sexta-feira, fevereiro 22, 2019
Q.B.
Empatámos com o Galatasaray (0-0) na 2ª mão dos 16 avos-de-final da
Liga Europa e conseguimos assim qualificar-nos para os oitavos. Foi um jogo com
muito menos intensidade do que temos vindo a exibir, mas isso fez parte da
estratégia, que passou muito por não dar espaço aos turcos e, de facto, eles não
tiveram praticamente oportunidades de golo.
Ao contrário da partida da 1ª mão, o Bruno Lage só trocou três
jogadores: a dupla de meio-campo (Samaris e Gabriel por Florentino Luís e Gedson)
e o Cervi na esquerda no lugar do Rafa. Ou seja, André Almeida, Grimaldo e
Pizzi foram titulares. Depois de surpreender o adversário uma vez, convinha não
repetir a dose, que deixaria de ser surpreendente. Na 1ª parte, cedemos a
iniciativa ao Galatasaray, tentando partir em contra-ataques rápidos quando
ganhássemos a bola. E foi desta maneira que criámos uma boa oportunidade pelo
Cervi, logo nos minutos iniciais, mas o seu remate saiu ao lado. Tivemos
igualmente oportunidades pelo Pizzi, que permitiu a defesa do guarda-redes num
remate fora da área, e pelo André Almeida, mas um defesa cortou a bola antes de
o lateral poder rematar. O Vlachodimos não teve praticamente trabalho nenhum.
Na 2ª parte, carregámos mais logo nos minutos iniciais e o João Félix
teve uma excelente oportunidade num canto, depois de um desvio de cabeça do
Ferro, mas atirou por cima, quando tinha a baliza muito perto. O Seferovic teve
uma óptima jogada na direita, mas o passe atrasado para o Félix não saiu na
perfeição e o remate deste foi defendido pelo Muslera. Os turcos tentavam principalmente
de bola parada, mas a nossa defesa esteve muito bem. O Bruno Lage fez entrar o
Rafa para o lugar do Cervi, numa tentativa de aumentar a velocidade e criar
mais desequilíbrios. Rafa, esse, que já perto do final teve uma boa iniciativa,
mas o remate saiu frouxo e ao lado. Uma perda de bola do Gedson em zona mais
que proibida teria dado golo, se o jogador do Galatasaray não estivesse
fora-de-jogo. A cinco minutos do final, o Galatasaray meteu novamente a bola na
baliza, mas foi assinalado outro fora-de-jogo, este bastante mais duvidoso (o
jogador parece em linha).
Em termos individuais, grande jogo do Ferro, só é pena ter tido aquela
expulsão na Vila das Aves, que o vai tirar da partida frente ao Chaves. O
Florentino foi outro que encheu o campo, com números inacreditáveis em termos
de desarmes. O Seferovic deu imensa luta aos centrais, mas acabou o jogo de
rastos fisicamente (continuo sem perceber porque é que despachámos dois
pontas-de-lança em Janeiro e não veio ninguém para o lugar de pelo menos um
deles….). Todos os outros estiveram a um nível mediano, mas ontem não era dia
daquelas cavaladas de outros jogos. Sinceramente, achei uma exibição muito
consistente da nossa parte, em que reduzimos o espaço ao adversário e não o
deixámos acercar-se da nossa baliza.
Acabámos por ter alguma sorte no sorteio, porque entre vários tubarões acabou por nos calhar o Dínamo
Zagreb. Até a ordem dos jogos é favorável, porque não só a eliminatória se resolverá
em Lisboa, como o jogo seguinte é em Moreira de Cónegos. E com três dias de
intervalo entre jogos, é bom que os jogadores não se cansem escusadamente em
viagens.
Na próxima 2ª feira, receberemos o Chaves para o campeonato e temos imperiosamente
de ganhar para irmos a Mordor só com um ponto de desvantagem.
terça-feira, fevereiro 19, 2019
Consistência
Vencemos ontem na Vila das Aves por 3-0 e mantivemos a distância
de um ponto para o CRAC (2-0 ao V. Setúbal em casa), aumentando para quatro a
nossa vantagem frente ao Braga (0-3 no WC). Treinado pelo inenarrável Inácio, o
Aves melhorou substancialmente, o que tornava este jogo complicado, ainda por
cima porque estava no meio da eliminatória europeia. Mas a nossa resposta foi
muito boa e a vitória incontestável.
Com o regresso dos habituais titulares, não poderíamos ter tido
melhor entrada na partida, pois inaugurámos o marcador logo aos 3’ através do
Seferovic a corresponder muito bem a um centro do Samaris, que o colocou só com
o guarda-redes pela frente e o suíço picou brilhantemente a bola sobre ele. O
Aves estava aturdido e nós poderíamos ter aproveitado para dilatar a vantagem
pouco depois, mas o Rafa não se conseguiu isolar depois de dominar a bola de
peito e passou-a ao João Félix, que rematou torto quando estava descaído na
direita. O mesmo Félix teve pouco depois um remate rasteiro, mas o Beunardeau
defendeu para o lado, com o Seferovic a ver a sua recarga ser cortada por um
defesa, tendo a bola ficado para o Grimaldo, que também rematou forte para novo
corte de um defesa. Três oportunidades no mesmo lance! A partir dos 25’, o Aves
equilibrou e criou perigo num livre na direita, que foi batido directamente
para a baliza com o Vlachodimos a defender bem para canto. Curiosamente foi
quando o Aves estava melhor no jogo, que fizemos o 0-2 aos 37’ através do Rafa,
num excelente remate muito colocado de pé direito, já dentro da área, depois de
partir os rins a um defesa.
Com a vantagem alargada, a 2ª parte tinha tudo para ser tranquila,
assim nós marcássemos mais um golo. E tentámos fazê-lo logo desde o reinício, ao
mesmo tempo que conseguimos controlar melhor as investidas atacantes do adversário.
O João Félix com um grande remate de fora da área bem defendido pelo guarda-redes
e uma boa combinação atacante entre o Rafa e o Seferovic estiveram quase a
dar-nos o descanso merecido, mas foi o Ferro aos 59’ a fazer o 3-0: canto da
direita e o nosso central a ser oportuno na recarga a um remate seu que ficou
entalado num defesa. Logo na jogada a seguir, outra boa combinação atacante
deixou o Pizzi só com o guarda-redes pela frente, mas o nº 21 picou a bola
ligeiramente ao lado. O jogo estava de feição para permitir uma gestão do
esforço e quiçá a estreia do Jota no campeonato, se não fosse o Ferro ter
cometido um enorme erro aos 64’: agarrou o Derley quando este seguia isolado
para a baliza e foi naturalmente expulso. Terá sido a inexperiência a tramar o
nosso central, dado que teve tempo de fazer a falta quando o avançado brasileiro
ainda não tinha passado por ele e aí só teria levado o amarelo. O Samaris recuou
para central, mas adaptámo-nos bem a essa mudança e o Aves, apesar de ter dominado,
não teve assim grandes oportunidades. O Bruno Lage aguardou para ver como a
equipa reagia e só fez entrar o Gedson aos 78’, o que permitiu reassumir novamente
o controlo do meio-campo, com a maior chance de golo a acontecer para nós, num
remate rasteiro do João Félix que saiu a rasar o poste. Perto do final, o Jonas
primeiro e o Zivkovic depois entraram para permitir (pouco) descanso ao
Seferovic e ao mesmo Félix.
Em termos individuais, destaque para o Seferovic, que vai no
sétimo jogo seguido a marcar para o campeonato, para o Rafa, que tem a mira
bastante mais afinada do que em anos anteriores, e para o Samaris que, apesar
do amarelo escusado, foi sempre muito regular no meio-campo. Mas toda a equipa
se exibiu a um plano muito aceitável.
Era uma partida difícil e nós tivemos o condão de a tornar menos
complicada. Gostei especialmente de ver a transformação da 1ª para a 2ª parte, com
o Bruno Lage a explicar no final como a equipa percebeu o que estava a fazer
mal, que permitiu ao Aves reequilibrar o jogo na segunda metade do primeiro
tempo, e a corrigir isso ao intervalo. Estamos com confiança, a jogar bem e com
os resultados naturalmente a aparecerem. Está a dar muito gozo ver este Benfica
a jogar.
P.S. – Surgiu hoje a confirmação de que o Bruno Lage será o
nosso treinador para as próximas quatro épocas e meia. Por princípio, não gosto
de contratos de treinador muito longos, mas neste caso acho que é seguro abrir
uma excepção. Sabendo todos nós, e o Bruno Lage obviamente também, que está sempre
tudo dependente dos títulos. Mas jogar bem e bonito é um excelente princípio
para tal.
sexta-feira, fevereiro 15, 2019
Personalidade
Vencemos o Galatasaray na Turquia por 2-1 e estamos bem
lançados para conseguir a qualificação para os oitavos-de-final da Liga Europa.
Foi a primeira vez que vencemos em solo turco, após sete tentativas goradas, e
fizemo-lo com uma equipa recheada de não-titulares e seis jogadores vindos da
formação! Inacreditável!
Quando vi a equipa, com Corchia, Yuri Ribeiro, Florentino,
Gedson (os três primeiros a fazerem a sua estreia nas competições europeias), Salvio,
o Cervi e o já esperado Ferro (mas que está a fazer apenas o terceiro jogo na
equipa principal) a serem titulares num terreno muito complicado contra uma
equipa que foi campeã no ano passado e, portanto, veio da Liga dos Campeões,
confesso que temi o pior. A Liga Europa, por ter um intervalo menor entre os
jogos do que a Champions, obriga a
uma gestão do plantel, mas lá que o Bruno Lage estava a arriscar muito, estava.
No entanto, o que se viu em campo foi maravilhoso! Os miúdos do Seixal &
Cia controlaram muito bem o adversário, com o Florentino a ser um tampão no
meio-campo e os centrais a não darem veleidades aos avançados. De tal forma que
o Galatasaray criou muito menos situações de perigo do que seria expectável, a
maior das quais terá sido um remate do nigeriano Onyekuru, desviado pelo
Corchia. Sempre que tínhamos a bola fazíamos o que é suposto fazer num jogo de
futebol: atacar e tentar marcar na baliza contrária. E foi assim que inaugurámos
o marcador aos 27’, num penalty do Salvio a castigar braço de um defesa após
cruzamento do Yuri Ribeiro: remate muito colocado do argentino com a bola a entrar
pela malha lateral, tornando infrutífera a estirada do Muslera. Até ao intervalo,
os gregos não conseguiram criar mais perigo e, quanto a nós, pareceu-me que
ficou outro penalty por marcar por derrube ao João Félix.
