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terça-feira, agosto 15, 2017

Sofrido mas merecido

Um golo do Seferovic aos 92’ deu-nos uma vitória ontem por 1-0 em Chaves que teve tanto de sofrida como de justa. Num campo que já se sabia que seria difícil, fizemos uma exibição razoável e especialmente na 2ª parte subjugámos completamente os flavienses.

O Rui Vitória repetiu a equipa titular frente ao Braga e voltámos a entrar bem na partida com o Salvio a ter várias oportunidades para marcar durante o primeiro tempo. Mas ou por causa do guarda-redes Ricardo, ou por manifesta falta de pontaria, ou por o Nuno André Coelho tirar a bola quase sobre a linha(!), nunca o conseguiu. O lance em que foi isolado pelo Cervi e tentou um chapéu terá sido o falhanço pior. O Chaves dava boa réplica, especialmente através da velocidade do Matheus Pereira, emprestado pela lagartada, mas não criava muito perigo para a nossa baliza e os poucos lances mais difíceis foram bem resolvidos pelo Bruno Varela. Perto do intervalo, boa iniciativa do Seferovic, novamente cortada in extremis pelo Nuno André Coelho.

O reinício da partida foi marcado por duas grandes oportunidades de ambos os lados: corte falhado de cabeça do André Almeida e remate do Jorginho para grande defesa do Varela (com a bola ainda a desviar no Luisão), e bola no poste do Jonas depois de boa jogada do Salvio na direita, com o Cervi a ver a recarga embater num defesa. Um remate cruzado do Cervi defendido pelo pé do Ricardo e uma cabeçada do Seferovic por cima, quando estava em boa posição, aumentavam o rol de oportunidades que desperdiçávamos. Vieram as substituições, com o Rui Vitória a fazer entrar o Rafa para o lugar do Cervi e o Jiménez para o do Salvio. Entretanto num livre, já o Luisão tinha atirado de cabeça fazendo a bola ainda tocar no poste. As substituições afunilaram um pouco o nosso jogo, porque passámos só a jogar com um extremo de raiz, mas foi precisamente esse extremo (Rafa) a assistir o Seferovic, depois de uma abertura genial do Pizzi, para o suíço ter um toque de classe que fez a bola entrar pelas pernas do guarda-redes, que estava à espera de tudo menos de um remate de primeira daquele ângulo. Um golão! Até final ainda entrou o Filipe Augusto para manter o meio-campo, mas o Chaves, que já tinha revelado grandes dificuldades físicas durante a 2ª parte, não conseguiu aproximar-se mais da nossa baliza.

O destaque vai obviamente para o Seferovic pelo importantíssimo golo que nos permitiu não perder pontos para os rivais que também já tinham triunfado por 1-0 nesta jornada: a lagartada em casa frente ao V. Setúbal, com um penalty que foi fotocópia daquele que sofreu o Lindelof lá no ano passado (só que este não foi marcado) e o CRAC na visita ao Tondela. O Pizzi também esteve muito bem, comandando todo o nosso jogo atacante. Os centrais Luisão e Jardel foram dois esteios da nossa defesa, e o Eliseu levou com o Matheus Pereira, que lhe fez a cabeça em água na 1ª parte. Gosto muito do André Almeida, fico muito contente que tenha renovado contrato, mas há partidas que exigem mais de um lateral-direito. Ontem foi uma delas. O Jonas foi muito bem marcado, mas ainda teve tempo de atirar uma bola ao poste.

Não me venham com tretas do golo tardio, porque não só a lagartada também o teve (e de penalty), como nós temos um crédito praticamente vitalício neste capítulo desde aqueles malfadados quatro dias em Maio de 2013. Receberemos o Belenenses na próxima jornada antes da complicadíssima visita a Vila do Conde. É fundamental chegarmos à primeira pausa do campeonato com quatro vitórias, pelo que esperemos que a equipa mantenha o nível exibicional que apresentou até agora.

quinta-feira, agosto 10, 2017

A ganhar

Depois de nove épocas consecutivas(!!!) a não ganhar na 1ª jornada, pelo quarto ano consecutivo conseguimos triunfar, desta feita frente ao Braga por 3-1. As boas impressões deixadas na Supertaça confirmaram-se ontem e voltámos a realizar uma exibição muito positiva, sendo a nossa vitória absolutamente indiscutível.

Com a mesma equipa de Aveiro, excepção feita à entrada do Eliseu para o lugar do lesionado Grimaldo, não entrámos muito bem na partida e nos primeiros minutos foi o Braga a mostrar-se mais atrevido, sem no entanto criar grandes lances de perigo. Quanto a nós, marcámos logo na primeira oportunidade que tivemos: aos 15’, o Seferovic desmarca o Jonas na esquerda, corre para a área, o brasileiro finta um opositor, cruza e o suíço só tem que encostar lá para dentro. Grande combinação atacante entre os dois avançados e um bonito golo. Os 15’ seguintes foram absolutamente loucos e, logo a seguir ao nosso golo, poderíamos ter sofrido o empate, mas o Eliseu cortou a bola mesmo antes de ela chegar ao Rui Fonte. Um passe magistral do Pizzi desmarcou o Seferovic sobre a esquerda e este, já de ângulo muito apertado, desferiu um petardo que o Matheus defendeu para canto. Jogávamos bem e um cabeceamento do Jonas passou a rasar o poste na sequência de um canto, antes de o Salvio fazer uma burrice enorme ao não desmarcar o Cervi na direita, preferindo antes rematar de muito longe à baliza. O mesmo Salvio poderia ter voltado a marcar logo a seguir num remate acrobático a centro do Cervi, mas a bola saiu por cima. O merecido segundo golo, aliás, um golão(!), lá chegou aos 30’, num remate de primeira do Jonas sem deixar a bola cair no chão depois de um alívio de cabeça de um defesa. À semelhança da Supertaça, deveríamos ter ido para intervalo com o jogo resolvido e fomos com a vantagem mínima, porque, depois de uma boa abertura do Esgaio, o Jardel foi batido nas costas pelo Hassan, que picou a bola por cima do Bruno Varela à saída deste aos 44’. Ainda antes do descanso, o Salvio voltou a ter uma óptima chance praticamente na jogada a seguir, mas rematou cruzado ao lado quando só tinha o Matheus pela frente.

