terça-feira, fevereiro 27, 2007
Importante
Vencemos o Paços de Ferreira por 3-1 e aumentámos a distância frente aos lagartos, que empataram em casa com o Aves, para três pontos. Além disso, voltámos a colocar-nos a quatro pontos do clube regional. Quando perto do intervalo, o Paços de Ferreira conseguiu um (injusto) golo, reduzindo a nossa vantagem para 2-1, o Sr. Paulo Paraty viu aí uma grande possibilidade de ajudar o clube da sua cidade a distanciar-se mais na frente. A diferença na arbitragem da 1ª para a 2ª parte foi abissal. Desde o Sr. Carlos Xistra que não me indignava tanto com um árbitro. Felizmente, o Simão fez o 3-1 aos 66’ e aí acabaram-se as esperanças quer do Paços de Ferreira quer do árbitro. Tenho a certeza que o resultado final jamais seria 2-1, ou marcávamos nós ou o árbitro dava um empurrãozinho ajudado certamente por alguma fruta...
O Nuno Gomes voltou à equipa e foi a única novidade em relação aos titulares de Bucareste. Voltámos a fazer uma excelente exibição na 1ª parte, tal como aconteceu no jogo frente ao Boavista. Foram 35’ a grande velocidade e em que marcámos dois golos, ambos bastante especiais: aos 8’ o Simão voltou a marcar de livre directo (sinceramente não me lembro da última vez que o terá feito) e aos 33’ o Nuno Gomes pôs fim ao jejum de golos para o campeonato, com um cabeceamento “à ponta-de-lança” depois de uma excelente jogada individual do Karagounis. Para além destes golos, ainda criámos mais oportunidades: o Miccoli permitiu duas grandes defesas ao guarda-redes (mas o árbitro só viu a segunda, já que na primeira não assinalou canto), embora numa delas tivesse obrigação de ter marcado já que estava isolado, mas em vez de desviar a bola tentou o remate em potência, e o Luisão voltou a falhar uma cabeçada num canto (tal como em Bucareste). A equipa pressionava muito o adversário, não o deixando ter espaços para sair em contra-ataque. O nosso meio-campo, com especial destaque para o Petit, fazia uma marcação muito cerrada a quem tinha a bola. Só que contra todas as expectativas, o Paços marcou antes do intervalo, na sequência de um canto depois de um grande remate do Geraldo (que não volta a fazer outro igual na carreira) e uma boa defesa do Quim. Mas no canto, a equipa, guarda-redes incluído, estava toda a dormir e permitimos a redução da nossa vantagem. Ou seja, passámos de um jogo que já deveria estar ganho, e até com mais de dois golos de diferença, para uma situação de vantagem mínima.
Na 2ª parte, o Paços entrou melhor e nós estivemos enervados na parte inicial por causa da arbitragem miserável do Sr. Paraty. Sinceramente, eu estava a ver o caso mal parado, porque nós não entrámos tão bem como na 1ª parte e o árbitro estava a conduzir habilidosamente o jogo para tornar viável o empate: faltas a nosso favor não marcadas (e numa delas o empate esteve mesmo à vista, quando um empurrão ao Luisão não foi sancionado, e na sequência da jogada a bola passou a rasar o poste do Quim), faltas contra nós inventadas, jogo duro do Paços não sancionado, etc. Foi um fartar vilanagem. Felizmente, o Simão resolveu bisar depois de uma boa jogada do Miccoli, em que este cruzou quase para cima da baliza e o nosso capitão (que não estava fora-de-jogo, acrescente-se, estava “em linha”) só teve que empurrar de cabeça. O Paços não se deu por vencido e até ao fim ainda podia ter marcado mais um golo. Por outro lado, apesar dos dois golos de vantagem, eu também não estava muito descansado, porque não sabia quando é que o Sr. Paraty ia fazer das suas. E um golo deles tornaria tudo incerto outra vez. Mas isso não aconteceu e alcançámos uma vitória mais que justa.
A equipa voltou a estar globalmente bem, com os destaques habituais para o Simão, Luisão (que levou um amarelo e por isso não joga na Vila das Aves, e ainda bem porque estava tapado e o jogo frente ao clube regional é já daqui a quatro jornadas) e o Petit. Os dois gregos complementam-se: o Katsouranis não se mexe muito em campo, mas também não precisa, está sempre no caminho da bola, enquanto o Karagounis está em excelente forma (fez uma 1ª parte magistral), corre bastante e raramente se deixa desarmar. O Nuno Gomes regressou aos golos e espero que a confiança lhe volte em definitivo, e o Miccoli parece muito bem fisicamente (correu o jogo todo), mas voltou a não estar feliz na hora de rematar à baliza. O Anderson está a subir de forma (já só faz duas faltas de apoiar-se no ponta-de-lança contrário por jogo) e o Léo é o pêndulo do costume. O Nélson mostrou a sua pouca confiança, ao preferir correr para a linha quando estava dentro da área e numa excelente posição para rematar à baliza, mas defensivamente não esteve mal. O Quim teve duas saídas em falso, mas fez uma boa defesa já no final do jogo.
Espero que tenhamos entrado em velocidade de cruzado no que às vitórias diz respeito. Mas temo que bastará um jogo com um resultado negativo (como aconteceu frente ao Varzim) para que venhamos abaixo psicologicamente. A não ser que essa partida tenha sido deixada perder (tal como frente ao CSKA há dois anos) por causa da sobrecarga de jogos que daí adviria se ganhássemos. Estava a ser mais difícil do que se supunha e a equipa ter-se-á deixado andar. Temos tudo para ir longe na Taça Uefa e no campeonato é fundamental não perder pontos até recebermos o clube regional, mas temos que nos manter estáveis a nível exibicional. No entanto, e apesar das oscilações, o que é certo é que somos a equipa que está a jogar melhor futebol neste momento.
O Nuno Gomes voltou à equipa e foi a única novidade em relação aos titulares de Bucareste. Voltámos a fazer uma excelente exibição na 1ª parte, tal como aconteceu no jogo frente ao Boavista. Foram 35’ a grande velocidade e em que marcámos dois golos, ambos bastante especiais: aos 8’ o Simão voltou a marcar de livre directo (sinceramente não me lembro da última vez que o terá feito) e aos 33’ o Nuno Gomes pôs fim ao jejum de golos para o campeonato, com um cabeceamento “à ponta-de-lança” depois de uma excelente jogada individual do Karagounis. Para além destes golos, ainda criámos mais oportunidades: o Miccoli permitiu duas grandes defesas ao guarda-redes (mas o árbitro só viu a segunda, já que na primeira não assinalou canto), embora numa delas tivesse obrigação de ter marcado já que estava isolado, mas em vez de desviar a bola tentou o remate em potência, e o Luisão voltou a falhar uma cabeçada num canto (tal como em Bucareste). A equipa pressionava muito o adversário, não o deixando ter espaços para sair em contra-ataque. O nosso meio-campo, com especial destaque para o Petit, fazia uma marcação muito cerrada a quem tinha a bola. Só que contra todas as expectativas, o Paços marcou antes do intervalo, na sequência de um canto depois de um grande remate do Geraldo (que não volta a fazer outro igual na carreira) e uma boa defesa do Quim. Mas no canto, a equipa, guarda-redes incluído, estava toda a dormir e permitimos a redução da nossa vantagem. Ou seja, passámos de um jogo que já deveria estar ganho, e até com mais de dois golos de diferença, para uma situação de vantagem mínima.
Na 2ª parte, o Paços entrou melhor e nós estivemos enervados na parte inicial por causa da arbitragem miserável do Sr. Paraty. Sinceramente, eu estava a ver o caso mal parado, porque nós não entrámos tão bem como na 1ª parte e o árbitro estava a conduzir habilidosamente o jogo para tornar viável o empate: faltas a nosso favor não marcadas (e numa delas o empate esteve mesmo à vista, quando um empurrão ao Luisão não foi sancionado, e na sequência da jogada a bola passou a rasar o poste do Quim), faltas contra nós inventadas, jogo duro do Paços não sancionado, etc. Foi um fartar vilanagem. Felizmente, o Simão resolveu bisar depois de uma boa jogada do Miccoli, em que este cruzou quase para cima da baliza e o nosso capitão (que não estava fora-de-jogo, acrescente-se, estava “em linha”) só teve que empurrar de cabeça. O Paços não se deu por vencido e até ao fim ainda podia ter marcado mais um golo. Por outro lado, apesar dos dois golos de vantagem, eu também não estava muito descansado, porque não sabia quando é que o Sr. Paraty ia fazer das suas. E um golo deles tornaria tudo incerto outra vez. Mas isso não aconteceu e alcançámos uma vitória mais que justa.
A equipa voltou a estar globalmente bem, com os destaques habituais para o Simão, Luisão (que levou um amarelo e por isso não joga na Vila das Aves, e ainda bem porque estava tapado e o jogo frente ao clube regional é já daqui a quatro jornadas) e o Petit. Os dois gregos complementam-se: o Katsouranis não se mexe muito em campo, mas também não precisa, está sempre no caminho da bola, enquanto o Karagounis está em excelente forma (fez uma 1ª parte magistral), corre bastante e raramente se deixa desarmar. O Nuno Gomes regressou aos golos e espero que a confiança lhe volte em definitivo, e o Miccoli parece muito bem fisicamente (correu o jogo todo), mas voltou a não estar feliz na hora de rematar à baliza. O Anderson está a subir de forma (já só faz duas faltas de apoiar-se no ponta-de-lança contrário por jogo) e o Léo é o pêndulo do costume. O Nélson mostrou a sua pouca confiança, ao preferir correr para a linha quando estava dentro da área e numa excelente posição para rematar à baliza, mas defensivamente não esteve mal. O Quim teve duas saídas em falso, mas fez uma boa defesa já no final do jogo.
Espero que tenhamos entrado em velocidade de cruzado no que às vitórias diz respeito. Mas temo que bastará um jogo com um resultado negativo (como aconteceu frente ao Varzim) para que venhamos abaixo psicologicamente. A não ser que essa partida tenha sido deixada perder (tal como frente ao CSKA há dois anos) por causa da sobrecarga de jogos que daí adviria se ganhássemos. Estava a ser mais difícil do que se supunha e a equipa ter-se-á deixado andar. Temos tudo para ir longe na Taça Uefa e no campeonato é fundamental não perder pontos até recebermos o clube regional, mas temos que nos manter estáveis a nível exibicional. No entanto, e apesar das oscilações, o que é certo é que somos a equipa que está a jogar melhor futebol neste momento.
sexta-feira, fevereiro 23, 2007
Obrigação
Fizemos o que era suposto e eliminámos o Dínamo Bucareste ao vencer na casa deles por 2-1, depois de estarmos a perder por 1-0 ao intervalo. Deste modo, estamos nos oitavos-de-final da Taça Uefa e vamos defrontar o PSG pela primeira vez (!) na nossa história em jogos oficiais. Não fizemos nada mais para além do nosso dever, já que a diferença de classe entre nós e os romenos é abissal. Além disso, com a vitória contribuímos com mais dois pontos para o ranking de Portugal na Uefa e conservámos definitivamente o 6º lugar, já que ambas as equipas romenas foram eliminadas.
O Fernando Santos inovou no onze inicial ao incluir o Derlei em vez do Nuno Gomes. Confesso que não gostei muito de saber isto, porque estes rasgos inovatórios dos técnicos nos jogos europeus muitas vezes dão mau resultado (com as devidas diferenças, lembro-me sempre da titularidade do Costa no clube regional, quando era treinado pelo Oliveira e foi levar 4-0 a Manchester). Apesar de o Nuno Gomes estar em crise de golos, no Funchal, e com a companhia do Miccoli, tinha-se mostrado um jogador (ainda mais) útil nas tabelinhas, algo que seria essencial em Bucareste para podermos chegar com perigo à área contrária. No entanto, a opção pelo brasileiro acabou por resultar, apesar de ele não ter feito uma exibição de encher o olho. Começámos o jogo a controlá-lo a nosso bel-prazer, mas chateei-me logo aos 10’, quando desaproveitámos uma situação de 3 para 1! É inadmissível que não tenhamos acabado logo ali com a eliminatória, por falha de concentração na altura de passar a bola (o que é tão mais grave, quanto os jogadores envolvidos eram o Derlei, Simão e Miccoli). O italiano acabou por rematar, mas já não nas condições ideais e a bola foi interceptada por um defesa.
