origem

segunda-feira, julho 31, 2017

Emirates Cup

Depois da vergonha que passámos há três anos, pensei que nunca mais fôssemos chamados para este troféu. Fomo-lo agora e mantivemos o nível: outra vez duas derrotas, desta feita por 2-5 frente ao Arsenal no sábado e 0-2 perante o Leipzig ontem. Se quisermos olhar para as coisas pelo lado positivo, podemos sempre dizer que há três anos foi o início do bicampeonato (que já não conquistávamos há 31 anos) e tivemos melhor goal average agora (2-7 contra 2-8...). Fora de brincadeira, esta pré-época não foi nada famosa (duas vitórias e quatro derrotas) e há-de chegar uma altura em que pré-temporadas péssimas não resultem sempre em campeonatos conquistados. Esperemos que ainda não seja este ano...

Dos 180’ que fizemos, só se salvou a 1ª parte contra o Arsenal. Com a equipa titular (só faltou o Fejsa), até marcámos primeiro pelo Cervi, mas depois facilitámos por duas vezes na defesa e o Walcott bisou, antes de o Salvio repor a igualdade perto do intervalo. Tivemos boas combinações atacantes, mas fomos muito permeáveis lá atrás, o que, tendo em conta que o nosso trinco era o Filipe Augusto, não é propriamente de espantar... Sempre que o Arsenal acelerava um pouco, víamo-nos à rasca e isso foi notório na 2ª parte. O jogo de ontem frente ao Leipzig foi muito fraco até entrar o Jonas aos 60’. Bem acompanhado posteriormente pelo Walcott, Diogo Gonçalves e Pizzi, demos um ar da nossa graça, mas já estávamos a perder por 0-2.

Finda a pré-temporada, seis jogos já dão para tirar algumas conclusões:

1) Precisamos MESMO de um lateral-direito. Pode ser que o Buta se faça, mas não podemos estar dependentes disso no imediato. O André Almeida, espero que faça a carreira completa no Benfica, mas nunca poderá ser titular indiscutível. Quanto ao Pedro Pereira, faz-me ter saudades do Luís Filipe... (E estou a falar a sério.)

2) Alguém enganou o Filipe Augusto: ele, a ocupação do espaço e a bola são três problemáticas incompatíveis. Pode voltar para o sítio de onde veio. (O que faz com que o Samaris seja tão imprescindível no plantel quanto o Fejsa. Nem pensar em vendê-lo!)

3) O Walcott deu boas indicações, assim como o Diogo Gonçalves. Juntando ao Salvio, Cervi e Zivkovic, parece-me que temos extremos mais do que suficientes. É indiscutivelmente seguro corrigir o erro do passado de acharmos que jogadores vindos da lagartada podem resultar no Benfica. O Simão é a única excepção e, mesmo assim, não veio directamente. Buen viaje, Carrillo! (Não, não me esqueci do Rafa na lista dos extremos, apenas aguardo que ele mostre qualquer coisa mais do que ser um excelente reforço para a secção de atletismo. No ano passado, era porque não tinha feito a pré-época connosco. Este ano, vamos lá a ver qual é a desculpa...)

4) Guarda-redes. Eu ficaria mais descansado se viesse mais alguém. Tenho dúvidas que o Júlio César dure a época toda e o Bruno Varela não me inspira grande confiança. Sem ofensa, uma coisa é defender as redes do V. Setúbal, outra é o Benfica.

5) Centrais. Tenho dúvidas que o Luisão e o Jardel durem a época toda. O Lisandro é muito bom rapaz, já cá está há alguns anos, mas preferia-o como quatro central. Alguém que pudesse discutir a titularidade com os outros dois era bastante desejável.

6) Meio-campo. Mixed feelings sobre o Chrien. Muito bem com o Hull City, muito sofrível ontem. É novo, pode sempre rodar, mas sinceramente não sei se é de ficar no plantel. Quanto ao André Horta, continuo sem perceber muito bem porque é que está tão abaixo na hierarquia. A diferença de qualidade em relação ao Filipe Augusto é gritante. (OK, não é grande elogio, eu sei, mas é só comparar o tempo de jogo dos dois...)

7) Avançados. Jonas é de outra galáxia. Mitroglou, Jiménez e Seferovic são três para um lugar. Julgo que um dos dois primeiros irá sair, mas se assim for tenho pena. São ambos bicampeões e foram fundamentais para os dois títulos, enquanto o suíço, embora me pareça bom, ainda tem que provar que manterá um nível elevado durante a maior parte da época.

Para a semana, temos o primeiro troféu oficial e de hoje a um mês fecha o mercado. O nosso começo de época é bastante complicado e vamos lá a ver qual é a resposta que a equipa vai dar. Só não estou (muito) preocupado, porque a tendência dos últimos anos foi esta e enquanto a lagartada festeja em Julho, nós temo-lo feito em Maio. A bem das relações de boa vizinhança, por mim poderia ser sempre assim.

domingo, julho 23, 2017

Derrota enganadora

Perdemos ontem com o Hull City (0-1) em novo jogo no estádio do Algarve. Perante uma equipa que desceu esta época à II Divisão inglesa, fomos claramente superiores, especialmente na 2ª parte, e o resultado não reflecte o que se viu em campo.

