quinta-feira, setembro 29, 2016
Podia ter sido (ainda) pior
Perdemos em Nápoles por 4-2, um resultado que mascara um pouco o que se
passou em campo. Fizemos uma exibição que foi uma autêntica montanha-russa,
chegámos a estar goleados, mas os danos acabaram por ser minimizados no fim.
O Rui Vitória tirou o Salvio e o Gonçalo Guedes, lançando o André Almeida
para o meio-campo e o Carrillo. Por princípio não acho grande piada a grandes
alterações na equipa nos jogos da Champions,
mas o que é certo é que depois de uma entrada em que permitimos ao Nápoles ter
duas situações perto da nossa baliza, poderíamos ter feito também dois golos
pelo Mitroglou, que viu um defesa cortar a bola quase sobre o risco e o Reina
fazer uma boa defesa perante remates seus. No entanto, quem se adiantou no
marcador foram os italianos, pelo Hamsik aos 20’, num cabeceamento na sequência
de um canto, em que o Fejsa se deixou adormecer e foi antecipado pelo eslovaco.
Até final da 1ª parte, os italianos fecharam-se bem e nós revelámos sempre
bastante cerimónia para rematar à baliza.
Na 2ª parte, esquecemo-nos de entrar em campo: o Nápoles fez três golos em
apenas sete minutos! Uma falta do Lisandro permitiu ao Mertens fez o 0-2 num
livre directo em que, à semelhança do Talisca com o Ederson, me pareceu que o
Júlio César poderia ter feito mais. Aos 54’, um remate desviado isolou
inadvertidamente o Callejón e o Júlio César não foi tão lesto a sair da baliza
como deveria e derrubou-o. O Milik fez o 0-3 no penalty. Aos 58’, uma saída em
falso do nosso guarda-redes deu origem ao 0-4 pelo Mertens, em novo lance em
que os italianos beneficiaram de um ressalto. Jogo para esquecer o Júlio César.
Claro que nesta altura, tive medo de uma reedição de Vigo, não só no resultado,
como principalmente nas repercussões para o futuro (o contexto é obviamente
diferente, mas na altura de Vigo também estávamos em primeiro lugar no
campeonato e depois viemos por aí abaixo na classificação). Entre o terceiro e
o quarto golo, o André Horta agarrou-se à coxa e foi substituído pelo Salvio
(mais um para o estaleiro…). Felizmente, os italianos baixaram o ritmo e,
verdade seja dita, nós continuámos comprometidos com o jogo e conseguimos
reduzir a diferença pelo entretanto entrado Gonçalo Guedes aos 70’, com o
Salvio a marcar o seu primeiro golo desde a grave lesão de há dois anos aos 86’,
numa brilhante abertura do André Almeida.
Com uma derrota deste calibre, não é fácil referir ninguém em termos
individuais, mas a 1ª parte do Grimaldo não foi má (desapareceu na 2ª). O
Gonçalo Guedes provou que não deveria ter sido sacrificado, porque é dos nossos
jogadores em melhor forma. O Carrillo continua com o problema de sempre que é a
falta de corrida e intensidade. O Mitroglou deveria ter aproveitado melhor as
duas oportunidades ainda com 0-0. Se o Rui Vitória estava com dúvidas na
baliza, com esta partida elas ficaram dissipadas de vez: neste momento, o lugar
é do Ederson.
Aos 60’, a catástrofe estava à vista, mas os dois golos e, principalmente o
empate (1-1) no Besiktas – Dínamo Kiev acabou por amenizar bastante os estragos.
O primeiro lugar do grupo deve ser do Nápoles, mas estamos igualados com os
ucranianos e a apenas um ponto dos turcos. É fundamental, pelo menos, empatar
em Kiev na próxima jornada.
domingo, setembro 25, 2016
Sofrido
Vencemos ontem em Chaves (2-0) e mantivemos a liderança do campeonato, já
que ambos os rivais também tinham ganho. Tal como se previa, foi um jogo muito
difícil onde só através de duas bolas paradas na 2ª parte obtivemos o triunfo.
O Rui Vitória colocou o Ederson no lugar do Júlio César e foi a única
alteração em relação ao Braga. Na 1ª parte, o Chaves foi muito mais agressivo
do que nós e criou-nos diversos problemas. Nós tivemos um bom remate do
Mitroglou defendido pelo António Filipe e um golo mal invalidado ao grego que
não estava fora-de-jogo, mas os transmontanos também tiveram um golo (bem)
anulado e a melhor oportunidade dos primeiros 45’, com dois remates ao poste e
uma recarga de cabeça do Rafael Lopes para fora com a baliza escancarada, tudo
na mesma jogada! O André Horta passou completamente ao lado do jogo e, como o
Fejsa esteve abaixo do que é habitual, o nosso meio-campo era um passador e a
defesa via-se muito vezes em igualdade numérica perante os avançados
contrários.
A 2ª parte começou com uma grande oportunidade de cabeça do Salvio (que
terá provavelmente feito o pior jogo de sempre pelo Benfica), mas depois
tivemos grandes dificuldades para criar perigo. O Chaves já não contra-atacava
com o mesmo ritmo (era impossível mantê-lo) e começava a saga das lesões do
guarda-redes. Felizmente, à semelhança do Braga, estava lá o Dr. Mitroglou para
acabar com elas! Livre do Grimaldo muito bem marcado e desvio de cabeça do
grego aos 69’ para acabar de vez com as maleitas dos adversários. Pouco depois,
o ex-lagarto (entretanto entrado)
Vukcevic atirou às malhas laterais na única chance dos flavienses na 2ª parte
e, aos 84’, acabámos com o jogo, com novo livre do Grimaldo que bateu na
barreira e sobrou para a entrada da área, onde o Pizzi rematou rasteiro em arco
para o 2-0. Até final, ainda deu para o António Filipe impedir que o Carrillo
aumentasse o marcador, depois de uma boa abertura do Cervi, e para ver que o Celis deve ter perdido o voo para Bogotá, mas que continua a justificar-se que ele o apanhe.