A 2ª parte começou praticamente com a lesão do Salvio, que
teve que ser substituído pelo Gabriel, passando o Gedson para a direita. Gedson
esse que, aos 54’, deixou o defesa-esquerdo Nagatomo centrar à vontade para o Luyindama
bater o Yuri Ribeiro (que devia ter abordado o lance de outra maneira) e de
cabeça fazer a igualdade. Não era bom os turcos conseguirem a igualdade tão
cedo, mas a nossa resposta voltou a ser excelente. O Seferovic teve uma boa
jogada, depois de um erro defensivo do mesmo Luyindama, que culminou num remate
na passada que foi pena ter ficado nas pernas do Muslera. No entanto, aos 64’
um passe longo do Rúben Dias lançou o Seferovic em corrida, o suíço bateu o
defesa no corpo-a-corpo e à saída do Muslera atirou ao ângulo esquerdo da
baliza. Grande golo! Apesar da vantagem, nunca deixámos de atacar quando tínhamos
a bola, mas foi o Galatasaray a ter as duas oportunidades finais, num remate do
Feghouli que passou perto do poste e numa excelente defesa do Vlachodimos a um
cabeceamento do Luyindama na sequência de um livre.
Em termos individuais, destaque para o Florentino por uma
simples razão: estamos a falar de um miúdo de 19 anos, que tinha feito há quatro
dias os primeiros 30’ na equipa principal e joga em Istambul como com uma calma
olímpica. Impressionante! O Ferro é outro que parecia que já estava há muitos
anos na equipa. Grande jogo igualmente do Rúben Dias, um patrão na defesa. O Corchia
e Yuri Ribeiro estiveram bem melhor do que eu estava à espera, dado que não
jogavam há muito tempo. A dupla de avançados (Seferovic e João Félix) continua
a articular-se muito bem, com o suíço na melhor forma de sempre. Só os extremos
(Salvio e Cervi) não estiveram ao nível que nos habituaram, com o primeiro a
agarrar-se muito à bola e o segundo com algumas más decisões no capítulo do
passe.
Li por aí com muita graça que a equipa principal do Benfica
continua sem ganhar na Turquia. De facto, se me dissessem há dois meses que íamos
ganhar lá com uma defesa que incluía Corchia, Ferro e Yuri Ribeiro, eu teria
achado que a pessoa, no mínimo, estava ébria. Grande vitória e, quatro dias após
os 10-0, voltámos a fazer história! Vivemos, sem dúvida, dias muitos felizes,
em que nos dá muito gozo ver a constante evolução desta equipa. Digo isto agora,
de propósito, porque ainda não ganhámos nada e a meu ver esta decisão não deve
estar dependente de conquistarmos ou não títulos este ano: não sei o que o
presidente do Benfica está à espera para anunciar que o Bruno Lage irá ser o
treinador principal na(s) próxima(s) época(s).
segunda-feira, fevereiro 11, 2019
D E Z__A__Z E R O!!!
Tivemos ontem o privilégio de assistir a algo que já não
acontecia desde 1964, ou seja há 55 anos: ganhámos por 10-0 ao Nacional da
Madeira. Nunca será demais repetir: dez a zero! DEZ A ZERO! Como na 6ª feira, o
CRAC empatou 1-1 em Moreira de Cónegos (e só marcou ao malfadado minuto 92), a
diferença está agora reduzia a um singelo ponto, com o Braga (2-1 ao Chaves) a
dois do 1º lugar.
Para memória futura, vou fazer algo que nunca fiz neste blog,
ou seja, colocar a ficha de jogo, porque algo que foi histórico merece ficar
perpetuado:
Vlachodimos; André Almeida, Rúben Dias, Ferro e Grimaldo;
Pizzi, Samaris (Florentino Luís, 62’), Gabriel e Rafa; João Félix (Krovinovic,
68’) e Seferovic (Jonas, 72’). Marcadores: Grimaldo (1’), Seferovic (21’ e 27’),
João Félix (50’), Pizzi (54’ pen.), Ferro (56’), Rúben Dias (64’), Jonas (85’ e
90’) e Rafa (88’).
O meu amigo Bakero regozijou-se com o facto de o resumo que
irá fazer do jogo ter pelo menos 15’ (e bem, porque a história merece ser vista
com a atenção devida), mas este post,
se fosse normal, teria de ter umas três páginas. Portanto, vou poupar-vos a
isso e condenso tudo nalguns pontos:
- Já li por aí a curiosidade de terem sido 10 golos no dia do
60º aniversário do enorme Fernando Chalana (um dos mais míticos 10 do Benfica),
sendo ontem dia 10, e com o nosso 10 actual a marcar o 10º golo.
- Também já vi por aí comentado que o Nacional não existiu e isto foi bater em mortos. Não, meus caros, “não existir” e “bater em mortos” equivale a marcar alguns golos, e depois abrandar o ritmo e ser condescendente com o adversário. O que se passou ontem foi muito mais do que isso: foi jogar cada minuto a seguir aos golos, como se estivesse 0-0. Foi fazer uma pressão sufocante que obrigou a muitos erros do adversário. Foi ter respeito pelo público, pelo jogo e pelo adversário, de tal modo que, assim que o jogo acabou, a primeira coisa que os jogadores do Benfica fizeram foi confortar os colegas de profissão. E não se ouviu um único olé das bancadas durante toda a partida. E não se driblou o adversário em modo de gozo. E não se colocou o Vlachodimos a marcar o penalty. E o Pizzi e o Bruno Lage voltaram a dar uma palavra aos jogadores do Nacional na flash interview. Isto, sim, é respeito!
- Também já vi por aí comentado que o Nacional não existiu e isto foi bater em mortos. Não, meus caros, “não existir” e “bater em mortos” equivale a marcar alguns golos, e depois abrandar o ritmo e ser condescendente com o adversário. O que se passou ontem foi muito mais do que isso: foi jogar cada minuto a seguir aos golos, como se estivesse 0-0. Foi fazer uma pressão sufocante que obrigou a muitos erros do adversário. Foi ter respeito pelo público, pelo jogo e pelo adversário, de tal modo que, assim que o jogo acabou, a primeira coisa que os jogadores do Benfica fizeram foi confortar os colegas de profissão. E não se ouviu um único olé das bancadas durante toda a partida. E não se driblou o adversário em modo de gozo. E não se colocou o Vlachodimos a marcar o penalty. E o Pizzi e o Bruno Lage voltaram a dar uma palavra aos jogadores do Nacional na flash interview. Isto, sim, é respeito!
- O jogo de ontem deu para tudo: primeiro golo aos 33
segundos! Estreia do Ferro a titular e logo com um golo. Estreia do Florentino
Luís, que em apenas 30’ foi o jogador com mais desarmes de todo o jogo (seis)!
Regresso do Krovinovic e regresso do Jonas (que ainda teve tempo para bisar). É
difícil pensar em algo que pudesse ter corrido melhor.
- O que eu mais gosto de ver no Benfica actual é a exigência
de cada jogador em fazer as coisas bem. Vi o André Almeida genuinamente chateado
consigo próprio na 2ª parte, quando um passe seu não chegou ao destino. Quase
como se se sentisse um dos membros da orquestra que tivesse desafinado e
estragasse o conjunto. Aliado a isto está a urgência absoluta em recuperar a
bola quando a perdemos (Gabriel de novo em grande!), como se a bola fosse nossa
e o adversário não tivesse direito a ela.
- Outra coisa que ressalta à vista e está ligada à anterior é
a alegria com que os jogadores do Benfica jogam à bola. Quase como se fôssemos
nós, adeptos, que daríamos a vida para estar lá dentro com aquela camisola. E é
isso que cria esta ligação enorme que existe neste momento entre a equipa e o público.
Como o Bruno Lage disse, logo quando tomou conta da equipa, o público
conquista-se pelas exibições. E não com expressões como “temos de estar unidos”,
“juntos somos muito fortes” e depois fazer exibições miseráveis mesmo que
valham vitórias. Porque o público percebe que se está muito mais perto de não ganhar
se jogarmos mal, do que se jogarmos bem.
- Contabilizem os cantos e os livres bem marcados pelo Pizzi
agora por comparação ao que se passava antes de 3 de Janeiro. E os golos que conseguimos
agora de bola parada. Treinar tem as suas certas vantagens...
- Quem não me conhece assim tão bem, fica espantado quando
eu digo com genuína mágoa que lamento não ter visto ao vivo todos jogos na nova
Luz: dos 406 que fizemos, só vi 403. É, meus caros, porque eu não quero NUNCA
correr o risco de não estar presente num momento histórico como o do ontem. Não
me perdoaria se não tivesse visto aquilo ao vivo. E, também por isso, faz-me
tanta, mas tanta confusão que ainda ontem tenha visto alguns adeptos sair antes
do final do jogo. Foram menos do que é habitual, mas ainda assim houve alguns. Repito
o que já aqui escrevi: a não ser que tenham recebido uma chamada para irem ver um
familiar muito próximo à beira de falecer, é indesculpável!
Vamos entrar novamente num ciclo terrível com imensos jogos
em pouco tempo: na 5ª feira, estaremos em Istambul para defrontar o Galatasaray
para a Liga Europa. Veremos como a equipa irá reagir à história que acabou de
escrever, mas é inevitável que estejamos todos entusiasmados por ver o Benfica
em campo outra vez.
quinta-feira, fevereiro 07, 2019
Vantagem
Três dias depois, voltámos a vencer a lagartada (2-1) desta feita para a 1ª mão das meias-finais da Taça
de Portugal. Foi um jogo completamente diferente do do campeonato, em que poderíamos
ter conseguido uma diferença mais tranquila para a 2ª mão, que é só daqui a
dois meses. E muita coisa pode mudar entretanto.
