terça-feira, junho 26, 2007
Relembrar XV – “Envergonhados”
Em primeiro lugar, há que dizer que a tentativa de corrupção é por si só um crime. Não é preciso que haja relação causa-efeito, ou seja, lá por um jogo ter corrido de feição e o árbitro não ter tido necessidade de prejudicar uma determinada equipa, não quer dizer que o árbitro e quem o corrompeu não devam ser punidos. E as escutas do processo “Apito Dourado” são mais que elucidativas sobre este assunto.
Mas não contente com isto, o presidente do clube regional veio desafiar a comunicação social a mostrar as imagens do Nacional-Benfica (3-2) de 2003/04, para alguns ficassem “envergonhados com o que escrevem e insinuam”. Seja feita a sua vontade! Ora cá estão elas e podem tirar as vossas conclusões. É verdade que o Benfica não fez uma exibição particularmente brilhante (o Hélder e o Moreira tiveram culpas nos golos), mas aos 90’ houve este lance na grande-área do Nacional. Apesar do que diz o Sr. Alexandre Albuquerque da RTP, o choque está longe de ser “meramente acidental”. O Tiago foi atropelado e se o penalty tivesse sido assinalado muito provavelmente não teríamos perdido o jogo. Assim se decidiram campeonatos nos últimos 20 anos no futebol português.
Mas não contente com isto, o presidente do clube regional veio desafiar a comunicação social a mostrar as imagens do Nacional-Benfica (3-2) de 2003/04, para alguns ficassem “envergonhados com o que escrevem e insinuam”. Seja feita a sua vontade! Ora cá estão elas e podem tirar as vossas conclusões. É verdade que o Benfica não fez uma exibição particularmente brilhante (o Hélder e o Moreira tiveram culpas nos golos), mas aos 90’ houve este lance na grande-área do Nacional. Apesar do que diz o Sr. Alexandre Albuquerque da RTP, o choque está longe de ser “meramente acidental”. O Tiago foi atropelado e se o penalty tivesse sido assinalado muito provavelmente não teríamos perdido o jogo. Assim se decidiram campeonatos nos últimos 20 anos no futebol português.
domingo, junho 24, 2007
Rescaldo do V Jantar de Bloguiquistas
Há sensivelmente dois anos anos éramos poucos mais que uma equipa de futsal, depois evoluímos para o número de jogadores com que o clube regional terminaria a maioria dos jogos se as arbitragens fossem isentas (dez ou nove) e o maior de todos tinha tido 15 pessoas à mesa. Foi referido num dos repastos anteriores que qualquer dia tínhamos que alugar a Catedral mesmo (que não a da Cerveja) para albergar a blogosfera benfiquista e, de facto, ontem foi dado mais um passo para isso. Éramos quase um plantel habitual de uma equipa (que não treinada pelo Fernando Santos, pois esse só tem 14 jogadores) à mesa (21 pessoas)! Tivemos que ficar em três mesas diferentes, quase como num casamento com alguém disse.
Como é habitual, a noite passou demasiado depressa e a tradição de acabar o convívio por volta das 3h da manhã foi mantida da mesma maneira que das outras vezes (fala-se, fala-se, fala-se e de repente olha-se para o relógio e já são aquelas horas). O único ponto negativo (ou quiçá positivo, já que faremos mais uma receita) foi não termos conseguido festejar em conjunto o campeonato de futsal. Não faz mal, fica para hoje!
Foi um enorme prazer compartilhar a mesa com os seguintes convivas: Pedro F.F., D’Arcy, Gwaihir, Superman Torras, Corto Maltese, Pedro e respectiva consorte (uma das poucas lagartas com fair-play :), Ry e em estreia absoluta nestes eventos JG, Quetzal Guzman, Artur Hermenegildo e Luísa, Dezazucr, Papichulo, Americano, Johnny Rook, 1benfiquista na Invicta, Starblade, Glorioso Adepto e Viriato de Viseu (todos estes comentadores habituais em blogs do Glorioso). No início e no fim do jantar ainda apareceu o Pedro Soares Lourenço. As ausências, a maioria mais que justificada, foram todas lamentadas, mas há a certeza de que nos tornaremos a ver muito proximamente.
Como é habitual, a noite passou demasiado depressa e a tradição de acabar o convívio por volta das 3h da manhã foi mantida da mesma maneira que das outras vezes (fala-se, fala-se, fala-se e de repente olha-se para o relógio e já são aquelas horas). O único ponto negativo (ou quiçá positivo, já que faremos mais uma receita) foi não termos conseguido festejar em conjunto o campeonato de futsal. Não faz mal, fica para hoje!
Foi um enorme prazer compartilhar a mesa com os seguintes convivas: Pedro F.F., D’Arcy, Gwaihir, Superman Torras, Corto Maltese, Pedro e respectiva consorte (uma das poucas lagartas com fair-play :), Ry e em estreia absoluta nestes eventos JG, Quetzal Guzman, Artur Hermenegildo e Luísa, Dezazucr, Papichulo, Americano, Johnny Rook, 1benfiquista na Invicta, Starblade, Glorioso Adepto e Viriato de Viseu (todos estes comentadores habituais em blogs do Glorioso). No início e no fim do jantar ainda apareceu o Pedro Soares Lourenço. As ausências, a maioria mais que justificada, foram todas lamentadas, mas há a certeza de que nos tornaremos a ver muito proximamente.
quarta-feira, junho 20, 2007
Jantar - deadline inscrições
É só para informar que as inscrições para o jantar de bloguiquistas encerram oficialmente na próxima 6ª feira, dia 22, às 20h. Para além do salutar convívio que se perspectiva, teremos a oportunidade de assistir juntos ao 2º jogo da final do campeonato de futsal, que nos poderá dar o título de campeão.
quinta-feira, junho 14, 2007
Finalmente acusado!
P**** da C**** acusado de corrupção desportiva
Não vou embandeirar em arco com esta notícia, até porque o caso está longe do fim, mas sem dúvida que isto é mais um passo em frente para que se repare a vergonha que foram estes últimos 20 anos no futebol português. Só quem é desonesto é que não quer ver o que se passou. As provas são mais que muitas, as escutas elucidativas, espero sinceramente que possamos todos voltar a acreditar na justiça no fim deste caso. Se assim for, cá estaremos para festejar a descida à Liga de Honra de quem já lá deveria estar há muito tempo.
P.S. – Ouvi ontem um senhor, que agora tem a mania que é escritor, a perguntar na TVI: “para quê é que o [nome do clube cujo presidente é acusado de corrupção] iria comprar um jogo frente ao E. Amadora quando estava muito à frente do campeonato?” Coitado, deve ter estado distraído e já não se lembra do campeonato deste ano...
Não vou embandeirar em arco com esta notícia, até porque o caso está longe do fim, mas sem dúvida que isto é mais um passo em frente para que se repare a vergonha que foram estes últimos 20 anos no futebol português. Só quem é desonesto é que não quer ver o que se passou. As provas são mais que muitas, as escutas elucidativas, espero sinceramente que possamos todos voltar a acreditar na justiça no fim deste caso. Se assim for, cá estaremos para festejar a descida à Liga de Honra de quem já lá deveria estar há muito tempo.
P.S. – Ouvi ontem um senhor, que agora tem a mania que é escritor, a perguntar na TVI: “para quê é que o [nome do clube cujo presidente é acusado de corrupção] iria comprar um jogo frente ao E. Amadora quando estava muito à frente do campeonato?” Coitado, deve ter estado distraído e já não se lembra do campeonato deste ano...
quinta-feira, junho 07, 2007
Feriado na Catedral
Fui uma das quase 13.500 pessoas que aproveitaram o feriado para ir respirar os bons ares do Estádio da Luz e ver o Benfica – lagartos em juniores. Já tinha ido ao Seixal ver também o jogo contra eles na 1ª fase do campeonato e tínhamos perdido por 0-1. Logo nessa altura apercebi-me que a equipa deles é melhor do que a nossa, a que não será alheio o facto de eles terem mais um ano de juniores do que nós, já que a maioria da nossa equipa era juvenil no ano passado.
Hoje empatámos por 1-1 com o nosso golo a ser obtido pelo chinês Yu Dabao aos 92’. Mas mais uma vez os lagartos jogaram melhor do que nós e foi sem supresa que chegaram ao intervalo a ganhar por 1-0, com um autogolo nosso. Só que, como seres répteis e rastejantes que são, na 2ª parte resolveram passar a maior parte no chão em vez de jogarem à bola. A maca deve ter entrado umas cinco vezes (sem exagero) em campo, o antijogo e as simulações eram mais que muitas e assim foi com redobrado gozo que comemorei o golo do empate, quando já não se esperava. Tivessem eles procurado o 2º golo e não teriam empatado. Enfim, nada que não se espere de quem vem daquelas bandas.