A 2ª parte não teve tantas oportunidades, mas o ritmo continuou bem interessante. Um erro de um defesa isolou o Seferovic, mas veio o outro central e cortou a bola mesmo antes de o suíço rematar. O Braga teve um golo bem anulado por fora-de-jogo do Hassan e voltámos a ter dois golos de diferença aos 57’, numa boa jogada do Cervi na esquerda que centrou para a área, o Raul Silva desviou para a baliza, mas o Salvio ainda tocou na bola antes de ela entrar. Ainda faltava mais de meia hora para o final, mas conseguimos controlar muito bem o jogo, com oportunidades do Seferovic (grande remate defendido pelo guarda-redes depois de assistência de calcanhar do Pizzi) e Jonas (remate ao lado com o Matheus já batido) para aumentar ainda mais o marcador, tendo o Braga mais um golo bem anulado ao Ricardo Horta também por fora-de-jogo. Em cima dos 90’, ainda deu para o Rui Vitória promover a estreia do Diogo Gonçalves em partidas oficiais.

Em termos individuais, voltei a gostar bastante do Seferovic, que luta, preocupa-se sempre em dar a bola jogável, remata muito bem e marca golos (o que é que se pode pedir mais a um avançado?!). Um dos melhores em campo foi sem dúvida o André Almeida, não só a defender, como a ajudar no ataque, cruzando muitas vezes de forma exemplar. Ver o Jonas jogar é sempre um regalo para os olhos e o Pizzi faz-lhe excelente companhia. O Cervi, para mim, é indiscutível, porque ainda para mais se farta de ajudar a defender, ao invés, o Salvio não esteve nada bem, apesar do golo (no entanto, é tetracampeão e terá sempre o meu respeito por isso). A defesa não esteve mal, embora o Jardel tenha responsabilidades no golo. O Bruno Varela voltou a estar em plano razoável. O Filipe Augusto entrou novamente para segurar o meio-campo e ajudou a consegui-lo.

Perante um bom adversário era essencial começar a ganhar, até porque os outros dois já o tinha feito (2-0 da lagartada em Aves e 4-0 do CRAC em casa frente ao Estoril). Na próxima jornada, teremos uma deslocação bastante complicada a casa do Chaves, agora treinado pelo Luís Castro. Será um bom teste para se verificar se esta nossa subida de rendimento é consistente.

P.S. – O vídeo-árbitro confirmou (e bem) os golos anulados ao Braga pelo sr. Carlos Xistra, mas infelizmente não foi requerido por este para ver dois penalties a nosso favor (agarrão ao Jardel num canto perto do intervalo e pontapé no braço do André Almeida já na 2ª parte). Mas há por aí uma cambada de acéfalos que acha que nós fomos beneficiados…! Hilariante!

segunda-feira, agosto 07, 2017

Começo auspicioso

Vencemos o V. Guimarães (3-1) no sábado em Aveiro e conquistámos a sétima Supertaça do nosso historial. Nas últimas épocas, a tendência tem sido quase sempre a mesma: a pré-temporada raramente corre bem, mas quando chegam os jogos a sério aumentamos exponencialmente a nossa produção e ganhamos. Que seja sempre assim!

Uma rotura muscular num jogo de futebol com amigos na passada 2ª feira atirou-me para duas canadianas. Vi o caso mal parado nos primeiros dias (não conseguia mesmo andar), mas a partir de meio da semana a coisa foi melhorando (de qualquer maneira, antes eu que o Jonas!). Como me disse o meu amigo Bakero (um dos companheiros de viagem), quando soube disso pensou por segundos que eu já não poderia ir, mas depois lembrou-se que era eu e eu só não iria a um jogo do Benfica se estivesse mesmo a morrer! Confere. Gosto que os meus amigos me conheçam bem…! :-) Isto tudo para dizer que lá fui para Aveiro apoiado numa canadiana e em choque quando soube que o Júlio César não iria jogar. Quem tem a paciência de seguir este blog habitualmente, já sabe que eu não acho que qualquer Dudic ou Escalona sejam automaticamente génios só por vestir o manto sagrado e claro que tive bastante receio do Bruno Varela, a quem ainda não vi qualidades suficientes para ser uma opção válida para a nossa baliza. Aliás, tendo o Ederson dito no relvado do Jamor, há mais de dois meses, que aquele iria ser o último jogo dele pelo Benfica, custa-me muito aceitar que ainda não tenhamos ido buscar um guarda-redes que pudesse competir com o Júlio César pela titularidade. Ainda por cima, com os problemas físicos que o brasileiro tem tido nos últimos tempos… Fizemos mais de 100 M€ em vendas e não há 10 M€ para dar por um guarda-redes que dê garantias…?! Enfim, aguardemos, mas entretanto começam as competições a sério e recordo que o affair Roberto nos custou uma série de pontos logo no início do campeonato que depois nunca conseguimos recuperar. Espero que a história não se repita. Isto tudo para dizer que o Bruno Varela, excepção ao golo do V. Guimarães, até esteve em bom plano. Mas que é urgente que venha mais alguém é incontestável.

