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domingo, fevereiro 09, 2020

Frustrante

Perdemos com o CRAC em Mordor (2-3) e vimos a nossa vantagem reduzida a quatro pontos (que na realidade são três, porque eles têm vantagem no confronto directo). Foi um resultado inglório, porque deu sempre a sensação de que fornecemos oxigénio a um adversário que estava quase a ficar sem ele.

Com o impedimento do Gabriel, o Bruno Lage colocou a esperada dupla Weigl e Taarabt no meio-campo, mas inovou ao tirar o Cervi e dar a titularidade ao Chiquinho, desviando o Rafa para a esquerda. E começámos a perder o jogo logo aí: o argentino tem sido dos nossos melhores jogadores, dá uma ajuda tremenda ao Grimaldo e, curiosamente ou talvez não, os três golos do CRAC surgiram todos pelo nosso lado esquerdo. Não entrámos nada bem na partida e cedo fomos encostados às cordas. Deixámos o caceteiro do Pepe surgir isolado na sequência de um livre e o que valeu foi a sua má pontaria de cabeça, mas logo aos 10’ ficámos em desvantagem através de um golo do Sérgio Oliveira depois de o Otávio ter trocado os olhos ao Grimaldo e centrado para a área. Reagimos bem e igualámos aos 18’ pelo inevitável Carlos Vinícius numa recarga a um bom cabeceamento do Chiquinho defendido para cima pelo Marchesín na sequência de um centro do Rafa na direita. Na televisão vê-se o nosso avançado mais do que em linha, mas o inefável VAR validou o golo por 5 cm! Não acabem com esta bosta que não é preciso...! O jogo equilibrou-se, mas o Sr. Artur Soares Dias começou a condicionar-nos no meio-campo com amarelos, nomeadamente ao Taarabt e Weigl. Se não percebo como é que ninguém responsável do Benfica instruiu o marroquino sobre as provocações que ia ter e para se afastar dela a sete pés, porque seria sempre um candidato natural a ver cartões, o alemão nem sequer tocou no adversário (acho muita piada o VAR servir para ver 5 cm de foras-de-jogo, mas para corrigir um amarelo claramente mal mostrado, que pode resultar num segundo amarelo e expulsão, já não serve...!). Claro que a nossa pressão no meio-campo baixou logo e o CRAC chegou novamente perto da nossa baliza, com um remate do Sérgio Oliveira ao lado. Aos 38’, num livre para o CRAC do lado direito a bola foi centrada para a área, o Soares empurrou o Ferro, cabeceou, o nosso jogador abriu os braços com o empurrão e, de costas para a bola, toca nela. O Sr. Tiago Martins no VAR (lembramo-nos muito bem dele, certo...?!) chamou o Sr. Artur Soares Dias e eles assinalaram o óbvio em Mordor: penalty para o CRAC! I N A C R E D I T Á V E L!!! O Alex Teles não deu hipóteses ao Vlachodimos. A um minuto do intervalo, novamente pelo lado esquerdo(!) da nossa defesa, o Marega bateu o Ferro em velocidade, cruzou para o meio e o Rúben Dias interceptou a bola para... dentro da nossa baliza. Chegávamos ao intervalo com uma desvantagem muito complicada.

No entanto, a 2ª parte começou bastante bem e reduzimos logo aos 50’ novamente pelo C. Vinícius, com um remate cruzado de pé esquerdo já dentro da área, depois de assistido pelo Rafa, que foi desmarcado num passe longo do Rúben Dias. O CRAC abanou claramente com o nosso golo e só através de contra-ataques conseguiu criar perigo, apanhando-nos em contrapé. Em contra-ataques e nas bolas paradas, claro, em que mais uma vez deixámos o Pepe sozinho na área, mas o remate saiu muito torto. O Taarabt estava a arriscar muito o segundo amarelo, tinha que sair, mas o Bruno Lago apostou na entrada do Seferovic. O suíço está claramente fora de forma e demonstrou-o mais uma vez, colocando-se em fora-de-jogo numa boa jogada do Rafa e não conseguindo chegar a tempo a um centro do C. Vinícius, o qual, se fosse ao contrário, teria certamente feito o empate (para além disto, no último minuto de compensação, deixou a bola ir para canto, arriscando-se a que o árbitro acabasse com a partida, em vez de rematar...!). Noutra ocasião, foi um remate do Chiquinho à entrada a área a dever ter tido melhor destino. Do outro lado, valeu-nos o Vlachodimos num remate do Luis Díaz e o Ferro a interceptar outro remate deste mesmo jogador já perto do final. O Bruno Lage fez ainda entrar o Samaris para o lugar do amarelado Weigl, mas já não percebi a entrada do Dyego Sousa aos 85’ em vez do lesionado André Almeida. Com três pontas-de-lança(!) em campo e o Chiquinho a defesa-direito, fizemos hara-kiri nos minutos finais. O jogo teve seis minutos de compensação e, caso conseguíssemos milagrosamente o empate, queria ver como conseguiríamos manter o resultado nesse tempo todo. Isto para além de, como é evidente, a bola não ter chegado em condições lá à frente, não só porque não havia ninguém para a pôr lá, como os avançados chocavam uns com os outros.

Em termos individuais, destaque somente para o C. Vinícius. Dois golos em Mordor não é para todos e só é pena que não tenham servido para nada. O meio-campo foi condicionado muito cedo, mas o Taarabt foi enquanto jogou o único que conseguia transportar a bola para a frente. O Chiquinho também subiu de produção quando recuou para lá na 2ª parte. Quanto aos menos, há uma série deles: Grimaldo fez das piores exibições defensivas de sempre, o Ferro foi um passador, o Pizzi continua a passar despercebido em 2020 e o Seferovic não acrescenta nada.

Tínhamos uma oportunidade de outro de dar quase xeque-mate no campeonato, mas ao invés permitimos o ressuscitar de uma equipa quase moribunda. No entanto, essa equipa só nos ultrapassará se nós deixarmos e deslizarmos não uma, mas duas vezes. Está tudo nas nossas mãos, mas antes de voltarmos ao campeonato teremos um jogo importantíssimo já esta 3ª feira em Famalicão. Uma não-ida ao Jamor especialmente depois do resultado deste encontro seria um revés enorme e poderia ter consequências muito negativas no resto da época.

quarta-feira, fevereiro 05, 2020

Complicado

Vencemos ontem o Famalicão na Luz por 3-2 na 1ª mão das meias-finais da Taça de Portugal. Tal como o resultado indica, foi uma partida extremamente complicada em que, para mais, aos 78’ estávamos a perder por 1-2.

Felizmente em relação aos jogos anteriores da Taça, o Bruno Lage lá considerou que tínhamos de jogar com guarda-redes e o Vlachodimos estreou-se a titular nesta competição. Para além disso, entraram também o Jardel, Chiquinho e Seferovic, tendo a dupla de meio-campo sido Gabriel e Taarabt por via do impedimento do Weigl. O Famalicão mostrou desde cedo que não estava na Luz para o empate e o jogo foi muito repartido praticamente desde o início. Nós voltámos a evidenciar grandes dificuldades para ter um jogo escorreito, nomeadamente pela falta de velocidade no último terço do campo. A 1ª parte foi por isso algo sensaborona apenas com duas grandes oportunidades para cada lado, mas tanto o Chiquinho como o Pedro Gonçalves atiraram ao lado, quando estavam em muito boa posição. Nós ainda tivemos outro lance de perigo, mas o Seferovic chegou atrasado a um centro-remate do Pizzi.

