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sexta-feira, setembro 15, 2006

Brilhante Leonor Pinhão

O link está sempre aí do lado esquerdo para ninguém se esquecer. Mas a crónica desta semana da grande Leonor Pinhão é absolutamente imperdível. O que ela escreve nesta 5ª feira é subscrito pela maioria dos adeptos de futebol, excepto provavelmente pelos do clube regional (caso contrário já se teriam organizado para correr com o seu presidente). Deixo aqui um pequeno excerto com o respectivo link:


A Federação Portuguesa de Futebol e a Liga de clubes têm órgãos de justiça e de disciplina. Do que estão à espera para intervir, saneando o futebol da manipulação com cara e com nome?

O que mais será preciso para irradiar dirigentes, empresários, árbitros e outros figurões mais ou menos simpáticos?

A figura disciplinar da irradiação não existe na Lei de Bases do Sistema Desportivo?

Pode o Ministério Público arquivar tudo o que quiser. Mas quando o procurador escreve que «o modo de actuação» passa pela sugestão de nomes de árbitros, pelo conhecimento antecipado de nomes de árbitros, pela pressão directa ou indirecta sobre os mesmos árbitros e transcreve diálogos com frases como «o chefe da caixa», «bem roubadinho», «se quer umas viagens para o ano temos de atalhar caminho», «tu pediste, foi-te concedido», «é a malta que o pode fazer chegar onde ele quer», «queriam um penalty mas eu dei-lhe um amarelo», «dou-lhe uma beijoca», «ai se não fosse eu», «o senhor para mim é como um pai», «conceda-me essa graça», «trouxemos um carregamento que nem cabia na mala», «12 minutos que eu dei e nem assim», «o Serafim vai vacinado», «não pode fazer muito porque o jogo dá na televisão, percebe?», toda a gente percebe.

E porque temos nós, os que gostamos de futebol, de continuar a aturar estas pessoas todas nos seus postos de sempre, impunes, viciosas, trocando graçolas promíscuas com políticos em funções, em directo na televisão, ou recebendo honras de Estado em nome dos votos das «massas associativas»?

E não se pode irradiá-los?



A solução para mim seria muito simples: os dirigentes e árbitros arguidos no processo “Apito Dourado” seriam todos obviamente irradiados e até que os novos árbitros tivessem estaleca necessária, os campeonatos seriam apitados por árbitros estrangeiros (franceses, espanhóis ou ingleses, de preferência) durante os anos que fossem precisos.

quinta-feira, setembro 14, 2006

Porque há coisas mais importantes que o futebol

Foi precisamente neste minuto há um mês atrás...



A. “Bigola”

Medo ridículo

Espero que o Sr. Fernando Santos se mentalize que está a dever 300.000€ ao Benfica, que é quanto deixámos de amealhar por não ganharmos o jogo frente ao FC Copenhaga, o Penafiel da Liga dos Campeões deste ano. Não tenhamos ilusões, o resultado é péssimo! Pior do que não termos ganho, é precisamente nada termos feito para tal. Limitámo-nos a jogar para o 0-0 e fomos um zero durante toda a partida. De outro modo, como se explica que tenhamos rematado três, é verdade, t-r-ê-s (!) vezes à baliza durante o jogo todo?! São dois pontos perdidos, porque acho quase impossível o Manchester United e o Celtic não ganharem lá. Ainda por cima, o goleador do Copenhaga, Allbäck, estava castigado e o melhor jogador, Grønkjær, lesionou-se no final da primeira parte. Tivemos uma oportunidade bestial para ganhar o jogo, já que eles na segunda parte foram praticamente inofensivos, mas nunca demonstrámos vontade para tal e terminámos a partida a trocar a bola entre os defesas sem progressão no campo. Lamentável…

E não me venham com histórias do trauma do Bessa. A equipa tem que saber recuperar das derrotas e mentalizar-se que perder pontos com o Penafiel, o do campeonato ou o da Champions, é sempre um mau resultado. Quando esperava que o Sr. Fernando Santos viesse dizer no final do jogo que o empate não era mau (foi o que ele disse na véspera), eis senão quando ele afirma que nos últimos 10 minutos mandou a equipa para a frente, mas ela retraiu-se. Ainda pior! Quer dizer que a equipa não cumpriu o que o treinador pediu, o que só demonstra que ele não a controla. E isto é muito grave!

