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domingo, janeiro 28, 2007

Essencial

Depois da surpresa da derrota do clube regional na sua filial de Leiria (só faltou o Domingos pedir desculpa na conferência de imprensa), era imprescindível que aproveitássemos para reduzir a vantagem para cinco pontos, ganhando no Restelo. Assim fizemos por 2-1, com golos do Simão e Luisão na sequência de duas assistências do maestro. Não foi um jogo brilhante da nossa parte, mas o mérito da vitória é indiscutível.

Tal como no ano passado, fui ver o jogo ao vivo, desta vez não só com o D’Arcy, como também com o Pedro F. Ferreira e o TMA. Bastaria a companhia para ter valido a pena ter ido, mas claro que com a vitória tudo ficou ainda mais agradável. Na equipa inicial, para além da óbvia inclusão do Anderson no lugar do Ricardo Rocha, entrou o Karagounis em vez do Manú e voltámos ao famigerado losango, desta vez com o Rui Costa no vértice superior. Não começámos bem o jogo, mas tivemos o mérito de marcar na primeira oportunidade que tivemos aos 13’, já depois de uma excelente defesa do Quim. Uma abertura magistral do maestro desmarcou o Simão, que aproveitou a confusão entre o defesa e o Costinha, para rematar por baixo das pernas deste. O Belenenses reagiu bem e nós, à semelhança do jogo de Coimbra, não conseguíamos manter a posse de bola no meio-campo, tentando até à exaustão os lançamentos para a frente na direcção do Simão. O que vale é que defendemos bem e o Belenenses poucos lances de perigo criou. Até que aos 37’ num livre lateral, o Rui Costa centra para a área e o Luisão faz de cabeça o segundo golo. Ainda antes do intervalo, num contra-ataque pela esquerda, o Nélson faz um centro largo para o Nuno Gomes do lado oposto e este, sem deixar cair a bola no chão, remata de primeira, mas infelizmente por cima da barra. Seria o golo do ano.

Logo no início da segunda parte, o Costinha esteve quase a imitar o Jorge Baptista do Gil Vicente no ano passado ao falhar um pontapé na sequência de um atraso, mas teve a sorte de a bola não ir na direcção da baliza. Durante este período, o Belenenses ainda foi mais inoperante, apesar de continuar a trocar bem a bola e ter tentado lutar sempre. Só que nós defendíamos com muita segurança e eles não conseguiam entrar na nossa área. O Petit esteve particularmente brilhante no seu trabalho de sapa, a correr atrás dos adversários, e neste segundo tempo sobressaiu (e de que maneira) o Karagounis, que mantinha a posse de bola, desmarcava os companheiros e dava cabo da defesa do Belenenses. Como eles continuavam com a defesa em linha muito perto do meio-campo, nós acabámos por ter as melhores oportunidades, quando a conseguíamos rasgar, como no excelente passe do Karagounis que isola o Nuno Gomes, mas este depois de fintar o guarda-redes, remata com pouca força e o defesa que estava sobre a linha consegue cortar a bola. Pouco depois foi o Simão num remate em arco com o pé esquerdo, em que a bola passou rente ao poste. A três minutos do fim, o Belenenses reduz depois de uma boa jogada, com um remate rasteiro do Silas já na grande área. Foi na altura em que o Manú (que tinha entrado para o lugar do maestro aos 85’) estava a compensar o Nélson na direita da nossa defesa. Foi o único remate deles que chegou à baliza neste segundo tempo e confesso que ainda fiquei apreensivo até final (os 3-3 do Estádio Nacional ir-me-ão sempre atormentar). Todavia, a partir daí o jogo morreu, porque conseguimos manter a bola longe da nossa área e o Fernando Santos fez mais duas substituições que ajudaram a quebrar o ritmo deles.

Individualmente, o Karagounis foi o melhor do Benfica, seguido muito de perto pelo Petit. O Simão marcou mais um golo e continua em grande forma. A defesa também esteve bem, com destaque para o Luisão, absolutamente imperial a cortar várias bolas. O Rui Costa não esteve feliz em algumas acções a meio-campo, mas o que é que isso interessa quando se faz duas assistências para golo e nos dá o privilégio de o ver a jogar com a camisola 10 do Glorioso? O Nuno Gomes esteve lutador como sempre, ia marcando um golão, mas não pode falhar golos como aquele de baliza aberta.

Se o Boavista nos der uma alegria amanhã frente ao lagartos, esta jornada terá sido ideal. Teoricamente, já precisamos de mais um empate do clube regional para ficarmos a depender apenas de nós. Somos o único clube a estar em três competições e tenho medo que nos ressintamos fisicamente deste facto lá mais para o fim da época. O mês de Fevereiro vai ser particularmente exigente em termos de calendário, mas agora que estamos mais perto do clube regional, o campeonato volta a ser mais que uma miragem.

P.S. – O mote do speaker do Belenenses era “e quem bate palmas, é pastel... é pastel... é pasteleeeee”. Sem comentários…

domingo, janeiro 21, 2007

Coração

Foi preciso sofrer muito para conseguir eliminar o U. Leiria da Taça de Portugal. Ganhámos por 2-1 com os nossos golos a serem marcados já nos últimos 10 minutos e depois de estarmos a perder desde os 58’. Cheguei a pensar numa possível reedição do que se passou nas duas últimas vezes que fomos eliminados da Taça, ambas com derrotas em casa, mas felizmente conseguimos o (justo) apuramento na parte final.

