segunda-feira, janeiro 23, 2017
Goleada enganadora
Vencemos
o Tondela por 4-0 no primeiro jogo da 2ª volta e mantivemos os 4 pontos de
vantagem sobre o CRAC (4-2 em casa ao Rio Ave), tendo aumentado para 10 em
relação à lagartada, que empatou na
Madeira com o Marítimo (2-2). Quem olhar para o resultado sem ter visto o jogo
pode pensar que foi uma vitória fácil e tranquila do tricampeão. Puro engano:
basta referir que desde a 2ª jornada, contra o V. Setúbal em Agosto, que não
ficávamos a zeros ao intervalo em jogos para as provas nacionais.
O
Rui Vitória deu a titularidade ao Zivkovic em detrimento do Salvio e foi essa a
única alteração em relação ao onze base dos últimos jogos. O Tondela, apesar de
estar em último lugar, fez um jogo defensivamente muito bem conseguido (em
alguns períodos com o inevitável antijogo, mas já se sabe…) e nós tivemos
tremendas dificuldades para criar perigo no primeiro tempo. Um remate do Jonas que
proporcionou ao Cláudio Ramos uma boa defesa e uma cabeçada do Mitroglou a
centro do mesmo Jonas foram as duas ocasiões que tivemos para marcar. Quanto à
defesa, não tivemos dificuldades de maior, excepto num lance em que o Tondela
ainda marcou, mas em claro fora-de-jogo.
Para
a 2ª parte, saiu o apagado Cervi (desta feita, a substituição do argentino foi
justa) e entrou o Salvio. Mas, mais importante do que isso, é que entrámos com
outro espírito e começámos a pressionar o Tondela como nunca o tínhamos feito
até então. A atacar para a baliza grande,
o Zivkovic ia marcando logo de entrada, num remate de ressaca, não fosse o
guarda-redes fazer a defesa do jogo. Aos 59’, começámos finalmente a desatar o
nó, com o Pizzi a inaugurar o marcador num remate cruzado de pé esquerdo, já
dentro da área, depois de uma assistência do Samaris. A partir daqui, milagrosamente, os visitantes deixaram
de estar lesionados e o jogo foi
muito mais fluido. O Tondela ia tentando responder, deixando de ter tantas
preocupações defensivas, ao que nós respondemos com velocidade na tentativa de fechar a partida. O Mitroglou teve um problema
físico (esperemos que passageiro…) e teve que ser substituído pelo Rafa aos 70’.
Pouco depois, aconteceu o único lance em que o Tondela criou perigo, num remate
de fora da área do Francisco Ferreira defendido pelo Ederson a dois tempos. De
seguida, o Salvio não conseguiu dominar bem a bola, quando estava isolado,
permitindo a intercepção do Cláudio Ramos, mas aos 76’ o desfecho do jogo ficou
decidido com o 2-0: grande abertura do Samaris para o Nélson Semedo na direita
fazer um centro atrasado para o Pizzi bisar. Grande jogada! Já nos últimos dez
minutos, o Rafa assistiu o Salvio para um remate cruzado que rasou o poste e
aos 84’ foi o mesmo Rafa a estrear-se FINALMENTE a marcar pelo Glorioso: grande
passe do Jonas e o internacional português a fazer o 3-0 num chapéu magistral
ao guarda-redes. A equipa caiu em cima dele nos festejos! Para terminar em
beleza, fizemos o 4-0 já nos descontos num penalty do Jonas a punir um puxão ao
André Almeida.
Em
termos individuais, óbvio destaque para o Pizzi pelos seus dois golos, para o
Samaris pelas jogadas nesses mesmos golos, e para o Zivkovic que foi dos que
mais procurou criar desequilíbrios. A defesa praticamente não teve trabalho e o
Ederson foi pouco mais que um espectador.
Como
disse o Rui Vitória no final, e bem, esta partida demonstrou que isto vai ser
muito difícil até final. Nada está garantido e mesmo equipas nos últimos
lugares da tabela podem tornar-se bastante complicadas. Uma das coisas que mais
gosto na nossa equipa é que raramente perdemos a cabeça em campo e começamos a
jogar à maluca se as coisas não estiverem
a correr bem. A mudança da 1ª para a 2ª parte é bem exemplo disso: bastou
imprimir mais velocidade para as coisas melhorarem. Sabemos perfeitamente o que
temos de fazer em cada momento do jogo e isso é sinal de muita maturidade
competitiva. Para o próximo fim-de-semana, temos a final four da Taça da Liga e esperamos sair de lá com o segundo
troféu da temporada.
P.S.
– O Gonçalo Guedes ficou de fora dos convocados, indiciando uma venda iminente.
Fala-se em 30 milhões de euros, uma quantia irrecusável, principalmente em
jogadores que não são titulares absolutos. No entanto, não sou nada fã destas
transferências a meio da época e, esperando estar enganado, acho que vai fazer
falta.
quinta-feira, janeiro 19, 2017
Goleada
Estamos nas meias-finais da Taça de Portugal ao derrotar o
Leixões por 6-2. Perante um adversário que está nos últimos lugares da II Liga,
mal feito fora que nos deixássemos eliminar ainda por cima em casa, mas de
qualquer maneira já se sabe que nenhum jogo está ganho antes de ser jogado.
Consciente da fase da competição em que estamos, o Rui Vitória acabou (e bem) por não mexer muito na equipa: só mudou o guarda-redes (Júlio César), os centrais (Lisandro e Jardel) e os extremos (Carrillo e Zivkovic). Encarámos a partida de uma maneira séria e logo desde o início que procurámos o golo. Um remate do Zivkovic ia provocando um grande frango e acabámos por inaugurar o marcador aos 21’ através de um remate de pé esquerdo do Pizzi, depois de um alívio da defesa a um centro do Nélson Semedo da direita. Pouco depois, o mesmo Pizzi falhou incrivelmente o segundo golo ao atirar por cima em excelente posição depois de uma boa jogada do Carrillo (ena, ena, alvíssaras, alvíssaras!) na esquerda. O segundo golo acabou por surgir aos 31’ num centro em arco do André Almeida que o Mitroglou não chega a desviar. Foi o primeiro golo oficial do nosso Veloso dos tempos modernos, razão pela qual houve grande festa no campo e no banco. Aos 38’, aumentámos a vantagem através do Jonas num desvio precioso, depois da intercepção de um defesa a um remate do Mitroglou (tinha obrigação de ter marcado, já que o guarda-redes estava fora do lance). Quando se pensava que iria ser um jogo mais que tranquilo, o Leixões reduziu a desvantagem mesmo antes do intervalo (44’) numa boa jogada atacante concretizada pelo Porcellis.
Para a 2ª parte, o Rui Vitória deu descanso ao Pizzi, fazendo entrar o André Horta. Logo de entrada, o Mitroglou atirou de cabeça à barra e, poucos minutos volvidos, o grego proporcionou uma boa defesa ao guarda-redes Assis numa óptima assistência do Jonas. Mas, aos 60’, o Mitroglou marcou mesmo de penalty depois de um agarrão ao Zivkovic na área. Palavra muito elogiosa para o Jonas que deu a bola ao seu companheiro para ser ele a marcar o castigo máximo. Para além de grande jogador, é um grande homem! O Leixões nunca deixou de lutar e foi recompensado com o segundo golo aos 67’, novamente pelo Porcellis, depois de uma triangulação atacante. No entanto, nós nem os deixámos respirar com isso, porque aumentámos de novo o marcador aos 70’, outra vez pelo Mitroglou, depois de uma jogada fantástica do Zivkovic na direita, com a bola ainda a ser desviada por um defesa para assistir inadvertidamente o grego. Já em tempo de compensação, fizemos o 6-2 final numa assistência do Carrilo na esquerda para o Mitroglou concretizar o hat-trick.