O jogo seguia lento, mas na única (!) jogada de jeito em todo o jogo, os romenos marcaram aos 23’. Passe para a área e entrada em diagonal no meio dos centrais do Munteanu, que passou a bola por baixo do Quim. A eliminatória estava empatada, mas custava-me a acreditar como isto era possível, já que éramos muito melhor que eles. Não reagimos bem ao golo e só voltámos a criar perigo a cinco minutos do intervalo. E logo em dose tripla (Derlei, Simão e Katsouranis), mas o guarda-redes Lobont esteve bem nas três ocasiões. Apesar do resultado, não estava muito apreensivo, porque a nossa superioridade era muito grande e jogos como contra o Boavista não acontecem sempre.
A 2ª parte foi praticamente iniciada com o golo do empate. O Anderson estreou-se a marcar esta época (finalmente!) com um remate de cabeça, na sequência de um canto do Simão aos 50’. Foi bom para que pudéssemos acalmar, mas infelizmente isto não aconteceu logo, já que os romenos reagiram bem e colocaram a nossa defesa, mais uma vez imperialmente comandada pelo Luisão, em dificuldades. Não conseguíamos manter a posse de bola e, se bem que o Dínamo não tivesse nenhuma oportunidade descarada de golo, iríamos sofrer até ao fim se o jogo continuasse daquela maneira, até porque ainda faltava muito tempo. E, na eventualidade de sofrermos um golo, as coisas poder-se-iam complicar. Estava na cara que um tento nosso mataria de vez a partida e felizmente isso aconteceu aos 64’. Outro canto do Simão e desta vez foi o Katsouranis (que tinha tido uma série de más intervenções minutos antes, incluindo um atraso idiota ao Quim, o que me fez pedir a sua substituição, até porque me parecia cansado e não recuperava defensivamente tanto quanto deveria; o futebol é uma arte estranha!) a concretizar, num golo muito semelhante ao que obteve na casa do clube regional. Estávamos definitivamente apurados e o objectivo agora era manter a vitória no jogo. Até final tivemos mais algumas situações que poderiam ter dado em golo, nomeadamente um chapéu do Miccoli que foi uma pena não ter entrado, mas o resultado manteve-se.
Começa a tornar-se repetitivo, mas não há nada a fazer. Os destaques vão para os suspeitos do costume, Simão e Luisão, desta feita muito bem acompanhados pelo Petit que fez um jogo enorme ao cortar inúmeras bolas a meio-campo. O capitão só fez duas assistências e dinamizou todo o nosso ataque, e o brasileiro cortou praticamente todas as bolas na sua área de jurisdição. O Quim não teve grande trabalho, o Anderson está finalmente a subir de forma, o Léo não sabe jogar mal, mas o Nélson voltou a não estar ao seu nível, com algumas perdas de bola a meio-campo que poderiam ter sido comprometedoras. Quanto aos gregos, desta vez o Karagounis esteve melhor que o Katsouranis (apesar do golo deste), o Derlei subiu na 2ª parte e o Miccoli criou perigo, está nitidamente a subir de forma, mas não esteve feliz na altura do remate.
O jogo da 1ª mão em Paris é numa data muito especial para mim. Espero que o Benfica faça o que fez naquele dia há precisamente um ano. E, se o meu plano correr bem, estarei lá ao vivo para assistir a tudo!
O Fernando Santos inovou no onze inicial ao incluir o Derlei em vez do Nuno Gomes. Confesso que não gostei muito de saber isto, porque estes rasgos inovatórios dos técnicos nos jogos europeus muitas vezes dão mau resultado (com as devidas diferenças, lembro-me sempre da titularidade do Costa no clube regional, quando era treinado pelo Oliveira e foi levar 4-0 a Manchester). Apesar de o Nuno Gomes estar em crise de golos, no Funchal, e com a companhia do Miccoli, tinha-se mostrado um jogador (ainda mais) útil nas tabelinhas, algo que seria essencial em Bucareste para podermos chegar com perigo à área contrária. No entanto, a opção pelo brasileiro acabou por resultar, apesar de ele não ter feito uma exibição de encher o olho. Começámos o jogo a controlá-lo a nosso bel-prazer, mas chateei-me logo aos 10’, quando desaproveitámos uma situação de 3 para 1! É inadmissível que não tenhamos acabado logo ali com a eliminatória, por falha de concentração na altura de passar a bola (o que é tão mais grave, quanto os jogadores envolvidos eram o Derlei, Simão e Miccoli). O italiano acabou por rematar, mas já não nas condições ideais e a bola foi interceptada por um defesa.
O jogo seguia lento, mas na única (!) jogada de jeito em todo o jogo, os romenos marcaram aos 23’. Passe para a área e entrada em diagonal no meio dos centrais do Munteanu, que passou a bola por baixo do Quim. A eliminatória estava empatada, mas custava-me a acreditar como isto era possível, já que éramos muito melhor que eles. Não reagimos bem ao golo e só voltámos a criar perigo a cinco minutos do intervalo. E logo em dose tripla (Derlei, Simão e Katsouranis), mas o guarda-redes Lobont esteve bem nas três ocasiões. Apesar do resultado, não estava muito apreensivo, porque a nossa superioridade era muito grande e jogos como contra o Boavista não acontecem sempre.
A 2ª parte foi praticamente iniciada com o golo do empate. O Anderson estreou-se a marcar esta época (finalmente!) com um remate de cabeça, na sequência de um canto do Simão aos 50’. Foi bom para que pudéssemos acalmar, mas infelizmente isto não aconteceu logo, já que os romenos reagiram bem e colocaram a nossa defesa, mais uma vez imperialmente comandada pelo Luisão, em dificuldades. Não conseguíamos manter a posse de bola e, se bem que o Dínamo não tivesse nenhuma oportunidade descarada de golo, iríamos sofrer até ao fim se o jogo continuasse daquela maneira, até porque ainda faltava muito tempo. E, na eventualidade de sofrermos um golo, as coisas poder-se-iam complicar. Estava na cara que um tento nosso mataria de vez a partida e felizmente isso aconteceu aos 64’. Outro canto do Simão e desta vez foi o Katsouranis (que tinha tido uma série de más intervenções minutos antes, incluindo um atraso idiota ao Quim, o que me fez pedir a sua substituição, até porque me parecia cansado e não recuperava defensivamente tanto quanto deveria; o futebol é uma arte estranha!) a concretizar, num golo muito semelhante ao que obteve na casa do clube regional. Estávamos definitivamente apurados e o objectivo agora era manter a vitória no jogo. Até final tivemos mais algumas situações que poderiam ter dado em golo, nomeadamente um chapéu do Miccoli que foi uma pena não ter entrado, mas o resultado manteve-se.
Começa a tornar-se repetitivo, mas não há nada a fazer. Os destaques vão para os suspeitos do costume, Simão e Luisão, desta feita muito bem acompanhados pelo Petit que fez um jogo enorme ao cortar inúmeras bolas a meio-campo. O capitão só fez duas assistências e dinamizou todo o nosso ataque, e o brasileiro cortou praticamente todas as bolas na sua área de jurisdição. O Quim não teve grande trabalho, o Anderson está finalmente a subir de forma, o Léo não sabe jogar mal, mas o Nélson voltou a não estar ao seu nível, com algumas perdas de bola a meio-campo que poderiam ter sido comprometedoras. Quanto aos gregos, desta vez o Karagounis esteve melhor que o Katsouranis (apesar do golo deste), o Derlei subiu na 2ª parte e o Miccoli criou perigo, está nitidamente a subir de forma, mas não esteve feliz na altura do remate.
O jogo da 1ª mão em Paris é numa data muito especial para mim. Espero que o Benfica faça o que fez naquele dia há precisamente um ano. E, se o meu plano correr bem, estarei lá ao vivo para assistir a tudo!
domingo, fevereiro 18, 2007
Miccoli decide
Conseguimos uma vitória importantíssima por 2-0 na casa do Nacional com dois golos do Miccoli, o que nos permitiu voltar ao 2º lugar já que os lagartos empataram em Paços de Ferreira. Foi uma exibição razoável, bastante melhor que a de 4ª feira passada, o que confirmou a nossa inconsistência exibicional deste ano. Basta um mau resultado (Boavista) para nos irmos abaixo e basta uma vitória (mesmo no último minuto) para que voltemos logo a jogar melhor.
Para entrar o Miccoli na equipa, o sacrificado foi o Karagounis. Todavia, não o foi por muito tempo, já que o Rui Costa saiu ainda antes do primeiro quarto-de-hora com problemas musculares. Vamos lá a ver se não fica mais três meses de fora... O equilíbrio foi apenas aparente em toda a primeira parte, porque nós rematámos muito mais vezes à baliza do Nacional, só que para não variar raramente acertámos na baliza. Acho inadmissível que os jogadores do Benfica não acertem na baliza em remates de fora da área com a bola dominada. Na única vez que o fizemos, o guarda-redes Diego Benaglio fez uma defesa magistral para o poste, num estoiro do Petit já muito perto do intervalo.
Na segunda parte, entrámos com mais velocidade e o Nacional deixou de ter tanta posse de bola. As substituições que eles fizeram, tirando médios para colocar avançados, também enfraqueceram o seu meio-campo e nós tivemos muito mais espaços para jogar. O único lance de perigo do Nacional foi um remate de fora da área que o Quim defendeu bem para canto. Já antes, numa boa triangulação no ataque entre o Simão, Nuno Gomes e Miccoli, este remata de primeira também para fora. Até que aos 62’ surgiu o nosso primeiro golo. O Nélson centra da direita, o Nuno Gomes amortece para o Miccoli, que levanta a bola e, sem a deixar cair, remata rasteiro e cruzado. Grande golo! A partir daqui controlámos ainda melhor a partida, já que o Nacional teve que arriscar mais e naturalmente abriu mais espaços atrás. Tanto assim foi que, apenas nove minutos depois, voltámos a marcar. Houve um livre a favor do Nacional, que a nossa defesa aliviou para a frente, o Miccoli ganhou a bola, bateu dois adversários, isolou-se e, só com o guarda-redes pela frente, consegui desviar a bola dele (embora este ainda lhe tivesse tocado), para dentro da baliza. Faltavam 20’ para o fim, mas não se estava a ver forma de não ganharmos o jogo. Demos a iniciativa aos madeirenses, mas um Luisão imperial cá atrás controlou todos os ataques adversários. Estes últimos minutos foram mais um treino activo para o difícil jogo de Bucareste.
Individualmente tenho que destacar o Miccoli e o Luisão. O italiano porque, à semelhança do que fez na 4ª feira passada, foi decisivo ao marcar os golos da vitória, apesar de não ter feito uma exibição de encher o olho (mas também para quê, quando se é tão eficaz?). O brasileiro porque foi intransponível para os adversários. O Simão continua bastante influente, mas felizmente parece que vai tendo companhia na qualidade das exibições. O Petit foi igualmente muito importante, ao ser o primeiro a travar as tentativas de ataques contrários. E viu-se bem a diferença da pressão que o nosso meio-campo faz com o Petit em comparação com o que aconteceu na 2ª parte do jogo frente aos romenos. O Katsouranis mal se dá por ele, mas é de um grande eficácia e opta sempre pela solução mais segura na altura de passar a bola. O Karagounis não entrou mal, apesar de ser a frio, e é bastante importante quando se trata de conservar a posse da bola. O Nuno Gomes esteve melhor que nos jogos anteriores na medida em que arriscou mais o remate, como se exige a um ponta-de-lança. Para além disso, abriu muitos espaços para os remates fora da área dos companheiros. O Nélson continua numa forma intermitente, mas hoje subiu mais do que no jogo anterior. Ao invés, o Léo esteve mais discreto em termos ofensivos, já que a defender raramente é batido. O Quim esteve bem e seguro, mas o Anderson continua a fazer-me sentir saudades do Ricardo Rocha.
Vejamos se recuperamos bem em termos físicos para Bucareste (espero que a lesão do maestro não seja grave), porque é fundamental continuarmos nas competições europeias. Estou relativamente optimista para o jogo, porque temos melhor equipa que os romenos.
