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domingo, outubro 30, 2016

Perfeito

Foi um fim-de-semana inesquecível! Na sexta-feira, ganhámos ao Paços Ferreira por 3-0 e vimos a lagartada ir empatar a zero na Choupana. Ontem foi a vez de acontecer história, porque o CRAC empatou também a zero em Setúbal, algo que já não acontecia há quase duas décadas! Ou seja, a uma semana de irmos a Mordor, temos agora cinco e sete pontos de vantagem respectivamente. Que sonho!

A partida frente ao Paços começou muito disputada, com eles a não se cingirem a defender. Tivemos inúmeras oportunidades para marcar, mas só o conseguimos aos 26’ pelo Gonçalo Guedes, numa bomba já dentro da área sob o lado direito. Até ao intervalo deveríamos ter resolvido o jogo, já que tivemos mais que oportunidades para tal. Quanto ao adversário, teve a única oportunidade de golo já perto do descanso numa saída do Ederson que não aliviou a bola tanto quanto deveria, mas felizmente a recarga saiu por cima.

Com somente um golo de vantagem e na véspera da Champions, tive medo que a equipa fosse deixando arrastar o jogo à espera do apito final. Não foi isso que aconteceu, mas voltámos a ver o Paços entrar bem na partida e criar perigo num remate do Pedrinho a rasar o poste. O Gonçalo Guedes respondeu com uma boa jogada em que o remate saiu ao lado, mas aos 64’ marcámos mesmo: centro do Eliseu na esquerda, o Mitroglou deixou passar a bola e o Salvio rematou na passada. Podíamos finalmente respirar um pouco melhor e até deu para entrar o Carrillo (que poderia ter marcado, não fosse o defesa cortar quase sobre a linha). Aos 87’, na enésima boa combinação entre Pizzi e Salvio, desta feita com o Jiménez, foi o português a atirar sob as pernas do guarda-redes e a fazer o resultado final.

Em termos individuais, destaque para ao Gonçalo Guedes. Está numa superforma e neste momento é titular indiscutível. Também muito bem está o Nélson Semedo, cujo pulmão atacante parece não acabar. O Pizzi teve um jogo ao seu nível, a falhar alguns passes e a não tomar, de vez em quando, as melhores decisões, mas depois lá marca um golito ou faz uma assistência. Voltámos a manter a baliza intacta, o que é muito importante para a manutenção da confiança de Luisão & Cia. O Cervi continua bastante lutador e numa fase bem positiva.

Sinceramente, no meu tempo de vida, não me lembro de ir a Mordor com esta margem de segurança. Mas estamos só na 9ª jornada e há que manter a calma. Esta exibição não foi tão conseguida como a de Belém, mas a solidez defensiva não permitiu ao Paços ter grandes hipóteses de marcar. E relembro que continuamos com jogadores fundamentais de fora. Nos últimos 30 jogos para o campeonato, temos 28 vitórias, um empate e uma derrota. Impressionante!

segunda-feira, outubro 24, 2016

Categórico

Vencemos em Belém por 2-0, mantivemos a distância de três pontos para o CRAC e aumentámos para cinco pontos em relação à lagartada, que empatou em casa com o Tondela (1-1) com um golo aos 96 minutos. Fizemos a melhor exibição da temporada e o resultado é bastante escasso para as oportunidades de que usufruímos.

Com mais uma alegria que o grande Petit nos deu na véspera (é definitivamente o maior!), estava com grande expectativa para ver como a equipa reagiria não só a isso como também ao jogo europeu em Kiev. E o que é certo é que a resposta não poderia ter sido mais concludente. O Mitroglou teve uma óptima oportunidade logo a abrir, mas não demorou muito a colocar-nos em vantagem: canto muito bem marcado pelo Pizzi aos 10’ e cabeçada fulgurante do grego a fuzilar o guarda-redes. A 1ª parte foi um festival de bom futebol da nossa parte e golos falhados. Numa das melhores jogadas da partida, entre Mitroglou, Pizzi e Salvio, o argentino rematou à figura. Até ao intervalo, o Cervi viu um remate seu que ia para a baliza ser desviado por um defesa, o Mitroglou atirou ao poste com a bola a percorrer a linha de golo e a sair pela linha de fundo do outro lado (o guarda-redes desviou-a ligeiramente, impedindo o golo, mas o árbitro não viu e marcou pontapé de baliza), e o mesmo Mitroglou tentou servir o Gonçalo Guedes num lance em que deveria ter rematado cruzado. Quanto ao Belenenses, só uma cabeçada do Yebda obrigou o Ederson a uma boa defesa.

Saí para o intervalo bastante chateado por o jogo ainda não estar decidido, porque nas ressacas dos encontros europeus as nossas segundas partes costumam ser mais fracas e menos intensas, além de que, com a chuva a aparecer em força a espaços, o campo poderia ficar impraticável aumentando o nível de aleatoriedade. O Belenenses entrou e durante dez minutos jogou no nosso meio-campo, mas sem criar verdadeiras oportunidades de golo com excepção de um livre na meia-lua, que foi (felizmente) três pontos para o País de Gales. Logo a seguir, uma arrancada do Salvio que permitiu nova defesa ao Joel Pereira voltou a colocar-nos no controlo do jogo. Poderíamos (e deveríamos) ter feito o segundo pelo Mitroglou noutra grande jogada colectiva, após um centro rasteiro do Grimaldo, em que o grego só com o guarda-redes pela frente remata contra ele, quando tinha a baliza completamente escancarada (pareceu o falhanço frente ao CRAC na Luz na época passada, quando atirou ao lado com o Casillas batido). No entanto, aos 65’ marcámos mesmo pelo Grimaldo com um remate cruzado rasteiro do lado esquerdo, depois de uma abertura magnífica do Gonçalo Guedes. A partida estava bem encaminhada, mas pouco depois o Ederson largou uma bola fácil e o Belenenses só não marcou, porque o muro Fejsa ofereceu o corpo à bola bloqueando o remate. Até final, ainda tivemos mais uma bola à trave pelo Cervi e um remate do Jiménez, entretanto entrado para o lugar do Mitroglou, que foi desviado por um defesa para canto.

