origem
Mostrar mensagens com a etiqueta Treinador. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Treinador. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, junho 10, 2005

Álvaro Magalhães

Este blog vai de fim-de-semana prolongado e só volta na 2ª feira à noite. Provavelmente a situação do Álvaro deverá ficar resolvida durante este período, pelo que não queria deixar de manifestar desde já a minha opinião. Fala-se que o Álvaro se pode ir embora, já que acaba contrato como treinador-adjunto (o Record já dá a notícia como certa, mas ainda não houve confirmação oficial). Considero isto um grande erro. Julgo que é essencial que haja um adjunto na equipa técnica que faça a transição entre diferentes treinadores principais. Isto é especialmente importante se se tratam de técnicos estrangeiros que chegam pela primeira vez ao nosso futebol, como é o caso do Ronald Koeman, e geralmente não conhecem em detalhe quer os jogadores do plantel, quer os adversários.

Durante a década de 80, a última em que ganhámos campeonatos com regularidade, os treinadores principais iam mudando, mas o Toni ficava sempre lá como adjunto. Os resultados foram os que se viram. Na minha opinião, o adjunto deve ser alguém que conhece bem o Benfica e a sua mística, como é o caso evidente do Álvaro, que tem a vantagem de saber empolgar quer os jogadores, quer os adeptos. Acho normal que o treinador principal queira trazer um adjunto da sua confiança, mas nada impede o Benfica de ter dois adjuntos. O Trapattoni prescindiu de ter um adjunto trazido por ele, mas o Camacho trouxe-o e não foi por isso que o Chalana num ano, e o Álvaro noutro, não figuravam na equipa técnica.

Espero sinceramente que esta dispensa não se confirme...

quinta-feira, junho 09, 2005

Ronald Koeman

Finalmente, temos treinador! Confesso que, dos três nomes que eram dados como favoritos (Koeman, Le Guen e Camacho), este é o que menos me entusiasma a priori, também por não o conhecer tão bem como os outros dois. Conhecia-o melhor como jogador, nomeadamente por causa de uma tristeza e de uma alegria: a primeira quando nos roubou a Taça do Campeões pelo PSV em 1988; a segunda quando marcou um golão ao Vítor Baía a mais de 30 metros da baliza, num memorável Barcelona – 3 – clube regional – 0 em 1992.

Naturalmente, desejo-lhe agora toda a sorte do mundo e espero para ver antes de fazer um juízo mais definitivo. Vem com boas referências, já que em sete anos de treinador principal ganhou dois Campeonatos e uma Taça pelo Ajax, enquanto o novo treinador do clube regional, Co Adriaanse, em 16 anos de responsável máximo ganhou... zero títulos! Mas isto não quer dizer nada e há que aguardar pelo início da época para ver como iremos jogar. Espera-se um futebol mais atacante e atractivo do que o apresentado nesta época, mas já agora com resultados semelhantes...!

quarta-feira, junho 01, 2005

O novo treinador

Para quem segue este blog, a minha escolha para ser o novo treinador é óbvia: José António Camacho. Há várias razões para tal:
- Conhece bem o plantel, o clube e o campeonato português;
- Impõe respeito, disciplina e é muito profissional*;
- É bem aceite tanto pelos jogadores como pelos adeptos;
- A equipa jogava sempre para ganhar e o futebol que apresentava era bastante atractivo. Nas suas duas épocas fizemos 75 e 74 pontos, o que daria para ganhar este campeonato com 13 e 12 pontos de diferença, respectivamente. Para além disso, o goal average foi de 74-27 e 62-28 contra o 51-31 deste ano.
- Não deve ser excessivamente caro.

* Quanto ao profissionalismo, só gostaria de relembrar um episódio que veio relatado nos jornais quando nos qualificámos para a pré-eliminatória da Liga dos Campeões em 2002/03 e ainda faltavam 3 jogos para o final do campeonato. No 1º treino depois de garantido o 2º lugar os jogadores mostraram-se mais relaxados e desconcentrados (à portuguesa) e o Camacho berrou-lhes: “isto ainda não acabou!”. Resultado: conseguimos 2 vitórias e 1 empate até ao final do campeonato.