Entrámos muito fortes na partida e sufocámos o V. Guimarães durante a maior parte da etapa inicial. Fizemos o 1-0 aos 6’ numa recarga do Jonas depois de um mau alívio do Miguel Silva, guarda-redes contrário, a um cruzamento do Pizzi na direita. Cinco minutos depois, aumentámos a vantagem pelo estreante Seferovic, que foi isolado de maneira magistral pelo mesmo Pizzi e, perante o guarda-redes, rematou cruzado por baixo do corpo dele. Grande jogada e grande golo! A partida não poderia ter começado melhor. O V. Guimarães reduziu à beira do intervalo, mas até lá tivemos quatro(!) oportunidades para matar de vez o jogo: remate cruzado do André Almeida bem defendido pelo guarda-redes e três(!!!) lances em que o Salvio está cara-a-cara com o Miguel Silva e permite sempre a defesa deste. Incrível! Claro que se estava mesmo a ver o que iria acontecer: aos 43’, o Varela fica aos papéis num cruzamento para a área, não afasta bem a bola e o Raphinha marca de cabeça. Íamos para intervalo com o jogo em aberto, quando deveria já estar mais que decidido a nosso favor!

A 2ª parte foi completamente diferente. Não conseguimos manter o mesmo ritmo e, apesar de o Seferovic ter chegado atrasado a um cruzamento do Jonas e ter rematado muito torto quando até estava em boa posição, a melhor oportunidade foi sem dúvida do V. Guimarães: aos 59’, o Hurtado ainda agora deve estar para perceber como é que, só tendo que encostar depois de um centro da direita, conseguiu rematar contra o seu próprio pé! Como disse logo na altura o Bakero, “volta Bryan Ruiz, que estás perdoado!” Aos 65’, o Rui Vitória tirou o Salvio e colocou o Filipe Augusto. Em teoria estava certo, porque estávamos claramente a perder o meio-campo, mas dado que era o Filipe Augusto a entrar levei as mãos à cabeça… No entanto, adoro quando a realidade me desmente de forma positiva e o brasileiro, dado que não esteve horrível como durante a pré-temporada toda, acabou por ter um rendimento aceitável. As coisas reequilibraram-se no meio-campo, o Grimaldo voltou aos problemas físicos (mais do mesmo…), o que vale é que continuamos a ter o grande Eliseu e o Pizzi permitiu a defesa do Miguel Silva, quando só tinha pela frente, com o Seferovic a falhar a recarga. Aos 81’, entrou o Jiménez para o lugar do esgotado Jonas e acabou com o jogo dois minutos depois: falha de um adversário e assistência magistral do Pizzi para o mexicano marcar um belo golo em arco. Foi o delírio! O Sr. Artur Soares Dias resolveu dar uns inacreditáveis seis minutos de compensação, mas o resultado não se alterou.

Em termos individuais, o Pizzi foi considerado o melhor em campo, porque esteve directamente envolvido nos três golos. Estava a gostar bastante do Salvio, mas não se podem falhar três oportunidades daquelas! O Jardel subiu imenso de produção da 1ª para a 2ª parte e espero que não tenha os problemas físicos do ano passado. O Cervi destacou-se sobretudo na ajuda à defesa, até porque o Grimaldo está longe da condição ideal. Outro destaque indiscutível é o Seferovic: possante, rápido para a envergadura física que tem, preocupa-se sempre em dar a bola jogável, inclusivamente quando disputa lances de cabeça. Marcou um grande golo e, com a entrada do Jiménez, ocupou a posição do Jonas, coisa que eu não sabia que ele podia fazer. Assim sendo, é bom que não deixemos sair nenhum dos outros dois avançados (até porque agora é o Mitroglou a estar lesionado). Palavra final para o Grande Luisão que, com o seu 20º título, passou a ser o jogador mais galardoado da história do Benfica! Parabéns, grande capitão!

Com este triunfo, atingimos os 82 títulos oficiais, tendo agora o CRAC a oito de distância (74) e a lagartada a 35 (47)! Iniciaremos a tentativa da conquista do penta em casa frente ao Braga já depois de amanhã. Espera-se que as boas indicações que demos em Aveiro sejam mantidas. VIVA O BENFICA!

segunda-feira, julho 31, 2017

Emirates Cup

Depois da vergonha que passámos há três anos, pensei que nunca mais fôssemos chamados para este troféu. Fomo-lo agora e mantivemos o nível: outra vez duas derrotas, desta feita por 2-5 frente ao Arsenal no sábado e 0-2 perante o Leipzig ontem. Se quisermos olhar para as coisas pelo lado positivo, podemos sempre dizer que há três anos foi o início do bicampeonato (que já não conquistávamos há 31 anos) e tivemos melhor goal average agora (2-7 contra 2-8...). Fora de brincadeira, esta pré-época não foi nada famosa (duas vitórias e quatro derrotas) e há-de chegar uma altura em que pré-temporadas péssimas não resultem sempre em campeonatos conquistados. Esperemos que ainda não seja este ano...

Dos 180’ que fizemos, só se salvou a 1ª parte contra o Arsenal. Com a equipa titular (só faltou o Fejsa), até marcámos primeiro pelo Cervi, mas depois facilitámos por duas vezes na defesa e o Walcott bisou, antes de o Salvio repor a igualdade perto do intervalo. Tivemos boas combinações atacantes, mas fomos muito permeáveis lá atrás, o que, tendo em conta que o nosso trinco era o Filipe Augusto, não é propriamente de espantar... Sempre que o Arsenal acelerava um pouco, víamo-nos à rasca e isso foi notório na 2ª parte. O jogo de ontem frente ao Leipzig foi muito fraco até entrar o Jonas aos 60’. Bem acompanhado posteriormente pelo Walcott, Diogo Gonçalves e Pizzi, demos um ar da nossa graça, mas já estávamos a perder por 0-2.

