, 2007
Relembrar XVII – Falhanços III
Dois meses antes de justificar a sua contratação pelo Glorioso ao apontar o golo do empate aos 88’ frente ao clube regional nos oitavos-de-final da Taça de Portugal de 1992/93 (em que aconteceu esta e esta vergonha), quando naturalmente já alinhávamos com 10, que nos permitiu fazer o jogo de desempate na Luz (onde ganhámos por 2-0), o russo Mostovoi conseguiu falhar este golo nesse mesmo estádio. Foi numa partida para o campeonato arbitrada pelo Sr. Veiga Trigo em que perdemos por 1-0 com um golo de penalty aos 85’, já depois de o clube regional ter falhado outro penalty na 1ª parte. Eram os saudosos tempos do Apito Dourado, em que era impossível conseguir ganhar naquele estádio. Este jogo ficou ainda marcado por um intenso nevoeiro que quase o colocou em causa e, salvo erro, foi a primeira vez que uma televisão privada (a SIC) transmitiu em directo um jogo entre os grandes para o campeonato.
Ainda hoje estou para perceber como é que se falha um golo destes a meio metro da pequena-área...
Ainda hoje estou para perceber como é que se falha um golo destes a meio metro da pequena-área...
segunda-feira, agosto 06, 2007
Melhorzinho
Lá ganhámos o primeiro jogo da pré-época e conquistámos o Torneio do Guadiana aos lagartos. Vencemos por 1-0 com um grande golo de cabeça do David Luiz a 10’ do fim, na sequência de um livre muito bem apontado pelo Manuel Fernandes. Independentemente do resultado, jogámos um pouco melhor do que em jogos anteriores, mas estes tinham sido tão fracos que não é caso para se festejar muito o aumento de produção.
A partida foi equilibrada, mas o que é certo é que as duas grandes defesas foram do Stojkovic (e que defesas!) ambas a remates do Bergessio. Na 1ª parte demos algum espaço aos lagartos à entrada da nossa área, o que permitiu alguns remates dispensáveis, que felizmente não tiveram grande perigo. Em termos atacantes voltámos a demonstrar debilidades, até porque o Rui Costa ficou no banco e o Nuno Assis levou um toque no Egipto, não estando na sua melhor condição. Já se sabe que o Katsouranis não é propriamente um condutor de jogo e, como o Manuel Fernandes esteve uns furos abaixo das partidas anteriores, não conseguíamos ser consequentes no ataque. As coisas melhoraram com a entrada do maestro e, principalmente, do Fábio Coentrão a meio da 2ª parte. O miúdo mostra-se cada vez melhor de jogo para jogo e a falta de que resultou o golo foi feita sobre ele. Para além disso, não tem receio em enfrentar os adversários e tecnicamente é bastante bom.
Todavia, o nosso melhor jogador foi sem dúvida o David Luiz. Marcou o golo que nos deu a vitória e nesta altura é o nosso defesa mais importante. São raros os lances em que é batido e demonstra uma raça enorme. Também gostei do Quim, que esteve muito seguro e efectuou duas defesas muito boas. O Luís Filipe foi titular em vez do Nélson e cumpriu bem em termos defensivos, mas fez dois centros para... trás da baliza. O Luisão melhorou em relação ao jogo frente ao Bétis, mas ainda não é o Luisão a que estamos habituados. O Léo foi o relógio suíço habitual, mas o Petit ainda não está au point. O Katsouranis foi melhor defesa-central do que centro-campista, porque tem a péssima tendência de jogar sempre para o lado e para trás, impedindo a criação de desequilíbrios atacantes. O Nuno Assis esteve mais interventivo na 2ª parte e aumentou de produção com a entrada do Rui Costa, que confere logo à equipa uma referência imprescindível para conduzir o jogo. No ataque, o Mantorras demonstrou a razão pela qual só pode ser utilizado a meio das segundas partes, já que foi uma nulidade, enquanto o Bergessio fez o melhor jogo pelo Benfica até agora. Para além dos dois remates que já referi, ainda teve outro de muito longe em que a bola não saiu muito por cima da barra. Mostrou claramente que é na posição de segundo avançado que rende mais e não na de extremo-direito.
Este resultado serviu essencialmente para aumentar a confiança, porque o próximo jogo é já a 1ª mão da Champions. Estamos melhor, mas ainda muito distantes de um nível que nos deixe descansados em relação à qualificação para a fase de grupos. E é impensável ficarmos de fora dessa fase. Esperemos que com o plantel completo a equipa comece a produzir mais e de uma maneira mais consistente.
P.S. – Não percebo como é que a pouco mais de uma semana da pré-eliminatória se deixa o Freddy Adu ir aos E.U.A. durante cinco(!) dias para tratar da sua mudança para Portugal e se permita que ele perca os últimos jogos de preparação antes dessa partida decisiva... Tendo ele só efectuado um(!) treino com os novos companheiros. Não bastava já termos o Nuno Gomes, Di Maria e Cardozo lesionados?!
A partida foi equilibrada, mas o que é certo é que as duas grandes defesas foram do Stojkovic (e que defesas!) ambas a remates do Bergessio. Na 1ª parte demos algum espaço aos lagartos à entrada da nossa área, o que permitiu alguns remates dispensáveis, que felizmente não tiveram grande perigo. Em termos atacantes voltámos a demonstrar debilidades, até porque o Rui Costa ficou no banco e o Nuno Assis levou um toque no Egipto, não estando na sua melhor condição. Já se sabe que o Katsouranis não é propriamente um condutor de jogo e, como o Manuel Fernandes esteve uns furos abaixo das partidas anteriores, não conseguíamos ser consequentes no ataque. As coisas melhoraram com a entrada do maestro e, principalmente, do Fábio Coentrão a meio da 2ª parte. O miúdo mostra-se cada vez melhor de jogo para jogo e a falta de que resultou o golo foi feita sobre ele. Para além disso, não tem receio em enfrentar os adversários e tecnicamente é bastante bom.
Todavia, o nosso melhor jogador foi sem dúvida o David Luiz. Marcou o golo que nos deu a vitória e nesta altura é o nosso defesa mais importante. São raros os lances em que é batido e demonstra uma raça enorme. Também gostei do Quim, que esteve muito seguro e efectuou duas defesas muito boas. O Luís Filipe foi titular em vez do Nélson e cumpriu bem em termos defensivos, mas fez dois centros para... trás da baliza. O Luisão melhorou em relação ao jogo frente ao Bétis, mas ainda não é o Luisão a que estamos habituados. O Léo foi o relógio suíço habitual, mas o Petit ainda não está au point. O Katsouranis foi melhor defesa-central do que centro-campista, porque tem a péssima tendência de jogar sempre para o lado e para trás, impedindo a criação de desequilíbrios atacantes. O Nuno Assis esteve mais interventivo na 2ª parte e aumentou de produção com a entrada do Rui Costa, que confere logo à equipa uma referência imprescindível para conduzir o jogo. No ataque, o Mantorras demonstrou a razão pela qual só pode ser utilizado a meio das segundas partes, já que foi uma nulidade, enquanto o Bergessio fez o melhor jogo pelo Benfica até agora. Para além dos dois remates que já referi, ainda teve outro de muito longe em que a bola não saiu muito por cima da barra. Mostrou claramente que é na posição de segundo avançado que rende mais e não na de extremo-direito.
Este resultado serviu essencialmente para aumentar a confiança, porque o próximo jogo é já a 1ª mão da Champions. Estamos melhor, mas ainda muito distantes de um nível que nos deixe descansados em relação à qualificação para a fase de grupos. E é impensável ficarmos de fora dessa fase. Esperemos que com o plantel completo a equipa comece a produzir mais e de uma maneira mais consistente.