Com o Salvio no lugar do Rafa e o Svilar na baliza, entrámos
bem e tivemos duas oportunidades pelo Gabriel, num remate por cima à entrada da
área depois de um cruzamento do Salvio, e pelo Seferovic, com um remate fora da
área que ia com boa direcção, mas desviou num defesa. Concluímos esta boa fase
com o golo aos 16’, noutra rápida jogada atacante com o Salvio a romper, a dar
no meio para o Pizzi e este a abrir na esquerda para a entrada do Gabriel, que
rematou muito forte, com o Renan Ribeiro a ser enganado pela trajectória da
bola. A lagartada teve mais posse de
bola, mas só num remate à entrada da área pelo Bruno Fernandes é que criou algum
perigo, com o Svilar a socar para a frente. Como eles trocaram meia equipa,
apresentavam-se mais frescos, enquanto nós não conseguimos impor o ritmo
avassalador do campeonato. O Sr. Luís Godinho teve um critério muito discutível
e o Jardel foi amarelado por um lance que nem falta foi. Perto do intervalo, o
mesmo Jardel lesionou-se e foi substituído pelo Ferro, que fez assim a estreia
na equipa principal. Até final da 1ª parte, ainda deu para o Svilar ter uma hesitação
infantil a agarrar a bola e o Luiz Phellype quase ficou com ela.
Na 2ª parte, fomos mais consistentes e estivemos mais tempo
no meio-campo da lagartada. No entanto,
ainda assim eles criaram perigo através do Wendel, que apareceu isolado frente
ao Svilar, mas o remate saiu muito torto. Respondemos logo a seguir numa
cabeçada do Rúben Dias num livre, mas a bola saiu à figura. Desde o reinício que o Salvio passou para a esquerda e o
Pizzi para direita, mas já se sabe que o argentino não consegue render no flanco
oposto e portanto a substituição era uma questão de tempo. Entrou o Rafa e
pouco depois, aos 64’, fizemos o 2-0 noutro lance rápido desde a nossa defesa,
com o Pizzi a receber a bola no meio-campo e a fazer um passe comprido para o Seferovic
na esquerda, que fez um centro-remate para o lado oposto, onde estava a João Félix,
que rematou com força tendo a bola sido desviada pelo Tiago Ilori para dentro
da baliza. Foi autogolo, porque o remate não ia com a direcção da baliza, mas o
que interessa é que entrou. A lagartada
abanou muito com este golo e poderia ter sofrido o terceiro logo a seguir numa óptima
combinação pela esquerda entre o Rafa, o Seferovic e o Grimaldo, com o centro
do suíço a colocar o espanhol em boa posição, mas o remate deste a sair infelizmente
torto. Com o desenrolar da 2ª parte, fomos decaindo em termos físicos e a lagartada conseguiu ser mais pressionante,
criando uma boa oportunidade num remate do Wendel à entrada da área, que foi
desviado pelo olhar do Svilar (uma especialidade do nosso guarda-redes...). Apesar
da quebra física, tentámos sempre marcar mais um golo, mas o remate do Seferovic
saiu à figura do Renan e outro do Grimaldo, depois de uma boa jogada do Rafa, saiu
ao lado. Ainda entrou o Cervi para o lugar do Pizzi, mas um mau corte do Ferro
(quando tinha tempo para dominar a bola) deu origem a um ataque da lagartada, que terminou com uma falta do
Cervi sobre o Bruno Fernandes aos 82’. O livre foi a uns bons 30 m da baliza,
mas o mesmo Bruno Fernandes conseguiu meter a bola na baliza. Apesar de o
Svilar eventualmente poder ter sido mais rápido a reagir, foi um golão. Até
final, o Bas Dost carregou o Svilar e o golo que fez a posteriori já não valeu e, no último minuto, o Grimaldo foi
agarrado pelo Coates à entrada da área, mas o agarrão prolongou-se durante um
bocado e não sei mesmo se não terá parado em cima da linha. No entanto, o Sr.
Luís Godinho assinalou falta fora da área.
Em termos individuais, o Gabriel foi o melhor e estreou-se a
marcar pelo Benfica logo num derby. O
Samaris também esteve em destaque e melhorou em relação a domingo. O Salvio participou
no primeiro golo, mas ele e o Pizzi não podem jogar ao mesmo tempo nas alas,
porque ambos só rendem na direita. O João Félix não esteve tão interventivo
como há três dias e o Seferovic foi outro que esteve fisicamente pior. Aliás,
continuo sem perceber como é que vamos encarar o resto da temporada, ainda por
cima com a Liga Europa que tem mais jogos do que a Champions, só com um ponta-de-lança de raiz. Se acontecer alguma
coisa ao Seferovic e com a condição física do Jonas a ser pouco viável, quero
ver quem é que vai jogar a ponta-de-lança...
Naquelas situações que são muito comuns no futebol português,
a 2ª mão só irá disputar-se em Abril. Também por esta imprevisibilidade, era
importante ter conseguido um resultado mais confortável para o jogo no WC. Não
foi possível, mas partimos em vantagem. Esperemos que daqui a dois meses ainda
estejamos melhor do que agora.
segunda-feira, fevereiro 04, 2019
Demolidor

Se me tivessem proposto, antes do jogo, uma vitória por 4-2 no WC, eu assinaria de cruz. No entanto, chegado ao final, julgo que não deverá haver um único benfiquista que não sinta que isto soube a pouco. A nossa superioridade foi tão, mas tão evidente que só dois golos de vantagem é manifestamente insuficiente para o que vimos em campo. Ficámos a um pequeno passo de conseguir um resultado histórico, que todos vislumbrámos caso o João Félix tivesse feito o 5-1 naquele incrível falhanço. Num onze sem surpresas, entrámos muito fortes e uma boa jogada do Grimaldo na esquerda poderia ter-nos colocado em vantagem logo nos primeiros minutos. Não demorou muito até o conseguirmos, aos 11’, num cabeceamento do Seferovic, depois de um centro do mesmo Grimaldo na esquerda, brilhantemente desmarcado pelo Gabriel. Um livre do Bruno Fernandes à barreira foi a tímida resposta do outro lado, enquanto o Seferovic não conseguiu meter a bola no Rafa, isolado no meio, depois de bem desmarcado pelo Félix na esquerda. Teria sido só encostar... Voltámos a meter a bola na baliza, num remate colocadíssimo de pé esquerdo do João Félix, que o Sr. Artur Soares Dias anulou, depois de consultar o VAR, por uma acção do mesmo Félix sobre o Wendel, que em Inglaterra nunca seria falta. Comparar esta falta com a que sofreu o Gabriel no primeiro golo do CRAC na Taça da Liga é uma brincadeira de mau gosto. A lagartada estava completamente perdida em campo e nós, em vez do malfadado ‘controlar o jogo’, tentámos sempre marcar mais. Uma insistência do Pizzi resultou num remate de trivela do Félix, que infelizmente saiu com pouca força, mas no minuto seguinte (36’) fizemos finalmente o 2-0: óptima abertura do Seferovic a isolar o João Félix que, à saída do Renan Ribeiro, desviou a bola para dentro da baliza. Deveríamos ter ido com este resultado para o intervalo, mas aos 43’ o Samaris, que até fez um bom jogo, fez um tremendo disparate a meio-campo, perdendo a bola e dando azo a um contra-ataque da lagartada, que culminou num bom remate do Bruno Fernandes sem defesa para o Vlachodimos.
Para a 2ª parte, o Marcel Keiser tirou o Nani para colocar o Diaby e eu achei muito bem. As coisas não poderiam ter começado melhor para nós, porque fizemos o 3-1 logo aos 47: livre do Pizzi na direita e cabeçada ao ângulo do Rúben Dias. É muito mais fácil marcar golos de bola parada, quando, lá está, se treina... Uma das coisas que mais gosto neste Benfica do Bruno Lage é que, independentemente do resultado, só deixamos de procurar o golo aos... 90’. Assim fizemos no WC e o Jardel esteve próximo de marcar numa cabeçada num canto que saiu perto do poste. A lagartada fartava-se de falhar passes e nós metemos mais uma vez a bola na baliza, num contra-ataque muito bem feito, com remate do Pizzi e recarga do Seferovic, mas desta vez o Sr. Artur Soares Dias tinha mesmo razões para o anular, porque o suíço estava ligeiramente adiantado. Uma das poucas ocasiões do adversário foi um livre descaído para a direita em que o Raphinha atirou ao poste, mas creio se tivesse ido mais para dentro o Vlachodimos defendia. Mais uma vez em contra-ataque, o Seferovic não conseguiu fazer o que o João Félix fez na semana passada frente ao Boavista e o passe para o mesmo Félix foi cortado por um defesa. O nº 79 ficaria só com o guarda-redes pela frente... Um remate do André Almeida, quase sem ângulo, embateu na malha lateral, mas aos 73’ fizemos finalmente o merecido quarto golo através de um penalty não muito bem marcado pelo Pizzi (o Renan tocou na bola e por pouco não defendeu), a castigar um derrube do guarda-redes da lagartada ao João Félix. Três minutos depois veio o tal lance que poderia ter lançado este resultado para a história: novo contra-ataque nosso muito bom, com o Pizzi a centrar para o Seferovic atirar ao poste e, na recarga e na mesma baliza, o João Félix resolveu imitar o Bryan Ruiz...! Incrível! Logo a seguir, o nosso novo menino de ouro saiu para entrar o Cervi, mas eu achei que teria feito mais sentido sair o Seferovic, porque estava de rastos em termos físicos e temos novo jogo contra eles na 4ª feira. A pouco mais de 10’ do fim, a lagartada marcou pelo Diaby, mas o golo foi bem anulado pelo VAR por fora-de-jogo. No entanto, aos 88’, o indiscutível 1º classificado no ranking dos penalties aumentou a sua vantagem e o Bas Dost fez o 2-4 perante o Svilar, porque... o Vlachodimos foi expulso(!) por uma falta sobre o mesmo Bas Dost. E eu que pensava que a tripla penalização (penalty, expulsão e golo) tinha deixado de existir, mas aparentemente foi desde que isso não seja a nosso favor. O Sr. Artur Soares Dias e o VAR João Pinheiro acharam que o Vlachodimos não protegeu a cabeça quando o Bas Dost saltou por cima dele e mandaram-no para a rua. Sem comentários! Conseguimos controlar muito bem os sete minutos de compensação apesar de estarmos com menos um em campo. Grande personalidade da equipa a contrastar imenso com este jogo, em que delapidámos uma vantagem de dois golos em muito pouco minutos.