Na 2ª parte, as coisas alteraram-se com muito mais velocidade de ambas as equipas. Inaugurámos o marcador aos 53’através do Pizzi, na marcação de um penalty indiscutível por braço de um defesa. Quando se esperava que fôssemos capazes de controlar a partida e tentar aumentar a vantagem sem sofrermos golos, aconteceu exactamente o contrário. O Pedro Gonçalves passou por vários dos nossos jogadores aos 60’, abriu na direita no Diogo Gonçalves, que lhe devolveu a bola para ele desfeitear o Vlachodimos. Pouco depois, poderíamo-nos ter colocado novamente na posição de vencedor, mas o Chiquinho preferiu cair na área em vez de marcar, tendo depois sido assinalado um fora-de-jogo ao Cervi. Aos 73’, vimos o Jamor por um canudo com o 1-2 do Toni Martínez numa jogada de contra-ataque finalizada com um remate rasteiro sem hipóteses para o Vlachodimos. Pouco antes disso, já tinham entrado o Carlos Vinícius e o Rafa para os lugares do Chiquinho e Rafa, e foram eles os dois a fabricar o golo do empate aos 78’: remate na área do C. Vinícius que o Vaná não conseguiu agarrar e recarga vitoriosa do Rafa. Logo a seguir, valeu-nos o Vlachodimos que impediu novo golo do Famalicão numa defesa de recurso, depois de um remate contrário ter sido desviado por um defesa nosso. Como já nos estávamos a dever há algum tempo, conseguimos fazer o golo da vitória no último minuto de compensação (95’) num canto do Grimaldo na esquerda e entrada de rompante do Gabriel. Foi um triunfo precioso mesmo ao cair do pano, porque a 2ª mão seria totalmente diferente se tivéssemos que ir atrás do resultado.

Em termos individuais, o Taarabt voltou a ser o melhor do Benfica e o único que fez algum transporte de bola para a frente com qualidade. O Vlachodimos mostrou novamente como é importante jogar com guarda-redes. De resto, ninguém mais se destacou por aí além, com o Gabriel a ter uma lentidão por vezes exasperante no meio-campo, mas quem marca o golo da vitória está automaticamente perdoado, e o Pizzi a demonstrar que está completamente fora de forma (meu rico Salvio, por onde andas...?!). Quanto ao Seferovic, a crise de confiança é enorme e notou-se logo a diferença quando entrou o C. Vinícius.

A 2ª mão disputar-se-á na próxima 3ª feira, apenas três dias depois da ida a Mordor. Vai ser extremamente difícil dado que o Famalicão foi provavelmente a melhor equipa que vimos este ano na Luz. Bela ocupação do espaço, manietação da nossa saída de bola e velocidade e qualidade na frente. Veremos como será, mas tendo sempre presente que uma não-ida ao Jamor seria um falhanço enorme.

domingo, fevereiro 02, 2020

Stressante

Vencemos o Belenenses SAD na 6ª feira por 3-2 e, com o habitual passeio do CRAC em Setúbal (4-0), iremos a Mordor no próximo sábado com sete pontos de vantagem. Foi uma partida em que não soubemos gerir a vantagem que obtivemos antes do intervalo e que se tornou bastante complicada.

Não entrámos muito bem na 1ª parte, parecendo algo amorfos. De tal maneira que na primeira meia-hora, só um livre do Grimaldo pôs à prova o André Moreira. Também num livre, o Silvestre Varela obrigou o Vlachodimos a uma óptima defesa. Aos 31’ adiantámo-nos no marcador depois de um slalom fantástico do Taarabt, que passou por entre cinco jogadores adversários, abriu na esquerda, o Cervi colocou a bola na cabeça do Carlos Vinícius que atirou à barra, mas teve o grande mérito de ir atrás da recarga e rematar cruzado, sem hipóteses para o guardião contrário. Um golão! Pouco depois, foi o Rafa a obrigar o André Moreira a uma das melhores defesas do encontro. Aos 38’, alargámos a vantagem na sequência de um canto do Pizzi na esquerda, cabeça do André Almeida no segundo poste para o meio e o Taarabt a fuzilar o guarda-redes. Chegávamos ao intervalo com o jogo bem encaminhado.

No entanto, na 2ª parte assistimos a uma cópia do que se passou em Paços de Ferreira, ou seja, desacelerámos bastante com dois golos de vantagem. Com a diferença que o Beleneses SAD mostrou ser mais perigoso que os pacenses e poderia ter reduzido logo dez minutos depois do recomeço, mas o desvio ao segundo poste do Licá saiu felizmente ao lado. O Vlachodimos foi importantíssimo para manter as nossas redes invioladas por mais do que uma vez, mas nada pode fazer aos 70’ num centro da esquerda do Varela e autogolo do Ferro a meias com o Licá. Um pouco antes já o Chiquinho tinha entrado para o lugar do Pizzi e foi o mesmo Chiquinho a dar-nos alguma tranquilidade aos 78’, ao fazer o 3-1, depois de um passe do Rúben Dias para o meio, toque primoroso do C. Vinícius a isolar o nº 19, que contornou o guarda-redes e não se desconcentrou com a presença de um defesa, atirando para a baliza deserta. Parecia que podíamos respirar até final, mas aos 87’ o Rafa fez aparentemente falta na área sobre o Varela e o Licá reduziu para 3-2. Até ao último apito do árbitro, ainda permitimos que o Belenenses SAD se acercasse da nossa baliza com algum perigo, tendo-nos valido a saída da área de cabeça do Vlachodimos numa das vezes.

Em termos individuais, destaque para o Taarabt por ter enchido o campo, especialmente na 1ª parte, valorizada com um golo e a participação fundamental noutro. Também o C. Vinícius foi essencial, pois fez um golo e uma assistência. Gostei igualmente do Weigl, mais na 1ª do que na 2ª parte, porque deu imensa fluidez ao nosso jogo, libertando sempre a bola jogável para a frente. O Vlachodimos continua a ser dos jogadores mais fundamentais do plantel e é bom que rezemos a Eusébio para que nada lhe aconteça até final da época... Muito menos exuberante do que o costume esteve o Pizzi e o Rafa também já fez jogos melhores.

Antes da ida a Mordor, teremos a 1ª mão das meias-finais da Taça de Portugal frente ao Famalicão na Luz nesta 3ª feira. Escusado será dizer que temos obrigação de estar no Jamor em Maio. Assim sendo, e dado que a 2ª mão é já para a semana, apenas três dias depois de ir a casa do CRAC, seria de todo conveniente que fizéssemos um resultado que nos desse alguma tranquilidade (para tal, ajudaria muito que o Bruno Lage resolvesse jogar com um guarda-redes na Taça...).

quinta-feira, janeiro 30, 2020

Obrigado, Fejsa!

Seis anos e meio de Benfica, cinco vezes Campeão Nacional (e um tetracampeonato), duas Taças de Portugal, três Taças da Liga e quatro Supertaças. Foste imprescindível em grande parte destas conquistas e tens um lugar reservado entre os mais importantes jogadores da nossa história. Muito obrigado, Fejsa!

P.S. - À semelhança de outros nomes grandes recentes (Cardozo, Salvio, Luisão), não percebo porque é que esta despedida não é no Estádio da Luz em dia de jogo...!

segunda-feira, janeiro 27, 2020

Cruzeiro

Vencemos ontem em Paços de Ferreira (2-0) e estamos provisoriamente com dez pontos de vantagem perante o CRAC que, depois de um pleno fantástico na Taça da Liga (quatro finais, quatro derrotas!), só jogará amanhã em Mordor com o Gil Vicente. Depois da importante vitória no WC e do alargamento da diferença para o 2º classificado para sete pontos, eu estava na expectativa de como a equipa reagiria a isso num jogo perante um adversário menos cotado e a resposta foi muito boa.