Claro que a melhor oportunidade de golo foi nossa, com o remate do Paulo Jorge ao poste já nos 15 minutos finais, mas isto é muito pouco para 90 minutos. O Simão voltou à equipa, fazendo o primeiro jogo após o Mundial, mas naturalmente que ainda não tem o ritmo necessário. No entanto, é imperdoável o falhanço dele, isolado frente ao guarda-redes, apesar de o árbitro ter invalidado (mal) o lance por fora-de-jogo. Fez-me lembrar a cena de Barcelona no ano passado. São dos tais golos que não se podem perder. Apesar disto e de não estar a 100%, a bola fica mais redonda quando vai ter com ele. O destaque maior vai para a defesa (Quim incluído) que controlou sempre os (altos) dinamarqueses, não lhes permitindo ter grandes oportunidades de golo, apesar dos muitos remates que fizeram. No meio-campo esteve o problema, já que as transições para o ataque não existiram. O Katsouranis e o Nuno Assis devem ter feito 99% dos passes para o lado e para trás, ninguém imprimia velocidade ao nosso jogo, de tal maneira que o Nuno Gomes acabou por ser um espectador. O maestro fez muita falta, mas não percebo porque é que não se convoca o Karagounis (já que vai ficar cá até Janeiro), na sua ausência. Não será ele melhor e mais desequilibrador que o Nuno Assis? O Paulo Jorge voltou a mostrar a sua faceta de lutador e foi dele o tal remate ao poste. No resto, mantivemos a mediocridade dos últimos tempos.

No domingo espero que o Rui Costa e o Miccoli já estejam bons, porque já que vamos ter que levar com o Beto (e sem o Nuno Gomes), todos serão poucos para contrabalançar as ausências dos castigados do Bessa. E já agora pedia ao Miccoli para esperar o regresso do Nuno Gomes daqui a dois jogos para se poder lesionar outra vez…

P.S. – O Benfica está muito à frente de todos os outros… É a primeira vez que um duplo amarelado leva dois jogos de castigo! Era assim tão óbvio que o Nuno Gomes precisava de estar parado o maior número de jogos possível já que tem vindo a marcar muitos golos neste início de época?

domingo, setembro 10, 2006

Miséria

Um casamento de um familiar próximo impediu-me de ver o jogo em directo na televisão, mas ouvi o relato integral e já o vi em diferido. Ponto prévio: a nossa derrota no Bessa por 3-0 é justa e devemos ao Quim não ter sido mais dilatada, já que ele fez mais duas excelentes defesas. Agora, não me venham com coisas: antes do segundo amarelo ao Nuno Gomes há dois jogadores do Boavista (o Zé Manel, por falta sobre o Léo, e principalmente o Ricardo Silva, que agarrou e derrubou o Nuno Gomes que já o tinha batido) que deveriam ter visto igualmente o segundo amarelo. Estávamos nos primeiros 15 min. da segunda parte e ainda estava 1-0 no marcador. Assim se conduz um jogo e provou o Sr. João Ferreira que não favorece de modo nenhum o Benfica…

No entanto, o Glorioso tem que saber superar este tipo de arbitragens que, não sendo escandalosas com penalties e foras-de-jogo mal assinalados, quando os jogos são muito equilibrados, são determinantes no desenrolar da partida ao ter estes pequenos “equívocos”. E isto não soubemos fazer. Não tivemos uma única (!) clara oportunidade de golo. A equipa mostrou-se desgarrada e a cara dos jogadores após os golos sofridos dizia tudo: éramos uma equipa derrotada e sem força anímica para dar a volta ao resultado. O que não se percebe, quando estamos no início da época. Por outro lado, é gravíssimo o que se passou nos últimos minutos, com duas expulsões perfeitamente escusadas. Não se admite que os jogadores do Benfica percam a cabeça com aquela facilidade. É certo que o Manú não toca no jogador do Boavista, mas é uma entrada que deveria ter sido evitada e o Petit não tem o direito de protestar com o árbitro daquela maneira, a encostar a cabeça à testa dele. O jogo estava perdido e ficámos sem três (!) jogadores para a próxima jornada. E a culpa disto, meus senhores, é do treinador. Não estou a ver uma situação destas acontecer com o Camacho. A falta de pulso do Sr. Fernando Santos dá azo a situações destas.

A equipa esteve péssima e só o Quim se safou. Os centrais têm culpas nos três (!) golos, já que os jogadores do Boavista remataram à vontade. O meio-campo nunca conseguiu imprimir velocidade nas nossas acções ofensivas. O Rui Costa foi marcadíssimo e como já não é um jovem de 20 anos, não se consegue libertar da oposição em velocidade. No ataque, o Manú foi o menos mau, já que era o único com rapidez. É a quarta (!) vez este ano que sofremos três golos, o que se torna muito preocupante. Na próxima 4ª feira há um encontro importantíssimo para a Liga dos Campeões e temo o pior. Se sairmos derrotados nem quero pensar no que poderá acontecer, mas a margem de manobra do Sr. Fernando Santos começa a ficar muito curta. Pior que os resultados são as exibições e ninguém diria que estamos a treinar desde o início de Julho!