P.S. – Não percebo como é que a pouco mais de uma semana da pré-eliminatória se deixa o Freddy Adu ir aos E.U.A. durante cinco(!) dias para tratar da sua mudança para Portugal e se permita que ele perca os últimos jogos de preparação antes dessa partida decisiva... Tendo ele só efectuado um(!) treino com os novos companheiros. Não bastava já termos o Nuno Gomes, Di Maria e Cardozo lesionados?!
sábado, agosto 04, 2007
Lento
Ok, eu sei que vamos ter dois jogos em três dias, mas a velocidade que apresentámos hoje (na continuação da que temos mostrado em jogos anteriores) no empate 0-0 frente ao Bétis é demasiado baixa para quem daqui a 10 dias vai jogar a 1ª mão da pré-eliminatória da Champions. O aspecto positivo é que não sofremos golos, mas em termos atacantes sentiu-se demasiado a falta do Cardozo (lesionado).
Padecemos de um mal congénito que é a falta de aceleração no meio-campo atacante, o que impossibilita a criação de desequilíbrios, já que damos imenso tempo à defesa contrária para se organizar. Na 1ª parte ainda tivemos duas ou três jogadas interessantes, mas não pusemos à prova o guarda-redes, porque os remates saíram invariavelmente ao lado ou por cima. Na 2ª estivemos pior, facto a que não será alheio as substituições que fizemos. Controlámos razoavelmente o ataque contrário que também não me pareceu muito forte, mas sentimos sempre imensas dificuldades para construir jogo atacante, quer no modelo 4-3-3 quer no 4-4-2 em losango. Falta um jogador que desequilibre em velocidade, que espero seja o caso do Di Maria ou do Adu.
Em termos individuais mais uma vez não houve ninguém que se salientasse muito. O melhor terá sido o David Luiz, que se mostra em bastante melhor forma que o Luisão, que hoje se fartou de complicar. O Manuel Fernandes é o nosso melhor reforço este ano e esteve a um nível semelhante ao dos jogos anteriores, o que é bom. O Nélson, finalmente com concorrência, vai ter que melhorar rapidamente, porque a continuar a oferecer bolas ao adversário na nossa zona defensiva perderá rapidamente o lugar para o Luís Filipe, que entrou bem na 2ª parte e fez dois bons centros (espero que sejam para continuar). O Petit só jogou a 1ª parte, mas entre ele e o Katsouranis, que o substituiu, não se notaram grandes diferenças. O Rui Costa, ao invés, jogou os 90’ e não esteve mal, mas a partir de metade da 2ª parte baixou claramente o nível. No ataque, o Dabao entrou de início, mas mostrou que ainda precisa de ser trabalhado. O Mantorras, que alinhou nos segundos 45 minutos, esteve mais em jogo, mas continua trapalhão. Como extremos alinharam o Fábio Coentrão e o Bergessio. O português voltou a mostrar bons pormenores, embora tenha que se mentalizar que é melhor rematar à baliza do que se atirar para o chão, enquanto o argentino me continua a desiludir. Provavelmente não será extremo-direito, mas é um jogador que joga demasiado ao primeiro toque, libertando-se rapidamente da bola, quando a posição em que alinha requer que por vezes a conserve mais. No entanto, há que dizer que luta durante o tempo todo. O Zoro, que entrou ao intervalo para o lugar do Luisão, até estava a fazer uma partida razoável (dentro do seu estilo varredor) quando teve uma lesão muscular e o Butt praticamente não teve trabalho. Nos penalties no final do jogo também houve empate 4-4, tendo o Butt defendido um e o Miguelito falhado o último que nos daria a vitória.
No domingo defrontamos os lagartos e é bom que a qualidade do nosso futebol melhore. Já se sabe que uma partida frente a eles nunca é somente mais um jogo e será bom que não repitamos a gracinha do ano passado.
P.S. 1 – Vamos defrontar o Copenhaga ou o Beitar de Jerusalém na pré-eliminatória da Champions. Os dinamarqueses estão em vantagem, porque ganharam por 1-0 e são os favoritos. Para além disso, têm mais rodagem, porque já vão com três jornadas no seu campeonato. Continuam com o Grønkjær e o Allbäck, mas nós defrontámo-los no ano passado e mostrámos que somos mais fortes. Qualquer que seja o adversário, temos OBRIGAÇÃO de o ultrapassar. É preciso conseguir um bom resultado na 1ª mão (em casa) para fazer uma viagem sossegada na 2ª.
P.S. 2 – O “seu a seu dono”. Disse aqui que achava que o Di Maria não seria o jogador que iria fazer comprar mais cativos. Mas o jogador que o presidente referiu nessa conversa, percebeu-se agora, era o Freddy Adu. E espero sinceramente que ele seja mesmo capaz de levantar o estádio.
Padecemos de um mal congénito que é a falta de aceleração no meio-campo atacante, o que impossibilita a criação de desequilíbrios, já que damos imenso tempo à defesa contrária para se organizar. Na 1ª parte ainda tivemos duas ou três jogadas interessantes, mas não pusemos à prova o guarda-redes, porque os remates saíram invariavelmente ao lado ou por cima. Na 2ª estivemos pior, facto a que não será alheio as substituições que fizemos. Controlámos razoavelmente o ataque contrário que também não me pareceu muito forte, mas sentimos sempre imensas dificuldades para construir jogo atacante, quer no modelo 4-3-3 quer no 4-4-2 em losango. Falta um jogador que desequilibre em velocidade, que espero seja o caso do Di Maria ou do Adu.
Em termos individuais mais uma vez não houve ninguém que se salientasse muito. O melhor terá sido o David Luiz, que se mostra em bastante melhor forma que o Luisão, que hoje se fartou de complicar. O Manuel Fernandes é o nosso melhor reforço este ano e esteve a um nível semelhante ao dos jogos anteriores, o que é bom. O Nélson, finalmente com concorrência, vai ter que melhorar rapidamente, porque a continuar a oferecer bolas ao adversário na nossa zona defensiva perderá rapidamente o lugar para o Luís Filipe, que entrou bem na 2ª parte e fez dois bons centros (espero que sejam para continuar). O Petit só jogou a 1ª parte, mas entre ele e o Katsouranis, que o substituiu, não se notaram grandes diferenças. O Rui Costa, ao invés, jogou os 90’ e não esteve mal, mas a partir de metade da 2ª parte baixou claramente o nível. No ataque, o Dabao entrou de início, mas mostrou que ainda precisa de ser trabalhado. O Mantorras, que alinhou nos segundos 45 minutos, esteve mais em jogo, mas continua trapalhão. Como extremos alinharam o Fábio Coentrão e o Bergessio. O português voltou a mostrar bons pormenores, embora tenha que se mentalizar que é melhor rematar à baliza do que se atirar para o chão, enquanto o argentino me continua a desiludir. Provavelmente não será extremo-direito, mas é um jogador que joga demasiado ao primeiro toque, libertando-se rapidamente da bola, quando a posição em que alinha requer que por vezes a conserve mais. No entanto, há que dizer que luta durante o tempo todo. O Zoro, que entrou ao intervalo para o lugar do Luisão, até estava a fazer uma partida razoável (dentro do seu estilo varredor) quando teve uma lesão muscular e o Butt praticamente não teve trabalho. Nos penalties no final do jogo também houve empate 4-4, tendo o Butt defendido um e o Miguelito falhado o último que nos daria a vitória.
No domingo defrontamos os lagartos e é bom que a qualidade do nosso futebol melhore. Já se sabe que uma partida frente a eles nunca é somente mais um jogo e será bom que não repitamos a gracinha do ano passado.
P.S. 1 – Vamos defrontar o Copenhaga ou o Beitar de Jerusalém na pré-eliminatória da Champions. Os dinamarqueses estão em vantagem, porque ganharam por 1-0 e são os favoritos. Para além disso, têm mais rodagem, porque já vão com três jornadas no seu campeonato. Continuam com o Grønkjær e o Allbäck, mas nós defrontámo-los no ano passado e mostrámos que somos mais fortes. Qualquer que seja o adversário, temos OBRIGAÇÃO de o ultrapassar. É preciso conseguir um bom resultado na 1ª mão (em casa) para fazer uma viagem sossegada na 2ª.
