segunda-feira, outubro 29, 2018
Banhada
Perdemos no Jamor frente ao Belenenses SAD por 0-2 no sábado
e não só desperdiçámos a oportunidade de ficarmos isolados na frente, como
vimos o CRAC (2-0 em casa frente ao Feirense, com o primeiro golo do Felipe em
claro fora-de-jogo, mas o VAR aparentemente só funciona para alguns...) passar à
nossa frente. Foi a nossa segunda derrota consecutiva, mas ao contrário de
Amesterdão com uma exibição muito pior.
Perante uma equipa que ainda só tinha ganho um jogo(!) no campeonato
esta época e que estava há quatro sem marcar qualquer golo, até entrámos bem e
deveríamos ter resolvido a partida logo na 1ª parte: Salvio, Rafa e Gedson
tiveram excelente ocasiões, mas a bola saiu ao lado no primeiro, um defesa de
costas no chão(!) evitou no segundo e o Muriel defendeu no terceiro. À passagem
da meia-hora, o Salvio foi derrubado na área, mas o Artur Soares Dias teve que
ir ao VAR (e demorou séculos!) para assinalar o penalty. O mesmo Salvio
permitiu a defesa do Muriel e, a partir desse lance, nunca mais fomos os
mesmos. Até porque aos 36’, o Vlachodimos fez penalty sobre o Licá e o Eduardo
não desperdiçou. Com um penalty falhado e 0-1 no marcador, perdemo-nos em campo
e sofremos o segundo golo aos 42’ pelo Keita, depois de entrar à vontade pelo
meio da nossa defesa e rematar sem hipóteses para o Vlachodimos.
A 2ª parte começou com o Jonas no lugar do Salvio e um trio
de oportunidades pelo Rafa e o próprio Jonas por cima, e o Pizzi ao lado. Aos 68’,
o Rui Vitória achou que tinha de mudar alguma coisa e tirou o Pizzi para
colocar o Castillo. Ficámos a jogar com três avançados e (surpresa das
surpresas...!) passámos a afunilar o jogo, e deixámos praticamente de conseguir
chegar à grande-área contrária. Até final, foi mesmo o Belenenses SAD a ter um
par de oportunidades, com o Vlachodimos a salvar uma delas perante o Licá
isolado.
Em termos individuais e no meio da mediocridade quase
completa, salvou-se o Gedson e o Rafa, porque foram os únicos a imprimir alguma
velocidade e intensidade ao nosso jogo.
No final do encontro, o Rui Vitória veio desculpar-se com a
falta de eficácia. Sim, é verdade que, especialmente na 1ª parte, falhámos uma
série de golos e inclusive um penalty, mas o que é mais grave é a incapacidade
que demonstrámos depois de sofrer o golo. A equipa deixa de ter soluções,
parece completamente perdida em campo e do banco não vêm sinais positivos, antes
pelo contrário: o Rui Vitória tem o hábito de atirar jogadores para a frente,
para a ‘molhada’, na esperança que caia alguma bola do céu. Ora, isto como táctica
para derrubar uma defesa só pode ser para rir... Ainda nesta partida, o Rui Vitória
disse que mudou, porque “era preciso fazer qualquer coisa”. Ora bem, com dois
extremos no banco (Cervi e Zivkovic), não se percebe porque é que colocou mais
um avançado, quando o que estava na cara era que precisávamos de velocidade na
frente e mais bolas que chegassem à área, porque só tínhamos o Rafa a fazer
isso. Colocar avançados é escusado se a bola não chega lá...! Só quando entrou
o Zivkovic aos 84’, é que voltámos a ter alguém com capacidade decisória no
meio-campo. E aí já foi tarde demais.
P.S. – Gosto muito de ir ao Jamor, MAS é em tardes de finais
da Taça! À noite e com chuva, está longe de ser aprazível. Não se percebe como é
que se faz uma lei que permita que um clube e uma SAD possam cada um deles ter
a sua equipa de futebol. Que sentido é que isto faz?! Por outro lado, com a
chuvada ao intervalo (que raios, as nossas idas ao Jamor estão enguiçadas pela
chuva, já na final da Taça de há duas épocas foi a mesma coisa!) e a perder por
0-2, houve muitos adeptos do Benfica que se foram embora. Não vejo assim tanta diferença
em relação àquelas pessoas que abandonam o estádio aos 85’ com 3-0 a nosso
favor. O princípio (ou a falta dele) é o mesmo!
quinta-feira, outubro 25, 2018
Déjà vu
Um golo do Ajax aos 92’ derrotou-nos em Amesterdão (0-1) na
3ª jornada da fase de grupos da Liga dos Campeões, que decorreu na passada 3ª
feira. Foi um fim muito cruel de um jogo onde não merecíamos ter sido derrotados.
Por muito estranho que possa parecer, sai muito mais chateado do jogo frente ao
AEK (apesar de termos ganho) do que deste. E já vi muita gente a cascar no Rui Vitória, mas acho que desta
vez sem razão.
O regresso do Jardel, a titularidade do Rafa na esquerda e o
Gedson no lugar do Gabriel foram as novidades em relação àquela que tem sido a
equipa mais utilizada no campeonato. Entrámos muito bem na partida, com o Rafa
a revelar-se um perigo para os defesas contrários e a ter um bom remate logo no
início, bem defendido pelo guarda-redes. Pouco depois, foi o Salvio a centrar
em vez de rematar, quando uma abertura do Rafa o colocou em excelente posição,
tendo sido o Seferovic a rematar para um defesa salvar sobre a linha. O Ajax
também teve as suas oportunidades na 1ª parte, com o Vlachodimos a começar a evidenciar-se.
Em cima do intervalo, foi o Conti a fazer um corte fabuloso literalmente em
cima da linha, que impediu a vantagem do Ajax (antes tivesse entrado esta bola,
mas já lá vamos...). Fizemos uma boa exibição nos primeiros 45 minutos, com a ressalva
da má finalização.
Na 2ª parte, não conseguimos sair tantas vezes para o ataque
como na 1ª. Mesmo assim, o Seferovic teve um remate cruzado que o guarda-redes
não conseguiu agarrar e, por volta da hora de jogo, o Salvio não chegou a tempo
a um cruzamento do suíço, porque um defesa caiu sobre as suas costas, depois de
tentar um carrinho e não chegar à
bola. Penalty claro que o francês Ruddy Buquet não assinalou. A 15’ do fim, o Vlachodimos
fez uma mancha fabulosa a um adversário
que lhe apareceu sozinho na frente. Aos 79’, o Rui Vitória lá decidiu mexer pela
primeira vez na equipa, com a entrada do Gabriel para o lugar do (muito apagado)
Pizzi. Entretanto, em cima dos 90’, entrou igualmente o Cervi e saiu o Rafa, e
foi o argentino que caiu na área, num lance que nem repetiram na televisão. Fiquei
com muitas dúvidas... Chegando ao tal fatídico minuto 92, o Conti falhou clamorosamente
uma intercepção relativamente fácil, não conseguiu igualmente impedir o centro
do adversário, o André Almeida ainda obstou a que a bola chegasse a um jogador
que Ajax, que só teria de encostar, mas sobrou para o Mazraoui, que rematou com
a bola a ser desviada pelo Grimaldo e a trair o Vlachodimos. Foi inglório!
Em termos individuais, o melhor do Benfica foi
indiscutivelmente o Vlachodimos que, se tivesse vindo no ano passado, talvez tivéssemos
tido o tão desejado penta... Também gostei muito do Rafa, especialmente na 1ª
parte, assim como do Seferovic, pese embora um lance no final da 1ª parte, em
que a recepção não foi perfeita e inviabilizou que pudesse rematar só perante o
guarda-redes. Quanto aos menos, o Pizzi praticamente não se viu e o Conti teve
uma falha gravíssima, que deitou por terra o bom jogo que estava a fazer.
O Bayern foi ganhar a Atenas (2-0), o que faz com que
estejamos agora a quatro pontos dos dois da frente. Vai ser muito difícil
chegarmos aos oitavos-de-final, porque mesmo que ganhemos na Luz aos holandeses
(o que está longíssimo de ser uma garantia), ainda ficamos um ponto atrás
deles. E depois vamos a Munique, enquanto eles receberão na última jornada o Bayern,
provavelmente já apurado. A boa notícia é que, com a vitória dos alemães na Grécia,
a Liga Europa está muito perto estar garantida.
domingo, outubro 21, 2018
Natural
Vencemos na passada 5ª feira o Sertanense por 3-0 e seguimos em frente
na Taça de Portugal. Por falta de condições do relvado na Sertã, o jogo
decorreu em Coimbra e o Rui Vitória aproveitou para rodar a equipa e estrear
alguns jogadores.
Metemos a bola na baliza logo aos 5’, mas o Jonas estava fora-de-jogo. Aos 29’, o Rafa em boa posição rematou por cima, mas redimiu-se aos 35’ ao inaugurar o marcador numa recarga a um remate do Zivkovic depois de centro do Yuri Ribeiro. Na 2ª parte, acabámos de vez com o jogo aos 53’ num golão do Gedson de fora da área. Aos 68’, deu para o Jonas regressar aos golos, numa excelente rotação sobre si próprio. Até final, o Ferreyra ainda colocou a bola na baliza mais uma vez, mas o lance foi anulado por pretenso fora-de-jogo.