Em termos individuais, gostei bastante do Gonçalo Guedes, apesar de não
estar directamente envolvido em nenhum dos golos, do Grimaldo, cujos livres se
estão a tornar uma séria mais-valia para nós, e da eficácia do Mitroglou (um
golo, outro mal anulado e ainda um terceiro bem anulado na 2ª parte). Também o
Pizzi merece uma palavra, porque apesar de muitas vezes não tomar as melhores
decisões, já não é a primeira vez que se torna decisivo com golos e/ou
assistências. No pólo oposto, temos os já referidos Salvio e André Horta. O
Nélson Semedo também estava a fazer uma exibição muito sofrível, mas é sobre ele
a falta que dá origem ao 1º golo.
A manter este nível exibicional, não vai ser fácil ganhar em Chaves. O
facto de o termos conseguido com uma série de jogadores importantes ainda de
fora (Jonas, Jardel, Jiménez, Samaris) só valoriza o triunfo. A exibição não
vai ficar na memória, mas nesta altura, e perante todas aquelas ausências,
ainda mais importante é a vitória.
terça-feira, setembro 20, 2016
Na frente
Vencemos ontem o Braga por 3-1 e, depois de um magnífico domingo em que o
CRAC empatou em Tondela (0-0) e a lagartada
levou um banho em Vila do Conde (1-3), passámos para o nosso lugar natural: a
frente do campeonato com 3 e 1 ponto de vantagem respectivamente. Como diz, e
bem o nosso treinador, não há campeões à 5ª jornada, mas claro que é óptimo
estar na frente principalmente pela pressão que isso coloca nos outros.
Da catrefada de lesionados, o Mitroglou recuperou (e em boa hora) e ia
abrindo o marcador logo no primeiro minuto com um remate rasteiro que passou
rente ao poste. A partida foi bastante interessante, porque o Braga também
atacava e criou oportunidades para marcar, mas o Júlio César por três(!) vezes
negou o golo e noutra o Hassan felizmente não aproveitou um erro do Fejsa, que
o isolou, atirando ao lado. Quanto a nós, tivemos remates do Gonçalo Guedes,
Salvio e Grimaldo, mas o Marafona também defendeu. Aliás, o guarda-redes do
Braga lesionou-se sozinho numa saída dos postes e teve que ser assistido por
duas vezes! No entanto, ainda bem que o Mitroglou estava em campo, porque o
curou de vez: inaugurou o marcador aos 27’, depois de uma boa abertura do
Grimaldo para o Gonçalo Guedes, que centrou atrasado para o grego fazer um golo
parecido ao terceiro do grande Cardozo frente à lagartada nos 4-3 da Taça. A
partir daqui, o Marafona, milagrosamente, nunca mais precisou de ser assistido!
Na 2ª parte, o Braga começou a acusar o facto de ter jogado na 5ª feira e
foi baixando progressivamente o ritmo. Poderíamos ter feito o segundo golo logo
de início num livre do Guedes, que desviou na barreira e foi defendido in extremis pelo Marafona, e a meio do
segundo tempo o mesmo Guedes tem outro bom remate rasteiro igualmente
defendido. O Braga não conseguia criar perigo e nós fizemos o 2-0 aos 74’.À
entrada da área, o Mitroglou tenta fazer um passe ligeiramente atrasado, um
jogador do Braga estica a perna para cortar a bola, esta sobra para o Pizzi que
remata para golo com a bola ainda a tocar ligeiramente no guarda-redes. O Braga
protestou fora-de-jogo, mas não só o passe do Mitroglou é num sentido
completamente oposto onde estava o Pizzi, como o jogador do Braga estica a
perna para lhe tocar. Repito: estica a perna para lhe tocar. Não é um
desvio nem um ressalto. É um corte propositado. Quatro minutos depois, selámos
definitivamente a vitória com novo golo do Mitroglou, desta feita de cabeça,
depois de um centro do Pizzi na esquerda. Até final, ainda deu para o José
Gomes se estrear na Luz (e só não marcou, porque o Marafona voltou a defender)
e o Rui Vitória fazer a substituição que deveria ter feito frente ao Besiktas:
entrar o André Almeida para o lugar do Fejsa nos últimos minutos. Um dos
últimos lances foi, como infelizmente se vem tornando hábito, o golo sofrido:
canto e cabeceamento à vontade do Rosic na pequena-área. Creio que naquele sítio
a bola deveria ser do Júlio César.
Em termos individuais, destaque óbvio para o Mitroglou com dois golos. O
Gonçalo Guedes continua muito mexido e à procura do seu golito. O Pizzi estava
a ter um jogo muito sofrível, mas no fim lá deixou a sua marca com um golo e
uma assistência. Não nos podemos queixar! O Salvio entrou bem na partida, mas
foi perdendo gás ao longo do tempo, assim como o André Horta, que a acabou de
rastos. O Grimaldo fez um bom jogo na esquerda, já o Nélson Semedo na direita
deu imenso espaço aos adversários principalmente na 1ª parte. Não sei se, de
futuro, não seria melhor estar lá o André Almeida, porque a consistência
defensiva é fundamental. O Lindelof ao seu nível, já o Lisandro fez três(!)
passes errados na saída de bola na 1ª parte. Espero que o Jardel recupere
depressa, porque não sou mesmo nada fã do argentino. O Fejsa teve aquele erro
que isolou o Hassan, mas no resto do tempo fez um jogo monstruoso como é
habitual. Uma palavra igualmente para o Júlio César que na 1ª parte foi
fundamental para chegarmos ao intervalo a ganhar.
