domingo, julho 28, 2019
Nova vitória
Vencemos a Fiorentina por 2-1 na madrugada de 4ª para 5ª
feira, conseguindo mais uma vitória na International Champions Cup. Depois de
duas participações em que não conseguimos nenhum triunfo, esta época já são
dois seguidos.
O Bruno Lage repetiu grande parte dos titulares do jogo
anterior, com a inclusão do Zlobin e Rafa. Ou seja, a ideia é mesmo entrosar a
equipa para a Supertaça. E voltámos a começar bem com o golo do Seferovic logo
aos 9’, depois de um bom centro do Raúl de Tomás, bem desmarcado pelo Rafa. A
Fiorentina empatou aos 29’ pelo jogador que mais dores de cabeça deu aos nossos
centrais: Vlahovic. Logo no início da 2ª parte, os italianos tiveram um
falhanço incrível com a baliza completamente escancarada, depois de atirarem
uma bola ao poste (o Svilar poderia ter fechado melhor o lado por onde a bola
passou), mas a partir de metade do segundo tempo fomos nós a ter primazia no
jogo. Quando já se estava à espera dos penalties (aos 93’), uma jogada de
combinação pela direita desmarcou o Chiquinho que centrou para a área, onde
apareceu o Caio Lucas a fuzilar de pé direito e a dar-nos a vitória.
Foi um teste positivo perante o adversário mais
complicado até ao momento, que deu para tirar algumas ilações: a dupla atacante
(Seferovic e Raúl de Tomás) está a relevar combinações interessantes, o Rafa e
o Pizzi ainda estão à procura do seu nível habitual, o Nuno Tavares tem-se
mantido na lateral direita, porque não há opções disponíveis no momento, e tem
correspondido de modo aceitável, e a dupla de meio-campo (Florentino e Gabriel)
ainda não é o tampão habitual.
Veremos o que nos reserva o jogo de mais logo frente ao
Milan, o último antes da Supertaça, mas por enquanto estou satisfeito com o que
estamos a ver até agora.
segunda-feira, julho 22, 2019
Fortuna
Vencemos no sábado o Chivas Guadalajara por 3-0 no primeiro
jogo da International Champions Cup que decorre nos EUA. Perante uma equipa que
actuou com muitas reservas porque tinha a 1ª jornada do seu campeonato no dia seguinte
(estes mexicanos são fortes na organização, já se vê...), fizemos uma partida
razoável, embora com um resultado algo enganador, porque levámos três bolas nos
ferros...
Marcámos logo no início do encontro (4’) numa boa jogada do Caio
Lucas pela esquerda e concretização ‘só encostar’ do Raúl de Tomás (pois, mas é
preciso lá estar e a maneira como ele iludiu o defesa para ficar sozinho foi
muito boa). O resto da 1ª parte arrastou-se um bocadinho, sem grandes oportunidades.
Depois do intervalo, levámos logo uma bola na barra, situação que se repetiu por
volta da hora de jogo, mas com as substituições melhorámos um pouco e foi numa abertura
do Jota a isolar o Rafa que aumentámos a vantagem para 2-0 aos 70’. Três minutos
depois, o jogo ficou definitivamente sentenciado, com nova abertura muito boa
do Taarabt a isolar o Seferovic e este também a não perdoar. Em cima dos 90’,
terceira bola nos ferros num livre directo.
Todas as jogadas dos golos foram muito boas, a revelarem já
algum entrosamento na equipa. Isso foi o mais positivo. O que já não gostei
tanto foi de ver o Nuno Tavares a defesa-direito, porque o André Almeida e o
Ebuehi ainda não estão em condições. Estamos a duas semanas da Supertaça. Seria
bom que esta situação estivesse resolvida a tempo desse jogo.
domingo, julho 21, 2019
Obrigado, Salvio!
Passado pouco mais de uma semana, despedimo-nos de outro nome grande do Benfica actual. Oito anos com o manto sagrado vestido, um dos apenas cinco jogadores que foram tetracampeões, o grande Salvio despede-se de nós com palmarés invejável: cinco Campeonatos Nacionais, duas Taças de Portugal, quatro Taças da Liga e três Supertaças. Para além destes 14 troféus oficiais, esteve igualmente presente numa final europeia com a camisola do Benfica e só não jogou a outra por causa dos malditos amarelos (e que falta fez…). É o quarto estrangeiro com mais jogos pelo Benfica (266), marcou 62 golos e fez 44 assistências.
Mas mesmo com estes números e esta importância, havia muita gente que não gostava dele. Sim, por vezes abusava um pouco das iniciativas individuais, mas nunca deixou de lutar em campo e tinha o grande mérito de não se esconder do jogo. Fosse contra quem fosse. Faz parte da nossa história de pleno direito e foi um prazer vê-lo com o manto sagrado. Vou ter bastantes saudades das suas arrancadas pelo flanco direito. Muito obrigado, Salvio, volta sempre que esta é a tua casa!
P.S. – Eu sei que a sua saída surgiu pouco antes da partida para a digressão nos EUA, mas aqui está outro jogador que merecia ter uma despedida à Rui Costa ou à Jonas. E não teve. Um post de despedida nas redes sociais é manifestamente pouco para um jogador desta importância. Espero que a Luz o possa aplaudir como merece numa próxima visita dele. (Tal como - ainda - espero em relação ao Cardozo…)
quinta-feira, julho 18, 2019
Goleada em Coimbra
Vencemos a Académica no passado sábado por 8-0 no nosso
segundo jogo de preparação. Nos primeiros 15’ foi a Briosa a tomar conta do
jogo, mas a nossa eficácia permitiu-nos fazer dois golos em dois minutos (23’ e
25’), através do Rafa e do Raul de Tomás (que se estreou a marcar com o manto
sagrado), e a partida ficou definitivamente desequilibrada. O Raul de Tomás
bisou em cima do intervalo e na 2ª parte, com uma equipa praticamente nova,
marcámos mais cinco golos (Conti, que também bisou, Pizzi, Seferovic e o também
estreante a marcar Taarabt).
A Académica ofereceu uns quantos golos, porque tentou sempre sair a jogar desde trás. Mas o que mais gostei de ver, dando obviamente a esta fase da época a importância (relativa) que tem, foi a atitude do Benfica durante grande parte do jogo, mesmo com o resultado a avolumar-se: pressionávamos sempre a saída de jogo deles e praticamente não os deixávamos respirar. Isto é revelar respeito por nós, pelo adversário e pelo futebol. E não a atitude sobranceira dos passes para o lado e dos olés, quando o resultado fica muito desnivelado.
A Académica ofereceu uns quantos golos, porque tentou sempre sair a jogar desde trás. Mas o que mais gostei de ver, dando obviamente a esta fase da época a importância (relativa) que tem, foi a atitude do Benfica durante grande parte do jogo, mesmo com o resultado a avolumar-se: pressionávamos sempre a saída de jogo deles e praticamente não os deixávamos respirar. Isto é revelar respeito por nós, pelo adversário e pelo futebol. E não a atitude sobranceira dos passes para o lado e dos olés, quando o resultado fica muito desnivelado.
sexta-feira, julho 12, 2019
Recomeço
Perdemos na 4ª feira por 1-2 com o Anderlecht no primeiro
jogo de pré-temporada. O mais importante era sem dúvida a despedida do Jonas (o
10 saiu ao minuto 10 do dia 10: perfeito!), mas perante uma equipa que vai
começar o campeonato daqui a duas semanas, tendo nós só 10 dias de treino, o
que se viu não dá para tirar grandes ilações. Jogaram todos os jogadores disponíveis,
o que naturalmente também ajudou a quebrar o ritmo e os internacionais só
entraram em campo na 2ª parte (e nem jogaram até ao fim).
