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quinta-feira, agosto 30, 2007

Sorteio da Liga dos Campeões

Acabámos por não ter muita sorte (ao contrário do ano passado) no sorteio da Champions. O meu desejo não se concretizou e vamos defrontar uma equipa italiana, ainda por cima o actual campeão europeu, AC Milan. Voltou a sair-nos o Celtic Glasgow que, apesar de ser a equipa com mais ranking do pote 3, está longe de ser inacessível. A manter-se este ano a chapa 3 nos jogos com eles, espero que sejam ambos a nosso favor... Por fim, e o que me deixa mais preocupado, calhou-nos o Shakhtar Donetsk, campeão ucraniano que se reforçou bastante este ano (nomeadamente com o avançado italiano Lucarelli). É uma deslocação extremamente difícil, ainda por cima porque vai ser na última jornada em Dezembro, quando a temperatura estiver longe de ser convidativa. Eis o nosso calendário:

18 Set (3ª feira) AC Milan – BENFICA
3 Out (4ª feira) BENFICA – Shakhtar Donetsk
24 Out (4ª feira) BENFICA – Celtic
6 Nov (3ª feira) Celtic – BENFICA
28 Nov (4ª feira) BENFICA – AC Milan
4 Dez (3ª feira) Shakhtar Donetsk - BENFICA

A ordem dos jogos também não poderia ter sido pior. Teremos duas séries verdadeiramente infernais. O Camacho tem duas semanas para nos pôr em forma, porque vamos a San Siro, depois a Braga, a meio da semana haverá a Taça da Liga fora de casa, recebemos os lagartos e na 4ª feira seguinte jogamos com o Shakhtar Donetsk. Serão cinco jogos importantíssimos em 16 dias! Já na parte final, como o AC Milan terá o campeonato do mundo de clubes em Dezembro, a última jornada foi antecipada uma semana. Isto faz com que em sete dias(!) tenhamos os seguintes jogos: Milan em casa, clube regional em casa e ida à Ucrânia! Vai ser de loucos...

O objectivo mínimo é passar à Uefa, mas temos que pensar em grande. E com este treinador não tenho dúvidas que o faremos. É preciso amealhar pelo menos seis pontos nos três primeiros jogos, porque a 2ª volta vai ser muito complicada. FORÇA BENFICA!

P.S. – Os lagartos ficaram no grupo do Manchester United, Roma e Dínamo de Kiev e têm o último jogo em casa precisamente contra os ucranianos. Apesar de não jogarem com o Glorioso três dias antes, antevejo uma reedição do que aconteceu no ano passado... :-) O clube regional, com a sorte que inacreditavelmente os protege, ficou com o Liverpool, Marselha (o clube com menor ranking do pote 3) e o Besiktas.

Querer e coração

Ganhámos hoje (1-0) em Copenhaga e garantimos o apuramento para a fase de grupos da Liga dos Campeões. Era um jogo crucial para a época, ainda para mais agora com a entrada de um novo treinador e a necessidade de conseguir resultados no imediato. Penso que fomos um justo vencedor da eliminatória, se bem que no jogo de hoje tivéssemos a nossa dosezita de sorte.

Já se percebeu que com o Camacho só joga quem estiver a 100%. Mais uma vez o Luisão não estava nas melhores condições e não houve nenhuma hesitação em colocar o Miguel Vítor novamente em campo. Treinador que sabe motivar e dar confiança aos jogadores é assim... Em relação à partida com o V. Guimarães, entraram de início o Di Maria (na sua estreia absoluta) em vez do Coentrão e o Luís Filipe no lugar do Nuno Assis. Mas nós não começámos nada bem o jogo. Os primeiros 15 minutos foram de sufoco junto à nossa área e se não fosse o Léo, o Cardozo(!) e o Quim teríamos certamente sofrido um golo. Não conseguíamos sair a jogar e cada bola bombeada era um perigo. Felizmente o Cardozo ganhou um livre a meio do meio-campo aos 17’ do qual resultou o nosso golo. Centro do Rui Costa, assistência do Cardozo para a assistência do Nuno Gomes ao Katsouranis, que beneficiou da falta de killer instinct (neste caso, ainda bem!) do nosso capitão (que fez um passe quando estava sozinho e em boa posição para cabecear à baliza) para efectuar um excelente remate de primeira sem hipóteses para o guarda-redes. Foi um balde de água fria para os dinamarqueses, que a partir daí nunca mais recuperaram o ímpeto inicial. Ao invés, nós aproveitámos o golo para começar a jogar futebol e, ao contrário de tempos nada distantes, em vez de ficarmos na “expectativa” (Paris e Barcelona, anyone?), fomos à procura do segundo que nos garantiria praticamente a qualificação. O Di Maria, depois de uma magnífica abertura do maestro, esteve próximo, mas o remate saiu ao lado e noutro lance o Nuno Gomes atirou para defesa do guarda-redes para canto. Mas até final da 1ª parte ainda tivemos dois enormes sustos: um remate ao poste num livre e um cabeceamento do Allbäck que saiu a rasar a baliza. Entretanto houve um lance divido entre o Miguel Vítor e este mesmo Allbäck, que sinceramente não me pareceu penalty. É certo que o nosso júnior puxou a camisola do sueco (e vice-versa), mas quando este caiu já ninguém lhe tocava.