Para entrar o Miccoli na equipa, o sacrificado foi o Karagounis. Todavia, não o foi por muito tempo, já que o Rui Costa saiu ainda antes do primeiro quarto-de-hora com problemas musculares. Vamos lá a ver se não fica mais três meses de fora... O equilíbrio foi apenas aparente em toda a primeira parte, porque nós rematámos muito mais vezes à baliza do Nacional, só que para não variar raramente acertámos na baliza. Acho inadmissível que os jogadores do Benfica não acertem na baliza em remates de fora da área com a bola dominada. Na única vez que o fizemos, o guarda-redes Diego Benaglio fez uma defesa magistral para o poste, num estoiro do Petit já muito perto do intervalo.
Na segunda parte, entrámos com mais velocidade e o Nacional deixou de ter tanta posse de bola. As substituições que eles fizeram, tirando médios para colocar avançados, também enfraqueceram o seu meio-campo e nós tivemos muito mais espaços para jogar. O único lance de perigo do Nacional foi um remate de fora da área que o Quim defendeu bem para canto. Já antes, numa boa triangulação no ataque entre o Simão, Nuno Gomes e Miccoli, este remata de primeira também para fora. Até que aos 62’ surgiu o nosso primeiro golo. O Nélson centra da direita, o Nuno Gomes amortece para o Miccoli, que levanta a bola e, sem a deixar cair, remata rasteiro e cruzado. Grande golo! A partir daqui controlámos ainda melhor a partida, já que o Nacional teve que arriscar mais e naturalmente abriu mais espaços atrás. Tanto assim foi que, apenas nove minutos depois, voltámos a marcar. Houve um livre a favor do Nacional, que a nossa defesa aliviou para a frente, o Miccoli ganhou a bola, bateu dois adversários, isolou-se e, só com o guarda-redes pela frente, consegui desviar a bola dele (embora este ainda lhe tivesse tocado), para dentro da baliza. Faltavam 20’ para o fim, mas não se estava a ver forma de não ganharmos o jogo. Demos a iniciativa aos madeirenses, mas um Luisão imperial cá atrás controlou todos os ataques adversários. Estes últimos minutos foram mais um treino activo para o difícil jogo de Bucareste.
Individualmente tenho que destacar o Miccoli e o Luisão. O italiano porque, à semelhança do que fez na 4ª feira passada, foi decisivo ao marcar os golos da vitória, apesar de não ter feito uma exibição de encher o olho (mas também para quê, quando se é tão eficaz?). O brasileiro porque foi intransponível para os adversários. O Simão continua bastante influente, mas felizmente parece que vai tendo companhia na qualidade das exibições. O Petit foi igualmente muito importante, ao ser o primeiro a travar as tentativas de ataques contrários. E viu-se bem a diferença da pressão que o nosso meio-campo faz com o Petit em comparação com o que aconteceu na 2ª parte do jogo frente aos romenos. O Katsouranis mal se dá por ele, mas é de um grande eficácia e opta sempre pela solução mais segura na altura de passar a bola. O Karagounis não entrou mal, apesar de ser a frio, e é bastante importante quando se trata de conservar a posse da bola. O Nuno Gomes esteve melhor que nos jogos anteriores na medida em que arriscou mais o remate, como se exige a um ponta-de-lança. Para além disso, abriu muitos espaços para os remates fora da área dos companheiros. O Nélson continua numa forma intermitente, mas hoje subiu mais do que no jogo anterior. Ao invés, o Léo esteve mais discreto em termos ofensivos, já que a defender raramente é batido. O Quim esteve bem e seguro, mas o Anderson continua a fazer-me sentir saudades do Ricardo Rocha.
Vejamos se recuperamos bem em termos físicos para Bucareste (espero que a lesão do maestro não seja grave), porque é fundamental continuarmos nas competições europeias. Estou relativamente optimista para o jogo, porque temos melhor equipa que os romenos.
quinta-feira, fevereiro 15, 2007
Vantagem mínima
Confesso que o jogo frente ao Dínamo de Bucareste me desiludiu bastante. Ganhámos por 1-0 com um golo do Miccoli no último minuto e estamos na frente da eliminatória, mas a nossa exibição deixou muito a desejar. Mostrámos pouca chama, muita confusão de ideias, equívocos tácticos e falta de condição física. Depois de uma série de jogos bem conseguidos, é incrível como é que uma derrota deita tão abaixo a equipa. E é também incrível como é que somente uma má exibição faz com que os adeptos deixem de ir em massa ao estádio. Pouco mais de 35.000 espectadores para um jogo de uma competição europeia é um número mau para nós (apesar de isto representar para outros o estádio praticamente cheio...). Infelizmente em Portugal, os adeptos só o são verdadeiramente nos bons momentos.
Entrámos com o mesmo onze que fez o jogão frente ao Boavista, mas cedo se percebeu que a dinâmica estava longe de ser a mesma. Durante a 1ª parte arriscámos muito pouco, parecendo que estávamos mais com medo de sofrer golos do que de marcá-los. Como o Dínamo de Bucareste também se recusou a atacar, o jogo foi bastante enfadonho. Criámos uma grande oportunidade aos 17’, mas o remate do Nuno Gomes na sequência de um bom centro do Simão foi bem defendido pelo guarda-redes. O meio-campo imprimia muito pouca velocidade na transição de bola, os jogadores da frente estavam muito marcados e tínhamos a péssima tendência de afunilar o jogo, pelo que raramente conseguimos chegar à baliza em condições de rematar.
Na segunda parte, entrou o Miccoli para o lugar do Petit (já com amarelo e vindo de lesão), mas não se notaram grandes melhorias, bem pelo contrário, durante os primeiros 15’. O Dínamo de Bucareste soltou-se mais e, com boas trocas de bola, conseguia chegar perto da nossa baliza, embora não criasse verdadeiras situações de golo. Depois deste quarto-de-hora inicial, voltámos a subir lentamente de produção e aos 69’ o Simão acertou pela primeira vez nesta época na baliza num livre directo, só que teve pontaria a mais e a bola foi à trave. Pouco depois entrou o Derlei para o lugar do Nuno Gomes, que está com um nível de confiança assustador (paradigmática aquela jogada em que, à entrada da área e em perfeitas condições de rematar, prefere passar a bola para o Léo que estava em fora-de-jogo). A 3’ do fim, o brasileiro teve um bom movimento de cabeça e a bola passou rente ao poste. Estávamos longe de mostrar o rolo-compressor como no jogo frente ao Boavista, mas mesmo assim já justificávamos a vantagem no marcador. Que acabou por surgir no último minuto, na sequência de um centro do maestro a que o Simão acorreu muito bem, proporcionando ao guarda-redes Lobont uma grande defesa por instinto para a frente, sobrando a bola para o Miccoli rematar contra o chão e finalmente metê-la na baliza. Foi o delírio e um grande suspiro de alívio no estádio da Luz. Até final, ainda deu para o Fernando Santos queimar tempo (!), colocando o João Coimbra no lugar do Rui Costa e para o Nélson preferir jogar para trás (!) quando estava em boa posição de centrar para a área (ninguém o avisou que a eliminatória não está ganha e ainda falta o 2º jogo?!).
Individualmente não houve nenhum jogador que se tenha destacado muito dos demais. O Simão não esteve tão bem como em jogos anteriores, a que não será alheio as constantes alterações tácticas que tem que fazer (começou na frente, ficou a “nº 10” na 2ª parte e raramente esteve nas alas, onde manifestamente rende mais). O Nélson fez um jogo bastante mau, mostrando não ter superado o trauma da Póvoa (o que é deveras preocupante, porque não tem substituto à altura no plantel). O Nuno Gomes continua a seco e ou sobe rapidamente de forma ou arrisca-se a sair da equipa. Os centrais acabaram por fazer um bom jogo, juntamente com o Léo, este especialmente na 2ª parte. Ao invés, os gregos não estiveram tão bem, parecendo o Katsouranis em nítida baixa física a partir de meio da 2ª parte e o Karagounis com uma tendência enervante para afunilar o jogo. O Miccoli também não entrou nada bem no jogo (pareceu perdido no ataque na maior parte do tempo), mas depois estava no sítio certo para marcar.
Mesmo assim, globalmente somos melhor equipa do que os romenos e temos obrigação de passar a eliminatória, mas é bom que estejamos preparados para sofrer em Bucareste. O jogo não vai ser nada fácil e devemos meter na cabeça que temos que marcar golos, caso contrário o cenário poderá tornar-se muito negro. É fundamental passar esta eliminatória, até porque eliminaremos uma equipa do país que é o grande adversário de Portugal no ranking da Uefa e daremos uma ajuda para manter a terceira equipa na pré-eliminatória da Liga dos Campeões daqui a dois épocas.
Entrámos com o mesmo onze que fez o jogão frente ao Boavista, mas cedo se percebeu que a dinâmica estava longe de ser a mesma. Durante a 1ª parte arriscámos muito pouco, parecendo que estávamos mais com medo de sofrer golos do que de marcá-los. Como o Dínamo de Bucareste também se recusou a atacar, o jogo foi bastante enfadonho. Criámos uma grande oportunidade aos 17’, mas o remate do Nuno Gomes na sequência de um bom centro do Simão foi bem defendido pelo guarda-redes. O meio-campo imprimia muito pouca velocidade na transição de bola, os jogadores da frente estavam muito marcados e tínhamos a péssima tendência de afunilar o jogo, pelo que raramente conseguimos chegar à baliza em condições de rematar.
Na segunda parte, entrou o Miccoli para o lugar do Petit (já com amarelo e vindo de lesão), mas não se notaram grandes melhorias, bem pelo contrário, durante os primeiros 15’. O Dínamo de Bucareste soltou-se mais e, com boas trocas de bola, conseguia chegar perto da nossa baliza, embora não criasse verdadeiras situações de golo. Depois deste quarto-de-hora inicial, voltámos a subir lentamente de produção e aos 69’ o Simão acertou pela primeira vez nesta época na baliza num livre directo, só que teve pontaria a mais e a bola foi à trave. Pouco depois entrou o Derlei para o lugar do Nuno Gomes, que está com um nível de confiança assustador (paradigmática aquela jogada em que, à entrada da área e em perfeitas condições de rematar, prefere passar a bola para o Léo que estava em fora-de-jogo). A 3’ do fim, o brasileiro teve um bom movimento de cabeça e a bola passou rente ao poste. Estávamos longe de mostrar o rolo-compressor como no jogo frente ao Boavista, mas mesmo assim já justificávamos a vantagem no marcador. Que acabou por surgir no último minuto, na sequência de um centro do maestro a que o Simão acorreu muito bem, proporcionando ao guarda-redes Lobont uma grande defesa por instinto para a frente, sobrando a bola para o Miccoli rematar contra o chão e finalmente metê-la na baliza. Foi o delírio e um grande suspiro de alívio no estádio da Luz. Até final, ainda deu para o Fernando Santos queimar tempo (!), colocando o João Coimbra no lugar do Rui Costa e para o Nélson preferir jogar para trás (!) quando estava em boa posição de centrar para a área (ninguém o avisou que a eliminatória não está ganha e ainda falta o 2º jogo?!).
Individualmente não houve nenhum jogador que se tenha destacado muito dos demais. O Simão não esteve tão bem como em jogos anteriores, a que não será alheio as constantes alterações tácticas que tem que fazer (começou na frente, ficou a “nº 10” na 2ª parte e raramente esteve nas alas, onde manifestamente rende mais). O Nélson fez um jogo bastante mau, mostrando não ter superado o trauma da Póvoa (o que é deveras preocupante, porque não tem substituto à altura no plantel). O Nuno Gomes continua a seco e ou sobe rapidamente de forma ou arrisca-se a sair da equipa. Os centrais acabaram por fazer um bom jogo, juntamente com o Léo, este especialmente na 2ª parte. Ao invés, os gregos não estiveram tão bem, parecendo o Katsouranis em nítida baixa física a partir de meio da 2ª parte e o Karagounis com uma tendência enervante para afunilar o jogo. O Miccoli também não entrou nada bem no jogo (pareceu perdido no ataque na maior parte do tempo), mas depois estava no sítio certo para marcar.