Em termos individuais, há vários destaques a fazer: Nélson Semedo, que terá feito provavelmente a melhor exibição desde que voltou de lesão; Grimaldo, pelo golo e por ter conduzido imensos ataques pela esquerda; e Salvio, por estar aparentemente de regresso aos bons velhos tempos. O Gonçalo Guedes é já uma certeza e não vai ser fácil sair da equipa, porque tem uma aceleração como poucos e fisicamente está muito mais poderoso, o que lhe permite aguentar muito bem o choque com os defesas. O Cervi atravessa igualmente uma fase de grande confiança e é uma grande ajuda também a defender. O Fejsa é absolutamente intransponível e termos de volta o Luisão dos bons velhos tempos é priceless!

Fizemos um jogo brilhante e conseguimos a 16ª vitória consecutiva fora de casa, batendo o recorde de mais de 40 anos do Jimmy Hagan. O que é mais de realçar quando continuamos a ter uma série de jogadores importantes indisponíveis (Jonas, Jardel, Rafa, André Horta e Samaris), aos quais espero que não se junte o Grimaldo que saiu tocado desta partida. A equipa parece muito focada neste objectivo histórico que é atingir o tetracampeonato. Esperemos que possa manter esta regularidade até final.

quinta-feira, outubro 20, 2016

Supremacia

Vencemos o Dínamo em Kiev por 2-0 e colocámo-nos de novo na luta não só pelo apuramento, como inclusive pelo primeiro lugar no grupo, já que o Besiktas foi surpreendentemente ganhar a Nápoles.

Foi uma exibição categórica em que demonstrámos muita maturidade e a justiça do nosso triunfo é incontestável, porque o Dínamo praticamente só criou perigo quando já estava a perder por 0-2. Com o André Horta lesionado, o Pizzi voltou a actuar no meio e o Rui Vitória, ao contrário de Nápoles, resolveu entrar com 11 jogadores e o Carrillo ficou no banco com o Cervi a saltar para a titularidade. Entrámos bem e marcámos logo aos nove minutos num penalty indiscutível do Antunes sobre o Gonçalo Guedes que o Salvio concretizou enganando o guarda-redes. Na 1ªparte, os ucranianos praticamente não criaram perigo e, nas situações de remate que tiveram, este saía invariavelmente por cima. Quanto a nós, também só tivemos mais uma ocasião, pelo Salvio, com um remate fraco e à figura depois de uma boa combinação com o Nélson Semedo.

A 2ª parte foi mais movimentada e nós aumentámos a vantagem logo aos 55’: o Salvio ganha um ressalto na direita, centra atrasado para o Cervi que remata com a bola a embater no Mitroglou, sobra de novo para o argentino que finta um defesa e atira para o lado contrário do guarda-redes. Bom golo do Cervi e grande mérito ao nunca desistir da jogada. A partir daqui, o Dínamo aumentou a pressão e nós possivelmente teremos relaxado um bocado. O que nos valeu foi que na baliza estava o intransponível Ederson que por umas quantas vezes impediu que sofrêssemos um golo (uma das quais com o Yarmolenko isolado perante ele). Só teve uma falha numa saída dos postes, mas o mesmo Yarmolenko não estava à espera e a bola bateu-lhe no corpo e saiu para fora. Da nossa parte, tivemos remates do Salvio (à figura do guarda-redes) e Gonçalo Guedes (muito por cima) que nos poderiam ter dado uma tranquilidade ainda maior.

Pelo golo que marcou, pelo que lutou e pela qualidade individual em duas ou três fintas fantásticas, o destaque maior tem que ir para o Cervi. Parece começar a ficar mais adaptado ao futebol europeu e, se seguir as pisadas dos dois últimos extremos-esquerdos argentinos que tivemos, ficaremos muito bem servidos. Gostei mais uma vez do Gonçalo Guedes, cujo nome está ligado à nossa vitória pelo penalty que sofreu depois de uma boa jogada individual. O Fejsa voltou a ser o muro do costume e o Ederson também foi fundamental para a manutenção da nossa baliza a zeros. O Salvio só começou a jogar a partir dos 60’, mas acabou por ter uma exibição positiva no global. Continuo muito contente por ver o Luisão a voltar os bons velhos tempos. Quanto ao Nélson Semedo, continua com as mesma virtudes a atacar e alguns defeitos a defender (a forma como foi batido já perto do final num canto, em que o avançado só não marcou de cabeça por aselhice, foi ridícula).

A cerca de oito minutos do final e certamente para estimular as relações bilaterais entre Portugal e a Ucrânia, o Rui Vitória resolveu ser generoso para com o Dínamo de Kiev e colocou o Celis em campo para equilibrar as coisas e dar mais emoção ao jogo. No entanto, desta feita o colombiano não esteve ao seu nível habitual e não ofereceu nenhum golo ao adversário. Na última substituição e também porque não convém abusar, o Rui Vitória colocou (e bem) e Eliseu em vez de dar mais uma benesse ao adversário fazendo entrar o Carrillo.

O triunfo do Besiktas em Nápoles é que não estava no programa e, mais do que o empate, eu até preferia a vitória dos italianos. Desta forma, continuam eles na frente com seis pontos, os turcos com cinco, nós com quatro e os ucranianos com um. Convém não esquecer que estes mesmos ucranianos nos deram uma grande alegria em Mordor na época passada, pelo que daqui a duas semanas teremos de estar muito concentrados para ganhar o jogo na Luz. Da forma com a classificação está, essa vitória é fundamental.

segunda-feira, outubro 17, 2016

À rasca

Vencemos o 1º de Dezembro no Estoril por 2-1 e qualificámo-nos para a 4ª eliminatória da Taça de Portugal. Perante uma equipa do terceiro escalão do futebol português (agora denominado Campeonato de Portugal), tivemos dificuldades acima do esperado e só conseguimos o golo da vitória no sexto e último minuto de compensação.

Já se sabe que os jogos depois das selecções são sempre complicados e, perante adversários de divisões inferiores, há a tendência para os desvalorizar. O Rui Vitória apostou numa equipa de segundas linhas e pode dizer-se que o chumbo foi quase colectivo. A 1ª parte teve duas velocidades da nossa parte: devagarinho e parado. O 1º Dezembro, expectavelmente, fechou-se na defesa e nós não conseguimos imprimir o ritmo necessário para os desposicionar. Só uma cabeçada do José Gomes, perto do intervalo, deu a sensação de golo.