No entanto, devo dizer que fiquei um pouco desiludido com a prestação da nossa equipa. Não sei se foi por nervosismo de estarem a jogar no relvado da Luz (embora no jogo do Seixal a exibição também tenha sido fraca), mas vi muito poucos com capacidade para actuarem pela equipa principal. Aliás, neste preciso momento não há nenhum. O chinês Yu Dabao foi naturalmente aquele em que a atenção esteve mais concentrada. Tem bom toque de bola, joga bem de cabeça, não se movimenta mal e parece ter remate fácil. Mas ainda se mostra algo imaturo em algumas acções do jogo e portanto duvido que para o ano esteja apto para a equipa principal. Todavia, espero que esteja daqui a duas épocas. Tirando este, só o defesa-esquerdo (Ruben Lima) sobressaiu, anulando algumas jogadas do nº 11 deles, um sósia do Yannick Djaló, que é muito bom de bola. Em nível mediano esteve o nosso capitão, Miguel Vitor, defesa-central, que me parece ter bom sentido posicional. No meio-campo, o Romeu Ribeiro foi uma desilusão, sendo pouco raçudo a recuperar a bola e muito lento a endossá-la. Aliás, os lagartos ganharam a maioria das bolas divididas. Outra desilusão foi o Sami, que não fez nada digno de registo durante o jogo todo. O australiano Kaz Patafta entrou a meio da 2ª parte, tem bom toque de bola, mas parece-me muito lingrinhas e esconde-se muito do jogo. Quem também poderá ser prejudicado pela sua pouca estatura é o André Carvalhas, que jogou com e a nº 10. A sua velocidade não compensou o facto de perder as bolas divididas.
Acabámos por ter alguma sorte no momento que empatámos o jogo, mas o mais importante é que alguns destes jogadores, daqui a um ano, possam estar mais maduros e consequentemente ser aproveitados para a equipa principal. Ah, e que já agora consigam ganhar este campeonato de juniores.
Hoje empatámos por 1-1 com o nosso golo a ser obtido pelo chinês Yu Dabao aos 92’. Mas mais uma vez os lagartos jogaram melhor do que nós e foi sem supresa que chegaram ao intervalo a ganhar por 1-0, com um autogolo nosso. Só que, como seres répteis e rastejantes que são, na 2ª parte resolveram passar a maior parte no chão em vez de jogarem à bola. A maca deve ter entrado umas cinco vezes (sem exagero) em campo, o antijogo e as simulações eram mais que muitas e assim foi com redobrado gozo que comemorei o golo do empate, quando já não se esperava. Tivessem eles procurado o 2º golo e não teriam empatado. Enfim, nada que não se espere de quem vem daquelas bandas.
No entanto, devo dizer que fiquei um pouco desiludido com a prestação da nossa equipa. Não sei se foi por nervosismo de estarem a jogar no relvado da Luz (embora no jogo do Seixal a exibição também tenha sido fraca), mas vi muito poucos com capacidade para actuarem pela equipa principal. Aliás, neste preciso momento não há nenhum. O chinês Yu Dabao foi naturalmente aquele em que a atenção esteve mais concentrada. Tem bom toque de bola, joga bem de cabeça, não se movimenta mal e parece ter remate fácil. Mas ainda se mostra algo imaturo em algumas acções do jogo e portanto duvido que para o ano esteja apto para a equipa principal. Todavia, espero que esteja daqui a duas épocas. Tirando este, só o defesa-esquerdo (Ruben Lima) sobressaiu, anulando algumas jogadas do nº 11 deles, um sósia do Yannick Djaló, que é muito bom de bola. Em nível mediano esteve o nosso capitão, Miguel Vitor, defesa-central, que me parece ter bom sentido posicional. No meio-campo, o Romeu Ribeiro foi uma desilusão, sendo pouco raçudo a recuperar a bola e muito lento a endossá-la. Aliás, os lagartos ganharam a maioria das bolas divididas. Outra desilusão foi o Sami, que não fez nada digno de registo durante o jogo todo. O australiano Kaz Patafta entrou a meio da 2ª parte, tem bom toque de bola, mas parece-me muito lingrinhas e esconde-se muito do jogo. Quem também poderá ser prejudicado pela sua pouca estatura é o André Carvalhas, que jogou com e a nº 10. A sua velocidade não compensou o facto de perder as bolas divididas.
Acabámos por ter alguma sorte no momento que empatámos o jogo, mas o mais importante é que alguns destes jogadores, daqui a um ano, possam estar mais maduros e consequentemente ser aproveitados para a equipa principal. Ah, e que já agora consigam ganhar este campeonato de juniores.
terça-feira, junho 05, 2007
A época do Sr. Fernando Santos
Acabada que está a época, aqui está o prometido post sobre o nosso treinador. Estive muito céptico aquando da sua contratação e infelizmente não me enganei. Tivemos um momento a meio da temporada em que parecia que íamos ter sucesso, mas, como é comum nas equipas treinadas pelo Sr. Fernando Santos, morremos na praia. A questão fulcral para mim resume-se a isto: o que é que de positivo trouxe o Sr. Fernando Santos ao Benfica?
A resposta é óbvia: NADA! Conseguimos perder todas as competições em que estivemos envolvidos, mas ele já veio dizer que a época não pode ser considerada totalmente negativa! Escuda-se em estatísticas (maior número de pontos ganhos, defesa menos batida das últimas épocas e invencível em casa), mas como disse o meu amigo TMA num comentário num dos posts abaixo: “a estatística é a ciência segundo a qual um homem pode estar termicamente confortável com a cabeça no forno e os pés no congelador.” E foi isso que aconteceu, senão vejamos:
1) O apuramento para a 2ª fase da Liga dos Campeões não foi conseguido, apesar de estarmos num dos grupos mais fáceis.
2) A Taça de Portugal foi perdida para um clube da II Divisão (antes desta época, isto só tinha acontecido por duas vezes).
3) Falhámos o apuramento para as meias-finais da Taça Uefa frente a uma equipa inferior a nós.
4) No campeonato acabámos em 3º lugar.
Os seus defensores podem vir argumentar que no campeonato terminámos somente a dois pontos do 1º lugar, mas o que deve ser realçado é que nos jogos importantes (contra os quatro primeiros classificados) só ganhámos UM! Em 18 pontos só obtivemos seis! Mais: a vitória na casa dos lagartos foi o ÚNICO resultado que nos animou verdadeiramente este ano. No ano passado, com o Koeman (que, recorde-se, conquistou um troféu: a Supertaça) ganhámos em casa do clube regional depois de mais de uma década, ao Manchester e duas vezes ao Liverpool. Pensei lá se estavam mais satisfeitos o ano passado ou este ano.
O Sr. Fernando Santos bem pode falar das lesões, do calendário, da falta de sorte, do castigo ao Nuno Assis e de quantas mais razões se possa lembrar, mas é ele o grande culpado desta péssima época. E por uma razão muito simples: falta de coragem! A mesma falta de coragem que o impediu de lançar o David Luiz na Vila das Aves e que possivelmente teria impedido o Luisão de actuar em Paris. A falta de coragem que o fez ter a peregrina ideia que poderíamos “ganhar tudo” com 12 jogadores! Nenhum treinador do mundo ostraciza o plantel como o Sr. Fernando Santos ostracizou o seu. Se os Manús, Paulo Jorges, Miguelitos e outros que tais não tinham estofo para jogar no Benfica, para quê é que lhes andámos a pagar salários? Ou como é que eles ganhariam esse estofo estando no banco? Todas as equipas que estavam envolvidas em mais do que uma competição fizeram rotação do plantel, menos nós. O empate em Aveiro e depois frente ao Espanyol só aconteceu, porque os titulares não tiveram descanso. O Simão levou a equipa ao colo em Aveiro e frente aos espanhóis já não jogou grande coisa. Podem vir dizer que o plantel não tinha qualidade, mas jogadores medianos só se tornam úteis jogando com alguma regularidade. Caramba, se no ano passado ganhámos ao Manchester e Liverpool com o Beto a titular, isto quer dizer alguma coisa, não? O Sr. Fernando Santos deveria ter assumido claramente qual era a competição que queria ganhar e rodar um pouco (não é preciso mudar 11 jogadores para rodar uma equipa) na outra. Só a sua falta de coragem o impediu de fazer isso. E se um treinador não tem coragem jamais conseguirá ser bem sucedido.
