quarta-feira, julho 25, 2007
Etapas
Equipa de Morgado concluiu 53 inquéritos, dos quais 20 resultam em acusações
Primeiro era suspeito, depois arguido, agora acusado (três vezes). Só falta ser réu e a seguir condenado. Entretanto, aguarda-se obviamente a sua irradiação do dirigismo desportivo para que possamos respirar outro ar. Até lá, tudo continua muito pestilento. Esperemos que a verdade desportiva, que há mais de 20 anos é falsificada, reapareça finalmente o mais depressa possível. Ah, e que os títulos que o seu clube comprou, perdão, conquistou (incluindo, é claro, os internacionais) lhe sejam retirados. Que eu saiba o Marselha não é considerado campeão europeu.
Quando a melhor defesa é argumentar a vingança amorosa da ex-concubina ou que Maria José Morgado não tem poderes (!) para proferir as acusações, não é preciso acrescentar mais nada. Só não vê quem não quer. Ou quem é burro.
Primeiro era suspeito, depois arguido, agora acusado (três vezes). Só falta ser réu e a seguir condenado. Entretanto, aguarda-se obviamente a sua irradiação do dirigismo desportivo para que possamos respirar outro ar. Até lá, tudo continua muito pestilento. Esperemos que a verdade desportiva, que há mais de 20 anos é falsificada, reapareça finalmente o mais depressa possível. Ah, e que os títulos que o seu clube comprou, perdão, conquistou (incluindo, é claro, os internacionais) lhe sejam retirados. Que eu saiba o Marselha não é considerado campeão europeu.
Quando a melhor defesa é argumentar a vingança amorosa da ex-concubina ou que Maria José Morgado não tem poderes (!) para proferir as acusações, não é preciso acrescentar mais nada. Só não vê quem não quer. Ou quem é burro.
domingo, julho 22, 2007
Longa foi a espera
Quase dois meses depois tivemos o privilégio de ver o Glorioso jogar outra vez. Até que enfim! Empatámos na Roménia com o Cluj (2-2), mas a principal notícia é se confirmou que contratámos um GRANDE ponta-de-lança. Eu sei que um jogo bom todos os jogadores têm (e um mau também), mas, tal como disse aqui logo na estreia de um jogador que nos deixou saudades, este não engana. É MESMO bom! Marcou um golão e fez mais (pelo menos) quatro remates à baliza dos quais só um passou por cima da barra. Para além disso, tem um óptimo toque de bola, ganha muitas bolas de cabeça no ataque e quando a recebe de costas para a baliza o seu pensamento é logo virar-se para rematar (o que fez pelo menos duas vezes). Enfim, foi desta que acertámos na mouche. Má sorte daqueles que embandeiraram em arco com a sua actuação no 1º jogo do Paraguai na Copa América...
A equipa foi a esperada, com as ausências por diferentes motivos de indiscutíveis como o Léo, Nélson, Petit e Nuno Gomes, às quais se juntou o Nuno Assis. O Zoro actuou a lateral-direito, o Miguelito a esquerdo e a dupla de sul-americanos formou o ataque. Outro grande destaque tem que ir para o Manuel Fernandes, que voltou de Inglaterra ainda melhor jogador do que era antes. Vai ser inquestionavelmente um dos indiscutíveis no meio-campo. Está muito mais possante, mais confiante e com maior participação no jogo ofensivo da equipa. O Simão e o Rui Costa não sabem jogar mal, mas ainda podem fazer melhor, se bem que o nº 10 tenha marcado um bom golo. O David Luiz parece igualmente em boa forma, ao contrário do Luisão, se bem que este tenha feito o primeiro jogo desde Março(!), o que torna compreensível esta não tão boa actuação. Na 2ª parte, gostei igualmente do Fábio Coentrão, que se mantiver a cabeça no lugar pode ser um caso sério, e do Romeu Ribeiro que entrou muito bem para o meio-campo. A rever e com o benefício da dúvida estão o Bergessio e o Zoro. O primeiro esteve muito discreto, apesar de um ou dois bons toques, enquanto o segundo já se percebeu que não é lateral-direito, tornando muito urgente a contratação de alguém para dar luta ao Nélson. Quanto ao Stretenovic não acho igualmente que seja hipótese para lateral-direito. Alcides já tivemos um nessa posição e já bastou. Restará vê-lo a central, mas confesso que não fiquei muito entusiasmado com o que vi.
Não gostei do Katsouranis (muito lento e com culpas no primeiro golo deles, já que não acompanhou o adversário que ficou livre à entrada da área para o remate), do Miguelito (grandes dificuldades para marcar o Semedo) e do Butt (que, apesar de ter feito uma boa defesa no final, sofreu um golo “à Moretto”). Os restantes jogadores estiveram a um nível mediano, o que se entende dado que estamos no início da época.
Todos os quatro golos aconteceram na 2ª parte, mas na 1ª o Cluj esteve melhor que nós. Falhámos alguns passes fáceis que hipotecaram possíveis contra-ataques e estivemos algo lentos na transição para o ataque. Na 2ª melhorámos (a que não é alheio a melhoria que teve igualmente o Rui Costa) e passámos a mandar no jogo. Foi pena a falha do Butt, já que estou convencido que sem ela o resultado teria sido 2-1 a nosso favor. O que parece inegável é que temos um plantel com bastantes mais soluções do que no ano passado, queira o Fernando Santos dar oportunidades a todos. Basta só ver a lista dos que não actuaram nesta partida. Pode ter sido só do entusiasmo de ver o Benfica outra vez, mas acho que já estamos a um nível aceitável para primeiro jogo da época e com o 3º classificado da 1ª Divisão romena. Agora o que não tenho dúvidas é que o Cardozo foi uma GRANDE aquisição!
A equipa foi a esperada, com as ausências por diferentes motivos de indiscutíveis como o Léo, Nélson, Petit e Nuno Gomes, às quais se juntou o Nuno Assis. O Zoro actuou a lateral-direito, o Miguelito a esquerdo e a dupla de sul-americanos formou o ataque. Outro grande destaque tem que ir para o Manuel Fernandes, que voltou de Inglaterra ainda melhor jogador do que era antes. Vai ser inquestionavelmente um dos indiscutíveis no meio-campo. Está muito mais possante, mais confiante e com maior participação no jogo ofensivo da equipa. O Simão e o Rui Costa não sabem jogar mal, mas ainda podem fazer melhor, se bem que o nº 10 tenha marcado um bom golo. O David Luiz parece igualmente em boa forma, ao contrário do Luisão, se bem que este tenha feito o primeiro jogo desde Março(!), o que torna compreensível esta não tão boa actuação. Na 2ª parte, gostei igualmente do Fábio Coentrão, que se mantiver a cabeça no lugar pode ser um caso sério, e do Romeu Ribeiro que entrou muito bem para o meio-campo. A rever e com o benefício da dúvida estão o Bergessio e o Zoro. O primeiro esteve muito discreto, apesar de um ou dois bons toques, enquanto o segundo já se percebeu que não é lateral-direito, tornando muito urgente a contratação de alguém para dar luta ao Nélson. Quanto ao Stretenovic não acho igualmente que seja hipótese para lateral-direito. Alcides já tivemos um nessa posição e já bastou. Restará vê-lo a central, mas confesso que não fiquei muito entusiasmado com o que vi.
Não gostei do Katsouranis (muito lento e com culpas no primeiro golo deles, já que não acompanhou o adversário que ficou livre à entrada da área para o remate), do Miguelito (grandes dificuldades para marcar o Semedo) e do Butt (que, apesar de ter feito uma boa defesa no final, sofreu um golo “à Moretto”). Os restantes jogadores estiveram a um nível mediano, o que se entende dado que estamos no início da época.