Na 2ª parte, voltámos a jogar com 11, porque saiu a nulidade exasperante Carrillo e entrou o Gonçalo Guedes. O aumento do ritmo deu frutos logo aos 50’, num bom lance do Danilo, que simulou perante um adversário, tirou-o do caminho e meteu a bola por baixo das pernas do guarda-redes. Estávamos a controlar mais ou menos o jogo, quando o Celis resolveu oferecer um penalty ao adversário, ao atrasar mal a bola ao Ederson e fazendo com que este fizesse penalty. Como agora acabou a lei da tripla penalização (penalty, expulsão e suspensão), desde que tente jogar a bola, um jogador não é expulso mesmo que derrube um adversário que está em vias de fazer golo. Só me lembrei disto a posteriori, pelo que durante o jogo pensei que o sr. Hélder Malheiro (má arbitragem, muito permissivo com as entradas duras do 1º Dezembro) tinha errado ao não expulsar o nosso guarda-redes. O Martim Águas (filho do grande Rui e neto de enorme José) fez a igualdade aos 62’. Até final, pressionámos mais, o Pizzi já tinha entrado antes do golo e ainda entrou o Mitroglou, mas teve que ser o grande Luisão a marcar possivelmente um dos golos mais tardios da nossa história, aos 96’ (confesso que não percebi o porquê de tanto tempo de desconto), com um óptimo cabeceamento num canto do Pizzi. Respirávamos todos de alívio, porque seria muito mau termos que disputar um prolongamento nestas circunstâncias.

O Luisão foi, claro, o grande destaque da equipa. Estou muito contente por esta subida de forma do capitão, pela sua reentrada em pleno no onze titular e espero que isto se mantenha ao longo da época. O Danilo marcou um bom golo, mas está naturalmente sem ritmo. O José Gomes batalhou muito na frente, mas sozinho durante grande parte do jogo era difícil. O Cervi e o Zivkovic poderiam ter aproveitado melhor a oportunidade, mas nada que se compare aos dois do costume: o Carrillo continua sem interiorizar que tem um processo de higienização a fazer e nem 10% faz; o Celis, eu juro que até estava a gostar minimamente dele (e há testemunhas disso), mas depois resolve voltar ao seu estado natural de oferecer golos aos adversários (é a terceira vez!). Ou muito me engano, ou são dois jogadores que escusam de regressar depois do Natal.

Foi um jogo que não vai deixar saudades. Salvou-se o resultado e pouco mais. Na próxima eliminatória, seria bom que jogássemos melhor, porque eu gosto muito de ir ao Jamor em Maio.

terça-feira, outubro 11, 2016

6-0

Na jornada dupla de qualificação para o Mundial de 2018, goleámos na 6ª feira Andorra e ontem as Ilhas Faroé por este resultado. Tivemos o mérito de marcar cedo em ambos os jogos, o que os tornou fáceis, e depois mantivemos a concentração para marcar mais golos que podem ser muito importantes na qualificação, porque o primeiro critério de desempate passou a ser a diferença de golos e não o confronto directo entre as equipas.

Dois nomes sobressaíram nestes dois jogos: Cristiano Ronaldo e André Silva. Em Aveiro, na passada 6ª feira, o jogador do Real Madrid fez quatro golos e ontem o jovem avançado fez um hat-trick. No total dos dois encontros, fizeram cinco e quatro golos, respectivamente. Frente a Andorra, aos 4’ já estávamos a ganhar por 2-0 e, para além do C. Ronaldo e André Silva, o João Cancelo também marcou. Ontem, marcámos o primeiro aos 12’ e o segundo aos 22’, tendo os restantes golos sido marcados pelo João Moutinho e novamente pelo João Cancelo. Aliás, o nosso defesa-direito tem o excelente registo de três golos em três jogos pela selecção.

A menos boa notícia foi a Suíça ter ido ganhar à Hungria na 6ª feira (com o golo da vitória a ser marcado no último minuto), o que a mantém líder isolada do nosso grupo. Receberemos os suíços no último jogo do grupo, mas serão as partidas frente à Hungria a decidir grande parte da nossa sorte.

segunda-feira, outubro 10, 2016

Empate na Vila Belmiro

Empatámos no sábado com o Santos (1-1) no jogo de despedida do Léo e que serviu igualmente para festejar o centésimo aniversário do estádio do Santos, a casa do grande Pelé.

Com a maior parte dos jogadores nas selecções, mesmo assim fizemos uma exibição bem interessante, especialmente nos primeiros 20’. Já se sabe que o interesse maior destas partidas é ver em acção aqueles que não são titulares indiscutíveis e, neste sentido, o Cervi teve bons pormenores no papel de segundo avançado, o Danilo, enquanto teve pernas, mostrou personalidade, e o Zé Gomes veio mexer com o nosso ataque na 2ª parte. Aliás, foram sobre ele os dois penalties indiscutíveis de que beneficiámos: o primeiro concretizado pelo Salvio aos 47’ e o segundo falhado pelo próprio Zé Gomes. Aos 87’, consentimos a igualdade num grande frango do Ederson, depois de uma cabeçada num livre. De negativo, salientar o toque que o André Almeida levou na 1ª parte, que o fez sair ao intervalo (esperemos que não seja nada de grave).

Foi pena que tivéssemos consentido a igualdade num jogo em que fomos claramente melhores. Tempos houve em que estas partidas eram um suplício de ver, porque o marasmo geralmente tomava conta dos nossos jogadores, mas é bom verificar que hoje em dia mantemos a atitude competitiva em alta cada vez que entramos em campo.

A festa do Léo foi bonita e gosto bastante de ver este género de homenagens a jogadores que deixam saudades por onde passam. O brasileiro foi um dos melhores defesas-esquerdos que passaram pela Luz nos últimos 10 anos e só foi pena que tenha saído de forma relativamente discreta, porque tivemos um treinador que achou que o Jorge Ribeiro era melhor do que ele…

segunda-feira, outubro 03, 2016

Goleada

Vencemos o Feirense na Luz por 4-0 e, com um sábado fantástico em que o V. Guimarães, depois de estar a perder com a lagartada por 0-3 aos 70’, conseguiu igualar a partida(!), estamos agora ainda mais isolados na frente com três pontos de vantagem sobre os rivais. O nosso resultado não espelha as dificuldades que tivemos, mas a vitória é incontestável.

