quinta-feira, setembro 20, 2018
Renato Sanches
Perdemos na Luz com o Bayern Munique por 0-2 na 1ª jornada
da fase de grupos da Liga dos Campeões. A diferença entre as duas equipas é tão
grande que nem vale a pena ficar muito chateado. São mesmo ‘de outro campeonato’
e a nossa luta tem que ser outra.
Com o mesmo onze que defrontou o Nacional no dia 2 de
Setembro, a nossa resistência durou 10’: uma arrancada do Renato Sanches,
seguida de uma combinação entre o Ribéry e o Alaba na esquerda, centro deste
para o Lewandovski, que tirou o Grimaldo do caminho e bateu o Vlachodimos. Por
esta altura, já os bávaros controlavam perfeitamente o jogo, com trocas de bola
imaculadas e um futebol geométrico de encher o olho. Só a partir dos 30’ conseguimos
reagir e tivemos uma boa oportunidade pelo Salvio, mas o Neuer demonstrou
porque é o... Neuer. No entanto, antes disso, já o Vlachodimos tinha tirado o
golo ao Robben que lhe apareceu pela frente.
Na 2ª parte, as coisas ficaram decididas muito cedo: outra
arrancada do Renato Sanches desde a sua grande área, depois de o Robben lhe ter
dado de calcanhar num situação em que os estávamos a pressionar na defesa (‘é
muito jogo’!), conseguiu aguentar a carga do Pizzi, abriu na direita, mudança
de flanco para a esquerda, combinação e centro do James para o mesmo Renato
Sanches marcar o primeiro golo de sempre com a camisola do Bayern. Não é por
ser contra nós que vou deixar de achar que é um golão. A partir daqui, ambas as
equipas perceberam que o jogo estava resolvido, mas mesmo assim ainda tivemos
oportunidades em lances de bola parada pelos centrais (Rúben Dias e Jardel),
mas o Neuer voltou a mostrar porque é um dos melhores guarda-redes do mundo
(especialmente no primeiro caso). As substituições que o Rui Vitória fez não
alteraram o resultado, embora o Rafa e o Gabriel tenham estado bem.
Em termos individuais não é fácil destacar ninguém, mas isto
não significa que estivéssemos mal. Até fizemos um bom jogo tendo em conta que
defrontámos uma equipa demasiado poderosa. O Gedson terá sido o melhor na 1ª
parte, mas decaiu depois do intervalo (como é habitual). O Vlachodimos impediu
que o resultado tivesse sido mais avolumado e só tem que melhorar a saída dos
postes nos cantos (“melhorar” é uma forma de dizer: tem MESMO que sair algumas
vezes). O Pizzi e o Salvio estiveram bem abaixo do que têm vindo a fazer e o
André Almeida mostrou as suas limitações: chega e sobra para o campeonato
português, mas isto ‘é outra loiça’. O Seferovic esforçou-se e esteve longe de
ser dos piores, e o Gabriel mostrou que pode ser uma boa alternativa (tem
sentido posicional, capacidade de luta e não tem medo de rematar de longe –
algo de que estamos muito necessitados...!).
Para finalizar, eis a razão para o título do post. Já li por
aí muito benfiquista indignado com as palmas ao Renato Sanches pelo segundo
golo do Bayern. Digo desde já que eu me levantei e aplaudi efusivamente. MAS NÃO
aplaudi o golo. Obviamente. Aplaudi a REACÇÃO do Renato ao golo. E isso, meus
caros, faz TODA a diferença. Vamos lá a ver se nos entendemos: tivemos o privilégio,
tal como neste jogo, de assistir ao vivo a uma grande equipa de futebol a jogar
na Luz perante os nossos olhos. Que derrotou a nossa, porque é melhor. Ponto. A
questão aqui é perceber o contexto e saber lidar com isso: não estamos na Champions para a ganhar. Isso é uma
utopia. Estamos para ir o mais longe possível e honrar a camisola. E fizemos
isso ontem. Há três anos, vendemos o primeiro jogador português para o Bayern.
PRIMEIRO. Que fez um jogão contra nós. Eu senti orgulho disso. Não é ficar
contente com o golo sofrido, como é lógico. É ver alguém que merece muito, pela
campanha miserável que lhe fizeram enquanto esteve no Benfica, a ter finalmente
algum sucesso num dos maiores clubes do mundo (o que, além do mais, nos poderá
trazer grandes benefícios financeiros no futuro). E não aquele golo, MAS A
REACÇÃO ao golo do Renato e a resposta do público vão ficar para sempre na memória
de quem teve o privilégio de assistir ao vivo. Como ficará na do Renato. E na
dos colegas (o Hummels elogiou-nas redes sociais). A reacção do Renato é obviamente
merecedora do meu aplauso. Tal como o Rui Costa a chorar com a camisola da
Fiorentina. Porque uma coisa é o Benfica ganhar e todos gostamos disso. Mas
outra (e para mim mais importante) é o Benfica ser ‘Benfica’. E os adeptos do
Benfica foram ‘Benfica’ com as reacções aos golos do Rui Costa e do Renato
Sanches. O que me enche de orgulho. Foi um dos momentos mais belos em que tive
a honra de participar enquanto adepto de futebol.
segunda-feira, setembro 17, 2018
Salvio
Vencemos o Rio Ave no sábado por 2-1 e, como no outro jogo
houve um empate a zero entre o Paços de Ferreira e o Aves, estamos na frente do
grupo A da Taça da Liga. Isto pode parecer informação pouco relevante, mas como
no ano passado nem uma vitória conseguimos nesta competição...
O Rui Vitória fez alterações (poucas) certamente já a pensar
no jogo frente ao Bayern Munique e, por isso mesmo, jogaram o Svilar, Conti,
Yuri Ribeiro, Alfa Semedo e Rafa. O Rio Ave não se limitou a defender e o jogo
foi bem disputado, com a posse de bola muito repartida. Infelizmente tivemos em
campo uma das piores arbitragens que me lembro desde há muito tempo: o sr. Rui
Oliveira é de uma incompetência (vamos ser simpáticos que a época ainda agora
começou...) atroz! Conseguiu enervar o público presente, dado que só havia
faltas contra nós. Pior: lances que nem faltas eram proporcionaram amarelos ao Alfa Semedo e Salvio! Aos 21’ inaugurámos
o marcador num penalty marcado pelo Salvio a castigar um derrube ao Seferovic.
No estádio, não consegui ver e mesmo na televisão não dá para ter a certeza se
houve toque ou não, mas, pela tendência do sr. Rui Oliveira no resto do jogo,
de certeza que foi falta! Até ao intervalo, o Rio Ave poderia ter empatado, mas
o Jardel fez um corte providencial e o Gedson rematou ao lado numa óptima
jogada do Salvio na direita.
A 2ª parte não poderia ter começado melhor com o 2-0 a
surgir logo aos 50’ através do Rafa, num remate com a parte exterior do pé
direito, depois de uma arrancada bestial do Salvio e uma assistência perfeita. Pouco
depois, boa jogada do Rafa na esquerda e assistência para o Seferovic atirar
por cima. Logo a seguir (60’), o Rio Ave reduziu para 2-1 pelo Carlos Vinícius,
depois de centro da esquerda, com o avançado a rematar à vontade na área. Até
final, poderíamos ter aumentado, mas o Pizzi atirou por cima depois de nova
jogada do Salvio na direita e o mesmo Salvio desmarcou muito bem o Gedson, também
na direita, que centrou rasteiro, mas quando o Seferovic se preparava para
encostar um defesa cortou a bola. Em cima dos 90’, apanhámos um grande susto,
com um centro da direita e um mau cabeceamento do Bruno Moreira por cima,
quando só tinha o Svilar pela frente. Teria sido inglório não termos ganho este
jogo.
Em termos individuais, destaque óbvio para o Salvio: um
golo, uma assistência e quase todas as jogadas de perigo passaram por ele. Está
numa forma fantástica, talvez só equiparada às primeiras épocas na Luz, antes
das malfadadas roturas de ligamentos. Quando os jogadores estão com confiança,
tudo lhes sai bem e o Pizzi e o Seferovic são bons exemplos disso. Não foi o
melhor jogo de ambos esta época, mas a boa forma está lá. Tal como o Rafa,
cujos golos nos dois últimos jogos, lhe levantaram bastante o moral. Quantos às
estreias esta época, não fiquei (outra vez) nada entusiasmado: o Svilar continua
muito bem sem perceber quando deve ou não sair da baliza e, no cruzamento no
final, andou aos papéis (é melhor mesmo que seja emprestado, porque no momento
não é opção); o Conti será, na melhor das hipóteses, um Lisandro mais novo; o
Yuri Ribeiro fez uma 1ª parte horrível (em que até dominar a bola era um
problema irresolúvel), mas melhorou ligeiramente na 2ª (pode ser que seja como
o André Almeida cuja estreia na equipa do Benfica também foi de fugir...). Referência
igualmente para a estreia do Gabriel no meio-campo, na parte final do jogo, que
mostrou que gosta de ter a bola.
Esta é a competição menos
importante de todas, mas é oficial e temos um grande histórico a defender,
portanto é bom que a levemos a sério. Até porque há dois anos que não a
ganhamos...
quinta-feira, setembro 13, 2018
Portugal - 1 - Itália - 0

Com o Pizzi e três ex-Seixal no onze (Rúben Dias, Cancelo e Bernardo Silva), mais dois no banco (Gedson e Renato Sanches), Portugal dominou praticamente o jogo todo e os italianos não tiveram uma evidente oportunidade de golo. Quanto a nós, entre outras oportunidades, um defesa tirou o golo ao Bernardo em cima da linha ainda na 1ª parte e, no início da 2ª, uma boa arrancada do Bruma (possivelmente o melhor em campo), culminou num bom remate de pé esquerdo do André Silva fazendo o golo aos 48’.
Como no jogo anterior, Itália e Polónia empataram (1-1), estamos isolados na frente do grupo. O próximo jogo é na Polónia em 11 de Outubro. Só o 1º classificado nesta poule a três passará para a final four da Liga das Nações, que se disputará em Junho do próximo ano.
segunda-feira, setembro 03, 2018
Convincente
Goleámos na
Choupana o Nacional por 4-0 e, por causa da diferença de golos, estamos agora
na frente do campeonato, em igualdade pontual com a lagartada (1-0 no WC ao Feirense, com o golo aos 88’!) e o Braga,
com o CRAC (3-0 em Mordor frente ao Moreirense) um ponto atrás. Depois da
gloriosa jornada europeia, a equipa voltou a responder muito bem em termos
físicos e conseguiu uma vitória sem mácula.