Quanto aos outros nomes de que se fala, o Paul Le Guen não seria uma má escolha, apesar de poder ser mais caro que o Camacho (é tricampeão francês pelo Lyon), e o Ronald Koeman, que já ganhou dois campeonatos pelo Ajax, também não deve ser mau. Temos grandes responsabilidades na nova época, nomeadamente fazer boa figura na Liga dos Campeões, e um novo cartão de sócio para vender. O treinador deverá ser alguém que já tenha ganho títulos e seja respeitado pelos adeptos para a mobilização ser maior. Dito isto, só espero que não seja um português, porque não estou a ver nenhum treinador nacional com perfil para treinar o Glorioso.

terça-feira, maio 31, 2005

Obrigado, Trapattoni!

Desde a sua vinda que tive dúvidas se ele seria o treinador ideal para o Glorioso. Como manifestei logo em Julho, não estava a ver o Benfica jogar um futebol muito atraente e atacante, o que poderia exasperar os adeptos. Não me enganei neste ponto. Por duas ou três vezes, apesar de ser ontologicamente contra as trocas de treinador durante a época, defendi que o Benfica deveria tê-lo substituído pelo Camacho, porque nada fazia supor que pudéssemos ganhar algo este ano a jogar da maneira como vínhamos jogando. FELIZMENTE, enganei-me e faço aqui o meu mea culpa! Apenas ganhámos o mais importante, aquilo com que vínhamos sonhando há 11 longos anos!

Fazendo uma retrospectiva, há que dar mérito ao Trapattoni na forma como motivou os jogadores (especialmente na parte final da época) e fê-los acreditar que seria possível, quando tudo indicava o contrário. Apesar das suas declarações do género “o importante é não perder”, de não jogarmos bem e de irmos perdendo pontos, nunca nos distanciámos muito do 1º lugar. E acabámos por lá ficar durante grande parte do campeonato. Como é por todos reconhecido, foi uma Superliga muito atípica, os grandes não estiveram em grande forma e, consequentemente, a distância para os pequenos foi reduzida. E daí? Devemos menosprezar o campeão como alguns querem fazer? Era só o que mais faltava! Mesmo com todas as limitações que tivemos, fomos superiores ao campeão europeu e ao finalista vencido da Taça Uefa (se estes tivessem ganho, aposto que alguns já não falariam da falta de mérito...). Ganhámos com toda a justiça e ponto final!

Quererei com isto dizer que estou muito triste por ele se ir embora de sua livre e espontânea vontade? Sinceramente, não. Quererei com isto dizer que ele deveria ser dispensado apesar do ano adicional de contrato que tinha? Também não. Apesar de todas as críticas que lhe fiz, o que é certo é que fomos campeões. Com alguma sorte (obrigado, Ricardo!) para além do mérito, é verdade, mas ganhámos a Superliga. E ele sempre avisou que o campeão só se iria encontrar no final. Apesar de saber que será difícil um campeonato tão esquisito como este, parecer-me-ia pouco sensato dispensar um técnico que foi campeão nacional. Esse erro já foi cometido algumas vezes na nossa a história e com resultados bastante negativos (Toni por Artur Jorge em 1994 e Mortimore – depois de fazer a nossa última dobradinha! - por Skovdahl em 1987). Há que ser generoso e ter memória e portanto estaria disposto a dar o benefício da dúvida ao Trapattoni se ele quisesse cá ficar. Mas ele assim não quis e, por tudo o que conseguiu, a nós só nos resta dizer: OBRIGADO, TRAPATTONI!

segunda-feira, fevereiro 21, 2005

Uma pergunta de retórica

O sr. Trapattoni teve a seguinte declaração na conferência de imprensa que antecedeu o jogo com o V. Guimarães: "E porque não ganhar no Porto? O que nos impede disso?"

Hipótese 1: o senhor que diz "O importante é não perder";
Hipótese 2: o senhor que diz "Depois de 2-0 o jogo está perdido";
Hipótese 3: o senhor que vai apitar o jogo

O meu palpite é o senhor da hipótese 1 e 2, mas o senhor da hipótese 3 será igualmente uma garantia tal como foi no jogo da primeira volta. Ou no jogo da passada 6ª feira, onde o Ricardo Costa derruba o Lourenço por trás na grande-área e penalty nem vê-lo. Há que dar confiança ao treinador novo...