Mesmo assim, globalmente somos melhor equipa do que os romenos e temos obrigação de passar a eliminatória, mas é bom que estejamos preparados para sofrer em Bucareste. O jogo não vai ser nada fácil e devemos meter na cabeça que temos que marcar golos, caso contrário o cenário poderá tornar-se muito negro. É fundamental passar esta eliminatória, até porque eliminaremos uma equipa do país que é o grande adversário de Portugal no ranking da Uefa e daremos uma ajuda para manter a terceira equipa na pré-eliminatória da Liga dos Campeões daqui a dois épocas.
domingo, fevereiro 11, 2007
Inconcebível
Pela segunda terceira vez na nossa história fomos eliminados por uma equipa de divisão inferior na Taça de Portugal. Perdemos na Póvoa de Varzim por 2-1, contra o 12º classificado (!) da Liga de Honra, e dissemos adeus à prova que era objectivamente mais fácil de ganhar este ano.
Estava com muito medo deste jogo, porque dois dos maiores roubos destes últimos anos sucederam-se na casa do Varzim. O célebre jogo do “deixem jogar o Mantorras” em 2001/2002, em que o Sr. Isidoro Rodrigues conseguiu empatá-lo a dois golos, depois de estarmos a ganhar por 2-0, expulsando-nos dois jogadores e dando oito (!) minutos de compensação e, no ano seguinte, a derrota por 2-1 provocada por um penalty muito duvidoso (no mínimo) do João Manuel Pinto, já depois de o Simão ter sido expulso. Por outro lado, assim que soube da nomeação do Sr. Olegário Benquerença para este jogo, as minhas preocupações aumentaram. Para compôr o ramalhete, sempre que voltamos de jogos da selecção há jogadores lesionados, como é agora o caso do Petit e do Karagounis. Mas mesmo apesar destas condicionantes todas, tínhamos mais que obrigação de vencer, até porque o Varzim não está nada bem classificado e despediu inclusive o treinador há pouco tempo.
Com as lesões daqueles dois médios, o Fernando Santos optou pela titularidade do Beto e João Coimbra. Não começámos mal o jogo, mas eles marcaram no primeiro ataque que tiveram aos 13’, através de um autogolo do Nélson. Todavia, o nosso defesa sofreu um empurrão (curiosamente nenhum comentador referiu isto), que o fez desequilibrar-se e tocar inadvertidamente na bola. A partir daqui, pressionámos mais o Varzim e chegámos ao empate aos 30’ num grande golo de cabeça do Simão depois de um centro teleguiado do Rui Costa. Não estávamos a jogar mal, apesar de o Beto a meio-campo ser um grande empecilho à fluidez do nosso jogo atacante. O Simão está de facto em grande forma e a maior parte das nossas jogadas de perigo passaram por ele. Pouco depois do golo, o defesa Alexandre (o tal que não deixou jogar o Mantorras há cinco anos - ele eram empurrões, rasteiras, agarrar a camisola - e só levou um amarelo a cinco minutos do fim!) atirou-se para cima do Simão na grande-área, mas o Sr. Benquerença fez o que muito bem sabe: não assinalou o respectivo penalty a favor do Benfica.
Na 2ª parte, entrámos com o Mantorras logo de início para o lugar do João Coimbra, opção que muito estranhei, porque apesar de tudo não estávamos a jogar mal e criávamos oportunidades. Por outro lado, ainda menos compreensível era a manutenção do Beto em campo, porque ao menos o João Coimbra ainda pode valer alguma coisa, ao passo que do outro já nada se pode esperar. E a péssima decisão que foi esta troca tão cedo comprovou-se durante todo o 2º tempo. Deixámos de conseguir pressionar o Varzim e fomos muito menos perigosos do que na 1ª parte. O Simão deixou de vagabundear pelo ataque e desapareceu do jogo ao assumir o lado esquerdo do losango. Estávamos muito mais lentos, não conseguíamos criar desequilíbrios no ataque e ninguém se desmarcava em condições. Parecia que estávamos à espera que o golo da vitória caísse do céu. O Varzim, ao ver a nossa inoperância atacante, começou a acreditar e a subir mais no terreno. E as coisas poderiam ter ficado muito mais complicadas para nós, quando o Beto teve uma paragem cerebral e fez uma falta passível de amarelo à entrada da área (!) do Varzim, pouco depois de já ter visto um. Neste caso, o Sr. Benquerença teve uma decisão que nos favoreceu, o que é um momento histórico na vida deste árbitro. O Fernando Santos emendou a mão e substituiu finalmente o brasileiro. Mas aos 77’ o Nélson resolveu oferecer a eliminatória ao Varzim. Se no 1º golo ainda tem a desculpa do empurrão que sofreu, neste 2º é inadmissível que faça uma falta perto da linha lateral, quando o adversário está virado para a sua própria baliza! Eu parecia que estava a adivinhar, quando berrei contra ele. Converte-se um lance inofensivo num livre perigoso para a nossa área, do qual viria a resultar o 2-1 para eles. Até final tivemos duas oportunidades de ir a prolongamento, mas o Luisão proporcionou uma boa defesa ao guarda-redes e o Marco Ferreira tirou o golo ao Mantorras, depois de uma abertura fantástica do Rui Costa.
O Petit e o Karagounis fizeram muita falta, mas a derrota deveu-se à atitude passiva da 2ª parte. Quando vi uma das páginas d’ A Bola desta semana, que referia o facto de termos jogos de três em três dias este mês se passássemos esta eliminatória da Taça, achei logo mau prenúncio. E a (não) atitude do 2º tempo deixa-me pensar que isto pode ter estado no subconsciente dos jogadores. Por outro lado, temos alguns elementos em má forma, como é o caso evidente do Nuno Gomes, que foi de uma inoperância total. O Simão não dá para tudo e não podemos esperar do Rui Costa um jogo completo a 100 à hora (mesmo assim fez duas assistências fantásticas). O Nélson fez dos piores jogos pelo Benfica e mesmo o Léo não esteve ao seu nível. O Katsouranis teve que estar preocupado com as asneiras do Beto e portanto não apareceu tanto no ataque como de costume, ao passo que o Anderson continua a ganhar muito poucos lances aos pontas-de-lança adversários. Mas o Fernando Santos tem grandes responsabilidades principalmente por causa das substituições que nos estragaram o jogo.
Esta derrota irá certamente afectar a afluência de público no jogo da próxima 4ª feira com o Dínamo de Bucareste, mas espero que não afecte o desempenho dos jogadores. Já perdemos uma Taça e portanto é bom que nos mentalizemos que temos outra para ganhar. Se chegarmos ao fim da época sem nenhum troféu, a desilusão será tremenda.
Estava com muito medo deste jogo, porque dois dos maiores roubos destes últimos anos sucederam-se na casa do Varzim. O célebre jogo do “deixem jogar o Mantorras” em 2001/2002, em que o Sr. Isidoro Rodrigues conseguiu empatá-lo a dois golos, depois de estarmos a ganhar por 2-0, expulsando-nos dois jogadores e dando oito (!) minutos de compensação e, no ano seguinte, a derrota por 2-1 provocada por um penalty muito duvidoso (no mínimo) do João Manuel Pinto, já depois de o Simão ter sido expulso. Por outro lado, assim que soube da nomeação do Sr. Olegário Benquerença para este jogo, as minhas preocupações aumentaram. Para compôr o ramalhete, sempre que voltamos de jogos da selecção há jogadores lesionados, como é agora o caso do Petit e do Karagounis. Mas mesmo apesar destas condicionantes todas, tínhamos mais que obrigação de vencer, até porque o Varzim não está nada bem classificado e despediu inclusive o treinador há pouco tempo.
Com as lesões daqueles dois médios, o Fernando Santos optou pela titularidade do Beto e João Coimbra. Não começámos mal o jogo, mas eles marcaram no primeiro ataque que tiveram aos 13’, através de um autogolo do Nélson. Todavia, o nosso defesa sofreu um empurrão (curiosamente nenhum comentador referiu isto), que o fez desequilibrar-se e tocar inadvertidamente na bola. A partir daqui, pressionámos mais o Varzim e chegámos ao empate aos 30’ num grande golo de cabeça do Simão depois de um centro teleguiado do Rui Costa. Não estávamos a jogar mal, apesar de o Beto a meio-campo ser um grande empecilho à fluidez do nosso jogo atacante. O Simão está de facto em grande forma e a maior parte das nossas jogadas de perigo passaram por ele. Pouco depois do golo, o defesa Alexandre (o tal que não deixou jogar o Mantorras há cinco anos - ele eram empurrões, rasteiras, agarrar a camisola - e só levou um amarelo a cinco minutos do fim!) atirou-se para cima do Simão na grande-área, mas o Sr. Benquerença fez o que muito bem sabe: não assinalou o respectivo penalty a favor do Benfica.
Na 2ª parte, entrámos com o Mantorras logo de início para o lugar do João Coimbra, opção que muito estranhei, porque apesar de tudo não estávamos a jogar mal e criávamos oportunidades. Por outro lado, ainda menos compreensível era a manutenção do Beto em campo, porque ao menos o João Coimbra ainda pode valer alguma coisa, ao passo que do outro já nada se pode esperar. E a péssima decisão que foi esta troca tão cedo comprovou-se durante todo o 2º tempo. Deixámos de conseguir pressionar o Varzim e fomos muito menos perigosos do que na 1ª parte. O Simão deixou de vagabundear pelo ataque e desapareceu do jogo ao assumir o lado esquerdo do losango. Estávamos muito mais lentos, não conseguíamos criar desequilíbrios no ataque e ninguém se desmarcava em condições. Parecia que estávamos à espera que o golo da vitória caísse do céu. O Varzim, ao ver a nossa inoperância atacante, começou a acreditar e a subir mais no terreno. E as coisas poderiam ter ficado muito mais complicadas para nós, quando o Beto teve uma paragem cerebral e fez uma falta passível de amarelo à entrada da área (!) do Varzim, pouco depois de já ter visto um. Neste caso, o Sr. Benquerença teve uma decisão que nos favoreceu, o que é um momento histórico na vida deste árbitro. O Fernando Santos emendou a mão e substituiu finalmente o brasileiro. Mas aos 77’ o Nélson resolveu oferecer a eliminatória ao Varzim. Se no 1º golo ainda tem a desculpa do empurrão que sofreu, neste 2º é inadmissível que faça uma falta perto da linha lateral, quando o adversário está virado para a sua própria baliza! Eu parecia que estava a adivinhar, quando berrei contra ele. Converte-se um lance inofensivo num livre perigoso para a nossa área, do qual viria a resultar o 2-1 para eles. Até final tivemos duas oportunidades de ir a prolongamento, mas o Luisão proporcionou uma boa defesa ao guarda-redes e o Marco Ferreira tirou o golo ao Mantorras, depois de uma abertura fantástica do Rui Costa.
O Petit e o Karagounis fizeram muita falta, mas a derrota deveu-se à atitude passiva da 2ª parte. Quando vi uma das páginas d’ A Bola desta semana, que referia o facto de termos jogos de três em três dias este mês se passássemos esta eliminatória da Taça, achei logo mau prenúncio. E a (não) atitude do 2º tempo deixa-me pensar que isto pode ter estado no subconsciente dos jogadores. Por outro lado, temos alguns elementos em má forma, como é o caso evidente do Nuno Gomes, que foi de uma inoperância total. O Simão não dá para tudo e não podemos esperar do Rui Costa um jogo completo a 100 à hora (mesmo assim fez duas assistências fantásticas). O Nélson fez dos piores jogos pelo Benfica e mesmo o Léo não esteve ao seu nível. O Katsouranis teve que estar preocupado com as asneiras do Beto e portanto não apareceu tanto no ataque como de costume, ao passo que o Anderson continua a ganhar muito poucos lances aos pontas-de-lança adversários. Mas o Fernando Santos tem grandes responsabilidades principalmente por causa das substituições que nos estragaram o jogo.