Finda a pré-temporada, seis jogos já dão para tirar algumas conclusões:

1) Precisamos MESMO de um lateral-direito. Pode ser que o Buta se faça, mas não podemos estar dependentes disso no imediato. O André Almeida, espero que faça a carreira completa no Benfica, mas nunca poderá ser titular indiscutível. Quanto ao Pedro Pereira, faz-me ter saudades do Luís Filipe... (E estou a falar a sério.)

2) Alguém enganou o Filipe Augusto: ele, a ocupação do espaço e a bola são três problemáticas incompatíveis. Pode voltar para o sítio de onde veio. (O que faz com que o Samaris seja tão imprescindível no plantel quanto o Fejsa. Nem pensar em vendê-lo!)

3) O Walcott deu boas indicações, assim como o Diogo Gonçalves. Juntando ao Salvio, Cervi e Zivkovic, parece-me que temos extremos mais do que suficientes. É indiscutivelmente seguro corrigir o erro do passado de acharmos que jogadores vindos da lagartada podem resultar no Benfica. O Simão é a única excepção e, mesmo assim, não veio directamente. Buen viaje, Carrillo! (Não, não me esqueci do Rafa na lista dos extremos, apenas aguardo que ele mostre qualquer coisa mais do que ser um excelente reforço para a secção de atletismo. No ano passado, era porque não tinha feito a pré-época connosco. Este ano, vamos lá a ver qual é a desculpa...)

4) Guarda-redes. Eu ficaria mais descansado se viesse mais alguém. Tenho dúvidas que o Júlio César dure a época toda e o Bruno Varela não me inspira grande confiança. Sem ofensa, uma coisa é defender as redes do V. Setúbal, outra é o Benfica.

5) Centrais. Tenho dúvidas que o Luisão e o Jardel durem a época toda. O Lisandro é muito bom rapaz, já cá está há alguns anos, mas preferia-o como quatro central. Alguém que pudesse discutir a titularidade com os outros dois era bastante desejável.

6) Meio-campo. Mixed feelings sobre o Chrien. Muito bem com o Hull City, muito sofrível ontem. É novo, pode sempre rodar, mas sinceramente não sei se é de ficar no plantel. Quanto ao André Horta, continuo sem perceber muito bem porque é que está tão abaixo na hierarquia. A diferença de qualidade em relação ao Filipe Augusto é gritante. (OK, não é grande elogio, eu sei, mas é só comparar o tempo de jogo dos dois...)

7) Avançados. Jonas é de outra galáxia. Mitroglou, Jiménez e Seferovic são três para um lugar. Julgo que um dos dois primeiros irá sair, mas se assim for tenho pena. São ambos bicampeões e foram fundamentais para os dois títulos, enquanto o suíço, embora me pareça bom, ainda tem que provar que manterá um nível elevado durante a maior parte da época.

Para a semana, temos o primeiro troféu oficial e de hoje a um mês fecha o mercado. O nosso começo de época é bastante complicado e vamos lá a ver qual é a resposta que a equipa vai dar. Só não estou (muito) preocupado, porque a tendência dos últimos anos foi esta e enquanto a lagartada festeja em Julho, nós temo-lo feito em Maio. A bem das relações de boa vizinhança, por mim poderia ser sempre assim.

domingo, julho 23, 2017

Derrota enganadora

Perdemos ontem com o Hull City (0-1) em novo jogo no estádio do Algarve. Perante uma equipa que desceu esta época à II Divisão inglesa, fomos claramente superiores, especialmente na 2ª parte, e o resultado não reflecte o que se viu em campo.

Com o segundo jogo em três dias, o Rui Vitória alterou bastante a equipa e não se pode dizer que na etapa inicial os maioritariamente suplentes tenham aproveitado a oportunidade. Jogo muito lento da nossa parte, com escassas oportunidades. A 2ª foi bem melhor, apesar de termos sofrido o golo logo aos 59’ num disparate do Lisandro que tentou sair a jogar da nossa área e acabou por perder a bola. Quando entrou a artilharia pesada, as coisas melhoraram muito e, num bom lance do Seferovic, o Hull City acabou por ficar a jogar com 10, porque o suíço se preparava para ficar isolado, quando foi derrubado. No entanto, a falta de pontaria e o guarda-redes adversário impediram-nos de conseguir um resultado volumoso (sim, tivemos oportunidades para ganhar pelo menos dois jogos).

Para além do Jonas, Seferovic e Zivkovic, que mexeram bastante com a equipa, também gostei das entradas do Willock e do Chrien. Este esteve muito bem na posição oito, o que deverá tirar espaço ao André Horta que na 1ª parte poderia ter feito melhor, e o inglês parece que tem um turbo em comparação com o Carrillo (quase todos os jogadores parecem um Ferrari ao pé dele, mas enfim…). O Buta na lateral-direita pode ser que se faça jogador, mas acho muito arriscado apostar já nele a 100%. Na esquerda, o Eliseu dá garantias de uma época ao nível das anteriores, quando o Grimaldo estiver no estaleiro. Quanto aos menos, o Filipe Augusto continua sem me convencer nada, o Lisandro até nem estava a jogar mal quando teve uma das suas paragens cerebrais, e os miúdos João Carvalho e Diogo Gonçalves passaram ao lado do jogo, mas nota-se que têm toque de bola.