Com o segundo jogo em três dias, o Rui Vitória alterou bastante a equipa e não se pode dizer que na etapa inicial os maioritariamente suplentes tenham aproveitado a oportunidade. Jogo muito lento da nossa parte, com escassas oportunidades. A 2ª foi bem melhor, apesar de termos sofrido o golo logo aos 59’ num disparate do Lisandro que tentou sair a jogar da nossa área e acabou por perder a bola. Quando entrou a artilharia pesada, as coisas melhoraram muito e, num bom lance do Seferovic, o Hull City acabou por ficar a jogar com 10, porque o suíço se preparava para ficar isolado, quando foi derrubado. No entanto, a falta de pontaria e o guarda-redes adversário impediram-nos de conseguir um resultado volumoso (sim, tivemos oportunidades para ganhar pelo menos dois jogos).

Para além do Jonas, Seferovic e Zivkovic, que mexeram bastante com a equipa, também gostei das entradas do Willock e do Chrien. Este esteve muito bem na posição oito, o que deverá tirar espaço ao André Horta que na 1ª parte poderia ter feito melhor, e o inglês parece que tem um turbo em comparação com o Carrillo (quase todos os jogadores parecem um Ferrari ao pé dele, mas enfim…). O Buta na lateral-direita pode ser que se faça jogador, mas acho muito arriscado apostar já nele a 100%. Na esquerda, o Eliseu dá garantias de uma época ao nível das anteriores, quando o Grimaldo estiver no estaleiro. Quanto aos menos, o Filipe Augusto continua sem me convencer nada, o Lisandro até nem estava a jogar mal quando teve uma das suas paragens cerebrais, e os miúdos João Carvalho e Diogo Gonçalves passaram ao lado do jogo, mas nota-se que têm toque de bola.

Já estamos em Inglaterra para o último estágio antes do início oficial da época e no próximo fim-de-semana participaremos na Emirates Cup. De preferência com melhores resultados do que da última vez que lá estivemos, sff…

sexta-feira, julho 21, 2017

Algarve Cup

Vencemos o Bétis de Sevilha por 2-1 no Estádio do Algarve e conquistámos este troféu de pré-temporada. Foi um jogo melhor do que os anteriores, embora ainda haja muito para corrigir.

Depois da goleada frente ao Young Boys, um novo desaire poderia quebrar um pouco da confiança que se quer para a equipa, razão pela qual o Rui Vitória não facilitou muito nem na equipa inicial, nem nas substituições. Inaugurámos o marcador aos 15’ num golão do Seferovic (um chapéu) depois de uma boa abertura do Jonas. Facilitámos na defesa aos 32’ e os andaluzes empataram pelo Sergio León. Na 2ª parte, marcámos o golo da vitória aos 50’, novamente pelo Seferovic bem isolado pelo Rafa.

Com três jogos já dá para tirar algumas conclusões. Por exemplo, o Pedro Pereira é para esquecer. Pode ser muito bom rapaz e tal, mas os tempos do Dudic e Okunowo (felizmente) já lá vão. Como alguém comentava, até o Luís Filipe era melhor. Mesmo o Buta, que o substituiu ao intervalo, pareceu um génio ao pé dele, mas não podemos pensar que temos Nélson Semedos aos magotes vindos da equipa B prontos para entrar na equipa. Precisamos de um lateral-direito e rápido. No meio-campo, o Filipe Augusto é outro que não dá. Pelo menos como nº 8. Lento, complicativo, pouco criativo não acrescenta nada à equipa. (A propósito, o que se passará com o André Horta...?) O Jardel terá que adquirir rapidamente a forma. Eu sei que esteve praticamente um ano parado, mas como vai ser titular indiscutível era bom que melhorasse rapidamente. O Seferovic é bom. Marcou dois excelentes golos, mas estou com receio que o Mitroglou ou o Jiménez saiam, porque três potenciais titulares para um lugar parece-me demais. O Rafa está melhor em termos defensivos e fez um bom remate cruzado, embora tenha saído ao lado (já é um princípio...). O Hermes não é nenhum génio, mas como o Grimaldo passa a vida magoado e o Eliseu já não vai para novo (e também esteve lesionado no ano passado durante um par de meses) se calhar é de o manter no plantel, até porque o bombeiro de serviço (André Almeida) não deverá poder ser desviado para a esquerda, porque vai ser preciso na direita. O Júlio César também tem que ter concorrência (e boa) na baliza.

Amanhã defrontaremos o Hull City e estamos a duas semanas da Supertaça. Era muito conveniente que recebêssemos os reforços necessários a tempo de a jogarem. Um troféu oficial é sempre para ganhar.

domingo, julho 16, 2017

Muito mau

No segundo jogo da pré-temporada, fomos ontem copiosamente derrotados (1-5) pelo Young Boys da Suíça. Mesmo tendo em conta que três dos golos foram apontados nos últimos 15’, já depois das muitas substituições, e que estamos no início da época, é um resultado que não pode deixar de nos preocupar. Sem histerismos, nem a pensar que este ano nem à Liga Europa vamos (de certeza que há malta que já acha isso), mas também não vale a pena tapar o sol com a peneira: sim, precisamos de reforços nalgumas posições-chave.

