sexta-feira, novembro 17, 2006
José Veiga
Esperei propositadamente pela decisão final sobre o pedido de demissão do José Veiga para comentá-lo. Como se sabe, o Veiga tem um caso contra ele em tribunal movido por um banco do Luxemburgo ainda acerca da Superfute, a sua antiga empresa de representação de jogadores. Ou seja, e primeiro ponto importante, isto NÃO TEM NADA a ver com o Benfica. Como o tribunal foi lá a casa buscar os seus bens (não sem antes avisar a TVI…), o Veiga decidiu que não tinha mais condições para estar no Benfica, por não querer envolver o nome do clube num caso que não lhe diz respeito. E aqui, só há que elogiar a sua postura, tão diferente de outros que para aí andam que, apesar de serem arguidos em casos de corrupção de árbitros que TÊM A VER com o clube que representam, continuam sentados nas suas cadeiras do poder como se nada se passasse.
Posto isto e dado que o Luís Filipe Vieira aceitou o pedido de demissão, estou contente ou triste? Sinceramente nem uma coisa nem outra. Como a maioria dos benfiquistas, estive muito céptico acerca da sua contratação (cf. aqui). Um homem conotado com o clube regional e ex-empresário de jogadores não era alguém que me inspirasse confiança. Mas o que é certo é que o seu trabalho no Benfica foi meritório e temos que lhe agradecer por isso. Ganhámos um campeonato, uma supertaça e estivemos no lote das oito melhores equipas da Europa em dois anos e meio. Com a sua chegada, acabou-se o regabofe dentro do balneário, onde tudo transpirava cá para fora e toda a gente dizia o que lhe apetecia. E esta blindagem (como agora se diz) do balneário, que não é nada fácil especialmente num clube como o Benfica, é um dos factores mais essenciais para o sucesso desportivo. Para o bem e para o mal, defendeu sempre a equipa e os treinadores contra ataques externos e até alguns internos. E não é por acaso que a maioria dos jogadores se mostrou do lado dele. Estava ali alguém que dava a cara e amortecia os ataques que tentavam fazer à equipa. Todavia, nem sempre mostrou ter a elevação que eu espero dos dirigentes do Glorioso. Os seus gestos este ano no estádio do clube regional são lamentáveis, apesar de às vezes ser difícil controlar a resposta às provocações. Em algumas alturas falou e deveria ter estado calado. E sempre me fez e continuará a fazer impressão ter alguém não-benfiquista a mandar no futebol do nosso clube.
Por tudo isto, acho que é simultaneamente bom e mau ele ter saído. Bom, porque agora não temos ninguém que tenha problemas com a justiça e que tenha sido apanhado em escutas algo comprometedoras no “Apito Dourado” (enquanto dirigente do Estoril, ressalve-se) em funções no nosso clube. Mas mau porque não vejo ninguém com a sua capacidade para defender o balneário. O Luís Filipe Vieira já disse que não virá ninguém para o seu lugar e a solução será encontrada internamente, o que poderá querer dizer que estará aguardar um desfecho favorável deste caso em tribunal para o seu possível regresso.
Não gosto de ganhar a qualquer preço e os meios não justificam os fins (aliás, também por isso não suporto o clube regional). Logo, detestaria ver o nome do Benfica envolvido em processos mais obscuros e neste sentido, dado que o passado do Veiga não é propriamente imaculado, não fico muito triste com a sua saída. Mas o que é certo é que, enquanto ele esteve no Benfica, a sua conduta foi correcta. Não tenhamos dúvida que a esta situação não é alheio o facto de ele trabalhar no Glorioso (nomeadamente a presença da TVI no tal arresto dos seus bens) e por isso é que a sua saída acaba por ser uma vitória para os nossos inimigos. E isto jamais me poderia deixar contente.
Posto isto e dado que o Luís Filipe Vieira aceitou o pedido de demissão, estou contente ou triste? Sinceramente nem uma coisa nem outra. Como a maioria dos benfiquistas, estive muito céptico acerca da sua contratação (cf. aqui). Um homem conotado com o clube regional e ex-empresário de jogadores não era alguém que me inspirasse confiança. Mas o que é certo é que o seu trabalho no Benfica foi meritório e temos que lhe agradecer por isso. Ganhámos um campeonato, uma supertaça e estivemos no lote das oito melhores equipas da Europa em dois anos e meio. Com a sua chegada, acabou-se o regabofe dentro do balneário, onde tudo transpirava cá para fora e toda a gente dizia o que lhe apetecia. E esta blindagem (como agora se diz) do balneário, que não é nada fácil especialmente num clube como o Benfica, é um dos factores mais essenciais para o sucesso desportivo. Para o bem e para o mal, defendeu sempre a equipa e os treinadores contra ataques externos e até alguns internos. E não é por acaso que a maioria dos jogadores se mostrou do lado dele. Estava ali alguém que dava a cara e amortecia os ataques que tentavam fazer à equipa. Todavia, nem sempre mostrou ter a elevação que eu espero dos dirigentes do Glorioso. Os seus gestos este ano no estádio do clube regional são lamentáveis, apesar de às vezes ser difícil controlar a resposta às provocações. Em algumas alturas falou e deveria ter estado calado. E sempre me fez e continuará a fazer impressão ter alguém não-benfiquista a mandar no futebol do nosso clube.
Por tudo isto, acho que é simultaneamente bom e mau ele ter saído. Bom, porque agora não temos ninguém que tenha problemas com a justiça e que tenha sido apanhado em escutas algo comprometedoras no “Apito Dourado” (enquanto dirigente do Estoril, ressalve-se) em funções no nosso clube. Mas mau porque não vejo ninguém com a sua capacidade para defender o balneário. O Luís Filipe Vieira já disse que não virá ninguém para o seu lugar e a solução será encontrada internamente, o que poderá querer dizer que estará aguardar um desfecho favorável deste caso em tribunal para o seu possível regresso.
Não gosto de ganhar a qualquer preço e os meios não justificam os fins (aliás, também por isso não suporto o clube regional). Logo, detestaria ver o nome do Benfica envolvido em processos mais obscuros e neste sentido, dado que o passado do Veiga não é propriamente imaculado, não fico muito triste com a sua saída. Mas o que é certo é que, enquanto ele esteve no Benfica, a sua conduta foi correcta. Não tenhamos dúvida que a esta situação não é alheio o facto de ele trabalhar no Glorioso (nomeadamente a presença da TVI no tal arresto dos seus bens) e por isso é que a sua saída acaba por ser uma vitória para os nossos inimigos. E isto jamais me poderia deixar contente.
quinta-feira, novembro 16, 2006
Relembrar IX – O original
Há por aí um jogador que roubou o nome a um dinamarquês que passou pelo Glorioso entre as épocas 83/84 e 86/87 (quando esse jogador mudou de clube bem que poderia ter também mudado o nome para Madjer ou Juary, era mais apropriado). Diziam que era “alto, loiro e tosco”, mas o Manniche foi um dos meus primeiros ídolos porque se fartava de marcar golos (75 em 132 jogos). O próprio, numa entrevista à revista Foot (lembram-se dela?), afirmava que ao quinto toque a bola lhe fugia, mas de que é que isso interessava quando dava cabo das defesas contrárias e fazia o que podem ver mais abaixo? Já que vamos defrontar para a semana a equipa onde acabou a sua carreira e actualmente trabalha, nada mais apropriado do que relembrar três dos seus golos tão diferentes entre si.
O primeiro foi frente ao Olympiakos na 2ª mão da 2ª eliminatória da Taça dos Campeões em que virámos um resultado de 0-1 para 3-0. Com este petardo aos 75’, o Manniche marcou o terceiro golo e acabou com as dúvidas em relação a quem se apurava (mais pormenores aqui). Os outros dois são frente ao V. Guimarães num jogo em que ganhámos por 8-0 (uma das várias goleadas dessa época) e em que o guarda-redes adversário era o Silvino (que jogou posteriormente pelo nosso clube e agora trabalha no Chelsea). São o 4º e o 5º golo do jogo e foram marcados com 2’ de diferença aos 55’ e 57’! Para quem era “tosco”, a forma como ele bate o defesa e remata logo depois da finta no primeiro destes golos não está nada mal, e o segundo é um chapéu fabuloso, que não está ao alcance de qualquer um. Grande jogador!
P.S. – Portugal ganhou hoje por 3-0 frente ao Cazaquistão e o facto mais saliente é o Simão ter apontado dois golos. Agora só voltamos a ter selecção daqui a quatro meses. Ainda bem, haja descanso!
O primeiro foi frente ao Olympiakos na 2ª mão da 2ª eliminatória da Taça dos Campeões em que virámos um resultado de 0-1 para 3-0. Com este petardo aos 75’, o Manniche marcou o terceiro golo e acabou com as dúvidas em relação a quem se apurava (mais pormenores aqui). Os outros dois são frente ao V. Guimarães num jogo em que ganhámos por 8-0 (uma das várias goleadas dessa época) e em que o guarda-redes adversário era o Silvino (que jogou posteriormente pelo nosso clube e agora trabalha no Chelsea). São o 4º e o 5º golo do jogo e foram marcados com 2’ de diferença aos 55’ e 57’! Para quem era “tosco”, a forma como ele bate o defesa e remata logo depois da finta no primeiro destes golos não está nada mal, e o segundo é um chapéu fabuloso, que não está ao alcance de qualquer um. Grande jogador!
P.S. – Portugal ganhou hoje por 3-0 frente ao Cazaquistão e o facto mais saliente é o Simão ter apontado dois golos. Agora só voltamos a ter selecção daqui a quatro meses. Ainda bem, haja descanso!
domingo, novembro 12, 2006
Rescaldo do IV Jantar de Bloguiquistas
A tradição manteve de um modo completamente natural. Quando olhámos para o relógio já eram 3h15 da manhã e a humidade estava a fazer-se sentir de uma maneira muito intensa, pelo que resolvemos acabar a conversa já da parte de fora do estádio (desta vez, assim que saímos do restaurante resolvemos vir logo para fora do perímetro da Luz). Foram mais de sete horas de puro deleite benfiquista e é fantástico como uma paixão comum torna quase desconhecidos em amigos numa questão de minutos. Os dois únicos estreantes eram o Gwaihir (confirma-se que não é o Ricardo Araújo Pereira, hipótese que alguns de nós tinham aventado :-) e o Galaad, e no fim da noite já se combinava uma ida em conjunto ao WC para ver o Glorioso. Quem não foi perdeu mais uma noite fabulosa em que o tempo passou novamente a correr e que foi abrilhantada pela nossa convidada especial. A pessoa que melhor defende o Glorioso na comunicação social, a insuperável Leonor Pinhão, honrou-nos com a sua presença no repasto. Era a surpresa que a comissão organizadora tinha para os restantes convivas!
Percorreu-se, como é habitual, várias décadas de história do Benfica, com algumas “estórias” que não se podem contar na praça pública e que também fazem do nosso clube o maior do mundo. Como bónus, ainda pudemos assistir no fim do jantar ao treino da águia Vitória sob uma Luz magnífica. Registe-se a lista dos participantes nesta IV edição: Leonor Pinhão, Pedro F. Ferreira, D’Arcy, Gwaihir, TMA, Superman Torras, Lena, Galaad e eu próprio. No fim do jantar ainda contámos com a companhia do Corto Maltese (vindo directamente do “Natal antecipado”, mas já não a tempo do café…), Papo-Seco e a Trilby.
Ficou prometido uma nova jantarada proximamente que, se a tradição se mantiver, será daqui a mais ou menos seis meses. Todos nós esperamos que nessa altura estejamos em conjunto a dar o braço a torcer em relação ao que a maioria escreveu sobre o Fernando Santos. Seria muito bom sinal!
P.S. - A propósito de “estórias”, não percam a entrevista que o Pedro F. Ferreira fez ao Artur, o Ruço. Para ler aqui.
Percorreu-se, como é habitual, várias décadas de história do Benfica, com algumas “estórias” que não se podem contar na praça pública e que também fazem do nosso clube o maior do mundo. Como bónus, ainda pudemos assistir no fim do jantar ao treino da águia Vitória sob uma Luz magnífica. Registe-se a lista dos participantes nesta IV edição: Leonor Pinhão, Pedro F. Ferreira, D’Arcy, Gwaihir, TMA, Superman Torras, Lena, Galaad e eu próprio. No fim do jantar ainda contámos com a companhia do Corto Maltese (vindo directamente do “Natal antecipado”, mas já não a tempo do café…), Papo-Seco e a Trilby.
Ficou prometido uma nova jantarada proximamente que, se a tradição se mantiver, será daqui a mais ou menos seis meses. Todos nós esperamos que nessa altura estejamos em conjunto a dar o braço a torcer em relação ao que a maioria escreveu sobre o Fernando Santos. Seria muito bom sinal!