Enorme exibição de toda a equipa, com destaque para o João Félix, que encheu o campo. Marcou dois golos, só contou um e foi pena ter falhado o golo mais fácil da sua carreira. O Seferovic também está em grande forma e forma uma dupla temível com o Félix. O Pizzi renasceu desde que passou para a direita e o Gabriel mostrou mais uma vez a sua qualidade, apesar de ter sempre um ou outro lance em que perde uma bola fácil. Enorme personalidade do Rúben Dias que, nos jogos grandes, sobe sempre um patamar nas suas exibições. Bom jogo igualmente do Jardel, a não dar muitas veleidades ao Bas Dost. O Samaris esteve muito interventivo, mas aquela falha que deu origem ao primeiro golo deles é imperdoável. O Rafa foi outra seta apontada à baliza adversária e neste momento é uma peça imprescindível no nosso jogo.
Não me lembro de uma exibição assim tão demolidora no WC há muito tempo. Os números pecam por escasso, mas não nos deixemos inebriar. Voltaremos a defrontá-los na 4ª feira e é muito importante conseguir um resultado confortável na Luz para a 2ª mão da Taça de Portugal, que só irá decorrer daqui a dois meses. Ninguém se esquecerá desta situação, em que também houve dois meses entre as duas mãos. É muito tempo e muita coisa pode mudar, portanto é de aproveitar este bom momento para dar um passo muito firme em direcção ao Jamor. Seria uma lástima se não conseguíssemos um troféu este ano e a Taça de Portugal é o que, neste momento, está mais ao nosso alcance.
VIVA O BENFICA!
quarta-feira, janeiro 30, 2019
Nos carris
Goleámos o Boavista por 5-1 no regresso à Luz quase um mês
depois do último jogo. Este tipo de resultado não mente e fizemos uma boa
exibição, com o lado ofensivo em natural destaque, dando uma resposta forte depois
da roubalheira de que fomos vítimas na semana passada.
Com o Fejsa e o Jonas ainda de fora, o Rui Vitória [que acto mais que falhado!] Bruno Lage voltou a
apostar na mesma equipa que defrontou o CRAC, exceptuando a troca de guarda-redes.
Não entrámos bem e um erro inacreditável do Gabriel num atraso para o
Vlachodimos quase ia proporcionando o golo ao Boavista, mas o remate saiu ao
poste. Reagimos de pronto e inaugurámos o marcador aos 9’ através de uma
cabeçada do João Félix, a corresponder brilhantemente a um livre do Pizzi devido
a falta sobre o próprio João Félix. Continuámos a insistir e o Seferovic
iniciou a sua senda de golos falhados só com o guarda-redes pela frente, num
passe excepcional do João Félix que o isolou. Pouco depois, foi o Rúben Dias
num livre a atirar ao poste, mas aos 28’ fizemos o 2-0 pelo Pizzi: jogada
iniciada pelo Gabriel, um passe de trivela do Rafa a isolar o Seferovic, o remate
deste a ser novamente defendido pelo Helton Leite e o ressalto em balão a ir
ter ao Pizzi, que atirou de primeira para dentro da baliza. O Boavista quase não
passava do meio-campo, mas teve um canto aos 42’ e reduziu para 2-1 pelo Talocha,
depois de ganhar um ressalto na área, num lance em que a nossa defesa deveria
ter feito melhor para aliviar a bola.
Na 2ª parte, os axadrezados tentaram ser mais perigosos,
ainda tiveram um remate bem blocado pelo Vlachodimos, mas nós voltámos a ter
dois golos de vantagem aos 54’ num óptimo contra-ataque pelo João Félix, que ultrapassou
um defesa, avançou pela direita e depois colocou a bola no único sítio possível
entre o defesa e o guarda-redes para o Seferovic rematar vitoriosamente (não
sem antes a bola ter ainda batido no Helton Leite...!). Pouco depois, o mesmo
Seferovic falhou um desvio relativamente fácil a um remate do Gabriel, mas
conseguimos finalmente descansar de vez aos 73’, ao fazermos o 4-1 no bis do suíço, de recarga, depois de um
remate cruzado do Pizzi que o guarda-redes defendeu para o lado. O Seferovic
cedeu o seu lugar ao Ferreyra minutos depois, mas foi o Grimaldo a destacar-se
até final com o seu golão de fora da área a fazer o 5-1 aos 86’. No último minuto,
uma imprudência do Samaris deu um penalty ao Boavista, mas o Vlachodimos
brilhou a grande altura ao defender o remate do Mateus.
Em termos individuais, destaque para o João Félix, Pizzi e
Seferovic que estiveram presentes em quase todos os nossos golos, sejam
marcando-os, seja fazendo as assistências. Bom jogo novamente do Gabriel (desatenção
inicial à parte), que tem o grande mérito de saber colocar a bola na frente a
30 m. Também gostei do Samaris, embora tenha de ter mais cuidado quando tenta
aliviar bolas dentro da nossa grande-área. Uma palavra final para o
Vlachodimos, que efectuou uma enorme defesa no penalty.
Só não vê quem não quer o que melhorámos em poucas semanas
com o Bruno Lage. A equipa está mais confiante, muito mais subida em campo, o pressing que faz para recuperar a bola é
impressionante, a saída a jogar desde a defesa não tem comparação com o passado,
enfim, estamos finalmente a jogar futebol. Iremos agora ter um duplo confronto
com a lagartada, que irá permitir ver
até que ponto vai esta nossa evolução. Só espero que, caso haja uma estagnação
dessa evolução, ela não se deva a outros elementos que não os jogadores adversários.
É que dava jeito que jogássemos só contra onze.
segunda-feira, janeiro 28, 2019
Benfica FM em directo
Logo à noite, às 21h30, vou estar à conversa sobre a maior roubalheira dos últimos 20 anos com os grandes Nuno Picado e Bakero. Em directo aqui.
quarta-feira, janeiro 23, 2019
R O U B A L H E I R A__N O J E N T A !
Marcámos
dois golos limpos e sofremos dois irregulares, e perdemos com o CRAC por 1-3 na
final four da Taça da Liga em Braga. Numa
partida bem disputada, em que as equipas deixaram o calculismo de lado, tivemos
o privilégio de usufruir de uma magnífica viagem até aos maravilhosos anos 90, onde arbitragens
como a de ontem eram prática corrente nos jogos com o CRAC (mais do que eu escrever,
que tal recordar isto, isto e isto?).
O Bruno Lage voltou a dar a baliza ao Svilar, como tem sido prática nas taças, e o Rafa também regressou à titularidade. Os primeiros minutos foram loucos, com o guardião belga a evitar um golo do Marega isolado e num canto o João Félix a cabecear para defesa do Vaná, com o Jardel e o Seferovic a não conseguirem fazer a recarga. E isto tudo com apenas 2’ de jogo! A 1ª parte foi toda assim, com ocasiões para ambos os lados, até que aos 24’ o CRAC inaugurou o marcador através do Brahimi: o Gabriel está a proteger a bola de costas para o Oliver, este empurra-o e fica naturalmente com ela, lança o Marega que tenta picar sobre o Svilar, o nosso guarda-redes defende com o pé, mas a bola sobra para o Brahimi que só teve que encostar. Nem o Sr. Fábio Veríssimo, o VAR, nem o Sr. Carlos Xistra, o árbitro, consideraram que era um lance de dúvida e que valia a pena o árbitro revê-lo na televisão. Nada! Zero! Respondemos bem com uma oportunidade de Rafa, que infelizmente tabelou nas pernas de um defesa quando ia com a direcção da baliza, mas conseguimos a igualdade aos 31’ numa boa jogada atacante, com o Pizzi a cruzar, o João Félix a baixar-se para o Seferovic ficar isolado, este a permitir a defesa do guarda-redes, mas a bola a sobrar para o Rafa de primeira marcar. Havia quatro jogadores do CRAC de frente para o Seferovic e nenhum deles protestou (e faziam-no a cada lance dividido em que iam parar ao chão), mas mesmo assim o Sr. Carlos Xistra resolveu ir ver as imagens e milagrosamente considerou o que toda a gente viu: o domínio do Seferovic foi mais que com o peito! Mas já se tinha percebido antes e voltou a perceber-se pouco depois que esta decisão dele foi mesmo um milagre! Este interlúdio com o VAR (que durou 4’) desconcentrou a nossa equipa e o CRAC respondeu com o 2-1 no reatamento aos 35’: centro do Brahimi na esquerda sem que o Pizzi fizesse oposição, o Rafa também não acompanhou o Corona, que recebeu a bola na direita e cruzou para o meio onde o Marega, que tinha empurrado o Grimaldo aquando do primeiro centro e portanto estava sem marcação, atirou para a baliza com a bola a passar por baixo das pernas do Svilar. Novo golo precedido de falta que não mereceu ida ao VAR. Tudo certo…! Voltámos a reagir bem e o Seferovic atirou ao lado de pé esquerdo quando estava em boa posição, mas em cima do intervalo aconteceu o MAIOR ROUBO do séc. XXI: jogada de contra ataque nossa, com o Seferovic a isolar o Rafa, este correu e, à saída do Vaná, deu para o lado para o Pizzi atirar para a baliza deserta. O VAR não disse nada e o Sr. Carlos Xistra anulou o golo SEM consultar as imagens! Repito: SEM consultar as imagens!
Agradeço que alguém me elucide qual é a penalização por uma equipa abandonar o campo na Taça da Liga. É que, se for só a exclusão desta competição, era mesmo isto que nós deveríamos ter feito! Já deixámos de jogar uma final da Taça de Portugal em hóquei em patins por uma vergonha deste calibre e teria sido uma mensagem muito forte a todos: fiquem lá com a taça que vocês sempre desmereceram que uma ROUBALHEIRA destas é ASQUEROSA e nós não pactuamos com ela! No entanto, infelizmente voltámos para a 2ª parte.
Durante grande parte do segundo tempo, o controlo do jogo foi nosso. O Seferovic voltou a ter uma excelente oportunidade só com o Vaná pela frente, conseguiu atirar por baixo dele, mas a bola foi ao lado e o João Félix e o Rafa tiveram ocasiões em excelente posição na grande-área, mas ambos os remates saíram muito tortos. As substituições do Bruno Lage não resultaram, o Gedson e o Castillo não trouxeram nada de especial, até porque as saídas do Gabriel e Pizzi tiraram-nos capacidade de colocar a bola na frente. Ainda entrou o Salvio para o lugar do André Almeida, mas aos 86’ num contra-ataque em que o Gedson não pressionou o Soares a meio-campo, este isolou o Fernando Andrade, que desviou do Svilar à sua saída para fazer o 1-3.
