quinta-feira, agosto 31, 2006
Televisão Vigarista Insuportável
Porque a paciência tem limites, este email foi enviado à TVI.
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Exmos Srs,
Já passaram alguns dias, mas não poderia deixar de os FELICITAR pela vossa emissão de Domingo passado, dia 27, à noite. Estabeleceram certamente um recorde nacional ao começarem os resumos da Liga Portuguesa às 2h20 da manhã! Melhor ainda, nenhuma das programações que consultei (v/ teletexto, v/ site, programação da TV Cabo na Powerbox e revistas da especialidade) estava igual às outras. Cada uma dizia a sua coisa! Só uma delas referia que os resumos iriam dar (a programação da TV Cabo, que os previa para as 0h00, ingénuos…). Nem o vosso teletexto, nem o vosso site mencionavam os resumos!
Como já sei o modo como os senhores funcionam (com o mais completo desrespeito pelo telespectador, que a única coisa que pode ter a certeza é que os senhores emitem diariamente seis (!) horas dessa “pérola” televisiva chamada “Morangos com Açúcar”, em que a música e os efeitos sonoros constantemente presentes tentam abafar o mais possível a paupérrima qualidade do argumento e as deploráveis representações da maioria dos participantes), às 0h00 lá fiz o sacrifício de mudar para o vosso canal à espera dos ditos resumos. Claro que não me espantei quando verifiquei que os senhores iriam começar a dar um filme, “Jade”. Afinal de contas, tirando a dita novela, é normal as pessoas nunca saberem o que está prestes a dar na vossa televisão. Lá fui fazendo outras coisas à espera do fim do filme, mas mudando de canal, porque não quero contribuir para as vossas audiências. E eis que às 2h20 lá aparece o vosso jornalista Sousa Martins com os resumos da jornada, algo que pela sua relevância, quando eram emitidos numa televisão decente, começava por volta das 22h, no máximo 23h. Dei-me ao trabalho de ficar acordado até às 2h20, porque não queria acreditar que os senhores não dessem os resumos do campeonato e estava muito curioso acerca da vossa desfaçatez horária. Mas claro que não os vi porque, como para qualquer português normal, a 2ª feira é dia de trabalho e sempre há uma diferença entre deitar-me às 2h30 ou às 3h30 (ou à hora a que eles acabassem). E felizmente temos o “Jornal de Desporto” na SIC Notícias, religiosamente às 12h30 de 2ª feira, que passa os resumos todos, programa que gravei para os poder ver.
Gostaria de vos fazer uma singela pergunta. Porquê um filme às 0h00 em vez dos resumos? E que tal começar os resumos às 0h00 (o que já é tardíssimo) e dar o filme depois? Se passassem os “Morangos com Açúcar” (mais duas horitas também não fazia mal nenhum…), ainda percebia, agora um filme do William Friedkin que, por muito interessante que seja (e acredito que fosse), não é de todo relevante para a actualidade do dia como o eram os ditos resumos?! De facto, a cabeça de quem faz a vossa programação tem razões que a razão desconhece.
Porque é que não deixam os resumos do campeonato português em paz? Especializem-se no que os senhores são bons, os “Morangos”, os “Big Brothers” e os “Odiosos Noivos”, e deixem os resumos do campeonato português para televisões que respeitem mais o telespectador ao exibi-los a horas decentes. As vossas audiências estão garantidas: quanto pior a qualidade de programa, mais sobem. Podem dar-se por felizes por vivermos num país com um nível de iliteracia tão alto, caso contrário uma televisão como a vossa estava condenada ao fracasso. Mas estando nós num país onde as pessoas param na auto-estrada para ver um acidente no sentido contrário, é-de esperar tudo, até que a vossa televisão esteja em 1º lugar. No entanto como estava a dizer, estando as vossas audiências garantidas com a “qualidade” dos programas que exibem, por favor renunciem aos resumos do campeonato português. Também para emiti-los às 2h20 quer dizer que não esperam grandes audiências e portanto não terão grande prejuízo se outra televisão os emitir.
Muito obrigado pela vossa atenção e continuem assim, porque quando se pensa que não se pode descer mais baixo, os senhores estão sempre a espantar-nos ao demonstrar que não há limites nessa descida.
Com os meus melhores cumprimentos,
S.L.B.
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Exmos Srs,
Já passaram alguns dias, mas não poderia deixar de os FELICITAR pela vossa emissão de Domingo passado, dia 27, à noite. Estabeleceram certamente um recorde nacional ao começarem os resumos da Liga Portuguesa às 2h20 da manhã! Melhor ainda, nenhuma das programações que consultei (v/ teletexto, v/ site, programação da TV Cabo na Powerbox e revistas da especialidade) estava igual às outras. Cada uma dizia a sua coisa! Só uma delas referia que os resumos iriam dar (a programação da TV Cabo, que os previa para as 0h00, ingénuos…). Nem o vosso teletexto, nem o vosso site mencionavam os resumos!
Como já sei o modo como os senhores funcionam (com o mais completo desrespeito pelo telespectador, que a única coisa que pode ter a certeza é que os senhores emitem diariamente seis (!) horas dessa “pérola” televisiva chamada “Morangos com Açúcar”, em que a música e os efeitos sonoros constantemente presentes tentam abafar o mais possível a paupérrima qualidade do argumento e as deploráveis representações da maioria dos participantes), às 0h00 lá fiz o sacrifício de mudar para o vosso canal à espera dos ditos resumos. Claro que não me espantei quando verifiquei que os senhores iriam começar a dar um filme, “Jade”. Afinal de contas, tirando a dita novela, é normal as pessoas nunca saberem o que está prestes a dar na vossa televisão. Lá fui fazendo outras coisas à espera do fim do filme, mas mudando de canal, porque não quero contribuir para as vossas audiências. E eis que às 2h20 lá aparece o vosso jornalista Sousa Martins com os resumos da jornada, algo que pela sua relevância, quando eram emitidos numa televisão decente, começava por volta das 22h, no máximo 23h. Dei-me ao trabalho de ficar acordado até às 2h20, porque não queria acreditar que os senhores não dessem os resumos do campeonato e estava muito curioso acerca da vossa desfaçatez horária. Mas claro que não os vi porque, como para qualquer português normal, a 2ª feira é dia de trabalho e sempre há uma diferença entre deitar-me às 2h30 ou às 3h30 (ou à hora a que eles acabassem). E felizmente temos o “Jornal de Desporto” na SIC Notícias, religiosamente às 12h30 de 2ª feira, que passa os resumos todos, programa que gravei para os poder ver.
Gostaria de vos fazer uma singela pergunta. Porquê um filme às 0h00 em vez dos resumos? E que tal começar os resumos às 0h00 (o que já é tardíssimo) e dar o filme depois? Se passassem os “Morangos com Açúcar” (mais duas horitas também não fazia mal nenhum…), ainda percebia, agora um filme do William Friedkin que, por muito interessante que seja (e acredito que fosse), não é de todo relevante para a actualidade do dia como o eram os ditos resumos?! De facto, a cabeça de quem faz a vossa programação tem razões que a razão desconhece.