P.S. 2 – O “seu a seu dono”. Disse aqui que achava que o Di Maria não seria o jogador que iria fazer comprar mais cativos. Mas o jogador que o presidente referiu nessa conversa, percebeu-se agora, era o Freddy Adu. E espero sinceramente que ele seja mesmo capaz de levantar o estádio.
segunda-feira, julho 30, 2007
Devagar, devagarinho
Interrompi a minha praia algarvia para ver o Glorioso a jogar no Egipto, mas mais valia que não o tivesse feito. Perdemos por 1-2 e regredimos em termos exibicionais em relação ao jogo na Roménia. Para além disso, e o que é pior, mostrámos quão órfãos ficámos do Simão. O jogo decorreu a duas velocidades (devagar e parado), o Al Ahly está longe de ser uma equipa temível, mas nós nunca tivemos velocidade e fomos muito fraquinhos.
O Fernando Santos recorreu ao Butt na baliza, no losango do meio-campo jogaram o Petit, Katsouranis, Manuel Fernandes e o regressado Nuno Assis, tendo ficado o maestro no banco, e o ataque voltou a ser sul-americano. O jogo começou praticamente com o penalty (muito duvidoso) assinalado por falta do Luisão e consequente 0-1. O Al Ahly pouco mais fez durante a 1ª parte, mas nós a mesma coisa. Só na parte final acelerámos um pouco e criámos perigo através do Bergessio (no único lance de jeito que teve), com um excelente remate para defesa do guarda-redes, e do Cardozo, numa óptima rotação em que o remate saiu infelizmente à figura.
Na 2ª parte, com o Rui Costa em campo, melhorámos claramente e foi sem surpresa que chegámos ao empate, através de um passe deste para o Nuno Assis finalizar de primeira. Infelizmente a melhoria exibicional não durou o segundo tempo todo, mas teria chegado para (pelo menos) empatar o jogo, não fosse o Nélson cometer uma suprema burrice num atraso despropositado, que isolou um adversário para fazer o 1-2. Até final, e ainda faltavam cerca de 25’, não conseguimos ser mais perigosos e acabámos mesmo por perder o jogo.
Em termos individuais não houve um jogador que sobressaísse muito em relação aos outros. O Nuno Assis mostrou alguma dinâmica e a entrada do Rui Costa fez com que procurássemos a baliza com mais clarividência. O Petit exibiu alguma da raça habitual e não há dúvida que o Cardozo é bom jogador, apesar de ter estado menos vistoso que na Roménia. O Manuel Fernandes é titular indiscutível, ao contrário, por este andar, do Katsouranis que continua a evidenciar uma lentidão exasperante. O Bergessio continua a mostrar muito pouco, além de me parecer pesado e com pouco pique, e na defesa o Luisão precisa de melhorar a forma, o Nélson de ter rapidamente um concorrente e o David Luiz e o Léo terão lugar cativo. Não deu para ver grandes coisas nos guarda-redes, porque os egípcios não foram muito perigosos. Em relação aos que entraram na 2ª parte, o Fábio Coentrão ainda está um pouco verde, o Zoro irá ver um amarelo em cada jogo que fizer, o Manú praticamente nem se viu e o Mantorras precisa de mais minutos de jogo, assim como o Dabao.
Não foi um bom teste e vamos ver como nos portamos no Torneio do Guadiana. Diz-se que na pré-época os resultados não são o mais importante, mas precisamos rapidamente de começar a ganhar jogos ou a confiança começa a diminuir. E não podemos dar-nos ao luxo de ter um mau arranque de época.
O Fernando Santos recorreu ao Butt na baliza, no losango do meio-campo jogaram o Petit, Katsouranis, Manuel Fernandes e o regressado Nuno Assis, tendo ficado o maestro no banco, e o ataque voltou a ser sul-americano. O jogo começou praticamente com o penalty (muito duvidoso) assinalado por falta do Luisão e consequente 0-1. O Al Ahly pouco mais fez durante a 1ª parte, mas nós a mesma coisa. Só na parte final acelerámos um pouco e criámos perigo através do Bergessio (no único lance de jeito que teve), com um excelente remate para defesa do guarda-redes, e do Cardozo, numa óptima rotação em que o remate saiu infelizmente à figura.
Na 2ª parte, com o Rui Costa em campo, melhorámos claramente e foi sem surpresa que chegámos ao empate, através de um passe deste para o Nuno Assis finalizar de primeira. Infelizmente a melhoria exibicional não durou o segundo tempo todo, mas teria chegado para (pelo menos) empatar o jogo, não fosse o Nélson cometer uma suprema burrice num atraso despropositado, que isolou um adversário para fazer o 1-2. Até final, e ainda faltavam cerca de 25’, não conseguimos ser mais perigosos e acabámos mesmo por perder o jogo.
Em termos individuais não houve um jogador que sobressaísse muito em relação aos outros. O Nuno Assis mostrou alguma dinâmica e a entrada do Rui Costa fez com que procurássemos a baliza com mais clarividência. O Petit exibiu alguma da raça habitual e não há dúvida que o Cardozo é bom jogador, apesar de ter estado menos vistoso que na Roménia. O Manuel Fernandes é titular indiscutível, ao contrário, por este andar, do Katsouranis que continua a evidenciar uma lentidão exasperante. O Bergessio continua a mostrar muito pouco, além de me parecer pesado e com pouco pique, e na defesa o Luisão precisa de melhorar a forma, o Nélson de ter rapidamente um concorrente e o David Luiz e o Léo terão lugar cativo. Não deu para ver grandes coisas nos guarda-redes, porque os egípcios não foram muito perigosos. Em relação aos que entraram na 2ª parte, o Fábio Coentrão ainda está um pouco verde, o Zoro irá ver um amarelo em cada jogo que fizer, o Manú praticamente nem se viu e o Mantorras precisa de mais minutos de jogo, assim como o Dabao.
Não foi um bom teste e vamos ver como nos portamos no Torneio do Guadiana. Diz-se que na pré-época os resultados não são o mais importante, mas precisamos rapidamente de começar a ganhar jogos ou a confiança começa a diminuir. E não podemos dar-nos ao luxo de ter um mau arranque de época.
sexta-feira, julho 27, 2007
Obrigado Simão
Embora a notícia já fosse esperada desde 3ª feira, ainda me estou a recompor do choque que vai ser ver o Benfica sem o Simão. Foi um grande profissional e de longe o nosso melhor jogador nos últimos seis anos. E foi também importante para o futebol português, porque se não se tivesse lesionado gravemente na selecção logo no primeiro ano de Benfica, o clube regional não teria ganho a Taça Uefa na época seguinte. Podíamos sempre esperar qualquer coisa de diferente, sempre que a bola lhe chegava aos pés. A sua capacidade de acelerar o jogo era única e julgo que é disso que iremos sentir mais falta. Por outro lado, era bom festejar cada penalty a nosso favor como se de um golo se tratasse, porque em 95% dos casos era isso mesmo que acontecia (que me lembre só falhou três penalties pelo Glorioso: contra o Belenenses no Torneio do Guadiana, Nacional para a Taça de Portugal e Gil Vicente). E nos livres directos a expectativa também era grande, embora sem o galáctico índice de concretização do Van Hooijdonk. Pelas grandes memórias de Manchester, Liverpool, Estádio Nacional contra o clube regional, Luz contra os lagartos para a Taça e por não tremer no penalty do Bessa, só me resta agradecer-lhe profundamente.
Percebo que a saída fosse inevitável, mas não compreendo a opção pelo Atlético de Madrid. Vai auferir o dobro do que ganhava na Luz, mas ou muito me engano ou vai passar cinco anos sem ganhar nenhum título. Um jogador como o Simão merecia uma equipa com mais nome na Europa e que não se limitasse a lutar por um lugar na Uefa. Trocar o maior clube do mundo pelo Belenenses de Espanha parece-me descer de cavalo para burro, mas ele é que sabe. De qualquer modo, e porque não tive, não tenho e jamais terei a memória curta, desejo-lhe toda a sorte do mundo.