Já se presumia, desde Nápoles, que o André Horta não pudesse jogar e assim passou o Pizzi para o meio, reentrando o Salvio na equipa. Regressaram também o Gonçalo Guedes e o Ederson, mas a maior novidade foi (felizmente!) a entrada do Luisão para o lugar do Lisandro. E que jogo fez o nosso capitão! O encontro não começou nada bem e o Feirense só não se colocou em vantagem logo aos 2’, porque um jogador seu conseguiu falhar isolado na pequena área o desvio a um cruzamento da esquerda. Pouco depois, foi uma boa jogada do Gonçalo Guedes que não deu golo do Mitroglou, porque a bola encontrou um defesa no seu caminho e, na recarga, o Pizzi rematou com força, mas outro defesa cortou quase sobre a linha. O Feirense não se remetia à defesa, mas verdade seja dita não criou muito perigo. Ao invés, o Salvio teve duas boas oportunidades, mas o Peçanha defendeu bem uma cabeçada e noutro lance (em que me pareceu que houve penalty sobre o Mitroglou), a bola sobra para o argentino que atirou em boa posição ao lado. Até que aos 35’, inaugurámos o marcador através de um autogolo do Luís Aurélio num corte muito defeituoso depois de um lançamento lateral do Salvio. Num lance caricato, mas chegámos finalmente à vantagem.

Na 2ª parte, o Feirense já não conseguiu exercer o mesmo tipo de pressão e, depois de um remate do Salvio ao lado, fizemos o 2-0 aos 61’ noutro lance atípico, em que um defesa tenta aliviar a bola, mas o mesmo Salvio estica-se todo e consegue cortá-la na direcção da baliza. Muita sorte, mas também muito mérito do argentino na sua acção defensiva. Pouco depois, voltávamos a jogar com 11, porque saiu a nulidade Carrillo e entrou o Cervi, e foi mesmo ele a fazer o 3-0 de cabeça(!) aos 70’ depois de um belo cruzamento do Nélson Semedo na direita. Para todas as equipas, à excepção dos lagartos, o terceiro golo significa a vitória, mas, já agora e só para variar, eu gostaria de não sofrer nenhum até final… O que esteve para acontecer não fosse uma defesa por instinto do Ederson. No último minuto de compensação, o entretanto entrado Zivkovic fez uma boa jogada e foi derrubado à entrada da área. O árbitro, sr. Luís Ferreira, estava com problemas em controlar a barreira, até que lá vai o grande Luisão meter ordem naquilo e o Grimaldo só teve que colocar brilhantemente a bola na baliza. Um golão! Ao invés de sofrer, marcar perto do fim é algo que faz com que saia do estádio contentíssimo!

Em termos individuais, há vários destaques a fazer: grande jogo do Salvio, especialmente a partir do seu golo, a fazer-nos salivar por (finalmente) um regresso à sua forma habitual; exibição também excelente do Nélson Semedo; e, last but not least, gostei imenso do regresso do capitão Luisão, que ganhou praticamente todos os lances de cabeça, comandou magnificamente a defesa e, para quem ainda tivesse dúvidas acerca da sua enorme mais-valia, basta ver o que fez no livre do quarto golo. Eu ia tendo uma apoplexia quando houve aquela história do Wolverhampton: basta nós olharmos para uma equipa mais a norte para vermos o que é que acontece quando se perde as referências no plantel. Ainda bem não se cometeu esse disparate e que o Luisão ficou! Voltei a gostar do Guedes (que, repito, não devia ter ficado do fora em Nápoles) e do Fejsa (mais isto não é novidade). Pelo contrário, o Carrillo precisa urgentemente de perceber que isto é o Benfica: jogadores como ele, que já vêm com o pecado original, têm que fazer o dobro dos outros para que nós nos esqueçamos da sua proveniência. Ora, este tipo nem 10% faz…! Ou muda rapidamente, ou, à semelhança do outro, começo a ver horários dos voos para o Peru…!

O Benfica anunciou lotação esgotada para este jogo, mas estiveram na Luz 58.637 espectadores. Era o jogo das Casas do Benfica e foi a partida com mais assistência da Liga até agora, mas mesmo assim eu não percebo onde é que estavam as restantes 5.000 pessoas… De qualquer maneira, uma assistência destas contra o Feirense é obra! Tricampeões, primeiro lugar e jogos às 16h é o que dá.

quinta-feira, setembro 29, 2016

Podia ter sido (ainda) pior

Perdemos em Nápoles por 4-2, um resultado que mascara um pouco o que se passou em campo. Fizemos uma exibição que foi uma autêntica montanha-russa, chegámos a estar goleados, mas os danos acabaram por ser minimizados no fim.

O Rui Vitória tirou o Salvio e o Gonçalo Guedes, lançando o André Almeida para o meio-campo e o Carrillo. Por princípio não acho grande piada a grandes alterações na equipa nos jogos da Champions, mas o que é certo é que depois de uma entrada em que permitimos ao Nápoles ter duas situações perto da nossa baliza, poderíamos ter feito também dois golos pelo Mitroglou, que viu um defesa cortar a bola quase sobre o risco e o Reina fazer uma boa defesa perante remates seus. No entanto, quem se adiantou no marcador foram os italianos, pelo Hamsik aos 20’, num cabeceamento na sequência de um canto, em que o Fejsa se deixou adormecer e foi antecipado pelo eslovaco. Até final da 1ª parte, os italianos fecharam-se bem e nós revelámos sempre bastante cerimónia para rematar à baliza.

Na 2ª parte, esquecemo-nos de entrar em campo: o Nápoles fez três golos em apenas sete minutos! Uma falta do Lisandro permitiu ao Mertens fez o 0-2 num livre directo em que, à semelhança do Talisca com o Ederson, me pareceu que o Júlio César poderia ter feito mais. Aos 54’, um remate desviado isolou inadvertidamente o Callejón e o Júlio César não foi tão lesto a sair da baliza como deveria e derrubou-o. O Milik fez o 0-3 no penalty. Aos 58’, uma saída em falso do nosso guarda-redes deu origem ao 0-4 pelo Mertens, em novo lance em que os italianos beneficiaram de um ressalto. Jogo para esquecer o Júlio César. Claro que nesta altura, tive medo de uma reedição de Vigo, não só no resultado, como principalmente nas repercussões para o futuro (o contexto é obviamente diferente, mas na altura de Vigo também estávamos em primeiro lugar no campeonato e depois viemos por aí abaixo na classificação). Entre o terceiro e o quarto golo, o André Horta agarrou-se à coxa e foi substituído pelo Salvio (mais um para o estaleiro…). Felizmente, os italianos baixaram o ritmo e, verdade seja dita, nós continuámos comprometidos com o jogo e conseguimos reduzir a diferença pelo entretanto entrado Gonçalo Guedes aos 70’, com o Salvio a marcar o seu primeiro golo desde a grave lesão de há dois anos aos 86’, numa brilhante abertura do André Almeida.