Com o jogo nos foi espoliado, não se justifica muito falar de exibições individuais, até porque não acho que estivéssemos estado mal perante uma equipa com processos muito mais definidos e trabalhados do que nós. Vou antes voltar a realçar que assistimos a algo histórico que iremos recordar daqui a 20 anos, tal como ainda hoje nos lembramos desta maravilha made by Donato Ramos (a minha preferida entre todas deste género!). Houve quatro golos na 1ª parte, três deles em lances duvidosos. Qual é o ÚNICO em que o Sr. Carlos Xistra vai ver as imagens? Precisamente aquele que não oferece dúvidas nenhumas! E isto é que é a principal questão: a não-consulta das imagens em lances duvidosos é a maior prova de que isto foi, de facto, o MAIOR ROUBO do século! Para mim, há faltas claras sobre o Gabriel no primeiro e o Grimaldo no segundo golo deles, mas eu até dou isso de barato.
Agora, achar que estas imagens não oferecem dúvidas nenhumas sobre o Rafa estar em fora-de-jogo e que portanto nem é preciso o árbitro ir ver as imagens é a maior prova de que houve um ROUBO INTENCIONAL do Sr. Fábio Veríssimo com a conivência do Sr. Carlos Xistra. E, como bem disse o Luís Filipe Vieira, quem olha para isto e não tem dúvidas de que há fora-de-jogo não pode apitar mais jogos. Porque ou é profundamente incompetente ou é absolutamente desonesto. Em qualquer dos casos, RUA!
O Bruno Lage voltou a dar a baliza ao Svilar, como tem sido prática nas taças, e o Rafa também regressou à titularidade. Os primeiros minutos foram loucos, com o guardião belga a evitar um golo do Marega isolado e num canto o João Félix a cabecear para defesa do Vaná, com o Jardel e o Seferovic a não conseguirem fazer a recarga. E isto tudo com apenas 2’ de jogo! A 1ª parte foi toda assim, com ocasiões para ambos os lados, até que aos 24’ o CRAC inaugurou o marcador através do Brahimi: o Gabriel está a proteger a bola de costas para o Oliver, este empurra-o e fica naturalmente com ela, lança o Marega que tenta picar sobre o Svilar, o nosso guarda-redes defende com o pé, mas a bola sobra para o Brahimi que só teve que encostar. Nem o Sr. Fábio Veríssimo, o VAR, nem o Sr. Carlos Xistra, o árbitro, consideraram que era um lance de dúvida e que valia a pena o árbitro revê-lo na televisão. Nada! Zero! Respondemos bem com uma oportunidade de Rafa, que infelizmente tabelou nas pernas de um defesa quando ia com a direcção da baliza, mas conseguimos a igualdade aos 31’ numa boa jogada atacante, com o Pizzi a cruzar, o João Félix a baixar-se para o Seferovic ficar isolado, este a permitir a defesa do guarda-redes, mas a bola a sobrar para o Rafa de primeira marcar. Havia quatro jogadores do CRAC de frente para o Seferovic e nenhum deles protestou (e faziam-no a cada lance dividido em que iam parar ao chão), mas mesmo assim o Sr. Carlos Xistra resolveu ir ver as imagens e milagrosamente considerou o que toda a gente viu: o domínio do Seferovic foi mais que com o peito! Mas já se tinha percebido antes e voltou a perceber-se pouco depois que esta decisão dele foi mesmo um milagre! Este interlúdio com o VAR (que durou 4’) desconcentrou a nossa equipa e o CRAC respondeu com o 2-1 no reatamento aos 35’: centro do Brahimi na esquerda sem que o Pizzi fizesse oposição, o Rafa também não acompanhou o Corona, que recebeu a bola na direita e cruzou para o meio onde o Marega, que tinha empurrado o Grimaldo aquando do primeiro centro e portanto estava sem marcação, atirou para a baliza com a bola a passar por baixo das pernas do Svilar. Novo golo precedido de falta que não mereceu ida ao VAR. Tudo certo…! Voltámos a reagir bem e o Seferovic atirou ao lado de pé esquerdo quando estava em boa posição, mas em cima do intervalo aconteceu o MAIOR ROUBO do séc. XXI: jogada de contra ataque nossa, com o Seferovic a isolar o Rafa, este correu e, à saída do Vaná, deu para o lado para o Pizzi atirar para a baliza deserta. O VAR não disse nada e o Sr. Carlos Xistra anulou o golo SEM consultar as imagens! Repito: SEM consultar as imagens!
Agradeço que alguém me elucide qual é a penalização por uma equipa abandonar o campo na Taça da Liga. É que, se for só a exclusão desta competição, era mesmo isto que nós deveríamos ter feito! Já deixámos de jogar uma final da Taça de Portugal em hóquei em patins por uma vergonha deste calibre e teria sido uma mensagem muito forte a todos: fiquem lá com a taça que vocês sempre desmereceram que uma ROUBALHEIRA destas é ASQUEROSA e nós não pactuamos com ela! No entanto, infelizmente voltámos para a 2ª parte.
Durante grande parte do segundo tempo, o controlo do jogo foi nosso. O Seferovic voltou a ter uma excelente oportunidade só com o Vaná pela frente, conseguiu atirar por baixo dele, mas a bola foi ao lado e o João Félix e o Rafa tiveram ocasiões em excelente posição na grande-área, mas ambos os remates saíram muito tortos. As substituições do Bruno Lage não resultaram, o Gedson e o Castillo não trouxeram nada de especial, até porque as saídas do Gabriel e Pizzi tiraram-nos capacidade de colocar a bola na frente. Ainda entrou o Salvio para o lugar do André Almeida, mas aos 86’ num contra-ataque em que o Gedson não pressionou o Soares a meio-campo, este isolou o Fernando Andrade, que desviou do Svilar à sua saída para fazer o 1-3.
Com o jogo nos foi espoliado, não se justifica muito falar de exibições individuais, até porque não acho que estivéssemos estado mal perante uma equipa com processos muito mais definidos e trabalhados do que nós. Vou antes voltar a realçar que assistimos a algo histórico que iremos recordar daqui a 20 anos, tal como ainda hoje nos lembramos desta maravilha made by Donato Ramos (a minha preferida entre todas deste género!). Houve quatro golos na 1ª parte, três deles em lances duvidosos. Qual é o ÚNICO em que o Sr. Carlos Xistra vai ver as imagens? Precisamente aquele que não oferece dúvidas nenhumas! E isto é que é a principal questão: a não-consulta das imagens em lances duvidosos é a maior prova de que isto foi, de facto, o MAIOR ROUBO do século! Para mim, há faltas claras sobre o Gabriel no primeiro e o Grimaldo no segundo golo deles, mas eu até dou isso de barato.
Agora, achar que estas imagens não oferecem dúvidas nenhumas sobre o Rafa estar em fora-de-jogo e que portanto nem é preciso o árbitro ir ver as imagens é a maior prova de que houve um ROUBO INTENCIONAL do Sr. Fábio Veríssimo com a conivência do Sr. Carlos Xistra. E, como bem disse o Luís Filipe Vieira, quem olha para isto e não tem dúvidas de que há fora-de-jogo não pode apitar mais jogos. Porque ou é profundamente incompetente ou é absolutamente desonesto. Em qualquer dos casos, RUA!
sábado, janeiro 19, 2019
Importante
Voltámos ontem a vencer em Guimarães pelo mesmo resultado (1-0) desta
feita para o campeonato e mantivemos a distância de cinco pontos para o CRAC
(ganhou 4-1 em Chaves). Foi um triunfo bastante difícil, como se esperava, onde
tornámos a ter o mérito defender bem e aproveitar uma das poucas oportunidades de
que usufruímos.
Com somente três dias de intervalo entre os jogos, o Bruno Lage efectou
algumas alterações: o Rúben Dias (castigado), Fejsa (lesionado) e o Zivkovic e
Seferovic (no banco) foram substituídos pelo Conti, Samaris, Cervi e, a maior
surpresa de todas, Castillo, para além do já esperado regresso do Vlachodimos à
baliza. O V. Guimarães entrou muito melhor do que na Taça e não nos concedeu
tanto espaço nos minutos iniciais. Mesmo assim, ainda conseguimos criar perigo
num remate à figura do João Félix, noutro bastante mais forte do Pizzi que o
Douglas defendeu para canto e, principalmente, num lance em que um ressalto foi
parar ao Castillo em excelente posição, mas um defesa cortou o seu remate, que
saiu com menos força do que o desejável. Do lado contrário, dois remates de fora
da área do André André e do Tozé (o primeiro por cima, o segundo defendido pelo
Vlachodimos) criaram-nos problemas, mas foi já quase em cima do intervalo que o
V. Guimarães teve a sua grande oportunidade, quando o Conti deixou que o Guedes
se isolasse, valendo-nos a pouca colocação do remate para uma defesa não muito complicada
do nosso guarda-redes.
Na 2ª parte, tivemos ainda mais dificuldades em chegar à área contrária,
mas também fechámos bem a nossa. O Luís Castro falou no final do jogo sobre as oportunidades
que tiveram, mas sinceramente só me lembro de um remate de fora da área do Rafa
Soares que passou perto do poste. Quanto a nós, soubemos defender bem quando o
V. Guimarães aumentou a pressão (mas, lá está, sem conseguir criar situações de
golo) e melhorámos com a entrada do Rafa para o lugar do Pizzi. Aos 81’, o Gabriel
rodou sobre si mesmo e desmarcou brilhantemente o André Almeida na direita,
este entrou e o recém-entrado Seferovic só teve que encostar. Estava feito o
1-0 para nós já perto do final do jogo! O V. Guimarães sentiu muito o golo e nunca
mais conseguiu aproximar-se da nossa baliza, mas nós poderíamos e deveríamos
ter mantido mais a bola nos últimos minutos: tentámos ir à procura do segundo
golo já nos descontos, o que levou a que o adversário tivesse depois mais posse
de bola do que seria desejável.