O Rui Vitória apostou mesmo onze de Salónica, o que quer dizer que o Seferovic voltou a ser titular. E foi só o melhor em campo. Entrámos muito pressionantes como é hábito, embora verdade seja dita o Nacional tentou responder contra-atacando sempre que podia, especialmente na 1ª parte. O Sr. Fábio Veríssimo não teve dúvidas em dois lances, nem reviu as imagens, que me parecem penalty por derrubes ao Seferovic e Cervi (este, então, é claríssimo). Em termos de oportunidades para nós, o Salvio, numa boa iniciativa pela direita, remata rasteiro ao lado e o Seferovic não consegue chegar a um cruzamento do Grimaldo na esquerda. Até que aos 28’ inaugurámos finalmente o marcador, numa óptima desmarcação do Salvio para o Seferovic isolado não falhar perante o guarda-redes Daniel Guimarães. Logo a seguir, tivemos uma enorme contrariedade com a saída por lesão do Fejsa e a entrada do Alfa Semedo. O Salvio voltou a ter uma boa chance, mas também chegou atrasado a um centro do Seferovic, no entanto em cima do intervalo os mesmos protagonistas cozinharam o 0-2, com o suíço a centrar muito bem na esquerda para o argentino só ter que encostar de cabeça.
Na 2ª parte, como seria de prever pelo resultado e pelo jogo na 4ª feira, baixámos o ritmo e começámos a controlar mais o jogo. Poderíamos ter feito o terceiro golo logo no reinício, mas um bom remate do Seferovic foi defendido pelo guarda-redes. Só por duas vezes o Nacional colocou o Vlachodimos à prova, mas este mostrou que temos guarda-redes, ao fazer duas belas defesas. Quanto a nós, fomos fazendo as substituições da praxe de troca de extremos, entraram o Rafa e o João Félix (este já muito perto do fim), saíram o Cervi e Salvio. Aos 76’, acabámos de vez com as (poucas) dúvidas ao fazer o 0-3, numa bela abertura do Pizzi, para uma boa concretização do Grimaldo, com a bola a passar novamente debaixo da perna do guarda-redes (tal como no golo do Seferovic). Já na compensação, o Pizzi teve uma outra fantástica assistência que isolou o Rafa que, desta feita, conseguiu marcar só com o guarda-redes pela frente: excelente a picar a bola por cima dele. Aleluia!
Em termos individuais, o Seferovic foi o melhor para mim, com um golo e uma assistência e muito trabalho dado aos centrais contrários. Mostra confiança, capacidade de trabalho, mantém a posse de bola, enfim, o lugar é dele no momento. O Salvio também teve um golo e uma assistência e foi outro dos melhores em campo: esteve completamente endiabrado na direita. Quem fez igualmente um jogão foi o Gedson, especialmente na 2ª parte quando foi necessário levar a bola para a frente para a equipa subir no terreno. O Vlachodimos foi também importante para garantir o nulo nas nossas redes. O Grimaldo voltou a ser dos melhores transportadores de jogo para a frente, mas convinha que não desatasse a fintar logo à saída da nossa área (sim, eu sei que já estava 0-3, mas mesmo assim…). Foi só pena a lesão do Fejsa, mas agora com a paragem do campeonato pode ser que tenha tempo pata recuperar.
Passámos o difícil mês de Agosto com louvor de distinção. Conseguimos o principal objectivo que era a ida à Champions e estamos na frente do campeonato. Para além disso, estamos a praticar bom futebol, algo que na temporada passada só muito esporadicamente conseguimos. Para ser tudo absolutamente perfeito, só faltou ganhar à lagartada na Luz.
P.S. – Na passada 5ª feira, houve o sorteio da Champions. Ficámos no grupo do Bayern Munique, Ajax e AEK Atenas. Temos MAIS QUE obrigação de ir pelo menos à Liga Europa, mas espero que possamos igualmente ficar à frente do Ajax. A 1ª volta vai ser complicada, com a recepção aos bávaros e depois dois jogos fora consecutivos. A nossa possível qualificação vai depender muito de como correrem estes três jogos.
O Rui Vitória apostou mesmo onze de Salónica, o que quer dizer que o Seferovic voltou a ser titular. E foi só o melhor em campo. Entrámos muito pressionantes como é hábito, embora verdade seja dita o Nacional tentou responder contra-atacando sempre que podia, especialmente na 1ª parte. O Sr. Fábio Veríssimo não teve dúvidas em dois lances, nem reviu as imagens, que me parecem penalty por derrubes ao Seferovic e Cervi (este, então, é claríssimo). Em termos de oportunidades para nós, o Salvio, numa boa iniciativa pela direita, remata rasteiro ao lado e o Seferovic não consegue chegar a um cruzamento do Grimaldo na esquerda. Até que aos 28’ inaugurámos finalmente o marcador, numa óptima desmarcação do Salvio para o Seferovic isolado não falhar perante o guarda-redes Daniel Guimarães. Logo a seguir, tivemos uma enorme contrariedade com a saída por lesão do Fejsa e a entrada do Alfa Semedo. O Salvio voltou a ter uma boa chance, mas também chegou atrasado a um centro do Seferovic, no entanto em cima do intervalo os mesmos protagonistas cozinharam o 0-2, com o suíço a centrar muito bem na esquerda para o argentino só ter que encostar de cabeça.
Na 2ª parte, como seria de prever pelo resultado e pelo jogo na 4ª feira, baixámos o ritmo e começámos a controlar mais o jogo. Poderíamos ter feito o terceiro golo logo no reinício, mas um bom remate do Seferovic foi defendido pelo guarda-redes. Só por duas vezes o Nacional colocou o Vlachodimos à prova, mas este mostrou que temos guarda-redes, ao fazer duas belas defesas. Quanto a nós, fomos fazendo as substituições da praxe de troca de extremos, entraram o Rafa e o João Félix (este já muito perto do fim), saíram o Cervi e Salvio. Aos 76’, acabámos de vez com as (poucas) dúvidas ao fazer o 0-3, numa bela abertura do Pizzi, para uma boa concretização do Grimaldo, com a bola a passar novamente debaixo da perna do guarda-redes (tal como no golo do Seferovic). Já na compensação, o Pizzi teve uma outra fantástica assistência que isolou o Rafa que, desta feita, conseguiu marcar só com o guarda-redes pela frente: excelente a picar a bola por cima dele. Aleluia!
Em termos individuais, o Seferovic foi o melhor para mim, com um golo e uma assistência e muito trabalho dado aos centrais contrários. Mostra confiança, capacidade de trabalho, mantém a posse de bola, enfim, o lugar é dele no momento. O Salvio também teve um golo e uma assistência e foi outro dos melhores em campo: esteve completamente endiabrado na direita. Quem fez igualmente um jogão foi o Gedson, especialmente na 2ª parte quando foi necessário levar a bola para a frente para a equipa subir no terreno. O Vlachodimos foi também importante para garantir o nulo nas nossas redes. O Grimaldo voltou a ser dos melhores transportadores de jogo para a frente, mas convinha que não desatasse a fintar logo à saída da nossa área (sim, eu sei que já estava 0-3, mas mesmo assim…). Foi só pena a lesão do Fejsa, mas agora com a paragem do campeonato pode ser que tenha tempo pata recuperar.
Passámos o difícil mês de Agosto com louvor de distinção. Conseguimos o principal objectivo que era a ida à Champions e estamos na frente do campeonato. Para além disso, estamos a praticar bom futebol, algo que na temporada passada só muito esporadicamente conseguimos. Para ser tudo absolutamente perfeito, só faltou ganhar à lagartada na Luz.
P.S. – Na passada 5ª feira, houve o sorteio da Champions. Ficámos no grupo do Bayern Munique, Ajax e AEK Atenas. Temos MAIS QUE obrigação de ir pelo menos à Liga Europa, mas espero que possamos igualmente ficar à frente do Ajax. A 1ª volta vai ser complicada, com a recepção aos bávaros e depois dois jogos fora consecutivos. A nossa possível qualificação vai depender muito de como correrem estes três jogos.
quinta-feira, agosto 30, 2018
Eficácia
Goleámos o PAOK em Salónica (4-1) e apurámo-nos para a fase
de grupos da Liga dos Campeões. Era o primeiro grande objectivo da época e foi
conseguido com bastante brilhantismo. Como os prémios da Champions aumentaram significativamente, só esta qualificação
valeu-nos 43M€. Mas, como já disse várias vezes, ninguém vai para o Marquês festejar
relatórios & contas, portanto o que nos interessa em primeiro lugar é a
parte desportiva e, nessa, convenhamos que não será muito difícil fazer melhor
do que no ano passado.
O Rui Vitória fez regressar o Salvio de lesão e surpreendeu
toda a gente ao lançar o Seferovic em vez do Ferreyra. Mas não entrámos nada
bem na partida. Logo no primeiro minuto, um péssimo atraso do Seferovic deu
origem a um contra-ataque perigoso que valeu um amarelo ao André Almeida. O
PAOK mal nos deixava respirar, empurrado por um público muito ruidoso, e marcou
logo aos 13’ pelo avançado sérvio Prijovic. Um livre combinado e nós a sermos
muito anjinhos na maneira como (não) defendemos, de tal modo que de repente
estavam dois para um com o Vlachodimos! Num livre para a nossa área...! Puxando
dos galões de equipa mais experiente nestas andanças, reagimos bem ao golo e
fizemos o empate aos 20’ num excelente cabeceamento do Jardel em resposta a um
canto bem marcado pelo Pizzi. A eliminatória estava igualada e a vantagem do
golo fora dos gregos foi ultrapassada. Gregos, esses, que sentiram o golo e se
desconcentraram por completo. De tal forma, que, seis minutos depois, o
guarda-redes Paschalakis deu uma casa
monumental ao tentar impedir um canto e não segurar a bola, tendo o Cervi rapidíssimo
a roubado e sendo depois claramente derrubado por ele. Desta feita, o Sr. Felix
Brych, que foi o responsável por este roubo de igreja que nos impediu de ter
mais um título europeu em nossa posse, viu o que não quis ver em Turim e
assinalou penalty. Eu teria preferido que tivesse sido o Pizzi a marcar, mas
pelos vistos quando o Salvio está em campo, a responsabilidade é dele. Acabámos
ter sorte, porque a bola foi ao poste e ressaltou para dentro da baliza. A
eliminatória tombava para o nosso lado, mas ainda faltava muito jogo. Foi a vez
de o Vlachodimos entrar em acção num canto, com uma fantástica defesa a um
cabeceamento do Fernando Varela. Logo a seguir, poderíamos ter aumentado a
vantagem com um remate do Seferovic para defesa com o corpo do guarda-redes e,
na sequência do lance, um cabeceamento do suíço levou a bola a rasar o poste.
No entanto, fizemos mesmo o 1-3 antes do intervalo: aos 39’ grande jogada que
começou na nossa área com o Grimaldo a conduzir, a combinar com o Cervi , grande
centro do argentino para trás e o Pizzi à vontade, porque o Seferovic arrastou
os defesas para a pequena-área, a marcar quase um penalty em movimento,
rasteiro para o canto inferior esquerdo da baliza.