O Bruno Lage só promoveu uma alteração com a entrada do Rafa para o lugar do Chiquinho. O Paços já não sofria golos há uma série de minutos, mas logo à passagem da dezena de minutos o Grimaldo num livre proporcionou ao Ricardo Ribeiro uma óptima defesa. Na sequência do respectivo canto, foi o Carlos Vinícius a atirar de cabeça à barra. Perto dos 20’, voltámos a assistir ao inenarrável VAR: tivemos um golo anulado pelo facto de o C. Vinícius estar aparentemente 4 cm em fora-de-jogo! Quatro centímetros!!! Nem vou aqui falar do ridículo que é alguém pensar que (supostamente) 4 cm adiantado num jogo de futebol é uma vantagem decisiva para se marcar um golo, mas do facto de ainda ninguém responsável ter respondido a uma singela pergunta: quantos frames tem um pontapé na bola? É que certamente não é só um, pelo que anular um golo por 4 cm é completamente idiota, porque depende da altura do toque na bola em que se pára a imagem. E aposto que estará dentro da margem de erro. Além de que não deveria haver linhas nenhumas: vê-se a olho nu e, se houver dúvidas, faz-se como sempre se fez: favorece-se a equipa que ataca. Seja qual for. Andar a medir centímetros em lances destes é matar o futebol e a sua emoção! Acabe-se com esta fantochada! JÁ! Felizmente não nos desconcentrámos com esta decisão e o Rafa teve um remate já em posição difícil para nova defesa do guarda-redes. Continuávamos a tentar, mas estava difícil meter a bola na baliza e, quando já se perspectivava o nulo ao intervalo, uma óptima abertura do Rúben Dias para o Rafa aos 39’ desbloqueou finalmente o marcador a nosso favor: o nº 27 tirou um defesa do caminho já na grande-área e rematou sem hipóteses para o guarda-redes. Em cima do intervalo, foi o Ricardo Ribeiro a voltar a impedir um golo nosso a um remate de pé esquerdo do Pizzi.

Se a 1ª parte tinha acabado bem, a 2ª começou na mesma toada: aos 47’ fizemos o 0-2 noutro passe longo desta feita do Ferro, que apanhou a defesa do Paços em contrapé e desmarcou o Rafa na direita, este centrou rasteiro para a área onde o C. Vinícius atirou sem hipóteses para o Ricardo Ribeiro. O Pizzi também se fez à bola, mas felizmente não lhe tocou, porque caso contrário não teria sido golo. Claro que este golo nos acalmou ainda mais e tirou algum do dinamismo que o Paços poderia ter trazido do intervalo. No entanto, acho que poderíamos ter jogado mais no meio-campo adversário, porque durante grandes períodos limitámo-nos a controlar o jogo sem criar lances de perigo. Vimos novo golo anulado, desta feita bem, porque se percebe o fora-de-jogo do C. Vinícius mesmo sem linhas. A menos de um quarto-de-hora do final, o Lage começou a fazer substituições e entraram o Taarabt e o Seferovic para os lugares do Pizzi e C. Vinícius. E foi o suíço a falhar escandalosamente o 0-3 na pequena-área(!), já em cima dos 90’, depois de um centro do Grimaldo e com o guarda-redes completamente fora da jogada.

Destaque individual óbvio para o Rafa, que nem fez um jogo por aí além, mas com um golo e uma assistência também não precisava de mais. Também gostei da segurança do Weigl no meio-campo, que, mesmo com um amarelo injusto ainda na 1ª parte, conseguiu nunca dar azo a pudesse levar o segundo. O Gabriel também fez um jogo pendular, assim como todo o nosso quarteto defensivo, com o Ferro a merecer uma menção especial, depois de uma série de jogos menos conseguidos.

Esta exibição deu todo o ar de estarmos em velocidade de cruzeiro, o que seria óptimo nesta altura. Estamos com muita confiança, a criar muitas oportunidades e a dar poucas veleidades atacantes aos nossos adversários. Receberemos o Belenenses SAD nesta 6ª feira, no último jogo para o campeonato antes da ida a Mordor. Muito do que será o campeonato definir-se-á nas próximas duas semanas.

domingo, janeiro 19, 2020

Rafa

Vencemos no WC por 2-0 na passada 6ª feira e, com a magnífica ajuda do Braga que foi ganhar a Mordor por 2-1, temos agora sete pontos de vantagem sobre o CRAC. Foi uma vitória que nos assenta bem, dado que fomos bastante superiores à lagartada na 1ª parte, sendo a 2ª mais equilibrada.

O Bruno Lage apresentou a equipa-tipo dos dias de hoje, mas o colocou o Weigl e Gabriel no meio-campo, com o Taarabt no banco. Com 16 pontos de vantagem sobre a lagartada, entrámos a todo o gás, possivelmente motivados pelo resultado em Mordor que tinha acabado de acontecer. O Cervi logo no segundo minuto teve uma boa oportunidade, mas a bola acertou no peito e na cara de um defensor contrário, depois de uma assistência do Carlos Vinícius, que já tinha passado pelo guarda-redes, Luís Maximiano. Pouco depois, foi o mesmo C. Vinícius a rematar por cima em boa posição e o Pizzi permitiu ao guardião contrário uma boa defesa num remate com o pé esquerdo. Todavia, a melhor ocasião do primeiro tempo foi da lagartada, num falhanço comprometedor do Ferro, que deixou o Rafael Camacho isolar-se e atirar ao poste já de ângulo difícil. Uma cabeçada do Gabriel num canto permitiu nova defesa ao Luís Maximiano, assim como do outro lado foi o Vlachodimos a rechaçar também uma cabeçada do Rafael Camacho. Até ao intervalo, o André Almeida teve duas ocasiões na sequência de bolas paradas, mas em ambas atirou ao lado.

Na 2ª parte, pareceu que acusámos o esforço de termos jogado há apenas três dias e baixámos muito o ritmo. A lagartada tentou vir para cima de nós, mas sem criar grandes oportunidades. Um remate do Doumbia defendido pelo Vlachodimos para canto terá sido a melhor oportunidade. A certa altura, pela forma como estávamos a jogar, parecíamos satisfeitos com o empate, mas a cerca de 15’ do fim entrou o Rafa para o lugar do Chiquinho e tudo mudou. Aos 80’, na sequência de um lançamento lateral, a bola vai para a área, há uma confusão de jogadores a tentar ficar com ela, até que sobra para o C. Vinícius que tenta furar, acabando por dar um toque para o lado para o Rafa que estava liberto e atirou rasteiro sem hipóteses para o guarda-redes. Foi o delírio na nossa bancada, mesmo apesar de o Sr. Hugo Miguel ter demorado três minutos(!) a validar o golo, porque esteve a ouvir o VAR Sr. Jorge Sousa tentar descobrir alguma ilegalidade. Infelizmente para eles não conseguiram. Como é natural, a lagartada acusou muito o golo e só chegou perto da nossa baliza num remate acrobático do Mathieu, que saiu muito por cima. Como as claques deles tinham-se entretido a atirar tochas para o relvado nos primeiros cinco minutos da 2ª parte, mais o VAR no nosso primeiro golo, mais as substituições, houve dez(!) minutos de tempo de compensação. A um minuto do final deste, acabámos definitivamente com as dúvidas com o 0-2 numa assistência do entretanto entrado Seferovic para o Rafa rematar de trivela num golão!

Em termos individuais, destaque óbvio para o Rafa, que já leva o que contar aos netos. Dois golos a dar a vitória no WC fica sempre bem no currículo. Gostei igualmente bastante do Rúben Dias, imperial no centro da defesa. Toda a equipa esforçou-se imenso, o Gabriel conseguiu controlar os ímpetos com um amarelo ainda na 1ª parte e só o Ferro me parece muito em baixo de forma, só não tendo mais uma vez comprometido porque o poste estava lá.

Acabamos a primeira volta com sete pontos de avanço para o segundo classificado (e 19 para a lagartada!). Sinceramente, não me lembro de alguma vez isto ter acontecido. No entanto, nunca é demais recordar (como já fizeram os nossos responsáveis) que no ano passado também tínhamos esta desvantagem pontual nesta altura e fomos campeões. Portanto, todo o cuidado é pouco. Mas lá que foi uma 6ª feira em cheio, lá isso foi!

quarta-feira, janeiro 15, 2020

“Agora sem mãos”

Vencemos o Rio Ave na Luz por 3-2 e estamos nas meias-finais da Taça de Portugal. Pela segunda vez em quatro dias, tivemos de dar a volta ao marcador, sendo que ontem até o fizemos duas vezes no próprio jogo. O Rio Ave tem a fama de ser das equipas que melhor futebol pratica e não deixou o seu crédito por mãos alheias. Até aos 64’, estávamos a ver o Jamor por um canudo, mas felizmente tudo mudou graças a um dos patinhos feios do 3º anel.