Porque é que não deixam os resumos do campeonato português em paz? Especializem-se no que os senhores são bons, os “Morangos”, os “Big Brothers” e os “Odiosos Noivos”, e deixem os resumos do campeonato português para televisões que respeitem mais o telespectador ao exibi-los a horas decentes. As vossas audiências estão garantidas: quanto pior a qualidade de programa, mais sobem. Podem dar-se por felizes por vivermos num país com um nível de iliteracia tão alto, caso contrário uma televisão como a vossa estava condenada ao fracasso. Mas estando nós num país onde as pessoas param na auto-estrada para ver um acidente no sentido contrário, é-de esperar tudo, até que a vossa televisão esteja em 1º lugar. No entanto como estava a dizer, estando as vossas audiências garantidas com a “qualidade” dos programas que exibem, por favor renunciem aos resumos do campeonato português. Também para emiti-los às 2h20 quer dizer que não esperam grandes audiências e portanto não terão grande prejuízo se outra televisão os emitir.
Muito obrigado pela vossa atenção e continuem assim, porque quando se pensa que não se pode descer mais baixo, os senhores estão sempre a espantar-nos ao demonstrar que não há limites nessa descida.
Com os meus melhores cumprimentos,
S.L.B.
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sábado, agosto 26, 2006
Fantochada
E pronto, atingimos o zénite da incompetência e confusão no futebol português. O “caso Mateus” dá nova reviravolta e agora já é o Gil Vicente que fica na I Liga e o Belenenses que desce à Liga de Honra, por causa da decisão de um Tribunal Administrativo, que suspendeu a resolução do Conselho de Justiça da FPF. Quer dizer, nós treinámos a semana toda a pensar que iríamos jogar contra o Belenenses e afinal quem iria aparecer no Domingo no Estádio da Luz era o Gil Vicente. Felizmente que o Leixões se meteu ao barulho, dizendo que ele é que deveria participar na I Liga porque foi o 3º classificado da Liga de Honra e os outros dois clubes eram despromovidos, e a acção que interpôs fez com que o Conselho de Justiça da FPF suspendesse os jogos destas três equipas neste fim-de-semana. Além disto tudo, o Gil Vicente foi suspenso de todas as provas pela FPF, porque senão a FIFA poderia punir severamente o futebol português já que o clube de Barcelos recorreu aos tribunais civis, o que é proibido pelos regulamentos da FIFA. É mesmo de um país de terceiro mundo! Três meses para resolver este caso e as decisões mais importantes acontecem todas no dia (!) do início dos campeonatos. E depois, quando o Luís Filipe Vieira vem dizer que é preciso uma grande mudança de mentalidades e pessoas no futebol português, praticamente nenhum dirigente de outro clube o apoia…
Resultado: vamos começar o campeonato mais tarde e sabe-se lá quando é que iremos ter o calendário em dia porque vem aí a Liga dos Campeões e não há muitas datas disponíveis. Isto seria um cenário péssimo para o Benfica se este adiamento não acabasse por vir a calhar graças às várias vicissitudes que têm assolado o nosso plantel. O Rui Costa, o Simão e o Miccoli estão lesionados e não poderiam jogar. Apesar de serem dados como aptos, o Nuno Gomes e o Petit não fazem treino livre desde o jogo com os austríacos, e o Léo não joga há 20 dias. Para agravar ainda mais a situação, o Paulo Jorge está castigado devido à expulsão frente ao Bordéus e o Miguelito também não poderia alinhar porque não foi inscrito a tempo. Ou seja, jogaríamos com uma equipa muito de recurso, pelo que ainda bem que a partida foi adiada.
Mas é melhor não dizer mais nada, porque os antibenfiquistas ainda vêm dizer que os jogos foram adiados para nos favorecer…
Resultado: vamos começar o campeonato mais tarde e sabe-se lá quando é que iremos ter o calendário em dia porque vem aí a Liga dos Campeões e não há muitas datas disponíveis. Isto seria um cenário péssimo para o Benfica se este adiamento não acabasse por vir a calhar graças às várias vicissitudes que têm assolado o nosso plantel. O Rui Costa, o Simão e o Miccoli estão lesionados e não poderiam jogar. Apesar de serem dados como aptos, o Nuno Gomes e o Petit não fazem treino livre desde o jogo com os austríacos, e o Léo não joga há 20 dias. Para agravar ainda mais a situação, o Paulo Jorge está castigado devido à expulsão frente ao Bordéus e o Miguelito também não poderia alinhar porque não foi inscrito a tempo. Ou seja, jogaríamos com uma equipa muito de recurso, pelo que ainda bem que a partida foi adiada.
Mas é melhor não dizer mais nada, porque os antibenfiquistas ainda vêm dizer que os jogos foram adiados para nos favorecer…
quinta-feira, agosto 24, 2006
Sorteio da Liga dos Campeões
Não foi madrasta a nossa sorte no sorteio da Liga dos Campeões. Voltamos a reencontrar o Manchester United e vamos defrontar o Celtic de Glasgow e o FC Copenhaga, a equipa com o ranking mais baixo de todas as 32 (apesar de ter eliminado o Ajax). A meio do sorteio, com o Barcelona e Chelsea, Real Madrid e Lyon, e Inter e Bayern emparelhados cheguei a temer o pior, mas felizmente não calhámos em nenhum destes grupos. Ao invés, atrevo-me mesmo a dizer que estamos num dos mais acessíveis, pelo que é nossa obrigação qualificarmo-nos para os oitavos-de-final. Na pior das hipóteses espero que tenhamos a Taça Uefa garantida, mas depois do nosso percurso na Champions do ano passado, isto seria uma pequena desilusão.
Os nossos rivais tiveram menos sorte. Os lagartos calharam mesmo no grupo do Inter e Bayern, juntamente com o Spartak de Moscovo (as viagens à Rússia também nunca costumam ser fáceis) e o clube regional vai jogar contra o Arsenal (vice-campeão europeu depois de eliminar a Juventus e o Real Madrid, não esqueçamos), o CSKA Moscovo (outra vez a viagem à Rússia) e o Hamburgo, que era provavelmente a melhor equipa do Pote 4.
Mas isto é tudo no plano teórico. Também no ano passado o clube regional calhou num grupo acessível e o Artmedia deu-nos uma grande alegria. Vamos ver qual será a ordem completa dos nossos jogos. É muito importante começar com uma vitória e defrontar na 1ª jornada o FC Copenhaga, ainda que seja fora de casa, pode ser uma vantagem.
Os nossos rivais tiveram menos sorte. Os lagartos calharam mesmo no grupo do Inter e Bayern, juntamente com o Spartak de Moscovo (as viagens à Rússia também nunca costumam ser fáceis) e o clube regional vai jogar contra o Arsenal (vice-campeão europeu depois de eliminar a Juventus e o Real Madrid, não esqueçamos), o CSKA Moscovo (outra vez a viagem à Rússia) e o Hamburgo, que era provavelmente a melhor equipa do Pote 4.
Mas isto é tudo no plano teórico. Também no ano passado o clube regional calhou num grupo acessível e o Artmedia deu-nos uma grande alegria. Vamos ver qual será a ordem completa dos nossos jogos. É muito importante começar com uma vitória e defrontar na 1ª jornada o FC Copenhaga, ainda que seja fora de casa, pode ser uma vantagem.
quarta-feira, agosto 23, 2006
Fácil
Finalmente quebrámos a malapata ao conseguirmos vencer a pré-eliminatória da Champions e qualificarmo-nos para a fase de grupos. Foi a vantagem de sermos cabeça-de-série, já que este Áustria de Viena é mesmo muito fraquinho. Também, com a equipa que foi campeã privada de seis ou sete jogadores que se transferiram e mais uns quantos lesionados, era difícil fazer melhor. Mesmo assim, considero que realizámos um jogo agradável com alguns bons momentos, especialmente enquanto o maestro esteve em campo, perante uma óptima assistência de 58.110 espectadores.