Num jogo em que a vitória era fundamental, conseguimo-la. Com tantos
jogadores importantes lesionados, estarmos isolados na frente do campeonato não
deixa de ser um forte factor motivacional. No próximo sábado, iremos a Chaves
defrontar a outra única equipa invicta no campeonato. Passados tantos anos,
esperemos que este regresso a Trás-os-Montes seja vitorioso.
quarta-feira, setembro 14, 2016
Inglório
Terceiro jogo da época na Luz, terceiro empate por 1-1. Desta feita foi com
o Besiktas para a 1ª jornada da Liga dos Campeões e foi o que custou mais,
porque sofremos o golo aos 93’. Fruto de termos um idiota acéfalo a vestir a
nossa camisola, mas já lá vamos…
Estava com expectativas bastante baixas para esta partida. Continuávamos
sem Jonas, Mitroglou e Jiménez, tal como em Arouca, mas tivemos o bónus de também ter o Jardel e o Rafa de
fora. Todos por lesão! O Rui Vitória apostou no Cervi na frente para fazer
companhia ao Gonçalo Guedes e foi o argentino a inaugurar o marcador logo aos
12’: abertura fabulosa do André Horta para o Salvio, remate cruzado com o pé
esquerdo, o guarda-redes não conseguiu agarrar e o Cervi, muito oportuno,
atirou para dentro da baliza. Não poderíamos ter começado melhor e até ao
intervalo não permitimos grandes veleidades aos turcos que só pelo Quaresma num
livre incomodaram o Ederson (que aparentemente vai substituir o Júlio César nos
jogos extra-campeonato). Quanto a nós, só num remate de fora da área do André
Horta é que criámos perigo.
Na 2ª parte, os turcos fizeram entrar o Talisca e melhoraram de produção.
Quando ele entrou, eu aplaudi, porque não me esqueço de alguns bons momentos
que nos proporcionou no passado, nomeadamente o golo frente ao Bayern e,
principalmente, o livre na Madeira que nos permitiu respirar na penúltima
jornada da época passada e abriu-nos definitivamente as portas do título. Tudo
o que se disse depois para mim é folclore. Interessa-me o que um jogador faz em
campo. Ponto final. Desde que depois não vá para um rival directo, por mim,
ainda por cima sendo bicampeão, terá sempre o meu respeito. Mesmo que, como é o
caso, os neurónios não sejam em grande quantidade. Com a entrada dele, o
Besiktas começou a acercar-se com mais perigo da nossa área. Nós estávamos a
perder gás e pedia-se a entrada do Samaris, que só aconteceu aos 70’. O
Besiktas teve duas grandes oportunidades, mas o Ederson foi muito rápido a sair
ao isolado Quaresma e noutro lance o avançado Tosun atirou por cima em muito
boa posição. A cinco minutos do fim, o Quaresma brincou perto da sua área, o
Gonçalo Guedes roubou-lhe a bola, ficou isolado, mas permitiu que o Tolga
defendesse com o pé. Aos 89’, o Fejsa deve ter pedido para sair e ficámos a
jogar com 10, porque entrou um tal de Celis, que acabou por ser a arma secreta do Besiktas. No terceiro
dos quatro minutos de compensação que o árbitro deu, aquela alimária resolveu
disputar um lance com a mão(!!) perto da nossa área! Livre que o Talisca
obviamente não perdoou. Não tenho nada a acrescentar ao que já escrevi aqui e
espero que a esta hora ele já esteja na porta de embarque do aeroporto. Que
burro acéfalo!
Em termos individuais, voltei a gostar do Salvio (embora tenha rebentado a meio da 2ª parte) e do
Gonçalo Guedes (só foi pena o falhanço isolado). O Cervi marcou um golo de
oportunidade, mas continua um pouco inconsequente em termos ofensivos, apesar
de se ter fartado de defender. O Fejsa foi o monstro do costume e, caso tivesse estado até ao fim, teríamos
certamente ganho. O Samaris tem que passar a entrar mais cedo em jogos destes.
O Nélson Semedo melhorou em termos defensivos em relação a jogos anteriores e o
Ederson teve umas quantas intervenções de nível altíssimo, embora no livre do
Talisca me dê a sensação que se poderia ter esticado mais.
Com os próximos dois jogos em Nápoles e Kiev, este empate frente à equipa
do pote 4, se bem que é o campeão turco, pode custar-nos muito caro. Partimos
de trás logo na 1ª jornada. Temos as condicionantes das lesões, mas tendo
estado tão perto da vitória, este empate tem mesmo sabor a derrota. Pode ser
que aprendamos que, para o futuro, convém jogar sempre com 11 até final e que
atrasados mentais não podem ter lugar no plantel. (O Fejsa não estava em
condições, havia o André Almeida no banco, porra!)
P.S. – Só me fez lembrar outro jogo europeu, em que também empatámos por
causa de outra alimária cuja permanência no Benfica foi obviamente muito curta.
De vez em quando, vamos buscar com cada um…! (Também no caso presente, a fazer
fé no que se escreveu, andámos a disputar o, digamos, jogador, ao… Braga. Com o
devido respeito, ao Braga! E depois estamos à espera de milagres…)
terça-feira, setembro 13, 2016
A/C do sr. Celis
Já o que o senhor fez no particular frente ao Lyon (para quem não se
recorda: abalroar um adversário que estava quase de costas para a baliza no
limite da grande área(!) fazendo um dos penalties mais estúpidos de todos os
tempos) me tinha deixado muito mal impressionado. Dizem que não fazia mal,
porque era jogo particular e eles servem mesmo para erros desses.
Pois, mas para mim não servem, porque um tal erro revela que o senhor não
tem algo essencial que um jogador do Benfica deve ter se quer ser jogador do
Benfica: não ser COMPLETAMENTE IDIOTA a jogar à bola e perceber o jogo. Ora,
alguém que vai disputar a bola com a mão(!) perto da sua área no último minuto
de jogo, sabendo que do outro lado está alguém especialista em bola paradas e que
ainda no ano passado marcou dois golos importantes dessa maneira pelo clube que
agora esse alguém até representa é, não há outro termo para o definir, BURRO
QUE NEM UMA PORTA! E não me venham com a desculpa da idade: quando se é BURRO,
é-se BURRO! Podem vir dizer: “ah e tal, o Gonçalo Guedes também tem culpa:
falhou o 2-0 completamente isolado.” Certo, mas isso faz parte do jogo, todos
falham, acontece. E o Guedes até foi dos melhores em campo. Agora, para se jogar
com a mão(!), repito, com a mão(!) naquelas circunstâncias é preciso uma grande
dose de atraso mental. É que nem sequer tentou disputar a bola com o pé ou
peito: foi com a mão! E peço imensa desculpa, mas um jogador do Benfica não
pode ter uma falta de neurónios deste género.