Por outro lado, o seu discurso não estimula ninguém. O “temos que falar” depois de cada derrota por três golos entrou para o anedotário nacional. Tem-se a sensação no campo que os jogadores não ouvem o que ele diz, caso contrário não se perceberiam alguns dos seus comentários no final dos jogos, em que a sua leitura seria perfeita se ele fosse um mero comentador e não tivesse voto na matéria! Infelizmente, mesmo apesar destes resultados desastrosos, já se percebeu que este senhor vai continuar a ser o nosso treinador para o ano. Para além do aspecto desportivo, isto é um erro enorme em termos da economia do clube. Já este ano tivemos em média menos 4.600 espectadores no estádio para os jogos do campeonato do que no ano transacto (39.010 vs. 43.605). Em 2005/06 tivemos 9 jogos com mais de 45.000 espectadores, este ano tivemos 3 (podem subtrair à vontade dois jogos do ano passado, porque o campeonato foi mais pequeno, que continua a ser mais do dobro). Aposto com que quiser que o número de lugares cativos vai descer para a próxima época. O Sr. Fernando Santos bem poderia agarrar-se a uma questão estatística para tomar a decisão que a maioria dos benfiquistas gostaria: em 103 anos de história só dois treinadores portugueses conseguiram ser campeões pelo Glorioso. Elucidativo, não?
Apesar de tudo isto, não percebo aqueles que fazem depender o seu cativo ou a sua ida ao estádio da não permanência do Sr. Fernando Santos. E tenho pena deles, sinceramente. O Benfica está muito para além das pessoas que temporariamente o representam e é um ideal que não deve estar subjugado a elas. Como sócios e adeptos cabe-nos estar presentes e apoiar no que pudermos, gostemos ou não do treinador. Além disso, essas pessoas perderão a oportunidade de dizer aos seus netos que viram ao vivo a última época do Rui Costa. E ver a excelência é algo que não tem preço.
P.S. – A Selecção fez a sua obrigação neste fim-de-semana e ganhou na Bélgica por 2-1. Criámos várias oportunidades de golos, mas vencemos somente pela diferença mínima. Foi um bom resultado especialmente considerando as ausências do Ricardo Carvalho, Cristiano Ronaldo, Simão e Nuno Gomes. O Nani e o Postiga marcaram dois bons golos, o Petit foi dos melhores em campo e o Hugo Almeida honrou as suas raízes.
A resposta é óbvia: NADA! Conseguimos perder todas as competições em que estivemos envolvidos, mas ele já veio dizer que a época não pode ser considerada totalmente negativa! Escuda-se em estatísticas (maior número de pontos ganhos, defesa menos batida das últimas épocas e invencível em casa), mas como disse o meu amigo TMA num comentário num dos posts abaixo: “a estatística é a ciência segundo a qual um homem pode estar termicamente confortável com a cabeça no forno e os pés no congelador.” E foi isso que aconteceu, senão vejamos:
1) O apuramento para a 2ª fase da Liga dos Campeões não foi conseguido, apesar de estarmos num dos grupos mais fáceis.
2) A Taça de Portugal foi perdida para um clube da II Divisão (antes desta época, isto só tinha acontecido por duas vezes).
3) Falhámos o apuramento para as meias-finais da Taça Uefa frente a uma equipa inferior a nós.
4) No campeonato acabámos em 3º lugar.
Os seus defensores podem vir argumentar que no campeonato terminámos somente a dois pontos do 1º lugar, mas o que deve ser realçado é que nos jogos importantes (contra os quatro primeiros classificados) só ganhámos UM! Em 18 pontos só obtivemos seis! Mais: a vitória na casa dos lagartos foi o ÚNICO resultado que nos animou verdadeiramente este ano. No ano passado, com o Koeman (que, recorde-se, conquistou um troféu: a Supertaça) ganhámos em casa do clube regional depois de mais de uma década, ao Manchester e duas vezes ao Liverpool. Pensei lá se estavam mais satisfeitos o ano passado ou este ano.
O Sr. Fernando Santos bem pode falar das lesões, do calendário, da falta de sorte, do castigo ao Nuno Assis e de quantas mais razões se possa lembrar, mas é ele o grande culpado desta péssima época. E por uma razão muito simples: falta de coragem! A mesma falta de coragem que o impediu de lançar o David Luiz na Vila das Aves e que possivelmente teria impedido o Luisão de actuar em Paris. A falta de coragem que o fez ter a peregrina ideia que poderíamos “ganhar tudo” com 12 jogadores! Nenhum treinador do mundo ostraciza o plantel como o Sr. Fernando Santos ostracizou o seu. Se os Manús, Paulo Jorges, Miguelitos e outros que tais não tinham estofo para jogar no Benfica, para quê é que lhes andámos a pagar salários? Ou como é que eles ganhariam esse estofo estando no banco? Todas as equipas que estavam envolvidas em mais do que uma competição fizeram rotação do plantel, menos nós. O empate em Aveiro e depois frente ao Espanyol só aconteceu, porque os titulares não tiveram descanso. O Simão levou a equipa ao colo em Aveiro e frente aos espanhóis já não jogou grande coisa. Podem vir dizer que o plantel não tinha qualidade, mas jogadores medianos só se tornam úteis jogando com alguma regularidade. Caramba, se no ano passado ganhámos ao Manchester e Liverpool com o Beto a titular, isto quer dizer alguma coisa, não? O Sr. Fernando Santos deveria ter assumido claramente qual era a competição que queria ganhar e rodar um pouco (não é preciso mudar 11 jogadores para rodar uma equipa) na outra. Só a sua falta de coragem o impediu de fazer isso. E se um treinador não tem coragem jamais conseguirá ser bem sucedido.
Por outro lado, o seu discurso não estimula ninguém. O “temos que falar” depois de cada derrota por três golos entrou para o anedotário nacional. Tem-se a sensação no campo que os jogadores não ouvem o que ele diz, caso contrário não se perceberiam alguns dos seus comentários no final dos jogos, em que a sua leitura seria perfeita se ele fosse um mero comentador e não tivesse voto na matéria! Infelizmente, mesmo apesar destes resultados desastrosos, já se percebeu que este senhor vai continuar a ser o nosso treinador para o ano. Para além do aspecto desportivo, isto é um erro enorme em termos da economia do clube. Já este ano tivemos em média menos 4.600 espectadores no estádio para os jogos do campeonato do que no ano transacto (39.010 vs. 43.605). Em 2005/06 tivemos 9 jogos com mais de 45.000 espectadores, este ano tivemos 3 (podem subtrair à vontade dois jogos do ano passado, porque o campeonato foi mais pequeno, que continua a ser mais do dobro). Aposto com que quiser que o número de lugares cativos vai descer para a próxima época. O Sr. Fernando Santos bem poderia agarrar-se a uma questão estatística para tomar a decisão que a maioria dos benfiquistas gostaria: em 103 anos de história só dois treinadores portugueses conseguiram ser campeões pelo Glorioso. Elucidativo, não?
Apesar de tudo isto, não percebo aqueles que fazem depender o seu cativo ou a sua ida ao estádio da não permanência do Sr. Fernando Santos. E tenho pena deles, sinceramente. O Benfica está muito para além das pessoas que temporariamente o representam e é um ideal que não deve estar subjugado a elas. Como sócios e adeptos cabe-nos estar presentes e apoiar no que pudermos, gostemos ou não do treinador. Além disso, essas pessoas perderão a oportunidade de dizer aos seus netos que viram ao vivo a última época do Rui Costa. E ver a excelência é algo que não tem preço.
P.S. – A Selecção fez a sua obrigação neste fim-de-semana e ganhou na Bélgica por 2-1. Criámos várias oportunidades de golos, mas vencemos somente pela diferença mínima. Foi um bom resultado especialmente considerando as ausências do Ricardo Carvalho, Cristiano Ronaldo, Simão e Nuno Gomes. O Nani e o Postiga marcaram dois bons golos, o Petit foi dos melhores em campo e o Hugo Almeida honrou as suas raízes.
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quarta-feira, maio 23, 2007
V Jantar de Bloguiquistas
Ora bem, podem marcar nas vossas agendas. A “comissão organizadora” e totalista dos ditos repastos (D’Arcy, Pedro F. Ferreira e eu próprio), dando resposta a inúmeros pedidos, decidiu que estava na altura de voltar a reunir a blogosfera benfiquista para mais um encontro, precisamente de hoje a um mês. O local e a hora são os do costume, a Catedral da Cerveja no Estádio da Luz, às 20h, no sábado, dia 23 de Junho. Esperamos que com tanta antecedência possamos contar com a presença de muitos bloguiquistas e comentadores habituais de blogs do Glorioso. Prevê-se animado convívio e, se a tradição se mantiver, é melhor avisarem em casa que não têm horas de voltar...