P.S. - A propósito de “estórias”, não percam a entrevista que o Pedro F. Ferreira fez ao Artur, o Ruço. Para ler aqui.
quarta-feira, novembro 08, 2006
Lembrete – IV Jantar de Bloguiquistas
É só para recordar o(a)s interessado(a)s que o deadline para as inscrições para o IV Jantar de Bloguiquistas é sexta-feira, dia 10 de Novembro, às 18h. O dito repasto está marcado para sábado, dia 11 de Novembro, às 20h na Catedral da Cerveja. Já sabem que o email para confirmações ou renúncias é o naosemencioneoexcremento@hotmail.com. Neste momento, estão confirmados os seguintes convivas: Pedro F. Ferreira, D’Arcy, Gwaihir, TMA, Superman Torras, Laura, Galaad e eu próprio. Infelizmente já confirmaram que não vão poder estar presentes os seguintes: Corto Maltese (a não ser que o “Natal antecipado” seja na Catedral da Cerveja... :-), Pedro, T-Rex, Guitarrista, GR1904 e Quetzal Guzman (que prometeu, no entanto, tentar aparecer no fim do jantar). Quanto aos outros bloggers e comentadores habituais de blogs benfiquistas, a “comissão organizadora” continua a aguardar as vossas respostas. Hurry up!
segunda-feira, novembro 06, 2006
Rolo-compressor
Uma segunda parte como há muito não se via permitiu-nos ganhar pela segunda vez em quatro dias por 3-0, desta feita ao Beira-Mar. Foi das melhores exibições do Benfica nesta época e, se chegámos ao intervalo sem conseguir marcar golos, isso foi culpa exclusiva do Alê, o guarda-redes adversário. A malapata do Beira-Mar (duas vitórias em dois jogos para o campeonato na Nova Catedral) parecia querer continuar, mas felizmente os golos surgiram no segundo tempo e mais uma vez acabámos o jogo com água na boca, já que merecíamos ter ganho por mais (olha que luxo!).
Com a lesão do Léo, a entrada do Miguelito foi a única alteração na equipa que defrontou o Celtic. Desde o início percebeu-se que o Beira-Mar vinha à Luz jogar para o 0-0. Foram inoperantes durante os 90’ e a prova disso é a nossa posse de bola ter chegado aos 70% (!) na primeira parte, e 65% na segunda. Com o autocarro estacionado em frente à baliza, pareceu-me inútil jogar todo o primeiro tempo com quatro defesas e dois trincos (se bem que o Katsouranis fizesse a posição de interior-direito do losango, eu sei). Não entrámos tão rápido como nos jogos anteriores, mas tivemos ocasiões para chegar ao intervalo com o jogo ganho. O Luisão teve inúmeras oportunidades para criar desequilíbrios no ataque, já que progredia com a bola e não tinha ninguém para marcar, mas incompreensivelmente chegava ao meio-campo e passava-a a um colega. Com o Karyaka, Karagounis e Paulo Jorge no banco, adivinhavam-se alterações para a segunda parte, até porque o Petit continuava a exibir o seu abaixamento de forma e o Katsouranis, por muito que tente, não é tão incisivo no ataque como qualquer daqueles três jogadores.
No entanto, ao contrário do esperado até porque o Karyaka esteve a aquecer ao intervalo, voltámos com a mesma equipa para o segundo tempo. E, a posteriori, pode dizer-se que ainda bem! Numa daquelas situações que tornam o futebol um desporto imprevisível e que nos apaixona a todos, foram os dois trincos a marcar dois golos em três minutos (52’ e 55’) que dissiparam as dúvidas sobre quem ia vencer a partida. O primeiro golo, marcado pelo Katsouranis de cabeça, resultou da quarta (!) assistência do Nélson em três jogos, e o segundo foi na sequência de um dos nossos inúmeros carrosséis atacantes que permitiu ao Petit entrar na área e rematar cruzado para o lado contrário do guarda-redes. Foi o jogador que deveria ter saído ao intervalo (parece que esteve em dúvida para o jogo por inferioridade física) a marcar o golo que nos deu a tranquilidade. Assim pôde sair calmamente cinco minutos depois (entrou o Karagounis) e receber uma enorme ovação do público. A partir daqui, com o jogo ganho e vindo de um desafio europeu, poder-se-ia pensar que tínhamos fechado a loja. Nada mais errado! Continuámos, ainda com mais veemência, a ser um autêntico rolo-compressor, que esmagou completamente o Beira-Mar e o empurrou para a sua baliza. Da forma como corríamos, parecia que o resultado ainda era 0-0! Foi isto que mais gostei no jogo. As oportunidades sucederam-se (o Miccoli rematou seis vezes e o Nuno Gomes quatro), mas acabou por ser um jogador dos aveirenses a marcar o terceiro golo aos 75’. Foi na sequência de um canto depois de uma finta incrível do Miccoli junto à linha lateral (rodopiou sobre si próprio com a bola colada ao pé e o defesa ainda agora deve estar para saber o que aconteceu), em que a bola é colocada no Luisão que, isolado na área e descaído sobre a direita, fez um passe para o meio e o defesa antecipou-se ao italiano. Esperava-se mais golos até final, mas a pontaria não se manteve afinada (o Karyaka desta vez ficou em branco… :-).
A equipa esteve toda bem, tanto a defender como a atacar. O Beira-Mar só criou dois lances de verdadeiro perigo: num contra-ataque no final da primeira parte e num livre já com 2-0, em que o Quim fez uma grande defesa. Julgo que tivemos muito mérito nisto, já que não os deixávamos respirar quando tinham a bola. Mesmo assim a nível individual destacaram-se o Simão (cada vez mais à vontade no seu papel de “10” que deambula sobre toda a frente de ataque), os dois avançados (que mesmo não tendo marcado golos apesar dos imensos remates, foram muito importantes nos espaços que criaram para os médios) e o Nélson (que continua na sua senda de assistente). O Nuno Assis fez uma primeira parte fraca, mas na segunda esteve muito bem e revela um pulmão impressionante (corria sempre atrás dos aveirenses mesmo com 3-0). O Katsouranis lá facturou mais um e é dos melhores marcadores do Benfica. Os centrais tiveram regulares e o Miguelito libertou-se mais na segunda parte. Confirma-se como um bom substituto do Léo. Os substitutos (Karagounis, Karyaka e Mantorras) inseriram-se bem na dinâmica da equipa, mas o angolano falhou um golo feito já em tempo de descontos.
O campeonato vai parar outra vez por causa da selecção (que seca!), mas na próxima jornada vamos a Braga. É uma deslocação muito complicada, mas se mantivermos este nível de jogo será muito difícil não sermos bem sucedidos. As primeiras partidas da época assustaram qualquer benfiquista que se preze e vamos ver se este nível exibicional, e de resultados, é para continuar, mas há que fazer justiça ao Fernando Santos. Não se trata de passar de besta a bestial, mas há quanto tempo não manifestávamos nós o killer instinct que faz com que se procure sempre marcar mais golos mesmo com o resultado favorável? Qualquer semelhança com o tempo do Trapattoni em que marcávamos um golito e depois era tudo a defender para não sofrer nenhum é pura coincidência (conte-se os jogos em que ganhámos por mais de um golo de diferença). Claro que este plantel é infinitamente superior ao de há dois anos, mas acho que nesta atitude se nota o dedo do actual treinador. O futebol está a ser mais agradável agora, mas esperemos é que o resultado final seja semelhante…
P.S. - Um dos momentos do jogo foi o segundo amarelo ao Buba. Foi a primeira vez que vi o estádio da Luz a bater palmas e gritar o nome de um jogador adversário. Não só marca três golos aos lagartos, como ainda se faz expulsar contra nós! Para o ano deve estar contratado… :-)
P.S. 2 – Para além de ter sido a primeira vitória frente ao Beira-Mar para o campeonato na Nova Catedral, este jogo também me permitiu conhecer pessoalmente mais uma grande benfiquista. Igualmente por isso fica na história.
Com a lesão do Léo, a entrada do Miguelito foi a única alteração na equipa que defrontou o Celtic. Desde o início percebeu-se que o Beira-Mar vinha à Luz jogar para o 0-0. Foram inoperantes durante os 90’ e a prova disso é a nossa posse de bola ter chegado aos 70% (!) na primeira parte, e 65% na segunda. Com o autocarro estacionado em frente à baliza, pareceu-me inútil jogar todo o primeiro tempo com quatro defesas e dois trincos (se bem que o Katsouranis fizesse a posição de interior-direito do losango, eu sei). Não entrámos tão rápido como nos jogos anteriores, mas tivemos ocasiões para chegar ao intervalo com o jogo ganho. O Luisão teve inúmeras oportunidades para criar desequilíbrios no ataque, já que progredia com a bola e não tinha ninguém para marcar, mas incompreensivelmente chegava ao meio-campo e passava-a a um colega. Com o Karyaka, Karagounis e Paulo Jorge no banco, adivinhavam-se alterações para a segunda parte, até porque o Petit continuava a exibir o seu abaixamento de forma e o Katsouranis, por muito que tente, não é tão incisivo no ataque como qualquer daqueles três jogadores.
No entanto, ao contrário do esperado até porque o Karyaka esteve a aquecer ao intervalo, voltámos com a mesma equipa para o segundo tempo. E, a posteriori, pode dizer-se que ainda bem! Numa daquelas situações que tornam o futebol um desporto imprevisível e que nos apaixona a todos, foram os dois trincos a marcar dois golos em três minutos (52’ e 55’) que dissiparam as dúvidas sobre quem ia vencer a partida. O primeiro golo, marcado pelo Katsouranis de cabeça, resultou da quarta (!) assistência do Nélson em três jogos, e o segundo foi na sequência de um dos nossos inúmeros carrosséis atacantes que permitiu ao Petit entrar na área e rematar cruzado para o lado contrário do guarda-redes. Foi o jogador que deveria ter saído ao intervalo (parece que esteve em dúvida para o jogo por inferioridade física) a marcar o golo que nos deu a tranquilidade. Assim pôde sair calmamente cinco minutos depois (entrou o Karagounis) e receber uma enorme ovação do público. A partir daqui, com o jogo ganho e vindo de um desafio europeu, poder-se-ia pensar que tínhamos fechado a loja. Nada mais errado! Continuámos, ainda com mais veemência, a ser um autêntico rolo-compressor, que esmagou completamente o Beira-Mar e o empurrou para a sua baliza. Da forma como corríamos, parecia que o resultado ainda era 0-0! Foi isto que mais gostei no jogo. As oportunidades sucederam-se (o Miccoli rematou seis vezes e o Nuno Gomes quatro), mas acabou por ser um jogador dos aveirenses a marcar o terceiro golo aos 75’. Foi na sequência de um canto depois de uma finta incrível do Miccoli junto à linha lateral (rodopiou sobre si próprio com a bola colada ao pé e o defesa ainda agora deve estar para saber o que aconteceu), em que a bola é colocada no Luisão que, isolado na área e descaído sobre a direita, fez um passe para o meio e o defesa antecipou-se ao italiano. Esperava-se mais golos até final, mas a pontaria não se manteve afinada (o Karyaka desta vez ficou em branco… :-).
A equipa esteve toda bem, tanto a defender como a atacar. O Beira-Mar só criou dois lances de verdadeiro perigo: num contra-ataque no final da primeira parte e num livre já com 2-0, em que o Quim fez uma grande defesa. Julgo que tivemos muito mérito nisto, já que não os deixávamos respirar quando tinham a bola. Mesmo assim a nível individual destacaram-se o Simão (cada vez mais à vontade no seu papel de “10” que deambula sobre toda a frente de ataque), os dois avançados (que mesmo não tendo marcado golos apesar dos imensos remates, foram muito importantes nos espaços que criaram para os médios) e o Nélson (que continua na sua senda de assistente). O Nuno Assis fez uma primeira parte fraca, mas na segunda esteve muito bem e revela um pulmão impressionante (corria sempre atrás dos aveirenses mesmo com 3-0). O Katsouranis lá facturou mais um e é dos melhores marcadores do Benfica. Os centrais tiveram regulares e o Miguelito libertou-se mais na segunda parte. Confirma-se como um bom substituto do Léo. Os substitutos (Karagounis, Karyaka e Mantorras) inseriram-se bem na dinâmica da equipa, mas o angolano falhou um golo feito já em tempo de descontos.
O campeonato vai parar outra vez por causa da selecção (que seca!), mas na próxima jornada vamos a Braga. É uma deslocação muito complicada, mas se mantivermos este nível de jogo será muito difícil não sermos bem sucedidos. As primeiras partidas da época assustaram qualquer benfiquista que se preze e vamos ver se este nível exibicional, e de resultados, é para continuar, mas há que fazer justiça ao Fernando Santos. Não se trata de passar de besta a bestial, mas há quanto tempo não manifestávamos nós o killer instinct que faz com que se procure sempre marcar mais golos mesmo com o resultado favorável? Qualquer semelhança com o tempo do Trapattoni em que marcávamos um golito e depois era tudo a defender para não sofrer nenhum é pura coincidência (conte-se os jogos em que ganhámos por mais de um golo de diferença). Claro que este plantel é infinitamente superior ao de há dois anos, mas acho que nesta atitude se nota o dedo do actual treinador. O futebol está a ser mais agradável agora, mas esperemos é que o resultado final seja semelhante…
P.S. - Um dos momentos do jogo foi o segundo amarelo ao Buba. Foi a primeira vez que vi o estádio da Luz a bater palmas e gritar o nome de um jogador adversário. Não só marca três golos aos lagartos, como ainda se faz expulsar contra nós! Para o ano deve estar contratado… :-)
P.S. 2 – Para além de ter sido a primeira vitória frente ao Beira-Mar para o campeonato na Nova Catedral, este jogo também me permitiu conhecer pessoalmente mais uma grande benfiquista. Igualmente por isso fica na história.
quinta-feira, novembro 02, 2006
Caldwell
Este defesa do Celtic deu-nos hoje uma grande ajuda na nossa (indiscutível) vitória por 3-0. Um autogolo e uma assistência para o Nuno Gomes deram-nos uma vantagem preciosa logo aos 21’. Tivemos hoje a sorte que nos tem faltado durante a época, nomeadamente no jogo de sábado passado e no frente ao Paços de Ferreira.