Com uma derrota deste calibre, não é fácil referir ninguém em termos individuais, mas a 1ª parte do Grimaldo não foi má (desapareceu na 2ª). O Gonçalo Guedes provou que não deveria ter sido sacrificado, porque é dos nossos jogadores em melhor forma. O Carrillo continua com o problema de sempre que é a falta de corrida e intensidade. O Mitroglou deveria ter aproveitado melhor as duas oportunidades ainda com 0-0. Se o Rui Vitória estava com dúvidas na baliza, com esta partida elas ficaram dissipadas de vez: neste momento, o lugar é do Ederson.

Aos 60’, a catástrofe estava à vista, mas os dois golos e, principalmente o empate (1-1) no Besiktas – Dínamo Kiev acabou por amenizar bastante os estragos. O primeiro lugar do grupo deve ser do Nápoles, mas estamos igualados com os ucranianos e a apenas um ponto dos turcos. É fundamental, pelo menos, empatar em Kiev na próxima jornada.

domingo, setembro 25, 2016

Sofrido

Vencemos ontem em Chaves (2-0) e mantivemos a liderança do campeonato, já que ambos os rivais também tinham ganho. Tal como se previa, foi um jogo muito difícil onde só através de duas bolas paradas na 2ª parte obtivemos o triunfo.

O Rui Vitória colocou o Ederson no lugar do Júlio César e foi a única alteração em relação ao Braga. Na 1ª parte, o Chaves foi muito mais agressivo do que nós e criou-nos diversos problemas. Nós tivemos um bom remate do Mitroglou defendido pelo António Filipe e um golo mal invalidado ao grego que não estava fora-de-jogo, mas os transmontanos também tiveram um golo (bem) anulado e a melhor oportunidade dos primeiros 45’, com dois remates ao poste e uma recarga de cabeça do Rafael Lopes para fora com a baliza escancarada, tudo na mesma jogada! O André Horta passou completamente ao lado do jogo e, como o Fejsa esteve abaixo do que é habitual, o nosso meio-campo era um passador e a defesa via-se muito vezes em igualdade numérica perante os avançados contrários.

A 2ª parte começou com uma grande oportunidade de cabeça do Salvio (que terá provavelmente feito o pior jogo de sempre pelo Benfica), mas depois tivemos grandes dificuldades para criar perigo. O Chaves já não contra-atacava com o mesmo ritmo (era impossível mantê-lo) e começava a saga das lesões do guarda-redes. Felizmente, à semelhança do Braga, estava lá o Dr. Mitroglou para acabar com elas! Livre do Grimaldo muito bem marcado e desvio de cabeça do grego aos 69’ para acabar de vez com as maleitas dos adversários. Pouco depois, o ex-lagarto (entretanto entrado) Vukcevic atirou às malhas laterais na única chance dos flavienses na 2ª parte e, aos 84’, acabámos com o jogo, com novo livre do Grimaldo que bateu na barreira e sobrou para a entrada da área, onde o Pizzi rematou rasteiro em arco para o 2-0. Até final, ainda deu para o António Filipe impedir que o Carrillo aumentasse o marcador, depois de uma boa abertura do Cervi, e para ver que o Celis deve ter perdido o voo para Bogotá, mas que continua a justificar-se que ele o apanhe.

Em termos individuais, gostei bastante do Gonçalo Guedes, apesar de não estar directamente envolvido em nenhum dos golos, do Grimaldo, cujos livres se estão a tornar uma séria mais-valia para nós, e da eficácia do Mitroglou (um golo, outro mal anulado e ainda um terceiro bem anulado na 2ª parte). Também o Pizzi merece uma palavra, porque apesar de muitas vezes não tomar as melhores decisões, já não é a primeira vez que se torna decisivo com golos e/ou assistências. No pólo oposto, temos os já referidos Salvio e André Horta. O Nélson Semedo também estava a fazer uma exibição muito sofrível, mas é sobre ele a falta que dá origem ao 1º golo.

A manter este nível exibicional, não vai ser fácil ganhar em Chaves. O facto de o termos conseguido com uma série de jogadores importantes ainda de fora (Jonas, Jardel, Jiménez, Samaris) só valoriza o triunfo. A exibição não vai ficar na memória, mas nesta altura, e perante todas aquelas ausências, ainda mais importante é a vitória.

terça-feira, setembro 20, 2016

Na frente

Vencemos ontem o Braga por 3-1 e, depois de um magnífico domingo em que o CRAC empatou em Tondela (0-0) e a lagartada levou um banho em Vila do Conde (1-3), passámos para o nosso lugar natural: a frente do campeonato com 3 e 1 ponto de vantagem respectivamente. Como diz, e bem o nosso treinador, não há campeões à 5ª jornada, mas claro que é óptimo estar na frente principalmente pela pressão que isso coloca nos outros.

Da catrefada de lesionados, o Mitroglou recuperou (e em boa hora) e ia abrindo o marcador logo no primeiro minuto com um remate rasteiro que passou rente ao poste. A partida foi bastante interessante, porque o Braga também atacava e criou oportunidades para marcar, mas o Júlio César por três(!) vezes negou o golo e noutra o Hassan felizmente não aproveitou um erro do Fejsa, que o isolou, atirando ao lado. Quanto a nós, tivemos remates do Gonçalo Guedes, Salvio e Grimaldo, mas o Marafona também defendeu. Aliás, o guarda-redes do Braga lesionou-se sozinho numa saída dos postes e teve que ser assistido por duas vezes! No entanto, ainda bem que o Mitroglou estava em campo, porque o curou de vez: inaugurou o marcador aos 27’, depois de uma boa abertura do Grimaldo para o Gonçalo Guedes, que centrou atrasado para o grego fazer um golo parecido ao terceiro do grande Cardozo frente à lagartada nos 4-3 da Taça. A partir daqui, o Marafona, milagrosamente, nunca mais precisou de ser assistido!