Todos os quatro golos aconteceram na 2ª parte, mas na 1ª o Cluj esteve melhor que nós. Falhámos alguns passes fáceis que hipotecaram possíveis contra-ataques e estivemos algo lentos na transição para o ataque. Na 2ª melhorámos (a que não é alheio a melhoria que teve igualmente o Rui Costa) e passámos a mandar no jogo. Foi pena a falha do Butt, já que estou convencido que sem ela o resultado teria sido 2-1 a nosso favor. O que parece inegável é que temos um plantel com bastantes mais soluções do que no ano passado, queira o Fernando Santos dar oportunidades a todos. Basta só ver a lista dos que não actuaram nesta partida. Pode ter sido só do entusiasmo de ver o Benfica outra vez, mas acho que já estamos a um nível aceitável para primeiro jogo da época e com o 3º classificado da 1ª Divisão romena. Agora o que não tenho dúvidas é que o Cardozo foi uma GRANDE aquisição!
sexta-feira, julho 06, 2007
Relembrar XVI – Falhanços II
Num dia em que se fala muito de chineses e antes de gozar uma semana de férias, aqui fica mais um falhanço que nos deixa de olhos em bico. Um ano antes de assinar dois memoráveis golos na casa do clube regional, que nos deram praticamente a conquista do respectivo campeonato, o César Brito conseguiu (é mesmo o termo) falhar este golo de baliza aberta nesse mesmo estádio. Perderíamos este jogo e o título deste ano foi igualmente lá para cima, consubstanciado em 11(!) penalties assinalados para o especialista Demol converter (marca esta só superada pela célebre época dos 19 penalties assinalados a favor dos lagartos para o Jardel). O golo deste jogo foi naturalmente obtido de penalty a castigar uma falta do nosso defesa-esquerdo Fonseca, que curiosamente existiu mesmo! Só mais uma curiosidade: a partida foi arbitrada pelo senhor... Francisco Silva!
Só venceríamos uma Supertaça nesta época, mas chegaríamos à final da Taça dos Campeões, em que um golo do Rijkaard deitou por terra os nossos sonhos.
Só venceríamos uma Supertaça nesta época, mas chegaríamos à final da Taça dos Campeões, em que um golo do Rijkaard deitou por terra os nossos sonhos.
terça-feira, junho 26, 2007
Relembrar XV – “Envergonhados”
Em primeiro lugar, há que dizer que a tentativa de corrupção é por si só um crime. Não é preciso que haja relação causa-efeito, ou seja, lá por um jogo ter corrido de feição e o árbitro não ter tido necessidade de prejudicar uma determinada equipa, não quer dizer que o árbitro e quem o corrompeu não devam ser punidos. E as escutas do processo “Apito Dourado” são mais que elucidativas sobre este assunto.
Mas não contente com isto, o presidente do clube regional veio desafiar a comunicação social a mostrar as imagens do Nacional-Benfica (3-2) de 2003/04, para alguns ficassem “envergonhados com o que escrevem e insinuam”. Seja feita a sua vontade! Ora cá estão elas e podem tirar as vossas conclusões. É verdade que o Benfica não fez uma exibição particularmente brilhante (o Hélder e o Moreira tiveram culpas nos golos), mas aos 90’ houve este lance na grande-área do Nacional. Apesar do que diz o Sr. Alexandre Albuquerque da RTP, o choque está longe de ser “meramente acidental”. O Tiago foi atropelado e se o penalty tivesse sido assinalado muito provavelmente não teríamos perdido o jogo. Assim se decidiram campeonatos nos últimos 20 anos no futebol português.
Mas não contente com isto, o presidente do clube regional veio desafiar a comunicação social a mostrar as imagens do Nacional-Benfica (3-2) de 2003/04, para alguns ficassem “envergonhados com o que escrevem e insinuam”. Seja feita a sua vontade! Ora cá estão elas e podem tirar as vossas conclusões. É verdade que o Benfica não fez uma exibição particularmente brilhante (o Hélder e o Moreira tiveram culpas nos golos), mas aos 90’ houve este lance na grande-área do Nacional. Apesar do que diz o Sr. Alexandre Albuquerque da RTP, o choque está longe de ser “meramente acidental”. O Tiago foi atropelado e se o penalty tivesse sido assinalado muito provavelmente não teríamos perdido o jogo. Assim se decidiram campeonatos nos últimos 20 anos no futebol português.
domingo, junho 24, 2007
Rescaldo do V Jantar de Bloguiquistas
Há sensivelmente dois anos anos éramos poucos mais que uma equipa de futsal, depois evoluímos para o número de jogadores com que o clube regional terminaria a maioria dos jogos se as arbitragens fossem isentas (dez ou nove) e o maior de todos tinha tido 15 pessoas à mesa. Foi referido num dos repastos anteriores que qualquer dia tínhamos que alugar a Catedral mesmo (que não a da Cerveja) para albergar a blogosfera benfiquista e, de facto, ontem foi dado mais um passo para isso. Éramos quase um plantel habitual de uma equipa (que não treinada pelo Fernando Santos, pois esse só tem 14 jogadores) à mesa (21 pessoas)! Tivemos que ficar em três mesas diferentes, quase como num casamento com alguém disse.
Como é habitual, a noite passou demasiado depressa e a tradição de acabar o convívio por volta das 3h da manhã foi mantida da mesma maneira que das outras vezes (fala-se, fala-se, fala-se e de repente olha-se para o relógio e já são aquelas horas). O único ponto negativo (ou quiçá positivo, já que faremos mais uma receita) foi não termos conseguido festejar em conjunto o campeonato de futsal. Não faz mal, fica para hoje!
Foi um enorme prazer compartilhar a mesa com os seguintes convivas: Pedro F.F., D’Arcy, Gwaihir, Superman Torras, Corto Maltese, Pedro e respectiva consorte (uma das poucas lagartas com fair-play :), Ry e em estreia absoluta nestes eventos JG, Quetzal Guzman, Artur Hermenegildo e Luísa, Dezazucr, Papichulo, Americano, Johnny Rook, 1benfiquista na Invicta, Starblade, Glorioso Adepto e Viriato de Viseu (todos estes comentadores habituais em blogs do Glorioso). No início e no fim do jantar ainda apareceu o Pedro Soares Lourenço. As ausências, a maioria mais que justificada, foram todas lamentadas, mas há a certeza de que nos tornaremos a ver muito proximamente.
Como é habitual, a noite passou demasiado depressa e a tradição de acabar o convívio por volta das 3h da manhã foi mantida da mesma maneira que das outras vezes (fala-se, fala-se, fala-se e de repente olha-se para o relógio e já são aquelas horas). O único ponto negativo (ou quiçá positivo, já que faremos mais uma receita) foi não termos conseguido festejar em conjunto o campeonato de futsal. Não faz mal, fica para hoje!
Foi um enorme prazer compartilhar a mesa com os seguintes convivas: Pedro F.F., D’Arcy, Gwaihir, Superman Torras, Corto Maltese, Pedro e respectiva consorte (uma das poucas lagartas com fair-play :), Ry e em estreia absoluta nestes eventos JG, Quetzal Guzman, Artur Hermenegildo e Luísa, Dezazucr, Papichulo, Americano, Johnny Rook, 1benfiquista na Invicta, Starblade, Glorioso Adepto e Viriato de Viseu (todos estes comentadores habituais em blogs do Glorioso). No início e no fim do jantar ainda apareceu o Pedro Soares Lourenço. As ausências, a maioria mais que justificada, foram todas lamentadas, mas há a certeza de que nos tornaremos a ver muito proximamente.
quarta-feira, junho 20, 2007
Jantar - deadline inscrições
É só para informar que as inscrições para o jantar de bloguiquistas encerram oficialmente na próxima 6ª feira, dia 22, às 20h. Para além do salutar convívio que se perspectiva, teremos a oportunidade de assistir juntos ao 2º jogo da final do campeonato de futsal, que nos poderá dar o título de campeão.
quinta-feira, junho 14, 2007
Finalmente acusado!