Com o Miccoli (novamente) com problemas físicos, o Fernando Santos voltou a apostar no 4-3-3 com o Rui Costa a entrar de início e o Manú na direita. Mas ficou provado que, com estes jogadores e nesta altura da época, não podemos alinhar neste sistema. O Nuno Gomes fica muito desacompanhado na frente, o Manú pura e simplesmente não existe, o Rui Costa ainda não tem os níveis físicos ideais e por tudo isto a nossa primeira parte foi péssima. Entrámos lentos no jogo e só por uma vez conseguimos imprimir velocidade, o que resultou no nosso único lance de perigo: jogada do Simão pela esquerda, centro atrasado, remate do Petit que um defesa salva quando a bola ia na direcção da baliza e posterior recarga do Rui Costa de fora da área, para outra defesa do guarda-redes para canto. E ficámos por aqui. O que nos valeu foi que o Leiria também nunca criou perigo, dando mostras de estar a jogar para os penalties, com (muito) demoradas reposições de bola em jogo.

Na segunda parte entrámos melhor (também não era difícil…), mas sofremos um golo logo aos 13’ deste período. Foi na sequência de um livre para a área em que o Harison se antecipou à nossa defesa e bateu o Quim de cabeça. A partir daqui, acordámos para o jogo. O Fernando Santos trocou logo o Manú pelo Mantorras, que viria a ser decisivo no desfecho da partida. Começámos a jogar com muito mais velocidade e as oportunidades foram aparecendo. É notório que este ano rendemos mais com dois avançados em campo, o que torna imprescindível a contratação de mais um para suprir a saída do Fonseca. Com o Miccoli no constante joga-não joga e o Mantorras a ser impossível durar os 90 minutos, espero que consigamos no mercado alguém melhor que o Marcel… O Mantorras teve um bom cabeceamento pouco depois de entrar, na sequência de um canto, mas a bola saiu ao lado. Logo a seguir, a bola entrou mesmo na baliza, mas o angolano estava em fora-de-jogo depois de um cruzamento do Simão. Também o Katsouranis teve a sua oportunidade, mas cabeceou ao lado, quando estava em posição de dominar a bola em plena grande-área. Até que a 10’ do fim, um livre cobrado pelo Simão encontra um fio de cabelo do Nuno Gomes e estava feito o empate. A partir daqui, tive esperanças que o jogo nem chegasse a ir a prolongamento, porque estávamos muito empolgados e o Leiria quase não saía do seu meio-campo. E assim aconteceu, na reedição do milagreiro Mantorras. Depois de um mau alívio de um defesa contrário, o angolano mostra mais uma vez que tem o faro dos pontas-de-lança (podia era aumentar esse faro e ter mais atenção aos foras-de-jogo, mas isso é uma luta perdida…) e rodopia muito bem, ficando só com o guarda-redes pela frente. Depois, foi só batê-lo com um remate rasteiro de pé esquerdo. Foi o delírio no estádio a cinco minutos do fim. Até final ainda deu para o Harison ser (mal) expulso e para a standing ovation ao maestro, quando este foi substituído pelo Karagounis.

Individualmente, há que destacar o Mantorras, não só pelo golo que marcou, como pela movimentação que imprimiu ao nosso ataque. O Simão não esteve tão bem como em jogos anteriores, mas mesmo assim foi dos melhores e esteve nos dois golos. Toda a equipa subiu de produção na segunda parte, com duas excepções, mas que servem para o jogo todo: o Manú e o Anderson. Aliás, teremos um grande problema caso o Ricardo Rocha se transfira mesmo para o Tottenham, porque o brasileiro continua numa forma muito sofrível neste ano. Raramente ganhou bolas de cabeça e não é nada raçudo nas disputas de bola. Terá de vir necessariamente outro central, que espero não seja nenhum dos que temos para aí emprestados, nomeadamente o José Fonte. Quem é batido pela velocidade do Marcel (no E. Amadora – Benfica da pré-época no Restelo) não pode ter lugar no Glorioso…

Como “quem sai aos seus não degenera”, o treinador do clube regional B veio queixar-se da arbitragem no final da partida. É preciso ter lata! Depois de um início de campeonato VERGONHOSO em que o Leiria foi mais que beneficiado, tendo agora uma boa meia dúzia de pontos a mais, o Domingos ainda tem o desplante de falar de arbitragem. É verdade que o Sr. Lucílio Baptista é um dos maiores artistas que anda para aí, mas atribuir-lhe grande parte da culpa pela derrota é demais. Eu quero ver se para a semana, quando jogarem com a casa-mãe também se vão queixar do árbitro. Curiosamente quando um jornalista na conferência de imprensa (creio que foi o José Carlos Soares da Antena 1), perguntou ao delegado do Leiria (que disse que o árbitro era “internacional de aviário”) o que tinha achado da arbitragem no U. Leiria - Beira-Mar da 2ª jornada, a TSF (que era a única rádio a transmiti-la em directo) decidiu cortar a emissão, dizendo que estávamos numa “parte sem interesse” da dita conferência. Foi censura em directo, ou não fosse a TSF controlada pela Olivedesportos. O “sistema” também passa muito por isto.

sexta-feira, janeiro 19, 2007

A luz ao fundo do túnel

Ministério Público decidiu reabrir processo contra [presidente do clube regional]

Delirante foi uma das justificações do DIAP do Porto para o arquivamento deste processo há uns meses. Supostamente, as escutas telefónicas feitas aos intervenientes não eram claras (falava-se por exemplo de “fruta” e nunca de prostitutas)... Deve ser baseado no Gato Fedorento: é de borla ou grátis? Só uns quantos plagiadores descendentes directos de australopitecos que por aí pululam é que continuam a defender esta tese. Rídiculo!

O dia D da libertação do futebol português pode estar mais próximo. Ao fim de mais de 20 anos será que vamos ter finalmente um campeonato cujo vencedor seja única e exclusivamente devido ao mérito desportivo?

terça-feira, janeiro 16, 2007

Suado

Ganhámos em Coimbra por 2-0, num jogo que deveria ter sido mais fácil do que foi, já que marcámos logo aos 2’. No entanto, e principalmente na 1ª parte, demos muito espaço à Académica e acabámos por ter alguma sorte em não ter sofrido nenhum golo durante todo o jogo. Apesar disto, a nossa vitória é mais do que justa.