Na 2ª parte, o Braga começou a acusar o facto de ter jogado na 5ª feira e foi baixando progressivamente o ritmo. Poderíamos ter feito o segundo golo logo de início num livre do Guedes, que desviou na barreira e foi defendido in extremis pelo Marafona, e a meio do segundo tempo o mesmo Guedes tem outro bom remate rasteiro igualmente defendido. O Braga não conseguia criar perigo e nós fizemos o 2-0 aos 74’.À entrada da área, o Mitroglou tenta fazer um passe ligeiramente atrasado, um jogador do Braga estica a perna para cortar a bola, esta sobra para o Pizzi que remata para golo com a bola ainda a tocar ligeiramente no guarda-redes. O Braga protestou fora-de-jogo, mas não só o passe do Mitroglou é num sentido completamente oposto onde estava o Pizzi, como o jogador do Braga estica a perna para lhe tocar. Repito: estica a perna para lhe tocar. Não é um desvio nem um ressalto. É um corte propositado. Quatro minutos depois, selámos definitivamente a vitória com novo golo do Mitroglou, desta feita de cabeça, depois de um centro do Pizzi na esquerda. Até final, ainda deu para o José Gomes se estrear na Luz (e só não marcou, porque o Marafona voltou a defender) e o Rui Vitória fazer a substituição que deveria ter feito frente ao Besiktas: entrar o André Almeida para o lugar do Fejsa nos últimos minutos. Um dos últimos lances foi, como infelizmente se vem tornando hábito, o golo sofrido: canto e cabeceamento à vontade do Rosic na pequena-área. Creio que naquele sítio a bola deveria ser do Júlio César.

Em termos individuais, destaque óbvio para o Mitroglou com dois golos. O Gonçalo Guedes continua muito mexido e à procura do seu golito. O Pizzi estava a ter um jogo muito sofrível, mas no fim lá deixou a sua marca com um golo e uma assistência. Não nos podemos queixar! O Salvio entrou bem na partida, mas foi perdendo gás ao longo do tempo, assim como o André Horta, que a acabou de rastos. O Grimaldo fez um bom jogo na esquerda, já o Nélson Semedo na direita deu imenso espaço aos adversários principalmente na 1ª parte. Não sei se, de futuro, não seria melhor estar lá o André Almeida, porque a consistência defensiva é fundamental. O Lindelof ao seu nível, já o Lisandro fez três(!) passes errados na saída de bola na 1ª parte. Espero que o Jardel recupere depressa, porque não sou mesmo nada fã do argentino. O Fejsa teve aquele erro que isolou o Hassan, mas no resto do tempo fez um jogo monstruoso como é habitual. Uma palavra igualmente para o Júlio César que na 1ª parte foi fundamental para chegarmos ao intervalo a ganhar.

Num jogo em que a vitória era fundamental, conseguimo-la. Com tantos jogadores importantes lesionados, estarmos isolados na frente do campeonato não deixa de ser um forte factor motivacional. No próximo sábado, iremos a Chaves defrontar a outra única equipa invicta no campeonato. Passados tantos anos, esperemos que este regresso a Trás-os-Montes seja vitorioso.

quarta-feira, setembro 14, 2016

Inglório

Terceiro jogo da época na Luz, terceiro empate por 1-1. Desta feita foi com o Besiktas para a 1ª jornada da Liga dos Campeões e foi o que custou mais, porque sofremos o golo aos 93’. Fruto de termos um idiota acéfalo a vestir a nossa camisola, mas já lá vamos…

Estava com expectativas bastante baixas para esta partida. Continuávamos sem Jonas, Mitroglou e Jiménez, tal como em Arouca, mas tivemos o bónus de também ter o Jardel e o Rafa de fora. Todos por lesão! O Rui Vitória apostou no Cervi na frente para fazer companhia ao Gonçalo Guedes e foi o argentino a inaugurar o marcador logo aos 12’: abertura fabulosa do André Horta para o Salvio, remate cruzado com o pé esquerdo, o guarda-redes não conseguiu agarrar e o Cervi, muito oportuno, atirou para dentro da baliza. Não poderíamos ter começado melhor e até ao intervalo não permitimos grandes veleidades aos turcos que só pelo Quaresma num livre incomodaram o Ederson (que aparentemente vai substituir o Júlio César nos jogos extra-campeonato). Quanto a nós, só num remate de fora da área do André Horta é que criámos perigo.

Na 2ª parte, os turcos fizeram entrar o Talisca e melhoraram de produção. Quando ele entrou, eu aplaudi, porque não me esqueço de alguns bons momentos que nos proporcionou no passado, nomeadamente o golo frente ao Bayern e, principalmente, o livre na Madeira que nos permitiu respirar na penúltima jornada da época passada e abriu-nos definitivamente as portas do título. Tudo o que se disse depois para mim é folclore. Interessa-me o que um jogador faz em campo. Ponto final. Desde que depois não vá para um rival directo, por mim, ainda por cima sendo bicampeão, terá sempre o meu respeito. Mesmo que, como é o caso, os neurónios não sejam em grande quantidade. Com a entrada dele, o Besiktas começou a acercar-se com mais perigo da nossa área. Nós estávamos a perder gás e pedia-se a entrada do Samaris, que só aconteceu aos 70’. O Besiktas teve duas grandes oportunidades, mas o Ederson foi muito rápido a sair ao isolado Quaresma e noutro lance o avançado Tosun atirou por cima em muito boa posição. A cinco minutos do fim, o Quaresma brincou perto da sua área, o Gonçalo Guedes roubou-lhe a bola, ficou isolado, mas permitiu que o Tolga defendesse com o pé. Aos 89’, o Fejsa deve ter pedido para sair e ficámos a jogar com 10, porque entrou um tal de Celis, que acabou por ser a arma secreta do Besiktas. No terceiro dos quatro minutos de compensação que o árbitro deu, aquela alimária resolveu disputar um lance com a mão(!!) perto da nossa área! Livre que o Talisca obviamente não perdoou. Não tenho nada a acrescentar ao que já escrevi aqui e espero que a esta hora ele já esteja na porta de embarque do aeroporto. Que burro acéfalo!

Em termos individuais, voltei a gostar do Salvio (embora tenha rebentado a meio da 2ª parte) e do Gonçalo Guedes (só foi pena o falhanço isolado). O Cervi marcou um golo de oportunidade, mas continua um pouco inconsequente em termos ofensivos, apesar de se ter fartado de defender. O Fejsa foi o monstro do costume e, caso tivesse estado até ao fim, teríamos certamente ganho. O Samaris tem que passar a entrar mais cedo em jogos destes. O Nélson Semedo melhorou em termos defensivos em relação a jogos anteriores e o Ederson teve umas quantas intervenções de nível altíssimo, embora no livre do Talisca me dê a sensação que se poderia ter esticado mais.