Começámos a partida praticamente a perder, com o 0-1 logo aos 4’. Lançamento em profundidade, o Zlobin tem certamente uma trela em fio invisível que o prende aos postes, não saiu para cortar a bola e o Rúben Dias teve que fazer uma falta quase à entrada da área. No livre, o Lucas Piazon marcou um grande golo. Reagimos bem e aos 13’ restabelecemos a igualdade através do Cervi, num remate forte de pé direito(!), depois de uma assistência do Carlos Vinícius. O Rio Ave não se limitava a defender e passámos por alguns calafrios na defesa, até porque o Ferro está muito longe da melhor forma. Perto da meia-hora, o Chiquinho sofre um claro toque no pé de apoio na grande-área, mas nem o Sr. Artur Soares Dias, nem o VAR sr. Tiago Martins acharam por bem marcar penalty. Na sequência do lance, sofremos o 1-2 pelo Taremi, num chapéu de cabeça(!) de fora da área, porque, lá está, a trela invisível do Zlobin fê-lo ficar a meio caminho entre ficar nos postes e sair deles... Até ao intervalo, ambas as equipas poderiam ter marcado e o Sr. Artur Soares Dias reverteu (e bem) um penalty inexistente a nosso favor.

Na 2ª parte, a nossa pressão aumentou bastante e o Rio Ave já não conseguiu sair com o mesmo perigo do primeiro tempo. Como o volume de jogo era muito grande e continuávamos sem marcar, à passagem da hora de jogo o Bruno Lage fez entrar o Seferovic para o lugar do Ferro, recuando o Weigl para central. E foi o suíço a resolver a eliminatória a nosso favor. Depois de um trio de falhanço incríveis frente ao Aves, aos 64’ restabeleceu a igualdade de pé esquerdo em nova assistência do C. Vinícius já dentro da área e aos 71’ colocou-nos pela primeira vez em vantagem, na sequência de uma insistência do Pizzi na direita, com um remate de primeira de pé direito. Sem um defesa-central e sem trinco, fomos tentando contrariar a expectável subida no terreno do adversário e até nem nos demos mal. No entanto, acho que o Lage deveria ter optado por fazer entrar o Samaris mais cedo, porque a partir do momento em que o fez (pouco depois dos últimos 10’) fechámos ainda melhor os caminhos para a nossa baliza. Até final, ainda deu para o Chiquinho atirar uma bola à barra e o Seferovic falhar escandalosamente a recarga, e o Rafa regressar à competição quase três meses depois substituindo o Cervi.

Cervi, esse, que foi provavelmente o melhor em campo e pôs a Luz a gritar por mais de uma vez o seu nome. Sempre gostei do extremo argentino, que não tem a magia dos seus antecessores (Di María e Gaitán), mas é um lutador nato, acabou o jogo esgotado fisicamente, depois de ajudar mais uma vez o Grimaldo na defesa e ainda teve tempo para marcar um belo golo. Outra boa exibição foi a do Taarabt a meio-campo, apesar de uns quantos passes falhados na 1ª parte. O C. Vinícius não marcou, mas fez mais duas assistências e foi naturalmente decisivo. Por outro lado, espero que este bis devolva ao Seferovic a confiança que tanta falta lhe tem feito. O Pizzi acabou por fazer uma assistência, mas está claramente numa fase de menor fulgor e durante boa parte do jogo só fez disparates.

Mas vamos então falar do elefante no meio da sala: será que a equipa técnica do Benfica não esteve em Setúbal na Taça da Liga?! Será que não viu como sofremos os dois golos?! Que ideia é esta de não rodar ninguém, excepto somente talvez a posição mais importante de uma equipa: o guarda-redes?! Será que estamos a tentar provar que conseguimos ganhar uma competição sem guarda-redes?! É que parece mesmo aquela anedota, mas ou muito me engano ou se o Bruno Lage insistir neste disparate, da próxima vez vai ser mesmo “sem dentes”! Quase apetece dizer: volta, Bruno Varela, que estás perdoado! (Lage: por favor, já chega, sim?!)

segunda-feira, janeiro 13, 2020

A ferros

Vencemos o Aves na passada 6ª feira por 2-1, mas como o CRAC também triunfou em Moreira de Cónegos (4-2) ficou tudo na mesma na frente no campeonato. Ao contrário do que seria expectável (estávamos a defrontar o último classificado), foi uma partida extremamente difícil em que aos 75’ estávamos a perder por 0-1 e só marcámos o golo da vitória aos 89’.

Com o amarelo forçado do Taarabt, estreou-se o Julian Weigl e o Gabriel avançou para a posição 8. Para além disso, o Lage também deu a titularidade ao Jota e Seferovic, em vez do Cervi e Carlos Vinícius, e o André Almeida regressou finalmente depois de lesão. Entrámos algo relaxados e isso custou-nos um golo sofrido aos 22’ pelo Mohammadi, depois de dar um nó cego ao Ferro. Aliás, nos dois últimos jogos, o Ferro foi batido naquele tipo de lance três vezes! Situação a rever com urgência. Reagimos como seria de esperar, mas aí entrou em cena a nossa tremenda falta de pontaria e também um Beunardeau, que deve ter feito das melhores exibições da carreira. Os primeiros 45’ revelaram que precisamos mesmo de encontrar uma alternativa ao C. Vinícius que dê algum rendimento, porque o Seferovic está numa fase muito má, em que simplesmente não consegue acertar na baliza num misto de falta de confiança e bastante aselhice. Por outro lado, o Jota continua a desperdiçar as oportunidades que lhe estão a ser dadas, ainda por cima no seu lugar de origem (na esquerda do ataque). Mesmo assim, poderíamos ter chegado ao intervalo já com o resultado virado, mas um defesa tirou em cima da linha uma bola picada pelo Pizzi e o guarda-redes fez bem a mancha ao Chiquinho noutra ocasião.

Na 2ª parte, entrou o C. Vinícius para o lugar do inoperante Jota e as coisas melhoraram um pouco. O Gabriel, que tinha estado péssimo, subiu bastante de produção, especialmente a partir da hora de jogo, quando recuou para 6 com a saída do Weigl para a entrada do Cervi. Continuávamos a criar oportunidades, o Aves mal passava do meio-campo, mas a bola teimava em não entrar. Ainda apanhámos um susto quando o André Almeida viu o cartão vermelho num carrinho, mas depois de consultar as imagens o Sr. Carlos Xistra reverteu a decisão para amarelo. Aos 76’, conseguimos finalmente a igualdade num penalty sobre o C. Vinícius, que o Pizzi bateu bem. O nosso forcing final resultou já no último minuto, com um centro do Cervi para a área, o C. Vinícius a ajeitar para o André Almeida rematar rasteiro perto da marca de penalty, com um defesa a desviar ligeiramente a bola desfeiteando o Beunardeau. Foi o delírio no estádio! Até final, conseguimos manter a vantagem, se bem que com um ou outro lance que poderia ter sido melhor defendido.

Em termos individuais, realce para o C. Vinícius que acaba por estar nos dois golos, embora não tenha marcado nenhum, para o André Almeida precisamente pelo golo da vitória, mas o melhor do Benfica terá mesmo sido o Rúben Dias, que não só esteve intransponível na defesa, como ainda foi lá à frente criar um par de oportunidades e isolar o Seferovic na 2ª parte, para um falhanço incrível do suíço só com o guarda-redes pela frente. A estreia do Weigl não foi má, percebe-se que o alemão tem óptimos pés e excelente qualidade de passe, resta saber se consegue ser igualmente um tampão no meio-campo.