Na 1ª parte, gostei do Gabriel e do Salvio a defesa-direito,
e o Raúl de Tomás mostrou alguns pormenores interessantes (não pára quieto e ia
fazendo um golo de meio-campo, o que teria sido uma estreia inolvidável). Mas
fomos a perder 0-2 para o intervalo. Na 2ª parte, o Nuno Tavares a
defesa-esquerdo deu nas vistas (e ainda bem, porque o Grimaldo precisa de um
substituto em condições) e foi dele a assistência para o nosso golo, marcado
pelo Chiquinho, que já antes tinha falhado uma dupla oportunidade. Muita
miudagem teve a oportunidade de se estrear com o manto sagrado, mas nem todos vão
obviamente ficar no plantel principal. E outros menos miúdos mostraram que ainda não regressaram bem das férias.
Amanhã iremos a Coimbra defrontar a Académica e veremos como a equipa reagirá...
P.S. - Alguém me consegue explicar como é que, depois deste roubo monumental, deixamos que este sr. Fábio Veríssimo venha arbitrar o nosso jogo de apresentação...?
Amanhã iremos a Coimbra defrontar a Académica e veremos como a equipa reagirá...
P.S. - Alguém me consegue explicar como é que, depois deste roubo monumental, deixamos que este sr. Fábio Veríssimo venha arbitrar o nosso jogo de apresentação...?
quinta-feira, julho 11, 2019
Obrigado, Jonas!
O jogo de apresentação frente ao Anderlecht passou inevitavelmente
para segundo plano, quando uma lenda decide terminar a carreira com o manto
sagrado vestido. Claro que o clube está, e estará, sempre acima de qualquer pessoa,
mas dado que o clube não existe sem pessoas, quando estas se destacam e contribuem
para o seu engrandecimento, nada é mais justo do que prestar-lhes essa
homenagem. Em público, no estádio, perante os adeptos, para que estes tenham a oportunidade
de se despedirem convenientemente de quem lhes deu inúmeras alegrias. E de quem
esteve tempo suficiente dentro do clube para gravar indelevelmente o seu nome na
história desse mesmo clube. (Sim, ainda me custa imenso que isto não se tenha
passado com o Luisão e Nuno Gomes, por exemplo!)
Tal como o Rui Costa, o Jonas teve uma despedida à sua altura. Tal como o Rui Costa, o Jonas vestiu a mítica camisola 10 (agora, lembrem-se de a dar a um Djuricic qualquer...!). Tal como o Rui Costa, o Jonas esteve cinco anos no Benfica. Mas foram seguidos. E, felizmente, bem mais titulados: quatro Campeonatos Nacionais, uma Taça de Portugal, duas Taças da Liga e duas Supertaças. Duas vezes melhor marcador do campeonato (e não foram três, porque logo na época de estreia lhe foi vergonhosamente roubado um golo no último jogo por inexistente fora-de-jogo), fez 137 golos em 183 jogos (incrível média de 0,75 golos/jogo), o segundo estrangeiro mais goleador só atrás de Cardeuz (para citar o meu amigo João Gonçalves) com 171, dos quais 110 no campeonato. Para além dos números, um perfume inconfundível sempre que a bola tinha a felicidade de encontrar os seus pés, colocando-o indiscutivelmente na galeria dos melhores jogadores de sempre do nosso clube. Até porque o inédito tetra tem a sua marca em três desses títulos. E são os títulos que tornam as lendas imortais.
Foram cinco anos maravilhosos pelos quais te estarei eternamente grato, grande Jonas! Foi um privilégio inigualável ver ao vivo praticamente todos os teus jogos na Luz (a excepção é o Manchester United há dois anos). Porque quando alguém nos oferece Arte (sim, com ‘A’ maiúsculo), manda a decência nós agradecermos. Por tudo isto, muito obrigado, Jonas! Estarás para sempre (bem acompanhados por uns quantos) num degrau abaixo da águia.
Tal como o Rui Costa, o Jonas teve uma despedida à sua altura. Tal como o Rui Costa, o Jonas vestiu a mítica camisola 10 (agora, lembrem-se de a dar a um Djuricic qualquer...!). Tal como o Rui Costa, o Jonas esteve cinco anos no Benfica. Mas foram seguidos. E, felizmente, bem mais titulados: quatro Campeonatos Nacionais, uma Taça de Portugal, duas Taças da Liga e duas Supertaças. Duas vezes melhor marcador do campeonato (e não foram três, porque logo na época de estreia lhe foi vergonhosamente roubado um golo no último jogo por inexistente fora-de-jogo), fez 137 golos em 183 jogos (incrível média de 0,75 golos/jogo), o segundo estrangeiro mais goleador só atrás de Cardeuz (para citar o meu amigo João Gonçalves) com 171, dos quais 110 no campeonato. Para além dos números, um perfume inconfundível sempre que a bola tinha a felicidade de encontrar os seus pés, colocando-o indiscutivelmente na galeria dos melhores jogadores de sempre do nosso clube. Até porque o inédito tetra tem a sua marca em três desses títulos. E são os títulos que tornam as lendas imortais.
Foram cinco anos maravilhosos pelos quais te estarei eternamente grato, grande Jonas! Foi um privilégio inigualável ver ao vivo praticamente todos os teus jogos na Luz (a excepção é o Manchester United há dois anos). Porque quando alguém nos oferece Arte (sim, com ‘A’ maiúsculo), manda a decência nós agradecermos. Por tudo isto, muito obrigado, Jonas! Estarás para sempre (bem acompanhados por uns quantos) num degrau abaixo da águia.
domingo, julho 07, 2019
O milagre de Lage
Estava prometido desde o jogo com o Santa Clara, mas excesso de
trabalho e consequente falta de tempo fizeram com que este post só pudesse surgir agora. Sim, já é um assunto do passado, mas
uma promessa cumpre-se sempre e de qualquer maneira fica para memória futura.
O 37 foi um dos campeonatos mais épicos que conquistámos. Eu só tenho
pena de não ter apostado 50€ em como seríamos campeões no dia 2 de Janeiro à
noite. Neste momento, estaria certamente a escrever-vos das Seychelles. Quando
nessa fatídica noite em Portimão, ficámos a sete pontos do primeiro lugar, a duas
jornadas do final da 1ª volta, não havia uma santa alminha que pudesse
vaticinar o que viria a suceder. E, verdade seja dita, era preciso ser louco para
o fazer. Não só precisávamos de duas derrotas e um empate do 1º classificado,
como iríamos visitar o terreno das equipas que acabaram por ficar nos sete
primeiros lugares da época que findou (Mordor, WC, Braga, Guimarães, Moreirense
e Rio Ave). Era impossível, obviamente! E no entanto…!