Com os próximos dois jogos em Nápoles e Kiev, este empate frente à equipa do pote 4, se bem que é o campeão turco, pode custar-nos muito caro. Partimos de trás logo na 1ª jornada. Temos as condicionantes das lesões, mas tendo estado tão perto da vitória, este empate tem mesmo sabor a derrota. Pode ser que aprendamos que, para o futuro, convém jogar sempre com 11 até final e que atrasados mentais não podem ter lugar no plantel. (O Fejsa não estava em condições, havia o André Almeida no banco, porra!)

P.S. – Só me fez lembrar outro jogo europeu, em que também empatámos por causa de outra alimária cuja permanência no Benfica foi obviamente muito curta. De vez em quando, vamos buscar com cada um…! (Também no caso presente, a fazer fé no que se escreveu, andámos a disputar o, digamos, jogador, ao… Braga. Com o devido respeito, ao Braga! E depois estamos à espera de milagres…)

terça-feira, setembro 13, 2016

A/C do sr. Celis

Já o que o senhor fez no particular frente ao Lyon (para quem não se recorda: abalroar um adversário que estava quase de costas para a baliza no limite da grande área(!) fazendo um dos penalties mais estúpidos de todos os tempos) me tinha deixado muito mal impressionado. Dizem que não fazia mal, porque era jogo particular e eles servem mesmo para erros desses.

Pois, mas para mim não servem, porque um tal erro revela que o senhor não tem algo essencial que um jogador do Benfica deve ter se quer ser jogador do Benfica: não ser COMPLETAMENTE IDIOTA a jogar à bola e perceber o jogo. Ora, alguém que vai disputar a bola com a mão(!) perto da sua área no último minuto de jogo, sabendo que do outro lado está alguém especialista em bola paradas e que ainda no ano passado marcou dois golos importantes dessa maneira pelo clube que agora esse alguém até representa é, não há outro termo para o definir, BURRO QUE NEM UMA PORTA! E não me venham com a desculpa da idade: quando se é BURRO, é-se BURRO! Podem vir dizer: “ah e tal, o Gonçalo Guedes também tem culpa: falhou o 2-0 completamente isolado.” Certo, mas isso faz parte do jogo, todos falham, acontece. E o Guedes até foi dos melhores em campo. Agora, para se jogar com a mão(!), repito, com a mão(!) naquelas circunstâncias é preciso uma grande dose de atraso mental. É que nem sequer tentou disputar a bola com o pé ou peito: foi com a mão! E peço imensa desculpa, mas um jogador do Benfica não pode ter uma falta de neurónios deste género.

Por tudo isto, vou poupar trabalho ao sr. Celis apresentando-lhe o plano abaixo. É já amanhã de manhã e desejo que faça uma boa viagem. Os dois pontos que voaram hoje frente ao Besiktas são irrecuperáveis, mas espero que se prontifique a devolver os 500 mil o milhão de euros(!) que nos custou a sua falta de neurónios através do seu salário. Obrigado e boa continuação de carreira longe do Estádio da Luz. Até sempre.




* Publicado em simultâneo com a Tertúlia Benfiquista.

segunda-feira, setembro 12, 2016

(Muito) Desnecessariamente sofrido

Vencemos em Arouca na 6ª feira por 2-1 e continuamos no 2º lugar a dois pontos da lagartada. Perante um adversário que ficou num lugar europeu na época passada, esperava-se uma partida difícil e foi-o, mas essencialmente devido à nossa ineficácia, porque se a tivéssemos tido duvido que houvesse mais algum jogo no campeonato doravante com um resultado tão desnivelado.

Confesso que estava bastante apreensivo para este encontro, porque não me recordo de algum jogo em que não tivéssemos nenhum ponta-de-lança disponível. E é também por isso que eu detesto os jogos de selecções (desde o Bento, passando pelo Simão, se eu fosse fazer uma lista de jogadores nossos com lesões graves por causa das selecções este post ficaria quilométrico): graças a eles, perdemos o Jiménez e o Mitroglou! A isto juntou-se a lesão do Jonas (aparentemente ainda não recuperado a 100% da operação) e íamos para Arouca com a necessidade de ter o Rafa (com apenas dois treinos de Benfica!) a titular como ponta-de-lança, juntamente com o Gonçalo Guedes. O nosso primeiro lance de perigo coincidiu com o primeiro golo: aos 16’, abertura do Salvio para o Nélson Semedo na direita, o Bracalli sai, um defesa tenta o corte, mas acaba por rematar contra o nosso defesa-direito e a bola vai directa para a baliza. Foi um golo com uma grande dose de sorte à semelhança do primeiro frente ao Nacional. No entanto, a partir daqui mais que justificámos a vantagem e tivemos inúmeras oportunidades para a goleada (sim, goleada!). Rafa, por três vezes (uma das quais isolado e outra sem o guarda-redes na baliza!), Gonçalo Guedes e Pizzi poderiam (e deveriam) ter-nos feito ir para intervalo com o jogo decidido.

Para a 2ª parte, eu estava já a ver uma reedição da Choupana, em que também nos ficámos a dever uma vantagem segura e deixámos o Nacional empatar, antes de conseguirmos voltar para a frente do marcador. Porém, à falta de eficácia da 1ª parte, correspondeu uma boa entrada na 2ª: aos 51’, canto do Grimaldo na direita e cabeçada do Lisandro ao primeiro poste para o 0-2. Como o Arouca pouco ou nenhum perigo tinha criado, era expectável que tudo estivesse bem encaminhado, mas as coisas voltaram a ficar instáveis aos 56’ com o Walter González a reduzir num bom cabeceamento, com o Nélson Semedo a ficar nas covas. No entanto, na jogada anterior ao golo, há um empurrão claríssimo ao Rafa por trás na área, quando estava isolado, com o sr. Fábio Veríssimo a nada assinalar. Penalty e vermelho indiscutíveis! Uma vergonha! A nossa última aquisição saiu lesionada do lance (vai para um mês! O melhor seria abrirmos um hospital no Seixal, ainda fazíamos algum dinheiro…) e entrou o velocíssimo Carrillo. Até final, o Arouca ainda criou perigo em dois lances e nós também poderíamos ter dado a machadada final já perto dos 90’, numa óptima jogada do André Horta com o miúdo José Gomes (entretanto entrado) a não conseguir chegar e o Carrillo a rematar para boa defesa do Bracalli.