Quem marca três golos num só jogo, merece indiscutivelmente destaque e, neste sentido, o Mitroglou foi mesmo o melhor em campo. Todavia, muito perto ficou o Zivkovic, que baralhou completamente os adversários e está a tornar-se um caso sério na equipa. O André Almeida esteve igualmente num plano elevado, reforçado pelo golo que marcou. O André Horta entrou melhor do que em Guimarães para o campeonato, o que é bom, porque o Pizzi precisa de algum descanso.
Iremos agora defrontar o Estoril em duas mãos nas meias-finais, mas, com a eliminação da lagartada em Chaves (0-1), somos os claros favoritos à conquista do troféu. No entanto, já se sabe que é sempre preciso levar tudo muito a sério e estarmos concentrados ao máximo, porque se esta época pode ser inédita a nível nacional, ainda temos muitos obstáculos para superar até lá.
Consciente da fase da competição em que estamos, o Rui Vitória acabou (e bem) por não mexer muito na equipa: só mudou o guarda-redes (Júlio César), os centrais (Lisandro e Jardel) e os extremos (Carrillo e Zivkovic). Encarámos a partida de uma maneira séria e logo desde o início que procurámos o golo. Um remate do Zivkovic ia provocando um grande frango e acabámos por inaugurar o marcador aos 21’ através de um remate de pé esquerdo do Pizzi, depois de um alívio da defesa a um centro do Nélson Semedo da direita. Pouco depois, o mesmo Pizzi falhou incrivelmente o segundo golo ao atirar por cima em excelente posição depois de uma boa jogada do Carrillo (ena, ena, alvíssaras, alvíssaras!) na esquerda. O segundo golo acabou por surgir aos 31’ num centro em arco do André Almeida que o Mitroglou não chega a desviar. Foi o primeiro golo oficial do nosso Veloso dos tempos modernos, razão pela qual houve grande festa no campo e no banco. Aos 38’, aumentámos a vantagem através do Jonas num desvio precioso, depois da intercepção de um defesa a um remate do Mitroglou (tinha obrigação de ter marcado, já que o guarda-redes estava fora do lance). Quando se pensava que iria ser um jogo mais que tranquilo, o Leixões reduziu a desvantagem mesmo antes do intervalo (44’) numa boa jogada atacante concretizada pelo Porcellis.
Para a 2ª parte, o Rui Vitória deu descanso ao Pizzi, fazendo entrar o André Horta. Logo de entrada, o Mitroglou atirou de cabeça à barra e, poucos minutos volvidos, o grego proporcionou uma boa defesa ao guarda-redes Assis numa óptima assistência do Jonas. Mas, aos 60’, o Mitroglou marcou mesmo de penalty depois de um agarrão ao Zivkovic na área. Palavra muito elogiosa para o Jonas que deu a bola ao seu companheiro para ser ele a marcar o castigo máximo. Para além de grande jogador, é um grande homem! O Leixões nunca deixou de lutar e foi recompensado com o segundo golo aos 67’, novamente pelo Porcellis, depois de uma triangulação atacante. No entanto, nós nem os deixámos respirar com isso, porque aumentámos de novo o marcador aos 70’, outra vez pelo Mitroglou, depois de uma jogada fantástica do Zivkovic na direita, com a bola ainda a ser desviada por um defesa para assistir inadvertidamente o grego. Já em tempo de compensação, fizemos o 6-2 final numa assistência do Carrilo na esquerda para o Mitroglou concretizar o hat-trick.
Quem marca três golos num só jogo, merece indiscutivelmente destaque e, neste sentido, o Mitroglou foi mesmo o melhor em campo. Todavia, muito perto ficou o Zivkovic, que baralhou completamente os adversários e está a tornar-se um caso sério na equipa. O André Almeida esteve igualmente num plano elevado, reforçado pelo golo que marcou. O André Horta entrou melhor do que em Guimarães para o campeonato, o que é bom, porque o Pizzi precisa de algum descanso.
Iremos agora defrontar o Estoril em duas mãos nas meias-finais, mas, com a eliminação da lagartada em Chaves (0-1), somos os claros favoritos à conquista do troféu. No entanto, já se sabe que é sempre preciso levar tudo muito a sério e estarmos concentrados ao máximo, porque se esta época pode ser inédita a nível nacional, ainda temos muitos obstáculos para superar até lá.
segunda-feira, janeiro 16, 2017
Percalço
Empatámos na
Luz com o Boavista (3-3) e, como o CRAC ganhou ao Moreirense (3-0), vimos a
nossa vantagem reduzida para 4 pontos. O que valeu foi que a lagartada não aproveitou o nosso deslize
e empatou em Chaves (3-3), mantendo-se a 8 pontos de distância.
Quando aos
25’ o Boavista fez o 0-3, os que têm idade para isso ter-se-ão lembrado desse
mesmo resultado em 1999, quando o Souness resolveu estrear britânicos sofríveis
acabados de chegar num jogo decisivo. Está longe de ser a mesma coisa, mas quando
vi a nossa formação inicial, torci logo o nariz: jogar na Luz, perante um
adversário teoricamente inferior, sem nenhum ponta-de-lança de raiz, parece-me SEMPRE
um mau princípio. Bem sei que o Gonçalo Guedes foi brilhante e decisivo em
Guimarães, mas é diferente jogar fora para a Taça da Liga, numa partida em que
nos bastaria o empate, do que em casa para o campeonato. Além disso, a equipa
tinha feito uma boa exibição em Guimarães para o campeonato, com o Mitroglou na
frente e a participar nos dois golos, pelo que colocar o grego no banco foi
manifestamente um erro. Claro que tudo poderia ter sido diferente se o mesmo Gonçalo
Guedes, depois de uma jogada fantástica do Rafa, tivesse desfeiteado o Agayev
logo aos 12’, mas, mesmo estando isolado e só com ele pela frente, atirou ao
lado. Dois minutos depois, o Sr. Luís Ferreira não assinalou uma falta sobre o
Rafa à entrada da nossa área, mas sim uma falta do Pizzi logo a seguir. Golo do
Boavista num livre do Iuri Medeiros, com a bola ainda a bater na barra antes de
entrar. Nós tentámos ripostar, mas foram os axadrezados a aumentar a vantagem
aos 20’, numa cabeçada do Lucas depois de um livre do mesmo Iuri Medeiros. Queixámo-nos
de um braço do Lucas sobre o André Almeida, mas o jogador do Boavista é
bastante mais alto do que o nosso. Eu também não marcaria falta. Completamente
diferente é o lance que deu o 0-3 aos 25’: o Schembri estica a perna para
tentar tocar na bola em claro fora-de-jogo, esta vai para o Iuri Medeiros que
estava isolado e assiste para o mesmo Schembri só ter que encostar. O avançado
do Boavista faz-se ao lance, pelo que obviamente é mais do que fora-de-jogo! O choradinho dos outros a fazer o seu
feito...! O Rui Vitória lá corrigiu a mão e colocou o Mitroglou no lugar do
Rafa aos 37’ e foi o grego a reduzir a desvantagem aos 41’ com uma assistência
do Salvio, depois de a bola lhe ter sobrado defendida pelo Agayev a um remate
do Pizzi. Acabámos a 1ª parte completamente em cima do Boavista e o André
Almeida tem um lance imperdoável ao não assistir o isolado Mitroglou no meio,
quando só tinha o guarda-redes pela frente depois de a defesa contrária ter
ficado a dormir! Resolveu rematar e o Agayev defendeu para canto. Foi algo que
nos custou muito caro no final!