Bem pode muita gente vir dizer que teve grande influência nesta
conquista (presidente incluído), que a verdade é só uma: o grande responsável
foi exclusivamente Bruno Lage. Ponto final! Por uma razão muito simples: todos
os outros já lá estavam desde o início da época e não só os resultados eram
insatisfatórios, como a qualidade do nosso futebol foi bastante sofrível (para
não dizer miserável) durante a maior parte do tempo. Foi só a vinda de Bruno Lage
(e da sua equipa técnica) que permitiu potenciar enormemente todas as
qualidades do plantel que estavam adormecidas e ainda ir buscar mais-valias à
equipa B (Ferro e Florentino acima de tudo). Só assim foi possível, com todas
aquelas saídas complicadíssimas, uma inacreditável série de 18 vitórias em 19
jogos (sendo o empate com o Belenenses SAD em casa consentido da maneira que foi).
As vitórias no WC e em Mordor, e especialmente o modo categórico como foram
conseguidas, ficarão para sempre na memória de todos nós, bem como a 2ª parte
em Braga depois de estarmos a perder ao intervalo. Já em Guimarães, tivemos a
sorte do jogo com o golo a surgir perto do fim, numa partida muito equilibrada.
Mas o jogo de que eu me vou lembrar melhor no futuro é o 10-0 ao Nacional.
Porque ele simboliza o que eu quero sempre do Benfica: a buscar constante do
golo até o árbitro apitar para o final. O nunca abrandar e tentar sempre mais,
independentemente do resultado. Ao contrário de muita estupidez que se disse e
escreveu na altura, isso é que é respeitar o jogo, o adversário e o futebol.
Houve vários jogadores que se destacaram durante a época: o Pizzi com 13
golos e incríveis 18 assistências, o Rafa que finalmente atinou com a baliza e
ficou em 3º lugar nos melhores marcadores com 17 golos, o Seferovic que foi o
melhor marcador com 23 golos, o Rúben Dias que foi um esteio na defesa, o
Samaris e o Gabriel como dupla de meio-campo que permitiu que jogássemos muito
subidos, e o João Félix que entrou para titular com o Bruno Lage, originado a
mudança do sistema para 4-4-2, e fez 20 golos (em todas as competições), 15 no campeonato,
na sua época de estreia. Aliás, merece óbvio destaque os 103 golos marcados
para o campeonato, que igualaram a nossa melhor marca conseguida em 1963/64, e
o facto de termos tido cinco jogadores nos 11 melhores marcadores do campeonato
(faltou referir o Jonas com 11 golos). Na baliza, melhorámos imenso com o
Vlachodimos (também ficaria sempre a ganhar por comparação), apesar de este ter
que melhorar (e muito) as saídas. As entradas do Ferro e do Florentino permitiram
suprimir com bastante qualidade as lesões do Jardel e Gabriel em alturas
cruciais da temporada.
A nova época já arrancou e estou muito curioso para ver como nos iremos
apresentar. As expectativas são naturalmente altas, porque se em apenas quatro
meses o Bruno Lage conseguiu melhorar o que conseguiu, eu faço ideia numa temporada
inteira… Para já, perdemos o João Félix para o Atlético de Madrid, mas 120 M€
eram absolutamente irrecusáveis. Pontos para o Luís Filipe Vieira que disse que
só vendia as pérolas do Seixal pela cláusula de rescisão e assim foi. No
entanto, com a sua saída e a previsível reforma do Jonas, temos uma questão
sobre o segundo avançado para resolver. Mas estou certo que o Bruno Lage saberá
como fazê-lo. Porque já todos vimos que milagres é com ele.
quarta-feira, junho 12, 2019
Final Four
A selecção
nacional venceu a Suíça por 3-1 há precisamente uma semana nas meias-finais e
conquistou a 1ª edição da Liga das Nações ganhando 1-0 à Holanda no passado
domingo. As duas últimas semanas de intenso trabalho impediram-me de postar mais cedo, mas de qualquer
maneira não queria deixar de saudar este facto. É uma competição nova da UEFA,
uma espécie de Taça da Liga, mas é oficial e portanto é prestigiante para nós
sermos os primeiros vencedores. Jogámos em casa, é certo, mas como infelizmente sabemos desde 2004 isso por si só não era garantia de nada.
No jogo da meia-final, o Fernando Santos tentou inovar o sistema (4-4-2) com a estreia absoluta do João Félix ao lado do Cristiano Ronaldo, mas as coisas não resultaram bem, com aquele a passar ao lado do jogo. Os três golos de Portugal foram marcados pelo C. Ronaldo (25’, 88’, 90’) depois de o Felix Brych (este ladrão, lembram-se?) ter assinalado com a ajuda do VAR um penalty mais que duvidoso do Nélson Semedo, permitindo a igualdade dos suíços aos 57’. A exibição da selecção não foi nada de especial, os suíços equilibraram durante grande parte do tempo, mas o C. Ronaldo fez tombar a balança a nosso favor.
Na final frente à Holanda, o Fernando Santos deixou o Félix no banco, promoveu a titularidade do Gonçalo Guedes e voltou ao 4-3-3. Portugal melhorou consideravelmente em relação ao jogo anterior, com a equipa a parecer bastante mais concentrada e coesa. A 1ª parte foi muito boa, a Holanda praticamente não chegou à nossa baliza, mas acabámos por fazer o golo da vitória só na 2ª através de um forte remate do Gonçalo Guedes à entrada da área, depois de uma assistência do Bernardo Silva (60’). Depois do golo, defendemos muito bem com o Rúben Dias em destaque e fomos uns justos vencedores.
O Bernardo Silva foi considerado o melhor jogador da final four, o C. Ronaldo foi absolutamente decisivo na meia-final e o Rúben Dias valorizou-se imenso com estes dois jogos. Em Setembro, voltarão os jogos de qualificação para o Euro 2020, onde se espera que consigamos corrigir a falsa partida de dois empates consecutivos em casa.
No jogo da meia-final, o Fernando Santos tentou inovar o sistema (4-4-2) com a estreia absoluta do João Félix ao lado do Cristiano Ronaldo, mas as coisas não resultaram bem, com aquele a passar ao lado do jogo. Os três golos de Portugal foram marcados pelo C. Ronaldo (25’, 88’, 90’) depois de o Felix Brych (este ladrão, lembram-se?) ter assinalado com a ajuda do VAR um penalty mais que duvidoso do Nélson Semedo, permitindo a igualdade dos suíços aos 57’. A exibição da selecção não foi nada de especial, os suíços equilibraram durante grande parte do tempo, mas o C. Ronaldo fez tombar a balança a nosso favor.
Na final frente à Holanda, o Fernando Santos deixou o Félix no banco, promoveu a titularidade do Gonçalo Guedes e voltou ao 4-3-3. Portugal melhorou consideravelmente em relação ao jogo anterior, com a equipa a parecer bastante mais concentrada e coesa. A 1ª parte foi muito boa, a Holanda praticamente não chegou à nossa baliza, mas acabámos por fazer o golo da vitória só na 2ª através de um forte remate do Gonçalo Guedes à entrada da área, depois de uma assistência do Bernardo Silva (60’). Depois do golo, defendemos muito bem com o Rúben Dias em destaque e fomos uns justos vencedores.
O Bernardo Silva foi considerado o melhor jogador da final four, o C. Ronaldo foi absolutamente decisivo na meia-final e o Rúben Dias valorizou-se imenso com estes dois jogos. Em Setembro, voltarão os jogos de qualificação para o Euro 2020, onde se espera que consigamos corrigir a falsa partida de dois empates consecutivos em casa.
domingo, junho 02, 2019
José Antonio Reyes (1983-2019)
Foi um prazer ver-te com o manto sagrado. Tive pena que só estivesses na época 2008/09 com ele, mas os golos frente à lagartada e ao Nápoles vão ficar para sempre na nossa memória. E quando voltaste à Luz na pré-temporada de 2009/10, tiveste a ovação merecida.