O Rui Costa ficou no banco dado que ainda não tem o ritmo necessário, pelo que jogámos com a equipa habitual. Os dois gregos e o Petit no meio-campo e o Simão, Miccoli e Nuno Gomes na frente, numa táctica de 4-3-3 e não do famoso losango, que parece estarmos a abandonar com a perspectiva do regresso do maestro. Por este motivo, tanto o Nuno Gomes como o Miccoli ficavam a fechar o lado direito do ataque. Não poderíamos ter tido melhor começo, com o golo do Ricardo Rocha (já vai em três!) na sequência de um livre estudado, com um passe do Petit para o centro do Simão, a cabeçada do Luisão que o guarda-redes defendeu e o golo na recarga. Viu-se depois na repetição que o Rocha estava fora-de-jogo, mas o lance é muito rápido e, como ele recua para uma posição legal depois da cabeçada do Luisão, é natural que o fiscal-de-linha tenha sido iludido. No entanto, compensou bem ao anular dois golos ao Katsouranis ainda 1ª parte. Se no primeiro ele estava ligeiramente adiantado, o segundo é escandaloso. O passe do Nuno Gomes é claramente para trás e é preciso muita incompetência (ou talvez visão a mais…) para assinalar fora-de-jogo. O erro que foi a validação do nosso golo foi mais do que compensado.

O jogo estava a ser bom, com a Académica a chegar com relativa facilidade à nossa área e também a criar perigo. Aliás, durante o primeiro período, o Quim acabou por fazer mais defesas do que o Pedro Roma. Vimos uma bola bater no poste (na sequência de uma má intervenção do Quim para a frente) e o Rocha a salvar a respectiva recarga sobre a linha, mas também tivemos uma, com o Nuno Gomes a acertar em cheio na barra com um remate de pé esquerdo. No entanto, raramente conseguimos controlar a bola. É uma situação incompreensível, porque estávamos em vantagem e deveríamos ter obrigado os adversários a correr atrás dela. Além disso, temos óptimos jogadores para o contra-ataque, mas para isso não podemos oferecer constantemente a bola à equipa contrária.

Na segunda parte, melhorámos bastante e a prova disso é que a Académica só criou perigo nos últimos minutos e exclusivamente através de bolas paradas. Tivemos várias oportunidades para matar o jogo e, ou por aselhice ou porque o Pedro Roma defendia, não o conseguimos fazer até muito perto do final, lançando sempre dúvidas sobre o resultado. Já não seria a primeira vez que perderíamos pontos nos últimos minutos. Logo aos 53’ entrou o Manú para o lugar do apagado Miccoli, mas ao contrário do que fez no Dubai, hoje não esteve nada feliz. O nosso jogo atacante passava quase em exclusivo pelo Simão, que continua numa forma fantástica. O Nuno Gomes, curiosamente, subiu bastante de rendimento quando passou a actuar sozinho na frente de ataque e sucediam-se situações claras de remate para os nossos jogadores. A 15’ minutos do fim, entrou finalmente o maestro e saiu o Katsouranis. Estranhei, porque este defende melhor que o seu compatriota, mas o Fernando Santos optou por manter o Karagounis e ainda bem, porque foi dele a assistência decisiva para o Léo fazer o 2-0 aos 88’. Pouco antes, e em dois cantos, a Académica poderia ter feito o empate, mas as duas bolas foram interceptadas pela nossa defesa. E mesmo antes do nosso segundo golo, há um lance de contra-ataque em que o Nélson só tem um defesa pela frente e o Rui Costa ao lado (completamente isolado!), mas não lhe dá a bola e perde-se numa jogada individual. Se eu mandasse no Benfica, era motivo para castigo, porque o egoísmo dele poderia ter resultado bem caro, caso a Académica tivesse empatado. Não é admissível que, numa situação daquelas, o jogador não endosse a bola ao companheiro melhor colocado.

Individualmente, destacou-se outra vez o Simão que, não só a atacar como a ajudar a defesa, esteve em todo o lado. O Ricardo Rocha é outro em grande forma e finalmente descobriu a sua veia goleadora. O Quim também fez defesas importantes, mas houve lances em que não deveria ter aliviado para a sua frente. O Nuno Gomes não começou nada bem o jogo e teve um primeiro tempo muito sofrível, com excepção do remate à barra, mas melhorou no 2º. Os gregos evidenciaram-se cada um na sua parte: o Katsouranis na 1ª e o Karagounis na 2ª, mas este continua muito lento a libertar-se da bola. Toda a equipa esteve regular, mas há que prestar mais atenção à facilidade com que os adversários rematam à nossa baliza. Continuamos a dar muito espaço à entrada da nossa área.

Com o empate dos lagartos em Belém, estamos agora a um ponto deles e com o 2º lugar perfeitamente ao nosso alcance. O campeonato está infelizmente muito longe, mas se conseguirmos o segundo posto, ganharmos a Taça de Portugal e, porque não, a Taça Uefa, é óbvio que a época será positiva.

quarta-feira, janeiro 10, 2007

Torneio do Dubai

Ganhámos este torneio e arrecadámos pouco mais de 1 milhão de euros (incluindo o prémio de presença). Foram duas vitórias por penalties frente ao Bayern de Munique (4-3) e Lazio (5-4) depois de dois 0-0 em 90 minutos. Fomos ao Médio-Oriente para ganhar prestígio e dinheiro, e assim fizemos, por isso foi uma deslocação bem positiva. Algumas considerações sobre os dois jogos:

- Quem mais se destacou em ambos foi o Manú. Muito rápido e a bater os dois defesas-esquerdos com relativa facilidade (sendo que o do Bayern era o Lahm), mostrou ser uma boa opção e deve ficar no plantel;
- Tanto o Moretto como o Moreira estiveram bem nos penalties, tendo defendido dois e três, respectivamente. Mas eu continuo a preferir o Moreira aos outros dois;
- Com o Rui Costa a titular frente à Lazio, a exibição foi bastante melhor do que no primeiro jogo;
- O João Coimbra voltou a demonstrar bom toque de bola, mas o Pedro Correia não me convenceu muito como defesa-direito, apesar de ter sido ele a marcar o penalty decisivo na final. Se o Nélson se lesionar, teremos um problema grave;
- O Simão continua com o terrível vício de falhar golos sozinho frente ao guarda-redes (no jogo frente aos alemães depois de uma abertura fantástica do Nuno Gomes);
- Os habituais titulares acabaram por se auto-poupar e passaram despercebidos nas duas partidas (especialmente o Katsouranis), com a excepção do Luisão.

Agora espero que, com os cofres mais cheios, os jogadores recuperem a tempo do jogo de Coimbra. Estamos demasiado longe do primeiro lugar para desperdiçarmos mais pontos.

P.S. – Qual é o prémio que o Sr. Paulo Pereira, o árbitro que descobriu um penalty a favor do clube regional aos 95’ do jogo frente ao Atlético, vai ter na próxima jornada? Não adivinham...? Claro, arbitrar o jogo do Benfica! Que coincidência...

terça-feira, janeiro 09, 2007

Australopithecus

Se querem um bom exemplo de como alguns seres hoje em dia ainda não ultrapassaram o nível intelectual desta espécie nossa antepassada, leiam (com um vomitório ao lado porque vai ser necessário, garanto-vos) a crónica daquele senhor que gosta muito de plagiar outros (o nome não vou OBVIAMENTE mencionar) n’ A Bola de hoje. Na semana em que o seu clube foi HUMILHANTEMENTE derrotado em casa por um adversário de duas divisões abaixo, esta criatura tem o desplante de escrever uma crónica a ridicularizar um possível julgamento ao presidente do seu clube, com o grande argumento de “porque é que o seu clube, na altura em que era dirigido pelo (agora) so called melhor treinador do mundo, tinha necessidade de comprar árbitros para jogos frente a equipas mais fracas?” Suponho eu que assim do nível do... Atlético, não?

Vergonha na cara, where art thou?!

P.S. – Calhou-nos o clube regional B em casa para a Taça de Portugal daqui a duas semanas. Recordemo-nos do que se passou com o V. Guimarães e Sr. Jorge de Sousa no ano passado e tenhamos muito cuidado com este jogo, por favor. A Taça é sempre um objectivo.

domingo, janeiro 07, 2007

Atlético Clube de Portugal

Este simpático clube de Alcântara deu-nos hoje uma das maiores alegrias desportivas dos últimos anos. Eliminou o clube regional da Taça de Portugal ao ganhar-lhes em plena cidade do Porto (!) por 1-0. Como o Apito ainda não apitou suficientemente alto, houve um penalty a favor dos hediondos aos 95’! Que coincidência… Felizmente fez-se justiça e a bola não entrou. Eliminados da Taça na 1ª eliminatória e ainda por cima por um clube de Lisboa! HAHAHAHAHAHAHA!!!!!!! Viva o Atlético!

A música voltou

Finalmente regressou o futebol doméstico após uma paragem demasiado longa e logo com um jogo às 16h e sem transmissão televisiva! Há quase três anos (desde o Benfica – Nacional para a Taça com a reviravolta nos últimos minutos) que não tínhamos o privilégio de assistir a um jogo com a luz solar e a resposta do público foi esclarecedora: 34.043 espectadores para assistir a uma partida frente a um adversário da II Divisão. Ganhámos com naturalidade ao Oliveira do Bairro por 5-0 e apurámo-nos para a eliminatória seguinte. Mas o facto mais saliente do jogo foi o regresso do Rui Costa, após mais de três meses de ausência. O perfume sentiu-se logo, mesmo que o maestro ainda esteja a meio-gás em termos físicos. O futebol fica tão mais simples e bonito quando passa pelos seus pés que eu não compreendo como é que o estádio não enche só para o ver. Num país que tem o nível cultural que nós temos e em que a excelência demora sempre mais a ser reconhecida, isto acaba por ser normal. Ver o Rui Costa jogar ao vivo é um privilégio que infelizmente, dado a idade dele, não vai durar muito mais tempo, mas mesmo assim ainda há gente que passa ao lado disto. Sem comentários…

Como o jogo foi feito depois das longas férias de Natal, o nosso treinador optou por só fazer descansar o Luisão, já que o Miccoli está com os problemas físicos habituais. Nem na baliza houve mudança, o que sinceramente não compreendo. Se não é nestes jogos que alinha o Moreira, quando é que será? De resto, não há muito para contar sobre o jogo. A nossa supremacia nunca esteve em causa e, com o golo que marcámos cedo pelo Katsouranis, o vencedor ficou logo decidido. Todavia, na primeira parte o Oliveira do Bairro ainda deu uma boa resposta e esteve longe de colocar o autocarro em frente à baliza. Até teve uma boa oportunidade, mas o remate saiu ao lado. Nós acelerámos um pouco mais na parte final e aumentámos o score para 3-0 com um bis do Nuno Gomes. Na segunda parte aconteceu o momento alto da tarde, com a entrada do Rui Costa logo de início. Entrámos fortes outra vez e marcámos mais dois golos em 15 minutos, desta feita com um bis do Kikin Fonseca. Com as saídas do Simão e Nuno Gomes (foi o dia dos aplausos para os preferidos do público), o ritmo baixou bastante e fechámos a loja. Mesmo assim criámos oportunidades mais que suficientes na segunda parte para marcar pelo menos mais dois golos.