Estes jogos perante equipas bastante mais fracas, são mais para aferir a entrega dos jogadores e, nesse sentido, a equipa cumpriu muito satisfatoriamente. Dos novos jogadores, o Corchia começou mal, mas foi melhorando ao longo do encontro (aliás, tal como o Yuri Ribeiro). O Rafa parece que descobriu finalmente o caminho da baliza (o que já não era sem tempo!) e o Jonas voltou a fazer o que tão bem sabe. O Svilar fez uma boa defesa que fez com que saíssemos a zeros do campo. O Gedson merece referência pelo golão que marcou e pelo dinamismo evidenciado, especialmente na 2ª parte. O Ferreyra entrou ao intervalo para o lugar do apagado Gabriel, mas infelizmente continua muito fora dela.
Veremos o que nos reserva o sorteio da próxima eliminatória, mas por agora iremos a Amesterdão para a Champions, onde era de todo conveniente conseguir pelo menos o empate.
Metemos a bola na baliza logo aos 5’, mas o Jonas estava fora-de-jogo. Aos 29’, o Rafa em boa posição rematou por cima, mas redimiu-se aos 35’ ao inaugurar o marcador numa recarga a um remate do Zivkovic depois de centro do Yuri Ribeiro. Na 2ª parte, acabámos de vez com o jogo aos 53’ num golão do Gedson de fora da área. Aos 68’, deu para o Jonas regressar aos golos, numa excelente rotação sobre si próprio. Até final, o Ferreyra ainda colocou a bola na baliza mais uma vez, mas o lance foi anulado por pretenso fora-de-jogo.
Estes jogos perante equipas bastante mais fracas, são mais para aferir a entrega dos jogadores e, nesse sentido, a equipa cumpriu muito satisfatoriamente. Dos novos jogadores, o Corchia começou mal, mas foi melhorando ao longo do encontro (aliás, tal como o Yuri Ribeiro). O Rafa parece que descobriu finalmente o caminho da baliza (o que já não era sem tempo!) e o Jonas voltou a fazer o que tão bem sabe. O Svilar fez uma boa defesa que fez com que saíssemos a zeros do campo. O Gedson merece referência pelo golão que marcou e pelo dinamismo evidenciado, especialmente na 2ª parte. O Ferreyra entrou ao intervalo para o lugar do apagado Gabriel, mas infelizmente continua muito fora dela.
Veremos o que nos reserva o sorteio da próxima eliminatória, mas por agora iremos a Amesterdão para a Champions, onde era de todo conveniente conseguir pelo menos o empate.
sexta-feira, outubro 12, 2018
Polónia - 2 - Portugal - 3
Numa grande exibição, a selecção nacional foi ganhar na Polónia e colocar-se numa excelente posição para atingir a final four da Liga das Nações. Basta um empate entre polacos e italianos no domingo para podermos prescindir do resultado dos dois últimos jogos.
Com três dos nossos no onze titular (Rúben Dias, Pizzi e Rafa) e novamente sem o Cristiano Ronaldo (só volta à selecção em 2019), até começámos a perder aos 18', quando o Rui Patrício falhou na saída dos postes num canto. Mas empatámos aos 31' pelo André Silva, depois de uma assistência do Pizzi e colocámo-nos em vantagem pouco antes do intervalo (42') num autogolo (que foi pena não ter sido do Rafa, porque o defesa se antecipou a ele). No início da 2ª parte (52'), aumentámos para 3-1 pelo Bernardo Silva, depois de uma jogada individual, para sofrermos o 2-3 aos 77' pelo Blaszczykowski. Até final, os entretanto entrados Renato Sanches e, principalmente, Bruno Fernandes poderiam ter dado a machadada final, mas felizmente não foi necessário. De qualquer maneira, saliente-se a forma inteligente como escondemos a bola dos polacos nos minutos finais.
Pela amostra dos últimos dois jogos, até parece que a selecção nacional joga melhor quando o Cristiano Ronaldo não está, porque não está sempre preocupada em jogar para ele. O Bernardo Silva sobressaiu acima de todos, mas foi muito bem secundado pelo André Silva, Rafa e Pizzi. Lá está, a bola roda mais entre todos os jogadores e há mais jogo colectivo. Veremos se os próximos jogos confirmam esta tendência.
Com três dos nossos no onze titular (Rúben Dias, Pizzi e Rafa) e novamente sem o Cristiano Ronaldo (só volta à selecção em 2019), até começámos a perder aos 18', quando o Rui Patrício falhou na saída dos postes num canto. Mas empatámos aos 31' pelo André Silva, depois de uma assistência do Pizzi e colocámo-nos em vantagem pouco antes do intervalo (42') num autogolo (que foi pena não ter sido do Rafa, porque o defesa se antecipou a ele). No início da 2ª parte (52'), aumentámos para 3-1 pelo Bernardo Silva, depois de uma jogada individual, para sofrermos o 2-3 aos 77' pelo Blaszczykowski. Até final, os entretanto entrados Renato Sanches e, principalmente, Bruno Fernandes poderiam ter dado a machadada final, mas felizmente não foi necessário. De qualquer maneira, saliente-se a forma inteligente como escondemos a bola dos polacos nos minutos finais.
Pela amostra dos últimos dois jogos, até parece que a selecção nacional joga melhor quando o Cristiano Ronaldo não está, porque não está sempre preocupada em jogar para ele. O Bernardo Silva sobressaiu acima de todos, mas foi muito bem secundado pelo André Silva, Rafa e Pizzi. Lá está, a bola roda mais entre todos os jogadores e há mais jogo colectivo. Veremos se os próximos jogos confirmam esta tendência.
segunda-feira, outubro 08, 2018
Até qu’enfim!
Passados cinco anos, voltámos finalmente a vencer o CRAC (1-0)
na Luz e, como o Braga empatou em casa (1-1) com o Rio Ave, estamos ex-aequo com eles na liderança do
campeonato com 17 pontos, tendo o CRAC 15 e a lagartada (que perdeu em Portimão por 4-2) 13. Ou seja, foi um
fim-de-semana perfeito!
Com o Lema no lugar do castigado Conti (e do lesionado Jardel)
e o Gabriel e Cervi de volta ao onze, a 1ª parte foi para esquecer, porque não
houve oportunidades de golo para nenhuma das equipas. O Seferovic ainda falhou
isolado frente ao Casillas, depois de uma assistência do Cervi, mas o lance foi
anulado por fora-de-jogo. A postura do CRAC resume-se a um simples facto: o
Casillas levou amarelo aos 19’ por demorar a repor a bola em jogo. Dezanove minutos!
Na 2ª parte, tivemos logo de início uma boa oportunidade num
remate à meia-volta do Gabriel para boa defesa do Casillas, depois de uma boa combinação
atacante da nossa parte. O Rafa entrou para o lugar do Cervi aos 58’ e arrancou
logo um amarelo na primeira vez que tocou na bola. Aos 62’, a Luz quase veio
abaixo com o 1-0: alívio do Gabriel para o Pizzi desmarcar brilhantemente de
cabeça o Seferovic que, perante a saída do Casillas, colocou a bola no único sítio
disponível. Grande golo! Nos minutos seguintes, tivemos alguns contra-ataques rápidos,
onde poderíamos ter definido melhor, mas aos 83’ o Sr. Fábio Veríssimo resolveu
desequilibrar os pratos da balança ao dar o segundo amarelo ao Lema, quando este
nem toca no adversário! Antes disso, o CRAC só tinha criado perigo por uma vez,
com uma cabeçada do Danilo ao lado num canto. O Alfa Semedo, que tinha acabado
de entrar, recuou para central e claro que o CRAC veio para cima de nós a jogar
com mais um. Tiveram duas grandes oportunidades: um remate cruzado do Brahimi que
saiu rente ao poste e, na última jogada do encontro, um cabeceamento do Danilo
num livre que fez a bola passar um pouco por cima. Com bastante sacrifício, lá
conseguimos manter a vantagem preciosa e quebrar esta malapata dos jogos frente
a eles.
Em termos individuais, destaque para o Seferovic não só pelo
golo, mas também porque continua a aguentar os embates com os centrais e a conseguir
manter a ter posse de bola, e tabelar com os companheiros. O Ruben Dias foi
outro que fez um jogo fantástico, sendo praticamente intransponível para os
adversários. O Salvio não começou nada bem, mas foi subindo de rendimento sendo
sempre uma grande ajuda para o André Almeida, que também se exibiu a bom plano.
Aliás, estes jogadores mais antigos no plantel, nestes jogos mais quentes, estão
sempre lá para mostrar raça. O Grimaldo voltou a confirmar-se como um dos
grandes destaques neste início de época e é fundamental na construção do nosso
jogo atacante. Uma palavra para o Lema, que se estreou a titular logo numa
partida destas, e foi-se aguentando bem a um amarelo ainda na 1ª parte, sendo depois
injustamente expulso. Todos os outros se exibiram em bom plano, sendo
irrepreensíveis na entrega e espírito de sacrifício.
Principalmente em termos psicológicos, esta é uma vitória
muito importante, porque infelizmente não tem sido nada comum derrotar o CRAC
nos últimos tempos. Vamos agora para nova pausa por causa das selecções e
depois haverá Taça de Portugal, pelo que o campeonato só voltará no final do mês.
Defrontaremos o Belenenses no Jamor e há que continuar esta senda vitoriosa.
P.S. – Havia, e bem, uma regra que determinava que os
grandes fizessem entre si um jogo em casa e outro fora em cada volta do
campeonato. Porque raio de carga de água a mudaram? É isto “defender o futebol”?
Será que alguém acha bem que à 7ª jornada já tenhamos recebido a lagartada e o CRAC? E que pode dar-se o
caso de, dependendo do sorteio da próxima época, durante o ano de 2019 não termos
jogos grandes na Luz? Que estupidez!
quarta-feira, outubro 03, 2018
Milagre
Vencemos em Atenas o AEK por 3-2 na 2ª jornada da fase de grupos da
Liga dos Campeões. Foi uma vitória muito mais difícil do que a certa altura do
jogo se esperava, muito por culpa própria (já lá vamos…), mas lá conseguimos
finalmente quebrar um terrível ciclo de oito(!) derrotas consecutivas para a Champions.