Um acidente de viação tirou-te ontem a vida. Todos nós ficámos em choque. Descansa em paz!
Um acidente de viação tirou-te ontem a vida. Todos nós ficámos em choque. Descansa em paz!
domingo, maio 19, 2019
O trinta e sete
Vencemos ontem o Santa Clara por 4-1 e sagrámo-nos campeões nacionais pela
37ª vez no nosso historial. Foi o quinto título nos últimos seis anos e esperemos
que esta reconquista signifique igualmente o reinício de uma senda gloriosa que
foi infelizmente interrompida na época passada.
Bastava-nos um ponto para sermos campeões, mas não só nenhum jogo se
ganha antes de ser jogado, como também seria um pouco frustrante terminar o
campeonato com um empate em casa e não ter conseguido assim uma brilhante série
de 18 vitórias nos últimos 19 jogos. (E aquele empate com o Belenenses SAD foi
tão escusado quanto estúpido…) Neste sentido, encarámos esta partida com a
seriedade que se impunha, até porque há que dizer que o Santa Clara mostrou que
pratica bom futebol e nunca desistiu durante todo o jogo. No entanto, nós
revelámos uma eficácia enorme e marcámos em praticamente todas as ocasiões que
tivemos. O primeiro golo surgiu aos 16’ numa abertura fantástica do Samaris,
que isolou o Seferovic na área, este dominou de peito e à meia-volta rematou
sem hipóteses para o guarda-redes Marco Pereira. Chegávamos aos 100 golos no campeonato!
Impressionante! Os açorianos reagiram pouco depois e, na sequência de um canto,
só não igualaram porque a cabeçada do Fábio Cardoso na pequena-área saiu
ligeiramente por cima. Aos 23’, ampliámos a vantagem numa jogada de insistência
do Rafa, com a bola a sobrar para o João Félix, que com uma simulação partiu os rins ao César (nosso
ex-central) e fuzilou o guarda-redes. O trinta e sete estava perto, mas o Santa
Clara voltou a criar perigo num livre do Bruno Lamas (bom jogador!) a passar
muito perto do poste do Vlachodimos. A nossa vantagem começou a ficar
insuperável com o 3-0 aos 39’: centro do André Almeida na direita, o Seferovic
não conseguiu acertar bem na bola de cabeça, esta ressaltou num defesa e ficou
à mercê do Rafa, que só teve que disparar para dentro da baliza. Mesmo em cima
do intervalo, noutra boa jogada de combinação da nossa parte, o João Félix em
excelente posição entro da área rematou ligeiramente por cima da barra.
Na 2ª parte, poderíamos ter aumentado o marcador logo no recomeço, mas
o Rafa não dominou bem uma bola que tinha sido recuperada pelo Pizzi. O Santa
Clara também teve uma boa chance, num remate de trivela do Ukra depois de uma bola
perdida pelo Ferro em zona proibida, mas o remate saiu ao lado. Ainda assim fizemos
o 4-0 relativamente cedo: centro do Grimaldo na esquerda aos 56’ e bis do Seferovic num remate de primeira
de pé esquerdo. Igualávamos o nosso melhor registo de sempre de golos em
campeonatos, conseguido em 1963/64, com o incrível número de 103! Pouco depois,
aos 59’, o Santa Clara reduziu (justamente, diga-se) através de um canto, com o
César a marcar na recarga, depois de uma cabeçada do Fábio Cardoso ao poste.
Num gesto bonito e apesar de só ter estado uma época no Benfica, o nosso
ex-central pediu desculpa pelo golo. Um dos momentos do jogo foi a entrada do
Jonas aos 69’ para o lugar do João Félix. Quiçá a fazer o último jogo da
carreira, o genial brasileiro entrou muito emocionado em campo e teve a equipa
a tentar dar-lhe um golo, o que de certa maneira impediu que estabelecêssemos um
novo recorde de golos no campeonato. Ainda teve duas ou três situações para
marcar, mas o guarda-redes defendeu uma no limite e nas outras a pontaria
esteve bastante desafinada. Do outro lado, o César poderia ter bisado, mas o
Vlachodimos defendeu quase por instinto o remate de cabeça num canto e a
recarga saiu muito por cima. Até final, ainda houve uma bola a bater na parte
superior da nossa barra, entraram o Taarabt e o Salvio, para os aplausos ao
Samaris (bem merecido para um jogador essencial na equipa e no plantel, e que tinha
finalmente renovado esta semana) e Rafa, mas o resultado não se alterou mais.
Em termos individuais, destaque para o bis do Seferovic, que ajudou a torná-lo o melhor marcador do
campeonato com 23 golos. O João Félix não começou bem o jogo, mas foi subindo
de produção ao longo dele e também marcou o seu golito. O Rafa é outro dos
imprescindíveis e acaba a época no 3º lugar dos marcadores com 17 golos.
Incrível para quem nos anos anteriores tinha tido sempre uma relação muito
difícil com a baliza…! O Samaris voltou a estar imperial no meio-campo, bem
secundado pelo Florentino. Menos positiva é a prestação da nossa defesa e
terminamos a época com 31 golos sofridos em 34 jogos, o que é manifestamente
muito.
A análise desta brilhante conquista merecerá um post à parte, mas os números praticamente falam por si. E só quem não tem cérebro pode tirar mérito a esta vitória.
A análise desta brilhante conquista merecerá um post à parte, mas os números praticamente falam por si. E só quem não tem cérebro pode tirar mérito a esta vitória.
CAMPEÕES, CAMPEÕES, NÓS SOMOS CAMPEÕES!!!
segunda-feira, maio 13, 2019
Só mais um
Vencemos
o Rio Ave em Vila do Conde por 3-2 e estamos a um singelo ponto de festejarmos
o 37º título de campeão do nosso historial. Tal como se esperava, foi um jogo
muito complicado, em que o Rio Ave mostrou a razão de estar a fazer uma excelente
ponta final de campeonato que lhe permitiu empatar com o CRAC há duas jornadas.
Com a
goleada deles no Nacional (4-0) mesmo antes de entrarmos em campo, a ténue
esperança de podermos ser já campeões ontem esfumou-se logo. Eu estava
obviamente bastante nervoso, mas as coisas não poderiam ter começado melhor:
golo do Rafa aos 3’ a aproveitar muito bem um mau alívio de um defesa a um
centro do André Almeida, depois de uma boa transição da nossa parte, com o
Pizzi a abrir muito bem na direita no nº 34. O mais difícil estava
(teoricamente) feito e tínhamos o resto do tempo para assentar o nosso jogo e
aproveitar eventuais falhar contrárias. Ainda antes do quarto de hora, o Pizzi
deveria ter feito melhor, num remate em arco depois de tirar um adversário no
caminho, quando estava em boa posição. A meio da 1ª parte, foi o Vlachodimos a
ajudar-nos a garantir a vitória, numa excelente defesa a um livre directo do
Nuno Santos. Depois de um golo bem anulado ao Tarantini por claro fora-de-jogo,
foi novamente o Pizzi a colocar o Leo Jardim em respeito por duas vezes, com
remates perto da entrada da área. Em cima do intervalo, aumentámos a vantagem
através do João Félix, numa jogada de contra-ataque bem construída pelo trio
Félix, Seferovic e Pizzi, com aquele a isolar o nº 21, que não chegou à bola,
mas o Léo Jardim deu um grande frango
ao não agarrá-la na saída, e o Félix só teve que encostar. O Rio Ave protestou
muito o lance por uma hipotética falta do Florentino na nossa área, mas a haver
falta (o que, para mim, não é de todo claro) ela começa fora da área, portanto
teria de ser aí marcada. O Sr. Hugo Miguel ouviu o VAR (Sr. Luís Godinho) e
validou o golo.