Um jogo como este não dá bem para ver como é que a equipa está depois da paragem, mas pelo menos tivemos a virtude de não facilitar perante um adversário de um escalão inferior (lembram-se da Oliveirense...?). O Simão parece que mantém a forma, com o Rui Costa em campo tudo fica mais fácil, a defesa não teve trabalho nenhum e cada ponta-de-lança bisou. Apenas o Karagounis nunca pareceu entrar no ritmo do jogo, com algumas intervenções menos felizes. Muito se fala dos reforços de Inverno, mas sinceramente não vejo necessidade para tal, talvez com a excepção de um substituto para o Nélson, agora que parece que o Alcides se vai mesmo embora. Convém não esquecer a experiência do ano passado e não desatar a contratar por contratar. Se não sair ninguém, o plantel bem pode ficar como está. O Kikin pode não ser um génio, mas parece que finalmente se está a ambientar e é certamente melhor que o Marcel, pelo que acho um disparate dispensá-lo. Até porque os lugares são do Nuno Gomes e Miccoli e para estar no banco mais vale estar ele do que outro, que ainda por cima teria que passar por um inevitável processo de adaptação. Vamos agora viajar para o Dubai para participar num torneio que nos vai encher os bolsos. Espero é que o desgaste não nos faça perder pontos em Coimbra na 2ª feira da outra semana...

terça-feira, janeiro 02, 2007

Ano Novo

Um Ano GLORIOSO cheio de saúde, paz e JUSTIÇA são os meus votos para todos os que visitam este blog. Que o Apito se oiça de vez e que este tenha sido o último ano em liberdade para alguns seres que andam há tempo demais a poluir o futebol português é o meu desejo desportivo para os próximos 365 dias.

segunda-feira, dezembro 25, 2006

Natal

Nesta altura festiva, o meu desejo é sempre o mesmo: que todos tenham um Natal GLORIOSO!

sexta-feira, dezembro 22, 2006

Lisonjeiro

Foi um dos jogos com o resultado mais injusto de que me lembro. Ganhámos por 4-0 ao Belenenses, mas quem não tenha visto o jogo ficará com uma ideia errada se só reparar nos números finais. Tivemos uma eficácia de 40% (quatro golos em dez remates), enquanto o Belenenses efectuou 16 (!) remates e ficou a zeros. A justiça da nossa vitória é indiscutível, mas como bem referiu o Fernando Santos o resultado deveria ter sido mais equilibrado. É um lugar comum dizer-se que ganha quem marca, mas podemos dar-nos por muito satisfeitos com este desfecho e principalmente pela forma como ele foi obtido. O Belenenses foi a melhor equipa que vi na Luz este ano e este o jogo mais interessante de seguir, já que ambas as formações procuravam sempre atacar.

A nossa equipa titular foi a mesma que enfrentou o V. Setúbal e a partida iniciou-se em bom ritmo, com as duas equipas a procurarem a baliza, mas sem grandes oportunidades de golo. Até que aos 20’ acontece um dos lances capitais do jogo, com o penalty (indiscutível) que o Gaspar cometeu ao colocar o braço à bola na área. O Simão apontou para o lado habitual (direita do guarda-redes), mas o remate era indefensável. Pouco depois, o Belenenses tem duas oportunidades, com um cabeceamento que o Léo salva antes de chegar à baliza e um remate do Zé Pedro por cima. Estávamos a ser dominados e tentávamos responder em contra-ataque. O Nuno Assis esteve particularmente activo, mas os nossos remates saíam invariavelmente ao lado. A três minutos do intervalo, houve novo golpe de sorte. O Karagounis bate directo um livre que era indirecto, a bola é desviada pela barreira e trai o Costinha. Chegávamos ao 2-0 sem ter feito grande coisa para tal e com uma grande dose de fortuna. Mas também tem que haver jogos que nos correm de feição, não?

No início da segunda parte houve mais do mesmo, ou seja o Belenenses manobrava com à vontade no nosso meio-campo e criava lances de perigo. Uma defesa do outro mundo do Quim num remate à queima-roupa logo aos 48’ salvou-nos da redução da vantagem. E a confirmar que estávamos com a estrelinha, apenas quatro minutos depois fizemos o 3-0. O Kikin Fonseca estreou-se finalmente a marcar em jogos oficiais com um cabeceamento na sequência de uma boa assistência de Nuno Gomes (também de cabeça) e depois de um cruzamento do Karagounis. Adquiríamos uma vantagem confortável, mas quem pensasse que o Belenenses iria baixar os braços estava muito enganado. Numa atitude louvável, o adversário continuou a fazer o seu jogo positivo e a criar oportunidades. O Quim voltou a fazer mais duas boas defesas, a primeira num cabeceamento do Dady e a segunda a um remate deste mesmo jogador na pequena-área, em que a bola ainda vai bater a seguir no poste. Pouco depois, é um livre do Zé Pedro que passa rente ao poste com o Quim desta feita batido. A baliza estava definitivamente do nosso lado. Até que aos 70’ o Fernando Santos leu muito bem o jogo e viu que faltava poder de choque ao nosso meio-campo, que permitia que os azuis manobrassem à vontade. Entrou o patinho-feio Beto e o que é verdade é que, a partir daí, o Belenenses deixou de criar tantos lances perigosos. O brasileiro entrou tão bem na partida que até teve o público a gritar por ele num livre frontal (o jogo dava para tudo...). Felizmente o Simão fez ouvidos moucos e colocou a bola na cabeça do Katsouranis para este fazer o 4-0. Com este resultado estamos a apenas dois golos do ataque mais concretizador da Liga e terminámos a primeira volta em casa, com uma média de quase três golos por jogo. Nada mau, o pior é a performance fora de portas, a única responsável pelos oito pontos que nos separam do líder.