Perder pontos contra o último classificado em casa não estava nos planos de ninguém, mas foi por pouco que não aconteceu. Vamos ao WC com os mesmo quatro pontos de vantagem e, seja qual for o resultado, sairemos de lá isolados no 1º lugar. Mas seria muito importante seguirmos neste rumo vitorioso, pelo menos até à ida a Mordor.

segunda-feira, janeiro 06, 2020

Lisonjeiro

Vencemos em Guimarães no sábado por 1-0, mas como o CRAC ganhou no WC ontem (2-1) ao fim de 10 anos, tudo se mantém igual na frente connosco quatro pontos à frente deles e com a lagartada agora a 16 pontos de distância.

O primeiro jogo depois da pausa de Natal é sempre complicado e, por isso, em muitos anos anteriores tem sido da Taça da Liga. Este ano o calendário determinou não só que fosse do campeonato, como ainda por cima uma ida a Guimarães. Os vitorianos fizeram boa figura na Liga Europa, têm um óptimo treinador (Ivo Vieira) e, portanto, esperava-se uma partida difícil. E confirmou-se: tirando a do CRAC, foi a mais complicada desta época. Marcámos aos 23’ na praticamente única oportunidade flagrante de golo que tivemos: jogada iniciada e concluída pelo Cervi, bola para o Chiquinho, este a abrir na direita no Pizzi, que centrou recuado para o argentino dominar e rematar rasteiro de pé direito, com o Douglas a dar a sensação de que podia ter feito mais, mas possivelmente a ter a visão tapada por um defesa. Até ao intervalo, limitámo-nos a ver o V. Guimarães jogar, que teve um trio de oportunidades, tendo-nos valido o Vlachodimos.

Quando se esperava que assentássemos o nosso jogo na 2ª parte e que o V. Guimarães abrandasse um pouco a pressão, só este segundo factor se verificou e mesmo assim só por volta dos 70’. Raramente conseguimos sair transição ofensiva, porque nos faltou alguma velocidade na frente e alguma exactidão no passe. Numa dessas poucas vezes, o Carlos Vinícius arrancou pela esquerda e rematou rasteiro para defesa com o pé do Douglas. Na nossa baliza, o V. Guimarães não teve tantas oportunidades como na 1ª parte, mas mesmo assim o Vlachodimos continuou a safar-nos, inclusive num lance em que foi ele próprio a largar uma bola fácil para depois fazer uma defesa por instinto que impossibilitou o empate. Com a aproximação do final da partida, o V. Guimarães abrandou o ritmo (também seria impossível aguentá-lo durante os 90’) e nós conseguimos controlar melhor, especialmente depois da entrada do Samaris a cerca de dez minutos do fim. Já em tempo de compensação, o Gabriel teve um livre de longe muito perigoso, com o Douglas a defender por cima da barra.

Em termos individuais, destaque para o Cervi pelo golo e pela ajuda defensiva que deu, para o Taarabt por ter enchido o campo todo e pelo Chiquinho, que não parou quieto um segundo. Ao invés, o Pizzi terá feito dos jogos menos conseguidos desta temporada, mas fica com mais uma assistência no currículo. Uma palavra final para o Vlachodimos, que nos garantiu os três pontos.

Conseguimos passar num sítio onde nem todos vão ganhar, sem fazermos uma grande exibição e até com alguma sorte. Se formos ao Marquês em Maio, este vai ser dos jogos que mais contribui para isso. Confesso que ontem estava com alguma esperança que a lagartada mostrasse que servia para alguma coisa, mas viu-se que não (aquele idiota do Vietto ainda vai ter que explicar como é que se falha dois golos daqueles de baliza aberta...). Paciência, mantemo-nos com os quatro pontos e seria importante que, quando fôssemos a Mordor daqui a cinco jornadas, ainda os conservássemos.

P.S. – Não percebo, sinceramente, como é que se acha que se favorece a equipa a deitar tochas para o relvado a meio de um jogo. Queria ver quem é que se responsabilizava se tivéssemos sofrido um golo nos minutos adicionais de compensação que houve por causa disso...

domingo, dezembro 22, 2019

Taças distintas

Vencemos o Braga na Luz (2-1) na passada 4ª feira e apurámo-nos para os quartos-de-final da Taça de Portugal. Ao invés, empatámos ontem em Setúbal (2-2) na 3ª jornada da fase de grupos da Taça da Liga, mas mesmo que tivéssemos vencido não nos teríamos apurado, porque o V. Guimarães ganhou em casa ao Covilhã e vai à final four desta competição.

Em relação ao jogo frente aos minhotos, só entrou o Zlobin em vez do Vlachodimos e o resto da equipa foram os habituais titulares. A partida era bastante difícil, mas a nossa resposta foi positiva e valorizada pelo facto de termos estado a perder relativamente cedo com um autogolo do Ferro aos 14’. A resposta veio pouco depois, com o Pizzi a igualar num remate de fora da área aos 19’. Apanhámos novo susto perto da meia-hora num livre do defesa-esquerdo Sequeira, que passou rente ao poste, mas respondemos em cima do intervalo com um remate rasteiro ao poste do Chiquinho.

Entrámos melhor na 2ª parte e o Carlos Vinícius teve um cabeceamento defendido pelo Tiago Sá, quando estava em boa posição depois de um centro largo do Pizzi. E foi o mesmo C. Vinícius a colocar-nos finalmente em vantagem aos 62’, num remate já de pouco ângulo, depois de desmarcado pelo Taarabt, com o guarda-redes contrário a ser mal batido, ao tocar na bola e fazer com que ela rodopiasse para dentro da baliza. Com a sequência de jogos dos últimos tempos, começámos a quebrar fisicamente e não fomos tantas vezes à procura do terceiro golo quanto seria desejável. O Braga lá foi respondendo, ainda meteu a bola na baliza, mas em claro fora-de-jogo (inacreditável o tempo que o Sr. Artur Soares Dias e o VAR Carlos Xistra – que dupla...! – demoraram a decidir) e teve a melhor ocasião num remate do Paulinho por cima, quando estava em boa posição. Na parte final do jogo, deveríamos ter marcado o golo da tranquilidade, mas o Tiago Sá defendeu bem um remate cruzado do Pizzi e o entretanto entrado Seferovic tirou o golo ao mesmo Pizzi mesmo em cima dos 90’.

Em termos individuais, destaque para o Pizzi, com mais um golo, para o Chiquinho que se vai consolidando no onze, também pelo seu trabalho de recuperação de bola, e novamente para a dupla Gabriel-Taarabt pela dinâmica que imprimem ao nosso jogo.

Uma última palavra para a arbitragem do Sr. Artur Soares Dias: depois do Fábio Veríssimo frente ao Marítimo, pensei que não poderia ver pior. Enganei-me. Há uma sequência de faltas a nosso favor na 1ª parte que inacreditavelmente não foram assinaladas, o tempo que demorou no golo anulado ao Braga (cujo fora-de-jogo é claríssimo) é vergonhoso, por comparação ao tempo que (não) demorou no lance de possível mão na área a nosso favor. Enfim, dá a sensação de que este senhor perde as estribeiras muito facilmente quando o jogo começa a fugir ao seu controlo. O pior é que é sempre contra uma certa equipa...

Ontem, em Setúbal, o Bruno Lage fez o que já tinha avisado e colocou uma equipa sem um único titular (a excepção foi o Tomás Tavares porque o André Almeida continua lesionado). Não estávamos dependentes de nós, mas tínhamos obrigação de ter jogado melhor, especialmente na 1ª parte que foi bastante fraca e só um livre do Gedson deu a sensação de golo. A 2ª parte não poderia ter começado melhor, porque aos 49’ um erro clamoroso de um jogador do V. Setúbal num atraso ao guarda-redes isolou o Raúl de Tomás, que não perdoou. O Seferovic atirou uma bola ao poste, aproveitando a descoordenação entre defesa e guarda-redes, e aos 73’ parecia que tínhamos acabado com o jogo com o 2-0 num golão do Jota, num remate em arco sobre o lado esquerdo. No entanto, aos 83’ foi a vez do Zlobin entrar negativamente na história do jogo com um frango monumental, ao não conseguir desviar uma bola cruzada em balão e permitir ao Hélder Guedes reduzir de cabeça para 1-2. E, já em tempo de compensação (92’), deixámos fugir a vitória com novo golo do H. Guedes num remate acrobático em balão com a canela de fora da área, aproveitando outro falhanço clamoroso, desta feita do estreante Morato e uma má colocação nos postes do Zlobin, que teve tempo para dar um passo atrás, que lhe teria permitido afastar em bola. Deixámos fugir a vitória de uma maneira inconcebível.