A equipa titular foi a mesma da partida da 1ª mão, mas imprimimos muito mais velocidade ao jogo. A defesa deles metia água por todos os lados e logo nos primeiros minutos um excelente cabeceamento do Nuno Gomes, na sequência de um centro teleguiado do maestro, levou o guarda-redes contrário a fazer melhor defesa do jogo. O nosso domínio era total já que eles mal passavam do meio-campo e aos 21 minutos, através de um magnífico cruzamento do Manú e óptima assistência do Nuno Gomes, o Rui Costa voltou a marcar um golão com a gloriosa camisola num jogo oficial. A partir daí, acalmei, porque não se estava a ver como é que nós poderíamos sofrer um golo daquela equipa. Logo a seguir tivemos duas boas oportunidades pelo Paulo Jorge e Rui Costa, mas o guarda-redes deles, Safar, fez jus ao nome e não deixou a bola entrar. Até ao fim da 1ª parte baixámos um pouco o ritmo, mas tivemos a sorte de marcar o segundo golo mesmo antes do intervalo, numa intercepção de cabeça do Katsouranis, depois de um pontapé de baliza, que isolou o Nuno Gomes, o qual, depois de uma simulação que sentou o guarda-redes, atirou para o meio da baliza.
Com a eliminatória praticamente resolvida, poder-se-ia pensar que abrandássemos o ritmo na 2ª parte, mas isso só aconteceu depois do terceiro golo, aos 57 minutos. Um passe inadjectivável do maestro isolou dois (!) jogadores do Benfica e o Manú não foi egoísta, passando a bola ao Petit quando o guarda-redes saiu da baliza. Pouco depois, o Rui Costa saiu para ser poupado para o jogo do próximo Domingo, recebendo a maior ovação da noite, e a nossa produção de jogo ressentiu-se bastante. Também não valia a pena carregar muito no acelerador, porque a eliminatória já estava ganha e ainda estamos no início da época. Individualmente, para além do maestro (nunca é demais repetir que só para o ver vale a pena ir ao estádio), gostei bastante do Nuno Gomes, excelente nas tabelinhas e com o sentido goleador apurado, do Nélson, que está mais confiante e a subir nitidamente de forma, e do Katsouranis, que não só corta muito jogo adversário como dá fluidez no meio-campo. A defesa não teve muito que fazer, mas o Luisão não parece ainda na sua melhor forma. O Quim esteve mais ou menos seguro, mas eu continuo a ser um moreirista convicto. Todavia, venha qualquer um deles menos o Moretto! O Paulo Jorge é muito esforçado, mas esteve desastrado quando rematava à baliza, e o Manú mostrou pormenores muito interessantes (para além do cruzamento do primeiro golo, um pique aos 85 minutos impressionou-me), mas precisa de crescer um pouco e saber que por vezes tem que libertar a bola mais rapidamente.
Apesar de termos feito um bom jogo, duvido que no nosso campeonato encontremos uma equipa tão macia como esta. Depois das trapalhadas do “caso Mateus”, parece que jogaremos com o Belenenses no Domingo e aí poderemos ver se estamos realmente a subir de forma ou se a exibição de hoje só aconteceu porque defrontámos uma equipa do nível do Halmstads.
P.S. – Agradeço a todos aqueles que nos comentários me desejaram umas boas férias. No entanto, um inesperado e gravíssimo problema familiar fez com que elas terminassem abruptamente no início da semana passada. Daí também a razão do post anterior.
A equipa titular foi a mesma da partida da 1ª mão, mas imprimimos muito mais velocidade ao jogo. A defesa deles metia água por todos os lados e logo nos primeiros minutos um excelente cabeceamento do Nuno Gomes, na sequência de um centro teleguiado do maestro, levou o guarda-redes contrário a fazer melhor defesa do jogo. O nosso domínio era total já que eles mal passavam do meio-campo e aos 21 minutos, através de um magnífico cruzamento do Manú e óptima assistência do Nuno Gomes, o Rui Costa voltou a marcar um golão com a gloriosa camisola num jogo oficial. A partir daí, acalmei, porque não se estava a ver como é que nós poderíamos sofrer um golo daquela equipa. Logo a seguir tivemos duas boas oportunidades pelo Paulo Jorge e Rui Costa, mas o guarda-redes deles, Safar, fez jus ao nome e não deixou a bola entrar. Até ao fim da 1ª parte baixámos um pouco o ritmo, mas tivemos a sorte de marcar o segundo golo mesmo antes do intervalo, numa intercepção de cabeça do Katsouranis, depois de um pontapé de baliza, que isolou o Nuno Gomes, o qual, depois de uma simulação que sentou o guarda-redes, atirou para o meio da baliza.
Com a eliminatória praticamente resolvida, poder-se-ia pensar que abrandássemos o ritmo na 2ª parte, mas isso só aconteceu depois do terceiro golo, aos 57 minutos. Um passe inadjectivável do maestro isolou dois (!) jogadores do Benfica e o Manú não foi egoísta, passando a bola ao Petit quando o guarda-redes saiu da baliza. Pouco depois, o Rui Costa saiu para ser poupado para o jogo do próximo Domingo, recebendo a maior ovação da noite, e a nossa produção de jogo ressentiu-se bastante. Também não valia a pena carregar muito no acelerador, porque a eliminatória já estava ganha e ainda estamos no início da época. Individualmente, para além do maestro (nunca é demais repetir que só para o ver vale a pena ir ao estádio), gostei bastante do Nuno Gomes, excelente nas tabelinhas e com o sentido goleador apurado, do Nélson, que está mais confiante e a subir nitidamente de forma, e do Katsouranis, que não só corta muito jogo adversário como dá fluidez no meio-campo. A defesa não teve muito que fazer, mas o Luisão não parece ainda na sua melhor forma. O Quim esteve mais ou menos seguro, mas eu continuo a ser um moreirista convicto. Todavia, venha qualquer um deles menos o Moretto! O Paulo Jorge é muito esforçado, mas esteve desastrado quando rematava à baliza, e o Manú mostrou pormenores muito interessantes (para além do cruzamento do primeiro golo, um pique aos 85 minutos impressionou-me), mas precisa de crescer um pouco e saber que por vezes tem que libertar a bola mais rapidamente.
Apesar de termos feito um bom jogo, duvido que no nosso campeonato encontremos uma equipa tão macia como esta. Depois das trapalhadas do “caso Mateus”, parece que jogaremos com o Belenenses no Domingo e aí poderemos ver se estamos realmente a subir de forma ou se a exibição de hoje só aconteceu porque defrontámos uma equipa do nível do Halmstads.
P.S. – Agradeço a todos aqueles que nos comentários me desejaram umas boas férias. No entanto, um inesperado e gravíssimo problema familiar fez com que elas terminassem abruptamente no início da semana passada. Daí também a razão do post anterior.
segunda-feira, agosto 14, 2006
O post que nunca deveria ser escrito
A. “Bigola” (OX-Alkiton)
30 Maio 1987 – 14 Agosto 2006
SEMPRE.
(escrito a 20-8-06)
quarta-feira, agosto 09, 2006
Não perdemos
O empate 1-1 na casa do Áustria de Viena permite-nos estar em vantagem para finalmente passarmos uma pré-eliminatória e entrarmos na fase de grupos da Liga dos Campeões. Numa exibição bastante melhor que as três últimas, deu para perceber que se estivéssemos com confiança teríamos decidido já a eliminatória. Regressámos ao sistema de jogo que nos últimos três anos nos deu um campeonato, uma Taça de Portugal e uma Supertaça, ou seja o 4-2-3-1, e as melhorias foram visíveis. Defendemos bastante bem e mesmo com grandes hiatos pelo meio conseguimos algumas boas jogadas de ataque.