P.S. – Os lagartos lá ganharam no Nacional da Madeira com um golo que é precedido de falta do Nani (que o marcou). A vitória pode ter sido justa, mas assim torna-se mais fácil. Hoje tive que ir numa missão higiénica ao Estádio da Luz ver o Est. Amadora – clube regional. Sentei-me na minha cadeira unicamente para impedir que algum adepto daquele clube inominável a poluísse…

sexta-feira, setembro 08, 2006

Mesmo saco?

Apito Dourado: escutas apanharam Luís Filipe Vieira a escolher árbitros para o Benfica

Por um lado ainda bem que saiu esta notícia. Agora com o Benfica ao barulho pode ser que o processo “Apito Dourado” deixe de ficar em banho-maria. Algumas considerações:

- O título da notícia dá a entender que o LFV quis que fosse um determinado árbitro a apitar o SLB–Belenenses da meia-final da Taça de Portugal da época 2003/2004. Não foi bem isso: o Valentim Loureiro foi sugerindo vários nomes e o LFV não concordou com quatro deles por estarem conotados com o clube regional. Daí a pretender e sugerir um árbitro específico vai uma pequena diferença;
- Durante a conversa, LFV não pediu que o árbitro favorecesse o Benfica, ao contrário de outras transcrições que surgiram nos últimos dias;
- Não consta que o LFV tenha oferecido “fruta e rebuçadinhos” à equipa de arbitragem antes ou depois do jogo;
- Não parece que LFV tenha tentado influenciar a escolha do árbitro e o próprio árbitro para o Braga-clube regional, como este clube fez através do empresário António Araújo em relação ao Nacional-SLB e outros jogos dessa mesma época;
- Será que o LFV convidou o árbitro para sua casa na antevéspera do jogo para “tomar café” como foi feito noutras paragens?

- Então o LFV “escolhe árbitros” para o Benfica e não é chamado a depor como arguido?

Por tudo isto, colocar este caso no mesmo saco que os outros e tentar colar o LFV aos restantes arguidos no processo “Apito Dourado” (como muito boa gente tentará fazer) só pode acontecer por manifesta má fé. A diferença é visível, só não a vê quem quer.

Quer isto dizer que eu aprovo o comportamento do LFV? Claro que não! Preferia que este telefonema não tivesse acontecido e que ninguém responsável do Benfica se visse envolvido neste processo. No entanto, percebo o estado do espírito do presidente do Benfica naquela altura. O árbitro nomeado para o jogo (Paulo Paraty) foi substituído por pressão do clube regional. É natural que ele tenha ficado preocupado, até porque aquele jogo era o mais importante da época, já que nos poderia dar acesso à final da Taça e permitir-nos quebrar assim o jejum de troféus que tínhamos há alguns anos. Quantos de nós, adeptos de bancada, não temos ou tivemos objecções perante determinados árbitros? Entre um árbitro conotado com o clube regional (são quase todos, eu sei...) e outro mais isento, não é natural que prefiramos o mais isento? Volto a repetir: o LFV não se deveria ter envolvido nisto, mas este caso não é comparável aos outros.

Quantos anos teve o Bruno Paixão sem arbitrar jogos do clube regional depois da célebre partida de Campomaior, a única (!) nos últimos 20 anos em que o clube regional foi prejudicado e perdeu o jogo por causa disso? Alguém comentou este facto?! Foi normal?! Investigou-se o porquê?!


Não deixa de ser curioso que esta notícia sobre o LFV tenha surgido um dia depois de o presidente da Assembleia-Geral do Benfica, Tinoco Faria, ter ido à televisão dizer que ia entregar na procuradoria-geral da República um dossier anónimo que foi enviado ao LFV sobre diversos casos de corrupção do futebol português. Não há, de facto, coincidências...!

P.S. - Vai uma aposta em como o processo “Apito Dourado” só vai começar agora para os lagartos?

quinta-feira, setembro 07, 2006

Dez homens e um atrasado mental

Eu sei que é preciso não ter nenhumas noções de honradez, fair-play e decência, e ser mestre em cacetadas e jogo sujo, para se aceitar representar o clube regional, mas o Scolari poder-se-ia abster de convocar jogadores desse clube que ainda por cima têm Q.I. de símios. Graças ao Ricardo Costa, não conseguimos melhor que um empate (1-1) na casa da Finlândia no primeiro jogo de apuramento para o Euro 2008. Quando tudo se conjugava para que demonstrássemos na segunda parte a nossa superioridade, eis que o neurónio do Ricardo Costa não lhe transmite a informação que não estava a jogar pelo seu clube e aos 54 min. deixa-o fazer uma entrada por trás no meio-campo (!), quando já tinha um amarelo. Resultado: foi obviamente expulso e inviabilizou uma provável vitória no jogo. Fez-me lembrar não sei quem, que parece que também andou pelo mesmo clube, num jogo há não muito tempo. Deve ser contagioso…