Em termos individuais, gostei bastante do Salvio (parece que finalmente está a voltar ao que era! Óptimas notícias!), do pique e de alguns pormenores do Rafa (tem que treinar mais os remates à baliza!) e do Gonçalo Guedes (que, com a profusão de lesões na frente, se arrisca a fazer boa parte da época a titular). A defesa não está muito segura e, se calhar, será preciso rever alguma coisa, porque atacar é muito bonito, mas a função primordial de um defesa é… defender. Quando entrou o Samaris, para (não) variar o nosso meio-campo ficou trancado (é aconselhável que passe a entrar mais cedo) e o José Gomes foi pena que não tenha mais 5 cm de comprimento nos pés, caso contrário teria tido uma estreia de sonho.

Num jogo em que não tínhamos nenhum ponta-de-lança, fizemos do melhor que se tem visto até hoje, com boas combinações atacantes e inúmeras oportunidades. Há que só melhorar o pequeno pormenor de meter a bola na baliza… Amanhã haverá Champions na Luz contra o Besiktas e veremos como a equipa vai responder perante um adversário mais poderoso. Depois deste bom aperitivo frente ao Arouca, estou muito expectante para ver.

* Publicado em simultâneo com a Tertúlia Benfiquista.

quarta-feira, setembro 07, 2016

Suíça - 2 - Portugal - 0

Depois da brilhante vitória no Euro 2016, entrámos mal na qualificação para o Mundial da Rússia de 2018 ao perder em Basileia com a Suíça por 0-2. Já se sabia que ia ser uma partida difícil, não só porque o Cristiano Ronaldo ainda não recuperou da trancada do Payet na final de Paris, como pelo facto de a Suíça só não nos ter defrontado nos quartos-de-final do Euro, porque perdeu com a Polónia nos penalties, sendo portanto uma boa equipa.

Ainda assim, entrámos bem na partida, com duas boas ocasiões pelo Eder e Bernardo Silva, mas em sete minutos (23’ e 30’) atirámos tudo ao ar ao sofrer dois golos perfeitamente evitáveis. Ao ver-se com dois golos de vantagem, os helvéticos fecharam-se bem e nós tivemos muito poucas ocasiões claras, com excepção de um cabeceamento do Nani ao poste já nos 10’ finais.

O Raphael Guerreiro terá sido dos melhorzitos, com o William Carvalho no polo oposto. Aliás, muito gostava eu que me explicassem o que é que se vê nele... Já no Euro achei o Danilo muito melhor, com bastante mais velocidade e poder de desarme, mas ontem o William Carvalho foi simplesmente ridículo: jogou parado e sentado durante os primeiros 45’ (revejam a movimentação dele no segundo golo da Suíça se quiserem rir-se um pouco).

Como neste apuramento só o primeiro classificado é que se qualifica directamente para o Mundial, as coisas ficam complicadas logo à partida. Teremos de ganhar cá por 3-0 para termos vantagem no confronto directo. O que nos valeu foi que a Hungria empatou a zero nas Ilhas Faroé, pelo que poderemos ter alguma vantagem para um possível play-off dos segundos lugares.

domingo, agosto 28, 2016

Difícil

Vencemos ontem na Choupana o Nacional por 3-1, mas o jogo foi bem mais complicado do que o resultado deixa antever, até porque só marcámos o terceiro golo já na compensação.

Tivemos uma excelente notícia logo na convocatória que foi a recuperação do Jonas e portanto estava um pouco mais optimista para esta partida. O melhor marcador do campeonato passado entrou directo para o onze, saindo o Cervi, e o Jiménez também jogou em vez do Mitroglou. Entrámos bem na partida, com boas trocas de bolas, mas o Nacional criou perigo logo de início num remate fora da área defendido a soco pelo Júlio César. Nós tivemos igualmente um par de remates do Jonas e Fejsa que saíram sem direcção até marcarmos aos 17’ num livre para a área do Pizzi, com uma péssima saída do Rui Silva, que socou a bola contra o Ghazal que a fez entrar na baliza. Foi um golo de sorte, mas a nossa vantagem começava a justificar-se. Até ao intervalo, destaque para um livre Agra com algum perigo, mas que passou por cima, e para uma boa jogada nossa culminada com um remate do Grimaldo às malhas laterais.

Na 2ª parte, ainda entrámos melhor e tivemos três excelentes oportunidades: remates do Salvio ao poste e do Jiménez e Jonas à figura do guarda-redes, quando estavam ambos em óptima posição e só com ele pela frente. Perdíamos excelentes ocasiões para fecharmos o jogo e estava mesmo a ver-se o que iria acontecer: empate do Nacional aos 64’ num cabeceamento do Tobias Figueiredo (emprestado pela lagartada) num canto, já depois de um livre do Agra ter sido defendido para a frente pelo Júlio César. Estava a ver a nossa vida andar muito para trás. O Rui Vitória resolveu lançar o Celis e o Carrillo para os lugares do apagado André Horta e do muito complicativo Pizzi e, dois minutos depois de estar em campo, aos 69’, o peruano voltou a colocar-nos em vantagem depois de uma excelente abertura do Jiménez para o Salvio, que centrou para a área e o Carrillo tirou um adversário da frente (ia-me dando um AVC, porque estava a ver que seria desarmado) e rematou em força. Até final, o Nacional não conseguiu criar mais perigo e até acabou a jogar com 10, porque o Ghazal saiu lesionado quando o Manuel Machado já tinha feito todas as substituições. Aos 92’, acabámos com o jogo, na primeira vez em que o Jiménez ficou isolado frente ao guarda-redes e marcou golo (assim de cabeça, lembro-me de umas seis vezes anteriores onde nunca o conseguiu). Aliás, todo o mérito para o mexicano, que foi ganhar a bola a um defesa para se isolar.

Em termos individuais, gostei (finalmente!) do Salvio, que parece estar mais confiante e consequentemente a subir de produção, e do Lindelöf, com cortes importantíssimos na defesa. O Jonas está longe da sua forma habitual, mas a equipa joga automaticamente melhor com ele em campo. O Pizzi teve o condão de tomar quase sempre as piores opções e já devia ter consciência que não consegue ganhar lances em velocidade aos defesas. O André Horta quase nem se viu, ao invés do Fejsa que parece que está em todo o lado. O Carrillo continua lento demais para meu gosto, mas marcou um golo decisivo, e o Jiménez foge demasiado da área para um ponta-de-lança do Benfica (prefiro de longe o Mitroglou), mas acabou por ser decisivo em dois dos golos.

O campeonato irá agora para por causa das selecções e era essencial ganhar este jogo até porque nesta jornada iria haver um lagartada-CRAC. O resultado que eu mais gostaria era um empate, mas a lagartada ganhou 2-1 e portanto está isolada na frente do campeonato connosco a dois pontos.