Por tudo isto, vou poupar trabalho ao sr. Celis apresentando-lhe o plano
abaixo. É já amanhã de manhã e desejo que faça uma boa viagem. Os dois pontos
que voaram hoje frente ao Besiktas são irrecuperáveis, mas espero que se
prontifique a devolver os 500 mil o milhão de euros(!) que nos custou a sua falta de neurónios
através do seu salário. Obrigado e boa continuação de carreira longe do Estádio
da Luz. Até sempre.
* Publicado em simultâneo com a Tertúlia Benfiquista.
* Publicado em simultâneo com a Tertúlia Benfiquista.
segunda-feira, setembro 12, 2016
(Muito) Desnecessariamente sofrido
Vencemos em Arouca na 6ª feira por 2-1 e continuamos no 2º lugar a dois
pontos da lagartada. Perante um
adversário que ficou num lugar europeu na época passada, esperava-se uma
partida difícil e foi-o, mas essencialmente devido à nossa ineficácia, porque
se a tivéssemos tido duvido que houvesse mais algum jogo no campeonato doravante
com um resultado tão desnivelado.
Confesso que estava bastante apreensivo para este encontro, porque não me recordo
de algum jogo em que não tivéssemos nenhum ponta-de-lança disponível. E é
também por isso que eu detesto os jogos de selecções (desde o Bento, passando
pelo Simão, se eu fosse fazer uma lista de jogadores nossos com lesões graves
por causa das selecções este post
ficaria quilométrico): graças a eles, perdemos o Jiménez e o Mitroglou! A isto
juntou-se a lesão do Jonas (aparentemente ainda não recuperado a 100% da
operação) e íamos para Arouca com a necessidade de ter o Rafa (com apenas dois
treinos de Benfica!) a titular como ponta-de-lança, juntamente com o Gonçalo
Guedes. O nosso primeiro lance de perigo coincidiu com o primeiro golo: aos
16’, abertura do Salvio para o Nélson Semedo na direita, o Bracalli sai, um
defesa tenta o corte, mas acaba por rematar contra o nosso defesa-direito e a
bola vai directa para a baliza. Foi um golo com uma grande dose de sorte à
semelhança do primeiro frente ao Nacional. No entanto, a partir daqui mais que
justificámos a vantagem e tivemos inúmeras oportunidades para a goleada (sim,
goleada!). Rafa, por três vezes (uma das quais isolado e outra sem o
guarda-redes na baliza!), Gonçalo Guedes e Pizzi poderiam (e deveriam) ter-nos
feito ir para intervalo com o jogo decidido.
Para a 2ª parte, eu estava já a ver uma reedição da Choupana, em que também
nos ficámos a dever uma vantagem segura e deixámos o Nacional empatar, antes de
conseguirmos voltar para a frente do marcador. Porém, à falta de eficácia da 1ª
parte, correspondeu uma boa entrada na 2ª: aos 51’, canto do Grimaldo na
direita e cabeçada do Lisandro ao primeiro poste para o 0-2. Como o Arouca
pouco ou nenhum perigo tinha criado, era expectável que tudo estivesse bem
encaminhado, mas as coisas voltaram a ficar instáveis aos 56’ com o Walter
González a reduzir num bom cabeceamento, com o Nélson Semedo a ficar nas covas. No entanto, na jogada anterior ao
golo, há um empurrão claríssimo ao Rafa por trás na área, quando estava
isolado, com o sr. Fábio Veríssimo a nada assinalar. Penalty e vermelho
indiscutíveis! Uma vergonha! A nossa última aquisição saiu lesionada do lance
(vai para um mês! O melhor seria abrirmos um hospital no Seixal, ainda fazíamos
algum dinheiro…) e entrou o velocíssimo
Carrillo. Até final, o Arouca ainda criou perigo em dois lances e nós também
poderíamos ter dado a machadada final
já perto dos 90’, numa óptima jogada do André Horta com o miúdo José Gomes
(entretanto entrado) a não conseguir chegar e o Carrillo a rematar para boa
defesa do Bracalli.
Em termos individuais, gostei bastante do Salvio (parece que finalmente
está a voltar ao que era! Óptimas notícias!), do pique e de alguns pormenores
do Rafa (tem que treinar mais os remates à baliza!) e do Gonçalo Guedes (que,
com a profusão de lesões na frente, se arrisca a fazer boa parte da época a
titular). A defesa não está muito segura e, se calhar, será preciso rever
alguma coisa, porque atacar é muito bonito, mas a função primordial de um
defesa é… defender. Quando entrou o Samaris, para (não) variar o nosso
meio-campo ficou trancado (é aconselhável que passe a entrar mais cedo) e o
José Gomes foi pena que não tenha mais 5 cm de comprimento nos pés, caso
contrário teria tido uma estreia de sonho.
Num jogo em que não tínhamos nenhum ponta-de-lança, fizemos do melhor que
se tem visto até hoje, com boas combinações atacantes e inúmeras oportunidades.
Há que só melhorar o pequeno pormenor
de meter a bola na baliza… Amanhã haverá Champions
na Luz contra o Besiktas e veremos como a equipa vai responder perante um
adversário mais poderoso. Depois deste bom aperitivo
frente ao Arouca, estou muito expectante para ver.
quarta-feira, setembro 07, 2016
Suíça - 2 - Portugal - 0
Depois da brilhante vitória no Euro
2016, entrámos mal na qualificação para o Mundial da Rússia de 2018 ao perder
em Basileia com a Suíça por 0-2. Já se sabia que ia ser uma partida difícil,
não só porque o Cristiano Ronaldo ainda não recuperou da trancada do Payet na
final de Paris, como pelo facto de a Suíça só não nos ter defrontado nos
quartos-de-final do Euro, porque perdeu com a Polónia nos penalties, sendo
portanto uma boa equipa.
Ainda assim, entrámos bem na
partida, com duas boas ocasiões pelo Eder e Bernardo Silva, mas em sete minutos
(23’ e 30’) atirámos tudo ao ar ao sofrer dois golos perfeitamente evitáveis.
Ao ver-se com dois golos de vantagem, os helvéticos fecharam-se bem e nós
tivemos muito poucas ocasiões claras, com excepção de um cabeceamento do Nani
ao poste já nos 10’ finais.