P**** da C**** acusado de corrupção desportiva
Não vou embandeirar em arco com esta notícia, até porque o caso está longe do fim, mas sem dúvida que isto é mais um passo em frente para que se repare a vergonha que foram estes últimos 20 anos no futebol português. Só quem é desonesto é que não quer ver o que se passou. As provas são mais que muitas, as escutas elucidativas, espero sinceramente que possamos todos voltar a acreditar na justiça no fim deste caso. Se assim for, cá estaremos para festejar a descida à Liga de Honra de quem já lá deveria estar há muito tempo.
P.S. – Ouvi ontem um senhor, que agora tem a mania que é escritor, a perguntar na TVI: “para quê é que o [nome do clube cujo presidente é acusado de corrupção] iria comprar um jogo frente ao E. Amadora quando estava muito à frente do campeonato?” Coitado, deve ter estado distraído e já não se lembra do campeonato deste ano...
Não vou embandeirar em arco com esta notícia, até porque o caso está longe do fim, mas sem dúvida que isto é mais um passo em frente para que se repare a vergonha que foram estes últimos 20 anos no futebol português. Só quem é desonesto é que não quer ver o que se passou. As provas são mais que muitas, as escutas elucidativas, espero sinceramente que possamos todos voltar a acreditar na justiça no fim deste caso. Se assim for, cá estaremos para festejar a descida à Liga de Honra de quem já lá deveria estar há muito tempo.
P.S. – Ouvi ontem um senhor, que agora tem a mania que é escritor, a perguntar na TVI: “para quê é que o [nome do clube cujo presidente é acusado de corrupção] iria comprar um jogo frente ao E. Amadora quando estava muito à frente do campeonato?” Coitado, deve ter estado distraído e já não se lembra do campeonato deste ano...
quinta-feira, junho 07, 2007
Feriado na Catedral
Fui uma das quase 13.500 pessoas que aproveitaram o feriado para ir respirar os bons ares do Estádio da Luz e ver o Benfica – lagartos em juniores. Já tinha ido ao Seixal ver também o jogo contra eles na 1ª fase do campeonato e tínhamos perdido por 0-1. Logo nessa altura apercebi-me que a equipa deles é melhor do que a nossa, a que não será alheio o facto de eles terem mais um ano de juniores do que nós, já que a maioria da nossa equipa era juvenil no ano passado.
Hoje empatámos por 1-1 com o nosso golo a ser obtido pelo chinês Yu Dabao aos 92’. Mas mais uma vez os lagartos jogaram melhor do que nós e foi sem supresa que chegaram ao intervalo a ganhar por 1-0, com um autogolo nosso. Só que, como seres répteis e rastejantes que são, na 2ª parte resolveram passar a maior parte no chão em vez de jogarem à bola. A maca deve ter entrado umas cinco vezes (sem exagero) em campo, o antijogo e as simulações eram mais que muitas e assim foi com redobrado gozo que comemorei o golo do empate, quando já não se esperava. Tivessem eles procurado o 2º golo e não teriam empatado. Enfim, nada que não se espere de quem vem daquelas bandas.
No entanto, devo dizer que fiquei um pouco desiludido com a prestação da nossa equipa. Não sei se foi por nervosismo de estarem a jogar no relvado da Luz (embora no jogo do Seixal a exibição também tenha sido fraca), mas vi muito poucos com capacidade para actuarem pela equipa principal. Aliás, neste preciso momento não há nenhum. O chinês Yu Dabao foi naturalmente aquele em que a atenção esteve mais concentrada. Tem bom toque de bola, joga bem de cabeça, não se movimenta mal e parece ter remate fácil. Mas ainda se mostra algo imaturo em algumas acções do jogo e portanto duvido que para o ano esteja apto para a equipa principal. Todavia, espero que esteja daqui a duas épocas. Tirando este, só o defesa-esquerdo (Ruben Lima) sobressaiu, anulando algumas jogadas do nº 11 deles, um sósia do Yannick Djaló, que é muito bom de bola. Em nível mediano esteve o nosso capitão, Miguel Vitor, defesa-central, que me parece ter bom sentido posicional. No meio-campo, o Romeu Ribeiro foi uma desilusão, sendo pouco raçudo a recuperar a bola e muito lento a endossá-la. Aliás, os lagartos ganharam a maioria das bolas divididas. Outra desilusão foi o Sami, que não fez nada digno de registo durante o jogo todo. O australiano Kaz Patafta entrou a meio da 2ª parte, tem bom toque de bola, mas parece-me muito lingrinhas e esconde-se muito do jogo. Quem também poderá ser prejudicado pela sua pouca estatura é o André Carvalhas, que jogou com e a nº 10. A sua velocidade não compensou o facto de perder as bolas divididas.
Acabámos por ter alguma sorte no momento que empatámos o jogo, mas o mais importante é que alguns destes jogadores, daqui a um ano, possam estar mais maduros e consequentemente ser aproveitados para a equipa principal. Ah, e que já agora consigam ganhar este campeonato de juniores.
Hoje empatámos por 1-1 com o nosso golo a ser obtido pelo chinês Yu Dabao aos 92’. Mas mais uma vez os lagartos jogaram melhor do que nós e foi sem supresa que chegaram ao intervalo a ganhar por 1-0, com um autogolo nosso. Só que, como seres répteis e rastejantes que são, na 2ª parte resolveram passar a maior parte no chão em vez de jogarem à bola. A maca deve ter entrado umas cinco vezes (sem exagero) em campo, o antijogo e as simulações eram mais que muitas e assim foi com redobrado gozo que comemorei o golo do empate, quando já não se esperava. Tivessem eles procurado o 2º golo e não teriam empatado. Enfim, nada que não se espere de quem vem daquelas bandas.
No entanto, devo dizer que fiquei um pouco desiludido com a prestação da nossa equipa. Não sei se foi por nervosismo de estarem a jogar no relvado da Luz (embora no jogo do Seixal a exibição também tenha sido fraca), mas vi muito poucos com capacidade para actuarem pela equipa principal. Aliás, neste preciso momento não há nenhum. O chinês Yu Dabao foi naturalmente aquele em que a atenção esteve mais concentrada. Tem bom toque de bola, joga bem de cabeça, não se movimenta mal e parece ter remate fácil. Mas ainda se mostra algo imaturo em algumas acções do jogo e portanto duvido que para o ano esteja apto para a equipa principal. Todavia, espero que esteja daqui a duas épocas. Tirando este, só o defesa-esquerdo (Ruben Lima) sobressaiu, anulando algumas jogadas do nº 11 deles, um sósia do Yannick Djaló, que é muito bom de bola. Em nível mediano esteve o nosso capitão, Miguel Vitor, defesa-central, que me parece ter bom sentido posicional. No meio-campo, o Romeu Ribeiro foi uma desilusão, sendo pouco raçudo a recuperar a bola e muito lento a endossá-la. Aliás, os lagartos ganharam a maioria das bolas divididas. Outra desilusão foi o Sami, que não fez nada digno de registo durante o jogo todo. O australiano Kaz Patafta entrou a meio da 2ª parte, tem bom toque de bola, mas parece-me muito lingrinhas e esconde-se muito do jogo. Quem também poderá ser prejudicado pela sua pouca estatura é o André Carvalhas, que jogou com e a nº 10. A sua velocidade não compensou o facto de perder as bolas divididas.