Para a 2ª parte, pedia-se que a equipa continuasse concentrada,
porque um golo sofrido precocemente poderia galvanizar os gregos e o público. Ainda
por cima, entrou logo o egípcio Warda, que tantas dores de cabeça nos deu na
Luz, mas mais uma vez o Sr. Felix Brych melhorou a visão em relação a Turim e
viu um agarrão claro ao Jardel na área na sequência de um canto, num daqueles
lance que acontecem sempre e raramente são marcados. O Salvio marcou novamente
o penalty, desta feita com um remate para o meio da baliza, com o guarda-redes
ainda a tocar com o pé na bola, mas a não impedir que ela entrasse. O 1-4 feito
logo aos 49’ era o melhor que nos podia acontecer. No entanto, tivemos um susto
pouco depois com um cabeceamento do Prijovic ao poste num canto e o Vlachodimos
fez mais duas excelentes intervenções já nos últimos 5’. Quanto a nós, começámos
naturalmente a quebrar o ritmo ao jogo, a fazer rodar a bola por todos os
jogadores, entrou o Alfa Semedo para o lugar do regressado Salvio, e
posteriormente o Zivkovic e João Félix perto do final, mas o resultado não mais
se alterou.
Em termos individuais, o melhor para mim foi o Cervi: esteve
directamente ligado a dois golos (o primeiro penalty e a assistência para o
Pizzi) e segundo as estatísticas ganhou 13 de 15 duelos individuais! Deu imensa
ajuda ao Grimaldo, faltou-se de lutar, correr, fintar e defender quando era
preciso, encheu o campo todo. Também o Jardel está lá no topo, com um golo e um
penalty sobre ele, para além de ser muito importante nas bolas aéreas na nossa
defesa. O Salvio foi importante nos penalties, apesar de eu gostar que a bola
entre directamente na baliza sem interferências. Grande jogo igualmente do Vlachodimos,
que fez defesas muito importantes em alturas cruciais. O Seferovic deu muita
luta aos centrais, teve o condão de ganhar algumas bolas na frente e foi uma
aposta ganha. O Pizzi continua a sua veia goleadora e já marcou tantos golos
como na época passada inteira (seis). O Gedson não brilhou tanto como na
Turquia, mas é um indiscutível neste momento. O Fejsa lá fez o seu trabalho
habitual, não tendo o Alfa Semedo entrado tão bem como frente ao Fenerbahçe,
mas o jogo já estava muito desequilibrado para o nosso lado nessa altura.
Veremos o que as bolinhas nos reservam no sorteio de mais logo, mas o mais importante agora é concentramo-nos na ida ao Nacional, porque vem aí a primeira pausa no campeonato e, depois de toda esta sequência de jogos, convém irmos para o descanso na frente do campeonato.
Veremos o que as bolinhas nos reservam no sorteio de mais logo, mas o mais importante agora é concentramo-nos na ida ao Nacional, porque vem aí a primeira pausa no campeonato e, depois de toda esta sequência de jogos, convém irmos para o descanso na frente do campeonato.
VIVA O BENFICA!
domingo, agosto 26, 2018
Derby Félix
Empatámos no sábado com a lagartada
(1-1) na Luz, mas como o V. Guimarães foi ganhar a Mordor (3-2), depois de
estar a perder 0-2 ao intervalo(!), continuamos na frente do campeonato
juntamente com os lagartos, Braga e
Feirense, todos com sete pontos.
Para além das já conhecidas baixas do Jonas e Castillo, também o Salvio falhou o segundo jogo consecutivo. Do outro lado, ao Bas Dost juntou-se o Mathieu como ausência de última hora. Por tudo o que se passou na lagartada desde Abril, com toda aquela indefinição na direcção e equipa, eleições à porta, etc., tínhamos uma óptima oportunidade para voltar a ganhar-lhes na Luz, algo que já não acontece há dois anos e que só tinha acontecido uma vez em quatro épocas. Agora é uma vez em cinco... A 1ª parte foi relativamente equilibrada, mas nós tivemos as melhores oportunidades. O Salin, que tinha dado um frango descomunal na semana passada frente ao V. Setúbal, foi o homem do jogo e salvou a lagartada uma série de vezes com excelentes defesas, nomeadamente a dois cabeceamentos do Rúben Dias e a um remate enrolado do Cervi na etapa inicial. Do outro lado, as intervenções do Vlachodimos não foram tão complicadas. Durante quase todos os primeiros 45’ outro elemento que se destacou foi o Sr. Luís Godinho, cujo critério nas bolas divididas foi muito coerente: eram quase sempre falta dos jogadores do Benfica.
Na 2ª parte, a lagartada praticamente esqueceu-se que havia uma baliza do outro lado do campo, excepção feita a um remate do Bruno Fernandes logo no reinício e ao penalty do Rúben Dias sobre o Montero, que o Nani converteu em golo aos 64’. Daí até final, a nossa baliza foi uma miragem. Quanto a nós, tivemos um bom remate do Cervi ainda antes do golo adversário, mas depois o Rui Vitória começou a mexer na equipa e fê-lo mal. O Rafa estava a passar completamente ao lado do jogo e o nosso treinador resolve tirar o Cervi para colocar o Zivkovic aos 58’. Depois do golo da lagartada, começámos a reagir e um remate do Zivkovic que ressaltou num defesa permitiu ao Salin continuar a brilhar. Estávamos até responder com algum perigo, quando aos 70’ o Rui Vitória mexe novamente na equipa e tira o Ferreyra e o Pizzi para entrarem do Seferovic e o João Félix. O Ferreyra não estava a ter um jogo nada feliz e o Pizzi também não deslumbrava, mas tirar o melhor marcador do campeonato, que é igualmente o nosso principal organizador de jogo, estando a perder não lembra a ninguém. Perdemos um bocado o ímpeto com que estávamos e só um remate frontal do Rafa criou algum perigo, com nova defesa do Salin. A coisas estavam muito mal paradas, quando aos 86’ o Rafa tem uma das poucas acções de relevo no jogo e saca um óptimo centro para uma ainda melhor cabeçada do João Félix restabelecer a igualdade. Até final, um livre do Grimaldo fez novamente o Salin intervir e a lagartada dedicou-se a queimar tempo de uma forma ostensiva, de tal maneira que o Sr. Luís Godinho teve que juntar um bom par de minutos aos 6’ que havia dado. Sr. Luís Godinho que, depois de sofrermos o golo, mudou completamente a forma de apitar e os lances divididos já eram só... divididos sem falta.
Em termos individuais, destaque para o João Félix que marcou um golo importantíssimo logo ao segundo jogo pela equipa principal e frente ao maior rival. Este derby terá sempre o seu nome associado. Num tempo muito curto, estou convencido que terá de ser titular, porque é dos poucos jogadores que é imprevisível nas suas acções, o adversário nunca sabe bem o que ele vai fazer. O Grimaldo foi o outro jogador que se destacou, mas sentiu a falta das combinações com o Cervi, quando este saiu. O Rafa, que tinha entrado muito bem frente aos gregos, foi inoperante durante a maior parte do tempo, mas acabou por fazer a assistência para o golo. É certo que ele tem um pique sem igual no campeonato português, mas depois a bola raramente é passada em condições para um colega: ou é desviada, ou é cortada ou o centro é mal feito. Assim, não vale a pena ter aquelas características únicas. O Gedson e o Pizzi não estiveram tão em destaque como nos jogos anteriores e a equipa ressentiu-se disso. Não tenho dúvidas que o Ferreyra é bom jogador, mas tenho igualmente poucas dúvidas que só poderá render com o Jonas ao lado. Sozinho no ataque, é quase inofensivo. O Rúben Dias teve as melhores oportunidades na 1ª parte, mas fica ligado ao penalty, assim como o Jardel, que fez um passe arriscado para o Rafa, que perdeu a bola em zona perigosa, na jogada de que veio a resultar esse tal penalty.
Empatámos um jogo que tínhamos tudo para ganhar, frente a um adversário fragilizado. As estatísticas no futebol não são para serem lidas de forma absoluta, mas este foi o 15º jogo frente aos rivais do Rui Vitória enquanto treinador do Benfica. Temos duas vitórias. Repito: duas vitórias. Ganhámos 13% dos jogos frente a eles. Há jogadores de jogos grandes e outros que nunca rendem em jogos grandes. Como, pelos vistos, também há treinadores. Dá que pensar. No mínimo.
Para além das já conhecidas baixas do Jonas e Castillo, também o Salvio falhou o segundo jogo consecutivo. Do outro lado, ao Bas Dost juntou-se o Mathieu como ausência de última hora. Por tudo o que se passou na lagartada desde Abril, com toda aquela indefinição na direcção e equipa, eleições à porta, etc., tínhamos uma óptima oportunidade para voltar a ganhar-lhes na Luz, algo que já não acontece há dois anos e que só tinha acontecido uma vez em quatro épocas. Agora é uma vez em cinco... A 1ª parte foi relativamente equilibrada, mas nós tivemos as melhores oportunidades. O Salin, que tinha dado um frango descomunal na semana passada frente ao V. Setúbal, foi o homem do jogo e salvou a lagartada uma série de vezes com excelentes defesas, nomeadamente a dois cabeceamentos do Rúben Dias e a um remate enrolado do Cervi na etapa inicial. Do outro lado, as intervenções do Vlachodimos não foram tão complicadas. Durante quase todos os primeiros 45’ outro elemento que se destacou foi o Sr. Luís Godinho, cujo critério nas bolas divididas foi muito coerente: eram quase sempre falta dos jogadores do Benfica.
Na 2ª parte, a lagartada praticamente esqueceu-se que havia uma baliza do outro lado do campo, excepção feita a um remate do Bruno Fernandes logo no reinício e ao penalty do Rúben Dias sobre o Montero, que o Nani converteu em golo aos 64’. Daí até final, a nossa baliza foi uma miragem. Quanto a nós, tivemos um bom remate do Cervi ainda antes do golo adversário, mas depois o Rui Vitória começou a mexer na equipa e fê-lo mal. O Rafa estava a passar completamente ao lado do jogo e o nosso treinador resolve tirar o Cervi para colocar o Zivkovic aos 58’. Depois do golo da lagartada, começámos a reagir e um remate do Zivkovic que ressaltou num defesa permitiu ao Salin continuar a brilhar. Estávamos até responder com algum perigo, quando aos 70’ o Rui Vitória mexe novamente na equipa e tira o Ferreyra e o Pizzi para entrarem do Seferovic e o João Félix. O Ferreyra não estava a ter um jogo nada feliz e o Pizzi também não deslumbrava, mas tirar o melhor marcador do campeonato, que é igualmente o nosso principal organizador de jogo, estando a perder não lembra a ninguém. Perdemos um bocado o ímpeto com que estávamos e só um remate frontal do Rafa criou algum perigo, com nova defesa do Salin. A coisas estavam muito mal paradas, quando aos 86’ o Rafa tem uma das poucas acções de relevo no jogo e saca um óptimo centro para uma ainda melhor cabeçada do João Félix restabelecer a igualdade. Até final, um livre do Grimaldo fez novamente o Salin intervir e a lagartada dedicou-se a queimar tempo de uma forma ostensiva, de tal maneira que o Sr. Luís Godinho teve que juntar um bom par de minutos aos 6’ que havia dado. Sr. Luís Godinho que, depois de sofrermos o golo, mudou completamente a forma de apitar e os lances divididos já eram só... divididos sem falta.