Estava confiante para esta partida, porque demonstrámos na Escócia que somos melhores que o Celtic, apesar daquela derrota por 0-3. No entanto, a nossa primeira parte foi apenas razoável, já que tirando um remate do Katsouranis e outro do Miccoli não criámos mais perigo. Os dois golos resultam de erros do adversário e é verdade que adquirimos a vantagem um pouco sem saber como. Por outro lado, em termos defensivos não estivemos bem, porque deixámos o Celtic manobrar à vontade no meio-campo e não conseguíamos manter a posse da bola por muito tempo. É certo que o Celtic não criou perigo iminente, mas eu esperava que depois do 2-0 conseguíssemos fazer jogadas de contra-ataque, aproveitando o facto de os escoceses terem que arriscar mais. Infelizmente, isso não aconteceu e não compreendi o nosso abaixamento de ritmo, porque era imperativo ganharmos pelo menos por 3-0, para anular a vantagem do Celtic no confronto directo.
No entanto, na segunda parte melhorámos bastante. O Celtic deixou de conseguir circular a bola com à vontade no nosso meio-campo e só teve uma verdadeira oportunidade de golo, com o Quim a safar sobre a linha. A partir daqui, conseguimos que o jogo se desenrolasse primordialmente no meio-campo deles. A nossa circulação de bola melhorou bastante e começámos a criar várias situações de remate, que infelizmente nem sempre eram conseguidas. Até que a 15’ do fim, o Karyaka, que tinha entrado para o lugar do (apagado) Miccoli, fez o 3-0 na sequência da melhor jogada do desafio, muito semelhante à que nos deu o segundo golo frente ao clube regional. Bola a circular por quatro jogadores em tabelas, desmarcação para a direita, centro do Nélson para a entrada da área e remate rasteiro e indefensável do russo. Estava anulada a vantagem do Celtic no confronto directo o que pode ser bastante importante nas contas finais do grupo. Até final o Nuno Gomes ainda poderia ter feito o 4-0, mas o guarda-redes defendeu com o pé e mesmo no fim o Quim conseguiu atirar para canto um livre perigoso à entrada da área.
Individualmente gostei bastante do Nuno Assis (que ERRO não ter jogado de início frente ao clube regional), que imprimiu imenso ritmo ao nosso jogo além de ter ajudado a defender, o que não era habitual nele antes desta época. O Nélson foi decisivo já que fez os centros para o primeiro e terceiro golos. Espero que a invenção Alcides-na-direita tenha acabado de vez. O Simão esteve igualmente muito bem, apesar de não ter tido participação directa nos golos. O Nuno Gomes voltou finalmente a marcar para a Liga dos Campeões o que já não acontecia há oito anos e continua excelente nas tabelinhas. A defesa acabou por ficar a zeros, mas não gostei do Luisão especialmente na primeira parte. Fez uma série de cortes muito maus (para trás ou para a entrada da área) e não revelou a segurança habitual, apesar de ter melhorado no segundo tempo. O Quim também não esteve feliz principalmente nos cruzamentos, já que socou bastantes bolas para a frente. O Petit foi outro que não fez um grande jogo. Os passes em profundidade não lhe saíram bem e na primeira parte esteve um pouco perdido em campo. O Katsouranis esteve melhor que ele e tem a vantagem de se integrar no ataque. O Miccoli também não esteve nos seus dias (terá sido da gripe?). Quantos aos substitutos, o destaque vai obviamente para o Karyaka, que voltou a marcar. O seu tempo total de utilização não deve chegar a 45’ e já tem dois golos! É um caso estranho, este russo. Nunca achei que fosse mau jogador, mas revelava-se muito fraco psicologicamente. Parecia que não conseguia superar os problemas que teve ainda com o Koeman no ano passado, mas espero que estes dois golos lhe dêem alento para se tornar de vez um jogador a ter em conta no plantel.
A vitória do Copenhaga frente ao Man United baralhou um pouco as contas. Apesar disto, não me venham com histórias, o nosso empate na Dinamarca e, principalmente, a forma como jogámos foi um ERRO. Quem marcou o golo foi o Allbäck, o tal ponta-de-lança da selecção sueca que não tinha jogado contra nós. Perdemos uma óptima ocasião para ter os três pontos e não é por eles terem ganho aos ingleses que eu vou mudar de ideias. Não obstante isto, esta vitória pode-nos ser favorável, porque assim o Man United, como não está ainda qualificado, não vai jogar em Glasgow com a equipa B. E se o Celtic não ganhar ao Man United e nós ganharmos (como se espera) ao Copenhaga passamos para o segundo lugar no grupo. E na última jornada, só teremos que fazer em Old Trafford o mesmo resultado dos escoceses na Dinamarca. Com a vantagem de o Copenhaga ainda ter hipóteses para o terceiro lugar se ganhar esse jogo. Por outro lado, se não ganharmos ao Copenhaga arriscamo-nos a nem ir à Taça Uefa, o que seria uma frustração enorme. Mas estou confiante que iremos continuar nas competições europeias.
P.S. - Estes adeptos escoceses são fantásticos! Para além da bonita homenagem que fizeram ao Fehér antes do jogo, mesmo com 0-3 continuavam a cantar e a apoiar a equipa. Gostava muito que houvesse essa mentalidade cá, onde mesmo nos jogos em que estamos a ganhar de vez em quando ouvem-se assobios. Eu sabia que não estava errado quando apoiei o Celtic numa final da Taça Uefa há três anos...
Estava confiante para esta partida, porque demonstrámos na Escócia que somos melhores que o Celtic, apesar daquela derrota por 0-3. No entanto, a nossa primeira parte foi apenas razoável, já que tirando um remate do Katsouranis e outro do Miccoli não criámos mais perigo. Os dois golos resultam de erros do adversário e é verdade que adquirimos a vantagem um pouco sem saber como. Por outro lado, em termos defensivos não estivemos bem, porque deixámos o Celtic manobrar à vontade no meio-campo e não conseguíamos manter a posse da bola por muito tempo. É certo que o Celtic não criou perigo iminente, mas eu esperava que depois do 2-0 conseguíssemos fazer jogadas de contra-ataque, aproveitando o facto de os escoceses terem que arriscar mais. Infelizmente, isso não aconteceu e não compreendi o nosso abaixamento de ritmo, porque era imperativo ganharmos pelo menos por 3-0, para anular a vantagem do Celtic no confronto directo.
No entanto, na segunda parte melhorámos bastante. O Celtic deixou de conseguir circular a bola com à vontade no nosso meio-campo e só teve uma verdadeira oportunidade de golo, com o Quim a safar sobre a linha. A partir daqui, conseguimos que o jogo se desenrolasse primordialmente no meio-campo deles. A nossa circulação de bola melhorou bastante e começámos a criar várias situações de remate, que infelizmente nem sempre eram conseguidas. Até que a 15’ do fim, o Karyaka, que tinha entrado para o lugar do (apagado) Miccoli, fez o 3-0 na sequência da melhor jogada do desafio, muito semelhante à que nos deu o segundo golo frente ao clube regional. Bola a circular por quatro jogadores em tabelas, desmarcação para a direita, centro do Nélson para a entrada da área e remate rasteiro e indefensável do russo. Estava anulada a vantagem do Celtic no confronto directo o que pode ser bastante importante nas contas finais do grupo. Até final o Nuno Gomes ainda poderia ter feito o 4-0, mas o guarda-redes defendeu com o pé e mesmo no fim o Quim conseguiu atirar para canto um livre perigoso à entrada da área.
Individualmente gostei bastante do Nuno Assis (que ERRO não ter jogado de início frente ao clube regional), que imprimiu imenso ritmo ao nosso jogo além de ter ajudado a defender, o que não era habitual nele antes desta época. O Nélson foi decisivo já que fez os centros para o primeiro e terceiro golos. Espero que a invenção Alcides-na-direita tenha acabado de vez. O Simão esteve igualmente muito bem, apesar de não ter tido participação directa nos golos. O Nuno Gomes voltou finalmente a marcar para a Liga dos Campeões o que já não acontecia há oito anos e continua excelente nas tabelinhas. A defesa acabou por ficar a zeros, mas não gostei do Luisão especialmente na primeira parte. Fez uma série de cortes muito maus (para trás ou para a entrada da área) e não revelou a segurança habitual, apesar de ter melhorado no segundo tempo. O Quim também não esteve feliz principalmente nos cruzamentos, já que socou bastantes bolas para a frente. O Petit foi outro que não fez um grande jogo. Os passes em profundidade não lhe saíram bem e na primeira parte esteve um pouco perdido em campo. O Katsouranis esteve melhor que ele e tem a vantagem de se integrar no ataque. O Miccoli também não esteve nos seus dias (terá sido da gripe?). Quantos aos substitutos, o destaque vai obviamente para o Karyaka, que voltou a marcar. O seu tempo total de utilização não deve chegar a 45’ e já tem dois golos! É um caso estranho, este russo. Nunca achei que fosse mau jogador, mas revelava-se muito fraco psicologicamente. Parecia que não conseguia superar os problemas que teve ainda com o Koeman no ano passado, mas espero que estes dois golos lhe dêem alento para se tornar de vez um jogador a ter em conta no plantel.
A vitória do Copenhaga frente ao Man United baralhou um pouco as contas. Apesar disto, não me venham com histórias, o nosso empate na Dinamarca e, principalmente, a forma como jogámos foi um ERRO. Quem marcou o golo foi o Allbäck, o tal ponta-de-lança da selecção sueca que não tinha jogado contra nós. Perdemos uma óptima ocasião para ter os três pontos e não é por eles terem ganho aos ingleses que eu vou mudar de ideias. Não obstante isto, esta vitória pode-nos ser favorável, porque assim o Man United, como não está ainda qualificado, não vai jogar em Glasgow com a equipa B. E se o Celtic não ganhar ao Man United e nós ganharmos (como se espera) ao Copenhaga passamos para o segundo lugar no grupo. E na última jornada, só teremos que fazer em Old Trafford o mesmo resultado dos escoceses na Dinamarca. Com a vantagem de o Copenhaga ainda ter hipóteses para o terceiro lugar se ganhar esse jogo. Por outro lado, se não ganharmos ao Copenhaga arriscamo-nos a nem ir à Taça Uefa, o que seria uma frustração enorme. Mas estou confiante que iremos continuar nas competições europeias.
P.S. - Estes adeptos escoceses são fantásticos! Para além da bonita homenagem que fizeram ao Fehér antes do jogo, mesmo com 0-3 continuavam a cantar e a apoiar a equipa. Gostava muito que houvesse essa mentalidade cá, onde mesmo nos jogos em que estamos a ganhar de vez em quando ouvem-se assobios. Eu sabia que não estava errado quando apoiei o Celtic numa final da Taça Uefa há três anos...
segunda-feira, outubro 30, 2006
Nojento
Por absurdo imaginemos os seguintes factos:
1) O Hitler ressuscitava e criticava o genocídio que houve no Ruanda nos anos 90; a Al Qaeda vinha repudiar o atentado que houve contra as crianças da escola na Tchechénia em 2004; os responsáveis pela Inquisição voltavam a este mundo e verberavam contra os países onde a pena de morte é aplicada. Que moral havia para tudo isto? Pensariam eles que o resto do mundo tem a memória curta ou que somos todos atrasados mentais?
2) Há um filme do John Waters, chamado Pink Flamingos, em que uma personagem come fezes de cão na cena final. Ora, o interessante disto é que as fezes eram verdadeiras (!), como podem confirmar aqui. Estaremos de acordo se pensarmos que isto alarga as fronteiras do que consideramos nojento.
O que é que estes preâmbulos têm a ver com o clube regional, perguntarão vocês?
Como existe tal clube, as fronteiras do que é nojento são ilimitadas e estão sempre a ser superadas. Esse clube emitiu um comunicado no seu site (que, por razões óbvias de higiene, me dispenso de linkar) em que declara ter havido premeditação por parte do Benfica na lesão do Anderson. Ou seja, o clube do mundo com mais historial no campo das entradas assassinas perante os adversários vem criticar o Benfica por um jogador seu ter tido o azar de ter partido a perna depois de uma entrada PERFEITAMENTE NORMAL do Katsouranis, que tenta (e consegue) jogar a bola. Muito diferente desta e destas entradas, em que bola nem vê-la... Há gente sem nenhuma vergonha na cara!
Questão prévia: lamento a lesão do Anderson até porque está há pouco tempo no clube regional, ainda não adquiriu a sua cultura, é um excelente jogador e portanto faz falta ao futebol. Consequentemente muito diferente de espécimes como o André, Paulinho Santos, Jorge Costa entre outros que foi pena não terem acabado as respectivas carreiras mais cedo, tal o nível de assassinatos que praticavam em campo. O Anderson esteve lesionado durante quase duas semanas e não sei até que ponto estava disponível para jogar, mas mesmo partindo do princípio que estava, como é que é possível dizerem que foi lesionado de propósito?! Eu sei que moral, ética e valores de fair-play e desportivismo estão há muito arredados de quem representa aquele clube, mas tentarem fazer-nos passar por parvos é que não! Basta só ver as imagens da televisão. O Katsouranis só olha para a bola e faz um carrinho de lado para a tentar cortar. Infelizmente para o Anderson a sua perna direita ficou por baixo da coxa esquerda do Katsouranis, que faz um movimento regular e consegue tocar na bola com o pé direito, atirando-a para fora. Ver aqui uma agressão semelhante a uma entrada por trás sem bola é sintoma de uma mente bastante retorcida. Apanágio, afinal, de quem é daquele clube...