Como de costume, quem estiver interessado(a) em ir poderá enviar um email para naosemencioneoexcremento@hotmail.com.
Como de costume, quem estiver interessado(a) em ir poderá enviar um email para naosemencioneoexcremento@hotmail.com.
segunda-feira, maio 21, 2007
Expectável
Vencemos a Académica por 2-0, mas aconteceu o previsível (vitórias dos outros dois) pelo que acabámos a época no 3º lugar e sem nenhum título conquistado. Se uma boa performance em termos estatísticos (muitos jogos sem perder, sofrer poucos golos, marcar bastantes, ser a única equipa a não perder em casa) é compensatório para alguns, para mim claramente não é. Há que perceber o que correu mal e faço votos sinceros para que o Fernando Santos continue por muitos e bons anos... mas como adepto na bancada ao pé de nós!
Começámos bem o jogo e o Derlei (hoje ganhou o direito a ser chamado pelo nome) lá se estreou finalmente a marcar pelo Benfica, aos 11’. Só espero é que este golo não apague o que ele (não) fez ao longo destes meses todos e que volte para o sítio de onde veio. A partida foi toda jogada num ritmo bastante baixo, o que vem sendo norma nos nossos últimos encontros. Pouco depois do nosso golo, a Académica teve uma boa oportunidade, mas o Quim fez a primeira das três magníficas defesas que efectuou. Da nossa parte o Karagounis era claramente o melhor e o único corpo estranho era o Paulo Jorge (que jogou em vez do castigado Petit). Como os lagartos marcaram dois golos bastante cedo, o nosso objectivo de chegar ao 2º lugar caiu muito rapidamente e a qualidade do nosso futebol reflectiu esse estado de espírito. O Miccoli e o Karagounis ainda fizeram dois remates bastante perigosos, mas o Pedro Roma defendeu bem. O jogo estava aberto, mas nós éramos claramente a melhor equipa.
Na 2ª parte surgiu o Manú em vez do Paulo Jorge, mas não melhorámos tanto quanto seria desejável. Um cruzamento do Karagounis provocou uma hesitação na defesa contrária, mas o Miccoli não soube aproveitar e rematou à malha lateral. Pouco depois, o Derlei voltou aos (maus) velhos tempos e falhou um golo fácil, quando estava praticamente isolado. Demorou muito tempo a rematar e permitiu que um defesa cortasse a bola. O Miccoli ainda tentou mais duas vezes, mas em ambas o guarda-redes defendeu os seus remates. Poderia ter marcado ainda noutro lance, mas o fiscal-de-linha assinalou um bárbaro e inexistente fora-de-jogo. A cerca de 20 minutos do fim, o Quim voltou a brilhar com uma defesa sublime a um remate de longe do Dame. Aos 74’ deu-se o momento alto da partida com a substituição do Miccoli (pareceu-me que estava tocado) pelo Mantorras. Recebeu a muito justa standing ovation naquele que foi provavelmente o último jogo dele com a camisola do Benfica no Estádio da Luz. Quando em forma ele é um dos melhores (senão mesmo o melhor) pontas-de-lança a alinhar em Portugal, mas infelizmente tem um historial de lesões muito grande. Mesmo assim, não me importava nada que ele pudesse ficar no Benfica. A oito minutos do fim, o Katsouranis inventou um golo para o Mantorras, que isolado frente ao guarda-redes não falhou. Foi um excelente lance do grego a passar a bola por cima de um defesa e a fazer um passe de morte para o angolano. No último minuto ainda deu para ver a terceira defesa do Quim, novamente a um remate do Dame. O encontro terminou pouco depois e mesmo sem termos feito uma grande exibição conseguimos uma vitória indiscutível.
Individualmente destaco o Karagounis e o Quim. O grego foi o jogador mais decisivo em termos de organização do ataque e foi pena não ter marcado nenhum golo. Espero sinceramente que as notícias da sua saída (por inadaptação da família a Portugal) não se confirmem. O Quim foi a razão pela qual não sofremos nenhum golo hoje. O Katsouranis esteve igualmente em plano de evidência, não só a fazer de Petit, como também a lançar o ataque. Quanto ao resto da equipa esteve razoável, mas tive pena que o Rui Costa não tenha conseguido estrear-se a marcar no campeonato.
Para o ano há mais, espero com alguns novos protagonistas (especialmente sentados no banco), mas a boa notícia é que parece que vamos ter maestro por mais uma temporada. O futebol agradece e se assim for não compreendo como é que há pessoas a colocar em causa a manutenção do seu cativo, caso o treinador se mantenha. Com ou sem Fernando Santos, essas pessoas jamais poderão dizer aos netos “eu vi ao vivo todos as partidas do Rui Costa no seu último ano de jogador”. E daqui a uns tempos vão arrepender-se de ter tomado essa decisão, mas aí já será tarde demais. Há malucos para tudo...
P.S. – Como vivemos numa nação onde a justiça não funciona, temos hoje uma equipa a festejar o campeonato da I Liga, quando deveria estar a celebrar a subida de divisão, como se passa com outro clube em Itália. É triste, mas é o país que temos. E os dirigentes responsáveis andam todos a assobiar para o lado e lembram-se de inventar novas competições. Tenham mas é juízo!
Começámos bem o jogo e o Derlei (hoje ganhou o direito a ser chamado pelo nome) lá se estreou finalmente a marcar pelo Benfica, aos 11’. Só espero é que este golo não apague o que ele (não) fez ao longo destes meses todos e que volte para o sítio de onde veio. A partida foi toda jogada num ritmo bastante baixo, o que vem sendo norma nos nossos últimos encontros. Pouco depois do nosso golo, a Académica teve uma boa oportunidade, mas o Quim fez a primeira das três magníficas defesas que efectuou. Da nossa parte o Karagounis era claramente o melhor e o único corpo estranho era o Paulo Jorge (que jogou em vez do castigado Petit). Como os lagartos marcaram dois golos bastante cedo, o nosso objectivo de chegar ao 2º lugar caiu muito rapidamente e a qualidade do nosso futebol reflectiu esse estado de espírito. O Miccoli e o Karagounis ainda fizeram dois remates bastante perigosos, mas o Pedro Roma defendeu bem. O jogo estava aberto, mas nós éramos claramente a melhor equipa.
Na 2ª parte surgiu o Manú em vez do Paulo Jorge, mas não melhorámos tanto quanto seria desejável. Um cruzamento do Karagounis provocou uma hesitação na defesa contrária, mas o Miccoli não soube aproveitar e rematou à malha lateral. Pouco depois, o Derlei voltou aos (maus) velhos tempos e falhou um golo fácil, quando estava praticamente isolado. Demorou muito tempo a rematar e permitiu que um defesa cortasse a bola. O Miccoli ainda tentou mais duas vezes, mas em ambas o guarda-redes defendeu os seus remates. Poderia ter marcado ainda noutro lance, mas o fiscal-de-linha assinalou um bárbaro e inexistente fora-de-jogo. A cerca de 20 minutos do fim, o Quim voltou a brilhar com uma defesa sublime a um remate de longe do Dame. Aos 74’ deu-se o momento alto da partida com a substituição do Miccoli (pareceu-me que estava tocado) pelo Mantorras. Recebeu a muito justa standing ovation naquele que foi provavelmente o último jogo dele com a camisola do Benfica no Estádio da Luz. Quando em forma ele é um dos melhores (senão mesmo o melhor) pontas-de-lança a alinhar em Portugal, mas infelizmente tem um historial de lesões muito grande. Mesmo assim, não me importava nada que ele pudesse ficar no Benfica. A oito minutos do fim, o Katsouranis inventou um golo para o Mantorras, que isolado frente ao guarda-redes não falhou. Foi um excelente lance do grego a passar a bola por cima de um defesa e a fazer um passe de morte para o angolano. No último minuto ainda deu para ver a terceira defesa do Quim, novamente a um remate do Dame. O encontro terminou pouco depois e mesmo sem termos feito uma grande exibição conseguimos uma vitória indiscutível.