Entretanto, vamos tentar marcar golos ao fim de 180 minutos a zero, perante uma equipa que não os sofre há cinco jogos. Como o jogo é na Luz, estou confiante que iremos entrar para tentar mais que o empate.

sexta-feira, fevereiro 18, 2005

O (habitual) embaraço europeu

Vá lá que melhorámos em relação aos jogos europeus anteriores e “só” perdemos por 2-0 em vez de ser por 3-0 como vinha sendo tradição neste ano. Atrevo-me a dizer que ainda bem que fomos eliminados pelo Anderlecht na pré-eliminatória da Liga dos Campeões, caso contrário esta uefo-vergonha (que felizmente vai acabar já) poderia ter consequências bem mais catastróficas. Em vez de 2 e 3-0, perderíamos certamente por mais com as equipas europeias de top.

Há que encarar os factos com frieza: neste ano tivemos quatro jogos importantes fora de casa onde deveríamos ter mostrado estojo de campeão (Anderlecht, Estugarda, lagartos e CSKA). O saldo foi umas fantásticas quatro derrotas com 1-10 em golos! Claro que os números poderiam esconder uma realidade diferente (azar, bolas no poste, árbitro, etc.), mas o factor comum a estes jogos foram as nossas paupérrimas exibições, sem chama, sem ambição e sem vontade de ganhar. Foram jogos onde me senti embaraçado com o que vi. O pior de tudo é que os adversários nem precisaram de fazer grandes exibições, são todos equipas medianas que não tiveram dificuldades em nos ganhar sem apelo nem agravo. E isto é que é gravíssimo. O discurso anterior a todos estes jogos foi sempre o mesmo: “temos que mostrar carácter, não podemos atacar à maluca, o importante é não perder”. Pois, está visto o resultado quando não se entra em campo para ganhar, como é tradição do Glorioso. Errar é humano, persistir no erro é sintoma de burrice ou de senilidade. E é precisamente este o problema do Sr. Trapattoni. Está senil e arterioesclerótico. O que é próprio da idade que tem, como é óbvio. A questão é porque é que nós temos de aturá-lo? Por isso é que acho esta uma excelente ideia.

Quando chegou ao Glorioso, o Camacho disse logo que o seu sistema de jogo preferido era o 4-4-2, mas tudo dependia dos jogadores que tinha. E, por isso, apostou mais no 4-2-3-1, com excepção da parte final da época passada. Não é a equipa que se tem que adaptar ao treinador, é o treinador que tem que adaptar o sistema de jogo aos jogadores que tem. O que se vê por essa Europa fora é as equipas utilizarem geralmente uma de duas tácticas: ou fazem pressão sobre o adversário e empurram-no para o seu meio-campo ou jogam na expectativa e partem rápido para o contra-ataque. Fora de casa neste jogos importantes, nós não fazemos nem uma coisa nem outra. Jogamos para o empate e o contra-ataque morre logo à nascença por causa da velocidade de caracol com que fazemos a transição defesa-ataque. Com o Geovanni e o Simão nas alas porque é que jogamos a esta velocidade? Quem dá estas ordens? Porque é que passamos a vida a fazer passes para o lado e para trás, em vez de ser objectivos na procura da baliza? Há uma clara desadequação do Sr. Trapattoni à equipa e ao que é a tradição do Benfica: onde quer que jogue tem que ser sempre para ganhar.

Com certeza que tivemos oportunidades de golo, quatro mais precisamente todas na primeira parte. Mas convém analisá-las: duas de bola parada (Nuno Gomes e Simão), uma através de um pontapé para a frente do guarda-redes e erro do defesa (Geovanni) e apenas uma de bola corrida e combinação atacante (Geovanni, outra vez). Ou seja, em 90 minutos tivemos uma (!) jogada perigosa de futebol corrido. A segunda parte foi confrangedora e o único lance mais ou menos perigoso foi a cabeçada do Mantorras nos descontos.