Por outro lado, reparemos no absurdo da questão: se o Benfica tivesse planeado lesionar o Anderson porquê fazê-lo à meia-hora de jogo e com o resultado já em 0-2?! Não seria mais lógico fazê-lo logo no início, quando se poderia minorar os estragos? Eles não só acham que nós seríamos capazes de tal acto hediondo, como ainda por cima pensam que temos o Q.I. tão baixo quanto o deles para o cometer quando o jogo já estivesse decidido...! Ah, e ele ainda voltou ao jogo e esteve a festejar aos pulos no fim, algo muito saudável para alguém que tinha uma perna partida... Quem é que nos garante que aquilo não era uma fissura e que foi por causa desse esforço de ter voltado ao jogo e estado aos pulos no fim que se tornou uma fractura?
Para quem se advoga agora de grande moral para fazer estas acusações, gostaria apenas de relembrar duas situações (há muitas mais, mas um post com quatro páginas seria extremamente maçudo...), até porque pode haver pessoas com a memória curta que venham dizer que nunca um jogador de tal clube lesionou gravemente um adversário:
1) De que clube era o assassino, perdão, jogador que, com o jogo PARADO e de uma maneira vil e cobarde, deu uma cotovelada que partiu o maxilar do capitão da equipa adversária (em jogo da época 97/98), remetendo-o ao estaleiro durante um mês e, não contente com isso, ainda andou dois dias a negar tal agressão até que (finalmente) surgiram as imagens televisivas que a mostraram?
2) De que clube era o jogador que provocou a única lesão grave da carreira do Figo, num jogo da Liga dos Campeões em 2002, cuja recuperação nunca se deu completamente e que o fez jogar o Mundial desse ano em inferioridade física, com os resultados que se conheceram para a selecção nacional?
Façam um favor à Humanidade: afoguem-se todos numa ETAR!
1) O Hitler ressuscitava e criticava o genocídio que houve no Ruanda nos anos 90; a Al Qaeda vinha repudiar o atentado que houve contra as crianças da escola na Tchechénia em 2004; os responsáveis pela Inquisição voltavam a este mundo e verberavam contra os países onde a pena de morte é aplicada. Que moral havia para tudo isto? Pensariam eles que o resto do mundo tem a memória curta ou que somos todos atrasados mentais?
2) Há um filme do John Waters, chamado Pink Flamingos, em que uma personagem come fezes de cão na cena final. Ora, o interessante disto é que as fezes eram verdadeiras (!), como podem confirmar aqui. Estaremos de acordo se pensarmos que isto alarga as fronteiras do que consideramos nojento.
O que é que estes preâmbulos têm a ver com o clube regional, perguntarão vocês?
Como existe tal clube, as fronteiras do que é nojento são ilimitadas e estão sempre a ser superadas. Esse clube emitiu um comunicado no seu site (que, por razões óbvias de higiene, me dispenso de linkar) em que declara ter havido premeditação por parte do Benfica na lesão do Anderson. Ou seja, o clube do mundo com mais historial no campo das entradas assassinas perante os adversários vem criticar o Benfica por um jogador seu ter tido o azar de ter partido a perna depois de uma entrada PERFEITAMENTE NORMAL do Katsouranis, que tenta (e consegue) jogar a bola. Muito diferente desta e destas entradas, em que bola nem vê-la... Há gente sem nenhuma vergonha na cara!
Questão prévia: lamento a lesão do Anderson até porque está há pouco tempo no clube regional, ainda não adquiriu a sua cultura, é um excelente jogador e portanto faz falta ao futebol. Consequentemente muito diferente de espécimes como o André, Paulinho Santos, Jorge Costa entre outros que foi pena não terem acabado as respectivas carreiras mais cedo, tal o nível de assassinatos que praticavam em campo. O Anderson esteve lesionado durante quase duas semanas e não sei até que ponto estava disponível para jogar, mas mesmo partindo do princípio que estava, como é que é possível dizerem que foi lesionado de propósito?! Eu sei que moral, ética e valores de fair-play e desportivismo estão há muito arredados de quem representa aquele clube, mas tentarem fazer-nos passar por parvos é que não! Basta só ver as imagens da televisão. O Katsouranis só olha para a bola e faz um carrinho de lado para a tentar cortar. Infelizmente para o Anderson a sua perna direita ficou por baixo da coxa esquerda do Katsouranis, que faz um movimento regular e consegue tocar na bola com o pé direito, atirando-a para fora. Ver aqui uma agressão semelhante a uma entrada por trás sem bola é sintoma de uma mente bastante retorcida. Apanágio, afinal, de quem é daquele clube...
Por outro lado, reparemos no absurdo da questão: se o Benfica tivesse planeado lesionar o Anderson porquê fazê-lo à meia-hora de jogo e com o resultado já em 0-2?! Não seria mais lógico fazê-lo logo no início, quando se poderia minorar os estragos? Eles não só acham que nós seríamos capazes de tal acto hediondo, como ainda por cima pensam que temos o Q.I. tão baixo quanto o deles para o cometer quando o jogo já estivesse decidido...! Ah, e ele ainda voltou ao jogo e esteve a festejar aos pulos no fim, algo muito saudável para alguém que tinha uma perna partida... Quem é que nos garante que aquilo não era uma fissura e que foi por causa desse esforço de ter voltado ao jogo e estado aos pulos no fim que se tornou uma fractura?
Para quem se advoga agora de grande moral para fazer estas acusações, gostaria apenas de relembrar duas situações (há muitas mais, mas um post com quatro páginas seria extremamente maçudo...), até porque pode haver pessoas com a memória curta que venham dizer que nunca um jogador de tal clube lesionou gravemente um adversário:
1) De que clube era o assassino, perdão, jogador que, com o jogo PARADO e de uma maneira vil e cobarde, deu uma cotovelada que partiu o maxilar do capitão da equipa adversária (em jogo da época 97/98), remetendo-o ao estaleiro durante um mês e, não contente com isso, ainda andou dois dias a negar tal agressão até que (finalmente) surgiram as imagens televisivas que a mostraram?
2) De que clube era o jogador que provocou a única lesão grave da carreira do Figo, num jogo da Liga dos Campeões em 2002, cuja recuperação nunca se deu completamente e que o fez jogar o Mundial desse ano em inferioridade física, com os resultados que se conheceram para a selecção nacional?
Façam um favor à Humanidade: afoguem-se todos numa ETAR!
domingo, outubro 29, 2006
Inglório
Como eu previa saímos derrotados da casa do clube regional (2-3), só que nunca imaginei que fosse desta forma. É a segunda vez que temos um resultado negativo sofrendo um golo aos 91’. E este foi na sequência de um lançamento da linha lateral! Perfeitamente inacreditável, especialmente depois da bela recuperação que fizemos.
Ao contrário do que tem sido habitual, começámos pessimamente o jogo e aos 20’ já perdíamos por 0-2. Nesta altura cheguei a temer que a minha previsão de 0-3 falharia por defeito. Não conseguíamos ligar uma jogada, a bola não chegava aos jogadores da frente, os espaços no meio-campo eram mais que muitos e deixávamos os jogadores de clube regional rematar à vontade. O primeiro golo surgiu aos 12’, quando um remate do Postiga é desviado inadvertidamente pelo Lisandro e trai o Quim. Ficamos a saber que a sorte não só protege os audazes como também os corruptos. Oito minutos depois foi a vez do Quaresma tirar o Nélson do caminho e fazer o 0-2, mas há uma falta não assinalada sobre o Petit no início desta jogada... Só que o Anderson lesionou-se e teve que sair por volta da meia-hora e a partir daí conseguimos equilibrar as coisas. O clube regional atacava mais, mas nós poderíamos ter chegado ao intervalo empatados se o Helton não tivesse feito duas intervenções do outro mundo a remates do Kikin Fonseca e do Paulo Jorge. Ao intervalo, o resultado seria justo se houvesse só um golo de diferença.
Na segunda parte entrámos um pouco melhor (também pior do que na primeira era impossível) e o jogo ficou equilibrado, com o clube regional a jogar declaradamente em contra-ataque. Aos 53’ o Nuno Assis entrou para o lugar do Paulo Jorge e aí a balança começou a pender para o nosso lado. Já conseguíamos trocar a bola e chegar-nos à baliza adversária. Até que por volta dos 60’, e também já com o Mantorras em campo no lugar do Fonseca, marcámos o nosso primeiro golo através do Katsouranis. Foi na sequência de um canto muito bem marcado pelo Simão com o desvio do grego ao primeiro poste. Cerca de 10’ depois, o Mantorras teve uma excelente oportunidade após uma óptima simulação do Nuno Gomes, mas falhou o remate. Estávamos claramente em cima deles e sentia-se que o empate era possível. E assim aconteceu aos 81’ na melhor jogada da partida. Foi num contra-ataque nosso, com um bom passe do Mantorras a desmarcar o Nélson, que centrou rasteiro para o Nuno Gomes desviar do guarda-redes. Tínhamos feito o impensável e o jogo estava empatado. Mas no único ataque de jeito que o clube regional fez nos últimos dez minutos conseguiu um lançamento lateral. E aí alguém se esqueceu do Bruno Moraes que marcou de cabeça, já dentro da pequena-área, o (injustíssimo) golo da vitória aos 91’. É incrível como a desconcentração faz perder pontos desta maneira!
Em termos individuais há que destacar o Simão que mesmo durante a nossa péssima meia-hora inicial era o único jogador que tentava empurrar a equipa para a frente. Também gostei bastante do Ricardo Rocha que esteve praticamente intransponível. O Quim fez um par de boas defesas e não teve culpa nenhuma nos golos. O Nélson viu-se um pouco aflito na primeira parte, mas depois subiu de rendimento e fez a sua segunda assistência da época para o Nuno Gomes. O Luisão e o Léo estiveram regulares, com o esquerdino a combinar muito bem com o Simão. No meio-campo, o Petit esteve muito mal. Durante toda a primeira parte raramente acertou um passe e nunca foi tampão suficiente aos ataques do clube regional. O Katsouranis também pareceu perdido durante boa parte do jogo, mas marcou um excelente golo de cabeça (tivesse ele feito isto em Glasgow…). O Paulo Jorge foi a surpresa na equipa titular dado que vinha de uma lesão com duas semanas e não esteve ao nível que já vimos. Mesmo assim participou directamente nas duas oportunidades que tivemos na primeira parte com a assistência numa delas e o remate na outra. O Fonseca foi muito esforçado e teve o tal remate que poderia ter entrado. O Nuno Gomes estava a ser um dos jogadores que mais estava a passar despercebido até marcar o golo do empate. Típico dos grandes jogadores e com isto já tem três golitos no campeonato. O Nuno Assis deveria ter sido titular, já que a sua entrada revolucionou a equipa e mesmo o Mantorras entrou bem na partida.
A sorte não quis nada connosco (o primeiro golo deles foi à tabela e o terceiro caiu literalmente do céu), mas considero que nós cometemos um grande erro depois de chegarmos ao empate. Em vez de os pressionarmos um pouco mais para chegar à vitória, já que se percebeu perfeitamente que o clube regional estava em baixo em termos anímicos, começámos a tentar fazer o “controlo” do jogo. Quando ganhávamos a bola não éramos tão rápidos a partir para o ataque, o Nuno Gomes estranhamente começou a posicionar-se no lado esquerdo em vez de estar na área e demonstrámos que o empate nos servia. Mesmo assim não deixámos o clube regional criar perigo nenhum, mas acabámos por sair derrotados quando poderíamos ter ganho. A falta de audácia paga-se caro. Por outro lado, não percebi a constituição inicial da equipa. O Nuno Assis, que tem sido um dos nossos melhores jogadores, foi para o banco, preferindo o Fernando Santos colocar em campo o Paulo Jorge que já não jogava há duas semanas. Viu-se bem a diferença quando o Nuno Assis entrou em campo… Um aspecto preocupante e que tem que ser revisto rapidamente é que aquele meio-campo, quando é submetido a alguma pressão, treme por todos os lados e é inconcebível que estejamos a perder por 0-2 aos 20’.
Estou imensamente frustrado com esta derrota, porque ficou a sensação que a vitória estava ao nosso alcance. Em termos globais não jogámos mal, mas cometemos erros incríveis. Estamos indiscutivelmente a jogar melhor que há uns tempos atrás, mas continuamos com o péssimo hábito de sofrer três golos. Espero que na próxima 4ª feira possamos dar a volta obtendo uma vitória frente ao Celtic, porque, apesar de eu já não acreditar no apuramento, sempre são 600 mil euros que entram para a nossa conta.
P.S. – É a primeira vez que me lembro de sairmos da casa do clube regional sem ter visto cartões amarelos. Quer isto dizer que o Sr. Lucílio Baptista esteve bem? Pelo menos, não esteve mal e eu estava à espera de sermos bastante mais prejudicados. Claro que os dois golos aos 20’ ajudaram o árbitro a não ter que ficar nervoso…
P.S. 2 - Qual foi a ideia de termos jogado com os calções pretos?! Achavam que iamos dar 4-0 como em Leiria?! Não percebo estas fezadas num clube profissional...