Esta derrota irá certamente afectar a afluência de público no jogo da próxima 4ª feira com o Dínamo de Bucareste, mas espero que não afecte o desempenho dos jogadores. Já perdemos uma Taça e portanto é bom que nos mentalizemos que temos outra para ganhar. Se chegarmos ao fim da época sem nenhum troféu, a desilusão será tremenda.
sábado, fevereiro 03, 2007
A maior injustiça da história do futebol
Os 50.222 espectadores que estiveram ontem na Luz assistiram a um jogo histórico. Em 25 anos que vejo futebol, não me lembro de um desafio assim, e duvido que tenha havido muitos como este em toda a sua história. Fizemos a melhor exibição da época (e arrisco-me a dizer das últimas épocas) e empatámos 0-0 com o Boavista, num jogo em que o resultado mais justo seria 7-0, e sem nenhum favor. Sim, não é um erro, nem é exagero meu. Se houvesse justiça, o Benfica teria ganho por s-e-t-e. Quatro (!) bolas aos ferros, três do Katsouranis (um novo recorde mundial, certamente) e uma do Luisão, e três oportunidades de golo de baliza (literalmente) aberta falhadas de uma forma escandalosa pelo Anderson, Simão e Nuno Gomes, já para não falar nas três ou quatro defesas do William, tornam este resultado profundamente enganador.
Poucas vezes terei saído do estádio tão chateado. A sensação de incredulidade acompanhar-me-á durante boa parte desta semana. De tal maneira que nem tenho muita vontade de escrever sobre o jogo. Houve nitidamente algo de sobrenatural na noite de ontem. Pressionámos e subjugámos o Boavista durante uma hora inteira, só escapando os primeiros e últimos 15 minutos, mas pura e simplesmente a bola não quis entrar. E não me venham com histórias. Os tais falhanços do Anderson (logo aos 17), do Nuno Gomes (cabeçada sem tirar os pés do chão e só com o guarda-redes pela frente) e Simão (completamente isolado) são aselhice, mas as quatro bolas nos postes e barra são manifesta falta de sorte. E fico-me por aqui, porque estou tão fora de mim que não me apetece discorrer mais.
P.S. – Não percebi a substituição do Karagounis logo aos 63’. Era manifesto que o Katsouranis e o Rui Costa não iriam durar até ao fim àquele ritmo e o Fernando Santos lembra-se de tirar o médio que se estava a tornar mais influente em jogo, especialmente na segunda parte. Se estávamos a jogar bem (e estávamos), qual era a necessidade de fazer substituições tão cedo?! Perdemos muito gás depois dessa troca, até porque alterámos o sistema de jogo para 4-3-3, abandonando o losango.
P.S. 2 – Alguém explique ao Derlei, por favor, que o Benfica é muito diferente daquele clube onde ele jogou há três anos? Cotoveladas a jogadores que estão a passar por ele, com a bola noutro lado, faz parte da cultura desse tal clube, não do Glorioso Sport Lisboa e Benfica. Eu sei que o vírus desse clube é muito forte e que quem por lá passa depressa fica contagiado (basta ver as declarações do Jesualdo ainda sobre a expulsão do Quaresma), mas parece que ele ainda não percebeu onde está agora... Poderíamos (e deveríamos) ter ficado a jogar com 10 por causa de uma atitude que nos envergonha a todos.
Poucas vezes terei saído do estádio tão chateado. A sensação de incredulidade acompanhar-me-á durante boa parte desta semana. De tal maneira que nem tenho muita vontade de escrever sobre o jogo. Houve nitidamente algo de sobrenatural na noite de ontem. Pressionámos e subjugámos o Boavista durante uma hora inteira, só escapando os primeiros e últimos 15 minutos, mas pura e simplesmente a bola não quis entrar. E não me venham com histórias. Os tais falhanços do Anderson (logo aos 17), do Nuno Gomes (cabeçada sem tirar os pés do chão e só com o guarda-redes pela frente) e Simão (completamente isolado) são aselhice, mas as quatro bolas nos postes e barra são manifesta falta de sorte. E fico-me por aqui, porque estou tão fora de mim que não me apetece discorrer mais.
P.S. – Não percebi a substituição do Karagounis logo aos 63’. Era manifesto que o Katsouranis e o Rui Costa não iriam durar até ao fim àquele ritmo e o Fernando Santos lembra-se de tirar o médio que se estava a tornar mais influente em jogo, especialmente na segunda parte. Se estávamos a jogar bem (e estávamos), qual era a necessidade de fazer substituições tão cedo?! Perdemos muito gás depois dessa troca, até porque alterámos o sistema de jogo para 4-3-3, abandonando o losango.
P.S. 2 – Alguém explique ao Derlei, por favor, que o Benfica é muito diferente daquele clube onde ele jogou há três anos? Cotoveladas a jogadores que estão a passar por ele, com a bola noutro lado, faz parte da cultura desse tal clube, não do Glorioso Sport Lisboa e Benfica. Eu sei que o vírus desse clube é muito forte e que quem por lá passa depressa fica contagiado (basta ver as declarações do Jesualdo ainda sobre a expulsão do Quaresma), mas parece que ele ainda não percebeu onde está agora... Poderíamos (e deveríamos) ter ficado a jogar com 10 por causa de uma atitude que nos envergonha a todos.
domingo, janeiro 28, 2007
Essencial
Depois da surpresa da derrota do clube regional na sua filial de Leiria (só faltou o Domingos pedir desculpa na conferência de imprensa), era imprescindível que aproveitássemos para reduzir a vantagem para cinco pontos, ganhando no Restelo. Assim fizemos por 2-1, com golos do Simão e Luisão na sequência de duas assistências do maestro. Não foi um jogo brilhante da nossa parte, mas o mérito da vitória é indiscutível.
Tal como no ano passado, fui ver o jogo ao vivo, desta vez não só com o D’Arcy, como também com o Pedro F. Ferreira e o TMA. Bastaria a companhia para ter valido a pena ter ido, mas claro que com a vitória tudo ficou ainda mais agradável. Na equipa inicial, para além da óbvia inclusão do Anderson no lugar do Ricardo Rocha, entrou o Karagounis em vez do Manú e voltámos ao famigerado losango, desta vez com o Rui Costa no vértice superior. Não começámos bem o jogo, mas tivemos o mérito de marcar na primeira oportunidade que tivemos aos 13’, já depois de uma excelente defesa do Quim. Uma abertura magistral do maestro desmarcou o Simão, que aproveitou a confusão entre o defesa e o Costinha, para rematar por baixo das pernas deste. O Belenenses reagiu bem e nós, à semelhança do jogo de Coimbra, não conseguíamos manter a posse de bola no meio-campo, tentando até à exaustão os lançamentos para a frente na direcção do Simão. O que vale é que defendemos bem e o Belenenses poucos lances de perigo criou. Até que aos 37’ num livre lateral, o Rui Costa centra para a área e o Luisão faz de cabeça o segundo golo. Ainda antes do intervalo, num contra-ataque pela esquerda, o Nélson faz um centro largo para o Nuno Gomes do lado oposto e este, sem deixar cair a bola no chão, remata de primeira, mas infelizmente por cima da barra. Seria o golo do ano.
Logo no início da segunda parte, o Costinha esteve quase a imitar o Jorge Baptista do Gil Vicente no ano passado ao falhar um pontapé na sequência de um atraso, mas teve a sorte de a bola não ir na direcção da baliza. Durante este período, o Belenenses ainda foi mais inoperante, apesar de continuar a trocar bem a bola e ter tentado lutar sempre. Só que nós defendíamos com muita segurança e eles não conseguiam entrar na nossa área. O Petit esteve particularmente brilhante no seu trabalho de sapa, a correr atrás dos adversários, e neste segundo tempo sobressaiu (e de que maneira) o Karagounis, que mantinha a posse de bola, desmarcava os companheiros e dava cabo da defesa do Belenenses. Como eles continuavam com a defesa em linha muito perto do meio-campo, nós acabámos por ter as melhores oportunidades, quando a conseguíamos rasgar, como no excelente passe do Karagounis que isola o Nuno Gomes, mas este depois de fintar o guarda-redes, remata com pouca força e o defesa que estava sobre a linha consegue cortar a bola. Pouco depois foi o Simão num remate em arco com o pé esquerdo, em que a bola passou rente ao poste. A três minutos do fim, o Belenenses reduz depois de uma boa jogada, com um remate rasteiro do Silas já na grande área. Foi na altura em que o Manú (que tinha entrado para o lugar do maestro aos 85’) estava a compensar o Nélson na direita da nossa defesa. Foi o único remate deles que chegou à baliza neste segundo tempo e confesso que ainda fiquei apreensivo até final (os 3-3 do Estádio Nacional ir-me-ão sempre atormentar). Todavia, a partir daí o jogo morreu, porque conseguimos manter a bola longe da nossa área e o Fernando Santos fez mais duas substituições que ajudaram a quebrar o ritmo deles.
Individualmente, o Karagounis foi o melhor do Benfica, seguido muito de perto pelo Petit. O Simão marcou mais um golo e continua em grande forma. A defesa também esteve bem, com destaque para o Luisão, absolutamente imperial a cortar várias bolas. O Rui Costa não esteve feliz em algumas acções a meio-campo, mas o que é que isso interessa quando se faz duas assistências para golo e nos dá o privilégio de o ver a jogar com a camisola 10 do Glorioso? O Nuno Gomes esteve lutador como sempre, ia marcando um golão, mas não pode falhar golos como aquele de baliza aberta.
Se o Boavista nos der uma alegria amanhã frente ao lagartos, esta jornada terá sido ideal. Teoricamente, já só precisamos de mais um empate do clube regional para ficarmos a depender apenas de nós. Somos o único clube a estar em três competições e tenho medo que nos ressintamos fisicamente deste facto lá mais para o fim da época. O mês de Fevereiro vai ser particularmente exigente em termos de calendário, mas agora que estamos mais perto do clube regional, o campeonato volta a ser mais que uma miragem.
P.S. – O mote do speaker do Belenenses era “e quem bate palmas, é pastel... é pastel... é pasteleeeee”. Sem comentários…
Tal como no ano passado, fui ver o jogo ao vivo, desta vez não só com o D’Arcy, como também com o Pedro F. Ferreira e o TMA. Bastaria a companhia para ter valido a pena ter ido, mas claro que com a vitória tudo ficou ainda mais agradável. Na equipa inicial, para além da óbvia inclusão do Anderson no lugar do Ricardo Rocha, entrou o Karagounis em vez do Manú e voltámos ao famigerado losango, desta vez com o Rui Costa no vértice superior. Não começámos bem o jogo, mas tivemos o mérito de marcar na primeira oportunidade que tivemos aos 13’, já depois de uma excelente defesa do Quim. Uma abertura magistral do maestro desmarcou o Simão, que aproveitou a confusão entre o defesa e o Costinha, para rematar por baixo das pernas deste. O Belenenses reagiu bem e nós, à semelhança do jogo de Coimbra, não conseguíamos manter a posse de bola no meio-campo, tentando até à exaustão os lançamentos para a frente na direcção do Simão. O que vale é que defendemos bem e o Belenenses poucos lances de perigo criou. Até que aos 37’ num livre lateral, o Rui Costa centra para a área e o Luisão faz de cabeça o segundo golo. Ainda antes do intervalo, num contra-ataque pela esquerda, o Nélson faz um centro largo para o Nuno Gomes do lado oposto e este, sem deixar cair a bola no chão, remata de primeira, mas infelizmente por cima da barra. Seria o golo do ano.
Logo no início da segunda parte, o Costinha esteve quase a imitar o Jorge Baptista do Gil Vicente no ano passado ao falhar um pontapé na sequência de um atraso, mas teve a sorte de a bola não ir na direcção da baliza. Durante este período, o Belenenses ainda foi mais inoperante, apesar de continuar a trocar bem a bola e ter tentado lutar sempre. Só que nós defendíamos com muita segurança e eles não conseguiam entrar na nossa área. O Petit esteve particularmente brilhante no seu trabalho de sapa, a correr atrás dos adversários, e neste segundo tempo sobressaiu (e de que maneira) o Karagounis, que mantinha a posse de bola, desmarcava os companheiros e dava cabo da defesa do Belenenses. Como eles continuavam com a defesa em linha muito perto do meio-campo, nós acabámos por ter as melhores oportunidades, quando a conseguíamos rasgar, como no excelente passe do Karagounis que isola o Nuno Gomes, mas este depois de fintar o guarda-redes, remata com pouca força e o defesa que estava sobre a linha consegue cortar a bola. Pouco depois foi o Simão num remate em arco com o pé esquerdo, em que a bola passou rente ao poste. A três minutos do fim, o Belenenses reduz depois de uma boa jogada, com um remate rasteiro do Silas já na grande área. Foi na altura em que o Manú (que tinha entrado para o lugar do maestro aos 85’) estava a compensar o Nélson na direita da nossa defesa. Foi o único remate deles que chegou à baliza neste segundo tempo e confesso que ainda fiquei apreensivo até final (os 3-3 do Estádio Nacional ir-me-ão sempre atormentar). Todavia, a partir daí o jogo morreu, porque conseguimos manter a bola longe da nossa área e o Fernando Santos fez mais duas substituições que ajudaram a quebrar o ritmo deles.