Tínhamos uma
tarefa hercúlea para a 2ª parte, em que o Rui Vitória sacrificou o Luisão logo
no reinício para colocar o Cervi e jogarmos só com três defesas. É tão fácil fazer
o mais óbvio na constituição da equipa... Foi precisamente sobre o Cervi que
foi feito o derrube que deu um penalty aos 52’ convertido pelo Jonas (das
poucas coisas que o genial brasileiro fez de bem no jogo). A Luz acreditava na
reviravolta total e a equipa também. O Guedes não estava nas melhores condições
físicas e entrou o Zivkovic aos 66’. E foi do sérvio, no minuto seguinte, o
centro para a igualdade num autogolo de cabeça do Fábio Espinho. A partir
daqui, não houve ninguém que não acreditasse que conseguiríamos uma recuperação
épica, até pelo tempo que ainda faltava até final, mas a equipa começou a
ressentir-se fisicamente e, sem mais substituições para fazer, deixámos de
criar tanto perigo: só tivemos um lance em que o Mitroglou rematou de primeira
ao lado, quando eventualmente poderia ter tentado dominar a bola. Ao invés,
podemos agradecer é ao Ederson o empate, porque teve duas magníficas
intervenções perante adversários que só o tinham pela frente.
Em termos
individuais, merecem destaque o Ederson, por ter mantido o empate na parte
final, o Samaris, grande espírito de sacrifício com as inúmeras alterações
tácticas durante a partida, e o Cervi, que foi decisivo quanto entrou na 2ª
parte (não percebo porque é que ele é dos primeiros a ser sacrificados quando
há mudanças na equipa. Para mim, é titular mais que absoluto). O resto da
equipa teve grande coração, mas as exibições estiveram longe de ser perfeitas.
Poderia ter
sido muito pior, mas falhámos no objectivo de ter os três pontos. Depois de uma
brilhante vitória em Guimarães, escorregámos quando nada o faria prever. Pode
ser que isto alerte os nossos jogadores de que nada é fácil nem garantido, e
que devem sempre manter a concentração em alta em todos os jogos. Reduzimos
margem de manobra e que este seja um jogo a não repetir no futuro.
quarta-feira, janeiro 11, 2017
Gonçalo Guedes
Três dias depois, voltámos a vencer em
Guimarães pelo mesmo resultado (2-0) e pela nona vez em 10 edições
qualificámo-nos para as meias-finais da Taça da Liga. Numa partida em que
fizemos oito alterações em relação à equipa que ali venceu para o campeonato, o
que se pode dizer é que o plantel passou no teste com louvor e distinção.
Ainda antes do primeiro minuto, o V.
Guimarães teve a melhor oportunidade de golo no jogo todo, com o Soares a
chegar atrasado de cabeça a um desvio ao primeiro poste num canto. A partir
daqui, a 1ª parte foi toda nossa e ficámo-nos a dever uma goleada das antigas.
Aos 10’, o Rafa meteu a quinta e foi agarrado e puxado dentro da área. Penalty
indiscutível que o Pizzi permitiu que o guarda-redes, Miguel Silva, defendesse.
Tempos houve em que tal lance nos desconcentraria e mudaria o curso do jogo,
mas felizmente não os actuais. Continuámos a tentar marcar, certos de que, como
o empate nos bastava, qualquer golo iria tornar as coisas muito difíceis para o
V. Guimarães. O Zivkovic isolou o Rafa, mas este continua na sua senda de
falhar quando só tem o guarda-redes pela frente. Todavia, aos 34’ marcámos
mesmo, numa óptima combinação entre o Pizzi e o Nélson Semedo, com este a centrar atrasado para o Gonçalo Guedes
rematar rasteiro e cruzado para dentro da baliza. Pouco depois, novo capítulo
da infindável série “Falhanços isolados do Rafa”: outro magnífico passe do
Zivkovic a colocar o internacional português só com o Miguel Silva pela frente
e mais uma defesa deste a impedir o golo. Até que aos 40’, marcámos finalmente
o segundo, numa jogada toda do Gonçalo Guedes, que abriu na direita no
Carrillo, que lhe devolveu a bola, e o nº 20 marcou um golo exactamente igual
ao anterior (rasteiro e cruzado). Logo a seguir ao golo, o Nélson Semedo, que
deveria estar a ser elogiado pelos
adeptos vitorianos na bancada, fez o sinal de blá, blá, blá e eles ficaram
muito ofendidos, começando a lançar cadeiras para o campo. Atitude escusada do
nosso jogador, que lhe valeu um amarelo. Já se sabe que o melhor é sempre não
responder a provocações. Até ao intervalo, o Zivkovic poderia ter ampliado a
vantagem, noutra boa jogada do Guedes na direita, mas o Miguel Silva voltou a
defender.
À semelhança do
encontro do campeonato, na 2ª parte limitámo-nos a controlar o jogo, mas, ao
contrário de sábado, desta feita o V. Guimarães praticamente não teve
oportunidades de golo. Só a 20’ do final é que nós voltamos a chegar com perigo
à baliza adversária, mas o remate do Pizzi esbarrou num defesa. O Sr. Carlos
Xistra ia enchendo os nosso jogadores de amarelos, principalmente os (poucos)
titulares que estavam em campo, mas lá nos conseguimos safar sem nenhuma
expulsão até final.
Em termos
individuais, destaque óbvio para o Gonçalo Guedes que sozinho deu cabo da
defesa do V. Guimarães. Dois golos e uma exibição para recordar. Toda a
dinâmica da equipa na 1ª parte foi excelente, com o Zivkovic a afirmar-se cada
vez mais como uma alternativa bastante válida, até pelo que ajuda no processo
defensivo. O nosso jogo passa todo pelo Pizzi, mas aquele penalty deveria ter
entrado... O Carrillo, com a assistência para o Guedes, fez a segunda coisa de
jeito desde que chegou ao Benfica (a outra foi o golo ao Nacional), mas na
maior parte do tempo continua a fazer-nos jogar com 10. O Lisandro é muito
voluntarioso, mas perde consecutivamente lances aéreos na nossa área,
especialmente nas bolas paradas (é contá-las...). Eu disse em tempos que o Di
María, quando chegou ao Benfica, tinha o remate mais ridículo da história do futebol (e quem se lembra dos
seus primeiros tempos não tem como não concordar), mas o Rafa nem o
chega a ter. Já perdi a conta às vezes em que ele apareceu isolado e nunca
marcou. De tal maneira, que sinceramente nem me mexo quando o lance é só entre
ele e o guarda-redes, porque o desfecho é sempre o mesmo. Não vale a pena estar
com expectativas. A sua qualidade está absolutamente fora de causa, tem um
pique e uma técnica fantástica, mas precisa DESESPERADA e OBRIGATORIAMENTE de
fazer treino de finalização: uma hora no final de cada treino só com o
guarda-redes pela frente até conseguir meter a bola na baliza em 75% das vezes.
Pode ser? É que isto está a começar a cair no ridículo...!
Iremos agora
defrontar o Moreirense na final four
para tentar atingir a oitava final em 10 edições desta prova. Nunca nenhuma
equipa ganhou todos os troféus nacionais numa mesma temporada. Que tenhamos
isto em mente.
domingo, janeiro 08, 2017
Personalidade
Vencemos ontem em Guimarães por 2-0 e, com o magnífico empate do CRAC em
Paços de Ferreira (0-0), estamos agora com seis pontos de vantagem para o 2º
classificado. Depois da eliminação dos outros dois na Taça da Liga, esta
jornada veio confirmar que o ano não poderia ter começado melhor (ao contrário
do ano passado, em que tivemos um grande desgosto logo de início).