Destaque positivo só para o agora titular Tomás Tavares. Todos os outros foram muito medianos para não dizer pior. O Chiquinho, quando entrou, imprimiu logo outra dinâmica, mas não foi suficiente para nos fazer ganhar o jogo. E isto, porque o nosso guarda-redes ofereceu literalmente dois golos. É urgente irmos agora ao mercado buscar um possível substituto do Vlachodimos, porque se este se lesiona toda a nossa época pode estar em causa. É que ou muito em engano ou com o Zlobin ainda teríamos saudades do Bruno Varela... Também o estreante Morato teve uma falha enorme no segundo golo e não me convenceu por aí além. Ou evolui muito ou para Edcarlos já cá tivemos um.

segunda-feira, dezembro 16, 2019

Goleada

Vencemos o Famalicão no sábado na Luz por 4-0 e, como o CRAC irá ganhar hoje em casa frente ao Tondela, iremos continuar quatro pontos à frente deles. Demonstrámos mais uma vez que estamos a subir de forma , mas também apanhámos a (até agora) surpresa do campeonato em fase descendente. Mesmo assim, revelou ser uma boa equipa, que troca a bola em qualquer zona do terreno e criou-nos algumas dificuldades, especialmente na 1ª parte.

O Bruno Lage voltou a apostar no onze dos últimos tempos, mas foi o Famalicão a entrar melhor, com bastante posse de bola a testar a segurança do Vlachodimos. Nós demorámos um pouco a adaptar-nos, mas uma grande jogada do Pizzi por volta da meia-hora só não deu golo, porque o Defendi fez bem a mancha. Pouco depois, foi um remate do Cervi que ia com boa direcção ser interceptado por um defesa. A nossa pressão aumentava e o guarda-redes voltou a negar um golo ao Pizzi, até que aos 39’ inaugurámos finalmente o marcador através do Carlos Vinícius, que só teve que encostar depois de um centro do Chiquinho na direita, na sequência de uma combinação ofensiva em que também participaram Tomás Tavares e Pizzi. Já estávamos a merecer e foi um alívio irmos para o intervalo em vantagem.

A 2ª parte não poderia ter começado melhor, aliás na sequência do que se passou frente ao Zenit. O Taarabt teve um remate de trivela que saiu ligeiramente ao lado logo a abrir e aos 48’ fizemos o 2-0: lançamento lateral rápido do Tomás Tavares, centro do Chiquinho, mau alívio de um defesa na área e o Pizzi rematou de primeira com o pé esquerdo sem hipóteses para o guarda-redes. O Famalicão ainda não tinha desistido e o Vlachodimos teve de sair da área, e cortar com o pé, para impedir um avançado contrário de se isolar. Nós continuávamos a tentar aumentar o marcador e o Tomás Tavares iniciou uma boa combinação atacante com o Pizzi e Chiquinho, mas o seu remate de pé esquerdo saiu com pouca força e foi interceptado para canto. Aos 63’, acabámos de vez com as dúvidas ao fazer o 3-0 num bis do Pizzi, novamente de pé esquerdo depois de receber um passe do Chiquinho e tirar um adversário do caminho. Até final, os treinadores fizeram substituições que foram quebrando o ritmo do jogo e a provar que o Natal é mesmo tempo de milagres ainda fizemos mais um golo, aos 89’, pelo... Caio Lucas! Boa jogada de contra-ataque da nossa parte, com o Pizzi a abrir para o brasileiro sobre a esquerda, que quando entrou na área flectiu para o meio, passou por um defesa e rematou rasteiro para o canto inferior esquerdo da baliza. Já tem muito para contar aos netos: não só teve o privilégio de jogar com a camisola do Benfica, como ainda marcou um golo! É mesmo Natal...!

Destaque individual óbvio para o Pizzi, com dois golos e uma assistência, para o C. Vinícius que continua com uma fantástica média de golos (um a cada 66’ em campo!) e para o Chiquinho, que fez duas assistências para golo. O meio-campo voltou a carburar muito bem e a defesa está praticamente intransponível.

O campeonato só voltará para o novo ano com a sempre difícil ida a Guimarães, mas até 2020 ainda temos dois jogos muito importantes nas Taças. Na da Liga, fruto da incompetência do passado, já não dependemos de nós para ir à final four, mas na de Portugal, frente ao Braga na próxima 4ª feira na Luz, não podemos falhar, porque a ida ao Jamor tem de ser sempre um dos grandes objectivos da temporada (e há que começar a reverter rapidamente o nosso histórico recente na Taça, que nas duas últimas décadas é muito fraco).

P.S. – Houve hoje o sorteio para os dezasseis-avos de final da Liga Europa. Não tivemos muita sorte, porque apesar de sermos cabeças-de-série calhou-nos o Shakhtar Donetsk, crónico campeão da Ucrânia e, tal como nós, vindo da Liga dos Campeões. Aliás, parece sina desta fase do sorteio nós apanharmos uma equipa vinda da Champions. Os jogos serão só em Fevereiro e a nosso favor pode estar apenas o facto de eles estarem em pré-temporada nessa altura. Mas será em todo o caso uma eliminatória bastante complicada.

quarta-feira, dezembro 11, 2019

Continuidade

Vencemos o Zenit na Luz por 3-0 na última jornada da fase de grupos da Champions e conseguimos a qualificação para a Liga Europa. Era o principal objectivo do jogo e lográmo-lo obter com uma boa exibição, que veio confirmar a tendência de subida de forma desde a partida em Leipzig.

Entrámos em campo com a equipa-base destes últimos tempos, só com o Tomás Tavares no lugar do ainda lesionado André Almeida. Os russos entraram em campo no 2º lugar do grupo e não poderiam perder se quisessem manter-se nas competições europeias. Quanto a nós, tínhamos de lhes ganhar por 2-0 ou diferença de três golos, caso o Lyon não perdesse em casa com o Leipzig, porque nesse caso ‘bastaria’ a vitória. Entrámos bem na partida, o Pizzi teve um bom remate de fora da área, mas a bola saiu ligeiramente por cima e o Chiquinho, num óptimo movimento já na área, enquadrou-se com a baliza, mas o remate de pé esquerdo saiu ao lado. Os russos iam tentando responder sempre muito à base de gigantismo do Dzyuba (um óptimo jogador), mas não tiveram ocasiões muito flagrantes. Nós fomos tentando atacar, mas também algo cautelosos, porque se sofrêssemos um golo tudo estaria perdido.