Segundo o Sr. Trapattoni, a derrota deveu-se ao “estado da relva” (uma inovação nas desculpas, saliente-se) e como no nosso estádio ela é de melhor qualidade ainda “temos hipóteses de passar a eliminatória”. Claro, claro, isto vindo de um homem que considera que com 2-0 um jogo está perdido. Como é que se pode incutir nos jogadores mentalidade vencedora com um discurso deste? Teria de haver um milagre connosco a jogar em pressing sobre o adversário, procura constante do golo e ambição de vencer o que, com este senhor no banco, é obviamente impossível. Espero é que, como “com 2-0 o jogo está perdido”, joguemos com os suplentes no jogo de cá para pouparmos os titulares para o jogo importante que aí vem. Não, não é o do Dragon que esse, como iremos jogar para “não perder”, já sabemos o que acontecerá. É o jogo com o Beira-Mar para a Taça, o único troféu que, com um pouco de sorte no sorteio (um jogo em casa nas meias-finais seria bem vindo), ainda temos alguma possibilidade de ganhar.

E já só faltam três meses para termos o Sr. Trapattoni fora do Benfica...

quinta-feira, fevereiro 17, 2005

A dúvida uefeira

Será que finalmente vamos conseguir não perder por 3-0 perante um adversário um pouco mais credenciado na Taça Uefa? Pelo menos, mostrámos a nossa superioridade ao não enviar nenhum técnico para observar os jogos (particulares) do CSKA... É assim mesmo! Os outros que se preocupem connosco, tal como pensava o grande Graham Souness... Chama-se a isto profissionalismo.

Lá vamos jogar para não perder e "tentar meter um golo", segundo o nosso treinador. 1-1 seria um bom resultado, porque claro está nós nunca jogamos para ganhar. Se fosse com o Camacho já estaríamos garantidos nos quartos-de-final (sim, porque o Partizan ou ou Dnipro estariam perfeitamente ao nosso alcance), assim resta-nos aguardar...

segunda-feira, janeiro 24, 2005

À deriva

Parecia impossível, mas afinal conseguimos. Fizemos a pior exibição da época com o Beira-Mar. Mais do que o resultado, o que é extremamente preocupante é a forma e a atitude que a equipa (não) demonstra em campo. Parecíamos uma equipa de "solteiros e casados", a táctica era chutar para a frente para a cabeça do Karadas e salve-se quem puder. Até o Miguel frisou no final do jogo que não percebe porque é que não fizemos o nosso jogo habitual de trocas de bola no meio-campo e procura das alas. Será que não se pode trocar o Sr. Trapattoni pelo Miguel?! É inacreditável que, a meio de uma época, nós não tenhamos fio de jogo, querer, vontade e não me venham dizer que não temos jogadores. No ano passado, o Camacho tinha um plantel pior que este ano e conseguíamos jogar à bola!

As razões para tão paupérrima exibição não são difíceis de encontrar: falta liderança dentro do campo, alguém que incite os jogadores a ultrapassar as adversidades do jogo. Numa palavra, falta um treinador. Está mais do que visto que com o Sr. Trapattoni vamos arrastar-nos até final da época, acabamos sempre os jogos num estado lastimável, completamente "rotos" e sem capacidade para empurrar o adversário para a sua área. As estatísticas não mentem e não é por acaso que, este ano, só por uma vez (Estoril) conseguimos dar a volta ao jogo, ou seja, quando sofremos um golo o melhor que podemos almejar é o empate, porque o "importante é não perder", já que o "campeonato é longo". O que tínhamos de garra e determinação no ano passado temos de apatia e impotência neste ano. Para além da preparação física bastante deficiente, há um enorme trabalho psicológico a fazer. Aliás, agora percebe-se melhor as consequências da dispensa do psicólogo que tínhamos no ano passado.

Por outro lado, o espírito de grupo que tínhamos perdeu-se. E aqui entra a mãozinha do Sr. Veiga. As dispensas do Argel, Zahovic e Sokota não são entendíveis a não ser que alguém esteja a lucrar financeiramente com isto. Estamos a falar de três jogadores com quase quatro anos de Benfica, que, mesmo que não fossem titulares indiscutíveis, eram muito importantes no balneário (leiam o que é que o Camacho diz do Argel no seu livro). Então a dispensa do Sokota é absolutamente incompreensível mesmo em termos técnicos. Quem é que é capaz de dizer que o Karadas é melhor do que ele? Dispensa-se, porque vem aí um avançado argentino que, afinal, vai para o Barcelona. E agora ficamos sem um nem outro. Ok, não se quer renovar, não se renova, mas o que é que ganhamos a estar a pagar-lhe o ordenado para ele estar na equipa B?!