Em termos individuais, destaque para o João Félix que marcou um golo importantíssimo logo ao segundo jogo pela equipa principal e frente ao maior rival. Este derby terá sempre o seu nome associado. Num tempo muito curto, estou convencido que terá de ser titular, porque é dos poucos jogadores que é imprevisível nas suas acções, o adversário nunca sabe bem o que ele vai fazer. O Grimaldo foi o outro jogador que se destacou, mas sentiu a falta das combinações com o Cervi, quando este saiu. O Rafa, que tinha entrado muito bem frente aos gregos, foi inoperante durante a maior parte do tempo, mas acabou por fazer a assistência para o golo. É certo que ele tem um pique sem igual no campeonato português, mas depois a bola raramente é passada em condições para um colega: ou é desviada, ou é cortada ou o centro é mal feito. Assim, não vale a pena ter aquelas características únicas. O Gedson e o Pizzi não estiveram tão em destaque como nos jogos anteriores e a equipa ressentiu-se disso. Não tenho dúvidas que o Ferreyra é bom jogador, mas tenho igualmente poucas dúvidas que só poderá render com o Jonas ao lado. Sozinho no ataque, é quase inofensivo. O Rúben Dias teve as melhores oportunidades na 1ª parte, mas fica ligado ao penalty, assim como o Jardel, que fez um passe arriscado para o Rafa, que perdeu a bola em zona perigosa, na jogada de que veio a resultar esse tal penalty.
Empatámos um jogo que tínhamos tudo para ganhar, frente a um adversário fragilizado. As estatísticas no futebol não são para serem lidas de forma absoluta, mas este foi o 15º jogo frente aos rivais do Rui Vitória enquanto treinador do Benfica. Temos duas vitórias. Repito: duas vitórias. Ganhámos 13% dos jogos frente a eles. Há jogadores de jogos grandes e outros que nunca rendem em jogos grandes. Como, pelos vistos, também há treinadores. Dá que pensar. No mínimo.
quarta-feira, agosto 22, 2018
Decepção
Empatámos 1-1 com o PAOK na Luz e estamos em desvantagem
para a 2ª mão do play-off da Champions em Salónica. A provar que o
futebol está longe de ser uma ciência exacta e justa, jogámos muitíssimo melhor
do que na recepção ao Fenerbahçe e, em vez de termos já a eliminatória praticamente
resolvida, não conseguimos ganhar.
Com a lesão de última hora do Salvio, a entrada do Zivkovic foi a única alteração no onze. Começámos o jogo a marcar, mas infelizmente o Gedson estava fora-de-jogo depois de um toque do Ferreyra. Os gregos reagiram e mostraram-se muito mais perigosos do que os turcos, com o objectivo claro de marcar um golo na Luz. Tiveram dois remates relativamente perigosos, mas a partir dos 20’ tomámos em definitivo conta do jogo. O Pizzi teve quatro(!) excelentes ocasiões para marcar, mas atirou inacreditavelmente ao lado depois de uma boa jogada com cruzamento rasteiro do Cervi na esquerda, noutra situação um chapéu do nº 21 ainda tocou no poste, na terceira rematou já em desequilíbrio com o guarda-redes a defender e, por último, cabeceou a rasar o poste depois de um centro do André Almeida. Esta intensa pressão deu frutos já em cima do intervalo, quando o Gedson foi empurrado por trás na área na altura em que ia rematar: o Pizzi não tremeu da marca de penalty e deu-nos uma vantagem muito justa.
Para a 2ª parte, era fundamental manter o zero na nossa baliza, mas logo de início tentámos (e bem) aumentar a vantagem. O Grimaldo chegou ligeiramente atrasado a um centro da direita do Zivkovic, antes de proporcionar ao guarda-redes a melhor defesa do jogo num remate fantástico de fora da área, que o Paschalakis defendeu muito bem. Também o Ferreyra num remate de primeira, depois de uma tabela com o Gedson, deu trabalho ao guarda-redes. O Gedson, sob o lado esquerdo, colocou novamente o Paschalakis em acção, mas nos últimos 20’ o jogo começou a alterar-se. Talvez o Rui Vitória devesse ter sido um pouco mais conservador e feito entrar o Alfa Semedo (como fez na Turquia acabando com o jogo), mas já tinha entrado o Rafa para o lugar do Zivkovic, na esperança de ganhar as costas do adversário em velocidade. No entanto, foi o PAOK a conseguir o imerecido empate aos 76’, num livre para a área, cabeçada à barra e golo do Amr Warda na recarga. Foi um enorme balde de água fria na Luz. O Rui Vitória fez entrar o João Félix e o Seferovic para os lugares do Cervi e Pizzi, e ambos tiveram a sua oportunidade: a do suíço foi desperdiçada de forma incrível, porque lhe teria bastado colocar bem o pé na bola para ter feito golo e a do jovem português foi a última do encontro, com o remate de pé esquerdo a rasar o poste. Antes disso, o João Félix já tinha desmarcado brilhantemente o Ferreyra, mas o remate deste voltou a ser defendido pelo guarda-redes.
Em termos individuais, destaque para o Pizzi, não só pelo golo, como pela participação na maior parte das nossas jogadas de perigo. O Gedson continua a sua caminhada para se tornar num do melhores médios do futebol português a curto prazo. O Cervi deu a luta do costume, mas nalgumas ocasiões o último passe não lhe saiu nada bem. O Ferreyra não marcou (e devia naquela oportunidade perto do fim), mas deu muito mais luta aos centrais do que em jogos anteriores. O Zivkovic começou mal, mas foi-se recompondo, tendo o Rafa, que o substituiu, entrado muito bem na partida. O Vlachodimos acabou por não ter grande trabalho, mas julgo que deveria ter saído dos postes no livre que acabou por dar golo, porque a bola foi atirada para o limite da pequena-área.
Teremos o derby frente à lagartada no sábado e depois a importantíssima viagem a Salónica na 4ª feira. Muito do que irá ser a época vai decidir-se nesta próxima semana. Seria muito mau se fôssemos eliminados da Champions por um adversário que nos é claramente inferior.
Com a lesão de última hora do Salvio, a entrada do Zivkovic foi a única alteração no onze. Começámos o jogo a marcar, mas infelizmente o Gedson estava fora-de-jogo depois de um toque do Ferreyra. Os gregos reagiram e mostraram-se muito mais perigosos do que os turcos, com o objectivo claro de marcar um golo na Luz. Tiveram dois remates relativamente perigosos, mas a partir dos 20’ tomámos em definitivo conta do jogo. O Pizzi teve quatro(!) excelentes ocasiões para marcar, mas atirou inacreditavelmente ao lado depois de uma boa jogada com cruzamento rasteiro do Cervi na esquerda, noutra situação um chapéu do nº 21 ainda tocou no poste, na terceira rematou já em desequilíbrio com o guarda-redes a defender e, por último, cabeceou a rasar o poste depois de um centro do André Almeida. Esta intensa pressão deu frutos já em cima do intervalo, quando o Gedson foi empurrado por trás na área na altura em que ia rematar: o Pizzi não tremeu da marca de penalty e deu-nos uma vantagem muito justa.
Para a 2ª parte, era fundamental manter o zero na nossa baliza, mas logo de início tentámos (e bem) aumentar a vantagem. O Grimaldo chegou ligeiramente atrasado a um centro da direita do Zivkovic, antes de proporcionar ao guarda-redes a melhor defesa do jogo num remate fantástico de fora da área, que o Paschalakis defendeu muito bem. Também o Ferreyra num remate de primeira, depois de uma tabela com o Gedson, deu trabalho ao guarda-redes. O Gedson, sob o lado esquerdo, colocou novamente o Paschalakis em acção, mas nos últimos 20’ o jogo começou a alterar-se. Talvez o Rui Vitória devesse ter sido um pouco mais conservador e feito entrar o Alfa Semedo (como fez na Turquia acabando com o jogo), mas já tinha entrado o Rafa para o lugar do Zivkovic, na esperança de ganhar as costas do adversário em velocidade. No entanto, foi o PAOK a conseguir o imerecido empate aos 76’, num livre para a área, cabeçada à barra e golo do Amr Warda na recarga. Foi um enorme balde de água fria na Luz. O Rui Vitória fez entrar o João Félix e o Seferovic para os lugares do Cervi e Pizzi, e ambos tiveram a sua oportunidade: a do suíço foi desperdiçada de forma incrível, porque lhe teria bastado colocar bem o pé na bola para ter feito golo e a do jovem português foi a última do encontro, com o remate de pé esquerdo a rasar o poste. Antes disso, o João Félix já tinha desmarcado brilhantemente o Ferreyra, mas o remate deste voltou a ser defendido pelo guarda-redes.
Em termos individuais, destaque para o Pizzi, não só pelo golo, como pela participação na maior parte das nossas jogadas de perigo. O Gedson continua a sua caminhada para se tornar num do melhores médios do futebol português a curto prazo. O Cervi deu a luta do costume, mas nalgumas ocasiões o último passe não lhe saiu nada bem. O Ferreyra não marcou (e devia naquela oportunidade perto do fim), mas deu muito mais luta aos centrais do que em jogos anteriores. O Zivkovic começou mal, mas foi-se recompondo, tendo o Rafa, que o substituiu, entrado muito bem na partida. O Vlachodimos acabou por não ter grande trabalho, mas julgo que deveria ter saído dos postes no livre que acabou por dar golo, porque a bola foi atirada para o limite da pequena-área.
Teremos o derby frente à lagartada no sábado e depois a importantíssima viagem a Salónica na 4ª feira. Muito do que irá ser a época vai decidir-se nesta próxima semana. Seria muito mau se fôssemos eliminados da Champions por um adversário que nos é claramente inferior.
segunda-feira, agosto 20, 2018
Categórico
Vencemos no sábado o Boavista no Bessa por 2-0 e mantemos um
registo 100% vitorioso no campeonato. Como os outros dois também ganharam (a lagartada 2-1 em casa frente ao V. Setúbal
e o CRAC no Jamor ao Belenenses por 3-2), continuam os três grandes na frente
com o intruso Feirense (1-0 em Guimarães) a ser a quarta equipa só com vitórias
nas duas primeiras jornadas.