A partida até nem começou mal, connosco a chegar à vantagem aos 22’ num livre do Jonas que desviou na barreira e enganou o guarda-redes. Mas não a gozámos muito, porque os suíços empataram logo três minutos depois num mau alívio do Lisandro que acabou por se tornar uma assistência. Até ao intervalo, ainda sofremos uma bola no poste. Mas o pior estava guardado para a 2ª parte, com o Jonas a marcar muito mal um penalty e o Cervi a falhar só com o guarda-redes pela frente, e depois com cada bola que ia à nossa baliza a entrar, ajudada igualmente por muita inépcia futebolística principalmente da nossa defesa.

Tomando em conjunto estas duas primeiras partidas, há alguns jogadores que poderão sempre dizer aos netos que jogaram com a camisola do Benfica. Mas, para nosso bem, esperemos que seja só em jogos particulares. Outras há que são bons para estar no plantel (nenhuma equipa do mundo pode ter 24 Messis), mas nunca como titulares. Falando em titulares, há três indiscutíveis que saíram e até agora não entrou ninguém para o lugar deles. O que quer dizer que quem os está a substituir é quem já cá estava. Que era suplente deles no ano passado. Logo, não é preciso fazer um desenho para perceber se (até agora) perdemos ou não qualidade na equipa, pois não...?

sexta-feira, julho 14, 2017

Início

Vencemos o Neuchâtel Xamax por 2-0 no primeiro jogo da pré-temporada para a Taça Uhren. Os golos foram apontados ainda na 1ª parte, pelo Jonas de penalty aos 5’ e pelo Seferovic (estreia a marcar é sempre de saudar) aos 19’. A justiça da nossa vitória nunca esteve em causa, até porque o adversário, da 2ª Divisão suíça, se revelou bastante inferior a nós.

Com as vendas do Ederson, Lindelof e Nélson Semedo, e as ausências de 11 jogadores (entre lesionados e férias prolongadas por causa das selecções), a equipa que se apresentou estava longe de ser a que vai jogar mais vezes, pelo que o interesse destes jogos é ver quem dos novos jogadores é que se pode constituir como alternativa a curto prazo. E nesse capítulo, gostei bastante do Diogo Gonçalves (a abertura para o Jonas no lance em que este é derrubado na área é brilhante). O eslovaco Chrien, apesar de um erro enorme num atraso, pareceu-me bom jogador, o toque de bola não engana e chega facilmente à área contrária. Pode ser que se torne uma alternativa válida ao Pizzi. O Seferovic, apesar do golo, nota-se que ainda não está muito à vontade nas movimentações da equipa (o contrário é que seria de espantar). No entanto, espero que a sua vinda não implique a saída do Jiménez nem do Mitroglou. Quanto aos restantes, não houve nenhuns que se tenha destacado por aí além.

O próximo teste, frente ao Young Boys que irá disputar os play-off da Champions, deverá ser mais complicado.

domingo, julho 02, 2017

Portugal - 2 - México - 1 (a.p.)

Vencemos os mexicanos e conseguimos o 3º lugar na Taça das Confederações. Mesmo sem o Cristiano Ronaldo (que teve dispensa para conhecer os seus filhos gémeos) e com bastantes alterações no onze, ficámos com o último lugar no pódio, o que não deixa de ser meritório.

Na 1ª parte, fomos bastante superiores ao adversário e demo-nos ao luxo de falhar um penalty pelo André Silva e um golo de baliza aberta pelo Nani (cabeceou por cima).A 2ª parte começou praticamente com o golo deles (54’), num lance infeliz do Neto, que colocou a bola dentro da baliza, mas nós vingámo-nos do jogo da fase de grupos ao igualar aos 91’, num excelente pontapé de karaté do Pepe, depois de um centro do Quaresma. No prolongamento, novo penalty indiscutível a nosso favor (mão do Layún) e, ao fim de quatro falhanços, lá conseguimos finalmente marcar através do Adrien (104’). Até final, destaque negativo para os duplo amarelos a dois jogadores do Glorioso (Nélson Semedo e Raúl Jiménez) e para uma boa defesa do Rui Patrício já mesmo no final, a remate do Herrera.

Em termos individuais e falando do conjunto dos jogos, o Bernardo Silva e o Gelson Martins deixaram de ser promessas para se tornarem claramente opções para a titularidade, e o Pizzi merecia mais minutos (foi dos melhores neste último jogo). No meio-campo e à semelhança do Europeu, continuo a achar que o Danilo é bastante melhor do que o William Carvalho. O Nani estará no fim da linha (mesmo o Quaresma esteve melhor do que ele), mas não faltam opções ofensivas de modo inversamente proporcional ao que se passa no centro da defesa, em que todos já passaram dos 30 anos.

Esta participação inédita tem um travo agridoce, porque tínhamos claramente equipa para ir à final, mas ao mesmo tempo não é todos os dias que ficamos no pódio numa competição organizada pela FIFA.

quinta-feira, junho 29, 2017

Portugal - 0 - Chile - 0 (0-3 pen.)

Fomos derrotados nos penalties pela selecção chilena e perdemos uma oportunidade (quiçá única) de ir à final da Taça das Confederações. Tal como se previa, foi uma partida bastante equilibrada, em que a selecção da América do Sul conseguiu ter mais bola, mas nós fizemos mais remates à baliza.

Com a recuperação física do Bernardo Silva, apresentámos a equipa que era expectável (com o José Fonte a substituir o castigado Pepe) e até entrámos bem na partida. No entanto, íamos sofrendo um golo logo nos primeiros minutos, mas o Rui Patrício fez bem a mancha. Pouco depois, era a nossa vez de falharmos uma excelente ocasião, com o André Silva a permitir a defesa do Cláudio Bravo. Até ao intervalo, houve muita luta, mas quase nenhumas chances claras de golo.