O Salvio regressou à equipa e o Rafa manteve a titularidade depois do bis em Chaves. Não poderíamos ter tido melhor entrada no jogo: marcámos logo aos 6’ pelo Seferovic na recarga a um bom remate do Gedson de fora da área. Já antes disso, o Conti tinha tido uma cabeçada num canto defendida pelo guarda-redes e, a seguir ao golo, o Fejsa de cabeça proporcionou nova defesa do Barkas e o mesmo Seferovic viu um defesa cortar para canto um desvio seu na pequena-área, que estou convencido que entraria na baliza. Aos 15’, aumentámos a vantagem num centro largo do Pizzi, com o Grimaldo a entrar de cabeça(!) nas costas do defesa. A partir daqui, baixámos inexplicavelmente o ritmo e permitimos que o AEK voltasse a respirar. Valeu-nos por mais de uma vez o Vlachodimos e também má pontaria dos gregos noutro lance. Nós só tivemos mais uma oportunidade pelo Pizzi, mas o remate em arco de fora da área saiu ligeiramente por cima. Em cima do intervalo, o Rúben Dias teve uma paragem cerebral e tentou cortar uma bola com demasiada força, tendo já um amarelo. Um adversário antecipou-se e o nosso central acertou-lhe: segundo amarelo e expulsão. Imperdoável! Íamos jogar toda a 2ª parte com o Conti e Lema, o terceiro e quarto central (que fez a estreia absoluta pelo Benfica) do plantel…
Estava mesmo a ver-se o que iria acontecer depois de reatamento. O Salvio foi o sacrificado para a entrada do Lema e o Pizzi foi desviado para a direita, mas durante os primeiros 20’ nem tocámos na bola. Pior: demos imenso espaço nas costas da defesa, especialmente no lado direito, onde o André Almeida andou literalmente aos papéis e sofremos dois golos iguais por aquele lado, aos 53’ e 64’, ambos pelo Klonaridis. Portanto, um jogo que deveria estar decidido a nosso favor ficou empatado e só não sofremos o terceiro golo cerca de dez minutos depois, porque o Vlachodimos defendeu um remate deste mesmo jogador, que lhe apareceu isolado na frente (bastaria que ele tivesse dado para o lado, para um colega completamente à vontade, para estarmos agora a chorar…). Dois minutos depois, aos 75’, o entretanto entrado Alfa Semedo avançou praticamente sozinho pelo meio-campo grego, provavelmente na primeira vez que o fizemos na 2ª parte, e resolveu rematar de longe: a bola saiu rasteira e muito colocada ao ângulo inferior esquerdo da baliza. Um golão caído literalmente do céu no único(!) remate que fizemos depois do intervalo. Os gregos sentiram imenso este golo e até final lá conseguimos segurar a preciosíssima vantagem, até porque o Ajax empatou surpreendentemente em Munique (1-1) e ficaria com uma vantagem significativa se não tivéssemos conseguido os três pontos.
Em termos individuais, destaque absoluto para o Vlachodimos sem o qual não teríamos ganho. O Alfa Semedo foi o herói improvável, numa partida onde voltei a gostar do Seferovic. O Fejsa fez o que pode, mas não dá para tudo. O Lema que fez a sua estreia voltou a confirmar a impressão com que fiquei dele na pré-época: muito bom de cabeça, rins de pedra e muita dificuldade quando a bola está no relvado. E provavelmente vai ser titular contra o CRAC…
Há neste blog muita literatura nos últimos 14 anos que prova que, para mim, nem tudo está bem quando ganhamos, nem tudo está mal quando perdemos. Há que saber ver para além dos resultados e não estou nada contente com o que vi ontem. Caso não tivesse havido o chouriço do Alfa Semedo, estava indeciso se o título deste post seria “Adeus, Rui Vitória” ou “Poucochinho”. Sendo que o segundo é a razão principal para justificar o primeiro. Porque raio de carga de água é que nós, em jogos deste calibre, deixamos de jogar à bola quando estamos em vantagem?! É que já não é a primeira vez que isto acontece: temos a hipótese de matar de vez o adversário e preferimos “controlar o jogo”…! (Já aconteceu o mesmo frente ao Fenerbahçe na Turquia, onde não procurámos o segundo golo, mas aí acabou por correr bem.) Com a pequena nuance de que nós NÃO sabemos controlar o jogo! A 2ª parte demonstrou-o mais uma vez à saciedade: defendemos PESSIMAMENTE, sendo que o facto de estarmos com dez não serve de desculpa. É suposto as equipas fecharem-se mais com dez jogadores e nós estendemos a passadeira aos gregos por mais de uma vez!
Vamos lá a ver o seguinte: se o objectivo do futebol é meter a bola na baliza, porque é que nós deixámos de tentar fazer isso aos 15’, com 75’ para jogar…?! Começámos a jogar para o lado, a baixar o ritmo, quando os gregos estavam completamente encostados às cordas e mesmo à mercê de uma estocada final. Mas não, pusemo-nos a jeito de uma contrariedade, fosse sofrer um golo que abriria de novo o jogo ou uma expulsão como veio a acontecer. E isso, meu caro Rui Vitória, é “poucochinho”. Não é à Benfica. O AEK não é o Bayern de Munique! Se podemos dar três ou quatro, é para dar três ou quatro! Por uma simples razão: estaremos muito mais perto da vitória com três ou quatro do que só com dois! E a salvo de qualquer eventualidade. Espero que esteja consciente que o que aconteceu ontem foi um verdadeiro milagre: um remate na 2ª parte, Alfa Semedo, um golo. Escreva isto 100 vezes para tomar consciência do que aconteceu. E perceba que é muito improvável que volte a acontecer.
O Salvio regressou à equipa e o Rafa manteve a titularidade depois do bis em Chaves. Não poderíamos ter tido melhor entrada no jogo: marcámos logo aos 6’ pelo Seferovic na recarga a um bom remate do Gedson de fora da área. Já antes disso, o Conti tinha tido uma cabeçada num canto defendida pelo guarda-redes e, a seguir ao golo, o Fejsa de cabeça proporcionou nova defesa do Barkas e o mesmo Seferovic viu um defesa cortar para canto um desvio seu na pequena-área, que estou convencido que entraria na baliza. Aos 15’, aumentámos a vantagem num centro largo do Pizzi, com o Grimaldo a entrar de cabeça(!) nas costas do defesa. A partir daqui, baixámos inexplicavelmente o ritmo e permitimos que o AEK voltasse a respirar. Valeu-nos por mais de uma vez o Vlachodimos e também má pontaria dos gregos noutro lance. Nós só tivemos mais uma oportunidade pelo Pizzi, mas o remate em arco de fora da área saiu ligeiramente por cima. Em cima do intervalo, o Rúben Dias teve uma paragem cerebral e tentou cortar uma bola com demasiada força, tendo já um amarelo. Um adversário antecipou-se e o nosso central acertou-lhe: segundo amarelo e expulsão. Imperdoável! Íamos jogar toda a 2ª parte com o Conti e Lema, o terceiro e quarto central (que fez a estreia absoluta pelo Benfica) do plantel…
Estava mesmo a ver-se o que iria acontecer depois de reatamento. O Salvio foi o sacrificado para a entrada do Lema e o Pizzi foi desviado para a direita, mas durante os primeiros 20’ nem tocámos na bola. Pior: demos imenso espaço nas costas da defesa, especialmente no lado direito, onde o André Almeida andou literalmente aos papéis e sofremos dois golos iguais por aquele lado, aos 53’ e 64’, ambos pelo Klonaridis. Portanto, um jogo que deveria estar decidido a nosso favor ficou empatado e só não sofremos o terceiro golo cerca de dez minutos depois, porque o Vlachodimos defendeu um remate deste mesmo jogador, que lhe apareceu isolado na frente (bastaria que ele tivesse dado para o lado, para um colega completamente à vontade, para estarmos agora a chorar…). Dois minutos depois, aos 75’, o entretanto entrado Alfa Semedo avançou praticamente sozinho pelo meio-campo grego, provavelmente na primeira vez que o fizemos na 2ª parte, e resolveu rematar de longe: a bola saiu rasteira e muito colocada ao ângulo inferior esquerdo da baliza. Um golão caído literalmente do céu no único(!) remate que fizemos depois do intervalo. Os gregos sentiram imenso este golo e até final lá conseguimos segurar a preciosíssima vantagem, até porque o Ajax empatou surpreendentemente em Munique (1-1) e ficaria com uma vantagem significativa se não tivéssemos conseguido os três pontos.
Em termos individuais, destaque absoluto para o Vlachodimos sem o qual não teríamos ganho. O Alfa Semedo foi o herói improvável, numa partida onde voltei a gostar do Seferovic. O Fejsa fez o que pode, mas não dá para tudo. O Lema que fez a sua estreia voltou a confirmar a impressão com que fiquei dele na pré-época: muito bom de cabeça, rins de pedra e muita dificuldade quando a bola está no relvado. E provavelmente vai ser titular contra o CRAC…
Há neste blog muita literatura nos últimos 14 anos que prova que, para mim, nem tudo está bem quando ganhamos, nem tudo está mal quando perdemos. Há que saber ver para além dos resultados e não estou nada contente com o que vi ontem. Caso não tivesse havido o chouriço do Alfa Semedo, estava indeciso se o título deste post seria “Adeus, Rui Vitória” ou “Poucochinho”. Sendo que o segundo é a razão principal para justificar o primeiro. Porque raio de carga de água é que nós, em jogos deste calibre, deixamos de jogar à bola quando estamos em vantagem?! É que já não é a primeira vez que isto acontece: temos a hipótese de matar de vez o adversário e preferimos “controlar o jogo”…! (Já aconteceu o mesmo frente ao Fenerbahçe na Turquia, onde não procurámos o segundo golo, mas aí acabou por correr bem.) Com a pequena nuance de que nós NÃO sabemos controlar o jogo! A 2ª parte demonstrou-o mais uma vez à saciedade: defendemos PESSIMAMENTE, sendo que o facto de estarmos com dez não serve de desculpa. É suposto as equipas fecharem-se mais com dez jogadores e nós estendemos a passadeira aos gregos por mais de uma vez!