Olhando friamente para o calendário, este 2017 trar-nos-ia três saídas
teoricamente bastante difíceis: Guimarães, Braga e WC. O que, também depois do circo montado esta semana pelos outros
dois, à boleia de uma Taça que sempre desdenharam, faria deste jogo um teste
importantíssimo à nossa liderança. Qualquer escorregadela da nossa parte, seria
um enorme balão de oxigénio para eles. No entanto, o que se pode dizer, é que
passámos esta prova difícil com louvor e distinção! Num jogo que se previa uma
luta, estranhei a titularidade do Jonas e Salvio, dado o período de ausência de
ambos, mas as exibições dos dois provaram que felizmente o Rui Vitória percebe
muito mais disto do que eu. O V. Guimarães entrou melhor do que nós, mas uma
grande abertura do Pizzi só não chegou ao Salvio por uma unha negra. Aos 17’, tivemos uma enorme contrariedade com a lesão
do Fejsa (pareceu muscular, esperemos que não fique muito tempo de fora), tendo
entrado o Samaris. Já se sabe que a equipa sem o sérvio não é a mesma coisa,
mas demos a melhor resposta possível ao inaugurar o marcador dois minutos
depois: o Mitroglou ganha bem a bola a um defesa, abre na direita para o
Salvio, que passa por dois e, à saída do guarda-redes, assiste o Jonas que
atira lá para dentro. Confesso que ainda gelei o sangue, porque o brasileiro,
com a baliza escancarada, levantou um pouco a bola e esta tocou na barra antes
de entrar! Seria um dos falhanços do ano, mas felizmente não foi! Estávamos em
vantagem, mas o V. Guimarães nunca desistiu e teve uma boa oportunidade num
remate de primeira do Hernâni que saiu ao lado. Por sua vez, o Mitroglou num
remate acrobático e numa cabeçada também esteve perto do golo. No entanto, aos
42’, aumentámos mesmo a vantagem através do grego depois de uma assistência do
Jonas, com o Mitroglou a rematar rasteiro, mas muito colocado. O V. Guimarães
queixou-se por causa de um jogador deles que estava no chão (falta do Lindelof
que até viu o amarelo depois), mas o árbitro deu a lei da vantagem, eles tinham
continuado a jogar e não atiraram a bola para bola. Depois perderam-na e, no
desenrolar do lance, foi golo. Tudo legal.
Na 2ª parte, voltámos a não entrar nada bem e praticamente nem vimos a bola
até aos 65’. O V. Guimarães teve duas grandes oportunidades, mas o Hurtado
rematou por cima em excelente posição já na grande-área e o Ederson fez uma
grande defesa a um remate do Hernâni da quina da área. Quanto a nós, tivemos
chances pelo Mitroglou e pelo Pizzi, com o Douglas a fazer bem a mancha em ambas as ocasiões. A última
oportunidade foi mesmo nossa, com o Salvio a permitir nova defesa ao
guarda-redes contrário quando estava isolado perante ele.
Em temos individuais, destaque para o regresso da dupla goleadora Jonas-Mitroglou,
presente em ambos os golos. Nota-se que o brasileiro ainda não está na sua
plena forma (nem podia), mas já produzir isto
a meio-gás deixa-nos com água na boca
para o que virá. Tirando a parte dos golos, o melhor para mim foi o Cervi. Que
jogão! Capacidade de luta inesgotável, enorme generosidade defensiva e um ou
outro pormenor de craque no ataque. Com seis meses de Benfica, está a anos-luz
do Di María e do Gaitán no mesmo período de tempo. Se continuar a evoluir
assim… ui, ui! Grandes exibições igualmente de toda a defesa, com o Luisão em
destaque e menções honrosas também para o Salvio e Pizzi, cujas combinações
atacantes, quando saem bem, dão beleza geométrica ao nosso futebol.
Três pontos fundamentais, mas concentração ao máximo, porque na próxima
terça-feira regressaremos à Cidade Berço para o jogo decisivo da Taça da Liga. Temos
uma possibilidade inédita de ganhar todos os troféus nacionais na mesma época
(algo nunca conseguido por ninguém) e, para chegarmos à final four, basta não perdermos esse jogo.
quarta-feira, janeiro 04, 2017
Goleada
Vencemos o Vizela na Luz por 4-0 e estamos
na frente do nosso grupo na Taça da Liga com seis pontos. No entanto e mais uma
vez, o V. Guimarães marcou aos 92’, tendo desta feita igualado a partida em
casa frente ao Paços de Ferreira (2-2), o que nos impediu de praticamente
fechar a qualificação dado que o primeiro critério de desempate é a diferença
de golos e os vimaranenses ter-nos–iam de ganhar por 5-0, caso tivessem perdido
ontem. Com aquele empate tardio, basta
ganharem-nos.
O Rui Vitória fez bastantes alterações e
lançou o Lisandro e Yuri Ribeiro na defesa, Samaris, Carrillo e Zivkovic no
meio-campo, e Jonas e Mitroglou na frente. Entrámos bem na partida e o Jonas
teve logo dois lances em que poderia ter voltado aos golos, mas ambos os
remates saíram para fora. Quase a chegar ao quarto-de-hora, o Sr. Manuel de
Oliveira transformou um penalty sobre o Zivkovic numa falta quase a pisar o
risco. Nós íamos tentando e aos 28’ chegamos finalmente à vantagem: centro do
Zivkovic depois de um canto e a bola foi direitinha para a cabeça do Mitroglou
que não perdoou. Até ao intervalo, uma cabeçada do Jardel também na sequência
de um canto foi à figura do
guarda-redes. O Vizela mal passava de meio-campo, mas chegávamos ao intervalo
com o jogo ainda não decidido, sabendo nós que um eventual empate a um nos
colocaria na posição de ter que ir ganhar a Guimarães por causa dos golos
marcados.
Felizmente, a 2ª parte começou logo por
aclarar o vencedor ao marcarmos o segundo golo logo aos 48’: canto do Zivkovic
para o desvio de cabeça do Lisandro ao primeiro poste. Nove minutos depois, as
(poucas) dúvidas desapareceram de vez com o 3-0 pelo jogador que todos nós
queríamos ver regressar aos golos: o grande Jonas! Livre directo perto da área
e um golaço do brasileiro. Aos 60’, o mesmo Jonas bisou noutra cabeçada a novo
centro do Zivkovic: terceira assistência do sérvio para o terceiro golo de
cabeça do Benfica. O Rui Vitória começou a rodar a equipa e lançou o André
Horta, Jovic e Rafa para os lugares do Pizzi, Mitroglou e Jonas. Até final,
ainda vimos o único remate do Vizela.
Em termos individuais, destaque óbvio para
os dois golos do Jonas e as três assistências do Zivkovic. Com o Pizzi a
meio-campo, a equipa claro que ganhou um dinamismo que não se viu frente ao
Paços de Ferreira, embora se tenha que reconhecer que o Vizela é um adversário
mais fraco. Também gostei do Mitroglou, que parece mais mexido. O Yuri Ribeiro,
à semelhança do jogo da Taça frente ao Real Massamá, não me convence, mas mais
uma vez tenho de bater no ceguinho:
continuo sem perceber o que é que o Carrillo continua a fazer no plantel e
porque é que não aproveitou as férias natalícias para ficar no Peru.
Teremos agora a jornada dupla em Guimarães
com três dias de intervalo. Ambos os jogos são muito importantes, o do
campeonato, obviamente, mais, mas temos o prestígio e o título na Taça da Liga
para defender. O Moreirense está à nossa espera na final four.
P.S. – Não queria, naturalmente, deixar
passar a oportunidade de colocar aqui novamente um quadro que documenta o brilhante percurso do CRAC na Taça da
Liga. Segundo ano consecutivo em que falha o pódio por uma unha negra...!
domingo, janeiro 01, 2017
Ano Novo
Que 2017 nos traga o tetra e que todos nós o possamos ver! Tudo o resto é secundário. Um ano Glorioso para todos!
sábado, dezembro 31, 2016
Enfadonho
Vencemos na passada 5ª feira o Paços de Ferreira por 1-0 na fase de grupos
da Taça da Liga, mas, como no dia seguinte o V. Guimarães foi marcar o 2-1 em
Vizela aos 92’(!), estamos em igualdade pontual com eles, mas atrás na
diferença de golos.