Na 2ª parte tivemos logo uma má notícia, vinda ainda da 1ª: o Nélson saiu lesionado e entrou o Nuno Assis, recuando o inoperante Luís Filipe (que 1º tempo de fugir!) para defesa-direito. Como atirar chouriços para a frente é mais fácil do que construir jogadas, o ex-bracarense subiu de produção (mas acho que não ficaríamos a perder se propuséssemos ao Braga a troca dele pelo seu substituto, João Pereira...). Ao contrário da etapa inicial, o Copenhaga não entrou a todo gás, já que nós conseguimo-los controlar melhor. E nos primeiros 15’ tivemos duas excelente ocasiões: livre frontal do Rui Costa por cima (Simão, where art thou?!) e um falhanço incrível do Nuno Assis na sequência de um canto, em que ele na pequena-área(!) conseguiu cabecear para o guarda-redes (deve ser do nome, este não fica nada a dever ao falhanço do Nuno Gomes frente ao Espanyol). A partir desta altura, o Copenhaga subiu de produção e nós começámos a sentir a falta de mais alguém para ajudar a segurar o meio-campo, já que o Petit (EXTRAORDINÁRIA exibição!) infelizmente só conseguia estar num sítio de cada vez e o Rui Costa nunca foi (nem pode ser) um recuperador de bolas. A pouco menos de 20’ do fim, entrou o Romeu Ribeiro para o lugar do Di Maria e conseguimos acalmar mais as coisas. Mas mesmo assim não estive tranquilo, porque um golo colocar-nos-ia em pressão constante até final. A 10’ do fim foi a vez do Cardozo falhar o segundo tento, ao rematar à figura do guarda-redes. No tempo restante ainda permitimos alguns remates à nossa baliza, mas ou o Quim resolvia as coisas ou as bolas saíam ao lado. Quando o árbitro apitou para o final, senti-me como se estivesse estado em campo os 90’, mas desta vez o sofrimento foi recompensado.

O melhor em campo foi o Petit. Então na 2ª parte foi um festival de bem cortar bolas, fosse de cabeça(!) à entrada da nossa área, fosse com os pés. Durante mais de uma hora esteve praticamente sozinho a recuperar bolas e fez um jogo quase perfeito. Igualmente em destaque esteve o núcleo duro da equipa: Quim, Katsouranis, Rui Costa e Nuno Gomes. É a vantagem de se ter jogadores experientes e de qualidade no plantel. O Quim salvou a equipa em alguns lances e mesmo nos cruzamentos esteve melhor que o costume. O grego, para além de ter sido um gigante na defesa, marcou o golo que nos qualificou. O maestro pautou muito bem o nosso jogo, estabeleceu os ritmos adequados a cada fase da partida e os lances atacantes passavam quase todos por ele. O Nuno Gomes esteve bastante melhor que nas outras partidas: fez o assistência para o Katsouranis e ainda o nosso melhor remate para defesa do guarda-redes. Além disso, era o primeiro a defender. Igualmente em bom nível estiveram o Miguel Vítor (espero que a entrada do novo central, Edcarlos, não lhe tire espaço na equipa, porque sinceramente parece-me bom jogador e muito personalizado) e o Léo (que já se sabe nunca joga mal). Gostei também do Di Maria (não tem medo de partir para cima dos adversários, tem técnica e só tem que aprender a soltar melhor a bola), do Cardozo (se bem que na parte final tenha acusado o desgaste) e do Nuno Assis, que apesar do inacreditável falhanço, entrou muito bem na equipa. O Nélson estava a fazer um bom jogo até se lesionar, o Luís Filipe NÃO PODE ser extremo e o Romeu Ribeiro deverá ter igualmente novas oportunidades.

Vamos ver como será o sorteio. Gostaria que não nos saísse o Manchester United (três vezes seguidas seria demais!), nem nenhuma equipa italiana. Mas estando nós no pote 2 somos favoritos a passar aos oitavos-de-final e temos que nos apresentar como tal. Embora, por outro lado, uma vitória na Taça Uefa (que deveria ter sido no ano passado!) me esteja atravessada na garganta. E convenhamos que ganhar a Champions nesta altura será utópico.

P.S. 1 – Nesta semana, o nosso clube ganhou o direito a ter pela primeira vez um campeão do mundo. Parabéns Nelson Évora pela vitória no triplo salto!

P.S. 2 – As imagens do Antonio Puerta, jogador do Sevilha, a cair no relvado são-nos infelizmente muito familiares. Mais uma morte trágica de um desportista, que obviamente se lamenta.


P.S. 3 – Os clubes desportistas são assim. Não aceitam adiar por um dia o seu jogo no campeonato para permitir que o seu adversário descanse de uma viagem que durará quase 24 horas, depois de uma competição europeia, ficando só com um dia de repouso. Por um lado é bem feito para o Leiria, que no ano passado foi a equipa B do clube regional, mas o inacreditável é este assunto ter sido muito pouco falado. Ai, se fosse ao contrário, o que não se diria...

domingo, agosto 26, 2007

Satisfeito

Empatámos em casa com o V. Guimarães (0-0), mas o resultado foi o que mais me decepcionou no jogo. É claro que ganhar só um ponto é mau, mas sinceramente saio deste jogo com a esperança reforçada para o futuro. A 1ª parte foi equilibrada (o V. Guimarães surpreendeu-me pela positiva), mas na 2ª o nosso domínio foi total e o adversário limitou-se a defender, tendo só criado uma situação de perigo já no final do jogo. Nós tivemos algumas oportunidades, mas a pouca calma na zona da finalização impediu-nos de marcar.