O jogo começou bem, porque marcámos relativamente cedo, na melhor jogada do desafio em que a bola começa nos pés do maestro e passa sempre ao primeiro toque pelo Katsouranis, Petit e Paulo Jorge até chegar ao calcanhar do Nuno Gomes que a mete na baliza, se bem que ela ainda tenha tabelado ligeiramente num defesa. Pensei que poderíamos embalar para uma boa exibição e um resultado dissipador de quaisquer dúvidas, porque o Áustria de Viena revelou-se muito fraco e nós tínhamos a tranquilidade da vantagem no marcador. No entanto, os fantasmas dos últimos jogos ainda estão bem presentes nos jogadores e a primeira parte foi muito pobre. Num lance de bola parada, o Áustria chegou ao empate através de um remate fora da área, mas tirando este lance não criou mais nenhum perigo. Na segunda parte melhorámos bastante e tivemos mais posse de bola. Construímos pelo menos três oportunidades de golo (Petit, Nuno Gomes e Marco Ferreira), mas finalmente deixámos de ter 100% de eficácia.
Em termos individuais, destacaram-se o Nuno Gomes, pelo golo que marcou e porque esteve quase a marcar outro (afinal, o que se pede a um ponta-de-lança), e a defesa na sua globalidade (Quim incluído), já que não deixou o adversário criar perigo. O Rui Costa também esteve bem, nomeadamente na abertura que fez para o falhanço do Nuno Gomes. Os alas (Manú e Paulo Jorge) estiveram muito em jogo e não raras vezes conseguiram bater os jogadores contrários. Além disso, pelo que parece, ambos sabem centrar bem. Quanto às opções do treinador, não percebi porque é que o Manú foi substituído pelo Marco Ferreira, quando o Paulo Jorge já tinha um amarelo, e porque é que o Karagounis foi excluído do banco, a favor do Diego e Beto… De realçar que entrámos em campo com oito portugueses no onze (Quim, Nélson, Ricardo Rocha, Petit, Rui Costa, Manú, Paulo Jorge e Nuno Gomes), que é precisamente a quantidade que tínhamos na equipa titular quando fomos campeões. Pode ser só coincidência, mas continuo a pensar que os jogadores nacionais acabam por sentir mais a camisola e mostrar isso em campo, correndo mais, do que alguns da escola de samba que lá temos. Felizmente um deles, o Manduca, já foi despachado, agora só falta o Marcel e o Moretto. Aliás, só por ter colocado o Moretto fora dos convocados, o Fernando Santos já subiu vários pontos na minha consideração.
Daqui a duas semanas teremos o jogo da segunda mão e esperemos que nessa altura já estejamos com os níveis de confiança mais altos. Mas não esqueçamos que este Áustria é bastante mais fraco que os nossos três últimos adversários, pelo que não se podem tirar muitas conclusões deste jogo. E, já agora, que contratemos rapidamente mais um defesa-esquerdo para que, quando o Léo esteja lesionado como é o caso agora, não tenhamos o suplício de ver o Ricardo Rocha a tentar colocar uma boa jogável na frente e a não conseguir… Seis defesas no plantel para uma época tão longa?!
P.S. - A minha homenagem ao Jorge de Brito, que faleceu há poucos dias. Foi através dele que nós pudemos ver muitos grandes jogadores com a camisola do Glorioso, para além de ter contribuído generosamente para muitas infraestruturas do nosso clube. Teve azar de ser presidente numa das alturas mais conturbadas da história do Benfica, mas foi a direcção dele que construiu o plantel campeão de 1993/94.
O jogo começou bem, porque marcámos relativamente cedo, na melhor jogada do desafio em que a bola começa nos pés do maestro e passa sempre ao primeiro toque pelo Katsouranis, Petit e Paulo Jorge até chegar ao calcanhar do Nuno Gomes que a mete na baliza, se bem que ela ainda tenha tabelado ligeiramente num defesa. Pensei que poderíamos embalar para uma boa exibição e um resultado dissipador de quaisquer dúvidas, porque o Áustria de Viena revelou-se muito fraco e nós tínhamos a tranquilidade da vantagem no marcador. No entanto, os fantasmas dos últimos jogos ainda estão bem presentes nos jogadores e a primeira parte foi muito pobre. Num lance de bola parada, o Áustria chegou ao empate através de um remate fora da área, mas tirando este lance não criou mais nenhum perigo. Na segunda parte melhorámos bastante e tivemos mais posse de bola. Construímos pelo menos três oportunidades de golo (Petit, Nuno Gomes e Marco Ferreira), mas finalmente deixámos de ter 100% de eficácia.
Em termos individuais, destacaram-se o Nuno Gomes, pelo golo que marcou e porque esteve quase a marcar outro (afinal, o que se pede a um ponta-de-lança), e a defesa na sua globalidade (Quim incluído), já que não deixou o adversário criar perigo. O Rui Costa também esteve bem, nomeadamente na abertura que fez para o falhanço do Nuno Gomes. Os alas (Manú e Paulo Jorge) estiveram muito em jogo e não raras vezes conseguiram bater os jogadores contrários. Além disso, pelo que parece, ambos sabem centrar bem. Quanto às opções do treinador, não percebi porque é que o Manú foi substituído pelo Marco Ferreira, quando o Paulo Jorge já tinha um amarelo, e porque é que o Karagounis foi excluído do banco, a favor do Diego e Beto… De realçar que entrámos em campo com oito portugueses no onze (Quim, Nélson, Ricardo Rocha, Petit, Rui Costa, Manú, Paulo Jorge e Nuno Gomes), que é precisamente a quantidade que tínhamos na equipa titular quando fomos campeões. Pode ser só coincidência, mas continuo a pensar que os jogadores nacionais acabam por sentir mais a camisola e mostrar isso em campo, correndo mais, do que alguns da escola de samba que lá temos. Felizmente um deles, o Manduca, já foi despachado, agora só falta o Marcel e o Moretto. Aliás, só por ter colocado o Moretto fora dos convocados, o Fernando Santos já subiu vários pontos na minha consideração.
Daqui a duas semanas teremos o jogo da segunda mão e esperemos que nessa altura já estejamos com os níveis de confiança mais altos. Mas não esqueçamos que este Áustria é bastante mais fraco que os nossos três últimos adversários, pelo que não se podem tirar muitas conclusões deste jogo. E, já agora, que contratemos rapidamente mais um defesa-esquerdo para que, quando o Léo esteja lesionado como é o caso agora, não tenhamos o suplício de ver o Ricardo Rocha a tentar colocar uma boa jogável na frente e a não conseguir… Seis defesas no plantel para uma época tão longa?!