Já estamos em Inglaterra para o último estágio antes do início oficial da época e no próximo fim-de-semana participaremos na Emirates Cup. De preferência com melhores resultados do que da última vez que lá estivemos, sff…

sexta-feira, julho 21, 2017

Algarve Cup

Vencemos o Bétis de Sevilha por 2-1 no Estádio do Algarve e conquistámos este troféu de pré-temporada. Foi um jogo melhor do que os anteriores, embora ainda haja muito para corrigir.

Depois da goleada frente ao Young Boys, um novo desaire poderia quebrar um pouco da confiança que se quer para a equipa, razão pela qual o Rui Vitória não facilitou muito nem na equipa inicial, nem nas substituições. Inaugurámos o marcador aos 15’ num golão do Seferovic (um chapéu) depois de uma boa abertura do Jonas. Facilitámos na defesa aos 32’ e os andaluzes empataram pelo Sergio León. Na 2ª parte, marcámos o golo da vitória aos 50’, novamente pelo Seferovic bem isolado pelo Rafa.

Com três jogos já dá para tirar algumas conclusões. Por exemplo, o Pedro Pereira é para esquecer. Pode ser muito bom rapaz e tal, mas os tempos do Dudic e Okunowo (felizmente) já lá vão. Como alguém comentava, até o Luís Filipe era melhor. Mesmo o Buta, que o substituiu ao intervalo, pareceu um génio ao pé dele, mas não podemos pensar que temos Nélson Semedos aos magotes vindos da equipa B prontos para entrar na equipa. Precisamos de um lateral-direito e rápido. No meio-campo, o Filipe Augusto é outro que não dá. Pelo menos como nº 8. Lento, complicativo, pouco criativo não acrescenta nada à equipa. (A propósito, o que se passará com o André Horta...?) O Jardel terá que adquirir rapidamente a forma. Eu sei que esteve praticamente um ano parado, mas como vai ser titular indiscutível era bom que melhorasse rapidamente. O Seferovic é bom. Marcou dois excelentes golos, mas estou com receio que o Mitroglou ou o Jiménez saiam, porque três potenciais titulares para um lugar parece-me demais. O Rafa está melhor em termos defensivos e fez um bom remate cruzado, embora tenha saído ao lado (já é um princípio...). O Hermes não é nenhum génio, mas como o Grimaldo passa a vida magoado e o Eliseu já não vai para novo (e também esteve lesionado no ano passado durante um par de meses) se calhar é de o manter no plantel, até porque o bombeiro de serviço (André Almeida) não deverá poder ser desviado para a esquerda, porque vai ser preciso na direita. O Júlio César também tem que ter concorrência (e boa) na baliza.

Amanhã defrontaremos o Hull City e estamos a duas semanas da Supertaça. Era muito conveniente que recebêssemos os reforços necessários a tempo de a jogarem. Um troféu oficial é sempre para ganhar.

domingo, julho 16, 2017

Muito mau

No segundo jogo da pré-temporada, fomos ontem copiosamente derrotados (1-5) pelo Young Boys da Suíça. Mesmo tendo em conta que três dos golos foram apontados nos últimos 15’, já depois das muitas substituições, e que estamos no início da época, é um resultado que não pode deixar de nos preocupar. Sem histerismos, nem a pensar que este ano nem à Liga Europa vamos (de certeza que há malta que já acha isso), mas também não vale a pena tapar o sol com a peneira: sim, precisamos de reforços nalgumas posições-chave.

A partida até nem começou mal, connosco a chegar à vantagem aos 22’ num livre do Jonas que desviou na barreira e enganou o guarda-redes. Mas não a gozámos muito, porque os suíços empataram logo três minutos depois num mau alívio do Lisandro que acabou por se tornar uma assistência. Até ao intervalo, ainda sofremos uma bola no poste. Mas o pior estava guardado para a 2ª parte, com o Jonas a marcar muito mal um penalty e o Cervi a falhar só com o guarda-redes pela frente, e depois com cada bola que ia à nossa baliza a entrar, ajudada igualmente por muita inépcia futebolística principalmente da nossa defesa.

Tomando em conjunto estas duas primeiras partidas, há alguns jogadores que poderão sempre dizer aos netos que jogaram com a camisola do Benfica. Mas, para nosso bem, esperemos que seja só em jogos particulares. Outras há que são bons para estar no plantel (nenhuma equipa do mundo pode ter 24 Messis), mas nunca como titulares. Falando em titulares, há três indiscutíveis que saíram e até agora não entrou ninguém para o lugar deles. O que quer dizer que quem os está a substituir é quem já cá estava. Que era suplente deles no ano passado. Logo, não é preciso fazer um desenho para perceber se (até agora) perdemos ou não qualidade na equipa, pois não...?

sexta-feira, julho 14, 2017

Início

Vencemos o Neuchâtel Xamax por 2-0 no primeiro jogo da pré-temporada para a Taça Uhren. Os golos foram apontados ainda na 1ª parte, pelo Jonas de penalty aos 5’ e pelo Seferovic (estreia a marcar é sempre de saudar) aos 19’. A justiça da nossa vitória nunca esteve em causa, até porque o adversário, da 2ª Divisão suíça, se revelou bastante inferior a nós.