Estou confiante para o futuro pelas seguintes razões:
1) Se um jogador veio de uma lesão, faz só dois treinos e houver jogo europeu a meio da semana, não é convocado nem que se tenha que colocar um júnior no seu lugar. Qualquer semelhança com a utilização deste mesmo Luisão em Paris no ano passado é pura coincidência.
2) Não há medo de colocar juniores a jogar se o banco não oferece melhores alternativas. E é jogar mesmo, não é entrar a dois minutos do fim. Julgo que não andarei longe da verdade se disser que o Miguel Vítor jogou mais tempo hoje do que o João Coimbra em todo o campeonato do ano passado.
3) Criámos mais oportunidades claras de golo neste jogo do que nos dois anteriores.
4) Quando tem a bola, a equipa joga para a frente. A constante lateralização do jogo, que vínhamos assistindo há um ano e meio, morreu de vez.
5) O Nélson parece que renasceu. Jogou melhor neste jogo do que em todo o campeonato do ano passado. Estive a contar os passes que fez para o lado e para trás durante toda a 1ª parte, e foram zero!

É óbvio que ainda há muito a melhorar. Para já, não temos extremos. O Nuno Assis está longe de o ser e o Coentrão tem que amadurecer mais um pouco. O Luís “Filie” (tal como estava impresso na camisola!) não é uma opção válida (inacreditável como, tendo o guarda-redes todo desenquadrado com a baliza, prefere tentar um chapéu a um remate rasteiro). O Nuno Gomes não pode falhar um golo daqueles, mas é dele a magnífica abertura para o Coentrão, que inexplicavelmente preferiu centrar em vez de rematar, quando estava sozinho frente ao guarda-redes. O Cardozo jogou muito pouco, pareceu por vezes perdido em campo, mas teve um petardo num livre a meio do meio-campo(!) que até mim me doeram as mãos. A sua saída nos últimos 9’ foi a única coisa que critico ao Camacho. Poderia estar cansado, mas era importante para o chuveirinho final. E, a partir daí, deixámos de existir em termos atacantes, porque o Bergessio não tem a mesma capacidade de lutar pelas bolas aéreas. Já a saída do Nuno Gomes para a entrada do Romeu Ribeiro aos 69’ pareceu-me justificada, porque o nosso 21 ainda não tem pernas para 90 minutos e o Petit era o único jogador que corria atrás dos adversários no meio-campo, denotando já sinais de cansaço. Além disso, gostei da movimentação e da dinâmica do Romeu Ribeiro. A única coisa que eu teria feito era colocar o Bergessio no lugar do Nuno Assis, porque era importante manter dois avançados para a parte final.

Quanto à estreia do central Miguel Vítor, a melhor maneira de a definir é dizer que não precisamos de mais nenhum defesa-central. O miúdo fez uma partida muito boa, concentrado, tem boa capacidade de antecipação, não corta a bola sem nexo, coloca-a sempre que possível jogável num companheiro e sabe sair a jogar. Para além disso, é a 5ª opção da defesa! Caramba, não vamos passar a época com três centrais lesionados simultaneamente. Por mim, continuava a apostar no miúdo se fosse preciso, porque tendo o Luisão e o Zoro problemas musculares e estando quase recuperados, ainda havendo o David Luiz (que será titular quando voltar) e se necessário o Katsouranis, para quê é que vamos agora buscar mais alguém? Falando no grego, acho que ele também foi um dos melhores em campo. Aliás, neste momento rende mais a defesa do que a médio, porque nos jogos de pré-época não mostrou disponibilidade física para alinhar no centro do terreno.

Na próxima 4ª feira, temos um jogo importantíssimo. Espero que o Luisão recupere convenientemente e, apesar deste início de campeonato só com empates (recordo que em 1993/94 empatámos nas três primeiras jornadas - casa do clube regional, Estoril e Aveiro - e depois fomos campeões), estou confiante. O Gronkjaer não vai jogar e ele é meia-equipa do Copenhaga. Temos obrigação de seguir em frente e se jogarmos para marcar (como julgo que o faremos), as nossas possibilidades aumentarão.


P.S. – Com um bocado de sorte, haverá um empate mais logo entre o Anti-Benfica do Norte e o Anti-Benfica do Sul e continuaremos a dois pontos de ambos. Mas mesmo que um ganhe, o campeonato ainda está no início. E, como disse, os sinais positivos que vi na nossa exibição de hoje (de recordar que o Camacho só fez um treino com o plantel todo junto) deixam-me esperançado.

sexta-feira, agosto 24, 2007

Relembrar XVIII – Falhanços IV

Com a saída do Fernando Santos, nada melhor do que fechar (por agora) esta sub-secção do “Relembrar” com os maiores falhanços que eu me lembro de ver com a jogadores do Glorioso. Sem desprimor para os outros três, este é talvez o maior desta pequena lista. Foi feito pelo melhor jogador português da transição dos anos 80 para os 90, estava com a bola dominada (ao contrário do Diamantino) e encontrava-se pertíssimo da pequena-área (o César Brito estava fora da grande-área). O Futre foi melhor jogador que o Mostovoi e o remate foi com o seu melhor pé.