Acabámos por ter alguma sorte no momento que empatámos o jogo, mas o mais importante é que alguns destes jogadores, daqui a um ano, possam estar mais maduros e consequentemente ser aproveitados para a equipa principal. Ah, e que já agora consigam ganhar este campeonato de juniores.
terça-feira, junho 05, 2007
A época do Sr. Fernando Santos
Acabada que está a época, aqui está o prometido post sobre o nosso treinador. Estive muito céptico aquando da sua contratação e infelizmente não me enganei. Tivemos um momento a meio da temporada em que parecia que íamos ter sucesso, mas, como é comum nas equipas treinadas pelo Sr. Fernando Santos, morremos na praia. A questão fulcral para mim resume-se a isto: o que é que de positivo trouxe o Sr. Fernando Santos ao Benfica?
A resposta é óbvia: NADA! Conseguimos perder todas as competições em que estivemos envolvidos, mas ele já veio dizer que a época não pode ser considerada totalmente negativa! Escuda-se em estatísticas (maior número de pontos ganhos, defesa menos batida das últimas épocas e invencível em casa), mas como disse o meu amigo TMA num comentário num dos posts abaixo: “a estatística é a ciência segundo a qual um homem pode estar termicamente confortável com a cabeça no forno e os pés no congelador.” E foi isso que aconteceu, senão vejamos:
1) O apuramento para a 2ª fase da Liga dos Campeões não foi conseguido, apesar de estarmos num dos grupos mais fáceis.
2) A Taça de Portugal foi perdida para um clube da II Divisão (antes desta época, isto só tinha acontecido por duas vezes).
3) Falhámos o apuramento para as meias-finais da Taça Uefa frente a uma equipa inferior a nós.
4) No campeonato acabámos em 3º lugar.
Os seus defensores podem vir argumentar que no campeonato terminámos somente a dois pontos do 1º lugar, mas o que deve ser realçado é que nos jogos importantes (contra os quatro primeiros classificados) só ganhámos UM! Em 18 pontos só obtivemos seis! Mais: a vitória na casa dos lagartos foi o ÚNICO resultado que nos animou verdadeiramente este ano. No ano passado, com o Koeman (que, recorde-se, conquistou um troféu: a Supertaça) ganhámos em casa do clube regional depois de mais de uma década, ao Manchester e duas vezes ao Liverpool. Pensei lá se estavam mais satisfeitos o ano passado ou este ano.
O Sr. Fernando Santos bem pode falar das lesões, do calendário, da falta de sorte, do castigo ao Nuno Assis e de quantas mais razões se possa lembrar, mas é ele o grande culpado desta péssima época. E por uma razão muito simples: falta de coragem! A mesma falta de coragem que o impediu de lançar o David Luiz na Vila das Aves e que possivelmente teria impedido o Luisão de actuar em Paris. A falta de coragem que o fez ter a peregrina ideia que poderíamos “ganhar tudo” com 12 jogadores! Nenhum treinador do mundo ostraciza o plantel como o Sr. Fernando Santos ostracizou o seu. Se os Manús, Paulo Jorges, Miguelitos e outros que tais não tinham estofo para jogar no Benfica, para quê é que lhes andámos a pagar salários? Ou como é que eles ganhariam esse estofo estando no banco? Todas as equipas que estavam envolvidas em mais do que uma competição fizeram rotação do plantel, menos nós. O empate em Aveiro e depois frente ao Espanyol só aconteceu, porque os titulares não tiveram descanso. O Simão levou a equipa ao colo em Aveiro e frente aos espanhóis já não jogou grande coisa. Podem vir dizer que o plantel não tinha qualidade, mas jogadores medianos só se tornam úteis jogando com alguma regularidade. Caramba, se no ano passado ganhámos ao Manchester e Liverpool com o Beto a titular, isto quer dizer alguma coisa, não? O Sr. Fernando Santos deveria ter assumido claramente qual era a competição que queria ganhar e rodar um pouco (não é preciso mudar 11 jogadores para rodar uma equipa) na outra. Só a sua falta de coragem o impediu de fazer isso. E se um treinador não tem coragem jamais conseguirá ser bem sucedido.
Por outro lado, o seu discurso não estimula ninguém. O “temos que falar” depois de cada derrota por três golos entrou para o anedotário nacional. Tem-se a sensação no campo que os jogadores não ouvem o que ele diz, caso contrário não se perceberiam alguns dos seus comentários no final dos jogos, em que a sua leitura seria perfeita se ele fosse um mero comentador e não tivesse voto na matéria! Infelizmente, mesmo apesar destes resultados desastrosos, já se percebeu que este senhor vai continuar a ser o nosso treinador para o ano. Para além do aspecto desportivo, isto é um erro enorme em termos da economia do clube. Já este ano tivemos em média menos 4.600 espectadores no estádio para os jogos do campeonato do que no ano transacto (39.010 vs. 43.605). Em 2005/06 tivemos 9 jogos com mais de 45.000 espectadores, este ano tivemos 3 (podem subtrair à vontade dois jogos do ano passado, porque o campeonato foi mais pequeno, que continua a ser mais do dobro). Aposto com que quiser que o número de lugares cativos vai descer para a próxima época. O Sr. Fernando Santos bem poderia agarrar-se a uma questão estatística para tomar a decisão que a maioria dos benfiquistas gostaria: em 103 anos de história só dois treinadores portugueses conseguiram ser campeões pelo Glorioso. Elucidativo, não?
Apesar de tudo isto, não percebo aqueles que fazem depender o seu cativo ou a sua ida ao estádio da não permanência do Sr. Fernando Santos. E tenho pena deles, sinceramente. O Benfica está muito para além das pessoas que temporariamente o representam e é um ideal que não deve estar subjugado a elas. Como sócios e adeptos cabe-nos estar presentes e apoiar no que pudermos, gostemos ou não do treinador. Além disso, essas pessoas perderão a oportunidade de dizer aos seus netos que viram ao vivo a última época do Rui Costa. E ver a excelência é algo que não tem preço.
P.S. – A Selecção fez a sua obrigação neste fim-de-semana e ganhou na Bélgica por 2-1. Criámos várias oportunidades de golos, mas vencemos somente pela diferença mínima. Foi um bom resultado especialmente considerando as ausências do Ricardo Carvalho, Cristiano Ronaldo, Simão e Nuno Gomes. O Nani e o Postiga marcaram dois bons golos, o Petit foi dos melhores em campo e o Hugo Almeida honrou as suas raízes.
A resposta é óbvia: NADA! Conseguimos perder todas as competições em que estivemos envolvidos, mas ele já veio dizer que a época não pode ser considerada totalmente negativa! Escuda-se em estatísticas (maior número de pontos ganhos, defesa menos batida das últimas épocas e invencível em casa), mas como disse o meu amigo TMA num comentário num dos posts abaixo: “a estatística é a ciência segundo a qual um homem pode estar termicamente confortável com a cabeça no forno e os pés no congelador.” E foi isso que aconteceu, senão vejamos:
1) O apuramento para a 2ª fase da Liga dos Campeões não foi conseguido, apesar de estarmos num dos grupos mais fáceis.
2) A Taça de Portugal foi perdida para um clube da II Divisão (antes desta época, isto só tinha acontecido por duas vezes).
3) Falhámos o apuramento para as meias-finais da Taça Uefa frente a uma equipa inferior a nós.
4) No campeonato acabámos em 3º lugar.
Os seus defensores podem vir argumentar que no campeonato terminámos somente a dois pontos do 1º lugar, mas o que deve ser realçado é que nos jogos importantes (contra os quatro primeiros classificados) só ganhámos UM! Em 18 pontos só obtivemos seis! Mais: a vitória na casa dos lagartos foi o ÚNICO resultado que nos animou verdadeiramente este ano. No ano passado, com o Koeman (que, recorde-se, conquistou um troféu: a Supertaça) ganhámos em casa do clube regional depois de mais de uma década, ao Manchester e duas vezes ao Liverpool. Pensei lá se estavam mais satisfeitos o ano passado ou este ano.