De qualquer maneira, não posso deixar de concordar com muito do que já li por alguns blogs benfiquistas. Estarei sempre grato ao Simão, mas nunca o senti como um verdadeiro benfiquista. Como um dos nossos. Como é o Nuno Gomes, o Petit, o Luisão e, acima de todos, o INCOMPARÁVEL Rui Costa. Nada de mal nisso, se o rendimento for o que o Simão sempre mostrou, todavia este facto atenua-me um pouco a pena de o ver sair. Até porque a iniciativa de deixar o Glorioso partiu dele e quando assim é pouco há a fazer. O episódio da braçadeira foi sempre uma pedra no sapato, assim como as constantes novelas de final de época. No entanto, tenho que referir que, à semelhança do João V. Pinto, nunca o vi fazer um frete em campo. Podia haver jogos que não lhe saíam tão bem, mas sempre lutou os 90 minutos e qualquer que fosse o resultado (recordo-me de um lance na Amadora nos minutos finais das meias-finais da Taça, quando já ganhávamos por 3-0, em que o Simão pressionou um adversário no meio-campo deles como se estivéssemos a perder). Mas o que me leva a dizer que nunca o senti como um verdadeiro benfiquista é um gesto muito simples: raramente era ele que chamava os companheiros para a saudação aos adeptos no final dos jogos na Luz. Era quase sempre o Luisão, Petit e Nuno Gomes. Podia ser feitio, mas para mim é defeito.
P.S. – Não tenho por hábito emitir opinião sobre jogadores antes de os ver jogar, mas disseram-nos que o substituto de Simão poderia fazer aumentar a venda de cativos. Foi talvez só uma boca presidencial, mas não acho que seja com o Angel Di Maria e o Andrés Díaz que isso vá suceder, pelo menos no imediato. O primeiro tem 19 anos e, apesar de ter feito um bom Mundial de Sub-20 (não esquecer que o melhor jogador do Portugal 91 foi o... Peixe e o 3º foi o... Paulo Torres), precisará certamente de se ambientar. O segundo, ao que se pode ler, não era titular indiscutível do seu clube, além de ter ficado sem jogar durante um mês por “problemas pessoais”. Não é um bom cartão de visita, mas esperemos que o desminta em campo.
Percebo que a saída fosse inevitável, mas não compreendo a opção pelo Atlético de Madrid. Vai auferir o dobro do que ganhava na Luz, mas ou muito me engano ou vai passar cinco anos sem ganhar nenhum título. Um jogador como o Simão merecia uma equipa com mais nome na Europa e que não se limitasse a lutar por um lugar na Uefa. Trocar o maior clube do mundo pelo Belenenses de Espanha parece-me descer de cavalo para burro, mas ele é que sabe. De qualquer modo, e porque não tive, não tenho e jamais terei a memória curta, desejo-lhe toda a sorte do mundo.
De qualquer maneira, não posso deixar de concordar com muito do que já li por alguns blogs benfiquistas. Estarei sempre grato ao Simão, mas nunca o senti como um verdadeiro benfiquista. Como um dos nossos. Como é o Nuno Gomes, o Petit, o Luisão e, acima de todos, o INCOMPARÁVEL Rui Costa. Nada de mal nisso, se o rendimento for o que o Simão sempre mostrou, todavia este facto atenua-me um pouco a pena de o ver sair. Até porque a iniciativa de deixar o Glorioso partiu dele e quando assim é pouco há a fazer. O episódio da braçadeira foi sempre uma pedra no sapato, assim como as constantes novelas de final de época. No entanto, tenho que referir que, à semelhança do João V. Pinto, nunca o vi fazer um frete em campo. Podia haver jogos que não lhe saíam tão bem, mas sempre lutou os 90 minutos e qualquer que fosse o resultado (recordo-me de um lance na Amadora nos minutos finais das meias-finais da Taça, quando já ganhávamos por 3-0, em que o Simão pressionou um adversário no meio-campo deles como se estivéssemos a perder). Mas o que me leva a dizer que nunca o senti como um verdadeiro benfiquista é um gesto muito simples: raramente era ele que chamava os companheiros para a saudação aos adeptos no final dos jogos na Luz. Era quase sempre o Luisão, Petit e Nuno Gomes. Podia ser feitio, mas para mim é defeito.
P.S. – Não tenho por hábito emitir opinião sobre jogadores antes de os ver jogar, mas disseram-nos que o substituto de Simão poderia fazer aumentar a venda de cativos. Foi talvez só uma boca presidencial, mas não acho que seja com o Angel Di Maria e o Andrés Díaz que isso vá suceder, pelo menos no imediato. O primeiro tem 19 anos e, apesar de ter feito um bom Mundial de Sub-20 (não esquecer que o melhor jogador do Portugal 91 foi o... Peixe e o 3º foi o... Paulo Torres), precisará certamente de se ambientar. O segundo, ao que se pode ler, não era titular indiscutível do seu clube, além de ter ficado sem jogar durante um mês por “problemas pessoais”. Não é um bom cartão de visita, mas esperemos que o desminta em campo.
quarta-feira, julho 25, 2007
Etapas
Equipa de Morgado concluiu 53 inquéritos, dos quais 20 resultam em acusações
Primeiro era suspeito, depois arguido, agora acusado (três vezes). Só falta ser réu e a seguir condenado. Entretanto, aguarda-se obviamente a sua irradiação do dirigismo desportivo para que possamos respirar outro ar. Até lá, tudo continua muito pestilento. Esperemos que a verdade desportiva, que há mais de 20 anos é falsificada, reapareça finalmente o mais depressa possível. Ah, e que os títulos que o seu clube comprou, perdão, conquistou (incluindo, é claro, os internacionais) lhe sejam retirados. Que eu saiba o Marselha não é considerado campeão europeu.
Quando a melhor defesa é argumentar a vingança amorosa da ex-concubina ou que Maria José Morgado não tem poderes (!) para proferir as acusações, não é preciso acrescentar mais nada. Só não vê quem não quer. Ou quem é burro.
Primeiro era suspeito, depois arguido, agora acusado (três vezes). Só falta ser réu e a seguir condenado. Entretanto, aguarda-se obviamente a sua irradiação do dirigismo desportivo para que possamos respirar outro ar. Até lá, tudo continua muito pestilento. Esperemos que a verdade desportiva, que há mais de 20 anos é falsificada, reapareça finalmente o mais depressa possível. Ah, e que os títulos que o seu clube comprou, perdão, conquistou (incluindo, é claro, os internacionais) lhe sejam retirados. Que eu saiba o Marselha não é considerado campeão europeu.
Quando a melhor defesa é argumentar a vingança amorosa da ex-concubina ou que Maria José Morgado não tem poderes (!) para proferir as acusações, não é preciso acrescentar mais nada. Só não vê quem não quer. Ou quem é burro.
domingo, julho 22, 2007
Longa foi a espera
Quase dois meses depois tivemos o privilégio de ver o Glorioso jogar outra vez. Até que enfim! Empatámos na Roménia com o Cluj (2-2), mas a principal notícia é se confirmou que contratámos um GRANDE ponta-de-lança. Eu sei que um jogo bom todos os jogadores têm (e um mau também), mas, tal como disse aqui logo na estreia de um jogador que nos deixou saudades, este não engana. É MESMO bom! Marcou um golão e fez mais (pelo menos) quatro remates à baliza dos quais só um passou por cima da barra. Para além disso, tem um óptimo toque de bola, ganha muitas bolas de cabeça no ataque e quando a recebe de costas para a baliza o seu pensamento é logo virar-se para rematar (o que fez pelo menos duas vezes). Enfim, foi desta que acertámos na mouche. Má sorte daqueles que embandeiraram em arco com a sua actuação no 1º jogo do Paraguai na Copa América...