P.S. - A minha homenagem ao Jorge de Brito, que faleceu há poucos dias. Foi através dele que nós pudemos ver muitos grandes jogadores com a camisola do Glorioso, para além de ter contribuído generosamente para muitas infraestruturas do nosso clube. Teve azar de ser presidente numa das alturas mais conturbadas da história do Benfica, mas foi a direcção dele que construiu o plantel campeão de 1993/94.
quarta-feira, agosto 02, 2006
Relembrar VI - Classe
Este blog vai hoje de férias durante as próximas duas semanas e meia (com um intervalo pelo meio para postar sobre a 1ª mão da pré-eliminatória), mas não queria ter como último post as desgraças actuais do Glorioso. Por isso, deixo-vos aqui um lance de enorme classe do primeiro grande sueco a jogar no nosso clube: Stromberg. Só cá esteve durante uma época e meia (trazido por um homem que deveria estar hoje outra vez no nosso banco de suplentes…), mas foi o suficiente para deixar a sua marca. Este golo aconteceu frente aos irlandeses do Linfield no jogo da 2ª mão da 1ª eliminatória da Taça dos Campeões na época 83/84. Tínhamos ganho na Luz por 3-0, pelo que a eliminatória estava praticamente decidida, mas mesmo assim o Stromberg resolveu dar um show, marcando dois golos, sendo este o segundo dele e terceiro da equipa. Como diz o inefável Gabriel Alves, reparem bem na simulação que ele faz antes de rematar à baliza.
terça-feira, agosto 01, 2006
Amorfismo
Quatro derrotas em cinco jogos, sendo as últimas três consecutivas, não são para todos, pelo que em apenas um mês o Sr. Fernando Santos já entrou para a história do Glorioso. Hoje perdemos por 3-1 em Atenas frente ao AEK e sinceramente a margem de manobra do Sr. Fernando Santos começa a reduzir-se de maneira drástica. Uma pré-época deste calibre só me lembro daquela em que perdemos por 4-0 frente ao Juventude de Caxias no Brasil no tempo do Manuel José. Estou bastante pessimista para a pré-eliminatória da Liga dos Campeões e, se o Benfica não se conseguir qualificar para a fase de grupos, acho que o Sr. Fernando Santos deveria dar uma mostra de benfiquismo e apresentar a sua demissão.
Sou muito avesso a mudanças de treinador, ainda por cima numa fase tão embrionária da época, mas não se vislumbra como é que nós podemos dar a volta a isto. Mais do que as derrotas, são as exibições que me preocupam. Em vez de melhorarmos, estamos a ir no sentido oposto a cada jogo que passa. A equipa revela-se completamente descrente, não consegue reagir quando está em desvantagem (nem quero pensar no que acontecerá se sofrermos um golo primeiro em Viena…) e não exibe um bocadinho que seja de fio de jogo. Ninguém sabe o que está a fazer em campo e até a defesa, que nos últimos anos tem sido o nosso sustentáculo, mete água por tudo quanto é lado. Ora, se os jogadores são praticamente os mesmos do ano passado, é fácil verificar onde está a culpa… Se quisermos ver as coisas pelo lado positivo, poderemos sempre dizer que estamos a ter um índice de concretização próximo dos 100%: contra os lagartos nenhuma oportunidade, nenhum golo; hoje uma, um golo…
Quem não deveria representar o Benfica por manifesta falta de qualidade ficou em Lisboa (Moretto, Beto, Manduca e Marcel), mas mesmo assim a equipa não rendeu. O Manú voltou a ser o mais mexido e inconformado, mas como não existe táctica é difícil sobressair alguém. Começámos no infame 4-4-2 em losango e à meia-hora já estávamos em 4-3-3 quando o Paulo Jorge (bom golo de cabeça a um centro perfeito do Manú) entrou para o lugar do Karagounis. Com os três golos sofridos na 1ª parte, o Sr. Fernando Santos resolve culpar os centrais e ao intervalo troca o Luisão e o Ricardo Rocha pelo Alcides e o Anderson. Não sofremos mais golos, mas também porque o AEK desacelerou completamente na 2ª parte. O Kikin Fonseca lá se estreou, mas não deu para ver nada. O Quim acabou por sofrer três golos, mas não teve culpas em nenhum deles. O Rui Costa esteve perdido no meio de tanta confusão. Enfim, não se safou ninguém.
Temos uma semana até ao jogo da 1ª mão em Viena. Resta-nos aguardar que ocorra um milagre durante estes sete dias…
Sou muito avesso a mudanças de treinador, ainda por cima numa fase tão embrionária da época, mas não se vislumbra como é que nós podemos dar a volta a isto. Mais do que as derrotas, são as exibições que me preocupam. Em vez de melhorarmos, estamos a ir no sentido oposto a cada jogo que passa. A equipa revela-se completamente descrente, não consegue reagir quando está em desvantagem (nem quero pensar no que acontecerá se sofrermos um golo primeiro em Viena…) e não exibe um bocadinho que seja de fio de jogo. Ninguém sabe o que está a fazer em campo e até a defesa, que nos últimos anos tem sido o nosso sustentáculo, mete água por tudo quanto é lado. Ora, se os jogadores são praticamente os mesmos do ano passado, é fácil verificar onde está a culpa… Se quisermos ver as coisas pelo lado positivo, poderemos sempre dizer que estamos a ter um índice de concretização próximo dos 100%: contra os lagartos nenhuma oportunidade, nenhum golo; hoje uma, um golo…
Quem não deveria representar o Benfica por manifesta falta de qualidade ficou em Lisboa (Moretto, Beto, Manduca e Marcel), mas mesmo assim a equipa não rendeu. O Manú voltou a ser o mais mexido e inconformado, mas como não existe táctica é difícil sobressair alguém. Começámos no infame 4-4-2 em losango e à meia-hora já estávamos em 4-3-3 quando o Paulo Jorge (bom golo de cabeça a um centro perfeito do Manú) entrou para o lugar do Karagounis. Com os três golos sofridos na 1ª parte, o Sr. Fernando Santos resolve culpar os centrais e ao intervalo troca o Luisão e o Ricardo Rocha pelo Alcides e o Anderson. Não sofremos mais golos, mas também porque o AEK desacelerou completamente na 2ª parte. O Kikin Fonseca lá se estreou, mas não deu para ver nada. O Quim acabou por sofrer três golos, mas não teve culpas em nenhum deles. O Rui Costa esteve perdido no meio de tanta confusão. Enfim, não se safou ninguém.
Temos uma semana até ao jogo da 1ª mão em Viena. Resta-nos aguardar que ocorra um milagre durante estes sete dias…
sábado, julho 29, 2006
Muitíssimo preocupante
Voltámos a perder para o torneio do Guadiana, desta feita com o Deportivo da Corunha por 1-0 e ficámos no último lugar com a fantástica performance de duas derrotas e 0-4 em golos! A equipa sofreu algumas alterações em relação ao jogo de ontem, mas o nível manteve-se na mesma muito baixo. O Moretto justificou porque deve ser o terceiro guarda-redes do plantel ao oferecer o golo ao Corunha logo aos três minutos num frango descomunal. Voltámos a demonstrar imensa lentidão na transição para o ataque, com o jogo totalmente afunilado porque os médios-centro raramente vão à linha e os laterais não têm estofo para fazer o vai e vem durante 90 minutos.
Individualmente, é difícil destacar alguém. No entanto, dos menos maus terá sido o Manú, que é dos poucos que imprime velocidade ao jogo. O Léo também se incorporou bem no ataque, mas falhou alguns cruzamentos fáceis. O Diego voltou a provar que tem lugar no plantel, quanto mais não seja porque remata bem fora-da-área. Mas tenho que manifestar aqui a minha indignação em relação ao Marcel. Já não bastava não jogar nada, ser um reforço permanente da defesa adversária, como ainda marcou dois penalties (ontem e hoje) exactamente da mesma forma, para o meio da baliza, falhando ambos. Não satisfeito com isso, quando voltou para o pé dos colegas, este PALHAÇO vinha a rir! Se isto não é gozar com os adeptos não sei o que será. Por mim, era motivo para despedimento com justa causa!