Vamos lá a ver o seguinte: se o objectivo do futebol é meter a bola na baliza, porque é que nós deixámos de tentar fazer isso aos 15’, com 75’ para jogar…?! Começámos a jogar para o lado, a baixar o ritmo, quando os gregos estavam completamente encostados às cordas e mesmo à mercê de uma estocada final. Mas não, pusemo-nos a jeito de uma contrariedade, fosse sofrer um golo que abriria de novo o jogo ou uma expulsão como veio a acontecer. E isso, meu caro Rui Vitória, é “poucochinho”. Não é à Benfica. O AEK não é o Bayern de Munique! Se podemos dar três ou quatro, é para dar três ou quatro! Por uma simples razão: estaremos muito mais perto da vitória com três ou quatro do que só com dois! E a salvo de qualquer eventualidade. Espero que esteja consciente que o que aconteceu ontem foi um verdadeiro milagre: um remate na 2ª parte, Alfa Semedo, um golo. Escreva isto 100 vezes para tomar consciência do que aconteceu. E perceba que é muito improvável que volte a acontecer.
sexta-feira, setembro 28, 2018
Roubo de Capela
Empatámos em
Chaves (2-2) e é quase certo que, não só vamos perder a liderança do campeonato,
como vamos receber o CRAC para a semana um ponto atrás deles na classificação
(jogam em casa com o Tondela). Num jogo que esteve quase para não se realizar,
por causa do dilúvio que o obrigou a atrasar uma hora, o Sr. João Capela foi absolutamente
decisivo para o resultado final.
Com os
extremos do jogo anterior (Salvio e João Félix) lesionados, entraram, como seria
de esperar, o Rafa e o Cervi, tendo o Grimaldo felizmente recuperado da lesão
frente ao Aves. As coisas não poderiam ter começado melhor para nós, quando numa
recuperação de bola o Seferovic fez uma abertura brilhante para o Cervi na
esquerda, este correu e centrou para o Rafa entrar de rompante, e fazer o 1-0
logo aos 3’. Contra todas as expectativas, o que se viu a seguir fez parecer
que o golo fez melhor ao Chaves do que a nós, já que fomos empurrados para a
nossa área durante grande do primeiro tempo. Nessa altura, valeu-nos o
Vlachodimos com duas intervenções brilhantes, que permitiram que fôssemos para
o intervalo em vantagem. Quanto a nós, tivemos somente mais uma grande oportunidade
num remate do Gabriel, ligeiramente desviado pelo guarda-redes Ricardo para o
poste, na sequência de um livre para a área. A pior notícia não só da 1ª parte,
como do jogo todo, foi a lesão do Jardel num sprint, que o obrigou a ser substituído pelo Conti. Vamos lá a ver
quanto tempo vai ficar de fora…
A 2ª parte
foi completamente diferente, porque estivemos muito melhor do que o Chaves, que
raramente se conseguiu aproximar com perigo da nossa baliza. Infelizmente foi
neste período que sofremos os golos. Culpa também nossa que não soubemos matar o jogo quando tivemos oportunidades
para isso: remate cruzado do Cervi ao lado e, principalmente, dois lances do
Seferovic, só com o guarda-redes pela frente, sem conseguir concretizar. Foi
pena até porque o suíço foi dos melhores em campo com participação directa nos
nossos dois golos. O Gabriel, que também já tinha um amarelo, saiu tocado,
entrando o Gedson, e quando nada o fazia prever o Chaves empatou. Não me parece
que tenha existido falta do Cervi, mas o livre era muito longe da área.
Incompreensivelmente, até porque o Ghazaryan mostrava que ia rematar à baliza,
colocámos somente dois(!) jogadores na barreira. Naturalmente que a bola passou
ao lado dele e por entre o Pizzi e o Fejsa, que também não a tentaram cortar. O
Vlachodimos acabou por ser surpreendido e atirou-se mais tarde do que devia,
não conseguindo evitar o empate aos 75’. O Rui Vitória fez logo entrar o Jonas
para o lugar do desta vez inoperante Pizzi, mas foi o Rafa a conseguir
colocar-nos novamente na frente aos 85’: passe no círculo central do Rúben
Dias, o Seferovic abriu as pernas e com esse movimento isolou o Rafa, que
fuzilou o guarda-redes à sua saída. (Até qu’enfim que o Rafa já marca golos
isolado!) Respirávamos de alívio, mas o jogo ainda não tinha terminado… O Sr.
João Capela, que tinha deixado passar duas faltas claras sobre o Cervi na
esquerda, entrou em campo e expulsou
com vermelho directo o Conti por uma entrada aos 88’. O nosso central tentou
cortar a bola, mas como tinha chovido imenso acabou por escorregar e derrubou o
adversário SÓ com uma perna! E isso faz toda a diferença! Não foi uma entrada a
pés juntos e foi derivada do estado do relvado. Era obviamente amarelo (a
expressão do comentador na TV foi “entrada desastrada”) mas o Sr. João Capela (aquele
que fez isto no ano passado, lembram-se?) resolveu equilibrar o jogo, expulsando
o Conti. Recordo que já tínhamos perdido um central e, portanto, acabámos a
partida com o Fejsa na defesa e o Gedson e Jonas(!) no meio-campo. Nos 5’ de
descontos, conseguimos manter a bola longe da nossa baliza durante grande parte
do tempo, mas aos 94’, numa jogada que envolveu boa parte da equipa, o Ghazaryan
também bisou com um remate cruzado do lado direto e empatou definitivamente o
jogo. O Sr. João Capela conseguiu os seus desideratos e matou dois coelhos numa cajadada: não só não ganhámos, como vamos
ter que jogar contra o CRAC com o quarto central do plantel, que ainda não se
estreou na equipa! Muitos parabéns para ele!
Em termos
individuais, óbvio destaque para o Rafa pelos dois golos e porque está muito
mais interventivo no jogo da equipa. Também gostei da envolvência do Seferovic
com o nosso jogo atacante, mas ficou a dever-nos dois golos. O Conti ainda me
tem que provar que não é um novo Lisandro, mas não deveria ter ido para a rua.
O Vlachodimos foi brilhante na 1ª parte, mas provavelmente poderia ter feito
mais nos golos, especialmente no primeiro. Todos nos outros estiveram num nível
mediano, com o André Almeida a fazer uma 1ª parte horrível, mas a subir na 2ª.
Iremos agora
a Atenas sem o Jardel e receberemos o CRAC no próximo domingo, possivelmente com
o Lema a estrear-se na equipa. Em jogos equilibrados, pode haver sempre uma
Capela a fazer pender o jogo para determinado lado. Cabe-nos a nós sermos mais
eficazes nas oportunidades que criamos para não deixarmos que isso nos roube
pontos. Mas lá que fomos terrivelmente prejudicados nesta partida, isso é
indiscutível.
quinta-feira, setembro 27, 2018
Muito obrigado, Luisão!
Foto tirada da página de Facebook do Sport Lisboa e Benfica
Palmarés: 6 Campeonatos Nacionais (22º); 3 Taças Portugal (35º); 7 Taças da Liga (1º); 4 Supertaças (1º);
Todos os jogos - 15 épocas; 599J (9º); 49G (67º);
Competições oficiais - 538J (3º); 47G (47º);
Campeonato Nacional - 337J (6º); 26G (53º);
Taça de Portugal - 44J; 8G;
Taça da Liga - 24J; 2G;
Supertaça - 6J;
UEFA - 127J; 11G
[Dados do meu amigo João Tomaz]
Não é preciso acrescentar mais nada. Um enorme obrigado por tudo, grande capitão! Foste, és e serás sempre o maior!
segunda-feira, setembro 24, 2018
Convincente
Vencemos ontem o Aves por 2-0 e continuamos na frente do
campeonato. Depois da derrota europeia a meio da semana, demos uma excelente
resposta e fizemos uma exibição agradável, embora o resultado devesse ter sido
mais avolumado.
O Rui Vitória surpreendeu e deu a titularidade ao Gabriel e João Félix, em vez do Gedson e Cervi. É bom que façamos alguma gestão do plantel para que todos tenham a rodagem necessária e ambos os que entraram foram dos melhores em campo. Tivemos um início muito forte e o João Félix marcou logo aos 4’, mas infelizmente estava fora-de-jogo. Por volta dos 15’, houve um toque nas costas do mesmo João Félix na área, mas o Sr. Rui Gomes Costa nem sequer foi consultar o VAR. O Salvio por duas vezes e o Pizzi também poderiam ter inaugurado o marcador, mas isso acabou por acontecer pelo inevitável João Félix aos 34’: grande abertura do Pizzi e o miúdo isolado perante o guarda-redes não falhou pela segunda vez, mas desta contou. Até ao intervalo, o Salvio noutra grande jogada atirou ao poste de pé esquerdo e o Vlachodimos teve de se aplicar num remate cruzado, naquela que foi a única ocasião do Aves.