Com as vendas do Ederson, Lindelof e Nélson Semedo, e as ausências de 11 jogadores (entre lesionados e férias prolongadas por causa das selecções), a equipa que se apresentou estava longe de ser a que vai jogar mais vezes, pelo que o interesse destes jogos é ver quem dos novos jogadores é que se pode constituir como alternativa a curto prazo. E nesse capítulo, gostei bastante do Diogo Gonçalves (a abertura para o Jonas no lance em que este é derrubado na área é brilhante). O eslovaco Chrien, apesar de um erro enorme num atraso, pareceu-me bom jogador, o toque de bola não engana e chega facilmente à área contrária. Pode ser que se torne uma alternativa válida ao Pizzi. O Seferovic, apesar do golo, nota-se que ainda não está muito à vontade nas movimentações da equipa (o contrário é que seria de espantar). No entanto, espero que a sua vinda não implique a saída do Jiménez nem do Mitroglou. Quanto aos restantes, não houve nenhuns que se tenha destacado por aí além.

O próximo teste, frente ao Young Boys que irá disputar os play-off da Champions, deverá ser mais complicado.

domingo, julho 02, 2017

Portugal - 2 - México - 1 (a.p.)

Vencemos os mexicanos e conseguimos o 3º lugar na Taça das Confederações. Mesmo sem o Cristiano Ronaldo (que teve dispensa para conhecer os seus filhos gémeos) e com bastantes alterações no onze, ficámos com o último lugar no pódio, o que não deixa de ser meritório.

Na 1ª parte, fomos bastante superiores ao adversário e demo-nos ao luxo de falhar um penalty pelo André Silva e um golo de baliza aberta pelo Nani (cabeceou por cima).A 2ª parte começou praticamente com o golo deles (54’), num lance infeliz do Neto, que colocou a bola dentro da baliza, mas nós vingámo-nos do jogo da fase de grupos ao igualar aos 91’, num excelente pontapé de karaté do Pepe, depois de um centro do Quaresma. No prolongamento, novo penalty indiscutível a nosso favor (mão do Layún) e, ao fim de quatro falhanços, lá conseguimos finalmente marcar através do Adrien (104’). Até final, destaque negativo para os duplo amarelos a dois jogadores do Glorioso (Nélson Semedo e Raúl Jiménez) e para uma boa defesa do Rui Patrício já mesmo no final, a remate do Herrera.

Em termos individuais e falando do conjunto dos jogos, o Bernardo Silva e o Gelson Martins deixaram de ser promessas para se tornarem claramente opções para a titularidade, e o Pizzi merecia mais minutos (foi dos melhores neste último jogo). No meio-campo e à semelhança do Europeu, continuo a achar que o Danilo é bastante melhor do que o William Carvalho. O Nani estará no fim da linha (mesmo o Quaresma esteve melhor do que ele), mas não faltam opções ofensivas de modo inversamente proporcional ao que se passa no centro da defesa, em que todos já passaram dos 30 anos.

Esta participação inédita tem um travo agridoce, porque tínhamos claramente equipa para ir à final, mas ao mesmo tempo não é todos os dias que ficamos no pódio numa competição organizada pela FIFA.

quinta-feira, junho 29, 2017

Portugal - 0 - Chile - 0 (0-3 pen.)

Fomos derrotados nos penalties pela selecção chilena e perdemos uma oportunidade (quiçá única) de ir à final da Taça das Confederações. Tal como se previa, foi uma partida bastante equilibrada, em que a selecção da América do Sul conseguiu ter mais bola, mas nós fizemos mais remates à baliza.

Com a recuperação física do Bernardo Silva, apresentámos a equipa que era expectável (com o José Fonte a substituir o castigado Pepe) e até entrámos bem na partida. No entanto, íamos sofrendo um golo logo nos primeiros minutos, mas o Rui Patrício fez bem a mancha. Pouco depois, era a nossa vez de falharmos uma excelente ocasião, com o André Silva a permitir a defesa do Cláudio Bravo. Até ao intervalo, houve muita luta, mas quase nenhumas chances claras de golo.

Na 2ª parte, as equipas pareceram sempre mais interessadas em não sofrer do que em marcar e até as nossas substituições correram particularmente mal, já que o Nani e o Quaresma não trouxeram nada de novo. Sem grande surpresa, fomos para prolongamento. Depois de um penalty contra nós ter sido perdoado pelo árbitro, que nem sequer solicitou a ajuda do vídeo-árbitro, no último minuto do prolongamento fomos bafejados pela sorte: bola no poste e na barra na mesma jogada!

Quando aos penalties, começaram eles, o que é logo uma desvantagem. De qualquer modo, cometemos a proeza de falhar todos os três penalties de que dispusemos! Assim, não há equipa que resista.

A equipa esteve uns furos abaixo do que se esperava, mas em termos individuais o Cédric e o William Carvalho (alvíssaras, alvíssaras!) foram dos melhores. Também gostei do Bernardo Silva enquanto teve pernas. Os centrais (José Fonte e Bruno Alves) foram irrepreensíveis.

Iremos agora jogar para os 3º e 4º lugares no próximo domingo. Haverá certamente alguma rotação na equipa, mas já agora conseguíamos o pódio, não?

domingo, junho 25, 2017

Nova Zelândia - 0 - Portugal - 4

A goleada frente aos neo-zelandeses permitiu-nos ficar no 1º lugar do grupo, tendo o México derrotado a Rússia (2-1) e ficado em segundo. Perante a equipa mais fraca do grupo, o Fernando Santos resolveu não facilitar e colocou a melhor equipa em campo. Mas como não há bela sem senão, o Pepe levou um amarelo idiota e ficará de fora das meias-finais.

À semelhança do jogo frente ao México, não entrámos nada bem, mas fomo-nos recompondo ao longo da 1ª parte. Criámos perigo num cabeceamento do Cristiano Ronaldo que o guarda-redes defendeu para o poste e inaugurámos o marcador aos 33’ pelo mesmo C. Ronaldo, num penalty indiscutível sobre o Danilo na sequência de um canto. Quatro minutos depois, a partida ficou praticamente decidida, com o 2-0 numa boa abertura do Quaresma para o Eliseu, que centrou atrasado para o Bernardo Silva marcar e lesionar-se ao cair mal (saiu ao intervalo rendido pelo Pizzi).