Em termos individuais e à semelhança do que aconteceu na Taça (e que eu
me esqueci de referir no post), o Gabriel
foi o melhor do Benfica: muita cabeça e muito critério na definição dos lances
a meio-campo e a soberba abertura para o André Almeida que deveria contar como
assistência para golo. O nosso defesa-direito tem algumas limitações, mas já
tem seis assistências para golo. Não é para todos…! O Fejsa fez falta no
meio-campo, embora o Samaris não tenha estado mal, considerando que é o seu primeiro
jogo a titular no campeonato. Quando aos novos, o Castillo poderia ter estado
melhor, embora se note a falta de ritmo, e o Conti definitivamente não me
convence: cortes deficientes para zona de remate adversária, muito mal batido
no lance do Guedes na 1ª parte e, noutro lance sob a esquerda na 2ª, falhou
clamorosamente o corte, deixando que o adversário ficasse livre para centrar. O
Rafa entrou muitíssimo bem, nomeadamente ajudando na defesa e torna-se desde já
um sério candidato à titularidade. Menção final para o Seferovic, que estava no
lugar certo para fazer o golo.
Passámos com distinção esta dupla jornada em Guimarães. Segue-se o CRAC
para a final four da Taça de Liga e veremos
como a equipa vai reagir a mais um teste muito difícil. Mas não posso deixar de
dizer que finalmente tenho gozo em ver o Benfica jogar esta época: mesmo quando
não há nota artística, a maneira como sabemos estar em campo e o que fazer em
cada momento do jogo não pode deixar de nos satisfazer.
P.S. – O Sr. Tiago Martins fez das arbitragens mais miseráveis dos
últimos tempos: não há falta nenhuma do Jardel sobre o guarda-redes na 1ª
parte, o fora-de-jogo ao Cervi é um autêntico roubo de igreja, ficava dois para
dois com o Seferovic isolado na área (é que nem se deixou decorrer o lance para
depois o VAR decidir) e o amarelo ao André Almeida (para ele ficar tapado),
depois de protestar com o André André por este o ter pisado, é uma vergonha!
Isto tudo ainda valoriza mais a nossa vitória.
quinta-feira, janeiro 17, 2019
Consistência
Vencemos em Guimarães por 1-0 na passada 3ª feira e qualificámo-nos para
as meias-finais da Taça de Portugal. Foi uma vitória num campo muito difícil,
sem grande nota artística, mas onde tivemos o mérito de minimizar os pontos
fortes do adversário.
A Taça de Portugal é a segunda competição na hierarquia nacional e, com o primeiro lugar a cinco pontos, ainda se torna mais importante que a vençamos. Nesse sentido, o Bruno Lage só fez uma alteração em relação aos Açores, com a troca de guarda-redes, entrando o Svilar para o lugar do Vlachodimos. À semelhança do encontro frente ao Santa Clara, entrámos bem na partida e tivemos logo uma oportunidade pelo Zivkovic, bem defendida pelo Miguel Silva. Foi o prenúncio para o único golo que aconteceu aos 15’, num lançamento longo do Rúben Dias que o João Félix dominou muito bem e desviou do guarda-redes à sua saída. O V. Guimarães respondeu bem, embora só num remate ao lado do Guedes tivesse criado algum perigo. Quanto a nós, uma incursão pela esquerda do André Almeida foi pena que não tivesse sido concluída com um passe à altura, porque tínhamos jogadores na área em boa posição para concretizarem.
Na 2ª parte, tivemos mais dificuldades em chegar à área contrária, porque o último passe raramente entrou. No entanto, fomos muito coesos na defesa, o Samaris entrou para o lugar do Fejsa logo ao intervalo e praticamente não se notou diferença nenhuma (aliás, gostaria de saber o que estamos à espera para renovar com o grego: é tricampeão, já está cá há algum tempo e tem experiência para dar e vender). O V. Guimarães só num remate cruzado, em que o Svilar ficou só a olhar, é que esteve perto do golo, porque os (poucos) cruzamentos que fez foram invariavelmente cortados pelos centrais ou blocados pelo nosso guarda-redes.
Em termos individuais, destaque óbvio para o João Félix pelo golo. O resto da equipa esteve muito combativa, com o Svilar a dar uma resposta melhor do que em Montalegre e nas Aves para a Taça da Liga.
A equipa está mais tranquila, os jogadores sabem o que têm que fazer em cada momento do jogo, se não conseguimos jogar bonito, ao menos não damos espaço ao adversário para explanar o seu futebol, enfim, a subida de produção é evidente. Como vêm aí jogos muito complicados, isto acontece na altura certa. Para chegar ao Jamor, teremos de eliminar a lagartada em duas mãos, sendo o jogo na Luz três dias depois de visitarmos o WC para o campeonato. No entanto, já amanhã jogaremos novamente em Guimarães para o campeonato e espero que esta senda vitoriosa com melhoria exibicional seja para continuar.
A Taça de Portugal é a segunda competição na hierarquia nacional e, com o primeiro lugar a cinco pontos, ainda se torna mais importante que a vençamos. Nesse sentido, o Bruno Lage só fez uma alteração em relação aos Açores, com a troca de guarda-redes, entrando o Svilar para o lugar do Vlachodimos. À semelhança do encontro frente ao Santa Clara, entrámos bem na partida e tivemos logo uma oportunidade pelo Zivkovic, bem defendida pelo Miguel Silva. Foi o prenúncio para o único golo que aconteceu aos 15’, num lançamento longo do Rúben Dias que o João Félix dominou muito bem e desviou do guarda-redes à sua saída. O V. Guimarães respondeu bem, embora só num remate ao lado do Guedes tivesse criado algum perigo. Quanto a nós, uma incursão pela esquerda do André Almeida foi pena que não tivesse sido concluída com um passe à altura, porque tínhamos jogadores na área em boa posição para concretizarem.
Na 2ª parte, tivemos mais dificuldades em chegar à área contrária, porque o último passe raramente entrou. No entanto, fomos muito coesos na defesa, o Samaris entrou para o lugar do Fejsa logo ao intervalo e praticamente não se notou diferença nenhuma (aliás, gostaria de saber o que estamos à espera para renovar com o grego: é tricampeão, já está cá há algum tempo e tem experiência para dar e vender). O V. Guimarães só num remate cruzado, em que o Svilar ficou só a olhar, é que esteve perto do golo, porque os (poucos) cruzamentos que fez foram invariavelmente cortados pelos centrais ou blocados pelo nosso guarda-redes.
Em termos individuais, destaque óbvio para o João Félix pelo golo. O resto da equipa esteve muito combativa, com o Svilar a dar uma resposta melhor do que em Montalegre e nas Aves para a Taça da Liga.
A equipa está mais tranquila, os jogadores sabem o que têm que fazer em cada momento do jogo, se não conseguimos jogar bonito, ao menos não damos espaço ao adversário para explanar o seu futebol, enfim, a subida de produção é evidente. Como vêm aí jogos muito complicados, isto acontece na altura certa. Para chegar ao Jamor, teremos de eliminar a lagartada em duas mãos, sendo o jogo na Luz três dias depois de visitarmos o WC para o campeonato. No entanto, já amanhã jogaremos novamente em Guimarães para o campeonato e espero que esta senda vitoriosa com melhoria exibicional seja para continuar.
segunda-feira, janeiro 14, 2019
Esperança
Vencemos
o Santa Clara nos Açores por 2-0 na passada 6ª feira. Foi uma óptima jornada
para nós, porque o CRAC empatou na lagartada
(0-0) e o Braga também não conseguiu melhor do que uma igualdade em Portimão (1-1).
Reduzimos a diferença para o 1º lugar para cinco pontos e estamos com o Braga a
um e a lagartada a três.
Depois da boa resposta à desvantagem inicial perante o Rio Ave, estava curioso para ver como a equipa reagiria no jogo seguinte, num campo complicado, onde os outros grandes tiveram dificuldades para vencer. O Bruno Lage apostou no Gabriel para o meio-campo (passou da bancada para titular) e deixou o Salvio e Cervi no banco, entrando também o Zivkovic para o onze, mas mantivemos o 4-4-2. O que se pode dizer é que, jogue quem jogar, em pouco mais de uma semana já se viu melhorias substanciais na equipa. O Seferovic teve uma grande oportunidade logo de início, mas fez um chapéu por cima, quando só tinha o guarda-redes pela frente, o João Félix também falhou uma emenda relativamente fácil depois de uma boa jogada na esquerda e o Rúben Dias, numa bola parada, atirou muito torto numa recarga. Eram os indícios do nosso primeiro golo, que surgiu aos 22’ pelo Seferovic a aproveitar a escorregadela do central Fábio Cardoso e a atirar fora de hipótese para o guarda-redes Serginho. Continuámos sempre por cima do jogo e, em cima do intervalo, o Sr. João Capela assinalou penalty sobre o Pizzi, mas corrigiu posteriormente para livre depois de ver as imagens, alertado pelo VAR. Não se consegue perceber bem se a falta é fora ou dentro da área, mas, não sendo penalty, o Fábio Cardoso viu o vermelho directo porque o Pizzi estava isolado. Infelizmente, e não foi caso único, o Sr. João Capela já não mostrou tanta competência a medir a distância da barreira e o livre do Grimaldo bateu naturalmente nela.
Se na 2ª parte já iríamos ter a vantagem de jogar com mais um, ainda ficámos melhor com o 2-0 logo aos 48’: canto do Pizzi na direita e cabeceamento de rompante do Jardel a não dar hipóteses ao guarda-redes. A partir daqui e ao contrário de jogos no passado, não nos limitámos a “gerir o jogo” (expressão que eu abomino) e fomos à procura do terceiro golo que nos colocaria definitivamente a salvo de um deslize defensivo. O Seferovic por duas vezes, o Pizzi e o Grimaldo tiveram boas ocasiões para dilatar o resultado, mas infelizmente isso não aconteceu. Nos últimos 15’, o Santa Clara reagiu, mas só por uma vez o Vlachodimos teve que se aplicar e mesmo assim foi a sair aos pés de um adversário praticamente sem ângulo para rematar.
Em termos individuais, o Seferovic deu a luta habitual, marcou um golo, mas falhou pelo menos mais três, o Pizzi, a jogar na direita tal como na época do tri, melhorava quando flectia para o centro, o Gabriel, curiosamente, voltou muito bem à equipa (parece que o banco e a bancada às vezes fazem bem) e o Zivkovic empresta sempre um toque de classe nas suas intervenções. Mas no geral toda a equipa esteve a um nível bastante satisfatório o que, com menos de 10 dias de treino, não pode deixar de nos deixar esperançosos que o bom futebol esteja para regressar de vez.
Teremos agora, pelo menos, três jogos muito difíceis: a dupla deslocação a Guimarães para Taça de Portugal e campeonato, e o CRAC na final four da Taça da Liga. Será uma semana muito intensa, em que seremos postos à prova e teremos uma ideia mais concreta do que podemos esperar até final da época.