O Rui Vitória surpreendeu e deu a titularidade ao Gabriel e João Félix, em vez do Gedson e Cervi. É bom que façamos alguma gestão do plantel para que todos tenham a rodagem necessária e ambos os que entraram foram dos melhores em campo. Tivemos um início muito forte e o João Félix marcou logo aos 4’, mas infelizmente estava fora-de-jogo. Por volta dos 15’, houve um toque nas costas do mesmo João Félix na área, mas o Sr. Rui Gomes Costa nem sequer foi consultar o VAR. O Salvio por duas vezes e o Pizzi também poderiam ter inaugurado o marcador, mas isso acabou por acontecer pelo inevitável João Félix aos 34’: grande abertura do Pizzi e o miúdo isolado perante o guarda-redes não falhou pela segunda vez, mas desta contou. Até ao intervalo, o Salvio noutra grande jogada atirou ao poste de pé esquerdo e o Vlachodimos teve de se aplicar num remate cruzado, naquela que foi a única ocasião do Aves.
Deveríamos ter ido para o intervalo com o jogo decidido, mas
isso não aconteceu e, na 2ª parte, o Aves apareceu com outra disposição e teve
logo uma oportunidade de início com um livre frontal muito bem defendido pelo
Vlachodimos. Aos 50’, o João Félix colocou mal o pé esquerdo no relvado e teve
de ser substituído. Foi pena, porque estava a ser o melhor em campo. Entrou o
Cervi que acabou também por ser decisivo para o resultado final. No entanto,
apanhámos um enorme susto antes com um mau passe do Jardel a permitir ao Baldé
ter uma grande oportunidade, mas atirou ao lado com o Vlachodimos a fazer bem a
mancha. Aos 62’, aumentámos a
vantagem pelo Cervi, com um remate rasteiro de pé direito que ainda foi
desviado por um defesa, depois de uma assistência do André Almeida na direita.
Até final, ainda poderíamos ter aumentado mais o marcador, com oportunidades do
Seferovic, num bom remate à meia-volta, e do Jardel a atirar de cabeça à barra
num canto. O Aves poderia ter reduzido pelo entretanto entrado Derley, mas a
bola picada sobre o Vlachodimos saiu felizmente torta.
Em termos individuais, destaque para o João Félix e não só
pelo golo. Pelo toque de bola, vemos logo que temos ali jogador e esperemos que
a lesão não o impeça de ficar de fora muito tempo. Outra lesão, bem mais
preocupante, porque ao contrário desta as alternativas não existem, foi a do
Grimaldo, que estava igualmente a fazer um bom jogo (com excepção da perda de
bola de que resultou a oportunidade do Derley). Gostei muito do Gabriel, que não
só consegue colocar bem a bola na frente, como recupera muitas delas e tem um
bom remate. E, desde o Talisca, que não temos ninguém para rematar com perigo
de fora da área. O Salvio fez uma boa 1ª parte, mas decaiu um pouco na 2ª.
Outro que esteve em bom plano foi o Jardel, apesar do mau passe para a outra
grande oportunidade do Aves na 2ª parte. Uma palavra para o regresso do Jonas,
muito merecidamente aplaudido quando entrou.
A seguir aos jogos europeus, há sempre interrogações sobre a
forma como as equipas se apresentam, mas a nossa exibição foi convincente. A
minha grande preocupação no momento é a lesão do Grimaldo, porque é os
jogadores mais insubstituíveis do plantel. Ainda por cima, já na próxima 5ª feira
jogamos em Chaves, onde na época passada só ganhámos na compensação. E, na
partida anterior a recebermos o CRAC, não podemos vacilar.
quinta-feira, setembro 20, 2018
Renato Sanches
Perdemos na Luz com o Bayern Munique por 0-2 na 1ª jornada
da fase de grupos da Liga dos Campeões. A diferença entre as duas equipas é tão
grande que nem vale a pena ficar muito chateado. São mesmo ‘de outro campeonato’
e a nossa luta tem que ser outra.
Com o mesmo onze que defrontou o Nacional no dia 2 de
Setembro, a nossa resistência durou 10’: uma arrancada do Renato Sanches,
seguida de uma combinação entre o Ribéry e o Alaba na esquerda, centro deste
para o Lewandovski, que tirou o Grimaldo do caminho e bateu o Vlachodimos. Por
esta altura, já os bávaros controlavam perfeitamente o jogo, com trocas de bola
imaculadas e um futebol geométrico de encher o olho. Só a partir dos 30’ conseguimos
reagir e tivemos uma boa oportunidade pelo Salvio, mas o Neuer demonstrou
porque é o... Neuer. No entanto, antes disso, já o Vlachodimos tinha tirado o
golo ao Robben que lhe apareceu pela frente.
Na 2ª parte, as coisas ficaram decididas muito cedo: outra
arrancada do Renato Sanches desde a sua grande área, depois de o Robben lhe ter
dado de calcanhar num situação em que os estávamos a pressionar na defesa (‘é
muito jogo’!), conseguiu aguentar a carga do Pizzi, abriu na direita, mudança
de flanco para a esquerda, combinação e centro do James para o mesmo Renato
Sanches marcar o primeiro golo de sempre com a camisola do Bayern. Não é por
ser contra nós que vou deixar de achar que é um golão. A partir daqui, ambas as
equipas perceberam que o jogo estava resolvido, mas mesmo assim ainda tivemos
oportunidades em lances de bola parada pelos centrais (Rúben Dias e Jardel),
mas o Neuer voltou a mostrar porque é um dos melhores guarda-redes do mundo
(especialmente no primeiro caso). As substituições que o Rui Vitória fez não
alteraram o resultado, embora o Rafa e o Gabriel tenham estado bem.
Em termos individuais não é fácil destacar ninguém, mas isto
não significa que estivéssemos mal. Até fizemos um bom jogo tendo em conta que
defrontámos uma equipa demasiado poderosa. O Gedson terá sido o melhor na 1ª
parte, mas decaiu depois do intervalo (como é habitual). O Vlachodimos impediu
que o resultado tivesse sido mais avolumado e só tem que melhorar a saída dos
postes nos cantos (“melhorar” é uma forma de dizer: tem MESMO que sair algumas
vezes). O Pizzi e o Salvio estiveram bem abaixo do que têm vindo a fazer e o
André Almeida mostrou as suas limitações: chega e sobra para o campeonato
português, mas isto ‘é outra loiça’. O Seferovic esforçou-se e esteve longe de
ser dos piores, e o Gabriel mostrou que pode ser uma boa alternativa (tem
sentido posicional, capacidade de luta e não tem medo de rematar de longe –
algo de que estamos muito necessitados...!).
Para finalizar, eis a razão para o título do post. Já li por
aí muito benfiquista indignado com as palmas ao Renato Sanches pelo segundo
golo do Bayern. Digo desde já que eu me levantei e aplaudi efusivamente. MAS NÃO
aplaudi o golo. Obviamente. Aplaudi a REACÇÃO do Renato ao golo. E isso, meus
caros, faz TODA a diferença. Vamos lá a ver se nos entendemos: tivemos o privilégio,
tal como neste jogo, de assistir ao vivo a uma grande equipa de futebol a jogar
na Luz perante os nossos olhos. Que derrotou a nossa, porque é melhor. Ponto. A
questão aqui é perceber o contexto e saber lidar com isso: não estamos na Champions para a ganhar. Isso é uma
utopia. Estamos para ir o mais longe possível e honrar a camisola. E fizemos
isso ontem. Há três anos, vendemos o primeiro jogador português para o Bayern.
PRIMEIRO. Que fez um jogão contra nós. Eu senti orgulho disso. Não é ficar
contente com o golo sofrido, como é lógico. É ver alguém que merece muito, pela
campanha miserável que lhe fizeram enquanto esteve no Benfica, a ter finalmente
algum sucesso num dos maiores clubes do mundo (o que, além do mais, nos poderá
trazer grandes benefícios financeiros no futuro). E não aquele golo, MAS A
REACÇÃO ao golo do Renato e a resposta do público vão ficar para sempre na memória
de quem teve o privilégio de assistir ao vivo. Como ficará na do Renato. E na
dos colegas (o Hummels elogiou-nas redes sociais). A reacção do Renato é obviamente
merecedora do meu aplauso. Tal como o Rui Costa a chorar com a camisola da
Fiorentina. Porque uma coisa é o Benfica ganhar e todos gostamos disso. Mas
outra (e para mim mais importante) é o Benfica ser ‘Benfica’. E os adeptos do
Benfica foram ‘Benfica’ com as reacções aos golos do Rui Costa e do Renato
Sanches. O que me enche de orgulho. Foi um dos momentos mais belos em que tive
a honra de participar enquanto adepto de futebol.
segunda-feira, setembro 17, 2018
Salvio
Vencemos o Rio Ave no sábado por 2-1 e, como no outro jogo
houve um empate a zero entre o Paços de Ferreira e o Aves, estamos na frente do
grupo A da Taça da Liga. Isto pode parecer informação pouco relevante, mas como
no ano passado nem uma vitória conseguimos nesta competição...
O Rui Vitória fez alterações (poucas) certamente já a pensar
no jogo frente ao Bayern Munique e, por isso mesmo, jogaram o Svilar, Conti,
Yuri Ribeiro, Alfa Semedo e Rafa. O Rio Ave não se limitou a defender e o jogo
foi bem disputado, com a posse de bola muito repartida. Infelizmente tivemos em
campo uma das piores arbitragens que me lembro desde há muito tempo: o sr. Rui
Oliveira é de uma incompetência (vamos ser simpáticos que a época ainda agora
começou...) atroz! Conseguiu enervar o público presente, dado que só havia
faltas contra nós. Pior: lances que nem faltas eram proporcionaram amarelos ao Alfa Semedo e Salvio! Aos 21’ inaugurámos
o marcador num penalty marcado pelo Salvio a castigar um derrube ao Seferovic.