Estou a ficar seriamente preocupado, porque faltam 10 dias para a 1ª mão da pré-eliminatória da Champions e não se vê a equipa a subir de nível, muito pelo contrário. Não querendo ser como alguns que anunciam o desastre da época logo nas primeiras jornadas, o que é certo é que ou damos uma grande volta ou isto não augura nada de bom. A pré-eliminatória da Liga dos Campeões vai ser importantíssima, até para motivação do plantel. O Áustria de Viena está teoricamente ao nosso alcance, mas a jogar desta maneira será muito difícil sermos bem sucedidos.
P.S. – Já se percebeu que o Fernando Santos não conta com o Karyaka, mas escusava de colocá-lo em campo aos 86 minutos de um jogo de preparação. Independentemente do valor do jogador, acho uma falta de respeito…
Individualmente, é difícil destacar alguém. No entanto, dos menos maus terá sido o Manú, que é dos poucos que imprime velocidade ao jogo. O Léo também se incorporou bem no ataque, mas falhou alguns cruzamentos fáceis. O Diego voltou a provar que tem lugar no plantel, quanto mais não seja porque remata bem fora-da-área. Mas tenho que manifestar aqui a minha indignação em relação ao Marcel. Já não bastava não jogar nada, ser um reforço permanente da defesa adversária, como ainda marcou dois penalties (ontem e hoje) exactamente da mesma forma, para o meio da baliza, falhando ambos. Não satisfeito com isso, quando voltou para o pé dos colegas, este PALHAÇO vinha a rir! Se isto não é gozar com os adeptos não sei o que será. Por mim, era motivo para despedimento com justa causa!
Estou a ficar seriamente preocupado, porque faltam 10 dias para a 1ª mão da pré-eliminatória da Champions e não se vê a equipa a subir de nível, muito pelo contrário. Não querendo ser como alguns que anunciam o desastre da época logo nas primeiras jornadas, o que é certo é que ou damos uma grande volta ou isto não augura nada de bom. A pré-eliminatória da Liga dos Campeões vai ser importantíssima, até para motivação do plantel. O Áustria de Viena está teoricamente ao nosso alcance, mas a jogar desta maneira será muito difícil sermos bem sucedidos.
P.S. – Já se percebeu que o Fernando Santos não conta com o Karyaka, mas escusava de colocá-lo em campo aos 86 minutos de um jogo de preparação. Independentemente do valor do jogador, acho uma falta de respeito…
sexta-feira, julho 28, 2006
Deplorável
A vontade de escrever sobre uma derrota por 3-0 com os lagartos é, como devem imaginar, muito pouca. Quem parecia ter começado a época com 10 dias de avanço eram eles e não nós. Chegavam sempre primeiro à bola e mostraram uma condição física nada habitual para quem está a treinar há apenas 15 dias. Das duas uma, ou vão rebentar a meio da temporada ou então tomaram umas vitaminas especiais para este jogo, o que também seria normal ou não fosse derrotar o Benfica o grande objectivo da sua época.
Ao invés, nós parecíamos zombies. Raramente conseguimos fazer uma jogada ligada durante o jogo. Ninguém transportava a bola para a frente e os avançados mal tocaram nela. O Rui Costa esteve muitos furos abaixo do que já fez e toda a equipa se ressentiu disso. Aliás, não percebo porque é que ele, que esteve lesionado durante dois dias, foi titular. Viu-se bem que não estava nas condições físicas ideais. Por outro lado, espero que esta pesada derrota nos faça reflectir bem como é que vamos jogar durante a época. A táctica do losango revelou-se um desastre absoluto, sendo facilmente anulada pelos lagartos, porque não há ninguém que imprima velocidade ao jogo. Sem extremos é o que dá e quando o Petit entra na 2ª parte para o lado direito do meio-campo, assumindo o papel de extremo quando atacávamos, está tudo dito. Ou muito me engano ou o Petit e o Katsouranis não podem jogar juntos.
Mais uma vez volto a dizer, a saída do Simão já era de esperar, mas a do Geovanni é incompreensível. Temos défice de explosão na zona do ataque e não se vê como é que podemos acelerar o jogo quando é preciso. Pode ser que tenha sido só um dia mau, mas esta exibição meteu medo ao susto.
P.S. – Tirando o golo a Portugal nunca tinha ouvido falar do Kikin Fonseca, o nosso novo avançado. Mas, olhando para aqui, as suas estatísticas impressionam. Tem uma média de um golo em pouco mais de dois jogos que, a ser mantida cá, o podem tornar numa excelente contratação.
Ao invés, nós parecíamos zombies. Raramente conseguimos fazer uma jogada ligada durante o jogo. Ninguém transportava a bola para a frente e os avançados mal tocaram nela. O Rui Costa esteve muitos furos abaixo do que já fez e toda a equipa se ressentiu disso. Aliás, não percebo porque é que ele, que esteve lesionado durante dois dias, foi titular. Viu-se bem que não estava nas condições físicas ideais. Por outro lado, espero que esta pesada derrota nos faça reflectir bem como é que vamos jogar durante a época. A táctica do losango revelou-se um desastre absoluto, sendo facilmente anulada pelos lagartos, porque não há ninguém que imprima velocidade ao jogo. Sem extremos é o que dá e quando o Petit entra na 2ª parte para o lado direito do meio-campo, assumindo o papel de extremo quando atacávamos, está tudo dito. Ou muito me engano ou o Petit e o Katsouranis não podem jogar juntos.
Mais uma vez volto a dizer, a saída do Simão já era de esperar, mas a do Geovanni é incompreensível. Temos défice de explosão na zona do ataque e não se vê como é que podemos acelerar o jogo quando é preciso. Pode ser que tenha sido só um dia mau, mas esta exibição meteu medo ao susto.
P.S. – Tirando o golo a Portugal nunca tinha ouvido falar do Kikin Fonseca, o nosso novo avançado. Mas, olhando para aqui, as suas estatísticas impressionam. Tem uma média de um golo em pouco mais de dois jogos que, a ser mantida cá, o podem tornar numa excelente contratação.
quarta-feira, julho 26, 2006
domingo, julho 23, 2006
Agradável
No jogo de apresentação aos sócios, que valeu sobretudo pelos primeiros 30 minutos, ganhámos ao Bordéus por 2-0. Naquele período, enquanto as pernas da maioria dos jogadores responderam, chegámos a ter momentos empolgantes de trocas de bola. O Rui Costa e o Miccoli mostraram que quando se tem classe tudo fica mais fácil e prometem um trio maravilha com o Nuno Gomes durante a época. Tal como estava previsto, o Fernando Santos colocou o Nuno Assis a titular com o Karagounis e o Katsouranis mais atrasado. Sinceramente gostei desta constituição da equipa, já que ficamos com três médios criativos mais dois avançados, o que para a maioria dos jogos no campeonato português deve ser suficiente.
Mas voltamos ao mesmo problema de sempre. Com o jogo afunilado sem alas, precisamos de ter uma óptima circulação de bola para conseguir criar desequilíbrios, o que exige aos jogadores grandes esforços físicos que nesta altura da época ainda não são possíveis. E sem o Simão, que nem sequer foi apresentado, é mesmo esta táctica que vamos adoptar durante o ano. É tudo uma questão de treino e gostei de ouvir o Fernando Santos no final do jogo a querer que o Benfica tente marcar o terceiro golo quando já está a ganhar por 2-0. Se isto for posto em prática morrerá de vez o tal “controlo de jogo” com a vantagem mínima, tão ao gosto trapattoniano, que nos torna vulneráveis a um qualquer lance fortuito do adversário.