O Sr. Fernando Santos bem pode falar das lesões, do calendário, da falta de sorte, do castigo ao Nuno Assis e de quantas mais razões se possa lembrar, mas é ele o grande culpado desta péssima época. E por uma razão muito simples: falta de coragem! A mesma falta de coragem que o impediu de lançar o David Luiz na Vila das Aves e que possivelmente teria impedido o Luisão de actuar em Paris. A falta de coragem que o fez ter a peregrina ideia que poderíamos “ganhar tudo” com 12 jogadores! Nenhum treinador do mundo ostraciza o plantel como o Sr. Fernando Santos ostracizou o seu. Se os Manús, Paulo Jorges, Miguelitos e outros que tais não tinham estofo para jogar no Benfica, para quê é que lhes andámos a pagar salários? Ou como é que eles ganhariam esse estofo estando no banco? Todas as equipas que estavam envolvidas em mais do que uma competição fizeram rotação do plantel, menos nós. O empate em Aveiro e depois frente ao Espanyol só aconteceu, porque os titulares não tiveram descanso. O Simão levou a equipa ao colo em Aveiro e frente aos espanhóis já não jogou grande coisa. Podem vir dizer que o plantel não tinha qualidade, mas jogadores medianos só se tornam úteis jogando com alguma regularidade. Caramba, se no ano passado ganhámos ao Manchester e Liverpool com o Beto a titular, isto quer dizer alguma coisa, não? O Sr. Fernando Santos deveria ter assumido claramente qual era a competição que queria ganhar e rodar um pouco (não é preciso mudar 11 jogadores para rodar uma equipa) na outra. Só a sua falta de coragem o impediu de fazer isso. E se um treinador não tem coragem jamais conseguirá ser bem sucedido.
Por outro lado, o seu discurso não estimula ninguém. O “temos que falar” depois de cada derrota por três golos entrou para o anedotário nacional. Tem-se a sensação no campo que os jogadores não ouvem o que ele diz, caso contrário não se perceberiam alguns dos seus comentários no final dos jogos, em que a sua leitura seria perfeita se ele fosse um mero comentador e não tivesse voto na matéria! Infelizmente, mesmo apesar destes resultados desastrosos, já se percebeu que este senhor vai continuar a ser o nosso treinador para o ano. Para além do aspecto desportivo, isto é um erro enorme em termos da economia do clube. Já este ano tivemos em média menos 4.600 espectadores no estádio para os jogos do campeonato do que no ano transacto (39.010 vs. 43.605). Em 2005/06 tivemos 9 jogos com mais de 45.000 espectadores, este ano tivemos 3 (podem subtrair à vontade dois jogos do ano passado, porque o campeonato foi mais pequeno, que continua a ser mais do dobro). Aposto com que quiser que o número de lugares cativos vai descer para a próxima época. O Sr. Fernando Santos bem poderia agarrar-se a uma questão estatística para tomar a decisão que a maioria dos benfiquistas gostaria: em 103 anos de história só dois treinadores portugueses conseguiram ser campeões pelo Glorioso. Elucidativo, não?
Apesar de tudo isto, não percebo aqueles que fazem depender o seu cativo ou a sua ida ao estádio da não permanência do Sr. Fernando Santos. E tenho pena deles, sinceramente. O Benfica está muito para além das pessoas que temporariamente o representam e é um ideal que não deve estar subjugado a elas. Como sócios e adeptos cabe-nos estar presentes e apoiar no que pudermos, gostemos ou não do treinador. Além disso, essas pessoas perderão a oportunidade de dizer aos seus netos que viram ao vivo a última época do Rui Costa. E ver a excelência é algo que não tem preço.
P.S. – A Selecção fez a sua obrigação neste fim-de-semana e ganhou na Bélgica por 2-1. Criámos várias oportunidades de golos, mas vencemos somente pela diferença mínima. Foi um bom resultado especialmente considerando as ausências do Ricardo Carvalho, Cristiano Ronaldo, Simão e Nuno Gomes. O Nani e o Postiga marcaram dois bons golos, o Petit foi dos melhores em campo e o Hugo Almeida honrou as suas raízes.
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quarta-feira, maio 23, 2007
V Jantar de Bloguiquistas
Ora bem, podem marcar nas vossas agendas. A “comissão organizadora” e totalista dos ditos repastos (D’Arcy, Pedro F. Ferreira e eu próprio), dando resposta a inúmeros pedidos, decidiu que estava na altura de voltar a reunir a blogosfera benfiquista para mais um encontro, precisamente de hoje a um mês. O local e a hora são os do costume, a Catedral da Cerveja no Estádio da Luz, às 20h, no sábado, dia 23 de Junho. Esperamos que com tanta antecedência possamos contar com a presença de muitos bloguiquistas e comentadores habituais de blogs do Glorioso. Prevê-se animado convívio e, se a tradição se mantiver, é melhor avisarem em casa que não têm horas de voltar...
Como de costume, quem estiver interessado(a) em ir poderá enviar um email para naosemencioneoexcremento@hotmail.com.
Como de costume, quem estiver interessado(a) em ir poderá enviar um email para naosemencioneoexcremento@hotmail.com.
segunda-feira, maio 21, 2007
Expectável
Vencemos a Académica por 2-0, mas aconteceu o previsível (vitórias dos outros dois) pelo que acabámos a época no 3º lugar e sem nenhum título conquistado. Se uma boa performance em termos estatísticos (muitos jogos sem perder, sofrer poucos golos, marcar bastantes, ser a única equipa a não perder em casa) é compensatório para alguns, para mim claramente não é. Há que perceber o que correu mal e faço votos sinceros para que o Fernando Santos continue por muitos e bons anos... mas como adepto na bancada ao pé de nós!
Começámos bem o jogo e o Derlei (hoje ganhou o direito a ser chamado pelo nome) lá se estreou finalmente a marcar pelo Benfica, aos 11’. Só espero é que este golo não apague o que ele (não) fez ao longo destes meses todos e que volte para o sítio de onde veio. A partida foi toda jogada num ritmo bastante baixo, o que vem sendo norma nos nossos últimos encontros. Pouco depois do nosso golo, a Académica teve uma boa oportunidade, mas o Quim fez a primeira das três magníficas defesas que efectuou. Da nossa parte o Karagounis era claramente o melhor e o único corpo estranho era o Paulo Jorge (que jogou em vez do castigado Petit). Como os lagartos marcaram dois golos bastante cedo, o nosso objectivo de chegar ao 2º lugar caiu muito rapidamente e a qualidade do nosso futebol reflectiu esse estado de espírito. O Miccoli e o Karagounis ainda fizeram dois remates bastante perigosos, mas o Pedro Roma defendeu bem. O jogo estava aberto, mas nós éramos claramente a melhor equipa.