Na 2ª parte, entrámos ainda com mais determinação e inaugurámos o marcador logo aos 47’ numa boa combinação atacante, com o Carlos Vinícius a segurar a bola na área e a abrir para o Pizzi na direita, que centrou para o meio onde apareceu o Cervi de rompante a encostar. Segundo jogo consecutivo do argentino a marcar um golo muito importante e sem dúvida merecido, porque tem sido dos nossos melhores jogadores. O Leipzig chegou ao intervalo a ganhar por 2-0 ao Lyon, mas nunca fiando e por isso tínhamos de continuar a tentar marcar o segundo golo para só dependermos do nosso jogo. Até porque o Lyon reduziu também pouco depois do início da 2ª parte... Esse golo que nos dava a qualificação para a Liga Europa surgiu aos 58’ num penalty evidente por mão na bola de um adversário (que, para além, disso viu o segundo amarelo) muito bem concretizado pelo Pizzi. Ainda faltava mais de meia-hora para o final e estávamos com um dilema: precisávamos de mais dois golos para termos margem de manobra, mas se sofrêssemos um antes seríamos certamente eliminados. Só que, a jogar contra dez, as coisas foram mais fáceis, porque conseguimos circular bem a bola e, de facto, fomos tentando marcar mais golos. Numa jogada entre vários jogadores, com alguns toques de primeira, o Cervi rematou para um defesa salvar perto da linha (embora num dos ângulos da televisão dê a sensação de a bola ir para fora) e o C. Vinícius teve um remate potente de pé esquerdo com a bola a ir às malhas laterais. Já depois dos 15 minutos finais, o Zenit teve a única grande ocasião para marcar, mas o Vlachodimos fez a melhor defesa do encontro. Logo a seguir, tivemos a melhor oportunidade da partida, com o C. Vinícius isolado, depois de uma escorregadela de um defesa, a não conseguiu superar a mancha do guarda-redes, num centro do Pizzi depois de um óptimo contra-ataque. Aos 79’, fizemos o 3-0 com um autogolo do Azmoun depois de um canto do mesmo Pizzi na esquerda. Na prática, este golo não mudava nada, porque só o quarto nos dava tranquilidade, mas a vida começou a correr muito mal aos russos com o empate do Lyon perante o Leipzig, porque isso fez com que tombassem do 2º para o 4º e último lugar do grupo. Logo depois do nosso golo, o Bruno Lage fez entrar o Seferovic e Samaris para os lugares do Cervi e Gabriel, mas os minutos finais foram de nervosismo, porque um golo dos russos colocar-nos-ia fora das competições europeias. Estávamos a jogar contra dez e talvez para equilibrar as coisas, o Bruno Lage resolver fazer entrar o Caio Lucas para o período de compensação. Ou isso, ou é a tal quota da CERCI futebolística brasileira que temos que cumprir...! Apesar de uma ou outra falta escusada, que fez com que a bola fosse bombeada para a nossa área, conseguimos manter o marcador a zeros e assegurar assim a continuidade nas competições europeias.

Em termos individuais, destaque para o Pizzi com participação nos três golos, para a dupla de meio-campo (Gabriel e Taarabt), a grande responsável da nossa melhoria exibicional, para o Chiquinho, imprescindível na manobra ofensiva e com a mais-valia de defender bem, e para o Vlachodimos, cuja defesa perto do final nos garantiu a qualificação. Mas no geral toda a equipa esteve muito bem.

Veremos o que nos reservará o sorteio da próxima 2ª feira, mas já agora era simpático que conseguíssemos ser cabeças-de-série. No entanto, os jogos são só em finais de Fevereiro e até lá ainda temos um 1º lugar no campeonato para cimentar. Como já neste sábado, dia em que receberemos o Famalicão, que está num surpreendente 3º lugar. Esperemos que esta nossa melhoria se confirme.

P.S. – Antes do jogo, cumpriu-se um minuto de silêncio pela morte do Rogério Pipi. E cumpriu-se mesmo! Parabéns a todo o estádio por ter finalmente percebido que um minuto de silêncio não é um minuto de palmas!

segunda-feira, dezembro 09, 2019

Categórico

Vencemos o Boavista no Bessa por 4-1 na passada 6ª feira e, com o inesperado empate do CRAC no Jamor frente ao Belenenses SAD (1-1) ontem, temo-los agora a quatro pontos de nós. Foi uma vitória imaculada que, espero, seja reveladora de que estamos finalmente a voltar à forma da época passada.

Depois da Taça da Liga, o Bruno Lage voltou aos titulares habituais para o campeonato. Introduzimos a bola na baliza logo nos primeiros minutos, numa abertura fabulosa do Ferro para o Pizzi fazer um bonito chapéu, mas o VAR anulou porque o nº 21 estava meia-dúzia de centímetros fora-de-jogo. Qualquer dia dedico um texto a explicar porque é que eu odeio o VAR (pelo menos, no modo como se definiu o protocolo), mas não vai ser agora. À passagem da dezena de minutos, o Sr. Jorge Sousa amarelou o Cervi por pretensamente simular um penalty, mas eu fiquei com dúvidas no lance. Continuámos muito fortes e a não deixar o Boavista responder. À meia-hora, o Chiquinho recuperou uma bola e preparava-se para entrar na área isolado, quando foi derrubado. No CRAC – V. Guimarães, um lance destes mereceu vermelho logo nos minutos iniciais. Neste jogo, só deu amarelo. Típico...! Finalmente aos 34’, lá inaugurámos o marcador, numa rápida e bonita transição ofensiva com um magnífico passe do Pizzi para o Carlos Vinícius dominar muito bem de pé esquerdo e rematar sem hipóteses para o Bracali. Um golão! O Boavista mal respondia, mas na única jogada ofensiva que fez conseguiu o empate aos 44’: centro para a área, o Rúben Dias não chegou à bola, o Ferro ficou nas covas e o Stojilkovic cabeceou desviando do Vlachodimos à sua saída. Foi um balde de água fria completamente imerecido.

Confesso que estava com algum receio que este golo caído do céu (ou melhor, do inferno) pesasse sobre a equipa na 2ª parte, mas felizmente isso não aconteceu e voltámos tão fortes quanto fomos na maior parte da 1ª. O Chiquinho teve um bom remate à entrada da área que o Bracali defendeu para canto e aos 52’ recolocámo-nos em vantagem com um golo do Cervi a corresponder bem a uma assistência do C. Vinícius. O Sr. Jorge Sousa ainda recorreu ao VAR, mas a decisão só podia ser a de validar o golo, porque o Cervi se antecipou ao defesa e tocou a bola para a baliza, antes de ser pontapeado por ele. Sim, era mais que penalty se não fosse golo! Aos 62’, demos uma machadada quase definitiva no jogo com o bis do C. Vinícius, num golão em arco de fora da área de pé esquerdo (a fazer lembrar o grande Tacuara), depois de uma recuperação de bola do Grimaldo a meio-campo, que fez também a assistência. O Sr. Jorge Sousa continuava a sua senda de apitar tudo contra nós nos lances divididos, mas ainda bem que os jogadores do Benfica não se desconcentraram com uma das arbitragens mais habilidosas que vimos nos últimos tempos. Controlámos bem o Boavista no tempo restante e só num par de remates de fora da área é que eles criaram perigo, e mesmo assim relativo, porque o Vlachodimos estava a controlar bem os lances. Já no tempo de compensação (92’), fizemos o resultado final num golo de cabeça do Gabriel na sequência de um livre do Grimaldo.

Em termos individuais, óbvio destaque para o C. Vinícius com dois golos e uma assistência. O Grimaldo também voltou a ser influente com duas assistências e o Pizzi fez o magnífico passe para a abertura do marcador. O Cervi lá um golo, que é um prémio mais que merecido para quem tem sido de uma utilidade enorme e uma grande ajuda ao Grimaldo. A dupla de meio-campo (Gabriel e Taarabt) continua a funcionar bastante bem e parece que finalmente encontrámos a dinâmica que se impunha naquela parte do terreno.

Foi uma vitória muito importante no campo de uma equipa que está a fazer um bom campeonato e que ainda não tinha sofrido mais do que um golo por jogo (não há dúvida de que o Lito Vidigal é bom treinador). Receberemos amanhã o Zenit para a despedida da Liga dos Campeões, mas convinha mesmo que não fosse a nossa despedida das provas europeias, porque seria uma vergonha para o nosso historial vermos a Europa no sofá em 2020. A equipa parece querer regressar às boas exibições da segunda parte da época passada e esperemos que isso se confirme frente aos russos.

quinta-feira, dezembro 05, 2019

Contas (muito) complicadas

Empatámos na Covilhã (1-1) na 3ª feira e, com a vitória de ontem do V. Guimarães em Setúbal (2-0), ficámos dependentes de terceiros para seguir para a final four da Taça da Liga. Ou seja, depois do desaire da não-qualificação para os oitavos da Champions (e com a ida à Liga Europa também nada fácil), somamos o segundo falhanço da temporada em pouco tempo. Claro que a Taça da Liga é o penúltimo troféu na hierarquia nacional (só tem a Supertaça abaixo dela), mas tínhamos um histórico muito bom (sete vitórias nas nove primeiras edições) que conviria manter. No entanto, o mais provável é irmos para o quarto ano consecutivo sem a ganhar.