Depois do desgastante jogo em Istambul, estava com bastante
receio desta partida até porque nas duas últimas temporadas não ganhámos no
Bessa e tínhamos só uma vitória em quatro encontros. O Rui Vitória manteve a mesma
equipa, só com a entrada do Ferreyra para o lugar do lesionado Castillo. Apanhámos
um grande susto logo aos 3’, quando o Falcone apareceu isolado frente ao
Vlachodimos depois de um centro da direita, mas felizmente o remate saiu às
malhas laterais. Acabaria por ser a única grande oportunidade do Boavista em
todo o jogo. A partir daqui, tomámos nós conta dele, mas estava difícil entrar
na defesa axadrezada. Só um remate do André Almeida criou algum perigo, mas o
Helton Leite defendeu, até que aos 35’ inaugurámos o marcador num lance todo
ele do Ferreyra: ganhou a bola numa jogada de insistência aos dois defesas
contrários e rematou rasteiro em arco, sem hipótese para o guarda-redes. Um golão!
Ainda antes do intervalo, uma abertura magnífica do Pizzi isolou o Salvio, mas
este permitiu ao Helton Leite defender com a perna. Foi pena, porque iríamos
para o intervalo bastante mais tranquilos.
Para a 2ª parte, estava com medo que a história do ano
passado se repetisse: também fomos em vantagem e depois perdemos. Ainda por
cima, porque se poderia pôr a questão do desgaste do jogo europeu. Mas nada disso
se passou. Entrámos fortíssimos, ainda mais do que na 1ª parte, e o Salvio logo
no reinício teve outra oportunidade, mas o guarda-redes defendeu o seu bom remate,
depois de uma combinação ofensiva entre o Ferreyra e o Cervi, com este a centrar
para o nº 18. O único lance de perigo do Boavista na 2ª parte foi um livre em
balão para a área, com o Vlachodimos a sacudir para canto. Aumentámos a
vantagem aos 62’ através do Pizzi, depois de uma brilhante jogada do Salvio,
que ganhou a bola a um defesa, correu pela faixa e centrou atrasado para o
quarto golo do nº 21 no campeonato. Até final, pudemos aumentar a vantagem, mas
o Helton Leite defendeu um corte falhado de um seu companheiro que daria
autogolo e defendeu igualmente com o pé um remate de trivela do Pizzi, que
estava isolado depois de um erro defensivo do Boavista. Já no tempo de
compensação, foi o Jardel a atirar de cabeça por cima no limite da pequena-área(!)
na sequência de um canto.
Em termos individuais, destaque para o golo do Ferreyra, que
espero lhe dê confiança para melhorar o seu nível exibicional. Há que dizer, no
entanto, que já pareceu melhor entrosado com a forma de jogar da equipa. O
Pizzi continua a sua veia goleadora e, mesmo assim, ficou a dever-nos mais um
golo. Quem também continua em grande forma é o Gedson que foi um autêntico saco
de pancada para os adversários. O Salvio também se encontra em excelente nível
e a jogada do segundo golo é brilhante. A defesa esteve toda muito segura, o
que acaba por ser natural quando se tem um guarda-redes atrás que inspira
confiança. Uma menção final para a estreia do João Félix na equipa principal,
ao substituir nos últimos minutos o Cervi.
Defrontaremos amanhã o PAOK na 1ª mão do play-off da Champions e no próximo sábado
iremos receber a lagartada. Espero
que a melhoria exibicional deste jogo no Bessa tenha continuidade nas próximas
partidas, porque conseguir duas vitórias (a do primeiro jogo preferencialmente
sem golos sofridos) será muito importante para os objectivos da época.
quarta-feira, agosto 15, 2018
Gedson
Empatámos em
Istambul frente ao Fenerbahçe (1-1) e qualificámo-nos para o play-off de acesso à Liga dos Campeões. Foi,
como se esperava, uma partida de nervos, mas o facto de termos marcado primeiro
foi decisivo no desfecho da eliminatória.
O Rui Vitória
só operou uma alteração no onze, que foi a entrada do Castillo para o lugar do
Ferreyra. E o chileno esteve bastante bem até se lesionar aos 34’. Entrámos
muito personalizados, a trocar bem a bola, mas sempre com alguma cerimónia na
altura de acelerar no ataque. O jogo estava um pouco repartido, mas sentia-se
que bastava que nós tivéssemos um bocado mais de velocidade para o
desequilibrarmos. E foi o que fizemos aos 26’, em que inaugurámos o marcador
pelo Gedson: excelente jogada pelo lado direito, com o André Almeida e Salvio a
conduzirem a bola, toque fantástico do Castillo que desmarcou o Gedson, que
aguentou dois defesas e desviou ligeiramente do Demirel à saída deste. Grande
golo de um jogador que ainda no ano passado jogou pelos juniores! Os turcos
sentiram o golo e era essencial que não os deixássemos marcar até ao intervalo.
Infelizmente, houve a tal lesão do Castillo e perdemos poder de choque na
frente com a entrada do Ferreyra, que todavia teve uma óptima ocasião para
acabar definitivamente com a eliminatória, mas atirou ligeiramente ao lado,
depois de contornar o guarda-redes, após uma boa desmarcação a passe do Salvio.
Entretanto, já o Vlachodimos tinha feito uma boa defesa a um remate perigoso de
fora da área. Mesmo em cima do intervalo, os turcos empataram num lance pela
esquerda, em que o Salvio não marcou bem o defesa, deixando-o centrar à vontade
para o Potuk ganhar nas alturas ao Grimaldo. Foi um golo bastante escusado.
Na 2ª parte,
o Fenerbahçe entrou mais pressionante, mas acabou por não criar grandes
oportunidades de golo. Depois de uns 10’ iniciais mais intensos, começámos a
reagir e o Cervi atirou por cima quando estava em boa posição à entrada da área.
Mais à frente, nova grande jogada do Gedson, a arrancar e levar tudo à frente,
mas o passe final que isolaria o Pizzi saiu muito curto. Pizzi que também tentou
de fora da área, mas o remate saiu rasteiro e à figura. O Ferreyra teve outra
grande oportunidade, numa recarga a um remate do Salvio praticamente só com o
guarda-redes pela frente, mas atirou em arco por cima. Os turcos colocaram os
ases todos, mas o Jardel e o Rúben Dias iam tomando boa conta do Soldado & Cia.
A única verdadeira oportunidade foi um remate em arco do Baris Alici, mas o
Vlachodimos voltou a responder bem. Aos 72’, o Rui Vitória decidiu tirar o
Salvio para entrar o Alfa Semedo e voltámos a tomar conta do meio-campo, com os
turcos a deixarem de ter bola. Assim foi até final, com o André Almeida a
falhar o golo da vitória mesmo no fim da compensação com um remate ligeiramente
ao lado, depois de uma assistência do Pizzi na direita.
Destaque
óbvio para o Gedson e não só pelo golão que marcou: nunca teve medo de ter a
bola, era sempre ele que acelerava o jogo e na parte final foi muito importante
para ganhar faltas. Teremos no mínimo seis meses e no máximo uma época para desfrutarmos
dele, porque é quase uma certeza que não estará cá para o ano. Só neste jogo a cotação dele aumentou no mínimo 10M€. O Vlachodimos
voltou a estar excelente e fico contente por termos finalmente um guarda-redes.
Os centrais Rúben Dias e Jardel estiveram imperiais, assim como o Fejsa no
meio-campo. Bom jogo também do Salvio, que nunca se esconde especialmente neste
tipo de partidas. Menos bem esteve o Cervi na esquerda, com muitas más decisões
na altura do passe, mas a ser importante a ajudar o Grimaldo na defesa. O
Castillo estava a mostrar-se muito útil, quando teve a lesão e o Ferreyra
voltou a não mostrar grande coisa. Ao invés do Guimarães, a entrada do Alfa
Semedo foi fundamental para acabar com o jogo.
Houve
alturas do encontro em que poderíamos ter dado o golpe de misericórdia, mas
desacelerávamos o ritmo. Confesso que isso me custa a entender, mas desta feita
correu bem, porque só sofremos um golo. Todavia, preferia que no futuro
fôssemos mais audazes no último terço do campo: só o Gedson criou
desequilíbrios, porque era o único que arrancava em velocidade. Veremos como
será quando defrontarmos o PAOK da Grécia no play-off, mas antes temos o jogo no Bessa para a 2ª jornada. Isto
não vai dar mesmo para respirar…
domingo, agosto 12, 2018
Pizzi e sofrimento
Vencemos o V. Guimarães na 6ª feira por 3-2, na abertura do
campeonato. Depois de uma 1ª parte fabulosa, onde o Pizzi fez o primeiro hat-trick com a nossa camisola, fomos
adormecendo progressivamente na 2ª e acabámos o jogo com o credo na boca, de
forma escusada.
O Rui Vitória voltou a apostar no mesmo onze que defrontou o Fenerbahçe, até porque o Castillo cumpriu castigo ainda de uma expulsão no México. Entrámos muito bem na partida, mas foi o V. Guimarães a pôr o Vlachodimos à prova num cabeceamento, depois de um centro da direita. Respondemos bem e marcámos logo aos 10’ pelo Pizzi, num remate rasteiro de pé esquerdo depois de uma boa iniciativa do Gedson no flanco direito. Cinco minutos depois, o Salvio foi derrubado na área, mas o Ferreyra permitiu a defesa do Douglas no respetivo penalty, tendo o guarda-redes defendido igualmente a recarga de cabeça do Salvio, com o remate seguinte do nosso extremo a ser interceptado por um defesa. Pouco depois, apanhámos um grande susto, com o Vlachodimos a defender um remate perigoso e a recarga do Tallo a ir ao poste. À meia-hora aumentámos a vantagem novamente pelo Pizzi, depois de outra brilhante jogada pela direita entre o Salvio e o André Almeida, com este a assistir atrasado para o nº 21. Aos 38’, o Pizzi fez o seu hat-trick, depois de um centro rasteiro da esquerda do Grimaldo, com o Ferreyra a deixar passar a bola por entre as pernas, para um remate igualmente rasteiro do nº 21. Em cima do intervalo, o Salvio ainda colocou a bola na baliza, mas estava fora-de-jogo.