No estádio, não consegui ver e mesmo na televisão não dá para ter a certeza se
houve toque ou não, mas, pela tendência do sr. Rui Oliveira no resto do jogo,
de certeza que foi falta! Até ao intervalo, o Rio Ave poderia ter empatado, mas
o Jardel fez um corte providencial e o Gedson rematou ao lado numa óptima
jogada do Salvio na direita.
A 2ª parte não poderia ter começado melhor com o 2-0 a
surgir logo aos 50’ através do Rafa, num remate com a parte exterior do pé
direito, depois de uma arrancada bestial do Salvio e uma assistência perfeita. Pouco
depois, boa jogada do Rafa na esquerda e assistência para o Seferovic atirar
por cima. Logo a seguir (60’), o Rio Ave reduziu para 2-1 pelo Carlos Vinícius,
depois de centro da esquerda, com o avançado a rematar à vontade na área. Até
final, poderíamos ter aumentado, mas o Pizzi atirou por cima depois de nova
jogada do Salvio na direita e o mesmo Salvio desmarcou muito bem o Gedson, também
na direita, que centrou rasteiro, mas quando o Seferovic se preparava para
encostar um defesa cortou a bola. Em cima dos 90’, apanhámos um grande susto,
com um centro da direita e um mau cabeceamento do Bruno Moreira por cima,
quando só tinha o Svilar pela frente. Teria sido inglório não termos ganho este
jogo.
Em termos individuais, destaque óbvio para o Salvio: um
golo, uma assistência e quase todas as jogadas de perigo passaram por ele. Está
numa forma fantástica, talvez só equiparada às primeiras épocas na Luz, antes
das malfadadas roturas de ligamentos. Quando os jogadores estão com confiança,
tudo lhes sai bem e o Pizzi e o Seferovic são bons exemplos disso. Não foi o
melhor jogo de ambos esta época, mas a boa forma está lá. Tal como o Rafa,
cujos golos nos dois últimos jogos, lhe levantaram bastante o moral. Quantos às
estreias esta época, não fiquei (outra vez) nada entusiasmado: o Svilar continua
muito bem sem perceber quando deve ou não sair da baliza e, no cruzamento no
final, andou aos papéis (é melhor mesmo que seja emprestado, porque no momento
não é opção); o Conti será, na melhor das hipóteses, um Lisandro mais novo; o
Yuri Ribeiro fez uma 1ª parte horrível (em que até dominar a bola era um
problema irresolúvel), mas melhorou ligeiramente na 2ª (pode ser que seja como
o André Almeida cuja estreia na equipa do Benfica também foi de fugir...). Referência
igualmente para a estreia do Gabriel no meio-campo, na parte final do jogo, que
mostrou que gosta de ter a bola.
Esta é a competição menos
importante de todas, mas é oficial e temos um grande histórico a defender,
portanto é bom que a levemos a sério. Até porque há dois anos que não a
ganhamos...
quinta-feira, setembro 13, 2018
Portugal - 1 - Itália - 0

Com o Pizzi e três ex-Seixal no onze (Rúben Dias, Cancelo e Bernardo Silva), mais dois no banco (Gedson e Renato Sanches), Portugal dominou praticamente o jogo todo e os italianos não tiveram uma evidente oportunidade de golo. Quanto a nós, entre outras oportunidades, um defesa tirou o golo ao Bernardo em cima da linha ainda na 1ª parte e, no início da 2ª, uma boa arrancada do Bruma (possivelmente o melhor em campo), culminou num bom remate de pé esquerdo do André Silva fazendo o golo aos 48’.
Como no jogo anterior, Itália e Polónia empataram (1-1), estamos isolados na frente do grupo. O próximo jogo é na Polónia em 11 de Outubro. Só o 1º classificado nesta poule a três passará para a final four da Liga das Nações, que se disputará em Junho do próximo ano.
segunda-feira, setembro 03, 2018
Convincente
Goleámos na
Choupana o Nacional por 4-0 e, por causa da diferença de golos, estamos agora
na frente do campeonato, em igualdade pontual com a lagartada (1-0 no WC ao Feirense, com o golo aos 88’!) e o Braga,
com o CRAC (3-0 em Mordor frente ao Moreirense) um ponto atrás. Depois da
gloriosa jornada europeia, a equipa voltou a responder muito bem em termos
físicos e conseguiu uma vitória sem mácula.
O Rui Vitória apostou mesmo onze de Salónica, o que quer dizer que o Seferovic voltou a ser titular. E foi só o melhor em campo. Entrámos muito pressionantes como é hábito, embora verdade seja dita o Nacional tentou responder contra-atacando sempre que podia, especialmente na 1ª parte. O Sr. Fábio Veríssimo não teve dúvidas em dois lances, nem reviu as imagens, que me parecem penalty por derrubes ao Seferovic e Cervi (este, então, é claríssimo). Em termos de oportunidades para nós, o Salvio, numa boa iniciativa pela direita, remata rasteiro ao lado e o Seferovic não consegue chegar a um cruzamento do Grimaldo na esquerda. Até que aos 28’ inaugurámos finalmente o marcador, numa óptima desmarcação do Salvio para o Seferovic isolado não falhar perante o guarda-redes Daniel Guimarães. Logo a seguir, tivemos uma enorme contrariedade com a saída por lesão do Fejsa e a entrada do Alfa Semedo. O Salvio voltou a ter uma boa chance, mas também chegou atrasado a um centro do Seferovic, no entanto em cima do intervalo os mesmos protagonistas cozinharam o 0-2, com o suíço a centrar muito bem na esquerda para o argentino só ter que encostar de cabeça.
Na 2ª parte, como seria de prever pelo resultado e pelo jogo na 4ª feira, baixámos o ritmo e começámos a controlar mais o jogo. Poderíamos ter feito o terceiro golo logo no reinício, mas um bom remate do Seferovic foi defendido pelo guarda-redes. Só por duas vezes o Nacional colocou o Vlachodimos à prova, mas este mostrou que temos guarda-redes, ao fazer duas belas defesas. Quanto a nós, fomos fazendo as substituições da praxe de troca de extremos, entraram o Rafa e o João Félix (este já muito perto do fim), saíram o Cervi e Salvio. Aos 76’, acabámos de vez com as (poucas) dúvidas ao fazer o 0-3, numa bela abertura do Pizzi, para uma boa concretização do Grimaldo, com a bola a passar novamente debaixo da perna do guarda-redes (tal como no golo do Seferovic). Já na compensação, o Pizzi teve uma outra fantástica assistência que isolou o Rafa que, desta feita, conseguiu marcar só com o guarda-redes pela frente: excelente a picar a bola por cima dele. Aleluia!
Em termos individuais, o Seferovic foi o melhor para mim, com um golo e uma assistência e muito trabalho dado aos centrais contrários. Mostra confiança, capacidade de trabalho, mantém a posse de bola, enfim, o lugar é dele no momento. O Salvio também teve um golo e uma assistência e foi outro dos melhores em campo: esteve completamente endiabrado na direita. Quem fez igualmente um jogão foi o Gedson, especialmente na 2ª parte quando foi necessário levar a bola para a frente para a equipa subir no terreno. O Vlachodimos foi também importante para garantir o nulo nas nossas redes. O Grimaldo voltou a ser dos melhores transportadores de jogo para a frente, mas convinha que não desatasse a fintar logo à saída da nossa área (sim, eu sei que já estava 0-3, mas mesmo assim…). Foi só pena a lesão do Fejsa, mas agora com a paragem do campeonato pode ser que tenha tempo pata recuperar.
Passámos o difícil mês de Agosto com louvor de distinção. Conseguimos o principal objectivo que era a ida à Champions e estamos na frente do campeonato. Para além disso, estamos a praticar bom futebol, algo que na temporada passada só muito esporadicamente conseguimos. Para ser tudo absolutamente perfeito, só faltou ganhar à lagartada na Luz.
P.S. – Na passada 5ª feira, houve o sorteio da Champions. Ficámos no grupo do Bayern Munique, Ajax e AEK Atenas. Temos MAIS QUE obrigação de ir pelo menos à Liga Europa, mas espero que possamos igualmente ficar à frente do Ajax. A 1ª volta vai ser complicada, com a recepção aos bávaros e depois dois jogos fora consecutivos. A nossa possível qualificação vai depender muito de como correrem estes três jogos.
O Rui Vitória apostou mesmo onze de Salónica, o que quer dizer que o Seferovic voltou a ser titular. E foi só o melhor em campo. Entrámos muito pressionantes como é hábito, embora verdade seja dita o Nacional tentou responder contra-atacando sempre que podia, especialmente na 1ª parte. O Sr. Fábio Veríssimo não teve dúvidas em dois lances, nem reviu as imagens, que me parecem penalty por derrubes ao Seferovic e Cervi (este, então, é claríssimo). Em termos de oportunidades para nós, o Salvio, numa boa iniciativa pela direita, remata rasteiro ao lado e o Seferovic não consegue chegar a um cruzamento do Grimaldo na esquerda. Até que aos 28’ inaugurámos finalmente o marcador, numa óptima desmarcação do Salvio para o Seferovic isolado não falhar perante o guarda-redes Daniel Guimarães. Logo a seguir, tivemos uma enorme contrariedade com a saída por lesão do Fejsa e a entrada do Alfa Semedo. O Salvio voltou a ter uma boa chance, mas também chegou atrasado a um centro do Seferovic, no entanto em cima do intervalo os mesmos protagonistas cozinharam o 0-2, com o suíço a centrar muito bem na esquerda para o argentino só ter que encostar de cabeça.