P.S. – O Luís Filipe Vieira veio hoje confirmar aquilo que eu desejei logo aquando do seu anúncio: o Bruno Lage será o treinador principal no resto da época. Depois, logo se verá. Os primeiros indícios foram bons e esperemos que assim continue.
Depois da boa resposta à desvantagem inicial perante o Rio Ave, estava curioso para ver como a equipa reagiria no jogo seguinte, num campo complicado, onde os outros grandes tiveram dificuldades para vencer. O Bruno Lage apostou no Gabriel para o meio-campo (passou da bancada para titular) e deixou o Salvio e Cervi no banco, entrando também o Zivkovic para o onze, mas mantivemos o 4-4-2. O que se pode dizer é que, jogue quem jogar, em pouco mais de uma semana já se viu melhorias substanciais na equipa. O Seferovic teve uma grande oportunidade logo de início, mas fez um chapéu por cima, quando só tinha o guarda-redes pela frente, o João Félix também falhou uma emenda relativamente fácil depois de uma boa jogada na esquerda e o Rúben Dias, numa bola parada, atirou muito torto numa recarga. Eram os indícios do nosso primeiro golo, que surgiu aos 22’ pelo Seferovic a aproveitar a escorregadela do central Fábio Cardoso e a atirar fora de hipótese para o guarda-redes Serginho. Continuámos sempre por cima do jogo e, em cima do intervalo, o Sr. João Capela assinalou penalty sobre o Pizzi, mas corrigiu posteriormente para livre depois de ver as imagens, alertado pelo VAR. Não se consegue perceber bem se a falta é fora ou dentro da área, mas, não sendo penalty, o Fábio Cardoso viu o vermelho directo porque o Pizzi estava isolado. Infelizmente, e não foi caso único, o Sr. João Capela já não mostrou tanta competência a medir a distância da barreira e o livre do Grimaldo bateu naturalmente nela.
Se na 2ª parte já iríamos ter a vantagem de jogar com mais um, ainda ficámos melhor com o 2-0 logo aos 48’: canto do Pizzi na direita e cabeceamento de rompante do Jardel a não dar hipóteses ao guarda-redes. A partir daqui e ao contrário de jogos no passado, não nos limitámos a “gerir o jogo” (expressão que eu abomino) e fomos à procura do terceiro golo que nos colocaria definitivamente a salvo de um deslize defensivo. O Seferovic por duas vezes, o Pizzi e o Grimaldo tiveram boas ocasiões para dilatar o resultado, mas infelizmente isso não aconteceu. Nos últimos 15’, o Santa Clara reagiu, mas só por uma vez o Vlachodimos teve que se aplicar e mesmo assim foi a sair aos pés de um adversário praticamente sem ângulo para rematar.
Em termos individuais, o Seferovic deu a luta habitual, marcou um golo, mas falhou pelo menos mais três, o Pizzi, a jogar na direita tal como na época do tri, melhorava quando flectia para o centro, o Gabriel, curiosamente, voltou muito bem à equipa (parece que o banco e a bancada às vezes fazem bem) e o Zivkovic empresta sempre um toque de classe nas suas intervenções. Mas no geral toda a equipa esteve a um nível bastante satisfatório o que, com menos de 10 dias de treino, não pode deixar de nos deixar esperançosos que o bom futebol esteja para regressar de vez.
Teremos agora, pelo menos, três jogos muito difíceis: a dupla deslocação a Guimarães para Taça de Portugal e campeonato, e o CRAC na final four da Taça da Liga. Será uma semana muito intensa, em que seremos postos à prova e teremos uma ideia mais concreta do que podemos esperar até final da época.
P.S. – O Luís Filipe Vieira veio hoje confirmar aquilo que eu desejei logo aquando do seu anúncio: o Bruno Lage será o treinador principal no resto da época. Depois, logo se verá. Os primeiros indícios foram bons e esperemos que assim continue.
segunda-feira, janeiro 07, 2019
Reviravolta
Vencemos
o Rio Ave na Luz por 4-2 na estreia do Bruno Lage à frente da equipa técnica.
Quando aos 20’ nos encontrávamos perder por 0-2, o mundo parecia que ia desabar
sob a nossa cabeça, mas uma reacção de carácter da equipa permitiu-nos uma
reviravolta que já não acontecia na nossa casa há 17 anos (3-2 ao Varzim em 2001/02).
O Bruno Lage surpreendeu toda a gente ao voltar ao 4-4-2. Disse na conferência de imprensa no final que foi por feeling, depois do que viu na 2ª parte em Portimão e porque temos muitos avançados no plantel. A palavra “felling” está um pouco queimada para mim nos próximos tempos, mas adaptar o sistema aos jogadores e não o inverso parece-me um excelente princípio. O facto é que fomos campeões quatro anos seguidos sempre a jogar com dois avançados e, na maioria dos jogos no campeonato português, ainda para mais na Luz, não tem lógica jogar só com um avançado na frente. No entanto, temos graves problemas no processo defensivo e isso é o que tem que ser corrigido mais rapidamente. Nas duas primeiras vezes que foi à nossa área, o Rio Ave marcou com dois golos (17’ e 20’), através do Gabrielzinho e Bruno Moreira, com uma facilidade inacreditável. Aliás, convém referir que os vilacondenses, que também estrearam o Daniel Ramos como treinador, não vieram defender o resultado, antes pelo contrário, alinhando com dois pontas-de-lança, um dos quais, o Carlos Vinicius, está emprestado pelo Nápoles e deu trabalho de sobra aos centrais. A nossa reacção aos golos foi excelente e os avançados Seferovic e João Félix estiveram em destaque, com este a deixar passar a bola depois de um centro rasteiro do Grimaldo aos 27’ e o suíço com um trabalho excelente (calcanhar a bater o defesa e bola por entre as pernas do guarda-redes) a reduzir a desvantagem. O estádio empolgou-se e ainda mais ficou com o empate aos 31’: jogada de insistência do Seferovic pela direita, centro atrasado, o João Félix a antecipar-se brilhantemente a dois defesas, a dominar a bola o que fez com que o guarda-redes Leo Jardim caísse e a rematar de um modo fulminante. Estava feito o empate ainda antes do intervalo.
A 2ª parte deveria ter começado com o golo do ano, possivelmente da década: aos 48’, o Grimaldo passou por cinco(!) jogadores do Rio Aves e atirou ao poste na saída do guarda-redes! Se querem melhor prova de que Deus não existe, está aqui! O jogo estava muito repartido e a nossa defesa continuava a permitir ao Rio Ave criar ocasiões de perigo. O que os valeu foi que a pontaria esteve bastante desafinada, porque por três(!) ocasiões poderíamos ter sofrido o terceiro golo. O Galeano, emprestado pelo CRAC, fez a cabeça do André Almeida em água e num destes lances o seu remate saiu fraco, depois de uma brilhante jogada. O Zivkovic entrou para o lugar do Cervi aos 61’ e foi dele aos 64’ o centro rasteiro que assistiu o João Félix para o 3-2. Excelente desvio no primeiro bis do miúdo pela equipa principal e reviravolta consumada. Como o jogo estava, era essencial fazermos mais um golo, até porque em termos defensivos as coisas não estavam nada seguras. E esse golo aconteceu aos 70’ através de um contra-ataque! Aleluia! Três anos e meio depois voltámos a fazer contra-ataques! O Seferovic iniciou a jogada, deu para o Pizzi, que conduziu a bola, aproveitou a movimentação do suíço para o desmarcar brilhantemente, o Seferovic enquadrou-se muito bem com a baliza e fez o 4-2. Pouco depois, mais outro sinal do Bruno Lage na substituição do João Félix: em vez de um médio para segurar o jogo, colocou o Ferreyra, que assim regressou à equipa mais de dois meses depois. O argentino esforçou-se, ainda tentou, mas não conseguiu ter nenhum lance para rematar à baliza. Até final, o Rúben Dias de cabeça num livre deveria ter feito melhor, porque estava em excelente posição para marcar, e o Carlos Vinicius viu o Jardel impedi-lo de desfeitear o Vlachodimos.
Em termos individuais, o melhor em campo foi o Seferovic: dois golos, uma assistência e uma enorme capacidade de luta. O João Félix teve igualmente um jogo para mais tarde recordar, com dois golos muito importantes. Houve muito querer, mas também a evidência de que há muito trabalho pela frente, especialmente no aspecto defensivo. Não podemos deixar o adversário rematar com tanta facilidade, porque se a eficácia for melhor do que a do Rio Ave teremos graves problemas.
Já o disse e volto a repetir: eu manteria o Bruno Lage até final da época e aí faria uma reavaliação. Gostei do que vi (excepto na defesa), gostei do discurso final e não esqueçamos que só houve dois treinos. Não vejo nenhum treinador para a nossa capacidade financeira disponível no momento e, para entrar a meio da época, acho preferível alguém que já esteja lá dentro. Veremos que luzes vão acontecer na cabeça do nosso presidente.
O Bruno Lage surpreendeu toda a gente ao voltar ao 4-4-2. Disse na conferência de imprensa no final que foi por feeling, depois do que viu na 2ª parte em Portimão e porque temos muitos avançados no plantel. A palavra “felling” está um pouco queimada para mim nos próximos tempos, mas adaptar o sistema aos jogadores e não o inverso parece-me um excelente princípio. O facto é que fomos campeões quatro anos seguidos sempre a jogar com dois avançados e, na maioria dos jogos no campeonato português, ainda para mais na Luz, não tem lógica jogar só com um avançado na frente. No entanto, temos graves problemas no processo defensivo e isso é o que tem que ser corrigido mais rapidamente. Nas duas primeiras vezes que foi à nossa área, o Rio Ave marcou com dois golos (17’ e 20’), através do Gabrielzinho e Bruno Moreira, com uma facilidade inacreditável. Aliás, convém referir que os vilacondenses, que também estrearam o Daniel Ramos como treinador, não vieram defender o resultado, antes pelo contrário, alinhando com dois pontas-de-lança, um dos quais, o Carlos Vinicius, está emprestado pelo Nápoles e deu trabalho de sobra aos centrais. A nossa reacção aos golos foi excelente e os avançados Seferovic e João Félix estiveram em destaque, com este a deixar passar a bola depois de um centro rasteiro do Grimaldo aos 27’ e o suíço com um trabalho excelente (calcanhar a bater o defesa e bola por entre as pernas do guarda-redes) a reduzir a desvantagem. O estádio empolgou-se e ainda mais ficou com o empate aos 31’: jogada de insistência do Seferovic pela direita, centro atrasado, o João Félix a antecipar-se brilhantemente a dois defesas, a dominar a bola o que fez com que o guarda-redes Leo Jardim caísse e a rematar de um modo fulminante. Estava feito o empate ainda antes do intervalo.