Na 2ª parte, as equipas pareceram sempre mais interessadas em não sofrer do que em marcar e até as nossas substituições correram particularmente mal, já que o Nani e o Quaresma não trouxeram nada de novo. Sem grande surpresa, fomos para prolongamento. Depois de um penalty contra nós ter sido perdoado pelo árbitro, que nem sequer solicitou a ajuda do vídeo-árbitro, no último minuto do prolongamento fomos bafejados pela sorte: bola no poste e na barra na mesma jogada!

Quando aos penalties, começaram eles, o que é logo uma desvantagem. De qualquer modo, cometemos a proeza de falhar todos os três penalties de que dispusemos! Assim, não há equipa que resista.

A equipa esteve uns furos abaixo do que se esperava, mas em termos individuais o Cédric e o William Carvalho (alvíssaras, alvíssaras!) foram dos melhores. Também gostei do Bernardo Silva enquanto teve pernas. Os centrais (José Fonte e Bruno Alves) foram irrepreensíveis.

Iremos agora jogar para os 3º e 4º lugares no próximo domingo. Haverá certamente alguma rotação na equipa, mas já agora conseguíamos o pódio, não?

domingo, junho 25, 2017

Nova Zelândia - 0 - Portugal - 4

A goleada frente aos neo-zelandeses permitiu-nos ficar no 1º lugar do grupo, tendo o México derrotado a Rússia (2-1) e ficado em segundo. Perante a equipa mais fraca do grupo, o Fernando Santos resolveu não facilitar e colocou a melhor equipa em campo. Mas como não há bela sem senão, o Pepe levou um amarelo idiota e ficará de fora das meias-finais.

À semelhança do jogo frente ao México, não entrámos nada bem, mas fomo-nos recompondo ao longo da 1ª parte. Criámos perigo num cabeceamento do Cristiano Ronaldo que o guarda-redes defendeu para o poste e inaugurámos o marcador aos 33’ pelo mesmo C. Ronaldo, num penalty indiscutível sobre o Danilo na sequência de um canto. Quatro minutos depois, a partida ficou praticamente decidida, com o 2-0 numa boa abertura do Quaresma para o Eliseu, que centrou atrasado para o Bernardo Silva marcar e lesionar-se ao cair mal (saiu ao intervalo rendido pelo Pizzi).

Na 2ª parte, voltámos a entrar lentos, mas aí com a desculpa de estarmos a ganhar, e a Nova Zelândia teve uma boa oportunidade salva pela perna do Bruno Alves. Entretanto, entrou o Nani para que o C. Ronaldo pudesse descansar e selámos definitivamente o 1º lugar (o México estava a ganhar por 2-1 e, portanto, um golo deles ou da Nova Zelândia atirar-nos-ia para o 2º lugar) com o 3-0 pelo André Silva, numa boa iniciativa individual aos 80’. No início da compensação, ainda houve tempo para o Nani fazer o 4-0 num remate rasteiro de pé esquerdo.

Iremos agora defrontar o Chile nas meias-finais na próxima 4ª feira e veremos se a estupidez do Pepe não nos será prejudicial. Quando ao resto da equipa, parece-me que o Bernardo já é indiscutível e o Danilo bastante melhor do que o William Carvalho (como no Euro 2016, já agora). Teremos de ter bastante atenção, porque os chilenos serão o adversário mais difícil até agora.

quinta-feira, junho 22, 2017

Rússia - 0 - Portugal - 1

Vencemos ontem a selecção anfitriã da Taça das Confederações e estamos a um empate de nos qualificarmos para as meias-finais. Como o próximo adversário é a já eliminada Nova Zelândia, era só o que mais faltava não passarmos à fase seguinte.

Com jogos de três em três dias, o Fernando Santos mexeu na equipa e a entrada do Bernardo Silva foi fundamental para a melhoria exibicional da selecção. Especialmente na 1ª parte, dominámos completamente os russos que sentiram imenso o nosso golo logo aos 8’, num belo centro do Raphael Guerreiro a que o Cristiano Ronaldo correspondeu com uma óptima cabeçada. Tivemos mais algumas oportunidades, mas o Akinfeev lá foi resolvendo. Na 2ª parte, as coisas alteraram-se, os russos foram muito mais pressionantes, mas acabámos por ser nós a ter as melhores oportunidades em contra-ataque, com o André Silva e Cédric a proporcionaram ao guardião russo óptimas defesas, e o C. Ronaldo a falhar incrivelmente de cabeça um golo feito. Num canto no último minuto, só não aconteceu o empate, porque o cabeceamento de um jogador russo saiu ligeiramente por cima.

No outro grupo, o Chile tem os mesmos pontos, mas vantagem na diferença de golos perante a Alemanha e veremos o que nos reservam os últimos jogos dos grupos para saber o emparelhamento das meias-finais.

segunda-feira, junho 19, 2017

Portugal - 2 - México - 2

Empatámos ontem na estreia na Taça das Confederações que decorre na Rússia. Perante um adversário que se mostrou durante algum tempo muito mais aguerrido do que nós, tivemos a inteligência de nos colocar por duas vezes em vantagem, mas deixá-la fugir já nos descontos.