Na 2ª parte surgiu o Manú em vez do Paulo Jorge, mas não melhorámos tanto quanto seria desejável. Um cruzamento do Karagounis provocou uma hesitação na defesa contrária, mas o Miccoli não soube aproveitar e rematou à malha lateral. Pouco depois, o Derlei voltou aos (maus) velhos tempos e falhou um golo fácil, quando estava praticamente isolado. Demorou muito tempo a rematar e permitiu que um defesa cortasse a bola. O Miccoli ainda tentou mais duas vezes, mas em ambas o guarda-redes defendeu os seus remates. Poderia ter marcado ainda noutro lance, mas o fiscal-de-linha assinalou um bárbaro e inexistente fora-de-jogo. A cerca de 20 minutos do fim, o Quim voltou a brilhar com uma defesa sublime a um remate de longe do Dame. Aos 74’ deu-se o momento alto da partida com a substituição do Miccoli (pareceu-me que estava tocado) pelo Mantorras. Recebeu a muito justa standing ovation naquele que foi provavelmente o último jogo dele com a camisola do Benfica no Estádio da Luz. Quando em forma ele é um dos melhores (senão mesmo o melhor) pontas-de-lança a alinhar em Portugal, mas infelizmente tem um historial de lesões muito grande. Mesmo assim, não me importava nada que ele pudesse ficar no Benfica. A oito minutos do fim, o Katsouranis inventou um golo para o Mantorras, que isolado frente ao guarda-redes não falhou. Foi um excelente lance do grego a passar a bola por cima de um defesa e a fazer um passe de morte para o angolano. No último minuto ainda deu para ver a terceira defesa do Quim, novamente a um remate do Dame. O encontro terminou pouco depois e mesmo sem termos feito uma grande exibição conseguimos uma vitória indiscutível.
Individualmente destaco o Karagounis e o Quim. O grego foi o jogador mais decisivo em termos de organização do ataque e foi pena não ter marcado nenhum golo. Espero sinceramente que as notícias da sua saída (por inadaptação da família a Portugal) não se confirmem. O Quim foi a razão pela qual não sofremos nenhum golo hoje. O Katsouranis esteve igualmente em plano de evidência, não só a fazer de Petit, como também a lançar o ataque. Quanto ao resto da equipa esteve razoável, mas tive pena que o Rui Costa não tenha conseguido estrear-se a marcar no campeonato.
Para o ano há mais, espero com alguns novos protagonistas (especialmente sentados no banco), mas a boa notícia é que parece que vamos ter maestro por mais uma temporada. O futebol agradece e se assim for não compreendo como é que há pessoas a colocar em causa a manutenção do seu cativo, caso o treinador se mantenha. Com ou sem Fernando Santos, essas pessoas jamais poderão dizer aos netos “eu vi ao vivo todos as partidas do Rui Costa no seu último ano de jogador”. E daqui a uns tempos vão arrepender-se de ter tomado essa decisão, mas aí já será tarde demais. Há malucos para tudo...
P.S. – Como vivemos numa nação onde a justiça não funciona, temos hoje uma equipa a festejar o campeonato da I Liga, quando deveria estar a celebrar a subida de divisão, como se passa com outro clube em Itália. É triste, mas é o país que temos. E os dirigentes responsáveis andam todos a assobiar para o lado e lembram-se de inventar novas competições. Tenham mas é juízo!
Começámos bem o jogo e o Derlei (hoje ganhou o direito a ser chamado pelo nome) lá se estreou finalmente a marcar pelo Benfica, aos 11’. Só espero é que este golo não apague o que ele (não) fez ao longo destes meses todos e que volte para o sítio de onde veio. A partida foi toda jogada num ritmo bastante baixo, o que vem sendo norma nos nossos últimos encontros. Pouco depois do nosso golo, a Académica teve uma boa oportunidade, mas o Quim fez a primeira das três magníficas defesas que efectuou. Da nossa parte o Karagounis era claramente o melhor e o único corpo estranho era o Paulo Jorge (que jogou em vez do castigado Petit). Como os lagartos marcaram dois golos bastante cedo, o nosso objectivo de chegar ao 2º lugar caiu muito rapidamente e a qualidade do nosso futebol reflectiu esse estado de espírito. O Miccoli e o Karagounis ainda fizeram dois remates bastante perigosos, mas o Pedro Roma defendeu bem. O jogo estava aberto, mas nós éramos claramente a melhor equipa.
Na 2ª parte surgiu o Manú em vez do Paulo Jorge, mas não melhorámos tanto quanto seria desejável. Um cruzamento do Karagounis provocou uma hesitação na defesa contrária, mas o Miccoli não soube aproveitar e rematou à malha lateral. Pouco depois, o Derlei voltou aos (maus) velhos tempos e falhou um golo fácil, quando estava praticamente isolado. Demorou muito tempo a rematar e permitiu que um defesa cortasse a bola. O Miccoli ainda tentou mais duas vezes, mas em ambas o guarda-redes defendeu os seus remates. Poderia ter marcado ainda noutro lance, mas o fiscal-de-linha assinalou um bárbaro e inexistente fora-de-jogo. A cerca de 20 minutos do fim, o Quim voltou a brilhar com uma defesa sublime a um remate de longe do Dame. Aos 74’ deu-se o momento alto da partida com a substituição do Miccoli (pareceu-me que estava tocado) pelo Mantorras. Recebeu a muito justa standing ovation naquele que foi provavelmente o último jogo dele com a camisola do Benfica no Estádio da Luz. Quando em forma ele é um dos melhores (senão mesmo o melhor) pontas-de-lança a alinhar em Portugal, mas infelizmente tem um historial de lesões muito grande. Mesmo assim, não me importava nada que ele pudesse ficar no Benfica. A oito minutos do fim, o Katsouranis inventou um golo para o Mantorras, que isolado frente ao guarda-redes não falhou. Foi um excelente lance do grego a passar a bola por cima de um defesa e a fazer um passe de morte para o angolano. No último minuto ainda deu para ver a terceira defesa do Quim, novamente a um remate do Dame. O encontro terminou pouco depois e mesmo sem termos feito uma grande exibição conseguimos uma vitória indiscutível.
Individualmente destaco o Karagounis e o Quim. O grego foi o jogador mais decisivo em termos de organização do ataque e foi pena não ter marcado nenhum golo. Espero sinceramente que as notícias da sua saída (por inadaptação da família a Portugal) não se confirmem. O Quim foi a razão pela qual não sofremos nenhum golo hoje. O Katsouranis esteve igualmente em plano de evidência, não só a fazer de Petit, como também a lançar o ataque. Quanto ao resto da equipa esteve razoável, mas tive pena que o Rui Costa não tenha conseguido estrear-se a marcar no campeonato.
Para o ano há mais, espero com alguns novos protagonistas (especialmente sentados no banco), mas a boa notícia é que parece que vamos ter maestro por mais uma temporada. O futebol agradece e se assim for não compreendo como é que há pessoas a colocar em causa a manutenção do seu cativo, caso o treinador se mantenha. Com ou sem Fernando Santos, essas pessoas jamais poderão dizer aos netos “eu vi ao vivo todos as partidas do Rui Costa no seu último ano de jogador”. E daqui a uns tempos vão arrepender-se de ter tomado essa decisão, mas aí já será tarde demais. Há malucos para tudo...
P.S. – Como vivemos numa nação onde a justiça não funciona, temos hoje uma equipa a festejar o campeonato da I Liga, quando deveria estar a celebrar a subida de divisão, como se passa com outro clube em Itália. É triste, mas é o país que temos. E os dirigentes responsáveis andam todos a assobiar para o lado e lembram-se de inventar novas competições. Tenham mas é juízo!
quinta-feira, maio 17, 2007
Relembrar XIV – Falhanços I
Hoje era suposto estar a escrever um post sobre a nossa presença na final da Taça Uefa. Infelizmente quis o destino que assim não fosse, naquele que constituiu um dos grandes falhanços da época e o que mais me custou a digerir. Baseado neste pensamento resolvi abrir uma sub-secção do “Relembrar” dedicada aos maiores falhanços de baliza aberta que eu vi a jogadores do Glorioso. Porque nem só de coisas boas se faz a nossa história, seleccionei quatro golos impossíveis de falhar, mas em que efectivamente a bola não quis entrar na baliza.