Este lance aconteceu no épico Boavista – 2- Benfica – 3 do campeonato de 1992/93. É o famoso jogo em que o Paulo Sousa fez os últimos 20’ a guarda-redes depois da expulsão do Neno (já tínhamos feito todas as substituições), no lance do penalty que daria o 3-2. Estava um dilúvio de todo o tamanho, com o relvado encharcado (como se pode ver cada vez que um jogador o pisa). Esta jogada deu-se na 2ª parte, com o resultado em 2-1 a nosso favor e numa altura em que estávamos a jogar contra 10 (o Isaías ainda fez o 3-1, mas com as expulsões do Hélder e do Neno, acabámos o jogo em inferioridade numérica e com um jogador de campo a guarda-redes!).

Ainda hoje, o Futre deve estar para saber o que aconteceu...


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P.S. - A selecção empatou na Arménia (1-1) na passada 4ª feira. É natural que assim aconteça quando, tirando o Ricardo e a espaços o Fernando Meira, nenhum(!) dos outros jogadores tenha feito uma exibição ao menos razoável. Mesmo o Cristiano Ronaldo, do qual só se salvou o golão que marcou. O que valeu foi que a Bélgica deu uma ajudinha ao vencer a Sérvia (3-2). É a estrelinha do Scolari a funcionar.

quarta-feira, agosto 22, 2007

Momento Kodak



Esta foto não se tira a qualquer um. Está lá o dia e a hora para perpetuar o momento. A esperança de melhores dias renasce. Não é o D. Sebastião, mas ao menos há a certeza agora de haver uma voz de comando e de ter acabado o regabofe de saídas e entradas. “Poucos, mas bons”, disse ele na conferência de imprensa. Lapidar.

P.S. – Eu percebo que o local de treino agora seja no Seixal, mas era previsível que estivesse muita gente a assistir. Trinta minutos antes de começar, a bancada dos 1.500 lugares já estava cheia e estava pelo menos outro tanto cá fora. Em vez de se obrigar as pessoas a saltar vedações com 2 metros de altura, não era melhor ter transferido este primeiro treino para o Estádio da Luz?

segunda-feira, agosto 20, 2007

Mercearia

Ponto prévio: é ÓBVIO que estou contente com o facto de o Sr. Fernando Santos já não ser treinador do Benfica e MAIS AINDA fico com a chegada do Camacho.

Mas porque é que não me sinto eufórico? Por uma razão muito simples: não gosto, aliás, detesto mesmo, que o presidente do Benfica tenha tido uma atitude de filho da mãe em relação ao treinador do clube. Acho lamentável este comportamento de facada nas costas. O final é bom, mas os meios utilizados são condenáveis e eu não acho de todo que os fins justifiquem os meios (caso contrário, provavelmente seria adepto do clube regional, cruzes credo!). Esta decisão peca, no mínimo, por três meses de atraso (porque no fundo o Sr. Fernando Santos NUNCA deveria ter vindo para o Benfica, infelizmente não me enganei nesta previsão). Não cumpriu NENHUM dos objectivos do ano passado e é claro que deveria ter sido dispensado no final da época passada. Mas não, o presidente deixou-o ficar, construir um plantel à sua maneira e ao fim da 1ª jornada(!) despede-o. Se isto não é de um clube de terceiro mundo, não sei o que será...

Todavia, o pior de tudo é que isto estava mesmo a ver-se há já algum tempo. A situação nunca bem esclarecida da presença do Veiga (não estava, mas estava; participou na construção do plantel, mas foi-se embora) e consequentemente a falta de um director desportivo para proteger o treinador e o balneário. A venda do Simão feita nas costas do treinador (num clube bem gerido, o treinador não pode dizer que tem pesadelos com a saída de um jogador e ele ser vendido cinco dias depois). A situação do Manuel Fernandes que, se não estava de corpo e alma no Benfica (como não estava), NUNCA deveria ter feito parte do plantel. Neste caso, já teríamos há muito tempo contratado alguém para o meio-campo e escusaríamos de ter ficado reféns da saída de um titular na véspera(!) de uma partida importantíssima. As declarações do presidente a dizer que o plantel estaria quase fechado a 2 de Julho (como se verificou...) e que no mínimo teríamos de ser campeões este ano, pondo uma pressão imensa no treinador que ele sabia estar MUITO longe de ser bem aceite pelos benfiquistas. E o presidente ter ido passar férias com o Camacho faz-me lembrar a história da mulher de César. Se isto tudo não é para minar o trabalho do treinador, não sei o que é...

O principal culpado desta situação é só um: Luís Filipe Vieira. Tomou agora a decisão mais fácil, arranjando um bode expiatório para a péssima planificação da época e para as suas próprias culpas. Não gosto que o presidente do meu clube o gira ao sabor do vento. Nem numa mercearia isso acontece. E, principalmente, não gosto que não haja todas as condições para que nós sejamos vitoriosos. Se por ventura não conseguirmos a qualificação para a Liga dos Campeões ou, pior ainda, não formos campeões, a culpa será do Camacho, que não formou o plantel? Será do Sr. Fernando Santos, que se foi embora em Agosto? Não, a margem do presidente diminuiu consideravelmente com toda esta situação. Detestaria ver um homem que tirou o Benfica da lama, que nos devolveu a grandeza que possuímos, ser recordado no futuro por ter sido mais um que delapidou o património desportivo do clube. Mas a verdade é só uma: se não conseguirmos ganhar nada este ano, a culpa tem um rosto.