Na 2ª parte, voltámos a entrar lentos, mas aí com a desculpa de estarmos a ganhar, e a Nova Zelândia teve uma boa oportunidade salva pela perna do Bruno Alves. Entretanto, entrou o Nani para que o C. Ronaldo pudesse descansar e selámos definitivamente o 1º lugar (o México estava a ganhar por 2-1 e, portanto, um golo deles ou da Nova Zelândia atirar-nos-ia para o 2º lugar) com o 3-0 pelo André Silva, numa boa iniciativa individual aos 80’. No início da compensação, ainda houve tempo para o Nani fazer o 4-0 num remate rasteiro de pé esquerdo.

Iremos agora defrontar o Chile nas meias-finais na próxima 4ª feira e veremos se a estupidez do Pepe não nos será prejudicial. Quando ao resto da equipa, parece-me que o Bernardo já é indiscutível e o Danilo bastante melhor do que o William Carvalho (como no Euro 2016, já agora). Teremos de ter bastante atenção, porque os chilenos serão o adversário mais difícil até agora.

quinta-feira, junho 22, 2017

Rússia - 0 - Portugal - 1

Vencemos ontem a selecção anfitriã da Taça das Confederações e estamos a um empate de nos qualificarmos para as meias-finais. Como o próximo adversário é a já eliminada Nova Zelândia, era só o que mais faltava não passarmos à fase seguinte.

Com jogos de três em três dias, o Fernando Santos mexeu na equipa e a entrada do Bernardo Silva foi fundamental para a melhoria exibicional da selecção. Especialmente na 1ª parte, dominámos completamente os russos que sentiram imenso o nosso golo logo aos 8’, num belo centro do Raphael Guerreiro a que o Cristiano Ronaldo correspondeu com uma óptima cabeçada. Tivemos mais algumas oportunidades, mas o Akinfeev lá foi resolvendo. Na 2ª parte, as coisas alteraram-se, os russos foram muito mais pressionantes, mas acabámos por ser nós a ter as melhores oportunidades em contra-ataque, com o André Silva e Cédric a proporcionaram ao guardião russo óptimas defesas, e o C. Ronaldo a falhar incrivelmente de cabeça um golo feito. Num canto no último minuto, só não aconteceu o empate, porque o cabeceamento de um jogador russo saiu ligeiramente por cima.

No outro grupo, o Chile tem os mesmos pontos, mas vantagem na diferença de golos perante a Alemanha e veremos o que nos reservam os últimos jogos dos grupos para saber o emparelhamento das meias-finais.

segunda-feira, junho 19, 2017

Portugal - 2 - México - 2

Empatámos ontem na estreia na Taça das Confederações que decorre na Rússia. Perante um adversário que se mostrou durante algum tempo muito mais aguerrido do que nós, tivemos a inteligência de nos colocar por duas vezes em vantagem, mas deixá-la fugir já nos descontos.

O Fernando Santos inovou ao colocar o Nani e Quaresma de início, relegando o André Silva para o banco. E se o jogador do Besiktas foi dos melhores, marcando o nosso primeiro golo aos 34’, depois de uma abertura fabulosa do Cristiano Ronaldo na sequência de um deslize de um defesa mexicano, já o do Valência passou ao lado do jogo. Em cima do intervalo, aos 43’, o México empatou pelo Javier Hernandéz num falhanço incrível do Raphael Guerreiro que terá feito dos piores jogos de sempre com a camisola da selecção.

Na 2ª parte, estivemos melhor do que os mexicanos, mas só conseguimos marcar aos 86’ pelo Cédric, numa jogada de insistência dele em que aproveitou uma assistência do Herrera. No entanto, num canto já depois dos 90’, o José Fonte (outro que esteve muito mal) preocupou-se mais em não deixar o Héctor Moreno jogar a bola, mas este conseguiu na mesma cabecear e fazer a igualdade.

Com a vitória da Rússia perante a Nova Zelândia, não podemos mesmo perder frente à equipa da casa na próxima jornada. Há que aproveitar bem a oportunidade de disputar este troféu, porque será provavelmente uma ocasião única (convenhamos que ganhar outra vez um Europeu ou um Mundial não será muito provável).

segunda-feira, junho 12, 2017

Letónia - 0 - Portugal - 3

Vencemos em Riga na 6ª feira e, com a vitória da Suíça nas Ilhas Faroé (2-0), continuamos três pontos atrás dos helvéticos na qualificação para o Mundial da Rússia. Na 1ª parte, tivemos algumas dificuldades em conseguir espaços para criar perigo e só dois remates fora da área do Cristiano Ronaldo proporcionaram boas intervenções do guarda-redes. No entanto, aos 41’, lá conseguimos marcar num cabeceamento do José Fonte ao poste e recarga vitoriosa também de cabeça do C. Ronaldo.

Tendo feito o mais difícil neste tipo de jogos, que é sempre marcar o primeiro golo, a exibição melhorou substancialmente na 2ª parte e fizemos mais dois: aos 63’, centro do entretanto entrado Quaresma que ressaltou num defesa e foi parar à cabeça do C. Ronaldo, e quatro minutos depois tudo ficou selado com um óptimo roubo de bola do André Silva à saída da área dos letões, o William Carvalho dá de primeira para o C. Ronaldo, que assiste o mesmo André Silva para este rematar cruzado à saída do guarda-redes. Até final, controlámos perfeitamente o jogo, sem deixar o adversário criar perigo.