A equipa foi a esperada, com as ausências por diferentes motivos de indiscutíveis como o Léo, Nélson, Petit e Nuno Gomes, às quais se juntou o Nuno Assis. O Zoro actuou a lateral-direito, o Miguelito a esquerdo e a dupla de sul-americanos formou o ataque. Outro grande destaque tem que ir para o Manuel Fernandes, que voltou de Inglaterra ainda melhor jogador do que era antes. Vai ser inquestionavelmente um dos indiscutíveis no meio-campo. Está muito mais possante, mais confiante e com maior participação no jogo ofensivo da equipa. O Simão e o Rui Costa não sabem jogar mal, mas ainda podem fazer melhor, se bem que o nº 10 tenha marcado um bom golo. O David Luiz parece igualmente em boa forma, ao contrário do Luisão, se bem que este tenha feito o primeiro jogo desde Março(!), o que torna compreensível esta não tão boa actuação. Na 2ª parte, gostei igualmente do Fábio Coentrão, que se mantiver a cabeça no lugar pode ser um caso sério, e do Romeu Ribeiro que entrou muito bem para o meio-campo. A rever e com o benefício da dúvida estão o Bergessio e o Zoro. O primeiro esteve muito discreto, apesar de um ou dois bons toques, enquanto o segundo já se percebeu que não é lateral-direito, tornando muito urgente a contratação de alguém para dar luta ao Nélson. Quanto ao Stretenovic não acho igualmente que seja hipótese para lateral-direito. Alcides já tivemos um nessa posição e já bastou. Restará vê-lo a central, mas confesso que não fiquei muito entusiasmado com o que vi.
Não gostei do Katsouranis (muito lento e com culpas no primeiro golo deles, já que não acompanhou o adversário que ficou livre à entrada da área para o remate), do Miguelito (grandes dificuldades para marcar o Semedo) e do Butt (que, apesar de ter feito uma boa defesa no final, sofreu um golo “à Moretto”). Os restantes jogadores estiveram a um nível mediano, o que se entende dado que estamos no início da época.
Todos os quatro golos aconteceram na 2ª parte, mas na 1ª o Cluj esteve melhor que nós. Falhámos alguns passes fáceis que hipotecaram possíveis contra-ataques e estivemos algo lentos na transição para o ataque. Na 2ª melhorámos (a que não é alheio a melhoria que teve igualmente o Rui Costa) e passámos a mandar no jogo. Foi pena a falha do Butt, já que estou convencido que sem ela o resultado teria sido 2-1 a nosso favor. O que parece inegável é que temos um plantel com bastantes mais soluções do que no ano passado, queira o Fernando Santos dar oportunidades a todos. Basta só ver a lista dos que não actuaram nesta partida. Pode ter sido só do entusiasmo de ver o Benfica outra vez, mas acho que já estamos a um nível aceitável para primeiro jogo da época e com o 3º classificado da 1ª Divisão romena. Agora o que não tenho dúvidas é que o Cardozo foi uma GRANDE aquisição!
A equipa foi a esperada, com as ausências por diferentes motivos de indiscutíveis como o Léo, Nélson, Petit e Nuno Gomes, às quais se juntou o Nuno Assis. O Zoro actuou a lateral-direito, o Miguelito a esquerdo e a dupla de sul-americanos formou o ataque. Outro grande destaque tem que ir para o Manuel Fernandes, que voltou de Inglaterra ainda melhor jogador do que era antes. Vai ser inquestionavelmente um dos indiscutíveis no meio-campo. Está muito mais possante, mais confiante e com maior participação no jogo ofensivo da equipa. O Simão e o Rui Costa não sabem jogar mal, mas ainda podem fazer melhor, se bem que o nº 10 tenha marcado um bom golo. O David Luiz parece igualmente em boa forma, ao contrário do Luisão, se bem que este tenha feito o primeiro jogo desde Março(!), o que torna compreensível esta não tão boa actuação. Na 2ª parte, gostei igualmente do Fábio Coentrão, que se mantiver a cabeça no lugar pode ser um caso sério, e do Romeu Ribeiro que entrou muito bem para o meio-campo. A rever e com o benefício da dúvida estão o Bergessio e o Zoro. O primeiro esteve muito discreto, apesar de um ou dois bons toques, enquanto o segundo já se percebeu que não é lateral-direito, tornando muito urgente a contratação de alguém para dar luta ao Nélson. Quanto ao Stretenovic não acho igualmente que seja hipótese para lateral-direito. Alcides já tivemos um nessa posição e já bastou. Restará vê-lo a central, mas confesso que não fiquei muito entusiasmado com o que vi.
Não gostei do Katsouranis (muito lento e com culpas no primeiro golo deles, já que não acompanhou o adversário que ficou livre à entrada da área para o remate), do Miguelito (grandes dificuldades para marcar o Semedo) e do Butt (que, apesar de ter feito uma boa defesa no final, sofreu um golo “à Moretto”). Os restantes jogadores estiveram a um nível mediano, o que se entende dado que estamos no início da época.
Todos os quatro golos aconteceram na 2ª parte, mas na 1ª o Cluj esteve melhor que nós. Falhámos alguns passes fáceis que hipotecaram possíveis contra-ataques e estivemos algo lentos na transição para o ataque. Na 2ª melhorámos (a que não é alheio a melhoria que teve igualmente o Rui Costa) e passámos a mandar no jogo. Foi pena a falha do Butt, já que estou convencido que sem ela o resultado teria sido 2-1 a nosso favor. O que parece inegável é que temos um plantel com bastantes mais soluções do que no ano passado, queira o Fernando Santos dar oportunidades a todos. Basta só ver a lista dos que não actuaram nesta partida. Pode ter sido só do entusiasmo de ver o Benfica outra vez, mas acho que já estamos a um nível aceitável para primeiro jogo da época e com o 3º classificado da 1ª Divisão romena. Agora o que não tenho dúvidas é que o Cardozo foi uma GRANDE aquisição!
sexta-feira, julho 06, 2007
Relembrar XVI – Falhanços II
Num dia em que se fala muito de chineses e antes de gozar uma semana de férias, aqui fica mais um falhanço que nos deixa de olhos em bico. Um ano antes de assinar dois memoráveis golos na casa do clube regional, que nos deram praticamente a conquista do respectivo campeonato, o César Brito conseguiu (é mesmo o termo) falhar este golo de baliza aberta nesse mesmo estádio. Perderíamos este jogo e o título deste ano foi igualmente lá para cima, consubstanciado em 11(!) penalties assinalados para o especialista Demol converter (marca esta só superada pela célebre época dos 19 penalties assinalados a favor dos lagartos para o Jardel). O golo deste jogo foi naturalmente obtido de penalty a castigar uma falta do nosso defesa-esquerdo Fonseca, que curiosamente existiu mesmo! Só mais uma curiosidade: a partida foi arbitrada pelo senhor... Francisco Silva!
Só venceríamos uma Supertaça nesta época, mas chegaríamos à final da Taça dos Campeões, em que um golo do Rijkaard deitou por terra os nossos sonhos.
Só venceríamos uma Supertaça nesta época, mas chegaríamos à final da Taça dos Campeões, em que um golo do Rijkaard deitou por terra os nossos sonhos.
terça-feira, junho 26, 2007
Relembrar XV – “Envergonhados”
Em primeiro lugar, há que dizer que a tentativa de corrupção é por si só um crime. Não é preciso que haja relação causa-efeito, ou seja, lá por um jogo ter corrido de feição e o árbitro não ter tido necessidade de prejudicar uma determinada equipa, não quer dizer que o árbitro e quem o corrompeu não devam ser punidos. E as escutas do processo “Apito Dourado” são mais que elucidativas sobre este assunto.
Mas não contente com isto, o presidente do clube regional veio desafiar a comunicação social a mostrar as imagens do Nacional-Benfica (3-2) de 2003/04, para alguns ficassem “envergonhados com o que escrevem e insinuam”. Seja feita a sua vontade! Ora cá estão elas e podem tirar as vossas conclusões. É verdade que o Benfica não fez uma exibição particularmente brilhante (o Hélder e o Moreira tiveram culpas nos golos), mas aos 90’ houve este lance na grande-área do Nacional. Apesar do que diz o Sr. Alexandre Albuquerque da RTP, o choque está longe de ser “meramente acidental”. O Tiago foi atropelado e se o penalty tivesse sido assinalado muito provavelmente não teríamos perdido o jogo. Assim se decidiram campeonatos nos últimos 20 anos no futebol português.