Individualmente destaco o Karagounis e o Quim. O grego foi o jogador mais decisivo em termos de organização do ataque e foi pena não ter marcado nenhum golo. Espero sinceramente que as notícias da sua saída (por inadaptação da família a Portugal) não se confirmem. O Quim foi a razão pela qual não sofremos nenhum golo hoje. O Katsouranis esteve igualmente em plano de evidência, não só a fazer de Petit, como também a lançar o ataque. Quanto ao resto da equipa esteve razoável, mas tive pena que o Rui Costa não tenha conseguido estrear-se a marcar no campeonato.
Para o ano há mais, espero com alguns novos protagonistas (especialmente sentados no banco), mas a boa notícia é que parece que vamos ter maestro por mais uma temporada. O futebol agradece e se assim for não compreendo como é que há pessoas a colocar em causa a manutenção do seu cativo, caso o treinador se mantenha. Com ou sem Fernando Santos, essas pessoas jamais poderão dizer aos netos “eu vi ao vivo todos as partidas do Rui Costa no seu último ano de jogador”. E daqui a uns tempos vão arrepender-se de ter tomado essa decisão, mas aí já será tarde demais. Há malucos para tudo...
P.S. – Como vivemos numa nação onde a justiça não funciona, temos hoje uma equipa a festejar o campeonato da I Liga, quando deveria estar a celebrar a subida de divisão, como se passa com outro clube em Itália. É triste, mas é o país que temos. E os dirigentes responsáveis andam todos a assobiar para o lado e lembram-se de inventar novas competições. Tenham mas é juízo!
quinta-feira, maio 17, 2007
Relembrar XIV – Falhanços I
Hoje era suposto estar a escrever um post sobre a nossa presença na final da Taça Uefa. Infelizmente quis o destino que assim não fosse, naquele que constituiu um dos grandes falhanços da época e o que mais me custou a digerir. Baseado neste pensamento resolvi abrir uma sub-secção do “Relembrar” dedicada aos maiores falhanços de baliza aberta que eu vi a jogadores do Glorioso. Porque nem só de coisas boas se faz a nossa história, seleccionei quatro golos impossíveis de falhar, mas em que efectivamente a bola não quis entrar na baliza.
Este do Diamantino é o mais antigo e só por isso é o primeiro. Foi na 1ª mão da final da Taça Uefa que perdemos para o Anderlecht em 1982/83. Fomos derrotados em Bruxelas por 1-0 e caso esta bola tivesse entrado a final teria sido certamente diferente. Quando ainda está muito presente na memória o falhanço do Nuno Gomes frente ao Espanyol, este não lhe fica atrás, já que o remate acontece igualmente dentro da pequena-área. É preciso ser um grande jogador para conseguir colocar a bola onde o Diamantino a colocou!
Este do Diamantino é o mais antigo e só por isso é o primeiro. Foi na 1ª mão da final da Taça Uefa que perdemos para o Anderlecht em 1982/83. Fomos derrotados em Bruxelas por 1-0 e caso esta bola tivesse entrado a final teria sido certamente diferente. Quando ainda está muito presente na memória o falhanço do Nuno Gomes frente ao Espanyol, este não lhe fica atrás, já que o remate acontece igualmente dentro da pequena-área. É preciso ser um grande jogador para conseguir colocar a bola onde o Diamantino a colocou!
terça-feira, maio 15, 2007
De encomenda
Quem é o árbitro que maiores garantias oferece para o derradeiro jogo do clube regional em casa frente ao Aves, quem é? Vá lá, é fácil...
Disseram Olegário Benquerença? Então, acertaram!!!
Já houve um Atlético e um E. Amadora este ano e vocês achavam que eles continuariam a dormir?!
Este futebol mantém-se um nojo...
Disseram Olegário Benquerença? Então, acertaram!!!
Já houve um Atlético e um E. Amadora este ano e vocês achavam que eles continuariam a dormir?!
Este futebol mantém-se um nojo...
Miccoli e mais 10
Um fim-de-semana prolongado impediu-me de postar mais cedo sobre a nossa vitória no Bonfim por 1-0 com outro golo do Miccoli. Foi mais um jogo de final de época em que a nossa exibição deixou (novamente) muito a desejar. Mas como o V. Setúbal é das equipas mais fracas do campeonato acabámos por vencer sem contestação.
O ritmo da partida foi bastante lento, todavia desde início que se percebeu que nós éramos os únicos interessados em lutar pela vitória. Na 1ª parte criámos duas boas oportunidades, mas o camisola 27 continua na sua senda de falhanços inacreditáveis e FELIZMENTE só teremos que o aturar por mais um jogo. Não jogávamos bem, eram bastantes os passes que saíam sem direcção e nem o maestro se salvou do marasmo. O Petit era o único que dava nas vistas, porque para ele é sempre a doer.
Na 2ª parte entrámos mais rápidos, mas foi “sol de pouca dura”. O V. Setúbal bem tentava, mas não dava para mais. Aos 60’ voltámos a jogar com 11 quando o Mantorras entrou para o lugar do camisola 27. Não fez nada de muito extraordinário, mas mesmo assim notou-se a diferença, já que foi dele o passe que isolou o Miccoli sobre a direita para criar a nossa melhor situação até aquela altura. Infelizmente o remate saiu ao lado. Pouco depois na sequência de uma jogada pela esquerda há um centro atrasado, mas o Miccoli sem deixar a bola cair no chão acerta-lhe mal. O italiano era o único a criar perigo, mas parecia que estava com a pontaria desafinada. Até que aos 79’ marcámos FINALMENTE um golo de contra-ataque. Depois de um canto deles, o Mantorras ganha o lance de cabeça, a bola vai para o Karagounis que desmarca o Miccoli sobre a esquerda, este corre isolado, finta o defesa que entretanto lhe apareceu e remata rasteiro, com a bola ainda a ressaltar noutro defesa e a enganar o guarda-redes. Percebeu-se que tínhamos ali o ganho o jogo, porque o V. Setúbal era incapaz de nos apoquentar na defesa.
Individualmente claro que o destaque vai para o Miccoli, se bem que também tenha gostado muito do Petit. O resto da equipa parece que precisa de férias (especialmente o Katsouranis), porque se é verdade que não comprometeram, o que é certo é que faltou o rasgo que se exige aos nossos jogadores. Vamos para a última jornada e matematicamente ainda podemos ser campeões, o que já não acontecia há muitos anos. Mas como é mais provável o presidente do clube regional ser um homem honesto do que o Aves ganhar na casa deles e os lagartos não derrotarem o Belenenses, vamos ter na próxima semana o final de uma época decepcionante. É preciso algo que nos levante o moral e não é quem está actualmente no banco que o pode fazer. Espero que o presidente perceba isso.
O ritmo da partida foi bastante lento, todavia desde início que se percebeu que nós éramos os únicos interessados em lutar pela vitória. Na 1ª parte criámos duas boas oportunidades, mas o camisola 27 continua na sua senda de falhanços inacreditáveis e FELIZMENTE só teremos que o aturar por mais um jogo. Não jogávamos bem, eram bastantes os passes que saíam sem direcção e nem o maestro se salvou do marasmo. O Petit era o único que dava nas vistas, porque para ele é sempre a doer.
Na 2ª parte entrámos mais rápidos, mas foi “sol de pouca dura”. O V. Setúbal bem tentava, mas não dava para mais. Aos 60’ voltámos a jogar com 11 quando o Mantorras entrou para o lugar do camisola 27. Não fez nada de muito extraordinário, mas mesmo assim notou-se a diferença, já que foi dele o passe que isolou o Miccoli sobre a direita para criar a nossa melhor situação até aquela altura. Infelizmente o remate saiu ao lado. Pouco depois na sequência de uma jogada pela esquerda há um centro atrasado, mas o Miccoli sem deixar a bola cair no chão acerta-lhe mal. O italiano era o único a criar perigo, mas parecia que estava com a pontaria desafinada. Até que aos 79’ marcámos FINALMENTE um golo de contra-ataque. Depois de um canto deles, o Mantorras ganha o lance de cabeça, a bola vai para o Karagounis que desmarca o Miccoli sobre a esquerda, este corre isolado, finta o defesa que entretanto lhe apareceu e remata rasteiro, com a bola ainda a ressaltar noutro defesa e a enganar o guarda-redes. Percebeu-se que tínhamos ali o ganho o jogo, porque o V. Setúbal era incapaz de nos apoquentar na defesa.