O Raphael Guerreiro terá sido dos
melhorzitos, com o William Carvalho no polo oposto. Aliás, muito gostava eu que
me explicassem o que é que se vê nele... Já no Euro achei o Danilo muito melhor,
com bastante mais velocidade e poder de desarme, mas ontem o William Carvalho
foi simplesmente ridículo: jogou parado e sentado durante os primeiros 45’
(revejam a movimentação dele no segundo
golo da Suíça se quiserem rir-se um pouco).
Como neste apuramento só o primeiro
classificado é que se qualifica directamente para o Mundial, as coisas ficam
complicadas logo à partida. Teremos de ganhar cá por 3-0 para termos vantagem no confronto directo. O que nos valeu foi que a Hungria empatou a zero
nas Ilhas Faroé, pelo que poderemos ter alguma vantagem para um possível play-off dos segundos lugares.
domingo, agosto 28, 2016
Difícil
Vencemos ontem na Choupana o Nacional por 3-1, mas o jogo foi bem mais complicado
do que o resultado deixa antever, até porque só marcámos o terceiro golo já na
compensação.
Tivemos uma excelente notícia logo na convocatória que foi a recuperação do
Jonas e portanto estava um pouco mais optimista para esta partida. O melhor
marcador do campeonato passado entrou directo para o onze, saindo o Cervi, e o
Jiménez também jogou em vez do Mitroglou. Entrámos bem na partida, com boas
trocas de bolas, mas o Nacional criou perigo logo de início num remate fora da
área defendido a soco pelo Júlio César. Nós tivemos igualmente um par de
remates do Jonas e Fejsa que saíram sem direcção até marcarmos aos 17’ num
livre para a área do Pizzi, com uma péssima saída do Rui Silva, que socou a
bola contra o Ghazal que a fez entrar na baliza. Foi um golo de sorte, mas a
nossa vantagem começava a justificar-se. Até ao intervalo, destaque para um
livre Agra com algum perigo, mas que passou por cima, e para uma boa jogada
nossa culminada com um remate do Grimaldo às malhas laterais.
Na 2ª parte, ainda entrámos melhor e tivemos três excelentes oportunidades:
remates do Salvio ao poste e do Jiménez e Jonas à figura do guarda-redes,
quando estavam ambos em óptima posição e só com ele pela frente. Perdíamos
excelentes ocasiões para fecharmos o jogo e estava mesmo a ver-se o que iria
acontecer: empate do Nacional aos 64’ num cabeceamento do Tobias Figueiredo
(emprestado pela lagartada) num
canto, já depois de um livre do Agra ter sido defendido para a frente pelo
Júlio César. Estava a ver a nossa vida andar muito para trás. O Rui Vitória
resolveu lançar o Celis e o Carrillo para os lugares do apagado André Horta e
do muito complicativo Pizzi e, dois minutos depois de estar em campo, aos 69’,
o peruano voltou a colocar-nos em vantagem depois de uma excelente abertura do
Jiménez para o Salvio, que centrou para a área e o Carrillo tirou um adversário
da frente (ia-me dando um AVC, porque estava a ver que seria desarmado) e rematou
em força. Até final, o Nacional não conseguiu criar mais perigo e até acabou a
jogar com 10, porque o Ghazal saiu lesionado quando o Manuel Machado já tinha
feito todas as substituições. Aos 92’, acabámos com o jogo, na primeira vez em
que o Jiménez ficou isolado frente ao guarda-redes e marcou golo (assim de
cabeça, lembro-me de umas seis vezes anteriores onde nunca o conseguiu). Aliás,
todo o mérito para o mexicano, que foi ganhar a bola a um defesa para se
isolar.
Em termos individuais, gostei (finalmente!) do Salvio, que parece estar
mais confiante e consequentemente a subir de produção, e do Lindelöf, com
cortes importantíssimos na defesa. O Jonas está longe da sua forma habitual,
mas a equipa joga automaticamente melhor com ele em campo. O Pizzi teve o
condão de tomar quase sempre as piores opções e já devia ter consciência que
não consegue ganhar lances em velocidade aos defesas. O André Horta quase nem
se viu, ao invés do Fejsa que parece que está em todo o lado. O Carrillo
continua lento demais para meu gosto, mas marcou um golo decisivo, e o Jiménez
foge demasiado da área para um ponta-de-lança do Benfica (prefiro de longe o
Mitroglou), mas acabou por ser decisivo em dois dos golos.
O campeonato irá agora para por causa das selecções e era essencial ganhar este
jogo até porque nesta jornada iria haver um lagartada-CRAC.
O resultado que eu mais gostaria era um empate, mas a lagartada ganhou 2-1 e portanto está isolada na frente do
campeonato connosco a dois pontos.
sexta-feira, agosto 26, 2016
Sorteio da Liga dos Campeões
BENFICA
Nápoles
Dínamo Kiev
Besiktas
Não tivemos um sorteio nada favorável na Champions. Historicamente não temos muita sorte com as equipas
italianas (apesar de termos eliminado este mesmo Nápoles na época do Quique e
da eliminatória épica com a Juventus há dois anos) e vamos defrontar outros
dois campeões nacionais: o ucraniano (com a agravante de a viagem ser longa) e
o turco (uma das mais fortes equipas do pote 4). É um grupo muito equilibrado,
onde tanto podemos ficar em primeiro como em último. O único aspecto positivo
foi a ordem os jogos, porque começamos em casa frente ao Besiktas e terminamos
também em casa com o Nápoles. Ou seja, é obrigatório começar com uma vitória e
temos o último jogo em casa frente ao adversário mais forte, que eventualmente
pode já estar apurado nessa altura. E, se tiver que se decidir tudo nesse jogo,
é enchente pela certa e a Luz pode fazer a diferença.