O Fernando Santos inovou ao colocar o Nani e Quaresma de início, relegando o André Silva para o banco. E se o jogador do Besiktas foi dos melhores, marcando o nosso primeiro golo aos 34’, depois de uma abertura fabulosa do Cristiano Ronaldo na sequência de um deslize de um defesa mexicano, já o do Valência passou ao lado do jogo. Em cima do intervalo, aos 43’, o México empatou pelo Javier Hernandéz num falhanço incrível do Raphael Guerreiro que terá feito dos piores jogos de sempre com a camisola da selecção.

Na 2ª parte, estivemos melhor do que os mexicanos, mas só conseguimos marcar aos 86’ pelo Cédric, numa jogada de insistência dele em que aproveitou uma assistência do Herrera. No entanto, num canto já depois dos 90’, o José Fonte (outro que esteve muito mal) preocupou-se mais em não deixar o Héctor Moreno jogar a bola, mas este conseguiu na mesma cabecear e fazer a igualdade.

Com a vitória da Rússia perante a Nova Zelândia, não podemos mesmo perder frente à equipa da casa na próxima jornada. Há que aproveitar bem a oportunidade de disputar este troféu, porque será provavelmente uma ocasião única (convenhamos que ganhar outra vez um Europeu ou um Mundial não será muito provável).

segunda-feira, junho 12, 2017

Letónia - 0 - Portugal - 3

Vencemos em Riga na 6ª feira e, com a vitória da Suíça nas Ilhas Faroé (2-0), continuamos três pontos atrás dos helvéticos na qualificação para o Mundial da Rússia. Na 1ª parte, tivemos algumas dificuldades em conseguir espaços para criar perigo e só dois remates fora da área do Cristiano Ronaldo proporcionaram boas intervenções do guarda-redes. No entanto, aos 41’, lá conseguimos marcar num cabeceamento do José Fonte ao poste e recarga vitoriosa também de cabeça do C. Ronaldo.

Tendo feito o mais difícil neste tipo de jogos, que é sempre marcar o primeiro golo, a exibição melhorou substancialmente na 2ª parte e fizemos mais dois: aos 63’, centro do entretanto entrado Quaresma que ressaltou num defesa e foi parar à cabeça do C. Ronaldo, e quatro minutos depois tudo ficou selado com um óptimo roubo de bola do André Silva à saída da área dos letões, o William Carvalho dá de primeira para o C. Ronaldo, que assiste o mesmo André Silva para este rematar cruzado à saída do guarda-redes. Até final, controlámos perfeitamente o jogo, sem deixar o adversário criar perigo.

A grande surpresa desta ronda foi a vitória de Andorra sobre a Hungria (1-0) e a ida a Budapeste será o teste mais difícil antes da recepção à Suíça na última jornada. Teremos de ganhar todos os quatro jogos até final para ficarmos em primeiro lugar no grupo. Como o primeiro factor de desempate é a diferença de golos (e neste campo levamos dez de vantagem), nem sequer temos de superar o 0-2 de Basileia. Basta-nos ganhar o jogo.

segunda-feira, maio 29, 2017

Dobradinha épica

Derrotámos o V. Guimarães por 2-1 no Jamor e conquistámos a 26ª Taça de Portugal do nosso palmarés, e a nossa 11ª dobradinha. Foi o final perfeito de uma época que já era histórica graças ao tetra e assim ainda ficou mais valorizada com o triplete (só foi pena aquele jogo com o Moreirense para a Taça da Liga…).

Esta final foi verdadeiramente épica: desde 1980 que só perdi ao vivo a final da Taça que ganhámos (3-1) ao CRAC em 1984/85 e, mesmo nas que não participámos, não tenho memória de haver um dilúvio destes em pleno mês de Maio (ou Junho) no Jamor. Choveu quase ininterruptamente ao longo dos 90’ o que, para quem tem (e teve) sempre lugar coberto no Estádio da Luz, tornou esta experiência absolutamente inesquecível. Só me fez lembrar outra chuvada épica (mas que vi pela televisão) também em Maio de 1994… Claro que, se as coisas não tivessem corrido bem ontem, seria uma desilusão ainda maior, mas assim a gigantesca molha valeu a pena!

O Rui Vitória resolveu (e muito bem) não facilitar e, para ganhar títulos, têm que jogar os que estão em melhor forma: neste sentido, foi com alegria que vi que íamos jogar com o Ederson (naquele que terá sido o seu último jogo pelo Benfica) na baliza. De resto, a equipa já esperada, com o Jiménez a continuar na frente e o enorme Cervi na esquerda. A 1ª parte não foi nada fácil, com o V. Guimarães embalado (há que admiti-lo sem complexos nenhuns) por uns adeptos fantásticos a fazer-nos a vida negra e até as criar as melhores (embora muito poucas) oportunidades: uma boa defesa do Ederson a um remate do Hernâni e uma cabeçada muito perto do poste num canto, enquanto nós só num cabeceamento do Luisão num livre é que criámos perigo. Para piorar as coisas, ficámos sem o Fejsa aos 24’ num lance em que o Marega teve uma entrada muito dura que fez com que o sérvio tivesse que levar a distância que a lagartada ficou de nós no campeonato no joelho!