Mas não contente com isto, o presidente do clube regional veio desafiar a comunicação social a mostrar as imagens do Nacional-Benfica (3-2) de 2003/04, para alguns ficassem “envergonhados com o que escrevem e insinuam”. Seja feita a sua vontade! Ora cá estão elas e podem tirar as vossas conclusões. É verdade que o Benfica não fez uma exibição particularmente brilhante (o Hélder e o Moreira tiveram culpas nos golos), mas aos 90’ houve este lance na grande-área do Nacional. Apesar do que diz o Sr. Alexandre Albuquerque da RTP, o choque está longe de ser “meramente acidental”. O Tiago foi atropelado e se o penalty tivesse sido assinalado muito provavelmente não teríamos perdido o jogo. Assim se decidiram campeonatos nos últimos 20 anos no futebol português.
domingo, junho 24, 2007
Rescaldo do V Jantar de Bloguiquistas
Há sensivelmente dois anos anos éramos poucos mais que uma equipa de futsal, depois evoluímos para o número de jogadores com que o clube regional terminaria a maioria dos jogos se as arbitragens fossem isentas (dez ou nove) e o maior de todos tinha tido 15 pessoas à mesa. Foi referido num dos repastos anteriores que qualquer dia tínhamos que alugar a Catedral mesmo (que não a da Cerveja) para albergar a blogosfera benfiquista e, de facto, ontem foi dado mais um passo para isso. Éramos quase um plantel habitual de uma equipa (que não treinada pelo Fernando Santos, pois esse só tem 14 jogadores) à mesa (21 pessoas)! Tivemos que ficar em três mesas diferentes, quase como num casamento com alguém disse.
Como é habitual, a noite passou demasiado depressa e a tradição de acabar o convívio por volta das 3h da manhã foi mantida da mesma maneira que das outras vezes (fala-se, fala-se, fala-se e de repente olha-se para o relógio e já são aquelas horas). O único ponto negativo (ou quiçá positivo, já que faremos mais uma receita) foi não termos conseguido festejar em conjunto o campeonato de futsal. Não faz mal, fica para hoje!
Foi um enorme prazer compartilhar a mesa com os seguintes convivas: Pedro F.F., D’Arcy, Gwaihir, Superman Torras, Corto Maltese, Pedro e respectiva consorte (uma das poucas lagartas com fair-play :), Ry e em estreia absoluta nestes eventos JG, Quetzal Guzman, Artur Hermenegildo e Luísa, Dezazucr, Papichulo, Americano, Johnny Rook, 1benfiquista na Invicta, Starblade, Glorioso Adepto e Viriato de Viseu (todos estes comentadores habituais em blogs do Glorioso). No início e no fim do jantar ainda apareceu o Pedro Soares Lourenço. As ausências, a maioria mais que justificada, foram todas lamentadas, mas há a certeza de que nos tornaremos a ver muito proximamente.
Como é habitual, a noite passou demasiado depressa e a tradição de acabar o convívio por volta das 3h da manhã foi mantida da mesma maneira que das outras vezes (fala-se, fala-se, fala-se e de repente olha-se para o relógio e já são aquelas horas). O único ponto negativo (ou quiçá positivo, já que faremos mais uma receita) foi não termos conseguido festejar em conjunto o campeonato de futsal. Não faz mal, fica para hoje!
Foi um enorme prazer compartilhar a mesa com os seguintes convivas: Pedro F.F., D’Arcy, Gwaihir, Superman Torras, Corto Maltese, Pedro e respectiva consorte (uma das poucas lagartas com fair-play :), Ry e em estreia absoluta nestes eventos JG, Quetzal Guzman, Artur Hermenegildo e Luísa, Dezazucr, Papichulo, Americano, Johnny Rook, 1benfiquista na Invicta, Starblade, Glorioso Adepto e Viriato de Viseu (todos estes comentadores habituais em blogs do Glorioso). No início e no fim do jantar ainda apareceu o Pedro Soares Lourenço. As ausências, a maioria mais que justificada, foram todas lamentadas, mas há a certeza de que nos tornaremos a ver muito proximamente.
quarta-feira, junho 20, 2007
Jantar - deadline inscrições
É só para informar que as inscrições para o jantar de bloguiquistas encerram oficialmente na próxima 6ª feira, dia 22, às 20h. Para além do salutar convívio que se perspectiva, teremos a oportunidade de assistir juntos ao 2º jogo da final do campeonato de futsal, que nos poderá dar o título de campeão.
quinta-feira, junho 14, 2007
Finalmente acusado!
P**** da C**** acusado de corrupção desportiva
Não vou embandeirar em arco com esta notícia, até porque o caso está longe do fim, mas sem dúvida que isto é mais um passo em frente para que se repare a vergonha que foram estes últimos 20 anos no futebol português. Só quem é desonesto é que não quer ver o que se passou. As provas são mais que muitas, as escutas elucidativas, espero sinceramente que possamos todos voltar a acreditar na justiça no fim deste caso. Se assim for, cá estaremos para festejar a descida à Liga de Honra de quem já lá deveria estar há muito tempo.
P.S. – Ouvi ontem um senhor, que agora tem a mania que é escritor, a perguntar na TVI: “para quê é que o [nome do clube cujo presidente é acusado de corrupção] iria comprar um jogo frente ao E. Amadora quando estava muito à frente do campeonato?” Coitado, deve ter estado distraído e já não se lembra do campeonato deste ano...
Não vou embandeirar em arco com esta notícia, até porque o caso está longe do fim, mas sem dúvida que isto é mais um passo em frente para que se repare a vergonha que foram estes últimos 20 anos no futebol português. Só quem é desonesto é que não quer ver o que se passou. As provas são mais que muitas, as escutas elucidativas, espero sinceramente que possamos todos voltar a acreditar na justiça no fim deste caso. Se assim for, cá estaremos para festejar a descida à Liga de Honra de quem já lá deveria estar há muito tempo.
P.S. – Ouvi ontem um senhor, que agora tem a mania que é escritor, a perguntar na TVI: “para quê é que o [nome do clube cujo presidente é acusado de corrupção] iria comprar um jogo frente ao E. Amadora quando estava muito à frente do campeonato?” Coitado, deve ter estado distraído e já não se lembra do campeonato deste ano...
quinta-feira, junho 07, 2007
Feriado na Catedral
Fui uma das quase 13.500 pessoas que aproveitaram o feriado para ir respirar os bons ares do Estádio da Luz e ver o Benfica – lagartos em juniores. Já tinha ido ao Seixal ver também o jogo contra eles na 1ª fase do campeonato e tínhamos perdido por 0-1. Logo nessa altura apercebi-me que a equipa deles é melhor do que a nossa, a que não será alheio o facto de eles terem mais um ano de juniores do que nós, já que a maioria da nossa equipa era juvenil no ano passado.
Hoje empatámos por 1-1 com o nosso golo a ser obtido pelo chinês Yu Dabao aos 92’. Mas mais uma vez os lagartos jogaram melhor do que nós e foi sem supresa que chegaram ao intervalo a ganhar por 1-0, com um autogolo nosso. Só que, como seres répteis e rastejantes que são, na 2ª parte resolveram passar a maior parte no chão em vez de jogarem à bola. A maca deve ter entrado umas cinco vezes (sem exagero) em campo, o antijogo e as simulações eram mais que muitas e assim foi com redobrado gozo que comemorei o golo do empate, quando já não se esperava. Tivessem eles procurado o 2º golo e não teriam empatado. Enfim, nada que não se espere de quem vem daquelas bandas.