Individualmente, o Karagounis foi o melhor do Benfica, seguido muito de perto pelo Petit. O Simão marcou mais um golo e continua em grande forma. A defesa também esteve bem, com destaque para o Luisão, absolutamente imperial a cortar várias bolas. O Rui Costa não esteve feliz em algumas acções a meio-campo, mas o que é que isso interessa quando se faz duas assistências para golo e nos dá o privilégio de o ver a jogar com a camisola 10 do Glorioso? O Nuno Gomes esteve lutador como sempre, ia marcando um golão, mas não pode falhar golos como aquele de baliza aberta.
Se o Boavista nos der uma alegria amanhã frente ao lagartos, esta jornada terá sido ideal. Teoricamente, já só precisamos de mais um empate do clube regional para ficarmos a depender apenas de nós. Somos o único clube a estar em três competições e tenho medo que nos ressintamos fisicamente deste facto lá mais para o fim da época. O mês de Fevereiro vai ser particularmente exigente em termos de calendário, mas agora que estamos mais perto do clube regional, o campeonato volta a ser mais que uma miragem.
P.S. – O mote do speaker do Belenenses era “e quem bate palmas, é pastel... é pastel... é pasteleeeee”. Sem comentários…
domingo, janeiro 21, 2007
Coração
Foi preciso sofrer muito para conseguir eliminar o U. Leiria da Taça de Portugal. Ganhámos por 2-1 com os nossos golos a serem marcados já nos últimos 10 minutos e depois de estarmos a perder desde os 58’. Cheguei a pensar numa possível reedição do que se passou nas duas últimas vezes que fomos eliminados da Taça, ambas com derrotas em casa, mas felizmente conseguimos o (justo) apuramento na parte final.
Com o Miccoli (novamente) com problemas físicos, o Fernando Santos voltou a apostar no 4-3-3 com o Rui Costa a entrar de início e o Manú na direita. Mas ficou provado que, com estes jogadores e nesta altura da época, não podemos alinhar neste sistema. O Nuno Gomes fica muito desacompanhado na frente, o Manú pura e simplesmente não existe, o Rui Costa ainda não tem os níveis físicos ideais e por tudo isto a nossa primeira parte foi péssima. Entrámos lentos no jogo e só por uma vez conseguimos imprimir velocidade, o que resultou no nosso único lance de perigo: jogada do Simão pela esquerda, centro atrasado, remate do Petit que um defesa salva quando a bola ia na direcção da baliza e posterior recarga do Rui Costa de fora da área, para outra defesa do guarda-redes para canto. E ficámos por aqui. O que nos valeu foi que o Leiria também nunca criou perigo, dando mostras de estar a jogar para os penalties, com (muito) demoradas reposições de bola em jogo.
Na segunda parte entrámos melhor (também não era difícil…), mas sofremos um golo logo aos 13’ deste período. Foi na sequência de um livre para a área em que o Harison se antecipou à nossa defesa e bateu o Quim de cabeça. A partir daqui, acordámos para o jogo. O Fernando Santos trocou logo o Manú pelo Mantorras, que viria a ser decisivo no desfecho da partida. Começámos a jogar com muito mais velocidade e as oportunidades foram aparecendo. É notório que este ano rendemos mais com dois avançados em campo, o que torna imprescindível a contratação de mais um para suprir a saída do Fonseca. Com o Miccoli no constante joga-não joga e o Mantorras a ser impossível durar os 90 minutos, espero que consigamos no mercado alguém melhor que o Marcel… O Mantorras teve um bom cabeceamento pouco depois de entrar, na sequência de um canto, mas a bola saiu ao lado. Logo a seguir, a bola entrou mesmo na baliza, mas o angolano estava em fora-de-jogo depois de um cruzamento do Simão. Também o Katsouranis teve a sua oportunidade, mas cabeceou ao lado, quando estava em posição de dominar a bola em plena grande-área. Até que a 10’ do fim, um livre cobrado pelo Simão encontra um fio de cabelo do Nuno Gomes e estava feito o empate. A partir daqui, tive esperanças que o jogo nem chegasse a ir a prolongamento, porque estávamos muito empolgados e o Leiria quase não saía do seu meio-campo. E assim aconteceu, na reedição do milagreiro Mantorras. Depois de um mau alívio de um defesa contrário, o angolano mostra mais uma vez que tem o faro dos pontas-de-lança (podia era aumentar esse faro e ter mais atenção aos foras-de-jogo, mas isso é uma luta perdida…) e rodopia muito bem, ficando só com o guarda-redes pela frente. Depois, foi só batê-lo com um remate rasteiro de pé esquerdo. Foi o delírio no estádio a cinco minutos do fim. Até final ainda deu para o Harison ser (mal) expulso e para a standing ovation ao maestro, quando este foi substituído pelo Karagounis.
Individualmente, há que destacar o Mantorras, não só pelo golo que marcou, como pela movimentação que imprimiu ao nosso ataque. O Simão não esteve tão bem como em jogos anteriores, mas mesmo assim foi dos melhores e esteve nos dois golos. Toda a equipa subiu de produção na segunda parte, com duas excepções, mas que servem para o jogo todo: o Manú e o Anderson. Aliás, teremos um grande problema caso o Ricardo Rocha se transfira mesmo para o Tottenham, porque o brasileiro continua numa forma muito sofrível neste ano. Raramente ganhou bolas de cabeça e não é nada raçudo nas disputas de bola. Terá de vir necessariamente outro central, que espero não seja nenhum dos que temos para aí emprestados, nomeadamente o José Fonte. Quem é batido pela velocidade do Marcel (no E. Amadora – Benfica da pré-época no Restelo) não pode ter lugar no Glorioso…
Como “quem sai aos seus não degenera”, o treinador do clube regional B veio queixar-se da arbitragem no final da partida. É preciso ter lata! Depois de um início de campeonato VERGONHOSO em que o Leiria foi mais que beneficiado, tendo agora uma boa meia dúzia de pontos a mais, o Domingos ainda tem o desplante de falar de arbitragem. É verdade que o Sr. Lucílio Baptista é um dos maiores artistas que anda para aí, mas atribuir-lhe grande parte da culpa pela derrota é demais. Eu quero ver se para a semana, quando jogarem com a casa-mãe também se vão queixar do árbitro. Curiosamente quando um jornalista na conferência de imprensa (creio que foi o José Carlos Soares da Antena 1), perguntou ao delegado do Leiria (que disse que o árbitro era “internacional de aviário”) o que tinha achado da arbitragem no U. Leiria - Beira-Mar da 2ª jornada, a TSF (que era a única rádio a transmiti-la em directo) decidiu cortar a emissão, dizendo que estávamos numa “parte sem interesse” da dita conferência. Foi censura em directo, ou não fosse a TSF controlada pela Olivedesportos. O “sistema” também passa muito por isto.
Com o Miccoli (novamente) com problemas físicos, o Fernando Santos voltou a apostar no 4-3-3 com o Rui Costa a entrar de início e o Manú na direita. Mas ficou provado que, com estes jogadores e nesta altura da época, não podemos alinhar neste sistema. O Nuno Gomes fica muito desacompanhado na frente, o Manú pura e simplesmente não existe, o Rui Costa ainda não tem os níveis físicos ideais e por tudo isto a nossa primeira parte foi péssima. Entrámos lentos no jogo e só por uma vez conseguimos imprimir velocidade, o que resultou no nosso único lance de perigo: jogada do Simão pela esquerda, centro atrasado, remate do Petit que um defesa salva quando a bola ia na direcção da baliza e posterior recarga do Rui Costa de fora da área, para outra defesa do guarda-redes para canto. E ficámos por aqui. O que nos valeu foi que o Leiria também nunca criou perigo, dando mostras de estar a jogar para os penalties, com (muito) demoradas reposições de bola em jogo.
Na segunda parte entrámos melhor (também não era difícil…), mas sofremos um golo logo aos 13’ deste período. Foi na sequência de um livre para a área em que o Harison se antecipou à nossa defesa e bateu o Quim de cabeça. A partir daqui, acordámos para o jogo. O Fernando Santos trocou logo o Manú pelo Mantorras, que viria a ser decisivo no desfecho da partida. Começámos a jogar com muito mais velocidade e as oportunidades foram aparecendo. É notório que este ano rendemos mais com dois avançados em campo, o que torna imprescindível a contratação de mais um para suprir a saída do Fonseca. Com o Miccoli no constante joga-não joga e o Mantorras a ser impossível durar os 90 minutos, espero que consigamos no mercado alguém melhor que o Marcel… O Mantorras teve um bom cabeceamento pouco depois de entrar, na sequência de um canto, mas a bola saiu ao lado. Logo a seguir, a bola entrou mesmo na baliza, mas o angolano estava em fora-de-jogo depois de um cruzamento do Simão. Também o Katsouranis teve a sua oportunidade, mas cabeceou ao lado, quando estava em posição de dominar a bola em plena grande-área. Até que a 10’ do fim, um livre cobrado pelo Simão encontra um fio de cabelo do Nuno Gomes e estava feito o empate. A partir daqui, tive esperanças que o jogo nem chegasse a ir a prolongamento, porque estávamos muito empolgados e o Leiria quase não saía do seu meio-campo. E assim aconteceu, na reedição do milagreiro Mantorras. Depois de um mau alívio de um defesa contrário, o angolano mostra mais uma vez que tem o faro dos pontas-de-lança (podia era aumentar esse faro e ter mais atenção aos foras-de-jogo, mas isso é uma luta perdida…) e rodopia muito bem, ficando só com o guarda-redes pela frente. Depois, foi só batê-lo com um remate rasteiro de pé esquerdo. Foi o delírio no estádio a cinco minutos do fim. Até final ainda deu para o Harison ser (mal) expulso e para a standing ovation ao maestro, quando este foi substituído pelo Karagounis.
Individualmente, há que destacar o Mantorras, não só pelo golo que marcou, como pela movimentação que imprimiu ao nosso ataque. O Simão não esteve tão bem como em jogos anteriores, mas mesmo assim foi dos melhores e esteve nos dois golos. Toda a equipa subiu de produção na segunda parte, com duas excepções, mas que servem para o jogo todo: o Manú e o Anderson. Aliás, teremos um grande problema caso o Ricardo Rocha se transfira mesmo para o Tottenham, porque o brasileiro continua numa forma muito sofrível neste ano. Raramente ganhou bolas de cabeça e não é nada raçudo nas disputas de bola. Terá de vir necessariamente outro central, que espero não seja nenhum dos que temos para aí emprestados, nomeadamente o José Fonte. Quem é batido pela velocidade do Marcel (no E. Amadora – Benfica da pré-época no Restelo) não pode ter lugar no Glorioso…
Como “quem sai aos seus não degenera”, o treinador do clube regional B veio queixar-se da arbitragem no final da partida. É preciso ter lata! Depois de um início de campeonato VERGONHOSO em que o Leiria foi mais que beneficiado, tendo agora uma boa meia dúzia de pontos a mais, o Domingos ainda tem o desplante de falar de arbitragem. É verdade que o Sr. Lucílio Baptista é um dos maiores artistas que anda para aí, mas atribuir-lhe grande parte da culpa pela derrota é demais. Eu quero ver se para a semana, quando jogarem com a casa-mãe também se vão queixar do árbitro. Curiosamente quando um jornalista na conferência de imprensa (creio que foi o José Carlos Soares da Antena 1), perguntou ao delegado do Leiria (que disse que o árbitro era “internacional de aviário”) o que tinha achado da arbitragem no U. Leiria - Beira-Mar da 2ª jornada, a TSF (que era a única rádio a transmiti-la em directo) decidiu cortar a emissão, dizendo que estávamos numa “parte sem interesse” da dita conferência. Foi censura em directo, ou não fosse a TSF controlada pela Olivedesportos. O “sistema” também passa muito por isto.
sexta-feira, janeiro 19, 2007
A luz ao fundo do túnel
Ministério Público decidiu reabrir processo contra [presidente do clube regional]
Delirante foi uma das justificações do DIAP do Porto para o arquivamento deste processo há uns meses. Supostamente, as escutas telefónicas feitas aos intervenientes não eram claras (falava-se por exemplo de “fruta” e nunca de prostitutas)... Deve ser baseado no Gato Fedorento: é de borla ou grátis? Só uns quantos plagiadores descendentes directos de australopitecos que por aí pululam é que continuam a defender esta tese. Rídiculo!