Com uma
vantagem de dois golos no recomeço, tínhamos tudo a nosso favor. No entanto, já
deveríamos ter mais que percebido, desde o WC na Taça e Frankfurt, que nós não
sabemos “gerir o jogo”. Reentrámos muito adormecidos e o Rio Ave reduziu logo
aos 50’ pelo Tarantini que, depois de um passe/remate do Nuno Santos, apareceu
isolado frente ao Vlachodimos, porque o André Almeida não acompanhou o resto da
defesa e o colocou em jogo. Reagimos muito bem e aos 56’ voltámos a ter uma
diferença de dois golos: excelente abertura do Ferro na esquerda para o
Grimaldo, centro atrasado, a bola ressalta num defesa e vai ter com o nosso
lateral-esquerdo outra vez, novo centro que encontra o Pizzi perto da marca de
penalty e remate rasteiro deste de pé direito, com a bola ainda a bater no
poste antes de entrar. Não deixámos o Rio Ave ter tempo para saborear a
diferença mínima e o jogo entrou numa fase de loucos com parada-resposta. Por
volta da hora de jogo, jogada parecida, com o Pizzi a variar o flanco para a
esquerda para o Grimaldo, centro deste que encontrou o André Almeida sozinho
perto da pequena-área, mas o remate de pé esquerdo foi defendido com o pé pelo
guarda-redes. A resposta veio logo depois, com nova excelente defesa do
Vlachodimos a um cabeceamento do Gelson Dala (bom jogador que os lagartos aqui têm). Esta toada estava
longe de nos ser favorável, porque tínhamos dois golos de vantagem e estávamos
a ficar muito expostos aos contra-ataques adversários. O Bruno Lage mandou (e
bem) acalmar o jogo, fechámos linhas e o Seferovic poderia ter dado a machadada
final a 15’ do fim, mas o seu remate, depois de passe de calcanhar do Rafa, foi
bem cortado pelo Rúben Semedo. Entretanto, entrou o Gedson, saindo o Pizzi,
para dar mais consistência ao nosso meio-campo, mas o Rio Ave conseguir mesmo
reduzir aos 84’ num bom cabeceamento do entretanto entrado Ronan. Bem vistas as
coisas, ainda tínhamos uma margem de dois golos que nos manteria no 1º lugar,
mas não conseguir ganhar um jogo com esta marcha do marcador teria sido muito
frustrante e inevitavelmente deixaria a equipa nervosa para a última jornada. O
Cervi e o Jonas ainda entraram para refrescar a equipa e tivemos engenho para
não deixar o Rio Ave criar grande perigo nos minutos finais. Ao invés, o Rúben
Semedo terá feito um dos cortes do campeonato mesmo em cima dos 90’, impedindo
o remate do Jonas de chegar à baliza. Teria sido o nosso golo 100 no
campeonato, mas esperemos que ele surja para a semana.
Em
termos individuais, o Samaris foi dos melhores em campo e será pouco menos que
incompreensível se não renovar. Tanto dinheiro gasto em Filipes Augustos,
Lemas, Contis e afins, que me custa a perceber que não haja dinheiro para um
jogador não só desta qualidade, como com estes anos de casa. O Rafa voltou a
ser muito importante pelo golo e pela maneira como acelera o nosso jogo. O João
Félix já fez jogos melhores, mas muito do sucesso do nosso jogo atacante passa
pela maneira como ele trata a bola. O Vlachodimos fez duas defesas que salvaram
os dois pontos de vantagem que temos.
Falta-nos
um ponto e recebemos o Santa Clara na Luz na última jornada. Nada está ganho
ainda, o futebol reserva-nos muitas surpresas e imponderáveis (pode sempre
haver uma expulsão nossa logo aos 5’ num lance de penalty), mas sejamos
realistas: caso não sejamos campeões, será uma tragédia pior do que a do
Kelvin. No entanto, da mesma maneira que o prato principal é o mais importante
num restaurante, eu quero menu completo! Ou seja, acima de tudo obviamente o
37, mas também uma vitória (até porque ela significará chegar aos 100 golos) e
o Seferovic como melhor marcador (tem um golo de vantagem sobre o Bruno
Fernandes, que irá a Mordor pelo que não é expectável que faça muitos golos).
Vamos lá, Glorioso, está quase! VIVA O BENFICA!
segunda-feira, maio 06, 2019
Goleada stressante
Vencemos o Portimonense na Luz por 5-1 no sábado e mantivemo-nos
com dois pontos de vantagem perante o CRAC, que ganhou em Mordor ao Aves por
4-0. Quem olhar para o resultado sem saber nada do jogo, não ficará a perceber as
dificuldades por que passámos: não só estávamos a perder aos 53’, como só tínhamos
a vantagem de um golo aos 83’. Portanto não, uma “goleada stressante” não é um oxímoro.
Com o Jardel no lugar do castigado Rúben Dias, até nem entrámos
mal no jogo e logo aos 9’ deveríamos ter inaugurado o marcado, quando,
desmarcado pelo João Félix, o Seferovic conseguiu
falhar isolado perante o guarda-redes pela terceira(!) jornada consecutiva: a
tentativa de chapéu saiu muito curta e o Ricardo Ferreira só teve que levantar
os braços para agarrar a bola. A partir daqui e até ao intervalo, a partida foi
toda do Portimonense: não só trocava muito bem a bola, como manietava as nossas
saídas logo a partir do guarda-redes e poderia ter inaugurado o marcador por três(!)
vezes: dois remates do Dener (ao lado e por cima) em excelente posição, só com
o Vlachodimos pela frente, e outro isolado em que o nosso guardião defendeu com
o pé poderiam ter dado ao marcador números difíceis para nós superarmos. Do
nosso lado, dois remates do Pizzi relativamente frouxos e um grande livre do
Samaris mesmo à beira do intervalo, bem defendido pelo Ricardo Ferreira, levaram
algum perigo à baliza dos algarvios, mas muito menos do que o do lado contrário.