No entanto, devo dizer que fiquei um pouco desiludido com a prestação da nossa equipa. Não sei se foi por nervosismo de estarem a jogar no relvado da Luz (embora no jogo do Seixal a exibição também tenha sido fraca), mas vi muito poucos com capacidade para actuarem pela equipa principal. Aliás, neste preciso momento não há nenhum. O chinês Yu Dabao foi naturalmente aquele em que a atenção esteve mais concentrada. Tem bom toque de bola, joga bem de cabeça, não se movimenta mal e parece ter remate fácil. Mas ainda se mostra algo imaturo em algumas acções do jogo e portanto duvido que para o ano esteja apto para a equipa principal. Todavia, espero que esteja daqui a duas épocas. Tirando este, só o defesa-esquerdo (Ruben Lima) sobressaiu, anulando algumas jogadas do nº 11 deles, um sósia do Yannick Djaló, que é muito bom de bola. Em nível mediano esteve o nosso capitão, Miguel Vitor, defesa-central, que me parece ter bom sentido posicional. No meio-campo, o Romeu Ribeiro foi uma desilusão, sendo pouco raçudo a recuperar a bola e muito lento a endossá-la. Aliás, os lagartos ganharam a maioria das bolas divididas. Outra desilusão foi o Sami, que não fez nada digno de registo durante o jogo todo. O australiano Kaz Patafta entrou a meio da 2ª parte, tem bom toque de bola, mas parece-me muito lingrinhas e esconde-se muito do jogo. Quem também poderá ser prejudicado pela sua pouca estatura é o André Carvalhas, que jogou com e a nº 10. A sua velocidade não compensou o facto de perder as bolas divididas.
Acabámos por ter alguma sorte no momento que empatámos o jogo, mas o mais importante é que alguns destes jogadores, daqui a um ano, possam estar mais maduros e consequentemente ser aproveitados para a equipa principal. Ah, e que já agora consigam ganhar este campeonato de juniores.
Hoje empatámos por 1-1 com o nosso golo a ser obtido pelo chinês Yu Dabao aos 92’. Mas mais uma vez os lagartos jogaram melhor do que nós e foi sem supresa que chegaram ao intervalo a ganhar por 1-0, com um autogolo nosso. Só que, como seres répteis e rastejantes que são, na 2ª parte resolveram passar a maior parte no chão em vez de jogarem à bola. A maca deve ter entrado umas cinco vezes (sem exagero) em campo, o antijogo e as simulações eram mais que muitas e assim foi com redobrado gozo que comemorei o golo do empate, quando já não se esperava. Tivessem eles procurado o 2º golo e não teriam empatado. Enfim, nada que não se espere de quem vem daquelas bandas.
No entanto, devo dizer que fiquei um pouco desiludido com a prestação da nossa equipa. Não sei se foi por nervosismo de estarem a jogar no relvado da Luz (embora no jogo do Seixal a exibição também tenha sido fraca), mas vi muito poucos com capacidade para actuarem pela equipa principal. Aliás, neste preciso momento não há nenhum. O chinês Yu Dabao foi naturalmente aquele em que a atenção esteve mais concentrada. Tem bom toque de bola, joga bem de cabeça, não se movimenta mal e parece ter remate fácil. Mas ainda se mostra algo imaturo em algumas acções do jogo e portanto duvido que para o ano esteja apto para a equipa principal. Todavia, espero que esteja daqui a duas épocas. Tirando este, só o defesa-esquerdo (Ruben Lima) sobressaiu, anulando algumas jogadas do nº 11 deles, um sósia do Yannick Djaló, que é muito bom de bola. Em nível mediano esteve o nosso capitão, Miguel Vitor, defesa-central, que me parece ter bom sentido posicional. No meio-campo, o Romeu Ribeiro foi uma desilusão, sendo pouco raçudo a recuperar a bola e muito lento a endossá-la. Aliás, os lagartos ganharam a maioria das bolas divididas. Outra desilusão foi o Sami, que não fez nada digno de registo durante o jogo todo. O australiano Kaz Patafta entrou a meio da 2ª parte, tem bom toque de bola, mas parece-me muito lingrinhas e esconde-se muito do jogo. Quem também poderá ser prejudicado pela sua pouca estatura é o André Carvalhas, que jogou com e a nº 10. A sua velocidade não compensou o facto de perder as bolas divididas.
Acabámos por ter alguma sorte no momento que empatámos o jogo, mas o mais importante é que alguns destes jogadores, daqui a um ano, possam estar mais maduros e consequentemente ser aproveitados para a equipa principal. Ah, e que já agora consigam ganhar este campeonato de juniores.
terça-feira, junho 05, 2007
A época do Sr. Fernando Santos
Acabada que está a época, aqui está o prometido post sobre o nosso treinador. Estive muito céptico aquando da sua contratação e infelizmente não me enganei. Tivemos um momento a meio da temporada em que parecia que íamos ter sucesso, mas, como é comum nas equipas treinadas pelo Sr. Fernando Santos, morremos na praia. A questão fulcral para mim resume-se a isto: o que é que de positivo trouxe o Sr. Fernando Santos ao Benfica?
A resposta é óbvia: NADA! Conseguimos perder todas as competições em que estivemos envolvidos, mas ele já veio dizer que a época não pode ser considerada totalmente negativa! Escuda-se em estatísticas (maior número de pontos ganhos, defesa menos batida das últimas épocas e invencível em casa), mas como disse o meu amigo TMA num comentário num dos posts abaixo: “a estatística é a ciência segundo a qual um homem pode estar termicamente confortável com a cabeça no forno e os pés no congelador.” E foi isso que aconteceu, senão vejamos:
1) O apuramento para a 2ª fase da Liga dos Campeões não foi conseguido, apesar de estarmos num dos grupos mais fáceis.
2) A Taça de Portugal foi perdida para um clube da II Divisão (antes desta época, isto só tinha acontecido por duas vezes).
3) Falhámos o apuramento para as meias-finais da Taça Uefa frente a uma equipa inferior a nós.
4) No campeonato acabámos em 3º lugar.
Os seus defensores podem vir argumentar que no campeonato terminámos somente a dois pontos do 1º lugar, mas o que deve ser realçado é que nos jogos importantes (contra os quatro primeiros classificados) só ganhámos UM! Em 18 pontos só obtivemos seis! Mais: a vitória na casa dos lagartos foi o ÚNICO resultado que nos animou verdadeiramente este ano. No ano passado, com o Koeman (que, recorde-se, conquistou um troféu: a Supertaça) ganhámos em casa do clube regional depois de mais de uma década, ao Manchester e duas vezes ao Liverpool. Pensei lá se estavam mais satisfeitos o ano passado ou este ano.
O Sr. Fernando Santos bem pode falar das lesões, do calendário, da falta de sorte, do castigo ao Nuno Assis e de quantas mais razões se possa lembrar, mas é ele o grande culpado desta péssima época. E por uma razão muito simples: falta de coragem! A mesma falta de coragem que o impediu de lançar o David Luiz na Vila das Aves e que possivelmente teria impedido o Luisão de actuar em Paris. A falta de coragem que o fez ter a peregrina ideia que poderíamos “ganhar tudo” com 12 jogadores! Nenhum treinador do mundo ostraciza o plantel como o Sr. Fernando Santos ostracizou o seu. Se os Manús, Paulo Jorges, Miguelitos e outros que tais não tinham estofo para jogar no Benfica, para quê é que lhes andámos a pagar salários? Ou como é que eles ganhariam esse estofo estando no banco? Todas as equipas que estavam envolvidas em mais do que uma competição fizeram rotação do plantel, menos nós. O empate em Aveiro e depois frente ao Espanyol só aconteceu, porque os titulares não tiveram descanso. O Simão levou a equipa ao colo em Aveiro e frente aos espanhóis já não jogou grande coisa. Podem vir dizer que o plantel não tinha qualidade, mas jogadores medianos só se tornam úteis jogando com alguma regularidade. Caramba, se no ano passado ganhámos ao Manchester e Liverpool com o Beto a titular, isto quer dizer alguma coisa, não? O Sr. Fernando Santos deveria ter assumido claramente qual era a competição que queria ganhar e rodar um pouco (não é preciso mudar 11 jogadores para rodar uma equipa) na outra. Só a sua falta de coragem o impediu de fazer isso. E se um treinador não tem coragem jamais conseguirá ser bem sucedido.