Ao contrário do que tem sido habitual, começámos pessimamente o jogo e aos 20’ já perdíamos por 0-2. Nesta altura cheguei a temer que a minha previsão de 0-3 falharia por defeito. Não conseguíamos ligar uma jogada, a bola não chegava aos jogadores da frente, os espaços no meio-campo eram mais que muitos e deixávamos os jogadores de clube regional rematar à vontade. O primeiro golo surgiu aos 12’, quando um remate do Postiga é desviado inadvertidamente pelo Lisandro e trai o Quim. Ficamos a saber que a sorte não só protege os audazes como também os corruptos. Oito minutos depois foi a vez do Quaresma tirar o Nélson do caminho e fazer o 0-2, mas há uma falta não assinalada sobre o Petit no início desta jogada... Só que o Anderson lesionou-se e teve que sair por volta da meia-hora e a partir daí conseguimos equilibrar as coisas. O clube regional atacava mais, mas nós poderíamos ter chegado ao intervalo empatados se o Helton não tivesse feito duas intervenções do outro mundo a remates do Kikin Fonseca e do Paulo Jorge. Ao intervalo, o resultado seria justo se houvesse só um golo de diferença.
Na segunda parte entrámos um pouco melhor (também pior do que na primeira era impossível) e o jogo ficou equilibrado, com o clube regional a jogar declaradamente em contra-ataque. Aos 53’ o Nuno Assis entrou para o lugar do Paulo Jorge e aí a balança começou a pender para o nosso lado. Já conseguíamos trocar a bola e chegar-nos à baliza adversária. Até que por volta dos 60’, e também já com o Mantorras em campo no lugar do Fonseca, marcámos o nosso primeiro golo através do Katsouranis. Foi na sequência de um canto muito bem marcado pelo Simão com o desvio do grego ao primeiro poste. Cerca de 10’ depois, o Mantorras teve uma excelente oportunidade após uma óptima simulação do Nuno Gomes, mas falhou o remate. Estávamos claramente em cima deles e sentia-se que o empate era possível. E assim aconteceu aos 81’ na melhor jogada da partida. Foi num contra-ataque nosso, com um bom passe do Mantorras a desmarcar o Nélson, que centrou rasteiro para o Nuno Gomes desviar do guarda-redes. Tínhamos feito o impensável e o jogo estava empatado. Mas no único ataque de jeito que o clube regional fez nos últimos dez minutos conseguiu um lançamento lateral. E aí alguém se esqueceu do Bruno Moraes que marcou de cabeça, já dentro da pequena-área, o (injustíssimo) golo da vitória aos 91’. É incrível como a desconcentração faz perder pontos desta maneira!
Em termos individuais há que destacar o Simão que mesmo durante a nossa péssima meia-hora inicial era o único jogador que tentava empurrar a equipa para a frente. Também gostei bastante do Ricardo Rocha que esteve praticamente intransponível. O Quim fez um par de boas defesas e não teve culpa nenhuma nos golos. O Nélson viu-se um pouco aflito na primeira parte, mas depois subiu de rendimento e fez a sua segunda assistência da época para o Nuno Gomes. O Luisão e o Léo estiveram regulares, com o esquerdino a combinar muito bem com o Simão. No meio-campo, o Petit esteve muito mal. Durante toda a primeira parte raramente acertou um passe e nunca foi tampão suficiente aos ataques do clube regional. O Katsouranis também pareceu perdido durante boa parte do jogo, mas marcou um excelente golo de cabeça (tivesse ele feito isto em Glasgow…). O Paulo Jorge foi a surpresa na equipa titular dado que vinha de uma lesão com duas semanas e não esteve ao nível que já vimos. Mesmo assim participou directamente nas duas oportunidades que tivemos na primeira parte com a assistência numa delas e o remate na outra. O Fonseca foi muito esforçado e teve o tal remate que poderia ter entrado. O Nuno Gomes estava a ser um dos jogadores que mais estava a passar despercebido até marcar o golo do empate. Típico dos grandes jogadores e com isto já tem três golitos no campeonato. O Nuno Assis deveria ter sido titular, já que a sua entrada revolucionou a equipa e mesmo o Mantorras entrou bem na partida.
A sorte não quis nada connosco (o primeiro golo deles foi à tabela e o terceiro caiu literalmente do céu), mas considero que nós cometemos um grande erro depois de chegarmos ao empate. Em vez de os pressionarmos um pouco mais para chegar à vitória, já que se percebeu perfeitamente que o clube regional estava em baixo em termos anímicos, começámos a tentar fazer o “controlo” do jogo. Quando ganhávamos a bola não éramos tão rápidos a partir para o ataque, o Nuno Gomes estranhamente começou a posicionar-se no lado esquerdo em vez de estar na área e demonstrámos que o empate nos servia. Mesmo assim não deixámos o clube regional criar perigo nenhum, mas acabámos por sair derrotados quando poderíamos ter ganho. A falta de audácia paga-se caro. Por outro lado, não percebi a constituição inicial da equipa. O Nuno Assis, que tem sido um dos nossos melhores jogadores, foi para o banco, preferindo o Fernando Santos colocar em campo o Paulo Jorge que já não jogava há duas semanas. Viu-se bem a diferença quando o Nuno Assis entrou em campo… Um aspecto preocupante e que tem que ser revisto rapidamente é que aquele meio-campo, quando é submetido a alguma pressão, treme por todos os lados e é inconcebível que estejamos a perder por 0-2 aos 20’.
Estou imensamente frustrado com esta derrota, porque ficou a sensação que a vitória estava ao nosso alcance. Em termos globais não jogámos mal, mas cometemos erros incríveis. Estamos indiscutivelmente a jogar melhor que há uns tempos atrás, mas continuamos com o péssimo hábito de sofrer três golos. Espero que na próxima 4ª feira possamos dar a volta obtendo uma vitória frente ao Celtic, porque, apesar de eu já não acreditar no apuramento, sempre são 600 mil euros que entram para a nossa conta.
P.S. – É a primeira vez que me lembro de sairmos da casa do clube regional sem ter visto cartões amarelos. Quer isto dizer que o Sr. Lucílio Baptista esteve bem? Pelo menos, não esteve mal e eu estava à espera de sermos bastante mais prejudicados. Claro que os dois golos aos 20’ ajudaram o árbitro a não ter que ficar nervoso…
P.S. 2 - Qual foi a ideia de termos jogado com os calções pretos?! Achavam que iamos dar 4-0 como em Leiria?! Não percebo estas fezadas num clube profissional...
quarta-feira, outubro 25, 2006
IV Jantar de Bloguiquistas
Ora cá está! Chegou a hora de a blogosfera benfiquista se voltar a reunir em mais um repasto comemorativo da nossa condição de sócios e adeptos do maior clube do mundo. Afinal, já passaram mais de seis meses desde o último convívio, pelo que o núcleo duro e totalista dos jantares (D’Arcy, Pedro F. Ferreira e eu próprio) decidiu que estava mais do que na hora de o voltar a repetir. O local e a hora são os do costume, a Catedral da Cerveja no Estádio da Luz às 20h, estando o repasto marcado para sábado, dia 11 de Novembro. Não vai haver jogos do campeonato nesse fim-de-semana, porque a selecção jogará na 4ª feira seguinte frente ao Cazaquistão, pelo que não há qualquer espécie de impedimento clubístico. Como também não é um fim-de-semana prolongado, não há razão para faltas! :-)
Como de costume, quem estiver interessado(a) em ir poderá enviar um email para naosemencioneoexcremento@hotmail.com.
Como de costume, quem estiver interessado(a) em ir poderá enviar um email para naosemencioneoexcremento@hotmail.com.
segunda-feira, outubro 23, 2006
De encomenda
Ganhámos 3-1 ao E. Amadora, mas esse não foi o facto mais saliente do jogo. O que sobressaiu foi a arbitragem MISERÁVEL desse sujeito que dá pelo nome de Carlos Xistra. Para quem não se recorde foi o mesmo que não viu um penalty do tamanho do mundo sobre o Léo a 10 minutos do fim do jogo frente à Naval em casa no ano passado, que empatámos 0-0. Hoje tivemos uma verdadeira arbitragem de encomenda, porque para a semana há um jogo importante num certo sítio que eu, por razões de higiene, me abstenho de referir e não convinha que o Benfica fosse jogar lá perto da máxima força. Portanto, vá de arranjar vários amarelos durante a partida até que o Miccoli (por acaso o nosso melhor marcador) foi o feliz contemplado com um segundo, o que o tira desse jogo. Infelizmente, parece que é preciso que qualquer dia aconteça uma tragédia e um árbitro destes não consiga sair inteiro de um estádio de futebol para que algo mude. Até lá está toda a gente a assobiar para o lado e andamos todos felizes a gastar dinheiro para ver algo que já está decidido à partida.
Se eu mandasse no Benfica, palavra de honra que para a semana aparecia com os juniores em campo ou então até nem ia. Perdíamos por falta de comparência e ficávamos a três pontos desse clube inominável. Nada que não desse para recuperar até final. Seria uma medida que daria imensa visibilidade à infame manutenção deste estado de coisas. É impossível disputar um campeonato desta maneira! A arbitragem de hoje mostrou que está tudo na mesma e raramente saí tão irritado de um jogo em que tivéssemos ganho. O festival de cartões amarelos aos nossos jogadores foi inacreditável. As amostragens ao Simão, Karyaka e Beto (todos com faltas perfeitamente inócuas) entraram para o anedotário nacional. O Miccoli leva um amarelo, porque o fiscal-de-linha só levanta a bandeirola (para assinalar um fora-de-jogo inexistente, registe-se) depois de ele ter tocado na bola, quando o italiano tinha olhado para o fiscal-de-linha antes de começar a correr atrás do esférico (o lance foi mesmo à minha frente). O apito do árbitro mal se ouviu, mas como o Miccoli continuou a jogada levou um amarelo. O segundo amarelo é ainda mais incrível. Ele é agarrado e derrubado, e no meio dos agarrões vira-se para trás para se libertar. NÃO toca no adversário e acaba na rua. Que conveniente não jogar para a semana…
Quanto ao jogo, considero que fizemos uma exibição bastante razoável. Entrámos bem na partida (para não variar), mas no primeiro ataque que o Estrela fez marcou um golo na sequência do canto aos 13’. Ao contrário do que tem sido habitual, não reagimos assim tão mal ao golo sofrido e, depois de o Simão ter falhado uma oportunidade de baliza aberta, por volta da meia-hora empatámos numa boa insistência do Katsouranis que assistiu o Miccoli, para este bem colocado na área empurrar para a baliza. Até ao intervalo continuámos a tentar, mas mais uma vez não tivemos engenho para acertar na baliza. Na segunda parte não entrámos tão bem, mas numa boa jogada do Nélson aos 54’ há uma jogador do Estrela que faz falta sobre ele dentro da área e o árbitro assinala o respectivo penalty. Esse jogador viu o segundo amarelo e foi expulso. O Simão atirou como habitualmente para o lado direito do guarda-redes, mas a colocação do remate tornou a bola indefensável. A 20’ do fim, o Fernando Santos coloca o Karyaka em campo e tira o Katsouranis, uma substituição arrojada apesar de estarmos a jogar frente a 10. Pouco depois há o tal lance do segundo amarelo ao Miccoli e a (justa) contestação ao árbitro não parou mais até final do jogo. Há um outro jogador do Estrela que vê também dois amarelos e a “batalha campal” saldou-se por 14 amarelos e três vermelhos! O Karyaka ainda teve tempo para falhar duas oportunidades de baliza aberta, antes de marcar o terceiro golo de cabeça depois de um excelente cruzamento do Léo. Será que este ano vai marcar golos também a outras equipas? Voltámos definitivamente ao famigerado losango, mas a constante rotação entre os jogadores da frente permite ocupar os espaços de uma maneira que não conseguíamos no início da época. A nossa vitória foi mais que justa e, com o empate no jogo entre o Anti-Benfica do Sul e o do Norte, ficámos a três pontos do primeiro lugar e com um jogo em atraso.
Individualmente é difícil destacar alguém, mas o Simão parece voltar à boa forma. Também gostei do Katsouranis, principalmente na primeira parte. Os dois avançados estiveram igualmente bem, embora o Nuno Gomes tenha perdido duas boas ocasiões para marcar. O Léo é outro que volta a estar ao nível que nos habituou. Mas mais uma vez sofremos um golo que tínhamos a obrigação de evitar. Desta feita foi o Petit que falhou a intercepção de cabeça. O Nélson, apesar de não estar ainda como no ano passado, TEM que ser titular. A diferença em relação ao Alcides é abismal!
Não obstante as nossas melhorias exibicionais, para a semana vamos jogar num certo sítio fétido de onde sairemos certamente derrotados e não acabaremos o jogo com 11. Alguém que apostar? Enquanto alguns seres continuarem a pulular impunemente no futebol nacional, isto não vai mudar. É triste viver num país que permite isto…
P.S. – Gostei das declarações do Fernando Santos sobre a premeditação do árbitro em expulsar um jogador nosso. É bom que haja algum responsável nosso a dizer as verdades.