Finalmente, temos outra vez um "caso Miguel". Ou seja, "Rio Ave - parte II". Será que o Sr. Trapattoni foi o único a não ver que ele não estava em condições para fazer os 90 minutos? E, claro, agora está em dúvida para o jogo contra os lagartos. Temo o pior na próxima 4ª feira...

segunda-feira, janeiro 10, 2005

lagartos - 2 - Sr. Trapattoni - 1

Por vezes penso que não vale mais a pena "bater no ceguinho", mas enquanto o ceguinho treinar o Glorioso SLB não me resta outra alternativa. A derrota era naturalmente esperada, aliás é o que geralmente acontece quando uma equipa entra em campo "para não perder", que é o "mais importante". Até ao 1º golo dos lagartos não existimos, depois cai-nos um golo do céu (que é como quem diz dos pés do Manuel Fernandes) e uma expulsão adversária justíssima. Óptimo, pensei eu, é agora que vamos mudar as coisas. Puro engano, continuámos a jogar da mesma maneira e conseguimos certamente entrar no Guiness (depois dos Pais Natal temos mais um recorde) com 1 remate (!) em 40 minutos de superioridade numérica. E o Sr. Trapattoni vem, no final do jogo, mostrar-se muito surpreendido com o facto de não termos atacado muito durante esse período. Porque é que será? Nós, que temos sido uma equipa de cariz eminentemente ofensivo, em busca constante do golo, com um treinador que gosta imenso de arriscar, não atacámos quando estivemos em superioridade numérica? Realmente, há coisas inexplicáveis na vida... Mesmo quando questionado pelos jornalistas, no final, sobre a razão pela qual a equipa não jogou como nos últimos 10 minutos, quando tivemos mais lances atacantes dos que nos 80 precedentes, o Sr. Trapattoni disse "pois, mas também poderíamos ter sofrido mais golos em contra-ataque"! E então, qual é o problema? Perdemos menos pontos do que se tivéssemos sofrido o 3º golo por estarmos a arriscar chegar ao empate?! O facto de, nos jogos decisivos (Anderlecht, Estugarda, clube regional, Rio Ave, lagartos), termos um empate e quatro derrotas é algo que nos faz encarar o futuro com "optimismo". O que vale é que o "campeonato" é longo"...

As duas únicas coisas positivas do jogo de Sábado foram o regresso do Mantorras (que grande finta sobre o Paíto!) e o facto de faltar menos um jogo para vermos o Sr. Trapattoni fora do Glorioso. Sim, porque quanto mais cedo acabar esta época melhor. Aliás, acho que o Mancini teve uma imensa falta de consideração em relação ao nosso treinador. Toda a gente sabe, como diz o Sr. Trapattoni, que com 0-2 o jogo está perdido, para mais aos 88 minutos (!), e não é que o treinador do Inter mandou a sua equipa para a frente e conseguiu dar a volta ao jogo em 4 minutos, ganhando por 3-2 à Sampdória? Que falta de respeito!

segunda-feira, dezembro 13, 2004

Afinal, só perdemos um ponto...

Claro que a falta de cinco (!) titulares indiscutíveis, incluindo três dos quatro defesas, faz mossa. Claro que quando a dupla de centrais é constituída por Argel e Amoreirinha não se podem esperar milagres (que, curiosamente, acontecem aos outros, que defrontam equipas obscuras colombianas em finais em vez de equipas reputadas da Argentina ou Brasil, e mesmo assim têm que ganhar nos penalties). Claro que o Simão tem direito a ter dias menos bons. Mas o que é inadmissível é o Benfica ter um treinador que diz estas duas "pérolas" no flash interview da Sport TV no final dos 4-1 no Restelo: "depois do 2-0, o jogo já estava perdido" e "com tantos titulares de fora o mais importante era não perder". Ficámos todos a saber que, afinal, só perdemos um ponto, porque segundo o nosso treinador o empate já era um bom resultado.