Por outro lado, o seu discurso não estimula ninguém. O “temos que falar” depois de cada derrota por três golos entrou para o anedotário nacional. Tem-se a sensação no campo que os jogadores não ouvem o que ele diz, caso contrário não se perceberiam alguns dos seus comentários no final dos jogos, em que a sua leitura seria perfeita se ele fosse um mero comentador e não tivesse voto na matéria! Infelizmente, mesmo apesar destes resultados desastrosos, já se percebeu que este senhor vai continuar a ser o nosso treinador para o ano. Para além do aspecto desportivo, isto é um erro enorme em termos da economia do clube. Já este ano tivemos em média menos 4.600 espectadores no estádio para os jogos do campeonato do que no ano transacto (39.010 vs. 43.605). Em 2005/06 tivemos 9 jogos com mais de 45.000 espectadores, este ano tivemos 3 (podem subtrair à vontade dois jogos do ano passado, porque o campeonato foi mais pequeno, que continua a ser mais do dobro). Aposto com que quiser que o número de lugares cativos vai descer para a próxima época. O Sr. Fernando Santos bem poderia agarrar-se a uma questão estatística para tomar a decisão que a maioria dos benfiquistas gostaria: em 103 anos de história só dois treinadores portugueses conseguiram ser campeões pelo Glorioso. Elucidativo, não?
Apesar de tudo isto, não percebo aqueles que fazem depender o seu cativo ou a sua ida ao estádio da não permanência do Sr. Fernando Santos. E tenho pena deles, sinceramente. O Benfica está muito para além das pessoas que temporariamente o representam e é um ideal que não deve estar subjugado a elas. Como sócios e adeptos cabe-nos estar presentes e apoiar no que pudermos, gostemos ou não do treinador. Além disso, essas pessoas perderão a oportunidade de dizer aos seus netos que viram ao vivo a última época do Rui Costa. E ver a excelência é algo que não tem preço.
P.S. – A Selecção fez a sua obrigação neste fim-de-semana e ganhou na Bélgica por 2-1. Criámos várias oportunidades de golos, mas vencemos somente pela diferença mínima. Foi um bom resultado especialmente considerando as ausências do Ricardo Carvalho, Cristiano Ronaldo, Simão e Nuno Gomes. O Nani e o Postiga marcaram dois bons golos, o Petit foi dos melhores em campo e o Hugo Almeida honrou as suas raízes.
A resposta é óbvia: NADA! Conseguimos perder todas as competições em que estivemos envolvidos, mas ele já veio dizer que a época não pode ser considerada totalmente negativa! Escuda-se em estatísticas (maior número de pontos ganhos, defesa menos batida das últimas épocas e invencível em casa), mas como disse o meu amigo TMA num comentário num dos posts abaixo: “a estatística é a ciência segundo a qual um homem pode estar termicamente confortável com a cabeça no forno e os pés no congelador.” E foi isso que aconteceu, senão vejamos:
1) O apuramento para a 2ª fase da Liga dos Campeões não foi conseguido, apesar de estarmos num dos grupos mais fáceis.
2) A Taça de Portugal foi perdida para um clube da II Divisão (antes desta época, isto só tinha acontecido por duas vezes).
3) Falhámos o apuramento para as meias-finais da Taça Uefa frente a uma equipa inferior a nós.
4) No campeonato acabámos em 3º lugar.
Os seus defensores podem vir argumentar que no campeonato terminámos somente a dois pontos do 1º lugar, mas o que deve ser realçado é que nos jogos importantes (contra os quatro primeiros classificados) só ganhámos UM! Em 18 pontos só obtivemos seis! Mais: a vitória na casa dos lagartos foi o ÚNICO resultado que nos animou verdadeiramente este ano. No ano passado, com o Koeman (que, recorde-se, conquistou um troféu: a Supertaça) ganhámos em casa do clube regional depois de mais de uma década, ao Manchester e duas vezes ao Liverpool. Pensei lá se estavam mais satisfeitos o ano passado ou este ano.
O Sr. Fernando Santos bem pode falar das lesões, do calendário, da falta de sorte, do castigo ao Nuno Assis e de quantas mais razões se possa lembrar, mas é ele o grande culpado desta péssima época. E por uma razão muito simples: falta de coragem! A mesma falta de coragem que o impediu de lançar o David Luiz na Vila das Aves e que possivelmente teria impedido o Luisão de actuar em Paris. A falta de coragem que o fez ter a peregrina ideia que poderíamos “ganhar tudo” com 12 jogadores! Nenhum treinador do mundo ostraciza o plantel como o Sr. Fernando Santos ostracizou o seu. Se os Manús, Paulo Jorges, Miguelitos e outros que tais não tinham estofo para jogar no Benfica, para quê é que lhes andámos a pagar salários? Ou como é que eles ganhariam esse estofo estando no banco? Todas as equipas que estavam envolvidas em mais do que uma competição fizeram rotação do plantel, menos nós. O empate em Aveiro e depois frente ao Espanyol só aconteceu, porque os titulares não tiveram descanso. O Simão levou a equipa ao colo em Aveiro e frente aos espanhóis já não jogou grande coisa. Podem vir dizer que o plantel não tinha qualidade, mas jogadores medianos só se tornam úteis jogando com alguma regularidade. Caramba, se no ano passado ganhámos ao Manchester e Liverpool com o Beto a titular, isto quer dizer alguma coisa, não? O Sr. Fernando Santos deveria ter assumido claramente qual era a competição que queria ganhar e rodar um pouco (não é preciso mudar 11 jogadores para rodar uma equipa) na outra. Só a sua falta de coragem o impediu de fazer isso. E se um treinador não tem coragem jamais conseguirá ser bem sucedido.
Por outro lado, o seu discurso não estimula ninguém. O “temos que falar” depois de cada derrota por três golos entrou para o anedotário nacional. Tem-se a sensação no campo que os jogadores não ouvem o que ele diz, caso contrário não se perceberiam alguns dos seus comentários no final dos jogos, em que a sua leitura seria perfeita se ele fosse um mero comentador e não tivesse voto na matéria! Infelizmente, mesmo apesar destes resultados desastrosos, já se percebeu que este senhor vai continuar a ser o nosso treinador para o ano. Para além do aspecto desportivo, isto é um erro enorme em termos da economia do clube. Já este ano tivemos em média menos 4.600 espectadores no estádio para os jogos do campeonato do que no ano transacto (39.010 vs. 43.605). Em 2005/06 tivemos 9 jogos com mais de 45.000 espectadores, este ano tivemos 3 (podem subtrair à vontade dois jogos do ano passado, porque o campeonato foi mais pequeno, que continua a ser mais do dobro). Aposto com que quiser que o número de lugares cativos vai descer para a próxima época. O Sr. Fernando Santos bem poderia agarrar-se a uma questão estatística para tomar a decisão que a maioria dos benfiquistas gostaria: em 103 anos de história só dois treinadores portugueses conseguiram ser campeões pelo Glorioso. Elucidativo, não?
Apesar de tudo isto, não percebo aqueles que fazem depender o seu cativo ou a sua ida ao estádio da não permanência do Sr. Fernando Santos. E tenho pena deles, sinceramente. O Benfica está muito para além das pessoas que temporariamente o representam e é um ideal que não deve estar subjugado a elas. Como sócios e adeptos cabe-nos estar presentes e apoiar no que pudermos, gostemos ou não do treinador. Além disso, essas pessoas perderão a oportunidade de dizer aos seus netos que viram ao vivo a última época do Rui Costa. E ver a excelência é algo que não tem preço.
P.S. – A Selecção fez a sua obrigação neste fim-de-semana e ganhou na Bélgica por 2-1. Criámos várias oportunidades de golos, mas vencemos somente pela diferença mínima. Foi um bom resultado especialmente considerando as ausências do Ricardo Carvalho, Cristiano Ronaldo, Simão e Nuno Gomes. O Nani e o Postiga marcaram dois bons golos, o Petit foi dos melhores em campo e o Hugo Almeida honrou as suas raízes.
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