Este do Diamantino é o mais antigo e só por isso é o primeiro. Foi na 1ª mão da final da Taça Uefa que perdemos para o Anderlecht em 1982/83. Fomos derrotados em Bruxelas por 1-0 e caso esta bola tivesse entrado a final teria sido certamente diferente. Quando ainda está muito presente na memória o falhanço do Nuno Gomes frente ao Espanyol, este não lhe fica atrás, já que o remate acontece igualmente dentro da pequena-área. É preciso ser um grande jogador para conseguir colocar a bola onde o Diamantino a colocou!
Este do Diamantino é o mais antigo e só por isso é o primeiro. Foi na 1ª mão da final da Taça Uefa que perdemos para o Anderlecht em 1982/83. Fomos derrotados em Bruxelas por 1-0 e caso esta bola tivesse entrado a final teria sido certamente diferente. Quando ainda está muito presente na memória o falhanço do Nuno Gomes frente ao Espanyol, este não lhe fica atrás, já que o remate acontece igualmente dentro da pequena-área. É preciso ser um grande jogador para conseguir colocar a bola onde o Diamantino a colocou!
terça-feira, maio 15, 2007
De encomenda
Quem é o árbitro que maiores garantias oferece para o derradeiro jogo do clube regional em casa frente ao Aves, quem é? Vá lá, é fácil...
Disseram Olegário Benquerença? Então, acertaram!!!
Já houve um Atlético e um E. Amadora este ano e vocês achavam que eles continuariam a dormir?!
Este futebol mantém-se um nojo...
Disseram Olegário Benquerença? Então, acertaram!!!
Já houve um Atlético e um E. Amadora este ano e vocês achavam que eles continuariam a dormir?!
Este futebol mantém-se um nojo...
Miccoli e mais 10
Um fim-de-semana prolongado impediu-me de postar mais cedo sobre a nossa vitória no Bonfim por 1-0 com outro golo do Miccoli. Foi mais um jogo de final de época em que a nossa exibição deixou (novamente) muito a desejar. Mas como o V. Setúbal é das equipas mais fracas do campeonato acabámos por vencer sem contestação.
O ritmo da partida foi bastante lento, todavia desde início que se percebeu que nós éramos os únicos interessados em lutar pela vitória. Na 1ª parte criámos duas boas oportunidades, mas o camisola 27 continua na sua senda de falhanços inacreditáveis e FELIZMENTE só teremos que o aturar por mais um jogo. Não jogávamos bem, eram bastantes os passes que saíam sem direcção e nem o maestro se salvou do marasmo. O Petit era o único que dava nas vistas, porque para ele é sempre a doer.
Na 2ª parte entrámos mais rápidos, mas foi “sol de pouca dura”. O V. Setúbal bem tentava, mas não dava para mais. Aos 60’ voltámos a jogar com 11 quando o Mantorras entrou para o lugar do camisola 27. Não fez nada de muito extraordinário, mas mesmo assim notou-se a diferença, já que foi dele o passe que isolou o Miccoli sobre a direita para criar a nossa melhor situação até aquela altura. Infelizmente o remate saiu ao lado. Pouco depois na sequência de uma jogada pela esquerda há um centro atrasado, mas o Miccoli sem deixar a bola cair no chão acerta-lhe mal. O italiano era o único a criar perigo, mas parecia que estava com a pontaria desafinada. Até que aos 79’ marcámos FINALMENTE um golo de contra-ataque. Depois de um canto deles, o Mantorras ganha o lance de cabeça, a bola vai para o Karagounis que desmarca o Miccoli sobre a esquerda, este corre isolado, finta o defesa que entretanto lhe apareceu e remata rasteiro, com a bola ainda a ressaltar noutro defesa e a enganar o guarda-redes. Percebeu-se que tínhamos ali o ganho o jogo, porque o V. Setúbal era incapaz de nos apoquentar na defesa.
Individualmente claro que o destaque vai para o Miccoli, se bem que também tenha gostado muito do Petit. O resto da equipa parece que precisa de férias (especialmente o Katsouranis), porque se é verdade que não comprometeram, o que é certo é que faltou o rasgo que se exige aos nossos jogadores. Vamos para a última jornada e matematicamente ainda podemos ser campeões, o que já não acontecia há muitos anos. Mas como é mais provável o presidente do clube regional ser um homem honesto do que o Aves ganhar na casa deles e os lagartos não derrotarem o Belenenses, vamos ter na próxima semana o final de uma época decepcionante. É preciso algo que nos levante o moral e não é quem está actualmente no banco que o pode fazer. Espero que o presidente perceba isso.
O ritmo da partida foi bastante lento, todavia desde início que se percebeu que nós éramos os únicos interessados em lutar pela vitória. Na 1ª parte criámos duas boas oportunidades, mas o camisola 27 continua na sua senda de falhanços inacreditáveis e FELIZMENTE só teremos que o aturar por mais um jogo. Não jogávamos bem, eram bastantes os passes que saíam sem direcção e nem o maestro se salvou do marasmo. O Petit era o único que dava nas vistas, porque para ele é sempre a doer.
Na 2ª parte entrámos mais rápidos, mas foi “sol de pouca dura”. O V. Setúbal bem tentava, mas não dava para mais. Aos 60’ voltámos a jogar com 11 quando o Mantorras entrou para o lugar do camisola 27. Não fez nada de muito extraordinário, mas mesmo assim notou-se a diferença, já que foi dele o passe que isolou o Miccoli sobre a direita para criar a nossa melhor situação até aquela altura. Infelizmente o remate saiu ao lado. Pouco depois na sequência de uma jogada pela esquerda há um centro atrasado, mas o Miccoli sem deixar a bola cair no chão acerta-lhe mal. O italiano era o único a criar perigo, mas parecia que estava com a pontaria desafinada. Até que aos 79’ marcámos FINALMENTE um golo de contra-ataque. Depois de um canto deles, o Mantorras ganha o lance de cabeça, a bola vai para o Karagounis que desmarca o Miccoli sobre a esquerda, este corre isolado, finta o defesa que entretanto lhe apareceu e remata rasteiro, com a bola ainda a ressaltar noutro defesa e a enganar o guarda-redes. Percebeu-se que tínhamos ali o ganho o jogo, porque o V. Setúbal era incapaz de nos apoquentar na defesa.
Individualmente claro que o destaque vai para o Miccoli, se bem que também tenha gostado muito do Petit. O resto da equipa parece que precisa de férias (especialmente o Katsouranis), porque se é verdade que não comprometeram, o que é certo é que faltou o rasgo que se exige aos nossos jogadores. Vamos para a última jornada e matematicamente ainda podemos ser campeões, o que já não acontecia há muitos anos. Mas como é mais provável o presidente do clube regional ser um homem honesto do que o Aves ganhar na casa deles e os lagartos não derrotarem o Belenenses, vamos ter na próxima semana o final de uma época decepcionante. É preciso algo que nos levante o moral e não é quem está actualmente no banco que o pode fazer. Espero que o presidente perceba isso.
domingo, maio 06, 2007
Penoso
Pela 1ª vez ganhámos (2-1) à Naval 1º de Maio e o Sr. Fernando Santos pode ficar orgulhoso por esse facto. Já entrou na história do Benfica. É pena é só entrar na história por isto. Poderia continuar a fazer parte dessa mesma história como qualquer um de nós, sendo adepto na bancada, mas infelizmente parece que quer continuar a fazer parte do lado negativo do nosso clube (ausência de títulos) por mais um ano.