A 2ª parte deveria ter começado com o golo do ano, possivelmente da década: aos 48’, o Grimaldo passou por cinco(!) jogadores do Rio Aves e atirou ao poste na saída do guarda-redes! Se querem melhor prova de que Deus não existe, está aqui! O jogo estava muito repartido e a nossa defesa continuava a permitir ao Rio Ave criar ocasiões de perigo. O que os valeu foi que a pontaria esteve bastante desafinada, porque por três(!) ocasiões poderíamos ter sofrido o terceiro golo. O Galeano, emprestado pelo CRAC, fez a cabeça do André Almeida em água e num destes lances o seu remate saiu fraco, depois de uma brilhante jogada. O Zivkovic entrou para o lugar do Cervi aos 61’ e foi dele aos 64’ o centro rasteiro que assistiu o João Félix para o 3-2. Excelente desvio no primeiro bis do miúdo pela equipa principal e reviravolta consumada. Como o jogo estava, era essencial fazermos mais um golo, até porque em termos defensivos as coisas não estavam nada seguras. E esse golo aconteceu aos 70’ através de um contra-ataque! Aleluia! Três anos e meio depois voltámos a fazer contra-ataques! O Seferovic iniciou a jogada, deu para o Pizzi, que conduziu a bola, aproveitou a movimentação do suíço para o desmarcar brilhantemente, o Seferovic enquadrou-se muito bem com a baliza e fez o 4-2. Pouco depois, mais outro sinal do Bruno Lage na substituição do João Félix: em vez de um médio para segurar o jogo, colocou o Ferreyra, que assim regressou à equipa mais de dois meses depois. O argentino esforçou-se, ainda tentou, mas não conseguiu ter nenhum lance para rematar à baliza. Até final, o Rúben Dias de cabeça num livre deveria ter feito melhor, porque estava em excelente posição para marcar, e o Carlos Vinicius viu o Jardel impedi-lo de desfeitear o Vlachodimos.
Em termos individuais, o melhor em campo foi o Seferovic: dois golos, uma assistência e uma enorme capacidade de luta. O João Félix teve igualmente um jogo para mais tarde recordar, com dois golos muito importantes. Houve muito querer, mas também a evidência de que há muito trabalho pela frente, especialmente no aspecto defensivo. Não podemos deixar o adversário rematar com tanta facilidade, porque se a eficácia for melhor do que a do Rio Ave teremos graves problemas.
Já o disse e volto a repetir: eu manteria o Bruno Lage até final da época e aí faria uma reavaliação. Gostei do que vi (excepto na defesa), gostei do discurso final e não esqueçamos que só houve dois treinos. Não vejo nenhum treinador para a nossa capacidade financeira disponível no momento e, para entrar a meio da época, acho preferível alguém que já esteja lá dentro. Veremos que luzes vão acontecer na cabeça do nosso presidente.
sábado, janeiro 05, 2019
Apagou-se
Benfica oficializa saída de Rui Vitória
E, pronto, o previsível aconteceu na passada 5ª feira: uma decisão sem sustentabilidade racional, baseada só na emoção, feeling, chame-se o que quiser, só podia dar no que deu. Pouco mais de um mês depois de o presidente do Benfica ter dito que viu a luz, quando todos nós víamos tudo negro, deu finalmente o braço a torcer e dispensou o treinador. Perdeu-se tempo e perdeu-se mais três pontos para o 1º classificado, com este adiamento do inevitável. Estamos agora a sete pontos da liderança com uma 2ª volta muitíssimo difícil. Foi uma incompreensível bazucada no pé.
Nesta altura, resta agradecer ao Rui Vitória pelos seis títulos que nos ajudou a ganhar, em especial o tri e o tetra. Isso é o que ficará na história e é muito bom. Seja por mérito próprio, seja porque aproveitou o trabalho anterior, o que é certo é que o seu nome fica ligado aos troféus conquistados. Esta última época e meia, onde tudo correu mal, acaba por manchar um pouco o seu percurso e o facto de não ter sabido sair a tempo também não abona a seu favor. A qualidade do futebol produzido pela equipa vinha degradando-se a olhos vistos, mas daqui a uns anos lembrar-nos-emos essencialmente dos títulos. Capítulo fechado.
Quando ao futuro, ainda antes do primeiro jogo sem o Rui Vitória, manifesto já a minha opinião: eu confirmaria o Bruno Lage como treinador até final da época e depois logo se via como as coisas correriam. Se é para apostar na formação do Seixal, porque não um treinador que vem de lá? E que está bem referenciado por quem o conhece? E que colocou a equipa B, que no ano passado estava a lutar para não descer, a jogar bom futebol e nos primeiros lugares? O campeonato está praticamente perdido, mas ainda estamos em três outras competições. Ainda há muito para ganhar esta época. O plantel é bom e só falta quem consiga tirar rendimento dele. A comparação pode ser injusta e longe de mim estar a colocar pressão no Bruno Lage, mas o Zidane veio do Castilla e também era para ser interino, e o Guardiola veio do Barça B. Depois dos erros sucessivos nesta época na gestão da questão do treinador, sinceramente eu não mudaria mais até final.
quinta-feira, janeiro 03, 2019
Expectável
Perdemos em Portimão (0-2) e, caso o CRAC ganhe nas Aves hoje
como é previsível, devemos ter dito adeus ao título. A confirmar-se os sete pontos
de desvantagem, não poderíamos ter tido pior arranque de ano. Mas não haverá ninguém
com olhos na cara e dois dedos de testa que possa dizer que não estava à espera
disto mais cedo ou mais tarde. Os indícios estiveram sempre lá, exceptuando o oásis
frente ao Braga, e as vitórias só enganaram quem quiser ter sido enganado.
Entrámos pessimamente e, logo aos 12’, uma falha de comunicação entre o Rúben Dias e o Vlachodimos fez com que o nosso central fizesse autogolo. Reagimos sempre muito lentos, como é habitual, e deste modo era impossível criar desequilíbrios na defesa contrária. Só uma cabeçada do Jardel depois de um centro do Zivkovic deu a sensação de golo, mas a bola acabou por sair à figura do guarda-redes Ricardo Ferreira. Aos 38’, aconteceu o impensável com o nosso segundo autogolo! Lançamento para o Jackson Martínez, o Vlachodimos não foi lesto a sair dos postes, bola por cima dele e, com todo o tempo do mundo, o Jardel cabeceou... para dentro da nossa baliza!
Para a 2ª parte, o Rui Vitória trocou os inoperantes Cervi e Gedson pelo Salvio e Seferovic, e a jogar com dois avançados as coisas melhoraram. Tivemos uma boa hipótese logo na reentrada, mas o Jonas não conseguiu rematar depois de assistido pelo Seferovic. Apesar das nossas tentativas, só com um remate do Grimaldo, bem desmarcado pelo Pizzi, voltámos a estar próximos de marcar, mas um defesa desviou para canto. O Portimonense não se limitou a defender e devemos ao Vlachodimos o marcador não ter aumentado: por três(!) vezes tirou golos certos aos algarvios (remates do Manafá, Paulinho e João Carlos). Aos 79’, o Sr. Manuel Mota, alertado pelo VAR, considerou um lance em que o Jonas fez pé em riste e depois recolheu a perna como uma agressão ao guarda-redes, e expulsou o nosso jogador! Inacreditável! Ainda entrou o João Félix para o lugar do André Almeida, mas nada mais havia a fazer.
Entrámos pessimamente e, logo aos 12’, uma falha de comunicação entre o Rúben Dias e o Vlachodimos fez com que o nosso central fizesse autogolo. Reagimos sempre muito lentos, como é habitual, e deste modo era impossível criar desequilíbrios na defesa contrária. Só uma cabeçada do Jardel depois de um centro do Zivkovic deu a sensação de golo, mas a bola acabou por sair à figura do guarda-redes Ricardo Ferreira. Aos 38’, aconteceu o impensável com o nosso segundo autogolo! Lançamento para o Jackson Martínez, o Vlachodimos não foi lesto a sair dos postes, bola por cima dele e, com todo o tempo do mundo, o Jardel cabeceou... para dentro da nossa baliza!
Para a 2ª parte, o Rui Vitória trocou os inoperantes Cervi e Gedson pelo Salvio e Seferovic, e a jogar com dois avançados as coisas melhoraram. Tivemos uma boa hipótese logo na reentrada, mas o Jonas não conseguiu rematar depois de assistido pelo Seferovic. Apesar das nossas tentativas, só com um remate do Grimaldo, bem desmarcado pelo Pizzi, voltámos a estar próximos de marcar, mas um defesa desviou para canto. O Portimonense não se limitou a defender e devemos ao Vlachodimos o marcador não ter aumentado: por três(!) vezes tirou golos certos aos algarvios (remates do Manafá, Paulinho e João Carlos). Aos 79’, o Sr. Manuel Mota, alertado pelo VAR, considerou um lance em que o Jonas fez pé em riste e depois recolheu a perna como uma agressão ao guarda-redes, e expulsou o nosso jogador! Inacreditável! Ainda entrou o João Félix para o lugar do André Almeida, mas nada mais havia a fazer.
Num jogo em que perdemos 0-2 com dois autogolos e o nosso melhor
jogador é o guarda-redes, pouco mais é preciso dizer. Dos restantes, só o Fejsa
esteve próximo do seu nível, mas como não teve ninguém a secundá-lo foi
baixando de produção ao longo do jogo.
Nunca tínhamos perdido como Portimonense e, a fazer fé nas
estatísticas, há 72 anos que não fazíamos dois autogolos num só jogo. Mais dois
marcos históricos para o currículo do Rui Vitória. Sinceramente já nem me dá para
estar muitíssimo chateado com isto. É tudo uma questão de quanto tempo e
quantas competições iremos perder até que aquele que já está (metaforicamente)
morto receber finalmente a certidão de óbito em casa. Até isso acontecer não
tenho esperanças nenhumas que isto melhore.
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