Individualmente claro que o destaque vai para o Miccoli, se bem que também tenha gostado muito do Petit. O resto da equipa parece que precisa de férias (especialmente o Katsouranis), porque se é verdade que não comprometeram, o que é certo é que faltou o rasgo que se exige aos nossos jogadores. Vamos para a última jornada e matematicamente ainda podemos ser campeões, o que já não acontecia há muitos anos. Mas como é mais provável o presidente do clube regional ser um homem honesto do que o Aves ganhar na casa deles e os lagartos não derrotarem o Belenenses, vamos ter na próxima semana o final de uma época decepcionante. É preciso algo que nos levante o moral e não é quem está actualmente no banco que o pode fazer. Espero que o presidente perceba isso.
domingo, maio 06, 2007
Penoso
Pela 1ª vez ganhámos (2-1) à Naval 1º de Maio e o Sr. Fernando Santos pode ficar orgulhoso por esse facto. Já entrou na história do Benfica. É pena é só entrar na história por isto. Poderia continuar a fazer parte dessa mesma história como qualquer um de nós, sendo adepto na bancada, mas infelizmente parece que quer continuar a fazer parte do lado negativo do nosso clube (ausência de títulos) por mais um ano.
O jogo hoje foi mau demais e quase nem dá vontade de escrever sobre ele. Alinhámos muito desfalcados (sem Luisão, Simão e Nuno Gomes) e jogámos em duas velocidades: devagar e parados. Até nem começámos mal, já que logo aos 11’ o Miccoli fez uma excelente jogada na esquerda e assistiu o Petit para o 1º golo. No entanto, pouco depois fechámos a loja, convencidos que o jogo estava ganho até porque a Naval não criava perigo nenhum. Jogámos com bastante displicência e em inferioridade numérica durante 72’, altura em que o camisola 27 foi FINALMENTE substituído. Lá tentávamos um ou outro remate, mas tudo sempre muito em esforço num típico jogo de final de época.
Na 2ª parte a Naval acordou e começou a criar mais situações perto da nossa baliza. O Anderson estava castigado, pelo que o outro central era o Katsouranis, mas não ficámos a perder antes pelo contrário. Em contra-ataque ainda criámos perigo, mas infelizmente o camisola 27 estava em campo e, depois de uma boa jogada de insistência do Karagounis, conseguiu (é mesmo o termo) falhar um golo de baliza aberta, quando já tinha feito o mesmo de cabeça na 1ª parte. Depois venham falar do Nuno Gomes... Os remates de longe também saíam sem direcção (não é Rui Costa e Karagounis?), pelo que parecia que desde o minuto 11’ estávamos mais à espera do final da partida do que propriamente interessados em aumentar o resultado. E o inevitável aconteceu. Aos 77’ o João Coimbra (que entretanto tinha entrado para o lugar do 27) não acompanhou o Lito que, depois de uma boa tabelinha com o avançado, ficou isolado frente ao Quim e empatou a partida. Começaram a aparecer os primeiros lenços brancos nas bancadas e pouco depois este mesmo jogador teve um perigoso remate de longe que o Quim defendeu para canto. Também já entrado o milagreiro Mantorras, mas desta feita foi o Miccoli a resolver-nos o jogo e a poupar uma enorme assobiadela ao Sr. Fernando Santos, com um remate cruzado aos 88’ que nos deu a vitória (até que enfim que ganhámos um jogo para o campeonato nos últimos cinco minutos). Pouco depois, com os nossos jogadores a controlar a bola e a perder tempo(!), a partida acabou.
Individualmente destacou-se o Miccoli, ao estar presente nos dois golos, e poucos mais. O Petit manteve a bitola de quem não sabe jogar mal e o Karagounis teve o habitual aumento de produção na 2ª parte. O Rui Costa não esteve tão feliz nas suas intervenções, mas a ele perdoa-se tudo. Na defesa não gostei muito do David Luiz, se bem que não tenha comprometido. Quanto ao camisola 27 tenho que confessar que foi a muito custo que não o assobiei. O que vale é que só vamos ter que o aturar durante mais dois jogos. Já devíamos saber que temos que ter muito cuidado com a contratação de jogadores que se poluam ao jogar naquele clube hediondo. Raramente dá bom resultado e quem não gostava do Kikin Fonseca deve estar muito satisfeito com esta troca.
O Sr. Fernando Santos continua a parecer aquele Ministro da Informação do Iraque na altura da invasão dos EUA. Para ele está sempre tudo sob controlo, “sabemos o que estamos a fazer” e “temos que conversar para as coisas correrem melhor”. O desânimo é evidente, ele não consegue motivar os jogadores e a leitura que faz dos jogos é sempre correcta, só é pena que pareça que ele não tem nada a ver com o assunto. Resta-nos esperar pela chegada da época 2008/09, porque infelizmente já se percebeu que vamos ter que levar com ele por mais 365 dias, apesar de ter falhado TODOS os objectivos deste ano. Espero ao menos que o Rui Costa jogue mais uma época para termos algum foco de interesse ao ver os nossos jogos. A manutenção deste senhor no comando técnico do Benfica é um ERRO CRASSO não só do ponto de vista desportivo, mas também económico. No entanto, esta análise ficará para outra altura depois de o campeonato acabar.
O jogo hoje foi mau demais e quase nem dá vontade de escrever sobre ele. Alinhámos muito desfalcados (sem Luisão, Simão e Nuno Gomes) e jogámos em duas velocidades: devagar e parados. Até nem começámos mal, já que logo aos 11’ o Miccoli fez uma excelente jogada na esquerda e assistiu o Petit para o 1º golo. No entanto, pouco depois fechámos a loja, convencidos que o jogo estava ganho até porque a Naval não criava perigo nenhum. Jogámos com bastante displicência e em inferioridade numérica durante 72’, altura em que o camisola 27 foi FINALMENTE substituído. Lá tentávamos um ou outro remate, mas tudo sempre muito em esforço num típico jogo de final de época.
Na 2ª parte a Naval acordou e começou a criar mais situações perto da nossa baliza. O Anderson estava castigado, pelo que o outro central era o Katsouranis, mas não ficámos a perder antes pelo contrário. Em contra-ataque ainda criámos perigo, mas infelizmente o camisola 27 estava em campo e, depois de uma boa jogada de insistência do Karagounis, conseguiu (é mesmo o termo) falhar um golo de baliza aberta, quando já tinha feito o mesmo de cabeça na 1ª parte. Depois venham falar do Nuno Gomes... Os remates de longe também saíam sem direcção (não é Rui Costa e Karagounis?), pelo que parecia que desde o minuto 11’ estávamos mais à espera do final da partida do que propriamente interessados em aumentar o resultado. E o inevitável aconteceu. Aos 77’ o João Coimbra (que entretanto tinha entrado para o lugar do 27) não acompanhou o Lito que, depois de uma boa tabelinha com o avançado, ficou isolado frente ao Quim e empatou a partida. Começaram a aparecer os primeiros lenços brancos nas bancadas e pouco depois este mesmo jogador teve um perigoso remate de longe que o Quim defendeu para canto. Também já entrado o milagreiro Mantorras, mas desta feita foi o Miccoli a resolver-nos o jogo e a poupar uma enorme assobiadela ao Sr. Fernando Santos, com um remate cruzado aos 88’ que nos deu a vitória (até que enfim que ganhámos um jogo para o campeonato nos últimos cinco minutos). Pouco depois, com os nossos jogadores a controlar a bola e a perder tempo(!), a partida acabou.
Individualmente destacou-se o Miccoli, ao estar presente nos dois golos, e poucos mais. O Petit manteve a bitola de quem não sabe jogar mal e o Karagounis teve o habitual aumento de produção na 2ª parte. O Rui Costa não esteve tão feliz nas suas intervenções, mas a ele perdoa-se tudo. Na defesa não gostei muito do David Luiz, se bem que não tenha comprometido. Quanto ao camisola 27 tenho que confessar que foi a muito custo que não o assobiei. O que vale é que só vamos ter que o aturar durante mais dois jogos. Já devíamos saber que temos que ter muito cuidado com a contratação de jogadores que se poluam ao jogar naquele clube hediondo. Raramente dá bom resultado e quem não gostava do Kikin Fonseca deve estar muito satisfeito com esta troca.