Na 2ª parte, tentámos controlar mais o jogo e fomo-lo conseguindo até 15’ do fim. Poderíamos ter feito o quarto golo, mas o Salvio rematou fraco numa ocasião e noutra o Cervi não conseguiu chegar à bola a tempo. O Rui Vitória começou a gerir a equipa a pensar em Istambul e entraram o Rafa e Alfa Semedo para os lugares do Cervi e Fejsa. Coincidentemente (ou talvez não), com a saída do sérvio, a pressão afrouxou e o V. Guimarães reduziu para 3-1 pelo André André aos 76’, num remate rasteiro à meia-volta sem hipóteses para o Vlachodimos. Trememos e sofremos mais um golo quatro minutos depois, pelo entretanto entrado Celis: passe arriscado do Pizzi para o Gedson, o V. Guimarães ganhou a bola e o Celis ficou isolado frente ao nosso guarda-redes, tendo desviado a bola à saída deste. De maneira inconcebível, pusemos em causa uma vitória praticamente garantida. Nos minutos remanescentes lá caímos em nós, tivemos mais bola e conseguimo-la esconder do adversário. Nas poucas bolas que este bombeou para a nossa área, o Jardel deu conta do recado.
Em termos individuais, destaque óbvio para o Pizzi pelos três golos. Está novamente em grande forma e o facto de não ter ido à selecção só o beneficiou, porque na temporada passada foi à Taça das Conferderações e fez a época que se viu. Grande jogo igualmente do Gedson, que é cada vez mais imprescindível no meio-campo. Meio-campo, esse, cujo dono é indiscutivelmente o Fejsa. A sua saída foi o início do descalabro e não creio que a culpa seja tanto do Alfa Semedo que entrou, mas da equipa que já não consegue funcionar sem o sérvio. De qualquer maneira, acho que o Samaris não devia sair, porque tem mais experiência para controlar nos minutos finais. O Ferreyra continua muito fora dela e só teve duas intervenções de relevo: a abertura de pernas de assistência ao Pizzi e uma cabeçada que desmarcou o Salvio na 2ª parte. Não tenho dúvidas que seja bom jogador, mas neste momento não está a funcionar. O Jardel esteve imperial na defesa, tal como o Rúben Dias. O Salvio também fez um bom jogo, especialmente na 1ª parte e o Cervi mexeu-se bem, como é habitual.
Duas vitórias pela margem mínima nos dois primeiros jogos da época é positivo, mas na 3ª feira temos uma prova de fogo frente ao Fenerbahçe. Convém não termos um período de desconcentração semelhante a este jogo, porque senão poderemos não ter uma segunda oportunidade.
P.S. – Se até a ganhar por 4-0 me faz muita confusão ver pessoas a sair do estádio antes do apito final, na 6ª feira ia caindo para o lado ao ver gente a sair com 3-2...! Como é que é possível estar-se a sair descontraidamente do estádio com o resultado incerto?! É uma coisa que me tira mesmo do sério e, para mim, só tem uma justificação: ou essas pessoas apresentavam posteriormente o atestado médico ou certidão de óbito do familiar próximo que foram socorrer, ou ficariam impedidas de voltar ao estádio até final da época. Se fossem reincidentes, iriam acumulando o número de épocas de interdição.
O Rui Vitória voltou a apostar no mesmo onze que defrontou o Fenerbahçe, até porque o Castillo cumpriu castigo ainda de uma expulsão no México. Entrámos muito bem na partida, mas foi o V. Guimarães a pôr o Vlachodimos à prova num cabeceamento, depois de um centro da direita. Respondemos bem e marcámos logo aos 10’ pelo Pizzi, num remate rasteiro de pé esquerdo depois de uma boa iniciativa do Gedson no flanco direito. Cinco minutos depois, o Salvio foi derrubado na área, mas o Ferreyra permitiu a defesa do Douglas no respetivo penalty, tendo o guarda-redes defendido igualmente a recarga de cabeça do Salvio, com o remate seguinte do nosso extremo a ser interceptado por um defesa. Pouco depois, apanhámos um grande susto, com o Vlachodimos a defender um remate perigoso e a recarga do Tallo a ir ao poste. À meia-hora aumentámos a vantagem novamente pelo Pizzi, depois de outra brilhante jogada pela direita entre o Salvio e o André Almeida, com este a assistir atrasado para o nº 21. Aos 38’, o Pizzi fez o seu hat-trick, depois de um centro rasteiro da esquerda do Grimaldo, com o Ferreyra a deixar passar a bola por entre as pernas, para um remate igualmente rasteiro do nº 21. Em cima do intervalo, o Salvio ainda colocou a bola na baliza, mas estava fora-de-jogo.
Na 2ª parte, tentámos controlar mais o jogo e fomo-lo conseguindo até 15’ do fim. Poderíamos ter feito o quarto golo, mas o Salvio rematou fraco numa ocasião e noutra o Cervi não conseguiu chegar à bola a tempo. O Rui Vitória começou a gerir a equipa a pensar em Istambul e entraram o Rafa e Alfa Semedo para os lugares do Cervi e Fejsa. Coincidentemente (ou talvez não), com a saída do sérvio, a pressão afrouxou e o V. Guimarães reduziu para 3-1 pelo André André aos 76’, num remate rasteiro à meia-volta sem hipóteses para o Vlachodimos. Trememos e sofremos mais um golo quatro minutos depois, pelo entretanto entrado Celis: passe arriscado do Pizzi para o Gedson, o V. Guimarães ganhou a bola e o Celis ficou isolado frente ao nosso guarda-redes, tendo desviado a bola à saída deste. De maneira inconcebível, pusemos em causa uma vitória praticamente garantida. Nos minutos remanescentes lá caímos em nós, tivemos mais bola e conseguimo-la esconder do adversário. Nas poucas bolas que este bombeou para a nossa área, o Jardel deu conta do recado.
Em termos individuais, destaque óbvio para o Pizzi pelos três golos. Está novamente em grande forma e o facto de não ter ido à selecção só o beneficiou, porque na temporada passada foi à Taça das Conferderações e fez a época que se viu. Grande jogo igualmente do Gedson, que é cada vez mais imprescindível no meio-campo. Meio-campo, esse, cujo dono é indiscutivelmente o Fejsa. A sua saída foi o início do descalabro e não creio que a culpa seja tanto do Alfa Semedo que entrou, mas da equipa que já não consegue funcionar sem o sérvio. De qualquer maneira, acho que o Samaris não devia sair, porque tem mais experiência para controlar nos minutos finais. O Ferreyra continua muito fora dela e só teve duas intervenções de relevo: a abertura de pernas de assistência ao Pizzi e uma cabeçada que desmarcou o Salvio na 2ª parte. Não tenho dúvidas que seja bom jogador, mas neste momento não está a funcionar. O Jardel esteve imperial na defesa, tal como o Rúben Dias. O Salvio também fez um bom jogo, especialmente na 1ª parte e o Cervi mexeu-se bem, como é habitual.
Duas vitórias pela margem mínima nos dois primeiros jogos da época é positivo, mas na 3ª feira temos uma prova de fogo frente ao Fenerbahçe. Convém não termos um período de desconcentração semelhante a este jogo, porque senão poderemos não ter uma segunda oportunidade.
P.S. – Se até a ganhar por 4-0 me faz muita confusão ver pessoas a sair do estádio antes do apito final, na 6ª feira ia caindo para o lado ao ver gente a sair com 3-2...! Como é que é possível estar-se a sair descontraidamente do estádio com o resultado incerto?! É uma coisa que me tira mesmo do sério e, para mim, só tem uma justificação: ou essas pessoas apresentavam posteriormente o atestado médico ou certidão de óbito do familiar próximo que foram socorrer, ou ficariam impedidas de voltar ao estádio até final da época. Se fossem reincidentes, iriam acumulando o número de épocas de interdição.
quinta-feira, agosto 09, 2018
Curto
Vencemos na
3ª feira o Fenerbahçe por 1-0 na 1ª mão da 3ª pré-eliminatória da Liga dos
Campeões. Já se sabia nos tinha saído a fava
do sorteio e, apesar termos ganho sem golos sofridos, deveríamos ter conseguido
marcar pelo menos mais um golo. No jogo da 2ª mão, é imperioso jogarmos para
marcar, e desejavelmente sermos os primeiros a fazê-lo, caso contrário as coisas
podem ficar muito complicadas se tentarmos aguentar o 0-0.
O Rui Vitória apostou, sem surpresa, na equipa que tinha vindo a ser rodada nos jogos de preparação. A 1ª parte foi muito fraca, dado que ambas as equipas se mostraram com muito medo uma da outra e praticamente não houve oportunidades de golo. Há um penalty claro logo nos primeiros minutos por agarrão ao Cervi, mas o bielorrusso Aleksei Kulbakov nada assinalou (a propósito, a arbitragem foi muito mazinha, com prejuízo para nós em especial nas bolas divididas, que eram sempre falta nossa). Só tivemos uma evidente oportunidade, já em cima do intervalo, com o Ferreyra a rodar sobre o defesa e isolar-se, mas o remate foi uma lástima.
Na 2ª parte, aumentámos finalmente o ritmo e o Fenerbahçe praticamente não saiu do seu meio-campo e continuava na sua senda de perder tempo nas reposições de bola. Uma cabeçada do Jardel à figura e um remate do Salvio defendido pelo Volkan Demirel foram os lances mais perigosos, antes de conseguirmos marcar aos 69’ pelo Cervi: passe do Salvio da direita para a esquerda já dentro da área e remate do nosso extremo-esquerdo com a bola a passar por baixo do guarda-redes, que poderia ter feito mais. O Fenerbahçe pareceu não ter ficado muito preocupado com o golo e continuou a jogar à mesma velocidade (devagar e parado). Entretanto, já tinha entrado o Castillo para o lugar do inoperante Ferreyra e as coisas melhoraram, com o chileno a dar mais trabalho à defesa contrária e a ser bastante melhor a segurar a bola e os defesas. Foi o próprio Castillo a ter dois remates relativamente perigosos, ambos defendidos pelo Demirel, e outro que saiu por cima, num lance em que, se tivesse feito a tabelinha com o André Almeida, este ficaria isolado frente ao Demirel. A propósito de André Almeida, este ia marcando um golão num chapéu de cabeça, mas a bola infelizmente saiu ao lado. A única oportunidade dos turcos foi um remate por cima já no tempo de compensação.
Em termos individuais, gostei muito do Grimaldo, só foi pena o amarelo por protestos. O Cervi nem estava a fazer um jogo particularmente bem sucedido, mas tem esta enorme virtude de marcar golos, alguns deles decisivos. O Salvio foi dos que mais lutaram, embora nem sempre com muito esclarecimento. A defesa esteve muito segura, com destaque para o Jardel que não me lembro de ter perdido nenhum lance. Também o Fejsa no meio-campo foi o tampão do costume e vai ser difícil tirar o Gedson da equipa, já que voltou a mostrar grande personalidade e é dos poucos que pega na bola e a leva para a frente. Já o tinha referido aqui e volto a repetir: não pode haver titularidades por estatuto. Nos jogos de preparação, o Castillo mostrou sempre muito mais que o Ferreyra, mas não obstante é este que tem vindo a ser titular. Nesta partida, viu-se bem o que melhorámos com o chileno que, neste sistema de 4-3-3, tem muito mais arcaboiço para aguentar os defesas que o argentino, que me parece mais talhado para jogar com um colega ao lado (esperemos que o Jonas…). Faço votos para que o Rui Vitória corrija isto rapidamente.