O dia D da libertação do futebol português pode estar mais próximo. Ao fim de mais de 20 anos será que vamos ter finalmente um campeonato cujo vencedor seja única e exclusivamente devido ao mérito desportivo?
Delirante foi uma das justificações do DIAP do Porto para o arquivamento deste processo há uns meses. Supostamente, as escutas telefónicas feitas aos intervenientes não eram claras (falava-se por exemplo de “fruta” e nunca de prostitutas)... Deve ser baseado no Gato Fedorento: é de borla ou grátis? Só uns quantos plagiadores descendentes directos de australopitecos que por aí pululam é que continuam a defender esta tese. Rídiculo!
O dia D da libertação do futebol português pode estar mais próximo. Ao fim de mais de 20 anos será que vamos ter finalmente um campeonato cujo vencedor seja única e exclusivamente devido ao mérito desportivo?
terça-feira, janeiro 16, 2007
Suado
Ganhámos em Coimbra por 2-0, num jogo que deveria ter sido mais fácil do que foi, já que marcámos logo aos 2’. No entanto, e principalmente na 1ª parte, demos muito espaço à Académica e acabámos por ter alguma sorte em não ter sofrido nenhum golo durante todo o jogo. Apesar disto, a nossa vitória é mais do que justa.
O Rui Costa ficou no banco dado que ainda não tem o ritmo necessário, pelo que jogámos com a equipa habitual. Os dois gregos e o Petit no meio-campo e o Simão, Miccoli e Nuno Gomes na frente, numa táctica de 4-3-3 e não do famoso losango, que parece estarmos a abandonar com a perspectiva do regresso do maestro. Por este motivo, tanto o Nuno Gomes como o Miccoli ficavam a fechar o lado direito do ataque. Não poderíamos ter tido melhor começo, com o golo do Ricardo Rocha (já vai em três!) na sequência de um livre estudado, com um passe do Petit para o centro do Simão, a cabeçada do Luisão que o guarda-redes defendeu e o golo na recarga. Viu-se depois na repetição que o Rocha estava fora-de-jogo, mas o lance é muito rápido e, como ele recua para uma posição legal depois da cabeçada do Luisão, é natural que o fiscal-de-linha tenha sido iludido. No entanto, compensou bem ao anular dois golos ao Katsouranis ainda 1ª parte. Se no primeiro ele estava ligeiramente adiantado, o segundo é escandaloso. O passe do Nuno Gomes é claramente para trás e é preciso muita incompetência (ou talvez visão a mais…) para assinalar fora-de-jogo. O erro que foi a validação do nosso golo foi mais do que compensado.
O jogo estava a ser bom, com a Académica a chegar com relativa facilidade à nossa área e também a criar perigo. Aliás, durante o primeiro período, o Quim acabou por fazer mais defesas do que o Pedro Roma. Vimos uma bola bater no poste (na sequência de uma má intervenção do Quim para a frente) e o Rocha a salvar a respectiva recarga sobre a linha, mas também tivemos uma, com o Nuno Gomes a acertar em cheio na barra com um remate de pé esquerdo. No entanto, raramente conseguimos controlar a bola. É uma situação incompreensível, porque estávamos em vantagem e deveríamos ter obrigado os adversários a correr atrás dela. Além disso, temos óptimos jogadores para o contra-ataque, mas para isso não podemos oferecer constantemente a bola à equipa contrária.
Na segunda parte, melhorámos bastante e a prova disso é que a Académica só criou perigo nos últimos minutos e exclusivamente através de bolas paradas. Tivemos várias oportunidades para matar o jogo e, ou por aselhice ou porque o Pedro Roma defendia, não o conseguimos fazer até muito perto do final, lançando sempre dúvidas sobre o resultado. Já não seria a primeira vez que perderíamos pontos nos últimos minutos. Logo aos 53’ entrou o Manú para o lugar do apagado Miccoli, mas ao contrário do que fez no Dubai, hoje não esteve nada feliz. O nosso jogo atacante passava quase em exclusivo pelo Simão, que continua numa forma fantástica. O Nuno Gomes, curiosamente, subiu bastante de rendimento quando passou a actuar sozinho na frente de ataque e sucediam-se situações claras de remate para os nossos jogadores. A 15’ minutos do fim, entrou finalmente o maestro e saiu o Katsouranis. Estranhei, porque este defende melhor que o seu compatriota, mas o Fernando Santos optou por manter o Karagounis e ainda bem, porque foi dele a assistência decisiva para o Léo fazer o 2-0 aos 88’. Pouco antes, e em dois cantos, a Académica poderia ter feito o empate, mas as duas bolas foram interceptadas pela nossa defesa. E mesmo antes do nosso segundo golo, há um lance de contra-ataque em que o Nélson só tem um defesa pela frente e o Rui Costa ao lado (completamente isolado!), mas não lhe dá a bola e perde-se numa jogada individual. Se eu mandasse no Benfica, era motivo para castigo, porque o egoísmo dele poderia ter resultado bem caro, caso a Académica tivesse empatado. Não é admissível que, numa situação daquelas, o jogador não endosse a bola ao companheiro melhor colocado.
Individualmente, destacou-se outra vez o Simão que, não só a atacar como a ajudar a defesa, esteve em todo o lado. O Ricardo Rocha é outro em grande forma e finalmente descobriu a sua veia goleadora. O Quim também fez defesas importantes, mas houve lances em que não deveria ter aliviado para a sua frente. O Nuno Gomes não começou nada bem o jogo e teve um primeiro tempo muito sofrível, com excepção do remate à barra, mas melhorou no 2º. Os gregos evidenciaram-se cada um na sua parte: o Katsouranis na 1ª e o Karagounis na 2ª, mas este continua muito lento a libertar-se da bola. Toda a equipa esteve regular, mas há que prestar mais atenção à facilidade com que os adversários rematam à nossa baliza. Continuamos a dar muito espaço à entrada da nossa área.
Com o empate dos lagartos em Belém, estamos agora a um ponto deles e com o 2º lugar perfeitamente ao nosso alcance. O campeonato está infelizmente muito longe, mas se conseguirmos o segundo posto, ganharmos a Taça de Portugal e, porque não, a Taça Uefa, é óbvio que a época será positiva.
O Rui Costa ficou no banco dado que ainda não tem o ritmo necessário, pelo que jogámos com a equipa habitual. Os dois gregos e o Petit no meio-campo e o Simão, Miccoli e Nuno Gomes na frente, numa táctica de 4-3-3 e não do famoso losango, que parece estarmos a abandonar com a perspectiva do regresso do maestro. Por este motivo, tanto o Nuno Gomes como o Miccoli ficavam a fechar o lado direito do ataque. Não poderíamos ter tido melhor começo, com o golo do Ricardo Rocha (já vai em três!) na sequência de um livre estudado, com um passe do Petit para o centro do Simão, a cabeçada do Luisão que o guarda-redes defendeu e o golo na recarga. Viu-se depois na repetição que o Rocha estava fora-de-jogo, mas o lance é muito rápido e, como ele recua para uma posição legal depois da cabeçada do Luisão, é natural que o fiscal-de-linha tenha sido iludido. No entanto, compensou bem ao anular dois golos ao Katsouranis ainda 1ª parte. Se no primeiro ele estava ligeiramente adiantado, o segundo é escandaloso. O passe do Nuno Gomes é claramente para trás e é preciso muita incompetência (ou talvez visão a mais…) para assinalar fora-de-jogo. O erro que foi a validação do nosso golo foi mais do que compensado.
O jogo estava a ser bom, com a Académica a chegar com relativa facilidade à nossa área e também a criar perigo. Aliás, durante o primeiro período, o Quim acabou por fazer mais defesas do que o Pedro Roma. Vimos uma bola bater no poste (na sequência de uma má intervenção do Quim para a frente) e o Rocha a salvar a respectiva recarga sobre a linha, mas também tivemos uma, com o Nuno Gomes a acertar em cheio na barra com um remate de pé esquerdo. No entanto, raramente conseguimos controlar a bola. É uma situação incompreensível, porque estávamos em vantagem e deveríamos ter obrigado os adversários a correr atrás dela. Além disso, temos óptimos jogadores para o contra-ataque, mas para isso não podemos oferecer constantemente a bola à equipa contrária.
Na segunda parte, melhorámos bastante e a prova disso é que a Académica só criou perigo nos últimos minutos e exclusivamente através de bolas paradas. Tivemos várias oportunidades para matar o jogo e, ou por aselhice ou porque o Pedro Roma defendia, não o conseguimos fazer até muito perto do final, lançando sempre dúvidas sobre o resultado. Já não seria a primeira vez que perderíamos pontos nos últimos minutos. Logo aos 53’ entrou o Manú para o lugar do apagado Miccoli, mas ao contrário do que fez no Dubai, hoje não esteve nada feliz. O nosso jogo atacante passava quase em exclusivo pelo Simão, que continua numa forma fantástica. O Nuno Gomes, curiosamente, subiu bastante de rendimento quando passou a actuar sozinho na frente de ataque e sucediam-se situações claras de remate para os nossos jogadores. A 15’ minutos do fim, entrou finalmente o maestro e saiu o Katsouranis. Estranhei, porque este defende melhor que o seu compatriota, mas o Fernando Santos optou por manter o Karagounis e ainda bem, porque foi dele a assistência decisiva para o Léo fazer o 2-0 aos 88’. Pouco antes, e em dois cantos, a Académica poderia ter feito o empate, mas as duas bolas foram interceptadas pela nossa defesa. E mesmo antes do nosso segundo golo, há um lance de contra-ataque em que o Nélson só tem um defesa pela frente e o Rui Costa ao lado (completamente isolado!), mas não lhe dá a bola e perde-se numa jogada individual. Se eu mandasse no Benfica, era motivo para castigo, porque o egoísmo dele poderia ter resultado bem caro, caso a Académica tivesse empatado. Não é admissível que, numa situação daquelas, o jogador não endosse a bola ao companheiro melhor colocado.
Individualmente, destacou-se outra vez o Simão que, não só a atacar como a ajudar a defesa, esteve em todo o lado. O Ricardo Rocha é outro em grande forma e finalmente descobriu a sua veia goleadora. O Quim também fez defesas importantes, mas houve lances em que não deveria ter aliviado para a sua frente. O Nuno Gomes não começou nada bem o jogo e teve um primeiro tempo muito sofrível, com excepção do remate à barra, mas melhorou no 2º. Os gregos evidenciaram-se cada um na sua parte: o Katsouranis na 1ª e o Karagounis na 2ª, mas este continua muito lento a libertar-se da bola. Toda a equipa esteve regular, mas há que prestar mais atenção à facilidade com que os adversários rematam à nossa baliza. Continuamos a dar muito espaço à entrada da nossa área.