Basta só lembrarmo-nos deste primeiro jogo a seguir à pausa natalícia nas últimas
épocas para vermos que é sempre a mesma coisa: fazemos indiscutivelmente uma
das piores exibições do ano. No entanto, nunca deixámos de ganhar! E isso faz
toda a diferença. Toda! Em relação à partida com o Rio Ave, o Rui Vitória
colocou o Jardel em vez do Lindelof (será que está em trânsito para
Manchester?) e o Celis no lugar do castigado Pizzi. Na frente, voltou o Jiménez
em vez do Mitroglou e o mexicano foi dos menos maus na 1ª parte. Até entrámos
bem no jogo, com remates do Cervi, cabeçada do Luisão e do Celis, este
proporcionando ao guarda-redes uma boa defesa do Mário Felgueiras (foi a
primeira coisa de jeito que fez com a nossa camisola…). Ainda antes do
quarto-de-hora, o Jiménez isolou o Rafa, mas este como de costume, quando tem
só o guarda-redes pela frente, não o conseguiu desfeitear. A partida entrou
numa fase mais monótona também devido às lesões
dos jogadores do Paços (que ficaram milagrosamente
curadas depois do nosso golo…). Quando eu já pensava que íamos para o intervalo
a zeros, eis que surge o único golo do encontro: excelente abertura do Rafa a
isolar o André Almeida na esquerda, o guarda-redes sai ao seu encontro, o
Almeida assiste o Gonçalo Guedes, cujo remate é intercepcionado por um defesa
quase sobre a linha e sobra para o Cervi, que na recarga fuzila para dentro da
baliza. O argentino, logo na sua primeira época na Europa, já marcou em todas
as cinco competições!
À semelhança da primeira, também entrámos bem na 2ª parte. O Jardel quase
ia conseguindo antecipar-se de cabeça ao guarda-redes, o Gonçalo Guedes
proporcionou outra boa defesa ao Mário Felgueiras e o Jiménez teve um bom lance
individual que só pecou pelo remate ligeiramente ao lado. Isto tudo novamente
nos primeiros 15’. A partir daí, e apesar da entrada do Jonas, a nossa exibição
foi perdendo fulgor e ainda tivemos que levar com mais uma lesão muscular,
desta feita do Jiménez, que foi substituído pelo Mitroglou. Vamos lá a ver se o
mexicano não fica muito tempo no estaleiro. O Paços de Ferreira só criou
relativo perigo perto do fim num remate fora da área que o Ederson agarrou
muito bem. No entanto, já se sabe que jogos com a vantagem mínima são sempre
muito arriscados de gerir e eu só consegui descansar com o apito final.
Em termos individuais, destaque para o Cervi pelo golo e para o Jiménez,
especialmente na 1ª parte. Saúda-se igualmente o regresso para uns minutos do
André Horta. Todos os outros não saíram muito da mediania.
Era bom que chegássemos a Guimarães na última jornada com dois resultados a
nosso favor, mas para isso temos de ganhar ao Vizela (e preferencialmente com
uns quantos golos). Não gosto nada de jogos seguidos com o mesmo adversário e vamos
à Cidade Berço com três dias de intervalo. Felizmente que o primeiro jogo é
para o campeonato, mas eu também gostava muito de manter a tradição e ir longe
na Taça da Liga.
domingo, dezembro 25, 2016
Feliz Natal
Os meus sinceros desejos que todos os que têm a pachorra de passar por aqui tenham um Natal Glorioso!
quinta-feira, dezembro 22, 2016
Calmo
Vencemos com relativa tranquilidade o Rio
Ave por 2-0 e vamos fechar o ano de 2016 na liderança do campeonato com quatro
pontos de vantagem para o CRAC no 2º lugar. Aliás, este ano na Luz foi excepcional
em termos nacionais, porque em 18 jogos só perdemos com o CRAC e empatámos
contra o V. Setúbal. Ou seja, tivemos 88,9% de vitórias.
Estava com algum receio deste jogo, porque o
Rio Ave tinha igualado a melhor série da sua história com quatro vitórias
seguidas e nós já estivemos a jogar melhor do que actualmente. Para além disso,
era um encontro a meio da semana antes das férias do Natal e a cabeça dos
jogadores já poderia estar noutras festas. No entanto, entrámos bem na partida
e, depois de um remate em arco à entrada da área do Mitroglou que passou rente
ao poste, há um penalty claro sobre o Gonçalo Guedes aos 8’ (atropelamento e
fuga) que o Sr. Rui Gomes Costa não assinalou (aliás, esta peça já é bem nossa conhecida desde há muito tempo... Acrescentem-lhe
o “Gomes” no meio, sff, não poluam o nome!). Continuávamos a tentar e o Pizzi
proporcionou uma boa defesa ao Cássio antes de o Mitroglou abrir a contagem aos
14’: centro do Cervi na direita, o grego tentou o calcanhar, mas um defesa
cortou para a entrada da área, onde o Pizzi rematou de pé esquerdo muito
enrolado e acabou por involuntariamente colocar o nº 11 só com o guarda-redes
pela frente (a defesa ficou a dormir).
O Mitroglou só teve de escolher o lado da baliza para onde atirar. Um golo
relativamente cedo era óptimo e pensei que tentássemos rapidamente o segundo
para nos tranquilizarmos de vez. No entanto, acabámos por deixar adormecer o
jogo e só uma tentativa de chapéu do Luisão praticamente desde o meio-campo
(seria o golo do século e o jogo poderia acabar logo ali!) e uma grande jogada
do Mitroglou, a fintar vários adversários à
Messi mas a rematar fraco, abanaram um pouco as coisas. Verdade seja dita
que o Rio Ave não conseguiu criar perigo nenhum. Quando pensei que as coisas
iriam assim para o intervalo, aos 42’ o Pizzi resolveu inventar o segundo golo: faz uma simulação à entrada da área que
tira um adversário do caminho, tabela com o Rafa, isola-se e pica a bola por
cima do Cássio. Que golão!
A atacar para a baliza grande na 2ª parte, estava à espera que a equipa se
galvanizasse mais, mas o jogo foi ainda mais morno. Nós controlávamos a partida
sem dar grandes hipótese ao Rio Ave de criar perigo, todavia também não
impúnhamos a velocidade necessária para provocar desequilíbrios. No entanto, há
que dizer que houve pelo menos um fora-de-jogo muito mal assinalado ao
Mitroglou que ficaria isolado. O lance de maior perigo do segundo tempo foi um
remate do Rúben Ribeiro muito bem defendido pelo Ederson para canto. Nem a
entrada do Jonas conseguiu agitar as coisas e um dos destaques negativos foi o
amarelo por protestos ao Pizzi (inacreditável como se leva uma amarelo por
isto, quando se está tapado, num jogo sem cartões!) que o tiraria da difícil
partida em Guimarães se não tivesse provocado o segundo e respectiva expulsão
já em tempo de desconto.
O destaque do jogo terá de ir para o Pizzi,
porque marcou um golo e assistiu (involuntariamente) noutro. Gostei igualmente
do Mitroglou e não só pelo golo: pareceu muito mais comprometido com o jogo,
mais activo e lutador (o bem que faz uns joguitos no banco...!). O André
Almeida também sobressaiu, o que diz
muito sobre a exibição geral da equipa. Uma palavra final para o Ederson, que
manteve a nossa baliza a zeros com uma excelente defesa.