Quanto ao Sr. Fernando Santos, poderia ter-se (e ter-nos) poupado de toda esta situação se tivesse tido a grandeza de carácter de ter posto o seu lugar à disposição no final da época passada. Mas não, continuou (e continuaria) agarrado ao lugar como uma lapa. Era incapaz de ver (ou não queria mesmo ver) como não tinha nenhuma margem de manobra em relação aos benfiquistas. E quando não se cria empatia entre o treinador, o plantel e os adeptos é muito difícil ganhar algo nos dias de hoje. O Trapattoni foi a excepção, porque a pressão no Benfica é muita e é bastante fácil ser-se trucidado.

O regresso do Camacho só peca por tardio. Já deveria ter acontecido há dois anos e no ano passado. Com ele temos a certeza que se acabou a rebaldaria no balneário. Os Stretenovics e os Diaz não terão lugar no plantel. Não se contratarão jogadores para emprestar logo a seguir. Os meio-lesionados não jogarão para não correrem o risco de se tornarem lesionados a longo prazo. É alguém com pulso firme, que conhece o clube e o presidente, e que se dá ao e que impõe respeito. Espero que com esta escolha não tenhamos de falar de treinadores durante umas boas épocas. Seria muito bom sinal!

P.S. 1 – A única explicação plausível para o afastamento agora do Fernando Santos é o Luís Filipe Vieira querer dar-lhe a possibilidade de ser campeão pelo Benfica. É que esta era a única maneira de isso acontecer...

P.S. 2 – O que é que estão à espera para mandar também o preparador-físico embora?! Porque é que só se fala do Fernando Santos e do Rosário, quando um dos maiores problemas do Benfica são as lesões musculares em catadupa?!

domingo, agosto 19, 2007

Expectável

1) O nosso empate (1-1) frente ao Leixões era mais que esperado face ao nosso paupérrimo início de época. E é um resultado justo, porque o Quim teve mais intervenções difíceis que o guarda-redes contrário, apesar de nós termos dominado grande parte da partida;

2) É inadmissível que se sofra um golo aos 93’ depois de se ter marcado um aos 90’! Mais inadmissível ainda é o facto de ter sido a segunda(!) oportunidade do Leixões depois do nosso golo e dos lances serem exactamente iguais: um adversário foge pela esquerda e chega à área com toda a facilidade;


3) O Bergessio não pode não acertar com a baliza quando está isolado frente ao guarda-redes a sete minutos do fim do jogo. Atire ao poste, à barra ou contra o guarda-redes, mas um pontapé de rugby naquela altura não dá para entender. E depois é o Nuno Gomes que falha golos incríveis...;

4) Como é possível o Sr. Fernando Santos ter demorado 70’(!) a perceber que o Luís Filipe estava a mais em campo? A questão de quem deve ser o defesa-direito deve ter ficado resolvida;

5) Os centrais (Katsouranis e David Luiz) foram de longe os melhores jogadores da equipa. Todos os outros estiveram fracos. O Léo e o Petit (apesar do golo) não estão em forma. O Rui Costa não pode ser sempre o salvador da pátria (mas fez o nosso melhor remate). O Nuno Assis passa a vida a jogar para o lado e para trás, mas melhorou quando foi para a direita. O Nuno Gomes está sem ritmo e o Cardozo só foi servido uma única vez(!) em condições. O Bergessio e o Fábio Coentrão não entraram nada bem na partida;

6) As declarações do Nuno Gomes à Sport TV no final da partida são paradigmáticas. O plantel não tem tido tranquilidade. As entradas e saídas sucedem-se (ao contrário do que foi prometido). É preciso URGENTEMENTE alguém que tome conta do futebol, para substituir o José Veiga. O presidente NÃO É a pessoa indicada para isso. O balneário deixou de estar blindado;

7) Estarei eternamente grato ao Luís Filipe Vieira pelo que fez pelo Benfica, mas o grande culpado deste mau início de época é ele. Para já, não deveria ter mantido o treinador. A preparação foi ridícula. Fizemos quatro(!) jogos de preparação antes do primeiro jogo oficial. O plantel, a trabalhar há um mês e meio(!), está longe de estar estabilizado (para que é que vieram o Stretenovic e o Andrés Diaz?). As questões do Simão e do Manuel Fernandes foram muito mal geridas;

8) O Sr. Fernando Santos deveria ter pedido a demissão no final da época passada. Se tivesse o mínimo de personalidade, teria pedido a demissão depois do que lhe fizeram com o Simão e, principalmente, com o Manuel Fernandes (havia de ser o Camacho...). Calou-se, ficou, mas o pior de tudo é que não se vislumbra o mínimo de evolução na equipa. Continuamos lentos ou parados, tal como no início. Faz-se uma ou duas jogadas de jeito durante 90'. Ao menos, espero que tenha a hombridade de pedir a demissão se não conseguirmos a qualificação para a Champions (mas duvido...);

9) Que eu saiba, carga de ombro não é o mesmo que cotovelada e empurrão no pescoço. Ficou um penalty por marcar sobre o Nuno Assis. De resto, não acho que o Sr. Jorge Sousa tenha estado mal, mas é um erro que acaba por ter influência no resultado;


10) Até nem desgosto da camisola rosa, mas é o terceiro jogo com ela e nem uma vitória para amostra...

quarta-feira, agosto 15, 2007

O Maestro, pois claro!