Portugal entrou muito mal na partida e cada lance de bola parada era uma situação de perigo para a Finlândia. Foi sem surpresa que marcaram o primeiro golo logo aos 20 minutos, numa jogada em que a nossa defesa ficou a dormir, com o inefável Ricardo Costa a ser batido facilmente e a deixar o adversário centrar à vontade. No entanto, reagimos bem ao golo sofrido, principalmente através do Nani (estes jovens lagartos nascem como cogumelos, é impressionante…), já que o Cristiano Ronaldo era invariavelmente batido sempre que tentava driblar o terceiro (!) adversário. Quando o Deco despertou para o jogo, perto do final da primeira parte, construiu uma excelente jogada e desmarcou o Nuno Gomes que, isolado, fez um excelente golo, desviando a bola do guarda-redes. Mais uma vez mostrou ao Scolari que tivesse ele sido titular no Europeu e Mundial e possivelmente teríamos ido mais além, já que pelo menos jogaríamos com 11… Na segunda parte, e depois da expulsão, pouco podemos fazer, mas o que é certo é que os finlandeses também não criaram grande perigo. O Petit foi muito importante no meio-campo, ao cortar uma série de bolas, e o Deco e o Cristiano Ronaldo também seguraram muito jogo. O Ricardo fez duas boas defesas, mas lá largou a bola do costume a um cruzamento. Felizmente, o árbitro assinalou falta.

Também não acho que tenhamos jogado assim tão mal como disseram a maioria dos comentadores, mas o resultado poderia ter sido bem melhor. No entanto, quando não se joga com 11 jogadores desde o início é complicado ir mais além… Espero que isto sirva de lição ao Scolari. Ricardo Costa?! Por favor…

quarta-feira, setembro 06, 2006

Memória longa

Árbitros foram abordados para prejudicar Benfica na época 2003/2004

Sabe-se que foram referidos (por enquanto) três jogos em que interveio o Benfica no processo “Apito Dourado”: Nacional (fora), Boavista (casa) e U. Leiria (fora). Com o Nacional perdemos 3-2 e contra o U. Leiria empatámos 3-3, só ganhando frente ao Boavista (3-2). Só para relembrar do que é que se está a falar, e porque eu não tenho a memória curta, no jogo frente ao U. Leiria houve um penalty descarado a favor do Benfica logo no início do jogo, por carga do João Paulo ao Nuno Gomes, que o Sr. António Costa (olha quem...) a meia dúzia de metros de distância não assinalou. No jogo frente ao Nacional, a poucos minutos do fim e já com 3-2, o Tiago foi carregado na área e o Sr. Augusto Duarte também não marcou nada. E assim voaram três pontinhos...

Mas o que vale é que está tudo bem. O clube regional tem sido um justíssimo campeão ao longo destas últimas duas décadas e a única vez para os não-benfiquistas, especialmente os lagartos, em que houve escândalos nas arbitragens foi na época do “levados ao colo”... Isto tudo mete-me nojo!

quinta-feira, agosto 31, 2006

Televisão Vigarista Insuportável

Porque a paciência tem limites, este email foi enviado à TVI.

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Exmos Srs,

Já passaram alguns dias, mas não poderia deixar de os FELICITAR pela vossa emissão de Domingo passado, dia 27, à noite. Estabeleceram certamente um recorde nacional ao começarem os resumos da Liga Portuguesa às 2h20 da manhã! Melhor ainda, nenhuma das programações que consultei (v/ teletexto, v/ site, programação da TV Cabo na Powerbox e revistas da especialidade) estava igual às outras. Cada uma dizia a sua coisa! Só uma delas referia que os resumos iriam dar (a programação da TV Cabo, que os previa para as 0h00, ingénuos…). Nem o vosso teletexto, nem o vosso site mencionavam os resumos!

Como já sei o modo como os senhores funcionam (com o mais completo desrespeito pelo telespectador, que a única coisa que pode ter a certeza é que os senhores emitem diariamente seis (!) horas dessa “pérola” televisiva chamada “Morangos com Açúcar”, em que a música e os efeitos sonoros constantemente presentes tentam abafar o mais possível a paupérrima qualidade do argumento e as deploráveis representações da maioria dos participantes), às 0h00 lá fiz o sacrifício de mudar para o vosso canal à espera dos ditos resumos. Claro que não me espantei quando verifiquei que os senhores iriam começar a dar um filme, “Jade”. Afinal de contas, tirando a dita novela, é normal as pessoas nunca saberem o que está prestes a dar na vossa televisão. Lá fui fazendo outras coisas à espera do fim do filme, mas mudando de canal, porque não quero contribuir para as vossas audiências. E eis que às 2h20 lá aparece o vosso jornalista Sousa Martins com os resumos da jornada, algo que pela sua relevância, quando eram emitidos numa televisão decente, começava por volta das 22h, no máximo 23h. Dei-me ao trabalho de ficar acordado até às 2h20, porque não queria acreditar que os senhores não dessem os resumos do campeonato e estava muito curioso acerca da vossa desfaçatez horária. Mas claro que não os vi porque, como para qualquer português normal, a 2ª feira é dia de trabalho e sempre há uma diferença entre deitar-me às 2h30 ou às 3h30 (ou à hora a que eles acabassem). E felizmente temos o “Jornal de Desporto” na SIC Notícias, religiosamente às 12h30 de 2ª feira, que passa os resumos todos, programa que gravei para os poder ver.