É repetitivo, mas há que destacar outra vez os mesmos: Simão, Nuno Assis e Ricardo Rocha. Continuam em grande forma e os dois últimos estão a jogar como nunca estiveram. O Katsouranis também continua em grande e já tem cinco golos marcados. Ocupa muito bem os espaços e portanto não precisa de ser um jogador que corre muito atrás da bola. Os laterais também participaram no ataque, mas o Nélson continua a perder bolas idiotas no nosso meio-campo, que dão origem a contra-ataques perigosos do adversário. Uma menção igualmente ao Quim que foi um dos melhores em campo, ao fazer uma série de três/quatro defesas muito boas que nos mantiveram a zeros pela quarta jornada consecutiva. Os dois atacantes estiveram muito batalhadores, mas desta feita o brinde do golo foi para o mexicano. A propósito, considero a sua possível dispensa um grande disparate. O homem está mais ambientado, vê-se que não é um mau avançado, mas não tem técnica nem velocidade para alinhar nas alas (imaginem o Nuno Gomes a extremo…). Os titulares são obviamente o Nuno Gomes e o Miccoli, mas este passa muito tempo lesionado e para o substituir é preferível ter um jogador que já está no plantel desde o início da época, do que contratar um novo avançado a meio da temporada. Para Marcéis, já basta o do ano passado.

Agora vem a pausa (ridiculamente) prolongada do Natal e Ano Novo. Há que emagrecer o nosso plantel, mas espero que não se cometa os erros do ano passado. Precisamos, quando muito, de um lateral direito para competir com o Nélson, mas mais ninguém. Quando voltarmos a jogar será, ao que tudo indica, já com a presença do Rui Costa. Vai ser a nossa prenda do novo ano!

quarta-feira, dezembro 20, 2006

Lamento

... ter que mencioná-lo, mas não há outra hipótese. Alertado por este post do sempre brilhante Gwaihir, resolvi ler a crónica que um plagiador equatoriano muito conhecido da nossa praça tem n’A Bola às terças-feiras. Simplesmente não queria acreditar como é que é possível tamanha desfaçatez. Segundo este senhor, o “verdadeiro patrão do jogo de sombras do futebol português” é o Valentim Loureiro e o presidente do clube regional não tem nada a ver com o assunto, porque o clube regional “é a melhor equipa portuguesa a léguas de distância das outras e uma das melhores equipas da Europa e do Mundo”! Claro, por isso mesmo é que é impossível ter alguma vez comprado algum árbitro, sendo os cafézinhos em casa do presidente, a frutinha nos hotéis e as viagenzinhas pagas ao Brasil meras atitudes de quem é seguidor da Madre Teresa de Calcutá. É o que se chama um excelente argumento! Como é a melhor equipa, não corrompe. Corromper para ser a melhor equipa é algo impossível de acontecer. Aliás, a Juventus ganhou os dois últimos campeonatos relativamente à vontade e portanto não corrompeu ninguém. Mas, espera lá, afinal foi parar à Série B. Estranho... Estes italianos são mesmo doidos! As tareias que vários jornalistas levaram aos longo destes anos, e cujo único denominador comum é o clube regional, também devem ter sido apenas congeminações fantasiosas dos próprios, que tinham conhecidos hábitos de auto-flagelação.

Este sujeito ou é BURRO, ou é intelectualmente DESONESTO ou estava BÊBADO quando escreveu esta crónica. Ou então é uma combinação das três hipóteses anteriores. Fiquei tão nauseado quando li aquele pedaço de texto que tinha que o expressar aqui, para a necessária catarse. Porque é que aquele ser não se limita a plagiar livros de outros e a arvorar-se de grande escritor que fez com que os portugueses lessem?! A desfaçatez não tem limites para quem é daquele clube. Até se tenta defender o indefensável e o absurdo (a colagem que este sujeito tenta fazer do Benfica ao “
Apito Dourado” é digna do Levanta-te e Ri). Infelizmente para esta gente, nem todos somos acéfalos. Como eles.

sábado, dezembro 16, 2006

Tranquilidade

Esta palavra muito em voga nos dias de hoje define bem o jogo frente ao V. Setúbal. Ganhámos por 3-0 numa das partidas mais fáceis que tivemos este ano. Depois de ter tido as duas primeiras oportunidades de golo aos 6’ e 7’, o V. Setúbal conseguiu não fazer mais nada durante o resto do tempo. Um golo logo no primeiro quarto-de-hora acalmou-nos, mas a primeira parte foi horrenda. Na segunda melhorámos e foi sem surpresa que chegámos à já habitual chapa 3.

Perante a lesão de última hora do Petit, jogaram os dois gregos no meio-campo juntamente com o Nuno Assis. O Fonseca permaneceu na equipa e teve por companhia o regressado Nuno Gomes. O Simão é indiscutível e a defesa foi a habitual. À semelhança do que aconteceu na Figueira da Foz, entrámos lentíssimos e muito pouco acutilantes na disputa da bola. O V. Setúbal controlou o jogo durante 10’ e teve as tais duas oportunidades, um remate de longe muito bem defendido pelo Quim e um cabeceamento na sequência de um canto salvo sobre a linha pelo Léo. Aos 13’, num lance um pouco fortuito conseguimos colocar-nos em vantagem pelo Nuno Gomes, que aproveitou um mau alívio de um defesa para dominar bem de peito e desviar a bola do guarda-redes Nélson. A equipa não tinha feito nada para merecer o golo, mas pensei que pudéssemos iniciar uma boa exibição a partir daqui. Puro engano! Continuámos com pouca velocidade na transição para o ataque, muitos passes para o lado e para trás, pouca inspiração individual para criar desequilíbrios e um futebol sem alegria. O Nélson teve a bola duas ou três vezes sem ninguém à frente e, em vez de correr, passava-a para trás. O jogo arrastou-se assim até ao intervalo, até porque se percebeu logo que o V. Setúbal não iria conseguir incomodar-nos.