A 2ª parte para foi muito melhor em termos de futebol. Entrámos fortíssimos e inaugurámos o marcador logo aos 48’ na sequência de um remate de fora da área do Jonas, que o Miguel Silva defendeu para a frente, e o Jiménez muito rápido picou a bola sobre o guarda-redes. Foi o delírio nas bancadas do Jamor! Não desacelerámos e aos 53’ fizemos o 2-0: cruzamento da direita do Nélson Semedo e cabeçada extraordinária do Salvio a fazer lembrar os Águas que também marcaram naquele palco. Um golão! O jogo teve inevitavelmente que abrir e nós aproveitámos a subida do V. Guimarães para criar muito perigo em contra-ataque. Numa boa jogada pouco depois da hora de jogo, o Grimaldo cruzou na esquerda e o Jonas cabeceou à barra, o Samaris teve um bom remate de fora da área defendido pelo guarda-redes, mas aos 78’ foi o v. Guimarães a reduzir para 2-1 num cabeceamento completamente à vontade do Zungu num canto. A nossa defesa foi (excepcionalmente) a dormir neste lance, porque o jogador do V. Guimarães cabeceou praticamente na pequena-área! Fiquei muito apreensivo para os últimos minutos, mas foram nossas as melhores oportunidades até ao final: remate do Salvio desviado por um defesa, uma bola picada pelo Pizzi só com o guarda-redes pela frente saiu ligeiramente por cima e um falhanço inacreditável do Jiménez, quando só tinha que encostar e resolveu rematar com força, também só com o Miguel Silva pela frente. Quando o Sr. Hugo Miguel apitou pela última vez, foi o êxtase no relvado e nas bancadas! Os jogadores celebraram como se tivesse sido o primeiro título conquistado na vida, o que dá bem conta da união e do compromisso de vitória que tem esta equipa. Uma palavra final para o V. Guimarães e seus adeptos que, no final, também deram espectáculo nas bancadas, com uma união entre ambos que só os honra e que muito clube gostaria de ter, mas só poucos o conseguem.

Em termos individuais, o Salvio foi o melhor em campo: um golão e uma 2ª parte em alto nível, incluindo em termos defensivos (fez um corte magnífico já perto do final, que impediu um contra-ataque adversário que poderia ter sido bastante perigoso). O Pizzi também subiu imenso na 2ª parte e só foi pena que não tivesse conseguido marcar aquele o golo perto do fim. No conjunto, toda a equipa melhorou imenso após o intervalo, o que é demonstrativo da nossa capacidade actual não só de gerir os jogos, mas também de não nos enervarmos caso as coisas não estejam a correr de feição (tal como durante toda a 1ª parte).

Esta dobradinha soube-me extraordinariamente bem! É sempre bom terminar a época a ganhar e, se se faz história, ainda melhor. Aliás, esta época inolvidável será objecto de um post nos próximos dias.

VIVA O BENFICA!

segunda-feira, maio 22, 2017

Despedida

Empatámos no sábado no Bessa (2-2) na última jornada do campeonato e, com a magnífica vitória de ontem do Moreirense (grande Petit!) sobre o CRAC (3-1), acabámos por lhes ganhar um ponto, tendo terminado o campeonato com seis de vantagem sobre eles e 12 sobre a lagartada. Ainda por cima, estes resultados deram-nos o melhor ataque e a melhor defesa da prova, com mais um golo marcado e menos um sofrido do que o CRAC. Fantástico!

O Rui Vitória tinha dito que um dos objectivos para esta partida era fazer de todo o plantel campeão e entrámos em campo com o Pedro Pereira, Kalaica e Hermes, que ainda não tinham jogado um único minuto. Aliás, nenhum jogador dos onze que alinharam é titular neste momento, pelo que era expectável que as coisas não corressem como habitualmente. Aos 16’ sofremos o primeiro golo, quando ficámos com a defesa a dormir e o Renato Santos só teve que encostar depois de um centro na direita. Tínhamos dificuldades em ligar o jogo atacante e estávamos coxos no lado esquerdo do ataque, porque o Hermes é um lateral e estava a jogar a extremo. Só o Zivkovic e a espaços o André Horta é que mostravam algum inconformismo.

Na 2ª parte, o Rui Vitória lançou o Rafa saindo o Hermes, mas foi do mesmo Rafa um erro clamoroso no domínio da bola que permitiu a jogada que deu o 2-0 ao Boavista aos 52’: remate cruzado do Schembri com o Júlio César a poder ter feito mais, já que a bola não foi assim com tanta força. Entretanto, entrou o Jiménez para o lugar do lento e previsível Filipe Augusto, e a equipa deu mostras de começar a reagir. Verdade seja dita que já desde o reinício que tínhamos entrado melhor e materializámos essa subida de produção aos 71’: boa jogada do Rafa desde o nosso meio-campo, que soltou no timing exacto para o Mitroglou, que se tinha libertado do defesa de forma muito inteligente, rematar cruzado para o fundo da baliza. Aos 78’, deu-se a merecida entrada do Paulo Lopes, o único elemento que faltava ser campeão. Já agora, seria uma boa despedida do campeonato e uma prenda para os adeptos do Norte não perdermos o jogo, pensámos nós e terão pensado os jogadores, que pressionaram ainda mais o adversário. Um remate de trivela do Rafa passou muito perto do poste e finalmente conseguimos o empate em cima dos 90’ num canto do Zivkovic e excelente entrada de cabeça do estreante Kalaica a fazer a bola bater no poste e bater no relvado já para além da linha. Um golo que pôs em delírio as bancadas do Bessa, que puderam assim festejar com outro espírito este fantástico tetracampeonato.