Gostaria de vos fazer uma singela pergunta. Porquê um filme às 0h00 em vez dos resumos? E que tal começar os resumos às 0h00 (o que já é tardíssimo) e dar o filme depois? Se passassem os “Morangos com Açúcar” (mais duas horitas também não fazia mal nenhum…), ainda percebia, agora um filme do William Friedkin que, por muito interessante que seja (e acredito que fosse), não é de todo relevante para a actualidade do dia como o eram os ditos resumos?! De facto, a cabeça de quem faz a vossa programação tem razões que a razão desconhece.

Porque é que não deixam os resumos do campeonato português em paz? Especializem-se no que os senhores são bons, os “Morangos”, os “Big Brothers” e os “Odiosos Noivos”, e deixem os resumos do campeonato português para televisões que respeitem mais o telespectador ao exibi-los a horas decentes. As vossas audiências estão garantidas: quanto pior a qualidade de programa, mais sobem. Podem dar-se por felizes por vivermos num país com um nível de iliteracia tão alto, caso contrário uma televisão como a vossa estava condenada ao fracasso. Mas estando nós num país onde as pessoas param na auto-estrada para ver um acidente no sentido contrário, é-de esperar tudo, até que a vossa televisão esteja em 1º lugar. No entanto como estava a dizer, estando as vossas audiências garantidas com a “qualidade” dos programas que exibem, por favor renunciem aos resumos do campeonato português. Também para emiti-los às 2h20 quer dizer que não esperam grandes audiências e portanto não terão grande prejuízo se outra televisão os emitir.

Muito obrigado pela vossa atenção e continuem assim, porque quando se pensa que não se pode descer mais baixo, os senhores estão sempre a espantar-nos ao demonstrar que não há limites nessa descida.

Com os meus melhores cumprimentos,

S.L.B.

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sábado, agosto 26, 2006

Fantochada

E pronto, atingimos o zénite da incompetência e confusão no futebol português. O “caso Mateus” dá nova reviravolta e agora já é o Gil Vicente que fica na I Liga e o Belenenses que desce à Liga de Honra, por causa da decisão de um Tribunal Administrativo, que suspendeu a resolução do Conselho de Justiça da FPF. Quer dizer, nós treinámos a semana toda a pensar que iríamos jogar contra o Belenenses e afinal quem iria aparecer no Domingo no Estádio da Luz era o Gil Vicente. Felizmente que o Leixões se meteu ao barulho, dizendo que ele é que deveria participar na I Liga porque foi o 3º classificado da Liga de Honra e os outros dois clubes eram despromovidos, e a acção que interpôs fez com que o Conselho de Justiça da FPF suspendesse os jogos destas três equipas neste fim-de-semana. Além disto tudo, o Gil Vicente foi suspenso de todas as provas pela FPF, porque senão a FIFA poderia punir severamente o futebol português já que o clube de Barcelos recorreu aos tribunais civis, o que é proibido pelos regulamentos da FIFA. É mesmo de um país de terceiro mundo! Três meses para resolver este caso e as decisões mais importantes acontecem todas no dia (!) do início dos campeonatos. E depois, quando o Luís Filipe Vieira vem dizer que é preciso uma grande mudança de mentalidades e pessoas no futebol português, praticamente nenhum dirigente de outro clube o apoia…

Resultado: vamos começar o campeonato mais tarde e sabe-se lá quando é que iremos ter o calendário em dia porque vem aí a Liga dos Campeões e não há muitas datas disponíveis. Isto seria um cenário péssimo para o Benfica se este adiamento não acabasse por vir a calhar graças às várias vicissitudes que têm assolado o nosso plantel. O Rui Costa, o Simão e o Miccoli estão lesionados e não poderiam jogar. Apesar de serem dados como aptos, o Nuno Gomes e o Petit não fazem treino livre desde o jogo com os austríacos, e o Léo não joga há 20 dias. Para agravar ainda mais a situação, o Paulo Jorge está castigado devido à expulsão frente ao Bordéus e o Miguelito também não poderia alinhar porque não foi inscrito a tempo. Ou seja, jogaríamos com uma equipa muito de recurso, pelo que ainda bem que a partida foi adiada.