Na 2ª parte, como seria de prever pelo resultado e pelo jogo na 4ª feira, baixámos o ritmo e começámos a controlar mais o jogo. Poderíamos ter feito o terceiro golo logo no reinício, mas um bom remate do Seferovic foi defendido pelo guarda-redes. Só por duas vezes o Nacional colocou o Vlachodimos à prova, mas este mostrou que temos guarda-redes, ao fazer duas belas defesas. Quanto a nós, fomos fazendo as substituições da praxe de troca de extremos, entraram o Rafa e o João Félix (este já muito perto do fim), saíram o Cervi e Salvio. Aos 76’, acabámos de vez com as (poucas) dúvidas ao fazer o 0-3, numa bela abertura do Pizzi, para uma boa concretização do Grimaldo, com a bola a passar novamente debaixo da perna do guarda-redes (tal como no golo do Seferovic). Já na compensação, o Pizzi teve uma outra fantástica assistência que isolou o Rafa que, desta feita, conseguiu marcar só com o guarda-redes pela frente: excelente a picar a bola por cima dele. Aleluia!
Em termos individuais, o Seferovic foi o melhor para mim, com um golo e uma assistência e muito trabalho dado aos centrais contrários. Mostra confiança, capacidade de trabalho, mantém a posse de bola, enfim, o lugar é dele no momento. O Salvio também teve um golo e uma assistência e foi outro dos melhores em campo: esteve completamente endiabrado na direita. Quem fez igualmente um jogão foi o Gedson, especialmente na 2ª parte quando foi necessário levar a bola para a frente para a equipa subir no terreno. O Vlachodimos foi também importante para garantir o nulo nas nossas redes. O Grimaldo voltou a ser dos melhores transportadores de jogo para a frente, mas convinha que não desatasse a fintar logo à saída da nossa área (sim, eu sei que já estava 0-3, mas mesmo assim…). Foi só pena a lesão do Fejsa, mas agora com a paragem do campeonato pode ser que tenha tempo pata recuperar.
Passámos o difícil mês de Agosto com louvor de distinção. Conseguimos o principal objectivo que era a ida à Champions e estamos na frente do campeonato. Para além disso, estamos a praticar bom futebol, algo que na temporada passada só muito esporadicamente conseguimos. Para ser tudo absolutamente perfeito, só faltou ganhar à lagartada na Luz.
P.S. – Na passada 5ª feira, houve o sorteio da Champions. Ficámos no grupo do Bayern Munique, Ajax e AEK Atenas. Temos MAIS QUE obrigação de ir pelo menos à Liga Europa, mas espero que possamos igualmente ficar à frente do Ajax. A 1ª volta vai ser complicada, com a recepção aos bávaros e depois dois jogos fora consecutivos. A nossa possível qualificação vai depender muito de como correrem estes três jogos.
quinta-feira, agosto 30, 2018
Eficácia
Goleámos o PAOK em Salónica (4-1) e apurámo-nos para a fase
de grupos da Liga dos Campeões. Era o primeiro grande objectivo da época e foi
conseguido com bastante brilhantismo. Como os prémios da Champions aumentaram significativamente, só esta qualificação
valeu-nos 43M€. Mas, como já disse várias vezes, ninguém vai para o Marquês festejar
relatórios & contas, portanto o que nos interessa em primeiro lugar é a
parte desportiva e, nessa, convenhamos que não será muito difícil fazer melhor
do que no ano passado.
O Rui Vitória fez regressar o Salvio de lesão e surpreendeu
toda a gente ao lançar o Seferovic em vez do Ferreyra. Mas não entrámos nada
bem na partida. Logo no primeiro minuto, um péssimo atraso do Seferovic deu
origem a um contra-ataque perigoso que valeu um amarelo ao André Almeida. O
PAOK mal nos deixava respirar, empurrado por um público muito ruidoso, e marcou
logo aos 13’ pelo avançado sérvio Prijovic. Um livre combinado e nós a sermos
muito anjinhos na maneira como (não) defendemos, de tal modo que de repente
estavam dois para um com o Vlachodimos! Num livre para a nossa área...! Puxando
dos galões de equipa mais experiente nestas andanças, reagimos bem ao golo e
fizemos o empate aos 20’ num excelente cabeceamento do Jardel em resposta a um
canto bem marcado pelo Pizzi. A eliminatória estava igualada e a vantagem do
golo fora dos gregos foi ultrapassada. Gregos, esses, que sentiram o golo e se
desconcentraram por completo. De tal forma, que, seis minutos depois, o
guarda-redes Paschalakis deu uma casa
monumental ao tentar impedir um canto e não segurar a bola, tendo o Cervi rapidíssimo
a roubado e sendo depois claramente derrubado por ele. Desta feita, o Sr. Felix
Brych, que foi o responsável por este roubo de igreja que nos impediu de ter
mais um título europeu em nossa posse, viu o que não quis ver em Turim e
assinalou penalty. Eu teria preferido que tivesse sido o Pizzi a marcar, mas
pelos vistos quando o Salvio está em campo, a responsabilidade é dele. Acabámos
ter sorte, porque a bola foi ao poste e ressaltou para dentro da baliza. A
eliminatória tombava para o nosso lado, mas ainda faltava muito jogo. Foi a vez
de o Vlachodimos entrar em acção num canto, com uma fantástica defesa a um
cabeceamento do Fernando Varela. Logo a seguir, poderíamos ter aumentado a
vantagem com um remate do Seferovic para defesa com o corpo do guarda-redes e,
na sequência do lance, um cabeceamento do suíço levou a bola a rasar o poste.
No entanto, fizemos mesmo o 1-3 antes do intervalo: aos 39’ grande jogada que
começou na nossa área com o Grimaldo a conduzir, a combinar com o Cervi , grande
centro do argentino para trás e o Pizzi à vontade, porque o Seferovic arrastou
os defesas para a pequena-área, a marcar quase um penalty em movimento,
rasteiro para o canto inferior esquerdo da baliza.
Para a 2ª parte, pedia-se que a equipa continuasse concentrada,
porque um golo sofrido precocemente poderia galvanizar os gregos e o público. Ainda
por cima, entrou logo o egípcio Warda, que tantas dores de cabeça nos deu na
Luz, mas mais uma vez o Sr. Felix Brych melhorou a visão em relação a Turim e
viu um agarrão claro ao Jardel na área na sequência de um canto, num daqueles
lance que acontecem sempre e raramente são marcados. O Salvio marcou novamente
o penalty, desta feita com um remate para o meio da baliza, com o guarda-redes
ainda a tocar com o pé na bola, mas a não impedir que ela entrasse. O 1-4 feito
logo aos 49’ era o melhor que nos podia acontecer. No entanto, tivemos um susto
pouco depois com um cabeceamento do Prijovic ao poste num canto e o Vlachodimos
fez mais duas excelentes intervenções já nos últimos 5’. Quanto a nós, começámos
naturalmente a quebrar o ritmo ao jogo, a fazer rodar a bola por todos os
jogadores, entrou o Alfa Semedo para o lugar do regressado Salvio, e
posteriormente o Zivkovic e João Félix perto do final, mas o resultado não mais
se alterou.
Em termos individuais, o melhor para mim foi o Cervi: esteve
directamente ligado a dois golos (o primeiro penalty e a assistência para o
Pizzi) e segundo as estatísticas ganhou 13 de 15 duelos individuais! Deu imensa
ajuda ao Grimaldo, faltou-se de lutar, correr, fintar e defender quando era
preciso, encheu o campo todo. Também o Jardel está lá no topo, com um golo e um
penalty sobre ele, para além de ser muito importante nas bolas aéreas na nossa
defesa. O Salvio foi importante nos penalties, apesar de eu gostar que a bola
entre directamente na baliza sem interferências. Grande jogo igualmente do Vlachodimos,
que fez defesas muito importantes em alturas cruciais. O Seferovic deu muita
luta aos centrais, teve o condão de ganhar algumas bolas na frente e foi uma
aposta ganha. O Pizzi continua a sua veia goleadora e já marcou tantos golos
como na época passada inteira (seis). O Gedson não brilhou tanto como na
Turquia, mas é um indiscutível neste momento. O Fejsa lá fez o seu trabalho
habitual, não tendo o Alfa Semedo entrado tão bem como frente ao Fenerbahçe,
mas o jogo já estava muito desequilibrado para o nosso lado nessa altura.
Veremos o que as bolinhas nos reservam no sorteio de mais logo, mas o mais importante agora é concentramo-nos na ida ao Nacional, porque vem aí a primeira pausa no campeonato e, depois de toda esta sequência de jogos, convém irmos para o descanso na frente do campeonato.
Veremos o que as bolinhas nos reservam no sorteio de mais logo, mas o mais importante agora é concentramo-nos na ida ao Nacional, porque vem aí a primeira pausa no campeonato e, depois de toda esta sequência de jogos, convém irmos para o descanso na frente do campeonato.
VIVA O BENFICA!
domingo, agosto 26, 2018
Derby Félix
Empatámos no sábado com a lagartada
(1-1) na Luz, mas como o V. Guimarães foi ganhar a Mordor (3-2), depois de
estar a perder 0-2 ao intervalo(!), continuamos na frente do campeonato
juntamente com os lagartos, Braga e
Feirense, todos com sete pontos.