A impressão generalizada na bancada durante o descanso era a
que estávamos a acusar a pressão de ter de ganhar, agravada pelo facto de o
Portimonense estar a jogar muito bem. Ao contrário do que seria de esperar, as
coisas não se alteraram muito no início da 2ª parte. Continuámos manietados e, para
piorar as coisas, sofremos um golo aos 53’ através do Tabata, depois de uma triangulação
que o deixou sozinho frente ao Vlachodimos. Foi um enorme balde de água fria,
mas a Luz começou a despertar e respondeu com palmas e incentivos à equipa. Por
volta da hora de jogo, entrou o Jonas para o lugar do Samaris e seguiu-se não
15’, mas uma meia-hora à Benfica! Tudo começou num excelente passe do Rafa, que
isolou o João Félix, mas um defesa conseguiu acompanhá-lo e cortou a bola. Aos
62’, fizemos a igualdade pelo Refa, que ganhou muito bem a bola a um defesa
numa zona proibida e, à saída do guarda-redes, picou-a por cima dele. Pouco
depois, o mesmo Rafa permitiu a defesa do Ricardo Ferreira, depois de uma boa
jogada de combinação da nossa parte, com o Seferovic a atirar à barra na recarga,
mas já em fora-de-jogo. A nossa pressão era asfixiante e o Grimaldo teve um
remate fora da área, que o guarda-redes defendeu para a lateral. Finalmente aos
66’, a Luz deu um grito que não se ouve muitas vezes com o 2-1 pelo Rafa, a
concluir uma jogada de insistência, com o Pizzi a isolar o Seferovic, este a
centrar para trás, ressalto no Grimaldo para o nº 27 concluir com êxito. O
grito da Luz foi uma autêntica panela de pressão que explodiu, semelhante ao
primeiro golo do tri. Ainda faltava muito tempo para o fim e a equipa não
estava tranquila, até porque com a saída do Samaris, havia espaço a mais no nosso
meio-campo. O Florentino fez um mau passe na saída para o ataque, mas
felizmente o remate do Tabata foi defendido pelo Vlachodimos. Pouco depois, foi
o Lucas Fernandes a rematar à vontade à entrada da nossa área e a permitir nova
defesa ao Vlachodimos. Para terminar, o Jonas homenageou o Pizzi frente ao V. Setúbal no ano do tri e isolou um
adversário, mas o Vlachodimos por uma vez foi lesto a sair da baliza e, na sequência
do lance, o Jardel fez um corte providencial. Estávamos a pouco mais de 10’ e
um golo sofrido nessa altura teria sido muito complicado. Com visíveis
dificuldades em segurar o jogo, o Bruno Lage fez entrar o Gedson para o lugar
do exausto João Félix e começámos a reequilibrar as coisas. Aos 84’, finalmente
suspirámos todos de alívio com o 3-1 do Seferovic a corresponder com um bom
remate cruzado a uma assistência do Pizzi. A partir daqui, o Portimonense foi às
cordas e ainda marcámos mais dois golos: aos 88’, bis do suíço (importante para conseguir ganhar o troféu de melhor
marcador), depois de uma jogada de contra-ataque e um centro rasteiro do André Almeida;
e, já na compensação, o Jonas voltou aos golos, noutra jogada de contra-ataque
iniciada por ele, com outro centro do André Almeida para o nosso nº 10 fazer de
cabeça o 300º golo da sua carreira.
Em termos individuais, óbvio destaque para o Rafa que desbloqueou
o jogo para nós com o seu bis. O
Pizzi, apesar de um jogo menos conseguido, fez mais uma assistência e o André Almeida
mais duas. Ambos têm números inacreditáveis de passes para golo! O Samaris
estava a ser dos menos maus, mas teve que ser sacrificado para a entrada do
Jonas. O Florentino não pode arriscar tanto quando está no nosso meio-campo,
mas há que ter noção de que tem apenas 19 anos. O Seferovic teve um falhanço
escandaloso no início, mas somou mais dois golos (e ainda bem, porque o Bruno
Fernandes fez um hat-trick frente ao
Belenenses e o suíço só tem dois golos de vantagem agora). O João Félix, desta
vez, passou mais despercebido, mas não se pode ser genial em todos os jogos.
Para a semana, vamos a Vila do Conde para a penúltima das
finais. Faltam quatro pontos para sermos felizes. Está tão perto e ainda falta sofrermos
tanto...!
segunda-feira, abril 29, 2019
Estofo
Vencemos em Braga por 4-1 e demos um passo muito importante
na desejada conquista do 37, porque o CRAC empatou no Rio Ave na 6ª feira
(2-2), depois de estar a ganhar por 2-0 aos 84’, e ficámos assim com dois
pontos de vantagem sobre eles. Foi um fim-de-semana absolutamente maravilhoso!
Com quase dois dias para absorver a benesse de Vila do
Conde, todos nós estávamos em pulgas
pelo jogo de domingo. Teoricamente seria o jogo mais complicado até final do campeonato
e havia que nos mentalizarmos que, quando o jogo começasse, estávamos um ponto
atrás do CRAC (e não dois à frente!). Com um Lexotan no bucho, porque eu não
arrisco nos finais dos campeonatos, estava obviamente muito nervoso e a 1ª
parte veio dar razão aos nossos temores. Fomos completamente manietados pelo
Braga, que raramente nos deixou sair a jogar, o Samaris e o Florentino no
meio-campo pareciam perdidos, a bola quase nunca chegou em condições aos dois
da frente e, para piorar as coisas, sofremos o 0-1 aos 35’ num penalty marcado
pelo Wilson Eduardo: duplo erro nosso, do Florentino que foi batido pelo Fransérgio
e não o derrubou, deixando-o entrar na área, e do Rúben Dias, que fez a falta
numa altura em que o jogador do Braga flectia para a direita e o Vlachodimos
estava pronto para fazer a mancha.
Apesar da pressão exercida sobre nós, as oportunidades de golo tinham-se
equivalido até então, com o Rafa a falhar escandalosamente um centro para o
Seferovic, que estava completamente isolado, logo aos 3’, e um remate rasteiro
do André Almeida, que saiu perto do poste. Quanto a eles, um lance do Paulinho
que rematou contra o Rúben Dias poderia ter criado grande perigo e uma cabeçada
do Wilson Eduardo, que se antecipou ao Grimaldo, saiu muito por cima.
Ao intervalo, o panorama estava muito negro, porque não só
estávamos a perder, como não tínhamos dado sinais na 1ª parte de conseguir
inverter isso. Havia, no entanto, também a expectativa de saber se o Braga
conseguiria manter o nível de pressão do primeiro tempo. Não conseguiu. Entrámos
fortíssimos na 2ª parte e um remate do João Félix foi defendido pelo Tiago Sá para
o poste logo no reinício e já depois de um livre do Grimaldo, ainda muito
longe, ter também sido defendido para o lado pelo guarda-redes. O Braga mal saía
do seu meio-campo e aos 59’ beneficiámos de um penalty por falta do Esgaio
sobre o João Félix. Há por aí muita polémica, mas é para malta que tem
problemas de visão (ou de verticalidade na coluna): vê-se bem numa repetição
que o pé esquerdo do Félix é tocado pelo defesa do Braga que, aliás, nem
protesta! Deve ter sido dos poucos penalties em Portugal em que um jogador não
esboçou um único protesto! O Pizzi rematou rasteiro para o lado esquerdo do
guarda-redes, que se atirou para o lado contrário. Ainda com a 1ª parte muito
fresca na memória, por mim, o jogo poderia ter acabado logo ali. No entanto,
ainda bem que os jogadores do Benfica tinham outras ideias. Aos 66’, o Sr.
Tiago Martins marcou o terceiro penalty do jogo, segundo a nosso favor, por mão
do Bruno Viana depois de uma boa combinação atacante entre o Pizzi e o João Félix.