P.S. – O CRAC teve a vaca
habitual nos sorteios. Depois de lhe ter calhado a (teórica) fava no play-off com a Roma, esta
transformou-se em brinde com três expulsões(!) nos dois jogos. Claro que se
apuraram, para depois calharem num grupo com Leicester, Brugge e Copenhaga! A
sério?! Podem já reservar os oitavos, nem é preciso cansarem-se a jogar! Quanto
à lagartada, estando no pote 3, vai
defrontar o Real Madrid, Borussia Dortmund e Legia Varsóvia. Não terá hipóteses
nenhumas de seguir em frente, mas ao menos tem a Liga Europa garantida.
segunda-feira, agosto 22, 2016
Desilusão
Empatámos em casa com o V. Setúbal (1-1) e perdemos os primeiros pontos na
Liga logo na 2ª jornada. Depois de duas épocas inteiras onde só não conseguimos
ganhar aos outros dois grandes, voltámos a ceder perante equipas que não são do
nosso campeonato. E as coisas até poderiam ter sido piores, porque estivemos
perder até oito minutos do final.
Em relação ao Tondela, o Rui Vitória tirou o Gonçalo Guedes e colocou o
Salvio, passando o Pizzi para o meio. Não achei nada bem esta opção, porque ter
um só avançado num jogo em casa frente a um adversário inferior parecia-me
manifestamente pouco. E assim se confirmou, porque na 1ª parte só tivemos duas
verdadeiras oportunidades em cabeceamentos do Mitroglou e do Pizzi, que o Bruno
Varela defendeu bem.
Na 2ª parte, continuámos a demonstrar os mesmos defeitos da primeira, ou
seja, muita lentidão de processos que não nos permitia desposicionar a defesa
adversária. Isto deveu-se muito ao facto de os extremos (Salvio e Cervi) terem
feito exibições fraquíssimas. A Luz com 56351 espectadores (havia lotação
esgotada, mas muitos red pass terão ido de férias) começava a desesperar e
ainda pior ficou quando, aos 66’, o V. Setúbal se colocou na frente com um
livre para a área (depois de uma falta desnecessária do entretanto entrado
Jiménez), desviado de cabeça pelo Frederico Venâncio. Logo a seguir, o Jiménez
só não igualou, porque o Varela voltou a defender. Pressionámos e atacámos
muito, com o Carrillo (que também tinha entrado) a rematar muito ao lado,
quando estava na marca de penalty. O Rui Vitória apostou tudo com a entrada do
Gonçalo Guedes para o lugar do Nelson Semedo e, na primeira vez que tocou na
bola, o nº 20 foi derrubado indiscutivelmente na área aos 82’. O Jiménez marcou
o penalty da forma habitual, com paradinha e a desviar ligeiramente do
guarda-redes (pessoalmente detesto esta maneira de marcar, porque se o
guarda-redes adivinha o lado, defende facilmente). Até final, poderíamos
perfeitamente ter ganho, numa recarga de Lindelöf à barra com a baliza escancarada,
depois de o Varela ter defendido para a frente um livre muito bem marcado pelo
Grimaldi.
Em termos individuais, o André Horta foi de longe o melhor na 1ª parte, mas
desapareceu completamente na 2ª. O Fejsa foi o pronto-socorro habitual, mas já
se sabe que construir não é com ele. Todos os outros estiveram muito sofríveis,
com os extremos, como já referi, a estarem particularmente maus. Parece-me
evidente que o Pizzi não pode jogar como segundo avançado em jogos caseiros
perante equipas do meio da tabela ou inferior.
Foi um balde de água fria com o qual não contávamos. Mas, de facto, a nossa
exibição deixou muito a desejar. O Jonas faz imensa falta e era o pior jogador
para ficar lesionado. É fundamental ganhar na Madeira ao Nacional para a semana
para aproveitarmos o facto de os outros dois irem jogar um com o outro.
P.S. – A arbitragem do sr. Manuel Oliveira foi lamentável. Pactuou
indecentemente com as supostas lesões do adversário e só deu 4’ de descontos no
final. Além de que houve uma série de faltas não assinaladas a nosso favor. Apesar
de não haver lances decisivos (penalties, foras-de-jogo ou golos anulados),
todos nós sabemos como se condiciona uma partida.
domingo, agosto 14, 2016
Primeira
Vencemos em Tondela por 2-0 e pelo terceiro ano consecutivo começámos o
campeonato a ganhar. Isto pode parecer irrelevante, mas dado que antes disso
estivemos nove anos(!) sem triunfar na 1ª jornada não deixa de ser de
assinalar. Foi uma partida bastante complicada em que só selámos a vitória no
tempo de compensação.
Com o Jonas operado ao tornozelo, foi o Gonçalo Guedes que entrou para o seu
lugar. O jogo principiou muito rápido, praticamente com parada-resposta e
criámos duas oportunidades pelo Mitroglou e Luisão. Logo a seguir, só não
ficámos a perder porque o cabeceamento do Hélder Tavares saiu ao lado com o
Júlio César batido. A meio da 1ª parte, o Luisão começou com problemas físicos
e teve de ser substituído pelo Lisandro. Perto da meia-hora assistimos àquele
que será certamente o desarme do campeonato, com o Grimaldo a conseguir, por
trás(!), cortar a bola ao Crislan, que estava isolado. O Tondela estava a
conseguir equilibrar, mas chegámos à vantagem aos 39’ num óptimo cabeceamento
do Lisandro depois de um livre bem marcado pelo Pizzi. Até ao intervalo ainda
tivemos mais duas boas ocasiões pelo Grimaldo num livre e num remate do Cervi
muito por cima, quando estava em boa posição.
Na 2ª parte não fomos tão dominadores como em boa parte da 1ª, mas mesmo
assim tivemos algumas oportunidades: um remate do Gonçalo Guedes bem defendido,
um cabeceamento do Grimaldo e um remate do Mitroglou que ressaltou num defesa. No
entanto, o Tondela esteve muito perto de empatar com o Júlio César a defender
com o pé um remate do isolado Crislan e num lançamento lateral para a área que
por pouco não foi desviado para a nossa baliza. Já em tempo de compensação, num
contra-ataque, o André Horta passou por três adversários e rematou com muita
força para o meio da baliza, mas o guarda-redes felizmente atirou-se para a
esquerda e a bola quase ia furando as redes.