Este Agosto vai ser infernal e vamos estrear-nos já amanhã para o campeonato, recebendo o V. Guimarães. Só teremos três dias de descanso, mas espero que isso não se reflicta na exibição da equipa, já que escusado será dizer que é fundamental começar com uma vitória.
O Rui Vitória apostou, sem surpresa, na equipa que tinha vindo a ser rodada nos jogos de preparação. A 1ª parte foi muito fraca, dado que ambas as equipas se mostraram com muito medo uma da outra e praticamente não houve oportunidades de golo. Há um penalty claro logo nos primeiros minutos por agarrão ao Cervi, mas o bielorrusso Aleksei Kulbakov nada assinalou (a propósito, a arbitragem foi muito mazinha, com prejuízo para nós em especial nas bolas divididas, que eram sempre falta nossa). Só tivemos uma evidente oportunidade, já em cima do intervalo, com o Ferreyra a rodar sobre o defesa e isolar-se, mas o remate foi uma lástima.
Na 2ª parte, aumentámos finalmente o ritmo e o Fenerbahçe praticamente não saiu do seu meio-campo e continuava na sua senda de perder tempo nas reposições de bola. Uma cabeçada do Jardel à figura e um remate do Salvio defendido pelo Volkan Demirel foram os lances mais perigosos, antes de conseguirmos marcar aos 69’ pelo Cervi: passe do Salvio da direita para a esquerda já dentro da área e remate do nosso extremo-esquerdo com a bola a passar por baixo do guarda-redes, que poderia ter feito mais. O Fenerbahçe pareceu não ter ficado muito preocupado com o golo e continuou a jogar à mesma velocidade (devagar e parado). Entretanto, já tinha entrado o Castillo para o lugar do inoperante Ferreyra e as coisas melhoraram, com o chileno a dar mais trabalho à defesa contrária e a ser bastante melhor a segurar a bola e os defesas. Foi o próprio Castillo a ter dois remates relativamente perigosos, ambos defendidos pelo Demirel, e outro que saiu por cima, num lance em que, se tivesse feito a tabelinha com o André Almeida, este ficaria isolado frente ao Demirel. A propósito de André Almeida, este ia marcando um golão num chapéu de cabeça, mas a bola infelizmente saiu ao lado. A única oportunidade dos turcos foi um remate por cima já no tempo de compensação.
Em termos individuais, gostei muito do Grimaldo, só foi pena o amarelo por protestos. O Cervi nem estava a fazer um jogo particularmente bem sucedido, mas tem esta enorme virtude de marcar golos, alguns deles decisivos. O Salvio foi dos que mais lutaram, embora nem sempre com muito esclarecimento. A defesa esteve muito segura, com destaque para o Jardel que não me lembro de ter perdido nenhum lance. Também o Fejsa no meio-campo foi o tampão do costume e vai ser difícil tirar o Gedson da equipa, já que voltou a mostrar grande personalidade e é dos poucos que pega na bola e a leva para a frente. Já o tinha referido aqui e volto a repetir: não pode haver titularidades por estatuto. Nos jogos de preparação, o Castillo mostrou sempre muito mais que o Ferreyra, mas não obstante é este que tem vindo a ser titular. Nesta partida, viu-se bem o que melhorámos com o chileno que, neste sistema de 4-3-3, tem muito mais arcaboiço para aguentar os defesas que o argentino, que me parece mais talhado para jogar com um colega ao lado (esperemos que o Jonas…). Faço votos para que o Rui Vitória corrija isto rapidamente.
Este Agosto vai ser infernal e vamos estrear-nos já amanhã para o campeonato, recebendo o V. Guimarães. Só teremos três dias de descanso, mas espero que isso não se reflicta na exibição da equipa, já que escusado será dizer que é fundamental começar com uma vitória.
sexta-feira, agosto 03, 2018
Eusébio Cup
Perdemos na
passada 4ª feira com o Lyon por 2-3 num jogo que contou simultaneamente para a
Eusébio Cup e International Champions Cup.
Voltámos a cumprir a tradição dos últimos anos de oferecer o troféu que homenageia o nosso melhor jogador de todos os
tempos a quem nos visita. Foi o último teste antes do jogo frente ao Fenerbahçe
e foi pena que a primeira derrota da pré-temporada surgisse nesta altura.
Para não variar, começámos bem a partida e dominámos nos primeiros minutos. Mas o Lyon foi mais eficaz e chegou ao 0-2 em apenas quatro minutos, quase em cima do intervalo (41’ e 45’), já depois de nós termos atirado por duas vezes ao poste (Salvio e André Almeida). A 2ª parte principiou com a terceira(!) bola aos ferros, pelo Pizzi, que depois reduziu a desvantagem aos 59’ numa boa combinação atacante. Tal como o Lyon, não demorámos muito a marcar o segundo golo, aos 64’, num autogolo do Marcelo, que tinha marcado o primeiro dos franceses. Parecia que íamos repetir o Dortmund, mas a sete minutos do fim o Conti e o André Almeida ficaram a dormir depois de um cruzamento da direita e sofremos o 2-3 com que terminou o jogo.
Já deu para perceber que o Rui Vitória vai continuar a apostar num 4-3-3 e voltei a ficar com a impressão que o Castillo se encaixa melhor nele, pelo menos neste momento, do que o Ferreyra. O Zivkovic que, tal como o chileno, entrou na 2ª parte e foi co-responsável pela melhoria generalizada, parece melhor nesta altura do que o Cervi para o flanco esquerdo. A par do Fejsa e do Pizzi (bastante melhor do que na época passada), o Gedson também está a ficar imprescindível e voltou a ser dos melhores. A defesa é que não está famosa e sofremos golos muito defensáveis. A boa notícia desta pré-época é que aparentemente podemos ter um guarda-redes em condições dado que o Vlachodimos voltou a fazer um punhado de boas intervenções.
Na próxima 3ª feira, começa a competição a sério e logo com um adversário muito complicado. Ou vamos para a Turquia com um resultado minimamente confortável (o ideal seria no mínimo 2-0) ou as coisas vão ser muito complicadas. E não podemos mesmo falhar esta entrada na Champions!
Para não variar, começámos bem a partida e dominámos nos primeiros minutos. Mas o Lyon foi mais eficaz e chegou ao 0-2 em apenas quatro minutos, quase em cima do intervalo (41’ e 45’), já depois de nós termos atirado por duas vezes ao poste (Salvio e André Almeida). A 2ª parte principiou com a terceira(!) bola aos ferros, pelo Pizzi, que depois reduziu a desvantagem aos 59’ numa boa combinação atacante. Tal como o Lyon, não demorámos muito a marcar o segundo golo, aos 64’, num autogolo do Marcelo, que tinha marcado o primeiro dos franceses. Parecia que íamos repetir o Dortmund, mas a sete minutos do fim o Conti e o André Almeida ficaram a dormir depois de um cruzamento da direita e sofremos o 2-3 com que terminou o jogo.
Já deu para perceber que o Rui Vitória vai continuar a apostar num 4-3-3 e voltei a ficar com a impressão que o Castillo se encaixa melhor nele, pelo menos neste momento, do que o Ferreyra. O Zivkovic que, tal como o chileno, entrou na 2ª parte e foi co-responsável pela melhoria generalizada, parece melhor nesta altura do que o Cervi para o flanco esquerdo. A par do Fejsa e do Pizzi (bastante melhor do que na época passada), o Gedson também está a ficar imprescindível e voltou a ser dos melhores. A defesa é que não está famosa e sofremos golos muito defensáveis. A boa notícia desta pré-época é que aparentemente podemos ter um guarda-redes em condições dado que o Vlachodimos voltou a fazer um punhado de boas intervenções.
Na próxima 3ª feira, começa a competição a sério e logo com um adversário muito complicado. Ou vamos para a Turquia com um resultado minimamente confortável (o ideal seria no mínimo 2-0) ou as coisas vão ser muito complicadas. E não podemos mesmo falhar esta entrada na Champions!
segunda-feira, julho 30, 2018
Sem perder
Empatámos
no sábado frente à Juventus (1-1), perdendo depois nos penalties por (2-4) em
mais um jogo para a International
Champions Cup nos EUA. Perante a hexacampeã heptacampeã italiana, muito desfalcada
principalmente do meio-campo para a frente, demos uma boa resposta, em especial
tendo em atenção a pré-temporada desgraçada do ano passado.
A equipa voltou a mostrar as virtudes e os defeitos das partidas anteriores: alguma segurança defensiva e no meio-campo, mas poucas oportunidades criadas para rematar à baliza. No entanto, há que dizer que voltámos a entrar muito bem na partida e a 1ª parte foi quase toda nossa. Todavia, só conseguimos marcar na 2ª parte, aos 65’, curiosamente numa altura em que a Juventus estava bem melhor no jogo: livre frontal e golão do Grimaldo a fazer bola subir sobre a barreira para depois descer muito rápido, com o guarda-redes a limitar-se a olhar para ela. A Juventus já tinha criado algumas oportunidades e conseguiu igualar aos 84’, noutro golão desta feita do Clemenza: flectiu da direita para a esquerda, passou por dois dos nossos e rematou em arco com a bola ainda a bater no poste.
A boa notícia a tirar deste jogo é que parece que temos guarda-redes. O Odysseas Vlachodimos efectuou um punhado de boas defesas e graças a ele não sofremos o golo mais cedo. Eu sei que esta avaliação pode estar exagerada, porque, depois do que se passou na última época, qualquer guarda-redes minimamente razoável nos vai parecer um novo Ederson, mas por enquanto fico tranquilizado por saber que na baliza vai estar alguém que não fique a olhar cada vez que há um cruzamento para a área. Ao invés, o Conti parece-me cada vez mais um Lisandro um pouco mais novo. E, se é para isto, deixem lá estar o Lisandro, que já foi tricampeão pelo Benfica. O Gedson não destoou, mas aprendeu da pior maneira que, contra este tipo de equipas, algumas rotações sobre si próprio equivalem a perder logo a bola. O Grimaldo voltou a ser dos melhores, com destaque óbvio para o golão. O Ferreyra saiu lesionado ainda na 1ª parte por causa de um choque de cabeças com o Jardel, mas neste esquema de 4-3-3 o Castillo parece-me claramente melhor nesta altura. Para quem não gosta do Pizzi (e às vezes ele também me exaspera), viu-se bem a diferença da 2ª parte sem ele…
Teremos na 4ª feira o último jogo de preparação, contra o Lyon, antes de isto começar a sério frente ao Fenerbahçe. Estamos bem melhor do que por esta altura na temporada passada, mas há que levar em conta que este ano as coisas começam logo a valer desde muito cedo. E não podemos falhar.