Em termos individuais, gostei do Zivkovic, que tinha claramente mais ritmo que os colegas. Espero que na próxima época o André Horta seja mais regular e tenha mais sorte com as lesões, porque é sem dúvida bom jogador. O Mitroglou mostrou-se quando foi preciso meter a bola lá dentro. Quanto aos estreantes, são todos para rever noutro contexto: o Hermes pareceu-me claramente fora de posição, o Pedro Pereira algo nervoso, o que não é de estranhar porque ainda só tem 19 anos e o Kalaica, com 18, foi o mais promissor deles e não só pelo golo.

Para a semana, teremos o último jogo da época com a final da Taça de Portugal e uma oportunidade de conseguir a sempre desejada dobradinha. Eu já tenho a minha conta de finais perdidas de forma inglória, portanto espero bastante concentração da equipa, porque o V. Guimarães não vai ser um adversário nada fácil. E se um tetracampeonato é muito bom, com uma dobradinha será indiscutivelmente muito melhor!

segunda-feira, maio 15, 2017

TETRACAMPEÕES NACIONAIS

Goleámos o V. Guimarães no sábado por 5-0 e conseguimos um feito inédito em 113 anos da gloriosa história do nosso clube: ser tetracampeões nacionais! Têm sido dias tão intensos, que só agora é que tive disponibilidade para escrever o post sobre o jogo do título, com o tempo e a calma que um quarto troféu de campeão consecutivo merece.

Sabendo que estávamos a uma vitória do sonho, tivemo-la na melhor exibição da época. De longe! Em relação à partida de Vila do Conde, o Rui Vitória manteve o Jiménez no onze e fez entrar o Salvio para o lugar do Rafa. Entrámos em campo a todo o gás, dando mostras de querermos resolver as coisas cedo. Ou seja, alguma ansiedade que houvesse ficou bem disfarçada, até porque inaugurámos o marcador logo aos 11’ através do Cervi na recarga a um remate rasteiro do Jonas defendido pelo Douglas. No ano passado, foi o Gaitán a começar a desbloquear o jogo do título, esta época foi o seu substituto. Até então, já tínhamos circundado a baliza vimaranense com perigo, principalmente através do Jiménez. Aos 16’, a vantagem aumentou quando o Ederson(!) assistiu o mesmo Jiménez para o 2-0, num pontapé de baliza que encontrou o mexicano, que não dominou a bola na perfeição, mas conseguiu passá-la por cima do Douglas e cabecear para a baliza, tendo ainda um defesa tocado nela antes de entrar. As coisas estava a correr bem e poderiam ter ficado melhor logo depois, com um remate de pé esquerdo do Nélson Semedo que passou perto do poste e principalmente dois falhanços incríveis do Jonas só com o guarda-redes pela frente. No entanto, aos 37’ fizemos finalmente o 3-0 numa excelente combinação do Jonas com o Pizzi, com o brasileiro a fazer a assistência para o nº 21 ensiná-lo como se marca isolado frente ao Douglas…! Se com 3-0 as coisas estavam muito bem encaminhadas (eu, como sou um pessimista por natureza, lembrei-me logo do jogo frente ao Besiktas para não começar a festejar prematuramente…), com o 4-0 aos 44’ até eu achei que o título estava garantido: foi o melhor golo da tarde, um chapéu magnífico do Jonas, que começou assim a sua redenção dos falhanços incríveis.

Na 2ª parte, continuámos com a mesma tendência embora em menor velocidade, obviamente, e tivemos oportunidades pelo Luisão (de cabeça) e duas vezes pelo Pizzi, na primeira um remate ao lado e noutra com um defesa a tirar mesmo sobre a linha de golo um remate em chapéu tão bom quanto o do Jonas. Aos 67’, fizemos o 5-0 através de um penalty indiscutível por empurrão do Marega ao Cervi, com o Jonas a rematar colocado e em força. Até final, ainda atirámos uma bola ao poste pelo Jiménez e vimos o Douglas defender remates do Jonas e Pizzi. Poderíamos ter construído um resultado ainda mais histórico…!

Com uma exibição tão perfeita, custa fazer destaques individuais, mas mesmo assim voltei a gostar do Jiménez, que surge muito confiante e em forma neste final de época, do Cervi, um pequeno-grande poço de energia, do Salvio, que fez a sua melhor exibição da época (foi pena ter-lhe faltado as forças para o remate num slalom que fez na 2ª parte… Teria sido um dos golos do campeonato), e do Pizzi por ter sido mais uma vez o cérebro da equipa. Quanto ao Jonas, dois golos são sempre de saudar, mas ficou a dever-nos outros dois (pagas na final da Taça e não se fala mais nisso, pode ser?).

Estamos em festejos merecidíssimos desde sábado e para a semana vamos ao Bessa fechar o campeonato. É muito provável que todos aqueles que ainda não jogaram nenhum minuto o possam fazer para poderem ser considerados também campeões nacionais. Ainda bem que resolvemos a questão do título duas semanas antes da ida ao Jamor, não só pelo que acabei de dizer, mas principalmente para podermos preparar a final com outra concentração. É que eu já tenho a minha dose de finais da Taça perdidas de forma inglória, portanto vamos lá atacar a dobradinha, sff! 