Com uma série de jogos bastante próximos, o Bruno Lage fez a esperada gestão do plantel, mas surpreendeu ao dar a titularidade ao Zivkovic, proporcionando-lhe os primeiros minutos da temporada. E o que se pode dizer é que o sérvio demonstrou porque não tem jogado... Aliás, a nossa primeira parte foi péssima (à semelhança de Vizela) e só criámos duas boas situações, com uma cabeçada do Gedson à barra quando estava sozinho na sequência de um livre (tinha obrigação de ter feito golo) e um bom movimento de rotação do Raúl de Tomás na área, com o guarda-redes contrário a defender para canto.

A 2ª parte não poderia ter começado pior, com o golo do Covilhã logo aos 13 segundos! Recomeço do jogo, bola para a frente, um ressalto no Samaris isolou o Bonini, que bateu o Zlatan à sua saída. Se as coisas estavam difíceis, mais ficaram. O Carlos Vinícius já tinha substituído o Florentino ao intervalo, mas aos 60’ entraram o Pizzi e o Taarabt e finalmente começámos a jogar um pouco à bola. Dois centros quase seguidos do Nuno Tavares foram bater inadvertidamente no poste e uma cabeçada do C. Vinícius também deveria ter dito melhor direcção. Aos 82’, conseguimos finalmente o empate, através do Jota, que assim se estreou a marcar pela equipa principal, num remate de ressalto de fora da área na sequência de um canto. Ainda tivemos algum tempo até final para dar a volta e, num lance semelhante ao golo, um remate do Jota passou a rasar o poste com o guarda-redes somente a olhar.

Em termos individuais, não houve ninguém a destacar-se por aí além. O Jota estava um pouco trapalhão, mas fica ligado ao resultado pela positiva. O Raúl de Tomás continua a passar muito ao lado dos jogos, mas aquele movimento na 1ª parte merecia ter tido melhor sorte. Dos laterais Tavares, o Tomás deve ter algum futuro, mas o mesmo não me parece que vá acontecer com o Nuno. O Zivkovic já tem pouco tempo para dar a volta à sua situação, no entanto, não sei se estará interessado em tal. Quanto ao Gedson, está uns bons furos abaixo do que mostrou no passado, porém acho que o seu lugar tem de ser a oito e não sobre a direita ou a 10.

Claro que o mais importante é o campeonato, mas custa-me sempre ver-nos perder a oportunidade de disputar troféus oficiais desta maneira. Por outro lado, isto é sintoma de que o plantel é algo desequilibrado e, à semelhança de épocas anteriores, não podemos ter o azar de ver alguns titulares a lesionarem-se (Vlachodimos e Grimaldo à cabeça), senão as nossas hipóteses de títulos estarão muito provavelmente hipotecadas.

P.S. - A arbitragem do Sr. Rui Oliveira foi muito infeliz (para dizer o mínimo). Tenho dúvidas no possível penalty sobre o Raúl e Tomás na 1ª parte (parece-me que ele já vai em queda antes de ser tocado pelo guarda-redes), mas o pouco tempo de compensão para as paragens que houve, mais a inacreditável falta marcada sobre o Jardel mesmo a terminar (que deveria ser ao contrário e resultaria num livre muito perigoso a nosso favor) mostraram exemplarmente ao que o árbitro vinha.

segunda-feira, dezembro 02, 2019

Melhor da época

Goleámos o Marítimo no sábado por 4-0 e vamos manter o 1º lugar no campeonato com pelo menos dois pontos de vantagem (o CRAC só joga hoje). Além disso, com a derrota da lagartada em Barcelos perante o Gil Vicente (1-2) estamos agora 13 pontos à frente deles.

Três dias depois da frustração em Leipzig, fizemos a melhor exibição da época. O Marítimo até entrou bem, com boa circulação de bola decorrente do novo treinador (José Gomes), mas nós tivemos uma eficácia fabulosa: marcámos aos 8’ e aos 17’ nos dois primeiros remates à baliza que fizemos. Os intervenientes nos lances foram os mesmos com os papéis trocados: no primeiro, assistência do Carlos Vinícius para o Pizzi, no segundo foi o inverso, numa excelente combinação ofensiva pela direita envolvendo o Chiquinho, André Almeida e Taarabt, que isolou o Pizzi na área, o qual, perante a saída do guarda-redes, deu um toque para o lado para o C. Vinícius só ter que encostar. Aos 31’ o jogo ficou praticamente resolvido com o nosso terceiro golo, novamente pelo C. Vinícius, numa boa jogada da nossa parte, com um remate cruzado do Pizzi pela direita, que o Amir não conseguiu agarrar, e o C. Vinícius a atirar para a baliza. A bola entraria na mesma, mas um defesa fez um carrinho e desviou-a da trajectória em que ia, tendo obviamente entrado na mesma. Viemos a saber no final do jogo que o Sr. Fábio Veríssimo considerou que foi... autogolo do Grolli! Mas falaremos desta criatura mais adiante... Até ao intervalo, o C. Vinícius falhou o golo mais fácil, ao atirar ao lado depois de um magnífico contra-ataque nosso na sequência de um canto do Marítimo.

A 2ª parte começou com o Tomás Tavares no lugar do tocado André Almeida. O jogo manteve-se na mesma, connosco a aumentarmos o marcador aos 55’: remate de fora da área do Chiquinho, defesa para a frente do Amir e o C. Vinícius a recargar para o poste mais distante, com a bola ainda a bater nele antes de entrar. O Benfica preparava-se para um jogo com números do ano passado, quando o Gabriel teve uma paragem cerebral: no meio-campo deles(!), entra de carrinho sobre um adversário e vê o segundo amarelo aos 60’. O Bruno Lage ficou fulo e não era caso para menos. Ficámos a jogar com dez sem necessidade absolutamente nenhuma! Claro que, a partir daqui, o jogo não foi mais o mesmo: retraímo-nos mais e não tivemos tantas oportunidades. Até final, só um remate cruzado do entretanto entrado Jota, depois de uma boa abertura do Taarabt, deu a sensação de golo.

Em termos individuais, óbvio destaque para os três golos do C. Vinícius, um deles roubado (literalmente) pelo Sr. Fábio Veríssimo. O Pizzi também foi decisivo com um golo e uma assistência, e o Taarabt terá feito das melhores exibições com a gloriosa camisola. O Vlachodimos fez uma intervenção importante ainda com 0-0 e está bastante melhor nas saídas dos postes. O Chiquinho está cada vez mais participativo nas acções defensivas e é um elemento imprescindível nas combinações atacantes. De negativo, só mesmo a estupidez do Gabriel.

Esperemos que esta retoma exibicional seja para manter. Já contra o Rio Ave estávamos melhor e depois voltámos a baixar na qualidade futebolística. Entraremos agora num ciclo infernal com três jogos até à recepção ao Zenit na 3ª feira da próxima semana. O primeiro será já amanhã na ida à Covilhã para a Taça da Liga. E teremos de ganhar para mantermos esperanças em ir à final four.

P.S. – O meu amigo JG escreveu o seguinte no Twitter:
Não poderia estar mais de acordo! Cada vez que marcávamos um golo, demorava meia-hora a falar com o VAR (certamente para ver se o conseguia invalidar), um critério disciplinar inacreditável, cada vez que um jogador adversário ficava no chão parava o jogo, levando a imensas quebras de ritmo, quatro minutos de compensação quando deveria ser pelo menos o dobro e, a cereja no topo do bolo, o roubo do hat-trick ao C. Vinícius no relatório. Numa partida fácil de dirigir, fez questão em tornar-se uma das figuras principais. Costumava dizer-se que havia dois tipos de árbitros em Portugal: os que não eram maus, mas roubavam e os que não roubavam mas eram maus. No caso do Fábio Veríssimo, isto ainda se aplica e ele até faz o pleno: é um ladrão e é um péssimo árbitro!