Podemos ir comer o bacalhau e o peru
tranquilos e recuperar energias para a segunda parte da época, que promete ser
muito trabalhosa. Como diz, e bem, o nosso treinador, somos a única equipa
portuguesa em todas as competições. Quando voltarmos, haverá dois jogos da Taça
da Liga para digerir as festas e eventualmente dar minutos aos menos
utilizados, mas atenção que eu quero ir ao Algarve no final de Janeiro...!
segunda-feira, dezembro 19, 2016
Complicadíssimo

Com o Salvio lesionado, jogámos com Rafa e Cervi nas alas. Mas foi o
Gonçalo Guedes a ter a primeira grande oportunidade do jogo, com um remate na
atmosfera quando estava em óptima posição depois de um centro do Jiménez. O
Luisão, na sequência de um canto, teve outro falhanço incrível quando cabeceou
à vontade muito por cima. E o Jiménez obrigou o Moreira a uma grande defesa num
pontapé fora da área. No entanto, o maior calafrio da 1ª parte surgiu na nossa
baliza, com um cabeceamento ao poste depois de um livre, embora o jogador
estivesse em fora-de-jogo (que não foi assinalado).
Ou melhorávamos muito na 2ª parte, ou as coisas tornar-se-iam muito negras.
O que é certo é que depois do intervalo aumentámos o ritmo do jogo, embora não
tivéssemos oportunidades flagrantes. Até que aos 60’, uma boa jogada do Cervi é
cortada pelo braço de um defesa na sequência de um carrinho. O Jiménez, com
toda aquela calma que me exaspera bastante(!), bateu para o lado esquerdo da
baliza, com o Moreia a mal se mexer (estava à espera da bola para o meio,
certamente). Estávamos a conseguir controlar o Estoril, até com outra chance de
golo sem que o Guedes tenha conseguido chegar à bola, quando aos 68’ o Rui
Vitória resolveu seguir aquela regra muito particular que diz que o primeiro a
sair é sempre o Cervi! Entrou o Mitroglou para o seu lugar, quando o Guedes
tinha levado uma pantufada e o próprio Rafa já estava a perder gás (além de que
o argentino é muito mais generoso a defender do que aqueles dois).
Consequência: perdemos completamente o controlo do meio-campo e o Estoril
começou a criar bastante perigo! Valeu-nos, como já vem sendo habitual, São Ederson com três defesas
fundamentais. Só 10’ depois, com o muito aguardado regresso do Jonas, é que a
equipa voltou a estabilizar. O brasileiro é indiscutivelmente um jogador de
eleição e, na dezena de minutos que esteve em campo, viu-se bem a diferença.
Foram dele duas excelente ocasiões para marcar, com duas cabeçadas muito
perigosas na sequência de dois cantos (uma a rasar o poste, a outra bem
defendida pelo Moreira). Até final, uma recarga do Pizzi foi parar às mãos do
Moreira e, já no período de descontos, o coração de todos nós parou quando num
canto há um desvio ao primeiro poste e um jogador do Estoril completamente
solto no segundo cabeceou ao lado com a baliza à sua mercê. Falhanço
inacreditável!
Em termos individuais, destaco novamente o Ederson por ter sido o garante
da nossa vitória. O Jiménez, como autor do golo da vitória, também merece uma
palavra, assim como o Jonas por ter lançado um pouco de perfume sobre o nosso futebol em tão pouco tempo. A velocidade do
Rafa causa sempre embaraços a qualquer defesa, mas tem que decidir melhor os
lances. Voltei a gostar do Cervi e viu-se bem o que a equipa perdeu quando ele
saiu. Ao invés, nota menos positiva para o Luisão (que, com duas escorregadelas
a fazer lembrar o Marítimo, ia permitindo golos ao adversário), Gonçalo Guedes
(muito batalhador como sempre, mas um pouco inconsequente) e Pizzi (muitas
bolas perdidas a meio-campo e complicativo em demasia, especialmente na parte
final do encontro).
Esteve longe de ser uma exibição memorável, mas conseguimos o mais
importante. O regresso do Jonas faz-nos ter esperança que a qualidade do nosso
futebol aumente, mas desde que continuemos a ganhar eu não me vou queixar
nunca.
quinta-feira, dezembro 15, 2016
Superioridade

Em relação à lagartada, o Rui
Vitória só manteve o Ederson (até porque o Júlio César está lesionado) e o
André Almeida. Ou seja, havia outros nove jogadores que tinham uma óptima
oportunidade para se afirmarem como opção. Mas tal não pareceu especialmente
durante a 1ª parte. Esperava que tivessem aprendido alguma coisa com o susto
com o 1º de Dezembro, mas os primeiros 45’ foram uma cópia ipsis verbis. Já se sabe que, quando o Carrillo está em campo, é
como se estivéssemos com 10, mas o Danilo também fez um primeiro tempo de
fugir. Só um remate do Zivkovic e uma cabeçada do Mitroglou é que criaram
perigo, ao passo que o Real Massamá também teve um remate desviado pelo
Lisandro que ia na direcção da baliza.
Na 2ª parte, o Rui Vitória achou por bem voltar a jogar com 11 e entrou o
Gonçalo Guedes. A mudança foi da noite para o dia. Claro que, marcar logo aos
47’, ajudou a tranquilizar a equipa: canto do Zivkovic e cabeçada do Mitroglou
ao primeiro poste. Depois do golo não abrandámos e tivemos algumas
oportunidades para fazer o segundo, nomeadamente num remate do Guedes muito por
cima quando estava em boa posição e noutro do Cervi, quando só tinha o
guarda-redes pela frente. O Real Massamá teve um livre perigoso, mas o Ederson
fez uma boa defesa. Até que aos 81’, fizemos finalmente o golo que dissipou
todas as dúvidas, num penalty indiscutível sobre o Guedes muito bem
concretizado pelo Mitroglou. Entretanto, já tinha entrado o Pizzi e entrou a
seguir ao golo o Jiménez, que ainda foi a tempo de fazer o 0-3 aos 86’ num
remate forte depois de tirar um defesa da frente.
Em termos individuais, destaque óbvio para o Gonçalo Guedes pelo que mexeu
no jogo da nossa equipa. Bem sei que, entrando para o lugar do Carrillo,
basta-lhe correr para ser imediatamente melhor, mas para além disso teve
participação activa nos golos. O Cervi foi outro que se destacou enquanto
esteve em campo e dos poucos que, na 1ª parte, tentou combater a marasmo geral.
Regresso que se saúda é o do Jardel. O Zivkovic subiu imenso na 2ª parte, mas
ainda não está de todo ao nível do Markovic quando chegou à Luz. O Danilo foi
péssimo na 1ª parte e passou mais despercebido na 2ª. Quanto ao Carrillo, vamos
entrar em período de Natal, espero sinceramente que não volte do Peru depois
das férias. O problema não é tanto a nulidade que é, mas sim a falta de vontade
que demonstra!
Já disse aqui várias vezes que adoro ir ao Jamor e, portanto, é com
satisfação redobrada que assisto às nossas vitórias na Taça. Veremos o que nos
reserva o sorteio dos quartos-de-final.
P.S. – Na passada 2ª feira, aconteceu o sorteio dos oitavos-de-final da Champions: eu preferia o Leicester, mas
acabou por nos calhar o Dortmund, com a 1ª mão na Luz a 14 de Fevereiro e a 2ª
na Alemanha a 8 de Março, uma data muito especial para mim. Por isso e porque
aquele estádio é mítico para quem gosta de futebol, se tudo correr bem, lá
estarei a apoiar o Glorioso.
segunda-feira, dezembro 12, 2016
Importantíssimo
Vencemos a lagartada por 2-1 e
voltámos a aumentar a vantagem sobre eles para cinco pontos, mantendo o CRAC os
quatro de distância. Depois de duas derrotas seguidas, era fundamental dar uma
boa resposta e principalmente não deixar que se visse o mesmo filme da época
passada ao contrário: uma equipa com sete pontos de vantagem que os vai
perdendo e é ultrapassada quando recebe o 2º classificado. Era isto que mais me
importava neste jogo, porque estava plenamente convencido que, se isso acontecesse,
o momentum passava todo para o lado
deles. Mas voltando a estar a cinco pontos e ainda por cima fora da Europa
(grande Legia!), a pressão aumenta muito para aqueles lados (então se o V.