Felizmente tudo mudou na segunda parte. Tivemos mais vontade na disputa dos lances e imprimimos mais velocidade no jogo. Como se calcula, as oportunidades começaram a surgir com frequência. Logo aos 48’ um centro atrasado do Nélson chega ao Simão que, sem marcação e depois da marca de penalty(!), atira por cima. Pouco depois, outro excelente centro do Nélson proporciona ao Nuno Gomes um bom cabeceamento que o guarda-redes defende sem saber como. À passagem dos 60’ foi o Karagounis que, bem desmarcado pelo Nuno Gomes, atirou também por cima. Mas três minutos depois o jogo ficou definitivamente resolvido. Numa boa jogada de contra-ataque, o Fonseca deixa a bola para o Luisão que tenta o remate, mas acaba por assistir o Simão que atira em arco e faz um excelente golo. Pouco depois o Léo faz uma boa jogada pela esquerda, centra e o Fonseca cabeceia ao lado. Foi pena porque seria um grande golo. Entretanto, o Manú entrou para o lugar do Fonseca e teve participação directa no terceiro golo aos 86’. Noutro contra-ataque, o Nuno Gomes cede-lhe a bola e ele remata com força para defesa do guarda-redes, só que a bola continua em jogo, vai ter novamente ao Manú que assiste o Nuno Assis na área para fazer o seu golo anual pelo Benfica. É pena, porque o Assis é dos nossos jogadores em melhor forma, só que não sabe rematar à baliza, caso contrário marcaria muitos mais golos por época. Assim, temos que nos contentar com um ou dois e ou muito me engano ou já está. Dois minutos depois esteve quase a acontecer o quarto golo, num remate do Nuno Gomes que o guarda-redes defendeu para a barra. O jogo chegava ao fim logo a seguir e a vitória foi incontestável.

Em termos individuais, tem que se destacar o núcleo duro da equipa: Luisão, Ricardo Rocha, Simão e Nuno Gomes. Os dois primeiros estiveram excelente em termos defensivos e o Luisão ainda participou no segundo golo. O Simão continua em boa forma e na segunda parte foi o maior desequilibrador da equipa. Sempre que teve a bola nos pés, criava perigo. O Nuno Gomes voltou finalmente aos golos (por pouco marcava dois) e esteve sempre em movimento. É um jogador fundamental para o nosso tipo de futebol, muito baseado em tabelinhas para proporcionar a entrada dos médios na área. Espero que este golo e esta exibição signifique que a sua má forma é passado. Os restantes jogadores estiveram em plano aceitável. Nota-se que o Fonseca não é mau jogador, mas que precisa de rodagem. Tal como a equipa, melhorou muito na segunda parte, nomeadamente a fazer passes que desmarcavam colegas junto às alas. O Nuno Assis também esteve muito mexido e o Katsouranis foi mais discreto do que o habitual, especialmente em termos atacantes, porque teve que fazer de Petit. No entanto, o meio-campo era todo dele. O Léo destacou-se mais que o Nélson, mas ambos parece que se transformaram ao intervalo, tal a diferença para o segundo tempo. O Quim, tirando aquela defesa logo no início, deveria ser contado como mais um espectador.

Na próxima quinta-feira defrontamos o Belenenses para colocar o calendário em dia. Eles foram ganhar ao Marítimo por 4-1 e o jogo promete ser muito mais difícil do que o de hoje. Escusado será dizer que é imperioso ganharmos. Depois teremos três semanas sem futebol numa daquelas medidas surreais do futebol português. Uma pausa de Inverno de tanto tempo? Irá o país ser coberto de neve e ter temperaturas negativas?

sexta-feira, dezembro 15, 2006

A melhor notícia do ano

Maria José Morgado dirige Apito Dourado

E isto para não dizer que é a melhor notícia dos últimos 20 anos! Vamos ver se finalmente haverá justiça para punir estes CRIMINOSOS que pululam impunemente no futebol português há mais de duas décadas. E que ainda se dão ao desplante de gozar com a justiça (“apita, apita, mas não oiço nada”). O currículo da actual procuradora-geral adjunta fala por si e duvido que alguém a possa pressionar ou condicionar. Ou seja, os tentáculos do polvo estão a ficar em perigo. Ninguém foi ainda condenado, é verdade, mas as escutas que vieram a público são por demais esclarecedoras. Ainda por cima, o melhor argumento que a defesa se lembrou é a suposta inconstitucionalidade das ditas escutas. É por causa de uma questão técnica que querem que todos os arguidos sejam absolvidos. Elucidativo!

Estou bastante confiante depois de ouvir esta notícia. É mais que tempo de pôr cobro a esta POUCA VERGONHA com mais de 20 anos. Ainda agora, na lista para o Conselho de Arbitragem do candidato Madaíl à presidência da FPF estão dois(!) arguidos do processo “Apito Dourado”. Teve que ser um livro escrito pela ex-prost., perdão, ex-companheira do presidente do clube regional a despoletar esta sucessão de eventos, mas se o Al Capote caiu graças a problemas com o fisco, porque é que aquele projecto de ser humano não pode cair pelas calças?! Este caso ultrapassa em muito o âmbito do futebol. Se tudo ficar na mesma é a assunção por parte do Estado que tudo é permitido em Portugal, bastando somente ter boas connections. Mas não
pode nem deve ser assim. O país não é todo constituído por malfeitores, corruptos e desonestos. Afinal a maioria da população nem sequer é adepta do clube regional...