Mas é melhor não dizer mais nada, porque os antibenfiquistas ainda vêm dizer que os jogos foram adiados para nos favorecer…

quinta-feira, agosto 24, 2006

Sorteio da Liga dos Campeões

Não foi madrasta a nossa sorte no sorteio da Liga dos Campeões. Voltamos a reencontrar o Manchester United e vamos defrontar o Celtic de Glasgow e o FC Copenhaga, a equipa com o ranking mais baixo de todas as 32 (apesar de ter eliminado o Ajax). A meio do sorteio, com o Barcelona e Chelsea, Real Madrid e Lyon, e Inter e Bayern emparelhados cheguei a temer o pior, mas felizmente não calhámos em nenhum destes grupos. Ao invés, atrevo-me mesmo a dizer que estamos num dos mais acessíveis, pelo que é nossa obrigação qualificarmo-nos para os oitavos-de-final. Na pior das hipóteses espero que tenhamos a Taça Uefa garantida, mas depois do nosso percurso na Champions do ano passado, isto seria uma pequena desilusão.

Os nossos rivais tiveram menos sorte. Os lagartos calharam mesmo no grupo do Inter e Bayern, juntamente com o Spartak de Moscovo (as viagens à Rússia também nunca costumam ser fáceis) e o clube regional vai jogar contra o Arsenal (vice-campeão europeu depois de eliminar a Juventus e o Real Madrid, não esqueçamos), o CSKA Moscovo (outra vez a viagem à Rússia) e o Hamburgo, que era provavelmente a melhor equipa do Pote 4.

Mas isto é tudo no plano teórico. Também no ano passado o clube regional calhou num grupo acessível e o Artmedia deu-nos uma grande alegria. Vamos ver qual será a ordem completa dos nossos jogos. É muito importante começar com uma vitória e defrontar na 1ª jornada o FC Copenhaga, ainda que seja fora de casa, pode ser uma vantagem.

quarta-feira, agosto 23, 2006

Fácil

Finalmente quebrámos a malapata ao conseguirmos vencer a pré-eliminatória da Champions e qualificarmo-nos para a fase de grupos. Foi a vantagem de sermos cabeça-de-série, já que este Áustria de Viena é mesmo muito fraquinho. Também, com a equipa que foi campeã privada de seis ou sete jogadores que se transferiram e mais uns quantos lesionados, era difícil fazer melhor. Mesmo assim, considero que realizámos um jogo agradável com alguns bons momentos, especialmente enquanto o maestro esteve em campo, perante uma óptima assistência de 58.110 espectadores.

A equipa titular foi a mesma da partida da 1ª mão, mas imprimimos muito mais velocidade ao jogo. A defesa deles metia água por todos os lados e logo nos primeiros minutos um excelente cabeceamento do Nuno Gomes, na sequência de um centro teleguiado do maestro, levou o guarda-redes contrário a fazer melhor defesa do jogo. O nosso domínio era total já que eles mal passavam do meio-campo e aos 21 minutos, através de um magnífico cruzamento do Manú e óptima assistência do Nuno Gomes, o Rui Costa voltou a marcar um golão com a gloriosa camisola num jogo oficial. A partir daí, acalmei, porque não se estava a ver como é que nós poderíamos sofrer um golo daquela equipa. Logo a seguir tivemos duas boas oportunidades pelo Paulo Jorge e Rui Costa, mas o guarda-redes deles, Safar, fez jus ao nome e não deixou a bola entrar. Até ao fim da 1ª parte baixámos um pouco o ritmo, mas tivemos a sorte de marcar o segundo golo mesmo antes do intervalo, numa intercepção de cabeça do Katsouranis, depois de um pontapé de baliza, que isolou o Nuno Gomes, o qual, depois de uma simulação que sentou o guarda-redes, atirou para o meio da baliza.

Com a eliminatória praticamente resolvida, poder-se-ia pensar que abrandássemos o ritmo na 2ª parte, mas isso só aconteceu depois do terceiro golo, aos 57 minutos. Um passe inadjectivável do maestro isolou dois (!) jogadores do Benfica e o Manú não foi egoísta, passando a bola ao Petit quando o guarda-redes saiu da baliza. Pouco depois, o Rui Costa saiu para ser poupado para o jogo do próximo Domingo, recebendo a maior ovação da noite, e a nossa produção de jogo ressentiu-se bastante. Também não valia a pena carregar muito no acelerador, porque a eliminatória já estava ganha e ainda estamos no início da época. Individualmente, para além do maestro (nunca é demais repetir que só para o ver vale a pena ir ao estádio), gostei bastante do Nuno Gomes, excelente nas tabelinhas e com o sentido goleador apurado, do Nélson, que está mais confiante e a subir nitidamente de forma, e do Katsouranis, que não só corta muito jogo adversário como dá fluidez no meio-campo. A defesa não teve muito que fazer, mas o Luisão não parece ainda na sua melhor forma. O Quim esteve mais ou menos seguro, mas eu continuo a ser um moreirista convicto. Todavia, venha qualquer um deles menos o Moretto! O Paulo Jorge é muito esforçado, mas esteve desastrado quando rematava à baliza, e o Manú mostrou pormenores muito interessantes (para além do cruzamento do primeiro golo, um pique aos 85 minutos impressionou-me), mas precisa de crescer um pouco e saber que por vezes tem que libertar a bola mais rapidamente.