Já o disse aqui e volto a repetir: I pity you, seus pobres de espírito, que não compram um cativo na Luz quando sabem que o Rui Costa faz parte do plantel. Perderão a oportunidade, certamente irrepetível durante muitos anos, de ver ao vivo um dos poucos jogadores mundiais que aliam o amor à camisola com uma tremenda classe. Graças aos dois golos do maestro ganhámos (2-1) ao Copenhaga na 1ª mão da pré-eliminatória da Liga dos Campeões. O resultado é bastante perigoso, mas será uma vergonha se não conseguirmos a qualificação, porque temos muito mais potencial do que os dinamarqueses (e ainda por cima o Gronkjaer não vai jogar, por causa dos amarelos).

A novela Manuel Fernandes marcou a equipa, porque o Katsouranis não dá, nem de perto nem de longe, o mesmo rendimento atacante. Invariavelmente passa para o lado e para trás, além de parecer em má condição física. Só melhorou quando recuou para defesa após a saída do Luisão (na enésima lesão muscular deste plantel...). Não fizemos um grande jogo, mas fomos a única equipa a querer ganhá-lo. O problema é o que já referi em posts anteriores: com a saída do Simão não há ninguém para acelerar o jogo a meio-campo, o que faz com que as jogadas sejam todas muito previsíveis. Ou há um lançamento directamente para os avançados ou então demoramos séculos a chegar a uma zona de remate. Na 1ª parte, para além do golo do Rui Costa aos 25’ (com a ajuda do guarda-redes), só uma cabeçada ao lado do Cardozo criou perigo. Os dinamarqueses estavam fechados a sete chaves e só se viam no ataque em lances de bola parada. Até que a lesão do Luisão, e a demora na substituição (porque é que ele não se atirou para o chão para ganhar tempo para o aquecimento do colega de equipa?), fez com que chegasse o empate aos 35’. Um mau alívio do defesa brasileiro colocou a bola no extremo Hutchinson, que rematou sem hipóteses para o Quim. Logo a seguir, o Fernando Santos lançou o norte-americano Freddy Adu, que mostrou que ainda precisa de crescer muito, já que ainda é bastante brinca na areia e pouco objectivo a jogar. Ainda por cima, só tem uma semana de treinos com o plantel. Por tudo isto, eu teria preferido colocar o Nélson a extremo, mas enfim.

Na 2ª parte entrou o Fábio Coentrão para o lugar do Bergessio (muito esforçado, mas pouco consequente) e passámos a jogar em 4-3-3. Continuávamos sem jogar bem, mas o Cardozo teve duas boas hipóteses para marcar, com uma cabeçada e um excelente remate de fora da área que o guarda-redes defendeu para canto. O Coentrão não entrou mal, mas continua a atirar-se demasiado para o chão, o que fez com que o árbitro não assinalasse algumas faltas que existiram mesmo sobre ele. Já na fase do desespero entrou o Nuno Gomes para o lugar do Nuno Assis (que fez uma boa 1ª parte, mas baixou imenso na 2ª) e foi a cinco minutos do fim que o maestro teve um remate de raiva e fez o segundo golo. A maneira como festejou e as emoções que demonstrou fazem dele, de facto, um jogador único. É um privilégio poder vê-lo espalhar o seu benfiquismo dentro do campo mesmo à minha frente. Continuem a ficar no sofá que não sabem o que perdem!

Individualmente pouco mais existiu que o Rui Costa. Todos parecem um pouco presos de movimento. Mas o Cardozo, ao qual poucas bolas chegaram em condições, mostrou mais uma vez que é um grande reforço. O remate de fora da área é brilhante. O Luís Filipe raramente subiu no terreno (ordens?) e teve uma 2ª parte desastrada. Penso que o Nélson deverá voltar à titularidade frente ao Leixões. A defesa esteve muito insegura e foi diversas vezes batida em lances aéreos, embora o Léo tenha sido o lateral mais ofensivo (só que lhe falta o Simão para passar a bola...). No meio-campo, o Petit também ainda não está na forma ideal e o Nuno Assis não é constante (o Karagounis faz imensa falta).