VIVA O BENFICA! TETRACAMPEÃO NACIONAL!

segunda-feira, maio 08, 2017

Perto

Ganhámos ontem em Vila do Conde por 1-0 e, com o empate da véspera do CRAC nos Barreiros (1-1), ficámos com cinco pontos de vantagem a duas jornadas do fim do campeonato. Ou seja, estamos a dois pontos de nos sagrarmos pela primeira vez na nossa história tetracampeões nacionais. Para ajudar ainda mais este fim-de-semana a ser memorável, o Belenenses, depois de sete(!) derrotas consecutivas, foi ganhar ao WC (3-1) ao fim de 62 anos!

Já se sabia que este encontro com o Rio Ave iria ser dos mais difíceis da época. Desde a chegada do Luís Castro que os vilacondenses se têm tornado uma das equipas com melhor futebol e, com ele, ainda não tinha perdido em casa. O empate do CRAC no sábado tirava um pouco da pressão que tínhamos, mas à luz das nossas últimas exibições eu não estava nada confiante num triunfo. O Rui Vitória colocou o Rafa e o Jiménez em vez do Salvio e Mitroglou, e desde o início se percebeu que foi uma aposta ganha. Entrámos bastante concentrados, a controlar bem o adversário, mas tivemos um calafrio logo no início com uma má saída do Ederson a um cruzamento que fez com que a bola pingasse na nossa pequena-área com o Pizzi a aliviar. Foi a única vez em que o Rio Ave esteve perto de marcar na 1ª parte, enquanto nós tivemos um par de oportunidades pelo Jonas (num desvio num cruzamento bem defendido pelo Cássio e num remate já dentro da área ao lado da baliza), remates do Pizzi e Cervi sem a força necessária, que tornaram a defesa do guarda-redes bastante fácil, e outro do Nélson Semedo que lhe proporcionou uma boa intervenção.

Na 2ª parte, entrámos ainda melhor e sufocámos o Rio Ave durante um bom bocado. Um remate à meia-volta do Jiménez obrigou o Cássio à melhor defesa do jogo e uma cabeçada do Jonas ia com boa direcção, mas bateu no Tarantini. Por volta da hora de jogo, o Rio Ave respondeu num contra-ataque com o Héldon a remate em arco com bastante perigo, tendo a bola passado muito perto do poste. O jogo começava a ficar um pouco partido e o Rui Vitória resolveu mexer, fazendo entrar o Salvio para o lugar do Rafa. Depois de um remate enrolado Pizzi, conseguimos finalmente o golo num canto… do Rio Ave! Contra-ataque magistral, com o Cervi a abrir para o Jonas e este a desmarcar genialmente o Salvio ainda no nosso meio-campo. O argentino geriu muito bem o timing da jogada, porque era uma situação de dois-para-um e, no momento certo, passou para o Jiménez que ficou cara-a-cara com o guarda-redes e à sua saída colocou a bola rasteira no canto inferior direito da baliza. Foi o delírio! O mais difícil estava feito e havia que defender com unhas e dentes esta vantagem. Desta vez, o Rui Vitória colocou (e bem) o Samaris no lugar do Jonas, mas o meu coração ainda parou aos 87’: bola ao poste do Gonçalo Paciência, que aproveitou um corte do Luisão que bateu nas costas do Lindelof e sobrou para ele, com o Héldon na recarga a atirar por cima…! Tivemos azar com o ressalto de bola que proporcionou esta oportunidade, mas é certamente a isto que se chama “estrelinha de campeão”…!

Em termos individuais, destaque para o Jiménez por ser o responsável pelo segundo ano consecutivo por uma vitória em Vila do Conde, para o Cervi, num jogo de enorme entrega (algumas vezes até demais, já que deve conter melhor os ímpetos especialmente quando tem um amarelo), e para a dupla de meio-campo, Fejsa e Pizzi, o primeiro a ser o tampão habitual e o segundo a organizar novamente bem todo o nosso ataque. O Rafa fez uma partida bastante razoável e o Jonas foi magistral na jogada do golo. A defesa esteve muito concentrada, sempre comandada pelo enorme Luisão. O Salvio participou activamente no golo e só por isso entra nos mais da equipa, mas houve outros lances em que poderia ter sido menos complicativo.

No próximo sábado, receberemos o V. Guimarães e, em caso de triunfo, festejaremos o tetra em nossa casa. Nesta altura, tendo de conseguir dois pontos em dois jogos, parece quase impossível que não o consigamos. Como parecia impossível que não ganhássemos ao Belenenses na estreia do Luisão em 2003/04, quando estava 3-1 aos 90’, ou como parecia impossível que não ganhássemos ao Estoril em casa há quatro anos (o que teria feito com que estivéssemos agora à beira de um penta, nunca é demais referir…). Portanto, muita calma que nenhum jogo está ganho antes de ser jogado e a bazófia e excesso de confiança já nos custaram muito caro no passado.

P.S. – Depois da derrota em Setúbal e empate em Paços de Ferreira, finalmente lá ganhámos um jogo arbitrado pelo Sr. João Pinheiro. Se cada equipa pode reivindicar um penalty (do Rafa na 1ª parte e sobre o Nélson Semedo no início da 2ª), há um lance inacreditável já na 2ª parte em que o Rafa iria ficar quase isolado e que o árbitro beneficia claramente o infractor ao marcar uma falta anterior. Se as jogadas de penalty são ambas um pouco atabalhoadas (e logo motivo de dúvidas), esta decisão é incompreensível.