Apesar de termos feito um bom jogo, duvido que no nosso campeonato encontremos uma equipa tão macia como esta. Depois das trapalhadas do “caso Mateus”, parece que jogaremos com o Belenenses no Domingo e aí poderemos ver se estamos realmente a subir de forma ou se a exibição de hoje só aconteceu porque defrontámos uma equipa do nível do Halmstads.

P.S. – Agradeço a todos aqueles que nos comentários me desejaram umas boas férias. No entanto, um inesperado e gravíssimo problema familiar fez com que elas terminassem abruptamente no início da semana passada. Daí também a razão do post anterior.

segunda-feira, agosto 14, 2006

O post que nunca deveria ser escrito


A. “Bigola” (OX-Alkiton)
30 Maio 1987 – 14 Agosto 2006

SEMPRE.

(escrito a 20-8-06)

quarta-feira, agosto 09, 2006

Não perdemos

O empate 1-1 na casa do Áustria de Viena permite-nos estar em vantagem para finalmente passarmos uma pré-eliminatória e entrarmos na fase de grupos da Liga dos Campeões. Numa exibição bastante melhor que as três últimas, deu para perceber que se estivéssemos com confiança teríamos decidido já a eliminatória. Regressámos ao sistema de jogo que nos últimos três anos nos deu um campeonato, uma Taça de Portugal e uma Supertaça, ou seja o 4-2-3-1, e as melhorias foram visíveis. Defendemos bastante bem e mesmo com grandes hiatos pelo meio conseguimos algumas boas jogadas de ataque.

O jogo começou bem, porque marcámos relativamente cedo, na melhor jogada do desafio em que a bola começa nos pés do maestro e passa sempre ao primeiro toque pelo Katsouranis, Petit e Paulo Jorge até chegar ao calcanhar do Nuno Gomes que a mete na baliza, se bem que ela ainda tenha tabelado ligeiramente num defesa. Pensei que poderíamos embalar para uma boa exibição e um resultado dissipador de quaisquer dúvidas, porque o Áustria de Viena revelou-se muito fraco e nós tínhamos a tranquilidade da vantagem no marcador. No entanto, os fantasmas dos últimos jogos ainda estão bem presentes nos jogadores e a primeira parte foi muito pobre. Num lance de bola parada, o Áustria chegou ao empate através de um remate fora da área, mas tirando este lance não criou mais nenhum perigo. Na segunda parte melhorámos bastante e tivemos mais posse de bola. Construímos pelo menos três oportunidades de golo (Petit, Nuno Gomes e Marco Ferreira), mas finalmente deixámos de ter 100% de eficácia.

Em termos individuais, destacaram-se o Nuno Gomes, pelo golo que marcou e porque esteve quase a marcar outro (afinal, o que se pede a um ponta-de-lança), e a defesa na sua globalidade (Quim incluído), já que não deixou o adversário criar perigo. O Rui Costa também esteve bem, nomeadamente na abertura que fez para o falhanço do Nuno Gomes. Os alas (Manú e Paulo Jorge) estiveram muito em jogo e não raras vezes conseguiram bater os jogadores contrários. Além disso, pelo que parece, ambos sabem centrar bem. Quanto às opções do treinador, não percebi porque é que o Manú foi substituído pelo Marco Ferreira, quando o Paulo Jorge já tinha um amarelo, e porque é que o Karagounis foi excluído do banco, a favor do Diego e Beto… De realçar que entrámos em campo com oito portugueses no onze (Quim, Nélson, Ricardo Rocha, Petit, Rui Costa, Manú, Paulo Jorge e Nuno Gomes), que é precisamente a quantidade que tínhamos na equipa titular quando fomos campeões. Pode ser só coincidência, mas continuo a pensar que os jogadores nacionais acabam por sentir mais a camisola e mostrar isso em campo, correndo mais, do que alguns da escola de samba que lá temos. Felizmente um deles, o Manduca, já foi despachado, agora só falta o Marcel e o Moretto. Aliás, só por ter colocado o Moretto fora dos convocados, o Fernando Santos já subiu vários pontos na minha consideração.