Estou muito preocupado com isto, porque não há meio de fazermos uma exibição convincente. Para além disso, só temos quatro(!) jogadores para o meio-campo, que são os que alinharam hoje, porque o Adu e o Di Maria, já não falando na sua juventude, precisam naturalmente de se adaptar. A boa notícia é que finalmente encontrámos um ponta-de-lança a sério, mas se não for servido em condições não nos serve de nada. Precisamos URGENTEMENTE de mais um central e um médio, mas daqueles que possam dar garantias de rendimento imediato. Já basta de remendos e de contratações de jogadores para serem dispensados pouco depois. A planificação desta época foi lamentável e por muito que eu não goste do Fernando Santos (e não gosto), não posso deixar de sentir pena por ele. Qual é a estratégia que sobrevive à perda de um jogador nuclear a 24 horas de uma partida importantíssima?!

segunda-feira, agosto 13, 2007

Incompreensível

Manuel Fernandes está de volta ao Everton

Era preciso chegar à véspera(!) de um dos jogos mais importantes da época para deixar isto acontecer?! Como é que se planeia uma época desta maneira? O homem jogou em todos os jogos de pré-época, seria titular mais que absoluto durante o campeonato, já está numa óptima forma e agora vai embora assim? Estrutura-se a equipa a contar com ele e não se previu esta situação? Bastaria um clube aparecer com 9 milhões de euros e adeus, mesmo que fosse na véspera da pré-eliminatória da Liga dos Campeões? Então ele faz a pré-época a titular, mas depois já não quer estar aqui? Das duas, uma: ou se assumia que o jogador queria sair e aí nem faria parte do plantel, ou então ter-se-ia impedindo uma situação destas (não havia ainda mais 20 milhões para contratações? Este só custava 9).

O balneário volta a ter uma porta giratória. Parece que andam a brincar connosco...


P.S. – Espero que amanhã acorde e que isto tenha sido tudo um pesadelo...

quinta-feira, agosto 09, 2007

Relembrar XVII – Falhanços III

Dois meses antes de justificar a sua contratação pelo Glorioso ao apontar o golo do empate aos 88’ frente ao clube regional nos oitavos-de-final da Taça de Portugal de 1992/93 (em que aconteceu esta e esta vergonha), quando naturalmente já alinhávamos com 10, que nos permitiu fazer o jogo de desempate na Luz (onde ganhámos por 2-0), o russo Mostovoi conseguiu falhar este golo nesse mesmo estádio. Foi numa partida para o campeonato arbitrada pelo Sr. Veiga Trigo em que perdemos por 1-0 com um golo de penalty aos 85’, já depois de o clube regional ter falhado outro penalty na 1ª parte. Eram os saudosos tempos do Apito Dourado, em que era impossível conseguir ganhar naquele estádio. Este jogo ficou ainda marcado por um intenso nevoeiro que quase o colocou em causa e, salvo erro, foi a primeira vez que uma televisão privada (a SIC) transmitiu em directo um jogo entre os grandes para o campeonato.

Ainda hoje estou para perceber como é que se falha um golo destes a meio metro da pequena-área...


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segunda-feira, agosto 06, 2007

Melhorzinho

Lá ganhámos o primeiro jogo da pré-época e conquistámos o Torneio do Guadiana aos lagartos. Vencemos por 1-0 com um grande golo de cabeça do David Luiz a 10’ do fim, na sequência de um livre muito bem apontado pelo Manuel Fernandes. Independentemente do resultado, jogámos um pouco melhor do que em jogos anteriores, mas estes tinham sido tão fracos que não é caso para se festejar muito o aumento de produção.

A partida foi equilibrada, mas o que é certo é que as duas grandes defesas foram do Stojkovic (e que defesas!) ambas a remates do Bergessio. Na 1ª parte demos algum espaço aos lagartos à entrada da nossa área, o que permitiu alguns remates dispensáveis, que felizmente não tiveram grande perigo. Em termos atacantes voltámos a demonstrar debilidades, até porque o Rui Costa ficou no banco e o Nuno Assis levou um toque no Egipto, não estando na sua melhor condição. Já se sabe que o Katsouranis não é propriamente um condutor de jogo e, como o Manuel Fernandes esteve uns furos abaixo das partidas anteriores, não conseguíamos ser consequentes no ataque. As coisas melhoraram com a entrada do maestro e, principalmente, do Fábio Coentrão a meio da 2ª parte. O miúdo mostra-se cada vez melhor de jogo para jogo e a falta de que resultou o golo foi feita sobre ele. Para além disso, não tem receio em enfrentar os adversários e tecnicamente é bastante bom.

Todavia, o nosso melhor jogador foi sem dúvida o David Luiz. Marcou o golo que nos deu a vitória e nesta altura é o nosso defesa mais importante. São raros os lances em que é batido e demonstra uma raça enorme. Também gostei do Quim, que esteve muito seguro e efectuou duas defesas muito boas. O Luís Filipe foi titular em vez do Nélson e cumpriu bem em termos defensivos, mas fez dois centros para... trás da baliza. O Luisão melhorou em relação ao jogo frente ao Bétis, mas ainda não é o Luisão a que estamos habituados. O Léo foi o relógio suíço habitual, mas o Petit ainda não está au point. O Katsouranis foi melhor defesa-central do que centro-campista, porque tem a péssima tendência de jogar sempre para o lado e para trás, impedindo a criação de desequilíbrios atacantes. O Nuno Assis esteve mais interventivo na 2ª parte e aumentou de produção com a entrada do Rui Costa, que confere logo à equipa uma referência imprescindível para conduzir o jogo. No ataque, o Mantorras demonstrou a razão pela qual só pode ser utilizado a meio das segundas partes, já que foi uma nulidade, enquanto o Bergessio fez o melhor jogo pelo Benfica até agora. Para além dos dois remates que já referi, ainda teve outro de muito longe em que a bola não saiu muito por cima da barra. Mostrou claramente que é na posição de segundo avançado que rende mais e não na de extremo-direito.