Voltamos a bater na mesma tecla: com este tipo de discurso como é que os jogadores do Benfica podem mostrar motivação e vontade de alterar resultados adversos? Percebeu-se perfeitamente na 2ª parte que os jogadores estavam descrentes na possibilidade de conseguir inverter o rumo do jogo. Quando o próprio treinador diz que dois golos de diferença, ainda na 1ª parte, são irrecuperáveis. Meu caro senhor Trapattoni: o único resultado que é bom para o Benfica é a vitória! Sempre foi e sempre será. Não quer dizer que a possa conseguir sempre, mas tem que lutar sempre por ela, mesmo que esteja a perder por dois, três ou quatro. Veja se mete de uma vez por todas na cabeça que o historial do Benfica não permite que se entre em campo com a ideia de que "o importante é não perder"! E que os sócios e adeptos não vão ficar satisfeitos, como o senhor provavelmente ficaria, se chegarmos ao fim do campeonato com mais 20 pontos do que temos agora, resultantes de 20 empates consecutivos, porque "o importante é não perder"...

Será que o Pai Natal não nos pode pôr o Camacho no sapatinho?

segunda-feira, novembro 22, 2004

Arriverdeci, Sr. Trapattoni!

Pois é, a paciência e o benefício da dúvida esgotaram-se de vez. Nunca fui a favor de mudanças de treinador a meio da época, não só por não ser uma tradição centenária do Benfica, como por geralmente não haver benefícios directos disso. O novo treinador demora sempre algum tempo a conhecer os jogadores, e a equipa, e raramente se conseguem cumprir os objectivos imediatos. Mas neste caso é diferente. Ok, se o Florentino Pérez não tivesse despedido o Del Bosque depois de ser campeão, provavelmente teria ganho o campeonato no ano passado e, mais importante ainda, o Camacho ainda seria treinador do Glorioso. O resto da história é conhecida, mas o que é facto é que agora o Camacho é um treinador livre outra vez. E do ano passado para este ano, na equipa principal só saiu o Tiago, ou seja, o Camacho conhece muito bem o Benfica e a grande maioria dos seus jogadores, e consequentemente não haveria o tal período de adaptação. Então, DO QUE É QUE ESTAMOS À ESPERA?!

Não é preciso ser bruxo para ver que com o Sr. Trapattoni será muito difícil nós ganharmos algo este ano. Contra o Anderlecht fiquei bastante preocupado, contra o Estugarda mais preocupado ainda, contra o clube regional (apesar da Benquerença ajuda) a 1ª parte foi miserável, contra o último classificado perdemos uma oportunidade rara para nos distanciarmos do clube regional e hoje foi a gota-de-água. Depois da perda de pontos dos adversários, ou ganhávamos hoje ou mostrávamos que não tínhamos estofo de campeões. E o que é que mostrámos? Uma 1ª parte fabulosa, mas esquecemo-nos de entrar em campo depois do intervalo. E é aqui que deveria ter entrado a mão do treinador, caso tivéssemos um. Algumas perguntas que gostaria muito de ver respondidas:

- Depois de ter saído o Karadas, numa clara demonstração de receio do adversário e sinal inequívoco para a equipa recuar, e não haver mais nenhum avançado no banco para se juntar ao Sokota, porque é que não acabámos o jogo com o Luisão ou Argel a ponta-de-lança (lembram-se do jogo da Taça contra o Nacional no ano passado?) para o chuveirinho final? Ah, é verdade, se calhar eram precisos cá atrás, não fosse o Rio Ave marcar outro golo...
- Como é que o Miguel faz os 90 minutos depois de vir de uma lesão e em evidente dificuldades físicas? Não estaria o João Pereira no banco?!
- Como é que, tendo o meio-campo (Petit, Manuel Fernandes e Geovanni) dado o berro na 2ª parte, não entra ninguém para equilibrar as coisas? O plantel é curto, mas também o era no ano passado e raramente não fazíamos as três substituições.
- Como é que é possível só fazermos uma substituição num jogo em que sofremos o empate a 10 minutos do fim? O Zahovic nem para 10 minutos dá?