Daqui a duas semanas teremos o jogo da segunda mão e esperemos que nessa altura já estejamos com os níveis de confiança mais altos. Mas não esqueçamos que este Áustria é bastante mais fraco que os nossos três últimos adversários, pelo que não se podem tirar muitas conclusões deste jogo. E, já agora, que contratemos rapidamente mais um defesa-esquerdo para que, quando o Léo esteja lesionado como é o caso agora, não tenhamos o suplício de ver o Ricardo Rocha a tentar colocar uma boa jogável na frente e a não conseguir… Seis defesas no plantel para uma época tão longa?!


P.S. - A minha homenagem ao Jorge de Brito, que faleceu há poucos dias. Foi através dele que nós pudemos ver muitos grandes jogadores com a camisola do Glorioso, para além de ter contribuído generosamente para muitas infraestruturas do nosso clube. Teve azar de ser presidente numa das alturas mais conturbadas da história do Benfica, mas foi a direcção dele que construiu o plantel campeão de 1993/94.

quarta-feira, agosto 02, 2006

Relembrar VI - Classe

Este blog vai hoje de férias durante as próximas duas semanas e meia (com um intervalo pelo meio para postar sobre a 1ª mão da pré-eliminatória), mas não queria ter como último post as desgraças actuais do Glorioso. Por isso, deixo-vos aqui um lance de enorme classe do primeiro grande sueco a jogar no nosso clube: Stromberg. Só cá esteve durante uma época e meia (trazido por um homem que deveria estar hoje outra vez no nosso banco de suplentes…), mas foi o suficiente para deixar a sua marca. Este golo aconteceu frente aos irlandeses do Linfield no jogo da 2ª mão da 1ª eliminatória da Taça dos Campeões na época 83/84. Tínhamos ganho na Luz por 3-0, pelo que a eliminatória estava praticamente decidida, mas mesmo assim o Stromberg resolveu dar um show, marcando dois golos, sendo este o segundo dele e terceiro da equipa. Como diz o inefável Gabriel Alves, reparem bem na simulação que ele faz antes de rematar à baliza.

terça-feira, agosto 01, 2006

Amorfismo

Quatro derrotas em cinco jogos, sendo as últimas três consecutivas, não são para todos, pelo que em apenas um mês o Sr. Fernando Santos já entrou para a história do Glorioso. Hoje perdemos por 3-1 em Atenas frente ao AEK e sinceramente a margem de manobra do Sr. Fernando Santos começa a reduzir-se de maneira drástica. Uma pré-época deste calibre só me lembro daquela em que perdemos por 4-0 frente ao Juventude de Caxias no Brasil no tempo do Manuel José. Estou bastante pessimista para a pré-eliminatória da Liga dos Campeões e, se o Benfica não se conseguir qualificar para a fase de grupos, acho que o Sr. Fernando Santos deveria dar uma mostra de benfiquismo e apresentar a sua demissão.

Sou muito avesso a mudanças de treinador, ainda por cima numa fase tão embrionária da época, mas não se vislumbra como é que nós podemos dar a volta a isto. Mais do que as derrotas, são as exibições que me preocupam. Em vez de melhorarmos, estamos a ir no sentido oposto a cada jogo que passa. A equipa revela-se completamente descrente, não consegue reagir quando está em desvantagem (nem quero pensar no que acontecerá se sofrermos um golo primeiro em Viena…) e não exibe um bocadinho que seja de fio de jogo. Ninguém sabe o que está a fazer em campo e até a defesa, que nos últimos anos tem sido o nosso sustentáculo, mete água por tudo quanto é lado. Ora, se os jogadores são praticamente os mesmos do ano passado, é fácil verificar onde está a culpa… Se quisermos ver as coisas pelo lado positivo, poderemos sempre dizer que estamos a ter um índice de concretização próximo dos 100%: contra os lagartos nenhuma oportunidade, nenhum golo; hoje uma, um golo…

Quem não deveria representar o Benfica por manifesta falta de qualidade ficou em Lisboa (Moretto, Beto, Manduca e Marcel), mas mesmo assim a equipa não rendeu. O Manú voltou a ser o mais mexido e inconformado, mas como não existe táctica é difícil sobressair alguém. Começámos no infame 4-4-2 em losango e à meia-hora já estávamos em 4-3-3 quando o Paulo Jorge (bom golo de cabeça a um centro perfeito do Manú) entrou para o lugar do Karagounis. Com os três golos sofridos na 1ª parte, o Sr. Fernando Santos resolve culpar os centrais e ao intervalo troca o Luisão e o Ricardo Rocha pelo Alcides e o Anderson. Não sofremos mais golos, mas também porque o AEK desacelerou completamente na 2ª parte. O Kikin Fonseca lá se estreou, mas não deu para ver nada. O Quim acabou por sofrer três golos, mas não teve culpas em nenhum deles. O Rui Costa esteve perdido no meio de tanta confusão. Enfim, não se safou ninguém.

Temos uma semana até ao jogo da 1ª mão em Viena. Resta-nos aguardar que ocorra um milagre durante estes sete dias…