Com o empate dos lagartos em Belém, estamos agora a um ponto deles e com o 2º lugar perfeitamente ao nosso alcance. O campeonato está infelizmente muito longe, mas se conseguirmos o segundo posto, ganharmos a Taça de Portugal e, porque não, a Taça Uefa, é óbvio que a época será positiva.
quarta-feira, janeiro 10, 2007
Torneio do Dubai
Ganhámos este torneio e arrecadámos pouco mais de 1 milhão de euros (incluindo o prémio de presença). Foram duas vitórias por penalties frente ao Bayern de Munique (4-3) e Lazio (5-4) depois de dois 0-0 em 90 minutos. Fomos ao Médio-Oriente para ganhar prestígio e dinheiro, e assim fizemos, por isso foi uma deslocação bem positiva. Algumas considerações sobre os dois jogos:
- Quem mais se destacou em ambos foi o Manú. Muito rápido e a bater os dois defesas-esquerdos com relativa facilidade (sendo que o do Bayern era o Lahm), mostrou ser uma boa opção e deve ficar no plantel;
- Tanto o Moretto como o Moreira estiveram bem nos penalties, tendo defendido dois e três, respectivamente. Mas eu continuo a preferir o Moreira aos outros dois;
- Com o Rui Costa a titular frente à Lazio, a exibição foi bastante melhor do que no primeiro jogo;
- O João Coimbra voltou a demonstrar bom toque de bola, mas o Pedro Correia não me convenceu muito como defesa-direito, apesar de ter sido ele a marcar o penalty decisivo na final. Se o Nélson se lesionar, teremos um problema grave;
- O Simão continua com o terrível vício de falhar golos sozinho frente ao guarda-redes (no jogo frente aos alemães depois de uma abertura fantástica do Nuno Gomes);
- Os habituais titulares acabaram por se auto-poupar e passaram despercebidos nas duas partidas (especialmente o Katsouranis), com a excepção do Luisão.
Agora espero que, com os cofres mais cheios, os jogadores recuperem a tempo do jogo de Coimbra. Estamos demasiado longe do primeiro lugar para desperdiçarmos mais pontos.
P.S. – Qual é o prémio que o Sr. Paulo Pereira, o árbitro que descobriu um penalty a favor do clube regional aos 95’ do jogo frente ao Atlético, vai ter na próxima jornada? Não adivinham...? Claro, arbitrar o jogo do Benfica! Que coincidência...
- Quem mais se destacou em ambos foi o Manú. Muito rápido e a bater os dois defesas-esquerdos com relativa facilidade (sendo que o do Bayern era o Lahm), mostrou ser uma boa opção e deve ficar no plantel;
- Tanto o Moretto como o Moreira estiveram bem nos penalties, tendo defendido dois e três, respectivamente. Mas eu continuo a preferir o Moreira aos outros dois;
- Com o Rui Costa a titular frente à Lazio, a exibição foi bastante melhor do que no primeiro jogo;
- O João Coimbra voltou a demonstrar bom toque de bola, mas o Pedro Correia não me convenceu muito como defesa-direito, apesar de ter sido ele a marcar o penalty decisivo na final. Se o Nélson se lesionar, teremos um problema grave;
- O Simão continua com o terrível vício de falhar golos sozinho frente ao guarda-redes (no jogo frente aos alemães depois de uma abertura fantástica do Nuno Gomes);
- Os habituais titulares acabaram por se auto-poupar e passaram despercebidos nas duas partidas (especialmente o Katsouranis), com a excepção do Luisão.
Agora espero que, com os cofres mais cheios, os jogadores recuperem a tempo do jogo de Coimbra. Estamos demasiado longe do primeiro lugar para desperdiçarmos mais pontos.
P.S. – Qual é o prémio que o Sr. Paulo Pereira, o árbitro que descobriu um penalty a favor do clube regional aos 95’ do jogo frente ao Atlético, vai ter na próxima jornada? Não adivinham...? Claro, arbitrar o jogo do Benfica! Que coincidência...
terça-feira, janeiro 09, 2007
Australopithecus
Se querem um bom exemplo de como alguns seres hoje em dia ainda não ultrapassaram o nível intelectual desta espécie nossa antepassada, leiam (com um vomitório ao lado porque vai ser necessário, garanto-vos) a crónica daquele senhor que gosta muito de plagiar outros (o nome não vou OBVIAMENTE mencionar) n’ A Bola de hoje. Na semana em que o seu clube foi HUMILHANTEMENTE derrotado em casa por um adversário de duas divisões abaixo, esta criatura tem o desplante de escrever uma crónica a ridicularizar um possível julgamento ao presidente do seu clube, com o grande argumento de “porque é que o seu clube, na altura em que era dirigido pelo (agora) so called melhor treinador do mundo, tinha necessidade de comprar árbitros para jogos frente a equipas mais fracas?” Suponho eu que assim do nível do... Atlético, não?
Vergonha na cara, where art thou?!
P.S. – Calhou-nos o clube regional B em casa para a Taça de Portugal daqui a duas semanas. Recordemo-nos do que se passou com o V. Guimarães e Sr. Jorge de Sousa no ano passado e tenhamos muito cuidado com este jogo, por favor. A Taça é sempre um objectivo.
Vergonha na cara, where art thou?!
P.S. – Calhou-nos o clube regional B em casa para a Taça de Portugal daqui a duas semanas. Recordemo-nos do que se passou com o V. Guimarães e Sr. Jorge de Sousa no ano passado e tenhamos muito cuidado com este jogo, por favor. A Taça é sempre um objectivo.
domingo, janeiro 07, 2007
Atlético Clube de Portugal
Este simpático clube de Alcântara deu-nos hoje uma das maiores alegrias desportivas dos últimos anos. Eliminou o clube regional da Taça de Portugal ao ganhar-lhes em plena cidade do Porto (!) por 1-0. Como o Apito ainda não apitou suficientemente alto, houve um penalty a favor dos hediondos aos 95’! Que coincidência… Felizmente fez-se justiça e a bola não entrou. Eliminados da Taça na 1ª eliminatória e ainda por cima por um clube de Lisboa! HAHAHAHAHAHAHA!!!!!!! Viva o Atlético!
A música voltou
Finalmente regressou o futebol doméstico após uma paragem demasiado longa e logo com um jogo às 16h e sem transmissão televisiva! Há quase três anos (desde o Benfica – Nacional para a Taça com a reviravolta nos últimos minutos) que não tínhamos o privilégio de assistir a um jogo com a luz solar e a resposta do público foi esclarecedora: 34.043 espectadores para assistir a uma partida frente a um adversário da II Divisão. Ganhámos com naturalidade ao Oliveira do Bairro por 5-0 e apurámo-nos para a eliminatória seguinte. Mas o facto mais saliente do jogo foi o regresso do Rui Costa, após mais de três meses de ausência. O perfume sentiu-se logo, mesmo que o maestro ainda esteja a meio-gás em termos físicos. O futebol fica tão mais simples e bonito quando passa pelos seus pés que eu não compreendo como é que o estádio não enche só para o ver. Num país que tem o nível cultural que nós temos e em que a excelência demora sempre mais a ser reconhecida, isto acaba por ser normal. Ver o Rui Costa jogar ao vivo é um privilégio que infelizmente, dado a idade dele, não vai durar muito mais tempo, mas mesmo assim ainda há gente que passa ao lado disto. Sem comentários…
Como o jogo foi feito depois das longas férias de Natal, o nosso treinador optou por só fazer descansar o Luisão, já que o Miccoli está com os problemas físicos habituais. Nem na baliza houve mudança, o que sinceramente não compreendo. Se não é nestes jogos que alinha o Moreira, quando é que será? De resto, não há muito para contar sobre o jogo. A nossa supremacia nunca esteve em causa e, com o golo que marcámos cedo pelo Katsouranis, o vencedor ficou logo decidido. Todavia, na primeira parte o Oliveira do Bairro ainda deu uma boa resposta e esteve longe de colocar o autocarro em frente à baliza. Até teve uma boa oportunidade, mas o remate saiu ao lado. Nós acelerámos um pouco mais na parte final e aumentámos o score para 3-0 com um bis do Nuno Gomes. Na segunda parte aconteceu o momento alto da tarde, com a entrada do Rui Costa logo de início. Entrámos fortes outra vez e marcámos mais dois golos em 15 minutos, desta feita com um bis do Kikin Fonseca. Com as saídas do Simão e Nuno Gomes (foi o dia dos aplausos para os preferidos do público), o ritmo baixou bastante e fechámos a loja. Mesmo assim criámos oportunidades mais que suficientes na segunda parte para marcar pelo menos mais dois golos.
Um jogo como este não dá bem para ver como é que a equipa está depois da paragem, mas pelo menos tivemos a virtude de não facilitar perante um adversário de um escalão inferior (lembram-se da Oliveirense...?). O Simão parece que mantém a forma, com o Rui Costa em campo tudo fica mais fácil, a defesa não teve trabalho nenhum e cada ponta-de-lança bisou. Apenas o Karagounis nunca pareceu entrar no ritmo do jogo, com algumas intervenções menos felizes. Muito se fala dos reforços de Inverno, mas sinceramente não vejo necessidade para tal, talvez com a excepção de um substituto para o Nélson, agora que parece que o Alcides se vai mesmo embora. Convém não esquecer a experiência do ano passado e não desatar a contratar por contratar. Se não sair ninguém, o plantel bem pode ficar como está. O Kikin pode não ser um génio, mas parece que finalmente se está a ambientar e é certamente melhor que o Marcel, pelo que acho um disparate dispensá-lo. Até porque os lugares são do Nuno Gomes e Miccoli e para estar no banco mais vale estar ele do que outro, que ainda por cima teria que passar por um inevitável processo de adaptação. Vamos agora viajar para o Dubai para participar num torneio que nos vai encher os bolsos. Espero é que o desgaste não nos faça perder pontos em Coimbra na 2ª feira da outra semana...
Como o jogo foi feito depois das longas férias de Natal, o nosso treinador optou por só fazer descansar o Luisão, já que o Miccoli está com os problemas físicos habituais. Nem na baliza houve mudança, o que sinceramente não compreendo. Se não é nestes jogos que alinha o Moreira, quando é que será? De resto, não há muito para contar sobre o jogo. A nossa supremacia nunca esteve em causa e, com o golo que marcámos cedo pelo Katsouranis, o vencedor ficou logo decidido. Todavia, na primeira parte o Oliveira do Bairro ainda deu uma boa resposta e esteve longe de colocar o autocarro em frente à baliza. Até teve uma boa oportunidade, mas o remate saiu ao lado. Nós acelerámos um pouco mais na parte final e aumentámos o score para 3-0 com um bis do Nuno Gomes. Na segunda parte aconteceu o momento alto da tarde, com a entrada do Rui Costa logo de início. Entrámos fortes outra vez e marcámos mais dois golos em 15 minutos, desta feita com um bis do Kikin Fonseca. Com as saídas do Simão e Nuno Gomes (foi o dia dos aplausos para os preferidos do público), o ritmo baixou bastante e fechámos a loja. Mesmo assim criámos oportunidades mais que suficientes na segunda parte para marcar pelo menos mais dois golos.
Um jogo como este não dá bem para ver como é que a equipa está depois da paragem, mas pelo menos tivemos a virtude de não facilitar perante um adversário de um escalão inferior (lembram-se da Oliveirense...?). O Simão parece que mantém a forma, com o Rui Costa em campo tudo fica mais fácil, a defesa não teve trabalho nenhum e cada ponta-de-lança bisou. Apenas o Karagounis nunca pareceu entrar no ritmo do jogo, com algumas intervenções menos felizes. Muito se fala dos reforços de Inverno, mas sinceramente não vejo necessidade para tal, talvez com a excepção de um substituto para o Nélson, agora que parece que o Alcides se vai mesmo embora. Convém não esquecer a experiência do ano passado e não desatar a contratar por contratar. Se não sair ninguém, o plantel bem pode ficar como está. O Kikin pode não ser um génio, mas parece que finalmente se está a ambientar e é certamente melhor que o Marcel, pelo que acho um disparate dispensá-lo. Até porque os lugares são do Nuno Gomes e Miccoli e para estar no banco mais vale estar ele do que outro, que ainda por cima teria que passar por um inevitável processo de adaptação. Vamos agora viajar para o Dubai para participar num torneio que nos vai encher os bolsos. Espero é que o desgaste não nos faça perder pontos em Coimbra na 2ª feira da outra semana...
terça-feira, janeiro 02, 2007
Ano Novo
Um Ano GLORIOSO cheio de saúde, paz e JUSTIÇA são os meus votos para todos os que visitam este blog. Que o Apito se oiça de vez e que este tenha sido o último ano em liberdade para alguns seres que andam há tempo demais a poluir o futebol português é o meu desejo desportivo para os próximos 365 dias.
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