Este resultado serviu essencialmente para aumentar a confiança, porque o próximo jogo é já a 1ª mão da Champions. Estamos melhor, mas ainda muito distantes de um nível que nos deixe descansados em relação à qualificação para a fase de grupos. E é impensável ficarmos de fora dessa fase. Esperemos que com o plantel completo a equipa comece a produzir mais e de uma maneira mais consistente.

P.S. – Não percebo como é que a pouco mais de uma semana da pré-eliminatória se deixa o Freddy Adu ir aos E.U.A. durante cinco(!) dias para tratar da sua mudança para Portugal e se permita que ele perca os últimos jogos de preparação antes dessa partida decisiva... Tendo ele só efectuado um(!) treino com os novos companheiros. Não bastava já termos o Nuno Gomes, Di Maria e Cardozo lesionados?!

sábado, agosto 04, 2007

Lento

Ok, eu sei que vamos ter dois jogos em três dias, mas a velocidade que apresentámos hoje (na continuação da que temos mostrado em jogos anteriores) no empate 0-0 frente ao Bétis é demasiado baixa para quem daqui a 10 dias vai jogar a 1ª mão da pré-eliminatória da Champions. O aspecto positivo é que não sofremos golos, mas em termos atacantes sentiu-se demasiado a falta do Cardozo (lesionado).

Padecemos de um mal congénito que é a falta de aceleração no meio-campo atacante, o que impossibilita a criação de desequilíbrios, já que damos imenso tempo à defesa contrária para se organizar. Na 1ª parte ainda tivemos duas ou três jogadas interessantes, mas não pusemos à prova o guarda-redes, porque os remates saíram invariavelmente ao lado ou por cima. Na 2ª estivemos pior, facto a que não será alheio as substituições que fizemos. Controlámos razoavelmente o ataque contrário que também não me pareceu muito forte, mas sentimos sempre imensas dificuldades para construir jogo atacante, quer no modelo 4-3-3 quer no 4-4-2 em losango. Falta um jogador que desequilibre em velocidade, que espero seja o caso do Di Maria ou do Adu.

Em termos individuais mais uma vez não houve ninguém que se salientasse muito. O melhor terá sido o David Luiz, que se mostra em bastante melhor forma que o Luisão, que hoje se fartou de complicar. O Manuel Fernandes é o nosso melhor reforço este ano e esteve a um nível semelhante ao dos jogos anteriores, o que é bom. O Nélson, finalmente com concorrência, vai ter que melhorar rapidamente, porque a continuar a oferecer bolas ao adversário na nossa zona defensiva perderá rapidamente o lugar para o Luís Filipe, que entrou bem na 2ª parte e fez dois bons centros (espero que sejam para continuar). O Petit só jogou a 1ª parte, mas entre ele e o Katsouranis, que o substituiu, não se notaram grandes diferenças. O Rui Costa, ao invés, jogou os 90’ e não esteve mal, mas a partir de metade da 2ª parte baixou claramente o nível. No ataque, o Dabao entrou de início, mas mostrou que ainda precisa de ser trabalhado. O Mantorras, que alinhou nos segundos 45 minutos, esteve mais em jogo, mas continua trapalhão. Como extremos alinharam o Fábio Coentrão e o Bergessio. O português voltou a mostrar bons pormenores, embora tenha que se mentalizar que é melhor rematar à baliza do que se atirar para o chão, enquanto o argentino me continua a desiludir. Provavelmente não será extremo-direito, mas é um jogador que joga demasiado ao primeiro toque, libertando-se rapidamente da bola, quando a posição em que alinha requer que por vezes a conserve mais. No entanto, há que dizer que luta durante o tempo todo. O Zoro, que entrou ao intervalo para o lugar do Luisão, até estava a fazer uma partida razoável (dentro do seu estilo varredor) quando teve uma lesão muscular e o Butt praticamente não teve trabalho. Nos penalties no final do jogo também houve empate 4-4, tendo o Butt defendido um e o Miguelito falhado o último que nos daria a vitória.

No domingo defrontamos os lagartos e é bom que a qualidade do nosso futebol melhore. Já se sabe que uma partida frente a eles nunca é somente mais um jogo e será bom que não repitamos a gracinha do ano passado.

P.S. 1 – Vamos defrontar o Copenhaga ou o Beitar de Jerusalém na pré-eliminatória da Champions. Os dinamarqueses estão em vantagem, porque ganharam por 1-0 e são os favoritos. Para além disso, têm mais rodagem, porque já vão com três jornadas no seu campeonato. Continuam com o Grønkjær e o Allbäck, mas nós d
efrontámo-los no ano passado e mostrámos que somos mais fortes. Qualquer que seja o adversário, temos OBRIGAÇÃO de o ultrapassar. É preciso conseguir um bom resultado na 1ª mão (em casa) para fazer uma viagem sossegada na 2ª.

P.S. 2 – O “seu a seu dono”. Disse aqui que achava que o Di Maria não seria o jogador que iria fazer comprar mais cativos. Mas o jogador que o presidente referiu nessa conversa, percebeu-se agora, era o Freddy Adu. E espero sinceramente que ele seja mesmo capaz de levantar o estádio.