P.S. 2 – Quando é que voltaremos a marcar um golo num livre “à Camacho”? O primeiro e único foi há quatro anos em Braga pelo Zahovic. Hoje foi o Miccoli a acertar mal na bola…
P.S. 3 – Tão amiguinhos que estavam os dois presidentes do Anti-Benfica do Sul e do Norte no camarote presidencial. Depois, os lagartos que venham dizer que são um clube “diferente”. Lamentável…
Se eu mandasse no Benfica, palavra de honra que para a semana aparecia com os juniores em campo ou então até nem ia. Perdíamos por falta de comparência e ficávamos a três pontos desse clube inominável. Nada que não desse para recuperar até final. Seria uma medida que daria imensa visibilidade à infame manutenção deste estado de coisas. É impossível disputar um campeonato desta maneira! A arbitragem de hoje mostrou que está tudo na mesma e raramente saí tão irritado de um jogo em que tivéssemos ganho. O festival de cartões amarelos aos nossos jogadores foi inacreditável. As amostragens ao Simão, Karyaka e Beto (todos com faltas perfeitamente inócuas) entraram para o anedotário nacional. O Miccoli leva um amarelo, porque o fiscal-de-linha só levanta a bandeirola (para assinalar um fora-de-jogo inexistente, registe-se) depois de ele ter tocado na bola, quando o italiano tinha olhado para o fiscal-de-linha antes de começar a correr atrás do esférico (o lance foi mesmo à minha frente). O apito do árbitro mal se ouviu, mas como o Miccoli continuou a jogada levou um amarelo. O segundo amarelo é ainda mais incrível. Ele é agarrado e derrubado, e no meio dos agarrões vira-se para trás para se libertar. NÃO toca no adversário e acaba na rua. Que conveniente não jogar para a semana…
Quanto ao jogo, considero que fizemos uma exibição bastante razoável. Entrámos bem na partida (para não variar), mas no primeiro ataque que o Estrela fez marcou um golo na sequência do canto aos 13’. Ao contrário do que tem sido habitual, não reagimos assim tão mal ao golo sofrido e, depois de o Simão ter falhado uma oportunidade de baliza aberta, por volta da meia-hora empatámos numa boa insistência do Katsouranis que assistiu o Miccoli, para este bem colocado na área empurrar para a baliza. Até ao intervalo continuámos a tentar, mas mais uma vez não tivemos engenho para acertar na baliza. Na segunda parte não entrámos tão bem, mas numa boa jogada do Nélson aos 54’ há uma jogador do Estrela que faz falta sobre ele dentro da área e o árbitro assinala o respectivo penalty. Esse jogador viu o segundo amarelo e foi expulso. O Simão atirou como habitualmente para o lado direito do guarda-redes, mas a colocação do remate tornou a bola indefensável. A 20’ do fim, o Fernando Santos coloca o Karyaka em campo e tira o Katsouranis, uma substituição arrojada apesar de estarmos a jogar frente a 10. Pouco depois há o tal lance do segundo amarelo ao Miccoli e a (justa) contestação ao árbitro não parou mais até final do jogo. Há um outro jogador do Estrela que vê também dois amarelos e a “batalha campal” saldou-se por 14 amarelos e três vermelhos! O Karyaka ainda teve tempo para falhar duas oportunidades de baliza aberta, antes de marcar o terceiro golo de cabeça depois de um excelente cruzamento do Léo. Será que este ano vai marcar golos também a outras equipas? Voltámos definitivamente ao famigerado losango, mas a constante rotação entre os jogadores da frente permite ocupar os espaços de uma maneira que não conseguíamos no início da época. A nossa vitória foi mais que justa e, com o empate no jogo entre o Anti-Benfica do Sul e o do Norte, ficámos a três pontos do primeiro lugar e com um jogo em atraso.
Individualmente é difícil destacar alguém, mas o Simão parece voltar à boa forma. Também gostei do Katsouranis, principalmente na primeira parte. Os dois avançados estiveram igualmente bem, embora o Nuno Gomes tenha perdido duas boas ocasiões para marcar. O Léo é outro que volta a estar ao nível que nos habituou. Mas mais uma vez sofremos um golo que tínhamos a obrigação de evitar. Desta feita foi o Petit que falhou a intercepção de cabeça. O Nélson, apesar de não estar ainda como no ano passado, TEM que ser titular. A diferença em relação ao Alcides é abismal!
Não obstante as nossas melhorias exibicionais, para a semana vamos jogar num certo sítio fétido de onde sairemos certamente derrotados e não acabaremos o jogo com 11. Alguém que apostar? Enquanto alguns seres continuarem a pulular impunemente no futebol nacional, isto não vai mudar. É triste viver num país que permite isto…
P.S. – Gostei das declarações do Fernando Santos sobre a premeditação do árbitro em expulsar um jogador nosso. É bom que haja algum responsável nosso a dizer as verdades.
P.S. 2 – Quando é que voltaremos a marcar um golo num livre “à Camacho”? O primeiro e único foi há quatro anos em Braga pelo Zahovic. Hoje foi o Miccoli a acertar mal na bola…
P.S. 3 – Tão amiguinhos que estavam os dois presidentes do Anti-Benfica do Sul e do Norte no camarote presidencial. Depois, os lagartos que venham dizer que são um clube “diferente”. Lamentável…
quarta-feira, outubro 18, 2006
Falta de pontaria
Quando só se acerta duas vezes na baliza em 14 remates e o adversário num total de 12 marca três golos em seis remates que foram à baliza, não se pode almejar a grandes feitos. Perdemos 0-3 em Glasgow frente ao Celtic e devemos ter dito adeus à Liga dos Campeões deste ano. Três jogos, um ponto e zero golos marcados em quatro horas e meia é o nosso (cruel) cartão de visita deste ano.
Todavia, a primeira parte não deixou transparecer o que acabou por suceder depois. Tivemos 15 minutos iniciais em que trememos bastante, tendo o Celtic criado uma excelente oportunidade logo no segundo minuto, muito bem defendida pelo Quim. Mas depois fomos nós que tomámos conta do jogo e repetimos a boa exibição de Leiria. Boas trocas de bola, jogadores em constante movimento e sempre com os olhos na baliza foram 30’ em que dominámos completamente os escoceses. No entanto, tivemos o grande contra de não criar verdadeiras situações de golo, porque as bolas nunca seguiam na direcção da baliza. Quatro remates quase frontais, sem oposição, e foram todos ao lado! A nossa melhor oportunidade surgiu já perto do intervalo num cruzamento do Léo que encontra o Katsouranis completamente isolado, mas este cabeceia por cima da barra. Começámos a perder o jogo nesse lance.
Na segunda parte voltámos a sentir a pressão dos escoceses, com a diferença que eles marcaram logo aos 55’. O Alcides deu todo o espaço do mundo (como é habitual) para que o cruzamento fosse efectuado, há um jogador que remata torto perto da marca de penalty, mas a bola, que seguia para fora, é desviada intencionalmente pelo Miller (um bom avançado) para dentro da baliza. Ainda pensei que conseguíssemos reagir, porque efectivamente estamos a jogar melhor que há uns tempos atrás, mas nada disso aconteceu. A excepção foi um grande remate do Nuno Assis que embateu na barra. A partir daí não criámos mais perigo nenhum e o Celtic conseguiu marcar outro golo igualmente pelo Miller, desta feita num contra-ataque muito bem efectuado depois de um canto a nosso favor. Estávamos derrotados e ainda faltavam 25’ para o fim do jogo. A equipa continua a acusar muito os golos sofridos e até o Fernando Santos reconhece isso (mas já teve TRÊS MESES para corrigir esta situação, não?!) As nossas substituições não resultaram, porque o Nélson entrou muito mal no jogo (foi para extremo) e o Fonseca também não fez nada de especial. O élan que tínhamos criado na primeira parte desvaneceu-se com as saídas do Katsouranis e Nuno Gomes e com a situação de desvantagem. Até final, ainda sofremos um terceiro golo no último minuto, o que torna esta derrota (injustamente) muito pesada.
Gostei bastante do Nuno Assis, de longe o melhor do Benfica. Deu dinâmica ao meio-campo e, ao contrário do que é habitual nele, jogou bastantes vezes para a frente. O Ricardo Rocha também esteve impecável e consolida cada vez mais a sua posição de titular. O Quim não podia ter feito nada nos golos e o Luisão e Léo também não estiveram mal. Globalmente jogámos bem até sofrermos o primeiro golo, com o Petit e Katsouranis muito interventivos, mas com o trio da frente com menos inspiração do que no passado sábado. O Simão ainda deu nas vistas (que pena aquele livre frontal ao lado ainda com 0-0…), mas o Nuno Gomes e, principalmente, o Miccoli estiveram muito desinspirados.
Espero que este jogo dê para o Fernando Santos tirar algumas conclusões: o Alcides NÃO PODE ser titular a defesa-direito. Foi o pior jogador em campo e é uma nulidade no ataque. Há a estória da altura, mas relembro que fizemos uma grande exibição em Old Trafford no ano passado com o Nélson e Léo nas laterais, além de que o Celtic não tem muitos jogadores altos na frente. Por outro lado, não percebo a convocatória do Karyaka e a sua permanência no banco, tendo nós feito só duas substituições. Se era assim, porque é que não foi o Manú para o banco? Não será mais extremo que o Nélson?!
Acho melhor começarmos já a pensar na Taça Uefa e concentrarmos as nossas energias no campeonato, que deverá ser o nosso grande objectivo. Da maneira como estamos este ano, ficaríamos muito provavelmente pelos oitavos-de-final e pode ser que na Uefa tenhamos mais hipóteses. Acho que jogámos bem, mas enquanto cada golo sofrido nos fizer abater animicamente desta maneira será difícil irmos longe.
P.S. – Então, ainda há alguém que ache que foi bom empatar em Copenhaga? Um empate fora na Champions é sempre bom resultado, é…? Pois, pois…
Todavia, a primeira parte não deixou transparecer o que acabou por suceder depois. Tivemos 15 minutos iniciais em que trememos bastante, tendo o Celtic criado uma excelente oportunidade logo no segundo minuto, muito bem defendida pelo Quim. Mas depois fomos nós que tomámos conta do jogo e repetimos a boa exibição de Leiria. Boas trocas de bola, jogadores em constante movimento e sempre com os olhos na baliza foram 30’ em que dominámos completamente os escoceses. No entanto, tivemos o grande contra de não criar verdadeiras situações de golo, porque as bolas nunca seguiam na direcção da baliza. Quatro remates quase frontais, sem oposição, e foram todos ao lado! A nossa melhor oportunidade surgiu já perto do intervalo num cruzamento do Léo que encontra o Katsouranis completamente isolado, mas este cabeceia por cima da barra. Começámos a perder o jogo nesse lance.
Na segunda parte voltámos a sentir a pressão dos escoceses, com a diferença que eles marcaram logo aos 55’. O Alcides deu todo o espaço do mundo (como é habitual) para que o cruzamento fosse efectuado, há um jogador que remata torto perto da marca de penalty, mas a bola, que seguia para fora, é desviada intencionalmente pelo Miller (um bom avançado) para dentro da baliza. Ainda pensei que conseguíssemos reagir, porque efectivamente estamos a jogar melhor que há uns tempos atrás, mas nada disso aconteceu. A excepção foi um grande remate do Nuno Assis que embateu na barra. A partir daí não criámos mais perigo nenhum e o Celtic conseguiu marcar outro golo igualmente pelo Miller, desta feita num contra-ataque muito bem efectuado depois de um canto a nosso favor. Estávamos derrotados e ainda faltavam 25’ para o fim do jogo. A equipa continua a acusar muito os golos sofridos e até o Fernando Santos reconhece isso (mas já teve TRÊS MESES para corrigir esta situação, não?!) As nossas substituições não resultaram, porque o Nélson entrou muito mal no jogo (foi para extremo) e o Fonseca também não fez nada de especial. O élan que tínhamos criado na primeira parte desvaneceu-se com as saídas do Katsouranis e Nuno Gomes e com a situação de desvantagem. Até final, ainda sofremos um terceiro golo no último minuto, o que torna esta derrota (injustamente) muito pesada.
Gostei bastante do Nuno Assis, de longe o melhor do Benfica. Deu dinâmica ao meio-campo e, ao contrário do que é habitual nele, jogou bastantes vezes para a frente. O Ricardo Rocha também esteve impecável e consolida cada vez mais a sua posição de titular. O Quim não podia ter feito nada nos golos e o Luisão e Léo também não estiveram mal. Globalmente jogámos bem até sofrermos o primeiro golo, com o Petit e Katsouranis muito interventivos, mas com o trio da frente com menos inspiração do que no passado sábado. O Simão ainda deu nas vistas (que pena aquele livre frontal ao lado ainda com 0-0…), mas o Nuno Gomes e, principalmente, o Miccoli estiveram muito desinspirados.
Espero que este jogo dê para o Fernando Santos tirar algumas conclusões: o Alcides NÃO PODE ser titular a defesa-direito. Foi o pior jogador em campo e é uma nulidade no ataque. Há a estória da altura, mas relembro que fizemos uma grande exibição em Old Trafford no ano passado com o Nélson e Léo nas laterais, além de que o Celtic não tem muitos jogadores altos na frente. Por outro lado, não percebo a convocatória do Karyaka e a sua permanência no banco, tendo nós feito só duas substituições. Se era assim, porque é que não foi o Manú para o banco? Não será mais extremo que o Nélson?!
Acho melhor começarmos já a pensar na Taça Uefa e concentrarmos as nossas energias no campeonato, que deverá ser o nosso grande objectivo. Da maneira como estamos este ano, ficaríamos muito provavelmente pelos oitavos-de-final e pode ser que na Uefa tenhamos mais hipóteses. Acho que jogámos bem, mas enquanto cada golo sofrido nos fizer abater animicamente desta maneira será difícil irmos longe.
P.S. – Então, ainda há alguém que ache que foi bom empatar em Copenhaga? Um empate fora na Champions é sempre bom resultado, é…? Pois, pois…
domingo, outubro 15, 2006
Há quanto tempo…
A primeira vitória fora desta época surgiu na sequência da melhor exibição do Benfica deste ano e uma das melhores das últimas época em jogos realizados fora do Estádio da Luz. Ganhámos 4-0 em Leiria e, ao contrário do que sugeriu o repórter da Sport Tv ao Fernando Santos, dizendo-lhe que o Benfica tinha tido 100% de eficácia (o FS ia caindo para o lado!), poderíamos ter marcado outros tantos golos. Finalmente em Outubro, mais de três meses depois do início da época, mostrámos futebol de qualidade. Resta-nos ver é se isto é para continuar ou foi apenas um oásis no deserto.