Para além das já conhecidas baixas do Jonas e Castillo, também o Salvio falhou o segundo jogo consecutivo. Do outro lado, ao Bas Dost juntou-se o Mathieu como ausência de última hora. Por tudo o que se passou na lagartada desde Abril, com toda aquela indefinição na direcção e equipa, eleições à porta, etc., tínhamos uma óptima oportunidade para voltar a ganhar-lhes na Luz, algo que já não acontece há dois anos e que só tinha acontecido uma vez em quatro épocas. Agora é uma vez em cinco... A 1ª parte foi relativamente equilibrada, mas nós tivemos as melhores oportunidades. O Salin, que tinha dado um frango descomunal na semana passada frente ao V. Setúbal, foi o homem do jogo e salvou a lagartada uma série de vezes com excelentes defesas, nomeadamente a dois cabeceamentos do Rúben Dias e a um remate enrolado do Cervi na etapa inicial. Do outro lado, as intervenções do Vlachodimos não foram tão complicadas. Durante quase todos os primeiros 45’ outro elemento que se destacou foi o Sr. Luís Godinho, cujo critério nas bolas divididas foi muito coerente: eram quase sempre falta dos jogadores do Benfica.
Na 2ª parte, a lagartada praticamente esqueceu-se que havia uma baliza do outro lado do campo, excepção feita a um remate do Bruno Fernandes logo no reinício e ao penalty do Rúben Dias sobre o Montero, que o Nani converteu em golo aos 64’. Daí até final, a nossa baliza foi uma miragem. Quanto a nós, tivemos um bom remate do Cervi ainda antes do golo adversário, mas depois o Rui Vitória começou a mexer na equipa e fê-lo mal. O Rafa estava a passar completamente ao lado do jogo e o nosso treinador resolve tirar o Cervi para colocar o Zivkovic aos 58’. Depois do golo da lagartada, começámos a reagir e um remate do Zivkovic que ressaltou num defesa permitiu ao Salin continuar a brilhar. Estávamos até responder com algum perigo, quando aos 70’ o Rui Vitória mexe novamente na equipa e tira o Ferreyra e o Pizzi para entrarem do Seferovic e o João Félix. O Ferreyra não estava a ter um jogo nada feliz e o Pizzi também não deslumbrava, mas tirar o melhor marcador do campeonato, que é igualmente o nosso principal organizador de jogo, estando a perder não lembra a ninguém. Perdemos um bocado o ímpeto com que estávamos e só um remate frontal do Rafa criou algum perigo, com nova defesa do Salin. A coisas estavam muito mal paradas, quando aos 86’ o Rafa tem uma das poucas acções de relevo no jogo e saca um óptimo centro para uma ainda melhor cabeçada do João Félix restabelecer a igualdade. Até final, um livre do Grimaldo fez novamente o Salin intervir e a lagartada dedicou-se a queimar tempo de uma forma ostensiva, de tal maneira que o Sr. Luís Godinho teve que juntar um bom par de minutos aos 6’ que havia dado. Sr. Luís Godinho que, depois de sofrermos o golo, mudou completamente a forma de apitar e os lances divididos já eram só... divididos sem falta.
Em termos individuais, destaque para o João Félix que marcou um golo importantíssimo logo ao segundo jogo pela equipa principal e frente ao maior rival. Este derby terá sempre o seu nome associado. Num tempo muito curto, estou convencido que terá de ser titular, porque é dos poucos jogadores que é imprevisível nas suas acções, o adversário nunca sabe bem o que ele vai fazer. O Grimaldo foi o outro jogador que se destacou, mas sentiu a falta das combinações com o Cervi, quando este saiu. O Rafa, que tinha entrado muito bem frente aos gregos, foi inoperante durante a maior parte do tempo, mas acabou por fazer a assistência para o golo. É certo que ele tem um pique sem igual no campeonato português, mas depois a bola raramente é passada em condições para um colega: ou é desviada, ou é cortada ou o centro é mal feito. Assim, não vale a pena ter aquelas características únicas. O Gedson e o Pizzi não estiveram tão em destaque como nos jogos anteriores e a equipa ressentiu-se disso. Não tenho dúvidas que o Ferreyra é bom jogador, mas tenho igualmente poucas dúvidas que só poderá render com o Jonas ao lado. Sozinho no ataque, é quase inofensivo. O Rúben Dias teve as melhores oportunidades na 1ª parte, mas fica ligado ao penalty, assim como o Jardel, que fez um passe arriscado para o Rafa, que perdeu a bola em zona perigosa, na jogada de que veio a resultar esse tal penalty.
Empatámos um jogo que tínhamos tudo para ganhar, frente a um adversário fragilizado. As estatísticas no futebol não são para serem lidas de forma absoluta, mas este foi o 15º jogo frente aos rivais do Rui Vitória enquanto treinador do Benfica. Temos duas vitórias. Repito: duas vitórias. Ganhámos 13% dos jogos frente a eles. Há jogadores de jogos grandes e outros que nunca rendem em jogos grandes. Como, pelos vistos, também há treinadores. Dá que pensar. No mínimo.
Para além das já conhecidas baixas do Jonas e Castillo, também o Salvio falhou o segundo jogo consecutivo. Do outro lado, ao Bas Dost juntou-se o Mathieu como ausência de última hora. Por tudo o que se passou na lagartada desde Abril, com toda aquela indefinição na direcção e equipa, eleições à porta, etc., tínhamos uma óptima oportunidade para voltar a ganhar-lhes na Luz, algo que já não acontece há dois anos e que só tinha acontecido uma vez em quatro épocas. Agora é uma vez em cinco... A 1ª parte foi relativamente equilibrada, mas nós tivemos as melhores oportunidades. O Salin, que tinha dado um frango descomunal na semana passada frente ao V. Setúbal, foi o homem do jogo e salvou a lagartada uma série de vezes com excelentes defesas, nomeadamente a dois cabeceamentos do Rúben Dias e a um remate enrolado do Cervi na etapa inicial. Do outro lado, as intervenções do Vlachodimos não foram tão complicadas. Durante quase todos os primeiros 45’ outro elemento que se destacou foi o Sr. Luís Godinho, cujo critério nas bolas divididas foi muito coerente: eram quase sempre falta dos jogadores do Benfica.
Na 2ª parte, a lagartada praticamente esqueceu-se que havia uma baliza do outro lado do campo, excepção feita a um remate do Bruno Fernandes logo no reinício e ao penalty do Rúben Dias sobre o Montero, que o Nani converteu em golo aos 64’. Daí até final, a nossa baliza foi uma miragem. Quanto a nós, tivemos um bom remate do Cervi ainda antes do golo adversário, mas depois o Rui Vitória começou a mexer na equipa e fê-lo mal. O Rafa estava a passar completamente ao lado do jogo e o nosso treinador resolve tirar o Cervi para colocar o Zivkovic aos 58’. Depois do golo da lagartada, começámos a reagir e um remate do Zivkovic que ressaltou num defesa permitiu ao Salin continuar a brilhar. Estávamos até responder com algum perigo, quando aos 70’ o Rui Vitória mexe novamente na equipa e tira o Ferreyra e o Pizzi para entrarem do Seferovic e o João Félix. O Ferreyra não estava a ter um jogo nada feliz e o Pizzi também não deslumbrava, mas tirar o melhor marcador do campeonato, que é igualmente o nosso principal organizador de jogo, estando a perder não lembra a ninguém. Perdemos um bocado o ímpeto com que estávamos e só um remate frontal do Rafa criou algum perigo, com nova defesa do Salin. A coisas estavam muito mal paradas, quando aos 86’ o Rafa tem uma das poucas acções de relevo no jogo e saca um óptimo centro para uma ainda melhor cabeçada do João Félix restabelecer a igualdade. Até final, um livre do Grimaldo fez novamente o Salin intervir e a lagartada dedicou-se a queimar tempo de uma forma ostensiva, de tal maneira que o Sr. Luís Godinho teve que juntar um bom par de minutos aos 6’ que havia dado. Sr. Luís Godinho que, depois de sofrermos o golo, mudou completamente a forma de apitar e os lances divididos já eram só... divididos sem falta.
Em termos individuais, destaque para o João Félix que marcou um golo importantíssimo logo ao segundo jogo pela equipa principal e frente ao maior rival. Este derby terá sempre o seu nome associado. Num tempo muito curto, estou convencido que terá de ser titular, porque é dos poucos jogadores que é imprevisível nas suas acções, o adversário nunca sabe bem o que ele vai fazer. O Grimaldo foi o outro jogador que se destacou, mas sentiu a falta das combinações com o Cervi, quando este saiu. O Rafa, que tinha entrado muito bem frente aos gregos, foi inoperante durante a maior parte do tempo, mas acabou por fazer a assistência para o golo. É certo que ele tem um pique sem igual no campeonato português, mas depois a bola raramente é passada em condições para um colega: ou é desviada, ou é cortada ou o centro é mal feito. Assim, não vale a pena ter aquelas características únicas. O Gedson e o Pizzi não estiveram tão em destaque como nos jogos anteriores e a equipa ressentiu-se disso. Não tenho dúvidas que o Ferreyra é bom jogador, mas tenho igualmente poucas dúvidas que só poderá render com o Jonas ao lado. Sozinho no ataque, é quase inofensivo. O Rúben Dias teve as melhores oportunidades na 1ª parte, mas fica ligado ao penalty, assim como o Jardel, que fez um passe arriscado para o Rafa, que perdeu a bola em zona perigosa, na jogada de que veio a resultar esse tal penalty.
Empatámos um jogo que tínhamos tudo para ganhar, frente a um adversário fragilizado. As estatísticas no futebol não são para serem lidas de forma absoluta, mas este foi o 15º jogo frente aos rivais do Rui Vitória enquanto treinador do Benfica. Temos duas vitórias. Repito: duas vitórias. Ganhámos 13% dos jogos frente a eles. Há jogadores de jogos grandes e outros que nunca rendem em jogos grandes. Como, pelos vistos, também há treinadores. Dá que pensar. No mínimo.
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