Individualmente, escuso de referir o Rui Costa para não me tornar repetitivo. Só para o ver vale a pena comprar um cativo! O Miccoli também esteve muito mexido e será fundamental, se não voltar a ter problemas físicos. O Karagounis esteve mais discreto, assim como o Nuno Assis, mas este tem a desculpa de estar há sete meses sem jogar. Todavia, são ambos jogadores de grande capacidade técnica, dos quais se pode sempre esperar uma assistência decisiva. O Mantorras perdeu uma boa ocasião de golo a passe do Miccoli, mas esteve menos trapalhão que o costume. Além disso, facto certamente inédito na sua carreira, não foi apanhado uma única vez em fora-de-jogo! O Katsouranis voltou a mostrar-se bastante útil, mas não sei como é que vai ser compatível com o Petit. O grego rende mais na posição de trinco e eu não estou a ver o Petit jogar a médio-interior direito. Na defesa estivemos bem, com a habitual excepção do Moretto que, seja frente ao Stade Nyonnais ou ao Barcelona, dá sempre pelo menos uma fífia por jogo. Ontem largou uma bola fácil que só não deu golo, porque o adversário não foi lesto. Será que é preciso perdermos um jogo por causa dele, para sair da equipa? Nos suplentes destacou-se o Diego, muito emlhor tecnicamente que o Beto e com um excelente pontapé. O Marcel lá marcou um golo, mas não fez mais nada durante o resto do jogo e o Paulo Jorge fez um excelente cruzamento para esse golo, mas acabou expulso juntamente com um adversário. O Marco Ferreira esteve muito em jogo e mostrou vontade, ao contrário do Manduca que continua de uma lentidão exasperante.
Na próxima quinta-feira iremos defrontar os lagartos e aí as coisas serão mais difíceis. Mas acho que estamos no bom caminho para enfrentarmos o jogo mais importante da época: a pré-eliminatória da Liga dos Campeões.
Mas voltamos ao mesmo problema de sempre. Com o jogo afunilado sem alas, precisamos de ter uma óptima circulação de bola para conseguir criar desequilíbrios, o que exige aos jogadores grandes esforços físicos que nesta altura da época ainda não são possíveis. E sem o Simão, que nem sequer foi apresentado, é mesmo esta táctica que vamos adoptar durante o ano. É tudo uma questão de treino e gostei de ouvir o Fernando Santos no final do jogo a querer que o Benfica tente marcar o terceiro golo quando já está a ganhar por 2-0. Se isto for posto em prática morrerá de vez o tal “controlo de jogo” com a vantagem mínima, tão ao gosto trapattoniano, que nos torna vulneráveis a um qualquer lance fortuito do adversário.
Individualmente, escuso de referir o Rui Costa para não me tornar repetitivo. Só para o ver vale a pena comprar um cativo! O Miccoli também esteve muito mexido e será fundamental, se não voltar a ter problemas físicos. O Karagounis esteve mais discreto, assim como o Nuno Assis, mas este tem a desculpa de estar há sete meses sem jogar. Todavia, são ambos jogadores de grande capacidade técnica, dos quais se pode sempre esperar uma assistência decisiva. O Mantorras perdeu uma boa ocasião de golo a passe do Miccoli, mas esteve menos trapalhão que o costume. Além disso, facto certamente inédito na sua carreira, não foi apanhado uma única vez em fora-de-jogo! O Katsouranis voltou a mostrar-se bastante útil, mas não sei como é que vai ser compatível com o Petit. O grego rende mais na posição de trinco e eu não estou a ver o Petit jogar a médio-interior direito. Na defesa estivemos bem, com a habitual excepção do Moretto que, seja frente ao Stade Nyonnais ou ao Barcelona, dá sempre pelo menos uma fífia por jogo. Ontem largou uma bola fácil que só não deu golo, porque o adversário não foi lesto. Será que é preciso perdermos um jogo por causa dele, para sair da equipa? Nos suplentes destacou-se o Diego, muito emlhor tecnicamente que o Beto e com um excelente pontapé. O Marcel lá marcou um golo, mas não fez mais nada durante o resto do jogo e o Paulo Jorge fez um excelente cruzamento para esse golo, mas acabou expulso juntamente com um adversário. O Marco Ferreira esteve muito em jogo e mostrou vontade, ao contrário do Manduca que continua de uma lentidão exasperante.
Na próxima quinta-feira iremos defrontar os lagartos e aí as coisas serão mais difíceis. Mas acho que estamos no bom caminho para enfrentarmos o jogo mais importante da época: a pré-eliminatória da Liga dos Campeões.
sexta-feira, julho 21, 2006
Relembrar V – O domínio
Amanhã iremos defrontar uma equipa treinada por um dos melhores centrais que eu vi jogar pelo Glorioso e o primeiro estrangeiro a ter a honra de capitanear a nossa equipa: Ricardo Gomes. A carreira dele e a do Valdo seguiram em paralelo durante sete anos, desde a altura em que vieram para o Benfica na época 88/89. Três anos depois saíram os dois para o PSG e passados quatro anos regressaram ao Glorioso, tendo no entanto o defesa-central feito só mais uma época (95/96, na qual vencemos a Taça de Portugal) antes de arrumar as botas. Amanhã teremos finalmente a oportunidade de o voltar a aplaudir.
Este golo deu-nos a vitória frente ao Espinho na 21ª jornada da época 88/89, em que fomos pela primeira vez campeões com o Toni a treinador e que ficou célebre porque ganhámos seis (!) jogos nos últimos cinco minutos. No entanto, este tento foi marcado logo no início da 2ª parte e sempre me intrigou por um motivo: será que o Ricardo dominou mal a bola de peito, fazendo-a subir demasiado, que teve que rematar de cabeça? Tenha sido ou não de propósito, um golo destes só está ao alcance de jogadores de classe. Mas, sejamos honestos, o facto de o guarda-redes ser o Silvino (o que começou nas camadas jovens do clube regional), portador de pouco mais de 1,60m, também ajudou...
Este golo deu-nos a vitória frente ao Espinho na 21ª jornada da época 88/89, em que fomos pela primeira vez campeões com o Toni a treinador e que ficou célebre porque ganhámos seis (!) jogos nos últimos cinco minutos. No entanto, este tento foi marcado logo no início da 2ª parte e sempre me intrigou por um motivo: será que o Ricardo dominou mal a bola de peito, fazendo-a subir demasiado, que teve que rematar de cabeça? Tenha sido ou não de propósito, um golo destes só está ao alcance de jogadores de classe. Mas, sejamos honestos, o facto de o guarda-redes ser o Silvino (o que começou nas camadas jovens do clube regional), portador de pouco mais de 1,60m, também ajudou...
terça-feira, julho 18, 2006
Relembrar IV – O anterior 10
Antes de o Rui Costa aparecer, no início da década de 90, não tivemos que esperar 10 anos como agora para voltar a ter um “nº 10”. Esse número pertencia a um certo Valdo Cândido de Oliveira Filho, de nacionalidade brasileira, que veio para o Glorioso em 88/89 e esteve cá durante três anos (regressando mais tarde em 95/96 e ficando até ao final da época seguinte). Entre os vários momentos sublimes que ele nos proporcionou, resolvi escolher este, seguindo a sugestão de um dos leitores deste blog, que me tinha falado neste golo. Foi na 7ª jornada da época 90/91 (em que ganhámos o campeonato no célebre jogo do César Brito na casa do clube regional) num jogo frente ao E. Amadora em que vencemos por 4-0, sendo este o terceiro tento. O Valdo, que era dos melhores tecnicistas que vi jogar pelo Glorioso e que geralmente rematava em jeito, de vez em quando também desferia petardos destes.
domingo, julho 16, 2006
Derrota inesperada
Contra todas as expectativas perdemos contra o Sion por 3-2 no último jogo de preparação em terras suíças. Algumas graves falhas defensivas prejudicaram a nossa exibição que, longe de ser brilhante, não merecia tal resultado. Por outro lado, pareceu-me que os jogadores acusaram algum (natural) cansaço e que o plantel reduzido que temos nesta altura, juntamente com algumas lesões, não permite fazer a rotação devida.