Ainda antes do jogo se iniciar tivemos outra má notícia: o Paulo Jorge também se tinha magoado. Como se já não bastasse a lesão do Karagounis na selecção grega, o outro jogador em melhor forma do plantel não iria igualmente jogar. Confesso que estava com as expectativas muito em baixo, porque já não ganhávamos em Leiria há quatro anos e eles, como sucursal do clube regional que são, têm sido das equipas mais beneficiadas neste início do campeonato. Todavia, seguindo o bom exemplo de jogos anteriores, entrámos bem na partida. O Fernando Santos colocou o Petit, Katsouranis e Nuno Assis no meio-campo e o Simão, Nuno Gomes e Miccoli na frente, e este trio trocou várias vezes de posição o que criou uma dinâmica atacante como nunca se tinha visto até agora nesta época. Apesar de não termos um extremo direito definido, havia sempre um jogador do Benfica solto e pronto para receber a bola. As oportunidades começaram a surgir bem cedo e o guarda-redes do Leiria teve quatro (!) defesas muito boas que safaram outros tantos golos. Agora que o Costinha se foi embora para o Belenenses, pensei que teríamos paz, mas afinal os guarda-redes do Leiria fazem gala em defender tudo e mais alguma coisa quando nos defrontam. Confesso que me assustei ao ver a exibição do guarda-redes, porque tantas oportunidades defendidas não é normal e estava com medo que no primeiro ataque do Leiria sofrêssemos um golo, como diria o Gabriel Alves, “contra a corrente” do jogo (já não seria a primeira vez...). Felizmente nada disso aconteceu e aos 30’ um passe do Katsouranis isolou o Miccoli, que estava em linha com a defesa contrária (vá lá que o fiscal-de-linha não marcou fora-de-jogo como tinha feito uns minutos antes em que um jogador nosso se ia isolar e estava mais de meio metro atrás do defesa) e fez um chapéu magnífico. O Leiria tinha dificuldades em reagir, porque o nosso meio-campo fazia uma pressão muito grande, e foi sem surpresa que marcámos o segundo golo já perto do intervalo, numa excelente assistência do Nuno Gomes para um remate de primeira e muito bem colocado do Miccoli. Até ao intervalo, o Nuno Assis comete uma falta idiota à entrada da nossa área (idiotice só comparável à amostragem do amarelo), mas felizmente o livre passou por cima da barra.
Na segunda parte, o Leiria entrou mais pressionante como seria natural, mas nunca criou verdadeiras situações de perigo. Ao contrário do que tem sido habitual, nós tentávamos jogar sempre para a frente perseguindo o terceiro golo. O Miccoli, que já tinha falhado uma boa oportunidade ainda com 0-0, rematando à figura do guarda-redes, voltou a falhar outra boa ocasião, quando, isolado, tentou fazer outro chapéu, mas não conseguiu enganar o guardião contrário. À passagem dos 60’ aconteceu outro excelente golo: o Nélson cruzou rasteiro e atrasado e o Nuno Gomes, de primeira, rematou à meia-volta para dentro da baliza. Estava feito o seu centésimo golo para o campeonato com a Gloriosa camisola (nada mau para um jogador que “não presta”…). Cinco minutos depois, um defensor do Leiria pensou que estava a jogar com a camisola da sua equipa A e cortou a bola com a mão na grande área. Como entre a equipa A e a B ainda há algumas diferenças, e porque o jogo já estava decidido, o árbitro assinalou o respectivo penalty. O Simão aproveitou para rematar colocado para o lado habitual (direita do guarda-redes) e estava feito o 4-0. Até ao final, o Fernando Santos aproveitou para poupar os jogadores que estiveram nas selecções, porque na 3ª feira vamos a Glasgow.
Individualmente, há que destacar o regresso à boa forma do Miccoli, muito bem acompanhado pelo Nuno Gomes e Simão. Com os três a jogarem bem ao mesmo tempo, tornamo-nos uma equipa temível (e ainda falta o maestro…). O meio-campo também esteve muito bem, com o Katsouranis colocado sob a direita e sendo o Petit o único trinco. Parece que o Fernando Santos já aprendeu a lição de que o Katsouranis e o Petit não podem jogar lado a lado, porque aí falta-nos sempre um jogador para o ataque. Mas estou convencido de que quando o Karagounis regressar um deles vai ter que sair. O Nuno Assis também esteve muito mexido embora se note que não é do nível do trio atacante. A defesa esteve segura, embora o Nélson tenha estado infeliz nas acções atacantes (exceptuando o centro do terceiro golo). Todavia, para mim é esta que deve ser a nossa defesa (Nélson, Luisão, Ricardo Rocha e Léo).
Esta retumbante (e inesperada) vitória deixa-nos com água na boca para Glasgow. Verdade seja dita que o Fernando Santos (como ele próprio referiu) já vinha dizendo há algum tempo que a equipa estava a melhorar, mas até este jogo isso não tinha sido visível desta forma tão nítida. O nosso plantel é de facto excelente e era um mistério perceber porque é que não estava a render. Vamos ver se teremos o regresso das grandes noites da Champions na próxima 3ª feira, ou se o que se passou neste jogo foi uma bonança passageira.
P.S. – A arbitragem foi imensamente habilidosa. Ainda com 2-0, houve uma série de (inexistentes) faltas perigosas que foram assinaladas contra nós e os lances divididos eram todos para o Leiria. Já nem falo dos foras-de-jogo fantasmas ainda com 0-0. Mas com 4-0 era impossível à equipa de arbitragem fazer mais. O pior é que nem sempre se consegue um resultado tão dilatado, pelo que este campeonato promete ser bastante difícil…
Ainda antes do jogo se iniciar tivemos outra má notícia: o Paulo Jorge também se tinha magoado. Como se já não bastasse a lesão do Karagounis na selecção grega, o outro jogador em melhor forma do plantel não iria igualmente jogar. Confesso que estava com as expectativas muito em baixo, porque já não ganhávamos em Leiria há quatro anos e eles, como sucursal do clube regional que são, têm sido das equipas mais beneficiadas neste início do campeonato. Todavia, seguindo o bom exemplo de jogos anteriores, entrámos bem na partida. O Fernando Santos colocou o Petit, Katsouranis e Nuno Assis no meio-campo e o Simão, Nuno Gomes e Miccoli na frente, e este trio trocou várias vezes de posição o que criou uma dinâmica atacante como nunca se tinha visto até agora nesta época. Apesar de não termos um extremo direito definido, havia sempre um jogador do Benfica solto e pronto para receber a bola. As oportunidades começaram a surgir bem cedo e o guarda-redes do Leiria teve quatro (!) defesas muito boas que safaram outros tantos golos. Agora que o Costinha se foi embora para o Belenenses, pensei que teríamos paz, mas afinal os guarda-redes do Leiria fazem gala em defender tudo e mais alguma coisa quando nos defrontam. Confesso que me assustei ao ver a exibição do guarda-redes, porque tantas oportunidades defendidas não é normal e estava com medo que no primeiro ataque do Leiria sofrêssemos um golo, como diria o Gabriel Alves, “contra a corrente” do jogo (já não seria a primeira vez...). Felizmente nada disso aconteceu e aos 30’ um passe do Katsouranis isolou o Miccoli, que estava em linha com a defesa contrária (vá lá que o fiscal-de-linha não marcou fora-de-jogo como tinha feito uns minutos antes em que um jogador nosso se ia isolar e estava mais de meio metro atrás do defesa) e fez um chapéu magnífico. O Leiria tinha dificuldades em reagir, porque o nosso meio-campo fazia uma pressão muito grande, e foi sem surpresa que marcámos o segundo golo já perto do intervalo, numa excelente assistência do Nuno Gomes para um remate de primeira e muito bem colocado do Miccoli. Até ao intervalo, o Nuno Assis comete uma falta idiota à entrada da nossa área (idiotice só comparável à amostragem do amarelo), mas felizmente o livre passou por cima da barra.
Na segunda parte, o Leiria entrou mais pressionante como seria natural, mas nunca criou verdadeiras situações de perigo. Ao contrário do que tem sido habitual, nós tentávamos jogar sempre para a frente perseguindo o terceiro golo. O Miccoli, que já tinha falhado uma boa oportunidade ainda com 0-0, rematando à figura do guarda-redes, voltou a falhar outra boa ocasião, quando, isolado, tentou fazer outro chapéu, mas não conseguiu enganar o guardião contrário. À passagem dos 60’ aconteceu outro excelente golo: o Nélson cruzou rasteiro e atrasado e o Nuno Gomes, de primeira, rematou à meia-volta para dentro da baliza. Estava feito o seu centésimo golo para o campeonato com a Gloriosa camisola (nada mau para um jogador que “não presta”…). Cinco minutos depois, um defensor do Leiria pensou que estava a jogar com a camisola da sua equipa A e cortou a bola com a mão na grande área. Como entre a equipa A e a B ainda há algumas diferenças, e porque o jogo já estava decidido, o árbitro assinalou o respectivo penalty. O Simão aproveitou para rematar colocado para o lado habitual (direita do guarda-redes) e estava feito o 4-0. Até ao final, o Fernando Santos aproveitou para poupar os jogadores que estiveram nas selecções, porque na 3ª feira vamos a Glasgow.
Individualmente, há que destacar o regresso à boa forma do Miccoli, muito bem acompanhado pelo Nuno Gomes e Simão. Com os três a jogarem bem ao mesmo tempo, tornamo-nos uma equipa temível (e ainda falta o maestro…). O meio-campo também esteve muito bem, com o Katsouranis colocado sob a direita e sendo o Petit o único trinco. Parece que o Fernando Santos já aprendeu a lição de que o Katsouranis e o Petit não podem jogar lado a lado, porque aí falta-nos sempre um jogador para o ataque. Mas estou convencido de que quando o Karagounis regressar um deles vai ter que sair. O Nuno Assis também esteve muito mexido embora se note que não é do nível do trio atacante. A defesa esteve segura, embora o Nélson tenha estado infeliz nas acções atacantes (exceptuando o centro do terceiro golo). Todavia, para mim é esta que deve ser a nossa defesa (Nélson, Luisão, Ricardo Rocha e Léo).
Esta retumbante (e inesperada) vitória deixa-nos com água na boca para Glasgow. Verdade seja dita que o Fernando Santos (como ele próprio referiu) já vinha dizendo há algum tempo que a equipa estava a melhorar, mas até este jogo isso não tinha sido visível desta forma tão nítida. O nosso plantel é de facto excelente e era um mistério perceber porque é que não estava a render. Vamos ver se teremos o regresso das grandes noites da Champions na próxima 3ª feira, ou se o que se passou neste jogo foi uma bonança passageira.
P.S. – A arbitragem foi imensamente habilidosa. Ainda com 2-0, houve uma série de (inexistentes) faltas perigosas que foram assinaladas contra nós e os lances divididos eram todos para o Leiria. Já nem falo dos foras-de-jogo fantasmas ainda com 0-0. Mas com 4-0 era impossível à equipa de arbitragem fazer mais. O pior é que nem sempre se consegue um resultado tão dilatado, pelo que este campeonato promete ser bastante difícil…
quinta-feira, outubro 12, 2006
Selecção a dobrar
Confesso que já estou um pouco farto da Selecção. O Mundial acabou há muito pouco tempo, correu bem e tivemos uma óptima participação, mas os jogos da selecção só deveriam voltar em 2007. Quer uma pessoa ver o seu clube a jogar e todos os meses há um interregno por causa dos jogos de qualificação para o Euro 2008. Desta vez foram dois seguidos: ganhámos 3-0 ao Azerbaijão e perdemos 1-2 na Polónia.
No jogo frente aos azeris não há nada de especial a reter, tirando os dois golos do Cristiano Ronaldo que entrou no top ten dos goleadores da selecção. Os jogadores do Glorioso estiveram globalmente bem, com o Ricardo Rocha sem muito trabalho porque o Azerbaijão praticamente não atacou, o Simão melhor na segunda parte do que na primeira e o Nuno Gomes um pouco perdulário.
Quanto ao jogo na Polónia não poderia ter corrido pior. Aos 18 minutos já estávamos a perder por 2-0. Até ao fim da primeira parte não conseguimos criar um único (!) lance de perigo e só não sofremos o terceiro golo, porque houve uma bola que bateu no poste. O Cristiano Ronaldo sofreu uma falta dura a meio da primeira parte e jogou o resto da partida nitidamente inferiorizado, pelo que não teve nenhuma das suas arrancadas típicas. O Nuno Valente era um passador na esquerda e incrivelmente conseguiu ficar em campo os 90 minutos. Na segunda parte melhorámos um pouco, mas a Polónia esteve sempre mais perto de marcar o terceiro do que nós de reduzir. A nossa melhor oportunidade surgiu já nos últimos 10 minutos quando o C. Ronaldo, muito bem desmarcado pelo Nani, conseguiu falhar isolado frente ao guarda-redes. Já no período de compensação, houve um golo do Benfica: cruzamento do Simão e desvio do Nuno Gomes. O melhor dos portugueses foi o Ricardo Rocha, que apesar de ter um cabeceamento falhado que dá origem ao contra-ataque do segundo golo, fartou-se de cortar bolas especialmente na segunda parte. Nesse lance do golo, é incrível a forma como o Miguel não avançou no terreno e colocou em jogo o polaco isolado. O Simão voltou a subir de rendimento na segunda parte, mas a exibição da equipa foi muito fraquinha na globalidade e a derrota foi merecida. Daqui a um mês temos a óbvia obrigação de ganhar em casa ao Cazaquistão.