O que é trágico é que não criámos um único lance de perigo a seguir ao empate. Pior ainda, só criámos um lance de perigo (pelo Luisão) na 2ª parte inteira! Os golos do Rio Ave não foram fortuitos, todos perceberam que eles poderiam acontecer a qualquer momento. Menos o nosso treinador... Ou se se apercebeu disso, nada fez para os contrariar. E depois, no fim, vieram as declarações do costume, "a Superliga é longa, nada está perdido, blá, blá, blá". Curiosamente, hoje não disse que foi bom, porque sempre é um ponto e poderíamos ter perdido (e é verdade, a haver um vencedor temos que reconhecer que era justo que fosse o Rio Ave). Não me venham com a história que o Sr. Trapattoni ganhou muitos títulos na carreira. Também o Pélé e o Eusébio, mas não é por isso que ainda jogam hoje. Há um tempo para tudo e o tempo do Sr. Trapattoni infelizmente esgotou-se. Não é por acaso que em Itália já não pode treinar por causa da idade. Como disse num post anterior gostaria imenso de engolir estas palavras no final do ano, mas como referiu hoje o Sokota "muito dificilmente vamos ganhar o campeonato se jogarmos assim". Eu acrescentaria: "muito dificilmente vamos ganhar qualquer coisa com este treinador". O discurso sempre cauteloso ("não podemos é perder") e atitude sempre defensiva (será que ainda não reparou que é preferível ganhar um jogo e perder outro do que ter dois empates?), os sucessivos desaires em jogos importantes, o desperdício de ocasiões de ouro para nos distanciarmos dos rivais, a falta de resposta no banco para diferentes situações de jogo só podem levar a uma conclusão: Arriverdeci, Sr. Trapattoni! Ainda vamos a tempo, se queremos ganhar algo este ano.

quinta-feira, novembro 04, 2004

"Podemos sofrer, mas não perder" - Trapattoni dixit

Pois é, alguém se importa de explicar ao Sr. Trapattoni que o Sport Lisboa e Benfica joga SEMPRE para ganhar? Não foi, não é e nunca será nossa tradição jogar para não perder! O nosso glorioso passado jamais o permitirá. Alguém lhe explica que uma das máximas do futebol é "quem joga para empatar acaba quase sempre por perder"? Foi demasiadamente má a nossa exibição hoje, sem velocidade, sem vontade e sem confiança. E porquê? Quem é que deu ordens aos jogadores para se fecharem todos lá atrás e partirem para o ataque à velocidade de caracol? Porque é que era importante "não perder"? Estaremos porventura numa eliminatória em que só uma das equipas é apurada? Serão estes jogos a eliminar? Porque é que não poderíamos jogar para ganhar? As declarações do Sr. Trapattoni ontem não auguravam nada de bom e, infelizmente, confirmaram-se na prática. O Benfica fez uma exibição paupérrima e foi goleado outra vez por uma equipa relativamente secundária e perfeitamente ao nosso alcance (ou melhor, ao alcance de uma equipa do Benfica que não fosse treinada por um senhor que se limita a jogar para "não perder").

Poderíamos até jogar mais na expectativa, mas tínhamos obrigação de, quando estivéssemos com a posse de bola, partirmos em velocidade para o contra-ataque. Até tínhamos jogadores para isso (Simão, Geovanni, João Pereira), mas nunca o fizemos. Houve várias coisas que correram muito mal: enquanto o Petit não voltar, continuaremos a jogar com 10; não tínhamos outra vez o Miguel e o Amoreirinha não é lateral-direito; o Geovanni desperdiça consecutivamente as oportunidades que lhe são dadas no seu lugar de "origem" (segundo ele); o nosso atacante em melhor forma continua a sentar-se no banco; o Nuno Gomes está irreconhecível e é sistematicamente impedido de jogar com outro ponta-de-lança ao seu lado; estamos a perder por 2-0 e trocamos um ponta-de-lança por um médio, com o Sokota no banco. O perigo que criámos ou foi por passes errados do adversários (quando o Simão se isolou) ou através de remates fortuitos (Manuel Fernandes ao poste e Karadas de cabeça). Raramente construímos uma jogada com princípio, meio e fim.

O Sr. Trapattoni veio dizer no final que, depois de sofrer o 1º golo, começou a pensar mais no jogo contra o V. Setúbal! Perdão?! Está 1-0 e já damos o jogo como perdido?! [correcção: afinal o Sr. Trapattoni fez este comentário a seguir ao 2-0, mas pela maneira como (não) jogámos bem poderia ter sido a seguir ao 1º golo; de qualquer modo, 2-0 é irrecuperável?! Nacional-clube regional, Benfica-Heerenveen?!] Mas o que é isto?! Ou se assume que o jogo pode ser perdido (como efectivamente poderia sem ficarmos eliminados de nada) e aí jogamos com os suplentes para poupar os titulares, ou temos um prestígio a defender e não é com derrotas consecutivas por 3-0 que o defendemos. Um "anderlecht" por época ainda se atura, mas este já é o segundo... No ano passado sofríamos muitos golos, apesar de também os marcarmos. Realmente estamos diferentes este ano, continuamos a sofrê-los, mas não os marcamos. Será preferível perder 4-3 contra o Inter ou 3-0 contra o Estugarda? Não se conseguirá arranjar um lugarzito de "prestígio" na FIFA ou UEFA para este senhor (como o clube regional fez há uns anitos com o Ivic) para irmos buscar o Camacho de volta? Espero, com toda a sinceridade, estar redondamente enganado e ter que fazer mea culpa no fim da época, mas, se continuarmos com esta mentalidade de "não perder", não vejo que possamos chegar a algum lado com o Sr. Trapattoni.