O passe é um pouco à queima, mas o
jogador do Braga abre os braços. Já vi muitos penalties marcados por muito
menos. Pareceu-me nas imagens que o João Félix foi perguntar ao Pizzi se ele
queria marcar, o nº 21 disse que sim e ainda marcou melhor do que o primeiro:
remate para o mesmo lado, mas para o canto superior da baliza que não daria hipóteses
ao guarda-redes, mesmo que ele tivesse acertado no lado. Dávamos a volta ao
jogo e três minutos depois, aos 69’, criámos uma distância de segurança com o
1-3 pelo Rúben Dias, a corresponder muito bem de cabeça a um belo canto do
Pizzi. Foi a loucura no nosso banco e o meu grito também se deve ter ouvido em
Braga. Escaldados com o que se passou na 6ª e também com o nosso jogo frente ao
Belenenses, havia que ter muita concentração para não sofrer um golo que
pudesse abrir novamente o jogo. E jogámos de forma muito inteligente,
defendendo bem e tentando sempre o contra-ataque para colocar o Braga em
sentido. O Abel Ferreira ainda colocou o Dyego Sousa em campo, que numa bicicleta
criou perigo, mas a bola saiu à figura do Vlachodimos. Quanto a nós, tivemos
mais do que uma ocasião para aumentar a vantagem, com o João Félix a
proporcionar mais uma defesa ao Tiago Sá, com o Rafa na recarga de cabeça a
atirar também na direcção do guarda-redes, mas conseguimo-lo aos 90’: o Rafa isolou
o Seferovic, que permitiu uma defesa do guarda-redes com o pé, a bola sobrou
para um jogador do Braga que ficou a dormir, o Rafa roubou-a e fez uma jogada à
Maradona, passando por três adversários, e atirando a bola com o pé esquerdo
para um dos cantos da baliza. Estava dada a machadada final e selada a nossa brilhante
vitória.
Em termos individuais, óbvio destaque para o Pizzi com dois
golos e mais uma assistência, para o Rafa que dinamitou a defesa contrária na
2ª parte e para o Ferro, que foi sempre imperial na nossa defesa. O João Félix
não marcou, mas muito do nosso jogo passou por ele, e o Seferovic está numa
fase em que falha muitos golos, mas o seu trabalho de desgastar a defesa contrária
é insubstituível. Em geral, toda a equipa subiu muito na 2ª parte e a justeza
da vitória é indiscutível.
Faltam três jogos e sete pontos. Nunca é demais relembrar
que já estivemos numa situação ainda melhor que esta, em que também faltavam três
jogos, dois dos quais em casa, tínhamos não dois, mas quatro pontos de vantagem
e conseguimos perder esse campeonato.
Portanto, toda a concentração é pouca, porque ainda não ganhámos nada.
quarta-feira, abril 24, 2019
Moralizador
Vencemos o Marítimo por 6-0 na 2ª feira e reassumimos a
liderança do campeonato, com os mesmos pontos do CRAC, mas com uns incríveis 25
golos marcados a mais (87 contra 62). Foi uma boa exibição, mas só na 2ª parte,
apesar de os madeirenses raramente terem criado perigo durante todo o jogo.
O Marítimo trocou-nos as voltas e atacámos para a baliza sul
na 1ª parte, ao contrário do que costumamos fazer. Com o castigo do Rafa, foi o
Cervi a ocupar o seu lugar e não poderíamos ter começado melhor, com o 1-0 logo
aos 3’ num golão do João Félix, na sequência de um canto à Camacho do Pizzi (finalmente resultou!). O mais difícil estava
aparentemente feito, mas a nossa exibição foi um pouco descolorida no primeiro
tempo. O Marítimo continuava a fechar-se muito e nós não tínhamos a dinâmica de
jogos passados, sendo algo lentos nas variações de flanco. Mesmo assim, um
remate do Grimaldo permitiu ao Charles uma defesa incompleta e o Seferovic
começou a sua lista interminável de falhanços, ao permitir também a defesa do
guarda-redes, quando estava isolado depois de um passe fantástico do João Félix.
Pelo meio, o Marítimo colocou a bola na baliza num canto, mas o Vlachodimos não
lhe conseguiu tocar por causa de um defesa que lhe fez parede na pequena-área.
O Sr. Luís Godinho assinalou (e bem, para mim) a falta, mas o nosso guarda-redes
tinha obrigação de sair de outra forma.
Na ressaca de um jogo europeu, as segundas partes costumam
ser mais difíceis do que as primeiras, por causa da quebra física. No entanto,
e apesar de a chuva ter caído quase ininterruptamente durante o jogo todo, isso
não aconteceu desta vez. Voltámos a marcar muito cedo, aos 49’, pelo Pizzi na sequência
de um centro do André Almeida, depois de o canto do Grimaldo ter sido aliviado
para o nosso nº 34. O remate do Pizzi ainda desviou num defesa, antes de passar
por baixo das pernas do guarda-redes. O resultado já nos punha a salvo de um
erro que pudesse acontecer, mas uma das vantagens do Benfica actual é que não
se sacia e fomos à procura de aumentar o marcador. O que deveria ter acontecido
pouco depois, mas o Seferovic falhou provavelmente o golo mais fácil do ano, na
marca de penalty só com o guarda-redes pela frente, depois de um passe do
Pizzi. Aos 64’, dissipávamos as dúvidas de vez com o 3-0, num bis do João Félix de primeira depois de
um centro da direita do André Almeida. Aos 74’, começámos a construir a goleada
através do Cervi, que picou a bola à saída do Charles, depois de brilhantemente
desmarcado pelo João Félix. Com o jogo ganho, o nº 79 foi descansar para entrar
o Jonas. Jonas esse que assistiu a cabeça do Seferovic, mas o suíço estava
definitivamente infeliz na concretização e a bola saiu muito ao lado. Entretanto,
já o Rúben Dias tinha saído, não lhe fosse passar uma coisa má pela cabeça e
visse um amarelo que o tirasse de Braga, entrando o Taarabt e depois foi a vez
do Pizzi ir descansar para o Salvio poder acumular minutos. O Marítimo dava
pancada escusada (o Samaris e o Ferro que o digam), mas não se livrou de sofrer
mais um golo, aos 89’ num bis do
Cervi, com um remate de ressalto de fora da área que entrou rasteiro junto ao
poste. Em cima dos 90, ainda fizemos a meia-dúzia num excelente cabeceamento do
Salvio a corresponder ao centro largo do Grimaldo.
Em termos individuais, destaque para o João Félix com um bis e uma assistência. Apesar de o que disse
o nosso presidente, temo bem que tenha sido a antepenúltima vez que o vimos ao
vivo na Luz... O Cervi, que até nem estava a fazer uma grande exibição, também merece
destaque pelos golos, que espero que lhe aumentem a moral. O Samaris continua o
patrão do meio-campo, muito bem acompanhado pelo Florentino que foi dos melhores
em campo (seria mesmo o melhor para mim, caso o João Félix não tivesse feito dois
golos e uma assistência). Falando em assistências, o André Almeida lá somou
mais duas e o Pizzi mais uma para os respectivos currículos. O Vlachodimos não
teve grande trabalho, mas tem que melhorar bastante as saídas dos postes.
No próximo domingo, teremos possivelmente o jogo mais
complicado até final do campeonato. A ida a Braga poderá decidir muita coisa,
porque se um resultado negativo deitará tudo a perder, um positivo dar-nos-á
uma moral muito grande para os restantes três jogos. Espero que este resultado
frente ao Marítimo tenha dado o alento à equipa que ela precisa, para entrar
com tudo em Braga e voltar às exibições categóricas para o campeonato no WC e
Mordor. Se assim for, a probabilidade de sairmos contentes de Braga é bastante grande.
domingo, abril 21, 2019
Desilusão
Perdemos em Frankfurt frente ao Eintracht (0-2) na passada 5ª feira e
dissemos ingloriosamente adeus à Liga Europa. Depois do que vimos da 1ª mão, já
se sabia que ia ser complicado, mas o que não se esperava é que déssemos uma
tão pálida imagem daquilo que valemos.