Setúbal fizer uma gracinha na 4ª
feira…!).
O Rui Vitória apostou no Rafa em vez do Cervi e devo dizer que me pareceu
um grande disparate: o Cervi estava a ser dos nossos melhores jogadores,
ajudava imenso o André Almeida a defender e, ainda para mais, o Gelson iria
atacar por aquele lado. Temi o pior, mas felizmente nada disso se confirmou,
com o Rafa a ser dos melhores em campo (mas, para mim, não o man of the match). A lagartada entrou muito pressionante e a
não nos deixar jogar. Aparentemente o descalabro da Polónia (onde perderam com
uma equipa que não ganhava um jogo na Champions
há 21 anos! Há coisas que só eles conseguem e, por isso, há que ter a hombridade
de lhes agradecer por tornarem a nossa vida bem mais divertida!) não se fazia
sentir em campo e, durante os minutos iniciais, eles conseguiram ligar mais o jogo
do que nós. Num contra-ataque perigoso nosso, vi uma coisa que nunca tinha
visto num campo de futebol: o árbitro interromper essa jogada de perigo, porque
estavam cartolinas amachucadas dentro de campo! Pontos para o sr. Jorge Sousa
pela inovação… Que roubo
inacreditável! A lagartada ia
incomodando, teve um ou outro remate que o Ederson parou, mas fomos nós a abrir
o marcador aos 24’: contra-ataque conduzido pelo Gonçalo Guedes, passe para o
Rafa na esquerda e centro deste de trivela para o Salvio fazer um grande golo
do lado contrário! Foi o delírio na Luz! Até ao intervalo, a grande
oportunidade foi nossa, com o Jiménez a ficar isolado num ressalto, mas a
permitir que o Rui Patrício tocasse na bola com a mão quando a tentou levantar.
A 2ª parte começou frenética, com o Gonçalo Guedes quase a chegar à bola
num mau atraso e do outro lado uma bola ao poste do Bas Dost, depois de um
centro em esforço do Campbell que entrou para o lugar do Bruno César (que, para
mim, até nem estava a jogar mal) ao intervalo. No entanto, na jogada seguinte,
o Jiménez redimiu-se do falhanço e fez o 2-0 aos 47’ numa cabeçada em voo
depois de um centro do Nélson Semedo. Grande golo! Aos 55’, o Salvio, que tinha
ficado tocado no ombro na 1ª parte, não aguentou mais e entrou o Danilo. Achei
outro tremendo disparate, mas aqui tive razão: com o Samaris no banco, não se
compreende que o Rui Vitória coloque num jogo destes, com 35’ (mais descontos)
para jogar, alguém que só fez 90’ esta temporada (e já foi há dois meses!).
Perdemos (ainda mais) o meio-campo e a lagartada
começou a criar ocasiões em catadupa. Aí sobressaiu (e de que maneira) o
Ederson: defendeu remates do William e Bas Dost. No entanto, já não pode fazer
nada aos 69’, quando o Campbell meteu o turbo na esquerda e centrou para o Bas
Dost só ter que encostar. Com o tempo que ainda faltava até final, confesso que
achei que não iríamos conseguir segurar a vantagem, porque estávamos
completamente encostados às cordas. Pouco antes do golo da lagartada, tinha entrado o Cervi para o lugar do Guedes e
finalmente voltávamos a ter bola na frente. O Rafa rematou mal de primeira uma
bola centrada pelo argentino na esquerda e pouco depois fez uma grande jogada,
mas falhou na assistência ao mesmo Cervi com um passe com muita força, quando o
Rui Patrício já não estava na baliza. Foi pena…! A dez minutos do fim, o Jesus
fez-nos um grande favor ao tirar o Bas Dost para pôr o André. Deixaram de
conseguir ganhar lances de cabeça na nossa área, o que nos facilitou imenso a
vida. Como se disse numa pergunta ao Rui Vitória na conferência de imprensa,
acabámos por defender melhor o 2-1 do que o 2-0. Mantivemos a lagartada longe da nossa área até final
e alcançámos um triunfo preciosíssimo.
O melhor em campo foi o Ederson, essencial naquela fase a seguir ao 2-0,
com várias defesas que foram mantendo a vantagem. Se não fosse o Ederson,
votaria no Jiménez, porque, para além do golo, fartou-se de batalhar e esteve
muito bem nas tabelinhas com os colegas (algo que não costuma ser habitual
nele). O André Almeida, que teve que enfrentar o melhor jogador deles,
manteve-se muito concentrado, ganhou e perdeu lances, mas, volto a dizer, é dos
jogadores mais úteis do nosso plantel. Os centrais melhoraram imenso em relação
aos jogos anteriores, mas o Nélson Semedo passou um mau bocado depois do
intervalo, com o Campbell muito activo. O Rafa teve pormenores de grande
classe, contabilizou uma assistência, mas precisa de melhorar (e muito) o
capítulo do remate à baliza. O Salvio marcou um golão e esteve melhor do que em
partidas anteriores, já o Pizzi não está a atravessar a melhor fase da época. O
Guedes também trabalhou e lutou muito, assim como o Fejsa que teve que
enfrentar o meio-campo deles muitas vezes sozinho. O Cervi entrou muito bem e
cada vez me convence mais.
Por todas as razões, era uma partida transcendental e estivemos muito bem,
tendo em conta todas as condicionantes. Estamos longe de estar a actuar na
máxima força, mas vemos os rivais a quatro e a cinco pontos. Com a recuperação
progressiva dos lesionados, as coisas só podem ter tendência a melhorar. Não
estamos a fazer exibições deslumbrantes (com tanta gente importante de fora,
convenhamos que também seria difícil), mas para esse peditório da nota
artística eu já dei! Volto a repetir: já perdemos mais do que um campeonato nos
últimos anos em que fomos de longe a melhor equipa. Jogando bem ou mal, eu
quero é o tetra!
P.S. – A lagartada já está a vir com
a ladainha do costume em relação a dois pretensos penalties ambos na 1ª parte:
no primeiro, o Pizzi nem sequer está a olhar para a bola, que é cabeceada muito
à queima pelo Lindelof para o seu
braço; no segundo, o Nélson Semedo está com o braço inclinado para trás e nem
sequer o mexe quando a bola lhe toca. Tenham juízo!
quarta-feira, dezembro 07, 2016
Segundo
Perdemos em casa com o Nápoles por 1-2, mas como o Besiktas foi goleado em
Kiev (0-6) conseguimo-nos qualificar para os oitavos-de-final na Champions pela primeira vez em duas
épocas consecutivas. E, pronto, este foi o único aspecto positivo do jogo de
hoje. Não é de somenos, evidentemente, mas duas derrotas seguidas é algo que já
não estávamos habituados há muito tempo e um mau prenúncio para o próximo
domingo.
Em relação à Madeira, entrou o Jiménez em vez do Mitroglou. Já se sabe que
o Nápoles tem uma boa equipa, especialmente do meio-campo para a frente, mas a
1ª parte acabou por ser muito repartida. Houve oportunidades para ambos os
lados, embora nós tivéssemos um grande problema em acertar na baliza, o que só
aconteceu por uma vez numa cavalgada do Jiménez, que rematou rasteiro para
defesa do Reina. Na nossa área e por mais do que uma vez, foi o Ederson a
resolver problemas e a conseguir levar-nos empatados até ao intervalo.