P.S. – No sorteio da Taça Uefa calhou-nos o Dínamo Bucareste. Já os eliminámos há uns anos na altura do Heynckes quando perdemos em casa (0-1) e fomos ganhar fora (2-0). O sorteio não foi mau, até porque temos oportunidade de eliminar uma equipa romena que está muito perto de Portugal no ranking da Uefa. Se passarmos, iremos jogar com o vencedor do AEK Atenas-PSG, outros dois adversários que estão ao nosso alcance. Ou seja, temos obrigação de chegar aos quartos-de-final da Taça Uefa. Ao Braga calhou o Parma (teoricamente o menos forte dos adversários possíveis) e o clube regional vai jogar com o Chelsea! Yes! Se tudo correr como eu espero, em Março teremos o Glorioso e o Braga na competições europeias.

segunda-feira, dezembro 11, 2006

A besta negra

Três jogos, três empates é o nosso saldo histórico com a Naval 1º de Maio. Ontem houve mais um 0-0 e novamente um penalty que ficou por assinalar a nosso favor tal como no jogo de Março passado na Luz. O Sr. Paulo Paraty e respectivos fiscais-de-linha não viram uma mão escandalosa ainda na primeira parte e isto misturado com muita aselhice na altura de rematar à baliza contribuiu para mais dois pontos perdidos. Temos um jogo em atraso, mas acho que dissemos adeus ao campeonato. O clube regional está muito consistente e oito pontos (na melhor das hipóteses) para lhes recuperar na segunda volta é uma distância muito considerável. Já se percebeu que a montanha-russa de resultados é para ficar e não se vislumbra, a quem se senta no banco, capacidade para dar a volta à situação. A análise aos jogos do Sr. Fernando Santos é boa, mas simplesmente a sua mensagem não passa aos jogadores. Tinha dito esta semana que “temos três vitórias para obter até ao Natal” e depois a equipa apresenta o “futebol” (?) que se viu na primeira parte. Incompreensível...

Jogámos desfalcados do Nuno Gomes e do Miccoli, mas isto não serve de desculpa. Temos o melhor plantel desde há muito tempo e não podemos ficar reféns de dois jogadores, por muito importantes que sejam. Aliás, a lesão do Miccoli é mais uma a entrar no anedotário do nosso departamento médico. Qual foi a vantagem de ele ter jogado a 50% em Manchester? Porque é que insistimos em fazer alinhar jogadores a meio-gás, para depois os perder durante um ou mais meses? Quem toma estas decisões? Adiante... Dado estas ausências entraram o Fonseca e o Paulo Jorge, tendo nós apresentado uma táctica de 4-3-3, ainda com o Karagounis no lugar do Nuno Assis. Todavia como já disse, a nossa primeira parte foi muito má. Entrámos muito lentos, sem ideias, com pouca agressividade e uma tendência irritante em jogar para trás (tendência essa que se manteve durante a maior parte do jogo). A Naval quase não atacava, pelo que o jogo era bastante aborrecido. Só quando o Simão tinha a bola é que acontecia qualquer coisa de novo. Em duas ou três arrancadas criou desequilíbrios que se tornaram os únicos lances de perigo que construímos. Infelizmente a finalização esteve muito mal, com remates muito ao lado do próprio Simão, do Karagounis e um desvio por cima da barra do Fonseca.

Na segunda parte aumentámos a velocidade e as oportunidades começaram a surgir com mais frequência. Era o Simão o motor de todo o nosso ataque e o Katsouranis o finalizador preferencial. O grego fez o melhor remate do Benfica que proporcionou a única (!) defesa ao guardião Taborda. Todos os restantes remates saíam ou ao lado ou por cima. O tempo passava, mas nós não marcávamos. Cerca dos 65’ entrou o Mantorras para o lugar do Paulo Jorge, todavia o angolano não está com a estrelinha de tempos passados. Um dos nossos grandes problemas era a pouca velocidade na transição para o ataque, muito por culpa do jogo mastigado do Karagounis e, sobretudo, do Petit. Aliás, não percebo porque é que o Nuno Assis saiu da equipa. Fez um jogo menos conseguido em Inglaterra, é verdade, mas tem sido dos nossos melhores jogadores. Sem surpresa, mas já tarde em minha opinião, a 15’ do fim entrou para o lugar do Karagounis. A nossa pressão mantinha-se, porém não conseguíamos enquadrar os nossos remates com a baliza, também porque a cerimónia na hora de rematar era mais que muita. Na última oportunidade que tivemos, o Ricardo Rocha falhou um desvio à boca da baliza na sequência de um livre. E assim voaram mais dois pontos.

Individualmente mais uma vez o Simão destacou-se dos demais. Espero que não se confirme as notícias da sua possível saída em Janeiro, porque estamos muito dependentes dele. Viu-se bem isso na pré-época e agora é por demais evidente. O Katsouranis também esteve em evidência, porque foi um dos mais rematadores. Todos os outros estiveram num nível mediano. O Fonseca mostrou alguns bons pormenores, mas não é nada acutilante na hora de atirar à baliza. Falta-lhe o killer instinct dos verdadeiros pontas-de-lança. O Nélson não esteve tão bem como em jogos anteriores e a nossa produção atacante ressentiu-se disso. O Léo subiu bastante na segunda parte e tem uma energia que parece que não acaba. Os centrais não tiveram grande trabalho, mas o Quim defendeu para a frente uma bola relativamente fácil. O Paulo Jorge esteve mexido, no entanto foi muito inconsequente. O Petit jogou bastante mais vezes do que era desejável para os lados e para trás e emperrou muito o nosso ataque, assim como o Karagounis que para além do mais não esteve nada bem a rematar à baliza.


São jogos como este que fazem ganhar ou perder campeonatos. Jogos em que a exibição não é a melhor, mas em que a vitória é crucial. Já tivemos bastante desta dose este ano e quase sempre com os mesmos (maus) resultados. Com o jogo de ontem, perdi todas as ilusões que tinha. Estamos a metade do campeonato e com a irregularidade de resultados que tínhamos no seu início. E assim é impossível ser-se campeão.