O Sr. Fernando Santos continua a parecer aquele Ministro da Informação do Iraque na altura da invasão dos EUA. Para ele está sempre tudo sob controlo, “sabemos o que estamos a fazer” e “temos que conversar para as coisas correrem melhor”. O desânimo é evidente, ele não consegue motivar os jogadores e a leitura que faz dos jogos é sempre correcta, só é pena que pareça que ele não tem nada a ver com o assunto. Resta-nos esperar pela chegada da época 2008/09, porque infelizmente já se percebeu que vamos ter que levar com ele por mais 365 dias, apesar de ter falhado TODOS os objectivos deste ano. Espero ao menos que o Rui Costa jogue mais uma época para termos algum foco de interesse ao ver os nossos jogos. A manutenção deste senhor no comando técnico do Benfica é um ERRO CRASSO não só do ponto de vista desportivo, mas também económico. No entanto, esta análise ficará para outra altura depois de o campeonato acabar.
segunda-feira, abril 30, 2007
Um
Com o empate de hoje frente aos lagartos (1-1) não só não aproveitámos a derrota do clube regional no Bessa para ficar a dois pontos do 1º lugar, como deixámos de estar dependentes de nós para atingir o 2º. Estamos a um muito pequeno passo de ter uma época decepcionante, mas o Sr. Fernando Santos diz que está a fazer um “trabalho de continuidade”. Nem quero pensar se vamos “continuar” assim...
Tivemos um contratempo de última hora, com o Simão a não recuperar totalmente e a ficar de fora (ATÉ QUE ENFIM que não jogamos com elementos a meio-gás que depois se lesionam durante meses, já não era sem tempo!), pelo que a equipa foi a mesma que alinhou frente ao Marítimo. E não poderíamos ter começado pior o jogo, com o Liedson a marcar de cabeça logo aos 2’. Cheguei a temer a reedição do que se passou no WC, mas desta vez ao contrário, até porque os lagartos se apresentavam com mais força do que nós, ganhando a maioria das bolas divididas. Aos 7’ o Sr. Pedro Henriques teve uma falha grave na sua actuação: o Miccoli ficaria isolado se o Caneira não o tem puxado, pelo que deveria ter exibido o vermelho em vez do amarelo. Os lagartos apresentavam-se mais rápidos e criaram mais dois lances de perigo até ao primeiro quarto-de-hora, mas a partir daqui nós equilibrámos o jogo. O Petit já tinha feito um remate para defesa do Ricardo, mas foi na sequência da nossa primeira grande oportunidade que empatámos: o Katsouranis remata contra o corpo do Ricardo, a bola é mal aliviada e sobra para o Miccoli, que remata de raiva e faz o 1-1. Até final da 1ª parte e apesar de ser um jogo disputado com alguma velocidade, não houve mais oportunidades de golo.
Na 2ª parte os lagartos voltaram a entrar melhor, mas a maior situação de golo foi nossa, com um bom cabeceamento do Miccoli aos 55’, na sequência do único(!) centro que o Nélson acertou, para a defesa da noite do Ricardo. Durante grande parte deste período fomos nós a controlar a partida, mas as oportunidades escasseavam, sentindo-se imenso a falta do Simão. O Miccoli era o único a rematar à baliza, mas nem sempre com direcção. A cerca de 20’ entrou o Manú (FINALMENTE não foi o Derlei o primeiro a entrar!) para o lugar do Nuno Gomes (que continua com os níveis de confiança perto do zero) e aí pensei que poderíamos criar mais perigo através da sua velocidade, mas os lagartos mostraram porque são a melhor defesa do campeonato. Aos 80’ tentámos o milagre com o Mantorras, saindo o Petit (que estava com problemas físicos), mas desta vez não resultou. Pelo que aconteceu em campo, acho que o resultado foi justo.
O melhor do Benfica foi de longe o Petit. Mesmo não tendo jogado os 90’, fez uma exibição fenomenal, especialmente a cortar jogo aos lagartos. Foi bastante merecida a standing ovation que teve quando saiu. O Miccoli também esteve em bom nível, não só pelo golo que marcou, mas porque foi praticamente o único a criar perigo. Os dois gregos não estiveram mal, com o Karagounis a demonstrar mais uma vez que será uma grande perda para nós se sair para o ano. O Rui Costa não esteve tão bem como no jogo passado (falhou pelo menos dois passes que dariam contra-ataques perigosos), mas é daqueles que nunca está a mais no campo. A defesa esteve regular, apesar de alguns sustos iniciais, estando o Anderson melhor que o David Luiz (alguma vez teria de ser a primeira!), que fez alguns cortes comprometedores. Os laterais não estão em grande forma, com o Nélson a necessitar URGENTEMENTE de praticar centros. O Nuno Gomes precisa de fazer uma reciclagem, porque deve estar na pior forma da sua carreira. Jogou 70’ sem fazer nenhum remate à baliza e teve oportunidade para isso, mas preferiu sempre passar para um colega. O Manú não entrou mal, mas é inadmissível ter falhado o controlo com o peito no último minuto num lance que poderia ter dado perigo para a baliza dos lagartos.
É certo que jogámos sem dois jogadores essenciais (Luisão e Simão), mas dos oito jogos importantes e decisivos que tivemos esta época - Manchester, clube regional, lagartos e Espanyol (já nem considero as partidas frente ao Braga e em Paris) -, ganhámos UM! O que vale é que o Sr. Fernando Santos já veio dizer que desde que fomos campeões com o Toni não tínhamos tantos pontos no campeonato. Falhámos TODOS os objectivos da época (com excepção da qualificação para a Champions onde éramos cabeças-de-série), mas como temos a maior pontuação da última década, já não somos derrotados há 17 jogos e não temos perdido tantos pontos como antigamente com as equipas mais fracas do campeonato, o Sr. Fernando Santos acha que tem condições para continuar. Passe a comparação, isto faz-me lembrar um desfile de moda onde a modelo se espalhe ao comprido na passerelle, mas acha que esteve muito bem porque o vestido era bonito. Sem comentários...
P.S. – Curiosamente tanto o Manchester Utd como o Chelsea, apesar de estarem separados por três pontos e a quatro jogos do fim, fizeram descansar alguns titulares nos jogos do campeonato deste fim-de-semana. Correu melhor para o Manchester que, com o empate do Chelsea, provavelmente irá ser campeão, mas ambos os treinadores acharam que com dois jogos europeus numa semana, há que dar descanso a alguns dos jogadores mais utilizados. Tal e qual como nós fizemos...
Tivemos um contratempo de última hora, com o Simão a não recuperar totalmente e a ficar de fora (ATÉ QUE ENFIM que não jogamos com elementos a meio-gás que depois se lesionam durante meses, já não era sem tempo!), pelo que a equipa foi a mesma que alinhou frente ao Marítimo. E não poderíamos ter começado pior o jogo, com o Liedson a marcar de cabeça logo aos 2’. Cheguei a temer a reedição do que se passou no WC, mas desta vez ao contrário, até porque os lagartos se apresentavam com mais força do que nós, ganhando a maioria das bolas divididas. Aos 7’ o Sr. Pedro Henriques teve uma falha grave na sua actuação: o Miccoli ficaria isolado se o Caneira não o tem puxado, pelo que deveria ter exibido o vermelho em vez do amarelo. Os lagartos apresentavam-se mais rápidos e criaram mais dois lances de perigo até ao primeiro quarto-de-hora, mas a partir daqui nós equilibrámos o jogo. O Petit já tinha feito um remate para defesa do Ricardo, mas foi na sequência da nossa primeira grande oportunidade que empatámos: o Katsouranis remata contra o corpo do Ricardo, a bola é mal aliviada e sobra para o Miccoli, que remata de raiva e faz o 1-1. Até final da 1ª parte e apesar de ser um jogo disputado com alguma velocidade, não houve mais oportunidades de golo.
Na 2ª parte os lagartos voltaram a entrar melhor, mas a maior situação de golo foi nossa, com um bom cabeceamento do Miccoli aos 55’, na sequência do único(!) centro que o Nélson acertou, para a defesa da noite do Ricardo. Durante grande parte deste período fomos nós a controlar a partida, mas as oportunidades escasseavam, sentindo-se imenso a falta do Simão. O Miccoli era o único a rematar à baliza, mas nem sempre com direcção. A cerca de 20’ entrou o Manú (FINALMENTE não foi o Derlei o primeiro a entrar!) para o lugar do Nuno Gomes (que continua com os níveis de confiança perto do zero) e aí pensei que poderíamos criar mais perigo através da sua velocidade, mas os lagartos mostraram porque são a melhor defesa do campeonato. Aos 80’ tentámos o milagre com o Mantorras, saindo o Petit (que estava com problemas físicos), mas desta vez não resultou. Pelo que aconteceu em campo, acho que o resultado foi justo.