A grande surpresa desta ronda foi a vitória de Andorra sobre a Hungria (1-0) e a ida a Budapeste será o teste mais difícil antes da recepção à Suíça na última jornada. Teremos de ganhar todos os quatro jogos até final para ficarmos em primeiro lugar no grupo. Como o primeiro factor de desempate é a diferença de golos (e neste campo levamos dez de vantagem), nem sequer temos de superar o 0-2 de Basileia. Basta-nos ganhar o jogo.

segunda-feira, maio 29, 2017

Dobradinha épica

Derrotámos o V. Guimarães por 2-1 no Jamor e conquistámos a 26ª Taça de Portugal do nosso palmarés, e a nossa 11ª dobradinha. Foi o final perfeito de uma época que já era histórica graças ao tetra e assim ainda ficou mais valorizada com o triplete (só foi pena aquele jogo com o Moreirense para a Taça da Liga…).

Esta final foi verdadeiramente épica: desde 1980 que só perdi ao vivo a final da Taça que ganhámos (3-1) ao CRAC em 1984/85 e, mesmo nas que não participámos, não tenho memória de haver um dilúvio destes em pleno mês de Maio (ou Junho) no Jamor. Choveu quase ininterruptamente ao longo dos 90’ o que, para quem tem (e teve) sempre lugar coberto no Estádio da Luz, tornou esta experiência absolutamente inesquecível. Só me fez lembrar outra chuvada épica (mas que vi pela televisão) também em Maio de 1994… Claro que, se as coisas não tivessem corrido bem ontem, seria uma desilusão ainda maior, mas assim a gigantesca molha valeu a pena!

O Rui Vitória resolveu (e muito bem) não facilitar e, para ganhar títulos, têm que jogar os que estão em melhor forma: neste sentido, foi com alegria que vi que íamos jogar com o Ederson (naquele que terá sido o seu último jogo pelo Benfica) na baliza. De resto, a equipa já esperada, com o Jiménez a continuar na frente e o enorme Cervi na esquerda. A 1ª parte não foi nada fácil, com o V. Guimarães embalado (há que admiti-lo sem complexos nenhuns) por uns adeptos fantásticos a fazer-nos a vida negra e até as criar as melhores (embora muito poucas) oportunidades: uma boa defesa do Ederson a um remate do Hernâni e uma cabeçada muito perto do poste num canto, enquanto nós só num cabeceamento do Luisão num livre é que criámos perigo. Para piorar as coisas, ficámos sem o Fejsa aos 24’ num lance em que o Marega teve uma entrada muito dura que fez com que o sérvio tivesse que levar a distância que a lagartada ficou de nós no campeonato no joelho!

A 2ª parte para foi muito melhor em termos de futebol. Entrámos fortíssimos e inaugurámos o marcador logo aos 48’ na sequência de um remate de fora da área do Jonas, que o Miguel Silva defendeu para a frente, e o Jiménez muito rápido picou a bola sobre o guarda-redes. Foi o delírio nas bancadas do Jamor! Não desacelerámos e aos 53’ fizemos o 2-0: cruzamento da direita do Nélson Semedo e cabeçada extraordinária do Salvio a fazer lembrar os Águas que também marcaram naquele palco. Um golão! O jogo teve inevitavelmente que abrir e nós aproveitámos a subida do V. Guimarães para criar muito perigo em contra-ataque. Numa boa jogada pouco depois da hora de jogo, o Grimaldo cruzou na esquerda e o Jonas cabeceou à barra, o Samaris teve um bom remate de fora da área defendido pelo guarda-redes, mas aos 78’ foi o v. Guimarães a reduzir para 2-1 num cabeceamento completamente à vontade do Zungu num canto. A nossa defesa foi (excepcionalmente) a dormir neste lance, porque o jogador do V. Guimarães cabeceou praticamente na pequena-área! Fiquei muito apreensivo para os últimos minutos, mas foram nossas as melhores oportunidades até ao final: remate do Salvio desviado por um defesa, uma bola picada pelo Pizzi só com o guarda-redes pela frente saiu ligeiramente por cima e um falhanço inacreditável do Jiménez, quando só tinha que encostar e resolveu rematar com força, também só com o Miguel Silva pela frente. Quando o Sr. Hugo Miguel apitou pela última vez, foi o êxtase no relvado e nas bancadas! Os jogadores celebraram como se tivesse sido o primeiro título conquistado na vida, o que dá bem conta da união e do compromisso de vitória que tem esta equipa. Uma palavra final para o V. Guimarães e seus adeptos que, no final, também deram espectáculo nas bancadas, com uma união entre ambos que só os honra e que muito clube gostaria de ter, mas só poucos o conseguem.

Em termos individuais, o Salvio foi o melhor em campo: um golão e uma 2ª parte em alto nível, incluindo em termos defensivos (fez um corte magnífico já perto do final, que impediu um contra-ataque adversário que poderia ter sido bastante perigoso). O Pizzi também subiu imenso na 2ª parte e só foi pena que não tivesse conseguido marcar aquele o golo perto do fim. No conjunto, toda a equipa melhorou imenso após o intervalo, o que é demonstrativo da nossa capacidade actual não só de gerir os jogos, mas também de não nos enervarmos caso as coisas não estejam a correr de feição (tal como durante toda a 1ª parte).

Esta dobradinha soube-me extraordinariamente bem! É sempre bom terminar a época a ganhar e, se se faz história, ainda melhor. Aliás, esta época inolvidável será objecto de um post nos próximos dias.

VIVA O BENFICA!