O Bruno Lage lançou o Jardel, o Fejsa e o Gedson, como já tinha feito no jogo da Luz, mas o resto da equipa foram os habituais titulares. Apesar disto, cometemos o mesmo erro da Taça no WC: não entrámos para marcar um golo e ficámos na expectativa. Desde há muito tempo, e particularmente agora, que não temos equipa para estar à espera do que o adversário vai fazer. Quando entramos para ganhar, geralmente ganhamos. Foi assim no WC e em Mordor para o campeonato. Quando não fizemos, fomos eliminados de duas provas. Ao contrário do que eu esperaria, o Eintracht não entrou a todo o gás, parecendo temer o nosso contra-ataque que, diga-se de passagem, nunca existiu, até porque o Rafa terá feito dos piores jogos esta época. Obviamente que é mais fácil dizer isto a posteriori, mas colocá-lo na direita não terá sido grande ideia… Estava tudo a correr na modorra que pretendíamos, quando sofremos o primeiro golo aos 36’: remate ao poste do Gacinovic e o Kostic em claríssimo fora-de-jogo a marcar na recarga. Erro grosseiro da equipa de arbitragem do italiano Daniele Orsato que, como não há VAR na Liga Europa, não foi corrigido. Para piorar as coisas, o Bruno Lage foi expulso do banco por causa deste lance. A um golo da eliminação, ficou evidente que teríamos de mudar de atitude e tentar marcar.
E foi isso mesmo que tentámos fazer no início da 2ª parte, em que tivemos finalmente algumas oportunidades. Uma boa jogada pela esquerda do João Félix não encontrou o desvio pretendido na área e uma excelente abertura do Samaris para a cabeça do Seferovic deu a sensação que poderia ser golo, mas a bola não fez o arco suficiente para passar por cima do guarda-redes Trapp. Os alemães responderam e acabaram por marcar o golo da qualificação aos 67’: mau alívio da nossa defesa e remate do Rode à vontade à entrada da área, que fez a bola entrar no canto inferior direito da baliza. Tudo a dormir entre defesas e médios nossos! A necessitar de marcar um golo, o Bruno Lage começou a fazer substituições, mas a meu ver não foi feliz a escolher o Samaris para sair (estava a ser dos nossos menos maus jogadores) para entrar do Pizzi. Pouco depois, o Salvio regressou aos relvados desde o jogo de Istambul e saiu o Rafa. Na fase do desespero, ainda entrou o Jonas para o lugar do André Almeida. Os alemães foram defendendo bem, connosco a ter uma oportunidade ainda que relativa pelo João Félix de cabeça num livre e principalmente num remate de primeira do Salvio ao poste, após centro do Grimlado, com o guarda-redes a tocar muito ligeiramente na bola (nem canto foi), mas se calhar o suficiente para não entrar. Nos últimos minutos, não tomámos as melhores opções no ataque (muito mais coração do que cabeça) e não conseguimos criar mais perigo.
Em termos individuais, não vou destacar ninguém, porque a exibição foi fraca colectivamente. Quanto aos menos, se o Jardel começou mal, mas depois se recompôs, o mesmo não se poderá dizer do Fejsa: muito lento na reacção, os adversários passaram por ele com facilidade e as dificuldades habituais a fazer fluir o jogo. Neste momento, o jogador mais vezes campeão do plantel está completamente ‘fora dela’. Gosto imenso do Fejsa, mas até para ser protegido é melhor que só volte quando estiver em plena forma.
Jogaremos amanhã em casa frente ao Marítimo na única prova que poderemos ganhar este ano. Que é também o troféu mais desejado. Não podemos mesmo falhar, porque depois da recuperação que fizemos, morrer na praia seria inglório. Força Benfica!
O Bruno Lage lançou o Jardel, o Fejsa e o Gedson, como já tinha feito no jogo da Luz, mas o resto da equipa foram os habituais titulares. Apesar disto, cometemos o mesmo erro da Taça no WC: não entrámos para marcar um golo e ficámos na expectativa. Desde há muito tempo, e particularmente agora, que não temos equipa para estar à espera do que o adversário vai fazer. Quando entramos para ganhar, geralmente ganhamos. Foi assim no WC e em Mordor para o campeonato. Quando não fizemos, fomos eliminados de duas provas. Ao contrário do que eu esperaria, o Eintracht não entrou a todo o gás, parecendo temer o nosso contra-ataque que, diga-se de passagem, nunca existiu, até porque o Rafa terá feito dos piores jogos esta época. Obviamente que é mais fácil dizer isto a posteriori, mas colocá-lo na direita não terá sido grande ideia… Estava tudo a correr na modorra que pretendíamos, quando sofremos o primeiro golo aos 36’: remate ao poste do Gacinovic e o Kostic em claríssimo fora-de-jogo a marcar na recarga. Erro grosseiro da equipa de arbitragem do italiano Daniele Orsato que, como não há VAR na Liga Europa, não foi corrigido. Para piorar as coisas, o Bruno Lage foi expulso do banco por causa deste lance. A um golo da eliminação, ficou evidente que teríamos de mudar de atitude e tentar marcar.
E foi isso mesmo que tentámos fazer no início da 2ª parte, em que tivemos finalmente algumas oportunidades. Uma boa jogada pela esquerda do João Félix não encontrou o desvio pretendido na área e uma excelente abertura do Samaris para a cabeça do Seferovic deu a sensação que poderia ser golo, mas a bola não fez o arco suficiente para passar por cima do guarda-redes Trapp. Os alemães responderam e acabaram por marcar o golo da qualificação aos 67’: mau alívio da nossa defesa e remate do Rode à vontade à entrada da área, que fez a bola entrar no canto inferior direito da baliza. Tudo a dormir entre defesas e médios nossos! A necessitar de marcar um golo, o Bruno Lage começou a fazer substituições, mas a meu ver não foi feliz a escolher o Samaris para sair (estava a ser dos nossos menos maus jogadores) para entrar do Pizzi. Pouco depois, o Salvio regressou aos relvados desde o jogo de Istambul e saiu o Rafa. Na fase do desespero, ainda entrou o Jonas para o lugar do André Almeida. Os alemães foram defendendo bem, connosco a ter uma oportunidade ainda que relativa pelo João Félix de cabeça num livre e principalmente num remate de primeira do Salvio ao poste, após centro do Grimlado, com o guarda-redes a tocar muito ligeiramente na bola (nem canto foi), mas se calhar o suficiente para não entrar. Nos últimos minutos, não tomámos as melhores opções no ataque (muito mais coração do que cabeça) e não conseguimos criar mais perigo.
Em termos individuais, não vou destacar ninguém, porque a exibição foi fraca colectivamente. Quanto aos menos, se o Jardel começou mal, mas depois se recompôs, o mesmo não se poderá dizer do Fejsa: muito lento na reacção, os adversários passaram por ele com facilidade e as dificuldades habituais a fazer fluir o jogo. Neste momento, o jogador mais vezes campeão do plantel está completamente ‘fora dela’. Gosto imenso do Fejsa, mas até para ser protegido é melhor que só volte quando estiver em plena forma.
Jogaremos amanhã em casa frente ao Marítimo na única prova que poderemos ganhar este ano. Que é também o troféu mais desejado. Não podemos mesmo falhar, porque depois da recuperação que fizemos, morrer na praia seria inglório. Força Benfica!
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