segunda-feira, julho 05, 2004

Trapattoni

Finalmente, temos treinador! O segredo mais bem guardado do futebol português foi desvendado quando a SAD do Benfica entendeu, aliás como o presidente sempre disse. E a montanha não pariu um rato, vamos ter o que foi prometido, ou seja, um treinador europeu, conceituado e com muitos títulos no currículo: 7 campeonatos de Itália (1977, 78, 81, 82, 84, 89), 1 campeonato da Alemanha (1997), 2 Taças de Itália (1979, 83), 1 Taça da Alemanha (1997), 1 Taça dos Campeões (1985), 3 Taças UEFA (1977, 91, 93), 1 Taça das Taças (1984), 1 Taça Intercontinental (1985) e 1 Supertaça Europeia (1983). Como não há bela sem senão, é um pouco preocupante que o último título que ele conquistou tivesse sido há sete anos atrás... De qualquer maneira, a ver pelo modo como este segredo foi mantido, parece que vamos finalmente ter um balneário fechado e sem notícias a sair para os jornais.

Agora, será este o treinador ideal para o Glorioso? Sinceramente, tenho dúvidas. Vamos ver como tudo corre, mas parece-me que o Trapattoni é um treinador muito defensivo (vide o caso dos jogos da Itália neste Europeu) e não gosta de arriscar muito. À primeira vista, não estou a ver o Benfica jogar um futebol muito atraente e atacante, o que poderá exasperar os adeptos. Vamos ver se terá sorte ou não. De qualquer maneira, antes ele do que o Fernandez ou o Van Gaal. Pelo menos, não tem a fama de ser conflituoso com os jogadores e, pelo exemplo que tivemos com o Camacho, viu-se bem o importante que foi os jogadores darem-se bem com o treinador e respeitarem-no. Era tão bom que finalmente fôssemos campeões este ano...!

terça-feira, junho 15, 2004

Tiago e Scolari - 8/6

Não sei o que passou pela cabeça do Tiago para dar aquela entrevista ao "Público" em que faz graves acusações a Luís Filipe Vieira e a José Veiga. Devo dizer que a contratação deste último me faz um pouco confusão. Não haveria ninguém no grande universo de adeptos benfiquistas (seis milhões ou não) capaz de comandar o futebol profissional? Era preciso ir buscar um empresário de futebol e sócio do Porto? Enfim, tenho grandes dúvidas em relação a isto, mas resta-me esperar para ver.

De qualquer maneira, o Tiago não tem o direito de fazer aquelas afirmações, por muita razão que tenha. Apesar de tudo, é jogador do Benfica e tem mais três anos de contrato. Está a querer esticar a corda, para ver se o Benfica o liberta (destino: Porto?). O próprio timing é muito suspeito, porque já se sabia há muito tempo que o Veiga viria para o Benfica e agora estamos em pleno estágio da selecção. O objectivo dele seria que o Benfica não pudesse responder sob pena de vir a ser acusado de desestabilizar um elemento da selecção?

Aliás, convém relembrar que, no próprio dia da sua apresentação, o Tiago tinha dito um pouco subliminarmente que o Benfica não era o auge da sua carreira. Não sei muito bem como vamos "descalçar a bota", mas o Tiago é um jogador fundamental no futuro do SLB.

Quanto ao caso Scolari, sinceramente não entendo. Quem é que deu a notícia que ele seria o novo treinador e com que objectivo? Chateá-lo, para ele recusar de vez a possibilidade de vir? Para o SLB ser acusado de desestabilizar a selecção? Qualquer que tenha sido o objectivo, não é assim que se devem fazer as coisas...