Em termos individuais, o André Horta merece destaque porque foi o melhor na
1ª parte e, embora tenha descido na 2ª, marcou o segundo golo. No sentido
contrário, o Gonçalo Guedes esteve muito discreto na 1ª e subiu
exponencialmente na 2ª. O Pizzi só acertou o centro do primeiro golo, mas foi
importante na manobra do meio-campo. A defesa revelou alguma intranquilidade,
com o Nélson Semedo muito fraco e confesso que não sou nada fã do Lisandro (faz
quase tudo sempre em esforço e às vezes é batido de forma infantil), apesar de
ter marcado um bom golo. O Lindelof ainda não está em plena forma e o Grimaldo
é bastante melhor ofensiva do que defensivamente (mas lá que fez o desarme do
campeonato, lá isso fez). O Cervi voltou a fazer um jogo muito discreto (espero
que o Braga não tenha sido a excepção à regra).
A exibição não foi a ideal, mas conseguimos o mais importante. Não nos
podemos esquecer que temos muitos lesionados (para além do Luisão, o Júlio
César também acabou o jogo tocado, veremos se recupera para a semana), alguns
deles que foram essenciais na época passada. É natural que a equipa melhore nos
próximos jogos e esperemos que assim seja.
quarta-feira, agosto 10, 2016
Sempre a somar

Não poderíamos ter entrado melhor, com uma jogada genial do Cervi aos 10’
de que resultou o primeiro golo. Continuámos na mesma toada e os primeiros 20
minutos foram todos nossos. Atirámos uma bola ao poste pelo Nélson Semedo
(desviada por um defesa) e o André Horta teve igualmente uma boa chance, mas
rematou de primeira ao lado. A partir de metade da 1ª parte, o Braga equilibrou
e foi a vez de o Júlio César entrar em acção, com duas ou três defesas que
mantiveram a nossa vantagem até ao intervalo.
A 2ª parte começou como tinha acabado a primeira, com o Braga mais em jogo,
embora só tenha criado duas verdadeiras oportunidades: uma saída do Júlio César
aos pés do Rafa e um falhanço incrível deste já depois de ter passado pelo
nosso guardião. Nós tentávamos controlar a partida, mas era preciso claramente
mais alguém para o meio-campo, até porque o Fejsa não dá para tudo.
Curiosamente foram dois dos jogadores que menos tinham estado em evidência até
então que fabricaram o nosso segundo golo: excelente abertura do Pizzi a isolar
o Jonas que, perante o Marafona, não perdoou. Estávamos no minuto 75 e em
princípio estaríamos a dar a machadada final na partida. Logo a seguir entrou o
Samaris e eu pensei que o Braga não mais chegaria à nossa baliza. Puro engano!
Duas desconcentrações defensivas nossas fizeram com que o adversário criasse
muito perigo (remate em arco ao lado do Mauro e chapéu do Hassan que passou por
cima), mas aos 92’ selámos de vez a vitória com um chapéu magistral do Pizzi,
depois de o Jiménez, mais uma vez, não ter conseguido bater o guardião
contrário quando estava isolado, com a bola a sobrar para o nº 21.
Em termos individuais, o Pizzi acabou por ser decisivo para a vitória, o
que não deixa de ser curioso porque até à assistência para o Jonas estava a
fazer um jogo muito sofrível. Ainda fora de forma também está o Jonas, o que
felizmente não o impede de molhar o bico.
O André Horta esteve muito discreto na 1ª parte, mas subiu exponencialmente na
2ª. O Luisão também está em crescendo e eu fico muito contente por ainda
podermos contar com o nosso capitão na sua plenitude. O Nélson Semedo foi outro
que jogou muito bem, assim com o Cervi que marcou um golão, ficou cheio de
confiança para o resto da partida e ainda ajudou imenso a defender. Se foi para
isto que ele não mostrou nada nos particulares até agora, por mim tudo bem…!
Foi uma óptima viagem a Aveiro culminada com a conquista de mais um troféu.
O resultado não reflecte as dificuldades que tivemos, mas é o que fica para a
história. E, sinceramente, gostei bastante de alguns períodos da nossa equipa.
Veremos como a equipa estará no próximo fim-de-semana, sabendo-se que é
fundamental começar bem o campeonato, até para começar a marcar o ritmo logo
desde início. Porque, dos três candidatos, aparentemente nós somos o que tem as
coisas mais estabilizadas.
P.S. – Arbitragem inacreditável do sr. João Capela, com uma dualidade de
critérios gritante (connosco era sempre falta e ao contrário raramente) e uma
gestão disciplinar risível (alguns dos amarelos nem falta eram!).
segunda-feira, agosto 01, 2016
Derrota em Lyon
Perdemos frente ao Lyon por 2-3 no último jogo antes da Supertaça. Apesar
do resultado desfavorável, até foi dos jogos em que eu mais gostei de ver o
Benfica até agora. Especialmente no início da 2ª parte, apresentámos bom
futebol em casa de um adversário de Liga dos Campeões.
A partida principiou em bom ritmo e os franceses fizeram o 0-1 aos 19’. No
entanto, pouco depois aos 22’ o Grimaldo marcou um golão de livre. Mas a
igualdade não demorou muito tempo, porque o Samaris e o Celis esqueceram-se de
acompanhar quem vem do meio-campo e entra na área, e aos 26’ aconteceu o 1-2.
Três minutos depois, o Celis voltou a ter uma paragem cerebral e fez um penalty
escusadíssimo, que o Lacazette (alguém que já nos safou de boa no passado)
aproveitou para fazer o 1-3, com o Júlio César quase a defender. No início da
2ª parte, lá tivemos o nosso melhor período e diminuímos a desvantagem aos 52’
numa cabeçada do André Almeida, que saiu lesionado porque foi praticamente
agredido pelo guarda-redes. Aliás, houve pelo menos mais duas entradas de
adversários que deveriam ter visto o vermelho. Que caceteiros! Até final, o
Luisão de cabeça poderia ter igualado, mas o guarda-redes conseguiu defender.