A 2ª parte foi totalmente dos italianos. Tendo o jogo na Ucrânia ido para o
descanso com 4-0 a favor dos ucranianos e já com um turco expulso, a
probabilidade de acontecer o mesmo que nos aconteceu na Turquia era,
convenhamos, ínfima. Deu a nítida sensação de que os jogadores do Benfica
sabiam isso e, portanto, não era preciso arriscar correr e batalhar muito… Os
italianos abriram então o marcador aos 60’ pelo Callejón aproveitando um enorme
buraco na zona central da nossa defesa com o Luisão e o Lindelof a ficar muito
mal no lance (especialmente o sueco). Com bastante tempo ainda para jogar, nós
nunca mais nos reencontrámos e a bola raramente chegava lá à frente. Um livre
directo do Pizzi passou perto do poste, mas foi o Nápoles a fazer o 0-2 aos
79’: o Mertens partiu os rins ao
Luisão e viu o seu remate ainda embater no poste antes de entrar. Verdade seja
dita que Rui Vitória já tinha começado a fazer poupanças para domingo, caso
contrário não teria colocado a abécula Carrillo em vez do Cervi. A três minutos
dos 90’ e numa altura em que, puxados pelo topo sul, todo o estádio começou a
cantar pelo Benfica, fizemos o 1-2 pelo Jiménez depois de aproveitar um erro
inacreditável do Albiol. Até final, exasperei-me porque não conseguimos colocar
a bola na área para aproveitar qualquer ressalto.
Em termos individuais, destaque para o Jiménez não só pelo golo, como
também por nunca ter virado a cara à luta e se ter farto de ganhar lances
divididos. Também voltei a gostar do Cervi e, mais uma vez, quando ele saiu nós
apagámo-nos. Pela negativa, há que dizer que os centrais se perderam nalgumas
partes do jogo e o Pizzi passou completamente ao lado dele. Por sua vez, espero
que o Carrillo aproveite este Natal para passar mais tempo com a família e até
escusa de regressar da América do Sul. Que nulidade!
O mais importante foi conseguido, mas esta exibição não pode deixar de nos
preocupar, até porque vêm aí jogos decisivos no campeonato. E vamos receber a lagartada na pior fase da época.
domingo, dezembro 04, 2016
Afogamento
Perdemos na 6ª feira nos Barreiros com o Marítimo por 1-2 e, com as
vitórias da lagartada em casa frente
ao V. Setúbal (2-0) e do CRAC em Mordor perante o Braga (1-0 aos 95’!), ficámos
agora com dois e quatro pontos de vantagem respectivamente. As derrotas nunca
vêm em boa altura, mas a primeira da época em provas nacionais na véspera do derby ainda é pior. Ainda por cima, uma
derrota que aconteceu por exclusiva culpa nossa, com erros defensivos de
principiante e inabitual ineficácia atacante.
Com o Eliseu e o Grimaldo lesionados, o Rui Vitória apostou previsivelmente
no André Almeida para a lateral-esquerda e voltou a dar a titularidade do
Mitroglou em detrimento do Jiménez. Por norma, eu não gosto nada de jogar
contra a mesma equipa em pouco tempo. Porque se correu bem da primeira vez,
tendo sempre a pensar que eles estão melhor preparados para nos defrontar na
segunda. As idas a Moreira de Cónegos na época passada foram uma excepção, mas
estava com bastante receio deste jogo frente ao Marítimo. Infelizmente, não foi
infundado. Começámos pessimamente e sofremos logo um golo a frio, aos 5’ pelo
arménio Ghazaryan num lance em que, para além de o Luisão ter escorregado na
pior altura, se a bola não tem ressaltado no Nélson Semedo, iria ligeiramente
para fora. Sentimos muito o golo e o Marítimo só não fez o segundo à passagem
dos 20’, numa perda de bola inacreditável do Pizzi a meio-campo que deixou um
adversário isolado, porque o Ederson fez duas magníficas defesas (na recarga, a
defesa ainda é melhor do que a mancha).
Depois de um remate do Mitroglou que deveria ter tido melhor direcção,
igualámos a partida aos 27’ num golo inadvertido do Gonçalo Guedes, porque a
bola rematada pelo Nélson Semedo iria muito para fora se não tivesse ressaltado
no seu pé. Logo a seguir, o Mitroglou tem um excelente movimento, em que na
meia-lua recebe com o pé esquerdo e remata de primeira com o direito, mas a
bola saiu muito perto do poste. Até ao intervalo, foi o Salvio com um remate em
boa posição que deveria ter tido muito melhor direcção.
A 2ª parte começou praticamente com a nossa melhor oportunidade: lance do
Almeida pela esquerda e centro para a cabeça do Salvio que já na pequena-área
atira ao poste! (Não foi tão escandaloso como na Turquia, mas andou lá perto…)
Tive um mau pressentimento logo ali, porque teria sido fundamental
colocarmo-nos em vantagem cedo no reinício. O Marítimo continuava a dar pancada de meia-noite com a complacência
do Sr. Vasco Santos e a partida prometia sofrimento até ao fim. Entretanto,
entrou o Rafa para o lugar do apagadíssimo Salvio e teve uma excelente
oportunidade de cabeça que eu ainda estou para saber como o Gottardi foi
buscar. Pouco depois, aos 69’ aconteceu um balde de água fria: canto para o
Marítimo, o Ederson foi estorvado por um adversário (à semelhança de um lance
na 1ª parte que só não deu golo, porque a cabeçada foi ao lado; não percebo
como é que nenhum jogador do Benfica chamou a atenção para o árbitro logo nessa
altura!), o Lindelof salta mas não chega à bola e o André Almeida deixa o
Maurício meter-se à frente dele e cabecear na pequena-área! Entretanto, o
Ederson fez-se tarde à bola, porque tinha acabado de empurrar o adversário que
lhe estava a fazer obstrução. Ou seja, uma série de erros incríveis na mesma
jogada! Logo a seguir, só não igualámos, porque o Rafa continua a não acertar
na baliza com os pés, depois de uma excelente jogada do Cervi na esquerda.
Cervi que também assistiu pouco depois o Jiménez para uma cabeçada que saiu a
rasar o poste, mas que tinha obrigação de ter ido lá para dentro.
Incompreensivelmente o Rui Vitória achou que para os últimos oito minutos era
melhor tirar o argentino para colocar a nulidade Carrillo! Há coisas que
definitivamente não percebo…! O Marítimo lá começou a ver amarelos por causa
das sucessivas faltas e fez dos antijogos mais nojentos que me lembro de ter
visto. Houve seis minutos de compensação (deveria ter havido mais), mas curiosamente
(ou talvez não…) não conseguimos criar grandes situações desde a saída do
Cervi.
Em termos individuais, talvez o Cervi seja mesmo o grande destaque.
Raramente faz os 90’, mas é algo que o Rui Vitória tem que rever, já que também
na Turquia foi a sua saída que deu início à nossa inoperância atacante e
consequente descalabro posterior. Eu até estava a gostar do André Almeida, mas
a forma infantil como foi batido no segundo golo deitou tudo por terra. O
Ederson tem que resolver de outra forma os bloqueios de que é alvo nas bolas
paradas e que não lhe permitem chegar a tempo à bola. O resto da equipa esteve
longe do nível habitual.
Este resultado não estava nada nas previsões e reduzimos a nossa margem de
manobra a zero. Temos dois jogos importantíssimos na Luz nesta semana que
poderão decidir muito do que vai ser esta época. Não só pelos resultados, mas
principalmente pelo acréscimo (ou decréscimo) de motivação que lhes está
inerente. Se a qualificação para os oitavos na Champions, será um tónico muito importante para domingo, há que não
esquecer que no ano passado também uma equipa teve sete pontos de vantagem e
perdeu a liderança em casa quando defrontou o segundo classificado. E nenhum de
nós quer ver essa situação repetida ao contrário este ano.
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