O melhor do Benfica foi de longe o Petit. Mesmo não tendo jogado os 90’, fez uma exibição fenomenal, especialmente a cortar jogo aos lagartos. Foi bastante merecida a standing ovation que teve quando saiu. O Miccoli também esteve em bom nível, não só pelo golo que marcou, mas porque foi praticamente o único a criar perigo. Os dois gregos não estiveram mal, com o Karagounis a demonstrar mais uma vez que será uma grande perda para nós se sair para o ano. O Rui Costa não esteve tão bem como no jogo passado (falhou pelo menos dois passes que dariam contra-ataques perigosos), mas é daqueles que nunca está a mais no campo. A defesa esteve regular, apesar de alguns sustos iniciais, estando o Anderson melhor que o David Luiz (alguma vez teria de ser a primeira!), que fez alguns cortes comprometedores. Os laterais não estão em grande forma, com o Nélson a necessitar URGENTEMENTE de praticar centros. O Nuno Gomes precisa de fazer uma reciclagem, porque deve estar na pior forma da sua carreira. Jogou 70’ sem fazer nenhum remate à baliza e teve oportunidade para isso, mas preferiu sempre passar para um colega. O Manú não entrou mal, mas é inadmissível ter falhado o controlo com o peito no último minuto num lance que poderia ter dado perigo para a baliza dos lagartos.
É certo que jogámos sem dois jogadores essenciais (Luisão e Simão), mas dos oito jogos importantes e decisivos que tivemos esta época - Manchester, clube regional, lagartos e Espanyol (já nem considero as partidas frente ao Braga e em Paris) -, ganhámos UM! O que vale é que o Sr. Fernando Santos já veio dizer que desde que fomos campeões com o Toni não tínhamos tantos pontos no campeonato. Falhámos TODOS os objectivos da época (com excepção da qualificação para a Champions onde éramos cabeças-de-série), mas como temos a maior pontuação da última década, já não somos derrotados há 17 jogos e não temos perdido tantos pontos como antigamente com as equipas mais fracas do campeonato, o Sr. Fernando Santos acha que tem condições para continuar. Passe a comparação, isto faz-me lembrar um desfile de moda onde a modelo se espalhe ao comprido na passerelle, mas acha que esteve muito bem porque o vestido era bonito. Sem comentários...
P.S. – Curiosamente tanto o Manchester Utd como o Chelsea, apesar de estarem separados por três pontos e a quatro jogos do fim, fizeram descansar alguns titulares nos jogos do campeonato deste fim-de-semana. Correu melhor para o Manchester que, com o empate do Chelsea, provavelmente irá ser campeão, mas ambos os treinadores acharam que com dois jogos europeus numa semana, há que dar descanso a alguns dos jogadores mais utilizados. Tal e qual como nós fizemos...
quinta-feira, abril 26, 2007
Relembrar XIII - Nó cego
Como “não há fome que não dê em fartura”, aqui vai o segundo “Relembrar” seguido. Este homem deu-nos uma grande tristeza este ano, ou não fosse ele o treinador do Varzim, mas enquanto jogador fez exibições maravilhosas com a Gloriosa camisola. Esta é uma das mais famosas, quando marcou os dois golos que derrotaram os lagartos (2-1) na final da Taça de Portugal da época 86/87, o ano da nossa última dobradinha (e sim, também foi a época de um infame resultado, cujo 20º aniversário esse clube celebrou este ano. Uns celebram resultados, outros preferem comemorar títulos. Diferenças de grandeza).
O 1º golo nasce de um livre directo perto do intervalo depois de uma falta sobre o Chiquinho (que sairia lesionado deste lance). O Diamantino engana completamente o Damas (e o cameraman...), ao rematar para o poste mais próximo dele quando este estava a preparar-se para se lançar para o lado contrário. O 2º golo, aos 54’, é um dos maiores nós cegos que eu me lembro de ver ao vivo. Aliás, são dois nós cegos, já que depois de bater o Virgílio (que jogou a lateral-esquerdo neste jogo), ao passar a bola por um lado e buscando-a pelo outro, o Diamantino ainda evita o carrinho do Venâncio (fazendo-o deslizar completamente em falso) antes de fuzilar o Damas. Uma jogada que por si só pagou o bilhete da partida. Apesar de o Rui Tovar dizer que os lagartos ainda tinham muito tempo para dar a volta ao marcador, eles só marcaram um golo e nós é que ficámos com a Taça.
Este foi a última época em que o Diamantino jogou a extremo-direito, já que no ano a seguir, com a saída do Carlos Manuel para o Sion ainda na primeira metade da época, ele passou a ocupar um lugar central no meio-campo (equivalente ao nº 10 de hoje, se bem que menos adiantado). Nesta posição a sua preponderância era tal que, se o Adão não o tivesse lesionado mais ou menos um ano depois destas imagens, hoje provavelmente teríamos mais uma Taça dos Campeões nas nossas vitrinas.
O 1º golo nasce de um livre directo perto do intervalo depois de uma falta sobre o Chiquinho (que sairia lesionado deste lance). O Diamantino engana completamente o Damas (e o cameraman...), ao rematar para o poste mais próximo dele quando este estava a preparar-se para se lançar para o lado contrário. O 2º golo, aos 54’, é um dos maiores nós cegos que eu me lembro de ver ao vivo. Aliás, são dois nós cegos, já que depois de bater o Virgílio (que jogou a lateral-esquerdo neste jogo), ao passar a bola por um lado e buscando-a pelo outro, o Diamantino ainda evita o carrinho do Venâncio (fazendo-o deslizar completamente em falso) antes de fuzilar o Damas. Uma jogada que por si só pagou o bilhete da partida. Apesar de o Rui Tovar dizer que os lagartos ainda tinham muito tempo para dar a volta ao marcador, eles só marcaram um golo e nós é que ficámos com a Taça.
Este foi a última época em que o Diamantino jogou a extremo-direito, já que no ano a seguir, com a saída do Carlos Manuel para o Sion ainda na primeira metade da época, ele passou a ocupar um lugar central no meio-campo (equivalente ao nº 10 de hoje, se bem que menos adiantado). Nesta posição a sua preponderância era tal que, se o Adão não o tivesse lesionado mais ou menos um ano depois destas imagens, hoje provavelmente teríamos mais uma Taça dos Campeões nas nossas vitrinas.
terça-feira, abril 24, 2007
Relembrar XII – 5-0
Em semana de derby, e seguindo uma sugestão do Bakero, nada melhor do que recordar uma goleada aos lagartos para nos levantar o moral. Foi a maior vitória sobre eles que eu me lembro e aconteceu nos quartos-de-final da Taça de Portugal na época de 85/86. Nesse ano já tínhamos eliminado o clube regional (2-1 também em casa) e ganhámos ao Belenenses na final por 2-0. Este jogo com os lagartos aconteceu a meio da semana e à tarde, razão pela qual não pude vê-lo ao vivo. Éramos treinados pelo Mortimore e tínhamos jogadores como o Manniche, Carlos Manuel, Diamantino, Rui Águas (primeira época no plantel sénior do Benfica), Shéu, para além do saudoso Bento e do Néné, na sua última temporada como jogador. Infelizmente só não ganhámos o campeonato, porque estes mesmos lagartos vieram ganhar à Luz na penúltima jornada, oferecendo a liderança ao clube regional. Foi a primeira vez que me lembro de ter chorado pelo Benfica. Nessa tarde saí do estádio aos prantos.
Voltando a este jogo da Taça, gostaria de chamar a atenção para três pormenores: 1) no 1º golo o Rui Águas chega de cabeça onde o Damas não chega com as mãos! 2) Os comentários são desse grande lagarto chamado Miguel Prates, que tem dúvidas(!!) sobre a pantufada que o Nunes sofre na área e que dá o penalty do 4-0. Nada como ter uma visão às riscas! 3) Mais delicioso ainda é a circunstância de os jogadores verdes terem protestado maciçamente o golo que nos deu o... 5-0(!) aos...90’! Ainda por cima um golo legal, já que o Wando não estava mesmo fora-de-jogo. São lagartos e basta!
Voltando a este jogo da Taça, gostaria de chamar a atenção para três pormenores: 1) no 1º golo o Rui Águas chega de cabeça onde o Damas não chega com as mãos! 2) Os comentários são desse grande lagarto chamado Miguel Prates, que tem dúvidas(!!) sobre a pantufada que o Nunes sofre na área e que dá o penalty do 4-0. Nada como ter uma visão às riscas! 3) Mais delicioso ainda é a circunstância de os jogadores verdes terem protestado maciçamente o golo que nos deu o... 5-0(!) aos...90’! Ainda por cima um golo legal, já que o Wando não estava mesmo fora-de-jogo. São lagartos e basta!
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