Claro está que se o Marcel tem cumprido a sua obrigação logo no primeiro minuto, depois de um fantástico toque de calcanhar do maestro que o isolou, o jogo teria sido provavelmente diferente. Só que isso não aconteceu e pouco depois um esquecimento imperdoável da defesa num lance de bola parada deixou o João M. Pinto sozinho frente ao Moreira e sofremos o primeiro golo. Estar em desvantagem num jogo de pré-época é um grande contra, já que para dar a volta é preciso pernas o que raramente acontece nesta altura. Mesmo assim tivemos algumas ocasiões para igualar, mas quando o Diego não cobriu como devia ser um jogador suíço, permitindo-lhe rematar à vontade fora-da-área, acabámos por sofrer o segundo golo, num lance em que me deu igualmente a ideia que o Moreira poderia ter feito algo mais. Antes do intervalo, o Mantorras mostrou porque é um jogador útil ao plantel e num remate colocado fora-da-área reduziu para 2-1. Marcel, vê lá se aprendes!
Na 2ª parte tentámos empatar, mas não fomos felizes. As substituições tiraram ritmo à equipa, já que desta vez o Paulo Jorge não entrou bem na partida e o Manduca continua a ser exasperadamente lento. Num contra-ataque rápido o Sion fez um 3-1, mas antes do fim do jogo ainda tivemos tempo para nos deliciarmos com o primeiro golo do maestro neste regresso ao Glorioso, num óptimo remate fora-da-área. A última jogada da partida justificou por si só o seu visionamento. O maestro pegou na bola, correu em direcção à baliza, tirou dois adversários do caminho e rematou colocado, só que o desmancha-prazeres do guarda-redes fez a defesa da noite. Este Rui Costa está, sem dúvida, mesmo velho!
Para além do maestro, que nos abre cada vez mais o apetite futebolístico para a época, gostei dos dois gregos, das movimentações do Miccoli nos 30 minutos que jogou e do facto de o Mantorras se ter assumido como o terceiro ponta-de-lança na hierarquia do plantel. Tenho receio que a falta de extremos se venha a tornar um problema, nomeadamente quando é preciso acelerar o jogo. E a saída do Geovanni e, provavelmente, do Simão tiram-nos capacidade de sermos velozes. O Diego não esteve tão bem como nos outros jogos, mas entre ele e o Beto não há dúvidas. O Tiago Gomes pode ter muito potencial, mas a defender é um susto e precisamos mesmo de um lateral-esquerdo que compita com o Léo. O Marcel justificou mais uma vez o absurdo de se ter dispendido dinheiro na sua contratação e leva-me a reconsiderar a afirmação no post anterior sobre a não-pertinência de arranjarmos outro avançado. A sua aquisição, principalmente tendo em vista o que ele (não) produziu o ano passado, torna-se um grande mistério.
P.S. – Tal lá como cá… Em Itália julgou-se o “calciocaos” em apenas três meses, antes de se ir a tribunal os principais suspeitos demitiram-se dos seus cargos, o governo sugeriu uma (absurda) amnistia por causa da conquista do Mundial, mas os tribunais decidiram mesmo mandar a Juventus para a Série B com 30 pontos negativos, juntamente com a Lázio e a Fiorentina ficando o Milan na Série A, mas sem participar na Champions. Cá, está tudo em vias de ser arquivado, um dos arguidos é recebido pelos deputados e acha-se normal que ele arranje prostitutas para árbitros sem ter contrapartidas. É um homem que gosta muito de ajudar os outros… Haja vergonha!
Claro está que se o Marcel tem cumprido a sua obrigação logo no primeiro minuto, depois de um fantástico toque de calcanhar do maestro que o isolou, o jogo teria sido provavelmente diferente. Só que isso não aconteceu e pouco depois um esquecimento imperdoável da defesa num lance de bola parada deixou o João M. Pinto sozinho frente ao Moreira e sofremos o primeiro golo. Estar em desvantagem num jogo de pré-época é um grande contra, já que para dar a volta é preciso pernas o que raramente acontece nesta altura. Mesmo assim tivemos algumas ocasiões para igualar, mas quando o Diego não cobriu como devia ser um jogador suíço, permitindo-lhe rematar à vontade fora-da-área, acabámos por sofrer o segundo golo, num lance em que me deu igualmente a ideia que o Moreira poderia ter feito algo mais. Antes do intervalo, o Mantorras mostrou porque é um jogador útil ao plantel e num remate colocado fora-da-área reduziu para 2-1. Marcel, vê lá se aprendes!
Na 2ª parte tentámos empatar, mas não fomos felizes. As substituições tiraram ritmo à equipa, já que desta vez o Paulo Jorge não entrou bem na partida e o Manduca continua a ser exasperadamente lento. Num contra-ataque rápido o Sion fez um 3-1, mas antes do fim do jogo ainda tivemos tempo para nos deliciarmos com o primeiro golo do maestro neste regresso ao Glorioso, num óptimo remate fora-da-área. A última jogada da partida justificou por si só o seu visionamento. O maestro pegou na bola, correu em direcção à baliza, tirou dois adversários do caminho e rematou colocado, só que o desmancha-prazeres do guarda-redes fez a defesa da noite. Este Rui Costa está, sem dúvida, mesmo velho!
Para além do maestro, que nos abre cada vez mais o apetite futebolístico para a época, gostei dos dois gregos, das movimentações do Miccoli nos 30 minutos que jogou e do facto de o Mantorras se ter assumido como o terceiro ponta-de-lança na hierarquia do plantel. Tenho receio que a falta de extremos se venha a tornar um problema, nomeadamente quando é preciso acelerar o jogo. E a saída do Geovanni e, provavelmente, do Simão tiram-nos capacidade de sermos velozes. O Diego não esteve tão bem como nos outros jogos, mas entre ele e o Beto não há dúvidas. O Tiago Gomes pode ter muito potencial, mas a defender é um susto e precisamos mesmo de um lateral-esquerdo que compita com o Léo. O Marcel justificou mais uma vez o absurdo de se ter dispendido dinheiro na sua contratação e leva-me a reconsiderar a afirmação no post anterior sobre a não-pertinência de arranjarmos outro avançado. A sua aquisição, principalmente tendo em vista o que ele (não) produziu o ano passado, torna-se um grande mistério.
P.S. – Tal lá como cá… Em Itália julgou-se o “calciocaos” em apenas três meses, antes de se ir a tribunal os principais suspeitos demitiram-se dos seus cargos, o governo sugeriu uma (absurda) amnistia por causa da conquista do Mundial, mas os tribunais decidiram mesmo mandar a Juventus para a Série B com 30 pontos negativos, juntamente com a Lázio e a Fiorentina ficando o Milan na Série A, mas sem participar na Champions. Cá, está tudo em vias de ser arquivado, um dos arguidos é recebido pelos deputados e acha-se normal que ele arranje prostitutas para árbitros sem ter contrapartidas. É um homem que gosta muito de ajudar os outros… Haja vergonha!
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