Só uma última nota para os detractores do Nuno Gomes (incluindo os comentadores da RTP que não perderam a oportunidade): nos últimos quatro jogos oficiais, só não marcou no mais fácil (frente ao Azerbaijão em casa). Contra a Alemanha, Finlândia e Polónia, todos fora de casa, saliente-se, molhou o bico. Convenhamos que é mais difícil marcar nestes do que frente ao Luxemburgo e Liechtenstein…
No jogo frente aos azeris não há nada de especial a reter, tirando os dois golos do Cristiano Ronaldo que entrou no top ten dos goleadores da selecção. Os jogadores do Glorioso estiveram globalmente bem, com o Ricardo Rocha sem muito trabalho porque o Azerbaijão praticamente não atacou, o Simão melhor na segunda parte do que na primeira e o Nuno Gomes um pouco perdulário.
Quanto ao jogo na Polónia não poderia ter corrido pior. Aos 18 minutos já estávamos a perder por 2-0. Até ao fim da primeira parte não conseguimos criar um único (!) lance de perigo e só não sofremos o terceiro golo, porque houve uma bola que bateu no poste. O Cristiano Ronaldo sofreu uma falta dura a meio da primeira parte e jogou o resto da partida nitidamente inferiorizado, pelo que não teve nenhuma das suas arrancadas típicas. O Nuno Valente era um passador na esquerda e incrivelmente conseguiu ficar em campo os 90 minutos. Na segunda parte melhorámos um pouco, mas a Polónia esteve sempre mais perto de marcar o terceiro do que nós de reduzir. A nossa melhor oportunidade surgiu já nos últimos 10 minutos quando o C. Ronaldo, muito bem desmarcado pelo Nani, conseguiu falhar isolado frente ao guarda-redes. Já no período de compensação, houve um golo do Benfica: cruzamento do Simão e desvio do Nuno Gomes. O melhor dos portugueses foi o Ricardo Rocha, que apesar de ter um cabeceamento falhado que dá origem ao contra-ataque do segundo golo, fartou-se de cortar bolas especialmente na segunda parte. Nesse lance do golo, é incrível a forma como o Miguel não avançou no terreno e colocou em jogo o polaco isolado. O Simão voltou a subir de rendimento na segunda parte, mas a exibição da equipa foi muito fraquinha na globalidade e a derrota foi merecida. Daqui a um mês temos a óbvia obrigação de ganhar em casa ao Cazaquistão.
Só uma última nota para os detractores do Nuno Gomes (incluindo os comentadores da RTP que não perderam a oportunidade): nos últimos quatro jogos oficiais, só não marcou no mais fácil (frente ao Azerbaijão em casa). Contra a Alemanha, Finlândia e Polónia, todos fora de casa, saliente-se, molhou o bico. Convenhamos que é mais difícil marcar nestes do que frente ao Luxemburgo e Liechtenstein…
quarta-feira, outubro 04, 2006
Inconcebível!
Rui Costa em tratamento
Desculpem lá, mas não percebo isto. Então o homem andou três semanas a recuperar de uma lesão, joga 45 minutos e descobrem agora que a lesão não só não está curada, como ainda vai ter que ter uma “paragem mais prolongada, necessária ao seu correcto tratamento” (fala-se em três a quatro semanas, o que provavelmente quererá dizer dois meses). E isto porque na altura não fizeram todos os exames necessários?! Só agora é que se lembraram de uma ressonância magnética?! Se isto fosse caso isolado, estaríamos bem, mas aqui cheira-me a muita incompetência vinda do departamento médico. Já no ano passado andámos metade da época a alinhar com jogadores a recuperar (mal) de lesões, que inevitavelmente acabavam por se agravar (Simão, Manuel Fernandes, Miccoli, por exemplo). Será que este caso do Rui Costa também vai passar em claro? A culpa vai morrer solteira? Vamos ficar sem ele para os embates decisivos frente ao Celtic (em Glasgow, é certo, e provavelmente na Luz também) e ninguém assume responsabilidades? Eu não sou médico, mas esta história está muito mal contada…
Desculpem lá, mas não percebo isto. Então o homem andou três semanas a recuperar de uma lesão, joga 45 minutos e descobrem agora que a lesão não só não está curada, como ainda vai ter que ter uma “paragem mais prolongada, necessária ao seu correcto tratamento” (fala-se em três a quatro semanas, o que provavelmente quererá dizer dois meses). E isto porque na altura não fizeram todos os exames necessários?! Só agora é que se lembraram de uma ressonância magnética?! Se isto fosse caso isolado, estaríamos bem, mas aqui cheira-me a muita incompetência vinda do departamento médico. Já no ano passado andámos metade da época a alinhar com jogadores a recuperar (mal) de lesões, que inevitavelmente acabavam por se agravar (Simão, Manuel Fernandes, Miccoli, por exemplo). Será que este caso do Rui Costa também vai passar em claro? A culpa vai morrer solteira? Vamos ficar sem ele para os embates decisivos frente ao Celtic (em Glasgow, é certo, e provavelmente na Luz também) e ninguém assume responsabilidades? Eu não sou médico, mas esta história está muito mal contada…
segunda-feira, outubro 02, 2006
Ainda sofrível
Pode parecer estranho um título destes numa vitória por 4-1 frente ao Desp. Aves, mas o que é facto é que continuamos com um futebol que é na maior parte do tempo aos repelões, com a transição da defesa para o ataque a ser muito atabalhoada. Voltámos a ganhar, mas ainda estamos longe do que valemos.
Finalmente o Fernando Santos colocou o Nélson a defesa-direito, entrando igualmente de início o Ricardo Rocha e o Miguelito (para o lugar do castigado Léo). Os dois gregos estavam no meio-campo e jogámos com dois pontas-de-lança (Nuno Gomes e Miccoli). Entrámos novamente bem no jogo, com duas oportunidades (Simão e Katsouranis por cima) logo nos minutos iniciais. Fazíamos as coisas com alguma velocidade e numa boa jogada do Miguelito à linha, o Paulo Jorge fez o 1-0 aos 19’. Todavia, pouco antes disso já o Quim tinha feito uma magnífica defesa perante um adversário isolado na sequência de um corte defeituoso do Ricardo Rocha, mas o Aves não mostrava valor para conseguir mais. No entanto, o Quim resolveu dar uma ajuda, imitando Moretto com um frango monumental aos 27’, ao deixar passar um remate inofensivo entre as pernas. Gostei da reacção do público que mesmo assim aplaudiu o nosso guarda-redes. Lances destes podem acontecer, mas não convém é serem frequentes (como com o outro…). Até ao final da primeira parte, tivemos de volta a pobreza franciscana. É incrível como o Benfica se deixa abater com um golo sofrido. Mesmo do Aves, que se via mesmo não ter capacidade para mais! A mentalização dos jogadores está pelas ruas da amargura e não é difícil ver quem é o culpado… Desconcentrámo-nos e o futebol piorou imenso de qualidade.
Na segunda parte, a música foi outra muito por culpa do maestro que voltou passado três semanas e substituiu o “passa-para-o-lado-e-para-trás” Katsouranis. Tudo fica mais simples quando passa pelos pés do Rui Costa e as dificuldades de transição defesa-ataque deixaram de ser tão visíveis. Felizmente marcámos o segundo golo logo aos 50’, numa boa cabeçada do Nuno Gomes a um centro do Simão. Cerca de 10 minutos depois, houve um jogador do Aves que teve uma paragem cerebral e resolveu meter a mão à bola na grande-área num lance inofensivo. O Simão aproveitou para voltar a ser eficaz nos penalties. O jogo estava ganho e nós deixámos de procurar o golo com tanta insistência, perdendo uma boa ocasião para fazer uma exibição que tranquilizasse os adeptos. O Aves não dava para mais, mas o que é certo é que não tivemos grandes oportunidades para aumentar o score. Até que aos 89’ veio a pièce de résistance do jogo. Como o Simão já tinha saído (para entrar o Nuno Assis), foi o Karagounis a marcar um livre a cerca de 25 m da baliza. Resultado: uma bola ao canto superior esquerdo e um golão!
Em termos individuais, destaco o Karagounis cuja produção subiu especialmente depois do intervalo com a presença do Rui Costa ao lado. Neste momento, é um jogador fundamental na equipa e espero que o regresso do Petit não o atire para o banco (quero crer que será o Katsouranis a ir para lá, porque na maioria dos jogos não podemos ter um trinco que não arrisca quase nada em termos atacantes). Também gostei do Miguelito e restante defesa. O Paulo Jorge continua muito combativo, mas houve períodos do jogo na segunda parte em que esteve escondido. O Simão e o Nuno Gomes também subiram nos segundos 45’, a que não será alheia a presença do Rui Costa. Sinceramente não gostei do Miccoli (não fez nenhum remate à baliza, nunca se posicionou correctamente no ataque e parece fora de forma) e do Katsouranis (pelo que já disse).
Continuamos muito dependentes do maestro e viu-se logo a diferença assim que ele entrou. Mas voltámos a não apresentar um futebol consistente durante grande parte do jogo. Houve alturas em que contei quatro (!) jogadores muito perto uns dos outros no meio-campo e ninguém nas faixas laterais. Marcámos quatro golos, é certo, mas não saí muito convencido do estádio. O Aves é um forte candidato à descida e daqui a 15 dias, quando defrontarmos o clube regional B em Leiria, teremos uma prova bastante mais difícil. Iremos defrontar 14 adversários e a jogar desta maneira não sei se conseguiremos ser bem sucedidos.
Finalmente o Fernando Santos colocou o Nélson a defesa-direito, entrando igualmente de início o Ricardo Rocha e o Miguelito (para o lugar do castigado Léo). Os dois gregos estavam no meio-campo e jogámos com dois pontas-de-lança (Nuno Gomes e Miccoli). Entrámos novamente bem no jogo, com duas oportunidades (Simão e Katsouranis por cima) logo nos minutos iniciais. Fazíamos as coisas com alguma velocidade e numa boa jogada do Miguelito à linha, o Paulo Jorge fez o 1-0 aos 19’. Todavia, pouco antes disso já o Quim tinha feito uma magnífica defesa perante um adversário isolado na sequência de um corte defeituoso do Ricardo Rocha, mas o Aves não mostrava valor para conseguir mais. No entanto, o Quim resolveu dar uma ajuda, imitando Moretto com um frango monumental aos 27’, ao deixar passar um remate inofensivo entre as pernas. Gostei da reacção do público que mesmo assim aplaudiu o nosso guarda-redes. Lances destes podem acontecer, mas não convém é serem frequentes (como com o outro…). Até ao final da primeira parte, tivemos de volta a pobreza franciscana. É incrível como o Benfica se deixa abater com um golo sofrido. Mesmo do Aves, que se via mesmo não ter capacidade para mais! A mentalização dos jogadores está pelas ruas da amargura e não é difícil ver quem é o culpado… Desconcentrámo-nos e o futebol piorou imenso de qualidade.
Na segunda parte, a música foi outra muito por culpa do maestro que voltou passado três semanas e substituiu o “passa-para-o-lado-e-para-trás” Katsouranis. Tudo fica mais simples quando passa pelos pés do Rui Costa e as dificuldades de transição defesa-ataque deixaram de ser tão visíveis. Felizmente marcámos o segundo golo logo aos 50’, numa boa cabeçada do Nuno Gomes a um centro do Simão. Cerca de 10 minutos depois, houve um jogador do Aves que teve uma paragem cerebral e resolveu meter a mão à bola na grande-área num lance inofensivo. O Simão aproveitou para voltar a ser eficaz nos penalties. O jogo estava ganho e nós deixámos de procurar o golo com tanta insistência, perdendo uma boa ocasião para fazer uma exibição que tranquilizasse os adeptos. O Aves não dava para mais, mas o que é certo é que não tivemos grandes oportunidades para aumentar o score. Até que aos 89’ veio a pièce de résistance do jogo. Como o Simão já tinha saído (para entrar o Nuno Assis), foi o Karagounis a marcar um livre a cerca de 25 m da baliza. Resultado: uma bola ao canto superior esquerdo e um golão!
Em termos individuais, destaco o Karagounis cuja produção subiu especialmente depois do intervalo com a presença do Rui Costa ao lado. Neste momento, é um jogador fundamental na equipa e espero que o regresso do Petit não o atire para o banco (quero crer que será o Katsouranis a ir para lá, porque na maioria dos jogos não podemos ter um trinco que não arrisca quase nada em termos atacantes). Também gostei do Miguelito e restante defesa. O Paulo Jorge continua muito combativo, mas houve períodos do jogo na segunda parte em que esteve escondido. O Simão e o Nuno Gomes também subiram nos segundos 45’, a que não será alheia a presença do Rui Costa. Sinceramente não gostei do Miccoli (não fez nenhum remate à baliza, nunca se posicionou correctamente no ataque e parece fora de forma) e do Katsouranis (pelo que já disse).
Continuamos muito dependentes do maestro e viu-se logo a diferença assim que ele entrou. Mas voltámos a não apresentar um futebol consistente durante grande parte do jogo. Houve alturas em que contei quatro (!) jogadores muito perto uns dos outros no meio-campo e ninguém nas faixas laterais. Marcámos quatro golos, é certo, mas não saí muito convencido do estádio. O Aves é um forte candidato à descida e daqui a 15 dias, quando defrontarmos o clube regional B em Leiria, teremos uma prova bastante mais difícil. Iremos defrontar 14 adversários e a jogar desta maneira não sei se conseguiremos ser bem sucedidos.
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