O jogo hoje foi mau demais e quase nem dá vontade de escrever sobre ele. Alinhámos muito desfalcados (sem Luisão, Simão e Nuno Gomes) e jogámos em duas velocidades: devagar e parados. Até nem começámos mal, já que logo aos 11’ o Miccoli fez uma excelente jogada na esquerda e assistiu o Petit para o 1º golo. No entanto, pouco depois fechámos a loja, convencidos que o jogo estava ganho até porque a Naval não criava perigo nenhum. Jogámos com bastante displicência e em inferioridade numérica durante 72’, altura em que o camisola 27 foi FINALMENTE substituído. Lá tentávamos um ou outro remate, mas tudo sempre muito em esforço num típico jogo de final de época.
Na 2ª parte a Naval acordou e começou a criar mais situações perto da nossa baliza. O Anderson estava castigado, pelo que o outro central era o Katsouranis, mas não ficámos a perder antes pelo contrário. Em contra-ataque ainda criámos perigo, mas infelizmente o camisola 27 estava em campo e, depois de uma boa jogada de insistência do Karagounis, conseguiu (é mesmo o termo) falhar um golo de baliza aberta, quando já tinha feito o mesmo de cabeça na 1ª parte. Depois venham falar do Nuno Gomes... Os remates de longe também saíam sem direcção (não é Rui Costa e Karagounis?), pelo que parecia que desde o minuto 11’ estávamos mais à espera do final da partida do que propriamente interessados em aumentar o resultado. E o inevitável aconteceu. Aos 77’ o João Coimbra (que entretanto tinha entrado para o lugar do 27) não acompanhou o Lito que, depois de uma boa tabelinha com o avançado, ficou isolado frente ao Quim e empatou a partida. Começaram a aparecer os primeiros lenços brancos nas bancadas e pouco depois este mesmo jogador teve um perigoso remate de longe que o Quim defendeu para canto. Também já entrado o milagreiro Mantorras, mas desta feita foi o Miccoli a resolver-nos o jogo e a poupar uma enorme assobiadela ao Sr. Fernando Santos, com um remate cruzado aos 88’ que nos deu a vitória (até que enfim que ganhámos um jogo para o campeonato nos últimos cinco minutos). Pouco depois, com os nossos jogadores a controlar a bola e a perder tempo(!), a partida acabou.
Individualmente destacou-se o Miccoli, ao estar presente nos dois golos, e poucos mais. O Petit manteve a bitola de quem não sabe jogar mal e o Karagounis teve o habitual aumento de produção na 2ª parte. O Rui Costa não esteve tão feliz nas suas intervenções, mas a ele perdoa-se tudo. Na defesa não gostei muito do David Luiz, se bem que não tenha comprometido. Quanto ao camisola 27 tenho que confessar que foi a muito custo que não o assobiei. O que vale é que só vamos ter que o aturar durante mais dois jogos. Já devíamos saber que temos que ter muito cuidado com a contratação de jogadores que se poluam ao jogar naquele clube hediondo. Raramente dá bom resultado e quem não gostava do Kikin Fonseca deve estar muito satisfeito com esta troca.
O Sr. Fernando Santos continua a parecer aquele Ministro da Informação do Iraque na altura da invasão dos EUA. Para ele está sempre tudo sob controlo, “sabemos o que estamos a fazer” e “temos que conversar para as coisas correrem melhor”. O desânimo é evidente, ele não consegue motivar os jogadores e a leitura que faz dos jogos é sempre correcta, só é pena que pareça que ele não tem nada a ver com o assunto. Resta-nos esperar pela chegada da época 2008/09, porque infelizmente já se percebeu que vamos ter que levar com ele por mais 365 dias, apesar de ter falhado TODOS os objectivos deste ano. Espero ao menos que o Rui Costa jogue mais uma época para termos algum foco de interesse ao ver os nossos jogos. A manutenção deste senhor no comando técnico do Benfica é um ERRO CRASSO não só do ponto de vista desportivo, mas também económico. No entanto, esta análise ficará para outra altura depois de o campeonato acabar.
O jogo hoje foi mau demais e quase nem dá vontade de escrever sobre ele. Alinhámos muito desfalcados (sem Luisão, Simão e Nuno Gomes) e jogámos em duas velocidades: devagar e parados. Até nem começámos mal, já que logo aos 11’ o Miccoli fez uma excelente jogada na esquerda e assistiu o Petit para o 1º golo. No entanto, pouco depois fechámos a loja, convencidos que o jogo estava ganho até porque a Naval não criava perigo nenhum. Jogámos com bastante displicência e em inferioridade numérica durante 72’, altura em que o camisola 27 foi FINALMENTE substituído. Lá tentávamos um ou outro remate, mas tudo sempre muito em esforço num típico jogo de final de época.
Na 2ª parte a Naval acordou e começou a criar mais situações perto da nossa baliza. O Anderson estava castigado, pelo que o outro central era o Katsouranis, mas não ficámos a perder antes pelo contrário. Em contra-ataque ainda criámos perigo, mas infelizmente o camisola 27 estava em campo e, depois de uma boa jogada de insistência do Karagounis, conseguiu (é mesmo o termo) falhar um golo de baliza aberta, quando já tinha feito o mesmo de cabeça na 1ª parte. Depois venham falar do Nuno Gomes... Os remates de longe também saíam sem direcção (não é Rui Costa e Karagounis?), pelo que parecia que desde o minuto 11’ estávamos mais à espera do final da partida do que propriamente interessados em aumentar o resultado. E o inevitável aconteceu. Aos 77’ o João Coimbra (que entretanto tinha entrado para o lugar do 27) não acompanhou o Lito que, depois de uma boa tabelinha com o avançado, ficou isolado frente ao Quim e empatou a partida. Começaram a aparecer os primeiros lenços brancos nas bancadas e pouco depois este mesmo jogador teve um perigoso remate de longe que o Quim defendeu para canto. Também já entrado o milagreiro Mantorras, mas desta feita foi o Miccoli a resolver-nos o jogo e a poupar uma enorme assobiadela ao Sr. Fernando Santos, com um remate cruzado aos 88’ que nos deu a vitória (até que enfim que ganhámos um jogo para o campeonato nos últimos cinco minutos). Pouco depois, com os nossos jogadores a controlar a bola e a perder tempo(!), a partida acabou.
Individualmente destacou-se o Miccoli, ao estar presente nos dois golos, e poucos mais. O Petit manteve a bitola de quem não sabe jogar mal e o Karagounis teve o habitual aumento de produção na 2ª parte. O Rui Costa não esteve tão feliz nas suas intervenções, mas a ele perdoa-se tudo. Na defesa não gostei muito do David Luiz, se bem que não tenha comprometido. Quanto ao camisola 27 tenho que confessar que foi a muito custo que não o assobiei. O que vale é que só vamos ter que o aturar durante mais dois jogos. Já devíamos saber que temos que ter muito cuidado com a contratação de jogadores que se poluam ao jogar naquele clube hediondo. Raramente dá bom resultado e quem não gostava do Kikin Fonseca deve estar muito satisfeito com esta troca.
O Sr. Fernando Santos continua a parecer aquele Ministro da Informação do Iraque na altura da invasão dos EUA. Para ele está sempre tudo sob controlo, “sabemos o que estamos a fazer” e “temos que conversar para as coisas correrem melhor”. O desânimo é evidente, ele não consegue motivar os jogadores e a leitura que faz dos jogos é sempre correcta, só é pena que pareça que ele não tem nada a ver com o assunto. Resta-nos esperar pela chegada da época 2008/09, porque infelizmente já se percebeu que vamos ter que levar com ele por mais 365 dias, apesar de ter falhado TODOS os objectivos deste ano. Espero ao menos que o Rui Costa jogue mais uma época para termos algum foco de interesse ao ver os nossos jogos. A manutenção deste senhor no comando técnico do Benfica é um ERRO CRASSO não só do ponto de vista desportivo, mas também económico. No entanto, esta análise ficará para outra altura depois de o campeonato acabar.
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