O André Almeida estava a ser dos melhores quando o lesionaram no golo. Uma
boa notícia é que parece que o Luisão está a subir, bem acompanhado pelo
Lindelof, sempre muito rápido. O Grimaldo vai ser titular pelo menos nos
primeiros tempos e até livres sabe marcar. Quanto aos menos, o Celis teve um
jogo desastrado e não me parece de todo uma opção válida para metade da época
(o tempo que o Fejsa, infelizmente, há-de estar indisponível). Já vimos
qualquer coisa do Cervi, logo no reinício do jogo, mas quanto ao Carrillo
continua praticamente na mesma (devagar e parado). O Danilo estreou-se e,
apesar de não ter estado muito tempo em jogo, gostei bastante do que vi:
sentido de colocação, capacidade de desarme e sem receio de conduzir a bola
para a frente.
Teremos agora uma semana até ao encontro frente ao Braga. Espero que alguns
dos lesionados recuperem para que possamos atacar em força mais um troféu.
quinta-feira, julho 28, 2016
Torino na Eusébio Cup
Perdemos com o Torino nos penalties
(5-6) depois de uma igualdade (1-1) nos 90’ e, pelo quarto ano consecutivo, a
Eusébio Cup não fica em casa. Estamos muito beneméritos neste troféu, mas toda
a gente se lembrou que, como nos três anos anteriores conquistámos o tri, pode
ser que isto seja bom prenúncio para o tetra.
Esta partida estava carregada de
simbolismo pelo que que passou a 4 de Maio de 1949, com o desastre de avião na
Basílica de Superga que vitimou toda a comitiva do Gran Torino, tetracampeão
italiano, que tinha acabado de defrontar o Benfica no dia anterior, por ocasião
de uma homenagem ao nosso jogador Francisco Ferreira. Numa altura em que ainda
não havia competições europeias, a nossa vitória por 4-3 foi um grande feito,
mas o que se passou no dia seguinte ensombrou obviamente tudo o resto e foi uma
das maiores tragédias de sempre do futebol mundial. Por todas estas razões,
saúda-se calorosamente a ideia de convidar o Torino para a Eusébio Cup, porque
uma grande equipa só tem grandeza se souber honrar a sua história. E,
felizmente, nós sabemo-lo.
Em termos de futebol, ao contrário
da partida frente ao Wolfsburgo, nesta estivemos uns furos abaixo. Marcámos
logo aos 12’, num frango do
guarda-redes do qual resultou um autogolo do Vives, mas este bom arranque
inicial não teve seguimento no resto do jogo. O Torino empatou aos 32’ num
livre do Ljajic (aplaudido, num gesto bonito, por grande parte do estádio). Apesar de ser um pouco longe da área e a bola ter sido bem
colocada, acho que o Paulo Lopes poderia ter sido mais rápido a fazer-se ao
lance. Na 2ª parte, destaque para dois remates mal enquadrados do Jiménez,
quando estava em boa posição em ambas as ocasiões.
O Nelson Semedo e o André Horta, que
tinham estado em evidência em encontros anteriores, mostraram-se muito
discretos desta vez. Continuo a não ver nada do Cervi que justifique tanto
entusiasmo aquando da sua contratação. Ao invés, o Carrillo, que entrou na 2ª
parte, lá começou a mexer-se um pouco mais do que anteriormente e a sua
produção subiu de maneira lógica. Assustei-me com o facto de o Jardel nem
sequer estar no banco (é imprescindível que fique no plantel!), mas foi por
causa de uma lesão. O Luisão, um dos poucos a jogar os 90’, subiu em relação a
jogo anteriores.
Teremos mais um jogo contra o Lyon
antes da Supertaça. Será o momento para vermos qual dos jogos foi uma excepção:
se este ou se o frente ao Wolfsburgo.
P.S. –
Voltando ainda à tragédia de Superga, em Itália decidiu-se que as equipas que
defrontariam o Torino nas quatro jornadas até final do campeonato desse ano
jogariam com os juniores por uma questão de respeito, já que o Torino não tinha
outra hipótese que não alinhar com eles. Mas o Torino também estava envolvido
na primeira edição da Taça Latina em 1949 (que viria a ser ganha por nós na
época seguinte), em que se defrontavam os campeões de Portugal, Itália, Espanha
e França. Nas meias-finais, cabia-lhe defrontar o campeão português desse ano.
E hoje em dia ainda se encontra esta pérola
num site da internet ligado a esse clube: “Foi pois num
clima de alguma hostilidade, resultante também de uma natural solidariedade e
simpatia despertada pelos italianos, que o Sporting garantiu o seu lugar na
Final.” Convinha era contar a história completa e acrescentar que a essa
“hostilidade” não será alheio o facto de, demonstrando grande
espírito competitivo e vontade de
vencer, ter sido o único clube que não teve problemas em alinhar com
a sua equipa principal (onde
pontificavam os cinco violinos) perante os juniores do Torino... Que grandeza...!
segunda-feira, julho 25, 2016
Melhorias
Vencemos o Wolfsburgo por 2-0 na melhor exibição da pré-temporada, que
curiosamente surgiu perante o adversário mais difícil até agora. Os golos
aconteceram na 2ª parte, mas já na 1ª tínhamos dado mostras de alguma dinâmica,
com boas combinações atacantes.
Na equipa que iniciou o jogo, destaca-se a aposta no André Horta e no
Cervi, mas enquanto o português foi dos melhores em campo (fabuloso o passe a
desmarcar o Gonçalo Guedes para este assistir o Mitroglou para o 1-0 aos 63’),
o argentino, apesar do bom toque de bola, ainda não estará adaptado (espero que
seja só isso, porque por enquanto ainda não vi nada de especial...). Outro que
se exibiu a bom plano foi o Gonçalo Guedes, no papel de segundo avançado. A 2ª
parte ainda foi melhor do que a primeira, com o Salvio também a parecer
regressar à forma que lhe reconhecemos e o Jonas, a entrar a meio do segundo
tempo, mas ainda a tempo de fazer o 2-0 numa recarga a um remate do Jiménez aos
90’. Um jogador que eu espero sinceramente que comece a mostrar mais qualquer coisa
é o Carrillo. Quarto jogo do Benfica, quarto jogo em que utilizou duas
velocidades: devagar e parado. Bem sei que passou muito tempo sem jogar, mas
isto está a começar a ser ridículo...
Neste 4ª feira, teremos a apresentação aos sócios na Eusébio Cup frente
ao Torino. Será uma boa oportunidade para confirmar ao vivo esta subida de produção da equipa.
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