A equipa voltou a mostrar as virtudes e os defeitos das partidas anteriores: alguma segurança defensiva e no meio-campo, mas poucas oportunidades criadas para rematar à baliza. No entanto, há que dizer que voltámos a entrar muito bem na partida e a 1ª parte foi quase toda nossa. Todavia, só conseguimos marcar na 2ª parte, aos 65’, curiosamente numa altura em que a Juventus estava bem melhor no jogo: livre frontal e golão do Grimaldo a fazer bola subir sobre a barreira para depois descer muito rápido, com o guarda-redes a limitar-se a olhar para ela. A Juventus já tinha criado algumas oportunidades e conseguiu igualar aos 84’, noutro golão desta feita do Clemenza: flectiu da direita para a esquerda, passou por dois dos nossos e rematou em arco com a bola ainda a bater no poste.
A boa notícia a tirar deste jogo é que parece que temos guarda-redes. O Odysseas Vlachodimos efectuou um punhado de boas defesas e graças a ele não sofremos o golo mais cedo. Eu sei que esta avaliação pode estar exagerada, porque, depois do que se passou na última época, qualquer guarda-redes minimamente razoável nos vai parecer um novo Ederson, mas por enquanto fico tranquilizado por saber que na baliza vai estar alguém que não fique a olhar cada vez que há um cruzamento para a área. Ao invés, o Conti parece-me cada vez mais um Lisandro um pouco mais novo. E, se é para isto, deixem lá estar o Lisandro, que já foi tricampeão pelo Benfica. O Gedson não destoou, mas aprendeu da pior maneira que, contra este tipo de equipas, algumas rotações sobre si próprio equivalem a perder logo a bola. O Grimaldo voltou a ser dos melhores, com destaque óbvio para o golão. O Ferreyra saiu lesionado ainda na 1ª parte por causa de um choque de cabeças com o Jardel, mas neste esquema de 4-3-3 o Castillo parece-me claramente melhor nesta altura. Para quem não gosta do Pizzi (e às vezes ele também me exaspera), viu-se bem a diferença da 2ª parte sem ele…
Teremos na 4ª feira o último jogo de preparação, contra o Lyon, antes de isto começar a sério frente ao Fenerbahçe. Estamos bem melhor do que por esta altura na temporada passada, mas há que levar em conta que este ano as coisas começam logo a valer desde muito cedo. E não podemos falhar.
quinta-feira, julho 26, 2018
Recuperação
Empatámos
(2-2) e vencemos nos penalties (4-3) o Borussia Dortmund no nosso primeiro jogo
para a Internacional Champions Cup nos EUA.
Foi um encontro com duas partes completamente diferentes, em que recuperámos de
uma desvantagem de dois golos perante um adversário muito complicado, algo que é
muito bom para o nosso moral.
Entrámos bem na partida e durante os primeiros 10’ o Dortmund quase não saiu do seu meio-campo. Mas assim que saiu marcou dois golos de rajada e, quando vi o resultado em 0-2 aos 22’, cheguei a temer um descalabro como na pré-temporada do ano passado frente ao Young Boys. Felizmente, conseguimos conter os danos no resto da 1ª parte. Na 2ª parte, tivemos o condão de marcar relativamente cedo (51’) num bom remate cruzado do André Almeida, desmarcado pelo Pizzi, e aos 69’ restabelecemos a igualmente noutro bom golo do Alfa Semedo, que ganhou com muito mérito o ressalto a um remate seu interceptado e atirou igualmente cruzado. Em termos defensivos estivemos melhor neste período, mas verdade seja dita que já não estavam em campo os titulares do Dortmund.
Em termos individuais, continuo a manter a opinião do ano passado sobre o Svilar: no imediato, não dá! Não vale a pena estarmos com experiências com um guarda-redes tão novo. O potencial é indiscutível, mas precisa de crescer. Não esteve nem perto de tocar em nenhuma das bolas dos golos e fez pelo menos uns quatro passes directamente para fora, quando estava a tentar colocar no defesa-lateral. Até ver, continuamos com um problema na baliza. Para jogar sozinho na frente, neste momento o Castillo é melhor do que o Ferreyra: boa participação nas combinações atacantes, não emperra o nosso jogo de toques e tabelas, teve o contra de não ter tido hipótese de rematar à baliza. O Gedson também precisa de crescer, porque há rotações sobre si mesmo que resultam no campeonato português, mas não a este nível. O Alfa Semedo voltou a deixar óptimas indicações, fez um excelente golo e, à semelhança do Gedson, não tem medo de romper com a bola nos pés.
Defrontaremos a Juventus no próximo sábado em mais um teste exigente com vista à pré-eliminatória da Champions. O Rui Vitória tem utilizado (e bem) quase sempre os mesmos titulares, porque não temos tempo para grandes experiências. Temos que render o melhor possível no mais curto espaço de tempo possível.
Entrámos bem na partida e durante os primeiros 10’ o Dortmund quase não saiu do seu meio-campo. Mas assim que saiu marcou dois golos de rajada e, quando vi o resultado em 0-2 aos 22’, cheguei a temer um descalabro como na pré-temporada do ano passado frente ao Young Boys. Felizmente, conseguimos conter os danos no resto da 1ª parte. Na 2ª parte, tivemos o condão de marcar relativamente cedo (51’) num bom remate cruzado do André Almeida, desmarcado pelo Pizzi, e aos 69’ restabelecemos a igualmente noutro bom golo do Alfa Semedo, que ganhou com muito mérito o ressalto a um remate seu interceptado e atirou igualmente cruzado. Em termos defensivos estivemos melhor neste período, mas verdade seja dita que já não estavam em campo os titulares do Dortmund.
Em termos individuais, continuo a manter a opinião do ano passado sobre o Svilar: no imediato, não dá! Não vale a pena estarmos com experiências com um guarda-redes tão novo. O potencial é indiscutível, mas precisa de crescer. Não esteve nem perto de tocar em nenhuma das bolas dos golos e fez pelo menos uns quatro passes directamente para fora, quando estava a tentar colocar no defesa-lateral. Até ver, continuamos com um problema na baliza. Para jogar sozinho na frente, neste momento o Castillo é melhor do que o Ferreyra: boa participação nas combinações atacantes, não emperra o nosso jogo de toques e tabelas, teve o contra de não ter tido hipótese de rematar à baliza. O Gedson também precisa de crescer, porque há rotações sobre si mesmo que resultam no campeonato português, mas não a este nível. O Alfa Semedo voltou a deixar óptimas indicações, fez um excelente golo e, à semelhança do Gedson, não tem medo de romper com a bola nos pés.
Defrontaremos a Juventus no próximo sábado em mais um teste exigente com vista à pré-eliminatória da Champions. O Rui Vitória tem utilizado (e bem) quase sempre os mesmos titulares, porque não temos tempo para grandes experiências. Temos que render o melhor possível no mais curto espaço de tempo possível.
segunda-feira, julho 23, 2018
Bons momentos
No primeiro jogo desta pré-temporada perante um adversário
mais complicado, vencemos no passado sábado o Sevilha por 1-0 em Zurique. O que
mais importa nestas partidas foi, a meu ver, conseguido: notou-se uma melhoria
exibicional da equipa e durante alguns períodos chegámos inclusive a jogar bem.
(Não menosprezemos isso, ou não se recordam de grande parte da época
passada...?)
Em primeiro lugar, por favor não me venham falar de vingança por causa disto! A estupidez tem limites e comparar uma final europeia a um jogo de pré-época tem que ser um deles. A lesão do Svilar no aquecimento fez com que a baliza fosse do Vlachodimos, mas acabou novamente por não ter grande trabalho e ainda está por ver se precisamos de um guarda-redes ou não... Quem começa a convencer é o Castillo, o marcador do nosso golo: canto do Pizzi aos 57’ e o Castillo consegue fazer um óptimo cabeceamento, mesmo estando a ser agarrado por um braço (seria um penalty óbvio). Grande golo! Na defesa, o Conti continua a não me convencer muito, mas o Rúben Dias já voltou e fez a 2ª parte, enquanto o Grimaldo foi talvez o melhor jogador em campo (é bom mesmo que não saia, até porque o Yuri Ribeiro, enfim...). O Gedson esteve menos em destaque do que nas partidas anteriores, mas neste momento não há ninguém melhor do que ele para número 8. O Rafa continua a evidenciar os problemas dos anos anteriores na finalização e o Salvio começou bem, mas foi decaindo de rendimento, tendo ambos saído ao intervalo. Para os seus lugares, entraram o Cervi e o Zivkovic e estiveram ligeiramente melhores.
Iremos agora para os EUA, onde defrontaremos o Borussia Dortmund e a Juventus. Esperemos que esta melhoria seja para manter, até porque não poderíamos ter tido mais azar no sorteio da 3ª pré-eliminatória da Liga dos Campeões: não só nos calhou o adversário mais difícil entre todos, o Fenerbahçe, como o primeiro jogo é na Luz! Que raio de sorte!
Em primeiro lugar, por favor não me venham falar de vingança por causa disto! A estupidez tem limites e comparar uma final europeia a um jogo de pré-época tem que ser um deles. A lesão do Svilar no aquecimento fez com que a baliza fosse do Vlachodimos, mas acabou novamente por não ter grande trabalho e ainda está por ver se precisamos de um guarda-redes ou não... Quem começa a convencer é o Castillo, o marcador do nosso golo: canto do Pizzi aos 57’ e o Castillo consegue fazer um óptimo cabeceamento, mesmo estando a ser agarrado por um braço (seria um penalty óbvio). Grande golo! Na defesa, o Conti continua a não me convencer muito, mas o Rúben Dias já voltou e fez a 2ª parte, enquanto o Grimaldo foi talvez o melhor jogador em campo (é bom mesmo que não saia, até porque o Yuri Ribeiro, enfim...). O Gedson esteve menos em destaque do que nas partidas anteriores, mas neste momento não há ninguém melhor do que ele para número 8. O Rafa continua a evidenciar os problemas dos anos anteriores na finalização e o Salvio começou bem, mas foi decaindo de rendimento, tendo ambos saído ao intervalo. Para os seus lugares, entraram o Cervi e o Zivkovic e estiveram ligeiramente melhores.
Iremos agora para os EUA, onde defrontaremos o Borussia Dortmund e a Juventus. Esperemos que esta melhoria seja para manter, até porque não poderíamos ter tido mais azar no sorteio da 3ª pré-eliminatória da Liga dos Campeões: não só nos calhou o adversário mais difícil entre todos, o Fenerbahçe, como o primeiro jogo é na Luz! Que raio de sorte!
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